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ARQUITECTURA DA REDE GSM

CSF_2021_Aula#04

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1. Arquitectura da rede GSM

A rede GSM é formada por interfaces abertas e


padronizadas, seguindo sua principal intenção, montar
uma arquitetura mais abrangente possível. Ela é
estruturada para que seja possível a integração entre
componentes de diferentes fabricantes, o que aquece a
concorrência e diminui o preço para o usuário.

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Além do facto, é claro, de torná-la extremamente
flexível, logo, mais viável.
Os componentes dessa arquictetura são divididos em
4 grupos . O conjunto desses grupos é chamado rede
móvel pública terrestre (Public Land Mobile
Network – PLMN), e é implementado por uma
operadora. Vide a figura seguinte.

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MSC
BSS
Area
BSS
Gateway
MSC
BTS NSS
BSC TRAU MSC PSTN
BTS VLR HLR

BTS
BSS MSC
MSC Area Area
PLMN - Public Land Mobile Network

} A arquitectura da rede GSM ficou padronizada


} O padrão envolve:
– Elementos da rede
– Interfaces de comunicação
◦ Permitindo assim o uso por diversos provedores de equipamento.

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- MS – Mobile Station – Estação móvel : formada pelo
próprio aparelho celular, computador ou qualquer outro
sistema de comunicação de voz ou dados (Equipamento
Móvel). Necessita de um cartão SIM, que guarda seu
registro na rede.

- BSS – Base Transceiver System – Sistema de estação base : é


capaz de se comunicar com as estações móveis e enviar
informações para o sistema de comutação de rede, o NSS.

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- NSS – Network Switching System – Sistema de
comutação de rede : processa informações através de
interfaces e protocolos e gerência o banco de dados.
Assim, consegue interconectar a rede GSM com a
rede pública (RTPC).

- OMS – Operations and Maintenance System – Sistema


de Operação e Manutenção : comanda os grupos de
componentes.

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G

Air - Interface
HLR
D D

Abis - Interface
VLR C VLR

B B

E Gateway
BSC MSC
MSC

A - Interface
MS
BTS

F F
EIR

§ A rede e composta por vários componentes funcionais


§ Componentes da rede são integratedos através do protocolo –
MAP
§ Interfaces nominais :
§ Um ( interface aéreo )
§ A – Atermux interface
§ A-Bis

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TRANSCEIVER UNIT ANTENNA
CONTROL ASSEMBLY
SECTION

Receive Audio Channel


Encoding RF
Signal Ciphering
Interleaving Processing
Processing
Message Antenna
RECEIVER

Duas funções distintas


Generator
Display
}
◦ HW e SW específico
Duplexer

SIM
para GSM rádio
Control

interface
Subscriber Identity
Keyboard
Channel
Decoding ◦
Module (SIM)
Transmit Audio
Deinterleaving RF
Signal Ciphering
Message Processing
Processing

SIM
Regenerator
TRANSMITTER
}
◦ Guarda informação
◦ Sem SIM – apenas
chamadas de
emergência

Diagra funcional do MS
SIM card

O popular GSM Nokia 1100 –


200M+ de vendas

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Base Transceiver Station (BTS)
§ BTS é um conjunto de
transreceptores (TX/RX).
§ GSM BTS pode carregar
acima de 16 TX/RX.
§ Em GSM uma TX/RX pode
ser compartilhada por 8
BTS sistema de antenas
utilizadores.
§ A função principal de uma
TX/RX é de providenciar a
conversão entre o tráfego
da rede e a comunicação RF
do lado da MS.
Instalaçao Tipica da BTS
BTS cabine composta
por TX/RX
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Base Station Controller (BSC) and
TRAU
} Pode ser ligada a várias BTS´s e faz o
processamento do tráfego inter-MSC
} Uma BSC pode se ligar a dezenas ou centenas
de BTS´s
} Responsabilidades da BSC:

◦ Gestão de Handoff
◦ Contole de Potência
BSC ◦ Distribuição do clock
◦ Funções de Operação e Manutenção ( O&M)
} TRAU faz a transcodificação da informação do
usuário de 16Kb/sec para o standard ISDN de
64Kb/sec.
} Fisicamente instala-se entre a BSC e a MSC.

