Você está na página 1de 190

Métodos quantitativos

matemáticos

Daniele Silva Marques


SOBRE A FACULDADE

A Faculdade Cidade Verde (FCV) nasceu de um sonho, de um projeto


de vida de professores universitários que compartilhavam de um mesmo
desejo, o de produzir e difundir o conhecimento ao maior número de pes-
soas, com o intuito de formar profissionais aptos a atuarem no mundo dos
negócios. E assim, unidos por este propósito transformador, constituíram a
FCV por meio da União Maringaense de Ensino Ltda (UME).

2005 - O Diário Oficial da União (DOU) oficializou o projeto com a publica-


ção dos dois primeiros cursos: Administração e Ciências Contábeis. O sonho
tomava forma, novos apoiadores vieram e os primeiros alunos, ao todo eram
35. Ainda em 2005, o grupo alçava mais um passo com a implantação dos
cursos de pós-graduação latu-sensu, nas áreas de Gestão e Contabilidade.

2006 - mais uma conquista com a autorização do curso de Ciências


Econômicas. A esta altura, o sonho já não cabia no pequeno espaço, e fez-
se necessário melhorar a estrutura física.

2008 - Iniciou-se uma pesquisa de mercado com intuito de buscar um


novo local, com facilidade de transporte e segurança.

2009 - O crescimento do novo centro de Maringá, a FCV inicia o seu


processo de mudança para a Avenida Horácio Raccanello Filho, 5950.

2010 - Ocorreu a mudança para o atual endereço da instituição, ano em


que houve também a autorização dos cursos tecnólogos em Análise e Desen-
volvimento de Sistemas, Gestão Comercial e Gestão da Produção Industrial.
2011 - Direito passa a integrar o complexo de cursos e atividades que daria
base ao desenvolvimento da FCV.

2014 - Em parceria com os Institutos Lactec, a FCV traz para Maringá o Mes-
trado Profissional em Desenvolvimento de Tecnologia.

2015 - Mais dois novos cursos passam a integrar a oferta de cursos superio-
res, os Tecnólogos em Gestão de Recursos Humanos e Tecnólogo em Marketing.
De lá pra cá, foram muitas as lutas para garantir a qualidade de ensino e inovação.

2016 - As novas conquistas: os cursos de Psicologia e Design Gráfico.

2017 - Lançamento de oito cursos de Graduação e mais de oitenta cursos de


Pós-Graduação à distância nas áreas de Educação, Gestão, Direito e Informática.

Hoje, a FCV é reconhecida como um importante centro de produção e difusão


de conhecimento com mais de vinte cursos de pós-graduação e onze de gradu-
ação presenciais, lançando os cursos de Graduação e Pós-Graduação à distância,
tendo como foco a manutenção dos mesmos padrões de qualidade apresentados
nos cursos presenciais. As instalações atuais da sede estão distribuídas em mais
de dez mil metros quadrados, comportando seus diversos departamentos admi-
nistrativos; biblioteca (com acervo de dezoito mil livros); cinco laboratórios de
informática, um de anatomia, uma brinquedoteca, trinta e quatro salas de aula,
Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ), salas de professores e de apoio pedagógico,
duas cantinas e área de laser. No tocante à qualificação dos professores, a FCV
conta com mais de 90% do seu corpo docente composto por mestres e douto-
res. Essa é a FCV de hoje, uma faculdade de negócios preocupada em formar ci-
dadãos éticos, contribuindo para o desenvolvimento social, buscando resultados
sustentáveis através do ensino presencial e a distância.
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA

Daniele Silva Marques

dentre outras aplicabilidades.


RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA

existentes no dia a dia de todos nós.


RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
Métodos

RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA


RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
quantitativos
Matemáticos

RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA


RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA

estudo do cálculo numérico, com as sucessões ou sequências e limites.


RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
Assim, começaremos nossos estudos na Unidade I com as Funções. Nessa
cotidiano das pessoas e da compreensão de fatos e dados matemáticos

conteúdo trará um estudo acerca das derivadas e das integrais, relacionando


Na Unidade III, continuaremos o estudo acerca do Cálculo Numérico. Esse
receita, lucro marginal e as aplicações na contabilidade e economia, bem como
Na Unidade II, faremos um estudo sobre lucro, oferta, demanda, custo,
áreas do conhecimento, tais como ciência, tecnologia, contabilidade, saúde,
primeira unidade, conheceremos as principais funções matemáticas que

de explanar dados referentes aos mais diversos contextos, situações e


estão presentes em diversas situações do nosso cotidiano, com a finalidade
da Matemática, bem como da aplicabilidade dessa importante ciência no
Este material tem o objetivo de ampliar seus conhecimentos acerca

a relação desses conteúdos com o dia a dia. Nessa unidade, daremos início ao
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO
APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
arquitetura e matemática elementar.

RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA


RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
material que preparei, de forma especial, para você!

RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA


RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
sempre a praticidade desses importantes conteúdos matemáticos nas

Espero que eu possa contribuir com a sua aprendizagem por meio desse
principais ciências do nosso cotidiano, tais como engenharia, contabilidade,

RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA


RESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO APRESENTA
UNIDADE 1: FUNÇÕES: DA FUNÇÃO DE 1º GRAU À
FUNÇÃO LOGARÍTMICA 9

Introdução ............................................................................................................. 11

Função afim ou função polinomial do 1º grau......................................................... 12


Função linear ................................................................................................................ 21

Função quadrática ou função polinomial do 2º grau....................................................... 23

Função exponencial ...................................................................................................... 41

Potenciação .................................................................................................................. 42

Radiciação .................................................................................................................... 43

Equação exponencial ............................................................................................. 44

Função exponencial ............................................................................................... 47


Gráfico da função exponencial....................................................................................... 48

Inequações exponenciais ....................................................................................... 50

SUMÁRIO
Função logarítmica ................................................................................................ 54

Sistema de logaritmos ........................................................................................... 58


Propriedades dos logaritmos ......................................................................................... 59

Mudança de base .................................................................................................. 61

Definição de função logarítmica ............................................................................. 63

Gráfico da função logarítmica ................................................................................ 64

Inequações logarítmicas ....................................................................................... 66

UNIDADE 2: O ESTUDO DAS SUCESSÕES, SEQUÊNCIAS


E LIMITES DAS FUNÇÕES 71

Introdução ............................................................................................................. 73

Sucessões ou sequências ...................................................................................... 74


Convergência de funções ....................................................................................... 77

SUMÁRIO Divergência de funções.......................................................................................... 78

Limites de função .................................................................................................. 79

Formas indeterminadas ......................................................................................... 83

Limites infinitos ..................................................................................................... 84

Limites nos extremos domínios.............................................................................. 85

Continuidade de uma função ................................................................................. 91

Assíntotas verticais e horizontais ........................................................................... 93

Limite exponencial fundamental ............................................................................ 98

Limite trigonométrico fundamental ........................................................................ 101

Funções marginais ............................................................................................... 104


Função custo marginal ................................................................................................. 105

Função receita marginal ........................................................................................ 108


Solução: ........................................................................................................................ 110

Função produtividade marginal ............................................................................. 110


Aplicação das derivadas na otimização ........................................................................ 114

Aplicação das derivadas na física .................................................................................. 114

Aplicação das derivadas na biologia ............................................................................. 115

Aplicação das derivadas na administração ................................................................... 116

Calculadora integral ...................................................................................................... 117

UNIDADE 3: AS DERIVADAS E AS INTEGRAIS DAS


FUNÇÕES: DESENVOLVIMENTO E APLICABILIDADE 119

Introdução ............................................................................................................. 121

Derivadas .............................................................................................................. 123

Derivada de uma função em um ponto................................................................... 127


Função derivada .................................................................................................... 129

Derivada das principais funções elementares ........................................................ 131

Derivada da função constante ............................................................................... 131

Derivada da função potência .................................................................................. 131

Derivada da função logarítmica ............................................................................. 133

Derivadas das funções trigonométricas.................................................................. 135

Propriedades operatórias ....................................................................................... 137

Função composta - regra da cadeia ....................................................................... 139

Derivada da função exponencial ........................................................................... 141


Função exponencial geral .............................................................................................. 143

Derivadas sucessivas............................................................................................. 145

Regras de l’hospital ............................................................................................... 148

Integrais ................................................................................................................ 150

SUMÁRIO
Símbolo de integração ∫ ................................................................................................ 150

Integração indefinida ............................................................................................. 150

Propriedades operatórias: ...................................................................................... 153

Integral definida ..................................................................................................... 155

Técnicas de integração .......................................................................................... 157

Integração por substituição .................................................................................... 157

Integração por partes ............................................................................................. 160

Integração de algumas funções racionais .............................................................. 162

Integrais duplas ..................................................................................................... 167

Integrais duplas em regiões genéricas ................................................................... 173

Propriedades das integrais duplas: ........................................................................ 173

Integral tripla ......................................................................................................... 175


SUMÁRIO CONCLUSÃO

REFERÊNCIAS
186

189
UNIDADE 1

Funções: da Função de 1º
grau à Função Logarítmica

Daniele Silva Marques

Objetivos de Aprendizagem

• Compreender que toda função é representada por uma dada


formação que relaciona variáveis e constantes entre si;
• Interpretar cada tipo de função existente de acordo com as
características particulares de cada uma delas;
• Saber construir os gráficos das funções trabalhadas nesta unidade;
• Entender o comportamento dos gráficos de cada tipo de função;
• Saber interpretar por meio dos gráficos ou das leis de formação de
cada tipo de função quando estas são crescentes ou decrescentes (
No caso das funções quadráticas, saber interpretar os intervalos que
ela cresce ou decresce de acordo com a representação gráfica obtida.
Plano de Estudo • Função exponencial;
Serão abordados os seguintes • Potenciação;
tópicos: • Radiciação;

• Função Afim ou Função • Equação Exponencial;


Polinomial do 1º grau; • Função Exponencial;
• Função Linear; • Inequações Exponenciais;
• Função Quadrática ou Função • Função Logarítmica;
Polinomial do 2º grau;
• Sistema de Logaritmos;
• Inequações do 2º grau;
• Inequações Logarítmicas;
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

INTRODUÇÃO
Certamente, podemos afirmar que a Matemática é de extrema importância para a vida de

todas as pessoas, pois está presente em diversas situações cotidianas que, na maioria

das vezes, são imperceptíveis. Nesta unidade, estudaremos a origem dos pares orde-

nados (que é tão importante quanto o estudo do plano cartesiano), que nos fornece

subsídios para obtermos os pontos a serem marcados em um gráfico e, em seguida, por

meio desses pontos, entenderemos a estrutura gráfica conhecida pela função ou pelos

conjuntos de dados.

Ainda nesta unidade, realizaremos o estudo das funções quadráticas, ou funções de 2º

grau, cujas parábolas podem traduzir diversos tipos de problemas, como problemas da

física, da química, dentre outras situações cotidianas. Para finalizarmos a unidade, estu-

daremos as particularidades e aplicabilidades das funções exponenciais e logarítmicas.

Nesta primeira parte dos nossos estudos, começaremos a entender as principais funções

elementares, que são indispensáveis para a compreensão de diversos assuntos que en-

volvem a matemática nos nossos estudos e para nossa convivência em sociedade.

13
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Fonte: Budabar, 123RF.

FUNÇÃO AFIM OU FUNÇÃO POLINOMIAL DO 1º GRAU


Considere uma indústria de roupas, em que o custo fixo dessas roupas é R$ 150,00

e cada peça produzida é R$3,25. Assim, a lei de formação dessa função descrita no

problema é dada por:

f(x)=150+3,25x

sendo x a quantidade de peças produzidas.

14
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Chamamos essa função de função polinomial do 1º grau ou função afim.

Conceitualmente, definimos a função afim ou polinomial de 1º grau como sendo uma

função f (x), cuja lei de formação é escrita na forma:

f(x)=a x + b

em que a e b são números reais. Nessa lei de formação, b é um número real chamado

termo constante. Os coeficientes a e b têm nomes específicos. O coeficiente “a” chama-

se coeficiente angular, e o coeficiente “b” chama-se coeficiente linear. O gráfico

dessa função é uma reta.

Ainda, podemos afirmar que y é a imagem da função f(x), pois y está em função de x.

Logo, é possível dizer que:

y=f(x)

Acompanhe o exemplo a seguir para melhor compreender o conceito de função afim.

Considerando a função f(x)=2x+1, determine o coeficiente angular e o coeficiente linear.

SOLUÇÃO:

De acordo com a definição de Função Afim, podemos afirmar que o coeficiente angu-

lar “a” é 2, e o coeficiente linear “b” é 1. Acerca do exemplo dado, destaca-se que o

15
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

coeficiente angular “2” é chamado de coeficiente de “x”, e o coeficiente linear “1” é cha-

mado de termo independente da função dada.

Ainda, podemos afirmar que, se em uma função afim o coeficiente linear “b” for igual a

zero( b=0), a lei de formação será:

f(x) = a.x

Para compreendermos como se dá a representação gráfica de uma função afim, vejamos

alguns exemplos na sequência.

Exemplo 1

Construa o gráfico da função y=3x-1. Note que construir esse gráfico é bastante simples,

acompanhe o passo a passo.

• Primeiro, faremos x=0, obteremos:

y=3.0 - 1

y=0-1

y=-1

(0,-1)

16
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

• Em seguida, faremos o contrário: y=0:

0 = 3x-1

3x = 1

x = 1/3

(1/3 ,0)

Na sequência, construímos o plano cartesiano e marcamos os pontos encontrados. Por

fim, traçamos a reta.

Figura 1.1 - Gráfico de uma função afim ou linear


Fonte: Elaborada pela autora.

17
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Perceba que se trata de uma função crescente, pois, conforme os valores de x aumen-

tam, os valores de y diminuem. Logo, podemos afirmar que, em toda a função polinomial

do 1º grau, em que a>0, a função será crescente.

É importante perceber que, quando x=0, a reta determinada pela função intercepta o eixo

das ordenadas. Ainda, podemos afirmar que, quando y ou f(x) for igual a zero (y=f(x)=0),

o gráfico intercepta o eixo das abscissas.

Observe que, se a f(x) ou y forem iguais a zero, a lei será a seguinte:

f(x)=ax+b

0 = ax+b

ax = -b

x=-b/a

A essa lei obtida chamamos de zero ou raiz da função de 1º grau.

Exemplo 2

Encontre o zero da função f(x)= x+2.

