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Justiça Federal da 1ª Região

PJe - Processo Judicial Eletrônico

16/12/2021

Número: 1007362-26.2018.4.01.3400
Classe: PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL
Órgão julgador: 6ª Vara Federal Cível da SJDF
Última distribuição : 16/04/2018
Valor da causa: R$ 1.000,00
Processo referência: 595084220104013400
Assuntos: Enriquecimento sem Causa
Segredo de justiça? NÃO
Justiça gratuita? NÃO
Pedido de liminar ou antecipação de tutela? SIM
Partes Procurador/Terceiro vinculado
INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA
(AUTOR)
CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO
CIENTIFICO E TECNOLOGICO (AUTOR)
FIPECQ-FUNDACAO DE PREVIDENCIA COMPLEMENTAR JOAO VITOR LUKE REIS (ADVOGADO)
DOS EMPREGADOS OU SERVIDORES DA FINEP,DO CRISTIANE ROMANO FARHAT FERRAZ (ADVOGADO)
IPEA,DO CNPQ,DO INPE E DO INPA (REU)
Documentos
Id. Data da Documento Tipo
Assinatura
23612 13/12/2021 21:53 Sentença Tipo A Sentença Tipo A
8365
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL
Seção Judiciária do Distrito Federal
6ª Vara Federal Cível da SJDF

SENTENÇA TIPO "A"


PROCESSO: 1007362-26.2018.4.01.3400
CLASSE: PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7)
POLO ATIVO: INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA e outros
POLO PASSIVO:FIPECQ-FUNDACAO DE PREVIDENCIA COMPLEMENTAR DOS EMPREGADOS OU
SERVIDORES DA FINEP,DO IPEA,DO CNPQ,DO INPE E DO INPA
REPRESENTANTES POLO PASSIVO: JOAO VITOR LUKE REIS - DF24837 e CRISTIANE ROMANO
FARHAT FERRAZ - DF1503/A

1. RELATÓRIO

Trata-se de ação de conhecimento, com pedido de tutela de urgência, ajuizada por INSTITUTO
DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA – IPEA e CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO
CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO – CNPq contra a FUNDAÇÃO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR DOS
EMPREGADOS OU SERVIDORES DA FINEP, DO IPEA, DO CNPQ, DO INPE E DO INPA – FIPECq,
objetivando, em síntese, a condenação da Ré à devolução dos valores das contribuições patronais vertidas
pelos Autores para custear a previdência complementar dos empregados destes, ressalvados o montante
destinado a custear os benefícios efetivamente concedidos.

Narram que a FIPECq, entidade fechada sem fins lucrativos de previdência complementar, foi
conveniada pelo IPEA e CNPq em 1978 para administrar a concessão de benefícios de previdência
complementar dos empregados dos Autores.

Os Autores explicam que eles vertiam contribuições para financiar a complementação da


aposentadoria que seria concedida pelo Regime Geral de Previdência Social aos seus empregados à época.

Informam que, com o advento da Constituição de 1988, houve a previsão de regime jurídico
único para a administração pública, o que foi efetivado pela Lei nº 8.112/1990, a qual transformou todos os
empregados públicos do IPEA e do CNPq em servidores públicos, submetendo-os desde então ao Regime
Próprio de Previdência Social. Em consequência, deixou de fazer sentido a existência de uma previdência

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complementar, razão pela qual eles deixaram de verter contribuições para esse fundo previdencial a partir de
janeiro de 1991.

Sustentam que, em face da impossibilidade jurídica de concessão de benefícios


complementares pela FIPECq aos servidores dos Autores, conforme pacífico entendimento jurisprudencial, os
valores correspondentes à contribuição patronal vertidas pelas autarquias devem ser a esta devolvidos, já que
não pertencem ao fundo e não serão utilizados para o financiamento da previdência complementar dos
empregados dos Requerentes.

Alegam que a Ré se nega a devolver esses valores, caracterizando enriquecimento sem causa.

Inicial instruída com documentos.

Custas não recolhidas, em face de isenção legal.

O processo foi livremente distribuído à 2ª Vara desta Seção Judiciária, que declinou da
competência em favor da 6ª Vara, por dependência ao processo nº 59508-42.2010.4.01.3400.

Após determinação deste Juízo, os Autores emendaram a inicial quanto ao valor da causa.

