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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Os diferentes limites de contacto de placa com as formas de relevo


Desenvolvimento da Tectónica de Placas

Mariamo Abdulmanafe Abdulcadre


708211654

Curso: Licenciatura em Ensino de Geografia


Disciplina: Geologia
Ano de Frequência: 1º Ano
Turma: M
Docente: Arlindo H. A. canthema

Nampula, Novembro, 2021


Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação à Distância

Os diferentes limites de contacto de placa com as formas de relevo


Desenvolvimento da Tectónica de Placas

Trabalho de carater avaliativo da cadeira de Geologia, do


Curso de licenciatura em Geografia 1º Ano, UCM Centro
de Recurso de Nampula, ensino a Distancia.

Estudante: Mariamo Abdulmanafe Abdulcadre


Tutor: Arlindo H. A. canthema

Nampula, Novembro, 2021

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Folha de Feedback
Classificação
Categorias Indicadores Padrões Pontuação Nota do
Subtotal
máxima tutor
 Capa 0.5
 Índice 0.5
Aspectos  Introdução 0.5
Estrutura
organizacionais  Discussão 0.5
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)
 Descrição dos
Introdução 1.0
objectivos
 Metodologia
adequada ao objecto 2.0
do trabalho
 Articulação e
domínio do discurso
académico
Conteúdo 2.0
(expressão escrita
cuidada, coerência /
coesão textual)
Análise e
 Revisão bibliográfica
discussão
nacional e
internacionais 2.
relevantes na área de
estudo
 Exploração dos
2.0
dados
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e
tamanho de letra,
Aspectos
Formatação paragrafo, 1.0
gerais
espaçamento entre
linhas
Normas APA 6ª  Rigor e coerência
Referências
edição em das
Bibliográfica 4.0
citações e citações/referências
s
bibliografia bibliográficas

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Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor

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Indice

Introdução…………………………………………………………………………………………6

1. Placas Tectónicas……………………………………………………………………………..

2. A descoberta da subducção…………………………………………………………………...

3. Estrutura dinâmica da Terra…………………………………………………………………..

4. As diferentes placas…………………………………………………………………………..

5. Os limites de placa…………………………………………………………………………..

5.1. Limites divergentes ou construtivos………………………………………………………

5.2. Limites convergentes ou destrutivos……………………………………………………...

5.3. Limites transformantes ou conservativos…………………………………………………

6. Movimentos das Placas Tectónicas………………………………………………………….

6.1. Causas dinâmicas do movimento das placas………………………………………………

6.2. Atrito……………………………………………………………………………………...

6.3. Gravidade…………………………………………………………………………………

Considerações Finais……………………………………………………………………………..

Referencias Bibliográficas……………………………………………………………………….

Introdução
v
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O presente trabalho aborda assuntos relacionados aos diferentes limites de contacto de placa com
as formas de relevo, desenvolvimento da Tectónica de Placas. As placas tectônicas constituem-se
como parte da superfície terrestre (litosfera), sendo grandes modificadores de relevo com seus
movimentos, que se originam no manto do planeta. Essas placas são responsáveis pelas grandes
altitudes, como as montanhas, além de que seus movimentos resultam em tremores, conhecidos
como terremotos (tremores nos continentes) ou maremotos (tremores nos mares e oceanos).

As placas estão em contato umas com as outras ao longo dos limites de placa, estando estes
comumente associados a eventos geológicos como terromotos e a criação de elementos
topográficos como cadeias montanhosas, vulcões e fossas oceânicas. A maioria dos vulcões
ativos do mundo estão situados ao longo dos limites de placas, sendo a zona do Círculo de Fogo
do Pacífico a mais conhecida.

Objectivo geral
 Conhecer os diferentes limites de placas.
Objectivos específicos
 Explicar a origem da tectónica global

 Caracterizar os limites e relacionar com as formas de relevo Criadas


 Descrever o movimento de placas tectónicas;

Na concretização do presente trabalho será usados o método: Pesquisa bibliográfica, Respeitante


a estrutura do trabalho compreende: Capa, Índice Folha de Feedback dos tutores, introdução,
desenvolvimento, Conclusão, referências bibliográficas.

