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A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NA EDUCAÇÃO

INFANTIL
MARTINS, Bibiana Poquiviqui Chore1
BARRETO, Luciene Gonçalves2
SOUZA, Maria Domingas de 3

RESUMO
Este trabalho de conclusão de curso tem como objetivo c ompreender o desenvolvimento da
criança com a participação efetiva da família no processo de aprendizagem em que a presença da
família no ambiente escolar é muito importante para que a educação desta tenha mais efetividade
e qualidade. Efetuando a leitura do referencial teórico sobre a temática percebemos que muitas
crianças tem problemas, dificuldades no seu aprender, quer seja por fator cognitivo, psicológico
ou afetivo. Por isso, para que se possa alcançar o sucesso a criança precisa sentir-se segura e
amparada tanto no ambiente familiar, quanto no ambiente escolar. E para a parceria família/escola
possa dar certo, é preciso que a família possa contribuir, é preciso que a escola escute o que os
pais têm a dizer, e que eles tomem ciência da sua importância e de quê em casa são os auxiliares
da escola, os orientadores, os monitores, ou seja, alguém que auxilie os estudantes no
procedimento das atividades escolares. Metodologicamente, p rocuramos desenvolver a pesquisa
bibliográfica tendo como suporte teórico Perrenoud (1987), Van-Zaten (1988), Carvalho (2020),
Moreno (2018), Brandão (2010), Marturano (1998), Oliveira (2011), Piaget (2007), Gimeno
(1999), Parolin (2003), Nogueira (1998), Souza (2009), Saisi (2010) entre outros autores que
abordam a relevância do tema em questão. E o resultado a que chegamos, após o levantamento e
análise do arcabouço teórico é que tanto a escola como a família precisam agir conjuntamente
para que a educação se realize e se efetive com qualidade. A escola deve propiciar atividades para
inserir a família na rotina escolar. Lembrando que a escola não tem só muros, ela tem portões que
levam para dentro, tem, principalmente, “gente”. E as “gentes” família, alunos, professores e
demais profissionais devem trabalhar em consonância, em harmonia visando o melhor para a
educação dos alunos.

Palavras-chave: Família/Escola, aprendizagem e parceria.

1
Acadêmica do curso de Pedagogia – da UAB/DEAD/UNEMAT – E_mail: bibianachorepmartins@gmail.com
2
Acadêmica do curso de Pedagogia – da UAB/DEAD/UNEMAT – E_mail: goncalvesluciene662@gmail.com
3
Professora Orientadora do curso de Pedagogia - DEAD/UAB/UNEMAT – Mestra em Estudos de Linguagem –
E-mail: mariads.moraes@gmail.com
1. INTRODUÇÃO

A Educação infantil, primeira etapa da educação básica brasileira, marca o início do


processo educacional escolar para as crianças, onde muitas vezes essa seja a primeira
separação das crianças de seus vínculos familiares para se incorporarem a uma situação se
socialização estruturada (BRASIL, 1996, 2017).
A educação em um contexto amplo é garantida pela Constituição Federal de 1988 no
artigo 205, inciso como “direito de todos dever do Estado e da Família”, a educação infantil
tem seu amparo legal no mesmo artigo no inciso IV trata da obrigatoriedade da “educação
infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade” (BRASIL, 1988). Na
LDB nº 9394/96 a educação infantil está garantida no artigo 29 como sendo “a primeira etapa
da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5
(cinco) anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a
ação da família e da comunidade” (BRASIL, 1996).
Ao analisar a legalidade da educação infantil na letra da Lei tanto a CF/88 e LDB/96
colocam a instituição de ensino e a família para atuarem de forma conjunta para o sucesso do
desenvolvimento da criança. Portanto, compreender a importância da família para esse
processo é o que nos levou a realizar esta pesquisa.
Dessa forma, a presente pesquisa justificou-se pelos constantes desafios que são
postos para a prática da educação infantil em qualquer sistema educacional, justifica-se ainda
pelos trabalhos produzidos nos últimos anos, percebemos na literatura especializada que são
um número reduzido de pesquisadores que têm se preocupado em pesquisar essa temática.
Assim, pretendeu-se aprofundar os conhecimentos a respeito da temática para elucidar os
processos que envolvem a importância da família na relação escola de educação infantil e a
família.
Assim, acreditamos que a relação que permeia a escola e a família é relevante para o
desenvolvimento da criança, tanto no âmbito escolar como familiar, pois muda-se o contexto,
mas a criança é a mesma. Como afirmado por Moreno4 (2018) um “bom relacionamento entre
os adultos (professores, pais ou responsáveis) e as crianças na educação infantil faz com que
estas se sintam seguras, confiantes e felizes” (MORENO, 2015, p. 1188).