A solução pode ser encontrada fazendo f(x)=0:

18
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

0 = x+2

x=0-2

x=-2

Ainda, podemos encontrar o zero ou a raiz com a lei de formação dessa função: x=-b/a.

x=-2/1

x=-2 (zero ou raiz)

Exemplo 3

Dada a função y=-x-1, construa o gráfico.

Solução:

Fazendo x=0, teremos:

y=0-1

y=-1

Assim, o par ordenado obtido será (0,-1).

19
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Quando y=0, teremos:

0=-x-1

-x=0+1

x=-1

O par ordenado obtido será (-1,0). Marcando esses pares ordenados no plano cartesia-

no, teremos:

Figura 1.2 - Gráfico de uma função afim decrescente


Fonte: Elaborada pela autora.

Perceba que a função está decrescendo, pois, conforme os valores de x aumentam, os

valores de y diminuem. Portanto, em toda função polinomial do 1º grau, em que a<0, a

função terá esse comportamento, logo, será decrescente.

Em uma função afim, o estudo de sinais obedece a três condições:

• A função é positiva para f(x)>0.

• A função é negativa para f(x)< 0.

• A função é nula para f(x) = 0.

20
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Agora, vamos colocar em prática. Determine os valores reais de x para a função f(x)= x+4,

segundo as condições apresentadas por ela.

Primeiramente, devemos determinar o zero da função, fazendo:

f(x) = 0

x+4= 0

x= -4

Posteriormente, devemos realizar as condições do estudo de sinais da função afim, da

seguinte maneira:

f(x)>0 f(x)< 0 f(x) = 0

x+4>0 x+4<0 x+4= 0

x>-4 x<-4 x= -4

Por fim, realizamos o esboço do gráfico dessa função:

21
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Figura 1.3 - Gráfico resumo dos sinais de uma função afim


Fonte: Elaborada pela autora.

Dessa forma, podemos resumir o estudo de sinais da seguinte maneira:

Figura 1.4 - Sinais da função do 1º grau - Função crescente


Fonte: Silva (s./d., on-line).

22
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Figura 1.5 - Sinais da função do 1º grau - Função decrescente


Fonte: Silva (s./d., on-line).

Função Linear
A função linear é um tipo particular de função afim. Essa função também tem uma lei de

formação, que parte da lei de formação da função afim f(x) = ax+b. Porém, na função

linear, o coeficiente linear b é nulo, ou seja: b = 0. Dessa forma, teremos apenas a parte

literal. Acompanhe o exemplo a seguir.

Construa o gráfico da função f(x)= 2x.

23
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Solução:

A princípio, atribuímos valores para x, dessa forma, determinarmos o valor da f(x) em

cada ponto:

x f(x)=2x

-2 f(x)=2 . (-2) = -4

-1 f(x)=2 . (-1) = -2

0 f(x)=2 . (0) = 0

1 f(x)=2 . (1) = 2

2 f(x)=2 . (2) = 4

Quadro 1.1 - Construção dos pares ordenados da função linear


Fonte: Elaborado pela autora.

Figura 1.6 - Gráfico de uma função linear


Fonte: Elaborada pela autora.
24
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Função quadrática ou função polinomial do 2º grau


Considere a seguinte situação: uma bola é chutada por um goleiro fazendo uma curva

que pode ser representada pela seguinte função: f(x)=2x²-x+2. Assim, podemos afirmar

que essa função é quadrática, também conhecida como função polinomial do 2º grau,

cujo gráfico dá origem a uma parábola, em que a lei de formação da função é dada

pela forma:

f(x)=ax²+bx+c

sendo que cada elemento x associa-se à função: ∈  * ,b ∈  e c ∈  . O coeficiente


“a” sempre acompanha o termo “x²” e nunca pode ser igual a zero. O coeficiente “b” sem-

pre acompanha o termo “x” e pode ou não ser zero. O termo “c” é o termo independente

de x. Veja os exemplos:

A. f(x)=x²+x+2

a=1 b=1 c=2

B. f(x)=-2x²+7

a=-2 b=0 c=7

C. f(x) = 3x+x

a=3 b=1 c=0

25
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Agora, vamos ver alguns exemplos numéricos.

Dada a função f(x) = -x²+x+2, determine f(-2) e f(3).

f(-2)= -x2+x+2

f(-2)= (-2)2+(-2)+2

f(-2)= 4

f(3)= - 1 .(3)²+(3) +2

f(3)= - 9 + 3 +2

f(3)= - 9+5

f(3)= -4

O gráfico de uma função quadrática obedece à lei de formação y = ax²+bx+c e dá origem

a uma curva denominada parábola. A parábola pode ter a abertura virada para cima ou

para baixo. A essa parábola formada chamamos concavidade.

Figura 1.7 - Característica de uma parábola quando a concavidade é voltada para cima
26 Fonte: Matemática… (2012, on-line).
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Se a<0, a concavidade é virada para baixo:

Figura 1.8 - Característica de uma parábola quando a concavidade é voltada para baixo
Fonte: Matemática… (2012, on-line).

Acompanhe, nos exemplos a seguir, como é simples a construção desse gráfico.

1. Construa o gráfico da função y= x²-2x-3.

A princípio, devemos atribuir valores para x.

x y (x,y)

-1 0 (-1,0)

0 -3 (0,-3)

1 -4 (1,-4)

2 -3 (2,-3)

3 0 (3,0)
Quadro 1.2 - Quadro de pares ordenados da função quadrática
Fonte: Elaborado pela autora. 27
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Figura 1.9 - Gráfico de uma função quadrática crescente


Fonte: Solution… (s./d., on-line).

É importante que você perceba, antes mesmo de construir o gráfico, que a concavidade

dele está virada para cima, pois a>0 . Perceba que o par (1,-4) é o vértice da função dada,

por onde passa o eixo de simetria. É nesse ponto que a função atinge o valor mínimo.

Dessa mesma função, podemos afirmar que o domínio são todos os números reais, e a

imagem y refere-se a todos os valores maiores ou iguais a -4.

Podemos concluir, com isso, que, com a>0, os valores que interceptam o eixo das abs-

cissas são x= -1 e x= 3, sendo que o termo independente de x e o termo independente

c = -3 interceptam o eixo das ordenadas.

28
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

2. Construa o gráfico da função f(x)=-x²+3x

Antes de começar a construção do gráfico, perceba que:

a=-1

b=3

c=0

Trata-se de uma função polinomial do 2º grau incompleta, pois o termo independente “c”

é nulo. Sendo assim, a princípio, devemos atribuir os valores para x e encontrarmos a

imagem y. Depois, basta construir o gráfico, marcar os pares ordenados obtidos e traçar

a curva.

x y

-1 -4

0 0

1 2

2 2

3 0

Quadro 1.3 - Pares ordenados de uma função quadrática incompleta


Fonte: Elaborado pela autora.

29
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Figura 1.10 - Gráfico de uma função quadrática incompleta


Fonte: Giovanni; Giovanni Jr. (2005, p. 57).

O vértice da função é dado por:

A maneira utilizada para determinar os zeros ou as raízes de qualquer função quadrática

é por meio da fórmula de Bhaskara, que é:

30
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

−b ± b 2 − 4aC
x= , em que x’ e x’’ são as raízes.
2a
Raízes da equação pelo discriminante:

−b ± ∆ , em que
x= e x’ e x’’ são as raízes.
2a
Quando resolvemos a fórmula de Bhaskara, é importante saber que:

• ∆>0 - Duas raízes reais e diferentes, x’≠x’’.

Figura 1.11 - Resumo da representação gráfica da função quadrática em que existem duas
raízes reais e diferentes
Fonte: Funções… (s./d., on-line).

31
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

• ∆<0- Não existem raízes reais.

A parábola não intercepta o eixo do x.

Figura 1.12 - Resumo da representação gráfica da função quadrática em que não existem raízes reais
Fonte: Funções… (s./d., on-line).

∆=0- Duas raízes reais e iguais , x’=x’’.

A parábola intercepta o eixo do x em um único ponto.

32
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Figura 1.13 - Resumo da representação gráfica da função quadrática em que existem duas
raízes reais e iguais
Fonte: Funções… (s./d., on-line).

Para a função dada nesse exemplo, as raízes foram dadas pela fórmula de Bhaskara

completa. Veja:

−3 ± 32 − 4.1.0
x=
2.1
−3 ± 9
x=
2
−3 ± 3
x=
2
x' = 0
−6
x" = = −3
2

33
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Perceba que o gráfico intercepta o eixo das abscissas quando x=0 e x=-3, pois, como

∆>0, as raízes da equação são reais e distintas. Note que o gráfico dessa dada função

não intercepta o eixo das ordenadas, pois o termo independente “c” é nulo.

Toda a função quadrática tem os zeros da função ou as raízes da função, que é o mo-

mento em que a parábola da função intercepta o eixo das abscissas em dois pontos, ou

seja, teremos, obrigatoriamente, dois pares ordenados da seguinte forma: (x’ , 0) e (x’’ , 0).

Para essa função, o domínio é dado por todos os números reais, e a imagem é dada

pelos valores de y menores e iguais a 15, ou seja, .

No gráfico da função dada anteriormente como exemplo, percebemos que, para determi-

narmos o vértice da parábola, utilizamos as seguintes relações:

Esses pontos e podem ser determinados pelas seguintes fórmulas:

xv=-b/2a

yv=-∆/4a

V(-b/2a,-∆/4a) que é o vértice da função.

Acompanhe os exemplos a seguir.

34
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplo 1

Considere a função y= x²-2x-2. Determine o vértice dessa função e diga se a concavida-

de desse gráfico é voltada para cima ou para baixo.

Primeiramente, calculamos o vértice da função pedida:

Logo, V(1,-3).

Já a concavidade dessa função deve estar voltada para cima, pois a=1 e 1>0.

Exemplo 2

Dada a função f(x)=(k-1)x²-x-1, estude a concavidade da parábola em função de k.

Perceba que o coeficiente de x² é o k-1, e esse coeficiente de x² pode ser maior do que

zero e menor do que zero, jamais igual a zero para uma função quadrática. Logo:

k-1>0 k>1, a parábola tem concavidade para cima.

k-1<0 k<1, a parábola tem concavidade para baixo.

35
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplo 3

Determine o valor de p para que a função f(x)=(-2p-2)x²+2x-1 seja do 2º grau.

Para que essa função seja do 2º grau, o coeficiente de x², nesse caso -2p-2, deve ser

maior do que zero, ou seja: -2p-2≠0

-2p≠2

p≠-1

Exemplo 4

Determine o valor de n para que a função f(x)=x²+2c+(-4m+8) tenha duas raízes reais e

iguais.

Sabemos que, para tal condição, ∆ =0 , logo ∆= b 2 − 4aC

2²-4.1.(-4m+8)=0

4+16m-32=0

16m= 28

m=

36
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Em uma função quadrática, podemos determinar os valores mínimos ou máximos, tam-

bém chamados de ponto de máximo e de ponto de mínimo. Um ponto é dito como ponto

de mínimo quando y assume o menor valor da função, ele é a ordenado do ponto de

mínimo da função .

• O coeficiente de x² é >0.

• A imagem é Im (f)=[yv,+∞[.

• O cálculo é feito pela fórmula : yv=-∆4a.

• O gráfico é dado por:

Figura 1.14 - Representação gráfica dos vértices de uma função quadrática quando o coeficien-
te de x² é >0
Fonte: Funções… (s./d., on-line).

37
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Para um ponto de máximo, y assume o maior valor da função, e ele é a ordenada do

ponto de máximo da função .

• O coeficiente de x² é: a<0.

• A imagem é Im(f)=]-∞,yv].

• O cálculo é feito pela fórmula : yv=-∆/4a.

• O gráfico é dado por:

Figura 1.15 - Representação gráfica dos vértices de uma função quadrática quando o coeficien-
te de x² é a<0
Fonte: Funções… (s./d., on-line).

Vamos aos exemplos de como utilizar os pontos de mínimo e de máximo de uma função.

38
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplo 1

Dada a função y=2x²+3x-1, determine o seu conjunto imagem.

Em primeiro lugar, calculamos o discriminante ∆:

∆=32-4.2.(-1)

∆=9+8

∆=17

Em seguida, determinamos o yv=-∆/4a

y=-17/4.2

y=-17/8

Como já sabemos que a concavidade da parábola está voltada para cima, pois a>0,

temos: Im=[-17/8,+∞[.

Exemplo 2

Determine o valor de g, de modo que o valor máximo de y=-x²-x+3g seja 2.

39
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Dessa função, sabemos que a<0 e que yv=2 , segundo o enunciado do exercício. Logo,

fazemos:


yv = −
4a
( −1) ² − 4. ( −1) .3 g 
2=−
4.(−1)
−8 =−[1 + 12 g ]
−12 g =−8 + 1
−12 g =−7
7
g=
12

Inequações de 2º grau

Para resolvermos esse tipo de inequação, devemos aplicar o estudo do sinal da função

quadrática. Quando se resolve esse tipo de inequação, significa que devemos determinar

valores reais para x que satisfaçam a inequação dada.

Analise os exemplos a seguir.

40
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

1 - Resolva a inequação x²-3x+2>0.

∆ = (−3)² − 4.(1).(2)
∆ = 9−8
∆ =1
−b ± ∆
x=
2a
−(−3) ± 1
x=
2.(1)
3 ±1
x=
2
x' = 2
x" = 1

Como a>0 e ∆>0, a concavidade do gráfico é para cima e intercepta o eixo do x em dois

pontos. f(x)>0 x<1 ou x>2.

Figura 1.16 - Representação gráfica de uma inequação quando a>0 e ∆>0


Fonte: Elaborada pela autora..

Como

41
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

2 - Resolva a inequação -4x²+11x-6 0

Como e

42
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Figura 1.17 - Representação gráfica de uma inequação quando e


Fonte: Elaborada pela autora.

Como

Função exponencial
Antes de estudarmos as funções exponenciais, vamos recordar algumas curiosidades da

Potenciação e da Radiciação.

43
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Potenciação
Considere a ∈ (inserir o símbolo dos números reais), b ∈ (inserir o símbolo dos números

reais), n ∈ (inserir o símbolo dos números reais), temos que:

a Base

n Expoente

b Potência

Quadro 1.4 - Quadro resumo da lei de definição da potenciação


Fonte: adaptado de Mello (s./d., on-line - a).

