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O PAPEL DA FAMÍLIA FRENTE AS DIFICULDADES DE ACEITAÇÃO


DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN NA ESCOLA REGULAR

MARTINS, Claudia Graciela 1


SILVA, Tatiane 2

Resumo

O presente artigo buscou analisar a legislação brasileira que garante a inclusão da criança com Síndrome
de Down na Educação além disso reconhecer o papel da família na vida escolar do filho com Síndrome de
Down. Como objetivo especifico definir a Síndrome de Down, Causas, sintomas e intervenções . A
metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, por meio de consultas de artigos e textos científicos em
portais de revistas e sites online de publicações tais como Google Acadêmico e repositórios de
universidades de autores que possuem discussões nesta área, disponibilizados em bancos de dados
virtuais . As leituras e reflexões feitas à partir da literatura evidenciam que a viabilização do processo de
inclusão de uma criança com Síndrome de Down se concretiza diante da parceria família e escola,
constatou-se também que a criança com SD apresenta um desempenho melhor, quando percebe que a
família é aliada no processo. A escola deve promover meios estratégicos visando a aproximação e
permanência da família na escola. que o professor reveja suas práticas pedagógicas e tenha em mente que
a educação escolar deve esta cada vez mais comprometida com a vida social e cultural dos alunos, e
oferecer condições para que as mudanças ocorram de modo a alcançar a melhoria da qualidade do ensino,
de forma que o aluno tenha capacidade para participar da vida ativa na sociedade e que o aluno encontre
na escola um ambiente adequado, sem discriminações e que lhe proporcione o maior e melhor
aprendizado possível. Concluímos que para a aprendizagem ocorrer é necessário que se adote meios
eficazes para formar cidadãos, levando assim o aluno ao uso das práticas sociais. A necessidade de
conhecer os mecanismos que contribuem para a inclusão é crucial nos tempos atuais, onde a ação
inclusiva tem sido questionada e vivenciada por um número maior de escolas. Cada vez mais as famílias
têm acreditado na ação escolar como aliada na busca da inserção dos filhos com deficiência na sociedade,
como ser ativo e participante.

Palavras-chave: Família. Síndrome de Down. Escola.

1. Introdução

O presente trabalho resulta de uma pesquisa qualitativa e bibliográfica, buscando


reflexões sobre as dificuldades de aceitação encontradas pela família da criança com
síndrome de Down para inclusão na escolar regular. O estudo apresenta como apoio
referencial teórico, autores que discutem o tema abordado.
O que motivou a realização do presente trabalho foi a necessidade de poder

1
Acadêmica do curso de Licenciatura em Pedagogia, da instituição UNEMAT Contato:
thati_cdo@hotmail.com
2
Acadêmica do curso de Licenciatura em Pedagogia, da instituição UNEMAT Contato:
claudiajm302017@outlook.com
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contribuir com discussão complementando pesquisas já existentes sobre o tema. Além


disso, é importante também reconhecer que o profissional da educação tem que
conhecer metodologias utilizadas para trabalhar com alunos que apresente síndrome de
down pois, o mesmo é capaz de realizar atividades como os demais, porém com
estimulo e atenção, devido a essa dificuldade o aluno deve ser recebido por um
profissional que conheça sobre suas limitações, fazendo com que o ele possa se
desenvolver e acompanhar os demais da classe. Por fim destacamos que esta pesquisa
permitirá conhecer a Legislação Brasileira que garante a inclusão da criança com
Síndrome de Down, na sociedade e na escola.
Inclusão social é o conjunto de ações que garante a participação igualitária de
todos na sociedade, independente da classe social, da condição física, da educação, do
gênero, da orientação sexual, da etnia, entre outros aspectos.
O mundo sempre esteve fechado para mudanças, em relação a essas pessoas,
porém, a partir de 1981, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou um decreto
tornando tal ano como o Ano Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiências
(AIPPD), época em que passou-se a perceber que as pessoas portadoras de alguma
necessidade especial eram também merecedoras dos mesmos direitos que os outros
cidadãos.
MANTOAN (2003) destaca que:

