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Escola básica e secundária da Calheta

A ditadura militar de 1926

Ditadura Militar de 1926

Professora: Sandra Cruz

Aluno: José Rodrigo Gomes Viera Nº14 9/2

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Índice
1- INTRODUÇÃO.............................................................................................3

2- DESENVOLVIMENTO..............................................................................................3

2.1-RESUMO..............................................................................................................3

2.2-RAZÕES QUE LEVARAM AO GOLPE ............................................................8

2.3-CONSEQUÊNCIAS DA DITADURA MILITAR................................................9

2.4-A SUBIDA DE SALAZAR AO PODER..............................................................9

3-CONCLUSÃO .......................................................................................................9

4-BIBLIOGRAFIA...................................................................................................................10

5-WEBGRAFIA........................................................................................................................10

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Introdução
Há 88 anos, um pronunciamento militar pôs termo à Primeira República. A partir de 28
de maio de 1926 começou uma era de ditadura militar e deram-se os primeiros passos para um
regime que durou até 1974: o Estado Novo.

Desenvolvimento
Resumo
Uma ditadura militar é um regime político em que as Forças Armadas controlam todos os
poderes do Estado, utilizando a intimidação e a força para se fazerem obedecer.

No dia 28 de Maio de 1926, um golpe militar derrubou o regime liberal-republicano. Sem um


projeto político claro ou sem um

consenso sobre o tipo de regime a inaugurar, os militares que depuseram a I República e os


políticos que os apoiavam apenas estavam

de acordo num ponto: anular a hegemonia que o Partido Democrático exercia sobre as
instituições. Nem sequer a questão do regime,

Monarquia ou República, era um dado completamente adquirido.

Na Ditadura Militar (1926-1933) que então seria instaurada confrontar-se-iam as diferentes


facões que estiveram na origem do 28 de

Maio. Deste período de transição entre dois regimes, resultaria a preponderância de António de
Oliveira Salazar como estratega ou

arquiteto de uma “Nova Ordem” política. A entrada em vigor da nova Constituição, aprovada em
plebiscito nacional, inaugurava,

formalmente apenas, o Estado Novo. À ditadura militar sucedia uma “ditadura


constitucionalizada” (1933-1974).

O último Presidente da I República, Bernardino Machado, transmitiu os poderes presidenciais a


Mendes Cabeçadas, que, rapidamente,

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seria substituído por Gomes da Costa na condução da ditadura. A este último sucederia Óscar
Carmona que, concorrendo sozinho ao

ato eleitoral de 25 de Março de 1928, seria eleito Presidente da República por sufrágio direto. O
seu mandato seria de cinco anos, mas

a lei fundamental de 1933 estendê-lo-ia por mais dois. De elemento-chave na condução do


processo político, Carmona cederia,

entretanto, o lugar a Salazar, o emergente “ditador civil”.

A nova Constituição vai conferir vastos poderes ao Presidente da República. Eleito por sufrágio
direto para mandatos de sete anos,

nomeia o Presidente do Ministério e os Ministros, dirige a política externa do Estado, negoceia


os tratados internacionais, promulga as

leis, indulta e comuta penas. Ao contrário da I República, o Presidente da República possui


direito de veto e de dissolução do

Parlamento. O Presidente do Ministério não responde perante a Assembleia Nacional, mas


perante o Chefe do Estado.

Todavia, o funcionamento do sistema político estaria, fundamentalmente, centralizado no


Presidente do Conselho, condutor de uma

longa “ditadura férrea”. Na figura de Salazar, seriam concentrados os principais poderes. Como
presidente do partido único, a União

Nacional, determinaria a escolha do candidato do regime à Presidência da República, cujos


titulares do cargo seriam todos militares.

A Assembleia Nacional seria dissolvida uma vez (1945), por motivos políticos meramente
conjunturais. O direito de veto seria usado

algumas vezes, mas em consonância com as diretrizes do Presidente do Conselho e com o


assentimento da própria Assembleia

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Nacional. A substituição do Presidente do Conselho apenas seria efetuada perante a evidente
incapacidade física do ditador.

Carmona seria sucessivamente eleito, vindo a morrer em exercício de funções (1951). Para lhe
suceder, Salazar escolheu Craveiro Lopes,

num momento em que a questão da monarquia voltaria ao centro do debate político. Na


sequência de algumas polémicas, Craveiro

Lopes não seria reconduzido. Salazar promoveu Américo Tomás (1958), que se manteria até ao
25 de Abril de 1974. Em 1961, Craveiro

Lopes estaria relacionado com a conspiração do ministro da Defesa, Júlio Botelho Moniz, que
pretendia derrubar Salazar.

