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Rômulo

Caixeta
ANATOMIA
DE DEUS
Agradecimentos

Este livro pôde chegar às mãos de


nossos amigos leitores graças ao
apoio irrestrito e incansável
trabalho de meus irmãos: Aldecyr
Borges Costa que secretariou e
Pedro Carvalho Barboza que
revisou. A eles meus eternos
agradecimentos e o oferecimento
deste trabalho.

O autor

Dedico este Manual de Anatomia


Esotérica a todos aqueles que aspiram
alcançar a Divindade Crística em seu
próprio Santuário Cósmico.

O autor
4 Anatomia de Deus
4 Anatomia de Deus

Copyright
Copyright©©2012
2012
Vanessa
VanessaBenczBencz

Copyright
Copyright©©desta
destaedição
edição
Letradágua
Letradágua

Capa
Capa
Fábio
FábioAbreu
Abreu

Rômulo
Revisão
Revisão
Wilka
WilkaSeto-Gehlen
Seto-Gehlen

Caixeta
Projetográfico,
Projeto gráfico,revisão
revisãoeeeditoração
editoraçãoeletrônica
eletrônica
EdiçõesLetradágua
Edições Letradágua

Impressãoe eFotolitos
Impressão Fotolitos
NovaLetra
Nova Letra

ISBN:978-85-7802-056-9
ISBN: 978-85-7802-056-9

ANATOMIA
DE DEUS
Esta obra foi composta no estúdio da
Esta obraLetradágua,
Editora foi composta em no estúdio da
Joinville-SC, na
Editora Letradágua,
fonte Kozuka Minchoem Joinville-SC,
Pr6N na
EL, e impressa
fonte Kozukasulfite
em papel Mincho 90 Pr6N
g naEL, e impressa
Gráfica Nova
em papel
Letra, sulfite
em abril de 90 g em
2012, na Blumenau-SC.
Gráfica Nova
Letra, em abril de 2012, em Blumenau-SC.
Rômulo Caixeta 5
Rômulo Caixeta 5
Prefácio ................................................................................... 11
Prefácio ................................................................................... 11
Introdução ............................................................................... 14
Introdução ............................................................................... 14
Parte I – O Reino de Deus ............................................... 14
Parte I – O Reino de Deus ............................................... 14
Parte II – Uma só verdade ...............................................
Parte II – Uma só verdade ............................................... 14 14
CapítuloI –I –Aos
Capítulo Aospéspésdodo Mestre
Mestre .............................................. 19 19
..............................................
Capítulo II – A Gênesis do Conhecimento ............................. 23 23
Capítulo II – A Gênesis do Conhecimento .............................
CapítuloIIIIII– –A ATrilogia
Capítulo Trilogia ......................................................... 29 29
.........................................................
Capítulo IV – O Simbolismo dodo
Capítulo IV – O Simbolismo FogoFogo Sagrado
Sagrado – Kundalini
– Kundalini .. 47
.. 47
Capítulo V – A lenda de Hiram Abbif ....................................
Capítulo V – A lenda de Hiram Abbif .................................... 59 59
Capítulo VI – As Glândulas – As Igrejas de
Capítulo VI – As Glândulas – As Igrejas de Deus .................. Deus .................. 75 75
ParteI –I –A AGlândula
Parte Glândula Pineal
Pineal ............................................. 75 75
.............................................
ParteII II– –A AGlândula
Parte Glândula Pituitária
Pituitária ....................................... 77 77
.......................................
ParteI –I –O OReino
Parte Reino dede DeusDeus ............................................... 14 14
...............................................
ParteIIIIII–A–ATrindade
Parte Trindade nono Cérebro
Cérebro ................................... 80 80
...................................
CapítuloVIIVII– –A ASeptologia
Capítulo Septologia ................................................... 85 85
...................................................
CapítuloVIII
Capítulo VIII– –O OEloElo Perdido................................................. 95 95
Perdido.................................................
Parte
ParteI –I –A AMemória
Memória Antropológica
Antropológica ................................
................................ 95 95
Parte
ParteII II– –A AVerdade
Verdade insofismável
insofismável ..................................
.................................. 97 97
Parte
ParteIIIIII– –A Adegeneração
degeneração dada espécie
espécie ..............................
.............................. 108108
Capítulo IX – A Oração do Pai Nosso
Capítulo IX – A Oração do Pai Nosso e o Santo e o Santo DezDez .............
............. 111111
Capítulo
CapítuloX X– –A ALendaLenda dedeSansão
Sansão ............................................
............................................ 119119
Capítulo
CapítuloXIXI– –A ADozeologia
Dozeologia ...................................................
................................................... 123123
Parte
ParteI –I –O OEstudo
Estudo dodo número
número dozedoze.................................
................................. 123123
Parte II – Referências Históricas
Parte II – Referências Históricas Esotéricas Esotéricas ...................
................... 126126
Parte III – O Homem, prisioneiro
Parte III – O Homem, prisioneiro de seu corpo de seu corpo ..............
.............. 129129
Palavras finais .........................................................................
Palavras finais ......................................................................... 135135

ANEXO
ANEXO
Anexo – O Mapa de Anatomia Oculta ...............................Encarte
Anexo – O Mapa de Anatomia Oculta ...............................Encarte
Rômulo Caixeta 7

O maravilhoso ensinamento hermético

A
Humanidade Terrestre vivia em íntimo contato com as
manifestações divinas, fazendo-se partícipe da Divindade
e de suas Leis.
Mas, perdendo a Sabedoria, ou o conhecimento consciente,
perdeu, em consequência, sua outra asa ou o ponto equilibrante, o
Amor, desligando-se da beleza harmoniosa do Universo.
Afastando-se de seu Deus Interno tornou-se órfã da Intuição
Pura de tal forma que passou a ignorar o verdadeiro significado das
coisas e dos seres que a rodeavam caindo nos abismos da incons-
ciência.
A intuição revelava-lhe a chave da simbologia divina, aquela lin-
guagem de ouro, universalmente utilizada como meio de comunicação
nos diversos níveis da Consciência Cósmica.
Esquecendo a decifração dos códigos, pelo extravio das chaves,
isto é, da deficiência da Luz Astral, contida na energia seminal, sub-
mergiu em mundos de falsa linguagem, associada ao desconheci-
mento de si própria e passou a viver diante de uma falsa presença de
Deus, temendo descobrir a Luz da Verdade oculta, porque isso a leva-
ria a um posicionamento diante de seu próprio Criador.
Perdendo a Sabedoria, teve que retornar ao trabalho com a
pedra na reconstrução de seu Templo-Interno. Porém, isto requer
superesforços. Para a humanidade fugir aos seus padrões pré-estabe-
lecidos é tarefa difícil, trabalho para poucos.
Por isso, são felizes os capazes de rasgar o véu do templo da
ignorância e conquistar a Sabedoria.
São valentes os obreiros, construtores de seu Templo-Coração,
porque possuirão o Amor; e valorosos os que, mergulhando no ocea-
no inefável da Intuição, trazem à tona a Verdade libertadora e distri-
buem aos seus irmãos em humanidade, os talentos deste “Senhor dos
Senhores”, o PAI, que a todos tendo criado, quer que sejamos os pri-
8 8 Anatomia
Anatomia de Deus
de Deus

mogênitos
mogênitos de de
SuaSua herança
herança divina.
divina.
Ao Ao
lermos
lermosAnatomia
Anatomia dedeDeus,
Deus,o omaismaisrecente
recentetrabalho
trabalho esotérico-
esotérico-
literário de nosso
literário de nosso estimado
estimado e apreciado
e apreciadoirmão
irmãoRômulo
RômuloCaixeta
CaixetaLeite,
Leite, nos-
sos sos
olhos marejaram-se
olhos marejaram-se pela alegria
pela alegriaemanada
emanadadedenosso nossocoração,
coração, porque
porque
percebemos
percebemos queque é chegada
é chegadaa ahora horadadahumanidade
humanidade terrestre
terrestre (o(o Filho
Filho
Pródigo) retornar
Pródigo) arrependida
retornar arrependida à Casa
à CasaPaterna,
Paterna,seguindo
seguindoaatrajetória
trajetória ocul-
ocul-
ta em seus
ta em mundos
seus mundos internos. Certamente
internos. CertamentehaveráhaveráJerusalém
JerusalémCelestial,
Celestial, na
realidade existente dentro de quem, conhecendo-se
realidade existente dentro de quem, conhecendo-se internamente, internamente,
conhece
conheceo Universo,
o Universo, porque
porqueEleEle
disse:
disse:“eu
“eue eo oPai
Paisomos
somosum”.um”.
Através
Através de de
incansável
incansáveltrabalho
trabalhointerno,
interno,oonosso
nosso irmão
irmão Rômulo
Rômulo
Caixeta Leite,
Caixeta encontrou
Leite, encontrou e expõe
e expõeneste
nesteseu seulivro Anatomia de
livroAnatomia de Deus,
Deus, o
maravilhoso
maravilhoso ensinamento hermético, conservado por todas as
ensinamento hermético, conservado por todas
Religiões e Fraternidades
Religiões e Fraternidades Cristãs-Esotéricas,
Cristãs-Esotéricas,tantas tantasvezes
vezesrepetido
repetido atra-
vés vés
dosdos
milênios,
milênios, mas apenas repetido e retransmitido, como se
mas apenas repetido e retransmitido, como se hou-
vesse a necessidade
vesse a necessidade dede preservar
preservarpara paraa amemória
memória dos dos pósteros,
pósteros, ouou
paraparaaqueles
aqueles quequesabem
sabem verver
e ouvir
e ouvirasasverdades
verdadesinefáveis
inefáveis dodo Micro
Micro ee
do Macro
do Macro Universos.
Universos.
Obrigado,
Obrigado, Irmão
Irmão Rômulo,
Rômulo, porpornos
nosajudar desvendaraa Verdade;
ajudaraadesvendar Verdade;
e tendo-a
e tendo-a descoberto, não a guardou somente paravocê.
descoberto, não a guardou somente para você.

PazPaz
Inverencial!
Inverencial!
Aldecyr
AldecyrBorges
Borges Costa
Costa
Introdução
Introdução
ParteParte
I I

OOreino
reinode
deDeus
Deus

A Amáquina
máquina é um
é um corpo
corpo sem sem
almaalma e pertence
e pertence ao homem;
ao homem; o o
Homem
Homem é uma
é uma Alma
Alma encarnada
encarnada numnum
corpocorpo e pertence
e pertence a Deus.
a Deus.
Ângelo
Ângelo Barttoloto
Barttoloto

JJ
á áfazfaz algum
algum tempo
tempo quando
quando nosnos deparamos
deparamos comcomo Mapa o Mapa
da da
Anatomia Oculta, um trabalho muito bem elaborado por um um
Anatomia Oculta, um trabalho muito bem elaborado por
irmãognóstico
irmão gnóstico queque se se encontra
encontra no no exterior.
exterior. Na ocasião,
Na ocasião,
meditávamossobre
meditávamos sobre esse
esse belíssimo
belíssimo quadro
quadro do corpo
do corpo humano
humano e como e como
poderíamostraduzi-lo
poderíamos traduzi-lo e apresentá-lo
e apresentá-lo parapara
todatoda a comunidade
a comunidade estu-estu-
diosadodoOcultismo
diosa Ocultismoemem nosso
nosso país.
país. Queríamos,
Queríamos, também,
também, dar umadar uma
oportunidade ao homem comum, a fim de que pudesse analisar maismais
oportunidade ao homem comum, a fim de que pudesse analisar
profundamentetudo
profundamente tudo o que
o que de de magnífico
magnífico traztraz
em emseu seu interior,
interior, desper-desper-
tandoem
tando emsi simesmo
mesmo o filho
o filho do do homem.
homem.
Por que recebemos esse magnífico
Por que recebemos esse magnífico corpo? corpo? Alguém
Alguém já pensou
já pensou nisto?nisto?
A Anatomia de Deus discorrerá, exatamente,
A Anatomia de Deus discorrerá, exatamente, sobre os mistérios sobre os mistérios
do Templo do
do Templo do Homem. Homem.
Esta Anatomia
EstaAnatomia dede Deus
Deus queque ninguém
ninguém jamais
jamais viu, viu,
masmas que todos
que todos
juntosdeveremos
juntos deveremos realizar,
realizar, desde
desde a microscópica
a microscópica grutagruta de Belém
de Belém até oaté o
majestoso Monte Calvário onde completaremos a Grande Obra,Obra,
majestoso Monte Calvário onde completaremos a Grande o o
Magnus Opus dos antigos sábios
Magnus Opus dos antigos sábios alquimistas. alquimistas.
Quandorealizamos
Quando o Magnus
realizamoso Magnus OpusOpus , reencontramos
, reencontramos toda toda
a a
Revelação da Ressurreição de Nosso Senhor
Revelação da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus, o Cristo. Jesus, o Cristo.
Fizemosesta
Fizemos esta apresentação
apresentação comcom o pensamento
o pensamento voltado
voltado exclusi-
exclusi-
vamente para você, caro leitor, na esperança de poder ajudá-lo, com com
vamente para você, caro leitor, na esperança de poder ajudá-lo,
estaobra,
esta obra,a aencontrar
encontrar o verdadeiro
o verdadeiro caminho.
caminho. AgoraAgora
que que a tem,
a tem, quere-
quere-
mos fazer-lhe um apelo: não busqueis nem fora, nem ali, nem acoláacolá
mos fazer-lhe um apelo: não busqueis nem fora, nem ali, nem
ooReino
ReinodedeDeus,
Deus,porque
porque nãonão o encontrareis.
o encontrareis. O reino
O reino da Felicidade
da Felicidade
10 10 Anatomia
Anatomia de Deus
de Deus

EternaEterna
é o trabalho da Realização
é o trabalho ÍntimaÍntima
da Realização e, somente em seu
e, somente eminterior o
seu interior o
encontrará.
encontrará.
“Do lado“Dode foradesomente
lado há choro
fora somente e ranger
há choro de dentes...”
e ranger de dentes...”
Procure sim, em
Procure sim,seu
emcoração, o Reino
seu coração, de Deus.
o Reino Se não
de Deus. Se conse-
não conse-
guir descobri-lo em seu interior, de nada lhe adiantarão os títulos,
guir descobri-lo em seu interior, de nada lhe adiantarão os títulos, as as
glórias,glórias,
os poderes materiais
os poderes e os poderes
materiais espirituais,
e os poderes mesmo
espirituais, sobresobre
mesmo a a
Terra, Terra,
porqueporque
terá fracassado na busca
terá fracassado de Deus.
na busca de Deus.
ParteParte
II II

Uma só Verdade
Uma só Verdade

AA
o iniciarmos
o iniciarmoso nosso
o nossoestudo sobresobre
estudo as Religiões
as Religiões quantas
quantas
maravilhas encontramos!
maravilhas encontramos!
Que Que magistérios
magistériose rituais extraordinários
e rituais extraordináriosvivenciamos
vivenciamos e e
nos deleitamos
nos deleitamos com coma suaa leitura, comcom
sua leitura, o seu descobrimento!
o seu descobrimento!
Entretanto, quantas
Entretanto, doresdores
quantas temos sentido
temos ao vermos
sentido ao vermos milhões
milhõese e
milhões de pessoas
milhões de pessoasprocurando
procurandona letra morta,
na letra na palavra
morta, na palavra fria, fria,
tridi-tridi-
mensional,
mensional,a Verdade.
a Verdade.E, não a encontrando,
E, não a encontrando, colocam-na,
colocam-na, incons-
por por incons-
ciência, num num
ciência, altar altar
muitomuito
alto onde não não
alto onde podem alcançar;
podem e o que
alcançar; é pior:
e o que é pior:
utilizam estasestas
utilizam mesmasmesmasletrasletras
paraparacondenar, matar,
condenar, autoflagelar-se.
matar, autoflagelar-se.
Muitas vezesvezes
Muitas privaram-se
privaram-se de rituais maravilhosos
de rituais maravilhosos e, eme, emsuassuas
celas,celas,
em seus
em seusquartos, tiveram
quartos, que que
tiveram experimentar
experimentar o terrível cálice
o terrível da da
cálice
dúvida. Em consequência,
dúvida. Em consequência, no outro
no outrodia voltavam
dia voltavam maismaisfortes, maismais
fortes,
sedentos em busca
sedentos em buscada Leida Universal.
Lei Universal. Todavia, qualqual
Todavia, semente
sementecaída no no
caída
deserto, não frutificavam
deserto, não frutificavame nãoe traziam
não traziama felicidade parapara
a felicidade os seus povos.
os seus povos.
Muitos povospovos
Muitos foram massacrados
foram massacrados comcoma falsa doutrina,
a falsa aquela
doutrina, aquela
da letra que não
da letra que poderia
não poderialevá-los a parte
levá-los alguma.
a parte alguma.
Hoje,Hoje,
devemos
devemos compreender
compreender outraoutra
Religião, porque
Religião, porque não nãohá há
nadanada a modificar nas demais religiões, mas confirmar
a modificar nas demais religiões, mas confirmar o que de ver- o que de ver-
dadeiro existeexiste
dadeiro em cada
em cadauma.uma.
O queOtemos de fazer
que temos é compreender
de fazer é compreender cadacada
religião em sua
religião fasefase
em sua his- his-
por meio
tórica,tórica, da mensagem
por meio da mensagem dadadadaparaparacadacada
cultura, como
cultura, Vertentes
como Vertentes
de um desó umCoração.
só Coração.
TodosTodos
os rios
os do
riosmundo
do mundo deságuam
deságuam no mar.
no mar.
TodosTodos
os rios
os do
riosmundo
do mundo têm têm
sua sua
origem no mar.
origem no mar.
É umÉ ciclo misterioso,
um ciclo porém,
misterioso, porém,nemnem todostodos
os rios são são
os rios iguais e e
iguais
nem nem todostodos
eles eles
correm nas mesmas
correm nas mesmas regiões.
regiões.
CadaCadario traz o seuo destino,
rio traz seu destino,a sua mensagem,
a sua mensagem, a sua tarefa,
a sua a a
tarefa,
sua missão.
sua missão.
12 Anatomia
12 de Deus
Anatomia de Deus

As Religiões
As Religiõescumprem
cumprem o mesmo
o mesmocaminho
caminhodos dos
rios,rios,
como como
Vertentes maravilhosas, onde se encerram a Ciência, a Filosofia,
Vertentes maravilhosas, onde se encerram a Ciência, a Filosofia, a a
Arte Arte
e a Religião.
e a Religião.
Dentro desses
Dentro parâmetros,
desses parâmetros, passamos a respeitar
passamos e a eentender
a respeitar a entender
melhor as outras
melhor Religiões,
as outras das das
Religiões, quais tomamos
quais tomamosconhecimento.
conhecimento.
Estudando comcom
Estudando carinho, relacionamos
carinho, cadacada
relacionamos ponto dessas
ponto Religiões
dessas Religiões
e encontramos
e encontramos nelas todas uma só Verdade, uma só origem, só
nelas todas uma só Verdade, uma só origem, um umDeus.
só Deus.
Iniciando o estudo
Iniciando da Anatomia
o estudo da AnatomiaOculta, percebemos
Oculta, percebemos que que
não não
era oera
homem
o homem que que
estávamos
estávamos abordando, masmas
abordando, este este
Ser de
Serquem
de quemnão não
somos dignos de entoar o nome. Sem notar, estávamos
somos dignos de entoar o nome. Sem notar, estávamos nos aproxi-nos aproxi-
mando muito
mando D’Ele.
muito Compreendendo
D’Ele. Compreendendo todatoda
a beleza dessa
a beleza aproxima-
dessa aproxima-
ção ção
comcomDeus, nos propusemos a oferecer essa mesma oportunidade
Deus, nos propusemos a oferecer essa mesma oportunidade
a muitas outras
a muitas pessoas.
outras pessoas.
“Quem procura,
“Quem procura,acha; quem
acha; batebate
quem à porta, esta esta
à porta, se abrirá”.
se abrirá”.
Capítulo 1 1
Capítulo

