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Tema: Evolução do Conceito Qualidade

Curso: Analises Clínica


Cadeira: Controlo Qualidade
Docente:
Ano letivo: 2021/2022
Elemento do Grupo: José Neto
Gelsa
Natércia João
Agustinho
Suzana Carvalho
Evolução do Conceito Qualidade

Índice

Introdução..................................................................................................................................2
1-A história do Controlo da qualidade.................................................................................3
A Evolução da Qualidade no mundo........................................................................................4
A Escolha da melhor metodologia da qualidade......................................................................5
2-As Eras da Qualidade Segundo Garvin.............................................................................6
3-Exemplo das eras no contexto pratico:............................................................................11
4-Evolução ISO 9001............................................................................................................12
5-Evolução da Gestão da Qualidade Vs Evolução ISO 9001.................................................15
Conclusão..................................................................................................................................16
Web grafia................................................................................................................................17

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Evolução do Conceito Qualidade

Introdução

O presente trabalho surgio no âmbito da disciplina de controlo da Qualidade, o


tema evolução do conceito da qualidade.
O trabalho tem como o objetivo, demostrar a evolução do conceito de qualidade ao
longo dos tempos até os dias presentes.
Conceito de Qualidade pode ser definido como a totalidade de característica de um
produto ou serviço que possuem a capacidade de satisfazer uma certa necessidade de um
determinado cliente.

Metodologia

Para a elaboração dessa investigação, recorremos ao método descritivo de caracter


qualitativo, pesquisas bibliográficas e por via da internet.

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Evolução do Conceito Qualidade

1-A história do Controlo da qualidade

Qualidade tem sua existência desde que o mundo é mundo. Ao longo da história,
o homem procurou o que mais se adequasse a suas necessidades, fossem de ordem
material, intelectual, espiritual ou social. A relação cliente-fornecedor tão propalada nos
dias atuais, na verdade sempre existiu no seio familiar, entre amigos, nas organizações
de trabalho, escola e na sociedade em geral.
Vive-se hoje o cenário da busca incessante da Qualidade Total em todos os tipos de
organização, seja de produtos, seja na de serviços, como fator de sobrevivência e
competitividade. O que o mercado exige as empresas tem que atender.

Para o mestre japonês Kaoru Ishikawa (apud CARAVANTES, 1997) “a


qualidade” é uma revolução da própria filosofia administrativa, exigindo uma mudança
de mentalidade de todos os integrantes da organização, principalmente da alta cúpula”.
A evolução histórica da administração com suas teorias que marcaram décadas
de gerenciamento tem sido apresentada por diversos olhares ou perspetivas. O olhar da
administração, pela psicossociologia e pela perspetiva da qualidade, a evolução do
movimento da qualidade vem buscando caracterizar ou enfatizar o lado humano da
qualidade na visão de Moller (1999).

As contribuições teóricas dos chamados mestres da qualidade (Deming, Juran,


Crosby, Feigenbaum e Ishikawa) às teorias administrativas do século XX e seus
antecedentes históricos deixaram um legado muito importante para o movimento da
qualidade total.

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Evolução do Conceito Qualidade

A Evolução da Qualidade no mundo

O controle da qualidade moderno teve seu inicio na década de 1930, nos Estados
Unidos, com a aplicação industrial do consagrado gráfico de controle criado por Walter
A. Shewhart na empresa de telefonia “Bell Telephone Laboratories”. Em memorando
datado de 16 de maio de 1924, o Doutor Shewhart propôs o seu gráfico de controle para
análise de dados resultantes de inspeção, fazendo com que a importância dada à
inspeção, um procedimento baseado na detecção e correção de produtos defeituosos,
começasse a ser substituída por uma ênfase no estudo e prevenção dos problemas
relacionados à qualidade, de modo a impedir que os produtos defeituosos fossem
produzidos.
A partir da revolução industrial, com o desenvolvimento de ferramentas de
trabalho e dos sistemas de unidades de medida, tanto na Inglaterra Dole B.G e Plunkett,
J.J.1990(apud, Barçante, 1998) o controle de qualidade também foi adotado
relativamente cedo na Inglaterra. Em 1935, os trabalhos sobre controle da qualidade do
estatístico E. S. Person foram utilizados como base para elaboração dos Padrões
Normativos Britânicos (“British Standard BS 600”).
Nos Estados Unidos, os procedimentos para o controle da qualidade foram
publicados sob a forma de normas, conhecidas como “American War Standarts Z1. 1 –
Z1. 3”. Garvin, D. A. (1992) comenta que a qualidade evoluiu até nossos dias
principalmente através de quatro Eras, dentro das quais a arte de obter Qualidade
assumiu formas especificas.