Se o expoente é negativo:

Propriedades: para m ,n ,a eb , temos que:

Multiplicação de potência de mesma base

Divisão de potência de mesma base

Potência de uma multiplicação de bases diferentes

Potência de uma divisão de bases diferentes

44
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Potência de expoente zero

Potência de expoente 1

Potência de potência

Quadro 1.5 - Quadro resumo das propriedades da potenciação


Fonte: Giovanni e Bonjorno (2002, p. 23).

Radiciação
Considere a ∈ (inserir símbolo dos números reais), b ∈ (inserir símbolo dos números re-

ais), n ∈ (inserir símbolo dos números naturais com *), notamos que:

a Raiz

b Radicando

n Índice

Radical

Quadro 1.6 - Quadro resumo do conceito de radiciação


Fonte: Giovanni e Bonjorno (2002, p. 25).

Assim, , para radicais de índice par, devemos ter 0.

45
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Propriedades: para a ,b ,n ,m , temos que:

Quadro 1.7 - Propriedades da Potenciação


Fonte: Giovanni e Bonjorno (2002, p. 25).

Para radicais de índice par, devemos ter 0.

46
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

EQUAÇÃO EXPONENCIAL
Dizemos que uma equação é exponencial quando uma incógnita está no expoente, seguin-

do a definição a x = b ,com a ∈ *+ , . A partir disso, observe os exemplos a seguir.

1 - Determine o valor de x, para a expressão: 2 x = 32

2 x = 32

2 x = 25

Simplificando as duas bases que estão igualadas, obteremos:

x=5

S={5}

2 - Determine o valor de x, para a expressão

Simplificando as duas bases que estão igualadas, obteremos:

47
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

S= {8}

3 - Determine o valor de x para a expressão: .

x
1
45 = 3

2
2

x 3

5
((2)²) = 2
2

2x 3

5
(2) =2
2

2x 3
= −
5 2
4 x = −15
x = −15 / 4

Simplificando as duas bases que estão igualadas, obteremos:

48
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

FUNÇÃO EXPONENCIAL

Chamamos função exponencial f :  →  , definida por f ( x) = a x , dado um número


real a, tal que 1 ≠ a > 0 sendo que a é a base dessa função, como:

f ( x) =a x ; a ∈ *+ , a ≠ 1

Essa definição refere-se ao fato de:

• se a=1, f(x)= =1, e para todo x , então a f(x)=1, que é uma função constante.

• Se a=0, f(x)= , não existe para determinados valores de x (por exemplo para

x=-2, f(x)= , que não tem significado em ).

• Se , f(x)= , nem sempre existirá, pois, por exemplo, se a=-4 e x= , f(x)=

não pertence a .

Gráfico da Função Exponencial

49
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplo:

Construa os gráficos das funções f(x)= e f(x)= .

Construiremos, primeiramente, o gráfico da primeira função. Atribuímos valores para x e,

depois, ligamos os pares ordenados obtidos.

Primeiramente, atribuímos valores para x e


calculamos y.

x y=2x

-1 2-1=1/2

0 20=1

1 21=2

2 22=4

Quadro 1.8 - Pares ordenados e gráfico de uma função exponencial crescente


Fonte: Silva (s./d., on-line).

Construindo o gráfico da segunda função f(x)=(1/2)x , obteremos:

50
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Primeiramente, atribuímos valores para x e


calculamos y.

x y

-2 (1/2)-2 =4

-1 (1/2)-1 =2

0 (1/2)0 =1

1 (1/2)1 =1/2

Quadro 1.9 - Pares ordenados e gráfico de uma função exponencial decrescente


Fonte: Silva (s./d., on-line).

Depois, marcamos no gráfico construído os pontos encontrados na tabela; unem-se

esses pontos e obteremos o gráfico da função.

Pode-se observar que o domínio dessa função é D(f)= , e a imagem é sempre

INEQUAÇÕES EXPONENCIAIS
Dizemos que uma inequação é exponencial quando a incógnita está no expoente. Assim,

podemos dizer que as inequações são usadas para determinar um intervalo, de modo

que a desigualdade de certas expressões seja válida.

Para resolver esses tipos de inequações, algumas condições devem ser obedecidas:

51
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

a x1 < a x2 → x1 < x2 ( se a > 1)

a x1 < a x2 → x1 > x2 ( se 0 < a < 1)

Quadro 1.10 - Condições de resolução de inequações exponenciais


Fonte: Oliveira (s./d., on-line).

Exemplos:

Resolva as seguintes inequações em .

Como as bases para ambos os lados do sinal já estão igualadas, basta simplificarmos e

ficamos com a equação :

Logo, o conjunto solução é:

52
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

b-

Note que, nesse caso, as bases não estão iguais. Devemos igualá-las, transformando o

254 em potência. Veja:

Agora que as bases estão iguais, ao simplificá-las, obteremos:

Assim, o conjunto solução é

S = ]- 4[

c-

Decompondo o número 4 , a inequação pode ser escrita da seguinte forma:

Fazendo e substituindo esses valores na inequação, obtemos:

53
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Aplicando a fórmula de Bháskara, descobriremos as raízes dessa inequação:

Graficamente, essa solução seria assim representada:

54
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Figura 1.18 - Representação gráfica da inequação quadrática de 2º grau


Fonte: Oliveira (s./d., on-line).

Logo, .

Como , teremos:

Simplificando essa inequação, em que, para todos os lados dos sinais, há bases iguais,

obteremos:

55
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Assim, a solução fica:

S= [1,2]

FUNÇÃO LOGARÍTMICA
Antes de estudarmos as funções logarítmicas, estudaremos um pouco os logaritmos, as pro-

priedades dos logaritmos, a mudança de base dos logaritmos e as equações logarítmicas.

O termo logaritmo é uma denominação para expoente. Se a e b são números reais

positivos, chamamos de logaritmo de a na base b o expoente real x, ao qual se eleva b

para obter a. Então, podemos definir logaritmo como: a x = b ⇔ x = log a b (não con-
sigo inserir log b na base a), sendo a > 0, b > 0 e a ≠ 1 .

Destacamos os seguintes elementos:

• a= Base do logaritmo;

• b = logaritmando ou antilogaritmo

• x = logaritmo

O logaritmo de b na base a é o expoente que devemos atribuir ao número a para obter b.

Seguindo a definição, determinaremos o valor de x em alguns exemplos:

56
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Simplificamos as bases iguais e obteremos:

=3²

Simplificando as bases iguais, obteremos:

x= -2

Condições de existência dos logaritmos:

• Base a deve ser maior do que zero: .

• Base a deve ser diferente de um: .

57
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

• Logaritmando ou antilogaritmo: .

Consequências da definição:

loga1 = 0

loga1 = x
Logaritmo de 1 em qualquer base a é 0.
ax = 1 (a0 = 1)

x=0

logaa = 1

logaa = x
O logaritmo da base, qualquer que seja a base, será 1.
ax = a

x=1

logaam = m

O logaritmo de uma potência de base a é igual ao expoente m. am = am

m= m

alogab= b

alogab= x

A potência de base a com expoente logab é igual a b. logab= a

logax = logab

x=b
Quadro 1.11 - Resumo das Consequências da definição de um logaritmo
Fonte: Consequências… (2016, on-line).

58
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplos:

Determine o valor de a aplicando a definição dos logaritmos.

A. log a 5 = −1
a −1 = 5
1
=5
a
5a = 1
1
a=
5

B. log( x − 3) =
2

Nesse caso, o logaritimando contém a incógnita. Dessa forma, a condição de existência

é:

Quando a base não aparece, ela é 10.

x-3

59
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

(x-1)² = 4(x²-2.1.(-1)+1 = 4x²+2+1=4

x²=1

x= 1

SISTEMA DE LOGARITMOS
Chamamos de Sistema de Logaritmos de base “a” o conjunto formado pelos logaritmos

na base, sendo que “a” representa todos os números reais positivos. Sendo assim, po-

demos dizer que os sistemas de logaritmos mais usados são:

• sistema de logaritmos decimais ou logaritmos de Briggs - esse é o sistema de

base 10. Esse tipo de logaritmo de um número é indicado por , fican-

do implícito que a base é 10.

• sistema de logaritmos neperianos ou logaritmos naturais (ln) - esse é o sistema

de base e. Esse logaritmo natural é indicado por ou . O número

e=2,718... é irracional, conhecido como número de Euler.

60
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Propriedades dos Logaritmos


1. Logaritmo do produto

Se 0 <a ≠ 1, b > 0 e c > 0, então:

loga (b. c) = loga b + loga c.

Exemplo:

log3 (81.9) = log3 81 + log39

A princípio, resolveremos cada um dos logaritmos separadamente, logo:

log3 81=

x=4

log39=

x=2

Substituindo os valores encontrados na equação dada, obteremos:

61
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

log3 (81.9) = 4 + 2

log3 (81.9) = 6

2. Logaritmo do quociente

Se 0 <a ≠ 1, b > 0 e c > 0, então:

loga = loga b – loga c.

Exemplo:

= +

x=5

x=8

62
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

A princípio, resolveremos cada um dos logaritmos separadamente, logo, substituindo os

valores encontrados na equação dada, obteremos:

= + =

3.1=3

3. Logaritmo da potência

Se 0 <a ≠ 1, b > 0 e α , então:

loga bα = α . loga b

Exemplo:

MUDANÇA DE BASE
Quando operamos logaritmos, podemos verificar que essas operações só po-

dem ser resolvidas se eles tiverem a mesma base. Agora, estudaremos como

63
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

ocorre esse processo de mudança de base. Consideremos, em primeiro lugar, que:

, assim:

Exemplos:

A. Vamos escrever na base 3.

B. Dado log 2=x, calcule .

Primeiramente, devemos mudar o logaritmo pedido para a base do que já temos, ou seja,

a base 10:

= = = =

64
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

C. Sendo log 2=a e log 3=b, calcule .

Note que as duas funções iniciais estão na base 10, logo, deveremos fazer a mudança

de base da equação logarítmica desejada:

= = =

D. Simplifique a expressão .

A princípio, devemos realizar a mudança de base para a menor base, nesse caso, 4.

Logo, teremos: = =

= =

DEFINIÇÃO DE FUNÇÃO LOGARÍTMICA


Denominamos função logarítmica de base a (1 ≠ a > 0) a função que associa elemento x

(sendo x um número positivo) ao seu logaritmo na base a, ou seja, toda função definida

pela lei de formação f(x)= . Nesse tipo, o domínio é representado pelo conjunto

dos números reais maiores que zero, e o contradomínio, pelo conjunto dos reais.

65
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

GRÁFICO DA FUNÇÃO LOGARÍTMICA


Esse tipo de gráfico pode ser crescente ou decrescente. Observe, no quadro a seguir, o

comportamento da curva para cada um dos casos.

a >1 0<a<1

Função crescente, pois x1 > x2 Função decrescente, pois x1 > x2

logax1 >logax2 logax1 <logax2.

Quadro 1.12 - Gráfico crescente e decrescente da função logarítmica


Fonte: Consequências… (2016, on-line).

66
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplos:

1. Construa o gráfico das funções a seguir.

A. Construa o gráfico das funções y =2xe y =log2 x.

x y =log2 x

1 0

2 1

3 1,4

4 2

Quadro 1.13 - Tabela dos pares ordenados da função logarítmica


Fonte: Elaborado pela autora.

x y =2x

-4 1/16

-3 1/8

-2 1/4

-1 1/2

0 1

1 2

2 4

Quadro 1.14 - Tabela dos pares ordenados da função exponencial


Fonte: Elaborado pela autora.

67
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

Figura 1.19 - Função exponencial e logarítmica em um mesmo gráfico


Fonte: Mello (s./d., on-line - b).

INEQUAÇÕES LOGARÍTMICAS
Definimos como inequações logarítmicas as inequações em que as variáveis aparecem

na base ou no logaritmando. Para que você possa resolvê-las, deve obedecer a condi-

ções de existência dos logaritmos.

1. Resolva a inequação:

Condição de existência: x > 0.

Com a base a = 2 > 1, podemos dizer também que: se , então, .

68
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

2. Resolva a inequação:

Condição de existência: .

Com a base , NÃO podemos dizer também que, se ,

então

(x + 1) > 8, pois, na função logarítmica decrescente, isso não é verdade.

É preciso, então, inverter o sinal da desigualdade para que ela fique verdadeira.

Logo, se , então:

Com a condição de existência, a solução da inequação é:

69
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

SAIBA MAIS
POR QUE ESTUDAR FUNÇÕES?

De acordo com Brasil (2002), o estudo das funções permite ao aluno adquirir a lingua-

gem algébrica como a linguagem das ciências, necessária para expressar a relação entre

grandezas e modelar situações-problema, construindo modelos descritivos de fenôme-

nos e permitindo várias conexões dentro e fora da própria Matemática. Assim, a ênfase

do estudo das diferentes funções deve estar no conceito de função e em suas proprieda-

des em relação às operações, na interpretação de seus gráficos e nas aplicações dessas

funções. Tradicionalmente o ensino de funções estabelece como pré-requisito o estudo

dos números reais e de conjuntos e suas operações, para depois definir relações e a

partir daí identificar as funções como particulares relações. Todo esse percurso é, então,

abandonado assim que a definição de função é estabelecida, pois para a análise dos di-

ferentes tipos de funções todo o estudo relativo a conjuntos e relações é desnecessário.

Assim, o ensino pode ser iniciado diretamente pela noção de função para descrever

situações de dependência entre duas grandezas, o que permite o estudo a partir de situ-

ações contextualizadas, descritas algébrica e graficamente. Os problemas de aplicação

não devem ser deixados para o final desse estudo, mas devem ser motivo e contexto

para o aluno aprender funções. A riqueza de situações envolvendo funções permite que

70
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

o ensino se estruture permeado de exemplos do cotidiano, das formas gráficas que a mí-

dia e outras áreas do conhecimento utilizam para descrever fenômenos de dependência

entre grandezas.

O ensino, ao se deter ao estudo de casos especiais de funções, não deve descuidar de

mostrar que o que está sendo aprendido permite um olhar mais crítico e analítico sobre

as situações descritas. As funções exponenciais e logarítmicas, por exemplo, são usadas

para descrever a variação de duas grandezas, em que o crescimento da variável inde-

pendente é muito rápido, sendo aplicada em áreas do conhecimento como a Geometria

Fractal[...]

Saiba mais sobre o assunto consultando o texto de Alessandra Beatriz Pachas Zavala na

íntegra, disponível em: <http://people.ufpr.br/~ewkaras/especializa/zavala.pdf>. Acesso

em: 18 abr. 2018.

