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Índice Pág.

Introdução .............................................................................................................................................. 1

1.1 .Objectivos da Pesquisa ................................................................................................................ 1

1.1.1. Objectivo Geral..................................................................................................................... 1

1.1.2. Objectivos Específicos ......................................................................................................... 1

1.2. Metodologia ................................................................................................................................ 1

2. Debate conceptual .......................................................................................................................... 2

2.1. Logística .................................................................................................................................. 2

2.2. Stocks .......................................................................................................................................... 2

2.3. Armazenagem.............................................................................................................................. 3

3. Revisão da Literatura ......................................................................................................................... 4

3.1. Objectivos do Armazém .............................................................................................................. 4

3.2. Função de Armazenamento ......................................................................................................... 5

3.3. Critérios de Armazenagem para o alcance da eficiência nas organizações ................................ 6

3.4. Tipos de Armazém ...................................................................................................................... 8

3.5. Métodos de endereçamento ou localização na área de armazenagem ........................................ 9

3.6. Equipamentos ............................................................................................................................ 11

Conclusão............................................................................................................................................. 14

Referências Bibliográficas ................................................................................................................... 15

Anexos .....................................................................................................................................................
Introdução

Nos últimos tempos a logística tem sido vista como uma ferramenta essencial para muitas empresas e
apostar num eficiente sistema logístico poderá representar numa redução significativa dos seus
custos, além de que com a presente competitividade e situação económica, satisfazer e manter os
clientes fez com que as empresas sentissem a necessidade de acompanhar o progresso tecnológico e
posteriormente adoptar técnicas que permitam a melhoria de performance e a redução dos custos
associados. Por isso, são obrigadas a adoptarem um maior nível de flexibilidade.

Reis (2013:3), comenta que atender aos clientes na hora certa, com a quantidade adequada e
requerida tem sido o objectivo da maioria das empresas. Além disso, os clientes têm demonstrado
pouca ou nenhuma tolerância a erros e estão mais exigentes no tocante à qualidade, rapidez na
entrega, confiabilidade e ao preço. Assim, objectivo deste trabalho consistiu numa breve abordagem
em torno do armazenamento de materiais. Em termos de estrutura o presente trabalho encontra-se
organizado da seguinte maneira: Introdução, objectivos da pesquisa, metodologia, objectivos da
pesquisa, debate conceptual, revisão da literatura (desenvolvimento), conclusão e as referencias
bibliográficas.

1.1 .Objectivos da Pesquisa

1.1.1. Objectivo Geral

Abordar em torno Armazenamento de Materiais

1.1.2. Objectivos Específicos

 Apresentar a noção Armazenagem.


 Identificar os critérios de armazenamento para alcance da eficiência nas organizações.
 Apresentar os critérios de localização usado no armazenamento.
 Identificar os equipamentos usados na movimentação de mercadorias.

1.2. Metodologia

No intuito de atingir os objectivos estabelecidos para este trabalho, foi realizada revisão de literatura
através da “Pesquisa Bibliográfica”. De acordo com Marconi e Lakatos (1996:66), entende-se como
pesquisa bibliográfica, “toda a bibliografia já tornada pública em relação ao tema de estudo, desde
publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas monográficas, teses, material
cartográfico, e até os meios de comunicação orais, sejam eles rádio, filmes e televisão”. Sendo assim,
a pesquisa será desenvolvida a partir da utilização de fontes bibliográficas, caracterizando-se como
exploratória e tem como base seus objectivos.

1
2. Debate conceptual

Este subtítulo é destinado a fazer um debate de conceitos relevantes para o entendimento do tema em
estudo, tendo em conta a visão de diferentes autores.

2.1. Logística

Quase todas as organizações, com excepção de poucas, seja qual for a sua dimensão e importância,
têm, para poderem laborar, de assegurar o abastecimento a todos os sectores, de tudo aquilo que
necessitam (mercadoria, produtos, equipamentos, serviços, etc.) e que, na sua maior parte, são
adquiridos no exterior da organização.

