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Planejamento Tributário Essencial

para os Negócios
Elaborado por:
Arnóbio Neto Araújo Durães
O conteúdo desta apostila é de inteira responsabilidade do autor(a)
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MÓDULO III

LUCRO PRESUMIDO

CONCEITO SOBRE O LUCRO PRESUMIDO

BASE LEGAL PARA LUCRO PRESUMIDO :

DECRETO Nº 9.580 DE 22/11/2018 : ARTIGOS 587 A 601.

É uma modalidade optativa de apurar o Lucro e, consequentemente, o


Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas e a Contribuição Social
sobre o Lucro das empresas que não estiverem obrigadas à
apuração do Lucro Real.

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O Lucro Presumido como a própria denominação sugere é uma forma


tributação do IRPJ - Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da CSLL -
Contribuição Social sobre o Lucro, em que o lucro é determinado com
base na presunção, calculado a partir da incidência sobre a receita bruta,
dos percentuais de 1,6%, 8%, 16% ou 32%, conforme a atividade geradora.

Sobre esse resultado ainda devem ser adicionados, as demais receitas


e os ganhos de capital. Nesses termos, apurada a base de cálculo, são
aplicadas as alíquotas do IRPJ e da CSL.

OPÇÃO PELO LUCRO PRESUMIDO

Podem optar pela tributação com base no Lucro Presumido as Pessoas


Jurídicas, desde que não estejam obrigadas à apuração do Lucro
Real, e cuja Receita Bruta total no ano-calendário imediatamente
anterior tenha sido igual ou inferior a R$ 78.000.000,00 ou a R$
6.500.000,00, multiplicado pelo número de meses de atividade do ano-
calendário anterior, quando inferior a 12 meses.

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FORMA DE OPÇÃO PELO LUCRO PRESUMIDO

No regime do Lucro Presumido, a apuração do imposto será feita


trimestralmente, por períodos encerrados em 31/mar, 30/jun., 30/set e
31/dez de cada ano-calendário.

A opção pelo Lucro Presumido será manifestada com o pagamento da 1ª


(primeira) ou única quota do IRPJ devido correspondente ao 1º (primeiro)
período de apuração de cada ano-calendário.

Base Legal: Art. 214 § 3º da IN RFB nº 1700/2017 e IN RFB nº 1881/2019

FORMA DE OPÇÃO PELO LUCRO PRESUMIDO

A Pessoa Jurídica que houver pago o IRPJ com base no Lucro Presumido
e que, em relação ao mesmo ano-calendário, Incorrer na obrigação de
apurar o imposto pelo Lucro Real por ter auferido lucros, rendimentos ou
ganhos de capital oriundos do exterior, deverá apurar o IRPJ e a CSLL sob
o regime de apuração pelo Lucro Real trimestral a partir do trimestre da
ocorrência do fato.

Base Legal: Art. 214 § 3º da IN RFB nº 1700/2017 e IN RFB nº 1881/2019

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ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL

A Pessoa Jurídica optante pelo Lucro Presumido deverá manter:

a) Escrituração contábil == > nos termos da legislação comercial ou livro


Caixa, no qual deverá estar escriturado toda a movimentação financeira,
inclusive bancária;

Livro Caixa?? Cuidado!! E a distribuição dos lucros?? E a situação


patrimonial da empresa??

b) Livro registro de inventário == > , no qual deverão constar registrados os


estoques existentes no término do ano-calendário abrangido pelo regime de
tributação simplificada.

LUCRO PRESUMIDO – PIS E COFINS

Outro detalhe é que as empresas


tributadas pelo Lucro Presumido não
podem aproveitar os créditos do PIS e
LUCRO
da COFINS, por estarem fora do
sistema não cumulativo, no entanto
PRESUMIDO
recolhem tais contribuições com
IRPJ, CSLL, PIS e COFINS
alíquotas mais baixas do que aquelas
Cumulativos
exigidas pelo Lucro Real.

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Mediante pagamento do
IRPJ e da CSLL do 1º
LUCRO PRESUMIDO : == > REGIME
Trimestre, até o último dia
TRIMESTRAL
útil do mês de Abril.