Inclusão escolar é indispensável que os estabelecimentos de ensino eliminem


barreiras arquitetônicas e adotem práticas de ensino adequadas às diferenças
dos alunos em geral, oferecendo alternativas que contemplem a diversidade,
além de recursos de ensino e equipamentos especializados que atendam a
todas as necessidades educacionais dos educandos, com ou sem deficiências,
mas sem discriminações.( MANTOAN, 2001, p. 25)

A inclusão escolar é um conjunto de ações que garantem a participação


igualitária de todos na sociedade e prevê a integração de alunos com necessidades
educacionais especiais em classes de aula regulares, compartilhando as mesmas
experiências e aprendizados com os estudantes que não apresentam Necessidades
Educacionais Especiais.
Nesse contexto o objetivo deste trabalho é analisar a legislação brasileira que
garante a inclusão da criança com Síndrome de Down na Educação. Definir a Síndrome
de Down, Causas, sintomas e intervenções. Reconhecer o Papel da Família na Vida
Escolar do Filho com Síndrome de Down.
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O trabalho está estruturado em três partes: A primeira aborda a parte


introdutória, a segunda apresenta breve histórico político da inclusão, Define a
Síndrome de Down: Causas, sintomas e intervenções e aborda o Papel da Família na
Vida Escolar do Filho com Síndrome de Down. Por fim apresenta algumas
considerações a respeito dos resultados revelados por esse estudo.

2. Fundamentação Teórica
A inclusão e um tema que atualmente vem sendo abordado com muita
intensidade no âmbito escolar. Abordar esse tema é um desafio devido à complexidade
de fatores a serem revistos para sua implantação.

2.1 Breve histórico Político da Inclusão

Segundo Silva (2009), a concepção de inclusão no decorrer da trajetória humana


pode ser apresentada em quatro fases distintas.
Para Facion (2005) a primeira foi a fase da exclusão na qual as pessoas com
deficiência eram abandonadas e até sacrificadas, sendo consideradas indignas da
educação escolar. A segunda foi a fase de segregação, que começou no século XX com
o atendimento às pessoas com necessidades educativas especiais (NEE) em grandes
instituições separadas das regulares, oferecendo programas próprios, técnicos e
especialistas. A terceira fase constitui a fase da integração, concebida a partir do final da
década de 1960 e início de 1970. Neste momento, houve uma mudança filosófica em
direção à idéia de educação integrada, aceitando crianças com deficiência nas escolas
regulares, estando estes presentes na sala de aula comum ou em ambientes menos
restritivo possível. Os alunos são integrados à classe regular adaptando-se conforme as
estruturas do sistema escolar.
Surge no início da década de 1980 a projeção da quarta fase. A fase da inclusão
intensificou a atenção à necessidade de educar os alunos com deficiências no ensino
regular, procurando por meio do processo educacional promover o crescimento humano
desenvolvendo capacidades, habilidades e diferentes possibilidades para a conquista da
sua autonomia.
Em 1999, o decreto nº 3.298, regulamentou a Lei n° 7.853/89, que dispunha
sobre Política Nacional para a Integração da Pessoa com Deficiência, estabeleceu o
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conceito de deficiência, definiu quem são esses sujeitos e, a partir disso, como assegurá-
los.
No final da década, a Convenção da Guatemala (1999), regulamentada no Brasil
pelo decreto de nº 3.956/2001considerou a educação especial, no contexto da
diferenciação, exigindo uma nova interpretação dessa educação, para realmente eliminar
as barreiras que dificultam o acesso de todas as pessoas com deficiência, que têm os
mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais, à escolarização.
Nessa perspectiva, a Lei n° 9.394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional – priorizou esta nova visão educacional, principalmente, com a prescrição do
artigo 59 que afiança aos educandos com necessidades especiais a adaptação curricular,
metodológica e organizacional da escola permitindo também a terminalidade e a
aceleração de acordo com as necessidades de cada pessoa.
Os artigos 24, inciso V e o art. 37, parágrafo primeiro da LDB evidenciam de
que maneira a educação básica deve-se organizar: “oportunidades educacionais
apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de
vida e de trabalho, mediante cursos e exames” (BRASIL, 2007, p.3). No período de
2001, o Plano Nacional de Educação (PNE) apud (BRASIL, 2007, p. 3) afirma que “o
grande avanço que a década da educação deveria produzir seria a construção de uma
escola inclusiva que garanta o atendimento à diversidade humana”. Além de destacar a
formação ineficiente dos profissionais da educação, a acessibilidade e o atendimento
educacional especializado como fatores que não permitem a efetivação do sistema
educacional inclusivo (BRASIL, 2007, p. 3). A inclusão defendida pelo PNE é ampla ao
defender e mencionar a inclusão da diversidade humana que não está, somente, limitada
às pessoas com deficiência, mas dos “diferentes”, como o homossexual, o negro, o
índio, o pobre, dentre outros.
Preocupado com a formação dos profissionais de educação, sob a ótica da
inclusão escolar, o Conselho Nacional de Educação estabelece em 2002 a resolução
CNE/CP n° 1/2002 que obriga as instituições de ensino superior a ajustar os currículos
dos cursos de licenciaturas inserindo nestes conteúdos que possibilitem aos futuros
docentes a compreensão sobre as diversidades e as especificidades de cada aluno. Com
isso, a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) torna-se conteúdo curricular dos cursos
superiores através da lei N° 10.436/02, regulamentada pelo Decreto n° 5.626/05
(BRASIL, 2007).
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Instituído em 06 de julho de 2015, por meio da Lei nº 13.146, o Estatuto da