Veludo (2004:12) visualiza a Logística como o processo estratégico de planeamento, organização e


controlo, eficaz e eficiente, dos fluxos e armazenagem de materiais (matérias primas, componentes,
produção em curso, produtos semiacabados e acabados) e de informação relacionada, desde a origem
(fornecedores) até ao destino final (consumidores) visando maximizar a satisfação das necessidades
dos clientes, externos e internos.

No mesmo diapasão, Moura (2006), citando a Association Française des Logisticiens d’Entreprises,
diz que “A logística é o conjunto de actividades que tem por fim a colocação, com um custo
mínimo, duma quantidade de produto no local e no momento em que existe procura”. A logística
abarca, pois, todas as operações que condicionam o movimento dos produtos, tais como:
localização das fábricas e entrepostos, abastecimentos, gestão física de produtos em curso de
fabrico, embalagem, formação e gestão de stocks, manutenção e preparação das encomendas,
transportes e circuitos de entregas.

Deste modo, tendo em conta as definições anteriormente apresentadas, é possível compreender que a
logística trás uma perspectiva complexa e mais focado nas actividades internas à organização e
pode-se elucidar três pilares fundamentais da gestão logística: Tempo; Custo e Qualidade do
Serviço.

2.2. Stocks

Stocks são o conjunto de materiais que as organizações têm em sua posse. Sempre que uma
organização adquire ou produz produtos que não consumidos imediatamente, vai contribuir para o
aumento dos níveis de stock (Waters 20031 citado por Oliveira, 2016:5).

Na perspectiva de Veludo (2004:99) Stock ou stocks é o conjunto de materiais consumíveis ou de


mercadorias acumulados, à espera de uma utilização posterior, mais ou menos próxima, e que

1
Waters, C.D.J (2003). Inventory Control and Management. Wiley.

2
permite assegurar o fornecimento aos utilizadores quando necessário. São os elementos patrimoniais
classificados e valorizados em existências.

Ainda segundo Veio (s/d:22) Stocks são todos os artigos que se encontram em armazém para serem
utilizados numa fase posterior. Para se poder abastecer a empresa de tudo o que precisa para a sua
actividade e necessária a constituição de stocks. As quantidades em stock devem ser adequadas às
necessidades e à medida que se vai gastando deve repor-se. O seu escoamento tem que ser
compensado por aprovisionamentos que vão repor os stocks nos níveis desejados.

Depois de discutidas as noções de stock na visão de diferentes autores, constatou-se haver bastante
consenso no entendimento do terno stock, contudo para o presente trabalho considera-se a noção
apresentada por Veludo (2004:99), pois realça em termos patrimoniais o que o stock representa no
âmbito contabilístico para a organização, sendo um factor relevante para entender a gestão do
aprovisionamento nos hospitais públicos moçambicanos.

2.3. Armazenagem

Armazenagem é uma das áreas mais tradicionais da logística e tem passado por profundas
transformações nos últimos anos.

Rodrigues (2011:36) define armazenagem como a gestão económica do espaço necessário para
manter estoque de mercadorias pertencentes a terceiros. Isso engloba todas as funções de
localização, dimensionamento da área, arranjo físico, recuperação do estoque, projectos de
docas ou baias de atracação e configuração do armazém.

Por sua vez, Moura (1997)2 citado por Soriano (2013:23) define a armazenagem como sendo a
denominação genérica e ampla, que compreende todas as actividades de um ponto destinado à
guarda temporária e à distribuição de materiais (depósitos, centros de distribuição etc.)

Por ultimo, Viana (2002), concebe armazenagem como a parte do sistema logístico da empresa
que estoca produtos ( matérias- primas , peças , produtos semi-acabados e acabados) entre o
ponto de origem e o ponto de consumo, e proporciona informações à directória sobre a
situação, condição e disposição dos itens estocados.

Em consonância com os conceitos apresentados, percebe-se que a armazenagem compreende


planeamento, coordenação, controle e desenvolvimento das operações destinadas a guarda,
localização, segurança e preservação dos materiais.

