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ABERTURAS EM VIGAS

KAUFMANN, B.
ABERTURAS EM VIGAS
A NBR 6118/2014 – dispõe sobre este assunto nos itens 13.2.5, 13.2.6 e 21.3,
abordando os aspectos inerentes a furos, aberturas e canalizações em elementos
de concreto armado.

Qualquer estrutura que apresente, em suas exigências de projeto, a necessidade de


furos ou aberturas, deverá ser projetada e detalhada para absorverem as alterações
do fluxo de tensões que ocorrem no entorno destes locais, prevendo-se armaduras
especiais para estes casos, além daquelas necessárias para a estabilidade do
elemento em função das solicitações atuantes.
ABERTURAS EM VIGAS
Tem por objetivo:
“Verificar os efeitos dos furos/aberturas quanto à resistência e deformação do
elemento estrutural”.

Por definição
“Furos” são os espaços de pequenas dimensões e, por outro lado;

”Aberturas”, aqueles espaços de dimensões maiores.

Um conjunto de furos muito próximos deverá ser avaliado como uma ‘abertura’.
FUROS PARALELOS À SUA ALTURA
No caso de vigas de concreto armado, devem ser observadas limitações
construtivas mínimas para a existência de furos paralelas à sua altura (NBR
6118/2003, item 21.3.3):

 Tubulações verticais não devem apresentar diâmetro superior a 1/3 da largura


da viga nas regiões desses furos;

 A distância mínima do furo à face mais próxima da viga deve ser de 5 cm ou


duas vezes o cobrimento da armadura especificado;

 No caso de vários furos, estes devem estar alinhados e espaçados de, no


mínimo, 5 cm ou o valor do diâmetro do furo, devendo manter pelo menos um
estribo nesta região.
FUROS PARALELAS À SUA ALTURA
 A seção remanescente de concreto, descontada a área do furo ou da abertura,
deverá ser verificada quanto a sua capacidade de resistência ao cisalhamento e
à flexão, a partir das solicitações previstas pelo cálculo.

Fonte: NBR6118 (2014)


FUROS NA DIREÇÃO DA LARGURA
 A distância mínima do furo à face mais próxima da viga deve ser de 5 cm ou
duas vezes o cobrimento da armadura especificado;

 A seção remanescente de concreto, descontada a área do furo ou da abertura,


deverá ser verificada quanto a sua capacidade de resistência ao cisalhamento e
à flexão, a partir das solicitações previstas pelo cálculo.
FUROS NA DIREÇÃO DA LARGURA
Sendo:
h = altura da viga, as verificações podem ser
dispensadas quando ocorrerem simultaneamente as
seguintes condições:

• Furos posicionados na zona de tração do elemento e


a uma distância mínima do apoio equivalente à duas
vezes a altura da viga (2.h);

• Dimensões máximas do furo de 12 cm ou h/3;

• Distância entre os furos, em mesmo vão, de no


mínimo 2.h;

• Cobrimentos suficientes e não seccionamento das Fonte: NBR 6118 (2014)

armaduras.
ABERTURAS EM VIGAS
CANALIZAÇÕES EMBUTIDAS

Para o caso de canalizações embutidas (NBR 6118/2014, item 13.2.6),


posicionadas ao longo do eixo longitudinal de Lajes, ou no interior de Vigas e
Pilares, fica proibida sua ocorrência nos seguintes casos:
 Canalizações sem isolamento quando destinadas à passagem de fluidos com
variação de temperatura superior à 15ºC em relação ao ambiente, desde que
não isoladas ou verificadas para esta finalidade;

 Canalizações destinadas a suportar pressões internas superiores a 0,3 MPa;

 Canalizações embutidas em pilares de concreto, sem a existência de aberturas


para drenagem.
ABERTURAS EM VIGAS
FUROS/ABERTURAS EM VIGAS

Segundo Leonhardt e Mönning (2007) só se pode executar aberturas nas almas de


vigas, no trecho onde exista força cortante, se permanecerem, na alma, as bielas de
compressão importantes ou pórticos suficientemente rígidos.

Fonte: Leonhardt e Mönning (2007)


ABERTURAS EM VIGAS
FUROS/ABERTURAS EM VIGAS

Simões (1997), no caso da abertura estar localizada na região de maior solicitação


por força cortante, ocorre uma diminuição da seção transversal do concreto e a
perturbação do fluxo de tensões de compressão e tração, ocasionando uma
concentração de tensões nas extremidades da abertura, o que modifica o
mecanismo resistente ao cisalhamento quando comparado, por exemplo, com o
mecanismo das vigas com alma cheia.