Pessoa com Deficiência, teve como base a Convenção sobre os direitos da Pessoa com
Deficiência e seu Protocolo Facultativo,que considera pessoas com deficiência (e não
portadoras de deficiência), as que possuem impedimentos de longo prazo de natureza
física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras,
podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições
com as demais pessoas.
O Estatuto encerra 127 artigos, divididos em 2 livros, o primeiro, denominado
Parte Geral, possui 4 títulos e o segundo, a Parte Especial, 3 títulos. No Título I estão as
Disposições Preliminares com definições e alguns princípios e diretrizes. Seguido então
pelo Título II que elenca os Direitos Fundamentais, subdividido por 10 capítulos que
versam sobre direito à vida, direito à habilitação e à reabilitação, à saúde, à educação, à
moradia, ao trabalho, à assistência social, à previdência social, à cultura, ao esporte, ao
turismo, ao lazer, ao transporte e à mobilidade. Já o Título III é dedicado à
acessibilidade, tanto em projetos arquitetônicos quanto no cesso à informação, à
comunicação, à tecnologia e à vida pública e política. No Livro II, Parte Especial, o
primeiro Título trata do acesso à justiça, subdividindo-se em disposições gerais e
reconhecimento igual perante a lei. Enquanto no Título II é trazido os crimes e as
infrações administrativas e, por fim, no Título III as disposições finais e transitórias.
Art.1º É instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência
(Estatuto da Pessoa com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições
de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com
deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania.Parágrafo único.Esta Lei tem
como base a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo
Facultativo, ratificados pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo nº
186, de 9 de julho de 2008, em conformidade com o procedimento previsto no § 3º do
art. 5º da Constituição da República Federativa do Brasil, em vigor para o Brasil, no
plano jurídico externo, desde 31 de agosto de 2008, e promulgados pelo Decreto no
6.949, de 25 de agosto de 2009, data de início de sua vigência no plano interno.
Art.2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de
longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação
com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade
em igualdade de condições com as demais pessoas.§1º A avaliação da deficiência,
quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e
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interdisciplinar e considerará: I – os impedimentos nas funções e nas estruturas do