AosAos
péspés
dodo
Mestre
Mestre

-“E
-“E
screve parapara
screve nós nósteusteus
ensinamentos,
ensinamentos, ó Mestre”.
ó Mestre”.
– “Deixa-nos aqui permanecer
– “Deixa-nos aqui permanecer para para que,que,nunca nunca
maismais
tenhamos que padecer nos campos
tenhamos que padecer nos campos áridos áridos da da
dúvida e nos
dúvida e noscaminhos
caminhos tortuosos
tortuososque quenos noslevam à ignorância
levam à ignorância e àe à
exaustão espiritual”.
exaustão espiritual”.
PediaPedia
assim o Discípulo
assim ao seu
o Discípulo ao Divino Mestre,
seu Divino naquela
Mestre, aurora
naquela eter-eter-
aurora
na em que os templos de cristais reluziam centenas de cores
na em que os templos de cristais reluziam centenas de cores diferentes. diferentes.
Havia o discípulo
Havia recebido
o discípulo recebidoas últimas
as últimas palavras de seu
palavras Divino
de seu Divino
Mestre, quanto este acrescentou:
Mestre, quanto este acrescentou:
“– Os“–meus
Os meusensinamentos
ensinamentos eu não os escrevo,
eu não os escrevo,não não
posso. Porém,
posso. Porém,
eles eles
estãoestão
escritos atrás de cada pedra que remover de teu
escritos atrás de cada pedra que remover de teu caminho”. caminho”.
“Eis,“Eis,
que queteu caminho
teu caminho é o mesmo
é o mesmo caminho
caminho do percurso
do percursode sua de sua
Energia”.
Energia”.
“Tudo pertence
“Tudo ao coração,
pertence ao coração, tudotudo
voltavolta
ao coração”...
ao coração”...
“À medida que o tornas puro,
“À medida que o tornas puro, poderás poderás ver, ver,
ouvir, sentir
ouvir, tudotudo
sentir
aquilo que que
aquilo o nosso Pai nos
o nosso deu”.deu”.
Pai nos
“Estes ensinamentos estão
“Estes ensinamentos estão inerentes em teu
inerentes em próprio corpo
teu próprio e não
corpo e não
adiantaria lançá-los pelas areias do deserto.”
adiantaria lançá-los pelas areias do deserto.”
“Não“Nãoadiantaria ditarditar
adiantaria tuastuasorações no templo
orações no templose elas e o teu
se elas e o tra-
teu tra-
balho não não
balho tivessem a capacidade
tivessem a capacidade de remover
de remover as pedras
as pedras que que
blo- blo-
queiam a passagem
queiam a passagem destadesta
energia maravilhosa,
energia maravilhosa, que que
há deháunir-te comcom
de unir-te
o teuo Supremo Pai”.
teu Supremo Pai”.
“Vá “Vá
e pratique, porque
e pratique, já sabes
porque tudotudo
já sabes o que é necessário.”
o que é necessário.”
“Doravante,
“Doravante,não não
precisarás
precisarásde mim. Poderás
de mim. caminhar
Poderás caminharsobresobre
teusteus
próprios pés e quando estiveres em segredo, se na hora
próprios pés e quando estiveres em segredo, se na hora de teu deses- de teu deses-
peropero
precisares,
precisares,rogaroga
ao teu
ao Pai
teu que Ele te
Pai que Eledará todastodas
te dará as forças neces-
as forças neces-
sárias para que possas marchar triunfante na tua gloriosa
sárias para que possas marchar triunfante na tua gloriosa jornada.” jornada.”
O Discípulo,
O Discípulo, maravilhado
maravilhado comcom aquelas palavras,
aquelas deixava
palavras, deixavaque que
1414 Anatomia
Anatomia
dede
Deus
Deus

seus
seusolhos
olhostranslúcidos
translúcidos marejassem
marejassem lágrimas
lágrimas dedealegria
alegriae de
e de emoção.
emoção.
Mais
Mais dodo
quequenunca
nunca eleeleestava
estavarealmente
realmente disposto
disposto a levar
a levar
avante
avante o seu
o seu
trabalho.
trabalho.
Relembremos,
Relembremos, nesse
nesseinstante,
instante,asas
palavras
palavras
dodoDivino
Divino Rabi
Rabidada Galiléia:
Galiléia:
“Não
“Não busques
busques fora
fora
o reino
o reinodedeDeus,
Deus, porque
porqueo tens
o tensdentro
dentrodedeti”.ti”.
Mais
Maisadiante,
adiante,com como olátego
látegonanamão,mão,chicoteava
chicoteavae eexpulsava
expulsavaosos
mercadores
mercadoresdodoTemplo.
Templo.
Que
Quesabedoria
sabedoria imensa
imensa encontramos
encontramos nanasimbologia
simbologia desses
desses ensi-
ensi-
namentos!
namentos!
Haveremosque
Haveremos quedestruir expulsarososmercadores
destruire eexpulsar mercadoresdodotemplo. templo.
Eles
Elesvendem
vendema asua suaprimogenitura
primogeniturapor porumumprato
pratodedelentilhas,
lentilhas,ososquaisquais
estão
estãodentro
dentrodedenossa
nossamente,
mente,dedenosso
nossocoração,
coração,dedenossos
nossosatos, atos,dede
nossos
nossosdesejos,
desejos,dedenossos
nossospensamentos.
pensamentos.Tudo Tudoisto
istonos
nosconvida,
convida,mais mais
dodoque
quenunca, penetrarnonoSUMMUM
nunca,a apenetrar SUMMUMSUPREMUMSUPREMUMSANTUARIUMSANTUARIUM
dedeDeus,
Deus,nosso
nossoPaiPaiCriador.
Criador.Este
Estesantuário
santuárioé oé onosso
nossopróprio
própriocorpo.
corpo.
Capítulo
Capítulo
22

AAgênesis
gênesisdo
doconhecimento
conhecimento

“T
“T
ambém
ambémdisse disseDeus:
Deus:Façamos
Façamoso ohomem homemà ànossa nossaima-ima-
gem,
gem,segundo
segundoa anossa nossasemelhança,
semelhança,e tenhae tenhaeleeledomí-
domí-
nioniosobre
sobre osospeixes
peixes dodomar,
mar,sobre
sobreasasaves
avesdodo céu,
céu, sobre
sobre
ososanimais
animais domésticos,
domésticos, sobre
sobre toda
toda a Terra
a Terra e sobre
e sobretodos
todos ososrépteis
répteis que
que
rastejam
rastejampelapelaterra.”
terra.”
“Criou
“CriouDeus,
Deus, pois,
pois,o homem
o homem à sua
à sua imagem,
imagem, a imagem
a imagem dedeDeus
Deus
o ocriou.
criou.Homem
Homeme mulher
e mulherososcriou.”criou.”
NoNoGênesis
Gênesis , escrito
, escrito porporMoisés,
Moisés, encontramos
encontramos ososprimeiros
primeiros ensi-
ensi-
namentos
namentossobre sobrea aformação
formaçãododohomem. homem.
Sabemos
Sabemosque queesteesteSerSerfoifoicriado
criadoà àimagem
imageme esemelhança
semelhançadede
Deus
DeusPaiPaiTodo
TodoPoderoso,
Poderoso,fato fatoigualmente
igualmentecomprovado
comprovadonanagênesis gênesisdede
todas
todasasasoutras
outrasreligiões.
religiões.
A Apartir
partirdedeentão,
então,podemos
podemosanalisaranalisara aformação
formaçãodedetodos todososos
templos
templosememque queo ohomem
homempisou. pisou.
Relembremos,
Relembremos, emem primeira
primeira instância,
instância, a origem
a origem dede todos
todos osostem-
tem-
plos
plose santuários
e santuários queque foram
foram destruídos
destruídos e construídos
e construídos e que
e que permitem,
permitem,
atéatéhoje,
hoje,que
queo ohomem
homemdeles delesseseaproxime
aproximepara parapoder
poderreceber
receberososflu- flu-
xosxosdadaDivindade
Divindadeememseu seucorpo.
corpo.
NoNoprincípio,
princípio,a ahumanidade
humanidadevivia viviananadigna
dignapresença
presençadedeDeus. Deus.
Houve
Houve umum instante,
instante, porém,
porém, quequeparte
parte desta
destahumanidade
humanidade decaiu
decaiu
terrivelmente
terrivelmentee perdeu
e perdeua asua suasabedoria.
sabedoria.
O Ohomem
homemfoifoiperdendo
perdendogradativamente
gradativamenteososseus seuspoderes.
poderes.Por Por
isso
issoé que
é quesesedizdizterter
eleele
sido
sidoexpulso
expulso dada presença
presença dede Deus
Deus e reconhe-
e reconhe-
cido
cidoa sua
a suanudez.
nudez. Sim,
Sim, dede fato
fato
o homem
o homem esqueceu-se
esqueceu-se dedeseuseuCriador,
Criador,
perdeu
perdeuaquele
aqueleestado
estadointerior
interiorperfeito
perfeitoque quelhelhepermitia
permitiachegar
chegarà àpre-pre-
sença
sençadodopróprio
próprioCriador.
Criador.EleElefoifoiexpulso
expulsododoParaíso
Paraísoe aoe aotomar
tomarcons-
cons-
ciência
ciência dodo
quequefez,
fez,envergonhou-se
envergonhou-se dedesuasuanudez.
nudez. Esta
Estanudez
nudez ainda
aindaaa
possuímos
possuímose erepresenta
representaa aignorância
ignorânciaespiritual
espiritualdedetudotudoo oquequeperde-
perde-
16 Anatomia de Deus
16 Anatomia de Deus

mos, e que foi nosso durante milhões e milhões de anos.


mos, e que foi nosso durante milhões e milhões de anos.
Hoje, mais do que nunca, o homem continua terrivelmente nu.
Hoje, mais do que nunca, o homem continua terrivelmente nu.
A razão de ter-se envergonhado perante Deus está representada na
A razão de ter-se envergonhado perante Deus está representada na
pedra de tropeço, na pedra cúbica, na pedra filosofal que é o Sexo...
pedra de tropeço, na pedra cúbica, na pedra filosofal que é o Sexo...
Escondeu o seu sexo para encobrir a vergonha de sua nudez
Escondeu o seu sexo para encobrir a vergonha de sua nudez
espiritual.
espiritual.
Intuitivamente o homem sabe que ali há um segredo, uma magia
Intuitivamente o homem sabe que ali há um segredo, uma magia
que poucos souberam usá-la de fato; ali se tem energia criadora que
que poucos souberam usá-la de fato; ali se tem energia criadora que
rege o princípio de todas as coisas do mundo. Ali se faz Deus!
rege o princípio de todas as coisas do mundo. Ali se faz Deus!
O mesmo homem de hoje ainda mantém todas as potencialida-
O mesmo homem de hoje ainda mantém todas as potencialida-
des, todos os conhecimentos, toda a história da Humanidade em seu
des, todos os conhecimentos, toda a história da Humanidade em seu
Interior. Tudo está gravado, selado, nos Gens! Ao receber seu corpo, o
Interior. Tudo está gravado, selado, nos Gens! Ao receber seu corpo, o
homem recebeu essas minúsculas caixinhas de maravilhosos segre-
homem recebeu essas minúsculas caixinhas de maravilhosos segre-
dos, que são câmaras de Iniciação.
dos, que são câmaras de Iniciação.
Ao serem abertas e novamente reveladas, põe o homem em
Ao serem abertas e novamente reveladas, põe o homem em
contato íntimo com Deus.
contato íntimo com Deus.
Outra vez o homem fica na posse de sua majestade, pois lhe
Outra vez o homem fica na posse de sua majestade, pois lhe
será devolvida a sua primogenitura, e desabrocharão as rosas maravi-
será devolvida a sua primogenitura, e desabrocharão as rosas maravi-
lhosas do espírito, e perfumarão o doce hálito da Sabedoria, deixando
lhosas do espírito, e perfumarão o doce hálito da Sabedoria, deixando
transparecer todos os poderes de nosso Pai Criador! Penetrando em
transparecer todos os poderes de nosso Pai Criador! Penetrando em
seu interior e encontrando esta Sabedoria maravilhosa de Deus, o
seu interior e encontrando esta Sabedoria maravilhosa de Deus, o
homem construiu templos para que, através de sua simbologia,
homem construiu templos para que, através de sua simbologia,
pudesse tocar novamente a imaginação interna de cada um, a fim de
pudesse tocar novamente a imaginação interna de cada um, a fim de
que voltemos para dentro de nós mesmos.
que voltemos para dentro de nós mesmos.
Os templos dos antigos Judeus, de onde recebemos o mais rico
Os templos dos antigos Judeus, de onde recebemos o mais rico
manancial de Sabedoria, representam, também, o mesmo corpo huma-
manancial de Sabedoria, representam, também, o mesmo corpo huma-
no, a Anatomia de Deus.
no, a Anatomia de Deus.
Todos os templos representam o corpo humano. Os mais anti-
Todos os templos representam o corpo humano. Os mais anti-
gos da atual humanidade, sem dúvida, as três principais Pirâmides do
gos da atual humanidade, sem dúvida, as três principais Pirâmides do
Egito, representam, simbolicamente, o corpo humano.
Egito, representam, simbolicamente, o corpo humano.
Temos assim, a história da construção do Templo de Salomão.
Temos assim, a história da construção do Templo de Salomão.
O Cristianismo recebeu, mais especificamente, a tradição esotérica.
O Cristianismo recebeu, mais especificamente, a tradição esotérica.
Os seus templos representam o homem deitado com os braços abertos.
Os seus templos representam o homem deitado com os braços abertos.
As pirâmides dos Astecas e dos Maias, os templos dos Incas,
As pirâmides dos Astecas e dos Maias, os templos dos Incas,
nos Andes, representam, da mesma forma, o corpo humano.
nos Andes, representam, da mesma forma, o corpo humano.
Na Índia, na antiga Grécia, nas antigas religiões da Pérsia, na
Na Índia, na antiga Grécia, nas antigas religiões da Pérsia, na
Fenícia, encontramos o Esoterismo; e em seus templos, a representa-
Fenícia, encontramos o Esoterismo; e em seus templos, a representa-
ção do corpo humano. Assim, podemos concluir, sem medo algum de
ção do corpo humano. Assim, podemos concluir, sem medo algum de
Rômulo Caixeta 17
Rômulo Caixeta 17

errar, que tais edificações antigas foram feitas com base num conhe-
errar, que tais edificações antigas foram feitas com base num conhe-
cimento esotérico universal, prova de que Deus não é Pai exclusiva-
cimento esotérico universal, prova de que Deus não é Pai exclusiva-
mente de uma Raça, mas de todos os povos do Mundo, pois todos são
mente de uma Raça, mas de todos os povos do Mundo, pois todos são
seus filhos. Todos os seres deste planeta souberam representar, fiel-
seus filhos. Todos os seres deste planeta souberam representar, fiel-
mente, através do esoterismo, toda a Sabedoria Divina encerrada em
mente, através do esoterismo, toda a Sabedoria Divina encerrada em
seu próprio corpo.
seu próprio corpo.
O ser humano representa o summum da criação, muito embo-
O ser humano representa o summum da criação, muito embo-
ra em nossa raça atual não tenha feito nada por merecer o título de
ra em nossa raça atual não tenha feito nada por merecer o título de
rei da natureza ou de Filho Unigênito de Deus Pai Todo Poderoso.
rei da natureza ou de Filho Unigênito de Deus Pai Todo Poderoso.
Partindo da premissa de que todos os templos representam o
Partindo da premissa de que todos os templos representam o
próprio corpo humano, que significa então o corpo humano para o
próprio corpo humano, que significa então o corpo humano para o
Homem e para Deus?
Homem e para Deus?
A Anatomia Oculta é a representação do Templo de Salomão,
A Anatomia Oculta é a representação do Templo de Salomão,
ou do lendário Castelo de Camelot, onde o Rei Arthur e seus Doze
ou do lendário Castelo de Camelot, onde o Rei Arthur e seus Doze
Cavaleiros da Távola Redonda produziram o Renascimento de uma
Cavaleiros da Távola Redonda produziram o Renascimento de uma
Sabedoria que já estava adormecida há milênios.
Sabedoria que já estava adormecida há milênios.
Assim, também, é o SANCTUM SANCTORUM de Salomão.
Assim, também, é o SANCTUM SANCTORUM de Salomão.
Na atualidade, a filosofia que custodia todo o esoterismo mile-
Na atualidade, a filosofia que custodia todo o esoterismo mile-
nar, ensinado em todas as religiões do mundo, é a Maçonaria.
nar, ensinado em todas as religiões do mundo, é a Maçonaria.
Entretanto, para compreendê-la, em primeira instância, deveremos
Entretanto, para compreendê-la, em primeira instância, deveremos
dizer que ela possui três belíssimas Portas.
dizer que ela possui três belíssimas Portas.
Uma é a material que todos nós conhecemos.
Uma é a material que todos nós conhecemos.
A outra, profundamente esotérica, consiste na utilização de toda
A outra, profundamente esotérica, consiste na utilização de toda
a simbologia que o Iniciado recebe para, a partir daí, poder abrir a ter-
a simbologia que o Iniciado recebe para, a partir daí, poder abrir a ter-
ceira porta: a Porta da Espiritualidade.
ceira porta: a Porta da Espiritualidade.
Essa Maçonaria que hoje conhecemos oferece-nos uma triplica
Essa Maçonaria que hoje conhecemos oferece-nos uma triplica
oportunidade. Muitas pessoas não se afinam com nenhuma delas.
oportunidade. Muitas pessoas não se afinam com nenhuma delas.
Alguns indivíduos preferem a primeira. Outros, nenhuma delas, outros a
Alguns indivíduos preferem a primeira. Outros, nenhuma delas, outros a
primeira, outros percebem a segunda, e poucos abrem a terceira porta.
primeira, outros percebem a segunda, e poucos abrem a terceira porta.
Pensando exatamente nessa terceira porta é que resolvemos
Pensando exatamente nessa terceira porta é que resolvemos
estudar a Anatomia de Deus.
estudar a Anatomia de Deus.
A cidade com seu eixo principal e suas quatro paredes,
projeção na terra da representação do universo
Capítulo 3

A Trilogia

A
o estudarmos o número 3, verificamos, primeiramente,
que Deus está representado nas primeiras religiões do
mundo como uma entidade assim constituída: Pai, Filho e
Mãe. No entanto, essas três entidades divinas foram um só Deus,
tendo sua confirmação nos estudos modernos do Cristianismo.
Encontramos ainda três regiões assim divididas: Céu, Terra e Inferno,
ou mundo inferior.
No homem, a Cabeça, o Coração e o Sexo. Correspondem ao Pai,
Filho e Espírito Santo.
O número três, por sua tradição cabalística e simbologia her-
mética, está inserido no próprio corpo humano.
Verificamos, em princípio, que também o homem tem em sua
cabeça o altar principal de adoração, que representa o Céu, a parte
mais elevada e superior de nossa natureza divina.
Todas as religiões do mundo alegam que Deus habita nas altu-
ras. No corpo humano as “alturas” estão representadas pela cabeça;
o altar de sacrifício (o altar de adoração) também se encontra nessa
parte mais elevada do templo.
Temos ainda, na cabeça, o Oriente, onde nasce o Sol, o qual
representa o Pai da Natureza, a força que dá vida a todos os seres.
Os pés representam o Ocidente, ou seja, a parte Oeste. Os lados
esquerdo e direito representam, respectivamente, o Norte e o Sul, for-
mando assim, uma Cruz perfeita, no próprio Homem.
Ao estudarmos esta parte da Anatomia Oculta, podemos relem-
brar a lenda maravilhosa de Papai Noel (Este ser humano que sai lá
do Norte, penetra na casa pela chaminé, ou seja, pelo cérebro do
20
20 Anatomia
Anatomia de
de Deus
Deus

Homem
Homem ee vai vai com
com os os seus
seus presentes,
presentes, isto isto é:
é: as
as virtudes,
virtudes, os os prêmios
prêmios
para
para o Iniciado ornar a árvore santa, a Árvore de Natal que está inse-
o Iniciado ornar a árvore santa, a Árvore de Natal que está inse-
rida
rida no no meio
meio dodo corpo
corpo humano).
humano).
Esta
EstaÁrvore
Árvorede deNatal,
Natal,ou ouárvore
árvoresagrada,
sagrada,encontra-se
encontra-semuito muitobem bem
representada
representada no no Gênesis
Gênesis,, simbolizando
simbolizando aa Árvore Árvore da da Vida
Vida ee aa formosa
formosa
Acácia
Acácia dos dos Maçons.
Maçons.
Eis
Eis aíaí mais
mais um um segredo
segredo aa ser ser desvendado
desvendado por por meio
meio da da simbolo-
simbolo-
gia.
gia. AA árvore
árvore que
que mencionamos,
mencionamos, encontra-se
encontra-se na na própria
própria espinha
espinha dor-dor-
sal
sal dodo Homem.
Homem. Ela Ela éé aa árvore
árvore que que origina
origina ee dá dá vida
vida aa todas
todas asas coisas.
coisas.
Todos
Todos possuímos
possuímos essa essa mesma
mesma árvore
árvore da da vida
vida em
em estado
estado latente
latente
em
em nossos corpos, desde o físico até os superiores. Porém, devemos
nossos corpos, desde o físico até os superiores. Porém, devemos
fazer
fazer comcom que que ela
ela brote
brote ee frutifique.
frutifique.
Para
Para queque oo homem
homem inicieinicie oo trabalho
trabalho de formação de
de formação de seus
seus cor-cor-
pos superiores e consiga desvendar os Sete Selos
pos superiores e consiga desvendar os Sete Selos Sagrados descritos Sagrados descritos
no
no Apocalipse
Apocalipse ee representados
representados pelos pelos sete
sete chacras,
chacras, éé necessário
necessário que que
ele
ele vá vá transmutando,
transmutando, pacientemente,
pacientemente, os os Metais
Metais dos dos Alquimistas.
Alquimistas. AA
coroação
coroação desse desse trabalho
trabalho consiste
consiste no no despertar
despertar do do KUNDALINI.
KUNDALINI.
Transformar
Transformar o Chumbo de nossos defeitos no Ouro
o Chumbo de nossos defeitos no Ouro puro
puro das
das vir-
vir-
tudes
tudes é o mesmo que transformar o Pão e o Vinho no sangue ee no
é o mesmo que transformar o Pão e o Vinho no sangue no
Corpo de
Corpo de Cristo.
Cristo.
OOhomem
homemnão nãopoderia
poderiajamaisjamaisiniciar
iniciaresse
essetrabalho
trabalhoesotérico
esotéricoden- den-
tro
tro de si, sem o conhecimento de outros fatos que antecederam a sua
de si, sem o conhecimento de outros fatos que antecederam a sua
própria
própria origem.
origem. Assim
Assim comocomo vimos
vimos aa divisão
divisão dodo corpo
corpo humano
humano em em três
três
partes:
partes: aa Superior,
Superior, aa média
média ee aa Inferior,
Inferior, ouou seja:
seja: Pai,
Pai, Filho
Filho ee Espírito
Espírito
Santo
Santo ou ou ainda:
ainda: Céu,Céu, Terra
Terra ee Inferno,
Inferno, ou ou mundos
mundos inferiores,
inferiores, estamos
estamos
agora
agoravendovendoaaAnatomia
Anatomiade deDeus,
Deus,porque
porquetambém
tambémDeus Deusfoi foidividido
divididoem em
três
três partes principais, em Raios de Força que foram divergindo-se ee
partes principais, em Raios de Força que foram divergindo-se
concentrando-se
concentrando-se nos nos mundos
mundos inferiores
inferiores ee em em outros
outros mundos.
mundos.
Dividindo-o
Dividindo-o em em três
três partes,
partes, podemos
podemos tambémtambém dividir
dividir oo homem
homem
em
em quatro grandes partes. Ora, se o número 1 é Deus, o número 22 éé
quatro grandes partes. Ora, se o número 1 é Deus, o número
Sua
Sua reflexão,
reflexão, oo 33 éé aa sua
sua própria
própria multiplicação
multiplicação ee oo 4, 4, aa sua
sua progres-
progres-
são
são para
para podermos
podermos atingir
atingir toda
toda aa magnitude
magnitude de de Sua
Sua Sabedoria.
Sabedoria.
No número 44 também
No número também encontramos
encontramos oo corpo corpo humano
humano da da seguin-
seguin-
tete forma:
forma: Dividindo o homem em Norte e sul, Leste e Oeste. O Leste éé
Dividindo o homem em Norte e sul, Leste e Oeste. O Leste
oo Oriente,
Oriente, representado
representado pela cabeça, oo Altar,
pela cabeça, Altar, ee éé governado
governado por por Rafael.
Rafael.
Encontramos
Encontramos ainda ainda outros
outros Arcanjos,
Arcanjos, aa saber:
saber:
Michael,
Michael,Gabriel
GabrieleeUriel.
Uriel.Michael
Michaelrege regeooladoladoSul;
Sul;Gabriel,
Gabriel,oolado lado
Oeste e Uriel, o lado
Oeste e Uriel, o lado Norte. Norte.
Rômulo
RômuloCaixeta
Caixeta 21
21