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Gilmara Lupion Moreno, atualmente é professora adjunto da Universidade Estadual de Londrina, é mestra e
doutora em educação. A pesquisadora tem experiência na área de Educação com ênfase em Educação Infantil,
atuando principalmente nos seguintes temas: História e Legislação da Educação Infantil; Trabalho Pedagógico na
Educação Infantil; Relação escola-família na educação infantil. Neste trabalho, suas pesquisas tem importância ao
tratar dos estudos de longa data no tocante da relação da escola e a família na Educação Infantil.

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2 EDUCAÇÃO INFANTIL E A POLÍTICA EDUCACIONAL BRASILEIRA

A luta pela educação infantil no Brasil começa por volta de 1940 com a inserção das
mulheres ao mercado de trabalho e tem seu advento nas décadas de 70 e 80 do mesmo século.
Sem ter com quem deixar as crianças, a mulheres as mulheres recorriam às “criadeiras”, que
eram mulheres que cuidavam de muitas crianças ao mesmo tempo e, na maioria das vezes, em
condições precárias de higiene (AIX, 2019).
A partir dessas situações surgem as creches como uma medida de sanitização, sendo
concebida como um “mal necessário” para substituir as criadeiras, que eram consideradas
como uma das principais causas da mortalidade infantil. Esse início foi um dos motivos pelos
quais a creche ficou tanto tempo associada à ideia de assistencialismo. Porém, por volta das
décadas de 70 e 80 essa realidade começou a mudar com o surgimento de estudos e novas
concepções sobre a infância (AIX, 2019).
O primeiro grande marco na história da educação infantil veio com a Constituição
Federal de 1988, que reconheceu – pela primeira vez – a creche e a pré-escola como parte do
sistema educacional no país. Ainda como forma de assistencialismo no art. 7 a creche e a
educação infantil, intitulada como pré-escola é garantida no inciso XXV como “assistência
gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em creches e
pré-escolas” (BRASIL, 1988), como sistema educacional o artigo 208, inciso IV assegura a
“educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade” (BRASIL,
1988). Com o reconhecimento da Educação Infantil como dever do Estado com a Educação,
“processo que teve ampla participação dos movimentos comunitários, dos movimentos de
mulheres, dos movimentos de redemocratização do país, além, evidentemente, das lutas dos
próprios profissionais da educação (BRASIL, 2013, p.82).
A LDB nº 9.394/9, vem regulamentar a oferta da educação infantil no sistema
educacional brasileiro, no artigo 30, que trata da oferta da educação infantil, assegura no seu
inciso I “creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade”. Além
disso, a letra da lei nos apresenta uma série de inovações em relação à Educação Básica,
dentre as quais, “a integração das creches nos sistemas de ensino compondo, junto com as
pré-escolas, a primeira etapa da Educação Básica”. Além disso, a LDB/9394/96, deixa
explicito “o estímulo à autonomia das unidades educacionais na organização flexível de seu
currículo e a pluralidade de métodos pedagógicos, desde que assegurem aprendizagem, e

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reafirmou os artigos da Constituição Federal acerca do atendimento gratuito em creches e pré-
escolas” (BRASIL, 2013, p. 82).
Outro marco legal que veio fortalecer a oferta da educação infantil é a Lei N°
13.005/2014 – a qual aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências.
Que tinha m em sua primeira meta: Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola
para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil
em creches de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3
(três) anos até o final da vigência deste PNE, porém, o que podemos observar é que essa meta
persiste até a atualidade como sendo um grande desafio a ser enfrentado pelo país.

