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A PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE NA

CONSTRUÇÃO DA ESCOLA DEMOCRÁTICA


Rúbia Cristina Decussatti¹
Alenilda Borges dos Anjos
XXX
XXX
XXX
Cláudia Aparecida Wilmsen ²

RESUMO

O presente trabalho tem por objetivo explanar, exemplificar e mostrar a importância da


participação da comunidade na construção de uma escola democrática e os caminhos para trazer
noções para os alunos de que é importante entender os sistemas de governo e a implicação e
influência da política no desenvolvimento social e humanitário de uma sociedade. Entender como
se deu a democracia no Brasil, o seu significado
e.........xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
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Palavras-chave: xxxx.xxxxx.xxxx

1. INTRODUÇÃO

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Há alguns anos, a escola tem-se caracterizado por um modelo estático e segmentado,
onde não há participação dos seus envolvidos. Por muito tempo, o modelo de administração escolar
predominante era centrado na figura do diretor, que atuava tutelado aos órgão centrais, zelando
pela realização das normas, determinações e regulamentos providos pelos demais sistemas de
ensino (LUCK,2006).
Em relação a este modelo estático e fragmentado, Paro (2006) concorda que atualmente
escola está pautada pelo autoritarismo em seu cotidiano e pela falta de participação de seus
interessados, o que não condiz com a democracia alcançada por meio da transformação da
sociedade.
1 Rúbia Cristina Decussatti
2 Claudia Aparecida Wilmsen
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Curso Pedagogia (3741 PED ) – Prática Interdisciplinar:
Oficinas Pedagógica – 25/05/21
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Ao contrário da visão centrada na figura do diretor, Paro (2006) e outros autores


propõem a democratização da escola. Sendo assim, é de suma importância a necessidade de se
propor á organização escolar fundamentos democráticos. Para tanto, é preciso que todos os
envolvidos no processo escolar participem das decisões a seu respeito.
Desde modo, podemos inferir que a gestão democrática é um processo pelo qual há o
envolvimento e a participação de pais, alunos, professores e funcionários, assegurada na Lei de
Diretrizes e bases da Educação Nacional ( Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996),
especificamente em seu artigo 14, preconizando que:

[...] os sistemas de ensino definirão as normas de gestão democrática do ensino público na


educação básica de acordo com suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I-
participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;
II- Participação da comunidade escolar local em seus conselhos escolares equivalentes.

A democracia e a participação são inseparáveis; são considerados termos intrínsecos e um


conceito remete ao outro. Não obstante, essa reciprocidade nem sempre ocorre. Apesar da
democracia ser inexecutável sem participação, é possível observar que ainda ocorre nas escolas
participação sem espirito democrático (LUCK, 2006).
Em contrapartida, Pedro Demo (1999) ressalva que há instituições que contradizem a
concepção democrática, insinuando que o autoritarismo é mais eficaz, visto que as decisões são
mais rápidas e muitas vezes já foram tomadas, enquanto que pelo viés democrático o processo é um
tanto trabalhoso, já que todos necessitam opinar. Por isso, para Demo (1999), a democracia é de
suma importância:
Por maiores defeitos que democracia possa apresentar, ainda é expediente mais confiável de
controle de poder, de rodizio no poder, de equalização de seu acesso, de redução da
corrupção, de coibição de demagogias e populismo, e assim por diante (DEMO, 1999, p. 39).
Assim, é importante que a participação seja compreendida como um processo dinâmico e
cooperativo que supera a tomada de decisão, já que se caracteriza pelo compartilhamento e pela
presença do cotidiano na gestão educacional.