Nos
Nos quatro
quatro pontos
pontos cardeais
cardeais acham-se
acham-se os os quatro
quatro elementos:
elementos:
fogo, água, ar e terra.
fogo, água, ar e terra.
OOelemento
elementoAr Arestá
estálocalizado
localizadono nolado
ladoLeste
Lesteque
queéégovernado
governadopor por
Rafael;
Rafael;oofogo,
fogo,na naparte
parteSul;
Sul;aaágua,
água,na naparte
parteOeste
Oesteeeooelemento
elementoTerra Terra
nana parte
parte Norte.
Norte.
Existem
Existem também
também quatroquatro grandes
grandes virtudes:
virtudes:
Na
Na parte Leste, o Oriente éé oo SABER;
parte Leste, o Oriente SABER; na na parte
parte Sul,
Sul, oo ousar;
ousar; nana
parte
parte Oeste,
Oeste, oo querer;
querer; ee aa parte
parte Norte,
Norte, oo calar.
calar. Essas
Essas são são as
as quatro
quatro
grandes virtudes
grandes virtudes que que oo Iniciado
Iniciado deve deve aceitar
aceitar para
para poder
poder iniciar
iniciar aa sua
sua
caminhada rumo à Auto-Realização
caminhada rumo à Auto-Realização Íntima. Íntima.
Folheando oo Novo
Folheando Novo Testamento
Testamento notamos,
notamos, também,
também, quatro quatro gran-
gran-
des
desmensagens
mensagensorientadas
orientadaspelospelosquatro
quatroevangelistas:
evangelistas:Marcos,
Marcos,Mateus,
Mateus,
João
João ee Lucas.
Lucas.
Mateus
Mateus representa
representa aa parte parte Oriente;
Oriente; Marcos,
Marcos, aa parte
parte Sul;
Sul; João
João
alegoriza a parte Oeste e Lucas, a
alegoriza a parte Oeste e Lucas, a parte Norte. parte Norte.
Temos
Temos aíaí oo Homem
Homem dividido
dividido em em quatro
quatro grandes partes, além
grandes partes, além de de
sese encontrar
encontrar nelenele toda
toda aa natureza
natureza divina.
divina. No No Gênesis
Gênesis,, veremos
veremos oo
seguinte:
seguinte: “saía
“saía uma
uma grande
grande fonte
fonte de de água
água de de onde
onde sese originaram
originaram qua- qua-
tro
tro grandes rios que estes irrigavam toda a região do Paraíso”: Fison,
grandes rios que estes irrigavam toda a região do Paraíso”: Fison,
Giom,
Giom, Hidequel
Hidequel ee Eufrates
Eufrates queque representam,
representam, exatamente,
exatamente, os os quatro
quatro
rios
rios que
que dividem
dividem oo Paraíso
Paraíso cristão
cristão ee estão
estão nana sua
sua porta.
porta. Vejamos:
Vejamos:
“E
“E havia
havia Jehová
Jehová DeusDeus feito
feito nascer
nascer da da terra,
terra, toda
toda árvore
árvore de de aspec-
aspec-
toto desejável
desejável e boa para comer, também a árvore da vida em meio
e boa para comer, também a árvore da vida em meio do do
horto,
horto,eeaaárvore
árvoreda daciência
ciênciado dobem
bemeedo mal.”((Gênesis
domal.” Gênesis,,cap.
cap.2, 2,vers.
vers.9).
9).
AA árvore
árvore da vida éé oo Kundalini
da vida Kundalini ee aa árvore
árvore da da ciência
ciência do do bem
bem ee
do mal é o Sexo. E no sêmen encontram-se os
do mal é o Sexo. E no sêmen encontram-se os átomos regeneradores. átomos regeneradores.
Ambas
Ambas as as árvores
árvores são são dodo horto
horto de de Deus.
Deus.
“E
“E saía
saía dodo Éden
Éden um um rio
rio para
para regar
regar oo horto
horto ee dali
dali sese repartia
repartia emem
quatro
quatro ramais”.
ramais”.
“O
“Onome
nomede deumumera eraFison;
Fison;esteesteééooque
quecerca
cercatoda
todaaaterra
terradedeHevilat,
Hevilat,
onde há ouro”.
onde há ouro”.
“E
“E oo ouro
ouro daquela
daquela terra
terra éé bom!
bom! Há Há ali
ali também
também BdélioBdélio ee pedra
pedra
cornalina”
cornalina” (resina
(resina odorífica
odorífica ee pedra
pedra ônix).
ônix).
AA Terra
Terra dede Havilah
Havilah éé oo nosso
nosso próprio
próprio corpo
corpo ee oo ouro
ouro desta
desta terra
terra
são
são os átomos solares de nosso sistema seminal, quer dizer, oo ouro
os átomos solares de nosso sistema seminal, quer dizer, ouro
potável
potável dodo sêmen.
sêmen.
“O
“O segundo
segundo rio rio éé GIOM;
GIOM; este este éé oo queque rodeia
rodeia toda
toda aa terra
terra dede
Etiópia”. Este segundo rio é o líquido encéfalo-raquidiano,
Etiópia”. Este segundo rio é o líquido encéfalo-raquidiano, que é outro que é outro
22 Anatomia de Deus

pólo de nosso sistema seminal, com o qual rodeamos toda nossa terra
de Etiópia, isto é, nossa cabeça e garganta, pois com o líquido encé-
falo-raquidiano formamos cérebro e garganta.
“O nome do terceiro rio é o HIDEQUEL; este é o que vai adian-
te da Assíria e o quarto rio é o EUFRATES” (Gênesis, cap. 2º., vers.
10, 11, 12, 13 e 14).
O rio que vai adiante da Assíria e o Eufrates são os pólos da
força seminal da mulher. A mulher está diante de nós porque é a porta
do Paraíso e a porta sempre está adiante.
O Éden é o próprio sexo e a árvore da vida está no Éden. O Grande
Hierofante ELIPHAS LEVI, disse que o Grande Arcano era a árvore da
vida, banhada pelos quatro rios do Éden. Porém, temeroso, exclamou
num momento de arrependimento: “Temo haver falado demais”.
Este é o terrível segredo que iniciado alguns jamais havia ousa-
do divulgar. Este é o terrível segredo do GRANDE ARCANO.
Tais raios do Éden são as forças sexuais do homem e da mulher.
A árvore da vida está no meio dos quatro rios de Éden. Eles continuam
circulando no corpo humano, exatamente quando o homem e a
mulher estão unidos em matrimônio.
Tanto o homem quanto a mulher, possuem duas grandes cor-
rentes ganglionares, etéricas, que conduzem os rios do Éden trans-
mutados e transformados em seu laboratório alquímico.
Quando se está com a mulher em matrimônio, tem-se esses
quatro rios, formando o Paraíso Divino dentro do próprio homem.
Além dessa analogia dos quatro, encontrada no ser humano,
deparamo-nos com a divina natureza de Deus que é o seu nome for-
mado por 4 letras: YOD, HE, VAU, HE.
Dizem as sagradas escrituras que estas quatro letras do alfabe-
to hebraico antigo representam o próprio nome de Deus e têm um
fabuloso poder de criação.
Encontramos também, pela tradição esotérico-cabalística, o
sagrado e poderoso número SETE, arcano sete (7).
Dividimos também o homem em sete partes iguais.
Todos possuímos em nossas entranhas sete câmaras, sete cha-
cras, sete virtudes principais que patenteiam toda a nossa evolução
deste o plano material ao eterno.
O Templo de Salomão apresenta-se dividido em sete partes
iguais, tão importantes quanto as três principais, a saber: o Pórtico, o
Rômulo Caixeta 23

Templo e o Santuário.
O pórtico vem a ser as partes inferiores, ou seja, as pernas e os pés.
O Templo vai das pernas até o coração e, o Santuário, do cora-
ção até a cabeça.
Podemos dividir ainda a parte central do templo, em cinco par-
tes iguais.
Assim, temos o Pórtico dirigido pelas 28 Inteligências da Lua.
Na parte superior, acham-se os 72 Gênios de Mercúrio, as 90 inteli-
gências de Marte, os 45 Gênios do sol que abrangem a região do
plexo solar. Temos ainda as 36 inteligências de Vênus, os 12 Gênios
de Mercúrio e as 49 inteligências de Saturno.
As nossas pernas representam, exatamente, as duas colunas de
entrada do Templo de Salomão, J. e B. (JAKIN e BOAZ).
JAKIN é o pilar branco do Sul que evidencia o polo positivo,
masculino, ADAM. É um pilar de luz e de fogo, é a força de HOD,
ativa, positiva. É o Querubim direito “METRATON.”
À esquerda, na entrada do Templo, no “pórtico”, encontra-se a
coluna BOAZ, o pilar negro do Norte que simboliza o fluxo feminino,
as forças negativas, HEVA, ou o Pilar da Névoa. É o Querubim esquer-
do, “SANDALPHON.”
Essas colunas acham-se também presentes na Cultura chinesa
com os nomes: Yang e Ying, Positivo e Negativo. Elas compõe as duas
Serpentes, na transmutação, formando o Santo Oito, no homem e na
mulher. Vamos encontrá-las ainda na tradição Hindu dos antigos Vedas.
Na tradição dos Alquimistas, do Cristianismo Primitivo, da
Gnose, são representados pelas duas testemunhas.
Com referência às influências astrológicas na região das duas
colunas, na parte da divisão dos “SETE PLANETAS”, os pés são regi-
dos pela Constelação de Peixes. O planeta Mercúrio rege a região das
pernas até o joelho, onde encontramos a representação dos signos de
Aquário e de Capricórnio.
Possivelmente, dos joelhos até as coxas, também encontramos
o signo de Sagitário que governa esta parte tão importante do corpo
humano, Verifica-se também, aí, o nascimento das correntes IDA e
PINGALA; Vau, He; Surya Nanda e Chandra Nanda, de tão grande
valor, que é o princípio de formação do laboratório do Alquimista.
Encontramos uma espécie de “HALL” com altar e uma cruz em
cima de um cálice.
24 Anatomia de Deus

Este “HALL” parece uma gruta, e realmente a simboliza, pois é


o próprio SEXO da espécie humana, a arca de Moisés e de Noen-ra,
antigo imperador Atlante, conhecido por Noé.
A História relata que Jesus, o Cristo, nasceu numa cidade cha-
mada BETHLEM, que quer dizer: PÃO DA VIDA. Seu nascimento
aconteceu numa gruta, entre os animais, numa “MANJEDOURA”.
Ora, o Cristo sempre nasce numa gruta. E, no ser interno de
cada um, ele assume toda a potencialidade da vida humana e divina.
Sem que houvesse o Cristo a vida seria impossível no planeta, assim
como em toda parte do Universo, porque o Cristo é o doador da vida.
Ele é o “PÃO DA VIDA”, porque rege a gestação, o nascimento, a
existência em todos os sentidos, em todos os homens e em todos os seres.
Ele é o DIVINO ESPÍRITO SANTOS, o FOGO DA VIDA, roubado
dos céus por PROMETEU e entregue aos homens para a sua reden-
ção e salvação. Ele é o Fogo da Sabedoria.
Aqui nasce Cristo, o Kundalini, o Espírito Santo nos homens. Esse
é um fogo maravilhoso que surge da transmutação dos metais, bem como
da transmutação de nossos defeitos em virtudes, que é a transformação
do chumbo em ouro. Nesse ponto começam a correr rios de água viva,
água que dá a vida, porque no sêmen masculino e nos órgãos geradores
da mulher encontra-se a mais alta potencialidade de criação da Terra.
Devemos lembrar que Sansão ficou privado de toda a sua
potencialidade, toda a sua força quando se deixou cair, perdendo as
suas energias sexuais com Dalila. O fato está muito bem consignado
nas Escrituras Sagradas e, se nos esforçamos um pouquinho, enten-
deremos o sentido profundamente esotérico do mesmo.
Eis aqui o mistério da queda de Adão e Eva que consiste na
perda do seu licor seminal. No sêmen existem milhões de átomos crís-
ticos destinados não só à propagação da espécie, mas, se utilizados
sabiamente, poderão engendrar os corpos existenciais do ser. Esse
conhecimento sagrado acha-se potente no SEXTO MANDAMENTO
que diz: “Não pequeis contra a Castidade”. Da mesma forma, ao
entregar o mistério da transubstanciação, Jesus, o Cristo, disse aos
seus discípulos, após abençoar o pão e o vinho: “Tomai e comei; fazei
isto em memória de Mim, porque este é meu corpo e meu sangue”.
Com isto, Cristo quis dizer que cada Homem deve transformar
o seu pão e o seu vinho no Corpo e no Sangue de Cristo, o que só é
possível através da transmutação dos metais. (A ENERGIA SEXUAL).
Rômulo Caixeta 25

Voltando à simbologia do nascimento de Jesus, o Cristo, numa


manjedoura, entre os animais, compreendemos que o Cristo deve nas-
cer dentre os nossos defeitos. Acompanhando ainda a história de
Jesus, nos deparamos com aquela passagem da matança dos ino-
centes que é o mesmo que dizer: a eliminação dos “eus psicológicos”.
O fogo serpentino desloca-se para as outras partes do corpo
humano realizando a viagem ao Egito, ou seja, caminhando do chacra
coccígeo para o fígado e rins ocorrendo, então, a morte dos Inocentes.
Essas morte, conforme já o dissemos, refere-se à Eliminação dos “Eus
Psicológicos”. A esta altura o fogo inicia a sua viagem rumo à Terra
Prometida, à Jerusalém Espiritual que está no seu próprio cérebro. A
passagem do foto serpentino pelo fígado relembra a passagem de
Moisés pelo Mar Vermelho. Nosso Mar Vermelho é exatamente a pas-
sagem deste foto maravilhoso pelo fígado tirando todas as impurezas
terrenais, materialistas, limpando-nos totalmente.
São bem oportunas as palavras de Moisés, quando disse:
“Passaram todos os justos sem que molhassem os pés, enquanto os
injustos e os impuros pereceram sob as águas”.
Esta energia fabulosa contida no sêmen humano, a energia cria-
dora, também e representada, muitas vezes, na simbologia alquímica
e na simbologia místico-esotérica, como água.
Quando Moisés fala: “pereceram sob as águas,” deve-se enten-
der o seguinte: Quando o homem não consegue fazer o seu trabalho de
transmutação, ele é condenado, perde o direito de ascender aos céus,
pois é tragado pela força das águas. Noutras palavras, ele é afogado,
sufocado, submetido pelas forças inferiores e, desta forma, perde o
habitáculo do fogo, porque aquilo que sustenta o fogo da salvação, o
fogo da adoração, são, precisamente, as águas seminais.
Podemos dizer, com absoluta certeza, que de fato Moisés pas-
sou com o seu povo pelo Mar Vermelho, pois esse povo praticava a
transmutação alquímica.
A fuga da Sagrada Família para o Egito é uma representação místi-
ca e profundamente esotérica que mostra a ascensão do fogo serpentino
desde a “gruta” original, passando pelo fígado e ascendendo pelo plexo
solar. Esta peregrinação do Cristo de região para região, representa não
somente as passagens secretas do fogo do espírito que passa de chacra em
chacra, mas a subida da energia sexual para a região lombar, baço, umbi-
go, pulmão esquerdo, direito, coração, garganta, nuca, fronte e coronário.
26 Anatomia de Deus

Da mesma forma que outras religiões, o Catolicismo também


não aboliu a prática das procissões. Elas representam também esta
passagem, este caminho secreto que está inserido na Grande memó-
ria do povo e da mãe natureza.
Jesus, o Cristo, em sua caminhada iniciática alcançou, em seu
trigésimo terceiro ano de vida, a libertação espiritual, isto é: trilhou o
mundo mental.
A entrada triunfal de Jesus, o Cristo, em Jerusalém, montando
num jumento, retrata, simbolicamente, o que ele passou em seus mun-
dos interiores. Ao montar-se num animal, “o jumento”, mostrava,
naquele exato momento, o que havia experimentado no domínio do
quinto corpo, ou corpo mental. Portanto, a sua entrada triunfal em
Jerusalém, sobre um jumento, alegorizava o seu total domínio sobre as
paixões inferiores. A Jerusalém Celestial representa o mundo mental.
As duas portas de Jerusalém significam as duas parte do cére-
bro. Logo em seguida, Jesus Cristo é crucificado no Monte Calvário e,
após sua morte, é ressuscitado.
É necessário que se diga que o Monte Calvário simboliza o
Monte do Crânio, da Caveira, a Cabeça. Se nos reportarmos à mitolo-
gia grega, veremos que o globo terrestre apoiado sobre os ombros for-
tes do deus Atlas simboliza, no mundo microcósmico, a cabeça apoia-
da sobre a medula. Em determinadas ocasiões, encontra-se “esta
medula” com o nome de ATLAS.
O cérebro é um mundo cheio de cavidades e circunvoluções
onde, segundo as lendas orientais, vivem os sábios, os Iogues e os
ermitões. Da mesma forma, segundo a tradição alquímica, encon-
tram-se os santos com as suas virtudes.
As Cavernas dos Iogues estão em lugares cercados, perto do nas-
cimento do rio Ganges. Devemos lembrar que toda religião tem o seu rio
sagrado. Nós, os Cristãos, temos o Jordão. Os egípcios, o Nilo; os
Hindus, o Ganges, e assim sucessivamente. Tais rios sagrados são igual-
mente representados por intermédio de alegorias, como o cajado sagra-
do dos Patriarcas. Esse rio que temos mencionado é o canal espinhal que
ocorre entre Shushumma, os picos das montanhas e as partes inferiores.
Os santos, em seu retiro, apresentam o centro sensorial do Olho
Espiritual, colocado no cérebro humano. Este órgão é representado
pelos Sete do Oriente do Alcorão, os quais devem permanecer na obs-
curidade de suas cavernas até que o Olho Espiritual os hospede.
Rômulo Caixeta 27

O Cérebro é a habitação de cima, mencionada pelos Evangelhos.


Era ali onde Jesus se encontrava com os seus Discípulos.
Diz-se, inclusive, que os Discípulos representavam as doze
sinuosidades do cérebro.
Encontramos, também, na própria Jerusalém, doze Portas, doze
Entradas, os doze signos do Zodíaco, os doze principais discípulos de
Jesus Cristo, por ele dirigidos.
As doze cavidades do cérebro enviam mensagens ao corpo que
as recebe e executa. Essas doze sinuosidades se reúnem ao redor da
abertura central do cérebro, ou seja, no terceiro ventrículo, que é a
Santidade da santidade, o assento da Misericórdia, do Trono divino,
onde Jesus Cristo se postou à direita de Deus Pai todo poderoso e,
isto, as Sagradas Escrituras nos confirmam e nos dão toda segurança
para podermos dizer para vocês.
Jehová fala com o Sumo Sacerdote, o qual se acha protegido
pelas asas dos dois arcanjos que devem permanecer dia e noite mani-
festando a glória de Schekinah. Jehová é exatamente a união de duas
palavras que representam os pólos YOD e HEVE: YOD = positivo e
HEVE = negativo. O homem-anjo, auto-realizado, é o Manas Dez.
Schekinah é um dos dez principais arcanjos que estão configurados
em nosso próprio corpo humano. Assim podemos finalmente concluir
que o crânio alegoriza o Gólgota.
A Trindade mora nas três grandes Câmaras do corpo humano que
são: o cérebro, o coração e o sistema nervoso central. Estas são as três
Câmaras principais da Pirâmide, bem como as três forças principais na
intercessão de Deus. Demonstram, também, na Maçonaria, os Graus de
Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom. Simbolizam ainda o Pai, o
Filho e o Espírito Santo e todas as Trindades das outras Religiões.
O nosso cérebro que tem no cerebelo a base do sistema motriz,
encontra-se desenvolvido no topo de uma pequena árvore que, por
sua forma, foi simbolizado pelos ramos de Acácia. Mais adiante ire-
mos falar sobre o assassinato de Hiram Abbif, onde reside a simbolo-
gia maçônica durante milênios.
Existem dois hemisférios cerebrais, que antigamente foram
registrados na Bíblica como CAIM e ABEL. Muito há que se fazer evi-
tar o castigo de CAIM que é o mesmo que matar ABEL e causar o
desequilíbrio no corpo.
CAIM tendo matado ABEL (que representa o equilíbrio) é con-
28 Anatomia de Deus

denado a vagar pela face da Terra e os seus descendentes também.


Se observarmos a formação do cérebro dos criminosos, numa
autópsia, veremos que o lado de CAIM está neles mais desenvolvido
do que o lado de ABEL que representa o Bem, a Bondade, o lado posi-
tivo de todas as pessoas. O lado que representa CAIM está mais incha-
do, mais desenvolvido, porque estas pessoas alimentaram o ódio em
seus corações e, evidentemente, deram maior força, enviaram maior
quantidade de fluxo sanguíneo para aquele hemisfério.
Os homens que odeiam muito, praticam crimes e uma série de
outras barbaridades, têm desenvolvido o seu lado mau, negativo, o lado
de CAIM.
A metade direita do cérebro está sob o controle de Mercúrio, o
planeta da inteligência. Como resultante desse fenômeno os nervos
cruzam-se na base do crânio e dominam o lado esquerdo do corpo. A
metade esquerda do cérebro está sob o controle de Marte, o espírito
da Ira e do Impulso, e governa o lado direito do corpo cruzando, do
mesmo modo, e formando o “X”.
Como conseqüência de seu ódio, o governo de Marte cresceu e
floresceu na parte posterior esquerda do cérebro, tornando-se o dobro
do volume que havia do lado direito.
É muito fácil nós relembrarmos que Jesus, o Cristo, foi crucifi-
cado no Gólgota entre dois ladrões. O bom e o mau ladrão. A simbo-
logia de CAIM e ABEL também a possuímos nesses dois nervos do
cérebro que representam a parte negativa e a positiva.
Indubitavelmente, o Bom Ladrão, DIMAS, foi quem pediu per-
dão e misericórdia a Cristo e Este lhe concedeu, dizendo-lhe que
naquele mesmo dia estaria nos Céus. É óbvio que não seria de todo
impossível, mas dar-se-ia uma injustiça muito grande o fato de uma
pessoa cometer crimes e mais crimes durante toda a sua existência e
no último momento obter o perdão e estar participando dos céus. Ele
ainda não tinha formado os seus corpos superiores, e sem eles não se
pode estar nos mundos, superiores, cujas esferas de vibrações são
altíssimas. Sem a formação dos corpos existenciais do Ser, é impossí-
vel a permanência de qualquer pessoa nos reinos de Luz.
Dessa forma, os dois ladrões representam as duas parte do
cérebro: CAIM e ABEL, uma vez que também o sacrifício de CAIM não
era visto com bons olhos pelos Céus, pois não alcançava as alturas,
ao passo que o de ABEL era aceito por Deus.
Capítulo 4

O simbolismo do Fogo Sagrado

Kundalini

R
etornando ainda o assunto medula espinhal, o cajado de
Moisés, vamos relembrar que ela está configurada no
Gênesis como a espada flamígera do anjo que expulsou
Adão e Eva do Éden.
Assim, esta Vara acha-se colocada verticalmente nos portais
que fecham o Jardim do Éden, o crânio. Dentro dele há uma árvore
com doze classes de frutos, ou as doze entradas da Jerusalém
Celestial, ou as doze abóbadas que estão implantadas em nosso cére-
bro, bem como os doze discípulos principais de Jesus, o Cristo.
Lembremos que os monges franciscanos possuíam a simbologia
e toda a anatomia esotérica, oculta, e toda a sabedoria da antiguida-
de. Eles faziam seus conventos com abóbadas, pois se tratava de uma
lembrança do Éden, o Jardim Espiritual, uma vez que o homem per-
deu todo acesso à sabedoria que está depositada em seu cérebro, nos
murais sagrados de Jerusalém.
À entrada de Jerusalém foi postado um Guardião, armado com
a espada flamígera, para expulsar os invasores, os que não têm mere-
cimento.
Após reconquistar a espada flamígera, o homem poderá retornar
ao Jardim do Éden.
O cérebro está cheio de Câmaras, Abóbadas e Galerias espe-
ciais, tendo suas correspondências nas Câmaras e Arcos do templo,
sendo indubitavelmente, o terceiro ventrículo da Câmara do Rei da
Grande Pirâmide.
A medula espinhal é a serpente dos antigos, a mesma que
Moisés levantou no deserto. Essa serpente sagrada é reverenciada nos
cultos da América Central e da América do Sul, mais precisamente na
30 Anatomia de Deus

sabedoria asteca, como a Serpente Emplumada de Quetzalcoatl.