2
Moura, Reinaldo (2011). Armazenagem: do recebimento à expedição. São Paulo: IMAM, 1997. V. 2. Manual de
logística.

3
3. Revisão da Literatura

Este subtítulo é reservado a apresentar a visão de diferentes autores sobre o tema em estudo através
de uma revisão bibliográfica.

3.1. Objectivos do Armazém

Bowersox, Closs e Cooper (2007)3 citado por Soriano (2013:25) informam que estudos têm sido
desenvolvidos no escopo de dar ao armazém uma operacionalidade mais estratégica. Os objectivos
do armazém são servir como centro de distribuição, depósito e almoxarifado, num sistema
adequado de serviço, respeitando parâmetros de qualidade, tempo e custos par a que os gestores de
logística obtenham operações com maior performance.

Os objectivos de um armazém, segundo Viana (2002) possibilitam atender de forma eficaz as


necessidades de clientes localizados em regiões geográficas diferentes, garantindo que os produtos
estejam disponíveis em tempo hábil nos locais de acesso. Além disso, os armazéns bem
estruturados minimizam custos de manutenção de stocks e optimizam a utilização de recursos
mantendo apenas os produtos que realmente são necessários ao processo produtivo da
organização e permitindo aos gestores rever frequentemente a sua eficiência quanto ao processo
de movimentação dos stocks (Viana, 2002).

Viana (2002) destaca ainda que a estruturação de um armazém viabiliza métodos de consolidação de
transportes que permitam os menores custos para a empresa sem comprometer a capacidade de
resposta aos clientes. Atender à necessidade dos clientes quanto ao nível de serviço logístico
desejado e, tornar o armazém uma unidade de custo económica, tem sido um grande desafios para os
gestores.

Conforme Bowersox, Closs e Cooper (2007) citado por Soriano (2013:25), as empresas que
necessitam de espaço físico para armazenagem possuem alguns tipos de depósito que podem ser
utilizados para estocar suas mercadorias. O armazém particular, que em geral são operado pela
empresa proprietária da mercadoria, sendo que estas instalações podem ser próprias ou alugadas.
Este tipo de depósito acarreta benefícios como controlo, devido à própria empresa possuir controlo
sobre o processo, flexibilidade, pois as políticas operacionais são ajustadas para atender aos
requisitos de clientes e produtos específicos, não tem margem de lucro e uma gama de bens
intangíveis.

3
Bowersox, D.J; Closs, David J.; Cooper, M.B (2007). Gestão Da Cadeia De Suprimentos E Logística. Rio De Janeiro:
Campus, 2007.

4
3.2. Função de Armazenamento

Banzato et al. (2010)4 citado por Soriano (2013:20) salientam que a principal função da
armazenagem é a administração do espaço e do tempo, ou seja, trata-se da gestão do espaço
disponível no armazém, para que seja utilizado de forma organizada e racional, bem como o
tempo disponível para a realização das actividades operacionais do armazém. Isso envolve uma
clara e eficiente definição dos processos e fluxos de materiais, pessoal e informação.

Na operação, além da gestão do espaço e tempo, Ballou (2006) afirma que também são funções
da gestão da armazenagem a estocagem dos produtos e o manuseio dos materiais, que envolvem
a escolha e manutenção dos equipamentos e estruturas utilizados, do layout adoptado e o controlo
das informações e dos processos relacionados à armazenagem.

Tais funções são realizadas de forma a atingir as metas de desempenho estabelecidas, segundo
Viana (2002), a boa utilização do espaço disponível é uma das principais metas da gestão da
armazenagem, para tanto, as estruturas de armazenagem verticais apresentam-se como uma
boa solução para o melhor aproveitamento do espaço disponível.

