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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
EXCELENTÍSSIMO(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ____VARA CÍVEL DA
COMARCA DE MACEIÓ – ALAGOAS.

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SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DE ALAGOAS –
SINTEAL, CNPJ Nº 24.312.928/0001-70, localizado na Avenida Major Cícero de Góis
Monteiro, nº 2.339, Bairro Mutange, CEP 57.017-320, Maceió – AL, por sua presidente
MARIA CONSUELO CORREIA, servidora pública municipal, RG. 1273901 SSP/AL,
CPF.222.826.374-53, por seus advogados regularmente constituídos nos termos do
instrumento de procuração anexo, os quais solicitam receber intimações, vem,
respeitosamente, perante Vossa Excelência, com fundamento no art. 8º, III, da Constituição
Federal, lei no 7.347/1985, e demais dispositivos legais aplicáveis à espécie, propor a
presente

AÇÃO CIVIL PÚBLICA DE OBRIGAÇÃO DE FAZER


COM PEDIDO DE CONCESSÃO DE TUTELA PROVISÓRIA DE URGÊNCIA

em face do MUNICÍPIO DE MACEIÓ-AL, pessoa jurídica de direito público interno,


inscrita CNPJ sob n. 12.200.135/0001-80, com endereço para intimações na sede da sua
Procuradoria-Geral, situada na Rua Dr. Pedro Monteiro, n. 291, Centro, Maceió/AL, 57020-
380 por meio de seu representante legal, pelos motivos de fato e de direito expostos a
seguir.

1. Da competência da Justiça Comum


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Considerando que se propõe a presente demanda contra o Município de
Maceió, na qual se pleiteia a correta aplicação dos valores relativos ao Precatório do
Fundef/Fundeb depositado em conta específica no Banco do Brasil/SA (Precatório nº
20198000013200087- PRC178329-AL - TRF 5) e transferido para conta municipal –

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conforme adiante demonstrado; considerando a inexistência de pedido formulado em
desfavor da União e em face da ausência de interesse jurídico do ente federal, não restam
dúvidas de que a competência para processar e julgar a ação é da Justiça Comum.

É o que diz a jurisprudência pátria a respeito do assunto, mormente


recentíssima decisão proferida pelo STJ nos autos do CC 160.627/AL (Rel. Min. Francisco
Falcão):

SUSCITANTE : JUÍZO FEDERAL DA 13A VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA


DO ESTADO DE ALAGOAS

SUSCITADO : JUÍZO DE DIREITO DA VARA DO ÚNICO OFÍCIO DE


MARIBONDO - AL

INTERES. : SINDICATO DOS TRABALHADORES DA EDUCACAO DE


ALAGOAS

INTERES. : MUNICIPIO DE MARIBONDO E OUTROS

DECISÃO

Trata-se de conflito negativo de competência instaurado entre o Juízo Federal


da 13ª Vara da Seção Judiciária do Estado de Alagoas e o Juízo de Direito da
Vara Única de Maribondo/AL, nos autos da ação de conhecimento ajuizada
pelo Sindicato dos Trabalhadores de Educação de Alagoas contra o Município
de Maribondo, com o objetivo de obter a vinculação dos valores decorrentes
do cumprimento de condenação judicial da União ao pagamento de diferenças
devidas ao FUNDEF, a título de complementação do VMNA, presentes nos
precatórios à promoção da manutenção e desenvolvimento da educação
básica e à valorização dos profissionais da educação nos autos da ação civil
pública n. 0806511-31.2018.4.05.8000.

Distribuído o feito ao Juízo de Direito da Vara Única de Maribondo/AL, esse,


entendendo configurada a conexão do processo originário com o de n.
0806511-31.2018.4.05.8000, ajuizado pelo Ministério Público Federal, declinou
da competência em favor da Justiça Federal (fls. 4-6).

O Juízo Federal da 13ª Vara da Seção Judiciária do Estado de Alagoas, por sua
vez, afastou o entendimento supracitado, sob o fundamento de que, além da
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ausência de interesse jurídico da União no feito, a ação civil pública já foi
sentenciada, obstando a possibilidade de reunião dos processos (fls. 60-64).

Apresentado parecer do Ministério Público Federal pela competência do Juízo


de Direito da Vara Única de Maribondo/AL (fls. 346-351).

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É o relatório. Decido.

Esta eg. Corte de Justiça possui entendimento sumulado no sentido de que a


conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado
(Súmula n. 235/STJ).

Neste particular, havendo sentença proferida nos autos da ação civil pública n.
0806511-31.2018.4.05.8000 (fls. 46-57), não se mostra impositiva a reunião dos
processos, conforme pretendido pelo Juízo Estadual.

No mesmo sentido, os seguintes julgados:

CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. JUÍZO DE DIREITO E JUÍZO


TRABALHISTA. AÇÃO CIVIL PÚBLICA EM TRÂMITE NA JUSTIÇA DO
TRABALHO E AÇÃO CAUTELAR INOMINADA NO JUÍZO CÍVEL. AÇÃO
CIVIL PÚBLICA SENTENCIADA. SÚMULA N. 235/STJ.

1. Tendo em vista que a ação civil pública já se encontra sentenciada, ainda


que se tratem de ações conexas, o que poderia ocasionar a reunião de
processos, incide, no caso, a Súmula n. 235, do STJ - 'A conexão não determina
a reunião dos processos, se um deles já foi julgado'. 2. Agravo regimental
improvido (AgRg no CC 119.070/ES, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO,
SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 13/11/2013, DJe 19/11/2013)

PROCESSUAL CIVIL. CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA


INSTAURADO ENTRE JUÍZOS ESTADUAL E FEDERAL. AÇÃO DE
REINTEGRAÇÃO DE POSSE, EM TRÂMITE NO TJ/MG, COM SENTENÇA
FAVORÁVEL AO ESPÓLIO (PROPRIETÁRIO DO IMÓVEL RURAL). AÇÃO
CIVIL PÚBLICA, EM TRÂMITE NA JF/MG, NA QUAL O JUIZ FEDERAL
SUSCITOU O CONFLITO. IMPOSSIBILIDADE DE REUNIR AS AÇÕES POR
MEIO DA CONEXÃO, UMA VEZ QUE A AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE
POSSE JÁ FOI SENTENCIADA. SÚMULA 235 DO STJ E ART. 55, § 1o. DO
CÓDIGO FUX. FUNDAÇÃO PÚBLICA FEDERAL ESTÁ ABRANGIDA PELO
ART. 109, I DA CF/1988. A SENTENÇA NÃO PODE SER ANULADA, PARA
DETERMINAR O RETORNO DO PROCESSO AO PRIMEIRO GRAU DE
JURISDIÇÃO NA JF/MG, POIS O PEDIDO DE ASSISTÊNCIA DA
FUNDAÇÃO FOI SUPERVENIENTE AO JULGAMENTO DE
PROCEDÊNCIA DA AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. CONFLITO
DE COMPETÊNCIA CONHECIDO PARA DECLARAR COMPETENTE O
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1a. REGIÃO.
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1. Moldura fática. 2. (i) Ação de Reintegração de Posse, em trâmite no TJ/MG,
com sentença favorável ao Espólio (proprietário do imóvel rural). Atualmente
aguarda o julgamento de Apelação interposta pelos membros do MST e conta
com pedido de assistência da FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES; e (ii)
Ação Civil Pública, em trâmite na JF/MG, na qual o Juiz Federal suscitou o

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Conflito (fls. 2/14), pois se julgou competente para processar também a Ação
de Reintegração de Posse. 3. Fundamentos jurídicos. 4. O Espólio apresentou
vários documentos (fls. 1.444/1.533) para buscar afastar a caracterização dos
ocupantes do MST como quilombolas; entretanto, isso diz respeito ao mérito
da causa - ou seja, se existe ou não uma comunidade remanescente de
quilombo na fazenda e qual a consequência disso -, e não à competência para
julgamento em si. 5. Observa-se a impossibilidade de reunir as Ações por meio
da conexão, uma vez que a Ação de Reintegração de Posse já foi sentenciada.
É o que consta na Súmula 235 do STJ e no art. 55, § 1o. do Código Fux (AgRg
no AREsp. 588.642/SP, Rel. Min. LUIS FELIPE SALOMÃO, DJe 2.2.2015; AgRg
no AREsp. 75.585/SP, Rel. Min. NANCY ANDRIGHI, DJe 17.8.2012; e CC
117.637/CE, Rel. Min. ARNALDO ESTEVES LIMA, DJe 16.5.2012). 6. Não
existe qualquer nulidade na sentença proferida na Ação de Reintegração de
Posse. Afinal, quando o feito foi sentenciado se discutia apenas o direito de
posse do Espólio vs. a ocupação do MST. Somente após a sentença é que a
FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES ingressou no feito (fls. 1.214/1.219). 7.
A FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES, enquanto fundação pública federal
(cuja criação foi autorizada pela Lei 7.668/1988), está abrangida pelo art. 109, I
da CF/1988. Por isso, incide ao caso a competência em razão da pessoa, o que
atrai a causa para a Justiça Federal (CC 149.906/SC, Rel. Min. MAURO
CAMPBELL MARQUES, 19.12.2016; e CC 124.289/MG, Rel. Min. SÉRGIO
KUKINA, DJe 27.4.2015). 8. Apesar da inexistência de conexão, a competência
para apreciar a Ação de Reintegração de Posse, a partir de agora, é realmente
da Justiça Federal, em razão da intervenção como assistente de pessoa jurídica
- a Fundação Cultural Palmares - equiparada àquelas do art. 109, I da
CF/1988.9. Entretanto, a sentença não pode ser anulada, para determinar o
retorno do processo ao primeiro grau de jurisdição na JF/MG, pois o pedido
de assistência da Fundação foi superveniente ao julgamento de procedência
da Ação de Reintegração de Posse. A solução mais acertada é determinar a
remessa dos autos ao TRF da 1a. Região, para que este julgue a Apelação (que
hoje está no TJ/MG). Precedente: CC 110.869/DF, Rel. Min. MAURO
CAMPBELL MARQUES, DJe 17.9.2013. 10. Ante o exposto, voto por declarar a
competência do TRF da 1a. Região para julgar a Apelação na Ação de
Reintegração de Posse (a quem caberá, inclusive, verificar a existência de
interesse da FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES na causa, bem como
analisar eventual efeito suspensivo da Apelação ou pleito liminar de
reintegração). A Ação Civil Pública, por sua vez, deverá seguir seu trâmite
regular na JF/MG. É como voto, ousando dissentir das propostas apresentadas
nos votos dos eminentes Ministros BENEDITO GONÇALVES e SÉRGIO
KUKINA. (CC 159.655/MG, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, Rel. p/
Acórdão Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA SEÇÃO,
julgado em 27/11/2019, DJe 27/04/2020)
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Ademais, o interesse jurídico da União foi explicitamente afastado pelo
Juízo Federal, a quem compete decidir sobre o interesse do aludido ente no
feito, nos termos da Súmula n. 150 desta Corte: "Compete à Justiça Federal
decidir sobre a existência de interesse jurídico que justifique a presença, no
processo, da União, suas autarquias ou empresas públicas."

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Nesse diapasão, confira-se:

AGRAVO REGIMENTAL. CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA.


AUSÊNCIA DE INTERESSE JURÍDICO DA UNIÃO, DE ENTIDADE
AUTÁRQUICA OU DE EMPRESA PÚBLICA FEDERAL (ART. 109, I, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL). SÚMULA N. 150/STJ.

1. "Compete à Justiça Federal decidir sobre a existência de interesse jurídico


que justifique a presença, no processo, da União, suas autarquias ou empresas
públicas" (Súmula n. 150/STJ). 2. Agravo regimental desprovido. (AgRg no CC
138.158/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, SEGUNDA
SEÇÃO, DJe 11/09/2015)

Ante o exposto, conheço do conflito e declaro competente o Juízo de Direito


da Vara Única de Maribondo/AL, o suscitado.

Em atenção à ausência de análise da tutela de urgência requerida nos autos


originários, vide a exordial, oficiem-se, com urgência, aos juízos suscitante e
suscitado, informando-os do teor da presente decisão. Publique-se. Intimem-
se. (g.n)

Brasília (DF), 10 de maio de 2020.

MINISTRO FRANCISCO FALCÃO

Relator

O presente caso é idêntico ao acima decidido. Trata-se de ação movida pelo


sindicato autor para que seja determinado ao município réu que destine 100% dos recursos
recebidos por ação oriunda da Justiça Federal para a área da educação, subvinculando
60% (sessenta por cento) de tais recursos ao pagamento da remuneração dos profissionais
do magistério da educação básica em efetivo exercício na rede pública municipal, nos
termos do art. 60 do ADCT, art. 7º da lei n. 9.424/1996 e art. 22 da lei n. 11.494/2007. Ou
seja, trata-se de uma discussão adstrita a sindicato e municipalidade, o que afasta qualquer
interesse da União.
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2. Da legitimidade ativa do sindicato e cabimento da presente ação
civil pública.

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O sindicato autor é uma entidade sindical que representa a categoria dos

servidores da área de educação pública do Estado de Alagoas.

Como bem se sabe, a substituição processual por parte de entidade sindical já é

amplamente reconhecida pela própria jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a

qual, inclusive, é no sentido da dispensa da autorização expressa dos substituídos para

propor demandas coletivas. Confira-se:

EMENTA: PROCESSO CIVIL. SINDICATO. ART. 8º, III DA CONSTITUIÇÃO


FEDERAL. LEGITIMIDADE. SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. DEFESA DE
DIREITOS E INTERESSES COLETIVOS OU INDIVIDUAIS. RECURSO
CONHECIDO E PROVIDO.

O artigo 8º, III da Constituição Federal estabelece a legitimidade


extraordinária dos sindicatos para defender em juízo os direitos e interesses
coletivos ou individuais dos integrantes da categoria que representam. Essa
legitimidade extraordinária é ampla, abrangendo a liquidação e a execução
dos créditos reconhecidos aos trabalhadores. Por se tratar de típica hipótese de
substituição processual, é desnecessária qualquer autorização dos
substituídos. Recurso conhecido e provido. (STF – RE 193.503/SP – Pleno – Rel.
Min. Carlos Velloso – DJU 1 24.08.2007).

Assim sendo, o Sinteal possui legitimidade processual ativa para, por meio da

presente ação, litigar judicialmente contra o Poder Público na defesa de interesses e

direitos coletivos dos membros da categoria que representa, tudo em conformidade com o

disposto nos arts. 1º, IV e 3º da Lei n. 7.347/1985.

No presente caso, a ação visa assegurar a correta aplicação dos recursos

oriundos do Fundef nos termos da legislação vigente, em prol da educação e da categoria

dos servidores da educação do Estado de Alagoas.


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A escolha do presente instrumento, Ação Civil Pública, se justifica pela notória

possibilidade jurídica, materializada pela própria matéria aqui tratada, o que demonstra

definitivamente seu cabimento.

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3. Dos fatos e do direito pleiteado.

O Município de Maceió-AL, em 2017, ajuizou ação de cumprimento de sentença

(PROCESSO Nº 0807260-82.2017.4.05.8000) que tramitou na 13ª Vara Federal da Seção

Judiciária de Alagoas, com supedâneo no título executivo oriundo da ação coletiva nº

0011204-19.2003.4.05.8000 pleiteando o pagamento de diferenças referentes a

complementação desse ente federal ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do

Ensino Fundamental e Valorização do Magistério – FUNDEF, ocorridas no período de

1998 a 2006.

O pleito do município foi julgado procedente e a União Federal foi condenada a

pagar os valores correspondentes à diferença entre o que era realmente devido e o que foi

repassado a título de complementação de recursos do FUNDEF.

O processo transitou em julgado e, na fase executiva, foi expedido o Precatório

nº 20198000013200087 - PRC178329-AL - pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região,

tendo como beneficiário o Município de Maceió-AL, o qual está previsto para pagamento

em 03 de julho de 2020, conforme extrato anexo.

Nesse quadro, entende o sindicato autor que, por força da vinculação da

sentença e do mandamento constitucional somente poderão ser destinados em

conformidade com as normas a seguir citadas. Senão vejamos.

O constituinte, no art. 60, §5° do ADCT (incluído pela EC 14/1996), foi quem

elegeu a valorização do profissional da educação como política pública prioritária de

garantia do direito à educação, bem como dispôs acerca da subvinculação do percentual


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de 60% (sessenta por cento) dos recursos do FUNDEF para pagamento dos professores do

ensino fundamental em efetivo exercício no magistério:

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Art. 60. Nos dez primeiros anos da promulgação desta Emenda, os Estados,
o Distrito Federal e os Municípios destinarão não menos de sessenta por
cento dos recursos a que se refere o caput do art. 212 da Constituição
Federal, à manutenção e ao desenvolvimento do ensino fundamental, com
o objetivo de assegurar a universalização de seu atendimento e a
remuneração condigna do magistério. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 14, de 1996) (…)
§ 5º Uma proporção não inferior a sessenta por cento dos recursos de cada
Fundo referido no § 1º será destinada ao pagamento dos professores do
ensino fundamental em efetivo exercício no magistério. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 14, de 1996). (g.n)

Mesmo após a edição da EC 53/2006, tal política foi mantida, assim como a
aludida subvinculação. Confira-se:

Art. 60. Até o 14º (décimo quarto) ano a partir da promulgação desta
Emenda Constitucional, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
destinarão parte dos recursos a que se refere o caput do art. 212 da
Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento da educação básica
e à remuneração condigna dos trabalhadores da educação, respeitadas as
seguintes disposições:
(...)
XII - proporção não inferior a 60% (sessenta por cento) de cada Fundo
referido no inciso I do caput deste artigo será destinada ao pagamento
dos profissionais do magistério da educação básica em efetivo exercício.
(g.n) (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006).

O fundo constitucional foi regulamentado, inicialmente, pela lei nº 9.424/1996,


a qual, em consonância com a diretriz constitucional, trouxe a previsão expressa no
sentido de que ao menos 60% (sessenta por cento) dos recursos do fundo devem ser
utilizados no pagamento da remuneração do magistério, in verbis:
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Art. 7º Os recursos do Fundo, incluída a complementação da União,
quando for o caso, serão utilizados pelos Estados, Distrito Federal e
Municípios, assegurados, pelo menos, 60% (sessenta por cento) para a
remuneração dos profissionais do Magistério, em efetivo exercício de

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suas atividades no ensino fundamental público. (g.n)

A supracitada lei não só reproduziu a vinculação constitucional dos aludidos


recursos, mas também regulamentou que o depósito respectivo deve ser realizado em
contas específicas dos governos Estaduais, do Distrito Federal e dos Municípios,
vinculadas ao fundo, com programação específica do respectivo orçamento.
A dita subvinculação foi mantida pela lei nº 11.494/2007, que instituiu o
FUNDEB (fundo que veio a substituir o FUNDEF), especificamente em seu artigo 22.
Vejamos:

Art. 22. Pelo menos 60% (sessenta por cento) dos recursos anuais
totais dos Fundos serão destinados ao pagamento da remuneração
dos profissionais do magistério da educação básica em efetivo
exercício na rede pública. (g.n)

Logo, o real objetivo da presente ação é tão somente preservar a finalidade dos

recursos recebidos pelo município de Maceió a título de diferenças que deixaram de ser

repassadas a título de FUNDEF em período próprio, tudo em conformidade com o

disposto no art. 60 do ADCT, art. 7º da lei nº 9.424/1996 e art. 22 da lei nº 11.494/2007.

Inobstante o precatório constituído em ação judicial proposta pelo referido

município em face da União incorporar-se aos cofres municipais, tais verbas não perdem a

sua natureza vinculante. Ou seja, o pagamento por intermédio de precatório é uma

questão circunstancial que não afeta a natureza ou destinação das verbas em questão.

Uma vez que tal vinculação é amplamente reconhecida, não se pode,

consequentemente, afastar o direito dos professores da rede básica de ensino do município

requerido de receberem 60% (sessenta por cento) desses recursos, haja vista que labutaram
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arduamente durante o período de que trata a presente demanda e não receberam

devidamente o que está expressamente previsto no ordenamento jurídico-constitucional.

Vale registrar que a subvinculação do referido percentual visa, unicamente,

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conferir efetividade ao direito fundamental à educação (previsto pelo art. 6º, caput, da

Carta Fundamental), ao princípio constitucional da valorização dos profissionais da

educação escolar (consagrado no art. 206, inciso V e no art. 60, XII do ADCT), bem como

atender o objetivo fundamental da República de reduzir as desigualdades regionais e

sociais (encartado no art. 3º, inciso III, da Lei Maior).

Impende consignar que a sobredita verba trata de recursos do FUNDEF que não

foram repassados ao município demandado, em tempo, por erro exclusivo da União na

elaboração do cálculo das parcelas devidas, não se configurando, pois, como “sobras” ou

parcelas excedentes, mas sim como a própria prestação que deveria ser repassada e não

foi.

Destarte, a vinculação que se pretende ver declarada decorre da própria

Constituição Federal.

Por conseguinte, tais verbas, por serem vinculadas, não podem sofrer qualquer

desvio de finalidade. Ocorre que, conforme notícias publicadas em variados meios de

comunicação, muitos municípios alagoanos estão aplicando os recursos em outras áreas,

sendo, em não raros casos, lamentavelmente desviados.

3.1. Da Ausência de Qualquer Desarrazoabilidade e Desproporcionalidade no Repasse a


Professores que já Recebem uma das Menores Remunerações do País. Pagamento a
Título de Abono em Única Parcela. Impossibilidade de Incorporação ao Vencimento
dos Professores Substituídos. Ausência de Afronta ao Teto Constitucional
Remuneratório.

Recente pesquisa feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento

Econômico com base em 48 (quarenta e oito) países chegou à conclusão de que os


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professores brasileiros são os profissionais da educação que recebem o menor salário e

possuem o menor poder de compra1.

Além disso, levantamento da OCDE registrou que os professores brasileiros,

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diferentemente de outros que exercem suas atividades em países desenvolvidos, sofrem

com a ausência de ganhos salariais ao longo dos anos de carreira. Segundo tal

levantamento, o salário que o professor brasileiro recebe no início da carreira é

praticamente o mesmo que receberá ao final.

Não restam dúvidas de que esses fatores contribuem, consideravelmente, para a

manutenção dos péssimos índices educacionais do país, em especial das regiões Norte e

Nordeste.

Não bastasse a baixíssima remuneração média nacional, os valores recebidos

por docentes da rede pública dos Estados das aludidas regiões são ainda inferiores à

média nacional, conforme dados levantados em 2018 pelo jornal Gazeta do Povo 2.

Conforme a matéria, os salários dos professores na Bahia, Sergipe, Alagoas,

Pernambuco, e Rio Grande do Norte não superavam os R$ 2.800,00 (dois mil e oitocentos

reais). No Pará e no Acre, o salário não chega a R$ 2.000,00 (dois mil reais).

Ora, os Estados que pior remuneram seus docentes foram os que ingressaram

em juízo para pleitear a complementação das verbas do FUNDEF pela União, a qual, como

visto, efetuou repasses a menor em razão de cálculos errôneos reconhecidos judicialmente,

o que gerou os créditos (diferenças) consubstanciados nos precatórios em comento.

1 BORGES, Helena. Professores brasileiros têm os piores salários, afirma OCDE em levantamento feito em 48
países. O Globo, 20 jun. 2019. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/sociedade/professores-brasileiros-
tem-os-piores-salariosafirma-ocde-em-levantamento-feito-em-48-paises-23752804>. Acesso em 23 maio de
2020.

2 SANTIAGO, Abinoan. Mesmo em crise, estados pagam acima do piso para professores; veja ranking.
Gazeta do Povo, 04 abr. 2019. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/mesmo-em-
crise-estados-pagam-acima-dopiso-para-professores-veja-ranking/>. Acesso em 02 jun. 2020.
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Na espécie, cabe ressaltar que o sindicato autor, por meio da presente demanda,

não formula pedido no sentido de que o precatório em comento seja utilizado no

pagamento de verbas passíveis de incorporação a seus vencimentos.

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O que está sendo, realmente, requerido é que o sobredito valor seja transferido

aos professores substituídos sob a forma de abono em parcela única.

Evidencia-se que tal pagamento concretiza a principal política pública de

promoção da educação prevista no art. 60, XII do ADCT, qual seja, a remuneração

condigna dos professores.

Aliás, vale rememorar que essa possibilidade encontra fundamento nos arts. 8º,

parágrafo único e 19, §1º, IV da lei complementar nº 101/00 (Lei de Responsabilidade

Fiscal), os quais são claros ao preverem, in litteris:

Art. 8º Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em
que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias e observado o disposto na
alínea c do inciso I do art. 4º , o Poder Executivo estabelecerá a
programação financeira e o cronograma de execução mensal de
desembolso.
Parágrafo único. Os recursos legalmente vinculados a finalidade
específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua
vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o
ingresso (...). (g.n)
Art. 19. Para os fins do disposto no caput do art. 169 da Constituição, a
despesa total com pessoal, em cada período de apuração e em cada ente da
Federação, não poderá exceder os percentuais da receita corrente líquida, a
seguir discriminados (...).
§ 1o Na verificação do atendimento dos limites definidos neste artigo, não
serão computadas as despesas:
IV - decorrentes de decisão judicial e da competência de período anterior
ao da apuração a que se refere o § 2 o do art. 18; (...) (g.n)

Se a verba é carimbada, segue carimbada, pouco importando o momento em

que ingressou no caixa do ente pagador! É exatamente o que prevê o art. 8º da LRF.
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Ora, o erro da União Federal no cálculo do seu repasse não pode comprometer,

repita-se, a execução daquela que, nos termos do art. 60 do ADCT, é a principal política

pública de promoção da educação – qual seja, a crescente valorização dos profissionais do

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magistério.

Lado outro, pode-se argumentar que a observância do art. 60, XII do ADCT, no

caso concreto, afrontaria os postulados da proporcionalidade e da razoabilidade, gerando

suposto “favorecimento pessoal”.

Tal argumento não merece prosperar pelos seguintes motivos.

Em média, os professores da rede pública de ensino de Alagoas recebem, como

acima destacado, R$2.800,00 (dois mil e oitocentos reais). Aqueles que fariam,

excepcionalmente, jus ao pagamento de um abono receberiam a quantia variável entre R$

15,000,00 (quinze mil reais) a R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais).

Ora, como reputar desarrazoado e desproporcional que profissionais cujo

salário mensal não supera o montante de R$ 2.800,00 (dois mil e oitocentos reais)

recebessem as mencionadas quantias mediante pagamento de abono em única parcela?

Infere-se, pois, que os postulados da razoabilidade e da proporcionalidade

devem ser aferidos casuisticamente e, neste caso, a realidade do magistério no Brasil e, em

particular, no Estado de Alagoas, justifica a não mais poder o repasse dos valores que a

própria Constituição Federal de 1988 destina à remuneração dos professores!

Como dizer, no atual momento de calamidade pelo qual passa o país, que esses

valores, a serem depositados em conta do município réu, devem ser destinados,

integralmente, para a construção e reformas de escolas, sem que o capital humano

(professores) receba um percentual que a própria Constituição Federal lhes assegura?

Se, por ordem constitucional, 60% (sessenta por cento) dos valores do Fundo

devem ser destinados, necessariamente, à remuneração dos profissionais da educação,

como reconhecer que os valores que a União Federal deixou de repassar em período certo
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e que o município demandado, em consequência, deixou de pagar os professores não são

mais, agora, destinados a sua remuneração?

Destarte, a matéria abordada nos presentes autos, por ser extremamente

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sensível e delicada, merece uma detida análise, tendo em vista que estamos a tratar de

profissionais que se encontram na linha de frente da educação brasileira e dedicam suas

vidas, apesar das inúmeras adversidades, à nobre missão de proporcionar às pessoas um

futuro digno, contribuindo, dessa forma, para a necessária melhoria da qualidade do

ensino no país.

A respeito do tema, vejamos a lição de Sérgio Jund:

“(...) pelo menos 60% dos recursos anuais do FUNDEB, incluindo a


complementação da União, se houver, devem ser destinados ao pagamento
da remuneração dos profissionais do magistério da educação básica em
efetivo exercício na rede pública. O restante dos recursos deve ser aplicado
em outras despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino da
educação básica pública. Com a promulgação da Emenda Constitucional n.
53/2006, novamente foram alteradas as regras de aplicação mínima de
recursos na manutenção e desenvolvimento do ensino, sendo constituído o
atual FUNDEB, em substituição ao FUNDEF. Contudo, as regras do art. 212
da Constituição da República de 1988 permanecem, devendo os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios aplicar não menos que 25% de suas
receitas de impostos, incluídas as provenientes de transferências, na
manutenção e desenvolvimento do ensino.” (JUND, Sérgio. Administração,
orçamento e contabilidade pública. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008, p.
366).

Ainda sobre o assunto, vejamos o que diz a jurisprudência com destaque para a
do Tribunal de Justiça de Alagoas:

CONSTITUCIONAL. PROCESSO CIVIL. FUNDEF. VINCULAÇÃO.


CABIMENTO. BLOQUEIO. COMPETÊNCIA. RECURSO CONHECIDO E
PROVIDO. DECISÃO UNÂNIME.
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A vinculação na utilização dos recursos do FUNDEF no financiamento de
despesas relacionadas com a manutenção e o desenvolvimento da educação
básica afasta a observância do regime de precatório, porquanto o
direcionamento da aplicação dos valores é incompatível com o regime
especial de pagamento de débitos do Estado, permitindo o bloqueio dos

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valores correspondentes.
Caberia ao Município demandado apresentar documentos que
demonstrassem já haver realizado todos os pagamentos referentes à
manutenção e o desenvolvimento da educação básica relacionadas com o
FUNDEF, medida esta que não foi adotada no presente feito, de modo que,
por não haver demonstrado que promoveu a complementação dos valores
não pagos pela União, não cabe neste instante pretender utilizar os recursos
do FUNDEF em despesas diversas da educação.
Nos autos de n. 0804584-90.2016.8.02.0000 em que figuram como parte
recorrente Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas e como
parte recorrida Município de Estrela de Alagoas, ACORDAM os membros
da 3ª Câmara Cível, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso
para, após rejeitar as preliminares ventiladas, dar-lhe provimento,
reformando a decisão de primeiro grau. Participaram deste julgamento os
Excelentíssimos Senhores Desembargadores mencionados na certidão retro.
Maceió, 02 de março de 2017.
(TJAL. Agravo de Instrumento nº 0804584-90.2016.8.02.0000 Sistema
Remuneratório e Benefícios. 3ª Câmara Cível. Relator: Des. Celyrio
Adamastor Tenório Accioly. Agravante: Sindicato dos Trabalhadores da
Educação de Alagoas)

AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. DECISÃO


QUE DETERMINOU O BLOQUEIO DO MONTANTE CORRESPONDENTE
A 60% (SESSENTA POR CENTO) DO VALOR DO PRECATÓRIO JUDICIAL
ORIGINADO DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO, O
QUAL TEM ORIGEM EM VERBA RELATIVA AO FUNDO DE
MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL
E DE VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO (FUNDEF). CRÉDITO
VINCULADO QUE NECESSITA SER APLICADO DE ACORDO COM A
LEGISLAÇÃO DO FUNDO QUE LHE DEU ORIGEM. NÃO SE TRATA
DE RECEITA CORRENTE LÍQUIDA À DISPOSIÇÃO DO MUNICÍPIO.
DECISÃO MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. (g.n)
(TJAL. Número do Processo: 0804778-22.2018.8.02.0000; Relator (a): Des.
Domingos de Araújo Lima Neto; Comarca: Foro de Água Branca; Órgão
julgador: 3ª Câmara Cível; Data do julgamento: 07/12/2018; Data de registro:
10/12/2018)

AGRAVO DE INSTRUMENTO EM AÇÃO ORDINÁRIA. PERCEPÇÃO DE


VALORES REFERENTES A PRECATÓRIO JUDICIAL EMITIDO PELA
JUSTIÇA FEDERAL. REPASSES RELATIVOS AO ANTIGO FUNDO DE
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MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL
E DE VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO – FUNDEF. CRÉDITO
VINCULADO QUE DEVE SER APLICADO DE ACORDO COM A
LEGISLAÇÃO DO FUNDO QUE LHE DEU ORIGEM. NÃO
CARACTERIZAÇÃO DE RECEITA CORRENTE LÍQUIDA À

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DISPOSIÇÃO DO MUNICÍPIO. MANUTENÇÃO DO BLOQUEIO DO
PERCENTUAL DE 60% (SESSENTA POR CENTO) DO VALOR RECEBIDO
PELO ENTE PÚBLICO ATÉ FINAL JULGAMENTO DA AÇÃO
PRINCIPAL. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. (g.n)
(TJAL. Número do Processo: 0803016-68.2018.8.02.0000; Relator (a): Des.
Celyrio Adamastor Tenório Accioly; Comarca: Foro de Santa Luzia do Norte;
Órgão julgador: 3ª Câmara Cível; Data do julgamento: 24/10/2019; Data de
registro: 09/01/2020)

Para realçar o presente entendimento, é preciso levar em consideração o que


consta em parecer da própria Procuradoria da República nos autos do RESP n.º
1.509.457/PE (Rel. Min. Humberto Martins) onde relata com propriedade que os presentes
recursos devem necessariamente ser destinados ao magistério municipal. Vejamos trecho
de decisão:

“O Procurador Regional da República Senhor Domingos Sávio Tenório de


Amorim aduziu em seu recurso especial, ainda, ofensa aos artigos 47 e 60
da Lei nº4.320/64 e artigo 2º da Lei nº 9.424/96, vigente à época do fato.
Argumentou que “os recursos destinados ao FUNDEF, hoje FUNDEB,
como se sabe, são daqueles que têm uma aplicação em finalidade
específica, isto é, vinculada de forma stricto sensu em benefício direto aos
discentes e docentes” e que “por hipótese alguma é possível a utilização
de recursos de tal natureza em outra finalidade, ainda que pública, sem
que isso constitua desvio de finalidade” (g.n).

E, por fim, destacamos o que foi decidido, recentemente, pelo próprio STF no

RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.246.629, cuja relatoria coube ao Exmo.

Sr. Min. Edson Fachin, in litteris:

AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.


CONSONÂNCIA DO ACÓRDÃO RECORRIDO COM ENTENDIMENTO
FIXADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO
RE 636.978- RG (TEMA 422). VINCULAÇÃO DE VERBAS DA UNIÃO
PARA A MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO
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BÁSICA. INVIABILIDADE DO USO DOS RECURSOS PARA DESPESAS
DIVERSAS. PROVIMENTO PARCIAL. 1. O acórdão não divergiu do
entendimento firmado pelo Plenário desta CORTE, no julgamento do
mérito da repercussão geral reconhecida no RE 841.526- RG (Rel. Min.
LUIZ FUX, Tema 592). 2. As verbas do FUNDEF não podem ser utilizadas

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para pagamento de despesas do Município com honorários advocatícios
contratuais. 3 . Agravo interno a que se dá parcial provimento.” (ARE
1066281 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe
26.11.18) Ante o exposto, conheço do agravo e dou parcial provimento ao
recurso extraordinário, com a finalidade de reformar parte do acórdão
recorrido, nos termos do art. 21, §2º, do RISTF, mantendo a vinculação
necessária entre as verbas complementares da União e a manutenção e
desenvolvimento da educação básica e na valorização dos profissionais
da educação, inclusive no tocante ao honorários advocatícios contratuais.
Ônus e custas processuais ex lege. Publique-se. Brasília, 30 de abril de 2020.
Ministro EDSON FACHIN
Relator (NOSSOS GRIFOS)

Tal importantíssima decisão não é a posição solitária daquela Egrégia Corte

Suprema, já que está em total consonância com o que restou decidido na AÇÃO CIVIL

ORIGINÁRIA 658 proposta pelo Estado de Pernambuco cuja íntegra segue anexa:

DIREITO ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO. AGRAVO REGIMENTAL


NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. FUNDO DE MANUTENÇÃO E
DESENVOLVIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL E DE
VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO – FUNDEF. EMENDA
CONSTITUCIONAL 14/1996. COMPLEMENTAÇÃO DA UNIÃO.
FUNÇÃO SUPLETIVA. VALOR MÍNIMO NACIONAL POR ALUNO.
FIXAÇÃO. LEI 9.424/1996. DECRETO 2.264/1997. FORMA DE
PAGAMENTO. OBRIGAÇÃO DE PAGAR. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. “O valor da
complementação da União ao FUNDEF deve ser calculado com base no
valor mínimo nacional por aluno extraído da média nacional. RE-RG
636.978, de relatoria do Ministro Cezar Peluso, Tribunal Pleno do STF.
REsp 1.101.015, de relatoria do Ministro Teori Zavascki, 1ª Seção do STJ.
Acórdão do Pleno TCU 871/2002. A complementação ao FUNDEF realizada
a partir do valor mínimo anual por aluno fixada em desacordo com a
média nacional impõe à União o dever de suplementação de recursos,
mantida a vinculação constitucional a ações de desenvolvimento e
manutenção do ensino” (ACO 683 AgR, Rel. Ministro Edson Fachin,
Tribunal Pleno, DJe 19.2.2020). 2. Agravo regimental a que se nega
provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos,
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acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo
e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de
votos, vencido o Ministro Alexandre de Moraes, em sessão virtual do Pleno
de 24 a 30 de abril de 2020, na conformidade da ata do julgamento. Brasília,
5 de maio de 2020. Ministra Rosa Weber Relatora (nossos grifos)

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Interessante aclarar que o posicionamento do STF também é adotado por vários

tribunais pátrios, a exemplo do TJ/PA. Por oportuno, trazemos à baila importante decisão

da Desembargadora EZILDA PASTANA MUTRAN da 1ª Turma de Direito Público

proferida em sede do Agravo de Instrumento nº 0801890-76.2020.8.14.0000:

“(...)
Denota-se que consoante a legislação pertinente, as verbas do FUNDEF
(atual FUNDEB) destinam-se exclusivamente para ações de manutenção e
desenvolvimento do ensino para a educação básica, de forma que, em
análise preliminar, extrai-se plausibilidade jurídica na pretensão invocada
pelo Sindicato, uma vez que visa resguardar o percentual de 60% (sessenta
por cento) dos recursos do Fundo em questão para que seja destinado ao
pagamento da remuneração dos profissionais do magistério da educação
básica em efetivo exercício na rede pública. ...”
Assim, em um juízo preliminar, não restam preenchidos os requisitos
necessários para a concessão do efeito suspensivo (probabilidade de
provimento do recurso e, possibilidade de lesão grave e de impossível
reparação), havendo, neste momento processual, plausibilidade pela
manutenção da decisão agravada.
Posto isto, nos termos do art. 1.019, I, do NCPC, NEGO o pedido de efeito
suspensivo ao recurso. (grifos originários)

Embora tenha decidido pela aplicação dos recursos do precatório do FUNDEF

exclusivamente na educação (conforme também decidiu o Supremo Tribunal Federal nas

ACO’s 648, 660, 669 e 700, 718), o Tribunal de Contas da União, equivocadamente,

deliberou pela inaplicabilidade da subvinculação de tais recursos (Acórdão nº 1824/2017 –

TCU – Plenário - Processo nº TC 005.506/2017-4, julgado em 23.08.2017).

Porém, cumpre ressaltar que o Poder Judiciário não se vincula às decisões de

tribunais de constas, os quais possuem natureza estritamente administrativa. Como

acima observado, os tribunais pátrios têm decidido, em diversas ocasiões, contrariamente


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ao entendimento firmado pelo TCU, reconhecendo a destinação de 60% dos recursos em

foco para pagamento aos servidores do magistério. Vejamos:

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Processo nº 0800074-83.2016.4.05.0000 (Agravo de Instrumento) – na ocasião, o

Desembargador Élio Siqueira Filho da 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região

entendeu que, conforme art. 60, incisos I e XII, do ADCT - que trata da destinação de parte

dos recursos à manutenção e ao desenvolvimento da educação básica e à remuneração dos

trabalhadores em educação - restou estabelecido que, para Estados, Distrito Federal e

Municípios, a distribuição de tais recursos dar-se-á mediante o Fundo de Manutenção e

Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação -

FUNDEB, sabendo-se que proporção não inferior a 60% (sessenta por cento) desse Fundo

será destinada ao pagamento dos profissionais do magistério da educação básica em

efetivo exercício. Assim, deu provimento ao presente agravo de instrumento para

reformar a decisão agravada e determinar o bloqueio de 60% (sessenta por cento) da

verba constante do precatório tal como pleiteado.

Processo nº 0804605-18.2016.4.05.0000 (Agravo de Instrumento) – O

Desembargador relator Paulo Machado Cordeiro da 3ª Turma do Tribunal Regional

Federal da 5ª Região determinou que a aplicação das verbas do precatório do FUNDEF

devem guardar vinculação à educação, com observância do disposto no art. 22 da Lei

11.494/07 ("Pelo menos 60% (sessenta por cento) dos recursos anuais totais dos Fundos serão

destinados ao pagamento da remuneração dos profissionais do magistério da educação

básica em efetivo exercício na rede pública").

Processo nº 8005705-61.2019.8.05.0000 (Agravo de Instrumento) – O Des.

Roberto Maynard Frank do Tribunal de Justiça da Bahia, em 10 de abril de 2019, indeferiu

o efeito suspensivo do Agravo de Instrumento do Município de Vereda, determinando a

manutenção da decisão de origem que determinou o bloqueio de 60% (sessenta por cento)

dos recursos do Precatório do Fundef.


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Processo nº 0800862-53.2017.8.15.0161 (1ª Vara Mista de Cuité/PB) – Em

sentença homologatória de acordo firmado entre ANDRE RICARDO DA SILVA DIAS e

outros e o MUNICÍPIO DE CUITE, o Juízo entendeu que a matéria comporta transação,

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pois apesar de referir-se a verba pública destinada a determinado fim, conforme disposto

no art.22 da Lei 11.494/20074, a remuneração dos professores da educação básica como

forma de valorização do magistério, este fim permite discricionariedade por parte do

Município no que tange à forma que julgar mais adequada efetivar esta remuneração em

face do caráter extraordinário do precatório do FUNDEF. Destacou-se, na ocasião, o fato

de que, em que pese o precatório se refira a valores destinados à aplicação em anos

pretéritos, não tira sua destinação final, a qual subsiste, conforme disposições

constitucionais do art.60 do ADCT. Ainda, o referido julgador afirmou que a lei é taxativa

ao dizer que, no mínimo, pelo menos 60% do precatório seja aplicado na remuneração do

magistério. Desse modo, homologou o acordo para pagamento de remuneração de

profissionais da educação.

Processo nº 8000416-13.2018.8.05.0056 (1ª VARA DOS FEITOS DE RELAÇÃO

DE CONSUMO, CIVEIS E COMERCIAIS DE CHORROCHÓ) – Nos presentes autos, o

SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO ESTADO DA BAHIA –

APLB requereu que o Juízo determinasse que o MUNICÍPIO DE MACURURÉ/BA

aplicasse o mínimo de 60% (sessenta por cento) do precatório do FUNDEF para

pagamento de remuneração dos profissionais do magistério e 40% (quarenta por cento) na

manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental, consoante determina o artigo 7º

da Lei nº 9.424/1996, em conformidade com o artigo 60, §5º, do ADCT. O magistrado

Cláudio Santos Pantoja Sobrinho julgou PROCEDENTE O PEDIDO DA PARTE AUTORA

para condenar o Município de Macururé/BA a recolher em conta bancária específica o

valor integral liberado pelo precatório nº 66/2016 (85590352017401198), decorrente da

decisão judicial proferida nos autos nº 2003.33.00.031105-1, referente ao FUNDEF (atual

FUNDEB), destinando 60% (sessenta por cento) ao pagamento dos professores do

Ensino Fundamental em efetivo exercício do magistério, com o consequente rateio entre


fls. 21

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o corpo docente, e 40% (quarenta por cento) na manutenção e desenvolvimento do Ensino

Fundamental.

Agravo de Instrumento nº 0802907-21.2018.8.14.0000 de relatoria da

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Desembargadora Maria Elvina Gemaque Taveira - Em 31 de março de 2019, o Tribunal de

Justiça do Estado do Pará negou pedido de efeito suspensivo no aludido recurso, ajuizado

pelo Município de Parauapebas, que visava sustar os efeitos da decisão interlocutória

proferida pelo Juízo da 3ª Vara Cível e Empresarial da Comarca de Parauapebas nos autos

do Processo nº. 0018004-42.2016.8.14.0040, o qual determinou o bloqueio dos valores

oriundos do Precatório do Fundef, ante a plausibilidade jurídica nos termos do art. 60 do

ADCT, redação dada pela EC nº 14/96 e 56/2006; Lei 9.424/1996 e Lei 11.494/2007.

Recentemente, a Justiça Federal de Pernambuco, em processo movido pelo

próprio MPF, decidiu que a vedação de subvinculação dos valores dos precatórios do

FUNDEF, conforme entendimento firmado no acórdão do TCU retro mencionado, é,

flagrantemente, inconstitucional. Confira-se:

Proc. Nº. 0800195-74.2020.4.05.8309 (Tribunal Regional Federal da 5ª


Região)

(...)

(i) declarar, incidentalmente, a inconstitucionalidade incidental do item


9.2.1.2 do acórdão 1.962/2017 - TCU - Plenário; dos itens I e II da decisão
cautelar monocrática referendada no Acórdão 1518/2018 - TCU - Plenário; e
do item 9.2.1 do Acórdão 2866/2018 - TCU - Plenário. (nossos grifos)

Portanto, a presente ação deve ser julgada procedente para, em decisão


provisória, bloquear os recursos do precatório indicado, expedido pelo Tribunal Regional
Federal da 5ª Região, tendo como beneficiário o Município de Maceió-AL, devendo o valor
correspondente a 60% do montante a ser recebido ser posto à disposição da categoria
fls. 22

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representada pelo sindicato autor (substituto processual), procedendo-se, ao final, com o
rateio dos valores aos servidores beneficiários.

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4. Da tutela provisória de urgência

Uma vez que resta evidente o direito aqui defendido pelo sindicato autor,

requer a concessão do pedido de tutela de urgência com base nos seguintes motivos 3.

O presente caso preenche os requisitos da tutela de urgência previstos no art.

300 do CPC,4 ou seja, a probabilidade do direito, amplamente demonstrada e

suficientemente comprovada com base na legislação acima citada e documentos anexados.

Já o perigo de dano encontra-se, igualmente, concretizado na iminência de

recebimento dos recursos em tela pela edilidade na data de 03/07/2020, além do grande

risco de não destinação dos 60% dos mencionados recursos para o pagamento da

remuneração dos integrantes do magistério, bem como de 40% nas demais ações de

manutenção e desenvolvimento do ensino e outras melhorias necessárias em prol do

ensino municipal.

Conforme matérias jornalísticas veiculadas por jornais locais (cópias anexas),

alguns gestores municipais vêm, há alguns anos, dando destinação diversa a tais recursos,

ocasionando danos irreversíveis.

Importante ressaltar que, em caso semelhante, o juízo da Vara do Único Ofício

da Comarca de Murici/AL deferiu, nos autos do processo nº. 0700396-03.2019.8.02.0045,

pleito de concessão de tutela de urgência no sentido de bloquear 60% dos valores do

precatório do Fundef pagos ao município de Murici/AL:


3 Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.
Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser concedida em caráter
antecedente ou incidental.
4 Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade
do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.
fls. 23

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(…)
Ante o exposto, DEFIRO a tutela provisória requestada, porque presentes
os requisitos do art. 300 do CPC/2015, para BLOQUEAR 60% (sessenta por
cento) do crédito oriundo do precatório nº

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0318810-41.2018.4.05.0000/PRC167863-AL para custeio do pagamento dos
professores da educação básica do Município de Murici/AL, ao passo que
oficie-se à CEF e à 7ª Vara Federal para cumprimento da decisão,
transferindo os valores para conta judicial vinculada à presente contenda.

Tal decisão, inclusive, foi mantida pelo E. TJAL nos autos do Agravo de
Instrumento n. 0804974-55.2019.8.02.0000 (interposto pelo mesmo município). Vejamos:

(…)
22 Ante os motivos expostos, entendo que a manutenção do decisum
hostilizado é medida que se impõe, uma vez que as argumentações
levantadas pela parte recorrente não se mostraram suficientes para infirmar
a conclusão obtida pelo juízo da instância singela.
23 Por tais razões, voto no sentido de CONHECER do presente recurso
para, no mérito, NEGAR-LHE PROVIMENTO, mantendo incólume a
decisão agravada.

Confira-se mais julgados oriundos do TJAL acerca da matéria:

AGRAVO DE INSTRUMENTO EM AÇÃO ORDINÁRIA.


FAZENDA PÚBLICA. PERCEPÇÃO DE VALORES REFERENTES A
PRECATÓRIO JUDICIAL EMITIDO PELA JUSTIÇA FEDERAL.
REPASSES RELATIVOS AO FUNDO DE MANUTENÇÃO E
DESENVOLVIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL E DE
VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO – FUNDEF. CRÉDITO
VINCULADO QUE NECESSITA SER APLICADO DE ACORDO
COM A LEGISLAÇÃO DO FUNDO QUE LHE DEU ORIGEM. NÃO
SE TRATA DE RECEITA CORRENTE LIQUIDA À DISPOSIÇÃO DO
MUNICÍPIO. NECESSIDADE DE BLOQUEIO DO PERCENTUAL
DE SESSENTA POR CENTO DO VALOR RECEBIDO PELO ENTE
PÚBLICO ATÉ FINAL JULGAMENTO DA AÇÃO PRINCIPAL.
Conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal, "a
complementação ao Fundef realizada a partir do valor mínimo anual
por aluno fixada em desacordo com a média nacional impõe à União
fls. 24

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o dever de suplementação de recursos, mantida a vinculação
constitucional a ações de desenvolvimento e manutenção do ensino".
(STF. Plenário. ACO 648/BA, ACO 660/AM, ACO 669/SE e ACO 700/
RN, relorig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Edson Fachin,

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julgados em 6/9/2017.) Recurso conhecido e não provido. À
unanimidade. (TJ-AL 0803752-23.2017.8.02.0000, Rel: Des. Alcides
Gusmão da Silva, Julga: 09/11/2017, 3ª Câmara Cível, Publicação:
14/11/2017)

CONSTITUCIONAL. PROCESSO CIVIL. FUNDEF. VINCULAÇÃO.


CABIMENTO. BLOQUEIO. COMPETÊNCIA. RECURSO
CONHECIDO E PROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. A vinculação na
utilização dos recursos do FUNDEF no financiamento de despesas
relacionadas com a manutenção e o desenvolvimento da educação
básica afasta a observância do regime de precatório, porquanto o
direcionamento da aplicação dos valores é incompatível com o
regime especial de pagamento de débitos do Estado, permitindo o
bloqueio dos valores correspondentes. Caberia ao Município
demandado apresentar documentos que demonstrassem já haver
realizado todos os pagamentos referentes à manutenção e o
desenvolvimento da educação básica relacionadas com o FUNDEF,
medida esta que não foi adotada no presente feito, de modo que, por
não haver demonstrado que promoveu a complementação dos
valores não pagos pela União, não cabe neste instante pretender
utilizar os recursos do FUNDEF em despesas diversas da educação.
(TJ-AL 0804584- 90.2016.8.02.0000, Rel: Des. Celyrio Adamastor
Tenório Accioly, Julg: 02/03/2017, 3ª Câmara Cível, Publ: 07/03/2017)

Recentemente, nos autos do Processo nº 0000183-04.2016.8.02.0058, o Juízo da 4ª


Vara Cível de Arapiraca prolatou sentença no sentido de reconhecer o direito à
subvinculação de 60 % das verbas em tela, in verbis:

(…)
Ante o exposto, JULGO PROCEDENTE o pedido apresentado nas
presentes ações cautelares, confirmando a decisão liminar que determinou
o bloqueio de 60% (sessenta por cento) dos valores referentes ao precatório
nº PRC 121117-AL (requisitório 2014.80.01.008.000013), de modo a garantir
o pagamento de tais valores, sob a forma de rateio, em favor dos
professores substituídos, a serem individualizados em sede de
cumprimento de sentença na ação própria.
fls. 25

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Sobejam razões, pois, para a concessão da medida de urgência ora pleiteada.

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5. Dos Pedidos Finais.

Diante do exposto, requer a Vossa Excelência:

1) A concessão da tutela provisória de urgência no sentido de determinar a

indisponibilidade de 60% (sessenta por cento) dos valores a serem recebidos pelo

Município de Maceió-AL, depositado em conta específica, através do Precatório nº

20198000013200087 - PRC178329-AL - expedido pelo Tribunal Regional Federal da 5ª

Região, de modo que permaneçam indisponíveis em conta judicial até o julgamento do

mérito da presente ação, tudo sob pena de incidência de multa diária;

2) A citação do município demandado, representado judicialmente por sua

Procuradoria-Geral, com endereço já informado para, se possível, conciliar com o autor, ou

contestar a presente ação no prazo previsto em lei, sob pena de revelia e confissão em

relação à matéria de fato;

3) A intimação do representante do Ministério Público para necessária

manifestação;

4) Ao final, requer que seja julgada totalmente procedente a presente ação civil

pública, confirmando a liminar anteriormente concedida para obrigar o Município de

Maceió-AL a aplicar o valor do precatório em foco integralmente na educação, sendo, no

mínimo, 60% (sessenta por cento) destinado para pagamento da remuneração dos

profissionais do magistério da educação municipal e o restante em manutenção e

investimentos, tudo nos termos do art. 60 do ADCT, art. 7º da lei n. 9.424/1996 e art. 22 da

lei n. 11.494/2007.
fls. 26

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A condenação do ente requerido ao pagamento das custas e honorários

advocatícios na base de 20% sobre o valor da condenação.

O autor deixa de recolher custas com base no art. 18 da Lei 7.347/1985.5

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Protesta provar o alegado por todos os meios admitidos no direito, sobretudo, a

juntada de documentos.

Atribui-se à causa o valor de R$ 300.716.573,89 (trezentos milhões setecentos e

dezesseis mil quinhentos e setenta e três reais e oitenta e nove centavos).

Nestes termos, pede deferimento.

Maceió-AL, 30 de junho de 2020.

