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Bioestatística

PROF. Dr. GABRIEL RODRIGUES NETO


INÍCIO
GRADUAÇÃO

LABOCINE (CNPq): Laboratório de Cineantropometria de Desempenho Humano

GPCASD (CNPq): Grupo de Pesquisa em Cineantropometria, Atividade Física e


Saúde, Desenvolvimento e Desempenho Humano - NPCMH/UFPB
ESPECIALIZAÇÃO

Fisiologia do Exercício
MESTRADO

Biomecânica do Movimento Humano

Membro do Grupo de Pesquisa do Departamento de Ginástica da Escola de


Educação Física e Desporto da UFRJ
DOUTORADO

Cineantropometria e Desempenho Humano

LABOCINE (CNPq): Laboratório de Cineantropometria de Desempenho Humano


 70 artigos científicos publicados e aceites;

 Um livro escrito;

 Oito capítulos de livros;

 Mais de 70 trabalhos em anais de congressos nacionais e


internacionais;
 Membro do corpo editorial das revistas:

 Motricidade;

 International Journal of Sport Studies for Health;

 Ciências da Saúde Nova Esperança;

 Journal of Endocrinology and Diabetes Mellitus.


Revisor dos periódicos científicos
1 Sports Medicine (Auckland) (A1 / FI: 7.074);
2 Journal of Science and Medicine in Sport (A1 / FI: 3.929);
3 Frontiers in Physiology (A1 / FI: 3.394);
4 Life Sciences (A1 / FI: 3,234);
5 Genes (A1 / FI: 3.191);
6 Journal of Sports Sciences (Print) (A1/ FI: 2.733);
7 Clinical Physiology and Functional Imaging (A1 / FI: 2.6);
8 European Journal of Sport Science (A1 / FI: 2.576);
9 Applied Physiology, Nutrition, and Metabolism (A1 / FI: 2.518);
10 International Journal of Sports Medicine (A1 / FI: 2.453);
11 Research Quarterly for Exercise and Sport (A1 / FI: 2.268);
12 Physical Therapy in Sport (A1 / FI: 1.919);
13 Journal of Electromyography and Kinesiology (A1 / FI: 1.568);
14 Sports Medicine – Open (A1 / SFI);
15 Muscle and Nerve (Online) (A2 / FI: 2..496);
16 Sports Biomechanics (A2 / 1.141);
17 ARCHIVES OF ENDOCRINOLOGY AND METABOLISM
18 Perceptual and Motor Skills (A2 / 0,703);
19 Acta Physiologica Hungarica (B1 / FI: 0.571);
20 Motricidade (Santa Maria da Feira) (B1 / SFI);
21 Motriz (B1/SFI);
22 Acta Scientiarum. Health Sciences (Online) (B2 / SFI);
23 O Mundo da Saúde (ONLINE) (B2 / SFI);
24 Chinese Journal of Physiology (SC / FI: 1.167);
25 Revista de Ciências da Saúde Nova Esperança (SC / SFI);
26 International Journal of Women's Health and Wellness (SC / SFI);
27 Kinesiology: International Journal of Fundamental and Applied Kinesiology (SC / SFI);
28 Journal of Physical Education and Sport Management (SC / SFI);
29 Educational Research and Reviews (SC / SFI).
 Tem experiência em Cineantropometria:

 Morfológica;
 Cardiorrespiratória;
 Neuromuscular;

 Treinamento de Força;

 Kaatsu Training (restrição de fluxo sanguíneo);

 Bioestatística;

 Pesquisa.
Graduação e Pós-Graduação

Graduação
Professor de Pós-graduação
Lato sensu
AUTOR de
uma
guideline
CRONOGRAMA E PLANO DE
ENSINO
Como utilizar a estatística no
trabalho científico (Noções
Básicas)?
O QUE É ESTATÍSTICA?

Trabalhos que consistem em apresentações de


dados numéricos sobre assuntos particulares (DECS,
2020; MESH, 2020).
O QUE É BIOESTATÍSTICA?