A serpente que Moisés levantou no deserto tem nove pequenos
anéis na sua cauda que são chamados o número do Homem, ou seja,
o Nono Arcano, o Arcano do Noviciado, do Iniciado, que após obter a
luz, cuida e vela para que a luz não se extinga de maneira alguma.
No homem comum essa serpente sagrada encontra-se adorme-
cida no Cóccix. Nesse centro magnético esconde-se o segredo de toda
evolução humana. Trata-se do forno alquímico na transmutação de
todo o sêmen. É ali que ele vai ser pulverizado, transmutado, até for-
mar o cimento místico.
No centro coccígeo encontramos os nove anéis. É aí que resi-
dem os maiores mistérios da espécie humana. É nessa região que se
processa a primeira transmutação. Nesse importantíssimo laboratório
de transmutação alquímica, ocorre o milagre da transformação do
sêmen (a água viva) em fogo; do vinho, no sangue de Cristo; do pão,
no corpo do Cristo. Esse laboratório alquímico é vital para o processo
de regeneração e redenção do ser humano.
Falando ainda sobre o primeiro chacra que se localiza na parte
coccígea, também chamado pelos alquimistas de “Atanor”, vemos tra-
tar-se do mágico lugar onde é preparado a substância primordial que
irá se transformar em substância espiritual. Diz uma norma herméti-
ca que deveremos aprisionar a substância primordial, também cha-
mada de mercúrio filosofal, enxofre, cimento místico da Maçonaria,
Água Viva do Cristianismo ou o Maná do deserto que veio para
Moisés. Essa substância primordial uma vez armazenada no frasco do
alquimista, que tem o formato dos órgãos genitais, significa que deve-
remos fechá-la, vedá-la totalmente e depois levá-la ao Atanor, ou
forno, a Forja Acesa de Vulcano, Deus da Mitologia Grega que forjava
as ferraduras do cavalo real dos Deuses.
O fogo aceso de Vulcano é o próprio Atanor dos Alquimistas, a
mesma pedra cúbica dos Maçons, a pedra de Pedro, onde está encer-
rada a chave do Céu.
Relembremos as palavras de Cristo: “Pedro, tu és pedra e sobre
esta pedra, edificarei minha Igreja. O que unires sobre a Terra, aos
céus estará unido; e o que desunires, estará desunido”. Isto quer
dizer: daqui para frente o homem tem dois caminhos: um para o Céu
e outro para os mundos inferiores. O céu corresponde aos mundos
superiores ou Éden. O inferno, o mundo baixo.
Rômulo Caixeta 31

Então, Pedro, Pedra, SEXO, ensina-nos perfei-tamente a regra


alquímica de levarmos o cadinho ao forno, ao atanor, onde devere-
mos, cozer, cozer, cozer, cozer e cozer...
Ora, isto é um segredo maravilhoso!
Isto – é um trabalho de transmutação.
Isto – é a Eucaristia.
Isto – é a transformação do Sangue e Corpo do homem em
Sangue e Corpo de Cristo.
Este é o divino alimento dos Deuses.
Este é o Maná que acalmou a fome dos judeus no deserto da
vida material.
Este é o Pão e o Peixe que Jesus multiplicou, saciando a fome
dos famintos.
Esta é a primeira Lei do Mandamento de Deus que diz: “Crescei
e Multiplicai-vos”; e não: crescei-vos e fornicai...
Crescei perante Deus, daqui para frente, pois o homem que
assim o faz, multiplica suas forças e potencialidades diante de Deus,
seu Pai eterno.
Primeira, também, foi a maldição a nós atribuída: “ganharás o
pão com o suor do teu rosto”, ou seja, teremos que trabalhar para
podermos alcançar o pão espiritual, o Pão da Vida.
Lembremos que Jesus nascia em Belém, mas, segundo a
arqueologia, na época em que Jesus teria nascido, não havia cidade
com tal nome. Assim, segundo a história, outras cidades pelas quais
Jesus passou não tinham, em absoluto, os nomes a elas atribuídos,
fato que teria ocorrido após a morte de Jesus.
BETHLEM, em judaico, quer dizer: “PÃO DA VIDA”.
Jesus nasceu na gruta para dar o “Pão da Vida”... na gruta de
Belém.
Jesus nasceu na gruta de Belém, no Pão da Vida.
Devemos advertir que a existência de Jesus, o Cristo, narrada
pelos quatro Evangelhos e também pelas Cartas dos Discípulos, repre-
senta não somente um fato histórico; mais que isso: um Drama
Cósmico.
Jesus, representa a Encarnação do Cristo na Terra.
Jesus, representa o Cristo que se encarna em todos aqueles que
levantaram o Filho do Homem e alcançaram a Ressurreição.
Assim, o Nascimento, Vida e Morte de Jesus Cristo simboliza,
32 Anatomia de Deus

perfeitamente, o trabalho que o Alquimista, o Maçom, o Cristão, o


Judeu, o Esoterista, o Ocultista deve seguir, para alcançar o Reino dos
Céus, a Jerusalém Celestial.
“Toma a tua Cruz e segue-me, disse Cristo!”
Sigamos o Cristo! Sigamos o Cristo!
Cristo nasceu na gruta de Belém, no chacra coccígeo. Foi ali
que houve a junção das duas serpentes mágicas, reveladas pela tra-
dição Hinduísta, com os nomes: IDA e PINGALA. Esses dois canais
sutis
encontram-se no corpo superior, e não no físico. Na mitologia
grega são representadas no Caduceu de Mercúrio. Na tradição Judaica
e Maçônica aparecem como as duas Colunas do Templo: JAKIN,
BOAZ e, no Cristianismo, como as duas Testemunhas de Apocalipse.
Ao darmos início ao trabalho de transmutação alquímica de
nossa energia seminal, a força criadora, primordial, o SÊMEN, deve-
mos saber que no sêmen se encontra o maior poder do homem. Num
simples átomo de energia sexual está o summum da alimentação, de
toda a química elaborada pelo nosso laboratório orgânico. Ali também
estão gravadas todas as nossas impressões psicológicas, morais, inte-
lectuais. Toda genética acha-se concentrada nesses átomos criadores,
chamados, em seu conjunto de sêmen, cimento místico, Hiram Abbif,
como já falamos. Eles têm o poder de criar, de gerar o Universo.
Essa Energia maravilhosa também pode criar outros seres, sem
ser desperdiçada, quando aprendemos e praticamos a castidade cien-
tífica, ou seja, a transmutação da energia sexual.
Ao ser transmutada pelos canais ganglionares IDA e PINGALA,
as colunas J. e B., as duas testemunhas, o Caduceu de Mercúrio, essa
energia sutilizada vai subindo e formando o santo oito. Quando chega
à altura de entrecenho provoca um choque estático e acende no sacro
coccígeo um fogo serpentino. Isto significa o mesmo que levantar a
serpente no deserto, o mesmo que levantar o Filho do Homem, con-
forme ensinou o Mestre.
Ao recebermos o fogo, estaremos recebendo o próprio CRISTO,
senão, relembremos as palavras de Jesus: “Eu não vim trazer a Terra,
senão, o Fogo da Redenção”. Esta chama da Redenção e da
Regeneração Humana é a mesma que Prometeu, o grande herói da
mitologia grega, roubou dos Céus, sendo, por isso, preso a uma pedra
para que uma águia comesse o seu fígado. Tudo isso significa que,
Rômulo Caixeta 33

quando o homem é escravizado pelo sexo, pela pedra, perde toda a


pureza, o seu fígado.
O fígado é a maior glândula do corpo humano. Acha-se repre-
sentada no Gênesis pelo Mar Vermelho. Ela tem o poder de purificar
o nosso sangue para que tenhamos mais energia, maior vitalidade.
Entretanto, enquanto estivermos escravizados pela pedra, isto é: o
SEXO, a águia espiritual vai se afastando de nós, ao passo que essa
glândula irá nos matando, aos poucos, para a Espiritualidade.
O Cristo nasceu em Belém. O Fogo chegou em Belém. A Estrela
Flamígera brilhou em Belém e, após o nascimento, Ele é honrado pela
visita dos três Reis Magos.
Mirra, Incenso e Ouro são os presentes, a dádiva que é entre-
gue ao Iniciado.
A Mirra, representa o Sofrimento, a Dor do Caminho. O incenso
é a louvação pela expiação de todos os pecados. O ouro é a realeza
do trabalho que irá empreender.
Ainda na juventude, Jesus, o Cristo, passa por um grande peri-
go, que foi a decapitação dos Inocentes. Neste primeiro trabalho em
Belém, na infância, devemos eliminar as centenas de milhares de
defeitos que temos. Necessitamos degolar todas as entidades psicoló-
gicas ou defeitos criados por nós, para que tenha início imediato a via-
gem do Cristo até a Jerusalém Celestial.
Nessa ocasião, Jesus emigra para o Egito, ou seja: passa para
a região do Baço e depois para o Fígado.
Após a decapitação dos inocentes, (os nossos defeitos psicoló-
gicos) que impedem a Ascensão do Cristo, Ele vai prosseguindo na
sua progressão, de vértebra em vértebra. Continuando a sua jornada,
passa pelos dois chacras pulmonares, o que representa toda a sua
peregrinação pela Terra Santa, que é o corpo humano. Somente os
grandes sacerdotes exercem o magistério sagrado nas Terras de Deus,
tudo fazendo para não as tornar impuras.
Essa peregrinação de Jesus tem um profundo sentido esotérico,
qual seja, o da passagem dos chacras pulmonares para o chacra do
coração.
Quando Jesus entra na vida pública e realiza o Seu primeiro
milagre, nas Bodas de Canaã, transformando a pura água no mais
doce vinho, instituiu o sacramento do matrimônio, ou seja, entregou o
segredo do matrimônio perfeito para os seus Discípulos, a fim de que
34 Anatomia de Deus

esses ensinamentos fossem transmitidos a toda Humanidade.


Portanto, as Bodas de Canaã são sempre celebradas por um
casal que sabe transformar suas águas no mais doce vinho da
Espiritualidade. Este foi o primeiro milagre de Jesus. Este foi o seu tra-
balho alquímico. Quanto à sua entrada triunfal na Jerusalém
Espiritual, simboliza um perfeito domínio da mente (o jumento, a
besta).
Após o domínio da mente que nos escraviza, podemos também
entrar na Jerusalém Celestial e sermos recebidos com ramos de
Oliveira. Entretanto, a grande obra do Pai somente atinge o seu ponto
culminante com a crucificação do Cristo, porque, sem a morte na
Cruz, jamais renasceremos.
Desvendando o Véu de Ísis, (que significa deixar a Marca do seu
rosto no Manto de Verônica), Ele pôde ver, através da Terceira visão,
situada no entrecenho, todos os mistérios da Humanidade.
Ele deixa de ser Jesus para se tornar, unicamente, o CRISTO.
Ele deixa de ser MORTAL para ser, efetivamente, IMORTAL.
A sua subida ao Calvário, aos trinta e três anos de idade, repre-
senta a caminhada desde o Sacro Coccígeo até a trigésima terceira e
última vértebra da coluna espinhal. A sua longa e penosa jornada sim-
boliza a passagem pelas sete Igrejas, bem relatadas por Paulo em suas
Cartas. Essas sete Igrejas são, os sete Chacras que temos em nosso
corpo.
Na Igreja de Laodicéia, ou chacra de SAHASRARA, de 872
Pétalas, cujo brilho e iluminação assemelha-se a mil sóis juntos, o
Cristo alcança o seu último e glorioso trabalho sobre o corpo físico. A
partir desse momento surgirá mais um Imortal da Grande Fraternidade
Branca Universal.
Eis o magistério do fogo nesse drama cósmico representado por
Jesus Cristo. De igual forma, a tradição Maçônica nos traça muito bem
o magistério do fogo.
Devemos compreender o passado histórico de todas as
Religiões. Entretanto, é urgente que entendamos o drama cósmico,
que deve ser vivido pelo microcosmo homem desde o seu nascimen-
to até a morte.

Muitas Religiões, movimentos espiritualistas e filosóficos con-


tém, em sua essência, o grande conhecimento universal do esoteris-
Rômulo Caixeta 35

mo crístico, fundamental, ensinado pelos Grandes Hierofantes de toda


a Humanidade, aquele esoterismo que foi dito, de boca a ouvido, aos
discípulos escolhidos, da qual resta agora apenas a tradição.
Uns se apegaram à tradição histórica; outros, à filosófica.
Poucos escolheram a porta da essencialmente esotérica, aquela por
onde nos decidimos ingressar. Da mesma forma, também a Maçonaria
apresenta essas três portas e traz-nos as três maçonarias.
Podereis passar pelas três. Entrai pela porta histórica, conhecei-
a, amai-a.
Penetrai pela porta filosofal. Disciplinai-a, dominai-a. Adentrai
pela porta esotérica a fim de alcançardes a auto-realização íntima e
acender a estrela flamígera, a Sarça de Horeb, e vos tornar Mestre,
Sacerdote da Natureza, segundo a ordem de Melquisedeque, Rei do
Mundo, Rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, aquele que não
teve princípio, nem terá fim.
“Descalçai vossas sandálias porque estais pisando em Terra
Santa”.
Para penetrares na porta esotérica, a fim de burilar as ferra-
mentas mágicas e polir a pedra cúbica, deveis descalçar as vossas
sandálias, assim como o Past. master penetra no Sanctum
Santuáruim, para abrir o Livro da Lei, ou seja, a conexão central com
o poder do Grande Logos, o poder do Verbo Universal, também repre-
sentado na Igreja Católica pelo púlpito, onde o padre na hora do
Evangelho subia até ele.
Está ali retratada a magia do Verbo Divino, criador, do Logos
Universal.
É oportuno relembrarmos a tradição maçônica, a fim de que
possamos entender a sua mensagem filosófica e penetrar na sua mag-
nitude esotérica.
O magistério do fogo, na Maçonaria, está baseado na lenda de
Hiram Abbif, relatada no Terceiro Grau do Mestre Maçom.
A Maçonaria tem três graus: Aprendiz, Companheiro e Mestre.
O Catolicismo tem três Reis Magos: Gaspar, Melchior e Baltazar.
Árvore com a representação simbólica das fases do processo alquímico da transformação
Capítulo 5

A lenda de Hiram Abbif

A
lenda de Hiram Abbif mostra a grande verdade da
Iniciação interna, a mesma de Jesus, o Cristo. A sua sim-
bologia, assim como a do Véu de Ísis, é a grande verdade
universal para que nenhum mortal lhe faça uso indevido. Entretanto,
agora os tempos são outros e devemos ser claros e objetivos porque fé
cega já não tem cabimento em nossa humanidade. Fé e Sabedoria é
o lema dos Gnósticos Autênticos.
A história de Hiram Abbif representa a verdade de todas as reli-
giões universais.
Relembremos que a Verdade envenenou Sócrates, porque os
homens não gostam da Verdade.
Recordemos que a Verdade levou Cristo ao Calvário.
Vejamos que, pela Verdade, Jacques de Molay deixou seu últi-
mo suspiro na fogueira da Inquisição.
A lenda do Terceiro Grau é uma Verdade Oculta, que deve ser
amada, compreendida e trilhada, sobretudo.
Todos os homens de boa-vontade podem descobrir e descerrar
o seu Véu, chegando à compreensão, por meio do estudo, da aspira-
ção, da respiração e da meditação. Assim, poderemos levantar o Véu
de Ísis, o qual nos transformará em seres imortais.
A história de Hiram Abbif é muito bem relatada nos livros sagra-
dos. Estimula, primeiramente, a nossa imaginação. Em seguida, con-
verte-se numa visualização maravilhosa que nos conduz aos cami-
nhos da intuição, fazendo abrir a Arca da Verdade, a Arca da Aliança
do homem para com Deus.
Na arca está encerrado o segredo do Deus Universal, qual seja,
o poder de desvendar toda a Verdade e contemplar toda a sua beleza
sobre a Terra e o Universo.
38 Anatomia de Deus

Consta na tradição Bíblica que Salomão, isto é: o Homem Solar


construiu um Templo para honrar o seu Pai Criador, (relembremos que
o Templo é o corpo dominado, educado e guiado com os mandatos do
Espírito que são: a Verdade e a Virtude).
O templo de Salomão, no seu sentido mais profundo, é o modelo
do Corpo Humano, a mais perfeita obra de Deus. Esse templo, como
nosso organismo, estende-se do Oriente ao Ocidente, e de Norte a Sul.
Isto comprova que o homem é uma unidade indivisível como o Universo.
Existe um preceito gnóstico que diz: a “Unidade é a
Diversidade”. Se meditarmos profundamente nessas palavras perce-
beremos a Unificação de todo o Universo em Um só todo, que é Deus.
A diversidade, neste caso, é constituída por miríades de planetas,
sóis, estrelas, cometas, seres, moléculas, células, átomos e neutrinos.
A cabeça do homem, que se eleva em direção aos mundos
superiores (ou Céu) converte-se, pela Sabedoria Espiritual de
Salomão, num templo para a glória do Grande Arquiteto do Universo
Íntimo. Relembremos que ARQUITETO significa: Arqui, prefixo grego
que quer dizer: Substância primordial ou primária. Teto, outro sufixo
grego, quer dizer construtor. Assim, arquiteto é aquele que constrói
com a sua Energia Primordial ou Primária, a Energia que dá vida, a
Água Viva, o Mercúrio volátil, a Pedra filosofal citada anteriormente.
Salomão, recorrendo a Hiram, Rei do Tiro, representa a
Consciência elevada, o Sol elevado, porque HIRAM também significa
SOL, o Mestre Arquiteto da Obra. Hiram, Rei da Consciência, envia e lhe
recomenda Hiram Abbif, que é o Mestre Construtor, Super Consciente,
o Sol Espiritual do Homem, o Átomo Divino que está inserido em cada
ser humano. Leibnitz chamou-o de Mônada Sagrada. Jung chamou-o
de inconsciente individual. Os sábios egípcios chamaram-no de NOUS.
Ora, Hiram Abbif era filho de uma viúva, isto é: ele é manifes-
tado na Natureza e pela Natureza como Mãe, porém, esta mãe nunca
teve marido.
Relembremos que os Maçons são chamados de Filhos da Viúva.
Temos aqui o significado dos ensinamentos do Mestre da Galiléia a
Nicodemos: “Terás que nascer de novo”. E ele perguntou: “Devo eu
voltar ao ventre de minha mãe?” e Jesus respondeu: - “Se não nasce-
res de novo, não verás ao Pai”.
Ora, o nascer de novo significa ser Filho da Viúva, da Natureza,
simboliza levantar o Filho do Homem.
Rômulo Caixeta 39

Hiram Abbif, o Sol e Pai Interior, o Átomo Construtor, é designa-


do como chefe supremo dos obreiros: os átomos, as células, as molé-
culas, para a construção do Templo do Grande Arquiteto do Universo.
Estes obreiros-átomos que impulsionam o homem desde épocas
remotas para a transformação do seu corpo-templo nesta Jerusalém
Interna, Cidade da Paz, tinham diferentes graus de capacidade e
talentos individuais. Era necessário dividi-los segundo suas aptidões
em superiores, medianos, inferiores, para poder melhor aproveitar o
trabalho de cada um.
Hiram, como sábio, justo e benevolente, repartiu-os em três
categorias: Aprendizes. Estes são os operários no mundo inferior do
homem, (região que vai do estômago para baixo). Companheiros.
Esses são os obreiros do mundo mediano, (a caixa torácica). Mestres.
Esses são os trabalhadores do mundo superior, (a cabeça). São esses
os que adentraram no Sanctum Sanctorum, aqueles que participaram
da Santa Ceia do Senhor. Hiram Abbif deu a cada um a maneira de se
fazerem conhecidos através de sinais, toques e palavras. Deu-lhes a
capacidade de influenciar por meio dos sentidos, vista, tato e ouvido.
Construiu Hiram duas colunas, que são as duas pernas. Estas
colunas são ocas e feitas de bronze, determinando que os aprendizes,
hábeis construtores, recebessem o seu salário, isto é, seu bem-estar na
primeira coluna, que é passiva, e situa-se à esquerda. Os companhei-
ros, na positiva, a perna direita e os mestres, isto é, os átomos supe-
riores, no cérebro. A cabeça é a câmara do meio, ou seja, o mundo
interno, o lugar secreto que se encontra por dentro e acima dos dois.
Cada classe de obreiros tem o seu salário, aquilo que dizia
Cristo em suas parábolas: “Todo trabalhador é digno de seu salário”.
Todo aquele que trilha o caminho da Auto-Realização Íntima, recebe
os dons do Espírito Santo; recebe o seu salário que vem a ser o galar-
dão por empreender o trabalho real, dirigido e executado com sabe-
doria, ordem e exatidão, segundo as instruções recebidas das cons-
ciências da realidade, ou Super Consciência.
Assim foi como a obra avançou em progresso e elevação, rapi-
damente.
Apesar do número de obreiros, que eram milhares, trabalhando
na transformação do corpo humano em Templo Ígneo, não se ouvia
qualquer ruído de instrumento de metal.
O silêncio e a quietude no mundo interno é a origem de toda
40 Anatomia de Deus

obra espiritual. Sete anos passados, tempo necessário para a comple-


ta Iniciação Interna, para poder edificar o Templo de Deus, o templo
de Salomão, porque a cada sete anos o corpo físico se desfaz total-
mente de seus átomos e células antigas, formados pelo desejo interior
de novas aspirações. Durante essa fase, tampouco houve chuva, isto
é, idéia, palavra ou obra negativa que pudesse impedir o desenvolvi-
mento interior, porque o Templo estava constantemente coberto, rei-
nando a Paz e a Prosperidade durante a construção do Templo. Nessa
fase, o Iniciado se separa de tudo quanto possa perturbar o seu
Espírito, valendo-se da compreensão e da força de vontade.
Salomão, com a ajuda de Hiram, Rei do Tiro, e de seu filho
Hiram Abbif, o Arquiteto, formam abóbadas, a força de três Mestres
da Obra, cuja representação é: Sabedoria, Força e Beleza.
O Corpo Humano, que é o Templo de Deus, tem dentro de si a
Divina Trindade, a saber: o Poder do Pai, o Saber do Filho e o Espírito
Santo, a Vida em movimento.
Esse corpo-templo, que é a maravilha das Idades, foi construí-
do e dirigido pelo Poder, pelo Saber e pela Beleza. Sem dúvida algu-
ma, no interior do homem existem certos defeitos e vícios que o levam
a cometer barbaridades. Esses defeitos são: a ignorância, o medo e a
ambição desmedida.
A ignorância faz o homem crer que sabe, não desejando, com isso,
aprender mais nada. O medo elimina a fé do coração em seu Deus Ínti-
mo. A ambição é a filha do Egoísmo que exige tudo para si, sem ter mere-
cimento. Esses três obreiros da classe dos companheiros, julgando-se
merecedores e dignos de serem Mestres, e querendo sê-lo à força como
acontece com todos os ignorantes, tramaram para se apoderarem da
Palavra Sagrada, pela violência, a fim de serem reconhecidos como tais.
Essa trindade – ignorância, vícios e ambições – unida no homem
sempre quer obter o que não merece no mundo espiritual e material.
Esses três vícios, companheiros do homem, ameaçam todas as
conquistas e esforços espirituais, com o fito de conquistar a compla-
cência de outros companheiros.
Os três cúmplices urdiram um crime e, pela força, subjugaram
Hiram, o homem inferior que quer obrigar seu Íntimo a outorgar-lhe
todos os poderes divinos, forçando o merecimento.
Os três esperaram Hiram, que, por sua bondade, acreditava inti-
midá-los.
Rômulo Caixeta 41