PENSE NISSO
De todas as finalidades que estudamos sobre as funções, qual você considera mais

importante, levando em consideração os fatos que vivenciamos na atualidade?Analise e

dê sua opinião, explicitando todos os pontos que levaram você a efetuar essa escolha.

71
UNIDADE I - Métodos quantitativos matemáticos

INDICAÇÃO DE LEITURA
Nome do livro: Fundamentos de Matemática Elementar: Conjuntos e Funções. 7ª edição.

Editora: Alta Books.

Autor: Gelson Iezzi; Carlos Murakami.

ISBN: 9788535705461.

Comentário: Fundamentos de Matemática Elementar é uma coleção consagrada ao

longo dos anos por oferecer ao estudante o mais completo conteúdo de Matemática

elementar. Atende a alunos do ensino médio, que procuram uma formação mais aprofun-

dada, estudantes em fase pré-vestibular e, também, universitários que necessitam rever

a matemática elementar.

72
UNIDADE 2

O estudo das sucessões,


sequências e limites das
funções
Daniele Silva Marques
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender que as Sucessões ou sequências são importantes para determinar a
ordem numérica relacionada a sentenças matemáticas;
• Entender quando o comportamento de uma função é convergente ou divergente;
• Relacionar o conceito de Limites de uma função com a interpretação gráfica
fornecida;
• Reconhecer quando o limite de uma função é determinado, indeterminado ou
infinito;
• Compreender por meio de cálculos dos limites quando uma função é contínua ou
descontínua nos dados pontos;
• Interpretar o comportamento apresentado por gráficos que representam funções
assíntotas horizontais e verticais;
• Entender a relação entre o Número de Euler e o limite das funções exponenciais;
• Resolver os Limites das principais funções Trigonométricas;.

Plano de Estudo • Continuidade de uma função;


Serão abordados os seguintes tópicos: • Assíntotas verticais e horizontais;

• Sucessões ou sequências; • Limite exponencial;

• Convergência de funções; • Limite trigonométrico


fundamental;
• Divergência de funções;
• Funções marginais;
• Limites de uma função;
• Limites infinitos;
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

INTRODUÇÃO
Quando falamos dos limites, podemos perceber que os principais conceitos do cál-

culo – continuidade, integral, convergência/divergência – estão definidos em função

dos limites. Assim, o conceito de limite é o mais importante do cálculo, pois é o que

distingue, falando de maneira mais simples, o cálculo de álgebra, geometria e o resto

da matemática. Portanto, em termos do desenvolvimento ordenado e lógico do cálculo,

limites devem vir primeiro.

Mas antes de introduzirmos o conceito de Limites de uma função, precisamos compre-

ender o conceito de Sucessões ou Sequências para, assim, compreendermos que, de

uma dada função, temos uma sequência numérica que pode ser finita ou infinita.

Partindo desse estudo de Sucessão ou Sequência, introduziremos os estudos mais

aprofundados dos Métodos Quantitativos que estão dentro do Cálculo Numérico, com o

estudo sobre os limites e comportamentos gráficos dos limites das funções.

Bons estudos!

75
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Fonte: Belchonoksun, 123RF.

SUCESSÕES OU SEQUÊNCIAS
A noção de sucessão ou sequência é bastante simples. Sempre que um conjunto está

ordenado, dizemos que existe um primeiro elemento, um segundo elemento e assim su-

cessivamente. Na verdade, o que fazemos é colocar esse conjunto em correspondência

76
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

com o conjunto dos números naturais ou parte dele.

Assim, podemos dizer que denomina-se sucessão ou sequência toda função real cujo

domínio é o conjunto dos números naturais ou parte dele.

Observe o exemplo a seguir:

Exemplo 1

Considere a sucessão escrita na forma: an=1n. Logo podemos escrever:

a1=11 a2=12 a3=13

E assim sucessivamente. Logo a função pode ser escrita como:

1,12,13,...

Exemplo 2

Considere a sucessão dada por : an=nn+1. Determine os termos dessa sequência infinita:

Quando n=1, teremos: a1=11+1=12

Quando n=2, teremos: a2=22+1=23

Quando n=3, teremos: a3=33+1=34

77
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Quando n=4, teremos: a4=44+1=45

E assim sucessivamente.

Então, a sequência será representada por: 12,13,14,15,...

Outras sucessões conhecidas:

Sequência dos números naturais excluindo o zero f(n)=n {1,2,3,4,5,6,...}

Sequência dos números ímpares multiplicados por um sinal


f(n) = -(2n-1) {-1,-3,-5,-7,-9,...}
negativo

Sequência dos números pares f(n)=2n {2,4,6,8,10,...}

Quadro 2.1 - Sucessões conhecidas


Fonte: Giovanni e Bonjorno (2002, p. 57).

Outros exemplos explicativos para seu melhor entendimento:

78
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Sucessões numéricas Explicação Representação

Os termos tornam-se cada vez maiores, sem


1, 2, 3, 4, 5, .... x→ + ∞
atingir um limite.

Os números aproximam-se cada vez mais de 1,


x→ 1
sem nunca atingir esse valor.

Os termos tornam-se cada vez menores, sem


1, 0, -1, -2, -3, ... x→ - ∞
atingir um limite.

Os termos oscilam sem tender a um limite.

Quadro 2.2 - Convergência de algumas funções


Fonte: Giovanni e Bonjorno (2002, p. 57-58).

CONVERGÊNCIA DE FUNÇÕES
Dizemos que uma sucessão é convergente para um determinado número fixo, se à me-

dida que n aumenta, o valor da f(n) converge para esse número fixo. Para sua melhor

compreensão, vamos retomar o primeiro exemplo. Podemos perceber que os valores

desta sucessão convergem para 0.

DIVERGÊNCIA DE FUNÇÕES

79
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Dizemos que uma função é divergente quando à medida que n aumenta, o valor da f(n)

não converge para nenhum valor fixo. As funções podem divergir para o mais infinito ou

para o menos infinito. Acompanhe a seguir:

• Quando n aumenta, os valores da f(n) conseguem superar qualquer valor fixado,

ou seja, divergem para o mais infinito.

Os termos tornam-se cada vez maiores, sem atingir


1, 2, 3, 4, 5, .... x→ + ∞
um limite.

Quadro 2.3 - Função divergente para o mais infinito


Fonte: Giovanni e Bonjorno (2002, p. 58).

• Quando n aumenta, os valores da f(n) conseguem ficar abaixo de qualquer valor

fixado, ou seja, divergem para o menos infinito.

Os termos tornam-se cada vez menores, sem


1, 0, -1, -2, -3, ... x→ - ∞
atingir um limite.

Quadro 2.4 - Função divergente para o menos infinito


Fonte: Giovanni e Bonjorno (2002, p. 58).

O que podemos perceber é que: à medida que a ordem dos termos da sucessão

80
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

aumenta, os termos desta ficam cada vez menores, conforme o exemplo visto ante-

riormente. Podemos afirmar também que nenhum termo é exatamente zero, mas, se

avançarmos para uma ordem suficientemente grande da sequência, teremos termos tão

próximos de zero quanto nós queríamos.

LIMITES DE FUNÇÃO
Este é um conceito matemático de grande utilidade para determinarmos o comportamen-

to de determinadas funções em pontos fora do domínio, quando x aumenta muito (tende

para o infinito) ou diminui muito (tende para menos infinito).

O conceito de Limite de uma função realiza um papel muito importante em toda teoria

matemática envolvida com o Cálculo Diferencial e Integral. Há uma cadeia ordenada muito

bem estabelecida no Cálculo:

Conjuntos, Funções, Limites, Continuidade, Derivadas e Integrais

Então, considere f(x) uma função e um ponto b do domínio. Dizemos que o limite da fun-

ção é L quando x tende a b ( ), pela direita (por valores superiores a b), os valores

da f(x) se aproximam de L, logo obtemos simbolicamente:

Da mesma maneira, considere f(x) uma função e um ponto b do domínio. Dizemos

81
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

que o limite da função é M, quando x tende a b ( ), pela esquerda (por valores

inferiores a b), os valores da f(x) se aproximam de M, logo obtemos simbolicamente:

Assim, podemos afirmar:

A. O limite de f(x) para x→a existe somente se os limites laterais estão à direita e à

esquerda.

B. Quando estes limites laterais forem diferentes, não existe o limite f(x) para x→a.

Observe o exemplo a seguir:

Para todo x ∈ Dom(f) temos que f(x) = 2x + 1. Com base nessa informação, construa uma

tabela de valores de x aproximando-se de 1, pela esquerda (x < 1) e pela direita (x > 1) e

os correspondentes valores de f(x):

82
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

x>1 f(x)

2 5

1.7 4.4

1.5 4

1.2 3.4

1.09 3.18

1.009 3.018

1.0009 3.0018

1.00009 3.00018

1.000009 3.000018

1.0000009 3.0000018

1.00000009 3.00000018

Quadro 2.5 - Tabela de limites laterais pela esquerda


Fonte: Stewart (2001, p. 101).

83
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

x<1 f(x)

0 1

0.5 2

0.7 2.4

0.8 2.6

0.9 2.8

0.99 2.98

0.999 2.998

0.9999 2.9998

0.99999 2.99998

0.999999 2.999998

0.9999999 2.9999998

Quadro 2.6 - Tabela de limites laterais pela direita


Fonte: Stewart (2001, p.101).

Vamos a mais um exemplo para que você compreenda melhor a noção de limites.

Imagine uma placa metálica quadrada que se expande uniformemente porque está sendo

aquecida. Considere que x é o comprimento do lado e a área da placa é dada por: A = x².

Evidentemente, quanto mais x se aproxima de 2, a área A tende a 4 .Da mesma forma,

podemos dizer que: se x aproxima-se de 2, x² aproxima-se de 4, ou seja:

84
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

x f(x)

1,900 3,61000
Aproximação pela esquerda de 2
1,990 3,960100

1,999 3,996001

2,000 4,000000

2,001 4,004001

2,010 4,040100 Aproximação pela direita de 2

2,100 4,410000

Quadro 2.7 - Tabela de aproximação pela direita e pela esquerda


Fonte: Stewart (2001, p. 104).

FORMAS INDETERMINADAS
Considere a função: . Perceba nessa função que, se x tende a 3, tanto

pela direita quanto pela esquerda, tanto o numerador quanto o denominador tendem a

zero e obteríamos , ao qual damos o nome de forma indeterminada. Mas, desta função,

percebemos que podemos simplificar o numerador com o denominador e obteremos:

= x+3

Assim, quando a função inicial é simplificada, ou seja, quando x tende a 3, teremos:

85
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

LIMITES INFINITOS
Considere a função cujo domínio é – {3}. Faça x percorrer pela direita

o conjunto (3,1; 3,01; 3,001; 3,0001;...) e pela esquerda o conjunto (2,9; 2,99; 2,999;

2,9999;...) e represente a conclusão por meio da forma própria dos limites.

LIMITE LATERAL PELA DIREITA LIMITE LATERAL PELA ESQUERDA

Solução:

Das duas sucessões obtidas, vê-se que x converge para 3, pela direita ou pela esquerda,

e f(x) tende para mais infinito ( + ∞ ). Tal fato pode ser representado por:

86
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

+∞

Podemos, então, dizer que o limite de uma função é mais infinito quando os valores da

f(x) vão ficando cada vez maiores, superando os valores fixados. O limite de uma função

é menos infinito quando os valores da f(x) vão ficando cada vez menores, situando-se

abaixo de qualquer valor fixado.

LIMITES NOS EXTREMOS DOMÍNIOS


Quando analisamos o comportamento de uma função para valores muito grandes de x

(em que ele tende ao mais infinito) e para valores muito pequenos de x (quando ele tende

para o menos infinito), na verdade o que queríamos era determinar os valores dos limites.

A esta determinação de valores, levando em consideração os valores muito grandes ou

pequenos de x, damos o nome de limites nos extremos do domínio.

É importante que você perceba que a maneira de obtermos esses limites consiste na es-

colha de uma sucessão em que a variável independente x tende a assumir, em módulo,

valores muito grandes positivos ( + ∞ ) ou negativos (– ∞ ).

87
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Veja o exemplo a seguir:

Considere a função que é divergente para o infinito. Assim, obteremos:

Analisando o comportamento do cálculo desta função, podemos perceber que estas

imagem convergem para 0 e dizemos que o limite desta função, quando x tende para o

infinito, é 0. Logo, podemos escrever:

O mesmo podemos fazer para uma sequência para um limite onde a f(x) tende para o

88
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

menos infinito. As imagens correspondentes serão:

Logo, desta função teremos que:

Para esta função, teremos o seguinte gráfico:

89
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Figura 2.1 - Gráfico de uma função divergente


Fonte: CP, 2015, on-line.

Resumindo os gráficos deste tipo de função, obteremos:

Figura 2.2 - Gráfico resumo da função divergente


Fonte: CP, 2015, on-line.

90
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Agora, considere uma função do tipo f(x) = x³. Vamos considerar para esta as mes-

mas sucessões divergentes para mais infinito e para menos infinito, conforme o exercício

anterior:

Figura 2.3 - Gráfico do limite da função divergente x³


Fonte: Stewart (2001, p. 137).

Observe que:

• Conforme os cálculos e estudos que realizamos, quando x tende a mais ou menos

infinito, podemos obter como resultado um número ou mais ou menos infinito.

91
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

• Há funções em que os limites nos extremos não existem. Um exemplo disso po-

demos atribuir à função f(x) = sen x, pois os valores da f(x) oscilam entre -1 e 1 à

medida que x tende para mais ou menos infinito.

• Quando falamos de uma função polinomial, o seu limite é dado pelo seu termo de

maior expoente, pois quando colocamos este em fator comum, todos os outros

termos tenderão a zero. Confira esta observação com o exemplo a seguir:

Perceba que, com exceção do primeiro termo entre parênteses, os demais têm limite

igual a zero.

• Como consequência da observação anterior, em casos de limites nos extremos de

um quociente de dois polinômios, ele será igual ao limite do quociente dos termos

do maior expoente do numerador e do denominador. Veja o exemplo a seguir e

contemple a observação:

92
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

CONTINUIDADE DE UMA FUNÇÃO


Informalmente, dizemos que uma função é contínua quando seu gráfico não apresenta

interrupções.

De maneira formal, para que uma função f seja contínua em um ponto x = b, é necessário que

a função esteja definida em a e que os valores da f(x), para x próximos de b, estejam próximos

da f(b). Para compreendermos melhor este conceito, vejamos algumas funções reais.

