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REPÚBLICA DE ANGOLA

MINISTÉRIO DA SAÚDE
HOSPITAL REGIONAL DO LOBITO
PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA GERAL INTEGRAL

TEMA:BIOÉTICA

Nome: ADÉRITO PIMENTEL


R-1MGI

BENGUELA, JANEIRO DE 2022


ÍNDICE
INTRODUÇÃO.........................................................................................3

EDUACAÇÃO PARA A SAÚDE..............................................................4

IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE........................................5

Como a educação em saúde é aplicada..............................................6

O ESTILO DE VIDA COMO UM FATOR DETERMINANTES DA SAÚDE


..............................................................................................................................7

PAPEL NA MODIFICAÇÃO DO MODO DO ESTILO DE VIDA..............8


INTRODUÇÃO
A Promoção e Educação para a Saúde em meio escolar é um processo
contínuo que visa o desenvolvimento de competências das crianças e dos
jovens, permitindo-lhes confrontarem-se positivamente consigo próprios,
construir um projeto de vida e serem capazes de fazer escolhas individuais,
conscientes e responsáveis. A promoção da educação para a saúde na escola
tem, também, como missão criar ambientes facilitadores dessas escolhas e
estimular o espírito crítico para o exercício de uma cidadania ativa.
A educação está presente a todo o momento na vida do ser humano.
Ela prevê interação entre as pessoas envolvidas dentro do contexto educativo
e destas com o mundo que as cerca, visando a modificação de ambas as
partes.
Porém, é um processo complexo e não existe uma definição única. No
caso específico da educação em saúde pode se dizer que seus conceitos e
propósitos adaptaram-se conforme as mudanças de paradigma que ocorreram
no sector saúde e foram também influenciadas pelas transformações ocorridas
nos processos pedagógicos da educação escolar de maneira geral.

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EDUACAÇÃO PARA A SAÚDE
A saúde é um conceito positivo, um recurso quotidiano que implica um
estado completo de bem-estar físico, social, mental e não apenas a ausência
de doença e/ou enfermidade. A Organização Mundial da Saúde, com a carta de
Ottawa, definiu Promoção da Saúde como:

 “Processo que possibilita às pessoas aumentar o


seu domínio sobre a saúde e melhorá-la”, ou seja,
coresponsabilizou o indivíduo pela sua saúde e pela saúde
da comunidade.

Dentro desta perspetiva, a Educação para a Saúde deve ter como


finalidade a preservação da saúde individual e coletiva. Em contexto escolar,
Educar para a Saúde consiste em doptar as crianças e os jovens de
conhecimentos, atitudes e valores que os ajudem a fazer opções e a tomar
decisões adequadas à sua saúde e ao seu bem-estar físico, social e mental,
bem como a saúde dos que os rodeiam, conferindo-lhes assim um papel
interventivo.
A educação na saúde, consiste na produção e sistematização de
conhecimentos relativos à formação e ao desenvolvimento para a actuação em
saúde, envolvendo práticas de ensino, diretrizes didáticas e orientação
curricular.
Os cenários de atuação dos profissionais da saúde são os mais
diversos e com o rápido e constante desenvolvimento de novas tecnologias.
Além de exigências diárias envolvendo inteligência emocional e relações
interpessoais se faz necessário que haja algo para além da graduação, que
possa tornar os profissionais sempre aptos a atuarem de maneira a garantir a
integralidade do cuidado, a segurança deles próprios como trabalhadores e dos
usuários e a resolubilidade do sistema.
Nesse processo de múltiplas determinações e relações torna-se
fundamental o papel das instituições de serviço para o desenvolvimento das
capacidades dos profissionais, de maneira a contribuir para essa formação.
Nesse contexto o traço original da educação deste século é a colocação do
indivíduo nos contextos social, político e ético-ideológico.

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A educação no século XX tornou-se permanente e social e as ideias
universalmente difundidas entre elas é a de que não há idade para se educar,
de que a educação estende-se pela vida e ela não é neutra, mas engajada.
As práticas de educação em saúde envolvem três segmentos de
actores prioritários:
 Os profissionais de saúde que valorizem a prevenção e a promoção
tanto quanto as práticas curativas;
 Os gestores que apoiem esses profissionais;
 E a população que necessita construir seus conhecimentos e aumentar
sua autonomia nos cuidados, individual e coletivamente.