Ao meio-dia, a hora mais propícia, Hiram costumava visitar e


revisar o trabalho, elevando suas preces enquanto os demais descan-
savam. Os três se dirigiram para as três portas do Templo que naque-
le momento já estava deserto. Todos os obreiros já haviam saído, quan-
do Hiram terminou sua prece e quis atravessar a Porta do Sul. O com-
panheiro ali postado ameaçou-o com uma Régua de 24 polegadas,
pedindo a Palavra e o Sinal do Mestre. Todavia o Mestre respondeu:
“Trabalha e serás recompensado”. Vendo a inutilidade de seus
esforços, o companheiro ignorante golpeou-lhe fortemente com a
Régua que representa o dia de 24 horas, pois a ignorância sempre
tenta criar obstáculos à obra divina interna. Havendo o Mestre levan-
tado o braço direito para deter o golpe vibrado sobre sua garganta, este
caiu-lhe sobre o ombro direito que ficou paralisado.
Então o Mestre foi até a porta do Ocidente.
O segundo companheiro exige-lhe a palavra e o toque de
Mestre, tendo recebido a mesma resposta: “Trabalha e obterás”. Esse
companheiro acertou-lhe um forte golpe no peito, com o Esquadro de
Ferro. Meio atordoado, dirige-se até a porta do Oriente, onde o espe-
rava o terceiro e pior dos três, que é o Egoísmo. Este ouviu a mesma
negativa do Mestre. Em consequência, deu-lhe um golpe mortal sobre
a fronte com o malhete que trazia consigo.
Relembremos que Jesus, o Cristo, foi julgado por três elementos
que lhe exigiam a Verdade e que figuram como três maus compa-
nheiros da construção do Templo, ou seja, o inimigo interno que todos
o trazemos dentro de nós.
Ao se encontrarem novamente os três comprovavam que não
possuíam os sinais e as palavras. Horrorizados pelo crime inútil, não
tiveram outro remédio senão ocultá-lo, fazendo desaparecer seus ves-
tígios. À noite, levaram a vítima em direção ao Ocidente e a esconde-
ram no cume de uma colina, perto do local da construção.
O Mestre interno está sempre trabalhando pelo bem do homem,
seu progresso espiritual e anímico. Ele é atacado pelos três defeitos
que cada ser humano possui.
O desejo de progredir se transformou, por meio do intelecto, em
ambição egoísta. O amor desenfreado converteu-se no fanatismo estú-
pido. Por sua ambição e ignorância perdeu a Fé e tornou-se destemi-
do. Esses três grandes vícios matam o homem na Porta Oriental, a
personalidade, na parte Ocidental; e na parte Sul, o intelecto.
42 Anatomia de Deus

No dia posterior ao crime, sentindo a falta de Hiram nas constru-


ções do Templo, os novos companheiros que sabiam da conspiração e do
crime ocorrido, decidiram revelar aos Mestres o que lhe fora proposto.
Conduzidos à presença de Salomão, este solicitou que três
Mestres mais novos, companheiros, formassem grupos de três pes-
soas para esquadrilharem totalmente os territórios e regiões do Oriente
e do Ocidente e do Meio-Dia, em busca do Grande Mestre Arquiteto
Hiram Abbif, além dos três companheiros assassinos, bem como o
Segredo da Palavra Perdida, a qual nem mesmo Salomão conhecia.
A busca durou três dias, que é o mesmo período que Jesus
Cristo permaneceu sepultado, para ressurgir no terceiro.
Inúteis foram às buscas. Na manhã do quarto dia um dos que
se havia dirigido ao Ocidente, nas montanhas do Líbano, no lugar
onde passara a noite, ouviu vozes humanas em uma caverna. Eram
os três companheiros assassinos. Os três delinquentes escaparam por
outra saída que tinha na caverna e ninguém depois conseguiu encon-
trar os seus rastros.
Regressando a Jerusalém, na noite do sexto dia, já perto da
cidade, um dos três viajantes deixou-se cair, extenuado, sobre um
montículo próximo da terra e observou que a terra estava recente-
mente removida e dela emanava o odor putrefato dos cadáveres.
Começou a escavar até apalpar o corpo. Porém, como era noite, não
se atrevera a continuar suas buscas, recobrindo o cadáver. Sobre o
montículo colocou um ramo de Acácia; espécie de árvore comum,
cujas flores e folhas são sempre eternas ou sempre-vivas.
Diz outra lenda que da sepultura de Hiram nasceu uma árvore
que se denominou Acácia, a qual, durante a noite emanava odores
mágicos através de suas lágrimas, ou resina que saía de seu corpo,
dando origem aos incensos. Isso permitiu que os obreiros de Salomão
pudessem identificar a fonte onde Hiram Abbif estava enterrado.
No dia seguinte, relataram o seu descobrimento a Salomão.
Este fez um sinal e pronunciou uma palavra que depois foi adotada
como sinal de socorro. Em seguida, encarregou nove Mestres que
foram verificar se tratava realmente do Grande Mestre Hiram. Eles
deveriam também buscar sobre ele os sinais de reconhecimento, fixa-
dos pelas Palavras que foram pronunciadas no momento em que foi
levantado o Corpo da sepultura. Ao verem a fronte ensanguentada e
coberta por um avental e sobre o peito a insígnias do Grau, fizeram o
Rômulo Caixeta 43

Sinal de Horror que ficou sendo o sinal de Reconhecimento entre os


Maçons – Adoum. J.
Contos, Lendas, Fábulas e relatos escolhidos para transmitir
uma Verdade às gerações posteriores. Seu significado é múltiplo, por-
que estas verdades mexem e avivam a Imaginação do Obreiro.
O Obreiro recebe o seu Pão segundo o seu salário. Quanto mais
trabalha mais bem pago ele é.
A riqueza dessa simbologia é transmitida a todos, porém, cada
Obreiro multiplica, em si mesmo, a Verdade que lhe é dada.
Sem dúvida, o que importa ao Mestre Maçom é o significado
interno e pessoal, individual, esotérico ou gnóstico desta.
Hiram é o Sol, é o Espírito Divino dentro do corpo humano, é o
Átomo Solar, é NOUS, é a Mônada Sagrada. É o átomo que encerra
toda a Sabedoria Universal, é o átomo construtor que contém a
Energia Primordial e o poder de construir, gerar, criar, recriar.
Ele é o ideal de todo ser que vem a este mundo.
É o homem-Deus que se encontra perenemente ameaçado pela
ignorância, pelo fanatismo e pela ambição que o dominam e impedem
o seu progresso em direção ao Caminho do Cristo, na cidade do PÃO
DA VIDA, de Belém.
Todavia, o Homem nasce e está obrigado a construir e dirigir o
Templo da Vida para fazer dele o Templo Vivo de Deus, o Templo do
Espírito Santo.
Ao levantá-la para a Glória do Grande Arquiteto do Universo, repre-
sentado pelas três colunas: Sabedoria, Poder e Amor assemelha-se àqui-
lo que o Cristo Jesus disse: “Destruireis o Templo e eu o Reerguerei ao
Terceiro Dia”. Ele falava do Templo Interno. Porém, as nossas baixas pai-
xões e tendências estão sempre na expectativa e matam dentro de nós a
voz da Consciência, a voz do Íntimo, o nosso único Bem. Verifica-se em
nós a simbólica morte de Hiram, ou seja, o adormecimento de Deus, cujo
elevado ideal dirige a nossa Vida para um fim superior.
Quando nos entregamos às nossas paixões, ficam suspensos os
nossos avanços espirituais pela perda da orientação de nosso Real Ser.
Cada homem tem doze faculdades do Espírito como vimos em
estudos anteriores. Porém, para cada faculdade se contrapõe um vício,
filho de nossa ignorância e medo.
Esses doze companheiros que simbolizam os doze discípulos de
Jesus, o Cristo, ou os doze signos do zodíaco que vivem dentro do
44 Anatomia de Deus

indivíduo e que o acompanham por toda a parte, são a carne dos san-
tos que trabalham pela sua redenção. As paixões ignóbeis lançam um
véu sobre o seu ideal, por isso ele é crucificado, morto e sepultado;
Espírito latente na Matéria.
Assim, antes de ser condenado à morte no Calvário, Jesus Cristo
passou pelo julgamento de três pessoas: Anás, Caifás, e Pilatos. De igual
forma também vimos os três grandes inimigos do futuro Mestre Maçom:
A ignorância, que se opõe à Verdade, ocultando-a, disfarçando-
a; o fanatismo, que faz cegar a Fé e exige que a ele sejam tributadas
todas as honras; e a ambição, que usurpa toda a autoridade de Hiram,
o princípio da Luz, e extingue no homem a Esperança do seu ideal.
Esses três inimigos do homem querem apossar-se da palavra de Poder
que outorga toda Potestade. Porém, isto só é alcançada, mediante a
Revolução total da Consciência, jamais pela força.
Esta palavra Poder foi denominada a Luz Mestra que Ilumina o
Mundo.
Que maravilhosos ensinamentos nos reservam a tradição maçô-
nica, principalmente no que tange ao seu principal ensinamento, que
está apoiado na Lenda de Hiram Abbif.
O que entendemos dessa lenda de Hiram Abbif é que o corpo é
o Templo de Deus Vivo. A construção desse Templo implica na eleva-
ção de esforços para um fim superior, através do conhecimento da
Verdade e prática da Virtude.
O Templo de Salomão é o símbolo do corpo físico, disso não
existe a menor sombra de dúvida.
A Jerusalém de Cristo, aquela que foi a capital do povo judaico,
é representada pelo Mundo Inteiro.
Salém é a Cidade Eterna e está encravada no centro do planeta
Terra onde vive e é governada por Melquisedeque, Rei do Mundo,
Sacerdote da Natureza.
Jerusalém é o mundo inteiro.
Os quatro pontos cardeais do Templo estão no corpo assim dis-
tribuídos:
Na cabeça, o Oriente; no baixo ventre, o Ocidente; no lado direi-
to, está o Sul; e no esquerdo, o Norte.
Os edificadores do templo são os milhões de átomos construtores
do corpo físico. Os três mestres do templo são: Salomão que representa
o Saber; Hiram, Rei de Tiro o Poder; e Hiram Abbif, o Fazer. Os três repre-
Rômulo Caixeta 45

sentam, ainda, a Fé, a Esperança e a Caridade; Fogo, Luz e Magnetismo.


Os obreiros tinham três graus e se dividiam em três categorias. Os apren-
dizes trabalhavam na parte inferior do corpo, o ventre; os companheiros,
na parte média, o tórax; e os mestres, na parte superior, a cabeça.
As duas colunas principais do templo são os dois pólos: passi-
vo e positivo; negativo e positivo, representados pelas pernas esquer-
da e direita.
A câmara do meio é o lugar secreto, o Sanctum Sanctorum ou
o mundo interno do homem no coração.
Cada categoria recebia o salário relativo ao seu trabalho e a sua
palavra sagrada. Os aprendizes recebiam-no segundo a sua Fé; os
companheiros, segundo a sua Esperança; e o mestre, segundo o seu
Amor. Apesar do grande número de obreiros dentro deste templo, todos
trabalhavam silenciosamente na Obra do Grande Arquiteto, onde não
se ouve nenhum ruído, porque esse templo não foi e nem é construí-
do por mãos humanas, nem por instrumentos materiais e metálicos.
Sete anos dura a construção do templo porque é o resultado da
genuína e verdadeira Iniciação. É dessa forma que os átomos inferio-
res que dão lugar aos átomos superiores.
Relembremos que as células de nosso organismo renovam-se a
cada sete anos, integralmente. Hiram Abbif, o Filho da Viúva, é o
Espírito, a Chispa Divina no Sexo que nasce e manifesta-se na
Matéria, Mater, Mãe, sem a vontade da carne. É uma Mãe sempre
Virgem, antes e depois do parto, porque o Filho entra e sai dela e ela
continua sempre virgem.
O lugar escolhido para a construção foi o Monte Mória, nome
muito significativo para os Maçons ocultistas, por sua relação com o
grande Mestre Mória. Ao aproximar-se o momento do triunfo final,
apresentam-se ao Iniciado as três tentações no deserto da matéria que
são: a ignorância, o fanatismo e a ambição. Noutras palavras, são os
três companheiros que querem obter o salário de Mestre. Cada defei-
to se arma com um instrumento com uma causa.
A ignorância atacou o lado direito, portador do poder positivo,
com uma régua de 24 polegadas que representa o dia de 24 horas.
Ferindo a mão de Hiram, inutilizou a obra ou o instrumento da obra,
que é a mão.
O fanatismo golpeou o coração com o esquadro, que é o sím-
bolo do homem inferior, é o conhecimento intelectual necessário ao
46 Anatomia de Deus

homem. Porém, esse, na maioria das vezes esquece do compasso que


representa a Intuição Divina. Ao golpear o coração, mata nele a
Tolerância e o Amor.
A Ambição golpeou-lhe a cabeça com o malhete, representando
neste ato a vontade mal dirigida e mal dominada. Uma vez morta a
Consciência, os três submetem o fato ao esquecimento, sepultando o
corpo do Mestre. Porém, as doze faculdades do Espírito ou os doze mes-
tres começam a Busca. Os três primeiros que são: A Fé, a Esperança e
a Caridade eliminam do corpo os três vícios, enquanto os outros nove
exaltam a Luz Interior sepultada. Assim, entendemos que a Lenda de
Hiram Abbif é um fato da natureza, um drama cósmico, um drama solar.
Àquele que quer chegar à Luz tem que fazer o trabalho de Hiram
Abbif, tem que levantar o Templo Eterno. Segundo a tradição ocultista e
gnóstica, todos os Mestres e Salvadores da Humanidade, tais como:
Hércules, Osíris, Sansão, Moisés, Mithra, Krishna e o grande mestre de
quem não sou digno de pronunciar seu santo nome, JESUS, fizeram de
suas vidas um exemplo para que toda a Humanidade pudesse seguí-los.
Esse é um drama cósmico que se repete a cada ano na nature-
za. Todo Mestre deve fazer de sua vida esse grande acontecimento
microcósmico.
Capítulo 6

Glândulas – as igrejas de deus

Parte I

A glândula pineal

O
s judeus não penetram na sinagoga com a cabeça des-
coberta. Uma coroa protege o chacra coronário.
Os sacerdotes católicos tinham o sacro costume de cortar o
cabelo mais curto lembrando a coroa a auréola da espiritualidade. Os
índios da América adornavam com uma pena ou cocar, o seu chacra coro-
nário, relembrando que ali havia um ponto de conexão com a Divindade.
Se procurarmos noutras tradições religiosas de civilizações pas-
sadas, veremos que os sacerdotes e religiosos costumavam enfeitar
também essa importante região da cabeça.
Esses fatos históricos nos permitem concluir que existe algo de
muito valor no centro de nosso crânio. Nesse local existe uma glându-
la chamada Pineal, que leva esse nome pelo fato de ter o formato de
uma pinha.
Esta minúscula glândula de apenas 5 mm de tamanho, cienti-
ficamente nos prova que exerce influência direta em nossos órgãos
genitais, assim como, importante função no desenvolvimento da inte-
ligência, da parte intelectual e intuitiva. Ela se manifesta mais desen-
volvida, com maior potência, consignando dádivas e virtudes somen-
te àqueles que conseguiram desenvolvê-la.
Nas pessoas consideradas de baixa inteligência, os “idiotas”, essa
glândula parece menos desenvolvida, ao contrário do que ocorre com os
indivíduos muito inteligentes. Nesses aparece bem desenvolvida.
48 Anatomia de Deus

A Pineal exerce importante função em todo o organismo, não


apenas no aspecto físico, mas, também, no nosso organismo espiri-
tual. Ela regula as funções sexuais, segrega hormônios que são inje-
tados diretamente em nosso sangue, purificando-o. Entretanto ela
necessita de energia para continuar o seu desenvolvimento. Sucede
que ela aproveita aquilo que o homem tem de mais sagrado, que é a
sua potência sexual.
Assim, nasce o conceito da Castidade Científica.
A castidade é ensinada em todas as religiões, as quais pedem
que os seres humanos se mantenham castos para poderem ver o
Reino de Deus.
Aqueles que se firmarem em castidade e pureza, reabsorvem a
poderosíssima energia criadora de seu próprio organismo, suprindo suas
glândulas internas. Através da Castidade Científica, a Pineal é alimenta-
da diretamente. Por esse motivo, diz a tradição Hindustânica que a glân-
dula pineal é a residência da Alma. Ela é o olho resplandecente de dia-
mante que nos fará ver e perceber os Mundos Superiores. Ela dirige o
chacra SAHASRARA, ou seja, a Igreja de Laodicéia a quem Paulo envia
suas Cartas ou Epístolas. Ela é a Igreja que resplandece como Mil Sóis.
Vejamos a tradição cristã, hindu, budista, onde seus deuses
com a cabeça iluminada de onde partem raios de luz.
Segundo outras tradições, a glândula pineal é representada
pelos Sefirotes. O sefirote dessa glândula é denominado “Coroa de
Kether”, cujo nome cabalístico é HAJOTHAKADOSH, o qual, na tradi-
ção cristã, recebe o nome de Serafim.
O seu atributo é a Coroa Suprema.
A Ressurreição do Homem representa o Pai Criador no homem.

Parte II
A glândula pituitária

É evidente que a Energia Glandular não pode ser desprezada, já


que a sua potencialidade em nosso corpo é simplesmente incrível.
O chacra da Glândula Pituitária está localizada no entrecenho,
entre os dois olhos do ser humano. Antigamente, esta glândula era
Rômulo Caixeta 49

representada pelo Terceiro Olho de Buda. Conta-nos a tradição budis-


ta que até hoje as mulheres trazem um pequeno sinal dourado no
entrecenho, relembrando o mágico poder do terceiro olho.
Essa mágica glândula representa o conhecido Triângulo da
Maçonaria, o Olho da Sabedoria. Fisicamente ela apresenta três par-
tes: dois lóbulos, esquerdo e direito e uma parte mediana. Cada lóbu-
lo dessa minúscula glândula tem o controle sobre o crescimento orde-
nado de nossas células. As suas funções são de vital importância para
o corpo humano.
Quando ativada, através de atos nobres e puros e da transmu-
tação alquímica de energia sexual, esta glândula começa a resplan-
decer e dá os poderes da clarividência.
Na Alquimia ela representa o elemento cobre. Por sua vez, a
glândula pineal representa o elemento zinco.
Sabemos que a glândula pineal é positiva e a pituitária é nega-
tiva. Conta-nos as tradições antigas que estas duas glândulas são
retratadas pela cauda do Dragão.
Têm elas o mágico poder de controlar a energia “Bio-elétrico-
magnética” que existe no veículo humano e estão intimamente rela-
cionadas com os corpos superiores do ser.
Sobre a glândula pituitária, o elemento cobre, citamos o grande
profeta Nostradamus, que utilizava o poder desse metal colocando
água numa bacia de cobre puro. Com esse proceder, podia ativar mais
intensamente tal glândula, que lhe dava o poder de prever o futuro.
O formato da pituitária lembra-nos o cadinho dos antigos alqui-
mistas.
A boca do Dragão dos chineses, é a própria Virgem Maria, é o
Santo Graal dos Cavaleiros Templários, é o Quarto Crescente da anti-
ga tradição libanesa, é o Banho Purificador dos Hindustânicos, repre-
senta um dos Querubins da Arca da Aliança, simboliza a Ísis do Egito
a quem nenhum mortal levantou o Véu, representa RADHA da Índia
e a Boca do Peixe da tradição cristã.
Pode ser corretamente chamada a Esperança da Glória do
Homem Físico.
Segundo a tradição astrológica, a glândula pituitária é influen-
ciada e regida pelo planeta Vênus. O elemento cobre, também sofre
influência desse planeta.
Analisando ainda a íntima correlação existente entre a glândula
50 Anatomia de Deus

pineal e pituitária, verificamos que a pineal é a cauda daquele Dragão


chinês, tendo, no extremo, uma pequena protuberância semelhante a
um dedo. A glândula pineal é chamada nos mundos internos de
Joseph, José, o pai de Cristo, porque é o pai do homem divino. A
saliência que apresenta, semelhante a um pequenino dedo, é chama-
da “Vara de Deus”. Recordemos as palavras de Cristo: “Com a vara
com que medirdes sereis medidos”. Com uma vara, Moisés levantou
a serpente no deserto. Noutras tradições, a glândula pineal é chama-
da de Lança Sagrada. O seu contorno se assemelha aos cadinhos uti-
lizados pelos alquimistas para fazer transmutação.
Esse órgão espiritual está destinado a ser mais tarde o que foi
no começo, isto é: o ponto de união entre o humano e o divino.
O vibrante dedo no extremo desta glândula é a Vara de Jessé e
o Cetro do Alto Sacerdote.
Pode-se, também, exercitar o desenvolvimento dessas glândulas
mediante determinadas práticas. Para isso, aconselhamos a leitura das
obras do V. M. Samuel Aun Weor, Jorge Adoum, Eliphas Levi e outros
autênticos Mestres da Fraternidade Branca Universal.