Para esta função, cujo gráfico fornece uma parábola, Para esta função, quando calculamos o limite

para qualquer valor real de b teremos: para x tendendo a 0, veremos que:

Ou seja, o limite existe para x tendendo a b e, além Ou seja, o limite existe para x tendendo a zero,

disso, ele é igual ao valor da função em b. mas ele não é igual ao valor da função para x=0,
pois zero está fora do domínio.

93
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Para esta função, se calcularmos o limite para x


tendendo a zero, podemos perceber que:
Para esta função, quando calculamos o limite
para x igual a dois, obteremos que:

Ou seja, o limite existe para x tendendo a 2, mas


Ou seja, não existe o limite da função para x=0.
esta função não está definida para x=2.

Para esta função, se calcularmos o limite para x tendendo a zero, teremos que:

Ou seja, não existe o limite da função para x tendendo a zero.

Quadro 2.8 - Resumo da continuidade de uma função


Fonte: Stewart (2001, p. 142).

Através do estudo dessas funções, a definição de continuidade propõe que:

94
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Resumindo estas funções, possuímos que:

• é contínua a todos os pontos do domínio

• é descontínua para x=0

• é descontínua para x=0

• é descontínua para x=2

• é descontínua para x=0

ASSÍNTOTAS VERTICAIS E HORIZONTAIS

O limite de uma função é dado como assíntota vertical quando:

Onde a reta da equação x=a é assíntota vertical, daquelas funções.

95
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Figura 2.4 - Representação gráfica da função assíntota vertical


Fonte: Zema Júnior, [s.d], on-line.

O limite de uma função é assíntota horizontal quando

96
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Onde a reta horizontal de equação y=b é assíntota horizontal das correspondentes

funções.

Figura 2.5 - Representação gráfica da função assíntota vertical


Fonte: Zema Júnior, [s.d], on-line.

Exemplo:

Determine as assíntotas verticais e horizontais (se existirem) e interprete os resultados

encontrados relacionando-os com o comportamento da função:

97
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Solução:

Antes de começar a calcular os limites de uma função com a finalidade de encontrar as

assíntotas verticais e horizontais, é importante calcular o domínio D da função, pois isto

nos dará informações importantes sobre as assíntotas verticais.

Encontrando o domínio D da função f (x) :

O denominador da fração deve ser diferente de zero, então teremos:

2-x≠0

-x ≠ -2

x≠2

Calculando o limite, obtemos:

porém não sabemos se é positivo ou negativo.

Para isso, precisamos calcular os limites laterais:

98
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Como consequência, temos que a reta x = 2 é uma assíntota vertical da função f (x) .

Agora, para tentar encontrar assíntotas horizontais, devemos calcular o limite da função

f(x) quando x tende a ± ∞. Utilizando a regra para o cálculo de limites de divisão de poli-

nômios quando x tende a

99
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Logo, existe uma assíntota horizontal de equação y = -1.

Portanto, as assíntotas são x = 2 e y = -1.

LIMITE EXPONENCIAL FUNDAMENTAL


Considere uma função exponencial f(x), definida por , que, de uma

maneira geral, aparece em curvas crescentes. Do comportamento desta função pode-

mos dizer que a medida que x cresce tendendo ao infinito, a fração decresce, mas

como pela função este valor ainda é somado a 1 e posteriormente elevado a um expoen-

te x, e podemos dizer que não há um valor de convergência evidente.

A primeira pessoa a perceber a importância de se estudar esta função foi o matemático

suíço Leonardo Euler (1707-1783). Com seus estudos, demonstrou que o limite desta

função, para x tendendo ao infinito, era um número irracional escrito entre os números

2 e 3, onde tal número foi simbolizado pela letra e e ficou conhecido como número de

Euler. Assim, na medida em que os valores de x aumentam - tendem a mais infinito - os

valores correspondentes de y tendem a um número irracional 2,71.... No quadro a seguir

podemos ter a noção de convergência desta função:

100
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

1 2

2 2,250000

5 2,488320

10 2,593742

20 2,653298

50 2,691588

100 2,704814

200 2,711517

500 2,715569

1.000 2,716924

5.000 2,718010

50.000 2,718255

100.000 2,718268

1.000.000 2,718280

... ...

Quadro 2.9 - Quadro representativo da convergência para o número de Euler


Fonte: Stewart (2001, p. 153).

101
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Onde é o número de Euler.

Podemos comprovar ainda que o limite da função quando x tende

a menos infinito também fornece como resultado o número de Euler e. Ainda podemos

escrever o número e de uma forma equivalente, por meio do limite:

Figura 2.6: Gráfico representativo do número de Euler


Fonte: InterAula EAD, 2000, on-line.

102
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplos:

LIMITE TRIGONOMÉTRICO FUNDAMENTAL


Quando dizemos que x é um arco em radianos e sen x é a medida do seno desse arco,

então, quando o arco x tender a zero, o limite da divisão do valor de seno de x pela

medida do arco x será igual a 1. Esta é a definição do limite trigonométrico fundamental.

Realizando uma análise intuitiva deste limite, podemos enunciar que:

Seja x um arco em radianos, cuja medida seja próxima de zero, digamos x = 0,0001

rad. Nestas condições, o valor de sen x será igual 0,0001 = 0,00009999, (obtido numa

103
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

calculadora científica). Fazendo o quociente, obteremos que:

Perceba que quanto mais próximo de zero for o arco x, mais próximo estará o valor do

quociente de 1.

Figura 2.7 - Representação gráfica da função seno


Fonte: Só Matemática, [s.d], on-line.

Para facilitar sua compreensão, acompanhe os exemplos:

104
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplo 1:

Como podemos observar, realizamos uma mudança de variável, colocando 4x = u, de

modo que obteremos assim o limite fundamental. Embora tenhamos multiplicado nume-

rador e denominador por 4, a expressão não se altera.

Exemplo 2:

Podemos perceber que o resultado desta divisão é inexistente, logo, multiplicando o nu-

merador e o denominador por 3, temos:

Para finalizarmos esta unidade, vamos passar ao estudo das como modelos temáti-

cos: Funções de oferta e demanda; Funções: custo, receita e lucro; Funções: custo,

105
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

receita e lucro marginal. Para isso, entraremos em um ramo da economia denominado

Microeconomia, também conhecida como Teoria dos Preços.

A Microeconomia é parte da economia que estuda as características e o comportamento

de cada unidade econômica, analisando a formação de preços no mercado, isto é, como

a empresa e o consumidor se interagem e decidem o preço e a quantidade de um pro-

duto ou serviço. Além disso, estuda o funcionamento da oferta e da demanda (procura)

na formação do preço.

Um microeconomista pode estudar: o controle dos aluguéis sobre os imóveis residenciais

de uma cidade; o impacto da competição estrangeira sobre a indústria automobilística

brasileira; os efeitos da frequência escolar obrigatória sobre os ganhos dos trabalhadores.

A microeconomia preocupa-se em explicar como é fixado o preço e seus fatores de

produção. Divide-se em: Teoria do Consumidor; Teoria de Empresa e Teoria da Produção.

FUNÇÕES MARGINAIS
Denominamos função marginal de a função derivada de . Então, podemos dizer

que a função custo marginal é a derivada da função custo, a função receita marginal é a

derivada da função receita, e assim sucessivamente.

106
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

FUNÇÃO CUSTO MARGINAL


Considere que é o custo total de produção de unidades de um determinado

produto, com e . A esta função chamamos de FUNÇÃO CUSTO

MARGINAL e temos a seguinte definição:

Se é o custo total de produção de unidades de um produto, então o custo

marginal quando , é dado por , caso exista. A função é a FUNÇÃO

CUSTO MARGINAL.

A variação do Custo é dada por:

Logo, o custo marginal é aproximadamente igual à variação do custo, de-

corrente da produção de uma unidade adicional, a partir de unidades.

Na definição anterior, pode ser interpretada como a taxa de variação do custo

total quando unidades são produzidas.

Para que melhor você compreenda este conceito de Custo Marginal, acompanhe os

exemplos seguintes:

107
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplo 1:

Suponha que seja o custo total de fabricação de pares de calçados da marca

WW, seja dada pela equação . Determine o Custo Marginal

quando .

Solução:

Primeiramente, vamos calcular a derivada da função , ou

seja:

e .

Logo, a taxa de variação do custo total, quando 50 pares de calçados da marca WW são

fabricados, é R$6,00 por par fabricado.

O custo de fabricação do 51º par de calçado é :

108
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Assim: = 6,02.

Logo, é o custo aproximado da produção do 51º primeiro par de calçado da

marca WW.

Portanto, o custo marginal quando é .

Exemplo 2:

Consideremos a função custo . Determinar o

custo marginal para x=20.

Solução:

Para começarmos, vamos calcular a derivada da função:

, ou seja:

Portanto, , teremos que:

109
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Logo, é o custo aproximado da produção do vigésimo primeiro item.

Assim, o custo marginal quando é dado por:

FUNÇÃO RECEITA MARGINAL


Considere que é a receita obtida quando unidades de um produto são demanda-

das, então a RECEITA MARGINAL, quando , é dada por , caso exista.

A função é chamada FUNÇÃO RECEITA MARGINAL. pode ser positiva,

negativa ou nula, e pode ser interpretada como a taxa de variação da receita total quanto

unidades são demandadas.

A variação da receita é dada por:

110
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Portanto, a receita marginal é aproximadamente igual à variação da receita de-

corrente da venda de uma unidade adicional, a partir de unidades. Exemplo 1:

Suponha que seja a receita total recebida na venda de cadeiras da loja BBC, e

. Calcular a receita marginal para .

Solução:

Primeiramente, vamos calcular a derivada da função , ou seja,

e Assim:

Logo, é a receita efetiva da venda da quadragésima primeira carteira. Portanto, a

receita marginal quando é .

Exemplo 2: Consideremos a função receita total da venda de estantes dada por

. Calcular a receita marginal para .

111
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Solução:
Efetuando a derivada da função , teremos que:

e .

Logo:

Logo, é a receita efetiva da venda da 50ª estante. Portanto, a receita marginal

quando é .

FUNÇÃO PRODUTIVIDADE MARGINAL


Considere função de produção representada por que dependa da quantidade de um

fator de produção variável. Chamamos FUNÇÃO PRODUTIVIDADE MARGINAL do

fator à derivada da função em relação a .

Exemplo 1:

Considere como a quantidade (em toneladas) produzida por mês de certo produto e

112
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

o trabalho mensal envolvido (medido em homens-hora) que é dada pela função produ-

ção . Determinar a produtividade marginal quando x=64.

Solução:

Vamos calcular, primeiramente, a derivada da função em relação a que é

a função produtividade marginal do fator trabalho mensal. Logo :

ou seja:

Calculando a produtividade marginal quando , temos:

Assim, se o número de homens-hora passar de 64 para 65, o aumento na produção

113
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

mensal será, aproximadamente, 63,5 toneladas.

Exemplo 2:

Vamos considerar que a função produção , onde é a

Produção Mensal (em toneladas) e o número de homens-hora empregados. Calcule:

A. a função produtividade marginal, ;

B. a produtividade .

Solução:

A. Vamos calcular a derivada da função em relação a . Logo

ou seja,

114
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Portanto, a função produtividade marginal é:

A. Agora, vamos calcular , isto é:

Portanto, .

SAIBA MAIS
No dia-a-dia das salas de aula, os alunos sempre nos questionam onde são aplicados os

conhecimentos que estão sendo abordados. Por isto neste post queremos mostrar que

as Derivadas possuem diversas aplicações. Apresentaremos apenas algumas aplicações

para que você possa se dar conta das inúmeras áreas em que são utilizadas as derivadas

como ferramenta para a solução dos problemas.

115
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Aplicação das derivadas na otimização


Talvez a mais difundida a aplicação das derivadas nas universidades seja a otimização de

problemas, ou seja, quando utilizamos as derivadas para obter a maximização ou minimi-

zação de um determinado fenômeno. Para ser mais clara, apresentarei alguns exemplos,

sendo que alguns deles já abordamos em posts recentes

• Minimização do consumo de material;

• Maximização do lucro em função das despesas;

• Maximização da área em função do seu perímetro;

• Otimização do tempo na produção industrial.

Poderíamos elencar muitos outros problemas de máximos e mínimos, mas como fazem

parte de outras áreas do conhecimento, deixaremos para mais adiante.

Aplicação das derivadas na física


Queremos deixar claro que nosso objetivo não é esgotar as possibilidades das aplica-

ções na física, apenas exemplificar. Assim, apresentaremos apenas as aplicações que

julgamos mais comuns e que provavelmente você já tenha ouvido falar. A primeira delas

116
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

a velocidade que é a derivada do espaço em relação ao tempo

onde v é a velocidade e s a posição. Na sequência, a aceleração que é a derivada da

velocidade em relação ao tempo

onde a é a aceleração. Assim, se temos a equação que descreve a posição de uma

determinada partícula, conseguimos obter a equação da velocidade e da aceleração.

Outra aplicação é a força que é derivada de seu momento linear em relação ao tempo.

Aplicação das derivadas na biologia


Na biologia, trazemos o uso das derivadas no estudo do crescimento populacional, em

que o tamanho de uma certa população em um determinado instante é dado pelas taxas

de natalidade e de mortalidade. Como já vimos, as taxas relacionadas são duas ou mais

quantidades variando simultaneamente entre si, logo são derivadas.

117
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

Claro que problemas de crescimento populacional não são problemas simples de serem

resolvidos, mas queremos aqui apenas exemplificar um dos casos em que as derivadas

são utilizadas na biologia.

Aplicação das derivadas na administração


As aplicações das derivadas na administração são fortemente ligada à economia, pois na

maior parte das vezes são problemas que envolvem a minimização de custos ou a maxi-

mização de lucro, como apresentamos no item acima da otimização.

Na linguagem mais específica de administradores e economistas, o custo marginal,

que é variação do custo total de produção em função da quantidade unitária produzida, é

expresso através da derivada do custo total pela quantidade produzida

onde é a função de custo marginal, o custo total e a quantidade total

produzida.

118
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

As Derivadas possuem diversas aplicações em inúmeras outras áreas, como na quími-

ca (exemplo na Lei de Boyle), medicina (exemplo concentração de um substância no

organismo) entre outras. Neste post nosso objetivo foi apenas apresentar uma ideia em

que as Derivadas possuem diversas aplicações. Para casos mais específicos, você deve

consultar bibliografias que são referências na área desejada.