corpo; II – os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais; III – a limitação no
desempenho de atividades; e IV – a restrição de participação.§2º O Poder Executivo
criará instrumentos para avaliação da deficiência.
No Capítulo IV, ratifica-se a garantia do direito constitucional à educação de
qualidade para toda a pessoa com deficiência como dever do Estado, da família, da
sociedade e da comunidade escolar. Mas incumbe ao poder público assegurar, criar,
desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar, um sistema educacional
inclusivo, oferta de ensino de Libras e Braile no sistema público, projeto pedagógico
que institucionalize o atendimento educacional especializado, capacitação de
professores, acesso à educação superior e ensino técnico entre tantas outras medidas.
Mais uma vez aqui o intuito é alcançar o máximo desenvolvimento possível dos talentos
e habilidades dessas pessoas.
Com o Decreto nº 10.502/2020 Art. 1º Fica instituída a Política Nacional de
Educação Especial: Equitativa, Inclusiva e com Aprendizado ao Longo da Vida, por
meio da qual a União, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios, implementará programas e ações com vistas à garantia dos direitos à
educação e ao atendimento educacional especializado aos educandos com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
Art. 3º São princípios da Política Nacional de Educação Especial: Equitativa,
Inclusiva e com Aprendizado ao Longo da Vida:
I - educação como direito para todos em um sistema educacional equitativo e
inclusivo;
II - aprendizado ao longo da vida;
III - ambiente escolar acolhedor e inclusivo;
IV - desenvolvimento pleno das potencialidades do educando;
V - acessibilidade ao currículo e aos espaços escolares;
VI - participação de equipe multidisciplinar no processo de decisão da
família ou do educando quanto à alternativa educacional mais adequada;
VII - garantia de implementação de escolas bilíngues de surdos e surdocegos;
VIII - atendimento aos educandos com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação no território nacional,
incluída a garantia da oferta de serviços e de recursos da educação especial
aos educandos indígenas, quilombolas e do campo; e
IX - qualificação para professores e demais profissionais da educação.

A Política Nacional de Educação Especial: Equitativa, Inclusiva e com


Aprendizado ao Longo da Vida deverá ser utilizada, também, como referência para a
Base Nacional Comum Curricular, de que trata o art. 26 da Lei nº 9.394, de 20 de
dezembro de 1996.
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2.2 Definindo a Síndrome de Down: Causas, sintomas e intervenções

A Síndrome de Down (SD) é uma condição de origem genética, que leva o


indivíduo a apresentar uma série de características físicas e mentais particulares. Foi
descrita em 1866, por John Langdon Down, sendo a primeira anomalia cromossômica
detectada na espécie humana.( MANCINI 2003).
A Síndrome de Down (SD) é um distúrbio genético caracterizado pela presença
de um cromossomo 21 adicional em todas as células do organismo do indivíduo,
levando-o a apresentar várias características físicas e mentais específicas.
De acordo com Santos, Menezes e Rosa (2007) os indivíduos com Síndrome de
Down podem apresentar algumas ou todas as características ligadas ao distúrbio. Entre
elas estão:
-O comprometimento intelectual;
-Dificuldades motoras e na articulação da fala;
-Rosto arredondado;
-Mãos e orelhas pequenas,
-Olhos semelhantes aos de orientais;
-São mais suscetíveis a determinadas doenças.
Ainda conforme as autoras a criança com a Síndrome de Down apresenta
algumas limitações e até mesmo precise de condições especiais para aprendizagem,
porém enfatizamos que estes, através de estimulações adequadas podem se desenvolver
especialmente se estiverem matriculados na escola regular de ensino.
Embora, estas crianças possuam características físicas inerentes à síndrome,
estas se diferem umas das outras e são mais semelhantes do que diferentes de outras
crianças que não possuem a Síndrome de Down. Como estas crianças carregam os genes
de seus pais, estes irão determinar a cor dos olhos, dos cabelos, como estrutura corporal.
(PUESCHEL, 1993; SCHWARTZMAN, 2003; MARTINS, 2008).
Schwartzman (2003) apresenta algumas características fundamentais das
crianças com Síndrome de Down a serem consideradas no processo de aprendizagem.