O pedido de tutela de urgência foi indeferido.

Em sua contestação, a Ré arguiu as seguintes preliminares:

a) impugnação ao valor da causa, que deve corresponder a R$ 40.611.029,63 (quarenta


milhões, seiscentos e onze mil, vinte e nove reais e sessenta e três centavos) – valor do fundo para o qual
foram alocados os recursos questionados nesta demanda; e

b) necessidade de litisconsórcio passivo com as demais patrocinadoras (Financiadora de


Estudos e Projetos – FINEP, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA e Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais – INPE) ou denunciação da lide, “uma vez que são elas que suportarão os prejuízos
financeiros decorrentes de uma eventual sentença de procedência”.

Suscitou a prescrição quinquenal, ao fundamento de que as contribuições cuja restituição se


pretende nesta demanda foram vertidas há mais de 28 (vinte e oito) anos, e a decadência, esta com base no
art. 103 da Lei nº 8.213/1991.

No mérito, a Ré requereu a improcedência do pedido, aduzindo, em suma: a) a ausência de


amparo normativo para o acolhimento da pretensão autoral, porquanto a legislação de regência autoriza a
restituição das contribuições apenas em favor dos participantes, mas não dos patrocinadores, salvo em duas
situações específicas que não guardam relação com o caso; b) as premissas adotadas pelos Autores ferem os
princípios norteadores do Sistema de Previdência Complementar, havendo uma tentativa de quebra contratual;
c) quanto à taxa de administração de 15% (quinze por cento), “não há qualquer relação entre o atual custeio
das despesas administrativas dos serviços necessários à gestão do plano PPC, que leva em consideração um
percentual (não superior a 15%) sobre contribuições atualmente vertidas ao referido plano, e a restituição de
contribuições vertidas pelos Autores antes da instauração do Regime Jurídico Único”.

Por fim, a Ré juntou documentos.

Os Requerentes apresentaram réplica.

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Na fase de especificação de provas, os Autores juntaram documento e pediram a produção de
prova pericial. A Ré dispensou a produção de novas provas.

A Associação dos Empregados da FINEP (AFIN) requereu o seu ingresso no feito na qualidade
de assistente simples, sob o fundamento central de que o acolhimento da pretensão autoral “atingirá
diretamente o equilíbrio econômico-financeiro e atuarial do PPC, afetando reflexamente a esfera jurídica dos
participantes e assistidos associados”, bem como a intimação do Ministério Público Federal para atuar na
qualidade de fiscal da ordem jurídica.

Os Autores dissentiram do pedido de intervenção feito pela AFIN.

Seguiram-se manifestações das partes e da AFIN.

É o relatório.

Decido.

2. FUNDAMENTAÇÃO

2.1. Das questões preliminares

2.1.1. Da prova pericial

Em primeiro lugar, indefiro o pedido de prova pericial, visto que as questões controvertidas
nesta demanda são essencialmente de direito. Os valores porventura devidos aos Autores serão apurados
oportunamente, em sede de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença.

2.1.2. Do pedido de intervenção de terceiro

Indefiro o pedido de intervenção da AFIN na qualidade de assistente simples.

O art. 119 do CPC dispõe que, pendendo causa entre duas ou mais pessoas, o terceiro
juridicamente interessado em que a sentença seja favorável a uma delas poderá intervir no processo para
assisti-la.

A expressão em destaque não deixa dúvidas: somente o interesse jurídico permite a intervenção
de terceiro na qualidade de assistente. Não é o caso em análise, em que a controvérsia a ser dirimida nos
autos, que se refere às contribuições vertidas pelos Autores (patrocinadores) antes da instituição do Regime
jurídico Único, não tem qualquer relação jurídica com os empregados da FINEP e o plano de previdência
complementar gerido pela FIPECq. O interesse pode ser econômico, mas não jurídico.

A questão foi bem detalhada pelos Autores na petição ID 189486860, a qual colaciono adiante
como razões para decidir:

[...]

A intervenção de terceiros, na modalidade assistência simples, pressupõe a demonstração


de um interesse jurídico do interessado na solução do processo. Verifica-se que a entidade
associativa representa interesses dos empregados públicos, aposentados e
pensionistas da FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos, que não é parte no
presente processo.