2.1 O CONCEITO HISTÓRICO DA DEMOCRACIA

Para entendermos o processo democrático do Brasil, há a necessidade de conhecermos o termo e o


significado de democracia, bem como surgiu o regime democrático. Democracia é um regime
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político em que todos os cidadãos participam igualmente seja diretamente ou através de


representantes eleitos próprio povo. Permite a participação direta no desenvolvimento de proposta e
criação de leis.
O conceito de democracia ficou conhecido no período de Péricles, século V A.C, com a experiência
dos cidadãos de Atenas e seu autogoverno. A palavra tem sua origem formada por vocábulos gregos
que significa “demos” (povo) e “Kracia”, que possui o significado de autoridade ou governo. O
conceito de democracia então passou então a ser adotado em contraponto às práticas políticas
daquele tempo, onde o governo seria de um sobre todos (monarquia) ou de poucos sobre muitos
(oligarquia), passando a ser uma forma de governo exercido por muitos. Prática esta observada por
Platão e Aristóteles.
Em Atenas, naquele tempo, as decisões eram tomadas pela assembleia de cidadãos. Onde votavam
decisões que eram de interesse do coletivo, onde podiam participar, por sorteio, de indicações para
cargos públicos e ser parte de juris. O processo tinha dois princípios fundamentais, que séculos
depois, seriam centrais para o conceito de democracia. Uma parte era sobre a igualdade dos
cidadãos perante a lei (Isonomia) e a outra o direito de se manifestarem por assembleia (isegoria).
Esse modelo originou uma nova ideia de relações de poder e foi na modernidade política nos
séculos XVII e XVIII que foi consolidada. Sendo assim, o conceito de Democracia surgiu na Grécia
antiga, após uma revolução que resultou na derrubada do último tirano governante de Atenas.
Péricles foi o primeiro a usar a ideia de que democracia é um governo do povo, pelo povo e para o
povo, ideia essa disseminada pelo Abraão Lincoln no século XIX. Mas a contribuição de Péricles
foi ainda maior, ele sugeriu em seu famoso discurso que, a democracia em Atenas seguia dois
ideais, a distribuição igualitária do poder de tomar decisões coletivas e o julgamento dos cidadãos
em relação a essas decisões. Esses conceitos tornaram-se mais tarde os pilares da democracia
moderna. Distinguindo exatamente a democracia ao autoritarismo e ao totalitarismo. A democracia
além de ser um regime político, é um modo de convivência, de atitudes, comportamentos e de
moralidade.
Mesmo assim, seria equivocado dizermos que naquele tempo a democracia era direta, pois mesmo
sendo um governo exercido por muitos, não era para todos. Era excludente e em sua maioria com
mulheres, trabalhadores braçais e escravos. Sendo assim, foi proposto o conceito de qualidade
democrática que tinha por objetivo avaliar três dimensões do processo democrático:
- Os princípios - igualdade e liberdade;
- Os procedimentos – Império da lei, divisão dos poderes, participação popular, obrigação dos
governantes de darem explicações sobre suas ações e;
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- Os resultados – objetivo dos gastos públicos, diminuição das desigualdades e extensão da


cidadania;
A qualidade da democracia aconteceria em consonância com essas três dimensões, de que a
participação do povo eleitor influencie nos rumos da democracia e que ao mesmo tempo, o povo
possa avaliar e julgar as ações do governo, através dos partidos, do legislativo e do judiciário. O
governo democrático de qualidade aconteceria quando o eleitor seja representado pelo seu
parlamento de forma efetiva e que tenham acesso justo e fácil à justiça e que os partidos políticos
deem oportunidades para que os votantes influenciem nos rumos de uma nação, além de disputarem
o poder.
No sistema democrático o voto é considerado um direito e as eleições dão ao cidadão o poder de
eleger seus governantes. Mas isso só vale se o cidadão puder se organizar em partidos, associações
e de puder competir de forma igualitária, com direito a informação sem a subordinação a partidos
ou intervenções políticas. É um sistema onde os governantes devem explicar seus atos ao povo, ou
seja, seus eleitores.
Viver em um sistema democrático permite crítica e participação efetiva da sociedade. É formado
por pessoas comuns que convivem com outras diferentes num sistema de tolerância e cooperação e
que desejam aperfeiçoar sentimentos e comportamentos. A participação do povo é fundamental para
corrigir distorções como por exemplo a corrupção. A democracia segue vários fundamentos de
ordem política, na sociedade, mas as que prevalecem são: a liberdade individual, a liberdade de
expressão e a igualdade de direitos políticos e de iguais oportunidades.
A Democracia surgiu no Brasil entre os anos de 1934 e 1937, no governo de Getúlio Vargas, mas só
se consolidou após 1985, quando a Ditadura Militar que havia sido instituída no Brasil em um
Golpe em 1964, foi derrubada. Três anos depois foi promulgada a Constituição Federal, lei
fundamental suprema que rege todas as demais espécies de normas, estando no topo do
ordenamento jurídico. A sua aprovação ocorreu em 22 de setembro de 1988, com sua promulgação
em 5 de outubro do mesmo ano.