O desenvolvimento motor das crianças com SD apresenta um atraso


significativo que interfere no desenvolvimento de outros aspectos, assim seu
comportamento exploratório pode apresentar comportamentos repetitivos e
estereotipados, sendo impulsivos e desorganizados, dificultando um
conhecimento consistente do ambiente e durando menos tempo.
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No que se refere ao aspecto cognitivo, a deficiência mental tem sido


considerada uma das características mais constantes da SD, comprometendo
todas as áreas do desenvolvimento. Assim, desde o nascimento estas crianças
apresentam reações mais lentas do que outras crianças e, possivelmente, isso
altere sua relação com o ambiente.
A linguagem, é a área na qual a criança com SD demonstra, em geral, os
maiores atrasos. Apesar dessas dificuldades, a maioria das pessoas com SD
fazem uso funcional da linguagem e compreendem as regras utilizadas na
conversação, porém as habilidades para a comunicação são bastante variáveis
entre elas.
Outro elemento de grande importância no desenvolvimento dos processos
cognitivos é a atenção. O déficit de atenção observado em pessoas com SD,
pode comprometer seu envolvimento em tarefas e na sua maneira de explorar
o meio. Existem fatores neurológicos (redução na formação de sinapses)
presentes na SD que afetam esse aspecto do desenvolvimento. No cérebro há
uma série de redes neurais, que se formam a partir das experiências do
indivíduo. Essas redes são flexíveis e é possível contribuir, por meio de
experiências significativas, na criação de circuitos neuronais novos.

As características de interação social da criança com Síndrome de Down é muito


semelhante as das outras crianças. Ela deve se socializar com as outras crianças dentro e
fora da escola.
Segundo Mantoan (2001) seria ingênuo pensar que só a integração escolar
produzirá, automaticamente, a total integração social dos portadores de deficiência, pois
os mecanismos segregacionistas estão de tal forma, sedimentados em nossa sociedade,
que demorará muito tempo para serem, pelo menos, minimizados. Apesar da base da
integração ser o princípio de normalização, a mesma não é específica da vida escolar.
Contudo atinge o conjunto de manifestações e atividades humanas e todas as etapas da
vida das pessoas, seja ela afetada ou não por uma incapacidade, dificuldade ou
inadaptação. Temos que reconhecer que os primeiros passos já estão sendo dados, e que
a sociedade já está mais esclarecida.
Conforme Voivodic (2004, p. 18):

É evidente que devido às suas características específicas, oriundas de sua


deficiência, as crianças com SD necessitam de uma ação educativa adequada
para atender suas necessidades educativas especiais. Não há como
implementar processos de inclusão que visem de fato a uma escolarização de
qualidade, sem levar em conta as características da criança com deficiência.

Conforme Melo (2015) A criança com Síndrome de Down ou que tenha alguma
deficiência necessita ser trabalhada na sua autoestima, reconhecendo que –apesar de ter
alguma limitação, quer seja física ou intelectual –não a impede de vivenciar situações
prazerosas da vida, como brincar, passear, fazer amizades, interagir com o mundo ao
seu redor. Esta criança que foi incentivada, compreendida desde pequena, se sentirá
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mais segura em conviver com outras crianças, com outras pessoas, quer seja na escola,
quer seja em sua vida social, pois saberá se relacionar com o outro e ser respeitada
como ela é, como pessoa, e não ser vista pela sua deficiência.
De acordo com Saad (2003), o cérebro era considerado anteriormente como
estrutura passiva e estática, porém,na atualidade,ele apresenta um caráter dinâmico.
Muitos estudos foram desenvolvidos pelos autores citados e há indicadores de
que,somente há duas décadas, foi descoberto que a prática de atividades pelo reestímulo
e pela força sináptica pode promover modificação no cérebro.Essas afirmações são
evidências de que as intervenções psicomotoras e pedagógicas podem reduzir as
dificuldades apresentadas pelas pessoas com Síndrome de Down.
Segundo Andrade (2015), as pesquisas são um incentivo às escolas no sentido de
acreditarem no potencial do aluno com Síndrome de Down e procurar promover uma
inclusão mais abrangente, por meio de tentativas e busca de estratégias que busque
promover o desenvolvimento do aluno.