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Para se permitir a intervenção de terceiros na modalidade assistência simples, torna-se
indispensável a demonstração de um interesse jurídico do terceiro na solução do processo,
não se admitindo que o pedido esteja embasado em um interesse econômico, moral ou de
qualquer outra natureza. É pressuposto para seu deferimento que o terceiro demonstre estar
sujeito a ser afetado juridicamente pela decisão a ser proferida em processo do qual não
participa, sendo irrelevante argumentar que sofrerá um prejuízo econômico.

O mero argumento de risco de prejuízo não supre o requisito essencial de interesse jurídico,
mormente quando o suposto prejuízo se fundamenta na impossibilidade de se beneficiar de
aporte de recursos que jamais foi destinado ao atendimento de suas pessoais pretensões.
Em outras palavras, o pedido delimitado na inicial não deve atingir os associados da
AFIN, vez que claramente limitado à situação específica dos empregados públicos
vinculados ao IPEA e ao CNPq, que migraram de regime com a adoção do Regime Jurídico
Único - RJU o direito brasileiro.

Tanto é assim que, desde o início do processo, os autores demonstraram que pretendem
reaver tão somente a cota parte a que tem direito na restituição, valores estes que serão
efetivamente apurados após a realização da perícia atuarial requerida ao Juízo, justamente
para que sejam verificados de forma precisa quais as quantias devem ser restituídas às
entidades públicas que não podem prosseguir no Plano de Previdência da ré por
impossibilidade legal (já que seus empregados se tornaram servidores públicos após a
adoção do RJU).

Não está em discussão nesta causa qualquer direito dos empregados da FINEP em relação
ao plano de previdência complementar gerido pela FIPECq, os quais estão ao largo de sofrer
qualquer lesão pela sentença a ser proferida nos autos. Vale dizer, a sentença deste
processo em nada influenciará na existência ou em prejuízo dos direitos pertencentes aos
empregados da FINEP em relação à FIPECq. Tratam-se de questões completamente
distintas. Os servidores do IPEA e CNPq, com a CF/88, passaram ao regime jurídico único e
não possuem mais qualquer relação jurídica com a FIPECq. A demanda fundamenta-se
nesta causa de pedir, não sendo objeto do processo as relações jurídicas dos empregados
da FINEP com PPC da FIPECq, muito menos estas relações jurídicas serão afetadas com a
sentença.

Está demonstrada a boa-fé dos autores desde a inicial, assim como nas tratativas
extraprocessuais junto à FIPECq, uma vez que em momento algum se indicou pretensão de
que fossem restituídos valores que não lhes pertençam. Muito pelo contrário, além do
hercúleo - e infelizmente infrutífero - esforço de se chegar a uma solução antes da
propositura de quaisquer demandas, de forma clara e expressa o CNPq e o IPEA indicaram
a necessidade de perícia atuarial, a fim de que fosse apurado quanto deve permanecer no
Fundo para custeio dos benefícios complementares existentes e do quanto deve ser
devolvido aos cofres públicos.

A suposta indicação de que a estruturação dos planos de benefício definido se baseia no


princípio do mutualismo e da solidariedade esbarra no próprio argumento da AFIN, uma vez
que se utiliza de disposições da Constituição Federal de 1988, que é posterior ao pacto
firmado para a constituição do Fundo de Previdência discutido nestes autos (1979), bem
como da Lei Complementar n. 109/2011, editada décadas mais tarde.

Solidariedade não se presume, sempre decorre de lei ou contrato, situação que não se
verifica no presente caso. Afinal, se tal solidariedade existisse, os aportes efetuados
pelos empregados (dos autores) que migraram para o RJU não poderia ter sido a eles
devolvidos, e quanto a esse ponto não se tem notícia de qualquer resistência e nem
irresignação dos ora peticionantes.

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Essa, inclusive, foi a resposta dada pela FIPECq ao IPEA, em 20.11.2013, quando se negou
a devolver os valores àquele patrocinador. Transcreve-se do CTA 055/13 PRE (anexo à
inicial desta demanda), que respondeu aos Ofícios n. 175 e 190/13/DIDES/IPEA:

[...]

A ausência de tal solidariedade, no caso concreto, já foi indicada também pela PREVIC,
conforme pode se extrair do item 5 da Nota n. 50023/2016/PREVIC (anexo à inicial), da qual
se transcreve:

[...]