3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

No processo de desenvolvimento e aprendizagem encontramos vários autores que


estudaram as diferentes fases da vida, mesmo havendo diferenças de pensamentos, existem
pontos de vistas semelhantes. A aprendizagem é ativa sendo um processo contínuo que ocorre
durante toda a vida do indivíduo; refletir sobre desenvolvimento e aprendizagem se faz
necessário, pois existem muitos pontos a serem pensados no que se refere ao ato de aprender.
E a família é a primeira instituição social e de educação que a criança faz parte. De acordo
com Oliveira (2010):
A família sempre foi e contínua a ser a instituição chave onde se estreia a
socialização: é nela que a criança se inicia como indivíduo social desde o seu
nascimento. Depois, surge a escola, em parceria com a comunidade, onde o
indivíduo se insere, num processo de socialização que se desenrola ao longo da vida.
Portanto, a família, nunca pode abdicar da sua função socializadora, embora, na
escola, a interação social se amplifique, ganha uma nova dimensão, diversificada e
plural e se transforme num processo dinâmico que funciona ou deve funcionar,
sempre, numa convergência de esforços com a família (OLIVEIRA, 2010, p. 7).

Nos últimos tempos, vemos que a formação familiar vem se transformando. A


constituição formada por pai, mãe e filho e/ou filhos continua sendo a mais tradicional e a
mais comum. Porém, vemos muitas famílias compostas por mãe e filho(s); pai e filho (s).
Entretanto, de forma alguma podemos dizer que crianças ou adolescentes que pertençam a
diferentes tipos de famílias recebam tratamento de modo diferenciado. Pois independente da
formação familiar todos têm direito a educação e a família é um ponto de referência
extremamente importante no processo ensino-aprendizagem.
Destarte, Veloso (2014, p. 13) assevera que “é no sistema familiar que são expressas
as inquietações, as conquistas, os medos e as metas pessoais. Para tanto, é necessário

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preservar a individualidade dos seus membros e ao mesmo tempo preservar o sentimento
coletivo”.
Para dar continuidade ao processo de aprendizagem dos filhos, os pais ou o
responsável os levam à escola. Logo, o que se espera é que a família esteja por dentro da vida
estudantil daqueles que lhe são tão caros, os seus rebentos; que haja apoio da família ao
processo educativo. Estevão (2012, p. 2) vem de encontro a essa afirmação ao dizer que “é
preciso trazer o mais rápido possível a família para dentro da escola e que ela possa colaborar
de forma mais precisa com o processo de educar, portanto compartilhar responsabilidades e
não transferi-las para outros”.
Para Van-Zanten (1988), a participação da família na escola é algo esperado pelos
educadores há muito tempo, no passado essa participação quase não existia, apesar de alguns
autores já terem abordado em suas pesquisas a importância da família no ambiente escolar,
buscando participar do processo de desenvolvimento dos filhos.
Segundo Perrenoud (1987), estudou sobre as mudanças nas escolas e para começar,
depois do movimento escolanovista no início do século, a escola era muito rígida com regras
muito reservada não tinha muito contato com os pais, agora tudo mudou as escolas ficaram
mais modernas. As escolas precisaram mudar o seu questionamento e trazer os pais para perto
delas até para conhecer os seus alunos e ter essa relação saudável com as famílias. Ao referir a
família Moreno (2018) nos mostra que a família na atualidade mudou e as funções exercidas
pelos seus membros também, assim é composta as novas formações de famílias:
avós à moda antiga; avós ‘modernos’; mãe chefe de família; homem/pai que cuida
dos seus filhos – leva à escola, participa de reuniões, leva ao médico, ao dentista,
ocupa-se do banho e da alimentação das crianças, coloca para dormir, ajuda os
filhos(as) na lição de casa, etc. – tarefas estas vistas no passado como
responsabilidade apenas da mulher/mãe (MORENO, 2018, p. 1188).

Como já havia escrito Carvalho (2000), no modelo tradicional, as famílias eram


vistas de outra forma, a tarefa da família era manter seus filhos na área doméstica, bonitos,
arrumados e preparados para irem para a escola para aprender o currículo escolar, e a da
escola era educar o aluno através do currículo.
Marcos (2014) nos apresenta “que apesar da idealização da família, no contexto
histórico que vivenciamos, as novas configurações familiares crescem em número e saem da
clandestinidade, nos desafiam a aceitá-las e respeitá-las como formas de ser e de se viver a
família”. Essa aceitação por parte da instituição “geralmente causa certo desconforto, pois
implica num desequilíbrio da ordem social, por representar a quebra de tradições, de valores
arraigados desde a modernidade” (MARCOS, 2014, p. 38).