Fabricio Beltrão de Brito


OAB – PB nº 16.253B

Manolys Marcelino Passerat de Silans


OAB-PB nº 11.536

Ciro Varcelon Contin Silva


OAB-AL nº8.663

Nivaldo Barbosa da Silva Júnior


OAB-AL nº 6.411

Anderson Barbosa
OAB/AL n. 13.749

5
fls. 27

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fls. 52

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fls. 53

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Para conferir o original, acesse o site http://www2.tjal.jus.br/esaj, informe o processo 0700379-29.2015.8.02.0005 e código AB766F.
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fls. 56

fls. 17
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Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348C9.
01/07/2020 Tribunal Regional Federal da 5ª Região - Resultado Consulta Processual
fls. 57

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PROCESSO Nº 0338835-41.2019.4.05.0000

PRECATÓRIO (PRC178329-AL (@)) AUTUADO EM 27/06/2019


ORGÃO: Divisão de Precatório
PROC. ORIGINÁRIO Nº: 08072608220174058000 - Justiça Federal
- AL
NÚMERO DO REQUISITÓRIO: 20198000013200087
NÚMERO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO: 08072608220174058000
VARA: 13ª Vara Federal de Alagoas
CRÉDITO: Outras Naturezas
ASSUNTO: 01.22.05 - Repasse de Verbas Públicas - Orçamento - Direito Administrativo e outras Matérias de
Direito Público

: 25/06/2020
FASE ATUAL Depósito em Conta
18:42
COMPLEMENTO :
ÚLTIMA LOCALIZAÇÃO : Subsecretaria de Precatórios

REQTE : MUNICIPIO DE MACEIO

REQDO : UNIAO

Deprecante : JUÍZO FEDERAL DA 13ª VARA DE ALAGOAS

RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL PRESIDENTE

NÃO EXISTEM PETIÇÕES AGUARDANDO JUNTADA

Em 25/06/2020 18:42

Depósito em Conta .
(M949)

Em 24/06/2020 00:01

Depósito efetivado . BANCO DO BRASIL - Antecipação do pagamento - Os valores estarão disponíveis


para saque a partir do dia 3 de julho de 2020.
(M1121)

Em 18/06/2020 15:31

Pagamento em processamento .
(M841)

Em 16/06/2020 17:39

Informativo: Previsão de pagamento - os valores estarão disponíveis para levantamento a partir


10/07/2020. Havendo alteração do calendario, por parte da STN, sera divulgada nova data.
(M949)

Em 02/06/2020 12:02

Correção de valores para depósito Precatório

www4.trf5.jus.br/processo/0338835-41.2019.4.05.0000 1/2
01/07/2020 Tribunal Regional Federal da 5ª Região - Resultado Consulta Processual
fls. 58
(M841)

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Em 25/03/2020 18:22

Informativo: Ainda não ha previsão de data para Pagamento dos precatórios de 2020, pois, diante da
crise do COVID-19, a Secretaria do Tesouro Nacional não definiu o calendario para repasse de valores
aos TRFs.
(M841)

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Em 05/07/2019 11:19

Informativo: Pagto. 2020 - Em data a ser definida pela Secretaria do Tesouro Nacional
(M500)

Em 04/07/2019 17:38

Instituição Financeira para Pagamento Banco: Banco do Brasil S/A


(M841)

Em 04/07/2019 12:35

Atualização de valores Precatório


(M841)

Em 27/06/2019 16:22

Concluso para decisão a(o) Subsecretaria de Precatórios para / por Secretaria Processante

Em 27/06/2019 16:21

Registro ao Desembargador(a) Federal Presidente


(M5388)

Em 27/06/2019 16:14

Individualização Precatório
(M5388)

www4.trf5.jus.br/processo/0338835-41.2019.4.05.0000 2/2
fls. 59

Tribunal Regional Federal da 5ª Região


PJe - Processo Judicial Eletrônico

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Consulta Processual

17/06/2020

Número: 0807260-82.2017.4.05.8000

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Classe: CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA
Partes
Tipo Nome
ADVOGADO BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO
TERCEIRO INTERESSADO MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS S/C
EXECUTADO UNIÃO FEDERAL
EXEQUENTE MUNICIPIO DE MACEIO

Documentos
Id. Data/Hora Documento Tipo
4058000.6360092 21/05/2020 Despacho Inspeção Despacho Inspeção
14:00
4050000.2048420 12/05/2020 Comunicações Comunicações
3 22:48
4050000.2048420 12/05/2020 Anexos da Comunicação Anexos da Comunicação
4 22:48
4058000.6151111 09/04/2020 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
14:15
4058000.6143273 07/04/2020 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
12:13
4058000.6121354 02/04/2020 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
14:51
4058000.6117439 01/04/2020 Intimação Expediente
18:06
4058000.6107878 01/04/2020 Despacho Despacho
11:26
4058000.6029292 19/03/2020 Conclusão Certidão
18:27
4058000.5925065 03/03/2020 manifestação ato ordinatório Manifestação
12:18
4058000.5811320 06/02/2020 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
01:50
4058000.5796404 04/02/2020 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
13:02
4058000.5787895 03/02/2020 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
10:58
4058000.5753880 28/01/2020 Intimação Expediente
10:11
4058000.5753875 28/01/2020 Ato Ordinatório Ato Ordinatório
10:10
4050000.1923196 27/01/2020 Anexos da Comunicação Anexos da Comunicação
9 18:12
4050000.1923196 27/01/2020 Comunicações Comunicações
8 18:12
4058000.5181853 14/09/2019 Certidão de decurso de prazo Certidão de decurso de prazo
00:01
4058000.5023759 01/08/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
04:44
4058000.5009981 29/07/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
12:20
4058000.4988829 24/07/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
09:34
4058000.4988783 24/07/2019 Intimação Expediente
09:27
fls. 60

4058000.4958171 18/07/2019 Despacho Despacho


13:14

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4058000.4913203 08/07/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
00:00
4058000.4902466 04/07/2019 Conclusão Certidão
12:45
4058000.4901344 04/07/2019 Manifestação da União - pede inclusão de Cota
01:12 restrição de pagamento
4058000.4901341 04/07/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação

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00:47
4058000.4901340 04/07/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
00:46
4058000.4889510 01/07/2019 Certidão do Requisitório 2019.80.00.013.200087 Certidão
17:10
4058000.4884926 01/07/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
13:00
4058000.4884291 01/07/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
10:57
4058000.4877442 28/06/2019 Intimação Expediente
13:07
4058000.4877435 28/06/2019 Ato Ordinatório Ato Ordinatório
13:06
4058000.4875759 28/06/2019 Certidão de Retificação de Autuação Certidão de retificação de autuação
00:00
4058000.4872476 27/06/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
15:32
4058000.4872035 27/06/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
14:07
4058000.4871944 27/06/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
13:58
4058000.4871816 27/06/2019 Intimação Expediente
13:45
4058000.4870215 27/06/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
11:05
4058000.4867445 26/06/2019 Intimação Expediente
17:39
4058000.4867084 26/06/2019 Decisão Decisão
16:54
4058000.4865893 26/06/2019 MANIFESTAÇÃO Manifestação
14:46
4058000.4865894 26/06/2019 MANIFESTAÇÃO - PDF Documento de Comprovação
14:46
4058000.4865236 26/06/2019 Conclusão Certidão
13:41
4058000.4863377 26/06/2019 Petição - Proc n 0807260-82.2017.4.05.8000 - Petição
08:39 Expedição do Precatório
4058000.4863378 26/06/2019 Petição - Proc n 0807260-82.2017.4.05.8000 - Documento de Comprovação
08:39 Expedição do Precatório
4058000.4863379 26/06/2019 CR em AI - Proc 0804335-86.2019.4.05 Documento de Comprovação
08:39
4050000.1583371 25/06/2019 Comunicações Comunicações
5 18:29
4050000.1583371 25/06/2019 Anexos da Comunicação Anexos da Comunicação
6 18:29
4058000.4823923 17/06/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
00:01
4058000.4767699 10/06/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
11:06
4058000.4758485 07/06/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
12:18
4058000.4751494 06/06/2019 Intimação Expediente
14:17
4058000.4745462 05/06/2019 Despacho Despacho
17:03
4050000.1550566 27/05/2019 Comunicações Comunicações
3 17:13
4050000.1550566 27/05/2019 Anexos da Comunicação Anexos da Comunicação
4 17:13
fls. 61

4058000.4585598 17/05/2019 Conclusão Certidão


10:06

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
4058000.4397436 15/04/2019 Certidão de Recurso Certidão de Recebimento de Recurso
00:04 no 2º grau
4058000.4396931 14/04/2019 UNIÃO Comprovação de Interposição de
23:55 Agravo
4058000.4396932 14/04/2019 Agravo de Instrumento- UNIÃO Documento de Comprovação
23:55
4058000.4396927 14/04/2019 Certidão de Recurso Certidão de Interposição

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23:52
4058000.4245492 18/03/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
00:07
4058000.4245491 18/03/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
00:07
4058000.4209425 08/03/2019 Certidão Certidão
08:55
4058000.4209399 08/03/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
08:30
4058000.4207916 07/03/2019 Intimação Expediente
17:47
4058000.4206808 07/03/2019 Despacho Despacho
16:13
4058000.4206696 07/03/2019 Petição PARA DESENTRANHAR Petição
15:21
4058000.4198043 01/03/2019 Conclusão Certidão
13:28
4058000.4183276 27/02/2019 Inspeção Despacho Inspeção
16:34
4058000.4137571 15/02/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
00:01
4058000.4117055 11/02/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
11:23
4058000.4100480 06/02/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
09:45
4058000.4094298 04/02/2019 Contrarrazões aos Embargos de Declaração Petição
15:25
4058000.4094299 04/02/2019 Contrarrazões aos Embargos de Declaração da Documento de Comprovação
15:25 União - Proc n 0807260-82.2017.4.05.8000 -
FUNDEF
4058000.4094246 04/02/2019 Intimação Expediente
15:19
4058000.4090341 04/02/2019 Sentença Sentença
15:19
4058000.4087619 01/02/2019 Conclusão Certidão
10:20
4058000.4085836 31/01/2019 IMPUGNAÇÃO AOS EMBARGOS DE Impugnação aos Embargos
16:42 DECLARAÇÃO
4058000.4085837 31/01/2019 IMPUGNAÇÃO AOS EMBARGOS DE Documento de Comprovação
16:42 DECLARAÇÃO - PDF
4058000.4085838 31/01/2019 DOC. 01 - DECISÃO - PROCESSO N° Documento de Comprovação
16:42 0800018-43.2015.4.05.8000
4058000.4070839 28/01/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
12:17
4058000.4052267 22/01/2019 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
11:56
4058000.4049050 21/01/2019 Intimação Expediente
14:02
4058000.4025792 11/01/2019 Despacho Despacho
13:18
4058000.4025785 11/01/2019 Conclusão Certidão
11:41
4058000.4025783 11/01/2019 Conclusão Certidão
11:40
4058000.4024508 10/01/2019 Embargos Declaratórios da União Embargos de Declaração
18:31
4050000.1346987 31/12/2018 Comunicações Comunicações
9 02:51
4050000.1346988 31/12/2018 Anexos da Comunicação Anexos da Comunicação
0 02:51
fls. 62

4058000.4010063 30/12/2018 Certidão de Intimação Certidão de Intimação


00:00

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4058000.4008738 28/12/2018 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
16:15
4058000.4002062 21/12/2018 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
14:02
4058000.3998496 19/12/2018 Intimação Expediente
15:27
4058000.3995704 19/12/2018 Sentença Sentença

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15:27
4058000.3962108 10/12/2018 PETIÇÃO Petição
15:41
4058000.3962109 10/12/2018 PETIÇÃO - PDF Documento de Comprovação
15:41
4058000.3962110 10/12/2018 DOC. 01 - DECISÃO - PROCESSO N° Documento de Comprovação
15:41 0800018-43.2015.4.05.8000
4058000.3954812 07/12/2018 Conclusão Certidão
11:15
4058000.3951259 06/12/2018 Juntada de leis municipais - Proc n 0807260- Petição
15:33 82.2017.4.05.8000 - FUNDEF
4058000.3951260 06/12/2018 Juntada de leis municipais - Proc n 0807260- Documento de Comprovação
15:33 82.2017.4.05.8000 - FUNDEF
4058000.3951262 06/12/2018 Lei Municipal n 2.065 de 1973 Documento de Comprovação
15:33
4058000.3951264 06/12/2018 Lei Municipal n 4.324 de 1994 Documento de Comprovação
15:33
4058000.3951030 06/12/2018 Contrarrazões aos Embargos de Declaração - Contrarrazões
15:07 Proc n 0807260-82.2017.4.05.8000 - FUNDEF
4058000.3951031 06/12/2018 Contrarrazões aos Embargos de Declaração - Documento de Comprovação
15:07 Proc n 0807260-82.2017.4.05.8000 - FUNDEF
4058000.3910164 26/11/2018 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
12:19
4058000.3909543 26/11/2018 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
11:07
4058000.3893792 22/11/2018 Intimação Expediente
09:33
4058000.3889674 21/11/2018 Despacho Despacho
19:03
4058000.3889672 21/11/2018 Conclusão Certidão
09:53
4058000.3889297 20/11/2018 Manifestação da União - QUESTÃO DE ORDEM Petição
17:57 PÚBLICA - ILEGITIMIDADE - pede restrição de
pagamento
4058000.3889126 20/11/2018 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
17:18
4058000.3887273 19/11/2018 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargos de Declaração
17:22
4058000.3887274 19/11/2018 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - PDF Documento de Comprovação
17:22
4058000.3865587 12/11/2018 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
12:05
4058000.3865291 12/11/2018 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
11:28
4058000.3864608 12/11/2018 Intimação Expediente
09:57
4058000.3855301 10/11/2018 Decisão Decisão
19:33
4058000.3853620 08/11/2018 CERTIDÃO Certidão
14:36
4058000.3853621 08/11/2018 Resp 1703697 - Certidão Julgamento STJ Documento de Comprovação
14:36
4058000.3693445 24/09/2018 PETIÇÃO DE EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO Manifestação
11:58
4058000.3693446 24/09/2018 PETIÇÃO DE EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO - Documento de Comprovação
11:58 PDF
4058000.3693145 24/09/2018 Conclusão Certidão
11:11
fls. 63

4050000.1246685 21/09/2018 Anexos da Comunicação Anexos da Comunicação


3 10:31

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
4050000.1246685 21/09/2018 Comunicações Comunicações
2 10:31
4058000.3503232 27/07/2018 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
00:00
4058000.3460242 17/07/2018 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
11:27
4058000.3459870 17/07/2018 Certidão de Intimação Certidão de Intimação

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
10:36
4058000.3459762 17/07/2018 Intimação Expediente
10:19
4058000.3421759 16/07/2018 Despacho Despacho
18:52
4058000.3407276 11/07/2018 PETIÇÃO DE MANIFESTAÇÃO Petição
18:47
4058000.3407277 11/07/2018 PETIÇÃO DE MANIFESTAÇÃO - PDF Documento de Comprovação
18:47
4058000.3407278 11/07/2018 DOC. 01 - ACÓRDÃO AMA Documento de Comprovação
18:47
4058000.3391512 10/07/2018 Conclusão Certidão
10:39
4058000.3386691 09/07/2018 Manifestação da União - CORRETA - NÃO Petição
21:15 existem valores incontroversos - pede
permanência da suspensão
4058000.3386684 09/07/2018 Manifestação da União - pede que se aguarde Petição
21:02 trânsito em julgado da AR
4058000.3224414 20/06/2018 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
20:34
4058000.3173644 14/06/2018 Intimação Expediente
11:26
4058000.3162795 13/06/2018 Despacho Despacho
14:44
4058000.3161482 13/06/2018 Conclusão Certidão
11:34
4058000.3160311 13/06/2018 PETIÇÃO DE RETENÇÃO DE HONORÁRIOS Petição
09:32 CONTRATUAIS - PDF
4058000.3160312 13/06/2018 PETIÇÃO DE RETENÇÃO DE HONORÁRIOS Documento de Comprovação
09:32 CONTRATUAIS - PDF
4058000.3154798 12/06/2018 Petição do Município de Maceió Petição
16:37
4058000.3154799 12/06/2018 Pet continuação feito e inscrição precatório parte Documento de Comprovação
16:37 incontroversa fundef vmaa
4058000.3154801 12/06/2018 Certidão julgamento de rescisória Documento de Comprovação
16:37
4058000.2946246 18/04/2018 Inspeção Despacho Inspeção
15:19
4058000.2681839 11/01/2018 UNIÃO Cota
15:34
4058000.2665744 22/12/2017 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
00:00
4058000.2653991 18/12/2017 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
10:28
4058000.2639632 13/12/2017 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
12:44
4058000.2634195 12/12/2017 Intimação Expediente
09:58
4058000.2633141 11/12/2017 Decisão Decisão
21:18
4058000.2538332 09/11/2017 Conclusão Certidão
10:23
4058000.2536700 08/11/2017 Resposta à impugnação da União. Réplica
16:30
4058000.2536701 08/11/2017 Resposta a impugnação de execução fundef Documento de Comprovação
16:30 vmaa
4058000.2511398 27/10/2017 Certidão de Retificação de Autuação Certidão de retificação de autuação
00:00
4058000.2502494 24/10/2017 PEDIDO DE RETENÇÃO - INTERVENÇÃO Petição (3º Interessado)
17:37
fls. 64

4058000.2502549 24/10/2017 DOC. 08 - ATA DA ASSEMBLÉIA FPM Documento de Comprovação


17:37 FUNDEF INSS ISS TELEFÔNIA E ENÉRGIA

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
4058000.2502548 24/10/2017 DOC. 07 - ACÓRDÃO Nº 0803664- Documento de Comprovação
17:36 05.2015.4.05.0000
4058000.2502545 24/10/2017 DOC. 06 - DECISÃO EXECUÇÃO Nº 0800169- Documento de Comprovação
17:36 06.2015.4.05.8001
4058000.2502543 24/10/2017 DOC. 05 - DECLARAÇÃO AMA Documento de Comprovação
17:36

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
4058000.2502540 24/10/2017 DOC. 04 - CONTRATO - MONTEIRO x AMA Documento de Comprovação
17:36
4058000.2502530 24/10/2017 DOC. 02 - OAB BRUNO ROMERO PEDROSA Documento de Comprovação
17:36 MONTEIRO
4058000.2502536 24/10/2017 DOC. 03 - ESTATUTO Documento de Comprovação
17:36
4058000.2502529 24/10/2017 DOC. 01 - PROCURAÇÃO DA MONTEIRO Documento de Comprovação
17:36
4058000.2502526 24/10/2017 DOC. 01 - CARTÃO CNPJ MONTEIRO PE Documento de Comprovação
17:36
4058000.2502523 24/10/2017 DOC. 01 - ALTERAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO - Documento de Comprovação
17:36 MONTEIRO E MONTEIRO
4058000.2502496 24/10/2017 DOC. 01 - 11ª ALTERAÇÃO CONTRATUAL DA Documento de Comprovação
17:36 MONTEIRO E MONTEIRO
4058000.2502495 24/10/2017 PEDIDO DE RETENÇÃO - INTERVENÇÃO - Documento de Comprovação
17:36 PDF
4058000.2465776 18/10/2017 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
09:54
4058000.2446992 16/10/2017 Intimação Expediente
10:32
4058000.2443727 13/10/2017 Impugnação da União ao Cumprimento de Impugnação ao Cumprimento de
16:32 Sentença Sentença
4058000.2443730 13/10/2017 PT IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE Documento de Comprovação
16:32 SENTENÇA
4058000.2297137 30/08/2017 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
18:11
4058000.2284129 27/08/2017 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
00:00
4058000.2267641 22/08/2017 Intimação Expediente
12:57
4058000.2264647 21/08/2017 Despacho Despacho
17:28
4058000.2263979 21/08/2017 Conclusão Certidão
14:44
4058000.2263632 21/08/2017 Certidão de Redistribuição Certidão
13:39
4058000.2254441 17/08/2017 Certidão de Redistribuição Certidão
13:06
4058000.2254439 17/08/2017 Intimação Expediente
13:05
4058000.2253526 17/08/2017 Despacho Despacho
10:12
4058000.2253525 17/08/2017 Conclusão Certidão
09:41
4058000.2252143 16/08/2017 Certidão de Distribuição Certidão
18:37
4058000.2252093 16/08/2017 Cumprimento de sentença contra Fazenda Petição Inicial
18:34 Pública
4058000.2252094 16/08/2017 Cumprimento de sentença FUNDEF VMAA 98- Documento de Comprovação
18:34 2006
4058000.2252096 16/08/2017 FUNDEF DIF - Correção de valores e memorial Documento de Comprovação
18:34 de calculos
4058000.2252097 16/08/2017 FUNDEF DIF - FUNDEF repasses Documento de Comprovação
18:34
4058000.2252099 16/08/2017 FUNDEF DIF - origens FUNDEF Documento de Comprovação
18:34
4058000.2252100 16/08/2017 FUNDEF DIF - valor recebido e diferença devida Documento de Comprovação
18:34
fls. 65

4058000.2252101 16/08/2017 FUNDEF DIF - VMAA quantitativo de matrícula Documento de Comprovação


18:34

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
4058000.2252106 16/08/2017 FUNDEF DIF - índice IPCA E até citação Documento de Comprovação
18:34
4058000.2252107 16/08/2017 FUNDEF DIF - índice IPCA E jul 09 a ago 17 Documento de Comprovação
18:34
4058000.2252109 16/08/2017 INICIAL Documento de Comprovação
18:34
4058000.2252113 16/08/2017 inicial 2 Documento de Comprovação

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
18:34
4058000.2252115 16/08/2017 Sentença Documento de Comprovação
18:34
4058000.2252117 16/08/2017 Acórdão 1 Documento de Comprovação
18:34
4058000.2252121 16/08/2017 Acordão 2 Documento de Comprovação
18:34
4058000.2252122 16/08/2017 Decisão Aresp e AgRg STJ Documento de Comprovação
18:34
4058000.2252128 16/08/2017 Decisão ED e certidão Transito em julgado Documento de Comprovação
18:34
4058000.2252135 16/08/2017 FUNDEF DIF - taxa selic Documento de Comprovação
18:34
fls. 66

PODER JUDICIÁRIO

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SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
13ª VARA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
INSPEÇÃO ORDINÁRIA - 2020

DESPACHO EM INSPEÇÃO:

Ocorrência Data Prazo


Processo em ordem.

RAIMUNDO ALVES DE CAMPOS JR.


Juiz Federal - 13ª Vara

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
Raimundo Alves de Campos Júnior - Magistrado
20052303403188700000006395945
Data e hora da assinatura: 21/05/2020 14:00:19
Identificador: 4058000.6360092
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 67

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TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
SUBSECRETARIA DE RECURSOS ESPECIAIS, EXTRAORDINÁRIOS E ORDINÁRIOS

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
CERTIDÃO (ComunicaOrigem )

Certifico que, enviei ao Juízo de Origem a decisão proferida doc. id. 4050000.19860811,
documento que integram os presentes autos.

Recife, 12 de Maio de 2020

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
MARIA DE FATIMA PEREIRA DE CARVALHO
20051222484105000000006334835
Data e hora da assinatura: 12/05/2020 22:48:41
Identificador: 4050000.20484203
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
Id.

811
ADVOGADO
AGRAVANTE

Data/Hora
Tipo

19860 19/03/2020 15:50 Decisão


Documento
Consulta Processual

Classe: AGRAVO DE INSTRUMENTO


PJe - Processo Judicial Eletrônico

Número: 0801222-27.2019.4.05.0000
Tribunal Regional Federal da 5ª Região

Partes

Documentos
BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO
Nome
MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS S/C

Tipo
Decisão
fls. 68

12/05/2020

1/3
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Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
fls. 69

PROCESSO Nº: 0801222-27.2019.4.05.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
AGRAVANTE: MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS S/C
ADVOGADO: Bruno Romero Pedrosa Monteiro
AGRAVADO: UNIÃO FEDERAL
RELATOR(A): Desembargador(a) Federal Leonardo Carvalho - SREEO

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
DECISÃO

Recursos Especial e Extraordinário interpostos por MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS


ASSOCIADOS, com fundamento, respectivamente, no art. 105, III, "a", e 102, III, "a", da CF, em face do
acórdão proferido por esta Corte Regional.

Foram observados os requisitos gerais de admissibilidade extrínsecos (tempestividade, regularidade


formal e preparo) e os intrínsecos (cabimento, legitimação, interesse recursal e inexistência de fato
impeditivo ou extintivo do poder de recorrer), tendo sido prequestionada a matéria objeto dos recursos.
Também foi suscitada a repercussão geral do tema no que se refere ao Recurso Extraordinário.

Recurso Especial

A partir de exame superficial, próprio desta fase de cognição sumária, tem-se que a parte, a teor de suas
razões recursais, demonstrou provável violação ao art. 22, § 4º, da Lei nº 8.906/94 (discussão acerca da
possibilidade de retenção de honorários contratuais de valores a serem repassados ao Município,
decorrentes do pagamento de diferenças do FUNDEF), restando configurada a hipótese do art. 105, III,
"a", da CF, suficiente para justificar o seguimento do recurso, nos termos do art. 1.034, parágrafo único,
do CPC.

Com essas considerações, ADMITO o Recurso Especial.

Recurso Extraordinário

A partir de exame superficial, próprio desta fase de cognição sumária, tem-se que a parte, a teor de suas
razões recursais, demonstrou provável violação aos arts. 5º, caput, 37, caput, 133 e 205 da CF (discussão
acerca do direito do advogado ao recebimento de honorários contratuais, representando o município em
demanda objetivando o recebimento de verbas do FUNDEF), restando configurada a hipótese do art. 102,
III, "a", da CF, suficiente para justificar o seguimento do recurso, nos termos do art. 1.034, parágrafo
único, do CPC.

Com essas considerações, ADMITO o Recurso Extraordinário.

Observe-se, ainda, que o recorrente peticiona requerendo atribuição de efeito suspensivo aos recursos
excepcionais.

Neste tocante, tem-se que a atribuição de efeito suspensivo ao recurso, por sua natureza de tutela de
urgência, encontra-se condicionado à materialização de dois requisitos fundamentais, quais sejam: 1) a
fumaça do bom direito, aferível a partir da probabilidade do direito invocado e da viabilidade do recurso
manejado; e 2) o perigo de demora, caracterizado pela situação concreta de dano grave e iminente ou de
risco ao resultado útil do processo (art. 300 do CPC).

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: JOSE LAZARO ALFREDO GUIMARAES - Magistrado Num. 19860811 - Pág. 1
https://pje.trf5.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=20031815054339000000019828972
Número do documento: 20031815054339000000019828972
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fls. 70

No caso concreto, entendo não configurada a fumaça do bom direito. Afinal, sobre a questão, a Primeira
Seção do STJ firmou entendimento no sentido de que a requisição, pelo patrono, de reserva da quantia

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
equivalente à obrigação estabelecida entre si e o constituinte, para a prestação dos serviços advocatícios,
não é aplicável quando os valores a que tem direito o constituinte se referem a verbas decorrentes de
diferenças do FUNDEF que a União deixou de repassar aos Municípios a tempo e modo (REsp
1703697/PE, Rel. Ministro OG FERNANDES, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 10/10/2018, DJe
26/02/2019). Ademais, ainda que estejam pendentes de apreciação, pelo STJ, dos Embargos de

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
Declaração opostos no REsp 1.703.697/PE, não há qualquer determinação de bloqueio dos valores de
precatórios já expedidos.

Na mesma linha, o STF entende que "as verbas do FUNDEF não podem ser utilizadas para pagamento
de despesas do Município com honorários advocatícios contratuais" (ARE 1066281 AgR, Relator(a):
Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 19/11/2018, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-251 DIVULG 23-11-2018 PUBLIC 26-11-2018).

Ressalte-se que a decisão proferida pelo STF na SL 1.186 não aproveita ao recorrente, uma vez que,
naquela demanda, intentada pelo MPF, o Egrégio Tribunal determinou a suspensão de algumas decisões
que tenham autorizado o destaque de honorários advocatícios contratuais em precatórios expedidos pela
União para o pagamento de diferenças de complementação de verbas do FUNDEB. No caso concreto,
todavia, sequer houve decisão determinando a retenção de honorários advocatícios contratuais. É
exatamente contra a decisão que indeferiu a retenção dos honorários que o escritório de advocacia
interpôs o presente Agravo de Instrumento.

Neste cenário, INDEFIRO o pedido de atribuição de efeito suspensivo aos Recursos Especial e
Extraordinário.

Expedientes necessários.

Após, remetam-se os autos ao STJ.

Desembargador Federal LÁZARO GUIMARÃES

Vice-Presidente do TRF da 5ª Região

NA/NPA

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
Assinado eletronicamente.
MARIA DE FATIMA A Certificação
PEREIRADigital
DE pertence
CARVALHOa: JOSE LAZARO ALFREDO GUIMARAES - Magistrado Num. 19860811 - Pág. 2
20051222484105000000006334836
Data e hora da assinatura: 12/05/2020 22:48:41
https://pje.trf5.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=20031815054339000000019828972
Identificador:
Número do documento: 4050000.20484204
20031815054339000000019828972
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 3/3
fls. 71

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 09/04/2020 14:15, o(a) UNIÃO FEDERAL foi intimado(a) acerca de Despacho
registrado em 01/04/2020 11:26 nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 20040118051079100000006150511 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 09/04/2020 14:15 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 09/04/2020 14:15:04
Identificador: 4058000.6151111

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fls. 72

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 07/04/2020 12:13, o(a) MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS


ASSOCIADOS S/C foi intimado(a) acerca de Despacho registrado em 01/04/2020 11:26 nos autos
judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 20040118051079100000006150511 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 07/04/2020 12:13 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 07/04/2020 12:13:56
Identificador: 4058000.6143273

1/1
fls. 73

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 02/04/2020 14:51, o(a) MUNICIPIO DE MACEIO foi intimado(a) acerca de
Despacho registrado em 01/04/2020 11:26 nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 20040118051079100000006150511 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 02/04/2020 14:51 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 02/04/2020 14:51:23
Identificador: 4058000.6121354

1/1
fls. 74

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS - 13ª VARA

Pje - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA


PROCESSO nº 0807260-82.2017.4.05.8000
AUTOR: [MUNICIPIO DE MACEIO]
RÉU: [BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO, MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS S/C, UNIÃO FEDERAL]

TERMO DE INTIMAÇÃO
De ordem do MM. Juiz Federal da 13ª Vara Federal da Seção Judiciária de Alagoas, sirvo-me do presente
para INTIMAR, por meio eletrônico (Atos nº 112/2010 e 276/2010, do TRF 5ª Região) , AS PARTES
, na pessoa de seus representantes legais, da sentença/decisão/despacho/ato ordinatório anexo.

Maceió-AL, 1 de Abril de 2020.

CINTIA DE CARVALHO PIMENTA

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
CINTIA DE CARVALHO PIMENTA - Diretor de Secretaria
20040118051079100000006150511
Data e hora da assinatura: 01/04/2020 18:06:13
Identificador: 4058000.6117439
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 75

PROCESSO Nº: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
CONTRA A FAZENDA PÚBLICA
EXEQUENTE: MUNICIPIO DE MACEIO
EXECUTADO: UNIÃO FEDERAL
TERCEIRO INTERESSADO: MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
A S S O C I A D O S S / C

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
ADVOGADO: Bruno Romero Pedrosa Monteiro
13ª VARA FEDERAL - AL (JUIZ FEDERAL TITULAR)

DESPACHO

1. Tendo em vista que o Município exequente veio dizer nos autos que não tem qualquer
manifestação necessária, mantenha-se o feito suspenso até o julgamento do mérito do
Agravo de Instrumento nº 0812826-19.2018.4.05.0000, interposto da decisão com id.
3855301, que apreciou (indeferindo-as) as questões atinentes ao destaque de honorários
advocatícios contratuais requerido pelo advogado do exequente e à ilegitimidade ativa da
edilidade para estar no polo ativo deste cumprimento de sentença, esta última suscitada pela
União Federal (executada).

2. Providências necessárias.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
Guilherme Masaiti Hirata Yendo - Magistrado
20033123043982900000006140877
Data e hora da assinatura: 01/04/2020 11:26:12
Identificador: 4058000.6107878
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 76

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS - 13ª VARA

Pje - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA


PROCESSO nº 0807260-82.2017.4.05.8000
AUTOR: [MUNICIPIO DE MACEIO]
RÉU: [BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO, MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS S/C, UNIÃO FEDERAL]

CONCLUSÃO

Faço conclusão destes autos ao MM. Juiz Federal, nesta data.

Maceió-AL, 19 de Março de 2020.

RAFAEL TORRES LEAL

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
RAFAEL TORRES LEAL - Diretor de Secretaria
20031918270708600000006061684
Data e hora da assinatura: 19/03/2020 18:27:48
Identificador: 4058000.6029292
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 77

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA FEDERAL

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
Proc. n. 0807260-82.2017.4.05.8000

MUNICÍPIO DE MACEIÓ, pessoa jurídica de direito público interno já devidamente qualificada nos autos do processo em
epígrafe, vem, em atendimento ao Ato Ordinatório de identificação 4058000.5753875, informa que trata-se de documentos
relativos a certidão de transito em julgado do agravo de instrumento de nº 0804335-86.2019.4.05.0000, não havendo qualquer
manifestação necessária por parte do Município de Maceió.

Nestes termos, pede deferimento.

Maceió/AL, 03 de março de 2020.

Diogo Silva Coutinho

Procurador-Geral do Município

OAB/AL 7.489

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
DIOGO SILVA COUTINHO - Gestor
20030312131969700000005956907
Data e hora da assinatura: 03/03/2020 12:18:33
Identificador: 4058000.5925065
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 78

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 06/02/2020 01:50, o(a) UNIÃO FEDERAL foi intimado(a) acerca de Ato
Ordinatório registrado em 28/01/2020 10:10 nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 20012810112501100000005785497 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 06/02/2020 01:50 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 06/02/2020 01:50:56
Identificador: 4058000.5811320

1/1
fls. 79

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 04/02/2020 13:02, o(a) MUNICIPIO DE MACEIO foi intimado(a) acerca de Ato
Ordinatório registrado em 28/01/2020 10:10 nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 20012810112501100000005785497 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 04/02/2020 13:02 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 04/02/2020 13:02:11
Identificador: 4058000.5796404

1/1
fls. 80

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 03/02/2020 10:58, o(a) MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS


ASSOCIADOS S/C foi intimado(a) acerca de Ato Ordinatório registrado em 28/01/2020 10:10 nos autos
judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 20012810112501100000005785497 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 03/02/2020 10:58 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 03/02/2020 10:58:51
Identificador: 4058000.5787895

1/1
fls. 81

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS - 13ª VARA

Pje - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA


PROCESSO nº 0807260-82.2017.4.05.8000
AUTOR: [MUNICIPIO DE MACEIO]
RÉU: [BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO, MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS S/C, UNIÃO FEDERAL]

TERMO DE INTIMAÇÃO
De ordem do MM. Juiz Federal da 13ª Vara Federal da Seção Judiciária de Alagoas, sirvo-me do presente
para INTIMAR, por meio eletrônico (Atos nº 112/2010 e 276/2010, do TRF 5ª Região) , o ( a)
AUTOR(A)/RÉ(U), na pessoa de seu representante legal, da sentença/decisão/despacho/ato ordinatório
anexo.

Maceió-AL, 28 de Janeiro de 2020.

RAFAEL TORRES LEAL

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
RAFAEL TORRES LEAL - Diretor de Secretaria
20012810112501100000005785497
Data e hora da assinatura: 28/01/2020 10:11:55
Identificador: 4058000.5753880
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 82

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS - 13ª VARA

Pje - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA


PROCESSO nº 0807260-82.2017.4.05.8000
AUTOR: [MUNICIPIO DE MACEIO]
RÉU: [BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO, MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS S/C, UNIÃO FEDERAL]

ATO ORDINATÓRIO

De ordem do MM. Juiz Federal, digam as partes, no prazo de 15 (quinze) dias, sobre os documentos
juntados aos autos (arts. 436 e 437, CPC).

Maceió-AL, 28 de Janeiro de 2020.

RAFAEL TORRES LEAL

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
RAFAEL TORRES LEAL - Diretor de Secretaria
20012810100273800000005785492
Data e hora da assinatura: 28/01/2020 10:10:58
Identificador: 4058000.5753875
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 83

Tribunal Regional Federal da 5ª Região


PJe - Processo Judicial Eletrônico

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Consulta Processual

27/01/2020

Número: 0804335-86.2019.4.05.0000

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Classe: AGRAVO DE INSTRUMENTO
Partes
Tipo Nome
AGRAVANTE UNIÃO FEDERAL

Documentos
Id. Data/Hora Documento Tipo
19231 27/01/2020 18:09 Certidão Trânsito em Julgado Certidão Trânsito em Julgado
753
19231 27/01/2020 18:02 CERTIDÃO Certidão
299
15857 10/07/2019 15:00 Inteiro Teor Inteiro Teor do Acórdão
047
15802 10/07/2019 15:00 Ementa Ementa
499
19170 20/01/2020 18:49 Ciência - União Cota
385
15802 10/07/2019 15:00 Relatório Relatório
488
15802 10/07/2019 15:00 Voto Relator Voto
495
19010 19/12/2019 11:37 ato ordinatório Ato Ordinatório
428

1/15
fls. 84

PROCESSO Nº: 0804335-86.2019.4.05.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
AGRAVANTE: UNIÃO FEDERAL
AGRAVADO: MUNICIPIO DE MACEIO
RELATOR(A): Desembargador(a) Federal Leonardo Carvalho - 2ª Turma
PROCESSO ORIGINÁRIO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - 13ª VARA FEDERAL - AL
JUIZ PROLATOR DA SENTENÇA (1° GRAU): Juiz(a) Federal Guilherme Emmanuel Lanzillotti
Alvarenga

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TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
DIVISÃO DA 2ª TURMA

C E R T I D Ã O DE TRÂNSITO EM JULGADO E ARQUIVAMENTO

Certifico que do inteiro teor do Acórdão/Decisão proferido(a) no processo acima indicado, MUNICIPIO
DE MACEIO foi intimada em 24.10.2019.

Certifico ainda que o(a) referido(a) Acórdão/Decisão transitou em julgado em 11.11.2019.

Certifico finalmente que, em função do trânsito em julgado do(a) Acórdão/Decisão e em cumprimento ao


artigo 65 do Regimento Interno deste Tribunal, arquivo eletronicamente este processo na pasta “Baixa
Definitiva Arquivo” do PJE. O referido é verdade e dou fé.

Recife, 27 de Janeiro de 2020

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LUIZ CARLOS DE SIQUEIRA BEZERRA - Diretor de Secretaria Num. 19231753 - Pág. 1
https://pje.trf5.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=20012718090383600000019201211
Número do documento: 20012718090383600000019201211
2/15
fls. 85

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

DIVISÃO DA 2ª TURMA

PROCESSO Nº: 0804335-86.2019.4.05.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO


AGRAVANTE: UNIÃO FEDERAL
AGRAVADO: MUNICIPIO DE MACEIO
RELATOR(A): Desembargador(a) Federal Leonardo Carvalho - 2ª Turma
PROCESSO ORIGINÁRIO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - 13ª VARA FEDERAL - AL
JUIZ PROLATOR DA SENTENÇA (1° GRAU): Juiz(a) Federal Guilherme Emmanuel Lanzillotti
Alvarenga

CERTIDÃO

Certifico que esta secretaria certificou, equivocadamente, a exisencência de embargos de declação


interposto pelo Município de Maceio, no identificador 4050000.19010413..

Certifico, outrossim, que também foi expedido, equivocadamente, ato ordinatório registrado no
identificador 4050000.19010428..

O referido é verdade e dou fé.

Recife, 27 de Janeiro de 2020.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LUIZ CARLOS DE SIQUEIRA BEZERRA - Diretor de Secretaria Num. 19231299 - Pág. 1
https://pje.trf5.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=20012717585008300000019200758
Número do documento: 20012717585008300000019200758
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PROCESSO Nº: 0804335-86.2019.4.05.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
AGRAVANTE: UNIÃO FEDERAL
AGRAVADO: MUNICIPIO DE MACEIO
RELATOR(A): Desembargador(a) Federal Leonardo Carvalho - 2ª Turma
PROCESSO ORIGINÁRIO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - 13ª VARA FEDERAL - AL
JUIZ PROLATOR DA SENTENÇA (1° GRAU): Juiz(a) Federal Guilherme Emmanuel Lanzillotti
Alvarenga

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
RELATÓRIO

O EXMO. DESEMBARGADOR FEDERAL LEONARDO CARVALHO (Relator): Trata-se de pedido


de reconsideração apresentado pelo Município de Maceió, nas contrarrazões do agravo de instrumento,
da decisão que deferiu o efeito suspensivo para fins de sobrestamento da expedição de qualquer
Precatório e/ou RPV até o julgamento final do presente recurso, ou se já expedidos, que seja bloqueado o
pagamento do precatório, em sede de cumprimento de sentença (Execução Individual nº
0807260-82.2017.4.05.8000)referente às diferenças de complementação do FUNDEF de acordo com a
fórmula do VMAA, da Ação Coletiva de n. 0011204-19.2003.4.05.8000, ajuizada pela Associação dos
Municípios Alagoanos (AMA).

Em suas razões recursais, a parte agravante alega que a legitimidade dos municípios alagoanos já foi
julgada e reconhecida, tanto na Ação Coletiva nº n. 0011204-19.2003.4.05.8000, ajuizada pela
Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), quanto na Ação Rescisória n º
0800907-04.2016.4.05.0000.

Afirma que esta Turma julgou nos autos dos processos nºs 0817227-61.2018.05.0000,
0817296-93.2018.4.05.0000, 0816307-87.2018.4.05.0000, 0816734-84.2018.4.05.0000, relativos a quatro
municípios alagoanos representados pela AMA no processo nº 2003.80.00.011204-0, entendendo pela
legitimidade dos municípios, seja diante da coisa julgada forjada tanto no processo cognitivo como na
demanda rescisória, seja porque a aquiescência assemblear apresentada consubstancia autorização
expressa, nos precisos termos preconizados no RE nº 573.232.

Suscita,também a ocorrência de preclusão, uma vez que quando intimada para ofertar impugnação à
pretensão executiva, apresentou sua defesa, sem fazer qualquer questionamento sobre a legitimidade da
exequente.

Defende, ainda, que, sendo o FUNDEF integrante das receitas que foram constitucionalmente atribuídas
aos entes municipais, tem a natureza de propriedade dos municípios, incorporando-se ao seu patrimônio.

Finalmente, aduz que a AMA atuou devidamente amparada por permissão outorgada em Assembleia
Extraordinária (ata em apenso). Acentua-se, outrossim, que a jurisprudência não condiciona a eficácia do
título judicial coletivo à participação na Assembleia autorizativa. Deveras, a simples aprovação em
Assembleia da associação supre a previsão constitucional de autorização expressa (inciso XXI, do art. 5º);
sendo desnecessária a prática de qualquer ato volitivo e isolado por parte dos respectivos filiados

É o relatório.

Apresento o feito em mesa para julgamento.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LEONARDO HENRIQUE DE CAVALCANTE CARVALHO - Magistrado Num. 15857047 - Pág. 1
https://pje.trf5.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=19062708352844400000015831203
Número do documento: 19062708352844400000015831203
4/15
fls. 87

PROCESSO Nº: 0804335-86.2019.4.05.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO


AGRAVANTE: UNIÃO FEDERAL

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
AGRAVADO: MUNICIPIO DE MACEIO
RELATOR(A): Desembargador(a) Federal Leonardo Carvalho - 2ª Turma
PROCESSO ORIGINÁRIO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - 13ª VARA FEDERAL - AL
JUIZ PROLATOR DA SENTENÇA (1° GRAU): Juiz(a) Federal Guilherme Emmanuel Lanzillotti
Alvarenga

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
VOTO

O EXMO. DESEMBARGADOR FEDERAL LEONARDO CARVALHO (Relator): Trata-se de pedido


de reconsideração apresentado pelo Município de Maceió, nas contrarrazões do agravo de instrumento,
da decisão que deferiu o efeito suspensivo para fins de sobrestamento da expedição de qualquer
Precatório e/ou RPV até o julgamento final do presente recurso, ou se já expedidos, que seja bloqueado o
pagamento do precatório, em sede de cumprimento de sentença (Execução Individual nº
0807260-82.2017.4.05.8000) referente às diferenças de complementação do FUNDEF de acordo com a
fórmula do VMAA, da Ação Coletiva de n. 0011204-19.2003.4.05.8000, ajuizada pela Associação dos
Municípios Alagoanos (AMA).

Inicialmente deferi o efeito suspensivo para fins de sobrestamento de expedição de precatório, referente às
diferenças de complementação do FUNDEF. Entretanto, examinando os autos, observo que a matéria
tratada no presente agravo já foi decidida por esta eg Turma nos autos dos Agravo de Instrumento de nºs
0817227-61.2018.05.0000, 0817296-93.2018.4.05.0000, 0816307-87.2018.4.05.0000,
0816734-84.2018.4.05.0000, da Relatoria do Des. Federal Paulo Cordeiro, entendendo que esta Turma,
ao julgar a Ação Coletiva nº 0011204-19.2003.4.05.8000, deu parcial provimento à apelação da AMA,
constando expressamente no voto do relator que " a inicial encontra-se instruída com a ata da assembleia
que autorizou o ajuizamento da ação e com a lista dos municípios associados, nada havendo que impeça o
conhecimento da ação."

Ressaltou, também, que, após o trânsito em julgado da Ação Coletiva nº 0011204-19.2003.4.05.8000, foi
ajuizada a AR º 0800907-04.2016.4.05.0000. em que se decidiu acerca da legitimidade da AMA, sendo
julgada improcedente em 30/05/2018, revogando a liminar que impediu a obtenção por parte dos
Municípios aos recursos financeiros, estando pendente de julgamento de embargos declaratórios opostos
pela União.

Cito o seguinte precedente:

ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. AGRAVO DE


INSTRUMENTO. VERBAS ADVINDAS DO FUNDEF. AÇÃO COLETIVA AJUIZADA POR
ASSOCIAÇÃO DE MUNICÍPIOS TRANSITADA EM JULGADO. AÇÃO RESCISÓRIA
IMPROCEDENTE. ILEGITIMIDADE DA ASSOCIAÇÃO PARA PROPOSITURA DO PROCESSO
DE CONHECIMENTO E DO MUNICÍPIO PARA EXECUTAR. MATÉRIA ACOBERTADA PELA
COISA JULGADA. AGRAVO DESPROVIDO.

1. Agravo de instrumento interposto contra decisão proferida pelo Juízo da 2ª Vara - AL, que, nos autos
do Cumprimento de Sentença 0800018-43.2015.4.05.8000 (voltado ao pagamento de R$ 56.931.223,90),
indeferiu o pedido da União de extinção do processo, sob o fundamento de que a matéria relativa à
legitimidade da AMA - Associação dos Municípios Alagoanos para a propositura da Ação Coletiva
0011204-19.2003.4.05.8000 já teria transitado em julgado. O juízo de origem manteve o feito suspenso.

2. A agravante alega, em síntese, que sua pretensão de extinção deve ser acolhida, já que: a) em verdade,
somente o Prefeito e o Procurador Municipal deteriam capacidade para representar judicialmente o
recorrido, não podendo tal representação vir a ser exercida por Associação de Direito Privado mediante
substituição processual; b) ainda que fosse possível a representação do agravado por associação, seria
indispensável a este fim a comprovação da prévia concessão de autorização expressa, nos termos da
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LEONARDO HENRIQUE DE CAVALCANTE CARVALHO - Magistrado Num. 15857047 - Pág. 2
https://pje.trf5.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=19062708352844400000015831203
Número do documento: 19062708352844400000015831203
5/15
fls. 88

Constituição Federal (artigo 5º, inciso XXI), da Lei 9.494/1997 (artigo 2º-A) e de entendimento firmado
no âmbito do Colendo Supremo Tribunal Federal; c) a mera filiação e menção em lista de associados não

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
supre a referida necessidade de autorização expressa; d) ao contrário do sugerido no juízo de 1º grau, as
questões atinentes à legitimidade, tratando-se de cumprimento de sentença originado de ação coletiva, não
quedam preclusas com o trânsito em julgado da aludida sentença.

3. Nos autos da Ação Coletiva 0011204-19.2003.4.05.8000, observa-se que: a) a AMA - Associação dos

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
Municípios Alagoanos, ao ingressar com a ação, fez juntar Ata de Assembleia Geral Extraordinária
realizada em 26/09/2003, em que aprovada deliberação "autorizando a AMA a representar e substituir
seus integrantes associados como representante/substituta processual em defesa de seus interesses,
conforme permissivos disciplinados na Carta Magna", com a relação dos Municípios associados, dentre
os quais o Município de Palmeira dos Índios (agravado); b) em 06/05/2008, a Segunda Turma deste TRF5
deu provimento em parte à apelação da AMA, tendo o voto do Relator consignado que "a inicial
encontra-se instruída com a ata da assembleia que autorizou o ajuizamento da ação e com a lista dos
municípios associados, nada havendo que impeça o conhecimento da ação".

4. Em face do trânsito em julgado da Ação Coletiva 0011204-19.2003.4.05.8000, a União ajuizou a Ação


Rescisória 0800907-04.2016.4.05.8000, em que discutida a ilegitimidade ativa da AMA, cujo pedido foi
julgado improcedente em 30/05/2018, com revogação da liminar que obstaculizou o acesso dos
Municípios substituídos aos recursos financeiros questionados, estando atualmente pendentes de
apreciação embargos de declaração opostos pela União.

5. Vê-se que a questão referente à legitimidade da AMA - Associação dos Municípios Alagoanos e do
Município exequente já foi amplamente discutida nos autos da Ação Coletiva 0011204-19.2003.4.05.8000
transitada em julgado, encontrando-se acobertada pelo manto da coisa julgada, a qual não foi
desconstituída por este TRF5 quando do julgamento da Ação Rescisória 0800907-04.2016.4.05.8000.

6. Digno de registro que, durante a sessão de julgamento deste agravo de instrumento, esta eg. Segunda
Turma externou posicionamento no sentido de que não há óbice à liberação dos valores incontroversos
respeitantes ao título judicial em comento, diante das razões acima expendidas. Entretanto, como o agravo
de instrumento foi interposto pela União, para que não haja reforma em prejuízo da agravante, a decisão
agravada há de ser mantida em sua integralidade.

7. Agravo de instrumento desprovido.(Processo nº 0816307-87.2018.4.05.0000. Relator:


Desembargador Federal Paulo Cordeiro. DJulg.: 11/06/2019).

Desse modo, demonstrado que a discussão a respeito da legitimidade da AMA - Associação dos
Municípios Alagoanos e do Município, ora agravante, já foi decidida nos autos da Ação Coletiva nº
0011204-19.2003.4.05.8000, já transitada em julgado, além de ter sido julgada improcedente AR nº
0800907-04.2016.4.05.0000, não há qualquer impedimento à liberação dos valores pleiteados, tidos por
incontroversos.

Diante do exposto, dou provimento ao pedido de reconsideração, para cassar a liminar anteriormente
concedida, mantendo a decisão agravada.

É como voto.

PROCESSO Nº: 0804335-86.2019.4.05.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO


AGRAVANTE: UNIÃO FEDERAL
AGRAVADO: MUNICIPIO DE MACEIO
RELATOR(A): Desembargador(a) Federal Leonardo Carvalho - 2ª Turma

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LEONARDO HENRIQUE DE CAVALCANTE CARVALHO - Magistrado Num. 15857047 - Pág. 3
https://pje.trf5.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=19062708352844400000015831203
Número do documento: 19062708352844400000015831203
6/15
fls. 89

PROCESSO ORIGINÁRIO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - 13ª VARA FEDERAL - AL


JUIZ PROLATOR DA SENTENÇA (1° GRAU): Juiz(a) Federal Guilherme Emmanuel Lanzillotti

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Alvarenga

EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA.


VERBAS RELATIVAS ÀS DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DO FUNDEF DE ACORDO
COM A FÓRMULA DO VMAA . AÇÃO COLETIVA AJUIZADA PELA AMA - ASSOCIAÇÃO DE

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
MUNICÍPIOS DE ALAGOAS TRANSITADA EM JULGADO. LEGITIMIDADE DO MUNICÍPIO E
DA AMA PARA EXECUTAR SENTENÇA. AÇÃO RESCISÓRIA IMPROCEDENTE. GARANTIA
DA COISA JULGADA.

1.Trata-se de pedido de reconsideração apresentado pelo Município de Maceió, nas contrarrazões do


agravo de instrumento, da decisão que deferiu o efeito suspensivo para fins de sobrestamento da
expedição de qualquer Precatório e/ou RPV até o julgamento final do presente recurso, ou se já
expedidos, que seja bloqueado o pagamento do precatório, em sede de cumprimento de sentença
(Execução Individual nº 0807260-82.2017.4.05.8000)referente às diferenças de complementação do
FUNDEF de acordo com a fórmula do VMAA, da Ação Coletiva de n. 0011204-19.2003.4.05.8000,
ajuizada pela Associação dos Municípios Alagoanos (AMA).

2.Em suas razões recursais, a parte agravante alega que a legitimidade dos municípios alagoanos já foi
julgada e reconhecida, tanto na Ação Coletiva nº 0011204-19.2003.4.05.8000, ajuizada pela Associação
dos Municípios Alagoanos (AMA), quanto na Ação Rescisória n º 0800907-04.2016.4.05.0000.

3.Afirma que esta Turma julgou nos autos dos processos nºs 0817227-61.2018.05.0000,
0817296-93.2018.4.05.0000, 0816307-87.2018.4.05.0000, 0816734-84.2018.4.05.0000, relativos a quatro
municípios alagoanos representados pela AMA no processo nº 2003.80.00.011204-0, entendendo pela
legitimidade dos municípios, seja diante da coisa julgada forjada tanto no processo cognitivo como na
demanda rescisória, seja porque a aquiescência assemblear apresentada consubstancia autorização
expressa, nos precisos termos preconizados no RE nº 573.232.

4.Suscita,também a ocorrência de preclusão, uma vez que quando intimada para ofertar impugnação à
pretensão executiva, a União apresentou sua defesa, sem fazer qualquer questionamento sobre a
legitimidade da exequente.

5.Defende, ainda, que, sendo o FUNDEF integrante das receitas que foram constitucionalmente
atribuídas aos entes municipais, tem a natureza de propriedade dos municípios, incorporando-se ao seu
patrimônio.

6.Finalmente, aduz que a AMA atuou devidamente amparada por permissão outorgada em Assembleia
Extraordinária (ata em apenso). Acentua-se, outrossim, que a jurisprudência não condiciona a eficácia do
título judicial coletivo à participação na Assembleia autorizativa. Deveras, a simples aprovação em
Assembleia da associação supre a previsão constitucional de autorização expressa (inciso XXI, do art. 5º);
sendo desnecessária a prática de qualquer ato volitivo e isolado por parte dos respectivos filiados

7.Inicialmente o Relator deferiu o efeito suspensivo para fins de sobrestamento de expedição de


precatório, referente às diferenças de complementação do FUNDEF. Entretanto, examinando os autos,
observa-se que a matéria tratada no presente agravo já foi decidida por esta eg Turma nos autos dos
Agravo de Instrumento de nºs 0817227-61.2018.05.0000, 0817296-93.2018.4.05.0000,
0816307-87.2018.4.05.0000, 0816734-84.2018.4.05.0000, da Relatoria do Desembargador Federal Paulo
Cordeiro, entendendo que esta Turma, ao julgar a Ação Coletiva nº 0011204-19.2003.4.05.8000, deu
parcial provimento à apelação da AMA, constando expressamente no voto do relator que " a inicial
encontra-se instruída com a ata da assembleia que autorizou o ajuizamento da ação e com a lista dos
municípios associados, nada havendo que impeça o conhecimento da ação."

8.Ressaltou, também, que, após o trânsito em julgado da Ação Coletiva nº 0011204-19.2003.4.05.8000,


foi ajuizada a AR º 0800907-04.2016.4.05.0000. em que se decidiu acerca da legitimidade da AMA,
sendo julgada improcedente em 30/05/2018, revogando a liminar que impediu a obtenção por parte dos
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Número do documento: 19062708352844400000015831203
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Municípios dos recursos financeiros, estando pendente de julgamento de embargos declaratórios opostos
pela União.

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9.Desse modo, demonstrado que a discussão a respeito da legitimidade da AMA - Associação dos
Municípios Alagoanos e do Município, ora agravante, já foi decidida nos autos da Ação Coletiva nº
0011204-19.2003.4.05.8000, já transitada em julgado, além de ter sido julgada improcedente AR nº
0800907-04.2016.4.05.0000, não há qualquer impedimento à liberação dos valores pleiteados, tidos por

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incontroversos.

10.Pedido de reconsideração provido, para cassar a liminar recursal, mantendo a decisão agravada.

[04]

ACORDAM os Desembargadores Federais da Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª


Região, à unanimidade, em dar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator e das notas
taquigráficas que estão nos autos e que fazem parte deste julgado.