O próprio Regulamento Básico do Plano de Previdência PPC, da FIPECq, prevê a falta de


solidariedade, no caso concreto, quanto estatui a possibilidade de devolução dos valores
pagos pelos participantes ativos que se desligarem antes do implemento das condições.
Veja-se:

[...]

Assim, em não havendo a solidariedade indicada, demonstra-se que os valores a


serem restituídos ao IPEA e CNPq não influenciam nos benefícios que continuam a ser
eventualmente devidos aos empregados, aposentados e pensionista da FINEP.

Por fim, a AFIN não trouxe qualquer prova, seja estudo técnico ou parecer contábil atuarial,
para demonstrar que a decisão judicial proferida neste processo acarretaria a ruína
financeira da FIPECq. Ainda assim, essa relação jurídica havida entre os empregados
da FINEP e a FIPECq seria (apenas hipoteticamente) atingida economicamente. Sendo
assim, forçoso concluir que nem mesmo o interesse econômico no processo está
demonstrado pela AFIN em seu pedido de ingresso como assistente simples da FIPECq.

[...]

[grifos no original]

2.1.3. Da impugnação ao valor da causa

Rejeito a preliminar de impugnação ao valor da causa, pois este foi atribuído em conformidade
com a pretensão econômica buscada nesta demanda.

Com efeito, os valores solicitados pelo IPEA e pelo CNPq foram, respectivamente, de R$
99.401.240,76 (noventa e nove mil, quatrocentos e um reais, duzentos e quarenta reais e setenta e seis
centavos) e de R$ R$ 209.218.954,25 (duzentos e nove milhões, duzentos e dezoito mil, novecentos e
cinquenta e quatro reais e vinte e cinco centavos) – ID 5300180 e 5300195.

Somando-se esses valores, chega-se à quantia de R$ 308.620.195,01 (trezentos e oito milhões,


seiscentos e vinte mil, cento e noventa e cinco reais e um centavo), indicada como valor da causa, conforme
petição de emenda da inicial (ID 5464698).

Ainda que, ao cabo do processo, se chegue à conclusão de que outro é o valor devido aos
Autores, não se pode negar que o montante indicado no parágrafo antecedente é o proveito econômico
pretendido nesta ação.

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2.1.4. Do litisconsórcio passivo e da denunciação da lide

Segundo a Ré, há necessidade de litisconsórcio passivo com as demais patrocinadoras FINEP,


INPA e INPE) ou de denunciação da lide, “uma vez que são elas que suportarão os prejuízos financeiros
decorrentes de uma eventual sentença de procedência”.

Novamente, não lhe assiste razão. É que “o encerramento da relação contratual existente entre
o Patrocinador e a entidade fechada atinge a relação direta entre eles e não aos demais patrocinadores que
eventualmente optarem por continuar no plano, uma vez que suas contribuições deverão ser vertidas ao seu
grupo de beneficiados específico”, como bem resumiu os Autores em sede de réplica (ID 12034479).

2.2. Da prescrição

Também não procede a alegação de prescrição quinquenal. Isso porque o caso em análise
envolve omissão da Ré em devolver os valores vertidos pelos Autores ao fundo previdencial. Cuidando-se de
ato omissivo, a pretensão renova-se periodicamente. Logo, não se pode falar em prescrição.

O Tribunal de Contas da União decidiu nesse sentido, ao apreciar o TC 029.595/2017-7: “Por


outro lado, ainda que se considere algum prazo prescricional, no caso concreto em análise está caracterizado
ato de omissão, portanto permanente, já que os gestores da FIPECq são omissos ao não devolverem os
recursos vertidos pelas patrocinadoras antes do advento do RJU, logo a prescrição começaria a contar a partir
da cessão da omissão, o que ainda não ocorreu.” (ID 12034479).

Ainda que se entenda que o prazo prescricional teve início com o ato de indeferimento do
pedido na esfera administrativa (o que, de acordo com os documentos dos autos, ocorreu apenas em relação
ao IPEA), a pretensão autoral não foi atingida pela prescrição quinquenal, na medida em que a negativa do
requerimento foi levada ao conhecimento do IPEA em novembro de 2013 (ID 5300185), enquanto esta
demanda foi ajuizada em abril de 2018, ou seja, antes do decurso do prazo de cinco anos.