Simões (1997) enfatiza que a posição e a variação da geometria da abertura são de


grande importância para que a viga com abertura alcance a mesma resistência que
uma viga maciça.
ABERTURAS EM VIGAS
FUROS/ABERTURAS EM VIGAS

Mansur e Tan (1999) afirmam que a disposição da abertura não irá alterar o
mecanismo de transporte de carga, desde que a abertura permaneça dentro da zona
de tração do concreto.
Se a abertura estiver na zona de compressão e, dessa forma, reduzir a área de
concreto resistente à compressão, essa abertura deve ser considerada no
dimensionamento da peça, conforme figura a seguir.
ABERTURAS EM VIGAS

Fonte: Mansur e Tan (1999)


ABERTURAS EM VIGAS
FUROS/ABERTURAS EM VIGAS

Mansur e Tan (1999) explicam que a abertura constitui uma região de fraqueza da
estrutura e o plano de falha sempre passará através do centro da abertura, exceto
quando a abertura é muito próxima ao apoio.

A seguir, a figura mostra esquematicamente algumas falhas típicas de


cisalhamento de vigas contendo aberturas quadradas e circulares.
ABERTURAS EM VIGAS

Fonte: Mansur e Tan (1999)


ABERTURAS EM VIGAS
TAMANHO DOS FUROS/ABERTURAS

Leonhardt e Mönning (2007) afirmam que as aberturas circulares são mais


favoráveis do que aberturas com ângulos retos, devendo-se, no caso de vértices,
serem arredondados. Nos trechos de menor força cortante, podem-se realizar
maiores aberturas.

Fonte: Leonhardt e Mönning (2007)


ABERTURAS EM VIGAS
TAMANHO DOS FUROS/ABERTURAS

Caso as dimensões das aberturas ultrapassem os valores indicados anteriormente,


a peça deve ser tratada como uma Viga Vierendeel, e que se o comprimento da
abertura for menor que 60% da altura da viga, não há necessidade de se levar em
conta a presença da abertura no dimensionamento.

A Viga Vierendel é uma solução intermediária entre a viga em treliça e a viga de


alma cheia, onde a diferença está na ausência de diagonais.
É constituída por duas cordas denominadas de banzos, ligadas por meio de
montantes posicionados à 90º. (RESENDE, 2008).
ABERTURAS EM VIGAS
TAMANHO DOS FUROS/ABERTURAS

Fusco (2013) aponta que aberturas pequenas, com diâmetros até a ordem de 0,2.h,
podem prejudicar ou não a resistência da viga ao cisalhamento, conforme sua
posição.

Nas figuras a seguir são mostrados os dois casos e, quando as aberturas interferem
com as bielas de cisalhamento, apresenta-se um critério para a consideração da
diminuição da resistência.
ABERTURAS EM VIGAS
A - Pequenas aberturas que não prejudicam a resistência da peça B - Pequenas aberturas que prejudicam a resistência da peça

Fonte: Fusco (2013)


ABERTURAS EM VIGAS
 Sempre que o comprimento da abertura, no sentido do eixo longitudinal da
viga for superior a 0,60.h, recomenda-se que este fato seja considerado no
dimensionamento do elemento e avaliada a possibilidade de colocação de
armaduras de reforço.

 Em que pese à viga com abertura poder suportar a mesma carga que uma viga
de alma cheia, desde que corretamente dimensionada sua armadura de reforço,
cabe ressaltar que sua rigidez diminui, o que poderá ser um inconveniente para
outros fatores, como por exemplo, a verificação das deformações do elemento.
ABERTURAS EM VIGAS
Considerando-se as seguintes convenções:

h - altura da viga; d - altura útil da viga;


b - largura da viga; L - vão da viga;
L1 - comprimento da abertura; a - altura da abertura;
hc - altura do banzo comprimido; ht - altura do banzo tracionado;

Recomenda-se a adoção das seguintes etapas para o dimensionamento de vigas


com aberturas:
ETAPAS PARA O DIMENSIONAMENTO DE ARMADURAS DE
REFORÇO EM ABERTURAS DE VIGAS

1. Definição dos diagramas de solicitações de M e V da viga, para as cargas


atuantes;

2. Dimensionamento da viga à flexão e ao cisalhamento considerando a seção


cheia. (M As flexão ; V Asw);

3. Definição da seção s onde será posicionado o centro da abertura, obtendo-se as


solicitações Ms e Vs, onde :
Ms momento fletor na seção s; Vs esforço cortante na seção s

4. Posicionamento da abertura na direção da altura da viga, priorizando-se


preferencialmente a ocupação da zona tracionada da alma e os critérios indicados;
ETAPAS PARA O DIMENSIONAMENTO DE ARMADURAS DE
REFORÇO EM ABERTURAS DE VIGAS

5. Determinação das forças normais nos banzos:


Nc = Nt = Ms / z
onde :
Nc força de compressão, no banzo comprimido;
Nt força de tração, no banzo tracionado;
z distância na vertical entre os eixos dos banzos.

