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ESTEVA

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guardado em 25/09/2008

Esteva
8 géneros e 160 espécies

A esteva é facilmente hibridada, existindo cerca de 8 géneros e 160 espécies. Esta é também
conhecida por xara e dispensa grandes descrições. Tem caules e folhas muito pegajosas que se
agarram à roupa e à pele.

Esta característica pegajosa deve-se à alta concentração de um constituinte resinoso chamado


lábdano ou ládano. Esta resina serve também para a planta se defender dos climas agrestes e
secos onde se instala.

As suas flores são muito vistosas, de 7 a 10 cm, de pedúnculos curtos, brancas (variedade
ladanifer) ou com uma mancha escura na base de cada uma das cinco pétalas (variedade
maculatus), sépalas caducas; fruto, cápsula tomentosa com 7 a 10 lóculos.

Exitem ainda flores de cor rosa, púrpura (Cistus crispus L.), também conhecida por roselha, o
estevão ou lada (Cistus populifolus L.), que está presente em muitas serras e matagais do País e
apresenta grandes flores rosadas.

Todas as espécies afins são produtoras de lábdano. As flores individuais duram apenas um dia,
existindo no entanto uma grande sucessão e são muito atraentes para as abelhas e outros insectos
polinizadores.

É boa contra picadas de insectos


mas não só. Saiba mais

As propriedades medicinais da esteva não estão ainda muito investigadas mas sabe-se que é anti-
séptico, anti-bacteriano e anti-viral, sendo utilizada externamente para lavar e desinfectar feridas,
aliviar picadas de insectos.

Nas utilizações populares, é usada contra a queda do cabelo. O óleo essencial extraído de toda a
plantas é utilizado em aromoterapia para combater o stress ou diluído num óleo base para
massajar a pele contra as rugas, agindo como regenerador dos tecidos.
O seu óleo também é utilizado para combater doenças de pele e para prevenir alguns distúrbios
linfáticos. Acredita-se ainda que tem propriedades sedativas É também utilizada na tinturaria para
obter um tom verde-acastanhado.

No jardim

As estevas são muito apreciadas em jardins como planta ornamental devido não só à sua beleza e
aroma mas também à sua robustez e capacidade de sobrevivência em solos pobres e sem rega.

No entanto, esta planta não reage bem ao corte dos seus ramos, sobretudo as plantas mais velhas
que poderão morrer. A mais jovens, contudo, resistem muito bem a uma espécie de ceifa e
rebentam no ano seguinte ou no outro com mais vigor.

Este é, aliás, o método que se utiliza para colher a plantar para a extracção dos óleos essenciais
que é feita por destilação a vapor e existem já no nosso país alguns produtores de esteva para a
extracção do óleo essencial muito apreciado na perfumaria como fixante de aromas.

Doce aroma

O perfume doce a madeira e terra da esteva (Cistus ladanifer) transporta-me sempre para
paisagens mediterrânicas, para Sul, onde esta magnífica planta resiste ao calor do Verão e
impregna o ar quente com o seu doce aroma.

O nome de Cistus vem do Grego e significa cesto, devido ao facto dos seus frutos serem cápsulas
globosas com 7 a 10 compartimentos. É quase impensável imaginar a paisagem mediterrânica sem
esteva.

De facto, cresce em matas densas de centro a Sul do país. Mas também nas zonas quentes do
interior das Beiras, Douro e Trás-os-Montes, em solos ácidos não calcários, de xisto, granito e
quartzo. É um arbusto perene de crescimento muito rápido que pode chegar a atingir três metros
de altura.

Muito resistente à seca e ao vento, mesmo ao vento marítimo, pode encontrar-se até nas areias da
praia ou nos intervalos das rochas. Cresce também em altitude até cerca de 1.000 metros acima do
nível do mar.

A esteva é um bom indicador biológico da degradação dos solos devido, por exemplo, ao excesso
de pastoreio ou à ocorrência contínua de incêndios, sendo esta uma das primeiras plantas a surgir
ocupando o espaço onde outrora cresciam azinheiras.

Antigamente, nalgumas zonas do país, obtinha-se carvão a partir da raíz da esteva, que é
extremamente dura e lenhosa.

Texto: Fernanda Botelho