Você está na página 1de 2

14.

PENSA EM MIM (Conrado d’Ávila / Bernardo Faria)


Inspiração dos meus sonhos não quero acordar | Quero ficar só contigo não vou
poder voar | Pra que parar pra refletir se meu reflexo é você? | Aprendendo uma só vida,
compartilhando prazer | Por que parece que na hora eu não vou aguentar? | Se eu sempre
tive força e nunca parei de lutar? | Como num filme, no final tudo vai dar certo | Quem foi
que disse que pra tá junto precisa tá perto | Pensa em mim | Que eu tô pensando em você
| E me diz | O que eu quero te dizer | Vem pra cá | Pra ver que juntos estamos | E te falar |
Mais uma vez que te amo | O tempo que passamos juntos vai ficar pra sempre | Intimidades,
brincadeiras, só a gente entende | Pra quem fala que namorar é perder tempo eu digo: |
Há muito tempo eu não crescia o que eu cresci contigo | Juntos no balanço da rede, sob o
céu estrelado | Sempre acontece, o tempo pára quando eu tô do seu lado | A noite chega eu
fecho os olhos e é você que eu vejo | Como eu queria estar contigo eu paro e faço um desejo
15. TUDO O QUE VOCÊ QUER SER (Thiago Niemeyer/Vitor Almeida/Conrado d’Ávila)
Eu que invento a minha própria história | E mando embora quem me quer na mão | O vento
sopra e eu mudo a minha direção | Então tente perceber | Não quero carro e não quero
renda | Me entenda, não há nada que me prenda | Não tenho seus problemas | Somos
poucos, somos loucos | Mas não temos nada pra perder | Nem emprego, nem dinheiro |
Somos tudo o que você quer ser | Qualquer lugar pode ser minha casa | Com um bom amigo
pra me receber | E quando eu subo ninguém pode me mandar descer | Ao contrário de você |
Eu não preciso ser remunerado | Calado, viver cumprindo horário | Pra ganhar meu salário
| Milhões de alices dançando pelo ar | Ao som da melodia | Lançam seus risos ao mar e deva-
gar | A noite vira outro dia | Milhões de alices dançando pelo ar | Ao som da nossa melodia...
Agradecimentos: Agradecemos a Deus, nossas famílias, namoradas,
amigos e a todos que nos apóiam e gostam do nosso som.
Ficha técnica: Produzido por Conrado d’Ávila | Gravado nos estúdios Fibra e Visom Digital | Mixado*
e masterizado por Conrado d’Ávila | Arranjos por Darvin e Conrado d’Ávila * (faixas 5, 8, 9 e 14
mixadas por Fabrício Matos)
Darvin é: Thiago Niemeyer – Voz e guitarra | Vitor “Brown Sound” Almeida – Voz, Guitarra e Violão |
Thiagão – Baixo | Eduardo “Dudi” Souto Maior – Bateria
Músicos adicionais: Conrado d’Ávila - Programações de cordas, sintetizadores e violão |
Cadu - Contrabaixo | Octavio Aughusto - Piano
Design por Carolina Cadaval | Fotos por Daniel Perlin |
www.darvin.art.br Foto da capa por Philippe Clairo (philippephotography.com)
1. AURORA (Thiago Niemeyer) 4. ABRIL (Thiago Niemeyer/Vitor Almeida) 7. ESSA EU JÁ VI (Thiago Niemeyer) 11. ESSA EU (TAMBÉM) JÁ VI (Thiago Niemeyer/Vitor Almeida)
Vamos clarear nossas idéias | E unificar as Coréias | Semear flores nos campos de Voltamos à estaca zero então | Como se o tempo nos dissesse não | E o vento leva nossos Paga pra ver, ninguém se importa | E mesmo se alguém perceber | Você jura que não | Já cansei desse lirismo barato da tv | O “deja vu” é recorrente | Roupas caras não me con-
Marte. | Distribuir simpatia | E acordar meio dia | Provar que o mundo está todo errado sonhos | Pelas brechas de nossas mãos | Talvez seja normal fingir | Quando ninguém parece Coincidência ou falta de imaginação? | Ninguém pode provar | Nem perder tempo pra te vencem | Ondas de rádio trazem | Novas redundâncias pelo ar | Frases prontas, refrões
| E o que o acaso nos dá, destino nenhum vai tirar | Vamos sair na rua gritando | O fim ouvir | O som das lágrimas que caem | Sob a chuva fina do céu de abril | Pode parecer que processar | Disco de ouro pro “superstar” | É tão mais fácil jogar assim | Roubando iguais | Um “dar de ombros”, um “tanto faz” | Ninguém parece se importar | É tão díficil
alguns pedaços de mim | Rimas boas pro fim | Quem vai ver? | Rabiscos de caneta em papel | aguentar | É o padrão | Seguido por quem não tem nada pra dizer | É tão mediocre de
