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ROTEIRO DE

QUIROPRAXIA

CERVICAL

Prof. Carmen Fátima Prada de Freitas


REGIÃO CERVICAL

CONSIDERAÇÕES GERAIS OSSEAS


A região cervical é composta por sete segmentos, a primeira e a segunda vértebra cervical, atlas e áxis, são
diferenciadas em suas formas estruturais, a fim de propiciar a união com a cabeça, suportar o seu peso e
permitir uma grande variedade de movimentos. Atlas é projetada para a sustentação do peso da cabeça e
conduzi-lo ao áxis, atlas não possui processo espinhoso e seus processos transversos são bem grandes e
estendem-se lateralmente. Áxis também apresenta uma forma diferenciada, sua parte inferior ajusta-se as
vértebras inferiores e sua parte superior se ajusta a atlas, ela possui também uma coluna de ossos
formando um dente, o dente de áxis ou processo odontóide o que propicia um eixo onde a cabeça e a
primeira vértebra podem rotacionar.

As cinco vértebras cervicais inferiores têm características típicas, embora a sétima possa ser classificada
como uma vértebra transicional, uma vez que sua parte inferior se adapta à formação de uma vértebra torácica. A
sétima vértebra (C7) possui o maior processo espinhoso (podendo ser chamada de vértebra proeminente), as
demais vértebras são progressivamente menores de baixo para cima, sendo a terceira a menor de todas. Esta
configuração das espinhosas na cervical permite o movimento de extensão.
CONSIDERAÇÕES GERAIS VASCULARES
A artéria vertebral se origina na artéria subclávia e entra no orifício vertebral no sexto processo
transverso cervical, daí ela segue verticalmente até o nível de atlas onde vai realizar um ângulo de quase
90° em direção ao forame magno, unindo-se a veia do lado oposto para formar a artéria basilar que
acabará formando o polígono de Willis.

Podem ocorrer lesões na artéria vertebral em qualquer lugar ao longo de seu percurso (por
estiramento ou compressão violenta), mas existem regiões onde as lesões são anatomicamente mais
suscetíveis. Principalmente entre as cervicais mais altas (occipito-atlas/ atlas-áxis) devido a sua anatomia e
a fixações das artérias vertebrais nos processos transversos, a rotação produzirá uma maior distensão da
artéria vertebral. Orienta-se realizar o teste DEKLEYNS ou HEMODINÂMICO para a artéria vertebral.

Procedimento: segurar a cabeça do paciente em extensão com rotação distendendo a artéria


vertebral e aguardar por aproximadamente 30 segundos. Observar a presença de sintomas de isquemia
tais como vertigem, nistagmo, náusea e distúrbios sensoriais. Caso se apresente qualquer sintoma de
isquemia, a cabeça deve ser levada imediatamente de volta a posição neutra e qualquer tentativa de
manipulação deve ser descartada.
CONSIDERAÇÕES GERAIS NEUROLÓGICAS

QUADRO DE EFEITOS DAS RAÍZES NERVOSAS


VÉRTEBRA ÁREA DE INERVAÇÃO EFEITO
Irrigação da cabeça, glândula pituitária, couro Dores de cabeça, nervosismo, insônia,
C1 cabeludo, ossos da face, cérebro, ouvido resfriados, hipertensão arterial, enxaqueca,
interno e médio, sistema nervoso simpático. esgotamento nervoso, amnésia, cansaço
crônico, vertigem.
Olhos, nervos óticos, nervos auditivos, sinus Problemas sinusais, estrabismo, rápida
C2 ossos mastóides, língua, porção anterior e perda de audição ou visão sem motivo
posterior superior da cabeça. aparente.
C3 Bochechas, ouvido externo, ossos da face, Nevralgias, neurite, acne, eczema
dentes, nervo trifacial.
C4 Nariz, lábios, boca, tubo eustashiano (tuba Febre do feno, secreções, perda de audição
auditiva). sem motivo aparente, adenóides.
C5 Cordas vocais, glândulas do pescoço, faringe Laringite, faringite, rouquidão, dor de
garganta, amigdalite
C6 Músculo do pescoço, ombros e tonsilas Rigidez do pescoço, dor no braço superior
palatinas externo, amigdalites
C7 Tireóide, bolsas das regiões do olhos, Bursites, resfriados, problemas de tiróide
cotovelos

TESTE DE SPURLING (COMPRESSÃO) E TESTE DE DISTRAÇÃO (DESCOMPRESSÃO)

Teste de Spurling: paciente sentado, terapeuta atrás, inclinar a cabeça para o lado testado e em seguida
acrescentar uma compressão pelo topo da cabeça do paciente, o teste é positivo quando apresentar dor,
formigamento, dormência ou qualquer outro sintoma relevante no local ou irradiado para MMSS.