IRPJ == > 2089

CÓDIGO DO
CSLL == > 2372 DARF

Base Legal: Art. 588 do RIR/2018

TABELA DE PERCENTUAIS PARA PRESUNÇÃO DO LUCRO

ATIVIDADES %
1. Revenda para consumo de combustível derivado de petróleo, álcool etílico carburante e
1,6%
gás natural.
1. Venda de produtos de fabricação própria.
2. Venda de mercadorias adquiridas para revenda.
3. Industrialização de produtos em que a matéria-prima, ou o produto intermediário ou o
material de embalagens tenham sido fornecidos por quem encomendou a
industrialização.
4. Atividade rural. 8%
5. Serviços hospitalares.
6. Transporte de cargas.
7. Loteamento de terrenos, incorporação imobiliária de imóveis construídos ou adquiridos
para revenda.
8. Outras atividades não caracterizadas como prestação de serviços.
1. Prestação de serviços de transporte, exceto de cargas.
2. PRESTAÇÃO EXCLUSIVA DE SERVIÇOS (exceto serviços hospitalares, de transporte e
relativos ao exercício de profissões legalmente regulamentadas), desde que a RECEITA 16%
BRUTA anual da Pessoa Jurídica NÃO EXCEDA O LIMITE DE R$ 120.000,00.
Base Legal: Art. 592 § 4º - RIR/2018 e Art. 2015 § 10º e 11º da IN RFB n° 1700/2017.

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TABELA DE PERCENTUAIS PARA PRESUNÇÃO DO LUCRO

ATIVIDADES %
1. Prestação de serviços, pelas sociedades civis, relativos ao exercício de
profissão legalmente regulamentadas.
2. Intermediação de negócios, inclusive corretagem (seguros, imóveis, etc.) e
representação comercial .
3. Administração, locação ou cessão de bens imóveis ou direitos de qualquer
natureza.
4. Construção por administração ou por empreitada de mão-de-obra.
5. Prestação de outros serviços, inclusive : 32%
a) Serviços de suprimento de água tratada e a conseqüente coleta e
tratamento de esgotos, cobradas diretamente dos usuários;
b) Exploração de rodovia mediante cobrança de preço dos usuários,
envolvendo execução de serviços de conservação, manutenção,
melhoramento para capacidade e segurança de trânsito, operação
monitoramente, assistência aos usuários e outros definidos em
contratos, atos de concessão ou de permissão ou em normas oficiais.

ATIVIDADES %
6. A receita bruta auferida pela Pessoa Jurídica decorrente da
prestação de serviços em geral, como limpeza e locação de
mão de obra, ainda que sejam fornecidos os materiais, está 32%
sujeita à aplicação do percentual de 32%.
Base Legal: Art. 33, § 2º da IN RFB nº 1.700 de 14 de março de 2014.

NOTA:
Os valores decorrentes do AVP - Ajuste a Valor Presente de que trata o inciso
VIII do caput do art. 183 da Lei nº 6.404, de 1976, Incluem-se na receita bruta.

Base Legal: Artigo 15º, § 1º e artigo 20º - Lei nº 9.249/1995

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REPRESENTANTE COMERCIAL %
7. Relativamente aos fatos geradores ocorridos a partir de 26
de novembro de 2014, a sociedade empresária, prestadora
de serviços de representação comercial autônoma, nos
termos da Lei nº 4.886, de 1965, deve utilizar o percentual
32%
de 32% independente do valor do faturamento, a ser
aplicado sobre a receita bruta, para fins de determinação da
parcela da base de cálculo presumida do IRPJ, ainda que
aufira receita bruta anual até R$ 120.000,00.

Base Legal: Solução de Consulta Disit./SRRF 4.001/2016.

ACRESCENTAR AS DEMAIS
RECEITAS E OUTROS RESULTADOS

1. Os ganhos de capitais auferidos na alienação de bens e direitos;

2. Os rendimentos de aplicações financeiras;

3. Os ganhos líquidos obtidos no mercado de renda variável;

4. Os juros recebidos a título de remuneração sobre o capital Investido em outra


empresa;

5. Os juros ativos e os descontos obtidos em pagamentos de obrigações;

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6. Os juros equivalentes à taxa Selic, para títulos federais, acumulada


mensalmente, relativos a impostos e contribuições a serem restituídos ou
compensados; (Revogado)

7. Os rendimentos auferidos nas operações de mútuo realizadas entre Pessoas


Jurídicas controladoras, controladas, coligadas ou interligadas;

8. A receita de locação de imóvel, quando não for este o objeto social da Pessoa
Jurídica;
9. Demais receitas, rendimentos e resultados positivos.

 No caso de diversificação de atividades de uma mesma empresa, deverá ser


adotado o percentual de Lucratividade correspondente a cada uma dela.