1. Placas Tectónicas

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As placas tectônicas constituem-se como parte da superfície terrestre (litosfera),
sendo grandes modificadores de relevo com seus movimentos, que se originam no manto do
planeta. Essas placas são responsáveis pelas grandes altitudes, como as montanhas, além de que
seus movimentos resultam em tremores, conhecidos como terremotos (tremores nos continentes)
ou maremotos (tremores nos mares e oceanos).

A teoria das placas tectônicas, ou tectônica das placas, foi elaborada, nos anos 1960, com base
nos conhecimentos científicos e inovações tecnológicas da época, como satélites e observações
astronômicas. Entretanto, para entendermos essa teoria, devemos conhecer a teoria
da deriva continental, elaborada pelo alemão Alfred Lothar Wegener, em 1912.

Na época, Wegener estava com 32 anos, e, por meio de suas observações nos mapas e nos
contornos dos continentes, chegou à conclusão de que, há 200 milhões de anos, todos os
continentes eram um só — a Pangea. Ao longo dos anos, esse grande continente começou a se
movimentar, fragmentando-se em continentes menores, como conhecemos hoje.

A maior evidência de Wegener eram os contornos da costa leste sul-americana, onde é o Brasil, e
da costa oeste africana, que possuem desenho bem semelhante. Além disso, Wegener utilizou
informações de fósseis da mesma espécie que foram localizados tanto na África quanto na
América do Sul, algo que seria fisicamente impossível, pois as espécies encontradas não tinham
capacidade de atravessar o Atlântico a nado.

Desenho representando a ideia de Alfred Wegener.

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Na década de 1960, a teoria de Wegener foi aperfeiçoada graças ao conhecimento tecnológico
propiciado por duas Grandes Guerras e pela Guerra Fria.

A tectônica das placas afirma que um conjunto de imensos blocos rochosos sustenta toda a


superfície da Terra sob o manto. Esses blocos se movimentam em diversas direções, ora se
chocando, ora se afastando, o que corrobora com a teoria formulada no início do século passado.

2. A descoberta da subducção
Uma importante consequência da expansão dos fundos oceânicos era que nova crosta estava a
ser (e é-o ainda hoje), formada ao longo das cristas oceânicas. Por alguns cientistas da época a
deslocação dos continentes pode ser facilmente explicada por um grande aumento do tamanho da
Terra desde a sua formação. Porém, esta chamada Teoria da Terra expandida, não era
satisfatória, pois os seus defensores não podiam apontar um mecanismo geológico
convincentemente capaz de produzir tão súbita e enorme expansão. A maioria dos geólogos
acredita que o tamanho da Terra terá variado muito pouco ou mesmo nada desde a sua formação
há 4.6 bilhões de anos, levantando assim uma nova questão: como pode ser continuamente
adicionada nova crosta ao longo das cristas oceânicas, sem aumentar o tamanho da Terra?

Esta questão intrigou particularmente Harry Hess, geólogo da Universidade de Princeton e


Contra-Almirante na reserva e ainda Robert S. Dietz, um cientista do U.S. Coast and Geodetic
Survey, que havia sido o primeiro a utilizar o termo expansão dos fundos oceânicos. Dietz e Hess
estavam entre os muito poucos que realmente entendiam as implicações da expansão dos fundos
oceânicos. Se a crosta da Terra se expandia ao longo das cristas oceânicas, teria que estar a
encolher noutro lado, raciocinou Hess. Sugeriu então que a nova crosta oceânica se espalhava
continuamente a partir das cristas oceânicas. Muitos milhões de anos mais tarde, essa mesma
crosta oceânica acabará eventualmente por afundar-se nas fossas oceânicas – depressões muito
profundas e estreitas ao longo das margens da bacia do Pacífico.

3. Estrutura dinâmica da Terra

A divisão do interior da Terra em litosfera e astenosfera baseia-se nas suas diferenças mecânicas.
A litosfera é mais fria e rígida, enquanto a astenosfera é mais quente e mecanicamente mais
fraca.

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Esta divisão não deve ser confundida com a subdivisão química da Terra, do interior para a
superfície, em: núcleo, manto e crosta. O princípio chave da tectônica de placas é a existência de
uma litosfera constituída por placas tectônicas separadas e distintas, que flutuam sobre a
astenosfera. A relativa fluidez da astenosfera permite que as placas tectônicas se movimentem
em diferentes direções.