A presença da oposição na última eleição de Carmona daria origem a uma alteração da


Constituição em 1951: o Conselho de Estado

tinha de validar a idoneidade política dos candidatos presidenciais. Nas eleições de 1958, a
candidatura de Humberto Delgado estaria

na base de nova alteração quanto ao método de eleição do Presidente da República. Na revisão


extraordinária da Constituição de 1959,

seria abandonada a fórmula do sufrágio direto: a eleição passava a ser feita por um colégio
eleitoral restrito, formado pelos membros

da Assembleia Nacional e da Câmara Corporativa e por representantes municipais. As oposições


deixariam de marcar presença nas

campanhas eleitorais para a Presidência da República.

O ato mais relevante do último Presidente da República do Estado Novo foi a substituição do
Presidente do Conselho, processada de

acordo com os seus poderes constitucionais. Perante a incapacidade de Salazar, Américo Tomás
nomeava, em 1968, Marcelo Caetano.

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Na Presidência da República, permanecia o intérprete do projeto político salazarista, constituindo
o contraponto às eventuais

veleidades reformistas de Caetano ou dos seus colaboradores.

A participação de Portugal na guerra agravou a instabilidade política e as condições de vida da


população. Foi então que Sidónio Pais implantou, em 1917, uma ditadura: o Congresso foi
dissolvido, o presidente da República destituído e o próprio Sidónio Pais foi eleito presidente.
Contudo o assassínio de Sidónio, em 1918, trouxe de volta o clima de agitação social, tendo
mesmo a monarquia chegado a ser proclamada no Norte do país.

Sidónio Pais

Entre 1919 e 1926, verificou-se um agravamento da crise financeira e da inflação e aumentaram


as greves e as ações terroristas. A instabilidade política crescia. A 28 de maio de 1926, um golpe
militar liderando pelo general Gomes da Costa derrubou o governo. Ao dissolver o Congresso e
suspenderas liberdades individuais, os militares substituíram a I República pela Ditadura Militar.

 Inicia-se com o golpe militar de 28 de maio, que põe termo ao regime democrático
parlamentarista. Trata-se de um período conturbado, que continua a instabilidade política típica
dos últimos anos da República derrubada.

Podemos considerar a existência de três fases distintas nestes sete anos de vida política nacional:

1. O biénio 1926-1928, em que os militares ocupam as posições-chave nos órgãos de


governação, envolvendo-se por vezes em conflitos de maior ou menor gravidade, surgindo o
discreto general Óscar Carmona como fator de equilíbrio, enquanto árbitro entre fações e
interesses e elemento unificador do Exército. Às dificuldades económicas herdadas da República
somam-se as que uma administração incompetente vai produzindo, o que leva o Governo a
encarar a necessidade de obter um vultoso empréstimo externo, que vem a ser rejeitado por duas

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ordens de razões: por um lado, porque as condições impostas para a sua concretização foram
tidas por vexatórias; por outro, porque se avolumou o receio de perda das colónias para
satisfação das dívidas acumuladas. Este problema financeiro virá a tomar grande importância
política, obrigando a substituir a gestão financeira de militares incompetentes por uma figura de
técnico competente e dotado de autoridade: será António de Oliveira Salazar a preencher essas
condições. Mas não só no seio dos militares no poder surgiam dificuldades e crises. A Oposição,
alguma da qual continuava a mover-se na legalidade, movimentou-se tanto no exterior como no
interior.

2. Um novo biénio (1928-1930), quase exclusivamente marcado pela atuação de Salazar


ao leme do potentíssimo Ministério das Finanças, através do qual exerce um severo controle
sobre todo o aparelho de Estado. No fim deste biénio, é-lhe creditado o saneamento das finanças
públicas; efetivamente, consegue estabilizar a moeda e os preços, equilibrar o orçamento do
Estado e reduzir a dramática dívida externa. Este sucesso, apesar da controvérsia que suscitou,
colocou Salazar na posição de líder indiscutível do regime.

