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Curso de Educação e Formação de

Adultos
Portaria n.º80/2008, de 27 de junho,
alterado pela Retificação, de 13 de
agosto de 2008, e pela Portaria
n.º74/2011, de 30 de junho
Área de competência-chave: Cidadania e Profissionalidade Núcleo Gerador 1: Direitos e Deveres
DR1 – Direitos e Deveres Laborais
Formando(a):

DIREITOS, DEVERES E GARANTIAS

Constituição da República Portuguesa

Direitos dos trabalhadores – estão consagrados nos artigos 54º, 55º,57º, 59º da Constituição da
República Portuguesa

Exemplos:
 O direito à retribuição;
 O direito à prestação de trabalho em condições de higiene e segurança;
 O direito à greve;
 O direito ao repouso, descanso semanal e férias periódicas pagas;
 O direito a assistência material em caso de desemprego;
 A igualdade de oportunidades na escolha da profissão ou género de trabalho;
 O direito ao trabalho;
 O direito à liberdade sindical.

Código do Trabalho

Deveres dos trabalhadores – estão indicados no artigo 121º Código do Trabalho

Exemplos:
 Respeitar a entidade patronal, bem assim como os seus colegas de trabalho;
 Ser assíduo;
 Ser pontual;
 Desempenhar as suas funções com empenho;
 Cumprir ordens e instruções do empregador, salvo se forem contrárias aos seus direitos;
 Conservar e utilizar correctamente os materiais de trabalho fornecidos pelo empregador;
 Cumprir as regras de segurança, higiene e saúde.

Garantias dos trabalhadores – estão previstas no Artigo 122º Código do Trabalho

Exemplos:
 Proibição da entidade patronal em diminuir a retribuição, salvo nos casos legalmente
previstos;
 Baixar a categoria do trabalhador.

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Deveres do empregador – estão indicados no Artigo 120º Código do Trabalho

Exemplo:
 Pagar ao trabalhador a retribuição adequada;
 Tratá-lo com respeito;
 Proporcionar boas condições de trabalho;
 Proporcionar formação profissional ao trabalhador;
 Adoptar medidas de segurança, higiene e saúde no trabalho.

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1.Completa o texto com base nas palavras-chave seguintes:

normas
trabalho direitos obrigações
patronal
Estado

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2.Classifica as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F).

3. Indica quais os direitos individuais e coletivos.

Ficha de exploração do Código do Trabalho (pode fazer a par)

(O formando deve consultar todas as fichas informativas sobre o Código de Trabalho e o respetivo
Código de Trabalho em PDF, no Teams).

O Código do Trabalho

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O Código do Trabalho está decretado na Lei n.º 7/2009
Art.11º: Contrato de trabalho é aquele pelo qual uma pessoa singular se obriga, mediante
retribuição, a prestar a sua atividade a outra ou outras pessoas, no âmbito de organização e sob a
autoridade destas.

Art. 90º: Organização do tempo de trabalho de trabalhador-estudante.


Sempre que não seja possível adaptar o horário de trabalho à frequências das aulas, o trabalhador-
estudante tem direito a dispensa de trabalho.
A dispensa de trabalho para frequência das aulas pode ser:

3 horas semanais para período = ou > a 20h e 4 horas semanais para período = ou > 30h e <
< a 30h a 34h
5 horas semanais para período = ou > a 34h e
< a 38h 6 horas semanais para período = ou > a 38h

Art. 106º: Dever de informação.


O empregador deve prestar ao trabalhador, entre outras, as seguintes informações:
a) A respetiva identificação, nomeadamente, sendo sociedade, a existência de uma relação de
coligação societária, de participações recíprocas, de domínio ou de grupo, bem como a sede ou
domicílio;
b) O local de trabalho ou, não havendo um fixo ou predominante, a indicação de que o trabalho é
prestado em várias localizações;
c) A categoria do trabalhador ou a descrição sumária das funções correspondentes;
d) A data de celebração do contrato e a do início dos seus efeitos;
e) A duração previsível do contrato, se este for celebrado a termo;
f) A duração das férias ou o critério para a sua determinação;

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g) Os prazos de aviso prévio a observar pelo empregador e pelo trabalhador para a cessação do
contrato, ou o critério para a sua determinação;
h) O valor e a periodicidade da retribuição;
i) O período normal de trabalho diário e semanal, especificando os casos em que é definido em
termos médios;
j) O número da apólice de seguro de acidentes de trabalho e a identificação da entidade seguradora;
l) O instrumento de regulamentação coletiva de trabalho aplicável, se houver.
m) A identificação do fundo de compensação do trabalho ou de mecanismo equivalente, bem como
do fundo de garantia de compensação do trabalho, previstos em legislação específica.