Parte III
A trindade no cérebro

No meio do cérebro e rodeado pelas circunvoluções de seus


lóbulos situa-se o terceiro ventrículo, ou seja, a câmara abobadada da
Iniciação. Em sua volta estão colocados os três reis, ou os três gran-
des centros de vida e força: o Corpo Pituitário, a Glândula Pineal e o
Thalamus Óptico. Nessa câmara também existe uma pequena semen-
te, idêntica ao almíscar, a qual está, indubitavelmente, conectada com
a Arca do Rei que se acha na Grande Pirâmide.
Entende-se ser este local onde se posta a Alma Humana. Diz-se
que a sua Aura, cuja irradiação envolve a cabeça dos santos e sábios,
representa o Resplendor Dourado desse terceiro ventrículo.
Devemos lembrar que o Corpo Pituitário está localizado no cére-
bro e acha-se intimamente ligado por um fio prateado, eletromagnéti-
Rômulo Caixeta 51

co, fato comprovado pela tradição esotérica. Observa-se, portanto, que


entre os olhos e um pouco acima do nariz, está situado o senum fron-
tal, aquilo que esotericamente foi chamado de “Assento da
Individualidade”. É precisamente nesse local que as joias são coloca-
das nos BUDDHAS. É, também, nesse ponto, que a mágica serpente
levanta-se da coroa dos antigos egípcios.
Várias escolas de mistérios ensinam que este é o local de Jeová
no corpo Humano. Embora a sua função se realize por meio de siste-
ma generativo, seu centro de Consciência, como uma parte do Espírito
do Homem, ele se radica no Mar do Éden Azul, (o centro do senum
frontal) chamado segundo a tradição egípcia, Véu de Ísis.
Quando se estuda o corpo humano, clarividentemente, este
pequeno ponto aparece como um centro ou ponto negro que não pode
ser analisado. Nele reside todo o segredo da Natureza, o “Véu de Ísis”,
que mortal algum jamais o levantou.
Reportemo-nos agora à Mitologia Grega, mais especificamente ao
Monte Palatino dos antigos, sobre o qual foram construídos os Templos
de Júpiter e Juno que têm também o seu lugar no corpo humano.
A estrutura do osso do paladar é uma espécie de colina. Acima
do mesmo, em linha reta, estão as duas órbitas dos olhos, que cor-
respondem a Júpiter e a Juno do mundo antigo.
Vejamos, também, a analogia de dois grandes profetas: um que
antecedeu o Cristo, chamado João Batista, e outro que sucedeu o
Cristo, chamado João Evangelista.
Segundo a tradição maçônica, esses dois profetas são os dois Patriarcas
da Maçonaria. Júpiter e Juno estão representados por aquele que divide os
anos, ou seja, um que vê o Passado e o outro que vê o Futuro.
As festas de Júpiter e Juno, de João Batista e João Evangelista
estão retratadas no equinócio do Inverno e no equinócio do Verão.
Analisemos a íntima relação existente entre a Glândula Pineal, a
Pituitária, os olhos e o Thalamus Ópticus, localizado na parte occipital
do crânio. A glândula pineal, onde se assenta a individualidade, é
representada pela tradição religiosa como o PAI, ou seja, o
Pensamento, a Origem. A tradição indiana chama-o de Yantra. O
Thalamus Ópticus é representado na Trilogia Sagrada como o Filho, ou
seja, o Verbo Manifestado. É o Rajas Fohat da tradição hindu.
Na glândula pituitária acha-se a tradição do Espírito Santo que
representa a Vontade Manifestada, o Gesto. Na tradição hindu, é conhe-
52 Anatomia de Deus

cida com o nome de Mudra.


Conforme frisamos anteriormente, a cruz também representa o
corpo humano. A parte superior é a cabeça que se ergue sobre a linha
horizontal dos dois braços abertos.
As grandes catedrais do mundo foram construídas em forma de
cruz. O altar com as velas acesas simboliza a cabeça. As velas repre-
sentam os centros espirituais que se localizam no cérebro. O costume
de se colocar uma cortina sobre o altar, sugere o delicado lugar onde
se acha a parte superior do crânio.
O crânio é a habitação superior, o Sanctum Sanctorum do
Templo Maçônico. A ele somente podem aspirar os Puros.
O osso que tem a forma de asa, chamado pela ciência média de
esfenóide, é o Escaravelho Egípcio levando em suas garras o corpo
pituitário e tendo no alto a centelha, as cintilantes chispas da
Imortalidade localizada no Senum Frontal.
A mitologia é categórica ao afirmar que os deuses desciam do
Céu e andavam entre os homens, instruindo-lhes nas Artes e Ciências.
Do mesmo modo, os poderes divinos do homem descem do Reino
Celestial do seu cérebro para levar ao seu intelecto a obra de construir
e reconstruir as substâncias nucleares.
O Divino Mestre ensinou-nos que para subirmos aos céus tere-
mos que baixar aos infernos, e provou-o com fatos. Antes de ascen-
der aos céus ele desceu aos mundos interiores, o que simboliza a des-
cida ao cérebro, ao sexo, para trabalhar com as energias primordiais
a fim de que possa novamente subir aos Céus. A revolução da cons-
ciência ensinada pela Gnose mostra todo o drama cósmico que o ser
humano terá de enfrentar para alcançar a sua auto-realização total.
Capítulo 7

A Septologia

D
isse um grande sábio gnóstico: o Homem é o maior labora-
tório químico de todo o Universo. É um trio de Corpo, Alma
e Espírito. A alma é o mediador entre o Espírito e o Corpo.
A Alma constitui-se no veículo principal que há de transformar
o homem-animal em homem-espiritual, em homem-anjo. Mas, para
isso, é necessário formarmos a Alma, porque ainda não a possuímos.
Aquilo que comumente chamamos de Alma, é o Ego Reencarnante,
os valores que desenvolvemos para o bem ou para o mal, ao longo de
nossas existências. Em suma: o Ego Reencarnante é a Alma animal.
Da alma espiritual, angelical, temos apenas um princípio, uma possi-
bilidade de formá-la. Esse princípio é a Chispa Divina em nós.
Para criar a alma, o cristão, o maçom, o alquimista, terá de tra-
balhar com as Sete Igrejas localizadas em seu próprio organismo. São
elas os sete chacras básicos de nossa coluna espinhal. O grande
Mestre Leadbeater descreve, com riqueza de detalhes, Chacras
Amnéticos, ou Igrejas, que temos em nosso corpo astral, o que man-
têm estreitas relações com as glândulas de secreção interna.
Nesse laboratório (o nosso organismo), existem sete ingredien-
tes submetidos a um tríplice controle nervoso.
Os nervos, como agendas da Lei do Triângulo, comandam o
Septenário Glandular, através de sistemas interdependentes.
O Sistema Nervoso Cérebro-Espinhal é o agente das funções
conscientes.
O Sistema Nervoso Grande Simpático é o agente das funções
subconscientes, inconscientes e instintivas.
O Sistema Parassimpático, ou Vago, serve para frear as funções
54 Anatomia de Deus

distintas que se acham sobre a direção da Mente.


O Sistema Cérebro Espinhal é o Trono do Espírito Divino.
O Sistema Grande Simpático é o veículo do Astral.
O Vago ou Parassimpático obedece às ordens da Mente.
Três Raios e Sete Centros Magnéticos constituem a base para a
existência de quaisquer Cosmos, tanto no infinitivamente grande,
como no infinitivamente pequeno.
Assim, as sete glândulas mais importantes de nosso organismo
são, exatamente, os sete laboratórios que comandam os chacras mag-
néticos de nosso corpo astral, submetidos à Lei do Triângulo, que é a
Lei do Santo Três.
Segundo a tradição Hindustânica e a religião cristã, tais Igrejas
que controlam os sete chacras do Sistema Nervoso Grande Simpático
entram em intensa atividade com a ascensão do Kundalini, ao longo
do Canal Medular.
Kundalini é uma Força eletrônica que representa o Fogo Solar
encerrado nos Átomos Seminais. Quando liberada essa força solar,
transforma-nos em Deuses.
A Glândula do Coração emite fogos que controlam a Ascensão
do Kundalini através do Canal Medular. O Kundalini só evolui e pro-
gride de acordo com os Méritos do coração.
Kundalini é formado pela Energia Primordial que está encerrada
na Igreja de Éfeso.
Relembremos que todas as grandes religiões do passado eram
Serpentinas, adoravam à serpente. Obviamente, não se tratava de
uma víbora, como muitos imaginam, mas a viva representação da
Divina Mãe Kundalini. Os espermatozóides também têm uma forma
parecida com a de uma serpente. Essa minúscula célula contém, em
si mesma, a maior potencialidade do Universo, ou seja, os átomos de
criação do Pai.
Quando aproveitados esses pequeninos átomos produzidos pelo
nosso organismo, despertamos o Kundalini.
A Serpente aparece muitas vezes como uma Vara, ou um Cetro.
Dentro de nosso Sistema Seminal temos três canais importantíssimos,
cognominados, pelos Hindus, de: Ida, Pingala e Shushumna. Os
Maçons chamam-nos de Jakin, Boaz e a Vara de Abraham, a Escada
de Jacob; os católicos os denominam como sendo as Duas
Testemunhas, o Fogo de Pentecostes ou Fogo do Espírito Santo.
Rômulo Caixeta 55

Os dois primeiros canais: Ida e Pingala conectam os centros


inferiores generativos do Corpo com o Cérebro. Esses dois canais que
se cruzam, formando o “santo oito”, eram conhecidos na Mitologia
Grega como o Caduceu de Mercúrio.
O mercúrio é o único metal volátil da Natureza e é ele o ele-
mento básico dos antigos Alquimistas.
O Báculo Alado de Hermes é o seu Bastão, o Shushumna, que
se ergue ao centro e termina como pequena bolinha em sua cabeça,
de onde saem duas asas.
O Shushumna, representado por esse bastão, sustentava as
duas Serpentes. A pequena bola na ponta simbolizava a cabeça, o
cérebro.
Os antigos hindus tinham uma lenda concernente a Deus
Kundalini, segundo a qual ela desceu do Céu por uma escada até uma
pequena ilha que se encontrava flutuando no Oceano.
Relacionando esse fato com a Embriologia, que é evidente que
a escada representa o Cordão Umbilical; e a Ilha, o Plexo Solar.
Quando a escada é cortada e é desconectada do Céu, a Deusa foge
aterrorizada e refugia-se numa caverna, no Plexo Sacro, e ali se ocul-
ta totalmente da vista dos homens.
Na Religião Católica e no Cristianismo encontramos a mesma
tradição, quando Pedro recebe as Chaves do Céu e lhe é dito: “eis as
chaves, o que unires estará unido, o que desunires estará desunido”.
A tradição Japonesa fala-nos, também, de Amaterassu, uma
moça de rosto refulgente que deveria ser retirada de sua caverna, pois
enquanto ali permanecesse e resistisse a deixar o local, o mundo esta-
ria em obscuridade.
Kundalini é uma palavra sânscrita que significa força serpenti-
na ou Fogo Enroscado.
Segundo os sábios orientais, essa força pode ser dirigida para
cima, através do Canal Espinhal Central, o Shushumna. Quando o
Kundalini se encontra com o cérebro, abre o centro da consciência
espiritual e da percepção interna, levando o indivíduo à iluminação
espiritual.
Nessa mesma caverna onde se refugiou Kundalini, a Energia
Primordial, escondeu-se, também, Amaterassu. Essa caverna é a
“Igreja de Éfeso”, situada a dois dedos acima do ânus e dois abaixo
do cóccix.
56 Anatomia de Deus

A Divina Serpente do Fogo dorme dentro de sua Igreja, enros-


cada três vezes e meia.
Quando os átomos solares e lunares fazem contato no tribeni,
próximo ao cóccix, acontece aquilo que os Católicos chamam de
Batismo de Fogo ou o Fogo de Pentecostes, despertando a Serpente
Voadora ou a Serpente Emplumada de Quetzalcoalt, isto é: o
Kundalini. Essa é a serpente do fogo que dará todos os poderes ao
Mago. Conforme a serpente prossegue em santo vôo pelo Canal
Medular, coloca em atividade cada uma das sete igrejas que são cita-
das por São Paulo, Apóstolo.
Ao alcançar a Região da Próstata, o Kundalini abre as dezesseis
pétalas da Igreja de Esmirna. Essa Igreja concede ao Mago o poder e
o domínio sobre as águas elementais da vida e a felicidade de criar.
Continuando o seu vôo ascensional chega à região do umbigo,
ou Plexo Solar. O Mago, então, passa a dominar os vulcões, porque o
fogo elemental dos sábios corresponde à Igreja de Pérgamo, situada
nesse Plexo.
O Fogo controla o Baço, o Fígado e o Pâncreas.
Com a ascensão do KUNDALINI até a região do Coração, inicia-
se o despertar da Igreja de Tiátira, com as suas doze pétalas esplen-
dorosas. Essa Igreja confere ao mago o poder sobre o AR. O desen-
volvimento desse centro cardíaco proporciona Inspiração, Intuição,
poderes para sair em astral, profetizar e colocar o corpo em estado de
“JINAS”.
Encontramos, dessa forma, quatro grandes igrejas inferiores, ou
centros magnéticos assim conhecidos: Chacra Fundamental ou
Básico, Prostático, Umbilical e Cardíaco.
Continuando em ascensão este Fogo Serpentino encontrará os
três centros magnéticos superiores, também mencionados no
Apocalipse, com os nomes de: Igreja de Sardis, Filadelphia e, por últi-
mo, a Igreja de Laodicéia.
A subida de KUNDALINI à região da Laringe Criadora dá-nos o
poder de ouvir as vozes dos seres e outros poderes místicos.
Este Chacra é governado pelo AKASHA, o primeiro agente gera-
dor dos quatros TATWAS principais. Sua igreja é a de SARDIS, que dá
o poder do Verbo ao Mago.
Este chacra possui 16 formosas pétalas. Seu completo desen-
volvimento concede a imortalidade do próprio corpo, mesmo durante
Rômulo Caixeta 57

toda a Eternidade.
Quando o Fogo Serpentino chega à altura do entrecenho, abre-
se a Igreja de Filadélfia, o Olho da Sabedoria dos Maçons. Nesse cen-
tro magnético mora o pai que está em secreto.
O Chacra do Entrecenho tem duas pétalas fundamentais de irra-
diações esplendorosas e é o Trono da Mente. Explica-se, assim, a sim-
bologia de o Iniciado entrar na Jerusalém Espiritual montado no
jumento (a sua Mente). Da mesma forma o folclore maçônico diz que
o Iniciado deverá montar no Bode (a mente). Isto significa submeter
suas paixões. O domínio das paixões permite ao iniciado o completo
desabrochar do Chacra de Filadélfia. Nesse caso, o Mago torna-se um
verdadeiro Clarividente que indica, esclarece, aconselha. O pseudo
clarividente impõe, escraviza, amaldiçoa, presta desserviços à huma-
nidade. Pessoas desse tipo existem aos milhares em todo o mundo. O
nosso Brasil, por excelência, está repleto deles, a escravizar os cren-
tes na sua boa fé. Os falos clarividentes necessitam ser desmascara-
dos para o bem da Ciência e da própria Humanidade.
Não deveis seguir aquele médium, aquele mestre, aquele mago.
Deveis seguir o Caminho do Coração, que é o que diz mais alto.
Deveis seguir o Caminho de Cristo, que é o Despertar da
Consciência.
Deveis seguir o caminho intuitivo do amor para com toda huma-
nidade a fim de que possais alcançar a Iluminação.
Assim é que o indivíduo se torna um clarividente. Porém,
enquanto somos aprendizes, não temos o direito de submeter nin-
guém às nossas falsas visões e predições.
Devemos incentivar a todos que descubram o seu próprio cami-
nho e empunhem a sua própria espada, e alcancem a sua própria
redenção.
Aquele que vive contando suas visões a todo o mundo perde a
sua faculdade. Àquele que foi dado o direito de ver, perdê-lo-á e se tor-
nará cego por não ter sabido receber a confiança dos Mentores da
Humanidade.
Por isso, o clarividente cultiva o silêncio, a humildade e a
modéstia.
O Kundalini quando atinge a Glândula Pineal, abre a igreja de
Laodicéia. Essa Flor de Lotus tem mil pétalas resplandescentes.
A Glândula Pineal é influenciada por Netuno e quando essa
58 Anatomia de Deus

Igreja se abre recebemos a Polividência e a Intuição, integralmente.


A Glândula Pineal relaciona-se com as nossas Glândulas
Sexuais. Portanto, quanto maior o grau de potência sexual, maior será
o grau de desenvolvimento da pineal. A potência sexual não significa,
em absoluto, que a pessoa seja fornicária, que jogue fora, torpemen-
te, o seu alimento sagrado, trocando-o por um prato de lentilhas, isto
é: por uns breves momentos de fuga e prazer.
A potência sexual é dada àqueles que são capazes de entrar e
sair do templo feminino nutridos dos átomos celestiais que estão
encerrados no Átomo mais poderoso de todo o Universo, que é o
átomo da criação, o átomo de luz, o átomo da consciência, que se
encontra no Sêmen.
Nutre-se o Iniciado de seu próprio sangue, isto é: de seus pró-
prios esforços para alcançar a Iluminação. Quanto mais ele transmu-
ta a sua energia Crística (a energia sexual), mais potente, mais forte
se faz; e mais perto estará da Iluminação total.
Desta forma, dentro da Septologia, encontramos Sete Dons prin-
cipais: Conselho, Piedade, Coragem, Sabedoria, Temor, Inteligência e
Ciência. De igual forma, observa-se sete Virtudes básicas: Prudência,
Justiça, Força, Fé, Temperança, Caridade e Esperança.
Sete versões fundamentais têm os Salmos. Trata-se de abertu-
ras ritualísticas de muitos trabalhos esotéricos: Salmos – capítulo 142,
o nº 06, o nº 50, o nº 51, o nº 37, o nº 101, e o nº 129.

Decorre ainda da septologia os seguintes dados: os sete peca-


dos capitais: Avareza, Cólera, Orgulho, Luxúria, Inveja, Preguiça e
Gula; os sete sacramentos: Extrema-Unção, Ordem, Penitência,
Eucaristia, Matrimônio, Confirmação ou Crisma e o Batismo; Os sete
anjos: Gabriel, Raphael, Uriel, Michael, Samael, Zachariel e Orifiel; Os
sete planetas: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno.
Capítulo 8

O Elo Perdido

Parte I
A Memória Antropológica

V
amos rememorar alguns fatos históricos inerentes ao ser
humano.
Em meados do século 19, um grande naturalista, cientis-
ta e antropólogo chamado Charles Darwin começou a visitar todas as
regiões do mundo. Estudava a vegetação, os seres humanos, a for-
mação dos animais colecionando, graças ao seu esforço e persistên-
cia, dados importantíssimos sobre a história do homem, como, até
então, ninguém havia conseguido. Dentre as várias regiões do mundo
por ele visitados encontram-se:
As longínquas regiões do Pacífico, Sibéria, Europa e Austrália.
Esteve no Brasil, em toda a América após o que retornou à Europa e
escreveu um livro intitulado A origem das espécies pelo caminho da
seleção natural.
Graças a esses dados colhidos por Charles Darwin estabeleceu-
se, intelectualmente, que os vegetais e todos os animais evoluíam e
se aperfeiçoavam. Até mesmo o próprio ser humano (o mais perfeito
desse Planeta), tinha como seu ascendente o símio.
De todos os animais, dizia, somente o homem é ereto, isto é:
possui a coluna vertebral dirigida para os céus.
Afirmava que um determinado tipo de orangotango, em virtude
da sua evolução física, num belo dia conseguiu andar sobre as duas
pernas; e achou isso bom, uma vez que poderia avistar melhor o ini-
migo. Outra era a sua visão em comparação com a que normalmente
60 Anatomia de Deus

tinha ao andar de quatro. A partir de então, dizia ele, o homem nunca


mais andou de quatro. Sua teoria revolucionou de tal forma o mundo,
que até hoje preocupa os cientistas, antropólogos, arqueólogos, histo-
riadores e até mesmo os religiosos.
Na verdade, todos nos preocupamos em conhecer a nossa ori-
gem, rasgar esse espesso véu que oculta a história do Homem e
podermos apalpar, ao vivo, in locum, a VERDADE-VERDADEIRA.