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PROCESSO Nº: 0804335-86.2019.4.05.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
AGRAVANTE: UNIÃO FEDERAL
AGRAVADO: MUNICIPIO DE MACEIO
RELATOR(A): Desembargador(a) Federal Leonardo Carvalho - 2ª Turma
PROCESSO ORIGINÁRIO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - 13ª VARA FEDERAL - AL
JUIZ PROLATOR DA SENTENÇA (1° GRAU): Juiz(a) Federal Guilherme Emmanuel Lanzillotti
Alvarenga

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA.
VERBAS RELATIVAS ÀS DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DO FUNDEF DE ACORDO
COM A FÓRMULA DO VMAA . AÇÃO COLETIVA AJUIZADA PELA AMA - ASSOCIAÇÃO DE
MUNICÍPIOS DE ALAGOAS TRANSITADA EM JULGADO. LEGITIMIDADE DO MUNICÍPIO E
DA AMA PARA EXECUTAR SENTENÇA. AÇÃO RESCISÓRIA IMPROCEDENTE. GARANTIA
DA COISA JULGADA.

1.Trata-se de pedido de reconsideração apresentado pelo Município de Maceió, nas contrarrazões do


agravo de instrumento, da decisão que deferiu o efeito suspensivo para fins de sobrestamento da
expedição de qualquer Precatório e/ou RPV até o julgamento final do presente recurso, ou se já
expedidos, que seja bloqueado o pagamento do precatório, em sede de cumprimento de sentença
(Execução Individual nº 0807260-82.2017.4.05.8000)referente às diferenças de complementação do
FUNDEF de acordo com a fórmula do VMAA, da Ação Coletiva de n. 0011204-19.2003.4.05.8000,
ajuizada pela Associação dos Municípios Alagoanos (AMA).

2.Em suas razões recursais, a parte agravante alega que a legitimidade dos municípios alagoanos já foi
julgada e reconhecida, tanto na Ação Coletiva nº 0011204-19.2003.4.05.8000, ajuizada pela Associação
dos Municípios Alagoanos (AMA), quanto na Ação Rescisória n º 0800907-04.2016.4.05.0000.

3.Afirma que esta Turma julgou nos autos dos processos nºs 0817227-61.2018.05.0000,
0817296-93.2018.4.05.0000, 0816307-87.2018.4.05.0000, 0816734-84.2018.4.05.0000, relativos a quatro
municípios alagoanos representados pela AMA no processo nº 2003.80.00.011204-0, entendendo pela
legitimidade dos municípios, seja diante da coisa julgada forjada tanto no processo cognitivo como na
demanda rescisória, seja porque a aquiescência assemblear apresentada consubstancia autorização
expressa, nos precisos termos preconizados no RE nº 573.232.

4.Suscita,também a ocorrência de preclusão, uma vez que quando intimada para ofertar impugnação à
pretensão executiva, a União apresentou sua defesa, sem fazer qualquer questionamento sobre a
legitimidade da exequente.

5.Defende, ainda, que, sendo o FUNDEF integrante das receitas que foram constitucionalmente
atribuídas aos entes municipais, tem a natureza de propriedade dos municípios, incorporando-se ao seu
patrimônio.

6.Finalmente, aduz que a AMA atuou devidamente amparada por permissão outorgada em Assembleia
Extraordinária (ata em apenso). Acentua-se, outrossim, que a jurisprudência não condiciona a eficácia do
título judicial coletivo à participação na Assembleia autorizativa. Deveras, a simples aprovação em
Assembleia da associação supre a previsão constitucional de autorização expressa (inciso XXI, do art. 5º);
sendo desnecessária a prática de qualquer ato volitivo e isolado por parte dos respectivos filiados

7.Inicialmente o Relator deferiu o efeito suspensivo para fins de sobrestamento de expedição de


precatório, referente às diferenças de complementação do FUNDEF. Entretanto, examinando os autos,
observa-se que a matéria tratada no presente agravo já foi decidida por esta eg Turma nos autos dos
Agravo de Instrumento de nºs 0817227-61.2018.05.0000, 0817296-93.2018.4.05.0000,
0816307-87.2018.4.05.0000, 0816734-84.2018.4.05.0000, da Relatoria do Desembargador Federal Paulo
Cordeiro, entendendo que esta Turma, ao julgar a Ação Coletiva nº 0011204-19.2003.4.05.8000, deu

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LEONARDO HENRIQUE DE CAVALCANTE CARVALHO - Magistrado Num. 15802499 - Pág. 1
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Número do documento: 19062008250874900000015776739
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parcial provimento à apelação da AMA, constando expressamente no voto do relator que " a inicial
encontra-se instruída com a ata da assembleia que autorizou o ajuizamento da ação e com a lista dos

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
municípios associados, nada havendo que impeça o conhecimento da ação."

8.Ressaltou, também, que, após o trânsito em julgado da Ação Coletiva nº 0011204-19.2003.4.05.8000,


foi ajuizada a AR º 0800907-04.2016.4.05.0000. em que se decidiu acerca da legitimidade da AMA,
sendo julgada improcedente em 30/05/2018, revogando a liminar que impediu a obtenção por parte dos

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
Municípios dos recursos financeiros, estando pendente de julgamento de embargos declaratórios opostos
pela União.

9.Desse modo, demonstrado que a discussão a respeito da legitimidade da AMA - Associação dos
Municípios Alagoanos e do Município, ora agravante, já foi decidida nos autos da Ação Coletiva nº
0011204-19.2003.4.05.8000, já transitada em julgado, além de ter sido julgada improcedente AR nº
0800907-04.2016.4.05.0000, não há qualquer impedimento à liberação dos valores pleiteados, tidos por
incontroversos.

10.Pedido de reconsideração provido, para cassar a liminar recursal, mantendo a decisão agravada.

[04]

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LEONARDO HENRIQUE DE CAVALCANTE CARVALHO - Magistrado Num. 15802499 - Pág. 2
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Número do documento: 19062008250874900000015776739
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Ciente, pela União, da Decisão (4050000.18191429) de 18.10.2019, não verificando embargos de

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
declaração interpostos a serem contrarrazoados.

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Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: MANUELA FREIRE SILVA CORREIA - Procurador Num. 19170385 - Pág. 1
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Número do documento: 20012018480606500000019139939
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PROCESSO Nº: 0804335-86.2019.4.05.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
AGRAVANTE: UNIÃO FEDERAL
AGRAVADO: MUNICIPIO DE MACEIO
RELATOR(A): Desembargador(a) Federal Leonardo Carvalho - 2ª Turma
PROCESSO ORIGINÁRIO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - 13ª VARA FEDERAL - AL
JUIZ PROLATOR DA SENTENÇA (1° GRAU): Juiz(a) Federal Guilherme Emmanuel Lanzillotti
Alvarenga

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
RELATÓRIO

O EXMO. DESEMBARGADOR FEDERAL LEONARDO CARVALHO (Relator): Trata-se de pedido


de reconsideração apresentado pelo Município de Maceió, nas contrarrazões do agravo de instrumento,
da decisão que deferiu o efeito suspensivo para fins de sobrestamento da expedição de qualquer
Precatório e/ou RPV até o julgamento final do presente recurso, ou se já expedidos, que seja bloqueado o
pagamento do precatório, em sede de cumprimento de sentença (Execução Individual nº
0807260-82.2017.4.05.8000)referente às diferenças de complementação do FUNDEF de acordo com a
fórmula do VMAA, da Ação Coletiva de n. 0011204-19.2003.4.05.8000, ajuizada pela Associação dos
Municípios Alagoanos (AMA).

Em suas razões recursais, a parte agravante alega que a legitimidade dos municípios alagoanos já foi
julgada e reconhecida, tanto na Ação Coletiva nº n. 0011204-19.2003.4.05.8000, ajuizada pela
Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), quanto na Ação Rescisória n º
0800907-04.2016.4.05.0000.

Afirma que esta Turma julgou nos autos dos processos nºs 0817227-61.2018.05.0000,
0817296-93.2018.4.05.0000, 0816307-87.2018.4.05.0000, 0816734-84.2018.4.05.0000, relativos a quatro
municípios alagoanos representados pela AMA no processo nº 2003.80.00.011204-0, entendendo pela
legitimidade dos municípios, seja diante da coisa julgada forjada tanto no processo cognitivo como na
demanda rescisória, seja porque a aquiescência assemblear apresentada consubstancia autorização
expressa, nos precisos termos preconizados no RE nº 573.232.

Suscita,também a ocorrência de preclusão, uma vez que quando intimada para ofertar impugnação à
pretensão executiva, apresentou sua defesa, sem fazer qualquer questionamento sobre a legitimidade da
exequente.

Defende, ainda, que, sendo o FUNDEF integrante das receitas que foram constitucionalmente atribuídas
aos entes municipais, tem a natureza de propriedade dos municípios, incorporando-se ao seu patrimônio.

Finalmente, aduz que a AMA atuou devidamente amparada por permissão outorgada em Assembleia
Extraordinária (ata em apenso). Acentua-se, outrossim, que a jurisprudência não condiciona a eficácia do
título judicial coletivo à participação na Assembleia autorizativa. Deveras, a simples aprovação em
Assembleia da associação supre a previsão constitucional de autorização expressa (inciso XXI, do art. 5º);
sendo desnecessária a prática de qualquer ato volitivo e isolado por parte dos respectivos filiados

É o relatório.

Apresento o feito em mesa para julgamento.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LEONARDO HENRIQUE DE CAVALCANTE CARVALHO - Magistrado Num. 15802488 - Pág. 1
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PROCESSO Nº: 0804335-86.2019.4.05.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
AGRAVANTE: UNIÃO FEDERAL
AGRAVADO: MUNICIPIO DE MACEIO
RELATOR(A): Desembargador(a) Federal Leonardo Carvalho - 2ª Turma
PROCESSO ORIGINÁRIO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - 13ª VARA FEDERAL - AL
JUIZ PROLATOR DA SENTENÇA (1° GRAU): Juiz(a) Federal Guilherme Emmanuel Lanzillotti
Alvarenga

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
VOTO

O EXMO. DESEMBARGADOR FEDERAL LEONARDO CARVALHO (Relator): Trata-se de pedido


de reconsideração apresentado pelo Município de Maceió, nas contrarrazões do agravo de instrumento,
da decisão que deferiu o efeito suspensivo para fins de sobrestamento da expedição de qualquer
Precatório e/ou RPV até o julgamento final do presente recurso, ou se já expedidos, que seja bloqueado o
pagamento do precatório, em sede de cumprimento de sentença (Execução Individual nº
0807260-82.2017.4.05.8000) referente às diferenças de complementação do FUNDEF de acordo com a
fórmula do VMAA, da Ação Coletiva de n. 0011204-19.2003.4.05.8000, ajuizada pela Associação dos
Municípios Alagoanos (AMA).

Inicialmente deferi o efeito suspensivo para fins de sobrestamento de expedição de precatório, referente às
diferenças de complementação do FUNDEF. Entretanto, examinando os autos, observo que a matéria
tratada no presente agravo já foi decidida por esta eg Turma nos autos dos Agravo de Instrumento de nºs
0817227-61.2018.05.0000, 0817296-93.2018.4.05.0000, 0816307-87.2018.4.05.0000,
0816734-84.2018.4.05.0000, da Relatoria do Des. Federal Paulo Cordeiro, entendendo que esta Turma,
ao julgar a Ação Coletiva nº 0011204-19.2003.4.05.8000, deu parcial provimento à apelação da AMA,
constando expressamente no voto do relator que " a inicial encontra-se instruída com a ata da assembleia
que autorizou o ajuizamento da ação e com a lista dos municípios associados, nada havendo que impeça o
conhecimento da ação."

Ressaltou, também, que, após o trânsito em julgado da Ação Coletiva nº 0011204-19.2003.4.05.8000, foi
ajuizada a AR º 0800907-04.2016.4.05.0000. em que se decidiu acerca da legitimidade da AMA, sendo
julgada improcedente em 30/05/2018, revogando a liminar que impediu a obtenção por parte dos
Municípios aos recursos financeiros, estando pendente de julgamento de embargos declaratórios opostos
pela União.

Cito o seguinte precedente:

ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. AGRAVO DE


INSTRUMENTO. VERBAS ADVINDAS DO FUNDEF. AÇÃO COLETIVA AJUIZADA POR
ASSOCIAÇÃO DE MUNICÍPIOS TRANSITADA EM JULGADO. AÇÃO RESCISÓRIA
IMPROCEDENTE. ILEGITIMIDADE DA ASSOCIAÇÃO PARA PROPOSITURA DO PROCESSO
DE CONHECIMENTO E DO MUNICÍPIO PARA EXECUTAR. MATÉRIA ACOBERTADA PELA
COISA JULGADA. AGRAVO DESPROVIDO.

1. Agravo de instrumento interposto contra decisão proferida pelo Juízo da 2ª Vara - AL, que, nos autos
do Cumprimento de Sentença 0800018-43.2015.4.05.8000 (voltado ao pagamento de R$ 56.931.223,90),
indeferiu o pedido da União de extinção do processo, sob o fundamento de que a matéria relativa à
legitimidade da AMA - Associação dos Municípios Alagoanos para a propositura da Ação Coletiva
0011204-19.2003.4.05.8000 já teria transitado em julgado. O juízo de origem manteve o feito suspenso.

2. A agravante alega, em síntese, que sua pretensão de extinção deve ser acolhida, já que: a) em verdade,
somente o Prefeito e o Procurador Municipal deteriam capacidade para representar judicialmente o
recorrido, não podendo tal representação vir a ser exercida por Associação de Direito Privado mediante
substituição processual; b) ainda que fosse possível a representação do agravado por associação, seria
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LEONARDO HENRIQUE DE CAVALCANTE CARVALHO - Magistrado Num. 15802495 - Pág. 1
https://pje.trf5.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=19062008250874400000015776735
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indispensável a este fim a comprovação da prévia concessão de autorização expressa, nos termos da
Constituição Federal (artigo 5º, inciso XXI), da Lei 9.494/1997 (artigo 2º-A) e de entendimento firmado

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
no âmbito do Colendo Supremo Tribunal Federal; c) a mera filiação e menção em lista de associados não
supre a referida necessidade de autorização expressa; d) ao contrário do sugerido no juízo de 1º grau, as
questões atinentes à legitimidade, tratando-se de cumprimento de sentença originado de ação coletiva, não
quedam preclusas com o trânsito em julgado da aludida sentença.

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
3. Nos autos da Ação Coletiva 0011204-19.2003.4.05.8000, observa-se que: a) a AMA - Associação dos
Municípios Alagoanos, ao ingressar com a ação, fez juntar Ata de Assembleia Geral Extraordinária
realizada em 26/09/2003, em que aprovada deliberação "autorizando a AMA a representar e substituir
seus integrantes associados como representante/substituta processual em defesa de seus interesses,
conforme permissivos disciplinados na Carta Magna", com a relação dos Municípios associados, dentre
os quais o Município de Palmeira dos Índios (agravado); b) em 06/05/2008, a Segunda Turma deste TRF5
deu provimento em parte à apelação da AMA, tendo o voto do Relator consignado que "a inicial
encontra-se instruída com a ata da assembleia que autorizou o ajuizamento da ação e com a lista dos
municípios associados, nada havendo que impeça o conhecimento da ação".

4. Em face do trânsito em julgado da Ação Coletiva 0011204-19.2003.4.05.8000, a União ajuizou a Ação


Rescisória 0800907-04.2016.4.05.8000, em que discutida a ilegitimidade ativa da AMA, cujo pedido foi
julgado improcedente em 30/05/2018, com revogação da liminar que obstaculizou o acesso dos
Municípios substituídos aos recursos financeiros questionados, estando atualmente pendentes de
apreciação embargos de declaração opostos pela União.

5. Vê-se que a questão referente à legitimidade da AMA - Associação dos Municípios Alagoanos e do
Município exequente já foi amplamente discutida nos autos da Ação Coletiva 0011204-19.2003.4.05.8000
transitada em julgado, encontrando-se acobertada pelo manto da coisa julgada, a qual não foi
desconstituída por este TRF5 quando do julgamento da Ação Rescisória 0800907-04.2016.4.05.8000.

6. Digno de registro que, durante a sessão de julgamento deste agravo de instrumento, esta eg. Segunda
Turma externou posicionamento no sentido de que não há óbice à liberação dos valores incontroversos
respeitantes ao título judicial em comento, diante das razões acima expendidas. Entretanto, como o agravo
de instrumento foi interposto pela União, para que não haja reforma em prejuízo da agravante, a decisão
agravada há de ser mantida em sua integralidade.

7. Agravo de instrumento desprovido.(Processo nº 0816307-87.2018.4.05.0000. Relator:


Desembargador Federal Paulo Cordeiro. DJulg.: 11/06/2019).

Desse modo, demonstrado que a discussão a respeito da legitimidade da AMA - Associação dos
Municípios Alagoanos e do Município, ora agravante, já foi decidida nos autos da Ação Coletiva nº
0011204-19.2003.4.05.8000, já transitada em julgado, além de ter sido julgada improcedente AR nº
0800907-04.2016.4.05.0000, não há qualquer impedimento à liberação dos valores pleiteados, tidos por
incontroversos.

Diante do exposto, dou provimento ao pedido de reconsideração, para cassar a liminar anteriormente
concedida, mantendo a decisão agravada.

É como voto.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LEONARDO HENRIQUE DE CAVALCANTE CARVALHO - Magistrado Num. 15802495 - Pág. 2
https://pje.trf5.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=19062008250874400000015776735
Número do documento: 19062008250874400000015776735
14/15
fls. 97

PROCESSO Nº: 0804335-86.2019.4.05.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
AGRAVANTE: UNIÃO FEDERAL
AGRAVADO: MUNICIPIO DE MACEIO
RELATOR(A): Desembargador(a) Federal Leonardo Carvalho - 2ª Turma
PROCESSO ORIGINÁRIO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - 13ª VARA FEDERAL - AL
JUIZ PROLATOR DA SENTENÇA (1° GRAU): Juiz(a) Federal Guilherme Emmanuel Lanzillotti
Alvarenga

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
DIVISÃO DA 2ª TURMA

ATO ORDINATÓRIO

Nos termos do art. 203, § 4º c/c o art. 1.023, ambos do Código de Processo Civil (CPC), fica(m) o(a)(s)
embargado(a)(s) intimado(a)(s) para apresentar(em) contrarrazões ao(s) embargos declaratórios.

Recife, 19 de Dezembro de 2019

LUIZ CARLOS DE SIQUEIRA BEZERRA

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
Assinado eletronicamente.
LUIZ CARLOS A DE
Certificação
SIQUEIRA Digital pertence a: LUIZ CARLOS DE SIQUEIRA BEZERRA - Diretor de Secretaria
BEZERRA Num. 19010428 - Pág. 1
20012718121684700000005782669
Data e hora da assinatura: 27/01/2020 18:12:17
https://pje.trf5.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=19121911372368200000018980260
Identificador:
Número do documento: 4050000.19231969
19121911372368200000018980260
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 15/15
fls. 98

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
DIVISÃO DA SEGUNDA TURMA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
Comunico tr^sito em julgado da decisão proferida no presente processo, bem como envio peças do
julgado ao juízo de origem. O referido é verdade. Dou fé.
Recife, 27 de Janeiro de 2020

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
LUIZ CARLOS DE SIQUEIRA BEZERRA
20012718121684700000005782668
Data e hora da assinatura: 27/01/2020 18:12:16
Identificador: 4050000.19231968
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 99

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA
PÚBLICA
13ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS

CERTIDÃO POR DECURSO DE PRAZO

Polo ativo
MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE

Polo passivo
MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS S/C TERCEIRO INTERESSADO
BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO - PE11338 - ADVOGADO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registro

Certifico que decorreu o prazo sem manifestação das partes.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19091400010812000000005212473 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 14/09/2019 00:01 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 14/09/2019 00:01:08
Identificador: 4058000.5181853

1/1
fls. 100

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 01/08/2019 04:44, o(a) UNIÃO FEDERAL foi intimado(a) acerca de Despacho
registrado em 18/07/2019 13:14 nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19072409273022400000005018260 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 01/08/2019 04:44 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 01/08/2019 04:44:32
Identificador: 4058000.5023759

1/1
fls. 101

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 29/07/2019 12:20, o(a) MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS


ASSOCIADOS S/C foi intimado(a) acerca de Despacho registrado em 18/07/2019 13:14 nos autos
judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19072409273022400000005018260 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 29/07/2019 12:20 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 29/07/2019 12:20:32
Identificador: 4058000.5009981

1/1
fls. 102

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 24/07/2019 09:34, o(a) MUNICIPIO DE MACEIO foi intimado(a) acerca de
Despacho registrado em 18/07/2019 13:14 nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19072409273022400000005018260 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 24/07/2019 09:34 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 24/07/2019 09:34:36
Identificador: 4058000.4988829

1/1
fls. 103

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS - 13ª VARA

Pje - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA


PROCESSO nº 0807260-82.2017.4.05.8000
AUTOR: [MUNICIPIO DE MACEIO]
RÉU: [BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO, MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS S/C, UNIÃO FEDERAL]

TERMO DE INTIMAÇÃO
De ordem do MM. Juiz Federal da 13ª Vara Federal da Seção Judiciária de Alagoas, sirvo-me do presente
para INTIMAR, por meio eletrônico (Atos nº 112/2010 e 276/2010, do TRF 5ª Região) , o ( a)
AUTOR(A)/RÉ(U), na pessoa de seu representante legal, da sentença/decisão/despacho/ato ordinatório
anexo.

Maceió-AL, 24 de Julho de 2019.

CINTIA DE CARVALHO PIMENTA

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
CINTIA DE CARVALHO PIMENTA - Diretor de Secretaria
19072409273022400000005018260
Data e hora da assinatura: 24/07/2019 09:27:59
Identificador: 4058000.4988783
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 104

PROCESSO Nº: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
F A Z E N D A P Ú B L I C A
EXEQUENTE: MUNICIPIO DE MACEIO
EXECUTADO: UNIÃO FEDERAL
TERCEIRO INTERESSADO: MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS S/C
ADVOGADO: Bruno Romero Pedrosa Monteiro
13ª VARA FEDERAL - AL (JUIZ FEDERAL TITULAR)

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
DESPACHO

1. Intimadas as partes para pronunciamento acerca da Requisição de Pagamento nº


2019.80.00.013.200087, veio a União Federal, através da cota de vista com id. 4901344, requerer que este
Juízo, considerando o vultoso valor (260 milhões de reais) e utilizando-se do poder geral de cautela,
inclua na requisição de pagamento a ordem de restrição, a fim de que os valores pagos não sejam
liberados ao exequente, permanecendo à disposição do Juízo, até o trânsito em julgado do Agravo de
Instrumento nº 0804335-86.2019.4.05.0000.

2. Ocorre que o aludido requisitório foi expedido em atendimento a decisão do TRF5, proferida no bojo
do citado Agravo, sem nenhuma referência ter feito a inclusão de ordem de restrição, não obstante o
pedido da União ter contemplado a hipótese, consoantes se pode conferir da suma do pedido recursal, nos
seguintes termos:

Em face do exposto, requer a União:

(...);

b) que seja recebido e conhecido o presente agravo, bem como que lhe seja concedido efeito suspensivo,
sustando-se integralmente os efeitos da decisão, para fins de sobrestamento da expedição de qualquer
Precatório e/ou RPV até o julgamento final do presente recurso, ou se já expedidos, que seja bloqueado o
pagamento do precatório ;

3. Sendo assim, como a matéria está submetida à apreciação da Instância ad quem , nada resta a prover
por este Juízo.

4. Providências necessárias.

Maceió, 17 de julho de 2019.

RAIMUNDO ALVES DE CAMPOS JR.

Juiz Federal - 13ª Vara/AL

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
Raimundo Alves de Campos Júnior - Magistrado
19071717585100000000004987630
Data e hora da assinatura: 18/07/2019 13:14:35
Identificador: 4058000.4958171
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 105

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA
REQUISITÓRIO: 2019.80.00.013.200087 - Precatório

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 07/07/2019 00:00, o(a) UNIÃO FEDERAL foi intimado(a) acerca de Requisitório
de Pagamento registrado em 27/06/2019 13:45 nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19062713454371600000004901001 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 08/07/2019 00:00 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 08/07/2019 00:00:54
Identificador: 4058000.4913203

1/1
fls. 106

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS - 13ª VARA

Pje - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA


PROCESSO nº 0807260-82.2017.4.05.8000
AUTOR: [MUNICIPIO DE MACEIO]
RÉU: [BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO, MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS S/C, UNIÃO FEDERAL]

CONCLUSÃO

Faço conclusão destes autos ao MM. Juiz Federal, nesta data.

Maceió-AL, 4 de Julho de 2019.

RAFAEL TORRES LEAL

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
RAFAEL TORRES LEAL - Diretor de Secretaria
19070412453896100000004931847
Data e hora da assinatura: 04/07/2019 12:45:57
Identificador: 4058000.4902466
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 107

C / Vista,

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
a União requer que esse juízo inclua na requisição de pagamento a ser expedida a ordem de restrição, a
fim de que os valores pagos não sejam liberados ao exequente, permanecendo à disposição desse juízo até
o trânsito em julgado do Agravo de Instrumento nº 0804335-86.2019.4.05.0000.

Tal medida se revela coerente com o vultoso valor do crédito (mais de R$ 260 milhões), e pode ser

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
tomada por esse juízo com fundamento no poder geral de cautela.

Pede deferimento.

Maceió, 04 de julho de 2019.

Paulo Henrique Padilha de Melo Novais

Advogado da União

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
PAULO HENRIQUE PADILHA DE MELO NOVAIS - Procurador
19070400542085100000004930724
Data e hora da assinatura: 04/07/2019 01:12:52
Identificador: 4058000.4901344
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 108

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 04/07/2019 00:47, o(a) UNIÃO FEDERAL foi intimado(a) acerca de Decisão
registrado em 26/06/2019 16:54 nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19062617381377900000004896616 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 04/07/2019 00:47 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 04/07/2019 00:47:31
Identificador: 4058000.4901341

1/1
fls. 109

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 04/07/2019 00:46, o(a) UNIÃO FEDERAL foi intimado(a) acerca de Ato
Ordinatório registrado em 28/06/2019 13:06 nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19062813070220400000004906684 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 04/07/2019 00:46 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 04/07/2019 00:46:54
Identificador: 4058000.4901340

1/1
fls. 110

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13ª VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000
REQUISITÓRIO: 2019.80.00.013.200087 - Precatório
SITUAÇÃO DO REQUISITÓRIO: AUTUADO

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO DO REQUISITÓRIO

CERTIFICO que, em 01/07/2019 17:10, o requisitório nº 2019.80.00.013.200087 foi AUTUADO pelo


Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19070117100077400000004918875 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 01/07/2019 17:10 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 01/07/2019 17:10:00
Identificador: 4058000.4889510

1/1
fls. 111

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 01/07/2019 13:00, o(a) MUNICIPIO DE MACEIO foi intimado(a) acerca de Ato
Ordinatório registrado em 28/06/2019 13:06 nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19062813070220400000004906684 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 01/07/2019 13:00 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 01/07/2019 13:00:29
Identificador: 4058000.4884926

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fls. 112

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 01/07/2019 10:57, o(a) MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS


ASSOCIADOS S/C foi intimado(a) acerca de Ato Ordinatório registrado em 28/06/2019 13:06 nos autos
judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19062813070220400000004906684 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 01/07/2019 10:57 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 01/07/2019 10:57:25
Identificador: 4058000.4884291

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fls. 113

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS - 13ª VARA

Pje - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA


PROCESSO nº 0807260-82.2017.4.05.8000
AUTOR: [MUNICIPIO DE MACEIO]
RÉU: [BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO, MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS S/C, UNIÃO FEDERAL]

TERMO DE INTIMAÇÃO
De ordem do MM. Juiz Federal da 13ª Vara Federal da Seção Judiciária de Alagoas, sirvo-me do presente
para INTIMAR, por meio eletrônico (Atos nº 112/2010 e 276/2010, do TRF 5ª Região) , o ( a)
AUTOR(A)/RÉ(U), na pessoa de seu representante legal, da sentença/decisão/despacho/ato ordinatório
anexo.

Maceió-AL, 28 de Junho de 2019.

CINTIA DE CARVALHO PIMENTA

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
CINTIA DE CARVALHO PIMENTA - Diretor de Secretaria
19062813070220400000004906684
Data e hora da assinatura: 28/06/2019 13:07:34
Identificador: 4058000.4877442
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 114

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS - 13ª VARA

Pje - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA


PROCESSO nº 0807260-82.2017.4.05.8000
AUTOR: [MUNICIPIO DE MACEIO]
RÉU: [BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO, MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS S/C, UNIÃO FEDERAL]

ATO ORDINATÓRIO

Pelo presente, ficam as partes intimadas acerca d a expedição do(s) requisitório(s) nestes autos , cf.
determinado no art. 87, inciso 28, do Provimento nº 01/2009 da Corregedoria-Regional do TRF da 5ª
Região.

Maceió-AL, 28 de Junho de 2019.

CINTIA DE CARVALHO PIMENTA

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
CINTIA DE CARVALHO PIMENTA - Diretor de Secretaria
19062813055100400000004906677
Data e hora da assinatura: 28/06/2019 13:06:27
Identificador: 4058000.4877435
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 115

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13° VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO DE RETIFICAÇÃO

Certifico que, em 27/06/2019, procedi à retificação de autuação deste processo para fazer constar:
Data de Operação
Item Situação anterior Situação atual
alteração realizada
6077:DIREITO
TRIBUTÁRIO|Contribuições|Contrib
6077:DIREITO Especiais|FUNDEF/Fundo de Manu
TRIBUTÁRIO|Contribuições|Contribuições e Desenvolvimento do Ensino Funda
27/06/2019
Assunto Inclusão Especiais|FUNDEF/Fundo de Manutenção e de Valorização do Magistério
10:57
e Desenvolvimento do Ensino Fundamental 10957:DIREITO ADMINISTRATI
e de Valorização do Magistério| OUTRAS MATÉRIAS DE DIRE
PÚBLICO|Orçamento|Repasse de V
Públicas|

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 28/06/2019 00:00:00
Identificador: 4058000.4875759

1/1
fls. 116

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA
REQUISITÓRIO: 2019.80.00.013.200087 - Precatório

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 27/06/2019 15:32, o(a) MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS


ASSOCIADOS S/C foi intimado(a) acerca de Requisitório de Pagamento registrado em 27/06/2019 13:45
nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19062713454371600000004901001 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 27/06/2019 15:32 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 27/06/2019 15:32:09
Identificador: 4058000.4872476

1/1
fls. 117

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA
REQUISITÓRIO: 2019.80.00.013.200087 - Precatório

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 27/06/2019 14:07, o(a) MUNICIPIO DE MACEIO foi intimado(a) acerca de
Requisitório de Pagamento registrado em 27/06/2019 13:45 nos autos judiciais eletrônicos especificados
na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19062713454371600000004901001 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 27/06/2019 14:07 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 27/06/2019 14:07:39
Identificador: 4058000.4872035

1/1
fls. 118

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 27/06/2019 13:58, o(a) MUNICIPIO DE MACEIO foi intimado(a) acerca de
Decisão registrado em 26/06/2019 16:54 nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19062617381377900000004896616 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 27/06/2019 13:58 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 27/06/2019 13:58:29
Identificador: 4058000.4871944

1/1
style="font-family: serif;">
REQUISIÇÃO DE PAGAMENTO 2019.80.00.013.200087
Poder Judiciário

JUSTIÇA FEDERAL

JUSTIÇA FEDERAL EM ALAGOAS

Excelentíssimo(a) Senhor(a) Presidente(a) do Egrégio Tribunal Regional Federal da 5à Região.


fls. 119

1/4
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
fls. 120

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
O(A) Doutor(a) , Juiz(a) Federal da 13ª VARA FEDERAL da Seção Judiciária do Estado de ALAGOAS.

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
FAZ SABER a Vossa Excelência que, perante este Juízo, se processam os autos e termos do
Processo 0807260-82.2017.4.05.8000,
movido por MUNICIPIO DE MACEIO - 12.200.135/0001-80,
contra UNIÃO FEDERAL,
em fase de execução de sentença, tendo sido determinada a expedição da presente requisição de
p a g a m e n t o ,
em cumprimento às disposições contidas na Resolução 458, de 4 de outubro de 2017, do e. CJF, pelo que
p a s s o
a apresentar os requisitos necessários ao seu regular processamento:

class="labelOficio">

Tipo de Requisição: Requisitório: Natureza do Crédito:


Precatório Parcial/Valor Incontroverso Comum

Processo de Execução:
0807260-82.2017.4.05.8000

Exequente: Adv(s):
MUNICIPIO DE MACEIO - 12.200.135/0001-80

2/4
fls. 121

Executado:

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UNIÃO FEDERAL

Natureza da obrigação/assunto:

10957 -

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO | Orçamento |
Repasse de Verbas Públicas |

Valor principal:

R$ 146.785.711,56

Valor juros:
Data do ajuizamento do processo de
R$ 113.514.611,77 conhecimento:
03/11/2003

Data trânsito em julgado da sentença (decisão):


07/10/2015

Tem multa astreintes:


Não

Data da execução:
01/08/2017

Valor total da execução:


R$ 327.508.517,09 ( trezentos e vinte e sete milhões e quinhentos e oito mil e quinhentos e dezessete
reais e nove centavos )

Data trânsito em julgado dos embargos à execução/impugnação ou data do decurso de prazo para sua
oposição:
13/10/2017

Restrição para pagamento:


Sem restrição

3/4
fls. 122

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Data de intimação para fins do Art. 100, §§ 9° e 10° da CF ou data de decisão que dispensou a intimação:
30/08/2017

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
Crédito somente advogado:
Não

Data base de cálculo:


01/08/2017

Valor total do requisitório:

R$ 260.300.323,33

( duzentos e sessenta milhões e trezentos mil e trezentos e vinte e três reais e trinta e três centavos )

Natureza tributária:
Não

Compensação de mora:
Juros de poupança

Observações:

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
Raimundo Alves de Campos Júnior - Magistrado
19062713454371600000004901001
Data e hora da assinatura: 27/06/2019 13:45:43
Identificador: 4058000.4871816
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 4/4
fls. 123

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 27/06/2019 11:05, o(a) MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS


ASSOCIADOS S/C foi intimado(a) acerca de Decisão registrado em 26/06/2019 16:54 nos autos judiciais
eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19062617381377900000004896616 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 27/06/2019 11:05 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 27/06/2019 11:05:22
Identificador: 4058000.4870215

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS - 13ª VARA

Pje - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA


PROCESSO nº 0807260-82.2017.4.05.8000
AUTOR: [MUNICIPIO DE MACEIO]
RÉU: [BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO, MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS S/C, UNIÃO FEDERAL]

TERMO DE INTIMAÇÃO
De ordem do MM. Juiz Federal da 13ª Vara Federal da Seção Judiciária de Alagoas, sirvo-me do presente
para INTIMAR, por meio eletrônico (Atos nº 112/2010 e 276/2010, do TRF 5ª Região) , o ( a)
AUTOR(A)/RÉ(U), na pessoa de seu representante legal, da sentença/decisão/despacho/ato ordinatório
anexo.

Maceió-AL, 26 de Junho de 2019.

ANDREIA APARECIDA MARQUES SILVA

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
ANDREIA APARECIDA MARQUES SILVA - Diretor de Secretaria
19062617381377900000004896616
Data e hora da assinatura: 26/06/2019 17:39:55
Identificador: 4058000.4867445
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 125

PROCESSO Nº: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
FAZENDA PÚBLICA
EXEQUENTE: MUNICIPIO DE MACEIO
EXECUTADO: UNIÃO FEDERAL
TERCEIRO INTERESSADO: MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS S/C
ADVOGADO: Bruno Romero Pedrosa Monteiro
13ª VARA FEDERAL - AL (JUIZ FEDERAL TITULAR)

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
DECISÃO

Vistos etc.

Constam dos autos petições do Município de Maceió/AL e do escritório jurídico Monteiro e Monteiro
Advogados Associados . O primeiro requer a expedição de precatório para pagamento da parcela
incontroversa, nos termos da decisão de id. 3855301, uma vez que não foi dado provimento ao agravo
interposto pela União contra o referido decisum (cf. id. 4863377). O segundo, por sua vez, insiste na
retenção de 20% (vinte por cento) sobre o valor do precatório a título de honorários advocatícios (cf. id.
4865893).

Decido.

Considerando o teor do acórdão proferido pela Segunda Turma do e. TRF da 5ª Região nos autos do
Agravo de Instrumento nº 0804335-86.2019.4.05.0000, que, "à unanimidade, deu provimento ao pedido
de reconsideração para cassar a liminar recursal, mantendo a decisão agravada, nos termos do voto do
relator" (cf. id. 15833716), defiro o requerido pelo Município de Maceió/AL , ordenando que seja dado
cumprimento à decisão de id. 3855301, expedindo-se o competente precatório em relação à parte
incontroversa dos valores em execução, "no montante de R$ 260.300.323,33 (duzentos e sessenta milhões,
trezentos mil, trezentos e vinte e três reais e trinta e três centavos), atualizados até AGOSTO/2017, cf.
Parecer Técnico nº 2.442/2017 - DCP/AGU (id. 2443730) (...) " .

Por outro lado, em relação ao pleito do escritório jurídico Monteiro e Monteiro Advogados Associados ,
verifico que o mesmo já foi indeferido na própria decisão agravada e mantida pela Segunda Turma do
TRF5 (cf. ids. 3855301 e 15833716), não havendo razão para reapreciá-lo.

Intimações devidas.

Adotem-se as demais providências necessárias.

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Maceió, 26 de junho de 2019.

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
RAIMUNDO ALVES DE CAMPOS JR.

Juiz Federal - 13ª Vara/AL

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
Raimundo Alves de Campos Júnior - Magistrado
19062616462383100000004896255
Data e hora da assinatura: 26/06/2019 16:54:02
Identificador: 4058000.4867084
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 2/2
fls. 127

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA 13.ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO
JUDICIÁRIA DE ALAGOAS

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
PROCESSO N.º 0807260-82.2017.4.05.8000

MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS , devidamente


qualificados nos autos em epígrafe, através de seu advogado abaixo assinado, vem respeitosamente, à
presença de Vossa Excelência, para com base nos fatos e fundamentos abaixo delineados, expor e
requerer o que se segue:

1 - DA SUPERVENIÊNCIA DE FATO NOVO. REVOGAÇÃO DA MEDIDA LIMINAR QUE


IMPEDIA A INSCRIÇÃO DO REQUISITÓRIO. IMINENTE RISCO DE DANO IRREPARÁVEL.
PERMANÊNCIA DA DISCUSSÃO ACERCA DA PARCELA HONORÁRIA. NECESSIDADE DE
IMPOSIÇÃO DE ORDEM DE BLOQUEIO.

Como se pode ver do caderno processual, ocorreu a superveniência de fato novo, que
evidencia a iminência de risco de dano irreparável a ser suportado pelo escritório peticionante .

Referido fato superveniente se funda na revogação da medida liminar recursal


anteriormente deferida, que impedia a expedição do requisitório, concedida nos autos do Agravo de
Instrumento de n.º 0804335-86.2019.4.05.0000.

Naquele instrumental, a União buscava a suposta ilegitimidade do exequente para se


beneficiar o título coletivo, posição já rechaçada pelo juízo de origem e pela jurisprudência recém firmada
pelo TRF5 (TRF5; Segunda Turma; Processo 0817296-93.2018.4.05.0000; Relator: Des. Fed. Paulo
Cordeiro; Julgado em 11/06/2019).

Em razão desta uniformidade jurisprudencial, a Municipalidade requereu a reconsideração

1/3
fls. 128

da decisão liminar impeditiva de inscrição do requisitório, o que lhe foi deferido .

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Veja-se, por oportuno, a certidão do referido julgamento:

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
"Processo: 0804335-86.2019.4.05.0000

Sessão ordinária de 25/06/2019

Proclamação do Julgamento:

Certidão

A Turma, à unanimidade, deu provimento ao pedido de reconsideração para cassar a liminar recursal,
mantendo a decisão agravada, nos termos do voto do relator . Participaram do julgamento os Exmos.
Srs. Desembargadores Federais Paulo Cordeiro e Cid Marconi Gurgel de Souza, eventualmente
convidado da e. Terceira Turma para completar o quorum da Segunda, em razão de impedimento do
Exmo. Sr. Desembargador Federal Frederico Wildson da Silva Dantas (convocado em substituição ao
Exmo. Sr. Desembargador Federal Paulo Roberto de Oliveira Lima, por motivo de férias)."

Inclusive, o Município já requereu a este juízo a " continuidade da marcha executiva e,


assim, a imediata expedição do precatório da parte incontroversa, em favor do Município de Maceió,
conforme já disposto no despacho de id. 4183276, de forma a que seja inscrito ainda no presente mês de
junho de 2019, para que possibilite seu pagamento no exercício financeiro de 2020. "

Desta feita, reafirma-se o IMINENTE risco de dano irreparável ao direito pleiteado


pelo ora peticionante , que permanece em apreciação pelo Quinto Regional nos autos do agravo de
instrumento de n.º 0801222-27.2019.4.05.0000.

O pleito do requerente, referente à sua retenção honorária contratual (art. 22, §§ 4.º e 7.º do
EOAB), ainda se encontra sob análise da Egrégia Segunda Turma do TRF5, não existindo, portanto,
definitividade sobre a questão, posto que remanesce pendência do julgamento dos embargos de
declaração, com efeitos infringentes, opostos em face do julgamento colegiado.

O que busca o requerente, com o pleito que ora se deduz, é a adoção de cautela pelo
juízo, no sentido de não proferir decisão capaz de causar gravíssimo dano ao requerente e,
inclusive, prejudicar o direito ora requerido de modo a torná-lo, factívelmente, inútil .

Desta feita, buscando conciliar o requerimento realizado pelo Município/Exequente, com a


tutela jurisdicional perseguida pela banca jurídica ora peticionante, é que vem se requerer a
DETERMINAÇÃO DE ORDEM DE BLOQUEIO DA PARCELA EQUIVALENTE À 20% DO
REQUISITÓRIO A SER INSCRITO , a ser deduzida em favor da MONTEIRO E MONTEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS , a qual deverá permanecer à disposição do juízo até que se ultime a
discussão ora travada.

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fls. 129

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Tal medida, como pleiteada, garante a inscrição do requisitório de pagamento em tempo
hábil - evitando-se a perda do prazo constitucionalmente previsto - bem como assegura a futura
efetividade do requerido pela MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS .

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
Assim, com o pagamento do requisitório pelo devedor federal, poder-se-á efetuar a
liberação da parcela inconteste em favor da Municipalidade/Exequente (80%), mantendo-se resguardada
em juízo unicamente a parcela em que remanesce litígio (20% - parcela honorária) até que
definitivamente dirimida pelo Poder Judiciário.

Também se pontue a inexistência de qualquer prejuízo ao Exequente, posto que haverá a


regular inscrição do requisitório de pagamento, sem que haja a liberação de quaisquer valores honorários
até a existência de decisão judicial final sobre a questão.

Deste modo, garante-se a plena efetividade do direito pleiteado pelo


Município/Exequente e, ao mesmo tempo, evita-se a ocorrência de grave e irreparável dano ao ora
peticionante .

Ante todo o exposto é que a MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS


ASSOCIADOS vem requerer que quando da expedição do requisitório de pagamento em favor do
Município/Exequente seja-lhe imposta ORDEM DE BLOQUEIO , referente à parcela honorária
contratual equivalente à 20% do precatório a ser inscrito, a ser deduzida em favor da MONTEIRO E
MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS.

Nestes termos,

Pede deferimento.

Recife/PE, 26 de Junho de 2019

BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO

OAB/PE n.º 11.338

OAB/AL n.º 3.726-A

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO - Advogado
19062614434009900000004895060
Data e hora da assinatura: 26/06/2019 14:46:34
Identificador: 4058000.4865893
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 3/3
fls. 130

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA 13.ª VARA FEDERAL
DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
PROCESSO N.º 0807260-82.2017.4.05.8000

MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS,


devidamente qualificados nos autos em epígrafe, através de seu
advogado abaixo assinado, vem respeitosamente, à presença de Vossa
Excelência, para com base nos fatos e fundamentos abaixo delineados,
expor e requerer o que se segue:

1 – DA SUPERVENIÊNCIA DE FATO NOVO. REVOGAÇÃO DA


MEDIDA LIMINAR QUE IMPEDIA A INSCRIÇÃO DO REQUISITÓRIO.
IMINENTE RISCO DE DANO IRREPARÁVEL. PERMANÊNCIA DA
DISCUSSÃO ACERCA DA PARCELA HONORÁRIA. NECESSIDADE
DE IMPOSIÇÃO DE ORDEM DE BLOQUEIO.

Como se pode ver do caderno processual, ocorreu a


superveniência de fato novo, que evidencia a iminência de risco de
dano irreparável a ser suportado pelo escritório peticionante.

Referido fato superveniente se funda na revogação da


medida liminar recursal anteriormente deferida, que impedia a
expedição do requisitório, concedida nos autos do Agravo de
Instrumento de n.º 0804335-86.2019.4.05.0000.

Naquele instrumental, a União buscava a suposta


ilegitimidade do exequente para se beneficiar o título coletivo, posição já
rechaçada pelo juízo de origem e pela jurisprudência recém firmada pelo
TRF5 (TRF5; Segunda Turma; Processo 0817296-93.2018.4.05.0000;
Relator: Des. Fed. Paulo Cordeiro; Julgado em 11/06/2019).

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Em razão desta uniformidade jurisprudencial, a

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
Municipalidade requereu a reconsideração da decisão liminar impeditiva
de inscrição do requisitório, o que lhe foi deferido.

Veja-se, por oportuno, a certidão do referido julgamento:

“Processo: 0804335-86.2019.4.05.0000
Sessão ordinária de 25/06/2019
Proclamação do Julgamento:
Certidão
A Turma, à unanimidade, deu provimento ao pedido
de reconsideração para cassar a liminar recursal,
mantendo a decisão agravada, nos termos do voto
do relator. Participaram do julgamento os Exmos. Srs.
Desembargadores Federais Paulo Cordeiro e Cid
Marconi Gurgel de Souza, eventualmente convidado da
e. Terceira Turma para completar o quorum da
Segunda, em razão de impedimento do Exmo. Sr.
Desembargador Federal Frederico Wildson da Silva
Dantas (convocado em substituição ao Exmo. Sr.
Desembargador Federal Paulo Roberto de Oliveira
Lima, por motivo de férias).”

Inclusive, o Município já requereu a este juízo a


“continuidade da marcha executiva e, assim, a imediata expedição do
precatório da parte incontroversa, em favor do Município de Maceió,
conforme já disposto no despacho de id. 4183276, de forma a que seja
inscrito ainda no presente mês de junho de 2019, para que possibilite seu
pagamento no exercício financeiro de 2020.”

Desta feita, reafirma-se o IMINENTE risco de dano


irreparável ao direito pleiteado pelo ora peticionante, que permanece
em apreciação pelo Quinto Regional nos autos do agravo de instrumento
de n.º 0801222-27.2019.4.05.0000.

O pleito do requerente, referente à sua retenção honorária


contratual (art. 22, §§ 4.º e 7.º do EOAB), ainda se encontra sob análise
da Egrégia Segunda Turma do TRF5, não existindo, portanto,

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
definitividade sobre a questão, posto que remanesce pendência do
julgamento dos embargos de declaração, com efeitos infringentes,

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
opostos em face do julgamento colegiado.

O que busca o requerente, com o pleito que ora se


deduz, é a adoção de cautela pelo juízo, no sentido de não proferir
decisão capaz de causar gravíssimo dano ao requerente e, inclusive,
prejudicar o direito ora requerido de modo a torná-lo, factívelmente,
inútil.

Desta feita, buscando conciliar o requerimento realizado


pelo Município/Exequente, com a tutela jurisdicional perseguida pela
banca jurídica ora peticionante, é que vem se requerer a
DETERMINAÇÃO DE ORDEM DE BLOQUEIO DA PARCELA
EQUIVALENTE À 20% DO REQUISITÓRIO A SER INSCRITO, a ser
deduzida em favor da MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS, a qual deverá permanecer à disposição do juízo até que
se ultime a discussão ora travada.

Tal medida, como pleiteada, garante a inscrição do


requisitório de pagamento em tempo hábil – evitando-se a perda do prazo
constitucionalmente previsto – bem como assegura a futura efetividade do
requerido pela MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS.

Assim, com o pagamento do requisitório pelo devedor


federal, poder-se-á efetuar a liberação da parcela inconteste em favor da
Municipalidade/Exequente (80%), mantendo-se resguardada em juízo
unicamente a parcela em que remanesce litígio (20% - parcela honorária)
até que definitivamente dirimida pelo Poder Judiciário.

Também se pontue a inexistência de qualquer prejuízo ao


Exequente, posto que haverá a regular inscrição do requisitório de
pagamento, sem que haja a liberação de quaisquer valores honorários até
a existência de decisão judicial final sobre a questão.

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Deste modo, garante-se a plena efetividade do direito
pleiteado pelo Município/Exequente e, ao mesmo tempo, evita-se a

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
ocorrência de grave e irreparável dano ao ora peticionante.

Ante todo o exposto é que a MONTEIRO E MONTEIRO


ADVOGADOS ASSOCIADOS vem requerer que quando da expedição do
requisitório de pagamento em favor do Município/Exequente seja-lhe
imposta ORDEM DE BLOQUEIO, referente à parcela honorária contratual
equivalente à 20% do precatório a ser inscrito, a ser deduzida em favor da
MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS.

Nestes termos,
Pede deferimento.
Recife/PE, 26 de Junho de 2019

BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO


OAB/PE n.º 11.338
OAB/AL n.º 3.726-A

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO - Advogado
19062614454468200000004895061
Data e hora da assinatura: 26/06/2019 14:46:34
Identificador: 4058000.4865894
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 4/4
fls. 134

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS - 13ª VARA

Pje - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA


PROCESSO nº 0807260-82.2017.4.05.8000
AUTOR: [MUNICIPIO DE MACEIO]
RÉU: [BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO, MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS S/C, UNIÃO FEDERAL]

CONCLUSÃO

Faço conclusão destes autos ao MM. Juiz Federal, nesta data.

Maceió-AL, 26 de Junho de 2019.

RAFAEL TORRES LEAL

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
RAFAEL TORRES LEAL - Diretor de Secretaria
19062613413817500000004894382
Data e hora da assinatura: 26/06/2019 13:41:53
Identificador: 4058000.4865236
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 135

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE
ALAGOAS.

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
Cumprimento de Sentença 0807260-82.2017.4.05.8000

Exequente: Município de Maceió

Executado: União Federal

O MUNICÍPIO DE MACEIÓ/AL ,pessoa jurídica de direito público interno, já qualificada nos autos,
por conduto do seu Procurador infra-assinado, vem, perante Vossa Excelência, requerer a imediata
expedição do precatório da parte incontroversa , nos termos a seguir expostos:

Em decisão proferida no id. 4183276, este Juízo determinou a expedição do precatório da parte
incontroversa, em favor do Município de Maceió, determinada na decisão proferida pelo E. TRF da 5ª
Região, id. 12466853.

Desta decisão, a União Federal interpôs Agravo de Instrumento nº 0804335-86.2019.4.05.0000, obtendo


efeito ativo suspensivo para fins de sobrestamento da expedição do precatório.

Por conseguinte, este Juízo proferiu o despacho de id. 4745462, determinando que a Secretaria deste
Juízo se abstenha de cumprir o que determinado no item 3 do despacho com id. 4206808 (" 3. Por
fim, cumpra a Secretaria o que determinado no despacho com id. 4183276") , até segunda ordem. Ou
seja, este Juízo determinou que a sua Secretaria deixasse de expedir o precatório da parte incontroversa.

Ocorre que, conforme consta na comunicação de id. 15833715, a decisão que concedeu efeito ativo ao
Agravo de Instrumento nº 0804335-86.2019.4.05.0000 caiu, foi derrubada pelo mesmo E. TRF da 5ª
Região, foi revogada pela mesma Turma que concedera o efeito suspensivo.

A Colenda Segunda Turma, por unanimidade, em sessão realizada no dia 25 de junho de 2019, aceitou e
acolheu em sua integralidade o pedido de reconsideração do Município de Maceió.

Vale registrar que o pedido de reconsideração entabulado nas contrarrazões do Agravo de Instrumento
consistiu em "roga-se, pois, para que V. Exa. reconsidere, com urgência, a decisão de sobrestar a
expedição do precatório referente à parcela tida como incontroversa na origem". Assim, em decisão
unanime, a Segunda Turma do TRF da 5ª Região determinou a continuidade da execução com a
expedição do precatório da parte incontroversa.

Portanto, requer a continuidade da marcha executiva e, assim, a imediata expedição do precatório da parte
incontroversa, em favor do Município de Maceió, conforme já disposto no despacho de id. 4183276, de
forma a que seja inscrito ainda no presente mês de junho de 2019, para que possibilite seu pagamento no
exercício financeiro de 2020.

Pede deferimento.

Maceió/AL, 25 de junhode 2019.

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Fernando Antonio Reale Barreto

Procurador-Chefe da Procuradoria Judicial

OAB/AL 12.175-A

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
FERNANDO ANTONIO REALE BARRETO - Procurador
19062608311293500000004892479
Data e hora da assinatura: 26/06/2019 08:39:42
Identificador: 4058000.4863377
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 2/2
fls. 137

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
Procuradoria Judicial

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA
DE ALAGOAS.

Cumprimento de Sentença 0807260-82.2017.4.05.8000


Exequente: Município de Maceió
Executado: União Federal

O MUNICÍPIO DE MACEIÓ/AL,pessoa jurídica de direito público interno, já


qualificada nos autos, por conduto do seu Procurador infra-assinado, vem, perante Vossa
Excelência, requerer a imediata expedição do precatório da parte incontroversa, nos
termos a seguir expostos:
Em decisão proferida no id. 4183276, este Juízo determinou a expedição do
precatório da parte incontroversa, em favor do Município de Maceió, determinada na
decisão proferida pelo E. TRF da 5ª Região, id. 12466853.
Desta decisão, a União Federal interpôs Agravo de Instrumento nº 0804335-
86.2019.4.05.0000, obtendo efeito ativo suspensivo para fins de sobrestamento da
expedição do precatório.
Por conseguinte, este Juízo proferiu o despacho de id. 4745462, determinando
que a Secretaria deste Juízo se abstenha de cumprir o que determinado no item 3 do
despacho com id. 4206808 (“3. Por fim, cumpra a Secretaria o que determinado no
despacho com id. 4183276”), até segunda ordem. Ou seja, este Juízo determinou que a
sua Secretaria deixasse de expedir o precatório da parte incontroversa.
Ocorre que, conforme consta na comunicação de id. 15833715, a decisão que
concedeu efeito ativo ao Agravo de Instrumento nº 0804335-86.2019.4.05.0000 caiu, foi
derrubada pelo mesmo E. TRF da 5ª Região, foi revogada pela mesma Turma que
concedera o efeito suspensivo.

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Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
Procuradoria Judicial

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A Colenda Segunda Turma, por unanimidade, em sessão realizada no dia 25 de
junho de 2019, aceitou e acolheu em sua integralidade o pedido de reconsideração do
Município de Maceió.
Vale registrar que o pedido de reconsideração entabulado nas contrarrazões do
Agravo de Instrumento consistiu em “roga-se, pois, para que V. Exa. reconsidere, com
urgência, a decisão de sobrestar a expedição do precatório referente à parcela tida como
incontroversa na origem”. Assim, em decisão unanime, a Segunda Turma do TRF da 5ª
Região determinou a continuidade da execução com a expedição do precatório da parte
incontroversa.
Portanto, requer a continuidade da marcha executiva e, assim, a imediata
expedição do precatório da parte incontroversa, em favor do Município de Maceió,
conforme já disposto no despacho de id. 4183276, de forma a que seja inscrito ainda no
presente mês de junho de 2019, para que possibilite seu pagamento no exercício
financeiro de 2020.
Pede deferimento.
Maceió/AL, 25 de junhode 2019.