3. Segue-se mais um período conturbado, em que o regime tem de enfrentar um


recrudescimento das conspirações e revoltas dos oposicionistas, com um pesado saldo de mortos
e feridos, seguidos de deportações e prisões, a que se juntam manifestações de tendências
autonomistas nas colónias e o receio de que a proclamação da República na vizinha Espanha
venha dar novo ânimo aos oposicionistas ou conduza mesmo à perda da independência. Dentro
do Governo, o poder de Salazar vai crescendo. Para consolidar os apoios ao Governo e ao regime
e evitar um recrudescimento das tentativas de restauracionismo monárquico, é criada em 1931 a
União Nacional. Sob a direção cada vez mais forte de Salazar, que ascende à cadeira de
primeiro-ministro, o regime desmilitariza-se progressivamente e vai sendo criado um regime
centralizado, nacionalista e colonialista. O coroamento deste edifício político é a aprovação por
plebiscito da Constituição de 1933, que institucionaliza o Estado Novo, e a aprovação do
Estatuto do Trabalho Nacional, que corporativiza os sindicatos.

Em 11 de setembro de 1926, dá-se uma primeira tentativa de revolta, por parte dos militares, em
Chaves, liderada pelo capitão Alfredo Chaves. A 8 de outubro, nova tentativa de golpe, no

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entanto fracassado, pelo coronel João de Almeida, fiel a Gomes da Costa, e que pretendia
derrubar Carmona.

A 3 de fevereiro de 1927, nova revolta contra o Governo. É uma revolta militar e civil da
esquerda republicana contra a Ditadura instituída, que tem lugar na cidade do Porto, liderada
pelo General Sousa Dias. Poucos dias mais tarde, a 7 de fevereiro, a mesma revolta ocorre em
Lisboa, comandada pelo Tenente da Armada Agatão Lança. Ambas as revoltas são fortemente
reprimidas pelas forças do Governo, causando centenas de mortos e feridos; outras centenas de
revoltosos são presos e enviados para os Açores, Madeira, Guiné, Cabo Verde e Angola. Estes
acontecimentos dão origem à criação de várias organizações de apoio à Ditadura, como a
Confederação Académica da União Nacional e a Milícia Lusitana.

Uns meses mais tarde dá-se uma nova revolta de direita levada a cabo por membros do
Integralismo lusitano, que ficou conhecida por o Golpe dos Fifis, também sem sucesso. Também
a partir do estrangeiro se faziam esforços por derrubar o regime ditatorial, nomeadamente de
Paris. Nesta cidade francesa, é organizada a Liga de Paris.

Razões que levaram ao golpe

 Instabilidade política;
 Dificuldades económicas ----» subida do preço dos alimentos ----» baixos salários;
 Revoltas e greves constantes

General Óscar Carmona

O presidente da república, Bernardino Machado, renunciou ao seu cargo e o parlamento foi


dissolvido. ----» Instaurada a Ditadura Militar.

Consequências da Ditadura Militar

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 Os direitos e liberdades dos cidadãos foram suspensos;
 Instituída a censura à imprensa;
 Proibidos greves e manifestações;
 Os partidos políticos e as eleições para o Parlamento deixaram de existir;
 Os ministros passaram a ser escolhidos por militares, na pessoa do Presidente da
República.

General Óscar Carmona (Presidente da República) nomeou António de Oliveira de Salazar,


ministro das finanças. Mas Salazar só aceitou o cargo com a condição de poder supervisionar os
orçamentos de todos os ministérios, e aceitaram o pedido.

A subida de Salazar ao Poder


Em 1932, Salazar tornou-se Presidente do Conselho e assumiu a chefia do Governo.

Medidas tomadas:

 Aumentou os impostos para garantir dinheiro nos cofres do estado;


 Diminuiu as despesas nas áreas da saúde, da educação e dos salários dos funcionários
públicos;
 Incentivou o aumento das exportações;
 Aumentou as reservas de ouro do país;

Conclusão
Neste trabalho falei sobre a ditadura militar de 1926 em Portugal, e concluí que a
crise financeira aumentou, a ditadura militar aguentou desde 1926 até 1933.
Neste trabalho não gostei de trabalhar neste tema uma vez que não consegui
encontrar informações necessárias para o que estava à espera, porém fiquei a saber mais
sobre a ditadura militar e sobre Salazar.

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Bibliografia

OLIVEIRA, Ana; CANTANHEDE, Francisco; CATARINO, Isabel; GAGO, Marília;


TORRÃO, Paula; O fio da História História, 9.º Ano, Leya

Webgrafia
http://www.fmsoares.pt/iniciativas/ilustra_iniciativas/2007/000614/Ditadura.pdf
https://pt.wikipedia.org/wiki/Golpe_de_Estado_de_28_de_Maio_de_1926#Os_antecedentes
https://www.infopedia.pt/$ditadura-militar
https://pt.slideshare.net/manuelaneves752/golpe-militar-salazar
https://www.jpn.up.pt/2014/05/28/28-de-maio-de-1926-o-dia-em-que-portugal-entrou-no-
caminho-do-estado-novo/

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