Parte II
A verdade insofismável

Aquilo que é inconteste, mesmo porque a teoria de Darwin é


fugaz, frágil, e pode ser facilmente contestada por qualquer um de nós,
leigos, interessados no assunto. Entretanto, essa Teoria serviu para que
os homens pudessem raciocinar a respeito de sua Origem, e que os
religiosos medissem melhor as suas palavras e pesquisassem com
mais denodo a sua própria Religião. Em vista da Teoria da evolução dos
seres, nasceu a inquietação na juventude, de uma forma geral.
Professores que a ensinavam eram demitidos das escolas. Porém, a
juventude não costuma aceitar o jugo das tradições, da fé cega, mesmo
porque a Humanidade estava se aproximando, rapidamente, de uma
era de revoluções, de grandes transformações: A Era de Aquário.
Esses jovens mais avançados, mais sensibilizados pela pesquisa,
foram a campo, viajaram aos países longínquos em busca da Verdade.
Começaram as pesquisas arqueológicas por todo o mundo, cole-
tando-se formações ósseas, corpos humanos, escavando cemitérios de
seres que viveram milhares de anos antes de nós. Darwin acreditava
que a evolução do macaco tivera seu início dez mil anos para cá.
Esqueletos foram descobertos na Europa, cuja formação óssea
muito larga, crânios e maxilares grotescos, pareciam derivar de algum
tipo de macaco. E chamou a esses seres de Homo Sapiens, devido à
sua postura ereta e à sua inteligência superior a dos outros animais.
Entretanto, a descoberta mais importante, que nos aproximaria do Elo
Perdido, aquele esqueleto que daria a ligação entre o homem-macaco
e nós, está para ser encontrado. Este Elo Perdido é a grande incógnita.
Um cientista chinês encontrou um esqueleto que datava de
Rômulo Caixeta 61

dezoito mil anos atrás, na China, e deu a esse personagem o nome de


Homem de Pequim.
Segundo consta nos relatórios dos cientistas chineses, antes da
guerra mundial, o Homem de Pequim era o que mais se aproximava
do tipo humano atual. Ele poderia ser considerado o Elo Perdido. Até
hoje, o Homem de Pequim marcou sua história na Arqueologia
Humana, no estudo de nossa Antropologia.
Porém, há uma falha muito grave na história.
Durante a guerra mundial, sentindo que o Japão poderia tomar
a China e aquele tesouro arquelógico ser roubado, cientistas america-
nos rumaram para lá, encaixotaram-no e mandaram para Nova York.
Porém, hoje nada se sabe a respeito desse importante achado. Teria o
avião caído no mar? Teria sido bombardeado? O que se sabe é que não
chegou a Nova Iorque. Do Homem de Pequim restou apenas o relato
dos cientistas. Apesar de tudo, mais do que em qualquer época de sua
história, o homem procura o Elo Perdido. Segundo as tradições de
todas as civilizações que nos antecederam, esse elo acha-se disfarça-
do em uma série de simbolismos, senão vejamos: É bem conhecida de
todos a história da Arca de Noé. Muito se tem feito para encontrar seus
vestígios, através dos quais poderiam ser estabelecidos importantes
vínculos históricos sobre a provável extinção do continente Atlante.
Procura-se uma arca de mais de quinhentos metros de compri-
mento. Seria a maior nave do mundo até hoje construída. Entretanto,
caberia tantos animais, alimentação e água doce para todos eles?
Todavia, buscam tal Arco no Monte Ararat, no Himalaia e nas Américas.
Buscam também a Arca da Aliança de Moisés que, segundo a
tradição bíblica, possuía grandes segredos, e um deles era fabricar ali-
mentos para o seu povo. Levando-se em conta a descrição dos cien-
tistas atuais, deveria ser um aparato bélico ou um dispositivo eletrôni-
co dos mais sofisticados, inclusive com poderosíssimos raios laser
para conseguir os efeitos que esta arca fez durante a passagem do
povo judaico pelo deserto.
Procura-se o Tosão de Ouro da Mitologia Grega que dá o poder
de curar todos os males humanos àquele que o possui.
Procura-se o Fogo que Prometeu roubou dos Deuses e trouxe ao
homem da Terra.
Procura-se, segundo a tradição maçônica, a Palavra Perdida,
que os inimigos de Hiram Abbif queriam tomá-la de qualquer forma
62 Anatomia de Deus

de seu Mestre e, não obtendo êxito, assassinaram-no. Porém, a pala-


vra sagrada morreu com ele. Essa palavra é de suma importância,
pois tem o poder de transformar os seres humanos.
Procura-se a Pedra Filosofal dos Antigos Alquimistas, a qual tem
o poder de transformar o Chumbo em Ouro.
Procura-se o El Dorado dos antigos astecas, cidade feita de
ouro, lá onde se vive eternamente, em felicidade.
Procura-se a Fonte da Eterna Juventude, mencionada em can-
tos e lendas dos povos da Antiguidade.
Procura-se a Porta do Paraíso pela qual o Homem foi expulso.
Todos estamos em luta interna, espiritual, para podermos desven-
dar o grande mistério, a grande incógnita que faz parte de nosso viver.
Quantas vezes perguntamos a nós mesmos sobre o que estamos fazendo
aqui e não conseguimos resposta? Não obstante, queremo-la, exigimo-la.
Já se foi o tempo em que a fé era cega. Devemos agora utilizar
os poderes da fé, aliados aos poderes da sabedoria.
Chegou o momento de fazermos a Pistis Sophia para podermos
atingir a realização total. Quando o homem surgiu, há alguns milhões de
anos em nosso planeta, foi criado à imagem e semelhança de nosso Pai
Criador. Essa era a humanidade que constituiu o Corpo Adâmico. Essa
raça era, de fato, o espelho da grandeza de nosso Pai Criador. O Homem
era Deus feito Homem. Ele vivia no paraíso, num estado de perene feli-
cidade, “El Dorado dos Astecas e todos os Paraísos citados pelas religiões.
Numa certa ocasião, o homem sentiu-se só e triste e eis que o
seu Pai Criador fê-lo adormecer. Ao entrar em estado de adormeci-
mento Deus tirou uma costela desse ser andrógino, e fez a Mulher. A
partir de então, a mulher foi companheira e será a companheira do
Homem, constituindo o seu complemento em tudo e por tudo.
Entretanto, e a mulher perdera seu estado de graça, nesse paraíso.
Segundo a tradição gnóstica, tal fato se deu no antigo continente
Lemuriano, localizado onde hoje situa-se o Oceano Pacífico. O homem
de então era andrógino, era macho e fêmea.
Mais adiante, o sábio Nicodemos Lhe perguntava?
“Senhor, eu quero conhecer o caminho de volta aos céus”. E
Jesus lhe respondeu: “A porta é estreita e difícil; muitos tentarão entrar,
mas não o conseguirão. Outros poderão entrar, mas não saberão entrar”.
Novamente Ele fala na pedra fundamental de todas as Religiões
do mundo. Outra vez Ele entrega o segredo do rejuvenescimento, a
Rômulo Caixeta 63

Panacéia dos futuros Alquimistas.


Tendo os cristãos assimilado toda a Doutrina do Esoterismo
Crístico, a doutrina da regeneração do ser humano, passaram a trans-
miti-la de geração em geração, por meio da palavra falada e escrita,
da simbologia e até da Arquitetura.
Assim, aqueles sábios gnósticos primitivos começaram a erguer
seus templos na Europa, como se quisessem ditar, novamente, por
meio de sua Arquitetura, os ensinamentos dados por todos os
Hierofantes da Humanidade. Servindo-se da Ciência, da Arte, da
Filosofia e da Religião eles estariam contribuindo para entregar o ver-
dadeiro ensinamento que haveria de arrebatar o Homem-animal e
entregá-lo ao seu Pai Criador, na sua Auto-Realização Íntima.
Mostraram, pela forma de suas igrejas o grande mistério, o Elo
Perdido, a Palavra Sagrada que se perdeu na Noite dos Séculos, a
Arca da Aliança, a Arca de Noé, o Eldorado dos Astecas que foi igual-
mente transmitido por meio de seus templos e de sua arquitetura.
Permitam-me citar, como exemplo, a formosa igreja de Santo
Antônio do Embaré, em Santos.
Ela é a imitação de todas as igrejas construídas segundo a tra-
dição esotérica. A sua porta de entrada é abobadada e muito bem
feita. Tem duas lindas torres onde se localizam os sinos.
Em primeiro plano nos defrontamos com um dos grandes misté-
rios da união entre o homem e a mulher. Nas torres estão encerrados
os mistérios do sexo, do matrimônio perfeito. O amor verdadeiro e puro
entre dois seres consubstancializa-se na união da força positiva (no
homem) e da negativa (na mulher) e dá poder a ambos, não somente
de gerar outro ser, mas de criar estados de iluminação para si, utili-
zando castamente os fogos solares encerrados na energia sexual.
Porém a sua substância corporal era maleável, era uma espécie
gelatinosa e ele necessitava de uma substância mais forte para poder
resistir à natureza do planeta, naquela época.
O Homem deixou de ser macho e fêmea, dividiu-se em dois
sexos, para poder consubstanciar em mais matéria o seu corpo, para
poder ter mais forma; daí originou-se a mulher. Sobre esse fato diz a
Bíblia: “O que Deus uniu o homem não vai separar. É impossível iso-
lar o Homem e a Mulher, pois nem um dos dois seria feliz isolada-
mente. A vida seria impossível sem a presença desses dois seres”.
A tradição cristã é rica em simbologia para dar à mulher o seu
64 Anatomia de Deus

verdadeiro valor na realização do homem e sua própria realização.


Relembremos aquela passagem em que Jesus, à beira do poço,
pedia a uma Samaritana: “Mulher dá-me de beber”. E ela respondeu-
lhe: “Mas, eu sendo Samaritana, e você Nazareno, ainda fala comigo?
Não tenho nada com você”. Naquela ocasião os samaritanos e os
nazarenos não se falavam. Jesus, então, disse-lhe:
“Mulher, se soubesses quem é que vos fala e vos diz dá-me de
beber, rogar-me-eis que vos desse do manancial de doce Ambrósia e
jamais teríeis sede”.
Apesar dessas palavras ela falou assim: “Senhor, então dá-me
de beber, porque suas palavras revelam-me que sois o Salvador”; e Ele
falou:
“Ide e busqueis o teu marido”.
Ela acanhadamente respondeu: “Eu não o tenho, Senhor”.
E ele contestou: “Bem o dissestes, porque já tivestes cinco”.
Ela então começou a chorar.
Então Jesus lhe disse: “Ide e não pequeis mais”.
Ali ele desvendou o mistério da eterna juventude, o segredo da
Arca da Aliança. Naquele instante ele mostrou a solução de todos os
problemas da humanidade, porque instituía o Matrimônio Perfeito e
entregava à humanidade “O Fogo de Prometeu”, destinado à regene-
ração dos seres humanos.
O fogo que Prometeu roubou dos Céus é o fogo da regeneração
que Jesus, o Cristo, trouxe para a Humanidade. Assim, isto nos lem-
bra de que o instrumento de criação é o falo. A religião cristã é fálica.
A porta da igreja, estreita e cheia de perigos, por dentro e por fora,
simboliza a porta pela qual saímos do ventre materno. Alegoriza a
porta de acesso ao órgão gerador da mulher. Por essa porta devemos
entrar para alcançarmos o mais lindo momento que o homem pode
obter na vida, que é a sua auto-realização íntima.
Os sinos postados nas torres têm a função de chamar os cris-
tãos. Eles foram inspirados, exatamente, nesse ato de amor entre o
homem e a mulher que a muitos parecerá algo sujo, ou repugnante,
torna-se para o casal que o pratica em castidade absoluta, o momen-
to mais sagrado de suas vidas.
Eis aí a porta de entrada do paraíso. Essa é a porta que o homem
deve bater para reconquistar os seus direitos perante o seu Pai Criador.
Esse é o caminho de volta do Filho Pródigo rumo à Casa de seu Pai.
Rômulo Caixeta 65

Esta é a Arca da Aliança que tem poder de amainar a fome dos


peregrinos no caminho pelo deserto. Esta é a Arca de Noé (Noen-Rá
imperador da Atlântida), onde ele colocou todos os segredos da huma-
nidade, já que neste momento o Homem e a Mulher estão fabricando
Luz para si mesmos.
Ao entrarmos no Templo, na nave, vamos encontrá-la em forma
de cruz. Disse Jesus: “Toma tua cruz e segue-me”. A cruz do cami-
nhante é o cruzamento do homem e da mulher. A cruz da nave da
igreja simboliza o corpo humano. O Altar onde se realiza o Santo
Sacrifício da Eucaristia representa o Cérebro do homem. Seus braços
estão alegorizados pelas duas curvas laterais que toda igreja tem.
No Templo que escolhemos para exemplo, a Igreja do Embaré,
encontramos seis pequenas entradas em cada lado, em forma de
“arcos”. Elas representam os lóbulos do nosso cérebro ou as doze por-
tas de entrada da Jerusalém Espiritual, os dozes signos do Zodíaco ou,
ainda, os doze apóstolos do Cristo.
O púlpito dentro da nave representa o coração no corpo huma-
no. Quando o sacerdote sobe ao púlpito para falar aos seus fiéis, sig-
nifica que ele desce do cérebro e vai ao coração, para poder alcançar
o coração dos homens, porque é no coração onde se gestam os sen-
tidos que podem elevá-lo até o altar.
No altar é onde se realiza o santo sacrifício da Eucaristia, isto é:
a transformação do Pão e do Vinho no Corpo e no Sangue de Nosso
Senhor Jesus, o Cristo, da mesma forma que os Alquimistas Antigos
transformavam o chumbo em ouro. Com essas palavras queremos dizer
que esse santo sacramento simboliza a transmutação da energia sexual
em átomos de luz. Esses átomos saem de nossa energia criadora e
sobem até o cérebro para iluminá-la e formar o Corpo de Cristo em nós.
Os corpos superiores de nosso Real Ser são tecidos por meio da trans-
mutação dos átomos da criação. Esses átomos compõem a nossa ener-
gia sexual. Eis a razão de todas as religiões pregarem a Castidade.
E essa castidade deve abranger pensamentos, palavras e obras,
a fim de que, não percamos um átomo sequer de nossa energia cria-
dora. Os átomos de luz dessa força criadora engedrarão os corpos exis-
tenciais de nosso Real Ser. Através dele despertará o Kundalini e a
nossa consciência. Finalmente, seremos batizados pelo fogo de
Pentecostes, no Batismo do Espírito Santo. Encerra-se, aqui, a busca
intelectual pelo Elo Perdido. Referindo-se a esse particular advertiu-
66 Anatomia de Deus

nos o Cristo: “Não busqueis fora o Reino dos Céus, porque ele está no
interior, dentro de cada um de vós”.
Os cientistas de todo mundo, preocupados com a ameaça da
humanidade vir a sucumbir pela fome, colocam toda a ciência a ser-
viço do selecionamento de melhores rebanhos, escolhem e preparam
as melhores sementes animais, a fim de que, caprinos, suínos, bovi-
nos e equinos nasçam mais fortes e bonitos.
Se eles pesquisam e procuram conhecer integralmente a gêne-
sis dos outros animais, visando um melhor depuramento dessas for-
mas inferiores de vida, por que também não se esforçam para melho-
rar a sua própria espécie?
A explicação para tudo isso é muito simples: no sêmen está
encerrado todo o poder do Elo Perdido. Apesar disso, o homem está
mais interessado no aperfeiçoamento dos animais irracionais do que
de si próprio. O homem crê somente que a cada dia ele se evolui,
esquecendo-se que muitas vezes estamos dando terríveis passos para
a nossa involução, seja física, psíquica ou espiritual.

Parte III
A degeneração da espécie

É um fato já provado no meio ambiental.


A Bíblia, através de seus preceitos adverte ao homem para que
ele jamais pratique o incesto, já que se trata do maior crime contra a
humanidade. Com esse ensinamento ela quer dizer-nos que a dege-
neração da espécie seria muito rápida se tal acontecesse.
O incesto é evitado até mesmo entre os insetos. É muito difícil
existir com os outros animais, e quando ocorre, é um desastre.
Porém, tal fato com a humanidade, redunda na consequente dege-
neração sexual.
Sodoma e Gomorra é um exemplo disso.
A tradição bíblica e de todas as religiões não se cansam de dizer
que as civilizações desaparecem pela degeneração sexual. O maior
pecado que o homem pode cometer no mundo é através do Sexo, por-
que no Sexo estão encerrados os maiores mistérios da humanidade.
Rômulo Caixeta 67

Se pelo Sexo podemos cometer o maior pecado, pelo Sexo tam-


bém podemos nos santificar e nos regenerar totalmente.
No sexo está o Elo Perdido. Por meio da Regeneração Sexual,
ensinada simbolicamente por todas as religiões do mundo, está o ter-
rível segredo. Se todos os cientistas estudassem a Castidade Científica,
e verificassem a sua incomensurável grandeza, esta já seria matéria
obrigatória em todas as escolas. Combater-se-ia, eficazmente, práticas
abusivas, taras, aberrações sexuais.
Deixariam de nascer monstros físicos, psicológicos, e de grande
maldade interior. Estaríamos, dessa forma, contribuindo para melhorar
a nossa humanidade, dando um passo firme e verdadeiro em busca da
Felicidade Total, ou seja, a reintegração do Homem ao Paraíso. Esse
Paraíso, meu caro leitor, está em seu Interior, dentro de si mesmo.
Somos o Templo de Deus. Dentro de nós mora o Cristo.
Porém temos de encarná-lo pelos nossos atos, pensamentos e
palavras. Temos de o sentir e irradiar a sua luz a todas as criaturas.
Temos de nos transformar em Cristo, imitá-lo, sê-lo em tudo e por
tudo, transubstanciando, constantemente, o pão (nossa energia cria-
dora) e o vinho do nosso amor em corpo e sangue do Cristo.
Aí está o Elo Perdido. Busca-se este Elo no mais nobre ideal do
Homem, na mais bela criação de Deus, que é a Mulher.
Por meio da Mulher, o Homem reconquista a sua oportunidade de
reintegrar-se aos Céus.
Por via desta costela que tinha sido tirada do homem, temos a
chave para abrir todas as portas da eternidade, bem como, a arma fatal
para a derrubada dos nossos defeitos, do Guardião que está à frente do
Portal do Paraíso e não tem permitido que alcancemos a Felicidade Total.
O microcosmo do Homem à imagem do pentagrama
Capítulo 9

A oração do Pai Nosso e o Santo Dez

O
Divino Rabi da Galiléia deixou-nos uma oração belíssima:
o Pai-Nosso. Noticia-se nos meios esotéricos de todas as
religiões do mundo que esta é a oração mais poderosa de
todas quantas se conhecem.
Relembremos a magia do poder do Verbo Criador. Utilizemos, a
seguir, a força de nossa imaginação para criarmos substâncias reais em
nosso próprio organismo.
A Invocação de uma Oração aliada ao poder da Fé, da Sabedoria,
e do poder criador da imaginação concede ao exorcista, ao crente, ao
Mago, e até à mais humilde criatura da Terra o poder de criar, de conec-
tar pontos importantíssimos de nosso corpo, colocando-o em harmonia
com o grande organismo universal em que estão todas as coisas da Terra.
O Pai-Nosso tem o sacro poder de conectar o homem físico com
o homem divino, solar, universal, o Homem Macrocósmico que espe-
lha toda a grandeza de Deus.
O Pai-Nosso invoca dez importantíssimos centros de irradiação,
pontos de conexão de nosso corpo que nos conferem poderes e virtu-
des; graças e proteção. Tais pontos foram conhecidos no Gênesis com
a Árvore da Vida. Foram igualmente conhecidos na tradição judaica,
na cristã, na maçônica, na hindu, asteca, japonesa, chinesa, e de
outras grandes civilizações que atingiram a sabedoria universal.
Esses dez pontos sagrados eram as dez salas principais do gran-
de Castelo de Camelot, sabiamente governado pelo Rei Arthur, ou
seja, Hiram Abbf, Cristo, Krishna, Quezalcoaltl, não importa o nome
que tiver. Esse Rei conseguiu adornar todas as suas virtudes, surgin-
do como uma criança humilde, porém nobre de coração e revestida
dos mais grandiosos sinais de um Iniciado.
70 Anatomia de Deus

Foi esse Arthur-Menino que, apesar dos riscos da turba, aproxi-


mou-se da grande Bigorna onde estava encravada a Espada e dali reti-
rou-a. Esse feito não o conseguiram os principais Cavaleiros do Reino.
A Bigorna é o lugar onde são forjados os Deuses.
A forja acesa de Vulcano tem como símbolo a bigorna, que é dada
somente aos fortes e nobres de coração. Esta bigorna era o segredo para se
alcançar o domínio do Reino Interno. Tratava-se de um enigma a ser des-
vendado por uma nação inteira. Ela era a Arca da Aliança de Moisés; a Arca
de Noé, o antigo e último imperador da Atlântida, citada nas Sagradas
Escrituras com o nome de Noé, porém, chamava-se mesmo, Noen-Rá. Ela
é a própria Pedra Filosofal do Alquimista. O seu segredo somente era reve-
lado àqueles que conseguissem revestir-se de pureza, humildade, bonda-
de, fé, perseverança, compreensão e todos os requisitos indispensáveis ao
Iniciado para se defender de todas as maldades e dos perigos do Caminho.
E a? O que Espada significa, senão o poder, o fogo Kundalini que é
dado ao Homem?
A Espada do Poder, a Espada de Fogo que há de fazer justiça,
decepando os inimigos do Grande Pai Celestial, representa a Vontade,
o símbolo da Regeneração do Homem contra os seus próprios defei-
tos. Foi isto que levou o jovem Arthur a ser “rei de seu próprio corpo”,
o “Castelo de Camelot”.
Arthur tinha seus amigos, tinha seu Mestre Instrutor, Merlim.
Tinha ainda os seus Doze Cavaleiros da Távola Redonda, (o cérebro, a
cabeça), onde todos se postavam, cada um com sua virtude, para guar-
dar o Reino do Pai Celestial.
Assim, o Pai-Nosso conecta-nos com a Grande Divindade, o
Grande Deus Universal, porque ele tem o poder de invocar, de mexer
com esses Centros do Castelo de Camelot, os Centros de Virtudes e de
Hierarquia Cósmica Universal.
O primeiro Centro que se coloca no cetro de nossa cabeça é o
Reino Kether, que recebeu o nome cabalístico de Hajot Há Kadosh e,
em sua significação cristã, representa os Serafins cujo atributo simbo-
liza a Coroa Suprema, ao passo que o Corpo Celestial representa o
Divino Pai Universal.
O segundo Centro, Chokmah, tem o nome cabalístico de Ophanim
e representa os Querubins dos Cristãos. Tem como atributo a Sabedoria
e representa o Filho, localizando-se na parte occipital do nosso crânio.
O outro Centro é Binah e recebeu o nome cabalístico Aralim, que
Rômulo Caixeta 71

corresponde ao nome cristão Tronos. Confere a Inteligência. Seu corpo


representa o Divino Espírito Santo.
O outro Sefirote é Chesed cujo nome cabalístico é Hasmalin,
também chamado no Cristianismo de Dominações. Confere ao Homem
o dote do Amor e corresponde ao Corpo do Íntimo.
O outro Serifote é Geburah, cujo nome cabalístico é Serafim,
correspondente ao nome cristão de Potestades. Confere ao Homem a
Justiça e representa a Alma Divina.
O outro Sefirote é Tipheret, que recebe o nome cabalístico de
Malachim, e o nome cristão de Virtudes. Seu atributo é a Beleza, cujo
corpo representa a Alma Humana.
O outro Sefirote é Netsah, cujo nome cabalístico é Elohim, e o
correspondente nome cristão é Principados. Confere-nos a Vitória. Seu
veículo de manifestação é o Corpo Mental.
O outro é Hod, cujo nome cabalístico é Beni-Elohim, e o cristão é
Arcanjos. Confere-nos o esplendor e seu corpo corresponde ao Corpo Astral.
O outro corpo é Jesod e corresponde aos Querubins, cujo nome
cristão é Anjos. Atribui ao Iniciado o Fundamento, cujo corpo, corres-
ponde ao Corpo Vital.
O último é Malchut, cujo nome cabalístico é Ischim. Seus cor-
respondentes nomes cristãos são: Iniciados ou Batizados. Seu atribu-
to é o Reino e seu corpo representa o Corpo Físico. Conforme pude-
mos observar, o Castelo de Camelot do Rei Arthur também é uma
sábia analogia do próprio corpo humano, da Anatomia Divina.
O Castelo de Camelot do Rei Arthur e toda a Lenda que o envol-
ve, juntamente com os Seus Cavaleiros da Távola Redonda, vem a ser
a iniciação pela qual terá que passar todo aquele que deseja chegar a
ver o Reino da Luz.
A Bigorna com a Espada presa dentro dela representa o Enigma,
da mesma forma que a Arca da Aliança, a Pedra Filosofal, a Pedra
Bruta, a Pedra Angular da Construção do Templo, a Grande Esfinge
que antecede e protege a Pirâmide. Todas essas analogias represen-
tam o Homem Imortal, o Homem Auto-Realizado.
A Esfinge nos recomenda: “Decifra-me ou te devoro”.
A não Iniciação, a não passagem do Homem do reino animal
para o reino angelical, representa a não decifração da esfinge que pro-
tege a Pirâmide; o não conseguir retirar a espada da bigorna para ini-
ciar o seu trabalho.
72 Anatomia de Deus