Por sua vez, Carvalho, 20105 citado por Grego, 2014:13) sintetiza as funções do armazenamento
como as seguinte:

 Recepção de materiais e inspecção à entrada: esta actividade ocorre durante o


descarregamento das viaturas e inclui a inspecção visual das embalagens entregues, para
assegurar que os produtos não foram danificados durante o transporte. Nesta actividade
devem também ser verificadas as quantidades dos produtos recebidos, mediante a folha de
registo de empacotamento ou a factura de envio. Reporte os casos de discrepância.
 Guardar: Este processo inclui deslocar os produtos da doca de descarregamento, ou zona de
recebimento, após libertação para efeitos de armazenagem e coloca-los na área designada de
armazenagem (prateleira, estante, chão, etc.). É importante que todos os produtos colocados
ou retirados das prateleiras, estantes ou qualquer outra área de armazenagem, sejam
devidamente registados nos registos de arquivo do armazém; um sistema de controlo de
inventário ajuda a sua gestão. A melhor prática consiste em armazenar os produtos no mesmo
dia em que são recebidos, quer este processo seja manual ou automático.
 Retirar e empacotar: para preencher os pedidos de envio (ou listas de levantamento), os
produtos devem ser localizados, retirados do inventário e preparados para ser enviados.
Nalguns casos, os produtos precisam de ser empacotados em contentores; e, noutros casos,

4
Banzato, E. et al (2010). Actualidades na armazenagem. 3. ed. São Paulo: IMAM.
5
Carvalho, J. C. (2010b). Logística e Gestão da Cadeia de Abastecimento (1ª ed.). Lisboa: Edições SILABO.

5
empacotados com outros produtos em kits antes de serem enviados. No decurso de qualquer
actividade de empacotamento, a nova embalagem deve ser rotulada de forma correcta.
 Envio: a lista dos produtos e as respectivas quantidades devem ser verificadas de acordo com
as encomendas solicitadas, para garantir que a mercadoria seja correctamente enviada e antes
de se preparar a documentação referente ao envio e respectivo carregamento. Os produtos
devem ser organizados e colocados em segurança dentro do veículo, usando as condições
requeridas para efeitos de carregamento e transporte, para evitar danos durante o transporte.

3.3. Critérios de Armazenagem para o alcance da eficiência nas organizações

A armazenagem propriamente dita não acrescenta valor ao produto mas contribui para que todo o
sistema logístico possa cumprir com a proposta de valor, sendo que um sistema logístico sem
armazenagem só seria possível se existisse uma perfeita sincronização entre a produção e o consumo
(Carvalho, 2010b6 citado por Grego, 2014:13).

Segundo Ravazolo (s/d:3), um bom sistema de armazenagem leva em conta a natureza do material a
ser armazenado/movimentado (características físicas, químicas e biológicas); a quantidade de
material; a determinação do local adequado; a frequência de manipulação/movimentação; as
especificações técnicas de exigência de acondicionamento físico; a política de manutenção; a
segurança patrimonial; o capital disponível na organização para manutenção e potencial ampliação
futura do armazém; a relação custo x benefício; outras características interessantes para cada tipo de
organização. Para que a armazenagem seja eficaz, ela necessita de:

 Realização de cargas e descargas de veículos mais rápidas;


 Agilidade dos fluxos internos, tanto de materiais quanto de informação;
 Utilização efectiva da mão de obra e equipamentos.
 Melhor uso de sua capacidade volumétrica – máximo uso do espaço;
 Máxima protecção aos itens estocados – boa qualidade de armazenagem;
 Controle para evitar divergências de inventário e perdas de qualquer natureza;
 Optimização do Layout – acesso fácil a todos os itens e movimentação eficiente para reduzir
distâncias e perdas de espaço.

Por sua vez, Dias (1996) considera que a eficiência de um sistema de armazenagem depende da
escolha do almoxarifado7, que deve estar relacionado com a natureza do material movimentado e
armazenado. Uma correta administração do almoxarifado proporciona um melhor aproveitamento da
6
Carvalho, J. C. (2010b). Logística e Gestão da Cadeia de Abastecimento (1ª ed.). Lisboa: Edições SILABO.
7
Almoxarifado é um importante sector das empresas, sejam públicas ou privadas, e consiste no lugar destinado à
armazenagem em condições adequadas de produtos para uso interno. Informação obtida em
https://www.dicio.com.br/almoxarifado. Consultado em 27 de Setembro de 2018.

