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PROCESSO 0002687-96.2005.814.

0006
INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE.

REQTE.: LETÍCIA R. (MÃE ANA KELLY R.C.)


REQDO.: EDVANDRO BASTOS DE SOUZA.

No dia e hora da audiência designada pelo


Juízo, foi aberta audiência de CONCILIAÇÃO, INSTRUÇÃO E
JULGAMENTO nos autos do Processo acima referido. O
Representante do Ministério Público estava ausente no
início da audiência. Feito o pregão, fez-se presente a
parte autora desacompanhada de advogado. Na oportunidade, o
Juiz designou a advogada JACIRA RODRIGUES para o patrocínio
da parte autora. Presente o Requerido, acompanhado de
advogado. No curso da audiência, fez-se presente o promotor
Alexandre Manuel Lopes.
Iniciada a audiência, não houve
possibilidade de acordo. Em seguida, passou–se à instrução
da demanda .
De início, este Juízo deixa acolher a
preliminar de legitimidade ativa do órgão ministerial, uma
vez que a atuação extraordinária tem expressa chancela na
Lei 8.560/1992.
1. ANA KELLY RIBEIRO DA COSTA (já identificada nos autos).
Interrogada pelo Juízo, respondeu que: confirma os termos
da petição inicial, assim como as declarações de fls. 08;
QUE ainda mora no mesmo endereço constante nos autos,
oportunidade em que foi advertida de que DEVE COMUNICAR A
ESTE JUÍZO QUALQUER MUANÇA TEMPORÁRIA OU DEFINITIVA DE
ENDEREÇO; QUE não está trabalhando; QUE não tem outro
companheiro atualmente; QUE tem outro filho de oito anos de
idade; QUE estava trabalhando em casa de família como
empregada doméstica, mas precisou deixar o emprego, pois
sua mãe adoeceu e veio a falecer recentemente. QUE como não
tem com quem deixar seus filhos, teve que parar de
trabalhar; QUE está sendo mantida pelo seu pai e também
recebe uma ajuda financeira da família de seu primeiro
filho, que tem oito anos; QUE a Investigante não possui
nenhum problema de saúde que exija acompanhamento médico
constante; QUE não há a menor possibilidade da Investigante
ser filha de outro homem; QUE sabe que o Requerido
trabalha, mas não sabe com o quê e tampouco a remuneração
dele; QUE sabe que o Requerido tem uma noiva, mas não tem
outro filho; QUE o durante a gravidez, o Requerido não
prestou qualquer auxílio. QUE o Requerido e sua família não
têm qualquer contato com a criança.
DADA A PALAVRA A ADVOGADA, respondeu que: reconhece que, na
primeira quinzena de novembro teve relação sexual com um
conhecido, sem uso de métodos contraceptivos; QUE este seu
parceiro se chamava CARLOS; QUE Carlos não mora mais em
Belém ou Ananindeua; QUE não tem mais informações dele; QUE
a sua menstruação veio normalmente em dezembro, antes da
relação mantida com o Requerido; QUE sua menstruação sempre
foi regular; QUE depois da relação mantida com o Requerido,
nos meses seguintes, não se relacionou sexualmente com
outros homens; QUE assim se manteve durante a gravidez; QUE
mora próximo da casa do Requerido; QUE nunca convidou os
parentes do Requerido para aniversário da criança; QUE o
Requerido fala para toda vizinhança que a Investigante não
é sua filha e que a RL não sabe quem é o pai; QUE uma
vizinha sua que conhece apenas como BENEDITA, afirma que a
Investigante se parece muito com o Requerido, “em tudo”;
QUE outra vizinha, conhecida por LUZIA afirma a mesma
coisa; QUE a irmã do Requerido, chamada DIANA, sabe que a
declarante manteve relações sexuais na ata afirmada, até
porque o fato ocorreu na casa dele. QUE a declarante deixou
a casa dele no dia seguinte.
DADA A PALAVRA AO ADVOGADO DO REQUERIDO, respondeu que: o
Requerido não foi visitar a criança, logo após o
nascimento; QUE foi a própria declarante que foi à porta da
casa do Requerido exigir a ajuda dele; QUE a criança não
está matriculada em creche ou escola.
NADA MAIS HAVENDO, ESTE JUÍZO PASSOU A OUVIR O REQUERIDO.
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2. EDIVANDRO BASTOS DE SOUZA (RG: 3557725. FILIAÇÃO: MIGUEL
RAIOL DE SOUZA E LINDOMAR BASTOS DE SOUZA. CPF: 702520922-
87). Interrogado pelo Juízo, respondeu que: não usou
preservativo; QUE na época moravam próximos e ainda
continuam morando no mesmo endereço; QUE trabalhava como
vigilante e que atualmente está desempregado, mas passou no
concurso público em Castanhal; QUE tem uma companheira, mas
dessa relação ainda não advieram filhos; QUE não sabe dizer
se na época da provável concepção a mãe da Investigante
tinha outro parceiro sexual; QUE sua atual companheira
trabalhava na Guarda Municipal de Belém, mas será
dispensada nos próximos meses.
DADA A PALAVRA AO ADVOGADO DO REQUERIDO, respondeu que:
logo após o nascimento da criança, ajudou com duas cestas
básicas; QUE é difícil manter uma conversa com a mãe da