2.3 O Papel da Família na Vida Escolar do Filho com Síndrome de Down

De acordo com Melo (2015) Todas as crianças, independente de terem ou não


alguma deficiência têm o direito assegurado em lei ao acesso e permanência na escola.
A escola é o segundo ambiente em que as relações sociais se estabelecem com mais
intensidade, depois da família. Na escola, a criança além de aprender os saberes
científicos, também aprende a conviver com o outro, com outras culturas que não faz
parte de seu ambiente familiar, portanto, é um espaço propício para a socialização e o
respeito as diferenças. Para começar a freqüentar à escola, os pais necessitam e
precisam trabalhar a criança e a si mesmos para essa nova etapa na vida do seu filho. A
criança até este momento está ainda muito dependente destes pais e, ao adentrar à
escola, há um sentimento mais intenso de separação entre ambos.
Assim, esse pensamento corrobora com o que diz Boff; Caregnato (2008,
p.582).O papel que a família desempenha é de fundamental importância desde os
primeiros anos de vida de uma criança, constituindo-se neste período seu
desenvolvimento cognitivo. Desde o início, as crianças com Síndrome de Down
apresentam desenvolvimento cognitivo mais lento do que as outras, as dificuldades de
aprendizagem alteram o curso do desenvolvimento, sendo que, à medida que a criança
cresce, as diferenças mostram-se maiores.
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Para Nobre (2014), a família ganha um papel importante no desenvolvimento e


acompanhamento das crianças com Síndrome de Down. E mesmo que elas apresentem
algumas limitações. Devem ser valorizadas e estimuladas suas potencialidades e
avanços, sem deixar de respeitar seus limites para que assim haja progresso nos
aspectos motor, cognitivo e social. O caminho não é fácil, mas é extremamente
necessário e gratificante.
Para que o indivíduo consiga se desenvolver faz-se necessária sua interação com
o meio, conforme Piaget (1976, p.68): “As crianças se desenvolvem intelectualmente a
partir de exercícios e estímulos oferecidos pelo meio em que vivem”. Por isso torna-se
fundamental a dedicação e acompanhamento da família no processo de aprendizado da
criança com Síndrome de Down. Como acontece com qualquer outro aluno, o
engajamento e participação dos pais no âmbito escolar beneficia o desenvolvimento da
criança com Síndrome de Down. Corroborando conosco, observa Viviane Périco, que,
"Os pais devem ser parceiros da escola, levando em consideração que não é possível
prever de antemão o quanto e como a criança irá aprender".
Partindo do pressuposto que a inclusão social dessas crianças é de grande
importância, pode-se observar que uma das contribuições para a diminuição da exclusão
da pessoa com a síndrome é o convívio social. Elas assim como outras, brincam,
aprendem, estudam e são especiais, devendo ser estimuladas, amadas, respeitadas pelos
pais e familiares, para que assim possam desenvolver seu potencial, já que seu
aprendizado requer um pouco mais de atenção e estimulo. Destacando a grande
importância da família no desenvolvimento dessa criança, pois através da estimulação
precoce, desde o nascimento se torna eficaz o desenvolvimento dos potenciais da
criança com síndrome de Down. Essa estimulação precoce conta com o
acompanhamento de algumas alguns profissionais da fonoaudilogia, fisioterapia, terapia
ocupacional, psicologia, dentre outros, que são essenciais para estimular e desenvolver
suas potencialidades através de técnicas especializadas. É importante os pais terem
conhecimento sobre a importância de incluir seu filho com SD em estimulação precoce,
pois quanto mais cedo isso acontecer, melhores serão os resultados. Como todas as
outras, essas crianças precisam fundamentalmente de carinho, alimentação adequada,
educação, cuidados com a saúde e um ambiente acolhedor.
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3. Resultados