6
matéria-prima e dos meios de movimentação, evita rejeição de peças devido a batidas e impactos,
reduz as perdas de material no manuseio e impede outros extravios, proporcionando economia nos
custos logísticos de movimentação. Esta lógica também é válida para outros locais de armazenagem
como, por exemplo, os depósitos.

Para Siqueira e Teixeira (2010) no modelo de gestão voltado para a busca da eficiência, seja
no sector público ou privado, o almoxarifado é considerado um local de extrema importância, pois
é onde guarda um significativo património da empresa, devendo assim ser um local planejado e
muito bem administrado, resultando nos menores cus tos possíveis.

Para Bossoni (2009)8 citado por Soriano (2013:12) por ser um sector estratégico dentro de uma
organização (pública ou privada), deve-se considerar alguns pontos relevantes sobre o
almoxarifado desde seu projecto de localização e instalação. Para tanto, deverá considerar que o
almoxarifado deve estar localizado na maior proximidade com os usuários possível, deve
estrategicamente subordinar- se a planos que visem principalmente o receber e o distribuir de
maneira eficaz, deve possuir funcionários (servidores) competentes e com funções formalmente
definidas, que tenham conhecimento detalhado sobre os materiais estocados, devem funcionar
conforme as determinações internas da organização.

Araújo (2010)9 citado por Santos (2013:36) descreve ainda que outro aspecto importante a ser
considerado é o controle do almoxarifado, que se dá pelo conjunto de acções integradas que
registram e garantem a eficiência da movimentação de estoque, bem como de acções relacionadas a
sua gestão, manutenção e segurança.

Assim, de forma didáctica, considera o autor que as entradas de materiais deverão se feitas por
documentação específica para cada caso que lhe dê origem. Devem conter algumas informações:
número do documento de origem (Autorização de Fornecimento de Material);

E em em relação as saídas de materiais, os stocks ocasionarão uma baixa no seu saldo físico e
contábil, devendo se dar por documento de solicitação de material. Todo documento que registre
a saída de material deverá apresentar: nome do sector de destino; data de saída; código do
material; descrição do material; quantidade requisitada e efectivamente entregue; unidade de

8
Bossoni, Cássio Augusto (2009). A gestão de estoque no almoxarifado de uma empresa pública do sector ferroviário.
Trabalho de Conclusão de Curso. Faculdade de Tecnologia da Zona Leste, Curso de Tecnologia em Logística. São
Paulo, 2009, 98p.
9
Araújo, Ítalo Cabral (2010). Gerenciamento de estoques no sector público: um estudo nas secretarias de assistência
social e de saúde no município de Santo Estevão-BA. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Estadual de Feira
de Santana. Curso de Administração de Empresas, Feira de Santana.

7
fornecimento; identificação do solicitante, do autorizador e do despachante (Araújo, 201010
citado por Santos, 2013:36)

Siqueira e Teixeira (2010) ainda consideram que para que o sector funcione de forma estratégica e
adequada às necessidades da organização, a Administração Pública requer um gestor de
almoxarifado com conduta transparente, pois administra local onde se guarda grandes quantias em
valor do património público. “O gestor de um almoxarifado deve zelar pela qualidade dos
materiais, guardando-os de maneiras segura no estoque existente, onde serão utilizados para a
manutenção e funcionamento correto da Administração Pública”

3.4. Tipos de Armazém

De uma forma muito simplista, armazém é um espaço pensado para acondicionar bens e materiais da
maneira mais eficaz. Para Berg e Zijian (1999) citado por Reis (2013:4), um armazém geralmente
consiste num conjunto de corredores paralelos com produtos armazenados lado a lado.

Por sua vez, o conceito de armazenagem diz respeito às actividades de manuseamento de materiais
que ocorrem dentro do armazém, isto é, recepção de mercadorias, armazenagem, separação de
pedidos, triagem e transporte (Ibid).