Investigante; QUE a mãe da Investigante fez vexame na
frente da casa do declarante; QUE não possui nenhum
problema de saúde que exija acompanhamento médico
constante, e o mesmo se aplica a sua companheira; QUE sabe
que a mãe da Investigante tinha outro companheiro, mas ele
já havia morrido em dezembro de 2003; QUE acredita que no
período próximo ao contato sexual mencionado, ANA KELLY
tinha relacionamento com outros homens, retificando o que
havia declarado acima ao afirmar não saber se ANA KELLY
tinha outros parceiros.
DADA A PALAVRA A ADVOGADA, respondeu que: na noite anterior
ao contato sexual, havia sápido com a RL e outros amigos,
sendo que na volta estava muito tarde. Em razão disso, Ana
Kelly pediu para dormir na casa do declarante, quando este
lhe disse que havia só uma cama, mas consentiu que ela
fosse para a casa dele; QUE, por fim, ambos dormiram na
mesma cama; QUE ninguém viu Ana Kelly sair da casa dele na
manhã seguinte.
DADA A PALAVRA AO MP, NADA FOI REQUERIDO.
NADA MAIS HAVENDO, ESTE JUÍZO PASSOU A OUVIR A TESTEMUNHA
DO REQUERIDO.
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3. MARCELO TRINDADE JARDIM (natural de Belém, solteiro,
trabalha descarregando caminhão, filho de MARIA DA
CONCEIÇÃO TRINDADE JARDIM, com endereço já informado nos
autos). Aos costumes nada disse. Testemunha compromissada,
não contraditada e advertida da pena cominada ao crime de
falso testemunho. Inquirido por este Juízo, respondeu que:
a única coisa que sabe dos fatos envolvendo Ana Kelly e o
Requerido é o que dizem na rua; QUE mora uma 3 ruas
distante da casa de Ana Kelly; QUE o Requerido trabalhava
em uma firma de segurança; QUE não sabe se ele ainda
trabalha lá; QUE conhece a Investigante e ela Investigante
se parece um pouco com o Requerido, como a cor da pele e o
tipo de cabelo; QUE esclarece que só vê a Investigante de
longe.
DADA A PALAVRA AO ADVOGADO DO REQUERIDO, respondeu que: o
Requerido tem um relacionamento atual; QUE tem uma
companheira, que salvo engano, ela mora com ele; QUE, na
época da provável concepção, pode afirmar que Ana Kelly
freqüentava festas, mas não sabe dizer se ele tinha
diferentes parceiros sexuais; QUE Ana Kelly é muito
explosiva; QUE não sabe dizer se o Requerido ajudou Ana
Kelly durante a gravidez ou após o nascimento da criança;
QUE conhecia um homem apenas por Carlos, do jogo de bola e
que algumas vezes o via na companhia de Ana Kelly; QUE ele
este cidadão não mora mais próximo da casa do declarante.
DADA A PALAVRA AO MP, NADA FOI REQUERIDO.
NADA MAIS HAVENDO, ESTE JUÍZO PASSOU A OUVIR A SEGUNDA
TESTEMUNHA DO REQUERIDO.
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4. NEILSON DA SILVA BARRETO. (natural de Ananindeua,
solteiro, motorista, filho de MARIA FELIX DA SILVA BARRETO,
com endereço já informado nos autos). Aos costumes nada
disse. Testemunha compromissada, não contraditada e
advertida da pena cominada ao crime de falso testemunho.
Inquirido por este Juízo, respondeu que: sabe que o
Requerido teve um único relacionamento sexual com Ana
Kelly; QUE quem lhe contou isso foi o próprio Requerido;
QUE o Requerido trabalhava como vigilante, mas está
desempregado; QUE o Requerido lhe disse que está aguardando
ser chamado em um concurso para o qual obteve a aprovação
em Castanhal; QUE o Requerido tem uma companheira e ambos
residem na mesma casa; QUE não pode afirmar se lá pelos
meados de novembro ou dezembro de 2003 Ana Kelly tinha
outros parceiros sexuais; QUE conhece a Investigante e
acredita que ela se parece com o Requerido.
DADA A PALAVRA AO ADVOGADO DO REQUERIDO, respondeu que: no
período citado, via Ana Kelly na companhia de outros
homens, saindo para festas; QUE não conheceu nenhum Carlos
naquele período, que andasse na companhia de Ana Kelly.
DADA A PALAVRA AO MP, NADA FOI REQUERIDO.
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Deliberação em audiência:
1. Requisite-se data para a realização do
exame de DNA, informando urgência no agendamento do exame.
2. As partes devem informar a mudança
temporária ou definitiva de endereço. O Requerido ficou
ciente de que será intimado do exame por seu advogado.
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Nada mais havendo, foi encerrado o presente
termo de audiência que segue assinado pelo Juiz de Direito
Antonio Jairo de Oliveira Cordeiro.

Antônio Jairo de Oliveira Cordeiro M.P:


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Juiz de Direito

REP. LEGAL:__________________________

REQUERIDO: __________________________ ADV.:


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TESTEMUNHA: _________________________

TESTEMUNHA: _________________________