} TRAU, BSC and BTSs formam a Base Station

TRAU = Transcoding andSubsystem (BSS)


Rate Adaptation Unit
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Mobile Switching Center (MSC)

} O coração da rede móvel


} Responsável por connectar o móvel a rede
Fixa, com suporte a mobilidade;
} Uma rede GSM pode ter uma ou várias
MSC´s
} Uma das MSC´s na rede deve funcionar
como o Gateway MSC (GMSC)
} Todas chamadas da rede externa são
roteadas pelo GMSC

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Bases de Dados HLR/VLR
} HLR – Home Location Registry } VLR – Visitor Location registry
} Base de dados permanente para } Base de dados temporaria que
informações do usuário; guarda de serviços na área de
} Logicamente, existe uma única HLR operação da MSC
por rede; } Comumente existe uma VLR por
} Informações guardadas no HLR: MSC
International Mobile Service } A função principal do VLR e
Identification Number (IMSI), reduzir o número de queries ao
Serviço em uso pelo cliente, HLR. Quando o celular se registra no
Serviços suplementares , sistema suas informações são copiadas de
Localização actual do cliente, etc. HLR para VLR
} HLR e normalmente implementada
como parte integral da MSC } VLR é normalmente integratedo
com a MSC.

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AUC/EIR
} AUC – Authentication center } EIR – Equipment Identity
} Parte integrante do HLR Registry
} GSM entidade para } Responsavel pelo
criptografia da informaçao rastreamento do equipmento
} Suporte a algoritmos: e eligibilidade para uso do
◦ A3/ serviço
◦ A5/ } Mantem tres (3) listas:
◦ A8 ◦ Lista Branca– moveis
aprovados
◦ Lista Negra– moveis
barrados
◦ Lista Cinzenta– moveis
rastreados/em
rastreamento

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2. Interfaces

Como já foi comentado anteriormente, o principal foco


do sistema GSM foi o de permitir que o maior número
possível de usuários pudessem ser integrados. As
interfaces e protocolos dele devem ser, portanto,
padronizados e flexíveis, de forma a poder incorporar
elementos de diferentes fabricantes.

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Uma interface precisa prover os aspectos físicos dos meios
de transmissão, o interfuncionamento e a implementação
dos serviços e aplicações móveis entre os elementos da
rede GSM. Abaixo segue uma visão genérica das
principais interfaces do GSM.

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GSM Air Interface - Um

O GSM Air Interface (Um) fornece o link físico


entre o celular e a rede. Conforme já descrito, o
GSM é um sistema digital que emprega técnicas
de acesso múltiplo por divisão de tempo (TDMA)
e opera na banda de 900 MHz.

Algumas das principais características da interface forma


fornecidas na aula anterior.

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Interface Abis : Conecta a BTS ao BSC. Permite
controlar os equipamentos e a alocação de recursos na
BTS.

Interface A : Conecta a BSC e a MSC. Transporta os


seguintes dados:
- Gestão da BSS;
- Tratamento de chamadas;
- Alocação de circuitos terrestres (canais de voz entre
os elementos conectados);
- Gestão de mobilidade.

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Interface B : Conecta a MSC e VLR. Gerencia a base de
dados dos assinantes que estão usando a área controlada
pelo MSC associado ao VLR. É responsável pela
localização dentro da área da MSC, por actualizar o registro
quando a MS visita outra área e por actualizar dados sobre
os serviços suplementares (como activação ou desactivação
de chamada em espera, número escolhido para
transferência temporária de chamadas, etc.)

Interface C : Conecta MSC e HLR. É usado quando a


MSC precisa de informações necessárias ao roteamento de
chamadas ou ao envio de mensagens curtas (SMS).
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Interface D : Conecta HLR e VLR. É usada na troca de dados
sobre a localização da MS. Provê a capacidade de um assinante
realizar chamadas dentro de uma determinada área de serviço.

Interface E : Interliga duas MSCs. Quando uma MS move-se da


área de uma MSC para outra de outra MSC, durante uma
chamada, um processo chamado handover permite que chamada
não seja interrompida. A interface E executa esse procedimento.

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Interface F : Conecta MSC e EIR. Verifica se a MS está ou não
habilitada para usar os serviços da rede GSM, através do estado do
IMEI da MS (guardado no EIR).

Interface G : Interliga duas VLRs. É usado quando uma MS move-


se de um VLR para outro, recuperando o IMEI e os parâmetros de
autenticação guardados no VLR de origem.

Interface R : Conecta a MS ao equipamento terminal de dados


(Data Terminal Equipment – DTE), usada para conectar o
computador pessoal à MS, com o objetivo de transmitir dados por
pacotes. Assim pode-se integrar o sistema GSM a uma
comunicação que use o protocolo TCP/IP, da Internet, por
exemplo.

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