Art. 127º: Deveres do empregador.


São deveres do empregador:
a) Respeitar e tratar o trabalhador com urbanidade e probidade, afastando quaisquer atos que possam
afetar a dignidade do trabalhador, que sejam discriminatórios, lesivos, intimidatórios, hostis ou
humilhantes para o trabalhador, nomeadamente assédio;
b) Pagar pontualmente a retribuição, que deve ser justa e adequada ao trabalho;
c) Proporcionar boas condições de trabalho, do ponto de vista físico e moral;
d) Contribuir para a elevação da produtividade e empregabilidade do trabalhador, nomeadamente
proporcionando-lhe formação profissional adequada a desenvolver a sua qualificação;
e) Respeitar a autonomia técnica do trabalhador que exerça atividade cuja regulamentação ou
deontologia profissional a exija;
f) Possibilitar o exercício de cargos em estruturas representativas dos trabalhadores;
g) Prevenir riscos e doenças profissionais, tendo em conta a proteção da segurança e saúde do
trabalhador, devendo indemnizá-lo dos prejuízos resultantes de acidentes de trabalho;
h) Adotar, no que se refere a segurança e saúde no trabalho, as medidas que decorram de lei ou
instrumento de regulamentação coletiva de trabalho;
i) Fornecer ao trabalhador a informação e a formação adequadas à prevenção de riscos de acidente
ou doença;
j) Manter atualizado, em cada estabelecimento, o registo dos trabalhadores com indicação de nome,
datas de nascimento e admissão, modalidade de contrato, categoria, promoções, retribuições, datas
de início e termo das férias e faltas que impliquem perda da retribuição ou diminuição de dias de

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férias.
k) Adotar códigos de boa conduta para a prevenção e combate ao assédio no trabalho, sempre que a
empresa tenha sete ou mais trabalhadores;
l) Instaurar procedimento disciplinar sempre que tiver conhecimento de alegadas situações de
assédio no trabalho.

Art. 128º: Deveres do trabalhador.


São deveres do trabalhador:
a) Respeitar e tratar o empregador, os superiores hierárquicos, os companheiros de trabalho e as
pessoas que se relacionem com a empresa, com urbanidade e probidade;
b) Comparecer ao serviço com assiduidade e pontualidade;
c) Realizar o trabalho com zelo e diligência;
d) Participar de modo diligente em ações de formação profissional que lhe sejam
proporcionadas pelo empregador;
e) Cumprir as ordens e instruções do empregador respeitantes a execução ou disciplina do
trabalho, bem como a segurança e saúde no trabalho, que não sejam contrárias aos seus
direitos ou garantias;
f) Guardar lealdade ao empregador, nomeadamente não negociando por conta própria ou
alheia em concorrência com ele, nem divulgando informações referentes à sua organização,
métodos de produção ou negócios;
g) Velar pela conservação e boa utilização de bens relacionados com o trabalho que lhe
forem confiados pelo empregador;
h) Promover ou executar os atos tendentes à melhoria da produtividade da empresa;
i) Cooperar para a melhoria da segurança e saúde no trabalho, nomeadamente por intermédio
dos representantes dos trabalhadores eleitos para esse fim;
j) Cumprir as prescrições sobre segurança e saúde no trabalho que decorram de lei ou
instrumento de regulamentação coletiva de trabalho.

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2 - O dever de obediência respeita tanto a ordens ou instruções do empregador como de superior
hierárquico do trabalhador, dentro dos poderes que por aquele lhe forem atribuídos.

Art. 203º: Limitação da duração do trabalho.