está quase chegando | E só nos resta morrer abraçados. | Mesmo que faltem cem anos não tentamos o bastante | Não é fácil ir adiante | Nem tão fácil estar aqui | Vamos correr
Assovios pro céu, sem saber | Mãos para o céu | Fama, dinheiro, arrogância, festinha no se ver | Os mesmos versos queimaram pontes | A sede que envenenou as fontes | Qual a
| Pra uma última guerra | Varrer do planeta terra | Todo os pobres humanos | Que não A vida ainda é tão grande | E leva nossos pés pra algum lugar distante | Tão longe de onde hotel | Uma alma sumiu | “Salva de palmas” o mais novo gênio surgiu | Até tudo acabar, razão ou o porquê? | Dessas mentiras enclausuradas | E melodias sendo roubadas | Não
conhecem o amor... | Se é tão difícil assim | Ver de onde estou | Se é tão difícil assim | Ver as mãos podem tocar | Nos faz querer trocar tudo por um instante | E quem sabe o verão nenhuma folha pra autografar | Alguns amigos subiram no altar | E os que ficaram nem é fácil entender | Só eu pareço perceber | Confusão | Repetição banal de tudo que se vê |
recifes de corais em meio a temporais | E no maior temor a verdadeira paz | As possa voltar | Não tente se culpar assim | Palavras são só palavras no fim | E o olhar se lembram mais | Que um dia alguém pensou em você | Sem razão nem porquê, te ajudou | E o Falha de caráter ou fome de poder? | Os fins justificam meios? | Quando o jogo é intenso
conjunções astrais nos pontos cardeais | E as doses de amor e abraços de rivais pelo dever perde ao longe | Quando não há motivos pra sorrir | Talvez seja melhor fugir | Não encarar mundo era muito melhor | Sem troféus, nem vaidade ou rancor | Dados viciados nunca jogam pra perder | Ilusão | É tudo igual e não há mais o que fazer
o dia que insiste em vir | E como as folhas no outono | Deixo você livre pra seguir | Quando
8. ENTRE NOSSOS MUNDOS (Thiago Niemeyer/Vitor Almeida) 12. HORA DE VOAR (Thiago Niemeyer)
2. NUVENS E TEMPORAIS (Thiago Niemeyer/Vitor Almeida/Conrado d’Ávila) a luz é pouca e a vista é turva | E o perigo mora antes da curva | Você reza para tudo termi-
Espalhei | Velhas fotos e algumas cartas pelo chão | Eu já nem | Me lembrava de como o Seis da noite hora de acordar | Salto alto pronto pra quebrar | Outro dia em algum
As cadeiras na sala de estar | Copos sujos em cima da mesa | As garrafas perto do sofá | nar | De um jeito que o verão possa voltar
sol brilhava no verão | Tentei guardar um pouco de você | Nas minhas canções | Perdi meu lugar | E a luz negra que brilha | Deixa o coração no ar | Hora de voar, Não vai parar |
Num escândalo de sutilezas | Que insiste em nos perturbar | Entre farpas e delicadezas 5 . TUDO PASSA (Thiago Niemeyer/Vitor Almeida) passos em calçadas | Cheias de ilusões | E nada que eu diga pode mudar | E nada que eu Ela vai se jogar | E o mundo é mais feliz | Enquanto ela dança e ri | Igual a uma criança
| Quem vai ser o primeiro a falar | O que os olhos gritam com frieza | O silêncio do que faça te faria voltar | E os anos aumentam esse muro | Entre nossos mundos | E nos deixam diz | Que sempre foi assim | E a festa não tem fim| Outra noite,outra dimensão | O que é
Dificil não pensar, mais fácil não dizer | o que essas mãos suadas tentam envolver | um véu
não se vê | Mata um ao outro de ciúme | A mão trêmula liga a tv | Disfarçando como de mudos | Sem saber o que dizer | Esqueci | das promessas e juras que eu sem querer desfiz novo vira tentação | Cada dose uma sensação | E a sombra da vertigem | Volta a esconder
de timidez, as roupas no sofá | descobrem mundos que ninguém pisou | nem pisará
costume | Pensamentos que ninguém quer ter | E uma luz antes do fim do túnel | Dá a E corri | No deserto de sonhos mas não te deixei seguir | E as portas que se abriam | Davam o chão | Hora de voar, Não para não | Ela vai se jogar | São tantas histórias | Que ela não
tudo passa, como se nada mais fosse passar | sua cara e o jeito de quem quer falar | “tome no mesmo lugar | Um castelo de estátuas | Que me olhavam sem falar | Toda vez que nos-