Fernando Antonio Reale Barreto


Procurador-Chefe da Procuradoria Judicial
OAB/AL 12.175-A

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
FERNANDO ANTONIO REALE BARRETO - Procurador
19062608375244800000004892480
Data e hora da assinatura: 26/06/2019 08:39:42
Identificador: 4058000.4863378
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 2/2
fls. 139

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Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
Procuradoria Judicial

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EXCELENTÍSSIMOS SENHORES DESEMBARGADORES FEDERAIS DA 2ª TURMA DO
TRIBUNAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

Agravo de Instrumento nº: 0804335-86.2019.4.05.0000


Agravante: União Federal
Agravado: Município de Maceió

MUNICÍPIO DE MACEIÓ, pessoa jurídica de direito público interno já


devidamente qualificada nos autos do processo em epígrafe, vem, por meio do
Procurador abaixo assinado, apresentar

CONTRARRAZÕES EM AGRAVO DE INSTRUMENTO C/C PEDIDO DE


RECONSIDERAÇÃO

o que faz com esteio no art. 1.019 do CPC e nas razões que ora passa a
articular.

1. DOS FATOS

O agravo de instrumento em epígrafe deriva de cumprimento de sentença promovido


pelo Município de Maceió em face da União, com vistas à complementação das verbas do
FUNDEF.
O mencionado cumprimento de sentença encontra-se lastreada, por sua vez, em título
executivo formado no bojo da ação coletiva nº 0011204-19.2003.4.05.8000 (2003.80.00.011204-
0), ajuizada pela Associação Nacional dos Municípios Alagoanos, na qual a União Federal foi
condenada ao pagamento das diferenças devidas e não repassadas a título de complementação
da transferência dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino
Fundamental e Valorização do Magistério - FUNDEF, em razão da fixação do valor mínimo anual
por aluno se encontrar em desacordo e aquém do previsto na Lei Federal no 9.424, de 24 de
dezembro de 1996, consoante redação do caput do art. 6º c/c § 1º.
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Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
Procuradoria Judicial

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Instada a manifestar-se sobre o cumprimento de sentença, a União apresentou
impugnação, na qual apresentou as seguintes insurgências:
Isto posto, requer a União que:
a) seja a presente impugnação recebida liminarmente COMO TEMPESTIVA, com
efeito suspensivo, sendo a parte Impugnada intimada, para, querendo,
apresentar réplica;
b) seja a presente execução SUSPENSA em razão da tutela antecipada
concedida pelo TRF da 5ª Região na Ação Rescisória nº 0800907-
04.2016.4.05.0000, proposta pela União, na qual aquele Tribunal determinou "a
suspensão da execução do julgado, prolatado nos autos da ação ordinária nº
0011204-19.2003.4.05.8000/7ª Vara Federal/AL;
c) seja acolhida a presente impugnação para fixar os juros de mora nos termos
dos cálculos apresentados pela União no Parecer Técnico NECAP/PU/AL em
anexo;
d) sejam deduzidos do montante executado o valor de R$ 24.733,71 de
MAIO/2005 (Portaria 743/2005) executados no processo 0805720-
96.2017.4.05.8000; 25/26
e) seja acolhida a presente impugnação para aplicar a TR como índice de
atualização monetária no lugar do IPCA-E, nos termos do art. 1º-F da Lei nº
9.494/97, com a redação dada pela Lei nº 11.960/09, determinando-se a correção
dos cálculos, ou manter o processo sobrestado, até a decisão final do STF no RE
870.947/SE, em que foi reconhecida a Repercussão Geral da matéria;
f) sucessivamente, ainda, seja negado o pedido de retenção dos honorários
contratuais, pelas razões supra expostas;
g) sejam os exequentes condenados em honorários advocatícios de 10% sobre
o valor da execução.

Note-se que em nenhum momento da impugnação a União pôs em xeque


a legitimidade do Município de Maceió para postular o cumprimento do título executivo
judicial.
Na mesma impugnação, a União indica o montante que entende como devido
(incontroversos). Em que pese à existência de valores incontroversos, a execução manteve-se
suspensa, em razão de decisão concedida na ação rescisória nº 0800907-04.2016.4.05.0000,
proposta pela União, no afã de desconstituir o título coletivo.
Em 30/05/2018, a mencionada demanda rescisória restou julgada improcedente
nessa Corte Regional. Na mesma assentada, revogou-se expressamente a tutela de urgência
que sobrestara o prosseguimento do feito. Noutras palavras, esse preclaro Tribunal entendeu
que os pedidos de cumprimento de sentença que tinham por base o título rescindendo deveriam
prosseguir. A partir de então, esta Municipalidade requereu a continuidade do cumprimento de
sentença, com o pagamento da parcela incontroversa.
Para surpresa do Município, o douto Magistrado de piso optou por manter o
sobrestamento do processo, ao argumento de que não recebera qualquer ordem em sentido

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Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
Procuradoria Judicial

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oposto. Por não concordar com tal negativa, o Município de Maceió manejou agravo de
instrumento (nº 0812826-19.2018.4.05.0000), o qual quedou provido o efeito ativo, no sentido
de que fosse promovida a imediata expedição do precatório concernente aos
incontroversos.
Em seguida, o ora agravado postulou, na origem, o atendimento da citada ordem
exarada no indicado agravo de instrumento nº 0812826-19.2018.4.05.0000. O insigne Julgador
singular chegou a deferir a inscrição de precatório e dar cumprimento à determinação deste
Tribunal. Porém, em virtude deste novo agravo e de embargos de declaração, recuou e optou por
aguardar o respectivo exame, mesmo havendo uma determinação deste Tribunal mandando
expedir o precatório, conforme decisão proferida no Agravo de Instrumento nº 0812826-
19.2018.4.05.0000.
Nos embargos declaratórios a agravante inovou no processo, arguindo preliminar
não deduzida oportunamente na fase cognitiva, tampouco na impugnação ao cumprimento de
sentença. A União suscitou a ilegitimidade ativa da capital alagoana. Alegou que o Município de
Maceió não seria parte legítima para executar o título formado na ação coletiva patrocinada pela
AMA. Tal alegação, vale salientar, não fez parte de sua peça de impugnação à execução. Os
embargos de declaração foram rejeitados, nos termos que se seguem:
1. Não há como acolher o pedido de extinção da execução formulado pela União
na petição de id. 3770703, sob alegação de que "o exequente não logrou
comprovar a prévia e regular representação judicial da associação no âmbito
da ação coletiva que originou o título executivo, de modo que se evidencia sua
ilegitimidade ativa para execução".
2. Em primeiro lugar, porque a matéria alegada já se encontra acobertada pela
coisa julgada. Nesse sentido, transcrevo trecho do voto do Exmo.
Desembargador Federal relator (id. 4058000.420528):
"1. Ao formular pedido de complementação das verbas do FUNDEF, a autora,
ora apelante, age em nome dos municípios que lhes são associados, em típica
relação de representação, fundada no art. 5º, inciso XXI, da Constituição Federal.
2. A inicial encontra-se instruída com a ata da assembléia que autorizou o
ajuizamento da ação e com a lista dos municípios associados (Lei nº 9.424/97,
art. 2º-A, parágrafo único) - fs. 44 e 274. 3. Nada há, portanto, que impeça o
conhecimento da ação.
(...)"
3. Dessa forma, o título executivo transitado em julgado foi explícito ao afirmar
que a associação representou, na ação coletiva, todos os seus associados
(municípios) constantes da relação acostada às fls. 44 e 274 daquela demanda,
da qual consta o Município de Palmeira dos Índios (fl. 272), conforme pode
constatar a União, que participou da demanda.
4. Logo, se a União discordava do julgamento, e entendia que não havia sido
demonstrada a condição de associado dos Municípios constantes de tal relação,
ou que era necessária a apresentação de autorizações individuais, deveria ter
interposto recurso contra o acórdão, não sendo possível, entretanto, após o seu
trânsito em julgado e durante a execução, pretender rediscuti-lo.

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Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
Procuradoria Judicial

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Inconformada, a União manuseou o agravo de instrumento em evidência, em clara
tentativa de violar a coisa julgada, bem como o princípio do juiz natural, no qual busca eficácia
suspensiva ativa, a obstar a inscrição de precatório e, ao cabo, pretende ver reconhecida a
ilegitimidade ativa do Município de Maceió para promover o cumprimento de sentença subjacente.
Instado a apreciar o recurso de instrumento, esse eminente Relator proferiu decisão
deferindo o efeito suspensivo, para fins de sobrestamento da expedição de qualquer Precatório
até o julgamento final do presente recurso, ou se já expedidos, que seja bloqueado o pagamento
do precatório.
Ocorre que, ao interpor o presente agravo, a União Federal sonegou informações
essenciais ao deslinde da demanda, induzindo este Juízo a erro, como a existência de outro
agravo, interposto anteriormente (nº 0812826-19.2018.4.05.0000), tratando da expedição do
precatório em discussão no presente agravo; bem como que a matéria que trouxe no presente
agravo já foi decidida expressamente na ação ordinária e na rescisória, em flagrante tentativa de
violar a coisa julgada.
Eis os fatos, em síntese.

2. PREAMBULARMENTE: DO PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO QUE OBSTOU


A EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. DA URGÊNCIA NO EXAME. PROXIMIDADE DO PRAZO
CONSTITUCIONAL PARA INCLUSÃO DE PRECATÓRIOS NO ORÇAMENTO DE 2020.
SUPERVENIÊNCIA DO JULGAMENTO DOS PROCESSOS NºS 0817227-61.2018.05.0000,
0817296-93.2018.4.05.0000, 0816307-87.2018.4.05.0000, 0816734-84.2018.4.05.0000

Antes mesmo de descortinar os fatos e fundamentos jurídicos que conduzem ao


desprovimento do agravo respondido, faz-se imperioso enaltecer a necessidade de retificação da
decisão que deferiu o efeito suspensivo ao recurso “para fins de sobrestamento da expedição de
qualquer Precatório e/ou RPV até o julgamento final do presente recurso, ou se já expedidos, que
seja bloqueado o pagamento do precatório” (id. 4050000.15482810).
Depreende-se do referido decisório a preocupação desse eminente Relator, acerca
da aplicação, in casu, do RE nº 573.232, o qual versa sobre os limites subjetivos da coisa julgada
em sede de ação coletiva.
Numa análise perfunctória e prefacial, típica das tutelas de urgência, V. Exa.
vislumbrou a necessidade de aferição da legitimidade ativa do agravado, por meio da
comprovação, no particular, de anuência expressa do Município de Maceió para ser representado
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Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
Procuradoria Judicial

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pela AMA na ação ordinária coletiva, bem assim de exibição da lista de associados acostada no
indigitado processo cognitivo.
Consignou-se, ainda, que “o Município de Maceió apresentou uma ´lista de
associados da AMA´ (id. 4050000.15481844), entretanto não há nenhuma referência ao número
do processo a que se refere.”
Como será brevemente demonstrado, as razões lançadas acima não constituem,
permissa venia, fundamentos aptos a afastar a legitimidade maceioense, tampouco embaraçar a
inscrição do requisitório em referência.

Primeiramente, acerca da origem do rol de associados incluso no id.


4050000.15481844, ressalta-se que a mesma consta da ação ordinária coletiva promovida pela
AMA (2003.80.00.011204-0) e foi extraída da ação rescisória nº 0800907-04.2016.4.05.0000 (fls.
209-235, id. 4050000.3709450), instruída pela própria União, com cópia do mencionado processo
originário.
Já no que tange à legitimidade municipal para executar o título formado nos autos do
Processo nº 2003.80.00.011204-0, importa asseverar que a egrégia Segunda Turma debruçou-
se sobre a matéria na recentíssima assentada do dia 11.6.19, na qual estavam em pauta
recursos rigorosamente iguais, envolvendo pelo menos quatro municípios alagoanos
representados pela AMA no multicitado Processo nº 2003.80.00.011204-0, a saber,
Pariconha, Coité do Noia, Palmeira dos Índios e Santana do Ipanema (0817227-
61.2018.05.0000, 0817296-93.2018.4.05.0000, 0816307-87.2018.4.05.0000, 0816734-
84.2018.4.05.0000). Na ocasião, o Colegiado atestou as legitimidades ativas dos apontados
Municípios, seja diante da coisa julgada forjada tanto no processo cognitivo como na
demanda rescisória, seja porque a aquiescência assemblear apresentada consubstancia
autorização expressa, nos precisos termos preconizados no RE nº 573.232.
Com efeito, dada a similitude fático-jurídica do presente caso com aqueles citados
adrede, torna-se inarredável a revisão da decisão que sustou o pagamento dos valores
incontroversos.
Além dos precedentes acima, soma-se recente manifestação da digna Terceira
Turma dessa Corte Regional, nos autos do Processo nº 0004719-53.2015.4.05.8300, de
interesse do Município de Tracunhaém, de cuja ementa se colhe o excerto abaixo:

Recentemente, o Pleno do Supremo Tribunal Federal foi instado a se manifestar, no


Agravo Regimental no Agravo Regimental nos Embargos de Divergência no Recurso
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Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
Procuradoria Judicial

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Extraordinário no 233.297/DF, de sorte a afastar interpretações distintas da tese fixada
na repercussão geral transcrita, ocasião em que afirmou que: a) a autorização a que
alude o art. 5o, XXI, da Constituição Federal, pode advir de manifestação da assembleia
geral dos filiados; b) A decisão agravada está em consonância com essa orientação, no
sentido de não se exigir das associações autorização individual para a propositura de
ações ordinárias. (Ag. Reg. no Ag. Reg. nos Emb. Div. no Recurso Extraordinário no
233.297/DF, Pleno., Rel. Min. EDSON FACHIN, Jul. 15/2/2019. Publ. DJe 27/2/2019).

Acrescenta-se, ainda, que a simples inscrição do precatório não implicará imediato


repasse das verbas pleiteadas. Como cediço, a indicada expedição apenas garantirá a
disponibilização do recurso no exercício de 2020. Isso significa que haverá tempo hábil para
impedir o desembolso, na eventual e longínqua hipótese de decisão desfavorável a Maceió. Será
visto mais à frente que se está diante de típica situação de perigo de dano reverso. Vale dizer, o
risco da capital alagoana sofrer dano de difícil reparação é muito maior que a chance de prejuízo
por parte da agravante.
Roga-se, pois, para que V. Exa. reconsidere, com urgência, a decisão de sobrestar a
expedição do precatório referente à parcela tida como incontroversa na origem.
Na sequência, passa-se à contraminuta do agravo de instrumento, na qual se esmiúça
com maior profundidade os pontos até então articulados.

3. PRELIMINARES RECURSAIS
3.1 DA COISA JULGADA FORMADA NA FASE DE CONHECIMENTO

Embora a agravante sustente a ilegitimidade do ente ora agravado para “executar


individualmente” o título judicial, toda sua narrativa gira em torno de suposto vício de
representação processual existente ainda no processo de conhecimento. Veja-se:
(...) nos termos do art. 75, III do CPC/2015 (art. 12, II, CPC/1973), c/c CF, art. 5º,
XXI, resta claro que a ação coletiva de n. 0011204- 19.2003.4.05.8000, cujo título
o Município pretende executar individualmente, foi ajuizada por parte
manifestamente ilegítima com vedação legal para representação das
municipalidades, pelo que resta evidente a ilegitimidade para execução.

Ademais, não comprovou a Municipalidade ter autorizado expressamente o


ingresso da coletiva em seu nome, condição sinequa non para ser beneficiária
de demanda coletiva, nos termos do art. 5º, XXI da CF/88. (Grifos apostos)

Acontece, Excelência, que os temas da (i)legitimidade ad causam e da


(ir)regularidade da representação processual na ação coletiva (AC 348312-AL -
2003.80.00.011204-0) já foram enfrentados por esse conspícuo Tribunal no mesmo processo

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
Procuradoria Judicial

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
cognitivo. Na ocasião, referendou-se a validade da representação processual nos seguintes
termos:
1. Ao formular pedido de complementação das verbas do FUNDEF, a autora, ora
apelante, age em nome dos municípios que lhe são associados, em típica relação
de representação, fundada no art. 50, inciso X, da Constituição Federal. 2. A
inicial encontra-se instruída com a ata da assembléia que autorizou o
ajuizamento da ação e com a lista dos municípios associados (Lei no
9.424/97, art. 2'-A, parágrafo único) - fs. 44 e 274. 3. Nada há, portanto, que
impeça o conhecimento da ação.

Não bastasse isso, também na ação rescisória intentada pela União, o tema foi trazido
à baila e, novamente, essa Corte Regional endossou a regularidade da representação processual
da AMA e, por conseguinte, a projeção dos efeitos da coisa julgada para seus associados.
Vejamos o trecho da decisão proferida na Ação Rescisória:
III - Na hipótese, não é a rescisória a sede adequada para a reforma do julgado
em baila. Ao primeiro ponto, por não ter ocorrido violação a literal dispositivo legal.
Com efeito, não foi base da decisão turmária a representação dos entes
federativos a cargo da AMA - ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS ALAGOANOS.
Daí que a rescisória não encontra o resguardo do art. 966 do Código de Processo
Civil, não devendo ser invocada a cláusula de violação a literal dispositivo de lei,
até mesmo porque no julgamento da Segunda Turma o tema representação
processual foi focado sob o art. 5o, XXI, da Constituição Republicana e não sob
o fito do art. 12, II do CPC/1973.
IV - Noutro passo, ergue-se contra o sucesso da rescisória a dicção da Súmula
343 do Supremo Tribunal Federal (Não cabe ação rescisória por ofensa a literal
disposição de lei, quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal
de interpretação controvertida nos tribunais), já que àquela altura não havia
posição firme como a que foi adotada posteriormente pelo STJ no RMS
34.270/MG, relatoria do Ministro TEORI ZAVASCKI, dizendo que a associação é
ilegítima para postular em nome do Município. Com efeito, a decisão do STJ é de
25.10.2011, enquanto o julgado deste Regional é de 06.05.2008.
[...]
VII - Ação rescisória julgada improcedente, com revogação da liminar que
obstaculizou o acesso dos Municípios substituídos aos recursos
financeiros questionados.

Deste modo, avulta manifestamente descabida e atentatória à coisa julgada a


tentativa da União de reabrir, em sede de cumprimento de sentença e agravo de instrumento, o
debate acerca da representação processual do Município exequente.
Além da ação ordinária, da ação rescisória e a jurisprudência pacífica afirmarem a
possibilidade de o substituído processual ingressar com cumprimento de sentença, no próprio
corpo da decisão em sede de ação rescisória está explícita a superação dessa tese de
ilegitimidade, ora ressuscitada pela União, e está explícita a determinação de acesso aos
Municípios substituídos aos recursos financeiros questionados.

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
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Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
Acerca da impossibilidade de reexame da legitimidade em grau de execução, confira-
se o posicionamento do c. Superior Tribunal de Justiça:
ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL.
EXECUÇÃO DE SENTENÇA. AÇÃO COLETIVA INTENTADA POR
ASSOCIAÇÃO. EXTENSÃO DA DECISÃO A TODOS OS ESCRIVÃES
ELEITORAIS DEFINIDA NA AÇÃO DE CONHECIMENTO. COISA JULGADA.
LEGITIMIDADE PARA EXECUÇÃO INDIVIDUAL RECONHECIDA. AGRAVO
INTERNO DA UNIÃO DESPROVIDO.
1. Depreende-se da análise acurada dos autos que, no julgamento dos Embargos
Infringentes, referente à Ação Ordinária 2003.72.03.001286-3, na qual se funda
a presente execução, o Tribunal de origem afastou a ilegitimidade ativa
sustentada pela UNIÃO ao fundamento de que, no caso em concreto, foi juntada
ata da Assembleia que deliberou pelo ajuizamento da ação coletiva
principal, determinando a extensão do pagamento da gratificação a todos
Escrivães Eleitorais, associados ou não.
2. Reconhecida, assim, a extensão do direito perseguido a todos os
Escrivães Eleitorais nos autos do processo de conhecimento, cuja decisão
transitou em julgado, não é admissível o reexame da questão em sede de
execução de sentença, sob pena de violação à coisa julgada. (...)
(AgInt no REsp 1562515/SC, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO,
PRIMEIRA TURMA, julgado em 21/02/2017, DJe 09/03/2017)

ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL.


ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. RECONHECIMENTO. TRÂNSITO EM
JULGADO. EXECUÇÃO. ALEGAÇÃO DE ILEGITIMIDADE PASSIVA NA AÇÃO
DE CONHECIMENTO. PRECLUSÃO. COISA JULGADA.
1. A questão da ilegitimidade passiva da Agravante, uma vez que não impugnada
na ação de conhecimento, restou acobertada pela coisa julgada, nos termos do
art. 474 do Código de Processo Civil.
2. Agravo regimental desprovido.’
(AgRg no Ag 1214538/SP, Rel. Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, julgado em
20/4/2010, DJe 10/5/2010).

Portanto, evidenciada a coisa julgada, o presente agravo de instrumento não merece


ser conhecido. Além disso, por se evidenciar litigância de má-fé, requer a condenação da União
na multa prevista no artigo 81 do CPC.

3.2. DA PRECLUSÃO

O argumento central da União é o de que o Município de Maceió é parte ilegítima para


executar a decisão transitada em julgado proferida no processo de conhecimento. Ocorre que,
conforme uma simples análise de sua impugnação ao cumprimento de sentença, a União não
suscitou tal fato e nem mesmo requereu entre os seus pedidos. Apenas por meio de embargos
de declaração e, agora, em agravo de instrumento, a agravante aduz a ilegitimidade ativa do

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Município de Maceió
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Município de Maceió para executar a quantia que lhe condiz na ação de conhecimento que
condenou a União ao ressarcimento de significativa parcela do FUNDEF.
Ora, está evidente a preclusão desta questão, à luz do art. 525 do CPC. Com efeito,
o art. 525 do Código de Ritos1 estipula que o instrumento processual idôneo à apresentação de
inconformismo frente a um cumprimento de sentença consiste na impugnação. O § 1o do mesmo
art. 525 elenca as matérias que devem ser agitadas na indicada impugnação. Dentre elas, figura
a ilegitimidade (inciso II).
Na presente lide, a União foi regularmente intimada para manifestar-se, na
origem, sobre a pretensão executória do Município de Maceió e ofertou sua impugnação.
Contudo, não levantou qualquer suspeita sobre a legitimidade da então exequente. Trata-
se, à toda evidência, de uma inarredável hipótese de preclusão consumativa. Senão, veja-se:
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. TRÂNSITO EM JULGADO.
PRECLUSÃO DA MATÉRIA ARGÜIDA. INTUITO MERAMENTE
PROCRASTINATÓRIO. APELAÇÃO IMPROVIDA. (...) 3. As hipóteses idôneas
a ensejar a impugnação do cumprimento da sentença - taxativamente
previstas no art. 575-L do CPC - somente são apreciáveis se surgidas em
momento posterior a ela, sob pena de ferimento da coisa julgada, salvo o
caso do inciso I desse mesmo artigo. 4. Fora desses casos, a impugnação por
meio de embargos à execução demonstra-se mera protelação do processo
executório, o que deve ser evitado em prol do devido processo legal. 5. Apelação
improvida.
(TRF-5 - AC: 362925 PE 0012326-74.2002.4.05.8300, Relator: Desembargador
Federal Napoleão Maia Filho, Data de Julgamento: 09/01/2007, Segunda Turma,
Data de Publicação: Fonte: Diário da Justiça - Data: 05/02/2007 - Página: 468 -
Nº: 25 - Ano: 2007)

Ora, meticulosamente a União, que não arguira ilegitimidade da exequente, primeiro


opôs embargos de declaração no bojo do cumprimento de sentença expondo tal argumento, que
foi rejeitado pelo Magistrado de piso e, em seguida, interpôs o presente agravo de instrumento
repetindo esta mesma incongruente tese, sob o fundamento de que é matéria de ordem pública.
Ora, a verdade é que, sem precisar adentrar no mérito quanto à legitimidade ativa do
Município de Maceió, a arguição de ilegitimidade ativa feita pela União é matéria que deveria ser
feita em impugnação, sob pena de preclusão. Portanto, como não arguiu no momento oportuno
está evidentemente preclusa a matéria e, por conseguinte, o presente agravo de instrumento não
merece conhecimento.

1
Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no art. 523 sem o pagamento voluntário, inicia-se o prazo de 15 (quinze) dias para que o
executado, independentemente de penhora ou nova intimação, apresente, nos próprios autos, sua impugnação.
§ 1o Na impugnação, o executado poderá alegar:
(...)
II - ilegitimidade de parte;

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Agravo de instrumento não é recurso para ser manejado com intuito inovatório, muito
menos ser peça que carregue cada um dos assuntos previstos nos incisos do artigo 525 do CPC,
sob pena de quebra de instância, de inovação recursal, violação do duplo gral de jurisdição e de
violação da legalidade. Afinal, o CPC é uma lei. Até nulidades precluem, como bem determina o
CPC, conforme dispõe o artigo 278.
No caso, está evidente a preclusão, bem como a ausência de objeto recursal, de
forma que o presente agravo não merece ser conhecido.

4. DO MÉRITO RECURSAL

Mesmo confiando e sendo convicto do acolhimento das preliminares acima


apresentadas, em fade do princípio da concentração dos atos processuais e da eventualidade,
passa-se a rebater o mérito recursal.

4.1. DA LEGITIMIDADE ATIVA DO MUNICÍPIO DE MACEIÓ PARA PROMOVER A


EXECUÇÃO

Como exposto na preliminar de coisa julgada, avulta-se manifestamente descabida e


atentatória à coisa julgada a tentativa da União de reabrir, em sede de cumprimento de sentença,
o debate acerca da representação processual do Município exequente.
Além da ação ordinária e a jurisprudência pacífica afirmarem a possibilidade de o
substituído processual ingressar com cumprimento de sentença, no próprio corpo da decisão em
sede de ação rescisória está explícita a superação dessa tese de ilegitimidade, ora ressuscitada
pela União, e está explícita a determinação de acesso aos Municípios substituídos aos recursos
financeiros questionados.
Acerca da impossibilidade de reexame da legitimidade em grau de execução, confira-
se o posicionamento do c. Superior Tribunal de Justiça:
ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL.
EXECUÇÃO DE SENTENÇA. AÇÃO COLETIVA INTENTADA POR
ASSOCIAÇÃO. EXTENSÃO DA DECISÃO A TODOS OS ESCRIVÃES
ELEITORAIS DEFINIDA NA AÇÃO DE CONHECIMENTO. COISA JULGADA.
LEGITIMIDADE PARA EXECUÇÃO INDIVIDUAL RECONHECIDA. AGRAVO
INTERNO DA UNIÃO DESPROVIDO.
1. Depreende-se da análise acurada dos autos que, no julgamento dos Embargos
Infringentes, referente à Ação Ordinária 2003.72.03.001286-3, na qual se funda
a presente execução, o Tribunal de origem afastou a ilegitimidade ativa
sustentada pela UNIÃO ao fundamento de que, no caso em concreto, foi juntada
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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
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ata da Assembleia que deliberou pelo ajuizamento da ação coletiva
principal, determinando a extensão do pagamento da gratificação a todos
Escrivães Eleitorais, associados ou não.
2. Reconhecida, assim, a extensão do direito perseguido a todos os
Escrivães Eleitorais nos autos do processo de conhecimento, cuja decisão
transitou em julgado, não é admissível o reexame da questão em sede de
execução de sentença, sob pena de violação à coisa julgada. (...)
(AgInt no REsp 1562515/SC, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO,
PRIMEIRA TURMA, julgado em 21/02/2017, DJe 09/03/2017)

ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL.


ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. RECONHECIMENTO. TRÂNSITO EM
JULGADO. EXECUÇÃO. ALEGAÇÃO DE ILEGITIMIDADE PASSIVA NA AÇÃO
DE CONHECIMENTO. PRECLUSÃO. COISA JULGADA.
1. A questão da ilegitimidade passiva da Agravante, uma vez que não impugnada
na ação de conhecimento, restou acobertada pela coisa julgada, nos termos do
art. 474 do Código de Processo Civil.
2. Agravo regimental desprovido.’
(AgRg no Ag 1214538/SP, Rel. Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, julgado em
20/4/2010, DJe 10/5/2010).

Destaca-se, mais uma vez que os temas da (i)legitimidadead causam e da


(ir)regularidade da representação processual na ação coletiva (AC 348312-AL -
2003.80.00.011204-0) já foram enfrentados por esse conspícuo Tribunal no mesmo processo
cognitivo. Na ocasião, referendou-se a validade da representação processual nos seguintes
termos:
1. Ao formular pedido de complementação das verbas do FUNDEF, a autora, ora
apelante, age em nome dos municípios que lhe são associados, em típica relação
de representação, fundada no art. 50, inciso X, da Constituição Federal. 2. A
inicial encontra-se instruída com a ata da assembleia que autorizou o
ajuizamento da ação e com a lista dos municípios associados (Lei no
9.424/97, art. 2'-A, parágrafo único) - fs. 44 e 274.
3. Nada há, portanto, que impeça o conhecimento da ação.

Na ação rescisória intentada pela União, o tema foi trazido à baila e, novamente, essa
Corte Regional endossou a regularidade da representação processual da AMA e, por
conseguinte, a projeção dos efeitos da coisa julgada para seus associados. Vejamos o trecho da
decisão proferida na Ação Rescisória:
III - Na hipótese, não é a rescisória a sede adequada para a reforma do julgado
em baila. Ao primeiro ponto, por não ter ocorrido violação a literal dispositivo legal.
Com efeito, não foi base da decisão turmária a representação dos entes
federativos a cargo da AMA - ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS ALAGOANOS.
Daí que a rescisória não encontra o resguardo do art. 966 do Código de Processo
Civil, não devendo ser invocada a cláusula de violação a literal dispositivo de lei,
até mesmo porque no julgamento da Segunda Turma o tema representação
processual foi focado sob o art. 5o, XXI, da Constituição Republicana e não sob
o fito do art. 12, II do CPC/1973.
IV - Noutro passo, ergue-se contra o sucesso da rescisória a dicção da Súmula
343 do Supremo Tribunal Federal (Não cabe ação rescisória por ofensa a literal
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Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
Procuradoria Judicial

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disposição de lei, quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal
de interpretação controvertida nos tribunais), já que àquela altura não havia
posição firme como a que foi adotada posteriormente pelo STJ no RMS
34.270/MG, relatoria do Ministro TEORI ZAVASCKI, dizendo que a associação é
ilegítima para postular em nome do Município. Com efeito, a decisão do STJ é de
25.10.2011, enquanto o julgado deste Regional é de 06.05.2008.
[...]
VII - Ação rescisória julgada improcedente, com revogação da liminar que
obstaculizou o acesso dos Municípios substituídos aos recursos
financeiros questionados.

A verdade tão já expressa ao longo de toda a lide, seja na ação de conhecimento,


seja na ação rescisória é que o Município de Maceió é parte legítima para promover o
cumprimento de sentença, pois foi um dos entes públicos que autorizou o ajuizamento da ação
de conhecimento, conforme consta em fls. 44 e 274 do processo de conhecimento, documentos
já anexados no presente agravo, em id. 4050000.15481839 e id. 4050000.15481844.
Segundo a Suprema autorização expressa, prevista no inciso XXI, do art. 5º, da Carta
Fundamental pode ser materializada, alternativamente, por meio de instrumento individualizado,
subscrito por cada associado representado processualmente ou por meio de deliberação tomada
em assembleia da entidade. Deste modo, havendo ata de assembleia conferindo à agremiação
legitimidade para representar em juízo os interesses de seus afiliados, como, aliás, restou
consignado no próprio título executivo, torna-se despicienda qualquer manifestação adicional,
explícita e individualizada por parte de cada associado. Mire-se em trecho de decisão recente da
lavra do insigne Ministro Ricardo Lewandowski (ARE 1184206, DJe 21/02/2019):
(...) Salienta-se que essa questão não possui identidade com a matéria cuja
repercussão geral foi reconhecida no RE 573.232-RG/SC (Tema 82 da
Repercussão Geral). Por oportuno, destaco trecho do voto proferido pelo
Ministro Teori Zavascki nesse julgamento, ocasião em que elucidou a
distinção na aplicação dos incisos XXI e LXX do art. 5° da Constituição: “3.
Realmente, a legitimidade das entidades associativas para promover demandas
em favor de seus associados tem assento no art. 5º, XXI da Constituição Federal
e a das entidades sindicais está disciplinada no art. 8º, III, da Constituição
Federal. Todavia, em se tratando de entidades associativas, a Constituição
subordina a propositura da ação a um requisito específico, que não existe em
relação aos sindicatos, qual seja, a de estarem essas associações
‘expressamente autorizadas’ a demandar. É diferente, também, da legitimação
para impetrar mandado de segurança coletivo, prevista no art. 5º, LXX da
Constituição, que prescinde da autorização especial (individual ou coletiva) dos
substituídos (Súmula 629 do STF), ainda que veicule pretensão que interesse a
apenas parte de seus membros e associados (Súmula 630 do STF e art. 21 da
Lei 12.016/2009). 4. Pois bem, se é indispensável, para propor ação coletiva,
autorização expressa, a questão que se põe é a que diz com o modo de autorizar
‘expressamente’: se por ato individual, ou por decisão da assembléia de
associados, ou por disposição genérica do próprio estatuto. Quanto a essa
questão, a resposta que tem sido dada pela jurisprudência deste Supremo
Tribunal Federal é no sentido de que não basta a autorização estatutária genérica
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Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
Procuradoria Judicial

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da entidade associativa, sendo indispensável que a declaração expressa exigida
pela Constituição (art. 5º, XXI) seja manifestada ou por ato individual do
associado ou por deliberação tomada em assembléia da entidade. [...]” (grifei).

A ata de assembleia, conferindo à Associação do Municípios Alagoanos que conferiu


legitimidade para representar em juízo os interesses de seus afiliados, inclusive o Município de
Maceió, restou consignada no próprio título executivo, tornando-se despicienda qualquer
manifestação adicional, explícita e individualizada por parte de cada associado.
Na mesma direção, posição adotada pelo Ministro Celso de Mello, em decisão
unipessoal proferida no ARE 1136371 (DJe 02.08.18) e pelo Ministro Dias Toffoli no ARE
1051776 (DJe11.05.18).
RESSALTA-SE, MAIS UMA VEZ QUE, no que tange à legitimidade municipal para
executar o formado nos autos do Processo nº 2003.80.00.011204-0, importa asseverar que a
egrégia Segunda Turma deste Colendo TRF5 debruçou-se sobre a matéria na recentíssima
assentada do dia 11.6.19, na qual estavam em pauta recursos rigorosamente iguais,
envolvendo pelo menos quatro municípios alagoanos representados pela AMA no
multicitado Processo nº 2003.80.00.011204-0, a saber, Pariconha, Coité do Noia, Palmeira
dos Índios e Santana do Ipanema (0817227-61.2018.05.0000, 0817296-93.2018.4.05.0000,
0816307-87.2018.4.05.0000, 0816734-84.2018.4.05.0000). Na ocasião, o Colegiado atestou
as legitimidades ativas dos apontados Municípios, seja diante da coisa julgada forjada
tanto no processo cognitivo como na demanda rescisória, seja porque a aquiescência
assemblear apresentada consubstancia autorização expressa, nos precisos termos
preconizados no RE nº 573.232
Deste modo, avulta manifestamente descabida e atentatória à coisa julgada a
tentativa da União de reabrir, em sede de cumprimento de sentença, o debate acerca da
representação processual do Município exequente. Portanto, caso superadas as preliminares
apresentadas, no mérito o presente agravo merece total desprovimento.

Do FUNDEF como patrimônio jurídico das municipalidades

O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de


Valorização do Magistério - FUNDEF foi instituído pela Emenda Constitucional n.° 14, de
setembro de 1996, e regulamentado pela Lei n.° 9.424, tendo sido implantado, nacionalmente, em
1° de janeiro de 1998, quando passou a vigorar a nova sistemática de redistribuição dos recursos
destinados ao Ensino Fundamental.
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Município de Maceió
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Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
Através do FUNDEF, parte significativa das receitas dos Estados e Municípios
destinadas a Educação ficam reservadas, numa proporção de 60% (sessenta por cento), ao
Ensino Fundamental.
Ademais, o novo Fundo introduziu novos critérios de distribuição e utilização de
15% dos principais impostos de Estados e Municípios, promovendo a sua partilha de recursos
entre o Governo Estadual e seus Municípios, de acordo com o número de alunos atendidos
em cada rede de ensino, auferidos, conforme disposição legal expressa, mediante censo e de
acordo com coeficientes de distribuição estabelecidos e publicados previamente.
De forma genérica, o FUNDEF pode ser definido como o produto de receitas
especificas que, por lei, vincula-se a melhoria do ensino fundamental e do magistério, com
tratamento idêntico ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), em face da
obrigatoriedade de seu repasse e origem de seus recursos.
Assim é que, as parcelas do FUNDEF, na medida em que constituem percentual das
receitas que foram constitucionalmente atribuídas aos entes municipais, tem a natureza de
propriedade dos municípios, incorporando-se ao patrimônio jurídico destes.
Por tal razão, é direito da Municipalidade outorgar à sua Associação a possibilidade
de buscar, em juízo, em ação coletiva, verbas decorrentes do FUNDEF; bem como, é direito da
Municipalidade promover a execução de um julgado de uma quantia que lhe pertence, seja
decorrente de uma ação coletiva ou não. Pois, em tal fase processual, não se discute mais o
direito, mas sim a forma de se pagar. Seria ilógico se entender que a verba do FUNDEF
pertencente ao Município de Maceió só pode ser executada pela Associação a qual ela faça parte.
Também por esta razão, o agravo de instrumento não merece provimento.

Da necessidade de interpretar o RE nº 573.232 em sintonia com os postulados da não-


surpresa, segurança jurídica elencados na LINDB

A ação ordinária coletiva foi proposta em 2003. Não se revela consentâneo com os
primados estabelecidos na LINDB impor-se em 2019 condição da ação cuja existência não tinha
sido consolidada ao tempo do ajuizamento e que nem mesmo está consolidada na atual
jurisprudência.
Ora, o artigo 24 da LINDB instituiu a irretroatividade de eventual nova orientação
administrativa, controladora e judicial para anular a validade de atos administrativos e judiciais
praticados com base na orientação vigente no passado, no momento de proferimento da decisão.

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
Procuradoria Judicial

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Tal medida busca assegurar o postulado da segurança jurídica, que inclusive foi uma
determinação estabelecida no artigo 30 da mesma norma. Vejamos:
Art. 24. A revisão, nas esferas administrativa, controladora ou judicial, quanto à
validade de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa cuja produção
já se houver completado levará em conta as orientações gerais da época, sendo
vedado que, com base em mudança posterior de orientação geral, se declarem
inválidas situações plenamente constituídas.
Parágrafo único. Consideram-se orientações gerais as interpretações e
especificações contidas em atos públicos de caráter geral ou em jurisprudência
judicial ou administrativa majoritária, e ainda as adotadas por prática
administrativa reiterada e de amplo conhecimento público.
Art. 30. As autoridades públicas devem atuar para aumentar a segurança jurídica
na aplicação das normas, inclusive por meio de regulamentos, súmulas
administrativas e respostas a consultas.

Todo o conteúdo jurídico do presente agravo interposto pela União, além de violar a
coisa julgada e estar superado pela preclusão, envolve rediscussão de matéria com base em
jurisprudência nova, que inexistia ao tempo em que as decisões foram proferidas, tanto na ação
ordinária quanto na ação rescisória.
A jurisprudência da época da propositura da ação e até mesmo do proferimento da
sua decisão resguarda a legitimidade da ação judicial. Vejamos:
RE 364051 / SP - SÃO PAULO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO
Julgamento: 17/08/2004 Órgão Julgador: Primeira Turma
Publicação
DJ 08-10-2004
Parte(s)
RECTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES DO
BRASIL - NOREG/BR
RECDO.(A/S) : PRESIDENTE DO CONSELHO DA MAGISTRATURA DO
ESTADO DE SÃO PAULO
RECDO.(A/S) : CORREGEDOR GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Ementa
MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO - EXTINÇÃO DE CARTÓRIOS -
FORMA - LEGITIMIDADE DA ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E
REGISTRADORES DO BRASIL - ANOREG. Consoante dispõe o artigo 5º, inciso
LXX, da Constituição Federal, as associações legalmente constituídas e em
funcionamento há pelo menos um ano têm legitimidade, como substituto
processual, para defender, na via do mandado de segurança coletivo, os
interesses dos associados, não cabendo exigir autorização específica para agir.

RE 192305 / SP - SÃO PAULO


RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO
Julgamento: 15/12/1998 Órgão Julgador: Segunda Turma
Parte(s)

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Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
Procuradoria Judicial

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RECTE. : ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS APOSENTADOS E
PENSIONISTAS DA VASP AFAPV
RECDO. : ESTADO DE SÃO PAULO
Ementa
REPRESENTAÇÃO - ASSOCIAÇÃO DE CLASSE - FORMALIZAÇÃO.
A representação prevista no inciso XXI do artigo 5º da Constituição
Federal surge regular quando autorizada a entidade associativa a agir
judicial ou extrajudicialmente mediante deliberação em assembléia.
Descabe exigir instrumentos de mandatos subscritos pelos associados.

A prévia autorização dos associados, tese agora levantada pela União, apenas foi
alterada em 2014, como bem lembra o Ministro Alexandre de Moraes, nos autos da AO 1930.
Vejamos:
STF:
A arguição de ilegitimidade da Associação autora para tutelar interesses coletivos
de seus associados está prejudicada. Com efeito, conquanto tenha prevalecido
nesta SUPREMA CORTE a orientação de que a representatividade adequada
das associações de classe depende de prévia autorização de seus
associados, o que se deu em 19/9/2014 e, portanto, em momento posterior
ao ajuizamento desta ação, a autora fez juntar prova documental demonstrando
ser portadora desta autorização, devidamente obtida em assembléia convocada
para tal finalidade (docs. eletrônicos 27 e 28).
(AO 1930, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, julgado em 13/09/2018,
publicado em PROCESSO ELETRÔNICO DJe-195 DIVULG 17/09/2018 PUBLIC
18/09/2018)

Dessa forma, a pretensão da União de ver reconhecida a ilegitimidade ativa do


Município de Maceió para promover o cumprimento de sentença não merece guarida, pois, além
de violar a coisa julgada e ser matéria já preclusa, baseia-se em entendimento formado após o
proferimento das decisões na fase de conhecimento e na própria ação rescisória, em flagrante
ofensa à segurança jurídica e, por conseguinte, aos artigos 24 e 30 da LINDB, Decreto-Lei nº
4.657/1942, alterado pela Lei Federal nº 13.655/2018.

Da regularidade da representação processual. Existência de autorização assemblear.

Na longínqua hipótese de superado o obstáculo da coisa julgada, persiste a


insubsistência da tese recursal. Isso porque os Tribunais pátrios já consolidaram o entendimento
de que, para a representação processual de entidade associativa, avulta suficiente a autorização
em Assembleia. Havendo a anuência assemblear, queda dispensável a aquiescência
individualizada. À guisa de exemplo:
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ASSOCIAÇÃO
DE CLASSE. LEGITIMIDADE ATIVA. REPRESENTAÇÃO. NECESSIDADE DE

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Município de Maceió
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AUTORIZAÇÃO EXPRESSA OBTIDA EM ASSEMBLEIA OU
INDIVIDUALMENTE DO ASSOCIADO. (...)
(STF. RE 855480 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma,
julgado em 07/04/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-078 DIVULG 27-04-
2015 PUBLIC 28-04-2015)

In casu, constata-se que a AMA atuou devidamente amparada por permissão


outorgada em Assembleia Extraordinária (ata apensada em fls. 44 e 274 do processo de
conhecimento, documentos já anexados no presente agravo, em id. 4050000.15481839 e id.
4050000.15481844).
Acentua-se, outrossim, que a jurisprudência não condiciona a eficácia do título
judicial coletivo à participação na Assembleia autorizativa. Deveras, a simples aprovação em
Assembleia da associação supre a previsão constitucional de autorização expressa (inciso
XXI, do art. 5º); sendo despicienda a prática de qualquer ato volitivo e isolado por parte
dos respectivos filiados.
A recentíssima jurisprudência do STF referenda a tese defendida pelo Município
de Maceió, conforme se extrai do Agravo Regimental nº 233.297/DF, publicado em
27/02/2019. Vejamos:
A G .REG. NO A G .REG. NOS EMB .DIV. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
233.297 DISTRITO FEDERAL
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL EM
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
ASSOCIAÇÃO. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. AUTORIZAÇÃO
EXPRESSA. ASSEMBLEIA. POSSIBILIDADE. JURISPRUDÊNCIA
DOMINANTE.
1. A autorização a que alude o art. 5º, XXI, da Constituição Federal, pode
advir de manifestação da assembleia geral dos filiados. Entendimento
consolidado no julgamento do RE 573.232, Relator para o acórdão o Min.
Marco Aurélio, sob a sistemática da repercussão geral.
2. A decisão agravada está em consonância com essa orientação, no
sentido de não se exigir das associações autorização individual para a
propositura de ações ordinárias.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.

Mais uma vez destaca-se que esta egrégia Segunda Turma se debruçou sobre a
matéria na recentíssima assentada do dia 11.6.19, na qual estavam em pauta recursos
rigorosamente iguais, envolvendo pelo menos quatro municípios alagoanos
representados pela AMA no multicitado Processo nº 2003.80.00.011204-0, a saber,
Pariconha, Coité do Noia, Palmeira dos Índios e Santana do Ipanema (0817227-
61.2018.05.0000, 0817296-93.2018.4.05.0000, 0816307-87.2018.4.05.0000, 0816734-
84.2018.4.05.0000). Na ocasião, o Colegiado atestou as legitimidades ativas dos apontados
Municípios, seja diante da coisa julgada forjada tanto no processo cognitivo como na
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demanda rescisória, seja porque a aquiescência assemblear apresentada consubstancia
autorização expressa, nos precisos termos preconizados no RE nº 573.232
Portanto, seja por ser matéria já transitada em julgado, seja pela documentação
presente nos autos, seja pela jurisprudência atual da Corte Suprema e deste TRF5, a legitimidade
da Edilidade maceioense para a promoção do cumprimento de sentença se mostra patente.
Assim, merece total improvimento o agravo de instrumento.

Dos precedentes mencionados no agravo de instrumento em referência

Como arremate, o Município de Maceió, ora agravado, consigna que os julgados


adotados como causa de pedir do agravo infirmado não se revelam aptos a justificar seu
provimento.
Tome-se, como exemplo, o Processo nº 00040162520154058300. Diferentemente do
que sugere a agravante, a Quarta Turma deste TRF proclamou a preclusão da discussão em
torno da legitimidade da respectiva agremiação municipal: “A questão da legitimidade ativa
da Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE) - Autora do processo de conhecimento -
para representação processual ativa dos municípios resta preclusa, porquanto já decidida no
processo de conhecimento.”
Na verdade, o que levou à exclusão do município pernambucano foram circunstâncias
outras, ligadas ao momento de ingresso daquele no processo coletivo2. Não há identidade fático-
jurídica com a espécie.
Já no Processo nº 0001857-80.2013.4.05.8300, o acórdão proferido pela e. Segunda
Turma pontuou que "a AMUPE juntou durante a ação de cognição lista dos municípios
substituídos” e que "Eventuais irresignações quanto a esse tema, deveriam ter sido tecidas
durante a fase de conhecimento o que não foi feito". Também consignou que "se fosse o caso,
competiria às embargantes comprovar que o exequente não consta da lista dos substituídos, o
que não ocorreu" (ID 4058300.4310844).

2
“Quanto à alegação de que o Município pretendeu entrar na lide após a fase recursal, ou seja, da formação do
litisconsorte ativo posterior, entendo que assiste razão a União, pois, embora tenha juntando vários documentos para
comprovar a referida legitimidade - lista de substituídos, ata de Assembleia Geral Extraordinária, na qual fora
autorizada a propositura da ação e certidão na qual resta esclarecido que o Município era associado à AMUPE, na
época da propositura da ação –o documento mais importante, qual seja, a autorização individual à AMUPE (fl. 54v),
está datado de 10/02/2015, sendo posterior à propositura da ação e à própria sentença (04/12/2006). Assim, levando-
se em consideração que a própria assembleia extraordinária condicionou a eficácia da sentença coletiva à
apresentação do termo de adesão, não poderia o Município se beneficiar deste título, quando juntou tardiamente a
referida autorização”
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Município de Maceió
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Ademais, como citado acima, a recente jurisprudência do STF, consignada no Agravo
Regimental nº 233.297/DF, publicado em 27/02/2019 deixa claro que a autorização a que alude
o art. 5º, XXI, da Constituição Federal, pode advir de manifestação da assembleia geral dos
filiados, como se deu no presente caso.
Dessa forma, em face de todos os argumentos apresentados, o Agravo de
Instrumento oposto pela União deve ser totalmente desprovido.

Do necessário indeferimento do efeito suspensivo ativo. Pretensão que atenta contra os


arestos proferidos na ação rescisória nº 0800907-04.2016.4.05.0000 e no agravo de
instrumento nº 0812826-19.2018.4.05.0000. Periculum in mora reverso: aproximação do
prazo final para inscrição de precatórios para o exercício de 2020

Por fim, como assentado na primeira preliminar desta peça de contrarrazões, faz-se
imperioso a reconsideração da decisão que concedeu o efeito suspensivo ativo, de modo a
preservar as decisões que ordenaram, na origem, a formação do requisitório judicial.
Na verdade, ao determinar a inscrição do precatório, o decisório ora atacado apenas
atendeu a comandos exarados desse ressabido Tribunal Regional. É o que se pode extrair dos
arestos proferidos na ação rescisória nº 0800907-04.2016.4.05.0000 e no agravo de instrumento
nº 0812826-19.2018.4.05.0000. Como antedito, em ambos os processos esse eg. TRF endossou
o pagamento ora pleiteado. Deste modo, a manutenção do efeito suspensivo ativo representaria
afronta às citadas decisões desse col. Tribunal, bem como a jurisprudência pacífica e mais
recente, tanto do STF quanto deste próprio TRF5.
Demais disso, cumpre enaltecer que eventual retardamento na confecção do
requisitório levaria à perda do prazo constitucional (1º de julho) para o correspondente
pagamento ainda no ano de 2020. Dito atraso tem o potencial de impingir relevantes perdas
para um ente federado que vem sofrendo severas crises orçamentárias e ostenta uma histórica
e penosa carência na área educacional. Os recursos devidos promoverão uma grande
“revolução” na educação pública maceioense.
Portanto, requer a imediata revogação da decisão que concedeu efeito ativo ao
agravo, de forma a propiciar a imediata inscrição em precatório da parte incontroversa da ação
de cumprimento de sentença, como decidido na recentíssima assentada do dia 11.6.19, na
qual estavam em pauta recursos rigorosamente iguais, envolvendo pelo menos quatro
municípios alagoanos representados pela AMA no multicitado Processo nº

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Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
Procuradoria Judicial

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2003.80.00.011204-0, a saber, Pariconha, Coité do Noia, Palmeira dos Índios e Santana do
Ipanema (0817227-61.2018.05.0000, 0817296-93.2018.4.05.0000, 0816307-87.2018.4.05.0000,
0816734-84.2018.4.05.0000). Na ocasião, o Colegiado atestou as legitimidades ativas dos
apontados Municípios, seja diante da coisa julgada forjada tanto no processo cognitivo
como na demanda rescisória, seja porque a aquiescência assemblear apresentada
consubstancia autorização expressa, nos precisos termos preconizados no RE nº 573.232.

5. CONCLUSÃO

Ante o exposto, requer o Município agravado a reconsideração e imediata revogação


da decisão que concedeu efeito ativo ao presente agravo de instrumento e sobrestou a expedição
de precatório, bem assim que sejam acolhidas as preliminares acima apresentadas, não se
conhecendo o agravo de instrumento. Contudo, caso seja conhecido, que seja negado
provimento em sua totalidade.
Acaso revogada a decisão concessiva de eficácia suspensiva, pede-se, desde já, seja
informado, em caráter de urgência, ao MM. Juízo a quo, sob pena de perda do prazo
constitucional de expedição e migração do requisitório (1º/07/19).
Por fim, requer-se a condenação da agravante na multa prevista no artigo 81 do CPC.

DIOGO SILVA COUTINHO


Procurador-Geral do Município
OAB/AL 7.489

FERNANDO ANTONIO REALE BARRETO


Procurador do Município de Maceió
OAB/AL 12.175-A

20
Processo: 0804335-86.2019.4.05.0000
Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente
Assinado eletronicamente por: por:
FERNANDO
FERNANDO ANTONIO ANTONIO REALEREALE
BARRETO BARRETO
- Procurador - Procurador
19061317401558000000015695035
19062608385708000000004892481
Data e e
Data hora
hora da assinatura:
da assinatura: 13/06/2019
26/06/2019 08:39:42 17:41:36
Identificador: 4050000.15720638
Identificador: 4058000.4863379
Para conferência
Para conferência da autenticidade
da autenticidade do documento:
do documento: https://pje.trf5.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam
https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 20/20
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PODER JUDICIÁRIO

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TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

DIVISÃO DA 2ª TURMA

Comunico a decisão proferida pela e. 2ª Turma ao apreciar o pedido de reconsideração no presente


processo.

Recife, 25 de Junho de 2019

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
HEITOR DE ALBUQUERQUE WANDERLEY
19062518295883900000004891606
Data e hora da assinatura: 25/06/2019 18:29:59
Identificador: 4050000.15833715
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
Id.

011
AGRAVANTE

Data/Hora
Tipo

Documento
Consulta Processual

Classe: AGRAVO DE INSTRUMENTO

15833 25/06/2019 18:19 Certidão de Julgamento


PJe - Processo Judicial Eletrônico

Número: 0804335-86.2019.4.05.0000
Tribunal Regional Federal da 5ª Região

UNIÃO FEDERAL
Partes

Documentos
Nome

Tipo
Certidão
25/06/2019
fls. 160

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fls. 161

Processo: 0804335-86.2019.4.05.0000

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Sessão ordinária de 25/06/2019

Certidão

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Proclamação do Julgamento:

A Turma, à unanimidade, deu provimento ao pedido de reconsideração para cassar a liminar recursal,
mantendo a decisão agravada, nos termos do voto do relator. Participaram do julgamento os Exmos. Srs.
Desembargadores Federais Paulo Cordeiro e Cid Marconi Gurgel de Souza, eventualmente convidado da
e. Terceira Turma para completar o quorum da Segunda, em razão de impedimento do Exmo. Sr.
Desembargador Federal Frederico Wildson da Silva Dantas (convocado em substituição ao Exmo. Sr.
Desembargador Federal Paulo Roberto de Oliveira Lima, por motivo de férias).