Conforme Benigno Núñez Novo: “A democracia e a educação são irmãs gêmeas. Ambas
fazem parte do mesmo processo civilizatório, desde a Grécia antiga. No Brasil, a
desigualdade social tem sido um cartão de visita para o mundo, pois é um dos países mais
desiguais. O Brasil precisa melhorar muito a qualidade do ensino, especialmente do ensino
público. Melhorar a educação é fundamental para qualquer sociedade crescer de forma
sustentável no longo prazo com justiça social. A educação melhora a produtividade dos
trabalhadores e de suas firmas, facilitando inovações tecnológicas e a aplicação de novas
técnicas gerenciais. Além disso, como a elite econômica de qualquer país já tem um alto
nível educacional, aumentos posteriores na escolaridade e na qualidade da educação
favorecem principalmente as famílias mais pobres, aumentando a ascensão social e a
mobilidade Inter geracional e diminuindo a pobreza e a desigualdade”.
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“Neste sentido, democratizar o ensino seria oferecer a todas as camadas da população e a


todas as categorias sociais iguais oportunidades de frequentar a escola e prosseguir na
sequência escolar. Oportunidades iguais para ricos e pobres, moradores da cidade e do
campo, homens e mulheres” (Gouveia, 1981).

Entender como funciona o processo político e o modo em como nossa sociedade se organiza é
fundamental para sabermos de que modo podemos cobrar os governantes e de como podemos ser
colabores na construção de uma sociedade com melhor qualidade de vida para todos. E é papel da
escola trazer a reflexão do que queremos para o futuro e mostrar que a democracia, mesmo ainda
frágil e pouco consolidada no país, continue avançando para que tenhamos um futuro melhor e mais
igualitário para nossa sociedade.

2.2 A PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE NA CONSTRUÇÃO DA ESCOLA


DEMOCRÁTICA.

O objetivo da democracia na escola é contribuir para a articulação da reflexão nas práticas


pedagógicas e de envolvimento familiar de forma justa e coerente onde para melhor
desenvolvimento dos alunos se tem essa aplicação prática, com a intenção de acompanhar lado a
lada as educadoras e educadores na construção da escola como um espaço participativo e com
Direitos Humanos garantidos para todos.
Do mesmo modo, Demo (1999) faz uma analogia entre democracia e participação, mas afirma que a
participação é exercício democrático. Com relação ao exercício da democracia, pode-se apontar
que:
[...] através dela aprendemos a eleger, a deseleger, a estabelecer rodízio de poder, a exigir
prestação de contas, a desburocratizar, a forçar os mandantes a servirem à comunidade, e
assim por diante. Sobretudo, aprendemos que é tarefa de extrema criatividade formar
autênticos representantes da comunidade e mantê-los como tais (BOBBIO apud DEMO,
1999, p. 71).

