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Solo: Componente de Organização dos Ecossistemas Terrestres

Na pedosfera é aonde se encontra uma relação intima entre os


componentes bióticos e abióticos no solo. O solo pode ser considerado um
centro principal de organização de ecossistemas terrestres, os nutrientes
são regenerados e reciclados durante a decomposição no solo antes de se
tornarem disponíveis para as plantas (os produtores primários).

O solo é formado da seguinte maneira: é composto de uma rocha-mãe


(o substrato geológico ou mineral subjacente) e um componente orgânico
no qual os organismos e seus produtos estão misturados com a rocha-mãe
modificada. Já os espaços entre as partículas do solo são preenchidas com
gases e água, não se esquecendo do que determina a fertilidade de um solo
são a sua textura e porosidade.

A atividade do solo está concentrada em “pontos quentes”, como as


zonas de raízes (rizosferas - são agregados de micróbios em torno de suas
raízes, pelotas fecais, manchas de matéria orgânica e secreções de mucos
nos poros dos solos) e agregados. As camadas distintas do solo que são
chamadas de horizontes (H, O, A, E, B e C) diferem uma da outra de
acordo com à sua cor, e a sequência dos horizontes de superfície para baixo
é chamada de perfil do solo.

• Horizonte A: é composto pelos corpos de vegetais e animais que


estão sendo reduzidos a MO (matéria orgânica) finamente dividido
pela humificação.

• Horizonte B: é composto pelo material mineral, no qual os


compostos orgânicos foram convertidos por decompositores em
compostos inorgânicos (mineralização) e completamente
misturados com a rocha-mãe finamente dividida

• Horizonte C: é a rocha-mãe mais ou menos modificada, tal rocha


pode ser representar a formação mineral original ou pode ter sido
transportada (Ex. água - deposito aluvial, ou vento - deposito eólico e
etc).

Obs. O perfil do solo e a espessura relativa dos horizontes são


características das diferentes regiões climáticas e das situações
topográficas diferentes.

Com o passar do tempo a classificação dos tipos de solos se tornou um


assunto empírico, uma vez que um país, estado ou município pode
apresentar dezenas de tipos de solos. Assim é de conhecimento dos
estudiosos que o solo é um produto do clima e da vegetação.

Deslocamento do Solo: Natural e Acelerado pelo Homem

A erosão do solo causada pela água e vento ocorre naturalmente a


todo momento em taxas baixas, já o homem de diversas maneiras
consegue acelerar esse processo. A partir do ano de 1970 a erosão do solo
se tornou um grande problema por causa dos seguintes motivos: 1º foi a
industrialização da agricultura e 2º a expansão urbana.

Naturalmente a erosão não é o único problema que ameaça a


capacidade do solo de produzir alimento, já que também temos que levar
em consideração a compactação do solo resultante do uso de maquinarias
pesadas para aumentar a produtividade.

Qualidade do Solo como um Indicador da Qualidade Ambiental

São varias as definições para tentar se definir a qualidade do solo, mas


o destino dos sistemas de solo depende da vontade da sociedade de intervir
no mercado para abdicar de alguns benefícios de curto prazo a fim de
preservar os solos e proteger o capital natural em longo prazo.

. ECOLOGIA DO FOGO

O fogo é um fator ecológico de grande importância na formação da


vegetação em diferentes ambientes terrestres. Como o clima varia entre
períodos úmidos e secos, do mesmo modo o fogo varia no ambiente.

Há dois tipos de incêndios causando efeitos distintos; Incêndios de


copa geralmente são limitantes para a maioria dos organismos da área,
após este tipo de incêndio a comunidade biótica começar a desenvolver-se
toda novamente podendo levar vários anos para restabelecer a área a uma
condição semelhante à anterior ao incêndio. Os incêndios de superfície
exercem um efeito mais seletivo, são mais limitantes para alguns
organismos que para outros, portanto favorecem o desenvolvimento de
ecossistemas tolerantes ao fogo.

Dessa forma os incêndios naturais são essenciais para a manutenção


de certos ecossistemas como, por exemplo, nas savanas onde o fogo
favorece a rebrotação das gramíneas garantindo pastagem para pequenos e
grandes herbívoros, isto mostra que as algumas plantas se adaptaram ao
fogo dividindo as mesmas em dois tipos básicos: Espécies de rebrota, que
depositam mais energia em órgãos de reserva subterrâneos que nas partes
vegetativas; e Espécies matura e morre, que possuem um ciclo curto
evitando a época do fogo, esta produzem muitas sementes resistentes ao
fogo, prontas para germinar após o incêndio.

O problema de queimar ou não pode ser confuso, pois o momento no


tempo e a intensidade das estações são aspectos críticos na determinação
das consequências das queimadas. O uso do fogo de modo apropriado pode
ser uma importante ferramenta ecológica tendo em vista que o controle do
fogo é mais viável que o controle de outros fatores limitantes.