Aplicação da ESTATÍSTICA a sistemas biológicos e


organismos que envolve a recuperação ou a coleta, a
análise, a redução e a interpretação de dados qualitativos e
quantitativos. Aplicação da estatística a problemas
biológicos e médicos (DECS, 2020; MESH, 2020).
ANÁLISE ESTATÍSTICA

Métodos de exame, avaliação e interpretação de


dados referentes a determinado evento ou grupos de
indivíduos (DECS, 2020; MESH, 2020).
COMO ELA PODE SER DIVIDIDA?

 Estatistica descritiva:
Envolvida com o resumo e a apresentação dos dados.

 Estatística Inferencial:
Ajuda a concluir sobre conjuntos maiores de dados
(populações) quando apenas partes desses conjuntos (as
amostras) foram estudadas.
OBTENDO OS DADOS
 Os dados são resultantes de medidas, contagens ou
experimentos realizados.

 Dados Primários: Obtidos diretamente pelo


pesquisador;

 Dados Secundários: Obtidos de fontes diversas,


como artigos, estatísticas.
Instrumentos de coleta
Instrumentos que permitirão a coleta, o levantamento
de dados e a produção de informações (THOMAS;
NELSON; SILVERMAN, 2012).
INSTRUMENTOS

Selecionando o instrumento:

Tipo de pesquisa

Quantitativa Qualitativa

Dados estudados Dados estudados


INSTRUMENTOS

Selecionando o instrumento:

Objetividade
Validade Fidedignidade

Confiabilidade

(TRITSCHLER, 2003)
VALIDADE
É a determinação do grau em que o teste mede
aquilo que se propõe a medir.

Forma de determinação:
• comparação com testes de validade conhecida direto
(referência = padrão ouro) x indireto;
• definição a partir de opinião de pessoas de reconhecido
gabarito no assunto;
• por conhecimentos teóricos fundamentados em literatura;
OBJETIVIDADE

É o grau em que esperamos consistência nos


resultados, quando o teste é aplicado por
diferentes avaliadores na mesma amostra

Formas de determinação:
• comparação de resultados pelo coeficiente de correlação
de Pearson (r > 0,90)
Reprodutibilidade / Fidedignidade

É o grau em que esperamos que os resultados


entre teste e reteste sejam consistentes
(reprodutivos)
- mesmo observador

Forma de determinação:
• comparação de resultados dependentes: teste x
reteste;
Parâmetro para seleção de testes

Validade Fidedignidade Objetividade

Excelente 0,80 – 1,00 0,90 – 1,00 0,95 – 1,00

Bom 0,70 – 0,79 0,80 – 0,89 0,85 – 0,94

Regular 0,50 – 0,69 0,60 – 0,79 0,70 – 0,84

Fraco 0,00 – 0,49 0,00 – 0,59 0,00 – 0,69


Fonte: (Safrit, 1981 apud MARINS, GIANNICHI, 1998).
ESTRUTURAÇÃO PARA COLETA DE DADOS

 Devemos realizar pré-testagem do questionário a ser


aplicado

 Questionário = questão ou pergunta

 Base de Dados = campo

 Análise Estatística = variável


Variáveis

 Variáveis Independentes: influenciam de alguma forma uma


variável dependente;

 Variáveis Dependentes: são aquelas cujo comportamento se


quer verificar em função das variáveis independentes.

 Variáveis Intervenientes: são variáveis que não são diretamente


objeto de estudo mas que também interferem na relação entre
as variáveis independentes e dependentes.
Tipos de Variáveis

 Variáveis Qualitativas: São as que apresentam como possíveis


realizações uma qualidade (ou atributo) do indivíduo ou objeto
pesquisado.

 Variáveis Quantitativas: São as que apresentam como possíveis


realizações números resultantes de uma contagem ou
mensuração.
As Variáveis Qualitativas podem ser:

 Nominal: para a qual não existe nenhuma ordenação nas


possíveis realizações.
Ex.: tipo de uma doença, causa de mortes, sexo, religião, cor dos
olhos.