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É nesse contexto que Saisi (2010) nos mostra que é essa “pluralidade de
organizações familiares que a instituição educacional vai interagir. Vindo a exigir “do
educador uma concepção de família flexível o suficiente para não a estigmatizar e, em
decorrência, à criança, quando a realidade não corresponde ao modelo tradicional que habita
seu imaginário” (SAISI, 2010, p. 70).
Nos tempos de hoje, a participação da família na escola é para reuniões de pais e
mestres, ajudar os filhos nas tarefas de casa e notas, e influenciar no desempenho do aluno,
por isso que a família ativa é importante no ambiente escolar. De acordo com Carvalho
(2000), quando os alunos começam a “dar trabalho” na escola os professores pedem a ajuda
dos pais ou até culpam eles pelo comportamento arredio do filho, isso atrapalha o raciocínio
da criança e a deixa mais vulnerável para não aprender.
Através do ponto de vista pedagógico nos meios políticos educacionais passaram a
recomendar e incentivar o entendimento a interlocução e as parcerias pais e escola. A família
está cada vez mais presente no espaço escolar, e a escola também expandiu o terreno das
interações com a instituição familiar (Nogueira, 1998).
Para Souza (2009), o ambiente familiar pode contribuir de forma positiva para o
desenvolvimento da criança. No início parecia um grande desafio, mas, com o tempo essa
nova modalidade de ensino foi integrando ao processo de desenvolvimento da criança na
escola de maneira positiva, a busca dos educadores para melhorar o desenvolvimento da
criança possibilitou a inserção da família nesse processo.
De acordo com Parolin (2003, p. 99), “tanto a família quanto a escola desejam a
mesma coisa: preparar as crianças para o mundo, no entanto, a família tem suas
particularidades que a diferenciam da escola, e as suas necessidades que a aproximam dessa
mesma instituição”.
A participação da família na escola proporciona à criança um desenvolvimento lúdico
que permite desenvolver, experimentar habilidades nunca vista por ela, cada criança irá
depender de sua influência no decorrer do processo, mas, já foi comprovado que a presença e
participação da família no desenvolvimento da criança na escola é de suma importância.
Para Wagner (2003), é comum que pais e mães dessa nova geração tendam a
considerarem-se melhores pais do que foram os seus. Fica a recordação da educação da
família de origem, porem grande parte dos acontecimentos passados, a nova geração de pais
não quer levar a diante com seus filhos, pois sempre á relatos de terem sofrido, mas condutas
socialmente indesejáveis na educação, métodos podem ter bons resultados se for aplicado de
forma correta.

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Nessa perspectiva, Gimeno (1999), traduz tal complexidade descrevendo tarefas
fundamentais e inerentes ao processo de educação dos filhos, ao dizer que:

(...) os pais têm que resolver suas contradições, clarear seus objetivos, escolher
estratégias eficazes e contextualizá-las, ajustar as suas expectativas á realidade de
seus filhos, atender as suas demandas sem ser incoerentes, assumir seus erros,
controlar as suas emoções, mudar as suas estratégias mantendo os seus objetivos, ou
ir modificando seus objetivos, valores e crenças (GIMENO, 1999, p. 203)

A educação dos filhos com o passar dos anos tem sofrido modificações, e muita das
vezes não são mudanças positivas, com o aumento principalmente da tecnologia acaba de
forma silenciosa trabalhando na mente dos filhos, é onde a família em si tem que estar de
forma segura monitorando o desenvolvimento principalmente da criança, procurando formas
positivas pra que essa ferramenta seja utilizada de forma segura.
É nesse sentido que a família tem a total liberdade de procurar, de ter o contato mais
amplo com o ambiente escolar, de ter mais dialogo e participação com os professores e
educadores, para que desenvolvam projetos e métodos que impulsione o interesse da criança,
nas atividades propostas pela escola.

uma ligação estreita e continuada entre os professores e os pais leva, pois a muitas
coisas do que a uma informação mútua: este intercambio acaba resultando em ajuda
recíproca e, frequentemente em aperfeiçoamento real dos métodos. Ao aproximar a
escola das preocupações profissionais dos pais, e ao proporcionar reciprocamente,
aos pais um interesse pelas coisas da escola chega-se até mesmo a uma divisão de
responsabilidades” (PIAGET 2007, p. 50).