O presente artigo buscou analisar a legislação Brasileira que garante a inclusão


da criança com Síndrome de Down na educação. O presente trabalho fomentou a
constatação de que a viabilização do processo de inclusão de uma criança com
Síndrome de Down se concretiza diante da parceria família e escola.
Em Julho de 2015 é instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com
Deficiência de nº 13.416/2015, o (Estatuto da Pessoa com Deficiência), “destinada a
assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das
liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e
cidadania.” (BRASIL, 2015) A fim de sistematizar e garantir os direitos humanos para
as pessoas com deficiência, descritos no parágrafo único é explicitado que:

Esta Lei tem como base a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e
seu Protocolo Facultativo, ratificados pelo Congresso Nacional por meio do Decreto
Legislativo nº 186, de 9 de julho de 2008, em conformidade com o procedimento
previsto no § 3º do art. 5º da Constituição da República Federativa do Brasil, em vigor
para o Brasil, no plano jurídico externo, desde 31 de agosto de 2008, e promulgados
pelo Decreto no 6.949, de 25 de agosto de 2009, data de início de sua vigência no
plano interno. (BRASIL, 2015).

Dessa forma, a Lei nº 13.146/2015:

Sistematizou dispositivos relativos ao direito das pessoas com deficiência à educação,


constantes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência – CDPD, do
Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA e da Lei n° 13005/2014, que institui o
Plano Nacional de Educação – PNE, assim como, especificou medidas contidas em
Decretos Federais, Notas Técnicas emitidas pelo Ministério da Educação e em
Resoluções publicadas pelo Conselho Nacional de Educação, que fazem parte do
processo de implementação da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva
da Educação Inclusiva, elaborada à luz do artigo 24 da Convenção sobre os Direitos
das Pessoas com Deficiência – ONU/2006. (BRASIL, 2016, p. 34)

Assim com promulgação da Lei nº 13.146/2015 há um resgate das principais


diretrizes já instituídas e as atualizam em um novo estatuto, trazendo definições e
características que visam estruturar melhor a relação do poder executivo para avaliar e
instrumentalizar os recursos necessários para atendimento de pessoas com deficiência,
como disposto no Art. 3º, Incisos I a XV que trata das definições, tornando
fundamentais para explicitar as especificidades em cada caso, contexto ou circunstância
individual de cada Unidade Escolar e alunos, de maneira transversal para que possam
obter melhores condições de aprendizado com recursos que atendam suas necessidades
especiais no contexto pedagógico, inseridos nos Projetos Políticos Pedagógicos em cada
Unidade da rede regular de ensino. Em relação ao decreto 10.502/2020 ocorreram
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inúmeras manifestações contrárias ao decreto, dentre elas, destacamos aqui algumas que
reforçam a necessidade da revogação do decreto supracitado.
O FONEI, Fórum Nacional de Educação Inclusiva:
Manifesta-se assertivamente contra o Decreto presidencial 10.502/2020,
cujos dispositivos aprofundam a situação fático-jurídica da invisibilidade e
ferem a isonomia e a dignidade das pessoas com deficiência, assegurada pela
Constituição da República Federativa do Brasil em 1988, cujos constituintes,
como representantes do povo brasileiro, colocaram no Livro de maior
hierarquia legal tratado contra o preconceito e a discriminação. (FONEI,
2020)