2.3. Da decadência

A alegação de decadência é impertinente, dado que a Lei nº 8.213/1991 aplica-se tão somente
ao RGPS, que não tem pertinência com as questões controvertidas na presente demanda.

Não havendo outras questões preliminares a decidir, passo ao julgamento do mérito.

2.4. Do mérito

Em suma, a controvérsia a ser dirimida nos autos se refere à destinação das contribuições
aportadas pelas patrocinadoras (Autores desta demanda) ao fundo previdencial administrado pela Ré no
período anterior à Lei nº 8.112/1990.

Tal pedido é procedente.

Com efeito, no processo nº 59508-42.2010.4.01.3400, recentemente sentenciado por este Juízo,


a FIPECQ pretende o reconhecimento do direito de utilizar as contribuições vertidas pelos Requeridos (Autores
da presente demanda), no período anterior a janeiro de 1991, no pagamento de benefícios previdenciários em
favor daqueles participantes que foram submetidos ao RJU. O pedido foi julgado improcedente, nos seguintes
termos:

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Trata-se de ação de rito ordinário proposta pela Fundação de Previdência Complementar
dos Empregados ou Servidores da FINEP, do IPEA, do CNPq, do INPE e do INPA - FIPECQ
em face do CNPq, do IPEA e da União Federal (representando o Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais — INPE e o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia — INPA), com
o objetivo de ver declarada a titularidade do Fundo Previdencial formado pelas contribuições
vertidas pelas Requeridas ao plano de benefícios de caráter previdenciário, administrado
pela Autora, no período anterior a 1º de janeiro de 1991, com o intuito de que os aludidos
valores possam ser utilizados em favor dos participantes que foram submetidos ao Regime
Jurídico Único.

Aduz ser entidade fechada de previdência complementar, constituída sob a forma de


Fundação, com personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, cujo objeto é
administrar os planos de benefícios de caráter previdenciário, destinados ao pagamento de
benefícios complementares àqueles pagos por regimes obrigatórios de previdência social.
Sustenta que, com o advento da Lei nº 8.112/1990, os empregados das requeridas, até
então regidos em seus contratos de trabalho pela CLT, passaram a submeter-se àquela
norma legal, que lhes assegurava proventos integrais na aposentadoria, dentre outros
benefícios previdenciários, razão pela qual as requeridas, assim como a quase totalidade
dos participantes, interromperam suas contribuições previdenciárias que lhe eram
destinadas, restando uma reserva previdenciária que tinha sido formada pelas contribuições
pessoais, patronais e a rentabilidade alcançada na aplicação financeira desta reserva. Afirma
que, diante da indefinição quanto à destinação a ser dada à reserva acumulada, receberam
parte daquela reserva constituída apenas pelas contribuições pessoais (de titularidade
incontroversa), sendo que um grupo menor optou por manter intacta a respectiva reserva,
solicitando que fosse paga sob a forma de um benefício proporcional aos recursos
acumulados quando do preenchimento das condições para o acesso aos benefícios.

Assim, acrescenta que teriam remanescido sob sua administração as reservas


remanescentes referentes aos participantes alcançados pelo RJU, formada essencialmente
por parcela das contribuições vertidas pelas Requeridas no período anterior, acrescidas da
respectiva rentabilidade. Ressalta que todos os participantes que, em 1º de janeiro de 1991,
já estavam em gozo do benefício previdenciário complementar, não foram alcançados pelos
efeitos da Lei 8.212/1991, não tiveram qualquer alteração em seu status de assistidos
daqueles planos, pelo que suas reservas previdenciárias não compuseram o referido Fundo
Previdencial, não sendo, portanto, objeto de qualquer pretensão deduzida nestes autos.
Assevera que a extinção dos contratos de trabalho dos participantes que passaram ao
regime estatutário não possui o condão de pôr termo final à relação jurídica de previdência
complementar. Afirma, assim, que os participantes teriam direito ao acesso à reserva
previdenciária constituída na vigência do contrato previdenciário, razão pela qual não
mereceria subsistir a oposição das requeridas em conferir ao Fundo Previdenciário a referida
destinação, qual seja, a cobertura de benefícios previdenciários complementares aos
participantes que, em 31 de dezembro de 1991, encontravam-se submetidos ao contrato de
previdência complementar e que, por força da implementação do Regime Jurídico Único,
tiveram cessada a relação de patrocínio do respectivo plano privado de benefícios.