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital
HEITOR DE ALBUQUERQUE pertence a: HEITOR DE ALBUQUERQUE WANDERLEY - Secretário da Sessão
WANDERLEY Num. 15833011 - Pág. 1
19062518295883900000004891607
Data e hora da assinatura: 25/06/2019 18:29:59
https://pje.trf5.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=19062518142700400000015807222
Identificador:
Número do documento: 4050000.15833716
19062518142700400000015807222
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 2/2
fls. 162

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 16/06/2019 23:59, o(a) UNIÃO FEDERAL foi intimado(a) acerca de Despacho
registrado em 05/06/2019 17:03 nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19060614164107000000004779457 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 17/06/2019 00:01 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 17/06/2019 00:01:31
Identificador: 4058000.4823923

1/1
fls. 163

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 10/06/2019 11:06, o(a) MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS


ASSOCIADOS S/C foi intimado(a) acerca de Despacho registrado em 05/06/2019 17:03 nos autos
judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19060614164107000000004779457 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 10/06/2019 11:06 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 10/06/2019 11:06:33
Identificador: 4058000.4767699

1/1
fls. 164

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 07/06/2019 12:18, o(a) MUNICIPIO DE MACEIO foi intimado(a) acerca de
Despacho registrado em 05/06/2019 17:03 nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19060614164107000000004779457 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 07/06/2019 12:18 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 07/06/2019 12:18:55
Identificador: 4058000.4758485

1/1
fls. 165

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS - 13ª VARA

Pje - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA


PROCESSO nº 0807260-82.2017.4.05.8000
AUTOR: [MUNICIPIO DE MACEIO]
RÉU: [BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO, MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS S/C, UNIÃO FEDERAL]

TERMO DE INTIMAÇÃO
De ordem do MM. Juiz Federal da 13ª Vara Federal da Seção Judiciária de Alagoas, sirvo-me do presente
para INTIMAR, por meio eletrônico (Atos nº 112/2010 e 276/2010, do TRF 5ª Região) , o ( a)
AUTOR(A)/RÉ(U), na pessoa de seu representante legal, do despacho anexo.

Maceió-AL, 6 de Junho de 2019.

CINTIA DE CARVALHO PIMENTA

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
CINTIA DE CARVALHO PIMENTA - Diretor de Secretaria
19060614164107000000004779457
Data e hora da assinatura: 06/06/2019 14:17:27
Identificador: 4058000.4751494
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 166

PROCESSO Nº: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
F A Z E N D A P Ú B L I C A
EXEQUENTE: MUNICIPIO DE MACEIO
EXECUTADO: UNIÃO FEDERAL
TERCEIRO INTERESSADO: MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS S/C
ADVOGADO: Bruno Romero Pedrosa Monteiro
13ª VARA FEDERAL - AL (JUIZ FEDERAL TITULAR)

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
DESPACHO

1. No Agravo de Instrumento nº 0804335-86.2019.4.05.0000, interposto pela União Federal, o eminente


Relator deferiu o efeito suspensivo requestado, nos seguintes termos:

7. Diante do exposto, defiro o efeito suspensivo, para fins de sobrestamento da expedição de qualquer
Precatório e/ou RPV até o julgamento final do presente recurso, ou se já expedidos, que seja bloqueado
o pagamento do precatório. (Sem destaque no original.)

2. Sendo assim, abstenha-se a Secretaria deste Juízo de cumprir o que determinado no item 3 do
despacho com id. 4206808 , até segunda ordem.

3. Providências necessárias.

Maceió, 05 de junho de 2019.

RAIMUNDO ALVES DE CAMPOS JR.

Juiz Federal - 13ª Vara/AL

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
Raimundo Alves de Campos Júnior - Magistrado
19060511272177200000004773408
Data e hora da assinatura: 05/06/2019 17:03:45
Identificador: 4058000.4745462
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 167

PROCESSO Nº: 0804335-86.2019.4.05.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
AGRAVANTE: UNIÃO FEDERAL
AGRAVADO: MUNICIPIO DE MACEIO
RELATOR(A): Desembargador(a) Federal Leonardo Carvalho - 2ª Turma
PROCESSO ORIGINÁRIO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - 13ª VARA FEDERAL - AL
JUIZ PROLATOR DA SENTENÇA (1° GRAU): Juiz(a) Federal Guilherme Emmanuel Lanzillotti
Alvarenga

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
PODER JUDICIÁRIO

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

DIVISÃO DA 2ª TURMA

Comunico a decisão liminar proferida no presente processo. O referido é verdade. Dou fé.

Recife, 27 de Maio de 2019

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
IVONE MONTEIRO DE ALBUQUERQUE
19052717135505700000004697813
Data e hora da assinatura: 27/05/2019 17:13:55
Identificador: 4050000.15505663
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
Id.

810
AGRAVANTE

Data/Hora
Tipo

15482 27/05/2019 13:55 Decisão


Documento
Consulta Processual

Classe: AGRAVO DE INSTRUMENTO


PJe - Processo Judicial Eletrônico

Número: 0804335-86.2019.4.05.0000
Tribunal Regional Federal da 5ª Região

UNIÃO FEDERAL
Partes

Documentos
Nome

Tipo
Decisão
27/05/2019
fls. 168

1/4
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
fls. 169

PROCESSO Nº: 0804335-86.2019.4.05.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
AGRAVANTE: UNIÃO FEDERAL
AGRAVADO: MUNICIPIO DE MACEIO
RELATOR(A): Desembargador(a) Federal Leonardo Carvalho - 2ª Turma
PROCESSO ORIGINÁRIO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - 13ª VARA FEDERAL - AL
JUIZ PROLATOR DA SENTENÇA (1° GRAU): Juiz(a) Federal Guilherme Emmanuel Lanzillotti
Alvarenga

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
DECISÃO

1. Trata-se de agravo de instrumento interposto contra decisão que, em sede de cumprimento de sentença
referente a diferenças de complementação do FUNDEF de acordo com a fórmula do VMAA, negou
provimento aos embargos de declaração opostos pela União, afastando a alegação de omissão quanto à
análise da ilegitimidade ativa do Município-Exequente para execução do título coletivo proferido nos
autos do processo de n. 0011204-19.2003.4.05.8000.

2. Em suas razões recursais, a União defende que o ente municipal carece de legitimidade ativa para
promover "execução individual" da ação coletiva de n. 0011204-19.2003.4.05.8000, ajuizada pela
Associação dos Municípios Alagoanos (AMA).

Afirma que, nos moldes do art. 75, III, CPC/2015 (art. 12, II, CPC/73), a representação judicial dos
Municípios, ativa e passivamente, deve ser exercida por seu Prefeito ou Procurador. A representação do
ente municipal não pode ser exercida por Associação de direito privado, vez que se submete às normas de
direito público. Assim sendo, insuscetível de renúncia ou de delegação à pessoa jurídica de direito
privado, tutelar interesse de pessoa jurídica de direito público.

Dessa forma, nos termos do art. 75, III do CPC/2015 (art. 12, II, CPC/1973), c/c CF, art. 5º, XXI, entende
que resta claro que a ação coletiva de n. 0011204- 19.2003.4.05.8000, cujo título o Município pretende
executar individualmente, foi ajuizada por parte manifestamente ilegítima com vedação legal para
representação das municipalidades, pelo que resta evidente a ilegitimidade para execução.

Ademais, alega que não comprovou a Municipalidade ter autorizado expressamente o ingresso da coletiva
em seu nome, condição sine qua non para ser beneficiária de demanda coletiva, nos termos do art. 5º, XXI
da CF/88. Aduz que o Supremo Tribunal Federal, ao interpretar o art. 5º, XXI da CF/88, no julgamento do
RE n. 573.232, sob o auspicio de repercussão geral, consignou a necessidade de autorização expressa do
associado para ingresso da coletiva por Associação ao afirmar que: "o disposto no artigo 5º, inciso XXI,
da Carta da República encerra representação específica, não alcançando previsão genérica do estatuto da
associação arevelar a defesa dos interesses dos associados.

A par disso, sustenta que a simples filiação do exequente à época do ajuizamento da ação coletiva não
supre a falta da prévia "autorização expressa" do interessado. Não basta a "autorização implícita", o
associado deve autorizar o ajuizamento da demanda de modo inequívoco (expresso).

Aduz que se trata de título coletivo, pelo que na execução se deverá demonstrar que o exequente atende
aos requisitos para execução. Isto porque durante o processo coletivo não são examinados os aspectos
probatórios de situações específicas e individuais dos possíveis beneficiários, pois os documentos que
comprovam a titularidade do crédito só são juntados na fase de execução (cumprimento) da sentença.

Por essa razão, afirma que nas execuções individuais de sentença proferida em ações coletivas é patente a
necessidade de se promover a liquidação do valor a ser pago e a individualização do crédito, com a
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LEONARDO HENRIQUE DE CAVALCANTE CARVALHO - Magistrado Num. 15482810 - Pág. 1
https://pje.trf5.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=19052416411525200000015457480
Número do documento: 19052416411525200000015457480
2/4
fls. 170

demonstração da titularidade do direito do exequente. Isso porque a sentença de procedência em ação


coletiva tem caráter genérico, cujo cumprimento, relativamente a cada um dos titulares individuais,

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
pressupõe a adequação da condição do exequente à situação jurídica nela estabelecida.

Além disso, sustenta que foi intimada da decisão desse juízo que, em observância à decisão do TRF da 5ª
Região proferida no Agravo de Instrumento interposto pelo município exequente, determinou a expedição
de requisição de pagamento para os valores incontroversos.

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
Ocorre que, diante da ilegitimidade do município, suscitada pela União como questão de ordem pública,
entende que não existem quaisquer valores incontroversos a serem objeto de expedição de requisição de
pagamento, pois a evidente ilegitimidade do município acarreta a inexistência do direito a receber
quaisquer valores que tenham a decisão proferida ação coletiva n. 0011204- 19.2003.4.05.8000, de autoria
da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) como fundamento.

Outrossim, mesmo diante da evidência da questão de ordem pública ora suscitada pela União, entende
que, caso venha esse juízo manter o entendimento de expedir a requisição de pagamento, o que se admite
apenas para efeito de argumentação, ainda assim deve tal requisição de pagamento ser expedida com
restrição de pagamento, a fim de que os valores sejam depositados à disposição desse juízo até a solução
definitiva da presente lide.

Frise-se que a referida AR nº 0800907-04.2016.4.05.0000 ainda não transitou em julgado, devendo, em


razão do princípio da segurança jurídica manter-se o processo suspenso até que tal trânsito ocorra, sob
pena de o prosseguimento da execução, com o pagamento dos requisitórios expedidos, configurar dano
irreparável aos cofres públicos, no caso de reversão da decisão do TRF através dos recursos interpostos
pela União às instâncias superiores.

Cita precedentes favoráveis a sua tese.

3. É o relatório.

4. Em decisão proferida em 03/05/2019 (id. 4050000.15201346), determinei a intimação do Município


agravado para que, no prazo de cinco dias, a contar da intimação, apresente a Ata de Assembleia Geral
Extraordinária e o documento que demonstre que integrou a lista dos associados que autorizaram
expressamente o ajuizamento da ação coletiva pela Associação dos Municípios Alagoanos - AMA.

Decorrido o prazo mencionado, a parte permaneceu inerte, conforme certidão de id. 4050000.15458968.

5. Em 24/05/2019, o Município de Maceió opõe embargos de declaração, defendendo a preclusão da


matéria não veiculada tempestivamente em impugnação ao cumprimento de sentença. Aduz que a União
foi regularmente intimada para manifestar-se, na origem, sobre a pretensão executória do Município de
Maceió e ofertou sua impugnação. Contudo, não levantou qualquer suspeita sobre a legitimidade da então
exequente.

Ainda, sustenta que havendo ata de assembleia conferindo à agremiação legitimidade para representar em
juízo os interesses de seus afiliados, como, aliás, restou consignado no próprio título executivo, torna-se
despicienda qualquer manifestação adicional, explícita e individualizada por parte de cada associado.

Afirma também que os temas da (i)legitimidade ad causam e da (ir)regularidade da representação


processual na ação coletiva (AC 348312-AL - 2003.80.00.011204-0) já foram enfrentados por esse
conspícuo Tribunal no mesmo processo cognitivo.

Não bastasse isso, aduz que também na ação rescisória intentada pela União, o tema foi trazido à baila e,
novamente, essa Corte Regional endossou a regularidade da representação processual da AMA e, por
conseguinte, a projeção dos efeitos da coisa julgada para seus associados.

Na longínqua hipótese de superado o obstáculo da coisa julgada, persiste a insubsistência da tese recursal.
Isso porque os Tribunais pátrios já consolidaram o entendimento de que, para a representação processual
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LEONARDO HENRIQUE DE CAVALCANTE CARVALHO - Magistrado Num. 15482810 - Pág. 2
https://pje.trf5.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=19052416411525200000015457480
Número do documento: 19052416411525200000015457480
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fls. 171

de entidade associativa, avulta suficiente a autorização em Assembleia. Havendo a anuência assemblear,


torna-se dispensável a aquiescência individualizada.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
No caso, aduz que a AMA atuou devidamente amparada por permissão outorgada em Assembleia
Extraordinária (ata em apenso). Acentua-se, outrossim, que a jurisprudência não condiciona a eficácia do
título judicial coletivo à participação na Assembleia autorizativa. Deveras, a simples aprovação em
Assembleia da associação supre a previsão constitucional de autorização expressa (inciso XXI, do art. 5º);

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
sendo desnecessária a prática de qualquer ato volitivo e isolado por parte dos respectivos filiados.

6. Passo à análise do pedido de liminar.

Observa-se, nos autos, que a Associação dos Municípios Alagoanos - AMA ajuizou ação coletiva (proc.
2003.80.00.011204-0) contra a União visando o repasse aos municípios associados de quantia equivalente
aos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do
Magistério - FUNDEF que deixaram de receber na vigência da Lei 9424/96, por conta da estimação do
Valor Mínimo Nacional por Aluno - VMNA abaixo da medida nacional. Em sede de apelação (AC
348312), reconheceu-se o direito dos municípios associados.

Diante do julgamento favorável ao pedido da AMA, na ação coletiva, o Município de Maceió/AL


requereu a execução do julgado. O fato é que, apesar de ter sido reconhecido quando do julgamento da
apelação interposta na ação principal, que foram apresentadas na inicial a Ata de Assembleia Geral
Extraordinária e a lista dos municípios associados, tais documentos não foram apresentados nos presentes
autos, sendo necessários para a confirmação da autorização expressa do município exequente à citada
Associação.

Isso porque, por ocasião do julgamento do RE 573.232-SC (Tribunal Pleno, DJe 19/9/2014, relator(a) p/
Acórdão: Min. Marco Aurélio), em sede de repercussão geral, o STF decidiu que as "balizas subjetivas do
título judicial, formalizado em ação proposta por associação, são definidas pela representação no processo
de conhecimento, presente a autorização expressa dos associados".

Segundo o STF, "o disposto no artigo 5º, inciso XXI, da Carta da República encerra representação
específica, não alcançando previsão genérica do estatuto da associação a revelar a defesa dos interesses
dos associados [...] As balizas subjetivas do título judicial, formalizado em ação proposta por associação,
é definida pela representação no processo de conhecimento, presente a autorização expressa dos
associados e a lista destes juntada à inicial" (RE nº 573.232, Relator Min. RICARDO LEWANDOWSKI,
Relator(a) p/ Acórdão: Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 14/05/2014,
REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO).

Ressalto que ao interpor embargos de declaração da decisão de id. 4050000.15201346, o Município de


Maceió apresentou uma "lista de associados da AMA" (id. 4050000.15481844), entretanto não há
nenhuma referência ao número do processo a que se refere.

7. Diante do exposto, defiro o efeito suspensivo, para fins de sobrestamento da expedição de qualquer
Precatório e/ou RPV até o julgamento final do presente recurso, ou se já expedidos, que seja bloqueado o
pagamento do precatório.

8. Por fim, quanto aos embargos de declaração apresentados pela União, entendo que se mostram
incabíveis, tendo em vista que o ato judicial embargado se trata de um mero despacho, sem conteúdo
decisório. Desse modo, não conheço dos referidos embargos.

9. Dessa decisão, dê-se ciência ao Juízo de 1º grau.

10. Intime-se a parte agravada para contrarrazões.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
Assinado eletronicamente.
IVONE MONTEIRO A Certificação Digital pertence a: LEONARDO HENRIQUE DE CAVALCANTE CARVALHO - Magistrado
DE ALBUQUERQUE Num. 15482810 - Pág. 3
19052717135505700000004697814
Data e hora da assinatura: 27/05/2019 17:13:55
https://pje.trf5.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=19052416411525200000015457480
Identificador:
Número do documento: 4050000.15505664
19052416411525200000015457480
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 4/4
fls. 172

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

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SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS - 13ª VARA

Pje - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA


PROCESSO nº 0807260-82.2017.4.05.8000
AUTOR: [MUNICIPIO DE MACEIO]
RÉU: [BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO, MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS S/C, UNIÃO FEDERAL]

CONCLUSÃO

Faço conclusão destes autos ao MM. Juiz Federal, nesta data.

Maceió-AL, 17 de Maio de 2019.

CINTIA DE CARVALHO PIMENTA

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
CINTIA DE CARVALHO PIMENTA - Diretor de Secretaria
19051710054578300000004611700
Data e hora da assinatura: 17/05/2019 10:06:10
Identificador: 4058000.4585598
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fls. 173

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CERTIDÃO DE INTERPOSIÇÃO DE PROCESSO DA CLASSE: AGRAVO DE INSTRUMENTO

CERTIFICA-SE que, em 14/04/2019 23:52, foi protocolado processo da classe AGRAVO DE


INSTRUMENTO no TRF 5ª, de número 0804335-86.2019.4.05.0000, por DANIELLE COSTA DE

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ALMEIDA, tendo o processo 0807260-82.2017.4.05.8000 como originário.

CERTIFICA-SE, ainda, que foram incluídos 117 documentos:


Nº Identificador Descrição Tipo do documento
4050000.15052478 Certidão de Distribuição Certidão
AGRAVO DE INSTRUMENTO c.c. PEDIDO DE EFEITO
4050000.15052258 Petição Inicial
SUSPENSIVO-UNIÃO
Documento de
4058000.2252096 FUNDEF DIF - Correção de valores e memorial de calculos
Comprovação
Documento de
4058000.2252094 Cumprimento de sentença FUNDEF VMAA 98-2006
Comprovação
Documento de
4058000.2252097 FUNDEF DIF - FUNDEF repasses
Comprovação
Documento de
4058000.2252099 FUNDEF DIF - origens FUNDEF
Comprovação
Documento de
4058000.2252100 FUNDEF DIF - valor recebido e diferença devida
Comprovação
Documento de
4058000.2252101 FUNDEF DIF - VMAA quantitativo de matrícula
Comprovação
Documento de
4058000.2252106 FUNDEF DIF - índice IPCA E até citação
Comprovação
Documento de
4058000.2252107 FUNDEF DIF - índice IPCA E jul 09 a ago 17
Comprovação
Documento de
4058000.2252109 INICIAL
Comprovação
Documento de
4058000.2252113 inicial 2
Comprovação
Documento de
4058000.2252115 Sentença
Comprovação
Documento de
4058000.2252117 Acórdão 1
Comprovação
Documento de
4058000.2252121 Acordão 2
Comprovação
Documento de
4058000.2252122 Decisão Aresp e AgRg STJ
Comprovação
Documento de
4058000.2252128 Decisão ED e certidão Transito em julgado
Comprovação
Documento de
4058000.2252135 FUNDEF DIF - taxa selic
Comprovação
4058000.2465776 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.2297137 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.2264647 Despacho Despacho
Impugnação ao
4058000.2443727 Impugnação da União ao Cumprimento de Sentença Cumprimento de

1/4
fls. 174

Sentença

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Documento de
4058000.2443730 PT IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA
Comprovação
Petição (3º
4058000.2502494 PEDIDO DE RETENÇÃO - INTERVENÇÃO
Interessado)
Documento de
4058000.2502495 PEDIDO DE RETENÇÃO - INTERVENÇÃO - PDF
Comprovação

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DOC. 01 - 11ª ALTERAÇÃO CONTRATUAL DA Documento de
4058000.2502496
MONTEIRO E MONTEIRO Comprovação
DOC. 01 - ALTERAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO - Documento de
4058000.2502523
MONTEIRO E MONTEIRO Comprovação
Documento de
4058000.2502529 DOC. 01 - PROCURAÇÃO DA MONTEIRO
Comprovação
Documento de
4058000.2502526 DOC. 01 - CARTÃO CNPJ MONTEIRO PE
Comprovação
DOC. 02 - OAB BRUNO ROMERO PEDROSA Documento de
4058000.2502530
MONTEIRO Comprovação
Documento de
4058000.2502536 DOC. 03 - ESTATUTO
Comprovação
Documento de
4058000.2502540 DOC. 04 - CONTRATO - MONTEIRO x AMA
Comprovação
Documento de
4058000.2502543 DOC. 05 - DECLARAÇÃO AMA
Comprovação
DOC. 06 - DECISÃO EXECUÇÃO Nº Documento de
4058000.2502545
0800169-06.2015.4.05.8001 Comprovação
Documento de
4058000.2502548 DOC. 07 - ACÓRDÃO Nº 0803664-05.2015.4.05.0000
Comprovação
DOC. 08 - ATA DA ASSEMBLÉIA FPM FUNDEF INSS Documento de
4058000.2502549
ISS TELEFÔNIA E ENÉRGIA Comprovação
4058000.2536700 Resposta à impugnação da União. Réplica
Documento de
4058000.2536701 Resposta a impugnação de execução fundef vmaa
Comprovação
4058000.2653991 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.2639632 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.2665744 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.2633141 Decisão Decisão
4058000.3154798 Petição do Município de Maceió Petição
Pet continuação feito e inscrição precatório parte Documento de
4058000.3154799
incontroversa fundef vmaa Comprovação
Documento de
4058000.3154801 Certidão julgamento de rescisória
Comprovação
PETIÇÃO DE RETENÇÃO DE HONORÁRIOS
4058000.3160311 Petição
CONTRATUAIS - PDF
PETIÇÃO DE RETENÇÃO DE HONORÁRIOS Documento de
4058000.3160312
CONTRATUAIS - PDF Comprovação
4058000.3161482 Conclusão Certidão
4058000.3162795 Despacho Despacho
4058000.3173644 Intimação Expediente
4058000.3224414 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
Manifestação da União - pede que se aguarde trânsito em
4058000.3386684 Petição
julgado da AR
Manifestação da União - CORRETA - NÃO existem valores

2/4
fls. 175

4058000.3386691 incontroversos - pede permanência da suspensão Petição

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4058000.3407276 PETIÇÃO DE MANIFESTAÇÃO Petição
Documento de
4058000.3407277 PETIÇÃO DE MANIFESTAÇÃO - PDF
Comprovação
Documento de
4058000.3407278 DOC. 01 - ACÓRDÃO AMA
Comprovação
4058000.3421759 Despacho Despacho

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4058000.3459762 Intimação Expediente
4058000.3459870 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.3460242 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.3503232 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4050000.12466852 Comunicações Comunicações
Anexos da
4050000.12466853 Anexos da Comunicação
Comunicação
4058000.3693145 Conclusão Certidão
4058000.3693445 PETIÇÃO DE EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO Manifestação
Documento de
4058000.3693446 PETIÇÃO DE EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO - PDF
Comprovação
4058000.3853620 CERTIDÃO Certidão
Documento de
4058000.3853621 Resp 1703697 - Certidão Julgamento STJ
Comprovação
4058000.3864608 Intimação Expediente
Embargos de
4058000.3887273 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Declaração
Documento de
4058000.3887274 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - PDF
Comprovação
Manifestação da União - QUESTÃO DE ORDEM PÚBLICA
4058000.3889297 Petição
- ILEGITIMIDADE - pede restrição de pagamento
4058000.3889672 Conclusão Certidão
4058000.3889674 Despacho Despacho
4058000.3893792 Intimação Expediente
4058000.3909543 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.3910164 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
Contrarrazões aos Embargos de Declaração - Proc n Documento de
4058000.3951031
0807260-82.2017.4.05.8000 - FUNDEF Comprovação
Contrarrazões aos Embargos de Declaração - Proc n
4058000.3951030 Contrarrazões
0807260-82.2017.4.05.8000 - FUNDEF
Juntada de leis municipais - Proc n
4058000.3951259 Petição
0807260-82.2017.4.05.8000 - FUNDEF
Juntada de leis municipais - Proc n Documento de
4058000.3951260
0807260-82.2017.4.05.8000 - FUNDEF Comprovação
Documento de
4058000.3951262 Lei Municipal n 2.065 de 1973
Comprovação
Documento de
4058000.3951264 Lei Municipal n 4.324 de 1994
Comprovação
4058000.3954812 Conclusão Certidão
4058000.3962108 PETIÇÃO Petição
Documento de
4058000.3962109 PETIÇÃO - PDF
Comprovação
DOC. 01 - DECISÃO - PROCESSO N° Documento de
4058000.3962110
0800018-43.2015.4.05.8000 Comprovação

3/4
fls. 176

4058000.3995704 Sentença Sentença

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4058000.3998496 Intimação Expediente
4058000.4002062 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.4008738 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.4010063 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4050000.13469879 Comunicações Comunicações

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Anexos da
4050000.13469880 Anexos da Comunicação
Comunicação
Embargos de
4058000.4024508 Embargos Declaratórios da União
Declaração
4058000.4025783 Conclusão Certidão
4058000.4025785 Conclusão Certidão
4058000.4025792 Despacho Despacho
4058000.4049050 Intimação Expediente
4058000.4052267 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.4070839 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
IMPUGNAÇÃO AOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - Documento de
4058000.4085837
PDF Comprovação
AGRAVO DE INSTRUMENTO c.c. PEDIDO DE EFEITO Documento de
4050000.15052255
SUSPENSIVO-UNIÃO Comprovação
Impugnação aos
4058000.4085836 IMPUGNAÇÃO AOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Embargos
DOC. 01 - DECISÃO - PROCESSO N° Documento de
4058000.4085838
0800018-43.2015.4.05.8000 Comprovação
4058000.4094246 Intimação Expediente
4058000.4094298 Contrarrazões aos Embargos de Declaração Petição
Contrarrazões aos Embargos de Declaração da União - Proc n Documento de
4058000.4094299
0807260-82.2017.4.05.8000 - FUNDEF Comprovação
4058000.4117055 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.4100480 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.4137571 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.4090341 Sentença Sentença
4058000.3889126 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.3865587 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.3865291 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.3855301 Decisão Decisão
4058000.2252093 Cumprimento de sentença contra Fazenda Pública Petição Inicial
1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19041500041620600000004421110 .

3 - Esta Certidão foi emitida em 15/04/2019 00:04 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 15/04/2019 00:04:16
Identificador: 4058000.4397436

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fls. 177

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EXM. SR. JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DE
ALAGOAS

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PROCESSO Nº 0807260-82.2017.4.05.8000

A UNIÃO, por intermédio da Advogada da União infra-assinada, nos termos da Lei Complementar nº.
73/93, irresignando-se, data venia , com a r. decisão retro (id. 4058000.4090341), vem noticiar,
tempestivamente, a interposição de Agravo de Instrumento (art. 1.017 do CPC), oportunidade em que
apresenta cópia integral do aludido recurso e requer, em sede de eventual juízo de retratação, a adoção das
providências de que trata o art. 1.018 do citado diploma legal.

Informa a União, ademais, que todos os documentos constantes no recurso foram extraídos dos autos.

P. Deferimento.

DANIELLE COSTA DE ALMEIDA RÊGO

ADVOGADA DA UNIÃO

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
DANIELLE COSTA DE ALMEIDA - Procurador
19041423544089600000004420604
Data e hora da assinatura: 14/04/2019 23:55:52
Identificador: 4058000.4396931
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 178

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ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO
PROCURADORIA DA UNIÃO EM ALAGOAS

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) DESEMBARGADOR(A)


PRESIDENTE(A) DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA QUINTA REGIÃO

PROCESSO Nº 0807260-82.2017.4.05.8000 (13ª VARA/JF/AL)


EXEQUENTE: MUNICIPIO DE MACEIÓ/AL
EXECUTADA: UNIÃO

UNIÃO, pessoa jurídica de direito público interno, neste ato


representada por sua Advogada infra-assinada, nos termos da Lei
Complementar n.º 73/93, não se conformando, data venia, com a decisão id.
4058000.4090341, vem contra ela, interpor AGRAVO DE INSTRUMENTO, com
fundamento nos arts. 1.015 e seguintes do NCPC, pedindo que lhe seja
conferido EFEITO SUSPENSIVO.

Na hipótese de não ser exercitado o competente juízo de


retratação previsto no art.1018, § 2º, do NCPC, requer-se o processamento do
presente recurso na forma da lei, com final provimento.

Nos termos do art. 1.017, do NCPC, instrui-se o presente agravo


com cópias de: petição inicial, documentos da parte autora, ora agravada,

1/39
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2

decisão agravada e certidão de intimação da União, as quais se declaram,

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desde já, autênticas, bem como com outros elementos importantes ao deslinde
da causa.

Deixa-se de juntar cópia da procuração da parte agravante e da


parte agravada, visto que seus procuradores atuam com mandato ex lege.

Em cumprimento ao disposto no art. 1.107, incisos I, II e III, do


NCPC, a agravante informa:

a) Advogados do Agravado e seus endereços:

Procurador do Município de Maceió: Dr. Guilherme Emmanuel


Lanzillotti Alvarenga, com domicílio na Procuradoria do Município de Maceió,
localizada na Rua Pedro Monteiro, nº. 291, Centro, Maceió-AL.

b) Advogados da Agravante com respectivos endereços:

Procuradoria da União: Dra. Danielle Costa de Almeida Rêgo,


Advogada da União, com domicílio funcional na Avenida Moreira e Silva, nº.
863, Farol, CEP: 57051-500, Maceió/AL

PEÇAS OBRIGATÓRIAS (NCPC, ART. 1.017, I)

a) Decisão dos embargos da UNIÃO;


b) Embargos de declaração da UNIÃO;
c) Decisão dos embargos do exequente;
d) Manifestação da UNIÃO (questão de ordem pública-ilegitimidade do
Município);
e) Embargos de declaração do exequente;
f) Decisão que determina a expedição dos valores incontroversos;
g) Cópia das petições que ensejaram a decisão agravada (manifestação da

2/39
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3

UNIÃO, requerendo o reconhecimento da matéria de ordem pública e o

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pedido dos exequentes de pagamento dos valores incontroversos);
h) Impugnação da UNIÃO;
i) Cumprimento de sentença;
j) Original da certidão de intimação da decisão agravada;
k) Procuração dispensada.

PEÇAS FACULTATIVAS (NCPC, ART. 1.017, III)

a) Cópia dos demais documentos necessários à compreensão da demanda.

Nestes termos, pede deferimento.

Maceió, 14 de abril de 2019.

Danielle Costa de Almeida Rêgo


Advogada da União

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EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL DA QUINTA REGIÃO,

COLENDA TURMA,

EXCELENTÍSSIMO SENHOR RELATOR:

1- DO BREVE RESUMO DA DEMANDA

Trata-se de execução de título judicial formado em Ação


Ordinária n. 0011204-19.2003.4.05.8000, ajuizada pela Associação dos
Municípios Alagoanos – AMA em desfavor da União, com o objetivo de
condenar a ré a ressarcir os valores tidos como indevidamente deduzidos das
cotas do FUNDEF, cabíveis aos Municípios associados no exercício de 2005,
por força da Portaria nº 743/2005 do Ministério da Educação.

A Sentença no âmbito da referida Ação Ordinária julgou


procedentes os pedidos, declarando a inconstitucionalidade do desconto
efetuado com base na Portaria nº 743/2005 e condenando a União a ressarcir
aos municípios substituídos pela AMA as diferenças de complementação do

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FUNDEF de acordo com a fórmula do VMAA, nos termos do art. 6º da Lei

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9424/96.

Em sede de Apelação, a r. Sentença foi reformada em parte


para determinar a União o repasse da quantia equivalente aos recursos do
FUNDEF que os Municípios representados deixaram de receber, desde o quinto
ano anterior ao ajuizamento da ação até a implantação do FUNDEB, cuja
apuração deveria ser feita em liquidação por artigos.

Após o improvimento dos embargos declaratórios opostos pela


AMA e pela União, a AMA interpôs recurso especial e a União recurso especial
e recurso extraordinário. Nada obstante, o recurso especial da AMA foi inferido;
enquanto que o recurso extraordinário da União foi declarado prejudicado, ao
passo que o recurso especial teve negado o seu seguimento.

O trânsito em julgado se deu no dia 07/10/2015.

A UNIÃO apresentou impugnação ao cumprimento de sentença,


pedindo, preliminarmente, a suspensão da execução, tendo em vista a tutela
antecipada concedida pelo TRF da 5ª Região na Ação Rescisória nº 0800907-
04.2016.4.05.0000. Impugnou os cálculos apresentados pelo exequente quanto
ao percentual fixo de juros a ser aplicado e requereu o abatimento dos valores já
recebidos pelo Município nos autos do processo nº 0805720-96.2017.4.05.8000.
Pleiteou também a incidência do art. 1º-F, da Lei nº 11.960/09 quanto ao
percentual de juros e correção monetária. Por fim, salientou que não é possível
o destaque dos honorários contratuais no precatório, pois os recursos do
FUNDEF somente podem ser destinados à manutenção, ao desenvolvimento da
educação básica e à valorização dos profissionais da educação (art. 60 do
ADCT, redação dada pela EC nº 14/96 e 56/2006; Leis nºs 9424/96 e
11.494/07).

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O MM. Juiz suspendeu a execução, conforme liminar proferida

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nos autos da ação rescisória nº 0800907- 04.2016.4.05.0000.

O exequente, alegando que a ação rescisória nº 0800907-


04.2016.4.05.0000 foi julgada improcedente, requereu o pagamento dos valores
incontroversos e o destaque no precatório dos honorários contratuais.

O MM. Juiz, por sua vez, acolheu a expedição do precatório


incontroverso, mas indeferiu o pedido de destaque dos honorários contratuais.

O exequente interpôs embargos de declaração e a UNIÃO


atravessou petição, alegando matéria de ordem pública, qual seja: a
ilegitimidade ativa do Município-Exequente para execução do título coletivo
proferido nos autos do processo de n. 0011204-19.2003.4.05.8000. Também
impugnou o pagamento dos valores incontroversos.

O Magistrado desproveu os aclaratórios do exequente e


indeferiu a petição da UNIÃO no que tange à expedição do precatório
incontroverso.

Inconformada, a UNIÃO opôs embargos de declaração,


alegando haver omissão na r. decisão, uma vez que o juiz a quo não analisou a
ilegitimidade ativa do Município-Exequente para execução do título coletivo
proferido nos autos do processo de n. 0011204-19.2003.4.05.8000.

Em seguida, foi proferida a seguinte decisão:

“DECISÃO
Vistos etc.

1. Tratam-se de Embargos de Declaração (id. 4024508)


interpostos pela União Federal contra a decisão com id.

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3998496, ao argumento de que a mesma teria incorrido em

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omissão, porque deixou de apreciar a questão de ordem pública
(também suscitada na petição com id. 3889397), relativa à
ilegitimidade passiva do exequente, em razão da ausência de
autorização expressa conferida pelo Município de Maceió à
Associação dos Municípios Alagoanos - AMA para a propositura
da ação coletiva donde emanou o título executivo objeto deste
cumprimento de sentença, consoante assentado no RE
573232/SC (Adstrito ao regime de repercussão geral.) e na
jurisprudência do STJ e do TRF5.
2. Monteiro e Monteiro Advogados apresentou contra razões aos
aclaratórios (id. 4085836), pronunciando-se pela inexistência da
cogitada omissão, pugnando pelo reconhecimento de sua
legitimidade ativa para estar na execução em tela.

3. É, no essencial, o relatório. Fundamento e decido.


4. Pois bem. Não há que se falar em omissão, porque a questão
de ordem sob enfoque não passou ao largo da apreciação deste
Juízo, que, aliás, declinou as razões do não enfrentamento da
matéria, nos seguintes termos:
"16. Quanto ao desiderato da União de que este processo seja
suspenso, até o julgamento da "Questão de Ordem" de que ora
se cuida, ou até o trânsito em julgado da Ação Rescisória nº
0800907-04.2016.4.05.0000, ou, ainda, até que o Juízo da 2ª
Vara revogue a decisão que determinou a suspensão de todos
os processos formados a partir da Ação nº 0011204-
19.2003.4.05.8000, importa consignar que tal matéria está
compreendida no bojo da Ação Rescisória sob referência, não
cabendo a este Juízo rever matéria já apreciada pelo Tribunal.
Confira-se, a propósito, ementa do julgamento da reportada AR
pelo E. TRF da 5ª Região:

PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. ILEGITIMIDADE


ATIVA DA ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS ALAGOANOS.
COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. IMPROCEDÊNCIA DA
AÇÃO RESCISÓRIA.

I - Almeja a UNIÃO reverter acórdão da Segunda Turma, sob a


relatoria do Desembargador Federal MANOEL ERHARDT (AC
348312), que assegurou aos Municípios representados pela ora
RÉ (a ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS ALAGOANOS), a
percepção do que deixaram de receber, na vigência da Lei
9.424/96, por conta da estimação do Valor Mínimo Nacional por
Aluno (VMNA). Alega a UNIÃO que o acórdão deve ser
rescindido pois as unidades federativas vieram a juízo através

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de indevida instituição, pois na conformidade do CPC/1973, art.

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12. II, "a representação judicial dos Municípios, ativa e
passivamente, deve ser exercida por seu Prefeito ou
Procurador."

II - Desnecessidade do chamamento de todos os Municípios


substituídos como litisconsortes necessários, conforme
requerido pelo Município de Maceió/AL.

III - Na hipótese, não é a rescisória a sede adequada para a


reforma do julgado em baila. Ao primeiro ponto, por não ter
ocorrido violação a literal dispositivo legal. Com efeito, não foi
base da decisão turmária a representação dos entes federativos
a cargo da AMA - ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS
ALAGOANOS. Daí que a rescisória não encontra o resguardo
do art. 966 do Código de Processo Civil, não devendo ser
invocada a cláusula de violação a literal dispositivo de lei, até
mesmo porque no julgamento da Segunda Turma o tema
representação processual foi focado sob o art. 5º, XXI, da
Constituição Republicana e não sob o fito do art. 12, II do
CPC/1973.

IV - Noutro passo, ergue-se contra o sucesso da rescisória a


dicção da Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal (Não cabe
ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, quando a
decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal de
interpretação controvertida nos tribunais), já que àquela altura
não havia posição firme como a que foi adotada posteriormente
pelo STJ no RMS 34.270/MG, relatoria do Ministro TEORI
ZAVASCKI, dizendo que a associação é ilegítima para postular
em nome do Município. Com efeito, a decisão do STJ é de
25.10.2011, enquanto o julgado deste Regional é de
06.05.2008.

V - O ânimo de rever em sede de rescisória decisão turmária


que lhe foi desfavorável, fez com que a UNIÃO manejasse
demanda em tudo e por tudo semelhante à presente, tendo
como alvo a ASSOCIAÇÃO MUNICIPALISTA DE
PERNAMBUCO, sob número 0806650-29.2015.4.05.0000,
posto sob a relatoria do Desembargador Federal VLADIMIR
SOUZA CARVALHO, sem lograr êxito ( Pleno, 21.03.2017).

VI - Portanto, na compreensão deste Egrégio Tribunal, em


formação plenária, a matéria sob apreciação não se adéqua aos
cânones da ação rescisória, pois não afronta a literal dispositivo
de lei, já que ao tempo em que foi levada a julgamento no
âmbito da Segunda Turma, não foi tido como fundamento do

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acórdão espancado o art. 12, II do CPC/1973, mas sim o art. 5º,

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XXI, da Constituição Federal.

VII - Ação rescisória julgada improcedente, com revogação da


liminar que obstaculizou o acesso dos Municípios substituídos
aos recursos financeiros questionados.

5. Em verdade, a União pretende modificar o entendimento


sufragado naquele julgado, desiderato a que não servem os
embargos de declaração.

6. Sendo assim, conheço dos embargos declaratórios, para,


no mérito, negar-lhes provimento, mantendo a decisão
recorrida, tal qual lançada.
Maceió/AL, 01 de fevereiro de 2019.

RAIMUNDO ALVES DE CAMPOS JR.


Juiz Federal - 13ª Vara/AL”

Dita decisão está a merecer reforma imediata por parte deste


Col. Tribunal, nos seguintes pontos.

2- DAS RAZÕES PARA A REFORMA DA R. DECISÃO

A- DA ILEGITIMIDADE ATIVA DO MUNICÍPIO-EXEQUENTE. AUSÊNCIA DE


AUTORIZAÇÃO EXPRESSA. APLICAÇÃO DO REPETITIVO DO STF DE N. RE
573232/SC. JURISPRUDÊNCIA DO STJ E DO TRF5ª REGIÃO.

O ente municipal carece de legitimidade ativa para promover


“execução individual” da ação coletiva de n. 0011204-19.2003.4.05.8000,
ajuizada pela Associação dos Municípios Alagoanos (AMA).

Nos moldes do art. 75, III, CPC/2015 (art. 12, II, CPC/73), a
representação judicial dos Municípios, ativa e passivamente, deve ser exercida
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por seu Prefeito ou Procurador. A representação do ente municipal não pode ser

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exercida por Associação de direito privado, vez que se submete às normas de
direito público. Assim sendo, insuscetível de renúncia ou de delegação a pessoa
jurídica de direito privado, tutelar interesse de pessoa jurídica de direito público
sob forma de substituição processual.

Dessa forma, nos termos do art. 75, III do CPC/2015 (art. 12, II,
CPC/1973), c/c CF, art. 5º, XXI, resta claro que a ação coletiva de n. 0011204-
19.2003.4.05.8000, cujo título o Município pretende executar individualmente, foi
ajuizada por parte manifestamente ilegítima com vedação legal para
representação das municipalidades, pelo que resta evidente a ilegitimidade para
execução.

Ademais, não comprovou a Municipalidade ter autorizado


expressamente o ingresso da coletiva em seu nome, condição sine qua non
para ser beneficiária de demanda coletiva, nos termos do art. 5º, XXI da CF/88.

Sobre representação de associados em demandas coletivas, é


importante evidenciar que o Supremo Tribunal Federal, ao interpretar o art. 5º,
XXI da CF/88, no julgamento do RE n. 573.232, sob o auspicio de
repercussão geral, consignou a necessidade de autorização expressa do
associado para ingresso da coletiva por Associação ao afirmar que: "o disposto
no artigo 5º, inciso XXI, da Carta da República encerra representação
específica, não alcançando previsão genérica do estatuto da associação a
revelar a defesa dos interesses dos associados”.

REPRESENTAÇÃO – ASSOCIADOS – ARTIGO 5º, INCISO


XXI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALCANCE. O disposto no
artigo 5º, inciso XXI, da Carta da República encerra
representação específica, não alcançando previsão

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genérica do estatuto da associação a revelar a defesa dos

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interesses dos associados. TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL –
ASSOCIAÇÃO – BENEFICIÁRIOS. As balizas subjetivas do
título judicial, formalizado em ação proposta por associação, é
definida pela representação no processo de conhecimento,
presente a autorização expressa dos associados e a lista
destes juntada à inicial..
(RE 573232 / SC - Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI
Relator(a) p/ Acórdão: Min. MARCO AURÉLIO - Tribunal Pleno
Publicação REPERCUSSÃO GERAL – MÉRITO DJe-182
DIVULG 18-09-2014 PUBLIC 19-09-2014 EMENT VOL-02743-
01 PP-00001) (grifos nossos)

Evidencie-se que a autorização estatutária genérica conferida


à Associação não é suficiente para legitimar a sua atuação em benefício de
seus associados. Necessário se faz, assim, autorização expressa
individualmente pelo associado ou mediante deliberação em assembleia
específica.

No mesmo sentido, é o conteúdo do parágrafo único do art. 2º-A


da Lei 9.494, de 10/09/1997:

"Art.2º-A. Nas ações coletivas propostas contra a União, os


Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas autarquias e
fundações, a petição inicial deverá obrigatoriamente estar
instruída com a ata da assembleia da entidade associativa que a
autorizou, acompanhada da relação nominal dos seus
associados e indicação dos respectivos endereços". (grifos
nossos)

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No caso dos autos, não há comprovação de autorização

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expressa conferida à AMA pelo Município exequente para a propositura da
aludida ação coletiva. Dessa forma, não há como este executar o título do
processo coletivo.

Não se comprovou a autorização expressa do Município


exequente para ajuizamento da coletiva, pelo que evidente a sua ilegitimidade
para execução do título.

Consigne-se, por oportuno, que em casos semelhantes ao


presente, nos processos de n. AC 588458-PE e AC 588361-PE, que tratavam
de execuções individuais do mesmo título coletivo de n. 0000001-
28.2006.4.05.83000, pelos Municípios de Manari/PE e Palmerina/PE, os feitos
foram convertidos em diligencia em 07.12.2017 “a fim de intimar as partes para
que, no prazo de cinco dias, se manifestem e comprovem a condição de que o
Município exequente é beneficiário do título executivo, mediante juntada de
autorização individual concedida à AMUPE para a propositura da ação
coletiva, ou de autorização em assembleia geral, nos termos do voto do
Relator” (grifos nossos)

Apesar da concessão do prazo pelo relator, não restou provado


a comprovação de autorização expressa (individual ou assemblear), pelo que,
em 03.07.2018, as execuções de AC 588458-PE e AC 588361-PE foram
extintas pela Egrégia Quarta Turma do TRF 5ª Região, por ausência de
legitimidade das municipalidades para execução do título.

A par disso, a simples filiação do exequente à época do


ajuizamento da ação coletiva não supre a falta da prévia “autorização expressa”
do interessado. Não basta a “autorização implícita”, o associado deve
autorizar o ajuizamento da demanda de modo inequívoco (expresso).

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A “autorização expressa” exigida para a alegada “legitimidade

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processual” da entidade associativa na “ação coletiva” não é comprovada com
a mera e burocrática “lista de associados”, tampouco com a genérica “ata de
assembleia”, sem prova de que os associados estavam aptos à
deliberação, muito menos de que o Município, ora exequente, foi
previamente cientificado da assembleia, tampouco que participou e anuiu.

O exequente não logrou comprovar a prévia e regular


representação judicial da “associação” no âmbito da “ação coletiva” que
originou o “título executivo”, de modo que se evidencia sua ilegitimidade ativa
para execução.

Neste mister, é importante evidenciar que se trata de título


coletivo, pelo que na execução se deverá demonstrar que o exequente atende
aos requisitos para execução. Isto porque durante o processo coletivo não
são examinados os aspectos probatórios de situações específicas e
individuais dos possíveis beneficiários, pois os documentos que
comprovam a titularidade do crédito só são juntados na fase de execução
(cumprimento) da sentença.

Por essa razão, nas execuções individuais de sentença


proferida em ações coletivas é patente a necessidade de se promover
a liquidação do valor a ser pago e a individualização do crédito, com a
demonstração da titularidade do direito do exequente. Isso porque a sentença
de procedência em ação coletiva tem caráter genérico, cujo cumprimento,
relativamente a cada um dos titulares individuais, pressupõe a adequação da
condição do exequente à situação jurídica nela estabelecida.

Em diversas manifestações, o STJ tem indicado a necessidade


de prévia liquidação, não apenas para a definição do quantum debeatur, mas
também para aferição da titularidade do crédito. O cumprimento individual de

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sentença coletiva, voltada à satisfação de interesses individuais homogêneos,

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pressupõe fase prévia de liquidação que não se limita à apuração do quantum
debeatur (valor devido), incluindo também avaliação acerca da legitimidade
(ou titularidade do direito) daquele que se afirma credor (cui debeatur).
Nesse sentido:

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO


ESPECIAL. BRASIL TELECOM. CUMPRIMENTO INDIVIDUAL
DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO COLETIVA.
PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO.
INEXISTÊNCIA.
1. A sentença de procedência na ação coletiva tendo por causa
de pedir danos referentes a direitos individuais homogêneos (art.
95 do CDC) será, em regra, genérica, dependendo, assim, de
superveniente liquidação, não apenas para simples apuração
do quantum debeatur, mas também para aferição da
titularidade do crédito (art. 97, CDC). Precedentes. (...)” (STJ-
4ª. Turma, AgRg no AREsp 283558/MS, rel. Min. Luis Felipe
Salomão, j. 15.05.14, DJe 22.05.14)

A sentença coletiva de procedência não confere um direito


automático ao exequente, que necessita provar sua condição de titular do
direito obtido no título.

Em caso análogo, de execução do título coletivo proferido na


ação de n. 0000001-28.2006.4.05.8300, o STJ, em dezembro de 2017 (AgInt no
Resp 1679189/PE), determinou o retorno dos autos ao Egrégio TRF 5ª Região
para pronunciamento expresso sobre a afirmação da União de ilegitimidade do
Município para execução do título coletivo. Em razão da clareza que tratou a
matéria, transcreve-se trecho do voto vencedor:

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“(...)

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Com a devida vênia do em. relator, penso que o aresto
regional padece de vício de fundamentação.
No tocante à apontada ilegitimidade ativa para o ajuizamento
da execução, a Corte de origem limitou-se a justificar o seguinte
(e-STJ, fl. 334):
Por fim, quanto às alegações de ilegitimidade ativa e
impossibilidade de litisconsórcio ulterior, entendo que também
não merecem prosperar. Conforme exposto na bem
fundamentada sentença, "não se trata a hipótese dos autos
de formação de litisconsórcio ulterior, e, sim, de mera
execução individualizada de uma sentença coletiva".
No entanto, não foram abordados vários pontos
suscitados no recurso de apelação e reiterados na via
aclaratória, tais como:
a) o argumento de que a AMUPE não possui, entre as
finalidades descritas no estatuto social, a representação judicial
dos municípios associados;
b) o Município exequente não foi parte no processo de
conhecimento;
c) o Município de Quipapá não autorizou a AMUPE a
ajuizar a ação de conhecimento, inexistindo "Termo de
Adesão" oportunamente preenchido pelo exequente; e
d) não há provas de que a municipalidade exequente seria
associada à AMUPE na época do processo de conhecimento.
Como se observa, o acórdão recorrido afastou
genericamente a alegativa de ilegitimidade ativa para o
ajuizamento da execução, sem enfrentar os tópicos
correspondentes trazidos pela União tanto no recurso de
apelação como nos embargos de declaratórios. A análise
desses pontos, por se tratar de temática relacionada às

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condições da ação, é imprescindível para o deslinde da

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controvérsia.
Desse modo, impõe-se a anulação do aresto proferido na
seara aclaratória e o retorno dos autos à instância de origem, a
fim de que sejam expressamente enfrentadas as questões
postas nos embargos declaratórios.
Fica prejudicado o exame dos demais pontos suscitados no
agravo interno.
Ante o exposto, peço vênia ao em. relator para dar
provimento ao agravo interno e reconhecer a existência de
afronta ao art. 535 do CPC/1973, com determinação de retorno
dos autos à instância de origem, a fim de que sejam sanados os
vícios de fundamentação apontados na seara aclaratória. É
como voto.” (grifos nossos)

A ementa do acórdão restou assim disposta:

PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO


ESPECIAL. EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL COLETIVO.
COMPLEMENTAÇÃO DO FUNDEF. OMISSÃO. EXISTÊNCIA.
LEGITIMIDADE ATIVA DO EXEQUENTE. RETORNO DOS
AUTOS PARA A INSTÂNCIA DE ORIGEM. RECURSO
PROVIDO.
1. Há violação do art. 535 do CPC/1973 quando o aresto
recorrido, apesar de regulamente provocado por meio de
embargos de declaração, deixa de se manifestar sobre pontos
relevantes para a solução da controvérsia.
2. No caso, a Corte de origem afastou genericamente a
alegativa de ilegitimidade ativa para o ajuizamento da
execução, sem enfrentar os tópicos trazidos pelo ente
público federal tanto no recurso de apelação quanto nos

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aclaratórios. A análise desses pontos, por se tratar de

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temática relacionada às condições da ação, é
imprescindível para o deslinde da controvérsia.
3. Deve-se reconhecer a existência de afronta ao art. 535 do
CPC/1973 com o consequente retorno dos autos para a
instância de origem sanar os vícios de fundamentação
apontados nos embargos declaratórios.
4. Agravo interno a que se dá provimento.
(STJ, Segunda Turma, AgInt no Resp 1679189/PE, Relator para
o acórdão: Min. OG Fernandes, Data da Publicação: Dje
19.12.2017) (grifos nossos)

Por conseguinte, é de se reconhecer que o Município ora


Exequente carece de legitimidade, uma que não provou ter autorizado
expressamente o ajuizamento da ação coletiva pela AMA em seu nome, de
modo que a extinção da execução individual é medida que se impõe.

Por fim, evidencie-se que a ilegitimidade ativa do Município-


Exequente para execução do título coletivo proferido nos autos do
processo de n. 0011204-19.2003.4.05.8000 é matéria de ordem pública,
cognoscível de ofício pelo Judiciário, tendo em vista tratar de condição da
ação.

B- DA NECESSIDADE DE MANUTENÇÃO DA SUSPENSÃO DO PROCESSO


ATÉ O TRÂNSITO EM JULGADO DA AR Nº 0800907-04.2016.4.05.0000.

A União foi intimada da decisão desse juízo que, em


observância à decisão do TRF da 5ª Região proferida no Agravo de Instrumento
interposto pelo município exequente, determinou a expedição de requisição de
pagamento para os valores incontroversos nos seguintes termos:

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"No mais, expeça precatório em prol do Município de

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Maceió, relativamente à parte incontroversa dos valores em
execução, no montante de R$ 260.300.323,33 (duzentos e
sessenta milhões, trezentos mil, trezentos e vinte e três reais e
trinta e três centavos), atualizados até AGOSTO/2017, cf.
Parecer Técnico nº 2.442/2017 - DCP/AGU(id. 2443730),
atentando o Setor, quando da expedição do Requisitório, para a
observância das diretrizes estabelecidas na Resolução nº 405,
de 09/06/2016, do Conselho da Justiça Federal, especialmente
no que se refere à necessidade de intimação das partes antes
do encaminhamento da requisição ao TRF 5ª Região."

Ocorre que, diante da ilegitimidade do município, suscitada pela


União como questão de ordem pública, NÃO existem quaisquer valores
incontroversos a serem objeto de expedição de requisição de pagamento, pois a
evidente ilegitimidade do município acarreta a inexistência do direito a receber
QUAISQUER valores que tenham a decisão proferida ação coletiva n. 0011204-
19.2003.4.05.8000, de autoria da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA)
como fundamento.

Outrossim, mesmo diante da evidência da questão de ordem


pública ora suscitada pela União venha esse juízo manter o entendimento de
expedir a requisição de pagamento, o que se admite apenas para efeito de
argumentação, ainda assim deve tal requisição de pagamento ser expedida
COM RESTRIÇÃO DE PAGAMENTO, a fim de que os valores sejam
depositados à disposição desse juízo até a solução definitiva da presente lide.

Com efeito, observe esse juízo que a decisão do TRF da 5ª


Região no Agravo de Instrumento interposto pelo município exequente apenas
manda expedir a requisição de pagamento, NADA dispondo sobre a liberação
dos valores objeto da mesma ao município:

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"No que tange à pretensão de expedição de requisitório da

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parte incontroversa do valor exequendo, assiste razão ao
postulante. De fato, ao decidir o pedido de liminar veiculado no
Agravo de Instrumento sob referência, o eminente Relator foi
taxativo ao concluir a sua fundamentação dizendo: "6.
Deferimento do efeito suspensivo ativo, para determinar a
expedição do precatório sobre a parcela incontroversa dos
recursos, dando regular prosseguimento ao cumprimento da
sentença." Portanto, a ordem tem de ser prontamente
cumprida."

