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Aula Contratos 23/04/2021

Tema: Relações contratuais a envolver terceiros.


O princípio da relatividade subjetiva e a função social: Relevância dos princípios tradicionais,
em especial, os de autonomia privada, força obrigatória e ainda o princípio da relatividade
subjetiva. Portanto, a relatividade dos efeitos do contrato é atualmente informada pela função
social, assim, terceiros que contaminem e influenciem o descumprimento do contrato por seus
próprios interesses econômicos, que desconsiderem a existência do contrato, que se
comportem de forma a alterar seu equilíbrio ou que estimulem a adoção de um
comportamento desleal de um contratante em relação ao outro contratante, podem ser
responsabilizados civilmente, mesmo não sendo contratantes, justamente pela eficácia
externa da função social do contrato.

Modalidades específicas reguladas no Código Civil que admitem efeitos contratuais em


relação a terceiros não celebrantes originais a saber:

- Contrato (estipulação) em favor de terceiro (artigos 436 a 438) -> Nós temos uma
triangulação possível, temos duas partes e a triangulação na geração de efeitos, contratos
bilaterais com cargas obrigacionais estipuladas para os dois polos da contratação.

Um dos contratantes, chamado de estipulante, se obriga em relação ao outro chamado de


promitente.

O estipulante tem legitimidade para exigir o cumprimento da obrigação, o beneficiário, depois


da estipulação também é legitimado para exigir o promitente o cumprimento.

Promitente pode fazer defesas

- Promessa de fato de terceiro em contrato (artigos 439 e 440) -> Temos a fixação de uma
obrigação de fazer com um perfil de resultado, o contratante se ajusta a outro, a ter o
cumprimento de fazer ou não fazer, promessa de fato, de alcançar um comportamento de
terceiro (personalíssimo, se não se resolver, a solução se dá em perdas e danos).

Se o terceiro aceitar, ele assume em nome próprio aquilo que foi aceito. Se caso recusar, paga
a indenização de perdas e danos.

- Contrato com pessoa a declarar (artigos 467 a 471) -> na qual determinado contratante
(denominado designante) celebra com outro contratante determinado ajuste negocial e
reserva no próprio contrato uma faculdade de indicar, designar, nomear um terceiro
(designado, nomeado) para eventualmente assumir sua posição contratual; se esse terceiro
aceitar a nomeação, assumirá a posição do primeiro contratante na relação jurídica,
substituindo-o, para todos os fins, conforme previsão do artigo 467, do Código Civil.

São situações que afastam o terceiro de qualquer vinculação desse contrato:

a) embora facultada no contrato firmado, não ocorra a indicação de um terceiro por parte do
designante;

b) embora indicada, ocorra a não aceitação dessa nomeação por parte do terceiro;

c) embora indicada e aceita a indicação, exista incapacidade civil do terceiro;


d) embora indicada e aceita, exista insolvência do terceiro, desconhecida do outro contratante
ao tempo da comunicação.

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