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Evolução do Conceito Qualidade

A Escolha da melhor metodologia da qualidade


Brocka & Brocka comenta que a escolha de metodologia para uma organização
depende da cultura corporativa e do comprometimento da alta gerência. Não existe a
priori o melhor mestre, embora Deming seja o favorito de muitos e ofereça uma
filosofia compreensiva e essencial para a implementação do Gerenciamento da
Qualidade.
No Brasil a maioria das organizações ao decidir pela implantação de um
Programa de Qualidade Total, normalmente buscam a assessoria de consultorias
especializadas.
Dentre as diversas consultorias de destaque nacional a Fundação de
Desenvolvimento Gerencial- FDG, oriunda da Fundação Christiano Ottoni ligada a
UFMG e dirigida pelo principal nome da Qualidade no Brasil o professor Vicente
Falconi Campos e com reconhecimento mundial entre as 21 vozes da Gestão mundial
atende a mais de 1000 empresas e que respondem por mais de 40% do PIB nacional
com um modelo adaptado as características das empresas dentro de um modelo
apresentado pelo professor Márcio Pires da UFSC como tendo três características
básicas: precisa ser endógeno, vir de dentro da empresa, ser sistêmico, isto é ser
abrangente, totalizante e integrativo e distintivo, que é especifico do negócio, não deve
ser uma cópia de outros negócios, como será apresentado a seguir.
O professor John Oakland (1992), autoridade mundial em TQM, sugeriu que
todos os gurus da qualidade falam a mesma linguagem, mas usam dialetos diferentes e
diz que a TQM é uma filosofia, uma nova forma de pensar e trabalhar, que se preocupa
com o atendimento das necessidades e das expectativas dos consumidores. Muda o foco
de uma atividade operacional para toda a empresa. O Quadro 2 apresenta os pontos
fracos e fortes dos principais gurus da qualidade.

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Evolução do Conceito Qualidade

2-As Eras da Qualidade Segundo Garvin

O conceito da qualidade até chegar ao ponto que está hoje teve que sofrer algumas
adequações, as mudanças foram devido ao aumento das necessidades na produção e
controle dentro das organizações. A Qualidade constitui hoje em dia um facto
determinante na competitividade das Organizações. Esta tendência tem vindo a
acentuar-se devido não só ao aumento da concorrência, da globalização dos mercados,
da evolução tecnológica, mas também pelas crescentes e diferenciadas exigências dos
consumidores.

1ª A Era da Inspeção
Objetivo principal desta era garantir que o produto não sairia da fábrica com
defeitos.

Começou no início da Revolução Industrial, entre os séculos XVIII e XIX, onde se


iniciou a transição de trabalhos artesanais para trabalhos assalariados com uso de
máquinas.

Nesta época a população européia, em sua grande maioria, vivia no campo produzindo o
que consumia. Isto é, o produtor dominava todo o processo produtivo.

No início da Revolução Industrial, a Inglaterra iniciou o processo de maneira


manufaturada, ou seja, grandes oficinas os artesões faziam a produção manualmente,
porém subordinados ao proprietário da manufatura.

Na Revolução Industrial, o proprietário passa a ser o produtor, mas este não domina e
nem controla todo o processo produtivo, portanto, começam a surgir produtos
defeituoso sendo entregue aos clientes.

É neste momento histórico que se inicia a 1ª Era da Qualidade, a Era da


Inspeção.

Aqui, o objetivo da qualidade era separar o produto bom do defeituoso através de


inspeção por observação direta, isto é, inspeção visual.

O foco era completamente reativo e com o olhar exclusivo para o produto com defeito.

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Evolução do Conceito Qualidade

Se o produto está ruim, ele não deverá ser entregue ao cliente.

Para isto, as organizações mudaram a função do supervisor da produção para inspetor da


qualidade, promovendo alterações nas atividades deste colaborador. Não mais voltado
para aumento da produção, o inspetor da qualidade precisava garantir que não haveria
produtos defeituosos saindo da sua fábrica/manufatura.

A evolução deste pensamento gerou a criação de departamentos de controle da


qualidade, separado do time da produção, de maneira a gerar maior independência na
função. Entretanto, o olhar permanecia na observação de produtos não conformes.

Com a reatividade tão característica desta era, percebeu-se que um elevado


número de retrabalhos e refugos gerados traziam custos adicionais a empresa. A
inspeção era realizada em 100% dos produtos e não melhorava a qualidade do processo
em si, apenas eliminava o impacto disto no cliente.