A relação entre escola e família é presente compulsoriamente, de forma direta ou


indireta, tendo assim a necessidade da interação da sociedade em si, e isso exige cada vez
mais do sistema de ensino, para que possam criar projetos, programas e política que apoie
esse processo de desenvolvimento, mesmo em função de constantes mudanças que
vivenciamos, podemos lutar por uma educação melhor.
Segundo Oliveira (2011), espera-se da família o papel de educar os filhos
desenvolvendo assim comportamentos socialmente esperados. Tal preocupação pode ser
visualizada tanto nas propostas presentes na legislação educacional vigente, a exemplo da lei
de Diretrizes e Bases (LDB), n. 9.394/96. E com esses pontos que estão sendo discutidos que
conseguimos ter maior ênfase de como trabalhar a relação família/escola, procurando
estabelecer a participação ativa entre ambos.
Entretanto, no estudo das relações entre ambiente familiar e desempenho escolar, “é
preciso cautela para não adotar posições extremas, seja isentando a família de qualquer

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influência, seja atribuindo a ela toda a carga de responsabilidade pelo desempenho escolar do
aluno” (MARTURANO, 1998, p.73).
O clima emocional positivo também influencia no desempenho escolar das crianças,
porque de acordo com Martini (1995, apud Marturano, 1998), elas melhoram o desempenho
quando os adultos em casa são mais unidos, cooperativos e cordiais. E algo muito importante
é que do outro lado “as crenças e expectativas dos pais sobre as capacidades da criança
podem, quando desfavoráveis, diminuir a motivação para aprender, o que terá um efeito
negativo sobre o desempenho escolar” (MARTURANO, 1998, p. 80).
Com um papel fundamental no desenvolvimento da criança, a família tem a
responsabilidade de realizar as atividades que é proposta no âmbito escolar como, por
exemplo: a linguagem, sistemas de valores e controle da impulsividade. São características
que a criança muitas vezes acaba adotando pelo meio ambiente que vive grupos sociais que
frequenta, e de tal forma essas são características que a própria criança acaba adquirindo.
Sabemos que a criança tem a tendência natural de desenvolver suas potencialidades, é
onde nós pais, temos que entender e compreender esse processo, respeitando porem
orientando de uma forma positiva para que não haja conflito entre ambas, tendo assim a
possibilidade de ter um enriquecimento através das experiências que o ambiente proporciona.
Os aspectos citados são fundamentais para o desenvolvimento da criança, aonde vem
à comunicação e interação da família/escola para que possuam um resultado positivo do
processo de aprendizagem, através de comportamentos adaptativos.

4. PRCEDIMENTO METODOLÓGICO

Procuramos desenvolver a pesquisa em uma abordagem qualitativa de acordo com


Rey (1998), a pesquisa qualitativa apresenta-se a partir da obtenção de dados descritivos,
coletados diretamente com as situações estudadas, enfatizando as formas de manifestação, os
procedimentos e as interações cotidianas do fato investigado.
A presente pesquisa será de caráter bibliográfico e documental, de acordo com Gil
(2002) e Cervo, Bervian e Da Silva (2007), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base
em material já elaborado, procura explicar um problema a partir de referências teóricas
publicadas, constituído principalmente de livros, artigos científicos, dissertações e teses, e
busca conhecer e analisar as contribuições culturais ou científicas do passado sobre
determinado assunto, tema ou problema (CERVO, BERVIAN, DA SILVA 2007; GIL 2002).

