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Integrantes: Helen Pinheiro, Letícia Pereira, Luís Felipe, Turma: 2º A

Matheus Maia, Rafael Sarabia e Wesley Barba


Disciplina: Educação Física Professora: Márcia Data: 13/12/2021
Danças Africanas

Manifestação cultural da África

A dança originou-se na África como parte essencial da vida nas aldeias. Ela
acentua a unidade entre seus membros, por isso é quase sempre uma atividade grupal.
Em sua maioria, todos os homens, mulheres e crianças participam da dança, batem
palmas ou formam círculos em volta dos bailarinos. Em ocasiões importantes, danças de
rituais podem ser realizadas por bailarinos profissionais.
As danças africanas são consideradas manifestações culturais dos povos
africanos, que costumam se expressar ritualmente. A maioria dos ritmos africanos estão
relacionadas aos aspectos religiosos. Por isso, em algumas danças, o corpo serve como
uma espécie de ligação entre a Terra e os mundos espirituais.

Características

Uma característica muito peculiar das danças africanas é a maneira como os


grupos se organizam para dançar. Geralmente, eles formam círculos, fileira ou
semicírculos, além de valorizar a participação de toda a comunidade. Os instrumentos
de percussão são objetos marcantes das danças africanas. Muitos desses movimentos
são realizados para celebrar algum acontecimento importante, como: casamento,
agradecimentos, rituais de passagem ou até para celebrar a morte, seguindo a cultura de
cada povo.

Com relação a religiosidade, os ritmos dançados são considerados como um


elemento de passagem para o mundo espiritual, onde os africanos acreditam que o
participante é levado para outro local após um transe. Nas danças onde há uma
influência espiritual maior, existem a crença de que, dependendo do ritual, a coreografia
deve ser executada com os pés descalços a fim de promover a ligação do espírito com a
Terra.

Tipos de danças

Ahouach: É um ritmo que valoriza a união da comunidade. Os instrumentos


utilizados carregam uma tradição e são fabricados em pele de cabra. As coreografias,
exercidas pelos povos berberes (nativos do norte da África), são caracterizadas pelo
balanço dos corpos dos bailarinos. Além disso, eles enfeitam os corpos com joias
esculpidas em pedras e âmbar.

Gnawa: É um dos estilos de danças africanas ligado à morte e a passagem de


um mundo para o outro. Nela, os bailarinos se vestem de branco e usam chapéus pretos
preenchidos de adornos, que incluem amuletos, talismãs e conchas. Ao cultuarem a
presença do Deus Hadra, eles posicionam-se em linha reta ou círculo, enquanto
executam danças acrobáticas, batem palmas e tocam tambores.

Guedra: É um estilo de dança tradicional do deserto do Saara, mais popular


em países como a Mauritânia, Marrocos e o Egito. Popularmente conhecida como ritual
das mulheres de azul, Guedra significa “aquela que faz ritual”. Dessa forma, os
bailarinos, realizam símbolos místicos em agradecimento
ao ar, terra, fogo e água. Eles ainda fazem movimentos
antigos para abençoar todos que estão presentes, incluindo
pessoas e espíritos.

Kizomba: É um dos ritmos que se espalhou por


todo o continente, chegando até ao Brasil, embora ela
tenha surgido na Angola. A kizomba é um ritmo adaptado
dos antigos merengues angolanos como a semba, a maringa e o caduque. “Kizomba”
significa “festa”, e sua origem é proveniente das farras ou bailes, que aconteciam na
Angola durante as décadas de 50 e 70. Uma das grandes influências do quizomba no
Brasil é o zouk. Como os passos são muito semelhantes, às vezes os ritmos se
confundem. 

Schikatt: Essa dança tem um ritmo semelhante a dança flamenca, porém é de


origem marroquina. Dessa forma, as influências árabes e orientais são demonstradas nas
performances dos bailarinos. As mulheres utilizam véus coloridos que se encaixam aos
movimentos do corpo. Além disso, as bailarinas usam acessórios elegantes e joias
exuberantes. Os espectadores assistem aos espetáculos ao som dos instrumentos de
percussão.

Kuduro: O kuduro conquistou o gosto popular devido as suas letras carregadas


de humor e simplicidade. Embora seja conhecido como um gênero musical, o kuduro
nasceu no final da década de 80, em Angola, como uma dança. Depois de alguns anos, a
dança se modernizou e aderiu uma nova roupagem, o que contribuiu significativamente
para que ele conquistasse o mundo.

Semba: é uma dança de salão angolana urbana. Dançada a pares, com passadas
distintas dos cavalheiros, seguidas pelas damas em passos totalmente largos, onde o
malabarismo dos cavalheiros conta muito a nível de improvisação. O Semba
caracteriza-se como uma dança de passadas. Não é ritual nem guerreira, mas uma dança
de divertimento, principalmente em festas, dançada ao som do Semba.

Kabetula: é uma dança carnavalesca da região do Bengo, exibida em


saracoteios bastante rápidos, seguidos de alguns saltos acrobáticos. Os bailarinos
apresentam-se vestidos de camisolas, normalmente brancas, ou de tronco nu de duas
Ponda, saia feita de lenços de cabeça em estilo retangular fixada por uma Ponda (cinta
vermelha ou preta), amarrando um lenço na cabeça e outro no pulso, utilizando também
um apito para a marcação da cadência rítmica do "comandante".

Danças africanas no Brasil

Na época do Brasil colônia, o país


recebeu mais de 4 milhões de africanos
capturados dos seus países de origem.
Eles foram trazidos para serem escravizados pelos donos de propriedades rurais em
diversas atividades domésticas e de lavoura.

Embora eles tenham deixado todos os seus bens materiais, os africanos trouxeram para
os navios negreiros a rica diversidade cultural dos seus países. Assim, a cultura
brasileira ficou marcada pela herança de danças relacionadas às tradições afro-
brasileiras. As mais populares são a Capoeira; Congada; Jongo; Maracatu e Samba de
roda. 

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