Assim, NADA impede que esse juízo, usando do PODER


GERAL DE CAUTELA e considerando a vultosa quantia a ser paga ao município
através de um processo que está longe de ter sua solução definitiva alcançada
(pois pende de julgamento não somente a questão de ordem pública ora
suscitada pela União nas linhas anteriores, como também a AR nº 0800907-
04.2016.4.05.0000), determine que a requisição de pagamento, caso expedida,
o seja COM ORDEM DE RESTRIÇÃO DE PAGAMENTO, para que os valores
sejam depositados em conta à disposição desse juízo.

Frise-se que a referida AR nº 0800907-04.2016.4.05.0000 ainda


NÃO transitou em julgado, devendo, em razão do princípio da segurança jurídica
manter-se o processo suspenso até que tal trânsito ocorra, sob pena de o
prosseguimento da execução, com o pagamento dos requisitórios expedidos,
configurar dano irreparável aos cofres públicos, no caso de reversão da decisão
do TRF através dos recursos interpostos pela União às instâncias superiores.

Outrossim, como se vê da decisão de ID nº 4058000.2633141


destes autos, a suspensão deste processo de execução se deu em razão da
decisão proferida na Ação Rescisória nº 0800907-04.2016.4.05.0000, nos
seguintes termos:

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"Assim, em cumprimento à decisão em questão, mantenham-

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se suspensas todas as execuções decorrentes da presente
ação em trâmite na 2ª Vara, até decisão ulterior do Tribunal em
contrário. Caso nestas execuções tenham sido expedidos
precatórios, comunique-se a suspensão imediatamente ao
setor respectivo do TRF5."

Assim, embora a decisão proferida na AR nº 0800907-


04.2016.4.05.0000 tenha determinado que a suspensão se dê "até decisão
ulterior do Tribunal em contrário", é necessário, no caso, que o TRF5 comunique
àquele juízo (2ª Vara JF / AL) da revogação da liminar e, então, que a 2ª Vara
comunique a esse juízo da 3ª Vara sua decisão que porventura venha a revogar
a decisão juntada a estes autos na ID nº 4058000.2633141.

Outrossim, como muito bem esclareceu esse juízo na decisão


de ID nº 4058000.3421759, "a União Federal interpôs Embargos de Declaração
do aludido julgado, veiculando pretensão de modificar o acórdão atacado. Isso
significa dizer que ainda não se estabilizou a solução do mérito da rescisória em
comento".

No caso dos autos, estamos falando de valores gigantescos e


que, caso sejam pagos indevidamente ao município autor (se configurarão
indevidos caso a União reverta nos Tribunais Superiores a decisão do TRF5),
ocasionarão um dano irreparável, ou, ao menos, de dificílima reparação aos
cofres da União.

Portanto, a prudência que a liberação de valores tão altos


requer, e que no caso pode ser efetivada pela utilização do poder geral de
cautela e da equidade por esse juízo no presente caso, justifica a manutenção
da suspensão da liberação do pagamento ainda que nenhuma outra razão
houvesse para tanto!

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Nesse sentido já decidiu o juízo da 1ª Vara dessa mesma Seção

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Judiciária de AL, na decisão que segue abaixo transcrita:

"PROCESSO Nº: 0803600-80.2017.4.05.8000 -


CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA
PÚBLICA
EXEQUENTE: FABRIZIO TRINDADE DE QUEIROZ e outros
ADVOGADO: Everton Leite Didoné e outros
EXECUTADO: UNIÃO FEDERAL
1ª VARA FEDERAL - AL

DECISÃO

Vistos etc.

Trata-se de embargos de declaração manejados por FABRIZIO


TRINDADE DE QUEIROZ e outros, alegando que a decisão de
ID 4058000.3530055 padeceria de obscuridade e contradição
porque este juízo não expôs os fundamentos pelos quais
condicionou a liberação dos valores ao trânsito em julgado dos
RE 870.947/SE e 579.431/RS, tendo em vista que a suspensão
dos efeitos da decisão dependem da propositura do recurso
cabível, para as instâncias superiores que analisarão os efeitos
cautelatórios.

Argumentaram que não existe nenhuma causa impeditiva para o


cumprimento do decisum de id 4058000.3382070, visto que os
efeitos das decisões dos RE 870.947/SE e 579.431/RS não
afetarão o mérito do julgado sem a propositura de ação própria
ou recurso cabível tempestivamente.

Requereram, então, a reforma da decisão para, suprindo a


obscuridade apontada, reformar a decisão de id
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4058000.3530055 no sentido de permitir o levantamento dos

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requisitórios por parte dos embargantes ou, então,
subsidiariamente, vincular a restrição apenas após o trânsito em
julgado da decisão de id 4058000.3382070.

Era o que havia a relatar.

Fundamento e decido.

1. Não há obscuridade na decisão, nem é isto que os


embargantes substancialmente alegam em seu recurso. A parte
embargante de declaração diz que a decisão foi obscura, mas
ao esclarecer as razões recursais deixa ver que a decisão foi
bem compreendida, apenas a parte discordou dela.

2. Os embargantes sustentam que a decisão embargada não


poderia restringir o pagamento dos valores controversos, uma
vez que a questão de juros e correção monetária foram
decididos dentro dos autos, apenas dependendo de trânsito em
julgado nestes mesmos autos, não podendo haver
condicionamento do pagamento a questões exteriores.

3. Sobre isso, destaco que o meio próprio de impugnação não


seriam os embargos de declaração, pois estes se prestam a
sanar defeito interno da decisão, e não incompatibilidade desta
com outras decisões ou com a lei. Se a parte embargante
discorda, deve se valer do recurso próprio, que não é o caso dos
embargos de declaração.

4. Além disso, o juiz pode se valer do poder geral de cautela


para restringir o pagamento de determinados valores,
especialmente no caso dos autos, que se trata de valores
controversos, uma vez que já houve pagamento da parcela
incontroversa.

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5. Em face do exposto, porque impertinentes, rejeito os

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embargos de declaração interpostos, mantendo a decisão
embargada tal como foi lançada.

6. Intimações e providências necessárias.

Processo: 0803600-80.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
Guilherme Masaiti Hirata Yendo - Magistrado
Data e hora da assinatura: 10/09/2018 14:09:11
Identificador: 4058000.3648236" (grifo nosso)

Quanto à necessidade de se aguardar o TRÂNSITO EM


JULGADO da Ação Rescisória, muito bem decidiu o juízo da 4ª Vara dessa
mesma Seção Judiciária de Alagoas, in verbis:

"PROCESSO Nº: 0800691-36.2015.4.05.8000 - EXECUÇÃO


CONTRA A FAZENDA PÚBLICA
EXEQUENTE: MUNICÍPIO DE BELÉM
ADVOGADO: Bruno Romero Pedrosa Monteiro
EXECUTADO: UNIÃO FEDERAL
4ª VARA FEDERAL - AL (JUIZ FEDERAL TITULAR

DESPACHO

1. A União Federal em sua manifestação informa que ainda não


houve o trânsito em julgado dos autos da AR nº 0800907-
04.2016.4.05.0000, a qual foi proposta no intuito de desconstituir
a decisão transitada em julgado no processo nº 0011204-
19.2003.4.05.8000, a qual se constitui no título executivo que
ampara a presente execução.

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2. Com efeito, razão assiste à União Federal, devendo o

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processo manter-se suspenso até que se tenha notícia do
trânsito em julgado da referida Ação Rescisória, ou, no mínimo,
a comunicação oficial do seu julgamento pelo TRF da 5ª Região,
ante a liminar suspensiva concedida na mencionada AR, sendo,
bem por isso, por ora, por demais temerária a expedição dos
requisitórios.

3. Intimações devidas.

Maceió, 20 de junho de 2018.

SEBASTIÃO JOSÉ VASQUES DE MORAES

Juiz Federal da 4ª Vara/AL"

Outrossim, também não houve o julgamento por esse juízo


da Impugnação ao Cumprimento de Sentença feita pela União através da
petição de ID nº 4058000.2443727, na qual a União, dentre outras
impugnações, questiona a destinação dos valores que pretende o
escritório jurídico.

Finalmente, há que chamar a atenção desse juízo para o fato


de que o escritório MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS
possui contrato com a AMA (Associação dos Municípios), e NÃO com o
município de Maceió o qual, neste processo se faz representar por sua
Procuradoria Municipal, revelando que não tem vínculo algum com o
referido escritório.

Frise-se que, não bastasse o fato de o município se fazer


representar neste processo por sua Procuradoria, o escritório MONTEIRO

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E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS NÃO junta aos autos os

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documentos comprobatórios da observância das formalidades
estabelecidas pela Lei de Licitações para a contratação de escritório
jurídico ou profissional da área jurídica para representar o município.

Quanto a este ponto, perfeita a decisão proferida pelo juízo da


11ª Vara dessa mesma Seção Judiciária de Alagoas, in verbis:

"PROCESSO Nº: 0804466-25.2016.4.05.8000 -


CUMPRIMENTO DE SENTENÇA
EXEQUENTE: MUNICIPIO DE CARNEIROS
ADVOGADO: Wesley Souza De Andrade e outro
EXECUTADO: UNIÃO FEDERAL
11ª VARA FEDERAL - AL (JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO)

DECISÃO

O ponto controvertido, por ora, gira em torno sobre a retenção


de honorários contratuais sobre os valores recebidos para fins
de complementação de verbas do FUNDEF/FUNDEB.

Argumento a parte exequente que haveria erro material no


despacho que determinou a expedição de precatório sem
retenção dos honorários advocatícios contratuais, ao argumento
de que a questão já teria sido apreciada por este Juízo (id.
4058003.2171421).

Contrarrazões apresentadas pela União (id. 4058003.2228688)


e Ministério Público Federal (id. 4058003.2703466).

Decido.

Inicialmente, destaco que a decisão com id. 4058003.2066005,


em que apreciada a possibilidade de ou não de retenção de
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honorários contratuais sobre os valores recebidos, foi proferida

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em 20/06/2017, antes, portanto, de importantes decisões do
Supremo Tribunal Federal e do Tribunal de Constas da União,
bem como da revogação da resolução 405/2016 do Conselho da
Justiça Federal pela Resolução 458, de 4 de outubro de 2017,
os quais trazem novas luzes à questão.

As verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do


Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF)
e Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação
Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação
(FUNDEB), objeto desta ação penal, têm sede constitucional e
seu repasse objetiva financiar a manutenção e o
desenvolvimento da educação, e bem assim a valorização do
magistério (cf. art. 60, § 3º, do ADCT, incluído pela EC nº
14/96).

Segundo os artigos 21 e 22 da Lei nº 11.494/2007 os recursos


do FUNDEB devem ser utilizados da seguinte forma:

"Art. 21. Os recursos dos Fundos, inclusive aqueles oriundos de


complementação da União, serão utilizados pelos Estados, pelo
Distrito Federal e pelos Municípios, no exercício financeiro em
que lhes forem creditados, em ações consideradas como de
manutenção e desenvolvimento do ensino para a educação
básica pública, conforme disposto no art. 70 da Lei nº 9.394, de
20 de dezembro de 1996.

§ 1o Os recursos poderão ser aplicados pelos Estados e


Municípios indistintamente entre etapas, modalidades e tipos de
estabelecimento de ensino da educação básica nos seus
respectivos âmbitos de atuação prioritária, conforme
estabelecido nos §§ 2º e 3º do art. 211 da Constituição Federal.

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§ 2o Até 5% (cinco por cento) dos recursos recebidos à conta

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dos Fundos, inclusive relativos à complementação da União
recebidos nos termos do § 1o do art. 6o desta Lei, poderão ser
utilizados no 1o (primeiro) trimestre do exercício imediatamente
subseqüente, mediante abertura de crédito adicional.

Art. 22. Pelo menos 60% (sessenta por cento) dos recursos
anuais totais dos Fundos serão destinados ao pagamento da
remuneração dos profissionais do magistério da educação
básica em efetivo exercício na rede pública.

Parágrafo único. Para os fins do disposto no caput deste artigo,


considera-se:

I - remuneração: o total de pagamentos devidos aos


profissionais do magistério da educação, em decorrência do
efetivo exercício em cargo, emprego ou função, integrantes da
estrutura, quadro ou tabela de servidores do Estado, Distrito
Federal ou Município, conforme o caso, inclusive os encargos
sociais incidentes;

II - profissionais do magistério da educação: docentes,


profissionais que oferecem suporte pedagógico direto ao
exercício da docência: direção ou administração escolar,
planejamento, inspeção, supervisão, orientação educacional e
coordenação pedagógica;

III - efetivo exercício: atuação efetiva no desempenho das


atividades de magistério previstas no inciso II deste parágrafo
associada à sua regular vinculação contratual, temporária ou
estatutária, com o ente governamental que o remunera, não
sendo descaracterizado por eventuais afastamentos
temporários previstos em lei, com ônus para o empregador, que
não impliquem rompimento da relação jurídica existente".
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O art. 23 da mencionada Lei nº 11.494/2007 prevê que:

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"Art. 23. É vedada a utilização dos recursos dos Fundos:

I - no financiamento das despesas não consideradas como de


manutenção e desenvolvimento da educação básica, conforme
o art. 71 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996;

II - como garantia ou contrapartida de operações de crédito,


internas ou externas, contraídas pelos Estados, pelo Distrito
Federal ou pelos Municípios que não se destinem ao
financiamento de projetos, ações ou programas considerados
como ação de manutenção e desenvolvimento do ensino para a
educação básica".

Assim, de acordo com a Constituição Federal e a legislação


que a regulamenta, os recursos federais do FUNDEF/FUNDEB são
destinados exclusivamente à educação.

Outra não foi a conclusão do Supremo Tribunal Federal[1],


no julgamento da Ação Civil Ordinária - ACO nº 648-BA, com acórdão da lavra
do Min. Edson Fachin, Plenário em 06.09.2017, em que se decidiu que os
recursos do FUNDEF/FUNDEB vinculam-se à finalidade constitucional de
promoção do direito à educação, única possibilidade de dispêndio dessas
verbas públicas, consoante prevê a Lei nº 11.494/2007.

Nesse sentido, transcrevo notícia publicada do sítio eletrônico


do STF em 08.09.2017:

"Por maioria de votos, o Plenário do Supremo Tribunal Federal


(STF), em sessão nesta quarta-feira (6), condenou a União ao
pagamento de diferenças relacionadas à complementação do
Fundo de Manutenção e de Desenvolvimento do Ensino
Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). De
acordo com a decisão, o valor mínimo repassado por aluno
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em cada unidade da federação não pode ser inferior à média

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nacional apurada, e a complementação ao fundo, fixada em
desacordo com a média nacional, impõe à União o dever de
suplementação desses recursos. Também ficou
estabelecido que os recursos recebidos retroativamente
deverão ser destinados exclusivamente à educação.

A questão foi debatida nas Ações Cíveis Originárias (ACOs)


648, 660, 669 e 700, ajuizadas, respectivamente, pelos Estados
da Bahia, do Amazonas, de Sergipe e do Rio Grande do Norte.
O julgamento de hoje vale apenas para estas unidades da
federação e refere-se a valores apurados para os exercícios
financeiros de 1998 a 2007, quando o Fundef foi substituído
pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação
Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação
(Fundeb). Também por maioria, o Plenário autorizou os ministros
a decidirem monocraticamente em novas ações sobre a mesma
matéria.

O Fundef foi instituído, por meio da Lei 9.424/1996, como fundo


financeiro de natureza contábil e sem personalidade jurídica,
gerido pela União e composto por 15% do ICMS e do IPI-
exportação arrecadados, e do mesmo percentual para fundos de
participação obrigatórios (FPE e FPM) e ressarcimento da União
pela desoneração de exportações. Não atingido o piso com a
aplicação apenas dos recursos estaduais e municipais, a lei
determinava o aporte da União para efetuar a complementação.

No entendimento dos estados, a União descumpriu a


determinação constitucional, pois efetuou a complementação
com base em coeficientes regionais, e não no Valor Médio Anual
por Aluno (VMAA). A União, por sua vez, alegou que os fundos

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seriam de natureza meramente contábil e independentes entre

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si, devendo ser calculados conforme critérios unicamente
regionais".
(http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteu
do=354959. Acesso em 07.02.2018). (grifo nosso).

Do mesmo modo, o Tribunal de Contas da União[2], por sua


vez, no Acórdão nº 1.824/2017, Plenário, também decidiu que a destinação de
valores relacionados a verbas do FUNDEF/FUNDEB, inclusive as quantias
pagas através de precatório, vinculam-se à finalidade constitucional de
promoção do direito à educação, nos termos do art. 60, do ADCT, com a
redação conferida pela EC 14/1996, e disposições da lei 11.494/2007.

Ademais, o Conselho da Justiça Federal editou a Resolução


458, de 4 de outubro de 2017, a qual revogou e resolução 405/2016, e
eliminou a previsão contida no art. 19 da Resolução 405, que tratava sobre
a possibilidade de destaque do montante da condenação dos honorários
contratuais.

Assim, de acordo com a atual resolução do CJF que disciplina


os procedimentos relativos à expedição de ofícios requisitórios, entre outras
providências, não há previsão de destaque do montante da condenação dos
honorários contratuais.

Para além disso, observo que o contrato (id. 4058003.1800297)


não demonstra ter sido precedido de licitação ou do procedimento formal de
inexigibilidade, conforme exigência para contratação com a Administração
Pública, a teor do que determina o art. 37, caput e XXI, da CF/88 e da Lei nº
8.666/93, observando-se, quando muito, a indicação de se tratar de hipótese de
inexigibilidade, sem, contudo, se fazer acompanhar do processo administrativo
correspondente.

Com efeito, de acordo com o art. 25, inciso II, § 1º da Lei de


Licitações[3], a licitação se torna inexigível quando houver inviabilidade de
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competição para a contratação de serviços técnicos, tais como os enumerados

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em seu art. 13, inciso V (patrocínio ou defesa de causas judiciais ou
administrativas), bem como para serviços de natureza singular, com
profissionais ou empresas de notória especialização. Ademais, por força do que
determina o § 2º, do art. 54, da Lei nº 8.666/93, "Os contratos administrativos
decorrentes de dispensa ou de inexigibilidade de licitação devem atender aos
termos do ato que os autorizou e da respectiva proposta."

Destarte, ainda que o caso dos autos remeta à hipótese de


dispensa ou inexigibilidade de licitação, a formalização dos contratos debatidos
somente pode ser considerada válida se concretizada com a observância do
regramento formal legalmente estabelecido, através do qual restem
demonstradas, comprovadamente, as justificativas necessárias a autorizar a
inexigibilidade de licitar, notadamente quanto à singularidade do serviço e à
notória especialização do profissional ou empresa, os fundamentos relativos à
razão da escolha do fornecedor ou executante e justificativa do preço, não
sendo possível se prescindir do processo administrativo correspondente, a teor
do que determina o art. 26 da Lei nº 8.666/93[4].

Nesse sentido, trago à colação pertinente julgado do STF:

"IMPUTAÇÃO DE CRIME DE INEXIGÊNCIA INDEVIDA DE


LICITAÇÃO. SERVIÇOS ADVOCATÍCIOS. REJEIÇÃO DA
DENÚNCIA POR FALTA DE JUSTA CAUSA. A contratação
direta de escritório de advocacia, sem licitação, deve observar
os seguintes parâmetros: a) existência de procedimento
administrativo formal; b) notória especialização profissional;
c) natureza singular do serviço; d) demonstração da
inadequação da prestação do serviço pelos integrantes do
Poder Público; e) cobrança de preço compatível com o
praticado pelo mercado. Incontroversa a especialidade do
escritório de advocacia, deve ser considerado singular o serviço
de retomada de concessão de saneamento básico do Município
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de Joinville, diante das circunstâncias do caso concreto.

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Atendimento dos demais pressupostos para a contratação
direta. Denúncia rejeitada por falta de justa causa". (STF, Inq
3074, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma,
julgado em 26/08/2014). (Grifei).

Assentado nas mesmas linhas do entendimento acima


expendido, segue o recente julgado do TRF da 5ª Região, proferido nos autos
ao AGRT nº 0808735-51.2016.4.05.0000:

"EMENTA: PROCESSUAL CIVIL, CONSTITUCIONAL E


ADMINISTRATIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO.
BLOQUEIO DE VALORES DE PRECATÓRIO EXPEDIDO EM
RAZÃO DE CONDENAÇÃO DA UNIÃO NA
COMPLEMENTAÇÃO DAS VERBAS DO FUNDEF.
DESTAQUE DE MONTANTE PARA PAGAMENTO DE
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS CONTRATUAIS.
DISCUSSÃO SOBRE A VALIDADE DO CONTRATO
ADMINISTRATIVO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
ADVOCATÍCIOS FIRMADO ENTRE O MUNICÍPIO E
ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA. CABIMENTO. LEGITIMIDADE
ATIVA DO MPF E COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL.
PROBABILIDADE DO DIREITO. CONTRATAÇÃO
ENTABULADA SEM PRÉVIA LICITAÇÃO, NEM
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO FORMAL DE
DISPENSA OU INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO. ILICITUDE.
NULIDADE. INADMISSIBILIDADE DE PAGAMENTO COM
BASE EM CONTRATO NULO. AUSÊNCIA DE ESPAÇO PARA
DEDUZIR EVENTUAL PRETENSÃO INDENIZATÓRIA. ART.
59, DA LEI Nº 8.666/93. PERIGO DE DEMORA.
CONFIGURAÇÃO. PROVIMENTO.

[...]
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10. Neste caso, não se está discutindo a possibilidade de

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retenção de honorários advocatícios contratuais, ante a
natureza dos valores derivados do Processo nº 000233-
74.2006.4.06.8103, tratando-se de questão superada.
Quanto a essa questão, não há, aqui, espaço para debate,
à vista do que restou definido nos autos do AGTR nº
0802781-58.2015.4.05.0000, em alinhamento ao
entendimento do STJ e do TRF5, que, de seu lado, não
afasta a destinação vinculada, constitucional e legalmente,
dos recursos pagos a Municípios em função de ações
judiciais promovidas para a complementação das verbas
do FUNDEF, apenas excepcionando, dessa vinculação, o
montante necessário ao adimplemento dos honorários
advocatícios contratuais dos advogados contratados pelas
Municipalidades para a promoção das medidas judiciais
necessárias à recuperação dos valores não repassados
pela União, a tempo e modo.

11. O que, aqui, está em debate é a validade do contrato


celebrado entre o Município e o escritório de advocacia
demandados.

[...]

15. Precedentes do TRF5 sobre o cabimento de ação


própria, para discutir a regularidade do contrato de
prestação de serviços advocatícios.

[...]

18. Nos termos do art. 37, caput e XXI, da CF/88, e da Lei nº


8.666/93, a contratação pela Administração Pública exige

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prévia licitação ou procedimento administrativo formal de

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dispensa ou inexigibilidade.

19. Extrai-se dos autos que o contrato telado não foi precedido
de licitação, nem resultou de procedimento solene de dispensa
ou inexigibilidade de licitação, donde se conclui pela solidez da
tese de nulidade contratual defendida pela agravante.

20. Ainda que se tratasse de hipótese de dispensa ou


inexigibilidade de licitação, pela natureza do serviço (o que
não parece ser o caso), ela apenas se realizaria
validamente se tivesse sido respeitado o processo
administrativo correspondente, satisfeitos os requisitos
essenciais dispostos na Lei nº 8.666/93, a teor do seu art.
26.

21. Nos termos do art. 26, da Lei nº 8.666/93, a hipótese de


dispensa ou inexigibilidade de licitação não torna
prescindível a existência de procedimento administrativo
formal em que são apresentados, comprovadamente, os
fundamentos para a definição administrativa (razão da
escolha do fornecedor ou executante e justificativa do
preço).

[...]

24. Reforçam a conclusão de que inexistiu licitação ou


procedimento de dispensa ou inexigibilidade dois
aspectos documentados nestes autos: 1) em ofício dirigido
pela Municipalidade ao MPF, no âmbito do inquérito civil
que antecedeu o ajuizamento da ACP, restou afirmado pela
Prefeita subscritora que "a) o Município de Pacujá não
firmou contrato com escritório de advocacia com vistas a

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obter pela via judicial complementação de recursos do

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FUNDEF/FUNDEB; b) desempenha o mandato de Chefe do
Executivo desde 1º de janeiro de 2009 e não tem
conhecimento de que gestores anteriores tenham
realizado contrato neste sentido" (fl. eletrônica 453); 2) em
sua impugnação ao recurso, além de não afirmar que
houve licitação ou procedimento de
dispensa/inexigibilidade, o escritório agravado tece
considerações sobre situação em que o Poder Público,
"embora obrigado a contratar formalmente, opta por não
fazê-lo".

[...]

29. Agravo de instrumento provido". (TRF-5 - PROCESSO Nº:


0808735-51.2016.4.05.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO -
1ª Turma, RELATOR(A): Desembargador(a) Federal Elio
Wanderley de Siqueira Filho - Data: 18/05/2017). (Grifei).

Assim, não se verifica que as contratações tenham sido


precedidas de licitação e, tampouco, que se enquadram na
hipótese de inexigibilidade de licitação, tudo conforme os
artigos 25, inciso II, § 1º e art. 13, V, ambos da Lei 8.666/93 e
entendimento do Tribunal de Contas da União no Acórdão
717/2005 (Processo 006.321/2003-9).

Diante do exposto, indefiro o pedido (id. 4058003.2171421)


de destaque dos honorários advocatícios contratuais no
precatório expedido nestes autos.

No mais, defiro o pedido do Ministério Público Federal de


redirecionamento do ofício de id. 2538731, bem como da
resposta de id. 2639575, à 2ª Vara Federal de Alagoas, a

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fim de que informe acerca da existência de bloqueio sobre

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o precatório em comento. Cumpra-se.

Cumpra-se o despacho com id. 4058003.2142528 no


tocante a expedição de precatório em favor do Município
credor, relativamente à parte incontroversa da dívida, sem
destaque de honorários advocatícios contratuais.

Com advento do pagamento, certifique-se. Em seguida, autos


conclusos.

Intimem-se as partes e o Ministério Público Federal do teor


desta decisão.

Intimações e demais providências necessárias.

Felini de Oliveira Wanderley


Juiz Federal da 14ª Vara, respondendo pela 11ª Vara
Ato n. 237/CR-TRF5, de 17 de abril de 2018.”

[1] http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=354959.
Acesso em 07.02.2018.

[2] http://portal.tcu.gov.br/imprensa/noticias/tcu-determina-que-recursos-do-
fundeb-so-podem-ser-aplicados-na-area-da-educacao.htm. Acesso em
07.02.2018.

[3] Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição,


em especial:

(...)

II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de


natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização,
vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação;

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(...)

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§ 1º. Considera-se de notória especialização o profissional ou empresa cujo
conceito no campo de sua especialidade, decorrente de desempenho anterior,
estudos, experiências, publicações, organização, aparelhamento, equipe
técnica, ou de outros requisitos relacionados com suas atividades, permita inferir
que o seu trabalho é essencial e indiscutivelmente o mais adequado à plena
satisfação do objeto do contrato.

[4] Art. 26. As dispensas previstas nos §§ 2º e 4º do art. 17 e no inciso III e


seguintes do art. 24, as situações de inexigibilidade referidas no art. 25,
necessariamente justificadas, e o retardamento previsto no final do parágrafo
único do art. 8º desta Lei deverão ser comunicados, dentro de 3 (três) dias, à
autoridade superior, para ratificação e publicação na imprensa oficial, no prazo
de 5 (cinco) dias, como condição para a eficácia dos atos.

Parágrafo único. O processo de dispensa, de inexigibilidade ou de


retardamento, previsto neste artigo, será instruído, no que couber, com os
seguintes elementos:

I - caracterização da situação emergencial ou calamitosa que justifique a


dispensa, quando for o caso;

II - razão da escolha do fornecedor ou executante;

III - justificativa do preço.

IV - documento de aprovação dos projetos de pesquisa aos quais os bens serão


alocados."

Ante o exposto, requer a União seja mantida a suspensão


do processo até o trânsito em julgado da AR Nº 0800907-04.2016.4.05.0000.

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3. DO PEDIDO DE ATRIBUIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO AO AGRAVO DE
INSTRUMENTO:

O Código de Processo Civil, em seu art. 1019, assim reza, ad


litteram:

“Art. 1.019. Recebido o agravo de instrumento no


tribunal e distribuído imediatamente, se não for o caso
de aplicação do art. 932, incisos III e IV, o relator, no
prazo de 5 (cinco) dias:
(...)

I – poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso ou


deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente,
a pretensão recursal, comunicando ao juiz sua
decisão;”

A relevância da fundamentação evidencia-se à luz de tudo que


restou aqui exposto. Os argumentos colacionados demonstraram, à exaustão,
que o pleito da Agravante encontra-se em harmonia ao ordenamento jurídico.

Por sua vez, o perigo de lesão grave ao erário também é


manifesto, caso seja mantida a decisão em relevo, diante da expedição de
ordem de vultoso pagamento indevido, sem olvidar ademais o efeito
multiplicador a gerar impacto nos cofres públicos pelas centenas de
execuções de sentença de igual natureza em trâmite na Justiça Federal em
Alagoas.

4. DOS REQUERIMENTOS

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Em face do exposto, requer a União:

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a) a reconsideração da decisão recorrida, afastando-se seus efeitos;

b) que seja recebido e conhecido o presente agravo, bem como que lhe
seja concedido efeito suspensivo, sustando-se integralmente os
efeitos da decisão, para fins de sobrestamento da expedição de
qualquer Precatório e/ou RPV até o julgamento final do presente
recurso, ou se já expedidos, que seja bloqueado o pagamento do
precatório;

c) o provimento integral do presente recurso, a fim de que seja


reconhecida a ilegitimidade ativa do Município-Exequente para a
execução do título coletivo proferido nos autos do processo de n.
0011204-19.2003.4.05.8000, extinguindo-se o feito sem exame de
mérito;

d) a condenação do exequente em honorários advocatícios;

e) a intimação do agravado, através do seu representante legal, para,


querendo, apresentar contrarrazões.

Ad cautelam, ficam desde já prequestionadas todas as normas


legais mencionadas no decorrer desta defesa, requerendo-se que Vossa
Excelência se digne a examinar as negativas de vigência dos respectivos
dispositivos constitucionais e de leis federais, a fim de que restem supridos os
requisitos das Súmulas 282 e 356, ambas do E. Supremo Tribunal Federal,
além dos artigos 255, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, e
321, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.

Pede deferimento.

Maceió, 14 de abril de 2019.

DANIELLE COSTA DE ALMEIDA RÊGO


Advogada da União

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000 39
Assinado eletronicamente por:
DANIELLE COSTA DE ALMEIDA - Procurador
19041423551341800000004420605
Data e hora da assinatura: 14/04/2019 23:55:52
Identificador: 4058000.4396932
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 39/39
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CERTIDÃO

CERTIFICA-SE que foi interposto AGRAVO DE INSTRUMENTO, referente ao processo originário de


nº 0807260-82.2017.4.05.8000, enviado em 14/04/2019 às 23:52.

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CERTIFICA-SE, ainda, que foram incluídos 116 documentos:
Nº Identificador Descrição Tipo do documento
AGRAVO DE INSTRUMENTO c.c. PEDIDO DE EFEITO
Ainda não gerado Petição Inicial
SUSPENSIVO-UNIÃO
Documento de
4058000.2252096 FUNDEF DIF - Correção de valores e memorial de calculos
Comprovação
Documento de
4058000.2252094 Cumprimento de sentença FUNDEF VMAA 98-2006
Comprovação
Documento de
4058000.2252097 FUNDEF DIF - FUNDEF repasses
Comprovação
Documento de
4058000.2252099 FUNDEF DIF - origens FUNDEF
Comprovação
Documento de
4058000.2252100 FUNDEF DIF - valor recebido e diferença devida
Comprovação
Documento de
4058000.2252101 FUNDEF DIF - VMAA quantitativo de matrícula
Comprovação
Documento de
4058000.2252106 FUNDEF DIF - índice IPCA E até citação
Comprovação
Documento de
4058000.2252107 FUNDEF DIF - índice IPCA E jul 09 a ago 17
Comprovação
Documento de
4058000.2252109 INICIAL
Comprovação
Documento de
4058000.2252113 inicial 2
Comprovação
Documento de
4058000.2252115 Sentença
Comprovação
Documento de
4058000.2252117 Acórdão 1
Comprovação
Documento de
4058000.2252121 Acordão 2
Comprovação
Documento de
4058000.2252122 Decisão Aresp e AgRg STJ
Comprovação
Documento de
4058000.2252128 Decisão ED e certidão Transito em julgado
Comprovação
Documento de
4058000.2252135 FUNDEF DIF - taxa selic
Comprovação
4058000.2465776 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.2297137 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.2264647 Despacho Despacho
Impugnação ao
4058000.2443727 Impugnação da União ao Cumprimento de Sentença Cumprimento de
Sentença
Documento de

1/4
fls. 218

4058000.2443730 PT IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA Comprovação

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Petição (3º
4058000.2502494 PEDIDO DE RETENÇÃO - INTERVENÇÃO
Interessado)
Documento de
4058000.2502495 PEDIDO DE RETENÇÃO - INTERVENÇÃO - PDF
Comprovação
DOC. 01 - 11ª ALTERAÇÃO CONTRATUAL DA Documento de
4058000.2502496
MONTEIRO E MONTEIRO Comprovação

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
DOC. 01 - ALTERAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO - Documento de
4058000.2502523
MONTEIRO E MONTEIRO Comprovação
Documento de
4058000.2502529 DOC. 01 - PROCURAÇÃO DA MONTEIRO
Comprovação
Documento de
4058000.2502526 DOC. 01 - CARTÃO CNPJ MONTEIRO PE
Comprovação
DOC. 02 - OAB BRUNO ROMERO PEDROSA Documento de
4058000.2502530
MONTEIRO Comprovação
Documento de
4058000.2502536 DOC. 03 - ESTATUTO
Comprovação
Documento de
4058000.2502540 DOC. 04 - CONTRATO - MONTEIRO x AMA
Comprovação
Documento de
4058000.2502543 DOC. 05 - DECLARAÇÃO AMA
Comprovação
DOC. 06 - DECISÃO EXECUÇÃO Nº Documento de
4058000.2502545
0800169-06.2015.4.05.8001 Comprovação
Documento de
4058000.2502548 DOC. 07 - ACÓRDÃO Nº 0803664-05.2015.4.05.0000
Comprovação
DOC. 08 - ATA DA ASSEMBLÉIA FPM FUNDEF INSS Documento de
4058000.2502549
ISS TELEFÔNIA E ENÉRGIA Comprovação
4058000.2536700 Resposta à impugnação da União. Réplica
Documento de
4058000.2536701 Resposta a impugnação de execução fundef vmaa
Comprovação
4058000.2653991 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.2639632 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.2665744 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.2633141 Decisão Decisão
4058000.3154798 Petição do Município de Maceió Petição
Pet continuação feito e inscrição precatório parte Documento de
4058000.3154799
incontroversa fundef vmaa Comprovação
Documento de
4058000.3154801 Certidão julgamento de rescisória
Comprovação
PETIÇÃO DE RETENÇÃO DE HONORÁRIOS
4058000.3160311 Petição
CONTRATUAIS - PDF
PETIÇÃO DE RETENÇÃO DE HONORÁRIOS Documento de
4058000.3160312
CONTRATUAIS - PDF Comprovação
4058000.3161482 Conclusão Certidão
4058000.3162795 Despacho Despacho
4058000.3173644 Intimação Expediente
4058000.3224414 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
Manifestação da União - pede que se aguarde trânsito em
4058000.3386684 Petição
julgado da AR
Manifestação da União - CORRETA - NÃO existem valores
4058000.3386691 Petição
incontroversos - pede permanência da suspensão
4058000.3407276 PETIÇÃO DE MANIFESTAÇÃO Petição

2/4
fls. 219

4058000.3407277 PETIÇÃO DE MANIFESTAÇÃO - PDF Documento de


Comprovação

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Documento de
4058000.3407278 DOC. 01 - ACÓRDÃO AMA
Comprovação
4058000.3421759 Despacho Despacho
4058000.3459762 Intimação Expediente
4058000.3459870 Certidão de Intimação Certidão de Intimação

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
4058000.3460242 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.3503232 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4050000.12466852 Comunicações Comunicações
Anexos da
4050000.12466853 Anexos da Comunicação
Comunicação
4058000.3693145 Conclusão Certidão
4058000.3693445 PETIÇÃO DE EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO Manifestação
Documento de
4058000.3693446 PETIÇÃO DE EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO - PDF
Comprovação
4058000.3853620 CERTIDÃO Certidão
Documento de
4058000.3853621 Resp 1703697 - Certidão Julgamento STJ
Comprovação
4058000.3864608 Intimação Expediente
Embargos de
4058000.3887273 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Declaração
Documento de
4058000.3887274 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - PDF
Comprovação
Manifestação da União - QUESTÃO DE ORDEM PÚBLICA
4058000.3889297 Petição
- ILEGITIMIDADE - pede restrição de pagamento
4058000.3889672 Conclusão Certidão
4058000.3889674 Despacho Despacho
4058000.3893792 Intimação Expediente
4058000.3909543 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.3910164 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
Contrarrazões aos Embargos de Declaração - Proc n Documento de
4058000.3951031
0807260-82.2017.4.05.8000 - FUNDEF Comprovação
Contrarrazões aos Embargos de Declaração - Proc n
4058000.3951030 Contrarrazões
0807260-82.2017.4.05.8000 - FUNDEF
Juntada de leis municipais - Proc n
4058000.3951259 Petição
0807260-82.2017.4.05.8000 - FUNDEF
Juntada de leis municipais - Proc n Documento de
4058000.3951260
0807260-82.2017.4.05.8000 - FUNDEF Comprovação
Documento de
4058000.3951262 Lei Municipal n 2.065 de 1973
Comprovação
Documento de
4058000.3951264 Lei Municipal n 4.324 de 1994
Comprovação
4058000.3954812 Conclusão Certidão
4058000.3962108 PETIÇÃO Petição
Documento de
4058000.3962109 PETIÇÃO - PDF
Comprovação
DOC. 01 - DECISÃO - PROCESSO N° Documento de
4058000.3962110
0800018-43.2015.4.05.8000 Comprovação
4058000.3995704 Sentença Sentença
4058000.3998496 Intimação Expediente

3/4
fls. 220

4058000.4002062 Certidão de Intimação Certidão de Intimação

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
4058000.4008738 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.4010063 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4050000.13469879 Comunicações Comunicações
Anexos da
4050000.13469880 Anexos da Comunicação
Comunicação
Embargos de

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
4058000.4024508 Embargos Declaratórios da União
Declaração
4058000.4025783 Conclusão Certidão
4058000.4025785 Conclusão Certidão
4058000.4025792 Despacho Despacho
4058000.4049050 Intimação Expediente
4058000.4052267 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.4070839 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
IMPUGNAÇÃO AOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - Documento de
4058000.4085837
PDF Comprovação
AGRAVO DE INSTRUMENTO c.c. PEDIDO DE EFEITO Documento de
Ainda não gerado
SUSPENSIVO-UNIÃO Comprovação
Impugnação aos
4058000.4085836 IMPUGNAÇÃO AOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Embargos
DOC. 01 - DECISÃO - PROCESSO N° Documento de
4058000.4085838
0800018-43.2015.4.05.8000 Comprovação
4058000.4094246 Intimação Expediente
4058000.4094298 Contrarrazões aos Embargos de Declaração Petição
Contrarrazões aos Embargos de Declaração da União - Proc n Documento de
4058000.4094299
0807260-82.2017.4.05.8000 - FUNDEF Comprovação
4058000.4117055 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.4100480 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.4137571 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.4090341 Sentença Sentença
4058000.3889126 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.3865587 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.3865291 Certidão de Intimação Certidão de Intimação
4058000.3855301 Decisão Decisão
4058000.2252093 Cumprimento de sentença contra Fazenda Pública Petição Inicial
1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19041423523963200000000000000 .

3 - Esta Certidão foi emitida em 14/04/2019 23:52 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 14/04/2019 23:52:39
Identificador: 4058000.4396927

4/4
fls. 221

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 17/03/2019 23:59, o(a) UNIÃO FEDERAL foi intimado(a) acerca de Despacho
registrado em 07/03/2019 16:13 nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19030717470805700000004229179 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 18/03/2019 00:07 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 18/03/2019 00:07:22
Identificador: 4058000.4245492

1/1
fls. 222

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 17/03/2019 23:59, o(a) MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS


ASSOCIADOS S/C foi intimado(a) acerca de Despacho registrado em 07/03/2019 16:13 nos autos
judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19030717470805700000004229179 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 18/03/2019 00:07 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 18/03/2019 00:07:21
Identificador: 4058000.4245491

1/1
fls. 223

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS - 13ª VARA

Pje - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA


PROCESSO nº 0807260-82.2017.4.05.8000
AUTOR: [MUNICIPIO DE MACEIO]
RÉU: [BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO, MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS S/C, UNIÃO FEDERAL]

CERTIDÃO
CERTIFICO e dou fé que excluí a petição de id. 4198001, em cumprimento ao item 2 do despacho retro.

Maceió-AL, 8 de Março de 2019.

CINTIA DE CARVALHO PIMENTA

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
CINTIA DE CARVALHO PIMENTA - Diretor de Secretaria
19030808532768800000004230689
Data e hora da assinatura: 08/03/2019 08:55:28
Identificador: 4058000.4209425
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 224

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 08/03/2019 08:30, o(a) MUNICIPIO DE MACEIO foi intimado(a) acerca de
Despacho registrado em 07/03/2019 16:13 nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19030717470805700000004229179 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 08/03/2019 08:30 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 08/03/2019 08:30:15
Identificador: 4058000.4209399

1/1
fls. 225

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS - 13ª VARA

Pje - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA


PROCESSO nº 0807260-82.2017.4.05.8000
AUTOR: [MUNICIPIO DE MACEIO]
RÉU: [BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO, MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS S/C, UNIÃO FEDERAL]

TERMO DE INTIMAÇÃO
De ordem do MM. Juiz Federal da 13ª Vara Federal da Seção Judiciária de Alagoas, sirvo-me do presente
para INTIMAR, por meio eletrônico (Atos nº 112/2010 e 276/2010, do TRF 5ª Região) , o ( a)
AUTOR(A)/RÉ(U), na pessoa de seu representante legal, da sentença/decisão/despacho/ato ordinatório
anexo.

Maceió-AL, 7 de Março de 2019.

CINTIA DE CARVALHO PIMENTA

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
CINTIA DE CARVALHO PIMENTA - Diretor de Secretaria
19030717470805700000004229179
Data e hora da assinatura: 07/03/2019 17:47:36
Identificador: 4058000.4207916
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 226

PROCESSO Nº: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
F A Z E N D A P Ú B L I C A
EXEQUENTE: MUNICIPIO DE MACEIO
EXECUTADO: UNIÃO FEDERAL
TERCEIRO INTERESSADO: MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS S/C
ADVOGADO: Bruno Romero Pedrosa Monteiro
13ª VARA FEDERAL - AL (JUIZ FEDERAL TITULAR)

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
DESPACHO

1. Chamo o feito à ordem, para considerar albergada na decisão com id. 4090341 as contrarrazões
(id. 4094298/9) interpostas pelo Município de Maceió/AL em face dos Embargos de Declaração (id.
4024508) deflagrados pela União Federal contra a sentença com id. 3995704. Isto porque, muito embora
as aludidas contrarrazões da edilidade tenham aportado nos autos quando já emanada por este Juízo a
sobredita decisão com id. 4090341, os fundamentos nesta esposados abrigam harmonicamente a tese
deduzida pelo ente municipal, sem qualquer prejuízo para o mesmo.

2. Noutro giro, determino o desentranhamento da petição com id. 4198001(Agravo de Instrumento),


introduzida nestes autos pelo Município de Maceió, eis que diz respeito ao Processo nº
0800083-96.2019.4.05.8000 (Ação Ordinária), em tramitação na 4ª Vara desta Seccional.

3. Por fim, cumpra a Secretaria o que determinado no despacho com id. 4183276 .

4. Providências necessárias.

Maceió, 07 de março de 2019.

RAIMUNDO ALVES DE CAMPOS JR.

Juiz Federal - 13ª Vara/AL

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
Raimundo Alves de Campos Júnior - Magistrado
19030715313718300000004228071
Data e hora da assinatura: 07/03/2019 16:13:17
Identificador: 4058000.4206808
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 227

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
JUDICIÁRIA DE ALAGOAS

Proc. nº: 0807260-82.2017.4.05.8000

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
O MUNICÍPIO DE MACEIÓ , pessoa jurídica de Direito Público já qualificada nos autos, vem, perante
Vossa Excelência, por intermédio dos Procuradores do Município que esta subscrevem, informar que foi
protocolado por equívoco recurso de Agravo de Instrumento aos presentes autos.

Dessa maneira, requer que seja desentranhada dos autos a petição retro protocolada equivocadamente.

São os termos em que pede deferimento.

Maceió-AL, 07 de março de 2019.

FERNANDO ANTONIO REALE BARRETO

Procurador do Município de Maceió

OAB/AL 12.175-A

SHEYLA SURUAGY AMARAL GALVÃO DO VALE

Procuradora do Município de Maceió

OAB/AL nº 11.829-B

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
SHEYLA SURUAGY AMARAL GALVAO - Procurador
19030715153338300000004227959
Data e hora da assinatura: 07/03/2019 15:21:55
Identificador: 4058000.4206696
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 228

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS - 13ª VARA

Pje - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA


PROCESSO nº 0807260-82.2017.4.05.8000
AUTOR: [MUNICIPIO DE MACEIO]
RÉU: [BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO, MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS S/C, UNIÃO FEDERAL]

CONCLUSÃO

Faço conclusão destes autos ao MM. Juiz Federal, nesta data.

Maceió-AL, 1 de Março de 2019.

CINTIA DE CARVALHO PIMENTA

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
CINTIA DE CARVALHO PIMENTA - Diretor de Secretaria
19030113275205100000004219220
Data e hora da assinatura: 01/03/2019 13:28:22
Identificador: 4058000.4198043
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 229

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO

JUSTIÇA FEDERAL DE ALAGOAS

13ª VARA FEDERAL

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
INSPEÇÃO ORDINÁRIA - 2019

Ocorrência Data Prazo


Segue-se Despacho 15/03/2019

DESPACHO

Certifique o setor se já decorreu o prazo para interposição de recurso pela União Federal à decisão com id.
3855301.

Em não havendo a notícia do efeito suspensivo em sentido contrário, expeça-se o precatório da parte não
controvertida, em favor do Município de Maceió, cf. delineado na decisão supracitada, e nos termos da
decisão com id. 12466853, do E. TRF da 5ª Região.

Maceió, 25 de fevereiro de 2019.

RAIMUNDO ALVES DE CAMPOS JR.

Juiz Federal - 13ª Vara/AL

Procurador(a) da República/AL Representante da OAB/AL

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
Raimundo Alves de Campos Júnior - Magistrado
19022716343490500000004204441
Data e hora da assinatura: 27/02/2019 16:34:40
Identificador: 4058000.4183276
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 230

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 14/02/2019 23:59, o(a) UNIÃO FEDERAL foi intimado(a) acerca de Sentença
registrado em 04/02/2019 15:19 nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19020415191591800000004115344 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 15/02/2019 00:01 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 15/02/2019 00:01:21
Identificador: 4058000.4137571

1/1
fls. 231

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 11/02/2019 11:23, o(a) MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS


ASSOCIADOS S/C foi intimado(a) acerca de Sentença registrado em 04/02/2019 15:19 nos autos
judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19020415191591800000004115344 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 11/02/2019 11:23 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 11/02/2019 11:23:59
Identificador: 4058000.4117055

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fls. 232

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 06/02/2019 09:45, o(a) MUNICIPIO DE MACEIO foi intimado(a) acerca de
Sentença registrado em 04/02/2019 15:19 nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19020415191591800000004115344 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 06/02/2019 09:45 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 06/02/2019 09:45:44
Identificador: 4058000.4100480

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fls. 233

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
ALAGOAS.

Origem: Cumprimento de Sentença 0807260-82.2017.4.05.8000

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
Embargante: UNIÃO FEDERAL

Embargada: Município de Maceió

MUNICÍPIO DE MACEIÓ/AL, pessoa jurídica de direito público interno, inscrito no CNPJ sob n.
12.200.135/0001-80, com endereço para intimações na sede da sua Procuradoria Geral, situada na Rua Dr.
Pedro Monteiro, n. 291, Centro, Maceió/AL, por conduto do seu Procurador infra assinado, vem, perante
Vossa Excelência, tempestivamente, com fulcro no art. 1.023, §2º, do Código de Processo Civil,
apresentar CONTRARRAZÕES AOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO , com base nos fatos e
fundamentos que passa a expor:

I - DA TEMPESTIVIDADE

O Município foi intimado da decisão agravada no dia 22/01/2019, conforme certidão ID


4058000.4052267, sendo dies a quo do prazo recursal o dia 23/01/2019, conforme disposição do art. 224
do CPC. Considerando que, nos termos do art. 1.023, §2º, do CPC, a resposta aos embargos de declaração
pode ser interposta em até 05 dias, e, ainda, que a contagem do referido prazo será em dias úteis e em
dobro, consoante mandamentos dos arts. 183 e 219 do CPC, tem-se como termo ad quem o dia
05/02/2019.

II - DA DECISÃO EMBARGADA

Inicialmente, o Município de Maceió requereu o cumprimento de sentença judicial que condenou a União
à complementação das verbas do FUNDEF, em razão da subestimação do VMAA, decorrente dos autos
do processo de conhecimento n. 0011204-19.2003.4.05.8000. Inconformada, a União apresentou
impugnação, apontando como devida a quantia de R$ 260.300.323,33 (duzentos e sessenta milhões,
trezentos mil, trezentos e vinte e três reais e trinta e três centavos), conforme Parecer Técnico n.
2.442/2017 (ID 4058000.2443730).

Logo após a impugnação ao cumprimento de sentença, o Juízo de primeiro grau suspendeu a tramitação
do feito, em razão da liminar concedida na Ação Rescisória n. 0800907-4.2016.4.05.0000, também
proposta pela União, em tramitação no E. TRF 5ª Região. Contudo, referida Ação Rescisória foi julgada
improcedente no seu mérito em 30/05/2018, com a consequente revogação da tutela liminar anteriormente
concedida.

Por conseguinte, a municipalidade peticionou no Cumprimento de Sentença informando o resultado do


referido julgamento e requerendo a continuidade do feito, porém, ocorrendo o indeferimento. Por não
concordar com tal indeferimento, o Município de Maceió apresentou agravo de instrumento, o qual foi
dado provimento, no sentido de expedição de precatório em favor de Maceió, no valor incontroverso de
R$ R$ 260.300.323,33 (duzentos e sessenta milhões, trezentos mil, trezentos e vinte e três reais e trinta e
três centavos).

Logo em seguida, o escritório de advocacia Monteiro e Monteiro Advogados Associados, ora embargante,

1/5
fls. 234

apresentou a petição de identificador 4058000.3693445, requerendo a expedição de precatório com


destaque dos honorários que alega ter direito. Tal pleito foi acertadamente e fundamentadamente

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
indeferido por este Juízo. Dessa decisão de indeferimento, o referido escritório opôs embargos de
declaração, o qual foi não obteve provimento.

Ocorre que, dessa decisão, a União opôs embargos de declaração, ora contraminutado, requerendo a
modificação da decisão e, por conseguinte, a declaração de ilegitimidade passiva do Município de Maceió

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
para executar o julgado que condenou a União ao pagamento das verbas decorrentes do FUNDEF, de
titularidade do Município de Maceió. Alegou que a decisão embargada foi omissa.

Ora, o Município de Maceió, entendendo que não há omissão na decisão, bem com que as alegações da
União fogem aos limites das matérias passíveis de embargos de declaração, apresenta esta contraminuta
de embargos, pugnando pela sua total improcedência, como exposto a seguir.

Eis os fatos, em síntese.

III - PRELIMINAR

- DO NÃO CONHECIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO

Para que sejam conhecidos os embargos de declaração, o CPC determina que a decisão atacada apresente
contradição, omissão, obscuridade ou erro material e que a parte que recorre comprove ao menos um
destes elementos.

Ora, nos embargos em questão não há o preenchimento deste simplório requisito, seja porque a
embargante alega suposta omissão que não tem natureza de omissão, seja porque a decisão atacada não
apresenta qualquer omissão. A decisão está embasada e bem fundamentada em entendimento recente e
firme do STJ.

A União levanta, por meio de embargos de declaração, na atual fase da fase executiva, a tese de que o
Município de Maceió é parte ilegítima para executar o seu crédito referente às verbas não pagas do
FUNDEF, deferido em sentença transitada em julgado.

Ora, isso é matéria a ser discutida em mérito de impugnação à execução e não em embargos de
declaração. Porém, na impugnação à execução apresentada pela União, id. 4058000.2443727, esta nem
mesmo suscitou esta tese ou apresentou este pedido. Ou seja, precluiu o direito de requerer suposta
ilegitimidade ativa do Município de Maceió na execução, pois não foi requerido no momento oportuno.
Requer agora, em sede de embargos de declaração, além de impossível, pois está precluso tal pedido, é
impossível também por não ser matéria passível de ser levantada via embargos de declaração.

Até mesmo na jurisprudência que apresenta, o AgInt no Resp 1679189/PE, constata-se que a União,
quando atuou em tal processo, onde litigava com a Associação dos Municípios de Pernambuco, fez
requerimento de declaração de ilegitimidade ativa na impugnação à execução. Muito diferente é o que faz
na presente ação, o que mostra que não é nos embargos de declaração que um pedido de ilegitimidade
ativa é cabível. Ademais, no caso da jurisprudência que colaciona, compulsando-se aquele processo,
constata-se que o estatuto daquela Associação não assegurava poderes para esta representar seus
municípios associados em juízo. Porém, no caso da AMA - Associação dos Municípios Alagoanos - seu
Estatuto prevê a possibilidade de representação dos municípios associados em juízo, como consta no
Estatuto anexado com a petição inicial da ação ordinária. Inclusive, com base em tais elementos que, na
sentença dessa ação principal, o Juízo afastou a alegação de ilegitimidade ativa da AMA argüida à época
pela União.

Portanto, não há qualquer omissão, obscuridade ou contradição ou mesmo erro material passível de ser
sanado por meio dos presentes embargos. Assim, merecem não ser conhecidos.

2/5
fls. 235

Ademais, tendo em vista o flagrante efeito protelatório dos embargos, pois não há qualquer omissão e por
se requerer pedido impossível, requer a condenação da União na multa do artigo 1.026, §2º do CPC.

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IV - DO MÉRITO

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Mesmo confiando no não conhecimento dos embargos de declaração, em face do princípio da
eventualidade passa-se a atacar o mérito do recurso.

- DESCABIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO

Os embargantes pretendem o provimento de seu recurso para que seja destacada a ilegitimidade ativa do
Município de Maceió para executar sentença transitada em julgado que condenou a União a pagar verba
não repassada do FUNDEF, de titularidade do Município de Maceió.

Ora, além de ser questão nova, não levantada na impugnação à execução, o que já é fundamento
suficiente para seu indeferimento, um pedido de declaração de ilegitimidade ativa de quem é legalmente
titular do crédito é ilógico. Quer dizer que Maceió não pode executar o crédito que lhe é de direito,
determinado em uma sentença? Claro que pode e deve!

Insurge-se o embargante contra a possibilidade de execução individual em sentença coletiva. Porém, a


jurisprudência vintenária de todos os tribunais considera pacificada a questão da viabilidade de
propositura de ação individual para execução de sentença em ação coletiva.

Vale destacar que o FUNDEF é composto por receita decorrente do Fundo de Participação dos
Municípios, que é receita constitucionalmente assegurada a todos os Municípios brasileiros. Portanto,
cabe ao Município credor executar judicialmente a verba que inconstitucionalmente não lhe for repassada,
pois é o titular de tal direito.