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Na pesquisa documental, os dados são aqueles provenientes de primeira mão, ou seja,
vale-se de materiais que não receberam ainda um tratamento analítico, ou que ainda podem
ser reelaborados de acordo com os objetos da pesquisa (GIL 2002). Marconi e Lakatos (2001)
apresentam que a pesquisa documental engloba todos os materiais, ainda não elaborados,
escritos ou não, que podem servir como fonte de informação para a pesquisa científica,
podendo ser encontradas em arquivos públicos ou particulares, assim como em fontes
estatísticas compiladas por órgãos oficiais e particulares.
Para a coleta dos dados foram realizadas nas plataformas virtuais da Capes5 e na
Scielo6. Optamos por descritores voltados ao tema como “família e educação infantil”, sendo
usados nas buscas em conjunto ou só, tanto nas buscas simples como nas buscas avançadas.
Os critérios de inclusão para a realização da busca foram: texto completo, idioma português,
tipo de documento: artigo e período de publicação entre 2010 a 2020.
Os artigos encontrados através das pesquisas foram, na primeira etapa, filtrados pelos
critérios de inclusão. Após esse achado foram lidos os títulos dos artigos, excluindo aqueles
que não se relacionaram com o tema da pesquisa. Os artigos remanescentes foram lidos na
íntegras diversas vezes para que houvesse uma compreensão e se pudesse extrair o significado
dos achados que trazem, considerando a finalidade do estudo.
Ao tratar dos dados coletados fizemos aquilo que Ludke e André, (1986) nos apresenta
sendo, análise passa pela criatividade e pela capacidade do pesquisador, portanto “a análise é
um complemento da pesquisa qualitativa, seja complementando informações obtidas por
outras técnicas ou desenvolvendo de aspectos novos do tema ou problema (Ludke e André,
1986)”. Dessa forma, os dados foram organizados e separados em partes, “relacionando essas
partes e procurando identificar neles tais tendências e padrões relevantes" (LUDKE e
ANDRÉ, 1986, p. 45).

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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior é uma fundação vinculada ao Ministério da
Educação do Brasil que atua na expansão e consolidação da pós-graduação stricto sensu em todos os estados
brasileiros
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A Scientific Electronic Library Online - SciELO é uma biblioteca eletrônica que abrange uma coleção
selecionada de periódicos científicos brasileiros.

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5. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS E ANÁLISE DOS DADOS

A partir das buscas realizadas nas bibliotecas virtuais da Capes e da Scielo foram
encontrados para analise 12 artigos que estão relacionados diretamente com o tema da
pesquisa. O caminho de busca do material para análise se deu em dois momentos: o primeiro
momento foi realizado na plataforma da Scielo, em uma busca foram localizados 32 artigos,
que ao aplicar os critérios de inclusão e a leitura dos títulos e resumos foram selecionados 03
trabalhos voltados ao tema. O segundo momento se deu na plataforma da Capes, nela forma
encontrado 611 artigos, que aplicados os critérios de inclusão para a pesquisa, leitura dos
títulos e resumos foram selecionados para leitura na íntegra 09 trabalhos. Como é apresentado
no quadro a seguir:

Quadro 01: Quantitativo de artigos selecionados para análise.


Plataforma Scielo
Autor(es) Título Ano
Cinthia Magda Fernandes Ariosi eventos artístico-culturais e participação da família na 2013
escola de educação infantil
Isabel de Oliveira e Silva A creche e as famílias: o estabelecimento da confiança das mães 2014
na Instituição de Educação Infantil
Maria Aparecida Guedes Monção O compartilhamento da educação das crianças pequenas nas insti- 2015
tuições de educação infantil
Plataforma Capes
Neide Barbosa Saisi Educação Infantil e família: uma parceria necessária 2010
Anne Kelly Hetzel de Araujo Família e escola: uma participação interativa no contexto da 2011
Anastacio; educação infantil.
Jaqueline Pasuch
Marion Machado Cunha; A Educação Infantil e a Família 2013
Ana Paula Neia
Suélen Cristiane Marcos A relação família e instituições de educação infantil: implicações 2014
sobre o ensino de família para as crianças pequenas
Luciana Pereira de Lima A relação entre a Educação Infantil e as famílias do campo. 2015
Ana Paula Soares da Silva

Sirlene Alkamin Costa A interação entre escola e família: desenvolvimento das crianças 2015
na educação infantil.
Nancy Nonato de Lima Alves Educação da infância: o lugar da participação da família na 2016
instituição educativa
Gilmara Lupion Moreno A relação escola-família e a organização do trabalho pedagógico 2018
na educação infantil.
Osicleide Lima Bezerra Relação Família–Escola: experiência de uma extensão universitá- 2019
Ana Paula Taigy Amaral ria com famílias de baixa renda em escolas da rede pública do
município de Mamanguape/PB
Fonte: Quadro elaborado pelas autoras com dados coletados das plataformas Capes e Scielo
(2021).