1 – O período normal de trabalho não pode exceder oito horas por dia e quarenta horas por
semana.

Art. 208º: Banco de horas.


2 – O período normal de trabalho pode ser aumentado até quatro horas diárias e pode atingir
sessenta horas semanais, tendo o acréscimo por limite duzentas horas por ano.

Art. 232º: Descanso Semanal.


1 – O trabalhador tem direito a, pelo menos, um dia de descanso por semana.

Art. 238º: Duração do período de férias.


1 – O período anual de férias tem a duração mínima de vinte e dois dias úteis.
3 – A duração do período de férias é aumentada (até 3 dias) no caso de o trabalhador não ter
faltado ou ter apenas faltas justificadas no ano a que as férias se reportam.

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Art. 249º: Tipos de faltas.
São consideradas faltas justificadas:
a) As dadas, durante 15 dias seguidos, por altura do casamento;
b) A motivada por falecimento de cônjuge, parente ou afim, nos termos do artigo 251.º;
c) A motivada pela prestação de prova em estabelecimento de ensino, nos termos do artigo 91.º;
d) A motivada por impossibilidade de prestar trabalho devido a facto não imputável ao trabalhador,
nomeadamente observância de prescrição médica no seguimento de recurso a técnica de procriação
medicamente assistida, doença, acidente ou cumprimento de obrigação legal;
e) A motivada pela prestação de assistência inadiável e imprescindível a filho, a neto ou a membro
do agregado familiar de trabalhador, nos termos dos artigos 49.º, 50.º ou 252.º, respetivamente;
f) A motivada pelo acompanhamento de grávida que se desloque a unidade hospitalar localizada fora
da ilha de residência para realização de parto.
g) A motivada por deslocação a estabelecimento de ensino de responsável pela educação de menor
por motivo da situação educativa deste, pelo tempo estritamente necessário, até quatro horas por
trimestre, por cada um;
h) A de trabalhador eleito para estrutura de representação coletiva dos trabalhadores, nos termos do
artigo 409.º;
i) A de candidato a cargo público, nos termos da correspondente lei eleitoral;
j) A autorizada ou aprovada pelo empregador;
k) A que por lei seja como tal considerada.

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Art. 252º: Falta para assistência a membro do agregado familiar.
1 – O trabalhador tem direito a faltar ao trabalho até quinze dias por ano para prestar assistência
inadiável e imprescindível, em caso de doença ou acidente, a cônjuge ou pessoa que viva em união
de facto ou economia comum com o trabalhador, parente ou afim na linha reta ascendente ou no
2.º grau da linha colateral.
2 – Ao período de ausência previsto no número anterior acrescem quinze dias por ano, no caso de
prestação de assistência inadiável e imprescindível a pessoa com deficiência ou doença crónica, que
seja cônjuge ou viva em união de facto com o trabalhador.

Art. 256º: Efeitos de falta injustificada.


1 – A falta injustificada constitui violação do dever de assiduidade e determina a perda da
retribuição correspondente ao período de ausência, que não é contado na antiguidade do
trabalhador.

Art. 266º: Pagamento do trabalho noturno.


1 – O trabalho noturno é pago com acréscimo de 25% relativamente ao pagamento de trabalho
equivalente prestado durante o dia.

Art. 309º: Retribuição durante o encerramento ou a diminuição de atividade.


1 – Em caso de encerramento temporário ou diminuição temporária de atividade de empresa ou
estabelecimento que não respeite a situação de crise empresarial, o trabalhador tem direito a:

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a) Sendo devido a caso fortuito ou de força maior, 75% da retribuição;
b) Sendo devido a facto imputável ao empregador ou por motivo de interesse deste, a totalidade da
retribuição.

Art. 340º: Modalidades de cessação do contrato de trabalho.


a) Caducidade b) Revogação
c) Despedimento por facto imputável ao d) Despedimento coletivo
trabalhador;
e) Despedimento por extinção de posto de f) Despedimento por inadaptação
trabalho;
g) Resolução pelo trabalhador; h) Denúncia pelo trabalhador.

Art. 351º: Noção de justa causa de despedimento.