Teste de Distração: seguido do teste de Spurling, paciente sentado, mãos do terapeuta segura nuca e
mandíbula realizando uma descompressão da cervical, o relato é oposto ao primeiro teste, sensação de
alívio.
TESTES QUIROPÁTICOS ESPECÍFICOS OCCIPITAL-ATLAS

PROCEDIMENTO: Dedo médio na apófise transversa de Atlas


Mão de apoio (ou neutra) guia os movimentos

Rotação AP Rotação PA Inclinação Lateral (bi) Deslize PA (extensão) Flexão

AJUSTES ESPECÍFICOS OCCIPITAL-ATLAS

PACIENTE SUPINO
Procedimento: Rotação PA,
Concavando a cabeça com a mão de apoio
Contato do psiforme na base do occipito
Em direção ao pilar articular
Leve flexão para um melhor apoio
Limite
IMPULSO (cranial)
PACIENTE SENTADO
Procedimento: Rotação PA
Contato do dedo médio cruzado na frente na base do occipito
Na linha do pilar articular
Ombros paralelos
Contato da fenda do esterno do operador no crânio do paciente
Reforço com a mão de apoio
Tração com leve flexão para obter o Limite
IMPULSO (cranial)

Impulso cranial

PACIENTE PRONO
Procedimento: Gume externo da mão ativa faz contato na base do occipito
Na linha do pilar articular (bloqueio contralateral)
Gume esterno da mão neutra busca apoio em C7 ou T1
Ponta dos dedos cruzados
Limite
BODY DROP

TESTES ESPECÍFICOS C1 A C7

Para os testes de ROTAÇÃO PA, EXTENSÃO E INCLINAÇAO LATERAL, mão côncavada à frente com dedo médio
apoiado no ARCO POSTERIOR do segmento desejado.

Para o teste de ROTAÇÃO AP+FLEXÃO dedo médio apoiado no PROCESSO TRANSVERSO do segmento desejado

Rotação PA Extensão Inclinação Lateral Rotação AP+ FL


AJUSTES ESPECÍFICOS DE C1 A C7

ROTAÇÃO PA

PACIENTE SUPINO
Procedimento: Contato do dedo indicador com o arco posterior do
Segmento desejado
Mão de apoio no mesmo nível
Flexão correspondente
Limite (extrair toda a rotação PA possível)
IMPULSO

PACIENTE SENTADO
Procedimento: Mão ativa virada para baixo concavando a cabeça
Contato do indicador com o arco posterior do segmento desejado
Mão de apoio no mesmo nível virada para baixo concavando a cabeça
Limite (extrair toda a rotação PA possível)
IMPULSO

PACIENTE SENTADO 2
Procedimento: Mão ativa cruza pela frente do paciente
Contato do dedo médio com o arco posterior do segmento desejado
Mão de apoio no mesmo nível virada para baixo concavando a cabeça
Limite (extrair toda a rotação PA possível)
IMPULSO

PACIENTE PRONO
Procedimento: Polegar duplo no arco posterior do
Segmento desejado
Limite
RECOIL (com inclinação de 45°)
FLEXÃO LATERAL

PACIENTE SUPINO
Procedimento: Dedo indicador da mão ativa no arco posterior
Do segmento desejado
Mão de apoio no mesmo nível suporta a cabeça
Rotação PA
Limite (da flexão lateral)
IMPULSO (em direção a maca)

PACIENTE SENTADO (SOMENTE A PARTIT DE C2)


Procedimento: Mão ativa virada para baixo concavando a cabeça
Dedo indicador no arco posterior do segmento desejado
Mão de apoio no mesmo nível (virada para baixo concavando a cabeça)
Rotação PA + inclinação lateral
Limite (da inclinação lateral)
IMPULSO (no sentido da inclinação lateral)

PACIENTE PRONO
Procedimento: Polegar duplo no arco posterior do segmento desejado
Braços do terapeuta o mais paralelo possível com o chão
Limite
RECOIL
EXTENÇÃO

PACIENTE SUPINO
Procedimento: Dedo indicador da mão ativa no arco posterior do
Segmento desejado
Mão de apoio com o dedo indicador no mesmo nível
Extensão com LEVÍSSIMA rotação (ou inclinação) para o
Lado do bloqueio
Limite (da extensão)
IMPULSO

PACIENTE SENTADO
Procedimento: Mão ativa virada para baixo concavando a cabeça
Dedo indicador no arco posterior do segmento desejado
Mão de apoio no mesmo nível (virada para baixo concavando a cabeça)
Dedo indicador de apoio no mesmo nível
Extensão com LEVÍSSIMA rotação (ou inclinação) para o lado do bloqueio
Limite (da extensão)
IMPULSO

PACIENTE PRONO
Procedimento: Polegar duplo no arco posterior do segmento desejado
Braços do terapeuta o mais perpendicular possível com o chão
Limite
RECOIL
ROTAÇÃO AP + FLEXÃO

PACIENTE SUPINO
Procedimento: Dedo indicador da mão ativa cruzado por baixo da cabeça
Do paciente no arco posterior desejado
Mão de apoio indiferente (onde proporcionar melhor apoio)
Flexão + rotação AP
Limite (da rotação AP)
IMPULSO

PACIENTE SENTADO
Procedimento: Mão ativa virada para baixo, concavando a cabeça
Dedo indicador no arco posterior do segmento desejado
Mão de apoio virada para baixo concavando a cabeça
Dedo indicador de apoio no mesmo nível
Rotação AP associada à flexão
Limite
IMPULSO

PACIENTE SENTADO 2
Procedimento: polegar da mão ativa no arco posterior do segmento desejado
Mão de apoio em oposição sustenta a cabeça
Flexão seguida da rotação AP
Limite
IMPULSO

EXTENÇÃO LONGITUDINAL

PACIENTE SUPINO
Procedimento: Dedos médios no mesmo nível
Apoiados nos arcos posteriores desejados
Esforço em tração para verificar a presença de jogo articular
Na ausência deste jogo articular
Limite
IMPULSO (em tração)

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