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Ao buscarmos apoio na literatura especializada para compreender a importância da
família na educação infantil, Moreno (2018, p. 1188), nos mostra que “quando falamos de
educação infantil é consensual que a família e a escola desempenham papéis importantes na
educação da criança pequena”. Assim, a família tem papel fundamental na vivência escolar
dos alunos, a família e a escola são parceiros primordiais na relação e construção da
afetividade. Para Ribeiro (2016), a família por si só constrói vínculos no convívio diário
através de conversas que possam conduzir as crianças/adolescentes por caminhos que os
levem à socialização dos conhecimentos e às relações, interpessoais. Sendo que “o papel da
escola em unir o conhecimento e a vinculação com o meio deverá propiciar espaços
educativos convenientes para o melhor desenvolvimento da aprendizagem, onde os alunos
poderão levantar hipóteses, considerar, refletir e expor seus pensamentos e ideias” (RIBEIRO,
2016, p. 9).
Apesar de diversos autores defenderem a parceria família/escola, ainda encontramos
resistência por parte da equipe gestora das instituições de ensino, com relação a maior
participação da família nas decisões da escola. Como afirmado por Ribeiro (2016), muitos
profissionais não desejam sair de sua zona de conforto para proporcionar às famílias
momentos de visita, a não ser para falar sobre o bom ou mau desempenho das crianças.
É importante ressaltar que essa relação para dar certo depende de muitas entrelinhas,
pois, essa “relação entre a família e a escola ocorre numa tensa zona de fronteira e, na maioria
das vezes, é um diálogo de surdos” (MORENO, 2018, p. 1189), sendo que essas
desigualdades se explicam por se tratar de uma relação entre culturas institucionais distintas: a
escola é uma organização coletiva, e a família um foco dirigido a cada um de seus membros”
(MORENO, 2018, p. 1189) e que estas devam ser complementares, e que se enriqueçam e
favoreçam o processo de aprendizagem da criança (SAISI, 2010).
Dessa forma, Cunha e Neia (2013), apresenta que “não tem como padronizar as
relações da escola porque não existe um padrão de situação, mesmo porque entre a função da
escola e seus sujeitos há medições contraditórias que imprimem dimensões diferentes aos seus
sujeitos professores e sujeitos alunos e sujeitos família” (CUNHA e NEIA, 2013, p. 47).
Ao se tratar da educação escolar de crianças muito pequenas Monção (2015), nos
apresenta que as questões relacionadas à sua segurança e integridade física são temáticas que
sempre trazem as questões contraditórias, para a autora, essa temática deve ser analisada por
parte de todos que trabalham nas unidades e também dos gestores das políticas públicas, pois,
caso não haja essa análise e esse debate vem a reforçar “uma prática de cerceamento das
ações das crianças como forma de evitar acidentes e a culpabilização do professor”. Uma vez

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que essa situação “gera, em muitas unidades de educação infantil, um ambiente povoado pelo
medo de que alguma coisa grave aconteça à criança e que a família processe o educador”
(MONÇÃO, 2015, p. 663).
Na busca pela harmonização Moreno (2018), nos apresenta que para superar as
dificuldades entre escola e família,
as instituições de educação infantil poderão compartilhar a ação educativa por meio
de ações que permitam aos professores: conhecer a criança; estabelecer critérios
educativos comuns; oferecer aos pais exemplos de intervenção e de relação com as
crianças; e ajudá-los a conhecer a função educativa da escola, além de captar seus
interesses, anseios, críticas e valores. (MORENO, 2018, p. 1192)