Calculadora Integral
Esta calculadora calcula um integral indefinido (antiderivada) de uma função em relação

a uma determinada variável usando a integração analítica.Ela também permite desenhar

gráficos da função e seu integral.

A seguir, temos dois links que levam você até uma calculadora de integrais, derivações,

limites e somatórias: a Symbolab e a Numberempire.

https://pt.numberempire.com/integralcalculator.php

http://pt.symbolab.com/solver/double-integrals-calculator/%5Cint%20%5Cint%20

%5Cfrac%7B1%7D%7Bx%7Ddxdx?or=ex

Após analisar o funcionamento das calculadoras, reflita: quais as vantagens e desvanta-

gens da utilização desta ferramenta?

119
UNIDADE II - Métodos quantitativos matemáticos

INDICAÇÃO DE LEITURA
Nome do livro: Cálculo Diferencial e Integral - Vol. 2

Editora: Saraiva.

Autor: Paulo Boulos; Zara Issa Abud

ISBN: 853461458X

Este livro é o resultado da experiência dos autores e cursos ministrados em diversas escolas. A

estratégica de usar uma linguagem simples tem intenção de tornar o livro tão amigável quanto

possível, tendo em vista as dificuldades inerentes a essa disciplina. Entre as características des-

te volume, destacam-se: Estudo das funções reais de várias variáveis reais, com ênfase no caso

de duas ou três variáveis em temas como limite, continuidade, diferenciabilidade, integral dupla,

tripla e conceitos de análise vetorial, como integrais de linha e de suporte, e dos Teoremas de

Green, Stokes e Gauss, Estudo de ocupações diferenciais ordinárias e de séries de números

e de potências. Exemplos de cunho aplicado, sempre que possível. Motivação, através de in-

tuição geométrica ou física, dos resultados teóricos, de forma que pareçam naturais. Exercícios

distribuídos ao longo do texto e exercícios suplementares após cada capítulo e uso abundante

de figuras, no espírito da máxima que diz que uma figura vale por mil palavras.

120
UNIDADE 3

As derivadas e as integrais
das funções: desenvolvimento
e aplicabilidade
Daniele Silva Marques
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender a importância dos estudos acerca das Derivadas;
• Saber calcular a função derivada em um ponto;
• Entender o comportamento gráfico de cada função derivada elementar;
• Saber desenvolver as propriedades operatórias das principais funções
elementares;
• Compreender o conceito de integrais e o símbolo que as representam;
• Saber resolver as integrais definidas dentro dos pontos dados;
• Saber resolver as integrais por partes e compreender a importância de
aplica-las a todos os tipos de funções ;
• Compreender as integrais duplas como solução de problemas cujos estes
sejam bidimensionais;
• Compreender as integrais triplas como solução de problemas cujos estes
sejam tridimensionais;
Plano de Estudo • Derivadas sucessivas;
Serão abordados os seguintes tópicos: • Regras de L’Hospital;

• Derivadas; Função derivada; • Integrais;

• Derivada das principais funções • Integração indefinida;


elementares; • Integrais definidas;
• Função composta: Regra da • Técnicas de integração.
Cadeia;
• Integrais duplas;
• Derivada da função exponencial;
• Integrais triplas.
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

INTRODUÇÃO
O surgimento do estudo do Cálculo Numérico é um assunto que envolve várias teorias

de diferentes estudiosos e cientistas. Dentre todas essas teorias apresentadas por esses

estudiosos no decorrer dos séculos, várias foram as aplicabilidades que esses estudio-

sos tomaram como base.

Por vários séculos, as noções de integrais e derivadas eram bastante confusas, com

ideias vagas e, algumas vezes, filosóficas sobre o infinito (números infinitamente grandes,

e infinitamente pequenos e outras entidades matemáticas), com intuição geométrica sub-

jetiva e indefinida.

Os estudos começaram com Fermat, no século XVII. O destaque ficou com Leibniz,

que inseriu a álgebra no Cálculo Infinitesimal, introduzindo os conceitos de derivada; daí,

surge o nome do ramo da Matemática conhecido, hoje, como “Cálculo Diferencial”. No

século XIX, Cauchy usou o limite como a base para a introdução precisa do conceito de

continuidade, de convergência, de derivada, de integral.

Entre 1840 e 1850, enquanto era professor da High School, Karl Weierstrass determinou

que a primeira etapa para corrigir esses erros deveria começar pela definição de limi-

te de Cauchy, em termos aritméticos estritos, usando-se somente valores absolutos e

desigualdades.

123
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

A partir de todos os estudos realizados por esses pesquisadores no decorrer dos sécu-

los, há os conceitos de integrais e derivadas que hoje. Com base nas teorias descober-

tas, começaremos nossos estudos a seguir.

FONTE: Suman Bhaumik, 123RF.

124
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

DERIVADAS
O estudo das derivadas apontou aplicabilidades na Física e ampliou-se para outras áreas,

tais como Economia e Administração, com os estudos gráficos e de comportamento de

muitas funções, bem como a variação entre os valores máximo e mínimo delas. Hoje em

dia, até os engenheiros e os arquitetos devem conhecer um pouco dessa ciência, pois

ela auxilia na dimensão de medidas de área e comprimento de determinadas estruturas.

Antes de entrarmos para o conceito de derivada, estudaremos um pouco sobre a Taxa

Média de Variação. Sendo assim, considere uma função f(x) dois pontos per-

tencentes ao seu domínio. Chamamos de taxa de variação média de f a variação entre

quociente:

Essa taxa objetiva a medição da variação da imagem em relação à variação de x. Podemos obser-

var que a taxa de variação média depende do ponto de partida de e da variação de .

Se indica uma variação, podemos escrever a taxa de variação média da seguinte maneira:

125
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplo

Em uma mercearia, uma maçã foi lançada ao ar, de baixo para cima, e a altura dela foi dada por:

Sendo que t designa o tempo, em segundos, e h a altura, em metros.

a- Calcule a taxa média de variação nos dois primeiros segundos após o lançamento.

b- Calcule a taxa média de variação no intervalo de 4 a 6 segundos após o lançamento.

126
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplo

Considere a função f(x) = x².

Calcule a taxa de variação a partir de um ponto de abscissa e um acréscimo também

genérico ∆ x

b- Calcule a taxa de variação média a partir do ponto x=5, com variação .

Exemplo

Se um objeto cai de uma altura de 30 m, sua altura S no instante t é dada pela função:

S(t) = - 4,9t2 + 30, em que S é medido em metros e t em segundos. Encontre a taxa de

variação média da altura nos intervalos:

127
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

A. [1,2]

B. [1;1,5]

Solução

A. Para o intervalo [1,2], temos:

t = 1 ⇒ S(1) = - 4,9(1)2 + 30 = - 4,9 + 30 = 25,1

t = 2 ⇒ S(2) = - 4,9(2)2 + 30 = - 19,6 + 30 = 10,4

O objeto cai de uma altura de 25,1 m para 10,4 m, logo, a taxa de variação média é

B. Para o intervalo [1;1,5], temos:

t = 1⇒ S(1) = - 4,9(1)2 + 30 = - 4,9 + 30 = 25,1

t = 1,5 ⇒ S(1,5) = - 4,9(1,5)2 + 30 = - 11,025 + 30 ≈19

128
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

A taxa de variação média é

Observe que as velocidades médias no exemplo anterior são negativas, indicando que

o objeto está se movimentando para baixo. Partindo do conceito de Taxa Média de

Variação, vamos ao conceito de derivada.

DERIVADA DE UMA FUNÇÃO EM UM PONTO

Vamos considerar f(x) uma função e um ponto de seu domínio. Chamamos de deriva-

da de f no ponto se existir e for finito, o limite dado por:

Podemos indicar a derivada de f(x) no ponto , por:

129
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplo

Qual a derivada de f(x) = x² no ponto ?

Por meio desse cálculo, podemos concluir que ocorreu um pequeno acréscimo dado a

x, a partir de =3, ocasionando um acréscimo correspondente , que é aproximadamente

6 vezes maior que a função inicial dada.

130
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

FUNÇÃO DERIVADA
Considere uma função f(x). Quando calculamos a derivada f(x) em um ponto genérico x,

chamamos esse cálculo de função derivada de f(x), sendo que o domínio dessa função é

conjunto dos valores de x para os quais exista uma f(x). A vantagem de fazermos o cálculo

da função derivada da f(x) é que, com ele, podemos calcular a derivada f(x) em qualquer

ponto , fazendo apenas a substituição na função derivada x por .

Figura 3.1 - Representação gráfica da função derivada


Fonte: Derivadas… (s./d., on-line).

131
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplo

Dada a função , definida em , calcule a função derivada .

Se quisermos, por exemplo, calcular f ’(5), teremos:

132
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

DERIVADA DAS PRINCIPAIS FUNÇÕES ELEMENTARES


Percebemos, durante o estudo da função derivada, que a derivada de f(x) = 3x² era f’(x)=

6x. É importante que você perceba que as principais funções elementares têm “fórmulas

específicas” e não precisaremos recorrer à definição para calcular essas derivadas (uma

vez que, dessa forma, ficaria mais difícil).

DERIVADA DA FUNÇÃO CONSTANTE


Para f(x) = c (função contínua), então, f’(x)=0, para todo x.

Demonstração:

Exemplos

A.

B.

133
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

DERIVADA DA FUNÇÃO POTÊNCIA

Para então,

Demonstração

Vamos provar que, em caso de n ser inteiro e positivo, embora a propriedade seja válida

para todo n real, x >0. Temos que:

Utilizando a fórmula do Binômio de Newton.

Para tendendo a zero, todos os termos do segundo membro tendem a zero, exceto

o 1º, logo:

134
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplo

a- f(x) = (3x –1)2

f(x)’ = 2((3x –1)2-1 . 3

f(x) ‘ = 6( 3x – 1 ) ⇒ f(x)’ = 18x - 6

b) f(x) = (x2 +1)3

f(x)’ = 3(x2 +1)3-1 . 2x

f(x) ‘ = 6x( x2 + 1)2�f(x)’ = 6x(x4 + 2x2 + 1) ⇒ f(x)’ = 6x5 + 12x3 + 6x

DERIVADA DA FUNÇÃO LOGARÍTMICA

Para então, , para x>0.

135
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Demonstração

Logo:

Fazendo , então, quando tende a 0, m também tende a 0. Assim:

136
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Porém

Logo:

Ou seja:

f’(x) =

DERIVADAS DAS FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS


• Se f(x)= sen x , então, f’(x) = cos x para todo x real

• Se f(x)= cos x , então f’(x) = sen x para todo x.

137
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Demonstração

Quadro 3.1 - Quadro resumo das derivadas das funções seno e cosseno
Fonte: Stewart (2001, p.102).

138
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

PROPRIEDADES OPERATÓRIAS
Por meio das propriedades operatórias, podemos encontrar as derivadas das somas, das

diferenças, dos produtos e dos quocientes de funções elementares. São as seguintes:

A derivada de uma soma de funções é igual à soma das


derivadas das parcelas. EXEMPLO: f(x) = 3x²+2x³
Se f(x)=u(x)+v(x), então,
f’(x)=3.2.x+2.3x²
f’(x)=u’(x)+v’(x), em que u(x) e v(x) são
f’(x)=6x+6x² funções.

f’(x)=6x(1+x)

A derivada de um produto de funções é igual à soma dos


produtos da derivada de uma das funções pelas outras
funções. EXEMPLO: f(x) = 3x².2x³

Se f(x)=u(x).v(x), então, f’(x)=u (x).v’(x)+ u’(x).v


f’(x)=3x².6x²+6x.2x³
(x), em que u(x) e v(x) são funções.

f’(x)=18 +12

f’(x)=30

139
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

A derivada de um produto de uma constante por uma


função é igual ao produto da constante pela derivada da
função. EXEMPLO: f(x)=6
Se f(x) = k .g , então, f’(x) = k . g’(x) , em que
k é a constante e g(x) é a função.
f’(x)=6.7.

f’(x)=42

A derivada de um quociente de funções é igual à função


mostrada a seguir.

EXEMPLO:

Se , então,

em que u(x) e v(x) são funções.

140
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

A derivada da subtração de uma função é igual à função


mostrada a seguir. EXEMPLO: f(x) = 3x²-2x³
Se f(x)=u(x)-v(x), então, f’(x)=u’(x)-v’(x), em
f’(x)=3.2.x-2.3x² que u(x) e v(x) são funções.

f’(x)=6x-6x² ou f’(x)=6x(1-x)

Quadro 3.2 - Quadro resumo das propriedades operatórias das derivadas


Fonte: adaptado de Stewart (2001, p.189).

FUNÇÃO COMPOSTA - REGRA DA CADEIA


Considere a função f(x)=(x²-1)³. Certamente, poderíamos resolver essa derivada a partir da

expressão cubo de uma diferença. Poderíamos, também, fazer u=x²-1 e teríamos a função do

tipo u³. Assim, para calcularmos uma imagem dessa função, procedemos em duas etapas:

• para um determinado valor de x, uma 1ª função é calcular a imagem u=x²-1.

• para o valor de u assim encontrado, calcula-se a imagem v=u³

Assim, podemos afirmar que a função f(x) é a composição dessas duas funções. Logo,

para o cálculo da derivada de f(x), podemos usar o seguinte raciocínio intuitivo:

141
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Logo, quando tende a zero, o mesmo ocorre com , de forma que: f’(x)=v’(x).u’(x)

ou seja,

f’(x)= (derivada de v em relação a u). (derivada de u em relação a x).

A fórmula anterior é reconhecida como regra da cadeia. Aplicando essa regra da cadeia

no exemplo dado, obteremos:

f’(x) = 3u².u’

f’(x)=3(x²-1)².(2x)

f’(x)=6x(x²-1)² ou f’(x)=6x³-6x

A seguir, proponho a você outro exemplo.

Determine a derivada da função f(x)= ln (3x+6).

Primeiramente, faremos u=3x+6, teremos v=ln u, logo:

142
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

DERIVADA DA FUNÇÃO EXPONENCIAL

Se f(x) = , logo, f’(x)= , para todo x real (com a > 0 e a ≠1).

Demonstração

Seja a função:

Aplicando a regra da cadeia, obteremos:

Porém, de outra forma, temos que:

Por consequência:

143
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplo

Exemplo

Calcule a derivada de .