 Ordinal ou Por Postos: para a qual existe uma certa ordem nos
possíveis resultados.
Ex.: grau de instrução, estágio de uma doença,
classe social (baixa, média e alta)
As Variáveis Quantitativas podem ser:

 Discretas: os possíveis valores resultam, frequentemente, de


uma contagem.
Ex.: número de filhos;

 Contínuas: os possíveis valores resultam, normalmente, de uma


mensuração.
Ex.: altura, peso ou idade de um indivíduo,
litros de água consumido em um hospital.
Repetindo...

Qualitativas Quantitativas
(Categóricas) (Numéricas)

Nominal Ordinal Discreta Contínua


(classificação) (classificação) (contagem) (mensuração)

sexo, raça, pressão Número de Peso, altura,


região, grupo sangüínea acidentes, pressão
sangüíneo (baixa, número de sanguínea
normal, alta) filhos
População e amostra

 POPULAÇÃO: É o conjunto formado por todos os


indivíduos ou objetos que apresentam pelo menos uma
característica comum, cujo comportamento interessa
analisar.

 AMOSTRA: É um subconjunto, uma parte


representativa da população, através da qual se faz uma
análise das características dessa população.
População e amostra

n
Tipos de Amostra
Existem duas técnicas Básicas:
 Amostragem Probabilística: cada membro da população tem
uma probabilidade especificada de ser escolhido, a AP é muito
importante, quando queremos fazer afirmações precisas sobre
determinada população, com base nos resultados de um
levantamento.

 Amostragem não probabilística: não sabemos qual é a


probabilidade de um membro qualquer da população ser
escolhido, embora não seja sofisticada, é bastante frequente e
útil.
Tipos de Amostra
Amostragem Probabilística:
:
 Randômica Simples: Cada membro da população tem a mesma
probabilidade de ser selecionado para a amostra. Se a população tiver
1000 membros, cada um tem uma chance em mil de ser selecionado;
 Randômica Estratificada: A população é dividida em subgrupos (ou
estratos), utilizando-se então a técnica de amostragem randômica para
selecionar membros de cada estrato da amostra;
 Por Agrupamento: o pesquisador pode identificar “agrupamentos”
de indivíduos e extrair uma amostra.
Tipos de Amostra
Amostragem Não-Probabilística:

 Acidental: ou “por conveniência”, onde o pesquisador seleciona os


participantes de acordo com sua conveniência;

Por Quota: o pesquisador escolhe uma amostra que reflete a


composição numérica de vários subgrupos na população. A
amostragem por quota é semelhante ao procedimento de amostragem
estratificada, mas não envolve escolha randômica, os indivíduos são
selecionados de maneira acidental.
Entenda o Fluxo Necessário para
Resultados Consistentes
Medidas de tendência central

 São dados que tendem em geral, a se concentrar em torno


de valores centrais. Dentre as medidas de tendência central,
destacamos:

 Média aritmética ou Média;

 Moda;

 Mediana.
Gráfico
Mediana

A mediana Md é um valor localizado na posição central


dos dados de tal forma que 50% dos valores são menores
do que Md e os restantes 50% são maiores.

Depois de ordenar os n valores da variável de forma


crescente, a Md é determinada de acordo com o tipo do
número n:

 Se n for um número ímpar, a Md será o valor da variável


situado na posição central;

 Se n for um número par, a Md será igual ao resultado


de somar os dois números centrais e dividir por 2.
Moda
É o valor da variável que mais se repete ou valor com
mais frequência.

Média
A medida de posição mais utilizada é a média
aritmética ou simplesmente média de uma amostra
ou variável.

É o resultado de dividir a soma dos valores das


observações X1, X2, ... , Xn pela quantidade de
dados n. n

X i n

X
i 1 1
X   i
n n i 1
Conceito: A média e a
mediana estão à direita da
moda
mediana
CARACTERÍSTICAS DO DESVIO PADRÃO

 O desvio padrão é sempre um número positivo.