Algumas das tipologias documentadas são, entre muitas outras, os Armazéns Logísticos/Parques de
Distribuição; Armazém Frigorífico; Silo e Armazém de Cereais; Agró-fabril; Armazém de óleo;
Gasómetro; Armazém de peles de animais; Armazém de Fosfatos. Importa não esquecer o facto que
toda e qualquer industria origina tipologias de armazenagem dedicadas, tais como “indústria têxtil,
vidreira, cerâmica, metalúrgica, química, papeleira, alimentar, extractiva, entre outras” (Silva,
2012:282).

No entanto, para definir qual o tipo de armazém uma organização precisa, primeiramente é
necessário definir o tipo de material que se pretende armazenar e estocar, para isso, divide-se essa
análise em características físicas e em finalidade destino do material (Silva, 2013:10).

3.4.1. Características físicas

O material pode ser encontrado nos estados sólido, líquido ou gasoso e pode ser apresentado em
embalagens individuais (somente para sólido) ou em embalagens padronizadas (caixas com 10
unidades, bombas com 10 litros ou ampolas de 5M³) (Silva, 2013:10).

10
Araújo, Ítalo Cabral (2010). Gerenciamento de estoques no sector público: um estudo nas secretarias de assistência
social e de saúde no município de Santo Estevão-BA. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Estadual de Feira
de Santana. Curso de Administração de Empresas, Feira de Santana.

8
Temos também as características específicas de cada tipo de material em função do tamanho
(comprimento X largura X altura), peso ou densidade, forma (exemplo: largo, comprido, achatado,
redondo), risco de danos (exemplo: frágil, explosivo, inflamável, tóxico, radioactivo, contaminável)
e pelas suas condições (exemplo: instável, pegajoso, sujo, pulverizado, quente, congelado) (Ibid).

3.4.2. Finalidade destino

 Produto acabado: são itens que já foram produzidos pelas organizações destinados para
comercialização com a finalidade de gerar lucro para as empresas.
 Matéria-prima: são itens que, de forma directa ou por processo de transformação,
incorporam-se ao produto acabado.

Materiais indirectos: correspondem aos itens que não são incorporados ao produto acabado, mas
contribuem de forma indirecta na sua fabricação, podendo ser agrupados em:

 Complementares: interferem directamente no processo produtivo. Exemplos: ferramenta de


maquinário, lubrificantes e peças de reposição.
 Auxiliares: não interferem no processo produtivo. Exemplos: documentos administrativos e
materiais de escritório.

3.5. Métodos de endereçamento ou localização na área de armazenagem

Um esquema de localização tem por finalidade estabelecer os meios necessários e proporcionar


facilidades em identificar imediatamente o endereço do material dentro de um armazém ou Centro de
Distribuição (CD). Desta forma, não pode haver dúvidas na identificação das localizações (Viana,
2002:33).

A localização implica em se utilizar uma codificação, normalmente alfanumérica, representativa do


local da armazenagem. A definição do sistema de localização está intimamente ligada à disposição
do arranjo físico dos materiais armazenados, sendo imprescindível à fixação e determinação do
layout. É com base no layout que o melhor método de endereçamento é determinado.

Um exemplo clássico de endereçamento num CD é a identificação da localização através da


construção de “ruas”, onde cada uma tem os níveis de armazenagem numerados e comporta pallets.
A numeração é ímpar no lado esquerdo destas “ruas” e par no lado direito, e de acordo com a
“altura” ou andar recebe a codificação 101, 201 e assim por diante conforme os apartamentos num
edifício. Essas três coordenadas (rua, número e altura) constituem o “sistema de referência”. Com os
três dados, qualquer operário do armazém ou CD tem sempre a posição correta onde buscar ou
colocar o pallet (Franklin, 2003). As Figuras 1 e 2 exemplificam o endereçamento.

9
Figura 1: Planta Baixa de um CD com identificação nas Ruas

Rua A

Rua C

Rua D
Rua B

Rua E

Rua F
Porta Palletes

Fonte: Adaptado de Franklin (2003)

Figura 2: Identificação dos Porta-Palletes numa Rua do CD

Fonte: Adaptado de Franklin (2003)

O sistema usado para localizar e recuperar as mercadorias dos pontos de armazenagem é a


consideração final no projecto de movimentação de materiais. Há dois métodos básicos: o sistema de
endereços fixos e o sistema de endereços variáveis (Ballou, 199311 citado por Soriano, 2013:31).