Embora a definição da OMS apresente elementos que pressupõem


essa interação entre os três segmentos das estratégias utilizadas para o
desenvolvimento desse processo, ainda existe grande distância entre retórica e
prática. A educação em saúde como processo pedagógico requer o
desenvolvimento de um pensar crítico e reflexivo, permitindo desvelar a
realidade e propor ações transformadoras que levem o indivíduo à sua
autonomia e emancipação como sujeito histórico e social, capaz de propor e
opinar nas decisões de saúde para cuidar de si, de sua família e de sua
coletividade.

IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE


A educação em saúde não deve se concentrar apenas nos jovens, mas
sim em tentar ajudar a aumentar a conscientização de toda a população.
A educação em saúde é um pilar fundamental para qualquer país e
sociedade actualmente. É um processo que busca fazer com que a
população adquira uma série de conhecimentos e habilidades que lhes
permitam tomar decisões relacionadas à sua própria saúde.
Embora muitas pessoas pensem que o conceito de saúde é apenas a
ausência de doença, a verdade é que ele abrange muitos outros
aspectos. Devemos entender a saúde como um estado de bem-estar
pessoal e social.

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Além disso, é importante ter em mente que, para ter uma boa saúde, é
preciso promover a responsabilidade de cada pessoa. Não apenas adotar
hábitos saudáveis consigo mesmo, mas também influenciar os outros a fazê-lo.
Portanto, neste artigo, explicaremos a importância da
educação em saúde, além de mencionar algumas medidas e propostas típicas
desse processo.

Como a educação em saúde é aplicada


Como qualquer outro processo educacional, a educação em saúde
pode ser realizada por diferentes métodos. Primeiro, existem os métodos
diretos ou bidirecionais. São aqueles em que o papel de educador e ouvinte
é estabelecido.
Para executar métodos diretos, é preciso haver uma certa
proximidade entre a pessoa que educa e as que aprendem. Seria, por
exemplo, uma aula em que o professor transmite o conhecimento ou uma
discussão em grupo.
Dentro desses métodos, também
encontramos palestras sobre conteúdo e diálogo em
saúde. Um exemplo claro de diálogo é quando o médico,
em consulta, faz uma série de recomendações direcionadas
ao paciente.

Por outro lado, existem métodos indiretos, também chamados de


unidirecionais. Eles se baseiam no fato de uma pessoa emitir uma mensagem
que pode alcançar um número maior de pessoas, por meios como a televisão.
Entre os métodos indiretos estão os meios audiovisuais  e
sonoros. Por exemplo, a educação em saúde pode ser feita através de
folhetos, pôsteres ou jornais. O rádio e o cinema são outras opções.

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O ESTILO DE VIDA COMO UM FATOR DETERMINANTES
DA SAÚDE
Os comportamentos que adotamos, ao longo de nossa vida,
influenciam diretamente em nosso estado de saúde e doença. Esses
comportamentos se modificam ao longo da história e de acordo com a cultura,
compondo um processo dinâmico e de relações recíproco entre o real estado
de saúde e doença, partindo de uma rede causal múltipla e complexa.
Conhecer como a saúde e a doença se comporta nos indivíduos (a Clínica);
conhecer o modo pelo qual à saúde e a doença se relaciona com o meio social
(a Medicina Social); contar estes fatores para observá-los no coletivo (a
Estatística) e como isso se reflete nas escolhas pessoais é fundamental para
se intervir corretamente no problema. (MEDRONHO, 2002)

POSSAS (1989) relata que o estilo de vida está relacionando as formas


social e culturalmente determinadas de vida, que se expressam no padrão
alimentar, no dispêndio energético cotidiano no trabalho e no esporte, hábitos
como fumo, álcool e lazer. A forma como cada pessoa gere o seu próprio ser,
sua saúde, através de hábitos, de opções individuais que podemos chamar de
estilo de vida.
Consumo de álcool e tabaco, má alimentação, obesidade,
sedentarismo, não saber conciliar o estresse do dia a dia entre outras coisas,
são uns dos principais fatores que causam doenças ligadas ao estilo de
vida. No que se refere à saúde e estilo de vida fatores importantes como
educação, paz, habitação, renda, alimentação, meio ambiente, entre outros são
de extrema importância. 
Para ter qualidade de vida, precisa-se adotar ou ter um estilo de vida
adequado. A longevidade está totalmente ligada a esse estilo de vida, ao bem
estar físico, mental, psicológico, emocional, saúde, educação.  O ser humano
mede a sua condição de vida pela qualidade dentro dos estados mencionados
acima. (URURAHY).
Segundo o Guia Prático do Agente Comunitário de Saúde (2009), a
atividade física é um fator determinante para a prevenção de doenças, no que