Diante destes fatos, a parte autora propôs a presente demanda com a finalidade de que o
“Fundo Previdência formado pelas contribuições vertidas pelas Requeridas, no período
anterior a 1º de janeiro de 1991, ao plano de benefícios de caráter previdenciário
administrado pela Autora, deve ser utilizado no pagamento de benefícios previdenciários em
favor daqueles participantes que foram submetidos ao Regime Jurídico Único (Lei 8.112/90)
e, por consequência, tiveram a relação de patrocínio com as Requeridas interrompida em
razão da extinção de seus contratos de trabalho, mantendo-se desta forma a finalidade
previdenciária de tais recursos, em respeito ao ato jurídico perfeito, preservando o direito

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acumulado pelos referidos participantes até aquele momento.”

Inicial instruída com documentos.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPQ e o IPEA


apresentaram contestação em conjunto (fls. 148-65 do ID 137233883), alegando, em
preliminar, a falta de interesse de agir, a impossibilidade jurídica do pedido e a ilegitimidade
ativa. No mérito, requereram a improcedência do pedido.

A União apresentou sua contestação às fls. 175-208 do mesmo ID, em que reproduziu os
mesmos argumentos das entidades autárquicas litisconsortes.

A FIPECO apresentou réplica às contestações (fls. 213 do ID 137233883 às fls. 05 do ID


137234349).

A PREVIC foi autorizada pela decisão de fls. 62-5 do ID 137234359 a atuar como terceira
interessada, na condição de assistente simples da parte Ré. Às fls. 72-8 do mesmo ID, a
Autora interpôs agravo de instrumento (nº 11362- 43.2014.4.01.0000), convertido em agravo
retido. A PREVIC manifestou-se às fls. 93-106, requerendo a improcedência do pedido.

Às fls. 104-8 do ID 137234362, a Autora requereu autorização para utilizar uma pequena
parte dos recursos oriundos dos rendimentos decorrentes da aplicação do Fundo
Previdenciário objeto da presente demanda para equacionamento de parte do déficit
apurado pelo Plano de Benefícios, tendo em vista que “tal autorização não causa prejuízo
aos participantes e assistidos, nem às patrocinadoras, bem como que se estará observado a
finalidade previdenciária para a qual tais valores foram vertidos”.

Às fls. 101-3 do ID 137234363, a Autora desistiu do pedido de utilização de pequena parcela


dos recursos do fundo previdenciário, formulado em 07.11.2014, em relação ao que os
requeridos não discordaram.

Por meio da decisão de fls. 127-30 desse mesmo ID, foi esclarecido não ser possível a
análise do pedido de desistência formulado pela Autora, tendo em vista a impossibilidade de
aditamento do pedido após o saneamento do feito. Na mesma decisão, foi admitida a
intervenção da FINEP na condição de assistente litisconsorcial dos Réus, nos termos do art.
124 do CPC.

As partes apresentaram alegações finais, tendo o MPF aduzido não haver interesse público
primário que exija sua intervenção no feito, conforme se vê no decorrer do ID 137234363.

O CNPQ e IPEA vieram às fls. 210 do ID 137234363 informar o ajuizamento do Processo n.


1007362-26.2018.4.01.3400, distribuído à presente Vara, atraído pela conexão com o
presente feito.

Provas não especificadas.

É o relatório.

Decido.

[...]

2.2 Mérito

A FIPECQ — Fundação de Previdência Complementar dos Empregados ou Servidores da


FINEP, do IPEA, do CNPg, do INPE e do INPA pretende, em face da União, do CNPq e do

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IPEA, o reconhecimento do direito de utilizar as contribuições vertidas pelos Requeridos, no
período anterior a janeiro de 1991, no pagamento de benefícios previdenciários em favor
daqueles participantes que foram submetidos ao RJU.

Isso porque, até dezembro de 1990, os funcionários daqueles órgãos eram regidos pela
CLT, e, por isso, contribuíam para o respectivo fundo de previdência complementar.

Com a entrada em vigor da Lei 8.112/1990, foram transpostos para o regime estatutário,
deixando de contribuir para o respectivo fundo.

