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No capítulo 5 vimos: Justificados pela fé temos paz com Deus.

Nós éramos inimigos de Deus por causa dos nossos pecados, mas
agora, por meio de Cristo nós fomos justificados, declarados
justos, aceitos por Deus, mediante a fé em Cristo.
Uma comparação entre Adão e Cristo. Assim como por um só
homem entrou o pecado no mundo e assim reinou a morte...
assim também por um só homem, a saber, Jesus Cristo, a
abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida.
Ambos são cabeça de raça. São representantes. Estão na entrada
de dois mundos diferentes. E no fim, o que vai contar é a quem
nós estamos ligados. Se permanecemos ligados a Adão, então
receberemos a herança de Adão: pecado, corrupção, morte e
condenação. Mas se estamos ligados a Cristo receberemos a
herança dEle: justificação, perdão, reconciliação com Deus e vida
eterna.
INTRODUÇÃO
1) Paulo terminou o capítulo 5 dizendo que “onde o pecado
abundou, superabundou a graça”
2) Essa declaração dele poderia ser mal interpretada por alguns
que buscassem liberdade para viver uma vida de pecado
3) Paulo aqui antecipa algumas dessas conclusões erradas, na
forma de duas perguntas as quais ele mesmo responde
Pra quem não lembra, no cap 5, Paulo fez essa comparação entre
Adão e Cristo para mostrar que da mesma forma que apenas por
um só homem, o pecado adentrou no mundo, por um só homem
também a graça e a justiça vieram a ser reveladas, com o
propósito de que assim como o pecado reinou para a morte
assim também a graça reinasse pela justiça que conduz à vida
eterna. Então Paulo joga a lei na história mais uma vez. Porque
pela lei, o pecado foi revelado, a lei veio para que aumentasse a
ofensa. MAS, onde aumentou o pecado, aumentou ainda mais a
graça.
I – PECAREMOS PARA QUE A GRAÇA SEJA MAIS ABUNDANTE?
6.1-14
1) A pergunta e sua resposta negativa, 6.1-2
a. De modo nenhum
b. Já morremos para o pecado
O que Paulo diz com isso se torna claro à medida que ele
desenvolve o conceito no restante do capítulo. E não mais
sirvamos o pecado como escravos (6,17,18,22); o pecado já não
terá domínio sobre nós. (14a)
“morrer para o pecado” é a nossa realidade. E isso não significa
ser insensível à sua tentação, pois Paulo deixa claro que o
pecado continua sendo atraente para os cristãos e deve ser
combatido a cada dia. Morrer para o pecado significa ser
libertado da tirania absoluta do pecado, do estado em que o
pecado exerce domínio incontestável, do estado em que todos
vivíamos antes da conversão. Mas morremos para o pecado e em
consequência dessa morte, não podemos continuar a viver nele.
Pois o ato constante de pecar revela a tirania do pecado, uma
tirania da qual o cristão já foi libertado. Se há evidências dessa
tirania, há evidências graves de que ainda estamos vivos para o
pecado e mortos para Deus. O justificado pela fé NÃO PODE viver
pecando, porque é incoerente com seu novo estado diante de
Deus.
2) A base para a afirmação de que já morremos para o pecado,
6.3-5 - DOUTRINA DA UNIÃO DO CRENTE COM CRISTO -
LIBERTAÇÃO DO DOMÍNIO DO PECADO
a. Estávamos unidos a Cristo na sua morte e na sua ressurreição
(qdo Cristo foi morto nós morremos com Ele, qdo ele foi
sepultado nós fomos sepultados com ele, quando ele ressurgiu,
nós ressurgimos com ele) tudo isso pq
b. Ele era o nosso representante, conforme vimos no cap. 5
(quando ele diz que da mesma forma que Adão é o cabeça da
humanidade, Cristo é o cabeça do seu povo eleito. E da mesma
forma como estávamos unidos em Adão e as consequências do
que adão fez chegam até nós, igualmente estamos unidos a
Cristo, ele é nosso representante, e, portanto, os efeitos da sua
morte, sepultamento e ressurreição chegam a nós)
c. O que aconteceu com ele aconteceu conosco (porque nos foi
imputado)
d. Aconteceu a 2 mil anos – é um ato de Deus, não experiência
(Deus nos incluiu em Cristo quando nós nem nascidos éramos
ainda, portanto não se trata de experiência, embora isso produza
experiencia, mas isso é um ato de Deus, ele incluiu os seus
eleitos na morte e na ressurreição de Cristo Jesus)
e. O batismo é a expressão pública dessa verdade (o batismo é o
símbolo dessa união com Cristo na morte e na sua ressurreição.
Não salva, nem liberta do pecado, mas expressa o que Deus fez
por nós, quando nos incluiu na morte e ressurreição de seu Filho)
Os versos 3-5 revelam o meio pelo qual “morremos para o
pecado”. PELA UNIÃO COM JESUS CRISTO EM SUA MORTE. O
objetivo da nossa união com Cristo em termos práticos é, que
andemos em novidade de vida, vida nova em comparação à que
antes tínhamos.
E a nossa união com Cristo não é apenas na morte, mas também
na ressurreição. A implicação é dupla. Unidos com Cristo na sua
morte significa que morremos para o pecado, portanto não
podemos então viver para o pecado. Mas também significa que
estamos unidos com Ele na ressurreição, ou seja, agora, vivemos
uma vida nova, vivemos em novidade de vida.
Aqui temos verdades preciosas que precisam ser analisadas. O
justificado pela fé não pode viver pecando pois está morto para
o pecado. Quando essa morte aconteceu? Resposta v 3,4 e 5.