2 – Constituem, nomeadamente, justa causa de despedimento os seguintes comportamentos do
trabalhador:
Ex. a) Desobediência ilegítima às ordens dadas por responsáveis hierarquicamente superiores;
b) Violação de direitos e garantias de trabalhadores da empresa;
c) Provocação repetida de conflitos com trabalhadores da empresa;
d) Desinteresse repetido pelo cumprimento, com a diligência devida, de obrigações inerentes ao
exercício do cargo ou posto de trabalho a que está afeto;
e) Lesão de interesses patrimoniais sérios da empresa;
f) Falsas declarações relativas à justificação de faltas;
g) Faltas não justificadas ao trabalho que determinem diretamente prejuízos ou riscos graves para a
empresa, ou cujo número atinja, em cada ano civil, cinco seguidas ou 10 interpoladas,
independentemente de prejuízo ou risco;
h) Falta culposa de observância de regras de segurança e saúde no trabalho;
i) Prática, no âmbito da empresa, de violências físicas, injúrias ou outras ofensas punidas por lei
sobre trabalhador da empresa, elemento dos corpos sociais ou empregador individual não pertencente
a estes, seus delegados ou representantes;
j) Sequestro ou em geral crime contra a liberdade das pessoas referidas na alínea anterior;
l) Incumprimento ou oposição ao cumprimento de decisão judicial ou administrativa;
m) Reduções anormais de produtividade.

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1.Comente, à sua escolha, duas das seguintes situações descritas, tendo em conta os direitos
laborais e/ou constitucionais:

1 – O empregador recusa-se a contratar três pessoas; uma porque é testemunha de Jeová, outra
porque é mulher em idade de procriar e outra porque é de raça negra.

R: O empregador viola o artigo 22ª (Direito à igualdade no acesso ao emprego e no trabalho) ponto
1 e o 23ª (Proibição de discriminação) ponto 1 do código do trabalho

2 – Um sindicalista e três trabalhadores que fizeram greve e protestaram contra as condições de


trabalho foram despedidos.

R: O empregador ao despedir os trabalhadores/sindicalista viola o artigo 603ª (Proibição de


discriminações devidas à greve).

3 – A empresa têxtil “A. C. Miranda” introduziu no seu Regulamento Interno uma norma que
estipula que os trabalhadores apenas podem ir ao WC três vezes durante a jornada de trabalho e
durante um período máximo de 15 minutos.

4 – O Manuel e a Maria trabalham na mesma empresa, com o mesmo horário de trabalho, a


mesma categoria profissional, a mesma antiguidade e desempenhando a mesma função, mas, a
Maria, pelo facto de ser mulher, tem um ordenado inferior em 120 Euros ao do Manuel.

5 – Um empregador interessado em contratar algumas trabalhadoras para a sua empresa exigiu


às candidatas ao emprego que realizassem testes de gravidez.
6 – Um empregador contratou, para prestar trabalho na sua empresa, um menor com 15 anos.

7– O senhor António, quando soube que o seu empregado lhe havia furtado 200 Euros, despediu-
o de imediato e sem qualquer indemnização.

8 – O Diretor de Recursos Humanos da empresa “Somag” proibiu que os trabalhadores da


empresa se sindicalizassem e que constituíssem comissões de trabalhadores.

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2. Revele um episódio profissional em que teve de recorrer à legislação em vigor (código de
trabalho) para resolver algum problema/conflito. Para a elaboração da sua resposta, deve seguir os
seguintes parâmetros:

. Causa do problema/conflito no seu local de trabalho;


. Medidas que adotou para resolver o problema (com base no código do trabalho em vigor);
. Se o problema /conflito profissional ficou ou não resolvido;

No meu caso, houve um dia em que o meu superior hierárquico da empresa onde trabalho decidiu
alterar a minha função ao que fui contratado e estipulado no meu contrato de trabalho. Então
procurei informar-me sobre a lei quanto as alterações de função e consegui saber que o artigo 118ª
do código de trabalho protegia a minha situação e ficava assim salvaguardado para não mudar de
função a que fui contratado. Informei o meu superior hierárquico sobre a lei e por consequente foi
anulada a decisão de mudar-me de função.

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