RECEITA BRUTA TOTAL – ENQUADRAMENTO NO LP


( + ) Receita bruta mensal com mercadorias, produtos e serviços.
( - ) IPI (incidente sobre venda de produtos)
( - ) ICMS substituição tributária (incidentes sobre vendas sujeitas)
( + ) Juros sobre o Capital Próprio
( + ) Demais receitas
( + ) Ganho de capital
( + ) Rendimentos de renda fixa
( + ) Ganhos líquidos de renda variável
( + ) Parcela que exceder ao preço praticado na exportação para pessoa
vinculada ( = ) RECEITA BRUTA TOTAL
Base Legal: - Lei 12.973/2014 - art. 6º, IN SRF nº 93/97, art.22 – parágrafo 1º.

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RECEITA DE VENDAS DE VEÍCULOS USADOS

As Pessoas Jurídicas que tenham como objeto social, declarado em seus


atos constitutivos, a compra e venda de veículos automotores poderão, no
tocante às operações de venda de veículos usados adquiridos para revenda
ou recebimento como parte do preço da venda de veículos novos, computar
como receita a diferença entre o valor pelo qual o veículo usado houver
sido alienado, constante da Nota fiscal de Venda, e o seu custo de
aquisição, constante da Nota Fiscal de Entrada, a qual deve corresponder
ao preço ajustado entre as partes.

Base Legal: art.5º. da Lei nº. 9.716/98 e artigo 242 da IN RFB nº


1700/2017

DEDUÇÃO SOBRE A RECEITA BRUTA

1. Vendas canceladas ou anuladas;

2. Devoluções de vendas;

3. Descontos concedidos incondicionalmente;

4. Receita de Equivalência Patrimonial (investimento interno);

5. Receita de dividendos (quando transita pela DRE);

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DEDUÇÃO SOBRE A RECEITA BRUTA

6. IPI cobrado destacadamente do comprador;

7. ICMS, IPI, COFINS, quando devidos pelo contribuinte substituto no regime


de substituição tributária;

8. Saídas que não decorram de vendas, como por exemplo transferências de


mercadorias pra outros estabelecimentos da mesma empresa.

APROPRIAÇÃO PELO REGIME DE CAIXA

A receita proveniente de vendas de bens ou direitos ou de prestação de


serviços, cujo preço seja recebido a prazo ou em parcelas, poderá ser
computada na base de cálculo do Lucro Presumido somente no mês do
efetivo recebimento.

Nota: É importante lembrar que o Regime de “Caixa” distorce o resultado


contábil das empresas, porém em algumas situações pode ser mais
vantajoso do ponto de vista tributário.

Base Legal: Art. 215 § 9º da IN RFB nº 1700/2017.

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DETERMINAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA DEVIDO

ALÍQUOTA

O imposto devido em cada trimestre é calculado mediante a aplicação da


alíquota de 15% (quinze por cento) sobre a base de cálculo.

ADICIONAL

A parcela do Lucro Presumido que exceder ao resultado da multiplicação


de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) pelo número dos meses do
respectivo período de apuração sujeita-se à incidência do adicional à
alíquota de 10% (dez por cento).

CSLL – LUCRO PRESUMIDO

 Além do IRPJ, a empresa optante pelo Lucro Presumido deverá recolher a


Contribuição Social sobre o Lucro Presumido (CSLL), também pela forma
presumida.

 Escolhida a opção, deverá proceder á tributação, tanto do IRPJ quanto


da CSLL, pela forma escolhida.

ALÍQUOTA
 A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido devida em cada trimestre é
calculado mediante a aplicação da alíquota de 9% (nove por cento) sobre
a base de cálculo.

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CSLL – LUCRO PRESUMIDO

A partir de 01.09.2003, por força do art. 22 da Lei 10.684/2003, a base de


cálculo da CSLL, devida pelas Pessoas Jurídicas optantes pelo Lucro
Presumido corresponderá a:

Da Receita Bruta nas atividades


12% comerciais, industriais, serviços
hospitalares e de transporte.

Prestação de serviços em geral, exceto a de


Serviços hospitalares e transporte

Intermediação de negócios
32%

Administração, locação ou cessão de bens imóveis,

móveis e direitos de qualquer natureza

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BÔNUS DE ADIMPLÊNCIA FISCAL

Em relação aos tributos e contribuições administrados pela RFB, há o benefício


do bônus de adimplência fiscal, aplicável às PJ’s submetidas ao regime de
tributação com base no lucro real ou presumido, instituído pelo artigo 38 da
Lei 10.637/2002.