As placas estão em contato umas com as outras ao longo dos limites de placa, estando estes
comumente associados a eventos geológicos como terromotos e a criação de elementos
topográficos como cadeias montanhosas, vulcões e fossas oceânicas. A maioria dos vulcões
ativos do mundo estão situados ao longo dos limites de placas, sendo a zona do Círculo de Fogo
do Pacífico a mais conhecida. Estes limites são apresentados em detalhe mais adiante.

As placas tectônicas podem incluir crosta continental ou crosta oceânica, sendo que, tipicamente,
uma placa contém os dois tipos. Por exemplo, a Placa Africana inclui o continente e parte dos
fundos marinhos do Atlântico e do Índico. A parte das placas tectônicas que é comum a todas
elas corresponde a camada sólida superior do manto, constituindo a litosfera conjuntamente com
a crosta.

A distinção entre crosta continental e crosta oceânica baseia-se na diferença de densidades dos
materiais que constituem cada uma delas; a crosta oceânica é mais densa devido às diferentes
proporções dos elementos constituintes, em particular do silício. A crosta oceânica é mais pobre
em sílica e mais rica em minerais máficos (geralmente mais densos), enquanto que a crosta
continental apresenta maior percentagem de minerais félsicos (em geral menos densos).

4. As diferentes placas

Basicamente, a litosfera como que flutua sobre a astenosfera, e encontra-se partida em pedaços
que se designam por placas tectônicas. Abaixo se listam as principais placas tectônicas:

Placa Africana; Placa da Antártida ; Placa Euro-asiática ; Placa Norte-americana ; Placa Sul-
americana ; Placa do Pacífico ; Placa Australiana

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5. Os limites de placa

A litosfera não é contínua. Ela é formada de fragmentos com zonas de estiramento nas
cordilheiras submarinas e zonas de subducção nas fossas oceânicas, onde é absorvida pelo
manto. A estes fragmentos de litosfera se denominam placas tectônícas. Atualmente há sete
placas muito grandes (Africana, Indo- Australiana, Sul-Americana, Norte-Americana, Eurásia,
Antártica e Pacífica). Vinte placas pequenas (Nazca, Cocos, do Caribe, Filipina, Arábica, etc.) e
provavelmente devem ser descobertas mais algumas pequenas placas. Existem três tipos de
limites de contato entre duas placas:

Os tipos de limites de placas, caracterizados pelo modo de como as placas se deslocam umas
relativamente às outras e aos quais estão associados diferentes tipos de fenômenos de superfície:

 Limites divergentes ou construtivos – ocorrem quando duas placas se afastam uma da


outra (rift).

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 Limites convergentes ou destrutivos – (também designados por margens ativas) ocorrem
quando duas placas se movem uma em direção à outra, formando uma zona de subducção
(interplaca) ou uma cadeia montanhosa (intraplaca).
 Limites transformantes ou conservativos - ocorrem quando as placas deslizam ou mais
precisamente roçam uma na outra, ao longo de falhas transformantes. O movimento
relativo das duas placas pode ser direito (dextro) ou esquerdo (senestro) em relação a um
observador colocado num dos lados da falha.

Há limites de placas cuja situação é mais complexa, nos casos em que três ou mais placas se
encontram, ocorrendo então uma mistura dos três tipos de limites anteriores.

5.1. Limites divergentes ou construtivos

Nos limites divergentes, duas placas afastam-se uma da outra sendo o espaço produzido por este
afastamento preenchido com novo material crostal, de origem magmática. A origem de novos
limites divergentes é por alguns vista como estando associada com os chamados pontos quentes.
Nestes locais, células de convecção de grande dimensão transportam grandes quantidades de
material astenosférico quente até próximo da superfície e pensa-se que a sua energia cinética
poderá ser suficiente para produzir a fracturação da litosfera. O ponto quente que terá dado início
à formação da crista meso-atlântica situa-se atualmente sob a Islândia, a qual se encontra em
expansão à velocidade de vários centímetros por século.

5.2. Limites convergentes ou destrutivos

A natureza de um limite convergente depende do tipo de litosfera que constitui as placas em


presença. Quando a colisão ocorre entre uma densa placa oceânica e uma placa continental de
menor densidade, geralmente a placa oceânica mergulha sob a placa continental, formando uma
da zona de subducção. À superfície, a expressão topográfica deste tipo de colisão é muitas vezes
uma fossa, no lado oceânico e uma cadeia montanhosa do lado continental. Um exemplo deste
tipo de colisão entre placas é a área ao longo da costa ocidental da América do Sul onde a Placa
de Nazca, oceânica, mergulha sob a Placa Sul-americana, continental.