6. Determinação das forças cortantes nos banzos, a partir do Vs da seção,


considerando-se que uma maior % de Vs seja absorvido pelo banzo comprimido,
pois o banzo tracionado é admitido fissurado (Estádio II):
Vc = 0,80 a 0,90 Vs cortante no banzo comprimido (adotado:0,80);
Vs = 0,20 a 0,10 Vs cortante no banzo tracionado (adotado:0,20).
ETAPAS PARA O DIMENSIONAMENTO DE ARMADURAS DE
REFORÇO EM ABERTURAS DE VIGAS

7. Determinação dos momentos fletores nos banzos:


Mc = Vc . L1 / 2 momento fletor no banzo comprimido;
Mt = Vt . L1 / 2 momento fletor no banzo tracionado.

8. Dimensionamento dos banzos à flexão composta:


Banzo comprimido: Mc, Nc, Vc Asc e Aswc

Banzo tracionado: Mt e Nt, Vt Ast e Aswt


ETAPAS PARA O DIMENSIONAMENTO DE ARMADURAS DE
REFORÇO EM ABERTURAS DE VIGAS

Sendo:
Asc e Ast as armaduras longitudinais nos banzos, calculadas de acordo com as
orientações da NBR 6118/2014 para flexão-composta, devidamente ancoradas de
um comprimento lb na região de alma cheia da viga, e;

Aswc e Aswt as armaduras transversais nestes mesmos banzos, calculadas de


acordo com as orientações da NBR 6118/2014.

9. Determinar armadura de suspensão (Asws) nas extremidades da abertura para um


esforço cortante equivalente a 0,80.Vs, distribuída em uma largura de h/4, em
ambos os lados;
ETAPAS PARA O DIMENSIONAMENTO DE ARMADURAS DE
REFORÇO EM ABERTURAS DE VIGAS

A figura abaixo ilustra estas etapas a serem seguidas com vistas ao


dimensionamento das armaduras de reforço no entorno de aberturas em vigas de
concreto.

No caso de aberturas circulares muito próximas, de acordo com Leonhardt e


Mönning, deverá ser garantida uma distância mínima de 5 cm entre os furos,
sendo conveniente adicionar armaduras de cisalhamento inclinadas.

Fonte: Leonhardt e Mönning (2007)


ETAPAS PARA O DIMENSIONAMENTO DE ARMADURAS DE
REFORÇO EM ABERTURAS DE VIGAS

Observação 1:
Nestes procedimentos, procurou-se não se caracterizar o banzo superior como
comprimido e o banzo inferior como tracionado, o que seria normal em vigas bi-
apoiadas, sujeitas assim à tração em sua face inferior.
Fato contrário, quando da ocorrência de aberturas próximas aos apoios internos de
vigas contínuas, esta situação inverte-se, sendo portando tracionada a face
superior da viga nesta região.

Observação 2:
Para o dimensionamento dos banzos à flexão composta sugere-se a utilização dos
Diagramas de Iteração (Fusco), obtendo-se para cada banzo:
ETAPAS PARA O DIMENSIONAMENTO DE ARMADURAS DE
REFORÇO EM ABERTURAS DE VIGAS
Vd = Nd / (Ac . fcd) e µ d = Md / (Ac . h . fcd) = Vd . e / h

Ábaco ω: As = ω . Ac . fcd / fyd

Onde:
Nd = 1,4 . N; e = M / N;
Sendo que deve-se ter em cada banzo uma armadura equivalente à As / 2.

Observação 3:
Para o dimensionamento das armaduras de cisalhamento dos banzos, deve-se
considerar, além das características do tipo de concreto e aço (fck e fyk), os
seguintes procedimentos, de acordo com a Norma NBR 6118/2014, considerando
V’ o esforço cortante aplicado na seção:
ETAPAS PARA O DIMENSIONAMENTO DE ARMADURAS DE
REFORÇO EM ABERTURAS DE VIGAS
ESTUDO DE CASO - 01
ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DE FUROS HORIZONTAIS E
TRANSVERSAIS NA ZONA DE COMPRESSÃO EM VIGAS DE
CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL E EM VIGAS DE CONCRETO
ARMADO COM A ADIÇÃO DE 25% DE PÓ DE BRITA.
GEORGE EVERSON NUNES DA SILVA FILHO

DADOS:
Viga de ensaio: 150mm de altura; 150mm de largura; 500mm de comprimento;
Vão do ensaio: 450mm;
Concreto: 20MPa;
Aço: CA-50 ØL = 5mm ; ØT = 5mm
Cobrimento: 2,5 cm;
ESTUDO DE CASO - 01

D.E.C.