Desta forma, houve a necessidade de evolução para seguinte era: Era do Controle
Estatístico. Sobre isto tratará o próximo artigo.

2ª A Era do Controle Estatístico

A observação de pontos intermediários (e não só do produto final) promoveu a análise


de estabilidade do processo e sua padronização.

Wagner Novaes abril 17, 2020 Comente! Qualidade, Sistema Integrado de Gestão

Imagine você, realizando inspeções visuais em 100% dos seus produtos . Não só isto,
como também você perceber que o número de defeitos não diminui. Assim era o cenário
na Era da Inspeção.

Com a evolução dos movimentos criados pela Revolução Industrial, houve um aumento
exponencial da produção massificada e com ele a necessidade de haver um controle que
fosse realizado por amostragem, ao mesmo tempo que trouxesse melhorias para o
processo produtivo, diminuindo assim o número de produtos defeituosos ou, como
falamos atualmente, não conformes.

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Evolução do Conceito Qualidade

Iniciamos agora a 2ª Era da Qualidade, a Era do Controle Estatístico. Se na Era da


Inspeção o foco era no produto, agora a Era do Controle Estatístico passa a dar ênfase
ao processo produtivo.

É neste momento que se adquiri a consciência que a diminuição de produtos não


conforme está relacionada a estabilidade do processo produtivo. Já que há capabilidade
de se obter produtos sem defeitos, precisamos encontrar as variáveis onde o processo
produtivo gera apenas produtos conformes e repeti-los. Esta é a origem de um dos
conceitos mais importantes da qualidade, a padronização de atividades no processo
produtivo.

Houve diminuição do número de produtos não conforme e maior proatividade no


controle da estabilização do processo.

Apesar de agora estável, o processo não era inteligente o suficiente para aprender com
os erros encontrar formas de promover melhorias. Isto só viria na próxima era.

3ª A Era da Garantia da Qualidade

Sua principal descoberta é de que toda a organização tem o poder de influenciar


positivamente e negativamente na qualidade do produto a ser entregue. A observação
principal aqui é que a responsabilidade por manter a qualidade do produto não é
exclusivamente de um inspetor ou departamento.

Wagner Novaes abril 22, 2020 Comente! Qualidade, Sistema Integrado de Gestão

Neste momento já temos nossas inspeções estabelecidas e nosso processo padronizado.


Mas e se nosso padrão, apesar de trazer estabilidade, não for o mais eficaz e eficiente?

Como saber se estamos trabalhando na melhor forma possível e mais rentável?

É destas indagações que surge a necessidade de buscarmos pontos de fragilidade em


nosso processo estabelecido e encontrarmos oportunidades de melhorarmos nossos
padrões.

Para isto, foi necessário analisar e encontrar as causas geradoras para os problemas e
desvios. Para a surpresa das organizações e pessoas da época, identificou-se que não era
apenas o processo produtivo em si que impactava na qualidade do produto oferecido ao

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Evolução do Conceito Qualidade

cliente, mas toda a organização tem o poder de influência sobre a conformidade e não
conformidade dos produtos e serviços oferecidos.

Aliás, o olhar para o serviço e não apenas o produto foi iniciado aqui!

A empresa passou a ser a responsável por garantir a qualidade dos produtos e serviços
prestados, e não mais um inspetor ou departamento.

Aqui surge também Michael Porter, considerado o pai da administração, com o conceito
de Cadeia de Valor. Fornecedores e colaboradores (da produção ou da administração)
passam a fazer parte do Sistema da Qualidade.

A ênfase agora não era mais na identificação ou correção dos problemas, mas sim na
prevenção deles.

Os controles de toda a cadeia de valor, com seus processos primários e de suporte,


passam a compor o Sistema da Qualidade.

Houve um avanço significativo, mas permanecia um olhar interno à organização e seus


processos. A parte mais importante, que deveria ser o foco da organização ainda não
estava incluída aqui: o cliente.

4ª Era da Gestão da Qualidade Total

O objetivo principal foi levar as organizações para um olhar externo. Isto é, manter o
foco em atendimento aos requisitos dos clientes.

Wagner Novaes abril 24, 2020 Comente! Qualidade, Sistema Integrado de Gestão

Imagine você como proprietário de uma empresa. Trabalha em um mercado fechado,


com diversos monopólios, sendo sua organização um deles. De repente, o mercado é
aberto e concorrentes surgem. Como consequência, sem novos pedidos, sua fábrica para
de produzir.