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À medida que a placa subductada mergulha no manto, a sua temperatura aumenta provocando a
libertação dos compostos voláteis presentes (sobretudo vapor de água). À medida que esta água
atravessa o manto da placa sobrejacente, a temperatura de fusão desta baixa, resultando na
formação de magma com grande quantidade de gases dissolvidos. Este magma pode chegar à
superfície na forma de erupções vulcânicas, formando longas cadeias de vulcões para lá da
plataforma continental e paralelamente a ela. A totalidade do limite da placa do Pacífico
apresenta-se cercada por longas cadeias de vulcões, conhecidos coletivamente como Círculo de
Fogo do Pacífico.

Onde a colisão se dá entre duas placas continentais, ou elas se fragmentam e se comprimem


mutuamente ou uma mergulha sob a outra ou (potencialmente) sobrepõe-se à outra. O efeito
mais dramático deste tipo de limite pode ser visto na margem norte da placa Indiana. Parte desta
placa está a ser empurrada por baixo da placa euro-asiática, provocando o levantamento desta
última, tendo já dado origem à formação dos Himalaias e do planalto do Tibete. Causou ainda a
deformação de partes do continente asiático a este e oeste da zona de colisão.

5.3. Limites transformantes ou conservativos

O movimento lateral esquerdo ou direito entre duas placas ao longo de uma falha transformante
pode produzir efeitos facilmente observáveis à superfície. Devido à fricção, as placas não podem
simplesmente deslizar uma pela outra. Em vez disso, a tensão acumula-se em ambas placas e
quando atinge um nível tal, em qualquer um dos lados da falha, que excede a força de atrito entre
as placas, a energia potencial acumulada é libertada sob a forma de movimento ao longo da
falha. As quantidades maciças de energia libertadas neste processo são causa de terremotos, um
fenômeno comum ao longo de limites transformantes.

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Um bom exemplo deste tipo de limite de placas é o complexo da Falha de Santo André,
localizado na costa oeste da América do Norte o qual faz parte de um complexo sistema de
falhas desta região. Neste local, as placas do Pacífico e norte-americana movem-se relativamente
uma à outra, com a placa do Pacífico a mover-se na direção noroeste relativamente à América do
Norte. Dentro de aproximadamente 50 milhões de anos, a parte da Califórnia situada a oeste da
falha será uma ilha, próxima do Alasca.

6. Movimentos das Placas Tectónicas

Cada placa se move independentemente, como uma unidade coerente. Actualmente elas têm uma
velocidade entre 2 e 10 cm por ano, e em alguns lugares chegam a 18 cm/ano; As de maior
velocidade estão associadas ao oceano Pacífico e as mais lentas, ao Atlântico. O deslocamento
dos continentes é um subproduto do movimento das placas; O comportamento das placas nos
limites de contato explica muito dos processos geológicos como vulcões, terremotos, tremores e
formação de arcos de ilhas.

Uma placa oceânica pode chocar-se com uma placa continental e formar-se uma zona de
subducção no contato entre elas, dando origem a uma alta montanha. Este é o caso do litoral
oeste da América do Sul, no qual a crusta oceânica do Pacífico (placa de Nazca) está
mergulhando debaixo da placa da América do Sul e levantando os Andes desde o final do
Terciário.

Duas placas continentais podem colidir como a Índia que está empurrando a Ásia. Neste caso
nenhuma se afunda e ambas se deformam pela colisão dando origem a altas montanhas, como o
Himalaia.

Hoje acredita se que o movimento das placas tectônicas seja devido a correntes de convecção
térmica na astenosfera. Primeiro pensou-se que se formaria uma grande célula decorrente
convectiva entre as zonas de subducção. Portanto cada célula seria do tamanho da placa. Hoje
acredita se que as células convectivas sejam muito menores. Seja como for, as correntes de
convecção térmica "empurram" as placas.

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6.1. Causas dinâmicas do movimento das placas

O movimento das placas é medido directamente pelo sistema GPS. As placas movem-se graças à
fraqueza relativa da astenosfera. Pensa-se que a fonte da energia necessária para produzir este
movimento seja a dissipação de calor a partir do manto. Imagens tridimensionais do interior da
Terra (tomografia sísmica), mostram a ocorrência de fenómenos de convecção no manto.