De acordo com Bento (2020) alguns aspectos com indícios negativos do decreto,
caminha para o retrocesso no que tange às políticas públicas conquistadas por meio de
muitas lutas sociais, que garantem o direito à Educação Inclusiva, sem segregação. O
posicionamento por meio de notas de repúdio de instituições e entidades de prestígio
que lutam pelos direitos da pessoa humana, sem exceção, mostram que vem ocorrendo
um retrocesso dos direitos adquiridos como disposto em diversos documentos, como é o
caso da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência da ONU e da
Constituição Federal de 1988.
O Decreto presidencial de número 10.502, assinado no dia 30 de setembro, quer
incentivar a separação das salas de aula e das escolas para crianças com deficiência.
Essa medida é retrógrada e que historicamente fez com que escolas “comuns” não
aceitassem pessoas com deficiência.
Através das leituras, constatou-se que a criança com SD apresenta desempenho
melhor quando percebe que a família é aliada no processo. Foi percebido também que a
escola deve promover meios estratégicos visando a aproximação e permanência da
família na escola.

4. Considerações Finais

O presente artigo buscou é analisar a legislação brasileira que garante a inclusão


da criança com Síndrome de Down na Educação. Definir a Síndrome de Down, Causas,
sintomas e intervenções. Reconhecer o Papel da Família na Vida Escolar do Filho com
Síndrome de Down.
O presente trabalho fomentou a constatação de que a viabilização do processo
de inclusão de uma criança com Síndrome de Down se concretiza diante da parceria
família e escola. Através da leituras , constatou-se que a criança com SD apresenta um
desempenho melhor, quando percebe que a família é aliada no processo. Foi percebido
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também que a escola deve promover meios estratégicos visando a aproximação e


permanência da família na escola.
Somos sabedores que no ambiente escolar, heterogeneidade está presente
naquele espaço e o quanto se diferem as aprendizagens bem com as dificuldades entre
os alunos.
Sabemos que muitos alunos apresentam dificuldades no momento de aprender,
alguns até se esforçam, porém não alcançam êxito escolar, por essa razão demonstram
desinteresse , desmotivados, daí a importância de identificar o problema.
Para Marchello e Mano(2015) é necessário que em sala de aula, o professor
tenha sensibilidade e tolerância com as diversas manifestações das dificuldades de
aprendizagem. Certamente, ele é um dos profissionais responsáveis por auxiliar os
estudantes a ultrapassar suas dificuldades.
O professor, deve oferecer estratégias metodológicas que correspondam com a
realidade de seu aluno, não devendo jamais usar termos comparativos entre eles, pois
isso tende a piorar o comportamento e o desenvolvimento da criança seja qual for a
deficiência ou dificuldade. Ele precisa modificar e adaptar suas propostas de trabalho
,aceitar a contribuição do aluno, organizar a sala de aula, trabalhar em equipe, planejar
atividades, criar condições para que os alunos aprendam, considerando suas
especificidades.
É importante que o professor reveja suas práticas pedagógicas e tenha em mente
que a educação escolar deve esta cada vez mais comprometida com a vida social e
cultural dos alunos, e oferecer condições para que as mudanças ocorram de modo a
alcançar a melhoria da qualidade do ensino, de forma que o aluno tenha capacidade para
participar da vida ativa na sociedade e que o aluno encontre na escola um ambiente
adequado, sem discriminações e que lhe proporcione o maior e melhor aprendizado
possível.
Concluímos que para a aprendizagem ocorrer é necessário que se adote meios
eficazes para formar cidadãos, levando assim o aluno ao uso das práticas sociais. A
necessidade de conhecer os mecanismos que contribuem para a inclusão é crucial
nos tempos atuais, onde a ação inclusiva tem sido questionada e vivenciada por um
número maior de escolas. Cada vez mais as famílias têm acreditado na ação escolar
como aliada na busca da inserção dos filhos com deficiência na sociedade, como ser
ativo e participante.
14

Espera-se com esta pesquisa contribuir para a reflexão sobre as dificuldades de


aceitação encontradas pela família da criança com síndrome de Down para inclusão na
escolar regular e que este estudo sirva como base para aprofundamento no decorrer de
próximos estudos.

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