Importante que a participação seja compreendida como um processo dinâmico e cooperativo que
supera a tomada de decisão, já que se caracteriza pelo compartilhamento e pela presença do
cotidiano na gestão educacional, com busca, por seus interessados, pela superação de seus desafios
e entraves, além da realização de seu papel social e do desenvolvimento de sua identidade.
Percebe-se que o processo de participação é uma forma de todos tomarem as decisões
conjuntamente, ao solucionarem os problemas e os desafios enfrentados. No entanto, é necessário
que essas propostas sejam apontadas por todo o grupo, e não somente pelo diretor e por sua equipe.
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Consequentemente, este é o espírito de coletividade que condiz com a democratização da escola.


Sendo assim, participar significa:
[...] compartilhar poder, vale dizer, implica compartilhar responsabilidades por decisões
tomadas em conjunto como uma coletividade e o enfrentamento dos desafios de promoção
de avanços, no sentido de melhoria contínua e transformações necessárias (LÜCK, 2006,
p.44, Vol. III).
Por isso, a participação é vista como uma prática compartilhada de tomada de decisão nas escolas.
Segundo Lück (2006), porém, tal prática tem sido considerada uma falsa democracia, já que os
professores geralmente se reúnem e tomam as devidas decisões, ou nem chegam a se reunir pela
falta da realização de encontros. Acredita-se, por isso, que é importante a consciência dos
profissionais da educação em promover e propor formas de participação.
Para algumas escolas a participação das famílias nas escolhas direcionadas diretamente na vida
prática escolar, pode vir a trazer benefícios para seus filhos pois, e que tentam impor uma vontade
para, facilitar seu manejo na vida escolar, vendo como vantajoso sem conseguir diferencias as
escolhas para o melhor desenvolvimento geral da vida prática escolar. Nesses casos cabe a gestão
escolar administrar de forma justa as escolhas a serem tomadas, lembrando a todo momento a
importância dessa participação ser imparcial e também alertar, sobre o que realmente é participação
e qual é a importância do envolvimento da família com a escola. É importante lembrar que
comparecer a uma mera reunião, apenas para tomar conhecimento de questões comportamentais,
está distante do que se entende por participação.
Para que a participação da comunidade aconteça é fundamental criar processos e estímulos para que
a viabilizem. Nessa perspectiva, o modelo tradicional de organização da escola ainda é um grande
obstáculo, conferindo ao diretor e sua equipe diretiva as prerrogativas de decisão sobre a escola, e
sua comunidade, conseguindo introduzir assim um equilíbrio que traga, transparência, equilíbrio,
participação e principalmente a descentralização de escolhas.
Ao abordar as questões que envolveram a implementação da gestão democrática da educação, no
contexto da reforma do Estado, Oliveira (2000) afirma que a luta pela democratização básica
assumiu três aspectos: a ampla defesa pela escolarização de toda a população do país, a
universalização do ensino e a maior participação da comunidade na gestão da unidade educacional.

2.3 INSERIR NOVO TÍTULO


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3. MATERIAIS E MÉTODOS

O ponto inicial do presente trabalho foi a escolha do tema:


“XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

De acordo com estudos teóricos e artigos científicos nesta pesquisa, conhecer sobre a importância
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

O presente trabalho também


XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

5. CONCLUSÃO

REFERÊNCIAS

Bibliografia
https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/a-participacao-comunidade-
escolar-para-uma-gestao-democratica-qualidade.htm#:~:text=4.1.-,Participa
%C3%A7%C3%A3o%3A%20um%20elemento%20essencial%20para
%20democratiza%C3%A7%C3%A3o%20da%20escola,tal%20participa
%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A9%20considerada%20ut%C3%B3pica.

https://ebooks.pucrs.br/edipucrs/anais/SIC/XII/XII/6/4/1/1/1.pdf

BORDENAVE, J. D. O que é participação. 7. Ed. São Paulo: Brasiliense, 1992.

GOUVEIA, Aparecida Joly. Democratização do ensino e oportunidades de emprego. São


Paulo : Loyola, 1981.

Os entraves da democracia no Brasil


Barry Ames, The University Of Michigan Press
Editora FGV, 6 de jul. de 2016
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