Entende a Autora que, diante do surgimento do Regime Jurídico Único (Lei n.º 8.112/1990),
as reservas previdenciárias (“Fundo Previdencial”) formadas até a vigência da norma legal,
constituídas a partir das contribuições pagas pelos patrocinadores, ora Réus, mantém sua
finalidade previdencial e devem ser utilizadas em prol dos participantes que, aquela época
vinculados aos Réus (por liame empregatício), eram destinatários do plano de benefícios
administrado pela Autora.

Não é o caso.

Supremo Tribunal Federal já apreciou e decidiu não ser possível a concessão de


benefícios/vantagens não previstos na Lei 8.112/1990:

DIREITO CONSTITUCIONAL: E ADMINISTRATIVO. BOLSA DE ESTUDOS PARA


DEPENDENTES DE EMPREGADOS DA FUNDAÇÃO DE ASSISTÊNCIA AO
ESTUDANTE - FAE: MANDADO DE SEGURANÇA impetrado contra decisão do
Tribunal de Contas da União, que suspendeu a concessão do benefício. Alegação de
direito adquirido e invocação do princípio da irredutibilidade de vencimentos. Artigos
5º, inc. XXXVI, 7º, inc. Vi e 39, 8 2º, 39, "caput", 37 e 169, parágrafo único, da
Constituição Federal. Lei nº 8.112, de 11/12/1990 (Regime - Jurídico Unico).

1. O art. 39 da Constituição Federal estabeleceu: a União, os Estados, o Distrito


Federal e os Municípios instituirão, * no âmbito de sua competência, regime jurídico
único e plano de carreira para os servidores da administração direta, das autarquias
e das fundações. 2. E a Lei nº 8.112, de 11/12/1990, baixou as normas relativas a
esse Regime Jurídico Único, não concedendo aos servidores "bolsas de estudo",
vantagens que antes eram previstas por Portarias da Presidência da Fundação “de
Assistência ao Estudante - FAE. 3. Se os antigos servidores - Celetistas dessa
Fundação, ao serem convertidos em servidores estatutários, por força da referida
norma constitucional (art. 39), conservassem vantagens estranhas aquelas
estabelecidas no Regime Jurídico Único, então este, não seria único. A norma
constitucional não se cumpriria. - Instaurada estaria a disparidade entre os
servidores, em ' detrimento daquela norma que pretendeu estabelecer Regime, -
Jurídico Único, em face do qual não se pode falar em direitos adquiridos dos
servidores, nem mesmo a pretexto de irredutibilidade de vencimentos, sobretudo
quando a redução - destes não é nominal, segundo a jurisprudência da Corte. 4.
Outros princípios constitucionais estariam a impedir a observância, também, do
alegado direito adquirido, em casos. como o da espécie. Um deles, o do art. 37,
segundo o qual a administração pública direta, indireta ou fundacional obedecerá ao -
princípio da legalidade. E, no caso, a vantagem não terá sido - estabelecida por lei.
Outro, o do art. 169, parágrafo único, da C.F., segundo que "a concessão de
qualquer vantagem". pelos "órgãos e entidades da administração direta ou indireta,
inclusive, fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, só poderá - ser feita"
"se houver prévia dotação orçamentária suficiente para “. atender às projeções de
despesa de pessoal e aos acréscimos “dela decorrentes" e "se houver autorização

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específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as
- sociedades de economia mista., 5. Mandado de Segurança indeferido. Votação
unânime. (MS 22160, STF — Tribunal Pleno, - Relator Min. SYDNEY SANCHES, DJ
13-12-1996)

À exceção dos benefícios já concedidos antes da mudança de regime, o fato é que para os
servidores que passaram a integrar o regime jurídico único cabem apenas as vantagens e
benefícios da Lei nº 8.112/1990, dado que não aperfeiçoado o ato previdenciário em
momento anterior à mudança.

O Superior Tribunal de Justiça, inclusive, pontua que o antigo sistema apenas é garantido
aos aposentados e pensionistas que obtiveram os benefícios sob à égide da CLT, antes da
Lei nº 8.112/1990:

APOSENTADORIA SOB A ÉGIDE CELETISTA. INVOCAÇÃO DO * ART. 243 DA LEI


Nº 8.112/90. | - Consoante jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, aos
servidores aposentados sob o' regime celetista antes do advento da Lei 8.112/90 não
se aplica o disposto no art. 243 da Lei em comento, tendo em vista que com o ato da
aposentação perderam o vínculo com. a Administração Pública, passando a ser
regidos pelas regras: do sistema previdenciário. Precedentes. Il - Agravo interno
desprovido. (AGRESP 200201565417, GILSON DIPP, STJ - “QUINTA TURMA, DJ
DATA:02/06/2003 PG:009336)

Ou seja, há o delineamento de uma fronteira intransitável: nem os celetistas aposentados


antes de 1991 podem ser beneficiados pelo vínculo estatal; nem tampouco, na outra via, os
servidores públicos submetidos ao regime jurídico único podem ser beneficiados pelo antigo
regime de previdência complementar.