nossa voz um tom blazê | E toda paz se vai num segundo | Nuvens e temporais | Folhas contou | São tantas memórias | Que o tempo apagou | Formam versos, poemas, cartas de
cuidado, porque eu posso até fugir” | não é fácil segurar | fala baixo ninguém pode nos sas vidas | Se esbarram e acabam derretendo todo o gelo | Que se fez | E os olhares ainda
voam soltas pelos quintais | Quando eu ficar pra trás | Lembre que um dia fomos iguais amor | No ar, Hora de voar | Não vai parar, Ela vai se jogar
ouvir | mostre o que ninguém mais poderia ver | dance no escuro até o amanhecer | verbos contam histórias e segredos | Que ninguém além de nós |Ninguém além de nós pode saber
| Até onde a vista vai | Só se avista a nossa tristeza | Nuvens e temporais | Cobrem nosso
e sussurros vazam sem querer | a vida é curta pra se arrepender | vamos viver | já é tarde e 13. QUEM É VOCÊ (Thiago Niemeyer/Vitor Almeida)
céu de incertezas | E escondem os nossos finais | Lembra quando juramos fugir | Nossos
nem uma vontade de dormir | só sorrisos, é muito bom poder ouvir | só me abraça, deixa o
9. TODAS IGUAIS (Thiago Niemeyer)
mapas tinham o mesmo norte | Nosso norte tinha o mesmo nome | Nosso nome tinha a Quem é você | Que nesses sonhos traz alguém | Que ainda não conheço bem | E a cada
resto acontecer | amanhã eu acordo as 6, fala baixo porque hoje é nossa vez Mas, da chuva fina que derrapa e me destrai | Dos pensamentos que me empurram para trás
mesma sorte | Mas a nossa estrada quis um fim | Nossos passos foram apagados | Somos passo ela se vai | Enquanto o tempo se desfaz | De onde vem | Os olhos calmos como o
Dos parabrisas cores vivas dos sinais | E das pessoas que encontro e são | Todas iguais
a sessão que já passou | A imagem de um futuro passado
6. FA WAKA? (Thiago Niemeyer/Vitor Almeida) Na noite fria o tempo é longo até demais | E o que reluz transforma homens em animais
mar | A boca fina a desatar | Todos os nós e confusões | Transformar versos em refrões
Quem é você | Eu não sei se o inicio é fim | Pra onde vai, de onde vem | Se anuncia só pra
Fotos no banheiro da matriz | O meu sonho, aparecer na “E!” | Nem que seja pra dizer “morri!” No espelho que ninguém gosta de ver | O que o seu lado mau pode fazer | Mas, desse
3. EPÍLOGO (Thiago Niemeyer) mim | Pra onde vai | Assim que o sol se levantar | E aurora sublimar | Ela encarnada em
| Ao encher a cara e dirigir | Sou tudo que restou | De um momento que nunca chegou | Um silêncio que não quer calar jamais | Se o que é bom vira poeira e se desfaz | E as maldades
ilusão | Desfeita em corpo da canção | Com a luz que o dia me traz | Muito prazer ela diz |
Vendo daqui, chove demais | E os momentos desse filme podem ser finais | Algum horror, reflexo de uma maior | Decadência, Deus tenha clêmencia | Dessa inconsequência | Eu uso são manchetes nos jornais | Quando os semblantes nas esquinais são “Meu nome é ninguém ou jamais” | Muito prazer ela diz
nenhuma paz | já que esses olhos verdes só me olham | acessórios com toque retrô | Bandas que a crítica exaltou | Lembra quando você vomitou? | No 10. INTERLÚDIO (Vitor Almeida/Eduardo Souto Maior)
Sem amor | E na ponte sobre o nosso rio corre alguma rancor | Dos fantasmas que meu casaco verde da Dior | Meu pai tem mais que o seu | Mas quando eu chego em casa ele bebeu Mais de mil palavras voam soltas por aqui | E o vento empurra o tempo enquanto
passeiam soltos pela escuridão | Do vestido da princesa à mina de carvão | Saia daqui. | Minha mãe cansada de apanhar | Não reclama e fica tudo em casa | Enquanto ele tem grana | E aprendemos a rir | Desenhar estrelas já não é o bastante pra lembrar | Que além desse
Me deixa em paz | Os momentos decisivos podem ser cruéis | outro revés, um passo atrás o silicone é caro,mais que um carro | E ela nunca abriu um livro nem vai procurar trabalho horizonte escuro, fica o nosso lar | Onde o céu é mais azul, onde o sol volta a brilhar |
| Quando esses olhos verdes só me olham | E eu me vejo nesse quadro | Torrando o dinheiro alheio | Esperando a hora de morrer Onde há milhões de alices pelo ar…