O sistema de endereçamento fixo designa certa localização para cada produto. Este sistema de
localização é simples e, caso não haja muitos produtos armazenados, nenhum tipo de codificação
formal será necessário. A principal desvantagem deste método seria a possível criação de espaço
ocioso.

11
Ballou, R. H (1993). Logística empresarial de transporte, administração de materiais e distribuição física. São Paulo:
Atlas.

10
O sistema de endereçamento variável foi projectado para superar as desvantagens do sistema fixo.
Quando mercadorias chegam ao armazém, são designadas a qualquer espaço livre disponível. Este
método possibilita melhor uso da área, mas, para manter o registro de um item que pode estar em
diversos locais diferentes, deve-se ter um código de recuperação e um sistema de gerenciamento de
armazéns eficaz. Devido ao padrão sempre variável do arranjo dos produtos, deve existir um sistema
elaborado de preenchimento dos pedidos (manual ou informatizado) combinado com a codificação.

Independentemente do tipo de sistema de endereçamento a ser utilizado, outros factores devem ser
levados em consideração na determinação dos endereços dos produtos no interior de um armazém,
são eles (Moura, 2006:5):

 Intensidade do uso – os produtos de maior rotatividade devem estar localizados em locais de


fácil acesso;
 Semelhança ou Complementaridade – os itens que com frequência são solicitados juntos
devem ser armazenados próximos para evitar deslocamentos excessivos durante o picking;
 Tamanho – os produtos pesados, volumosos e de difícil movimentação devem estar
armazenados próximos à expedição;
 Características dos materiais – o layout do armazém ou CD deve proporcionar locais de
armazenagem para produtos com características particulares, como por exemplo os produtos
que necessitam de refrigeração ou produtos perigosos.

3.6. Equipamentos

Os equipamentos de movimentação são pontos fundamentais para o bom desempenho das práticas de
armazenagens, e há vários tipos de equipamentos com tecnologias avançadas que conseguem
oferecer rapidez e segurança (Ballou, 199312 citado por Soriano (2013:29).

Dentro de qualquer empresa, a escolha dos equipamentos é determinante para se saber qual a melhor
maneira, a forma, as técnicas e as condições para o armazenamento; independente do ramo de
actividades. “A utilização de métodos e equipamentos eficientes tem-se mostrado importantes
aliados na busca de reduções de custo no manuseio de materiais, assim como na melhoria
operacional” (Barros, 2005:22).

Conforme Dias (1993), os dispositivos de carga, descarga e manuseio que, mesmo não se
classificando como máquinas, constituem o meio de apoio à maioria dos sistemas modernos. Esses
dispositivos constituem-se como recurso facilitador para o manuseio de materiais e produtos para

12
Ballou, R. H (1993). Logística empresarial de transporte, administração de materiais e distribuição física. São Paulo:
Atlas.

11
carregamento, seja no transporte ou para simples armazenagem. São exemplos os carrinhos
hidráulicos e as empalhadeiras.

Bowersox & Closs (2001)13 citado por Reis (2013:20) classificam a variedade de equipamentos para
manuseio de materiais em: mecanizados, semi-automáticos, automáticos e baseados em informação.
transporte ou para simples armazenagem. São exemplos os carrinhos hidráulicos e as empalhadeiras.
Ainda, segundo estes autores classificam a variedade de equipamentos para manuseio de materiais
em: mecanizados, semi-automáticos, automáticos e baseados em informação.

Os sistemas mecanizados utilizam grande variedade de equipamento de manuseio Ballou (1993)14


citado por Soriano (2013:29). Os mais comuns são: as paleteiras ou carrinhos hidráulicos, as
empalhadeiras, as esteiras, os guinchos; e os elevadores (Anexo 1).

De acordo com Santos (2013:5), os sistemas semi-automatizados complementam os sistemas


mecanizados, automatizando actividades específicas de manuseio, sendo os mais comuns: os
veículos guiados por automação, a separação computadorizada de pedidos, a robótica e os vários
tipos de estantes inclinadas (Anexo 2).