Nas palavras de Saisi (2010), a instituição de educação infantil para os pais “não é
apenas o lugar onde a criança permanece segura enquanto a mãe trabalha”. Essa concepção
de “uma instituição de educação infantil que educa a criança aparece claramente e, implícito
nessa concepção, está o caráter propedêutico, atribuído a essa instituição por alguns pais”
(SAISI, 2010, p. 75). A autora continua a mencionar que “se de um lado há uma valorização
da educação infantil, por outro essa valorização ocorre não em função de um valor próprio,
mas enquanto recurso para o “desempenho da criança no futuro escolar” (SAISI, 2010, p. 75).
Dessa forma, quando os pais não definem de modo preciso as ações que a escola
desenvolve, surgem expectativas difusas, mas que deixam entrever uma concepção positiva da
escola, uma vez que dela espera-se “tudo de bom”; “o melhor possível” (SAISI, 2010, p. 76).
Ao encontro dessa assertiva, Moreno (2018) afirma que se a instituição de educação infantil
não conceber as famílias como parceiras, poderá desencadear uma verdadeira luta para
determinar qual das duas – a escola ou a família – está sendo mais competente na educação da
criança (MORENO, 2018, p. 1193).
De acordo com Saisi (2010), os momentos que podem haver a interação eficaz entre
a escola-família- professores são: as festas e passeios, pois essas são ações valorizadas pelos
pais, como favorecedoras para o atendimento de suas expectativas. Uma vez que esses
eventos saem da rotina de que são chamados apenas para resolução de problemas, onde a
instituição escola exerce um poder superior sobre as demais, dessa forma pode-se considerar
esse ponto de contato satisfatório entre família e instituição de educação infantil. (SAISI,
2010, p. 76).
Dessa forma, concordamos com Moreno (2018), quando afirma que “o trabalho com
a criança pequena só será viável se houver uma estreita relação entre a escola e a família”, e
que esta relação “precisa ser pensada pelos profissionais da educação como uma função da
escola, que, por sua vez, precisa ser planejada, realizada e avaliada continuamente, com o

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objetivo de garantir o desenvolvimento cognitivo e o bem estar físico, emocional, e social da
criança” (MORENO, 2018, p. 1193). Uma vez que, devemos tomar ciência de que somos
responsáveis, e que temos muito a contribuir para que a qualidade da educação, a qual
segundo Freire (1996), devemos exercer a nossa função com muita clareza, além de
conhecermos as diferentes dimensões que caracterizam a essência da prática pedagógica, o
que pode nos tornar mais seguro no nosso próprio desempenho.
É primordial que família/escola determinem metas que sejam realizadas ao mesmo
tempo, que possam oferecer aos alunos meios para que tenham segurança na aprendizagem,
para que se tornem cidadãos capazes de enfrentar as dificuldades que possam surgir em
agremiações, associações ou qualquer outro grupo que participem. Família/escola, quando
entrarem em harmonia serão engrenagens fundamentais para o desenvolvimento da
criança/adolescente, tornando-se suportes indispensáveis no rendimento escolar (RIBEIRO,
2016, p, 8).

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6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presente pesquisa teve como principal objetivo a compreensão da importância da


família na Educação infantil na literatura especializada, assim concluímos que ambas as
instituições desempenham funções importantes na vida das crianças que participam da
Educação infantil. Para que a Família e Escola andem lado a lado nessa missão da educação
escolar das crianças.
Nos diversos formatos das famílias existentes na atualidade, podemos inferir que a
convivência familiar está cada dia mais distante do que é para ser, uma vez que muitos pais
precisam decidir se trabalham ou ficam com os filhos, ou por uma necessidade financeira
optam por trabalhar e não ter convivência com os filhos suficiente com os filhos para fazer
essa intermediação no processo educacional de suas crianças.
Vale ressaltar que a Escola é composta pelo quadro de profissionais que fazem seu
funcionamento, e mais que importante é esses profissionais conhecerem a realidade de cada
família das crianças para que não cometa a injustiça de homogeneizar todas as famílias,
assim, o respeito as diversidades existentes podem fluir e manter uma harmonia no tocante a
relação das instituições.
Dessa forma, concordamos com o que está posto na Base Nacional Comum
Curricular que “as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças, a prática do diálogo e o
compartilhamento de responsabilidades entre a instituição de Educação Infantil e a família são
essenciais” (BRASIL, 2017), além de promover o conhecimento e o trabalho das culturas
plurais, dialogando com a riqueza/diversidade cultural das famílias e da comunidade
(BRASIL, 2017). Entendemos que esta pesquisa não termina aqui, e que muito se tem a
ganhar se olharmos a diante de forma a levantar novos diálogos no intuito de encurtar as
relações entre a escola de Educação Infantil e a família, perguntas ainda estão por serem
respondidas.

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6. REFERÊNCIAS

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