Assim, ressalvados os benefícios já concedidos, já não mais se admite a concessão de


vantagens ou direitos aos servidores após a Lei nº 8.112/1990.

Com o mesmo entendimento, o plenário do Tribunal de Contas da União acordou o seguinte:

REPRESENTAÇÃO. REPASSES FINANCEIROS À ENTIDADE recursos públicos


federais para o custeio de previdência complementar de servidores públicos
submetidos ao Regime “Jurídico Único - RJU (Lei n.º 8.112/1990), salvo na hipótese
do S$ 16 do art. 40 da Constituição Federal, com a restrição imposta na parte in fine
do $ 14 do mesmo artigo da Carta Magna. (ACÓRDÃO 0650/2007, ATA 15,
PLENÁRIO - Relator: GUILHERME PALMEIRA.

É indiscutível, em consequência, que a contribuição estatal, não traduzida em benefícios


previdenciários até 31/12/1990, constitui patrimônio público indisponível, que deve ser
revertido ao erário mediante acerto de contas com a entidade privada de previdência
complementar, já que não poderá mais atender aos agentes estatais submetidos ao RJU.

3. DISPOSITIVO

Ante o exposto, julgo improcedente o pedido, na forma do art. 487, I, do CPC.

[...]

O último parágrafo da fundamentação é bem claro: “É indiscutível, em consequência, que a


contribuição estatal, não traduzida em benefícios previdenciários até 31/12/1990, constitui patrimônio público

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indisponível, que deve ser revertido ao erário mediante acerto de contas com a entidade privada de previdência
complementar, já que não poderá mais atender aos agentes estatais submetidos ao RJU.”

Como consequência lógica desse entendimento, a pretensão buscada na presente demanda


deve ser acolhida.

Por fim, vale anotar que o Tribunal de Contas da União, ao analisar representação da PREVIC
sobre o caso, chegou à conclusão de que é obrigatória "a devolução das contribuições aportadas pelas
entidades patrocinadores à FIPECq, no período anterior ao advento da lei n. 8.112/1990, referentes aos
empregados abrangidos pelo RJU" (ID 12034479).

3. DISPOSITIVO

Ante o exposto, indefiro o pedido de prova pericial, rejeito as preliminares arguidas na


contestação, julgo procedentes os pedidos e declaro a extinção do processo, com resolução do mérito, na
forma do art. 487, inciso I, do CPC, para condenar a Ré à devolução dos valores das contribuições patronais
vertidas pelos Autores para custear a previdência complementar dos empregados destes, ressalvados o
montante destinado a custear os benefícios efetivamente concedidos.

Sobre esses valores deverão incidir correção monetária, desde quando devidos, e juros de
mora, a partir da citação, conforme o Manual de Cálculos da Justiça Federal.

Indefiro o pedido de intervenção formulado pela Associação dos Empregados da FINEP (ID
105463869).

Indefiro o pedido de intimação do Ministério Público Federal, por não estarem presentes as
hipóteses do art. 178 do CPC.

Nada obstante o acolhimento da pretensão autoral, mantenho a decisão que indeferiu o pedido
de tutela de urgência (ID 5485371), por ausência de perigo de dano, um dos requisitos exigidos pelo art. 300,
“caput”, do CPC para a concessão de tal medida.

Sem condenação em custas, não recolhidas em face da isenção prevista no art. 4º, inciso I, da
Lei nº 9.289/1996.

Condeno a Ré ao pagamento dos honorários advocatícios, que serão fixados quando da


liquidação do julgado, a teor do art. 85, § 4º, inciso II, do CPC.

Sentença sujeita à remessa necessária, por força do art. 496, inciso I, do CPC.

Intimem-se.

(datado e assinado digitalmente)

IVANI SILVA DA LUZ

Juíza Federal Titular da 6ª Vara/DF

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