O bônus corresponde a:

I. 1% da base de cálculo da CSLL determinada segundo as normas


estabelecidas para as PJ’s submetidas ao regime de apuração com base no
Lucro Presumido;

II. Será calculado em relação à base de cálculo referida no item I, relativamente


ao ano-calendário em que permitido seu aproveitamento.

BÔNUS DE ADIMPLÊNCIA FISCAL

Exemplo:
Base de cálculo da CSLL no 1º trimestre: R$ 300.000,00
Bônus: R$ 300.000,00 x 1% = R$ 3.000,00.

Apuração trimestral

Na hipótese de período de apuração trimestral, o bônus será calculado em


relação aos quatro trimestres do ano calendário e poderá ser deduzido da
CSLL devida correspondente ao último trimestre.

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IMPEDITIVO AO DIREITO DO BÔNUS


Não fará jus ao bônus a Pessoa Jurídica que, nos últimos 5 anos-calendário,
se enquadre em qualquer das seguintes hipóteses, em relação a tributos e
contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal:

I. Lançamento de ofício;
II. Débitos com exigibilidade suspensa;
III. Inscrição em dívida ativa;
IV. Recolhimentos ou pagamentos em atraso;
V. Falta ou atraso no cumprimento de obrigação acessória.

Na hipótese de decisão definitiva, na esfera administrativa ou judicial, que


implique desoneração integral da Pessoa Jurídica, as restrições referidas
nos itens I e II anteriores serão desconsideradas desde a origem.

Ocorrendo a desoneração referida, a Pessoa Jurídica poderá calcular, a


partir do ano-calendário em que obteve a decisão definitiva, o bônus em
relação aos anos-calendários em que estava impedida de deduzi-lo.

O período de cinco anos-calendário será computado por ano completo,


inclusive aquele em relação ao qual dar-se-á o aproveitamento do bônus.

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CONTABILIZAÇÃO:

1. AQUISIÇÃO DO DIREITO AO BÔNUS:


Débito - CSLL - Bônus de Adimplência a Compensar (Ativo Circulante)
Crédito - Lucros ou Prejuízos Acumulados (Patrimônio Líquido)

2. NA UTILIZAÇÃO, MEDIANTE COMPENSAÇÃO COM A PRÓPRIA CSLL A


PAGAR:
Débito - Provisão da CSLL a Pagar (Passivo Circulante)
Crédito - CSLL - Bônus de Adimplência a Compensar (Ativo Circulante)

Base Legal: art. 38 da Lei 10.637/2002; artigos 271 a 275 da IN RFB nº 1.700/2017.

UTILIZAÇÃO INDEVIDA DO BÔNUS

A utilização indevida do bônus de adimplência fiscal implica a imposição das


seguintes multas, calculadas sobre o valor da CSLL que deixar de ser
recolhida em razão da dedução indevida do bônus:

a) 150% (cento e cinquenta por cento);

b) 225% (duzentos e vinte e cinco por cento), nos casos de não atendimento
pelo sujeito passivo (contribuinte), no prazo marcado, de intimação para
prestar esclarecimentos (hipótese de majoração).

Base Legal: art. 38 da Lei 10.637/2002; artigos 271 a 275 da IN RFB nº 1.700/2017.

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LUCROS OU DIVIDENDOS DISTRIBUÍDOS AOS SÓCIOS

A Legislação do Imposto de Renda estabelece que os valores pagos a


sócios ou acionistas ou a titular da empresa tributada pelo Lucro
Presumido, a título de lucros ou dividendos, Ficam isentos do IRRF,
independentemente da apuração contábil.

NOTA: Essa isenção, alcança somente o valor da base de cálculo do IRPJ,


deduzido do valor devido relativo ao IRPJ, CSLL, PIS e COFINS.

No caso de Pessoa Jurídica tributada com base no Lucro


Presumido, poderá ser distribuído, sem incidência de
imposto:
I. O valor da base de cálculo do imposto, diminuída de todos os
impostos e contribuições a que estiver sujeita a Pessoa Jurídica;

II. A parcela de lucros ou dividendos excedentes ao valor determinado no item


I, desde que a empresa demonstre, através de escrituração contábil
feita com observância da lei comercial, que o lucro efetivo é maior que o
determinado segundo as normas para apuração da base de cálculo do
imposto pela qual houver optado, ou seja, o Lucro Presumido.