 Se os dados de uma variável forem iguais, o desvio
padrão será zero.
 O desvio padrão não é uma medida resistente, pois
é afetada pelos valores extremos da variável.
 O desvio padrão depende da soma dos quadrados
dos desvios dos dados da variável com relação à
sua média. Portanto, quanto menor for o desvio
padrão, mais os valores da variável se aproximarão
de sua média.
 Quanto mais os dados se afastarem da média,
maiores serão os desvios e, consequentemente, maior
será o desvio padrão da variável.
Site para calcular o Desvio
Padrão

https://pt.khanacademy.org/math/probability/data-distributions-
a1/summarizing-spread-distributions/a/calculating-standard-deviation-
step-by-step
Exemplo
Exemplo - André
Exemplo - André
Exemplo - André
Exemplo - Bruna
Exemplo - Bruna
Exemplo - Resumo
Probabilidade

 Probabilidade é um ramo da Matemática em que as


chances de ocorrência de experimentos são
calculadas. É por meio de uma probabilidade, por
exemplo, que podemos saber desde a chance de obter
cara ou coroa no lançamento de uma moeda até a
chance de erro em pesquisas.

 A história da teoria das probabilidades teve início


com os jogos de cartas, dados e de roleta. Esse é o
motivo da grande existência de exemplos.
Hipótese

 Hipótese é a suposição de algo que pode (ou não)


ser verosímil, que seja possível de ser verificado, a
partir da qual se extrai uma conclusão.

 Popularmente, o termo é utilizado como sinônimo de


especulação, chance ou possibilidade de algo
acontecer.
Testes de normalidade dos dados
 Kolmogorov-Smirnov: Maior que 30 pessoas
 Shapiro-Wilk: Menor que 30 pessoas

 Paramétricas: Não existe muita dispersão nos


dados;
 Não-Paramétricas: Existe uma variabilidade do
centro dos dados;
TESTES INFERENCIAIS
 Teste t entre uma média da amostra e uma média da
população;

 Teste t dependente: Medias de amostras iguais;

 Teste t Independente: Medias de amostra diferentes.

 Anova (analise de Variância): Para medidas


repetidas, one-way / Two-way...
Amostras ou Grupos

Duas k

Teste de Natureza da
Nível de
normalidade variável
mensuração
Uma Emparelhado Emparelhado ou
Independente ou pareado ou Independentes pareado ou
dependente dependente

Qui-Quadrado
Não- Qui-Quadrado (independência);
McNemar Mediana;
paramétrico (aderência); Q de Cochram
Qualitativas (variável
Nominal (variável dicotômica)
dicotômica) Independência
Runs 2) Fischer
(2x2)

Não-
Qualitativas 1)Mann- 1) ANOVA de
paramétrico Ordinal
Whitney; Kruskal-Wallis ANOVA de Friedman
Kolmogorov- 1)Wilcoxon
2) K-S-Z; (Exp. Inteiram. (Exp. em Blocos
Não- Smirnov (K-S) 2) Sinal
3)Moses; Casualizado), casualizados)
paramétrico 4)W-W 2) Mediana
Quantitativas Escalar
p < 0,05

ANOVA (Exp.
Paramétrico Teste-t
Inteiramente
Teste-t Teste-t pareado ou ANOVA (Exp. Com
Quantitativas Escalar casualizado –
p > 0,05 simples independente emparelhado ou medidas repetidas)
one-way, two-
dependente
way)
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
1. CAMPOS, R. Bioestatística: coleta de dados, medidas e análise de resultados. 1ª ed.
São Paulo: Érica, 2014.

2. BLAIR, C. R. Bioestatística para ciências da saúde. 1ª ed. São Paulo: Pearson, 2013.

3. FIELD, A. Descobrindo a estatística usando o SPSS. São Paulo: Artmed, 2009

4. GLANTZ, S. A. Princípios de bioestatística. 7 ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

5. MARTINEZ, E. Z. Bioestatística para os cursos de graduação da área da saúde. 1ª ed.


São Paulo: Blucher, 2015.

6. OLIVEIRA-FILHO, P. F. Epidemiologia e bioestatística - Fundamentos para a leitura


crítica. 1ª ed. Rio de Janeiro: Rubio, 2015.

7. THOMAS, J. R.; NELSON, J. K.; SILVERMAN, S. J. Métodos de pesquisa em atividade


física. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012.

8. VIEIRA, S. Introdução à bioestatística. 5ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.


Muito Obrigado
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