Aplicando a definição da regra da cadeia, teremos:

144
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Função exponencial geral


Para uma função do tipo , certamente, podemos calcular a derivada

tomando o logaritmo de ambos os membros e aplicando a regra da cadeia. Por exemplo,

se , obteremos:

Derivando ambos os membros, teremos:

145
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Quadro 3.3 - Tabela de derivação das principais funções elementares


Fonte: http://www.profwillian.com/calculo/Regras_Diferenciacao.pdf

146
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

DERIVADAS SUCESSIVAS
Vamos considerar que é uma função derivável em um determinado intervalo. Então, se

a função for chamada de derivada primeira de , ela é derivável no mes-

mo intervalo. Assim, podemos dizer que existe a função derivada de , dada por

, que é chamada de derivada segunda de . Diz-se, então, que é

duas vezes derivável.

Fazendo essa derivação sucessivamente e supondo que é n vezes derivável, ob-

tém-se a função derivada n-ésima, ou derivada de ordem , de indicada como

. Logo, , ,..., , são chamadas de derivadas sucessi-

vas de .

Acompanhe os exemplos a seguir e esclareça como calcular as derivadas sucessivas.

Exemplo

Determinar as derivadas sucessivas da função , até que essa não

possa mais ser derivada.

147
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Partindo das regras de derivação estudadas, temos:

, , , , ,

Assim, a derivada da função é , .

Exemplo

Obtenha a derivada terceira da função .

Aplicando as regras de derivação, temos:

, , , .

Logo, a derivada terceira de é .

148
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplo

Obtenha a derivada de ordem 4 da função .

Resolução

Aplicando as regras de derivação, temos ,

, , , .

Portanto, a derivada de ordem 4 ou a quarta derivada da função é

, consequentemente,

Exemplo

Determinar a segunda derivada da função .

Aplicando as regras de derivação, teremos:

149
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Portanto, a segunda derivada de é

REGRAS DE L’HOSPITAL
A Regra de L´Hospital permite o cálculo de limites que se dizem indeterminados, indica-

dos da seguinte forma:

ou

Podemos observar que isso é apenas uma notação para indicar que o numerador e o

denominador convergem para 0 . .

Se f(x) e g(x) são funções deriváveis, tais que é da forma ou , então,

= , se existir o limite , obtemos o mesmo resultado para x

tendendo ao infinito.

Outras formas de indeterminação, como a simbolizada por 0 ou por , podem ser re-

duzidas às duas anteriores , antes da aplicação da regra.

150
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplos

Quadro 3.4 - Quadro resumo da Regra de L’Hopital


Fonte: Cap. XXIV… (s./d., on-line)

151
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

INTEGRAIS
SÍMBOLO DE INTEGRAÇÃO ∫

INTEGRAÇÃO INDEFINIDA
Para estudarmos as integrais, faremos um caminho inverso ao que estávamos fazendo

para o estudo dos limites, da continuidade e das derivadas, mas sem deixar de agregar

esses conceitos aprendidos durante o estudo.

Partindo de uma função g(x), obteremos uma função f(x), em que . Logo,

dizemos que a função f(x) é uma função primitiva da g(x).

Então, para entender melhor esse conceito de integração, considere uma função g(x)=2x;

devemos achar uma função f(x), em que f’(x)=2x. A esse procedimento damos o nome

de integração. Não podemos dizer, porém, que para esse processo inverso temos

uma única solução. Podemos admitir como solução f(x)=x², ou, também, f(x)=x²+5, que

obteremos a =2x=g(x) .

Assim, se for outra função primitiva de g(x), então = g(x), por-

tanto . Obteremos, então, , ou seja,

, para c uma constante. Resumindo: se f(x) e forem duas

152
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

funções primitivas de g(x), elas se diferem por uma constante, .

Chamamos de integral indefinida de g(x), e indicamos pelo símbolo , uma pri-

mitiva qualquer de g(x) adicionada a uma constante arbitrária c. Temos que:

Em que f(x) é uma função primitiva de g(x), ou seja, . Dessa forma, para o

exemplo dado, teremos:

Exemplos:

Pois (x³)’=3x²

Pois (5x)’=5

Pois ( )’=

Algumas das principais regras de integração indefinida:

153
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Quadro 3.5 - Quadro resumo das regras de integração definida


Fonte: Integral… (s./d., on-line).

154
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

PROPRIEDADES OPERATÓRIAS:
1ª PROPRIEDADE

Essa propriedade decorre do fato de que:

2ª PROPRIEDADE

Essa propriedade decorre do fato de que:

155
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

3ª PROPRIEDADE

Essa propriedade decorre do fato de que:

Exemplos:

b) =

c) =

d)

e) = = =

f) =

g) 3secx – cotgx +c

156
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

h)

i)

tg(x) – cotg(x) + 2x + c

INTEGRAL DEFINIDA
Considere uma f(x) uma função e g(x) uma de suas primitivas, assim:

Definimos a integral definida de f(x) entre os limites a e b como a diferença g(b)-g(a) e

indicamos simbolicamente:

A diferença entre g(b)-g(a) pode ser indicada também por . Essa definição não

depende da função primitiva considerada, pois, se h(x) for outra primitiva de f(x), então,

a diferença entre h(x) e g(x) é uma constante; consequentemente, g(b)-g(a)=h(b)-h(a).

157
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplo:

Determine o resultado da integral definida representada por: .

Solução:

Para resolvermos esta integral definida, primeiramente separamos a integral em duas partes:

Posteriormente, calculamos a integral no intervalo definido para cada uma das partes

separadas:

158
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

TÉCNICAS DE INTEGRAÇÃO
Nem sempre é possível obter a integração indefinida de uma função usando as fórmulas

de integração das principais funções. Assim, devemos recorrer a algumas técnicas espe-

cíficas. Vejamos, a seguir, as principais.

INTEGRAÇÃO POR SUBSTITUIÇÃO


Essa técnica consiste em substituir a variável da função a ser integrada, de modo a ob-

termos uma integral mais simples de se calcular. A ideia de integrarmos por substituição

é baseada na relação a seguir:

Sendo g uma função primitiva de f , a justificativa pode ser escrita por:

, ou, ainda, podemos escrever

Assim, se admitirmos u como uma função diferenciável em relação a x, teremos como

sequência a derivada da função composta:

159
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Como consequência:

Exemplo

Calcule a integral .

Para começar, devemos perceber que não temos uma fórmula pronta para resolvermos

essa integral. Assim, como , podemos escrever:

Seguindo a relação , podemos escrever .

Portanto :

, pois (1+x²) é sempre positivo.

Em resumo, a integral original vale:

160
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Resolvendo a integração por substituição de outra maneira, consiste em trabalhar a deri-

vada como uma fração, assim como no exemplo:

Substituindo esses valores na integral dada, obteremos:

Exemplo

Calcule a integral .

Podemos perceber que não temos uma integral imediata para resolvê-la, assim, realiza-

remos o método da substituição para a resolução:

, teremos que

161
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Portanto, a integral procurada vale:

INTEGRAÇÃO POR PARTES


Considerando U(x) e V(x) funções deriváveis, logo, pela regra da derivada do produto,

obteremos:

Consequentemente, obteremos:

Fazendo a integração de ambos os membros, obteremos:

que é denominada fórmula de integração por partes.

162
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplo

Calcule a integral

Como já podemos perceber, não se trata de uma integral imediata. Trata-se de uma inte-

gral que pode ser resolvida por partes.

Logo, devemos fazer:

Assim, pela fórmula da integral por partes, teremos:

163
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Exemplo

Calcule a integral ∫ ln x dx

Como o exemplo anterior, podemos perceber que não se trata de uma integral imediata,

assim, devemos fazer:

Aplicando a fórmula de integração por partes, obteremos:

INTEGRAÇÃO DE ALGUMAS FUNÇÕES RACIONAIS


Uma função racional R(x) é dada pelo quociente entre dois polinômios:

Se o grau do numerador é maior que o do denominador, existem polinômios M(x) e N(x),

tais que:

164
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

De forma que:

Em que N(x) é menor que o grau Q(x). Assim, se quisermos calcular a integral de R(x),

teremos:

Portanto:

Por essa última expressão já sabemos como calcular a integral , logo, resta-

nos saber como calcular a integral , em que o grau de N(x) é menor que o

grau de Q(x).

É possível demonstrar que o quociente pode ser escrito como soma dos termos

da forma:

165
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Sendo constantes a serem determi-

nadas. As frações assim obtidas são chamadas frações parciais.

Exemplo

Decomponha em frações parciais a função e, em seguida, encontre a

integral dessa função.

Assim, teremos:

Fazendo a soma das funções parciais, teremos:

166
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Logo, identificamos os numeradores dos dois membros:

Resolvendo esse sistema, vemos que: , e . Assim:

cuja integral é dada por:

Exemplo

Decomponha a função em frações parciais e, em seguida, calcule

a integral.

167
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Identificando os numeradores dos dois membros:

A solução desse sistema é : e . Portanto:

As integrais do segundo membro podem ser calculadas pelo método da substituição e

teremos:

168
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

INTEGRAIS DUPLAS
Para resolvermos o problema de determinadas áreas, encontramos as definições de in-

tegrais definidas. De maneira análoga, calcularemos o volume de um sólido e, assim,

chegarmos à definição de integrais duplas.

Considere uma função f de duas variáveis que esteja definida em um retângulo fechado,

conforme a relação a seguir: R = [a,b] x [c,d] = {(x,y) ∈IR2| a < x < b, c < y < d }

Figura 3.2 - Representação gráfica de uma superfície de integral dupla


Fonte: Exercícios... (2017, on-line).

169
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Dessa forma, supõe-se que f(x,y) > 0. O gráfico de f é a superfície de equação z = f(x,y).

Agora, considere que S seja o sólido que está contido na região acima de R e abaixo do

gráfico de S, ou seja,

S = {(x,y,z) ∈IR3| (x,y) ∈ R, 0 < z < f(x,y)}

Nosso objetivo é determinar o volume de S.

1º Passo: dividir o retângulo R em sub-retângulos, dividindo o intervalo [a,b] em m subintervalos

[xi-1 , xi], de mesmo comprimento ∆x = (b – a) / m, e o intervalo [c,d] em n subintervalos [yj-1 , y

j], de mesmo comprimento ∆y = (b – a) / n. Quando traçamos retas paralelas aos eixos coorde-

nados, passando pelos extremos dos subintervalos, formamos os sub-retângulos.

Rij = [x i-1,xi] x [y j-1,y j ] = {(x,y) | x i-1< x < x i , y j-1< y < y j }

cada um dos quais com área ∆A = ∆x∆y.

Escolhendo um ponto arbitrário (xij ,yij) em cada Rij, aproximaremos (xij , yij) em cada Rij;

podemos aproximar a parte de S que está acima de cada Rij por uma caixa retangular

170
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

fina (ou um prisma) com base Rij e altura f(xij , yij). O volume dessa caixa é dado pela sua

altura vezes a área do retângulo da base:

Vij = f(xij ,yij)∆A.

Se seguirmos com esse procedimento para todos os retângulos e somarmos os volumes

das caixas correspondentes, obteremos uma aproximação do volume total de S:

V≈ Isso nos diz que: para cada sub-retângulo, determinamos o valor

de f no ponto amostra escolhido, multiplicamos esse valor pela área do sub-retângulo e,

então, adicionamos os resultados.

Partindo da aproximação V ≈ , esta melhora quando aumentamos

os valores de m e de n e, portanto, devemos esperar que:

V= .

Assim, utilizamos essa expressão para definir o volume do sólido S que corresponde à

região que está acima do retângulo R e abaixo do gráfico de f.

Se a função f não é uma função positiva, a definição pode ser dada por:

171
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

considerando que este limite exista. Pode ser provado que o limite existe sempre que f for

uma função contínua. Além disso, se f(x,y) > 0, então, o volume do sólido que está acima

do retângulo R e abaixo da superfície z = f(x.y) é

Chamamos a soma de soma dupla de Riemann e é utilizada

como aproximação do valor da integral dupla.

Exemplo

Encontre o volume do sólido que está acima do quadrado R = [0,2] x [0,2] e abaixo do

paraboloide elíptico z = 16 – x2 – 2y2 , cujo volume pode ser aproximado pela subdivisão

de R em quatro quadrados iguais. Escolha do ponto a amostra como no canto superior

de cada quadrado Rij.

172
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Figura 3.3 - Representação gráfica do volume de um sólido


Fonte: Exercícios... (2017, on-line).

Solução

Os quadrados estão ilustrados na figura anterior, e a área de cada um vale 1. O parabo-

loide é o gráfico de f(x,y) = 16 – x2 – 2y2. Aproximando o volume pela soma de Riemann

com m = n = 2, temos:

= f(1,1)∆A + f(1,2) ∆A + f(2,1) ∆A + f(2,2) ∆A

= 13(1) + 7(1) + 10(1) + 4(1) = 34

173
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Esse é o volume das caixas aproximadoras.

Cada vez que aumentamos o número de quadrados, há melhor aproximação do volume.

A figura a seguir mostra como as figuras começam a parecer mais com o sólido verdadei-

ro, e as aproximações correspondentes vão se tornando mais precisas quando usamos

16, 64 e 256 quadrados.

Figura 3.4 - Sólidos e aproximações correspondentes


https://issuu.com/edeinstein/docs/exerc_c3_adcios_20integral_20dupla.

174
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

INTEGRAIS DUPLAS EM REGIÕES GENÉRICAS


Considerando a existência de integrais simples, a região sobre a qual integramos é sempre um

intervalo. Considerando as integrais duplas, devemos ser capazes de integrar a função f, não

somente sobre retângulos mas também sobre um região D de forma mais geral, como mostra

a figura a seguir. Considere que D seja uma região limitada, o que significa que D pode ser

cercada por uma região retangular R. Definimos, então, uma nova função F com domínio R por:

Se a integral dupla de F sobre R existe, então definimos a integral dupla de f sobre D por:

PROPRIEDADES DAS INTEGRAIS DUPLAS:


1)

2) , em que c é uma constante.

Se D = D1∪ D2, D1 e D2 não se sobrepõem, exceto, possivelmente, nas fronteiras.

175
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

3)

Exemplo

Escreva de duas maneiras as integrais iteradas que resolvem ∫∫ 2y cos xdA, em que D é

a região do plano x y limitada pelos gráficos de , y = 1, y = 3, 3y + x = 10 e x = y2.