D.M.F.
ESTUDO DE CASO - 01
VIGA T1
Viga de alma cheia

VIGA T3
VIGA T2 Viga com 2 Furos, cada um localizado
Viga com 1 Furo no local de Momento Fletor Máximo onde o Esforço Cortante é Máximo
ESTUDO DE CASO - 01
ENSAIO DE TRAÇÃO NA
FLEXÃO
ESTUDO DE CASO - 01

ENSAIO DE STUTTGART
ESTUDO DE CASO - 01
RESULTADOS
Ensaio de Tração na Flexão (MPa)
VIGAS TIPO 1 TIPO 2 TIPO 3
Viga 1 - 100% Areia 9,32 7,97 6,16
Viga 2 - 100% Areia 8,40 9,13 5,14
Viga 3 - 100% Areia 8,36 8,78 5,46
Viga 1 - 75% Areia e 25% pó de brita 4,40 3,60 3,50
Viga 1 - 75% Areia e 25% pó de brita 3,50 3,50 3,40
Viga 1 - 75% Areia e 25% pó de brita 4,00 3,30 3,20
ESTUDO DE CASO - 01
VIGA TIPO 1
100% areia

Ruptura por
flexão
ESTUDO DE CASO - 01
VIGA TIPO 1
75% areia
25% P.B.
ESTUDO DE CASO - 01
VIGA TIPO 2
100% areia
ESTUDO DE CASO - 01
VIGA TIPO 2
75% areia
25% P.B.
ESTUDO DE CASO - 01
VIGA TIPO 3
100% areia

Ruptura por
cisalhamento
ESTUDO DE CASO - 01
VIGA TIPO 3
75% areia
25% P.B.

Ruptura por
cisalhamento
ESTUDO DE CASO - 01
CONCLUSÃO DO AUTOR

A presença de furos na região de Momento Fletor Máximo das vigas com 100% Areia, simulado no trabalho pela
Viga T2, teve uma influência ínfima na resistência da viga, cerca de 0,70% menor que nas Vigas T1 - Vigas de
Alma Cheia.
No enteando, em relação a furos nas regiões de Esforço Cortante Máximo, simulados pelas Vigas T3, causaram
aumento da tração diagonal na região de flexão simples. A passagem dos furos quanto mais próxima do apoio,
atravessando a biela comprimida, mais é prejudicial à estrutura. Provocando um redução significativa na resistência
da viga, cerca de 35% menor que nas Vigas T1.

Para as Vigas com 75% de Areia e 25% de Pó de Brita, nas Vigas com 1 Furo na região de Momento Fletor
Máximo (Vigas T1), houve uma redução de 12,60% na resistência em comparação as Vigas T1 - Vigas de Alma
Cheia. E nas Vigas com 2 Furos, cada um localizado no local de Esforço Cortante Máximo, também houve uma
queda na resistência, aproximadamente, 15,11% menor que as Vigas de Alma Cheia.
ESTUDO DE CASO - 01
CONCLUSÃO DO AUTOR

Além disso, foi observado que a resistência das Vigas T1 com 100% de Areia foi 54,32% maior que as Vigas T1
com 75% de Areia e 25% de Pó de Brita. As Vigas T2 com 100% Areia tiveram uma resistência 59,79% maior que
as Vigas T2 com 75% de Areia e 25% de Pó de Brita.

Por fim, as Vigas T3 com 100% de Areia tiveram uma resistência de 39,71% superior as Vigas T3 com 75% de
Areia e 25% de Pó de Brita, mostrando que é necessário mais estudos sobre o Pó de Brita para que seja verificado
se ele é apto para substituir a areia natural como agregado miúdo.
REFERÊNCIAS
• Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT NBR 6118. Projeto e Execução de Obras em Concreto
Armado. 2014.

• FUSCO, P. B. Técnica de Armar as Estruturas de Concreto. 2. ed. São Paulo: PINI, 2013.

• GIULIANI, E. Aberturas em elementos estruturais de concreto. Curso de Engenharia Civil. Pontifícia


Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

• KAUFMANN, B. Verificação de vigas de concreto armado com aberturas na alma. Trabalho de Conclusão de
Curso. Curso de Engenharia Civil. Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC). 2016.

• LEONHARDT, F.; MÖNNING, E. Construções de Concreto: Princípios Básicos sobre a Armação de Estruturas
de Concreto Armado. Rio de Janeiro: Editora Interciência, 2007.

• SILVA FILHO, G. E. N. Análise da influência de furos horizontais e transversais na zona de compressão em


vigas de concreto armado convencional e em vigas de concreto armado com a adição de 25% de pó de brita.
Trabalho de Conclusão de Curso. Sociedade Piauiense de Ensino Superior. Instituto Camillo Filho. 2017.
REFERÊNCIAS
• SÜSSEKIND, José Carlos. Curso de Concreto Armado. Rio de Janeiro, Ed. Globo S.A., 1979, 4ª ed; 1984, v.
II, 2ª ed.

• Figuras www.google.com.br

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