Este foi o cenário de abertura de mercado vivido por muitas organizações entre os anos
60 e 80.

O primeiro registro da Qualidade Total foi apresentado em 1961 pelo americano


Armand Vallin Feigenbaum, mestre e doutor pelo Instituto de Tecnologia de
Massachusetts (MIT).

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Evolução do Conceito Qualidade

Feigenbaum trabalhou por 31 anos na General Eletric, onde se tornou Gerente de


Operações de Manufatura e Controle de Qualidade. Cargo que exerceu por 10 anos
antes de sair e fundar a General Systems Company.

Feigenbaum apresentou pela primeira vez o conceito da Controle da Qualidade Total


(Total Quality Control) que abordava dois objetivos principais:

(1) Foco nos requisitos do cliente;

(2) Criação de um Sistema de Gestão da Qualidade.

Quanto ao Foco no Cliente, a abordagem considerava que o cliente é o ponto de partida


de toda organização. A qualidade dos produtos e serviços de uma organização estavam
relacionadas com os requisitos dos clientes, isto é, suas necessidades e interesses.

Já não é o suficiente que o produto seja entregue sem defeitos, mas sim que ele e o seu
serviço embutido atendam as necessidades do comprador.

Este foi o primeiro momento onde houve a consciência de que o cliente era o centro da
organização, sem a qual a mesma perderia o sentido de existência.

Com relação ao Sistema de Gestão da Qualidade, a motivação principal era garantir que
a organização trabalharia de maneira eficiente e rentável, garantindo ao mesmo tempo a
satisfação de seus clientes.

Segundo o conceito criado por Feigenbraum, a organização precisava ter uma visão
sistêmica, integrada com as pessoas, máquina e informações.

Como pode ser percebido, neste momento histórico a qualidade não atua mais apenas no
chão de fábrica ou na operação do serviço, mas é parte fundamental da estratégia mais
importante das organizações: a satisfação do cliente.

Mas o que será que conseguimos vislumbrar para a próxima Era da Qualidade? Qual
será o motivador? O objetivo?

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3-Exemplo das eras no contexto pratico:

1ª era

2ª era

3ª era

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4ªera

4-Evolução ISO 9001

1987 — 1994

Criada em 1987, a versão introdutória da ISO 9001 abrangia outras duas normas para a
certificação: a ISO 9002 e a ISO 9003. A ISO 9001 implicava em um modelo para
garantir a qualidade dos serviços, instalações, projetos/desenvolvimento, assistência
técnica, design e produção — utilizado por empresas cujas funções eram voltadas para a
criação de produtos.

A ISO 9002 possuía o propósito semelhante à ISO 9001 e envolvia a montagem,


produção e prestação de serviço, mas não incluía a criação de produtos novos. Distinta
das outras, a ISO 9003 era mais conservadora e tratava apenas da garantia da qualidade
para testes finais e inspeções.

Em 1987 a norma redirecionou o foco na prevenção e identificação de produtos não-


semelhantes para a satisfação do cliente. Em 1994 a versão continuou a encorajar o
afastamento da inspeção e controle de processos de modo a conservar o foco nos
consumidores. E fora exigida a criação de um manual da qualidade para apontar todos
os procedimentos que haviam sido feitos para o sistema da qualidade.

A versão também requisitava a participação dos profissionais de todas as áreas


relacionadas às etapas do projeto, e a validação dos produtos se tornou uma ação
importante para garantir que as mercadorias estavam de acordo com os requisitos e às
necessidades do cliente.

As condições de controle foram modernizadas para incluir a manutenção dos


equipamentos como forma de assegurar a segurança e também a capacidade contínua
dos procedimentos. A necessidade de uma ação preventiva ainda foi ressaltada na

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Evolução do Conceito Qualidade

versão de 1994, que incluía uma seção inteira sobre os processos de correção e
prevenção das máquinas.

2000

A atualização da norma em 2000 ficou mais imparcial. Ela manteve o foco na satisfação
dos clientes, mas também apontou a necessidade de melhorias contínuas e dos produtos
seguirem um padrão em comparação à ISO 9000 de 1994. Dessa vez a versão não
detinha exigências quanto à estrutura dos documentos nem ao layout do Sistema de
Gestão da Qualidade.

O que representou uma oportunidade excelente – e também um desafio – para as


organizações eliminarem documentos e procedimentos desnecessários que
comprometiam a eficiência dos processos. A partir de então cada empresa passou a
determinar qual documentação era necessária e por quais meios elas seriam utilizadas.