Base Legal: Art. 238 da IN RFB nº 1.700 de 14 de março de 2017.

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A parcela dos rendimentos pagos ou creditados a sócio ou acionista ou


ao titular da Pessoa Jurídica submetida ao regime de tributação com base
no Lucro Presumido, a título de Lucros ou Dividendos Distribuídos, ainda
que por conta de período-base não encerrado, que exceder ao valor
apurado com base na escrituração, será imputada aos lucros
acumulados ou reservas de lucros de exercícios anteriores, ficando
sujeita a incidência do imposto sobre a renda.

Inexistindo Lucros Acumulados ou Reservas de Lucros em


montante suficiente, a parcela excedente será submetida à
tributação de 35%
Base Legal: Artigo 28 IN RFB nº 1492, de 17 de setembro de 2014, Artigo 61 da Lei nº
8.981/1995.

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EXEMPLO COMPARATIVO ANEXO I SN X PRESUMIDO.


RECEITA BRUTA ACUMULADA EM 2019 R$ 1.200.000.
FATURAMENTO LINEAR EM 2020 R$ 100.000,00 MÊS
FOLHA DE PAGAMENTO MENSAL DE R$ 30.000,00 - CPP 20%.
SIMPLES NACIONAL EM 2020
MÊS / ANO RECEITA % EFETIVO DAS
Jan/20 100.000,00 8,83% 8.830,00
Fev/20 100.000,00 8,83% 8.830,00
Mar/20 100.000,00 8,83% 8.830,00
Abr/20 100.000,00 8,83% 8.830,00
Mai/20 100.000,00 8,83% 8.830,00
Jun/20 100.000,00 8,83% 8.830,00
Jul/20 100.000,00 8,83% 8.830,00
Ago/20 100.000,00 8,83% 8.830,00
Set/20 100.000,00 8,83% 8.830,00
Out/20 100.000,00 8,83% 8.830,00
Nov/20 100.000,00 8,83% 8.830,00
Dez/20 100.000,00 8,83% 8.830,00
TOTAL 1.200.000,00 105.960,00

EXEMPLO COMPARATIVO ANEXO I SN X PRESUMIDO.


RECIETA BRUTA ACUMULADA EM 2018 R$ 1.200.000.
FATURAMENTO LINEAR EM 2019 R$ 100.000,00 MÊS
FOLHA DE PAGAMENTO MENSAL DE R$ 30.000,00 – CPP 20%.
LUCRO PRESUMIDO
TRIBUTOS: VALOR ANO
PIS = ( $ 1.200.000 x 0,65%) 7.800,00
COFINS = ( $ 1.200.000 x 3,0%) 36.000,00
CSLL = [( $ 1.200.000 x 12%) x 9%] 12.960,00
IRPJ = [( $ 1.200.000 x 8%) x 15%] 14.400,00
ENCARGOS INSS = [( $ 30.000 x 12) x 20%] 72.000,00

ICMS ? (irá depender das entradas x saídas) ?


TOTAL 143.160,00

RESUMO VALOR
LUCRO PRESUMIDO 143.160,00
SIMPLES NACIONAL 105.960,00
ECONOMIA 37.200,00

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BIBLIOGRAFIA:

Brasil, Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988.

Brasil, Decreto nº 9.580 de 23 de novembro de 1988, Regulamenta a tributação, a fiscalização, a


arrecadação e a administração do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza.

Brasil, Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, Institui o Estatuto Nacional da


Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

Brasil, Lei nº 9.249 de 26 de dezembro de 1995, Altera a legislação do imposto de renda das pessoas
jurídicas, bem como da contribuição social sobre o lucro líquido, e dá outras providências.

Brasil, Lei nº 9.430 de 27 de dezembro de 1996, Dispõe sobre a legislação tributária federal, as
contribuições para a seguridade social, o processo administrativo de consulta e dá outras providências.

Brasil, Lei nº 6.404 de 15 de dezembro de 1976, Dispõe sobre a sociedade por ações.

Brasil, Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966, CTN - Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e
institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios.

Projeto de Lei nº 2.337 de 26 de junho de 2021. Altera a legislação do Imposto sobre a Renda e
Proventos de Qualquer Natureza das Pessoas Físicas – IRPF e das Pessoas Jurídicas – IRPJ e da
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, e dá outras providências.

Comitê de Pronunciamentos Contábeis, Interpretação Técnica ICP 22, Incerteza sobre tratamento de
tributos sobre lucros.

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