Solução

Perceba que a região D desse caso pode ser descrita de duas formas:

1. inscrita na faixa vertical ϖ/6 ≤ x ≤ 4 e, nesse caso, é dividida em:

D1 = { (x,y) | ϖ/6 ≤ x ≤ 1, 1 ≤ y ≤ 3 } e

D2 = { (x,y) | 1 ≤ x ≤ 4, }

2. inscrita na faixa horizontal 1 ≤ y ≤ 3 e, nesse caso, é dividida em:

D1 = { (x,y) | 1 ≤ y ≤ 2, π/6 ≤ x ≤ y2 } e

D2 = { (x,y) | 2 ≤ y ≤ 3, π/6 ≤ x ≤ 10 – 3y }

176
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Na forma 1, as integrais iteradas são:

Na forma 2, as integrais iteradas são:

INTEGRAL TRIPLA
Considere a função f(x,y,z) definida em uma caixa retangular representada pela seguinte

notação:

Tomando como base essa notação, podemos afirmar que a integral tripla de f sobre a

caixa B é definida por:

177
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

se o limite existir.

Região do Tipo 1

Observe a imagem a seguir:

Figura 3.5 - Representação gráfica da região do tipo 1


Fonte: Stewart (2001, p.197)

178
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Logo, a notação da região E em relação aos planos x,y,z é dada por:

Considerando a notação dessa região E em relação aos x,y,z, devemos escrever a inte-

gral dessa região como uma integral tripla dada por:

Ainda, podemos escrever as regiões E e D como regiões do tipo 1, antes, porém, escre-

ve-se a região E como notação:

179
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Figura 3.6 - Representação gráfica das regiões E e D como regiões do tipo 1


Fonte: Stewart (2001, p.199).

A integral dessas duas regiões em relação aos planos x,y,z será dada por:

180
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Ainda podemos escrever E como região do Tipo 1 e D como região do Tipo 2 da seguinte

maneira:

Exemplo

Calcule em que E é o tetraedro do sólido delimitado pelos quatro planos

181
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Figura 3.7 - Representação gráfica de E como região do Tipo 1 e D como região do Tipo 2 e
representação gráfica do tetraedro
Fonte: Stewart (2001, p. 207).

182
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Finalizamos, assim, nossos estudos acerca das derivadas e das integrais. Espero ter

contribuído para o seu aprendizado de maneira significativa.

SAIBA MAIS
Aplicações do Cálculo Diferencial e Integral

O cálculo é usado em todos os ramos das ciências físicas, na ciência da computa-

ção, estatística, engenharia, economia, medicina e em outras áreas, sempre que um

problema possa ser modelado matematicamente e uma solução ótima é desejada. A

183
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

Física faz uso intensivo do cálculo. Todos os conceitos na mecânica clássica são inter-

relacionados pelo cálculo. A massa de um objeto de densidade conhecida, o momento

de inércia dos objetos, assim como a energia total de um objeto dentro de um sistema

fechado podem ser encontrados usando o cálculo. Nos sub-campos da eletricidade e

magnetismo, o cálculo pode ser usado para encontrar o fluxo total de campos eletro-

magnéticos. Um exemplo mais histórico do uso do cálculo na física é a segunda lei de

Newton, que usa a expressão “taxa de variação”, que se refere à derivada: a taxa de

variação do momento de um corpo é igual à força resultante que age sobre o corpo e

na mesma direção. Até a expressão comum da segunda lei de Newton como Força =

Massa × Aceleração envolve o cálculo diferencial, porque a aceleração pode ser ex-

pressada como a derivada da velocidade. A teoria do eletromagnetismo de Maxwell e a

teoria da relatividade geral de Einstein também são expressas na linguagem do cálculo

diferencial. A química também usa o cálculo para determinar as variações na velocidade

das reações e no decaimento radioativo. O cálculo pode ser usado em conjunto com

outras disciplinas matemáticas. Por exemplo, ele pode ser usado com a álgebra linear

para encontrar a reta que melhor representa um conjunto de pontos em um domínio. Na

esfera da medicina, o cálculo pode ser usado para encontrar o ângulo ótimo na ramifi-

cação dos vasos sanguíneos para maximizar a circulação, e, até mesmo, determinar o

tamanho máximo de moléculas que são capazes de atravessar a membrana plasmática

em uma determinada situação, normal ou induzida, em células. Na geometria analítica,

184
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

no estudo dos gráficos de funções, o cálculo é usado para encontrar pontos máximos

e mínimos, a inclinação, a concavidade e os pontos de inflexão. Na economia, o cál-

culo permite a determinação do lucro máximo, fornecendo uma fórmula para calcular

facilmente tanto o custo marginal quanto a renda marginal. O cálculo pode ser usado

para encontrar soluções aproximadas de equações, em métodos como o de Newton,

iteração de ponto fixo e aproximação linear. Por exemplo, naves espaciais usam uma va-

riação do método de Euler para aproximar trajetórias curvas em ambientes de queda livre.

Para saber mais, acesse o link disponível em: <https://conhecimentos-verdadeiros.web-

node.com/products/o-calculo-diferencial-e-integral/>. Acesso em: 20 abr. 2018.

PENSE NISSO
O Cálculo Diferencial e Integral está fundamentado em um conjunto de operações envol-

vendo quatro operadores: limite, diferencial, derivada, e integral. A análise teórica desses

tópicos nos livros-texto de Cálculo Diferencial e Integral [1-4] encontra-se bem desenvolvi-

da, principalmente do ponto de vista do rigor matemático. Talvez devido a esse rigor ma-

temático, associado à abstração conceptual que o assunto exige e à falta de preparo dos

alunos em absorver conceitos e ideias abstratos, parece que esses itens são apresentados

de forma isolada, como se a ligação entre eles fosse puramente matemática. Na realidade,

existe, além da relação matemática, uma ligação física muito forte entre esses operadores

185
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

que pode ajudar o aluno de graduação a compreender melhor o significado e a aplicação

dessa importante ferramenta matemática. Por meio do limite, chega-se na diferencial e na

derivada. A integral é uma operação sobre a diferencial; o resultado mais simples de uma

integral é uma diferença, cuja aplicação é fundamental nas Ciências Exatas.

A sequência de tópicos que constitui o Cálculo Diferencial e Integral e a ligação entre

esses operadores podem ser esquematizadas da seguinte maneira:

Figura 3.8 - Esquema das Etapas que formam o Cálculo Diferencial e Integral
Fonte: Netto (s./d., on-line).

186
UNIDADE III - Métodos quantitativos matemáticos

INDICAÇÃO DE LEITURA
Nome do livro: Cálculo- Volume 1

Editora: Cengage Learning

Autor: James Stewart

ISBN: 9788522125838

Dando ênfase à compreensão dos conceitos, James Stewart inicia a obra oferecendo

uma visão geral do assunto para, em seguida, apresentá-lo em detalhes, por meio da

formulação de problemas, exercícios, tabelas e gráficos. A obra está dividida em dois vo-

lumes: Vol. 1 – capítulos 1 a 8 – e Vol. 2 – capítulos 9 a 17. Essa edição de Cálculo apre-

senta diversas inovações em relação à edição anterior: dados de exemplos e exercícios

foram atualizados, novos exemplos foram incluídos, algumas resoluções de exemplos

foram ampliadas e mais de 20% de exercícios em cada capítulo são novos. Assim como

na edição anterior, a obra apresenta exercícios graduados, com progressão cuidadosa-

mente planejada dos conceitos básicos até problemas complexos e desafiadores. Nesse

volume, apresentam-se: funções e modelos, limites e derivadas, regras de derivação,

aplicações de derivação, integrais, aplicações de integração, técnicas de integração e

mais aplicações de integração.

187
CONCLUSÃO
Após o término deste material, podemos concluir que estudar os métodos quantitativos

na Matemática é ter uma grande ideia dos principais conteúdos matemáticos aplicáveis

em importantes contextos e situações do cotidiano.

Na primeira unidade, foi possível estudar a parte gráfica das principais funções elemen-

tares e as situações em que essas funções são aplicáveis. Nesse estudo, percebemos

a grande importância de sabermos analisar um gráfico de vários tipos de funções, para,

assim, sabermos interpretar os dados presentes neles.

Na segunda unidade, foram introduzidos os conceitos de sucessões ou sequências e,

também, os limites das funções com as principais noções desses aplicadas nas princi-

pais funções fundamentais.

Para finalizar, a terceira unidade introduziu importantes conceitos de integrais e derivadas,

muito utilizados na Engenharia, na Contabilidade, na Arquitetura e nas demais Ciências

Médicas. Vários exemplos práticos foram trabalhados para esclarecer esses conceitos.

Ainda em relação a esses conteúdos, estudamos as principais funções aplicadas ao

estudo das integrais e derivadas.

Espero que, ao final deste livro, você tenha compreendido melhor nossos estudos a res-

peito dos Métodos Quantitativos e que você tenha ampliado seus conhecimentos.

188
Referências
1. Aragão, M. J. História da Matemática. Rio de Janeiro: Inter ciência, 2009.

2. BOYER, C. B. História da Matemática. 3. ed. Editora Saraiva, 2010.

3. BUDABAR. Abstract dark mathematical background with light green figures


and graphs. 123RF. Disponível em: <https://br.123rf.com/stock-photo/gr%-
C3%A1ficos_das_fun%C3%A7%C3%B5es.html?imgtype=0&oriSearch=fun%-
C3%A7%C3%A3o+do+2%C2%BA+grau&sti=mxdbwfa58srz9jjsi8%7C&mediapo-
pup=31810753>. Acesso em: 18 abr. 2018.

4. CAP. XXIV. Regras de L’Hôpital. UFF - Universidade Federal Fluminense. Disponível


em: <http://www.uff.br/webmat/Calc1_LivroOnLine/Cap24_Calc1.html#sol_
Exemplo_24-1a>. Acesso em: 20 abr. 2018.

5. CONSEQUÊNCIAS da definição. 22 abr. 2016. Tutor Brasil. Disponível em: <https://


www.tutorbrasil.com.br/aulas-de-matematica/logaritmos/consequencias-da-defini-
cao-logaritmos/ >. Acesso em: 18 abr. 2018.

6. DANTE, L. R. Matemática: contexto e aplicações. São Paulo: Ática, 2010.

7. DERIVADAS I. Apostilas sobre as Derivadas I, Notas de estudo de Matemática.


Docsity. Disponível em: <https://www.docsity.com/pt/apostilas-sobre-as-derivadas
-i/418740/?auth_done#_=>. Acesso em: 19 abr. 2018.

8. EXERCÍCIOS integral dupla. 12 nov. 2017. Issuu. Disponível em: <https://issuu.


com/edeinstein/docs/exerc_c3_adcios_20integral_20dupla>. Acesso em:18 abr.
2018.

9. FUNÇÕES.docx. Minhateca. Disponível em: <https://minhateca.com.br/f7candido/


Fun*c3*a7*c3*b5es,56897697.docx>. Acesso em: 23 abr. 2018.
Referências
10. GIOVANNI, J. R.; BONJORNO, R. Matemática Completa. 2. ed. São Paulo: FTD,
2005.

11. GIOVANNI, J. R.; BONJORNO, R. Matemática Fundamental: Uma nova Abordagem.


São paulo: Editora FTD, 2002.

12. IEZZI, G. et al. Matemática – Ciências e Aplicações. São Paulo: Atual, 2006.

13. IEZZI, Gelson; MURAKAMI Carlos. Fundamentos de Matemática Elementar:


Conjuntos e Funções. 9. ed. São paulo: Atual Editora, 2013.

14. INTEGRAL indefinida. Miscelânia do conhecimento. Disponível em: <http://miscelanea-


doconhecimento.com/math/calculo/integral/integindef.html >. Acesso em: 19 abr. 2018.

15. KUELKAMP, N. Cálculo 1. 3. ed. Florianópolis: UFSC, 2006.

16. LEITHOLD, L. Matemática aplicada à economia e administração. São Paulo: Harbra,


1988.

17. MATEMÁTICA e Mídias. 29 jun. 2012. SlideShare. Disponível em: <https://www.


slideshare.net/iraciva/matematica-e-midias>. Acesso em: 17 abr. 2018.

18. MELLO, A. L. M de. (a). Potenciação 1. Nova Escola. Disponível em: <http://rede.
novaescolaclube.org.br/planos-de-aula/potenciacao1>. Acesso em: 17 abr. 2018.

19. MELLO, J. (b). Função logarítmica. Sou + Enem. Disponível em: <http://soumaise-
nem.com.br/matematica/conhecimentos-algebricos/funcao-logaritmica>. Acesso
em: 18 abr. 2018.

20. NETTO, J. C. P. As Operações do Cálculo Diferencial e Integral: Parte I - Limite.


Disponível em: <http://www.hottopos.com/regeq7/cardos1.htm>. Acesso em: 20
abr. 2018.
Referências
21. OLIVEIRA, G. A. de. Inequações exponenciais. Mundo Educação. Disponível em:
<http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/matematica/inequacoes-exponenciais.
htm>. Acesso em: 18 abr. 2018.

22. SILVA, M. N. P. da. Estudo dos sinais da função de 1º grau. Brasil Escola. Disponível
em: <https://brasilescola.uol.com.br/matematica/estudo-dos-sinais.htm>. Acesso
em: 18 abr. 2018.

23. SILVA, L. P. M. Gráfico da função exponencial. Mundo Educação. Disponível em:

24. <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/matematica/grafico-funcao-exponencial.
htm >. Acesso em: 18 abr. 2018.

25. SILVA, S. M. da; SILVA, E. M. da; SILVA, E. M. da. Matemática: para os cursos de
Economia, Administração e Ciências Contábeis. São Paulo: Atlas, 1988.

26. SOLUTION: Good day May I please have assistance with this question Determine
the coordinates of the turning point of the following parabola by using differentiation
y=x²-2x-3. Algebra. Disponível em:

27. <https://www.algebra.com/algebra/homework/Quadratic-relations-and-conic-
sections/Quadratic-relations-and-conic-sections.faq.question.916301.html >.
Acesso em: 17 abr. 2018.

28. STEWART, J. Cálculo. 5. ed. São Paulo: Thomson Learning, 2006.

29. SUMAN BHAUMIK. Mathematical equations in white background. 123RF. Disponível


em: <https://br.123rf.com/stock-photo/integrais_e_derivadas.html?sti=lm8v72y-
1d6k29s8cu3%7C&mediapopup=65560660>. Acesso em: 19 abr. 2018.

Você também pode gostar