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tange o estilo escolhido e adaptado a cada pessoa. Vai apontar os benefícios
biológicos, psicológicos e sociais, dentre os quais podemos citar:
 Bom humor, autoestima, diminuição da ansiedade e do stress;
 Melhora do funcionamento intestinal;
 Aumento da imunidade;
 Qualidade do sono;
 Controle do peso corporal
 Prevenção de varias doenças, tais como hipertensão, e outras
doenças cardiovasculares, etc.

É claro que uma coisa depende da outra, fazer atividade física de uma forma
inadequada também pode prejudicar a saúde. Todo e qualquer processo deve
ser acompanhado por um profissional habilitado, ele indicará o melhor caminho
para cada pessoa.

O estilo de vida prova que saúde também é uma questão de escolha. As


melhores escolhas influenciam diretamente no que somos e seremos, por isso
é tão importante ficar atento com os sinais que o próprio corpo às vezes nos
dá. Cansaço excessivo, insônia e outros fatores podem indicar que uma
mudança se faz necessária, e quanto antes ela ocorra mais rápido serão
resolvidos alguns problemas, que se agravados poderão ficar sem solução.

PAPEL NA MODIFICAÇÃO DO MODO DO ESTILO DE


VIDA
O «estilo de vida» de um indivíduo pode ser definido como a sua
maneira própria, pessoal, de viver, de pensar e de se relacionar. Engloba as
suas opiniões, as suas atitudes e as suas convicções acerca do corpo e da
mente e o modo como cuida deles.
O estilo de vida engloba os «comportamentos», como os alimentares,
de beber, de fumar ou não fumar, de conduzir veículos, de lidar com as
situações problemáticas e acontecimentos de vida. O comportamento terá
assim um significado mais restrito e concreto, comparado com estilo de vida.
Actualmente, encarada como “um processo baseado em regras
científicas que utiliza oportunidades educacionais programadas por forma a
capacitar os indivíduos, agindo isoladamente, ou em conjunto, para tomarem
decisões fundamentais sobre assuntos relacionados com a saúde” (OMS,

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1990), é possível verificar que esta concepção evidencia o papel formativo e
fomentador de estilos de vida saudáveis do educador.
É através de acções de Educação para a Saúde que o indivíduo toma
decisões conscientes sobre o que são as suas escolhas mais saudáveis, é
estimulado a interagir com os indivíduos da sua comunidade, promove acções
para uma vida saudável e participa responsável e activamente no processo
educativo. Os intervenientes no processo educativo não devem cingir-se a ser,
apenas, meros divulgadores de informação; devem, pelo contrário, tornar-se
genuínos dinamizadores da reflexão dos grupos e da comunidade, de forma a
estimulá-los a interpretar o seu modo de vida e a reflectir os seus contextos, de
maneira a poderem identificar e mobilizar os recursos disponíveis para se
manterem saudáveis.
A Educação para a Saúde pode ser entendida como a promoção da
literacia em saúde e a actividade educativa tem como principais finalidades:
aumentar a consciencialização das comunidades sobre as questões
relacionadas com a saúde dos seus membros, colocar as questões da saúde
na agenda das pessoas, auxiliar a aquisição de conhecimentos e competências
e promover atitudes favoráveis à saúde e à promoção de valores de bem-estar
e equilíbrio.

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CONCLUSÃO
Qualidade de vida e saúde são termos indissociáveis. A Qualidade de vida surge, de tal
forma, associada à saúde que muitos autores não as distinguem uma da outra. Para
eles saúde e qualidade de vida são a mesma coisa. De facto, a saúde não é o único
fator que influencia a nossa qualidade de vida, contudo ela tem uma importância fulcral.

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