Ademais, há um título executivo judicial transitado em julgado que enfrentou diversas questões, inclusive
a de ilegitimidade ativa da AMA, suscitada à época pela União. Em tal título executivo afastou-se a
alegação de ilegitimidade ativa da AMA e ficou consignado o crédito do Município de Maceió referente à
parcela do FUNDEF que deixou de receber da União. Como esta não cumpriu a determinação judicial
espontaneamente, restou ao credor, o Município de Maceió, executar o comando judicial. Portanto, não há
falar em ilegitimidade ativa de Maceió.

A respeito do tema, entende o STF que:

RECURSO EXTRAORDINÁRIO - TÍTULO JUDICIAL CONSUBSTANCIADOR DE


SENTENÇA COLETIVA - EFETIVAÇÃO EXECUTÓRIA INDIVIDUAL - POSSIBILIDADE
JURÍDICA - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. POSSIBILIDADE DE EXECUÇÃO
INDIVIDUAL DE SENTENÇA PROFERIDA EM PROCESSO COLETIVO. - O fato de
tratar-se de mandado de segurança coletivo não representa obstáculo para que o interessado,
favorecido pela sentença mandamental coletiva, promova, ele próprio, desde que integrante do
grupo ou categoria processualmente substituídos pela parte impetrante, a execução individual
desse mesmo julgado. Doutrina. Precedentes. (RE 648621 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO,
Segunda Turma, julgado em 19/02/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-051)

Importante acrescer o entendimento da Corte Especial do STJ, firmado em recurso repetitivo, segundo o
qual "a liquidação e a execução individual de sentença genérica proferida em ação civil coletiva pode ser
ajuizada no foro do domicílio do beneficiário, porquanto os efeitos e a eficácia da sentença não estão
circunscritos a lindes geográficos, mas aos limites objetivos e subjetivos do que foi decidido, levando-se

3/5
fls. 236

em conta, para tanto, sempre a extensão do dano e a qualidade dos interesses metaindividuais postos em
juízo" (REsp 1243887/PR, Rel. Ministro LUÍS FELIPE SALOMÃO, CORTE ESPECIAL, julgado em

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
19/10/2011, DJe 12/12/2011).

Por fim, mas não menos importante, constata-se que a União, ao apresentar os presentes embargos com o
único argumento de ilegitimidade ativa de Maceió para executar a sentença, incorre em violação da coisa
julgada. Afinal, a matéria trazida foi discutida na ação ordinária principal. A partir do momento em que se

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
decidiu quanto à alegação da União, na ocasião de sua contestação, sobre a ilegitimidade ativa da AMA
para aquela ação, não cabia mais suscitar a ilegitimidade ativa de Maceió no presente cumprimento de
sentença. Afinal, a relação processual (tanto da AMA, na ação ordinária; quanto do Município de Maceió,
no cumprimento de sentença) está intrínseca e já foi decidida. Suscitar de novo esta questão é violar o
trânsito em julgado e buscar embaraços processuais.

A jurisprudência apresentada pela União em sua peça de embargos não serve ao presente caso. Nesta
jurisprudência, o Estatuto da Associação pernambucana não assegurava poderes para esta representar seus
associados em juízo. No caso da AMA, como já ficou decidido na ação ordinária e como consta em seu
Estatuto juntado com a petição inicial, seu estatuto dava poderes para representar os associados em juízo,
o que ocorreu. Portanto, a União mais uma vez tenta induzir este Juízo a erro.

Dessa forma, em face de todos os argumentos apresentados, os embargos de declaração opostos pela
União devem ser totalmente improvidos.

- DA VENIRE PROCESSUAL

A proibição dos comportamentos contraditórios, também conhecido como venire contra factum proprium
, é um princípio enraizado em nosso ordenamento jurídico, de aplicação quase que pacífica nos tribunais,
notadamente ao se considerar a sua relação com o princípio da boa-fé objetiva e da segurança jurídica.

Por meio deste princípio, é vedado que uma parte adote um comportamento diverso daquele adotado
anteriormente, em verdadeira surpresa à outra parte, sendo evidente que se busca proteger com este
princípio a confiança e lealdade das relações jurídicas. A coerência, então, deve pautar as condutas das
partes a fim de se evitar a violação da legítima expectativa, que fora criada justamente por conta de
atitudes que foram tomadas ao longo da relação jurídica

O novo CPC, apesar de não positivar expressamente o princípio do venire contra factum proprium,
contém diversos artigos que em seu bojo trazem a ideia de que as partes litigantes não podem adotar
comportamentos contraditórios ao longo do curso processual e devem sempre prezar pela boa-fé, não
podendo se beneficiar de sua própria torpeza. Como exemplo, vale colacionar o artigo 5º:

Art. 5º Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportar-se de acordo com a
boa-fé.

Compulsando-se os autos do processo principal, ação ordinária nº 2003.80.00.011204, constata-se que a


União levantou a tese de ilegitimidade ativa da Associação dos Municípios Alagoanos - AMA - para
ajuizar a ação principal, a qual foi rechaçada em todas as instâncias julgadoras, até o trânsito em julgado
da ação. Agora, em evidente postura contraditória, a União, por meio de embargos de declaração, levanta
a tese de que o Município de Maceió é ilegítimo para executar a decisão. Ou seja, a União traz
argumentos para todos os lados, em verdadeira postura contraditória: se não logrou êxito em um (o da
ilegitimidade da AMA) agora tenta outro (o da ilegitimidade do Município de Maceió). Ora, então antes a
União entendia que o Município de Maceió é que seria a parte legítima e agora, como não logrou êxito em
sua tese, argumenta que Maceió é parte ilegítima? Atitudes contraditórias como essa não condizem com o
processo civil.

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fls. 237

Ora, esse tipo de postura contraditória não condiz com o dever de lealdade e boa-fé das partes do
processo. Portanto, resta configurada a má-fé processual da União, nos termos do artigo 80, merecendo

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
sua condenação por litigância de má-fé na forma prevista no artigo 81 do CPC.

V - CONCLUSÃO

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
Ante o exposto, requer o Município embargado digne-se Vossa Excelência a não conhecer o recurso de
embargos de declaração. Contudo, caso o conheça, que o mesmo não seja acolhido, conforme
fundamentação acima. Ainda, que haja a condenação da Embargante por litigância de má-fé, nos termos
do artigo 81 do CPC, bem como na multa do artigo 1.026, §2º do CPC.

Pede deferimento.

Maceió/AL, 06 de dezembro de 2018.

Fernando Antonio Reale Barreto

Procurador Municipal

OAB/AL 12.175-A

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
FERNANDO ANTONIO REALE BARRETO - Procurador
19020415222868000000004115396
Data e hora da assinatura: 04/02/2019 15:25:19
Identificador: 4058000.4094298
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 5/5
fls. 238

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Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
Procuradoria Judicial

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE
ALAGOAS.

Origem: Cumprimento de Sentença 0807260-82.2017.4.05.8000


Embargante: UNIÃO FEDERAL
Embargada: Município de Maceió

MUNICÍPIO DE MACEIÓ/AL, pessoa jurídica de direito público interno, inscrito no CNPJ


sob n. 12.200.135/0001-80, com endereço para intimações na sede da sua Procuradoria Geral,
situada na Rua Dr. Pedro Monteiro, n. 291, Centro, Maceió/AL, por conduto do seu Procurador infra
assinado, vem, perante Vossa Excelência, tempestivamente, com fulcro no art. 1.023, §2º, do Código
de Processo Civil, apresentar CONTRARRAZÕES AOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, com base
nos fatos e fundamentos que passa a expor:

I – DA TEMPESTIVIDADE
O Município foi intimado da decisão agravada no dia 22/01/2019, conforme certidão ID
4058000.4052267, sendo dies a quo do prazo recursal o dia 23/01/2019, conforme disposição do art.
224 do CPC. Considerando que, nos termos do art. 1.023, §2º, do CPC, a resposta aos embargos de
declaração pode ser interposta em até 05 dias, e, ainda, que a contagem do referido prazo será em
dias úteis e em dobro, consoante mandamentos dos arts. 183 e 219 do CPC, tem-se como termo ad
quem o dia 05/02/2019.

II – DA DECISÃO EMBARGADA
Inicialmente, o Município de Maceió requereu o cumprimento de sentença judicial que
condenou a União à complementação das verbas do FUNDEF, em razão da subestimação do VMAA,
decorrente dos autos do processo de conhecimento n. 0011204-19.2003.4.05.8000. Inconformada, a
União apresentou impugnação, apontando como devida a quantia de R$ 260.300.323,33 (duzentos e
sessenta milhões, trezentos mil, trezentos e vinte e três reais e trinta e três centavos), conforme
Parecer Técnico n. 2.442/2017 (ID 4058000.2443730).
Logo após a impugnação ao cumprimento de sentença, o Juízo de primeiro grau
suspendeu a tramitação do feito, em razão da liminar concedida na Ação Rescisória n. 0800907-
4.2016.4.05.0000, também proposta pela União, em tramitação no E. TRF 5ª Região. Contudo,

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Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
Procuradoria Judicial

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referida Ação Rescisória foi julgada improcedente no seu mérito em 30/05/2018, com a consequente
revogação da tutela liminar anteriormente concedida.
Por conseguinte, a municipalidade peticionou no Cumprimento de Sentença informando o
resultado do referido julgamento e requerendo a continuidade do feito, porém, ocorrendo o
indeferimento. Por não concordar com tal indeferimento, o Município de Maceió apresentou agravo de
instrumento, o qual foi dado provimento, no sentido de expedição de precatório em favor de Maceió,
no valor incontroverso de R$ R$ 260.300.323,33 (duzentos e sessenta milhões, trezentos mil,
trezentos e vinte e três reais e trinta e três centavos).
Logo em seguida, o escritório de advocacia Monteiro e Monteiro Advogados Associados,
ora embargante, apresentou a petição de identificador 4058000.3693445, requerendo a expedição de
precatório com destaque dos honorários que alega ter direito. Tal pleito foi acertadamente e
fundamentadamente indeferido por este Juízo. Dessa decisão de indeferimento, o referido escritório
opôs embargos de declaração, o qual foi não obteve provimento.
Ocorre que, dessa decisão, a União opôs embargos de declaração, ora contraminutado,
requerendo a modificação da decisão e, por conseguinte, a declaração de ilegitimidade passiva do
Município de Maceió para executar o julgado que condenou a União ao pagamento das verbas
decorrentes do FUNDEF, de titularidade do Município de Maceió. Alegou que a decisão embargada
foi omissa.
Ora, o Município de Maceió, entendendo que não há omissão na decisão, bem com que
as alegações da União fogem aos limites das matérias passíveis de embargos de declaração,
apresenta esta contraminuta de embargos, pugnando pela sua total improcedência, como exposto a
seguir.
Eis os fatos, em síntese.

III – PRELIMINAR
- DO NÃO CONHECIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Para que sejam conhecidos os embargos de declaração, o CPC determina que a decisão
atacada apresente contradição, omissão, obscuridade ou erro material e que a parte que recorre
comprove ao menos um destes elementos.
Ora, nos embargos em questão não há o preenchimento deste simplório requisito, seja
porque a embargante alega suposta omissão que não tem natureza de omissão, seja porque a
decisão atacada não apresenta qualquer omissão. A decisão está embasada e bem fundamentada
em entendimento recente e firme do STJ.

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Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
Procuradoria Judicial

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A União levanta, por meio de embargos de declaração, na atual fase da fase executiva, a
tese de que o Município de Maceió é parte ilegítima para executar o seu crédito referente às verbas
não pagas do FUNDEF, deferido em sentença transitada em julgado.
Ora, isso é matéria a ser discutida em mérito de impugnação à execução e não em
embargos de declaração. Porém, na impugnação à execução apresentada pela União, id.
4058000.2443727, esta nem mesmo suscitou esta tese ou apresentou este pedido. Ou seja, precluiu
o direito de requerer suposta ilegitimidade ativa do Município de Maceió na execução, pois não foi
requerido no momento oportuno. Requer agora, em sede de embargos de declaração, além de
impossível, pois está precluso tal pedido, é impossível também por não ser matéria passível de ser
levantada via embargos de declaração.
Até mesmo na jurisprudência que apresenta, o AgInt no Resp 1679189/PE, constata-se
que a União, quando atuou em tal processo, onde litigava com a Associação dos Municípios de
Pernambuco, fez requerimento de declaração de ilegitimidade ativa na impugnação à execução.
Muito diferente é o que faz na presente ação, o que mostra que não é nos embargos de declaração
que um pedido de ilegitimidade ativa é cabível. Ademais, no caso da jurisprudência que colaciona,
compulsando-se aquele processo, constata-se que o estatuto daquela Associação não assegurava
poderes para esta representar seus municípios associados em juízo. Porém, no caso da AMA –
Associação dos Municípios Alagoanos – seu Estatuto prevê a possibilidade de representação dos
municípios associados em juízo, como consta no Estatuto anexado com a petição inicial da ação
ordinária. Inclusive, com base em tais elementos que, na sentença dessa ação principal, o Juízo
afastou a alegação de ilegitimidade ativa da AMA argüida à época pela União.
Portanto, não há qualquer omissão, obscuridade ou contradição ou mesmo erro material
passível de ser sanado por meio dos presentes embargos. Assim, merecem não ser conhecidos.
Ademais, tendo em vista o flagrante efeito protelatório dos embargos, pois não há
qualquer omissão e por se requerer pedido impossível, requer a condenação da União na multa do
artigo 1.026, §2º do CPC.

IV – DO MÉRITO
Mesmo confiando no não conhecimento dos embargos de declaração, em face do
princípio da eventualidade passa-se a atacar o mérito do recurso.

- DESCABIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO

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Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
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Os embargantes pretendem o provimento de seu recurso para que seja destacada a
ilegitimidade ativa do Município de Maceió para executar sentença transitada em julgado que
condenou a União a pagar verba não repassada do FUNDEF, de titularidade do Município de Maceió.
Ora, além de ser questão nova, não levantada na impugnação à execução, o que já é
fundamento suficiente para seu indeferimento, um pedido de declaração de ilegitimidade ativa de
quem é legalmente titular do crédito é ilógico. Quer dizer que Maceió não pode executar o crédito que
lhe é de direito, determinado em uma sentença? Claro que pode e deve!
Insurge-se o embargante contra a possibilidade de execução individual em sentença
coletiva. Porém, a jurisprudência vintenária de todos os tribunais considera pacificada a questão da
viabilidade de propositura de ação individual para execução de sentença em ação coletiva.
Vale destacar que o FUNDEF é composto por receita decorrente do Fundo de
Participação dos Municípios, que é receita constitucionalmente assegurada a todos os Municípios
brasileiros. Portanto, cabe ao Município credor executar judicialmente a verba que
inconstitucionalmente não lhe for repassada, pois é o titular de tal direito.
Ademais, há um título executivo judicial transitado em julgado que enfrentou diversas
questões, inclusive a de ilegitimidade ativa da AMA, suscitada à época pela União. Em tal título
executivo afastou-se a alegação de ilegitimidade ativa da AMA e ficou consignado o crédito do
Município de Maceió referente à parcela do FUNDEF que deixou de receber da União. Como esta
não cumpriu a determinação judicial espontaneamente, restou ao credor, o Município de Maceió,
executar o comando judicial. Portanto, não há falar em ilegitimidade ativa de Maceió.
A respeito do tema, entende o STF que:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TÍTULO JUDICIAL CONSUBSTANCIADOR DE
SENTENÇA COLETIVA – EFETIVAÇÃO EXECUTÓRIA INDIVIDUAL –
POSSIBILIDADE JURÍDICA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
POSSIBILIDADE DE EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA PROFERIDA EM
PROCESSO COLETIVO. - O fato de tratar-se de mandado de segurança coletivo não
representa obstáculo para que o interessado, favorecido pela sentença mandamental
coletiva, promova, ele próprio, desde que integrante do grupo ou categoria
processualmente substituídos pela parte impetrante, a execução individual desse
mesmo julgado. Doutrina. Precedentes. (RE 648621 AgR, Rel. Min. CELSO DE
MELLO, Segunda Turma, julgado em 19/02/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-
051)

Importante acrescer o entendimento da Corte Especial do STJ, firmado em recurso


repetitivo, segundo o qual "a liquidação e a execução individual de sentença genérica proferida em
ação civil coletiva pode ser ajuizada no foro do domicílio do beneficiário, porquanto os efeitos e a
eficácia da sentença não estão circunscritos a lindes geográficos, mas aos limites objetivos e
subjetivos do que foi decidido, levando-se em conta, para tanto, sempre a extensão do dano e a

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Município de Maceió
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qualidade dos interesses metaindividuais postos em juízo" (REsp 1243887/PR, Rel. Ministro LUÍS
FELIPE SALOMÃO, CORTE ESPECIAL, julgado em 19/10/2011, DJe 12/12/2011).
Por fim, mas não menos importante, constata-se que a União, ao apresentar os presentes
embargos com o único argumento de ilegitimidade ativa de Maceió para executar a sentença, incorre
em violação da coisa julgada. Afinal, a matéria trazida foi discutida na ação ordinária principal. A partir
do momento em que se decidiu quanto à alegação da União, na ocasião de sua contestação, sobre a
ilegitimidade ativa da AMA para aquela ação, não cabia mais suscitar a ilegitimidade ativa de Maceió
no presente cumprimento de sentença. Afinal, a relação processual (tanto da AMA, na ação ordinária;
quanto do Município de Maceió, no cumprimento de sentença) está intrínseca e já foi decidida.
Suscitar de novo esta questão é violar o trânsito em julgado e buscar embaraços processuais.
A jurisprudência apresentada pela União em sua peça de embargos não serve ao
presente caso. Nesta jurisprudência, o Estatuto da Associação pernambucana não assegurava
poderes para esta representar seus associados em juízo. No caso da AMA, como já ficou decidido na
ação ordinária e como consta em seu Estatuto juntado com a petição inicial, seu estatuto dava
poderes para representar os associados em juízo, o que ocorreu. Portanto, a União mais uma vez
tenta induzir este Juízo a erro.
Dessa forma, em face de todos os argumentos apresentados, os embargos de declaração
opostos pela União devem ser totalmente improvidos.

- DA VENIRE PROCESSUAL
A proibição dos comportamentos contraditórios, também conhecido como venire contra
factum proprium, é um princípio enraizado em nosso ordenamento jurídico, de aplicação quase que
pacífica nos tribunais, notadamente ao se considerar a sua relação com o princípio da boa-fé
objetiva e da segurança jurídica.
Por meio deste princípio, é vedado que uma parte adote um comportamento diverso
daquele adotado anteriormente, em verdadeira surpresa à outra parte, sendo evidente que se
busca proteger com este princípio a confiança e lealdade das relações jurídicas. A coerência,
então, deve pautar as condutas das partes a fim de se evitar a violação da legítima expectativa, que
fora criada justamente por conta de atitudes que foram tomadas ao longo da relação jurídica
O novo CPC, apesar de não positivar expressamente o princípio do venire contra factum
proprium, contém diversos artigos que em seu bojo trazem a ideia de que as partes litigantes não
podem adotar comportamentos contraditórios ao longo do curso processual e devem sempre prezar

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Município de Maceió
Procuradoria Geral do Município
Procuradoria Judicial

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pela boa-fé, não podendo se beneficiar de sua própria torpeza. Como exemplo, vale colacionar o
artigo 5º:
Art. 5º Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportar-se de
acordo com a boa-fé.

Compulsando-se os autos do processo principal, ação ordinária nº 2003.80.00.011204,


constata-se que a União levantou a tese de ilegitimidade ativa da Associação dos Municípios
Alagoanos – AMA – para ajuizar a ação principal, a qual foi rechaçada em todas as instâncias
julgadoras, até o trânsito em julgado da ação. Agora, em evidente postura contraditória, a União, por
meio de embargos de declaração, levanta a tese de que o Município de Maceió é ilegítimo para
executar a decisão. Ou seja, a União traz argumentos para todos os lados, em verdadeira postura
contraditória: se não logrou êxito em um (o da ilegitimidade da AMA) agora tenta outro (o da
ilegitimidade do Município de Maceió). Ora, então antes a União entendia que o Município de Maceió
é que seria a parte legítima e agora, como não logrou êxito em sua tese, argumenta que Maceió é
parte ilegítima? Atitudes contraditórias como essa não condizem com o processo civil.
Ora, esse tipo de postura contraditória não condiz com o dever de lealdade e boa-fé das
partes do processo. Portanto, resta configurada a má-fé processual da União, nos termos do artigo
80, merecendo sua condenação por litigância de má-fé na forma prevista no artigo 81 do CPC.

V – CONCLUSÃO
Ante o exposto, requer o Município embargado digne-se Vossa Excelência a não
conhecer o recurso de embargos de declaração. Contudo, caso o conheça, que o mesmo não seja
acolhido, conforme fundamentação acima. Ainda, que haja a condenação da Embargante por
litigância de má-fé, nos termos do artigo 81 do CPC, bem como na multa do artigo 1.026, §2º do
CPC.
Pede deferimento.
Maceió/AL, 06 de dezembro de 2018.

Fernando Antonio Reale Barreto


Procurador Municipal
OAB/AL 12.175-A

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
FERNANDO ANTONIO REALE BARRETO - Procurador
19020415245431500000004115397
Data e hora da assinatura: 04/02/2019 15:25:19
Identificador: 4058000.4094299
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 6/6
fls. 244

PROCESSO Nº: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A

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F A Z E N D A P Ú B L I C A
EXEQUENTE: MUNICIPIO DE MACEIO
EXECUTADO: UNIÃO FEDERAL
TERCEIRO INTERESSADO: MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS S/C
ADVOGADO: Bruno Romero Pedrosa Monteiro
13ª VARA FEDERAL - AL (JUIZ FEDERAL TITULAR)

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DECISÃO

Vistos etc.

1. Tratam-se de Embargos de Declaração (id. 4024508) interpostos pela União Federal contra a decisão
com id. 3998496, ao argumento de que a mesma teria incorrido em omissão, porque deixou de apreciar a
questão de ordem pública (também suscitada na petição com id. 3889397), relativa à ilegitimidade passiva
do exequente, em razão da ausência de autorização expressa conferida pelo Município de Maceió à
Associação dos Municípios Alagoanos - AMA para a propositura da ação coletiva donde emanou o título
executivo objeto deste cumprimento de sentença, consoante assentado no RE 573232/SC (Adstrito ao
regime de repercussão geral.) e na jurisprudência do STJ e do TRF5.

2. Monteiro e Monteiro Advogados apresentou contra razões aos aclaratórios (id. 4085836),
pronunciando-se pela inexistência da cogitada omissão, pugnando pelo reconhecimento de sua
legitimidade ativa para estar na execução em tela.

3. É, no essencial, o relatório. Fundamento e decido .

4. Pois bem. Não há que se falar em omissão, porque a questão de ordem sob enfoque não passou ao largo
da apreciação deste Juízo, que, aliás, declinou as razões do não enfrentamento da matéria, nos seguintes
termos:

"16. Quanto ao desiderato da União de que este processo seja suspenso, até o julgamento da "Questão de
Ordem" de que ora se cuida, ou até o trânsito em julgado da Ação Rescisória nº
0800907-04.2016.4.05.0000, ou, ainda, até que o Juízo da 2ª Vara revogue a decisão que determinou a
suspensão de todos os processos formados a partir da Ação nº 0011204-19.2003.4.05.8000, importa
consignar que tal matéria está compreendida no bojo da Ação Rescisória sob referência , não cabendo a
este Juízo rever matéria já apreciada pelo Tribunal. Confira-se, a propósito, ementa do julgamento da
reportada AR pelo E. TRF da 5ª Região:

PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. ILEGITIMIDADE ATIVA DA ASSOCIAÇÃO DOS


MUNICÍPIOS ALAGOANOS. COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO
RESCISÓRIA.

I - Almeja a UNIÃO reverter acórdão da Segunda Turma, sob a relatoria do Desembargador Federal
MANOEL ERHARDT (AC 348312), que assegurou aos Municípios representados pela ora RÉ (a
ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS ALAGOANOS), a percepção do que deixaram de receber, na vigência
da Lei 9.424/96, por conta da estimação do Valor Mínimo Nacional por Aluno (VMNA). Alega a UNIÃO
que o acórdão deve ser rescindido pois as unidades federativas vieram a juízo através de indevida
instituição, pois na conformidade do CPC/1973, art. 12. II, " a representação judicial dos Municípios,
ativa e passivamente, deve ser exercida por seu Prefeito ou Procurador."

1/2
fls. 245

II - Desnecessidade do chamamento de todos os Municípios substituídos como litisconsortes necessários,


conforme requerido pelo Município de Maceió/AL.

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III - Na hipótese, não é a rescisória a sede adequada para a reforma do julgado em baila. Ao primeiro
ponto, por não ter ocorrido violação a literal dispositivo legal. Com efeito, não foi base da decisão
turmária a representação dos entes federativos a cargo da AMA - ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS
ALAGOANOS. Daí que a rescisória não encontra o resguardo do art. 966 do Código de Processo Civil,

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não devendo ser invocada a cláusula de violação a literal dispositivo de lei, até mesmo porque no
julgamento da Segunda Turma o tema representação processual foi focado sob o art. 5º, XXI, da
Constituição Republicana e não sob o fito do art. 12, II do CPC/1973.

IV - Noutro passo, ergue-se contra o sucesso da rescisória a dicção da Súmula 343 do Supremo Tribunal
Federal ( Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, quando a decisão rescindenda
se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais ), já que àquela altura não
havia posição firme como a que foi adotada posteriormente pelo STJ no RMS 34.270/MG, relatoria do
Ministro TEORI ZAVASCKI, dizendo que a associação é ilegítima para postular em nome do Município.
Com efeito, a decisão do STJ é de 25.10.2011, enquanto o julgado deste Regional é de 06.05.2008.

V - O ânimo de rever em sede de rescisória decisão turmária que lhe foi desfavorável, fez com que a
UNIÃO manejasse demanda em tudo e por tudo semelhante à presente, tendo como alvo a ASSOCIAÇÃO
MUNICIPALISTA DE PERNAMBUCO, sob número 0806650-29.2015.4.05.0000, posto sob a relatoria
do Desembargador Federal VLADIMIR SOUZA CARVALHO, sem lograr êxito ( Pleno, 21.03.2017).

VI - Portanto, na compreensão deste Egrégio Tribunal, em formação plenária, a matéria sob apreciação
não se adéqua aos cânones da ação rescisória, pois não afronta a literal dispositivo de lei, já que ao
tempo em que foi levada a julgamento no âmbito da Segunda Turma, não foi tido como fundamento do
acórdão espancado o art. 12, II do CPC/1973, mas sim o art. 5º, XXI, da Constituição Federal.

VII - Ação rescisória julgada improcedente, com revogação da liminar que obstaculizou o acesso dos
Municípios substituídos aos recursos financeiros questionados.

5. Em verdade, a União pretende modificar o entendimento sufragado naquele julgado, desiderato a que
não servem os embargos de declaração.

6. Sendo assim, conheço dos embargos declaratórios, para, no mérito, negar-lhes provimento ,
mantendo a decisão recorrida, tal qual lançada.

Maceió/AL, 01 de fevereiro de 2019.

RAIMUNDO ALVES DE CAMPOS JR.

Juiz Federal - 13ª Vara/AL

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
Raimundo Alves de Campos Júnior - Magistrado
19020415191591800000004115344
Data e hora da assinatura: 04/02/2019 15:19:16
Identificador: 4058000.4094246
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 2/2
fls. 246

PROCESSO Nº: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
F A Z E N D A P Ú B L I C A
EXEQUENTE: MUNICIPIO DE MACEIO
EXECUTADO: UNIÃO FEDERAL
TERCEIRO INTERESSADO: MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS S/C
ADVOGADO: Bruno Romero Pedrosa Monteiro
13ª VARA FEDERAL - AL (JUIZ FEDERAL TITULAR)

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
DECISÃO

Vistos etc.

1. Tratam-se de Embargos de Declaração (id. 4024508) interpostos pela União Federal contra a decisão
com id. 3998496, ao argumento de que a mesma teria incorrido em omissão, porque deixou de apreciar a
questão de ordem pública (também suscitada na petição com id. 3889397), relativa à ilegitimidade passiva
do exequente, em razão da ausência de autorização expressa conferida pelo Município de Maceió à
Associação dos Municípios Alagoanos - AMA para a propositura da ação coletiva donde emanou o título
executivo objeto deste cumprimento de sentença, consoante assentado no RE 573232/SC (Adstrito ao
regime de repercussão geral.) e na jurisprudência do STJ e do TRF5.

2. Monteiro e Monteiro Advogados apresentou contra razões aos aclaratórios (id. 4085836),
pronunciando-se pela inexistência da cogitada omissão, pugnando pelo reconhecimento de sua
legitimidade ativa para estar na execução em tela.

3. É, no essencial, o relatório. Fundamento e decido .

4. Pois bem. Não há que se falar em omissão, porque a questão de ordem sob enfoque não passou ao largo
da apreciação deste Juízo, que, aliás, declinou as razões do não enfrentamento da matéria, nos seguintes
termos:

"16. Quanto ao desiderato da União de que este processo seja suspenso, até o julgamento da "Questão de
Ordem" de que ora se cuida, ou até o trânsito em julgado da Ação Rescisória nº
0800907-04.2016.4.05.0000, ou, ainda, até que o Juízo da 2ª Vara revogue a decisão que determinou a
suspensão de todos os processos formados a partir da Ação nº 0011204-19.2003.4.05.8000, importa
consignar que tal matéria está compreendida no bojo da Ação Rescisória sob referência , não cabendo a
este Juízo rever matéria já apreciada pelo Tribunal. Confira-se, a propósito, ementa do julgamento da
reportada AR pelo E. TRF da 5ª Região:

PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. ILEGITIMIDADE ATIVA DA ASSOCIAÇÃO DOS


MUNICÍPIOS ALAGOANOS. COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO
RESCISÓRIA.

I - Almeja a UNIÃO reverter acórdão da Segunda Turma, sob a relatoria do Desembargador Federal
MANOEL ERHARDT (AC 348312), que assegurou aos Municípios representados pela ora RÉ (a
ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS ALAGOANOS), a percepção do que deixaram de receber, na vigência
da Lei 9.424/96, por conta da estimação do Valor Mínimo Nacional por Aluno (VMNA). Alega a UNIÃO
que o acórdão deve ser rescindido pois as unidades federativas vieram a juízo através de indevida
instituição, pois na conformidade do CPC/1973, art. 12. II, " a representação judicial dos Municípios,
ativa e passivamente, deve ser exercida por seu Prefeito ou Procurador."

1/2
fls. 247

II - Desnecessidade do chamamento de todos os Municípios substituídos como litisconsortes necessários,


conforme requerido pelo Município de Maceió/AL.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
III - Na hipótese, não é a rescisória a sede adequada para a reforma do julgado em baila. Ao primeiro
ponto, por não ter ocorrido violação a literal dispositivo legal. Com efeito, não foi base da decisão
turmária a representação dos entes federativos a cargo da AMA - ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS
ALAGOANOS. Daí que a rescisória não encontra o resguardo do art. 966 do Código de Processo Civil,

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
não devendo ser invocada a cláusula de violação a literal dispositivo de lei, até mesmo porque no
julgamento da Segunda Turma o tema representação processual foi focado sob o art. 5º, XXI, da
Constituição Republicana e não sob o fito do art. 12, II do CPC/1973.

IV - Noutro passo, ergue-se contra o sucesso da rescisória a dicção da Súmula 343 do Supremo Tribunal
Federal ( Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, quando a decisão rescindenda
se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais ), já que àquela altura não
havia posição firme como a que foi adotada posteriormente pelo STJ no RMS 34.270/MG, relatoria do
Ministro TEORI ZAVASCKI, dizendo que a associação é ilegítima para postular em nome do Município.
Com efeito, a decisão do STJ é de 25.10.2011, enquanto o julgado deste Regional é de 06.05.2008.

V - O ânimo de rever em sede de rescisória decisão turmária que lhe foi desfavorável, fez com que a
UNIÃO manejasse demanda em tudo e por tudo semelhante à presente, tendo como alvo a ASSOCIAÇÃO
MUNICIPALISTA DE PERNAMBUCO, sob número 0806650-29.2015.4.05.0000, posto sob a relatoria
do Desembargador Federal VLADIMIR SOUZA CARVALHO, sem lograr êxito ( Pleno, 21.03.2017).

VI - Portanto, na compreensão deste Egrégio Tribunal, em formação plenária, a matéria sob apreciação
não se adéqua aos cânones da ação rescisória, pois não afronta a literal dispositivo de lei, já que ao
tempo em que foi levada a julgamento no âmbito da Segunda Turma, não foi tido como fundamento do
acórdão espancado o art. 12, II do CPC/1973, mas sim o art. 5º, XXI, da Constituição Federal.

VII - Ação rescisória julgada improcedente, com revogação da liminar que obstaculizou o acesso dos
Municípios substituídos aos recursos financeiros questionados.

5. Em verdade, a União pretende modificar o entendimento sufragado naquele julgado, desiderato a que
não servem os embargos de declaração.

6. Sendo assim, conheço dos embargos declaratórios, para, no mérito, negar-lhes provimento ,
mantendo a decisão recorrida, tal qual lançada.

Maceió/AL, 01 de fevereiro de 2019.

RAIMUNDO ALVES DE CAMPOS JR.

Juiz Federal - 13ª Vara/AL

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
Raimundo Alves de Campos Júnior - Magistrado
19020118245833700000004111436
Data e hora da assinatura: 04/02/2019 15:19:14
Identificador: 4058000.4090341
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 2/2
fls. 248

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS - 13ª VARA

Pje - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA


PROCESSO nº 0807260-82.2017.4.05.8000
AUTOR: [MUNICIPIO DE MACEIO]
RÉU: [BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO, MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS S/C, UNIÃO FEDERAL]

CONCLUSÃO

Faço conclusão destes autos ao MM. Juiz Federal, nesta data.

Maceió-AL, 1 de Fevereiro de 2019.

RAFAEL TORRES LEAL

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
RAFAEL TORRES LEAL - Diretor de Secretaria
19020110201949400000004108711
Data e hora da assinatura: 01/02/2019 10:20:37
Identificador: 4058000.4087619
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 249

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA DA SEÇÃO
JUDICIÁRIA DE ALAGOAS

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA Nº
0807260-82.2017.4.05.8000

MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS , devidamente qualificada nos autos do


processo em epígrafe, através de seu advogado infra-assinado, vem, perante Vossa Excelência, apresentar
sua IMPUGNAÇÃO AOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO apresentado pela UNIÃO FEDERAL ,
diante dos argumentos que passam a expor:

I - BREVE SÍNTESE DA DEMANDA

No dia 18/09/2018, a Segunda Turma do Egrégio Tribunal Regional Federal da 5ª Região, deferiu efeito
suspensivo ativo ao agravo de instrumento nº 0812826-19.2018.4.05.0000, interposto pelo município de
Maceió, para determinar a expedição do precatório sobre a parcela incontroversa dos recursos, dando
regular prosseguimento ao cumprimento de sentença.

Antes da expedição do requisitório, o escritório de advocacia, ora embargante, nos termos do artigo 22, §
4º, da Lei 8.906/1994, requereu a retenção dos honorários contratuais, sendo indeferido o pedido, nos
seguintes termos:

No que tange à pretensão de expedição de requisitório da parte incontroversa do valor exequendo, assiste
razão ao postulante. De fato, ao decidir o pedido de liminar veiculado no Agravo de Instrumento sob
referência, o eminente Relator foi taxativo ao concluir a sua fundamentação dizendo: "6. Deferimento do
efeito suspensivo ativo, para determinar a expedição do precatório sobre a parcela incontroversa dos
recursos, dando regular prosseguimento ao cumprimento da sentença." Portanto, a ordem tem de ser
prontamente cumprida.

Passo à análise do pedido de destaque dos honorários contratuais, referido como reiteração do pleito
deflagrado na petição com id. 2502494.

Pois bem. Apesar da previsão legal (art. 22, § 4º, da Lei nº 8.906/1994) autorizando o destaque de
honorários contratuais da quantia a ser recebida pelo constituinte, quando juntado o contrato respectivo
antes do mandado de levantamento ou da expedição do precatório, o caso em tela reclama atenção
especial, pelo fato de os recursos a serem recebidos pela edilidade (constituinte da sociedade de
advogados postulante) versarem sobre verbas oriundas de diferença do FUNDEB, cuja destinação está
vinculada à educação, por imperativo constitucional.

1/9
fls. 250

É bem verdade que o entendimento prevalecente na jurisprudência do TRF da 5ª e, sobretudo, do Superior

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Tribunal de Justiça (consoante evidenciam as ementas de julgado colacionadas pelo postulante) dava
guarida à tese sustentada por MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS. Todavia, a 1ª
Seção do Superior Tribunal de Justiça, ao decidir o mérito do REsp nº 1.703.697/PE, em 10/10/2018,
superou o entendimento até então sufragado, deixando assentado que não é possível a retenção de
honorários advocatícios contratuais em precatório que veicula pagamento de verbas oriundas do
FUNDEB.

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
Vale salientar, por oportuno, que, em razão de o julgado sob enfoque ainda não estar disponibilizado para
consulta pública, deixo de transcrever sua ementa, mas trago à conferência excerto da certidão da
tramitação do feito que contém a sua confirmação, extraído da consulta processual disponibilizada no
Portal daquela C. Corte . Confira-se: (...) em 10 de Outubro de 2018, PROCLAMAÇÃO FINAL DE
JULGAMENTO: "PROSSEGUINDO NO JULGAMENTO, A SEÇÃO, POR MAIORIA, VENCIDA A
SRA. MINISTRA ASSUSETE MAGALHÃES, DEU PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL, NOS
TERMOS DO VOTO DO SR. MINISTRO RELATOR."

Em reforço à fundamentação desta decisão, trago à lume julgado monocrático da lavra do eminente
Ministro Benedito Gonçalves, que, ainda mais recentemente (16/10/2018), negou provimento ao REsp
1.694.644/AL, interposto pelo Município de Jacaré dos Homens, deste Estado, também patrocinado pela
sociedade de advogados ora requerente, arrimado no precedente supra mencionado (REsp 1.703.697/PE).

Inconformados, o escritório opôs embargos de declaração e a União Federal pugnou pela extinção da
execução, sendo negado provimento aos embargos e indeferido o pedido do referido ente, em síntese, nos
seguintes termos:

15. No que concerne ao pedido de indeferimento da pretensão do escritório MONTEIRO E visando à


imediata expedição MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS de requisição de pagamento dos valores
incontroversos, vale ressaltar que tal matéria já restou apreciada na decisão com id. 3855301 (ora
embargada), onde, inclusive, ficou esclarecido que a determinação de prosseguimento desta execução,
com expedição de precatório em relação à parte incontroversa, resultou de determinação do E. TRF da 5ª
Região.

16. Quanto ao desiderato da União de que este processo seja suspenso, até o julgamento da "Questão de
Ordem" de que ora se cuida, ou até o trânsito em julgado da Ação Rescisória nº
0800907-04.2016.4.05.0000, ou, ainda, até que o Juízo da 2ª Vara revogue a decisão que determinou a
suspensão de todos os processos formados a partir da Ação nº 0011204-19.2003.4.05.8000, importa
consignar que tal matéria está compreendida no bojo da Ação Rescisória sob referência, não cabendo a
este Juízo rever matéria já apreciada pelo Tribunal. Confira-se, a propósito, ementa do julgamento da
reportada AR pelo E. TRF da 5ª Região:

PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. ILEGITIMIDADE ATIVA DA ASSOCIAÇÃO DOS


MUNICÍPIOS ALAGOANOS. COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. IMPROCEDÊNCIA DA
AÇÃO RESCISÓRIA.

I - Almeja a UNIÃO reverter acórdão da Segunda Turma, sob a relatoria do Desembargador Federal
MANOEL ERHARDT (AC 348312), que assegurou aos Municípios representados pela ora RÉ (a
ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS ALAGOANOS), a percepção do que deixaram de receber, na
vigência da Lei 9.424/96, por conta da estimação do Valor Mínimo Nacional por Aluno (VMNA). Alega
a UNIÃO que o acórdão deve ser rescindido pois as unidades federativas vieram a juízo através de
indevida instituição, pois na conformidade do CPC/1973, art. 12. II, " a representação judicial dos
Municípios, ativa e passivamente, deve ser exercida por seu Prefeito ou Procurador."

II - Desnecessidade do chamamento de todos os Municípios substituídos como litisconsortes necessários,

2/9
fls. 251

conforme requerido pelo Município de Maceió/AL.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
III - Na hipótese, não é a rescisória a sede adequada para a reforma do julgado em baila. Ao primeiro
ponto, por não ter ocorrido violação a literal dispositivo legal. Com efeito, não foi base da decisão
turmária a representação dos entes federativos a cargo da AMA - ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS
ALAGOANOS. Daí que a rescisória não encontra o resguardo do art. 966 do Código de Processo Civil,
não devendo ser invocada a cláusula de violação a literal dispositivo de lei, até mesmo porque no

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
julgamento da Segunda Turma o tema representação processual foi focado sob o art. 5º, XXI, da
Constituição Republicana e não sob o fito do art. 12, II do CPC/1973.

IV - Noutro passo, ergue-se contra o sucesso da rescisória a dicção da Súmula 343 do Supremo Tribunal
Federal ( Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, quando a decisão rescindenda se
tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais ), já que àquela altura não havia
posição firme como a que foi adotada posteriormente pelo STJ no RMS 34.270/MG, relatoria do Ministro
TEORI ZAVASCKI, dizendo que a associação é ilegítima para postular em nome do Município.

Com efeito, a decisão do STJ é de 25.10.2011, enquanto o julgado deste Regional é de 06.05.2008.

V - O ânimo de rever em sede de rescisória decisão turmária que lhe foi desfavorável, fez com que a
UNIÃO manejasse demanda em tudo e por tudo semelhante à presente, tendo como alvo a
ASSOCIAÇÃO MUNICIPALISTA DE PERNAMBUCO, sob número 0806650-29.2015.4.05.0000,
posto sob a relatoria do Desembargador Federal VLADIMIR SOUZA CARVALHO, sem lograr êxito (
Pleno, 21.03.2017).

VI - Portanto, na compreensão deste Egrégio Tribunal, em formação plenária, a matéria sob apreciação
não se adéqua aos cânones da ação rescisória, pois não afronta a literal dispositivo de lei, já que ao tempo
em que foi levada a julgamento no âmbito da Segunda Turma, não foi tido como fundamento do acórdão
espancado o art. 12, II do CPC/1973, mas sim o art. 5º, XXI, da Constituição Federal.

VII - Ação rescisória julgada improcedente, com revogação da liminar que obstaculizou o acesso dos
Municípios substituídos aos recursos financeiros questionados.

17. Também não se afigura razoável o acolhimento do pedido de emanação de ordem de restrição de
pagamento para os valores incontroversos, porque a matéria está sendo alvo de apreciação pelo E. TRF da
5ª Região em sede de Agravo de Instrumento, recomendando a prudência evitar-se o risco de produzir
decisões conflitantes.

18. Quanto ao pedido de intimação do escritório MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS para juntar
nos autos procuração e contrato de honorários advocatícios ASSOCIADOS firmado com a edilidade,
tenho que tal medida mostra-se desnecessária, porque, na última decisão proferida por este Juízo nestes
autos, a pretensão de receber honorários contratuais por conta de valores emanados do FUNDEB foi
indeferida.

20. Diante de todo o exposto ;

a) - conheço dos embargos declaratórios interpostos pelo escritório de advocacia MONTEIRO E


MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS (id. 3887273/4), para, no mérito, negar-lhes provimento ,
mantendo a decisão impugnada, tal qual lançada;

b) - indefiro os pedidos da União Federal, consubstanciados na petição com id. 3889397.

Inconformada, a União opõe embargos de declaração alegando omissão da decisão, em relação à questão
de ordem pública relativa à ilegitimidade passiva do município-exequente em razão da ausência de
autorização expressa conferida à AMA pelo Município exequente para a propositura da ação coletiva
(Aplicação do Repetitivo do STF no RE 573232/SC).

3/9
fls. 252

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Com a devida venia , a argumentação da União carece de fundamentação jurídica, conforme adiante
restará demonstrado.

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
II - INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO. DA COISA JULGADA.

De logo, deve ser esclarecido que consta dos autos os fundamentos que levaram a negativa de provimento
dos pedidos da União, quais sejam:

(...).

16. Quanto ao desiderato da União de que este processo seja suspenso, até o julgamento da "Questão de
Ordem" de que ora se cuida, ou até o trânsito em julgado da Ação Rescisória nº
0800907-04.2016.4.05.0000, ou, ainda, até que o Juízo da 2ª Vara revogue a decisão que determinou a
suspensão de todos os processos formados a partir da Ação nº 0011204-19.2003.4.05.8000, importa
consignar que tal matéria está compreendida no bojo da Ação Rescisória sob referência, não cabendo a
este Juízo rever matéria já apreciada pelo Tribunal. Confira-se, a propósito, ementa do julgamento da
reportada AR pelo E. TRF da 5ª Região:

17. Também não se afigura razoável o acolhimento do pedido de emanação de ordem de restrição de
pagamento para os valores incontroversos, porque a matéria está sendo alvo de apreciação pelo E. TRF da
5ª Região em sede de Agravo de Instrumento, recomendando a prudência evitar-se o risco de produzir
decisões conflitantes.

18. Quanto ao pedido de intimação do escritório MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS para juntar
nos autos procuração e contrato de honorários advocatícios ASSOCIADOS firmado com a edilidade,
tenho que tal medida mostra-se desnecessária, porque, na última decisão proferida por este Juízo nestes
autos, a pretensão de receber honorários contratuais por conta de valores emanados do FUNDEB foi
indeferida.

Deste modo, nota-se que a União busca nova apreciação da matéria, situação não previstas nas hipóteses
do artigo 1.022, do CPC - 15.

Todavia, caso a alegação da União seja conhecida, o que sinceramente não acredita, melhor sorte não lhe
assiste.

Pois bem.

Não subsiste a uma análise mais profunda dos autos a alegação da União de que não houve autorização

4/9
fls. 253

pra a propositura ação de conhecimento, uma vez que deste sua primeira intervenção a Procuradoria
expressamente confirmou que autorizou a propositura da ação e anuir com a contratação do escritório.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Vejamos trechos das manifestações do município:

( Identificador: 4058000.2252094, pag. 1).

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
Cuida a hipótese de AÇÃO ORDINÁRIA intentada pela AMA -

Associação dos Municípios Alagoanos, em favor de seus filiados, e patrocinada pelo escritório de
advocacia MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS, pleiteando, no mérito, a
condenação da União a repassar quantia equivalente aos recursos do Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF) que os municípios
alagoanos deixaram de receber, na vigência da Lei n.º 9.424/96, por conta da estimação do Valor Mínimo
Anual por Aluno (VMAA) abaixo da média nacional.

( Identificador: 4058000.2536701 , pag 18):

(...).

Por fim, com relação ao pedido de Identificador: 4058000.2502494, esta municipalidade vem se
manifestar no sentido de que não se opõe ao destaque dos honorários contratuais nos termos em que
foram requeridos pela banca jurídica que patrocinou o feito coletivo, já que esta edilidade anuiu à
contratação que a mesma formalizou com a AMA, para que fosse proposta a ação coletiva nº.
0011204-19.2003.4.05.8000, cujo título, ora se executa.

De outra banda, o pedido encontra respaldo na dominante jurisprudência do C. STJ, nos julgados AgRg
no AgRg no AREsp 447.744/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN e REsp

1509457/PE, Rel. Min. Humberto Martins, que entende que é possível ao patrono da causa, em seu
próprio nome, requerer o

destaque da verba honorária, mediante a juntada aos autos do

contrato de honorários, nos termos do art. 22, §4º da Lei 8.906/94, até a expedição do mandado de
levantamento ou precatório, inclusive nas questões afetas ao FUNDEF, já que é

legítima a retenção da verba honorária, pois a previsão constitucional de vinculação à educação, não retira
do patrono

o direito à percepção da mesma.

Por outro lado, a matéria alegada já se encontra acobertada pela coisa julgada. Nesse sentido,
transcreve-se trecho do voto do Exmo. Desembargador Federal relator no processo de conhecimento
(Identificador: 4058000.2252121):

"1. Ao formular pedido de complementação das verbas do FUNDEF, a autora, ora apelante, age em nome
dos municípios que lhes são associados, em típica relação de representação, fundada no art. 5º, inciso
XXI, da Constituição Federal.

5/9
fls. 254

2. A inicial encontra-se instruída com a ata da assembléia que autorizou o ajuizamento da ação e com a
lista dos municípios associados (Lei nº 9.424/97, art. 2º-A, parágrafo único) - fs. 44 e 274.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
3. Nada há, portanto, que impeça o conhecimento da ação.

(...)"

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
Dessa forma, o título executivo transitado em julgado foi explícito ao afirmar que a associação
representou, na ação coletiva, todos os seus associados (municípios) constantes da relação acostada às fls.
44 e 274 daquela demanda, da qual consta o Município de Maceió, conforme pode constatar a União, que
participou da demanda.

Logo, se a União discordava do julgamento, e entendia que não havia sido demonstrada a condição de
associado dos Municípios constantes de tal relação, ou que era necessária a apresentação de autorizações
individuais, deveria ter interposto recurso contra o acórdão, não sendo possível, entretanto, após o seu
trânsito em julgado e durante a execução, pretender rediscuti-lo.

Neste sentido, decisão proferida pelo eminente juízo da 2ª Vara Federal de Alagoas em causa idêntico a
dos autos ( DOC. 01 ).

Por fim, é importante destacar a repercussão geral analisada pelo STF, no tema nº 848:

Legitimidade para executar sentença em ação coletiva na hipótese em que o título transitado em
julgado define explicitamente os titulares do direito.

No acórdão, o eminente Ministro Relator, o saudoso Ministro TEORI ZAVASCKI, expressamente


consignou o seguinte:

Ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO DE


SENTENÇA CONDENATÓRIA GENÉRICA PROFERIDA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA
POR ASSOCIAÇÃO. LEGITIMIDADE ATIVA. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A presente demanda
consiste em execução individual de sentença proferida em ação civil pública. O recurso extraordinário
suscita a ilegitimidade ativa dos exequentes, ao argumento de que não deram autorização individual
e específica à associação autora da demanda coletiva para os representarem no processo de
conhecimento, tampouco demonstraram sua condição de associados. Alega-se ofensa ao art. 5º, XXI
e XXXVI, da Constituição, bem como ao precedente do Plenário do Supremo Tribunal Federal
formado no julgamento do RE 573.232/S C. 2. Ocorre que, conforme atestaram as instâncias
ordinárias, no dispositivo da sentença condenatória genérica proferida no processo de
conhecimento desta ação civil pública, constou expressamente sua aplicabilidade a todos os
poupadores do Estado de Santa Catarina. Assim, o fundamento da legitimidade ativa para a
execução, no caso, dispensa exame sobre a necessidade de autorização das associações para a

6/9
fls. 255

representação de seus associados. Em verdade, o que está em jogo é questão sobre limites da coisa
julgada, matéria de natureza infraconstitucional cuja repercussão geral, inclusive, já foi rejeitada

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por esta Corte em outra oportunidade (ARE 748.371-RG, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de
1º/8/2013). 3. Outrossim, ao tratar dos limites subjetivos de sentença condenatória genérica proferida nos
autos de ação civil pública ajuizada por associação, o Tribunal de origem valeu-se de disposições da Lei
7.347/85 e do Código de Defesa do Consumidor, cujo exame é inviável em recurso extraordinário. 4. É
cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há

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matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma
indireta ou reflexa (RE 584.608-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/3/2009). 5. Ausência de
repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.

(ARE 901963 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado em 10/09/2015, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-183 DIVULG 15-09-2015 PUBLIC 16-09-2015 ) (grifo nosso).

Desta forma, quando o título coletivo transitado em julgado expressamente identifica quem seriam os
beneficiados, dispensa-se o exame sobre a necessidade de autorização das associações para a
representação de seus associados.

No mesmo norte, o STJ:

ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO


REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. VÍCIO NO
ACÓRDÃO REGIONAL. INOVAÇÃO RECURSAL. EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL. AÇÃO
ORDINÁRIA COLETIVA AJUIZADA POR ENTIDADE ASSOCIATIVA. PERCENTUAL DE
84,32%, DE MARÇO DE 1990. PLANO COLLOR. LEGITIMIDADE. SERVIDORES DA SUCAM EM
PERNAMBUCO. ASSOCIADOS NA DATA DA PROPOSITURA DA AÇÃO. COISA JULGADA
ASSEGURADA. APRESENTAÇÃO DE LISTA NOMINAL. ADVENTO DA MP N. 1.798-1/1999.
IMPOSSIBILIDADE DE RETROAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO N. 573.232/SC. JULGADO
QUE NÃO SE AMOLDA AO CASO DOS AUTOS. INAPLICABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL
PROVIDO.

1. Inviável a análise de matéria não suscitada nas razões do recurso especial, por constituir inovação
recursal.

2. A Ação Ordinária de reposição de vencimentos foi interposta pela Associação dos Servidores da
SUCAM em Pernambuco - ASSUPE contra a União Federal, objetivando a aplicação do percentual de
84,32%, de março de 1990, tendo sido instruída com uma relação de 387 (trezentos e oitenta e sete)
associados.

3. Ainda no conhecimento, após a decisão que assegurou aos servidores da SUCAM em Pernambuco o
reajuste de 84,32%, foi proferida decisão no sentido de que só poderiam ser considerados como

7/9
fls. 256

integrantes do polo ativo da relação processual aqueles associados na data da propositura da ação.

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4. Em execução, a ASSERFESA - Associação dos Servidores Públicos Federais da Saúde em
Pernambuco, na qualidade de substituta da ASSUPE - Associação dos Servidores da SUCAM em
Pernambuco, acostou aos autos a relação dos supostos substituídos em número de 1.372 (hum mil,
trezentos e setenta e dois) associados a mais dos 387 (trezentos e oitenta e sete) já existentes. Foi decidido
que seria incabível acrescentar novos associados ao número de substituídos apontados na exordial.

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5. O Tribunal de origem, em apelação, manifestada pela União Federal, contra a sentença que rejeitou os
embargos à execução, considerando a exigência de juntada de lista de beneficiários em ação coletiva,
concluiu que a execução deveria ser extinta, considerando não existir legitimados para figurar no pólo
ativo da mesma.

5. A Associação interpôs recurso especial pretendendo, em suma, assegurar a coisa julgada formada no
processo de conhecimento para os associados que à época da propositura da ação faziam parte de seu
quadro, independente da apresentação de lista nominal. O recurso foi parcialmente provido pelo então em.
Ministro Relator.

6. A União interpôs agravo regimental, arguindo que a Associação não teria legitimidade para
atuar na execução substituindo todos os seus associados, mas somente aqueles abrangidos pelo
título executivo, que teriam apresentado expressa autorização. Apontou divergência jurisprudencial
com o precedente do Supremo Tribunal Federal, firmado nos autos do RE n. 573.232/SC, julgado
sob a sistemática da repercussão geral. Em juízo monocrático, decisão foi reconsiderada para
aplicação do entendimento do Supremo Tribunal Federal de não ser possível a execução de título
judicial, decorrente de ação ordinária coletiva ajuizada por entidade associativa, por aqueles que
não conferiram autorização individual expressa e não constaram da lista juntada na inicial.

7. A Associação sustenta a impropriedade de aplicação do precedente do STF no RE n. 573.232/SC ao


presente caso.