Quando Cristo morreu e também quando ressuscitou, o batismo
é símbolo disso. Qual o alvo, o propósito de Deus em nos incluir
na morte e na ressurreição de Cristo? Já vimos no capítulo 5, a
justificação, e agora Paulo apresenta outro, que nós andemos
em novidade de vida. É por isso que justificação cap 5,
santificação cap 6, andam juntos. Quem tem um, tem que ter o
outro, pois procedem da mesma fonte. Assim, a união com Cristo
é a base da justificação e da santificação. É por isso que pra
Paulo é inconcebível que um crente viva pecando. Quem foi
justificado pela fé não pode viver na prática do pecado. (NÃO
QUER DIZER QUE ELE NÃO VÁ PECAR, HÁ UMA DIFERENÇA.
AQUELE QUE FOI JUSTIFICADO PELA FÉ NÃO PODE SER
CONHECIDO COMO ALGUÉM QUE VIVE CONSTANTEMENTE NA
PRÁTICA DE ALGUM PECADO).
3) De que maneira nos apropriamos do poder da união com
Cristo, para vencermos o domínio do pecado em nós? Como
viver isso?
Três atitudes que o crente precisa para experimentar na prática a
libertação do domínio do pecado.
a. Sabendo, 6.6-10
b. Considerando-nos, 6.11-12
c. Oferecendo-nos, 6.13
Os efeitos daquilo que Deus fez em Cristo, há 2mil anos atrás,
são experimentados por nós aqui a medida que nós sabemos
disso, nos consideramos pela fé e nos oferecemos a Deus para
servi-lo como livres e como pessoas libertadas já do pecado.
Saber: ênfase (vcs ignoram, vcs não sabem) porque parece ser
possível alguém ser crente em Jesus Cristo e não ter
conhecimento de todos os benefícios e das implicações que isso
acarreta visto que a vida cristã é um crescendo. Uma pessoa
quando se converte ela não sabe de tudo sobre o evangelho e a
riqueza do evangelho. Por isso Paulo pergunta “será que vcs
ignoram esse ponto central da nossa união com Cristo na sua
morte e ressurreição” e no v6 ele volta a esse tema. (até o 10)
O conhecimento dessas coisas vai ser a base para a experiência.
É possível nós sermos crentes e ainda não vivermos a plenitude
do evangelho, a plenitude da graça de Deus, por isso temos que
saber. Do que? Que foi crucificado com ele o nosso velho
homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não
sirvamos o pecado como escravos. Precisamos tomar
conhecimento de que a nossa natureza corrompida foi
crucificada com Cristo na cruz. Ele levou o nosso velho homem, e
o propósito foi para que o corpo do pecado seja destruído. O
poder de nossa natureza pecaminosa fosse destruído e como
resultado não sirvamos o pecado como escravos.
Considerar-nos: uma coisa é saber, outra coisa é considerar. Se
considerar é se apropriar pela fé disso que Deus está dizendo
que aconteceu. Eu creio em Deus, e eu “tomo posse” dessa
verdade, da minha união com Cristo na sua morte e ressurreição.
E, portanto, eu me considero, eu me comporto, eu vivo aqui
como uma pessoa que está morta para o pecado e viva para
Deus. Com base nisso, eu tenho forças para obedecer ao verso
12. Portanto considere-se aquilo que Deus diz que você é. Não
ouça as reinvindicações do pecado, porque você está morto para
ele. Agora você tem poder, de Deus mediante o ES que aplica
essas coisas na sua vida para dizer NÃO ao pecado.
Oferecer-se: eu não preciso mais me oferecer ao pecado como
instrumento de iniquidade, ou seja, para que o pecado use os
meus membros como instrumento para fazer o mal. Eu já morri
para o pecado, já não sou escravo dele. MAS oferecei-vos a
DEUS, uma vez que eu fui liberto do domínio do pecado eu não
tenho mais que me oferecer a ele, disponibilizar minha mente,
meu coração, meus pensamentos ou meu corpo p serem
instrumentos do pecado. Mas agora posso me oferecer
livremente a Deus para que ele use meu coração, minha mente,
meu corpo como veículos da sua paz, da verdade e do
evangelho.
4) A promessa de vitória: 6.14
Paulo não está falando e perfeccionismo, mas de uma vida onde
o pecado não é necessário, onde o pecado não nos domina. Uma
vida onde o pecado é acidente. Cristãos não podem viver na
prática do pecado porque contraria tudo isso o que Deus fez por
nós. Ele nos incluiu na morte de Cristo, ele nos incluiu na sua
ressurreição. Eu sei disso, eu me considero assim e por isso eu
me ofereço a Deus. Se eu seguir esses passos eu experimentarei
vitória constante diária sobre o pecado. Para isso é preciso
exercitar disciplina diária sobre essas verdades. Todo dia você se
lembra, sabendo da verdade de Deus a seu favor, vc se considera
pela fé e age usando o seu querer que já esta santificado e
vivificado em Cristo para se oferecer a Deus e assim viver uma
vida de vitória sobre o pecado. O pecado não terá mais domínio
sobre vc. Que promessa maravilhosa. Podemos viver uma vida de
santidade, uma vida de pureza aqui nesse mundo. Graças não a
nosso mérito, nossa força , porque nós não temos condição. Mas
à nossa união com Cristo de onde tiramos força para todo dia
dizermos NÃO para o pecado e sim para Deus e para viver uma
vida de santidade na presença dEle.

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