Quanto aos sistemas de manuseio automatizados, pode-se afirmar que nestes não existe a presença
humana. Os primeiros sistemas deste tipo foram os de separação de pedidos de produtos embalados
em caixas. Segundo Barros (2005), mais recentemente surgiram os sistemas automatizados de
armazenagem e recuperação (ASRS – Automated Storage and Retrieval System) para uso em
instalações de depósitos verticais.

O sistema baseado em informação utiliza-se de equipamentos de manuseio mecanizado, sendo o


mais corriqueiro a empalhadeira a garfo. Ela “é normalmente utilizada em conjunto com estrados e
paletes” (Ballou, 1993:172 citado por Soriano, 2013:29).) (Anexo 3).

A diferença é que este equipamento passa a ser integralmente dirigido, controlado, monitorado e
comandado por um microprocessador. Toda a movimentação necessária ao manuseio é informada ao
computador, que analisa e determina qual o equipamento que deverá ser utilizado (Bowersox &
Closs, 200115 citado por Reis, 2013:20).

À lista de dos autores supracitados, ainda são acrescentados os equipamentos manuais, por exemplo,
os carrinhos de mão de duas rodas e os carrinhos plataforma de quatro rodas (Anexo 4). Esses

13
Bowersox, D. J.; Closs, D. J. (2001). Logística empresarial: o processo de integração da cadeia de suprimento. São
Paulo: Atlas, 2001.
14
Ballou, R. H (1993). Logística empresarial de transporte, administração de materiais e distribuição física. São Paulo:
Atlas.
15
Bowersox, D. J.; Closs, D. J. (2001). Logística empresarial: o processo de integração da cadeia de suprimento. São
Paulo: Atlas, 2001.

12
equipamentos têm boa flexibilidade, não necessitam de treinamento específico para serem operados,
além de oferecerem menor custo do que os dos equipamentos mecanizados. “É ideal quando o
volume de um armazém não é elevado e o investimento em equipamento mais mecanizado não é
desejável. Em contrapartida seu uso está associado à capacidade física do operador” (Barros,
2005:22).

13
Conclusão

Depois de dissertado sobre o tema inicialmente apresentado, constatamos que: o serviço ao cliente
está se tornando um factor muito mais importante na entrega dos produtos no momento exacto, com
melhores condições e na quantidade certa, para isto será necessário administrar bem todo o sistema
logístico, é nesta perspectiva em que os armazenamento enquanto uma função que compreende
recebimento, estocagem, administração de pedidos e expedição de mercadorias deve ser
administrada com bastante atenção. Essa actividade é muito importante, já que, muitas vezes,
diminui a distância entre vendedor e comprador, além de abranger diversos processos como:
localização, dimensionamento, recursos materiais e patrimoniais (arranjo físico, equipamentos etc.),
pessoal especializado, recuperação e controle de estoque, embalagens, manuseio de materiais,
fraccionamento e consolidação de cargas e a necessidade de recursos financeiros e humanos.

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Referências Bibliográficas

a) Livros e Artigos Científicos

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Preto da Universidade de São Paulo, para obtenção do título de Mestre em Ciências.
Disponível online em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/96/96132/tde-26092013-
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869&lt=1533964479&user_id=180735768&uahk=ovnbjjirW6-75aQsCgtqPya1LpY.
Consultado em 26 de Agosto de 2018.

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Anexos

1
Anexo 1: Equipamentos de Manuseio - Sistemas Mecanizados.

Fonte: Elaborado pelo autores a partir do Google Imagens.

Anexo 2: Equipamentos de Manuseio - Sistemas Semi-Automatizados.

Fonte: Elaborado pelos autores a partir do Google Imagens.

2
Anexo 3: Empalhadeiras a Garfo.

Fonte: Elaborado pelos autores a partir do Google Imagens.

Anexo 4: Carrinhos de mão de duas rodas e de plataforma de quatro rodas.

Fonte: Elaborado pelos autores a partir do Google Imagens.

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