O não deslumbramento da Pedra Filosofal que é capaz de trans-


formar o Chumbo em Ouro; o não tomar a Eucaristia que é o mesmo
que Transformar o Pão e o Vinho no Corpo e no Sangue de Cristo; a não
compreensão das Bodas de Canaã. Finalmente, a não iniciação quer
dizer: ficar perdido, cego, coxo, perante a Grande Realidade Cósmica.
Assim como o pequeno Rei Arthur retirou a Espada da Bigorna,
deveremos fazer o mesmo trabalho e iniciarmos a conquista de Camelot.
A conquista da Jerusalém Celestial significa a expulsão dos
Mercadores do Templo, através do Látego da Nossa Vontade, de nossa
crença em Deus. Quando nos despojarmos de tudo o que infesta de
imundícies o templo Divino de nosso Pai criador (o nosso próprio corpo)
podemos falar em mente equilibrada, limpa, podemos afirmar que ini-
ciamos, de fato, a nossa marcha em busca da Auto Realização Íntima.
Capítulo 10

A lenda de Sansão

R
elata-nos a Bíblia, em Juízes-Caps: 13, 14, 15 e 16, a
Vida, Nascimento e Morte de Sansão.
Sansão, a exemplo de todos os grandes Mestres e
Hierofantes da Humanidade, é nascido de uma virgem, isto é: de uma
mulher que não podia mais conceber. Então, por obra divina, apare-
ceu-lhe um Anjo, anunciando à esposa de Manuá, de linhagem de
Dan, nascido em Zorah, o seguinte:
Eis que és estéril e nunca tivestes filho. Porém, conceberás e darás à luz
um filho.
Agora, pois, guarda-te, não bebas vinho, bebidas fortes, nem comas coisa
imunda, porque eis que tu conceberás e darás à luz um filho em cuja cabeça
não passará navalha, porquanto o menino será Nariseu, consagrado a Deus
desde o ventre de sua mãe e ele começará a livrar Israel do poder dos Filisteus.
Conforme o Anjo tinha relatado àquela mulher, aconteceu que
de fato ela concebeu um filho.
Inicia-se, assim, a vida mística de Sansão.
Nasce de uma virgem ou de uma viúva, ou de uma mulher esté-
ril, por obra e graça do Espírito Santo.
Nasce de Verdade, porque a Verdade é Virgem, é a imaculada
Concepção. Assim, ele nasce, porque a Verdade é o Véu de Ísis, a
“quem nenhum mortal jamais levantou”, posto que, é tão maravilho-
sa essa verdade que não pode ser misturada com as coisas embria-
gantes do mundo material.
A mão que gestou o filho e não poderia beber bebidas fortes,
nem comer coisa imunda, apartou-se das iniqüidades da vida para dar
a luz ao filho, o qual jamais teria a navalha passada por sua cabeça.
Segundo a tradição esotérica, não passar a navalha pela cabeça
74 Anatomia de Deus

é o mesmo que se manter em Castidade Científica, pura e verda-


deira. Assim, pois, quando nasceu Sansão, a exemplo de outros judeus,
foi circuncidado, sinal de união do homem com Deus.
A Circuncisão é um ato científico realizado no sétimo dia do nas-
cimento da criança. É cortado o prepúcio de seu pênis. Isto significa
uma preparação física da criança para o ato mais nobre da criação. O
órgão genital masculino é preparado para penetrar na igreja feminina.
Este é o grande mistério da união de Deus com o Homem, por-
que, através da magia sexual, consegue a sua libertação total.
Tendo Sansão crescido em graça e poder, e adquirido uma força
estupenda, eis que em seu caminho apareceu um leão. Sansão matou
o animal e retalhou-o como se estivesse rasgando a um cabrito, sem
nada ter em suas mãos.
Segundo uma regra alquímica o rei é engolido pelo Leão, porém o
rei come o seu próprio filho. Noutras palavras, ao matar o leão, rasgan-
do-o de fora a fora, Sansão recebeu a sua primeira Iniciação nos mun-
dos superiores da Mente. Vencendo o Leão, ele transcendeu a Lei e ficou
mais poderoso com ela. Dessa Iniciação, do ventre do leão ele retirou um
enxame de abelhas com mel, tomou os favos em suas mãos, andou e
dele comeu. Chegando ao seu pai e sua mãe deu-lhes também para
comer. Isto significa extrair da sua Iniciação o Néctar da Verdade, da
Espiritualidade. Mais adiante, Sansão inicia o trabalho de libertação do
povo Israelita contra os filisteus e eis que numa só noite ele fere mil
homens com a queixada de um jumento. Essa rude arma alegoriza o
domínio sobre a mente, ao passo que os mil homens feridos e mortos,
representam a desintegração dos “Eus Psicológicos”, ou entidades tene-
brosas que escravizam o Reino de Deus, que é o próprio corpo humano.
Entretanto, a vida de Sansão é cercada ainda de perigos e mais
perigos. Ele foi traído por uma mulher que se chamava Dalila, a qual
tentava, de todas as maneiras, saber os seus segredos, até que, uma
noite Sansão disse-lhe que o seu segredo residia nas sete tranças de
seu cabelo, que não poderiam ser cortadas.
Essas sete tranças são os sete Chacras que trazemos em nosso
corpo humano. São elas as sete Igrejas já citadas anteriormente.
Sansão adormeceu no colo de Dalila, ou seja, esqueceu os
Mandamentos de Deus. Enquanto dormia, Dalila, cortou-lhe as tran-
ças e Sansão foi dominado pelos Filisteus, isto é: caiu sob o jugo de
suas paixões. A seguir, ficou cego, perdeu todos os seus poderes.
Rômulo Caixeta 75

Escravo e prisioneiro dos Filisteus, foi atado com correntes de


bronze e rodava o moinho no cárcere.
As cadeias de bronze representam a queda do homem, o retor-
no ao metal vil, ao metal menos nobre.
Ele virara o moinho, ou seja, retornava ao mundo material, ao
Ciclo de Encarnações e encarnações a que todos nós estamos ligados.
Noutros termos, ele ficou escravizado pela Roda de Sansara dos anti-
gos hindustânicos.
Um dia Sansão é levado para o templo dos Filisteus onde havia
mais de 3 mil deles. Para lá foi conduzido a fim de diverti-los.
Entretanto, ficara colocado exatamente entre as Colunas do Templo.
A história de Sansão lembra-nos a grandiosa obra que todos
podemos igualmente realizar dentro de nós mesmos, no mais perfeito
laboratório que é o Templo Vivo de Deus, o nosso próprio corpo.
Representação egípsia com o deus da terra, do ar e da abóbata celeste
Capítulo 11

A dozeologia

Parte I
O estudo do número doze

A
o estudarmos o número Doze e sua influência no Corpo
Humano, como parte integrante da Anatomia de Deus,
não poderíamos deixar de citar a influência do Zodíaco
nas funções, mental, psicológica e espiritual do Homem.
Assim como o Sol e a Lua exercem uma influência direta sobre
a agricultura, mares, rios, precipitações pluviométricas, etc., não pode-
mos esquecer que também os outros astros têm influências sobre o
próprio homem.
Indubitavelmente, nos genes encontram-se os valores de toda
uma raça, muito embora cada ser tenha a sua própria individualidade.
Cada Ser nasce em determinados signos, recebendo dele
influências físicas, características próprias, que tanto favorece às vir-
tudes, como aos vícios.
O ano foi dividido em doze partes, doze signos, doze meses. O
Macrocosmo também está presente no Microcosmo homem.
Áries é considerado o primeiro signo do Zodíaco e governa a cabe-
ça. No aspecto interno do homem exerce sua influência diretamente
sobre o Encéfalo, seus Centros Nervosos. No aspecto físico governa os
ossos cranianos e faciais.
O Signo de Touro está configurado na Garganta. Na parte inter-
na exerce influência sobre a Faringe, a Laringe e o Cerebelo. No
aspecto físico, governa a Coluna Vertebral, parte cervical.
O Signo de Gêmeos está representado pelos braços. Internamente
78 Anatomia de Deus

governa os Pulmões, a Pleura, os Nervos Respiratórios. Na parte estru-


tura, governa a Omoplata, a Clavícula e o Úmero.
O Signo de Câncer é radicado onde se localiza o Hipogástrico,
Estômago e Pâncreas. Na parte externa, governa o Esterno, as
Costelas e os Intercostais.
O Signo de Leão governa as costas e os antebraços.
Internamente está representado no coração, no sangue e fígado.
Externamente governa o tórax, a coluna vertebral e o radium.
O Signo de Virgem está representado na região ventral, umbigo
e mãos. Governa o intestino delgado, o plexo solar, o peritônio, e
ainda, o carpo e o metacarpo ósseos.
O Signo de Libra governa os quadris, rins e coluna vertebral,
região lombar.
O Signo de Escorpião governa os órgãos sexuais, o períneo, o
ânus, a bexiga e os intestinos. Na estrutura óssea governa o Sacro-
Coccígeo e a pélvis.
O Signo de Sagitário tem influência direta sobre os músculos;
governa as artérias femurais, veias em geral, o nervo ciático. Na estru-
tura governa o fêmur.
O Signo de Capricórnio governa os joelhos. Na parte interna
governa os ossos Apogéticos e os tecidos cartilaginosos. Na estrutura,
governa a rótula e as articulações do joelho.
O Signo de Aquário governa a barriga da perna, as articulações
Talo-Calcâneas. No aspecto interno dirige o aparato hemopogético,
tutano e baço. Governa os ossos da perna. Tíbia e Perôneo.
O Signo de Peixes governa os pés e dedos. Na parte interna, o
aparato Linfo-Pogético e o Sistema Gandular Linfático. Na estrutura
óssea governa o tarso e o metatarso ósseo.
Estão, portanto, configurados dentro do próprio corpo humano,
as influências do Zodíaco que, de uma forma geral, influenciam o
microcosmo homem.
O número doze não é encontrado apenas como referência zodia-
cal. Precisamos lembrar os Doze Discípulos de Cristo, onde o Cristo repre-
sentava o próprio Sol. No corpo humano temos doze pares de nervos:
óptico, motor, ocular comum, patético ou troclear, o trigêmeo, abdutor,
facial, auditivo, glosso-faríngeo, pneumo-gástrico, espinhal, hipoglosso.
No corpo humano ainda temos as Doze Portas de Jerusalém,
que são: Dois olhos, dois ouvidos, duas narinas, uma boca, duas
Rômulo Caixeta 79

mamas, um umbigo, os órgãos genitais e o ânus.


Estas são as dozes partes, doze entradas, doze portas do corpo
humano.
Existem, ainda, as doze abóbodas que compõem o cérebro, as
doze Colunas da Maçonaria, as doze Abóbadas dos templos católicos,
as doze Tribos de Israel.

Parte II
Referências históricas esotéricas
Reportemo-nos, outra vez às mensagens bíblicas, comparando
vários aspectos fundamentais com o corpo humano. A espinha dorsal
em toda a sua extensão contém um certo número de gânglios, nervos
e plexos, sendo que toda essa região tem o seu simbolismo religioso
e histórico. Os antigos Judeus chamavam o Plexo Sacro e o Gânglio
Sacro-Coccígeo com os nomes das cidades: Sodoma e Gomorra, ati-
nham-se ainda a um pequeno gânglio situado na Região dos Rins,
denominado Plexo Sagitário, conhecido pelos antigos como cidade de
Tarso, onde São Paulo lutou contra as Bestas.
Esotericamente, as Flores de Lótus ou Centros Nervosos da
Espinha Dorsal, são conhecidas como os pólos negativos que dão o
testemunho dos Sete Grandes Centros Positivos da Consciência, loca-
lizados no Cérebro.
Notamos, assim, que a destruição de Sodoma e Gomorra é exata-
mente a perdição do homem pela parte sexual. Foi exatamente a depra-
vação que atingiu determinado nível da civilização, fazendo com que os
seres fossem destruídos e perdessem o direito de “ascender aos Céus”.
Ocorre que esses Centros e Plexos são palcos de grandes lutas
do homem para com os seus defeitos os quais poderiam levá-los aos
mundos infernos ou inferiores. Em vista disso, foi que Paulo de Tarso
lutou contra as Bestas, ou seja, os seus próprios defeitos.
Encontramos referências desses Sete Centros Positivos nas Sete
Igrejas de Paulo de Tarso, descritas em suas Epístolas, bem como, nos
Sete Espíritos ante o Trono, o Cérebro, que funciona por meio dos
Corpos Planetários, sob a influência do Zodíaco Humano.
Relembremos a passagem das Doze Tribos de Israel pelo deser-
to, quando peregrinavam em busca da Terra Santa. Igual fato se deu
80 Anatomia de Deus

com a Grande Peregrinação dos Maometanos dirigindo-se à Meca. Em


determinadas ocasiões, as procissões cristãs até hoje em voga em
algumas cidades do interior, mantém essa tradição antiquíssima, res-
peitada e reverenciada por todos os povos.
Essas intermináveis peregrinações dos Santos Hindus, que pas-
sam a vida indo de um templo a outro, representam a passagem do
fogo espiritual, Kundalini ou Fogo de Pentecostes, através dos Centros
Nervosos que se acham localizados ao longo da Espinha Dorsal. Esses
centros magnéticos são os sete Chacras ou Igrejas. Consoante certas
instruções particulares, a força elevada a esses Centros, um após
outro, pode ser vista clarividente pelos Magos.
Os Lótus, ou Chacras com suas pétalas luminosas, estão situa-
dos em todas as partes do Homem e tem sua origem nas sete glân-
dulas principais do nosso organismo.
O trabalho do Alquimista consiste na transformação do Chumbo
em Ouro, referenciado pela tradição nos seguintes termos: “os Santos
comem o mais puro dos alimentos, que é o Mel”.
A abelha transforma o fino pólen das flores em néctar sublime. Esse
deve ser também o trabalho do Alquimista: transmutar as energias internas
e levá-las ao cérebro, à Távola Redonda, à mesa do Rei Arthur. Lembremos
que a aranha também retira do pólen das flores o veneno que mata, o vene-
no que extingue a vida. Como se pode observar, de uma mesma matéria-
prima surgem dois agentes diferentes: a abelha representando o aspecto do
bem, o lado alquímico, a esperança. A aranha, por sua vez, utiliza a mesma
matéria-prima, aniquilando e fazendo sofrer o ser humano.
O Pólen da Flor é a mesma semente da vida. É a semente da
água-viva que poderá matar a nossa sede interna.
Esta simbologia está inerente no próprio corpo humano.
A antiga tradição judaica nos revela o Setenário, ou seja, o
Candelabro de Sete Velas que jamais se extingue. Essas sete lampari-
nas representam os sete chacras acesos, despertos.

Parte III
O homem, prisioneiro de seu corpo...
Segundo a tradição esotérica e religiosa, o Homem sempre tra-
vou uma grande luta com o seu próprio corpo. Por isso, diz-se que o
Rômulo Caixeta 81

Homem tornou-se prisioneiro dele mesmo.


Entretanto a tradição Gnóstica da Nova Era de Aquário vem con-
testar este paradigma que vem escravizando, aprisionando, matando
a Divindade que está no próprio ser humano. Nega, assim, que o
Corpo Humano seja um instrumento de prisão desta Grande Alma
Divina, nele encerrada.
Segundo os princípios gnósticos, no ser Humano encontra-se
latente um grande número de defeitos que escravizam o seu corpo, os
quais poderão se tornar, a qualquer momento, o instrumento de sua
própria ressurreição, ou transformação Espiritual.
O nosso veículo físico é uma obra-prima universal de Deus. Esta
obra que tomou a imagem e a semelhança do Pai Vivo, não é, não foi
e não será jamais motivo de aprisionamento da Divindade, a Alma
Divina. É, isto sim, um instrumento que dá nova oportunidade ao
homem para poder reintegrar-se no seio do Pai Criador.
O corpo humano é o instrumento principal de transmutação e cata-
lisação das forças deste mundo regido por 48 leis. A finalidade da trans-
mutação da Energia Criadora é a criação dos Corpos Superiores do Ser,
que farão com que o Homem se reintegre no Grande Plano Espiritual.
Assim diz um antigo poema:
Oh! Deus de Luz, Alma querida!
Quem obscureceu Teu Eu Luminoso?
Cais sem cessar, de uma miséria em outra,
E nem sequer o outro vertes.
Quem te conduziu ao exílio?
Deste a tua magnífica Terra Divina
e, te encerrou nesta sombria prisão?
– Eu Sou Deus, Filho de Deuses!
Brilhante, Cintilante, Resplandecente;
Radiante, Perfumado e Formoso.
Mas, agora caí na miséria.
Inumeráveis e repugnantes diabos se apoderaram de mim.
E me reduziram a impotência.
Eu sofro, em minha vestimenta corporal.
Aqui, eles me ultrajaram e me arrojaram:
É a Alma quem fala.
Este antigo poema revela que o corpo humano caiu na prisão.
82 Anatomia de Deus

Os repugnantes diabos constituem a personificação de nossos defeitos


psicológicos, decorrentes da transgressão aos Dez mandamentos da
Natureza, cujos Mandamentos são científicos. Devido ao descobri-
mento da Ciência Gnóstica, os antigos tradutores da Cabala Hebraica
simplesmente adulteraram a versão verdadeira dos dez mandamentos
que são dez Leis da Natureza Divina.
O Gnóstico expressa sempre a sua repugnância a tudo quanto
se refira às manifestações da infra-sexualidade. Em geral, ele prefere
conhecer e exprimir os principais acontecimentos da vida espiritual e,
de modo algum, desvalorizaria nem o seu corpo, nem o corpo de sua
esposa. Ao contrário, ele sempre os dignifica.
O próprio ato de criação é por ele reconhecido como uma Tábua
de Salvação, uma Chave que unirá o Céu e a Terra. Essa chave foi dada
a Pedro pelo Cristo Jesus.
Para o Gnóstico o sexo é divino, e sabe usá-lo sabiamente, em
castidade absoluta, para se regenerar em todos os planos da natureza.
Hoje, mais do que nunca, o homem quer tocar Deus, e não ape-
nas acreditar que ele existe.
Muitos, ilusoriamente, esperam que Jesus, o Cristo, retorne a
este planeta e prove que de fato por aqui passou, e que é mesmo o
filho de Deus.
O homem que assim pensa jamais verá a Deus, tampouco conse-
guirá ver Jesus, o Cristo. Aquele que assim interpreta o novo advento do
Cristo, por certo nada vê além do que está consignado sob a letra morta.
Este ser é extremamente limitado em seu pobre universo mate-
rialista. Encontra-se totalmente encarcerado em seu mundo físico em
mental. Ao invés de montar no “burro”, isto é: dominar a mente, tor-
nou-se seu escravo mais fiel e submisso.
O Homem conseguirá a sua libertação quando ele conhecer a Si
Mesmo. Ele somente verá Deus e o sentirá, quando alcançar a Pistis
Sophia, quando alcançar o Conhecimento e a Sabedoria.
Deus é a Força Viva da Natureza que se faz semente e se mul-
tiplica em flores e frutos.
Deus está naquela água que nos acalma a sede e se não formos
capazes de vê-lo e de senti-lo, jamais conseguiremos dar um passo no
difícil caminho da libertação de nossos defeitos. Ele está além de
nossa atual compreensão. Para senti-lo e compreendê-lo, temos que
antes nos libertar das amarras de todo e qualquer defeito psicológico.
Rômulo Caixeta 83

É assim que nós, pouco a pouco, iremos nos transformando, nova-


mente, na própria imagem e semelhança de Deus. É praticamente os
três fatores da Revolução da Consciência, (Nascer, Morrer e Sacrificar-
se pela Humanidade) que iremos nos divinizando e concretizando
aquilo que o nosso Pai Eterno mais deseja de nós: a reintegração total
nEle e com Ele.

Ao transmitirmos aquilo que sentimos para os nossos leitores,


estamos dando apenas uma mensagem de fé, um alento para que cada
um busque o Supremo em si mesmo e procure, na medida de suas for-
ças ser perfeito como o Pai que está no mais íntimo de nosso ser é per-
feito. Cada um deve ensaiar os seus próprios passos, aprender a andar
com as suas próprias pernas, tirando uma lição de cada dificuldade,
vencendo sempre cada defeito psicológico previamente analisado e
compreendido, nas mais diversas situações em que ele se apresente.
Jesus Cristo disse: “Faz que eu te ajudarei!” Isso é uma tre-
menda verdade, só compreendida por aqueles que morrem em si mes-
mos para todos os defeitos, para todos os percalços da vida. Devemos
ser fortes nesse caminho de salvação. Porém essa fortaleza surgirá
como um valioso prêmio somente para aqueles que saírem vitoriosos
nas duras provações de cada momento.
A Auto-Realização Íntima é uma conquista: e, como tal, só os
intrépidos conseguirão esse feito.
84 Anatomia de Deus

Palavras Finais
O Conhecimento verdadeiro vem do interior do próprio homem,
porém, as palavras acertadas, endereçadas ao coração, podem esti-
mular e fazer com que cada um pergunte a si mesmo quais são os
segredos da existência. Os estímulos que recebi para me embrenhar
no mundo fantástico das meditações, ao longo dos anos, foi possível
graças aos verdadeiros mestres do pensamento, autênticos arquitetos
de Deus. Destes, indico todas as suas obras:
- Samuel Aun Weor,
- Jorge Adoum (Mago Jefa),
- Dr. Arnoldo Krumm-Heller (Huiracocha),
- Huberto Rohden,
- Serge Hutin,
- Krishnamurti,
- Fulcanelli,
- Evola,
- Magister,
- Maly P. Hall,
- Nicola Aslan,
- Helena Petrovna Blavatsky,
- Paracelsus,
- Eliphas Levi,
e outros…

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