8. Com efeito, o caso dos autos não se amolda ao julgado do Supremo Tribunal Federal, pois cuida
de execução, cuja ação de conhecimento foi proposta por associação - ASSUPE e transitou em
julgado sem que fosse discutida qualquer tese de ilegitimidade. In casu, o pleito inaugural foi
acolhido integralmente para beneficiar todos os filiados da SUCAM em Pernambuco - ASSUPE
com o reajuste de 84,32% de março de 1990 - Plano Collor, afigurando-se imutável a coisa julgada
formada naquela fase processual.

9. No precedente do Supremo Tribunal Federal, RE n. 573.232, o título judicial havia limitado o


alcance subjetivo da decisão ao legitimar apenas os associados que houvessem dado, na data do
ajuizamento da ação, autorização para postular em seu nome e que constassem da lista de
beneficiários, ou seja, nesse caso, foi garantida a coisa julgada formada na fase de conhecimento do
respectivo processo.

10. A exigência de juntada de lista de beneficiários em ação coletiva surgiu apenas com o advento da MP
n. 1.798-1/1999, não devendo atingir as ações anteriormente ajuizadas e que, inclusive, possuem trânsito
em julgado anterior.

11. Desse modo, correta a interpretação dada no sentido de que só possuem legitimidade para a
execução versada os servidores que se encontravam filiados à ASSUPE no momento da propositura
da ação de conhecimento. Assim como também errônea seria a conclusão no sentido de se
considerar como parte legítima apenas aqueles associados que expressamente autorizassem a
postulação em seu nome e constassem da lista de beneficiários, pois assim se desprezaria a coisa
julgada nascida da ação de conhecimento.

Agravo regimental provido para dar parcial para provimento ao recurso especial da ASSERFESA,
reconhecendo a legitimidade para a propositura da ação executiva aos servidores que, no momento do

8/9
fls. 257

ajuizamento da ação cognitiva, lograram comprovar estarem associados à ASSUPE.

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(AgRg no AgRg nos EDcl no REsp 1160663/PE, Rel. Ministro JOEL ILAN PACIORNIK, QUINTA
TURMA, julgado em 02/08/2016, DJe 10/08/2016) (grifo nosso).

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Neste contexto, deve ser preservada a coisa julgada, devendo ser negado provimento aos embargos de
declaração da União.

III - DO REQUERIMENTO FINAL

Ante o exposto, requer o ora Embargado, com o devido acato, que seja negado provimento ao presente
recurso.

Termos em que,

Pedem e espera deferimento.

Recife/PE, 31 de janeiro de 2019.

BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO

OAB/PE 11.338

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO - Advogado
19013116390145800000004106927
Data e hora da assinatura: 31/01/2019 16:42:15
Identificador: 4058000.4085836
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 9/9
fls. 258

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA

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DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS

CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA Nº


0807260-82.2017.4.05.8000

MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS


ASSOCIADOS, devidamente qualificada nos autos do processo em
epígrafe, através de seu advogado infra-assinado, vem, perante Vossa
Excelência, apresentar sua IMPUGNAÇÃO AOS EMBARGOS DE

DECLARAÇÃO apresentado pela UNIÃO FEDERAL, diante dos


argumentos que passam a expor:

I – BREVE SÍNTESE DA DEMANDA

No dia 18/09/2018, a Segunda Turma do Egrégio


Tribunal Regional Federal da 5ª Região, deferiu efeito suspensivo ativo ao
agravo de instrumento nº 0812826-19.2018.4.05.0000, interposto pelo
município de Maceió, para determinar a expedição do precatório sobre a
parcela incontroversa dos recursos, dando regular prosseguimento ao
cumprimento de sentença.

Antes da expedição do requisitório, o escritório de


advocacia, ora embargante, nos termos do artigo 22, § 4º, da Lei

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8.906/1994, requereu a retenção dos honorários contratuais, sendo

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indeferido o pedido, nos seguintes termos:

No que tange à pretensão de expedição de requisitório da parte


incontroversa do valor exequendo, assiste razão ao postulante.
De fato, ao decidir o pedido de liminar veiculado no Agravo de
Instrumento sob referência, o eminente Relator foi taxativo ao
concluir a sua fundamentação dizendo: "6. Deferimento do
efeito suspensivo ativo, para determinar a expedição do
precatório sobre a parcela incontroversa dos recursos, dando
regular prosseguimento ao cumprimento da sentença."
Portanto, a ordem tem de ser prontamente cumprida.
Passo à análise do pedido de destaque dos honorários
contratuais, referido como reiteração do pleito deflagrado na
petição com id. 2502494.
Pois bem. Apesar da previsão legal (art. 22, § 4º, da Lei nº
8.906/1994) autorizando o destaque de honorários contratuais
da quantia a ser recebida pelo constituinte, quando juntado o
contrato respectivo antes do mandado de levantamento ou da
expedição do precatório, o caso em tela reclama atenção
especial, pelo fato de os recursos a serem recebidos pela
edilidade (constituinte da sociedade de advogados postulante)
versarem sobre verbas oriundas de diferença do FUNDEB, cuja
destinação está vinculada à educação, por imperativo
constitucional.
É bem verdade que o entendimento prevalecente na
jurisprudência do TRF da 5ª e, sobretudo, do Superior Tribunal
de Justiça (consoante evidenciam as ementas de julgado
colacionadas pelo postulante) dava guarida à tese sustentada
por MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS.
Todavia, a 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça, ao decidir
o mérito do REsp nº 1.703.697/PE, em 10/10/2018, superou o
entendimento até então sufragado, deixando assentado que

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não é possível a retenção de honorários advocatícios
contratuais em precatório que veicula pagamento de verbas

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oriundas do FUNDEB.
Vale salientar, por oportuno, que, em razão de o julgado sob
enfoque ainda não estar disponibilizado para consulta pública,
deixo de transcrever sua ementa, mas trago à conferência
excerto da certidão da tramitação do feito que contém a sua
confirmação, extraído da consulta processual disponibilizada
no Portal daquela C. Corte . Confira-se: (...) em 10 de Outubro
de 2018, PROCLAMAÇÃO FINAL DE JULGAMENTO:
"PROSSEGUINDO NO JULGAMENTO, A SEÇÃO, POR
MAIORIA, VENCIDA A SRA. MINISTRA ASSUSETE
MAGALHÃES, DEU PROVIMENTO AO RECURSO
ESPECIAL, NOS TERMOS DO VOTO DO SR. MINISTRO
RELATOR."
Em reforço à fundamentação desta decisão, trago à lume
julgado monocrático da lavra do eminente Ministro Benedito
Gonçalves, que, ainda mais recentemente (16/10/2018), negou
provimento ao REsp 1.694.644/AL, interposto pelo Município
de Jacaré dos Homens, deste Estado, também patrocinado
pela sociedade de advogados ora requerente, arrimado no
precedente supra mencionado (REsp 1.703.697/PE).

Inconformados, o escritório opôs embargos de


declaração e a União Federal pugnou pela extinção da execução, sendo
negado provimento aos embargos e indeferido o pedido do referido ente,
em síntese, nos seguintes termos:

15. No que concerne ao pedido de indeferimento da pretensão


do escritório MONTEIRO E visando à imediata expedição
MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS de requisição de
pagamento dos valores incontroversos, vale ressaltar que tal
matéria já restou apreciada na decisão com id. 3855301 (ora

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embargada), onde, inclusive, ficou esclarecido que a
determinação de prosseguimento desta execução, com

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expedição de precatório em relação à parte incontroversa,
resultou de determinação do E. TRF da 5ª Região.
16. Quanto ao desiderato da União de que este processo seja
suspenso, até o julgamento da "Questão de Ordem" de que ora
se cuida, ou até o trânsito em julgado da Ação Rescisória nº
0800907-04.2016.4.05.0000, ou, ainda, até que o Juízo da 2ª
Vara revogue a decisão que determinou a suspensão de todos
os processos formados a partir da Ação nº 0011204-
19.2003.4.05.8000, importa consignar que tal matéria está
compreendida no bojo da Ação Rescisória sob referência, não
cabendo a este Juízo rever matéria já apreciada pelo Tribunal.
Confira-se, a propósito, ementa do julgamento da reportada AR
pelo E. TRF da 5ª Região:
PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. ILEGITIMIDADE
ATIVA DA ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS ALAGOANOS.
COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. IMPROCEDÊNCIA DA
AÇÃO RESCISÓRIA.
I - Almeja a UNIÃO reverter acórdão da Segunda Turma, sob a
relatoria do Desembargador Federal MANOEL ERHARDT (AC
348312), que assegurou aos Municípios representados pela
ora RÉ (a ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS ALAGOANOS), a
percepção do que deixaram de receber, na vigência da Lei
9.424/96, por conta da estimação do Valor Mínimo Nacional por
Aluno (VMNA). Alega a UNIÃO que o acórdão deve ser
rescindido pois as unidades federativas vieram a juízo através
de indevida instituição, pois na conformidade do CPC/1973, art.
12. II, " a representação judicial dos Municípios, ativa e
passivamente, deve ser exercida por seu Prefeito ou
Procurador."
II - Desnecessidade do chamamento de todos os Municípios
substituídos como litisconsortes necessários, conforme
requerido pelo Município de Maceió/AL.

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III - Na hipótese, não é a rescisória a sede adequada para a
reforma do julgado em baila. Ao primeiro ponto, por não ter

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ocorrido violação a literal dispositivo legal. Com efeito, não foi
base da decisão turmária a representação dos entes
federativos a cargo da AMA - ASSOCIAÇÃO DOS
MUNICÍPIOS ALAGOANOS. Daí que a rescisória não encontra
o resguardo do art. 966 do Código de Processo Civil, não
devendo ser invocada a cláusula de violação a literal
dispositivo de lei, até mesmo porque no julgamento da
Segunda Turma o tema representação processual foi focado
sob o art. 5º, XXI, da Constituição Republicana e não sob o fito
do art. 12, II do CPC/1973.
IV - Noutro passo, ergue-se contra o sucesso da rescisória a
dicção da Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal ( Não
cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei,
quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal
de interpretação controvertida nos tribunais ), já que àquela
altura não havia posição firme como a que foi adotada
posteriormente pelo STJ no RMS 34.270/MG, relatoria do
Ministro TEORI ZAVASCKI, dizendo que a associação é
ilegítima para postular em nome do Município.
Com efeito, a decisão do STJ é de 25.10.2011, enquanto o
julgado deste Regional é de 06.05.2008.
V - O ânimo de rever em sede de rescisória decisão turmária
que lhe foi desfavorável, fez com que a UNIÃO manejasse
demanda em tudo e por tudo semelhante à presente, tendo
como alvo a ASSOCIAÇÃO MUNICIPALISTA DE
PERNAMBUCO, sob número 0806650-29.2015.4.05.0000,
posto sob a relatoria do Desembargador Federal VLADIMIR
SOUZA CARVALHO, sem lograr êxito ( Pleno, 21.03.2017).
VI - Portanto, na compreensão deste Egrégio Tribunal, em
formação plenária, a matéria sob apreciação não se adéqua
aos cânones da ação rescisória, pois não afronta a literal
dispositivo de lei, já que ao tempo em que foi levada a

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fls. 263

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julgamento no âmbito da Segunda Turma, não foi tido como
fundamento do acórdão espancado o art. 12, II do CPC/1973,

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mas sim o art. 5º, XXI, da Constituição Federal.
VII - Ação rescisória julgada improcedente, com revogação da
liminar que obstaculizou o acesso dos Municípios substituídos
aos recursos financeiros questionados.
17. Também não se afigura razoável o acolhimento do pedido
de emanação de ordem de restrição de pagamento para os
valores incontroversos, porque a matéria está sendo alvo de
apreciação pelo E. TRF da 5ª Região em sede de Agravo de
Instrumento, recomendando a prudência evitar-se o risco de
produzir decisões conflitantes.
18. Quanto ao pedido de intimação do escritório MONTEIRO E
MONTEIRO ADVOGADOS para juntar nos autos procuração e
contrato de honorários advocatícios ASSOCIADOS firmado
com a edilidade, tenho que tal medida mostra-se
desnecessária, porque, na última decisão proferida por este
Juízo nestes autos, a pretensão de receber honorários
contratuais por conta de valores emanados do FUNDEB foi
indeferida.
20. Diante de todo o exposto ;
a) - conheço dos embargos declaratórios interpostos pelo
escritório de advocacia MONTEIRO E MONTEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS (id. 3887273/4), para, no mérito,
negar-lhes provimento , mantendo a decisão impugnada, tal
qual lançada;
b) - indefiro os pedidos da União Federal, consubstanciados na
petição com id. 3889397.

Inconformada, a União opõe embargos de


declaração alegando omissão da decisão, em relação à questão de
ordem pública relativa à ilegitimidade passiva do município-exequente em
razão da ausência de autorização expressa conferida à AMA pelo

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Município exequente para a propositura da ação coletiva (Aplicação do

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
Repetitivo do STF no RE 573232/SC).

Com a devida venia, a argumentação da União


carece de fundamentação jurídica, conforme adiante restará
demonstrado.

II – INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO. DA COISA JULGADA.

De logo, deve ser esclarecido que consta dos autos


os fundamentos que levaram a negativa de provimento dos pedidos da
União, quais sejam:

(...).
16. Quanto ao desiderato da União de que este processo seja
suspenso, até o julgamento da "Questão de Ordem" de que ora
se cuida, ou até o trânsito em julgado da Ação Rescisória nº
0800907-04.2016.4.05.0000, ou, ainda, até que o Juízo da 2ª
Vara revogue a decisão que determinou a suspensão de todos
os processos formados a partir da Ação nº 0011204-
19.2003.4.05.8000, importa consignar que tal matéria está
compreendida no bojo da Ação Rescisória sob referência, não
cabendo a este Juízo rever matéria já apreciada pelo Tribunal.
Confira-se, a propósito, ementa do julgamento da reportada AR
pelo E. TRF da 5ª Região:

17. Também não se afigura razoável o acolhimento do pedido


de emanação de ordem de restrição de pagamento para os
valores incontroversos, porque a matéria está sendo alvo de
apreciação pelo E. TRF da 5ª Região em sede de Agravo de

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Instrumento, recomendando a prudência evitar-se o risco de
produzir decisões conflitantes.

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18. Quanto ao pedido de intimação do escritório MONTEIRO E
MONTEIRO ADVOGADOS para juntar nos autos procuração e
contrato de honorários advocatícios ASSOCIADOS firmado
com a edilidade, tenho que tal medida mostra-se
desnecessária, porque, na última decisão proferida por este
Juízo nestes autos, a pretensão de receber honorários
contratuais por conta de valores emanados do FUNDEB foi
indeferida.

Deste modo, nota-se que a União busca nova


apreciação da matéria, situação não previstas nas hipóteses do artigo
1.022, do CPC – 15.

Todavia, caso a alegação da União seja conhecida,


o que sinceramente não acredita, melhor sorte não lhe assiste.

Pois bem.

Não subsiste a uma análise mais profunda dos autos


a alegação da União de que não houve autorização pra a propositura
ação de conhecimento, uma vez que deste sua primeira intervenção a
Procuradoria expressamente confirmou que autorizou a propositura da
ação e anuir com a contratação do escritório. Vejamos trechos das
manifestações do município:

(Identificador: 4058000.2252094, pag. 1).


Cuida a hipótese de AÇÃO ORDINÁRIA intentada pela AMA –

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Associação dos Municípios Alagoanos, em favor de seus
filiados, e patrocinada pelo escritório de advocacia MONTEIRO

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E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS, pleiteando, no
mérito, a condenação da União a repassar quantia equivalente
aos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do
Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF)
que os municípios alagoanos deixaram de receber, na vigência
da Lei n.º 9.424/96, por conta da estimação do Valor Mínimo
Anual por Aluno (VMAA) abaixo da média nacional.

(Identificador: 4058000.2536701, pag 18):


(...).
Por fim, com relação ao pedido de Identificador:
4058000.2502494, esta municipalidade vem se manifestar no
sentido de que não se opõe ao destaque dos honorários
contratuais nos termos em que foram requeridos pela banca
jurídica que patrocinou o feito coletivo, já que esta edilidade
anuiu à contratação que a mesma formalizou com a AMA,
para que fosse proposta a ação coletiva nº. 0011204-
19.2003.4.05.8000, cujo título, ora se executa.
De outra banda, o pedido encontra respaldo na dominante
jurisprudência do C. STJ, nos julgados AgRg no AgRg no
AREsp 447.744/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN e REsp
1509457/PE, Rel. Min. Humberto Martins, que entende que é
possível ao patrono da causa, em seu próprio nome, requerer o
destaque da verba honorária, mediante a juntada aos autos do
contrato de honorários, nos termos do art. 22, §4º da Lei
8.906/94, até a expedição do mandado de levantamento ou
precatório, inclusive nas questões afetas ao FUNDEF, já que é
legítima a retenção da verba honorária, pois a previsão
constitucional de vinculação à educação, não retira do patrono
o direito à percepção da mesma.

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Por outro lado, a matéria alegada já se encontra

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acobertada pela coisa julgada. Nesse sentido, transcreve-se trecho do
voto do Exmo. Desembargador Federal relator no processo de
conhecimento (Identificador: 4058000.2252121):

"1. Ao formular pedido de complementação das verbas do


FUNDEF, a autora, ora apelante, age em nome dos municípios
que lhes são associados, em típica relação de representação,
fundada no art. 5º, inciso XXI, da Constituição Federal.
2. A inicial encontra-se instruída com a ata da assembléia que
autorizou o ajuizamento da ação e com a lista dos municípios
associados (Lei nº 9.424/97, art. 2º-A, parágrafo único) - fs. 44
e 274.
3. Nada há, portanto, que impeça o conhecimento da ação.
(...)"

Dessa forma, o título executivo transitado em


julgado foi explícito ao afirmar que a associação representou, na ação
coletiva, todos os seus associados (municípios) constantes da relação
acostada às fls. 44 e 274 daquela demanda, da qual consta o Município
de Maceió, conforme pode constatar a União, que participou da demanda.

Logo, se a União discordava do julgamento, e


entendia que não havia sido demonstrada a condição de associado dos
Municípios constantes de tal relação, ou que era necessária a
apresentação de autorizações individuais, deveria ter interposto recurso
contra o acórdão, não sendo possível, entretanto, após o seu trânsito em
julgado e durante a execução, pretender rediscuti-lo.

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Neste sentido, decisão proferida pelo eminente juízo

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da 2ª Vara Federal de Alagoas em causa idêntico a dos autos (DOC. 01).

Por fim, é importante destacar a repercussão geral


analisada pelo STF, no tema nº 848:

Legitimidade para executar sentença em ação coletiva na


hipótese em que o título transitado em julgado define
explicitamente os titulares do direito.

No acórdão, o eminente Ministro Relator, o saudoso


Ministro TEORI ZAVASCKI, expressamente consignou o seguinte:

Ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO


EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO DE
SENTENÇA CONDENATÓRIA GENÉRICA PROFERIDA EM
AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA POR ASSOCIAÇÃO.
LEGITIMIDADE ATIVA. LIMITES DA COISA JULGADA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. 1. A presente demanda consiste em
execução individual de sentença proferida em ação civil
pública. O recurso extraordinário suscita a ilegitimidade
ativa dos exequentes, ao argumento de que não deram
autorização individual e específica à associação autora da
demanda coletiva para os representarem no processo de
conhecimento, tampouco demonstraram sua condição de
associados. Alega-se ofensa ao art. 5º, XXI e XXXVI, da
Constituição, bem como ao precedente do Plenário do
Supremo Tribunal Federal formado no julgamento do RE
573.232/SC. 2. Ocorre que, conforme atestaram as
instâncias ordinárias, no dispositivo da sentença
condenatória genérica proferida no processo de

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conhecimento desta ação civil pública, constou
expressamente sua aplicabilidade a todos os poupadores

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do Estado de Santa Catarina. Assim, o fundamento da
legitimidade ativa para a execução, no caso, dispensa
exame sobre a necessidade de autorização das
associações para a representação de seus associados. Em
verdade, o que está em jogo é questão sobre limites da
coisa julgada, matéria de natureza infraconstitucional cuja
repercussão geral, inclusive, já foi rejeitada por esta Corte
em outra oportunidade (ARE 748.371-RG, Rel. Min. GILMAR
MENDES, DJe de 1º/8/2013). 3. Outrossim, ao tratar dos
limites subjetivos de sentença condenatória genérica proferida
nos autos de ação civil pública ajuizada por associação, o
Tribunal de origem valeu-se de disposições da Lei 7.347/85 e
do Código de Defesa do Consumidor, cujo exame é inviável em
recurso extraordinário. 4. É cabível a atribuição dos efeitos
da declaração de ausência de repercussão geral quando
não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando
eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou
reflexa (RE 584.608-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de
13/3/2009). 5. Ausência de repercussão geral da questão
suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.

(ARE 901963 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado


em 10/09/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-183 DIVULG
15-09-2015 PUBLIC 16-09-2015 ) (grifo nosso).

Desta forma, quando o título coletivo transitado em


julgado expressamente identifica quem seriam os beneficiados, dispensa-
se o exame sobre a necessidade de autorização das associações para a
representação de seus associados.

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No mesmo norte, o STJ:

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ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS
DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. VÍCIO NO
ACÓRDÃO REGIONAL. INOVAÇÃO RECURSAL. EXECUÇÃO
DE TÍTULO JUDICIAL. AÇÃO ORDINÁRIA COLETIVA
AJUIZADA POR ENTIDADE ASSOCIATIVA. PERCENTUAL
DE 84,32%, DE MARÇO DE 1990. PLANO COLLOR.
LEGITIMIDADE. SERVIDORES DA SUCAM EM
PERNAMBUCO. ASSOCIADOS NA DATA DA PROPOSITURA
DA AÇÃO. COISA JULGADA ASSEGURADA.
APRESENTAÇÃO DE LISTA NOMINAL. ADVENTO DA MP N.
1.798-1/1999. IMPOSSIBILIDADE DE RETROAÇÃO.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO N. 573.232/SC. JULGADO
QUE NÃO SE AMOLDA AO CASO DOS AUTOS.
INAPLICABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL PROVIDO.
1. Inviável a análise de matéria não suscitada nas razões do
recurso especial, por constituir inovação recursal.
2. A Ação Ordinária de reposição de vencimentos foi interposta
pela Associação dos Servidores da SUCAM em Pernambuco -
ASSUPE contra a União Federal, objetivando a aplicação do
percentual de 84,32%, de março de 1990, tendo sido instruída
com uma relação de 387 (trezentos e oitenta e sete)
associados.
3. Ainda no conhecimento, após a decisão que assegurou aos
servidores da SUCAM em Pernambuco o reajuste de 84,32%,
foi proferida decisão no sentido de que só poderiam ser
considerados como integrantes do polo ativo da relação
processual aqueles associados na data da propositura da ação.
4. Em execução, a ASSERFESA - Associação dos Servidores
Públicos Federais da Saúde em Pernambuco, na qualidade de
substituta da ASSUPE - Associação dos Servidores da SUCAM

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em Pernambuco, acostou aos autos a relação dos supostos
substituídos em número de 1.372 (hum mil, trezentos e setenta

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e dois) associados a mais dos 387 (trezentos e oitenta e sete)
já existentes. Foi decidido que seria incabível acrescentar
novos associados ao número de substituídos apontados na
exordial.
5. O Tribunal de origem, em apelação, manifestada pela União
Federal, contra a sentença que rejeitou os embargos à
execução, considerando a exigência de juntada de lista de
beneficiários em ação coletiva, concluiu que a execução
deveria ser extinta, considerando não existir legitimados para
figurar no pólo ativo da mesma.
5. A Associação interpôs recurso especial pretendendo, em
suma, assegurar a coisa julgada formada no processo de
conhecimento para os associados que à época da propositura
da ação faziam parte de seu quadro, independente da
apresentação de lista nominal. O recurso foi parcialmente
provido pelo então em. Ministro Relator.
6. A União interpôs agravo regimental, arguindo que a
Associação não teria legitimidade para atuar na execução
substituindo todos os seus associados, mas somente
aqueles abrangidos pelo título executivo, que teriam
apresentado expressa autorização. Apontou divergência
jurisprudencial com o precedente do Supremo Tribunal
Federal, firmado nos autos do RE n. 573.232/SC, julgado
sob a sistemática da repercussão geral. Em juízo
monocrático, decisão foi reconsiderada para aplicação do
entendimento do Supremo Tribunal Federal de não ser
possível a execução de título judicial, decorrente de ação
ordinária coletiva ajuizada por entidade associativa, por
aqueles que não conferiram autorização individual
expressa e não constaram da lista juntada na inicial.
7. A Associação sustenta a impropriedade de aplicação do
precedente do STF no RE n. 573.232/SC ao presente caso.

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8. Com efeito, o caso dos autos não se amolda ao julgado
do Supremo Tribunal Federal, pois cuida de execução, cuja

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ação de conhecimento foi proposta por associação -
ASSUPE e transitou em julgado sem que fosse discutida
qualquer tese de ilegitimidade. In casu, o pleito inaugural
foi acolhido integralmente para beneficiar todos os filiados
da SUCAM em Pernambuco - ASSUPE com o reajuste de
84,32% de março de 1990 - Plano Collor, afigurando-se
imutável a coisa julgada formada naquela fase processual.
9. No precedente do Supremo Tribunal Federal, RE n.
573.232, o título judicial havia limitado o alcance subjetivo
da decisão ao legitimar apenas os associados que
houvessem dado, na data do ajuizamento da ação,
autorização para postular em seu nome e que constassem
da lista de beneficiários, ou seja, nesse caso, foi garantida
a coisa julgada formada na fase de conhecimento do
respectivo processo.
10. A exigência de juntada de lista de beneficiários em ação
coletiva surgiu apenas com o advento da MP n. 1.798-1/1999,
não devendo atingir as ações anteriormente ajuizadas e que,
inclusive, possuem trânsito em julgado anterior.
11. Desse modo, correta a interpretação dada no sentido
de que só possuem legitimidade para a execução versada
os servidores que se encontravam filiados à ASSUPE no
momento da propositura da ação de conhecimento. Assim
como também errônea seria a conclusão no sentido de se
considerar como parte legítima apenas aqueles associados
que expressamente autorizassem a postulação em seu
nome e constassem da lista de beneficiários, pois assim se
desprezaria a coisa julgada nascida da ação de
conhecimento.
Agravo regimental provido para dar parcial para provimento ao
recurso especial da ASSERFESA, reconhecendo a legitimidade
para a propositura da ação executiva aos servidores que, no

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momento do ajuizamento da ação cognitiva, lograram
comprovar estarem associados à ASSUPE.

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(AgRg no AgRg nos EDcl no REsp 1160663/PE, Rel. Ministro
JOEL ILAN PACIORNIK, QUINTA TURMA, julgado em
02/08/2016, DJe 10/08/2016) (grifo nosso).

Neste contexto, deve ser preservada a coisa julgada,


devendo ser negado provimento aos embargos de declaração da União.

III – DO REQUERIMENTO FINAL

Ante o exposto, requer o ora Embargado, com o


devido acato, que seja negado provimento ao presente recurso.

Termos em que,
Pedem e espera deferimento.
Recife/PE, 31 de janeiro de 2019.

BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO


OAB/PE 11.338

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO - Advogado
19013116411320300000004106928
Data e hora da assinatura: 31/01/2019 16:42:15
Identificador: 4058000.4085837
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 16/16
Processo Judicial Eletrônico: https://pje.jfal.jus.br/pje/Painel/painel_usuario/documentoHTML.seam...
fls. 274

PROCESSO Nº: 0800018-43.2015.4.05.8000 - EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA

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PÚBLICA
EXEQUENTE: MUNICÍPIO DE PALMEIRA DOS ÍNDIOS
ADVOGADO: Marcondes Aurélio De Oliveira e outro
EXECUTADO: UNIÃO FEDERAL
TERCEIRO INTERESSADO: MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS

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S/C
ADVOGADO: Bruno Romero Pedrosa Monteiro
2ª VARA FEDERAL - AL (JUIZ FEDERAL TITULAR)

DECISÃO

1. Não há como acolher o pedido de extinção da execução formulado pela União na petição de
id. 3770703, sob alegação de que "o exequente não logrou comprovar a prévia e regular
representação judicial da associação no âmbito da ação coletiva que originou o título
executivo, de modo que se evidencia sua ilegitimidade ativa para execução".

2. Em primeiro lugar, porque a matéria alegada já se encontra acobertada pela coisa julgada.
Nesse sentido, transcrevo trecho do voto do Exmo. Desembargador Federal relator (id.
4058000.420528):

"1. Ao formular pedido de complementação das verbas do FUNDEF, a autora,


ora apelante, age em nome dos municípios que lhes são associados, em típica
relação de representação, fundada no art. 5º, inciso XXI, da Constituição
Federal.

2. A inicial encontra-se instruída com a ata da assembléia que autorizou o


ajuizamento da ação e com a lista dos municípios associados (Lei nº 9.424/97,
art. 2º-A, parágrafo único) - fs. 44 e 274.

3. Nada há, portanto, que impeça o conhecimento da ação.

(...)"

3. Dessa forma, o título executivo transitado em julgado foi explícito ao afirmar que a
associação representou, na ação coletiva, todos os seus associados (municípios) constantes da
relação acostada às fls. 44 e 274 daquela demanda, da qual consta o Município de Palmeira dos
Índios (fl. 272), conforme pode constatar a União, que participou da demanda.

4. Logo, se a União discordava do julgamento, e entendia que não havia sido demonstrada a
condição de associado dos Municípios constantes de tal relação, ou que era necessária a
apresentação de autorizações individuais, deveria ter interposto recurso contra o acórdão, não
sendo possível, entretanto, após o seu trânsito em julgado e durante a execução, pretender
rediscuti-lo.

5. Em razão do exposto, indefiro o requerido.

1 de 2 1/2 10:42
30/10/2018
Processo Judicial Eletrônico: https://pje.jfal.jus.br/pje/Painel/painel_usuario/documentoHTML.seam...
fls. 275

6. Mantenha-se o feito suspenso.

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7. Intimem-se.

Juiz Federal - 2ª Vara/AL

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KLRL

Processo: 0800018-43.2015.4.05.8000
Assinado eletronicamente por: 18100119101785000000003743717
André Carvalho Monteiro - Magistrado
Data e hora da assinatura: 26/10/2018 10:23:34
Identificador: 4058000.3723160

Para conferência da autenticidade do


documento:
https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo
/ConsultaDocumento/listView.seam

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO - Advogado
19013116411320300000004106929
Data e hora da assinatura: 31/01/2019 16:42:15
Identificador: 4058000.4085838
2 de 2 Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 2/2 10:42
30/10/2018
fls. 276

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 28/01/2019 12:17, o(a) MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS


ASSOCIADOS S/C foi intimado(a) acerca de Despacho registrado em 11/01/2019 13:18 nos autos
judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19012114022649200000004070120 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 28/01/2019 12:17 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 28/01/2019 12:17:35
Identificador: 4058000.4070839

1/1
fls. 277

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO
13º VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS
PROCESSO: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA

Polo ativo Polo passivo


MUNICIPIO DE MACEIO EXEQUENTE MONTEIRO E MONTEIRO
TERCEIRO
ADVOGADOS ASSOCIADOS
INTERESSADO
S/C
BRUNO ROMERO
ADVOGADO
PEDROSA MONTEIRO
UNIÃO FEDERAL EXECUTADO

Outros participantes
Sem registros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, em 22/01/2019 11:56, o(a) MUNICIPIO DE MACEIO foi intimado(a) acerca de
Despacho registrado em 11/01/2019 13:18 nos autos judiciais eletrônicos especificados na epígrafe.

1 - Esta Certidão é válida para todos os efeitos legais, havendo sido expedida através do Sistema Processo
Judicial Eletrônico - PJe.

2 - A autenticidade desta Certidão poderá ser confirmada no endereço


https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam , através do código de autenticação
nº 19012114022649200000004070120 .

3 - Esta Certidão foi emitida gratuitamente em 22/01/2019 11:56 - Seção Judiciária de Alagoas.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Data e hora da inclusão: 22/01/2019 11:56:51
Identificador: 4058000.4052267

1/1
fls. 278

PROCESSO Nº: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
FAZENDA PÚBLICA
EXEQUENTE: MUNICIPIO DE MACEIO
EXECUTADO: UNIÃO FEDERAL
TERCEIRO INTERESSADO: MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS S/C
ADVOGADO: Bruno Romero Pedrosa Monteiro
13ª VARA FEDERAL - AL (JUIZ FEDERAL TITULAR)

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
DESPACHO

Considerando a pretensão modificativa dos embargos declaratórios, intime-se a parte adversa, a fim de
que se manifeste no prazo de 05 (cinco) dias.

Providências necessárias.

Maceió (AL), 11 de janeiro de 2019.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
Luiz Henrique Pimentel Santos - Diretor de Secretaria
19012114022649200000004070120
Data e hora da assinatura: 21/01/2019 14:02:51
Identificador: 4058000.4049050
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 279

PROCESSO Nº: 0807260-82.2017.4.05.8000 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
FAZENDA PÚBLICA
EXEQUENTE: MUNICIPIO DE MACEIO
EXECUTADO: UNIÃO FEDERAL
TERCEIRO INTERESSADO: MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS S/C
ADVOGADO: Bruno Romero Pedrosa Monteiro
13ª VARA FEDERAL - AL (JUIZ FEDERAL TITULAR)

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
DESPACHO

Considerando a pretensão modificativa dos embargos declaratórios, intime-se a parte adversa, a fim de
que se manifeste no prazo de 05 (cinco) dias.

Providências necessárias.

Maceió (AL), 11 de janeiro de 2019.

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
Angelo Cavalcanti Alves de Miranda Neto - Magistrado
19011111413909000000004046840
Data e hora da assinatura: 11/01/2019 13:18:43
Identificador: 4058000.4025792
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 280

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS - 13ª VARA

Pje - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA


PROCESSO nº 0807260-82.2017.4.05.8000
AUTOR: [MUNICIPIO DE MACEIO]
RÉU: [BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO, MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS S/C, UNIÃO FEDERAL]

CONCLUSÃO

Faço conclusão destes autos ao MM. Juiz Federal, nesta data.

Maceió-AL, 11 de Janeiro de 2019.

RAFAEL TORRES LEAL

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
RAFAEL TORRES LEAL - Diretor de Secretaria
19011111411541300000004046833
Data e hora da assinatura: 11/01/2019 11:41:28
Identificador: 4058000.4025785
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 281

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS - 13ª VARA

Pje - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA


PROCESSO nº 0807260-82.2017.4.05.8000
AUTOR: [MUNICIPIO DE MACEIO]
RÉU: [BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO, MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS
ASSOCIADOS S/C, UNIÃO FEDERAL]

CONCLUSÃO

Faço conclusão destes autos ao MM. Juiz Federal, nesta data.

Maceió-AL, 11 de Janeiro de 2019.

RAFAEL TORRES LEAL

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
RAFAEL TORRES LEAL - Diretor de Secretaria
19011111404061400000004046831
Data e hora da assinatura: 11/01/2019 11:40:55
Identificador: 4058000.4025783
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 1/1
fls. 282

ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
PROCURADORIA DA UNIÃO NO ESTADO DE ALAGOAS

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) FEDERAL DA 13ª VARA DA


SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ALAGOAS.

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
A UNIÃO , por seu Advogado abaixo identificado, devidamente representada neste processo judicial
telemático, vem a este juízo interpor os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos termos das
razões que seguem exposta.

Na decisão atacada esse juízo assim dispôs:

"14. Passo à análise dos pleitos formulados pela União.

15. No que concerne ao pedido de indeferimento da pretensão do escritório MONTEIRO E


MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS visando à imediata expedição de requisição de
pagamento dos valores incontroversos, vale ressaltar que tal matéria já restou apreciada na decisão com
id. 3855301 (ora embargada), onde, inclusive, ficou esclarecido que a determinação de prosseguimento
desta execução, com expedição de precatório em relação à parte incontroversa, resultou de determinação
do E. TRF da 5ª Região.

16. Quanto ao desiderato da União de que este processo seja suspenso, até o julgamento da "Questão de
Ordem" de que ora se cuida, ou até o trânsito em julgado da Ação Rescisória nº
0800907-04.2016.4.05.0000, ou, ainda, até que o Juízo da 2ª Vara revogue a decisão que determinou a
suspensão de todos os processos formados a partir da Ação nº 0011204-19.2003.4.05.8000, importa
consignar que tal matéria está compreendida no bojo da Ação Rescisória sob referência, não cabendo a
este Juízo rever matéria já apreciada pelo Tribunal. Confira-se, a propósito, ementa do julgamento da
reportada AR pelo E. TRF da 5ª Região:

PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. ILEGITIMIDADE ATIVA DA ASSOCIAÇÃO DOS


MUNICÍPIOS ALAGOANOS. COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO
RESCISÓRIA.

I - Almeja a UNIÃO reverter acórdão da Segunda Turma, sob a relatoria do Desembargador Federal
MANOEL ERHARDT (AC 348312), que assegurou aos Municípios representados pela ora RÉ (a
ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS ALAGOANOS), a percepção do que deixaram de receber, na vigência
da Lei 9.424/96, por conta da estimação do Valor Mínimo Nacional por Aluno (VMNA). Alega a UNIÃO
que o acórdão deve ser rescindido pois as unidades federativas vieram a juízo através de indevida
instituição, pois na conformidade do CPC/1973, art. 12. II, "a representação judicial dos Municípios,
ativa e passivamente, deve ser exercida por seu Prefeito ou Procurador."

II - Desnecessidade do chamamento de todos os Municípios substituídos como litisconsortes necessários,


conforme requerido pelo Município de Maceió/AL.

III - Na hipótese, não é a rescisória a sede adequada para a reforma do julgado em baila. Ao primeiro
ponto, por não ter ocorrido violação a literal dispositivo legal. Com efeito, não foi base da decisão
turmária a representação dos entes federativos a cargo da AMA - ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS

1/7
fls. 283

ALAGOANOS. Daí que a rescisória não encontra o resguardo do art. 966 do Código de Processo Civil,
não devendo ser invocada a cláusula de violação a literal dispositivo de lei, até mesmo porque no

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
julgamento da Segunda Turma o tema representação processual foi focado sob o art. 5º, XXI, da
Constituição Republicana e não sob o fito do art. 12, II do CPC/1973.

IV - Noutro passo, ergue-se contra o sucesso da rescisória a dicção da Súmula 343 do Supremo Tribunal
Federal (Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, quando a decisão rescindenda

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se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais), já que àquela altura não
havia posição firme como a que foi adotada posteriormente pelo STJ no RMS 34.270/MG, relatoria do
Ministro TEORI ZAVASCKI, dizendo que a associação é ilegítima para postular em nome do Município.
Com efeito, a decisão do STJ é de 25.10.2011, enquanto o julgado deste Regional é de 06.05.2008.

V - O ânimo de rever em sede de rescisória decisão turmária que lhe foi desfavorável, fez com que a
UNIÃO manejasse demanda em tudo e por tudo semelhante à presente, tendo como alvo a ASSOCIAÇÃO
MUNICIPALISTA DE PERNAMBUCO, sob número 0806650-29.2015.4.05.0000, posto sob a relatoria
do Desembargador Federal VLADIMIR SOUZA CARVALHO, sem lograr êxito ( Pleno, 21.03.2017).

VI - Portanto, na compreensão deste Egrégio Tribunal, em formação plenária, a matéria sob apreciação
não se adéqua aos cânones da ação rescisória, pois não afronta a literal dispositivo de lei, já que ao
tempo em que foi levada a julgamento no âmbito da Segunda Turma, não foi tido como fundamento do
acórdão espancado o art. 12, II do CPC/1973, mas sim o art. 5º, XXI, da Constituição Federal.

VII - Ação rescisória julgada improcedente, com revogação da liminar que obstaculizou o acesso dos
Municípios substituídos aos recursos financeiros questionados.

17. Também não se afigura razoável o acolhimento do pedido de emanação de ordem de restrição de
pagamento para os valores incontroversos, porque a matéria está sendo alvo de apreciação pelo E. TRF da
5ª Região em sede de Agravo de Instrumento, recomendando a prudência evitar-se o risco de produzir
decisões conflitantes.

18. Quanto ao pedido de intimação do escritório MONTEIRO E MONTEIRO ADVOGADOS


ASSOCIADOS para juntar nos autos procuração e contrato de honorários advocatícios firmado com a
edilidade, tenho que tal medida mostra-se desnecessária, porque, na última decisão proferida por este
Juízo nestes autos, a pretensão de receber honorários contratuais por conta de valores emanados do
FUNDEB foi indeferida.

20. Diante de todo o exposto;

a) - conheço dos embargos declaratórios interpostos pelo escritório de advocacia MONTEIRO E


MONTEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS (id. 3887273/4), para, no mérito, negar-lhes provimento ,
mantendo a decisão impugnada, tal qual lançada;

b) - indefiro os pedidos da União Federal, consubstanciados na petição com id. 3889397."

Ocorre que na referida petição a União suscitou, além das questões apreciadas por esse juízo na decisão
em questão, também a questão de ordem pública relativa à ilegitimidade passiva do município-exequente
em razão da ausência de autorização expressa conferida à AMA pelo Município exequente para a
propositura da aludida ação coletiva (Aplicação do Repetitivo do STF no RE 573232/SC).

DA ILEGITIMIDADE ATIVA DO MUNICÍPIO-EXEQUENTE. AUSÊNCIA DE


AUTORIZAÇÃO EXPRESSA. APLICAÇÃO DO REPETITIVO DO STF DE N. RE 573232/SC.
JURISPRUDÊNCIA DO STJ E DO TRF5ª REGIÃO.

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fls. 284

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
O ente municipal carece de legitimidade ativa para promover "execução individual" da ação coletiva de
n. 0011204-19.2003.4.05.8000 , ajuizada pela Associação dos Municípios Alagoanos (AMA).

Nos moldes do art. 75, III, CPC/2015 (art. 12, II, CPC/73), a representação judicial dos Municípios, ativa
e passivamente, deve ser exercida por seu Prefeito ou Procurador. A representação do ente municipal não

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
pode ser exercida por Associação de direito privado, vez que se submete às normas de direito público.
Assim sendo, insuscetível de renúncia ou de delegação a pessoa jurídica de direito privado, tutelar
interesse de pessoa jurídica de direito público sob forma de substituição processual.

Dessa forma, nos termos do art. 75, III do CPC/2015 (art. 12, II, CPC/1973), c/c CF, art. 5º, XXI, resta
claro que a ação coletiva de n. 0011204-19.2003.4.05.8000 , cujo título o Município pretende executar
individualmente, foi ajuizada por parte manifestamente ilegítima com vedação legal para representação
das municipalidades, pelo que resta evidente a ilegitimidade para execução.

Ademais, não comprovou a Municipalidade ter autorizado expressamente o ingresso da coletiva em


seu nome, condição sine qua non para ser beneficiária de demanda coletiva, nos termos do art. 5º, XXI da
CF/88.

Sobre representação de associados em demandas coletivas, é importante evidenciar que o Supremo


Tribunal Federal, ao interpretar o art. 5º, XXI da CF/88, no julgamento do RE n. 573.232, sob o auspicio
de repercussão geral , consignou a necessidade de autorização expressa do associado para ingresso da
coletiva por Associação ao afirmar que: "o disposto no artigo 5º, inciso XXI, da Carta da República
encerra representação específica , não alcançando previsão genérica do estatuto da associação a
revelar a defesa dos interesses dos associados " .

REPRESENTAÇÃO - ASSOCIADOS - ARTIGO 5º, INCISO XXI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.


ALCANCE. O disposto no artigo 5º, inciso XXI, da Carta da República encerra representação
específica, não alcançando previsão genérica do estatuto da associação a revelar a defesa dos
interesses dos associados . TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL - ASSOCIAÇÃO - BENEFICIÁRIOS.
As balizas subjetivas do título judicial, formalizado em ação proposta por associação, é definida pela
representação no processo de conhecimento , presente a autorização expressa dos associados e a lista
destes juntada à inicial..

(RE 573232 / SC - Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI Relator(a) p/ Acórdão: Min.


MARCO AURÉLIO - Tribunal Pleno Publicação REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-182
DIVULG 18-09-2014 PUBLIC 19-09-2014 EMENT VOL-02743-01 PP-00001) (grifos nossos)

Evidencie-se que a autorização estatutária genérica conferida à Associação não é suficiente para
legitimar a sua atuação em benefício de seus associados. Necessário se faz, assim, autorização expressa
individualmente pelo associado ou mediante deliberação em assembleia específica .

No mesmo sentido, é o conteúdo do parágrafo único do art. 2º-A da Lei 9.494, de 10/09/1997:

"Art.2º-A. Nas ações coletivas propostas contra a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e
suas autarquias e fundações, a petição inicial deverá obrigatoriamente estar instruída com a ata da
assembleia da entidade associativa que a autorizou, acompanhada da relação nominal dos seus associados
e indicação dos respectivos endereços" . (grifos nossos)

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fls. 285

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
No caso dos autos, não há comprovação de autorização expressa conferida à AMA pelo Município
exequente para a propositura da aludida ação coletiva. Dessa forma, não há como este executar o
título do processo coletivo.

Não se comprovou a autorização expressa do Município exequente para ajuizamento da coletiva, pelo que

Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0714901-97.2020.8.02.0001 e código 45348CF.
evidente a sua ilegitimidade para execução do título.

Consigne-se, por oportuno, que em casos semelhantes ao presente, nos processos de n. AC 588458-PE e
AC 588361-PE , que tratavam de execuções individuais do mesmo título coletivo de n.
0000001-28.2006.4.05.83000, pelos Municípios de Manari/PE e Palmerina/PE, os feitos foram
convertidos em diligencia em 07.12.2017 " a fim de intimar as partes para que, no prazo de cinco dias,
se manifestem e comprovem a condição de que o Município exequente é beneficiário do título executivo,
mediante juntada de autorização individual concedida à AMUPE para a propositura da ação coletiva,
ou de autorização em assembleia geral, nos termos do voto do Relator " (grifos nossos)

Apesar da concessão do prazo pelo relator, não restou provado a comprovação de autorização expressa
(individual ou assemblear), pelo que, em 03.07.2018, as execuções de AC 588458-PE e AC 588361-PE
foram extintas pela Egrégia Quarta Turma do TRF 5ª Região, por ausência de legitimidade das
municipalidades para execução do título.

A par disso, a simples filiação do exequente à época do ajuizamento da ação coletiva não supre a falta da
prévia "autorização expressa" do interessado. Não basta a "autorização implícita" , o associado deve
autorizar o ajuizamento da demanda de modo inequívoco (expresso).

A " autorização expressa " exigida para a alegada "legitimidade processual" da entidade associativa na
"ação coletiva" não é comprovada com a mera e burocrática "lista de associados", tampouco com a
genérica "ata de assembleia", sem prova de que os associados estavam aptos à deliberação, muito
menos de que o Município, ora exequente, foi previamente cientificado da assembleia, tampouco
que participou e anuiu .

O exequente não logrou comprovar a prévia e regular representação judicial da "associação" no âmbito
da "ação coletiva" que originou o "título executivo", de modo que se evidencia sua ilegitimidade ativa
para execução.

Neste mister, é importante evidenciar que se trata de título coletivo, pelo que na execução se deverá
demonstrar que o exequente atende aos requisitos para execução. Isto porque durante o processo
coletivo não são examinados os aspectos probatórios de situações específicas e individuais dos
possíveis beneficiários, pois os documentos que comprovam a titularidade do crédito só são
juntados na fase de execução (cumprimento) da sentença.

Por essa razão, nas execuções individuais de sentença proferida em ações coletivas é patente a
necessidade de se promover a liquidação do valor a ser pago e a individualização do crédito, com a
demonstração da titularidade do direito do exequente. Isso porque a sentença de procedência em ação
coletiva tem caráter genérico, cujo cumprimento, relativamente a cada um dos titulares individuais,
pressupõe a adequação da condição do exequente à situação jurídica nela estabelecida.

Em diversas manifestações, o STJ tem indicado a necessidade de prévia liquidação, não apenas para a
definição do quantum debeatur , mas também para aferição da titularidade do crédito . O
cumprimento individual de sentença coletiva, voltada à satisfação de interesses individuais homogêneos,
pressupõe fase prévia de liquidação que não se limita à apuração do quantum debeatur (valor devido),
incluindo também avaliação acerca da legitimidade (ou titularidade do direito) daquele que se
afirma credor ( cui debeatur ). Nesse sentido:

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AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. BRASIL TELECOM.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por CIRO VARCELON CONTIN SILVA e www2.tjal.jus.br, protocolado em 01/07/2020 às 16:36 , sob o número 07149019720208020001.
CUMPRIMENTO INDIVIDUAL DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO COLETIVA.
PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO. INEXISTÊNCIA.
1. A sentença de procedência na ação coletiva tendo por causa de pedir danos referentes a direitos
individuais homogêneos (art. 95 do CDC) será, em regra, genérica, dependendo, assim, de superveniente
liquidação, não apenas para simples apuração do quantum debeatur, mas também para aferição da
titularidade do crédito (art. 97, CDC). Precedentes. (...)" (STJ-4ª. Turma, AgRg no AREsp 283558/MS,

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rel. Min. Luis Felipe Salomão, j. 15.05.14, DJe 22.05.14)

A sentença coletiva de procedência não confere um direito automático ao exequente, que necessita
provar sua condição de titular do direito obtido no título.

Em caso análogo, de execução do título coletivo proferido na ação de n. 0000001-28.2006.4.05.8300, o


STJ, em dezembro de 2017 (AgInt no Resp 1679189/PE), determinou o retorno dos autos ao Egrégio TRF
5ª Região para pronunciamento expresso sobre a afirmação da União de ilegitimidade do Município para
execução do título coletivo. Em razão da clareza que tratou a matéria, transcreve-se trecho do voto
vencedor:

"(...)

Com a devida vênia do em. relator, penso que o aresto regional padece de vício de fundamentação.

No tocante à apontada ilegitimidade ativa para o ajuizamento da execução, a Corte de origem limitou-se a
justificar o seguinte (e-STJ, fl. 334):

Por fim, quanto às alegações de ilegitimidade ativa e impossibilidade de litisconsórcio ulterior, entendo
que também não merecem prosperar. Conforme exposto na bem fundamentada sentença, "não se trata a
hipótese dos autos de formação de litisconsórcio ulterior, e, sim, de mera execução individualizada de
uma sentença coletiva".

No entanto, não foram abordados vários pontos suscitados no recurso de apelação e reiterados na
via aclaratória, tais como:

a) o argumento de que a AMUPE não possui, entre as finalidades descritas no estatuto social, a
representação judicial dos municípios associados;

b) o Município exequente não foi parte no processo de conhecimento;

c) o Município de Quipapá não autorizou a AMUPE a ajuizar a ação de conhecimento, inexistindo


"Termo de Adesão" oportunamente preenchido pelo exequente; e

d) não há provas de que a municipalidade exequente seria associada à AMUPE na época do processo de
conhecimento.

Como se observa, o acórdão recorrido afastou genericamente a alegativa de ilegitimidade ativa para
o ajuizamento da execução, sem enfrentar os tópicos correspondentes trazidos pela União tanto no
recurso de apelação como nos embargos de declaratórios. A análise desses pontos, por se tratar de
temática relacionada às condições da ação, é imprescindível para o deslinde da controvérsia.

Desse modo, impõe-se a anulação do aresto proferido na seara aclaratória e o retorno dos autos à instância
de origem, a fim de que sejam expressamente enfrentadas as questões postas nos embargos declaratórios.

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Fica prejudicado o exame dos demais pontos suscitados no agravo interno.

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Ante o exposto, peço vênia ao em. relator para dar provimento ao agravo interno e reconhecer a existência
de afronta ao art. 535 do CPC/1973, com determinação de retorno dos autos à instância de origem, a fim
de que sejam sanados os vícios de fundamentação apontados na seara aclaratória. É como voto." (grifos
nossos)

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A ementa do acórdão restou assim disposta:

PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE TÍTULO


JUDICIAL COLETIVO. COMPLEMENTAÇÃO DO FUNDEF. OMISSÃO. EXISTÊNCIA.
LEGITIMIDADE ATIVA DO EXEQUENTE. RETORNO DOS AUTOS PARA A INSTÂNCIA DE
ORIGEM. RECURSO PROVIDO.

1. Há violação do art. 535 do CPC/1973 quando o aresto recorrido, apesar de regulamente provocado por
meio de embargos de declaração, deixa de se manifestar sobre pontos relevantes para a solução da
controvérsia.

2. No caso, a Corte de origem afastou genericamente a alegativa de ilegitimidade ativa para o


ajuizamento da execução, sem enfrentar os tópicos trazidos pelo ente público federal tanto no
recurso de apelação quanto nos aclaratórios. A análise desses pontos, por se tratar de temática
relacionada às condições da ação, é imprescindível para o deslinde da controvérsia .

3. Deve-se reconhecer a existência de afronta ao art. 535 do CPC/1973 com o consequente retorno dos
autos para a instância de origem sanar os vícios de fundamentação apontados nos embargos declaratórios.

4. Agravo interno a que se dá provimento.

(STJ, Segunda Turma, AgInt no Resp 1679189/PE, Relator para o acórdão: Min. OG Fernandes, Data da
Publicação: Dje 19.12.2017) (grifos nossos)

Por conseguinte, é de se reconhecer que o Município ora Exequente carece de legitimidade, posto que não
provou ter autorizado expressamente o ajuizamento da ação coletiva pela AMA em seu nome, de modo
que a extinção da execução individual é medida que se impõe.

Por fim, evidencie-se que a ilegitimidade ativa do Município-Exequente para execução do título
coletivo proferido nos autos do processo de n. 0011204-19.2003.4.05.8000 é matéria de ordem
pública, cognoscível de ofício pelo magistrado, tendo em vista tratar de condição da ação.

Assim, como visto, a decisão padece de vício que justifica a interposição de Embargos Declaratórios.

Com efeito, dispõe o art. 1.022 do NCPC, in verbis:

"Art. 1.022. Cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para:

I - esclarecer obscuridade ou eliminar contradição;

II - suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a
requerimento;

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III - corrigir erro material.

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Parágrafo único. Considera-se omissa a decisão que:

I - deixe de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em incidente de


assunção de competência aplicável ao caso sob julgamento;

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II - incorra em qualquer das condutas descritas no art. 489, § 1 o ."

Diante de todo o exposto, requer a União que esse juízo conheça e dê provimento aos presentes Embargos
Declaratórios para, suprindo a omissão supra apontada, analisar a questão de ordem pública suscitada
pela União na petição de ID nº 3889397 e, emprestando aos mesmos efeitos infringentes, reconhecer a
inexistência de ausência de autorização expressa conferida à AMA pelo Município exequente para a
propositura da aludida ação coletiva e extinguir a execução, condenando o exequente ao pagamento
das verbas sucumbenciais.

Termos em que,

pede deferimento.

Maceió, 10 de janeiro de 2018.

Paulo Henrique Padilha de Melo Novais

Advogado da União

Processo: 0807260-82.2017.4.05.8000
Assinado eletronicamente por:
PAULO HENRIQUE PADILHA DE MELO NOVAIS - Procurador
19011018293647000000004045555
Data e hora da assinatura: 10/01/2019 18:31:20
Identificador: 4058000.4024508
Para conferência da autenticidade do documento: https://pje.jfal.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam 7/7
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PROCESSO Nº: 0812976-97.2018.4.05.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO

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AGRAVANTE: MUNICIPIO DE MACEIO
AGRAVADO: UNIÃO FEDERAL
RELATOR(A): Desembargador(a) Federal Leonardo Carvalho - 2ª Turma

De ordem, comunico a decisão terminativa proferida no presente feito, bem como o seu trânsito em
julgado.</