A forma como estes fenômenos de convecção estão relacionados com o movimento das placas é
assunto de estudos em curso bem como de discussão. De alguma forma, esta energia tem de ser
transferida para a litosfera para que as placas se movam. Há essencialmente duas forças que o
podem conseguir: o atrito e a gravidade.

6.2. Atrito
 Atrito do manto: é gerado pelas correntes de convecção que são transmitidas através da
astenosfera; o movimento é provocado pelo atrito entre a astenosfera e a litosfera.

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 Atrito de sucção de fossas: as correntes de convecção locais exercem sobre as placas uma
força de arrasto friccional, dirigida para baixo, em zonas de subducção nas fossas
oceânicas.
6.3. Gravidade
 Ridge-push: O movimento das placas é causado pela maior elevação das placas nas cristas
meso-oceânicas. A maior elevação é causada pela relativamente baixa densidade do material
quente em ascensão no manto. A verdadeira força produtora de movimento é esta ascensão e
a fonte de energia que a sustenta.
 Slab pull: o movimento das placas é causado pelo peso das placas frias e densas, afundando-
se nas fossas. Há evidências consideráveis de que ocorre convecção no manto. A ascensão de
materiais nas cristas meso-oceânicas é quase de certeza parte desta convecção. Alguns
modelos mais antigos para a tectónica de placas previam as placas sendo levadas por células
de convecção, como bandas transportadoras. Porém, hoje em dia, a maior parte dos cientistas
acreditam que a astenosfera não é suficientemente forte para produzir o movimento por
fricção.
 Atrito lunar: num estudo publicado em Janeiro-Fevereiro de 2006 no boletim da Geological
Society of America, uma equipa de cientistas italianos e americanos defendem a tese de que
uma componente do movimento para oeste das placas tectónicas é devida ao efeito de maré
provocado pela atracção da lua. À medida que a Terra gira para este, segundo eles, a
gravidade da Lua vai a pouco e pouco puxando a camada superficial da Terra de volta para
oeste. Isto poderá também explicar porque é que Vénus e Marte não têm placas tectónicas,
uma vez que Vénus não tem luas e as luas de Marte são demasiado pequenas para
produzirem efeitos de maré sobre Marte.

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Considerações Finais
Depois de fazer-se uma sondagem a respeito do estudo de limites de placas tectónica de placas e
movimentos de placas tectónicas conclui-se Cada placa se move independentemente, como uma
unidade coerente. Actualmente elas têm uma velocidade entre 2 e 10 cm por ano, e em alguns
lugares chegam a 18 cm/ano; As de maior velocidade estão associadas ao oceano Pacífico e as
mais lentas, ao Atlântico. O deslocamento dos continentes é um subproduto do movimento das
placas; O comportamento das placas nos limites de contato explica muito dos processos
geológicos como vulcões, terremotos, tremores e formação de arcos de ilhas.

Uma placa oceânica pode chocar-se com uma placa continental e formar-se uma zona de
subducção no contato entre elas, dando origem a uma alta montanha. Este é o caso do litoral
oeste da América do Sul, no qual a crusta oceânica do Pacífico (placa de Nazca) está
mergulhando debaixo da placa da América do Sul e levantando os Andes desde o final do
Terciário.

Portanto o movimento das placas é medido diretamente pelo sistema GPS. As placas movem-se
graças à fraqueza relativa da astenosfera. Pensa-se que a fonte da energia necessária para
produzir este movimento seja a dissipação de calor a partir do manto.

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Referencias Bibliográficas
CED - Nampula - Manual de Geologia Geral, 1º Ano.
Wegener, A. (1966). The Origin of Continents and Oceans. New York: Dover.
McKnight, Tom (2004) Geographica: The complete illustrated Atlas of the world, Barnes and
Noble Books; New York
Thompson, Graham R. and Turk, Jonathan, (1991) Modern Physical Geology, Saunders College
Publishing
«Movimento de placas muda relevo». Uol.com.br. Consultado em 11 de dezembro de 2021
«Placas tectónicas» (em inglês). U.S. Geological Survey - USGS.gov. Consultado em 11 de
Dezembro de 2021.

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