Nessa versão, a ISO 9001 aponta 8 Princípios do Sistema de Gestão da Qualidade que
precisam ser aplicados na cultura organizacional caso as empresas queiram melhorar o
seu desempenho. Esses fundamentos são:

liderança;

Foco no cliente;

Melhoria contínua;

Envolvimento das pessoas;

Abordagem por processos;

Abordagem sistêmica para a gestão;

Benefícios mútuos nas relações com fornecedores;

Abordagem factual para a tomada de decisão.

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Evolução do Conceito Qualidade

2008

Na versão de 2008, os stakeholders também começaram a ganhar importância dentro do


Sistema de Gestão da Qualidade. Não só os clientes mas os fornecedores,
colaboradores, acionistas e outras partes interessadas também eram importantes. Todos
precisavam sentir-se satisfeitos quanto aos produtos e à qualidade dos processos.

Nisso o objetivo da norma ISO 9001 passou também a exigir que melhorias fossem
executadas para garantir o desempenho da equipe, o bom relacionamento com
fornecedores, o apoio dos acionistas e também a continuidade da organização no
mercado.

2015 — Versão atual

Nessa última versão da ISO 9001 são apontadas apenas algumas modificações. Agora a
norma volta a sua atenção para a geração de resultados e também melhorias. Dentro
dessas alterações a mais importante está relacionada aos seus princípios, que hoje
podem ser destacados como sendo:

foco no cliente;

liderança;

engajamento das pessoas;

abordagem de processos;

melhoria;

tomada de decisão baseada em evidência;

gestão de relacionamento.

Estes 7 valores são os pilares do comportamento da organização e devem ser aplicados


para direcionar funções e melhorar a experiência dos envolvidos. Sejam os operadores
das máquinas, fornecedores, direção da empresa ou clientes, todos precisam estar
satisfeitos com a qualidade dos processos.

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Evolução do Conceito Qualidade

5-Evolução da Gestão da Qualidade Vs Evolução ISO 9001

Do inicio, quando o trabalho dos artesãos era escasso, para o surgimento das fábricas e a
necessidade de monitoramento para a garantia da qualidade passaram-se séculos.
Conforme o mercado se desenvolveu, foram sendo exigidas novas adaptações para
atender o público e também para reduzir os custos que prejudicavam o crescimento.

Do Controle de Qualidade, onde o foco da empresa era direcionado apenas aos


processos, passou-se então para a Garantia da Qualidade, onde a necessidade estava
também em fornecer produtos cada vez mais aprimorados. Após perceberem que só os
processos e o fornecimento de produtos não eram o suficiente, criaram então o Sistema
de Gestão da Qualidade onde todos os envolvidos passaram a ser peças-chave para
garantir a qualidade e o sucesso dos negócios.

Diferente das fases de evolução da Gestão da Qualidade, a ISO 9001 foi criada para unir
todos os setores em prol de um mesmo objetivo. Operadores, clientes, fornecedores,
direção… Todos fazem parte de um propósito para oferecer valor e confiança.

Com a ISO 9001, as empresas se tornaram mais competitivas e desde então passaram a
conquistar uma posição mais confiável no mercado. E isso porque a implementação dos
princípios confere maior produtividade, organização e também credibilidade.

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Evolução do Conceito Qualidade

Conclusão

Com tudo concluímos que os empresários, gerentes e administradores que ainda


estão presos a velhos paradigmas deverão ficar mais atentos ao contexto que os cerca e
fazer uma profunda revisão seus conhecimentos e crenças pessoais. Aquilo que
funcionou no passado e foi responsável pelo sucesso, possivelmente já não garante mais
os mesmos resultados. Tão pouco as novas teorias, ou tecnologias organizacionais são
totalmente competentes, por si só, resultam alguma transformação substancial no
contexto em que vivemos.
Na opinião de Caravantes, as mudanças que estamos vivendo e as que desejamos
com ansiedade é fruto da ação dos indivíduos especialmente daqueles colocados em
posições chaves nas organizações e nações. São indivíduos que tomam decisões, como
foi visto no modelo de Simon, que afetam o destino das organizações por eles dirigidas.

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Evolução do Conceito Qualidade

Web grafia

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%C3%A7%C3%A3o+qualidade&qs=n&form=QBRE&sp=-
1&pq=evolu%C3%A7%C3%A3o+&sc=8-
9&sk=&cvid=1ACEF193ACB84F6C86BDE9F003ABB4D0

https://marketingfuturo.com/evolucao-da-qualidade-historico-dos-sistemas-de-gestao-da-
qualidade/

https://www.doo.com.br/gestao-da-qualidade-do-principio-a-evolucao

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