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Treinamento técnico

Metrologia e 7S
Metrologia e 7S

METROLOGIA E 7S

Metrologia é a ciência da medição. Trata dos conceitos básicos, dos métodos, dos erros e de sua
propagação, das unidades e dos padrões envolvidos na quantificação de grandezas físicas.

UM BREVE HISTÓRICO DAS MEDIDAS

Como o homem fazia há 4 mil anos para medir comprimentos? As unidades de medição primitivas estavam
baseadas nas partes do corpo humano, que eram referências universais, pois ficava fácil chegar-se a uma
medida que podia ser verificada por qualquer pessoa. Foi assim que surgiram medidas padrão como a
polegada, o palmo, o pé, o passo, a jarda, e a braça. Algumas dessas medidas padrão continuam sendo
empregadas até hoje.

Veja os seus correspondentes em centímetros:

1 polegada = 2,54 cm
1 pé = 30,48 cm
1 jarda = 91,44 cm

Como as pessoas têm tamanhos diferentes, essas medidas variavam de uma pessoa para outra, ocasionando as maiores
confusões nos resultados. Para serem úteis, era necessário que os padrões fossem iguais para todos.
Surgiu, então, um movimento no sentido de estabelecer uma unidade natural, isto é, que pudesse ser encontrada na
natureza e, assim, ser facilmente copiada, constituindo um padrão de medida. Havia também outra exigência para essa
unidade: ela deveria ter seus submúltiplos estabelecidos segundo o sistema decimal.
O sistema decimal já havia sido inventado na Índia, quatro séculos antes de Cristo. Finalmente, um sistema com essas
características foi apresentado por Talleyrand, na França, num projeto que se transformou em lei naquele país, sendo
aprovada em 8 de maio de 1790.
Metro é a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre.
Ele foi transformado em barra de platina que passou a ser denominado metro dos arquivos.
Com o desenvolvimento da ciência, verificou-se que uma medição mais precisa do meridiano fatalmente daria um metro um
pouco diferente. Desse modo, a primeira definição foi substituída por uma segunda:
Metro é a distância entre os dois extremos da barra de platina depositada nos arquivos da França e apoiada nos pontos
de mínima flexão na temperatura de zero grau Celsius.
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Com as exigências tecnológicas, decorrentes do avanço científico, notou-se que o metro dos arquivos apresentavam certos
inconvenientes.
Assim, em 1889, surgiu a terceira definição:

Metro é a distância entre os eixos de dois traços principais marcados na superfície neutra do padrão internacional
depositado no B.I.P.M. (Bureau Internacional des Poids et Mésures), na temperatura de zero grau Celsius e sob uma
pressão atmosférica de 760 mmHg e apoiado sobre seus pontos de mínima flexão.

Hoje, o padrão do metro em vigor no Brasil é recomendado pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e
Qualidade Industrial), baseado na velocidade da luz, de acordo com decisão da 17a Conferência Geral dos Pesos e Medidas
de 1983. O INMETRO, em sua resolução 3/84, assim definiu o metro:

Metro é o comprimento do trajeto percorrido pela luz o vácuo, durante o intervalo de tempo de 1/299.792.458 do
segundo.

MEDIDA

A medida é o valor correspondente ao valor momentâneo da grandeza que será medido no instante da leitura. A leitura é
obtida pela aplicação dos parâmetros do sistema de medição da leitura e é expressa por um número acompanhado da
unidade da grandeza a ser medida. Apesar de se chegar ao metro como unidade de medida, ainda são usadas outras
unidades. Na mecânica, por exemplo, é comum usar a polegada e o milímetro.

ENTENDENDO A POLEGADA

A Polegada é uma unidade de medida muito utilizada em mecânica, principalmente nos conjuntosmecânicos fabricados em
países como os EUA e a Inglaterra. Embora a unificação dos mercados econômicos da Europa, da América e Ásia tenha
obrigado os países a adotarem o Sistema Métrico Decimal, essa adaptação está sendo feita por etapas.

Por essa razão, mesmo que o sistema adotado no Brasil seja o decimal, é necessário conhecer a polegada e aprender a fazer
a conversão dela para o nosso sistema.

A polegada pode ser fracionária ou decimal, é uma unidade de medida que corresponde a 25,4 mm. A polegada divide-se em
frações ordinárias de denominadores iguais a: 2, 4, 8, 16, 32, 64,128... Temos, então, as seguintes divisões da polegada:

1"
ou 1/2“ (meia polegada)
2

1"
ou 1/4 “ (um quarto de polegada)
4

1"
ou 1/8 “ (um oitavo de polegada)
8

1"
ou 1/16 “ (um dezesseis avos de polegada)
16

1"
ou 1/32”(um trinta e dois avos de polegada)
32

1"
ou 1/64”(um sessenta e quatro avos de polegada)
64

1"
ou 1/128”(um cento e vinte e oito avos de polegada)
128
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TRANSFORMAÇÕES

TRANSFORMAÇÃO DE MILÍMETRO PARA POLEGADA


Para converter milímetro em polegada ordinária, basta multiplicar o valor em milímetro por 5,04, mantendo-se 128 como
denominador.
Arredondar, se necessário.

Transformar :
12,7 mm para polegada.
19,8 mm para polegada.

EXEMPLOS:

12,7 x 5,04 64,008 64 1"


a) 128
= 128
arredondando
128
, simplificando
2

19,8 x 5,04 99,72 100 25"


b) 128
= 128
arredondando
128
, simplificando
32

TRANSFORMAÇÃO DE POLEGADA MILESIMAL PARA MILÍMETRO


Para converter polegada milesimal em milímetro, deve-se multiplicar o valor em polegada milesimal por 25,4.

EXEMPLOS:

404” x 25,4 = 10,26 mm

500” x 25,4 = 12,7 mm

750”x 25,4=19,05 mm

1.250” x 25,4 = 31,75 mm

TRANSFORMAÇÃO POLEGADA PARA MILÍMETRO


Para converter polegada fracionária em milímetro, deve-se multiplicar o valor em polegada fracionária por 25,4 e dividir pelo
denominador se houver.

Transformar:
2” para milímetros.
3/8” para milímetros.

EXEMPLOS:

a) 2” = 2 x 25,4 = 50,8mm

3" 3 x 25,4 76,2


b) 8
= 8
= 8
= 9,525mm
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CONHECENDO O MILÍMETRO

Em matemática, para medir as coisas de modo que todos entendam, é necessário adotar um padrão, ou seja uma unidade de
medida.

Em mecânica, a unidade de medida mais comum é o milímetro, cuja abreviação é: mm. Ela é tão comum que, em geral, nos
desenhos técnicos, essa abreviação nem aparece. O milímetro é a milésima parte do metro, ou seja, é igual a uma parte do
metro que foi dividida em 1.000 partes iguais. Provavelmente você deve estar pensando: “Puxa! Que medida pequenininha!
Imagine dividir o metro em 1.000 partes!”.

Na mecânica, essa unidade de medida é ainda considerada enorme, quando se pensa no encaixe de precisão, como no caso
de rolamentos, buchas e eixos.

Assim, a mecânica emprega medidas menores que o milímetro como mostra a tabela a seguir:

Submúltiplos do milímetro Representação Correspondência


Décimo de milímetro 0,1 mm 1/10
Centésimo de milímetro 0,01 mm 1/100
Milésimo de milímetro 0,001 mm 1/1.000

CONHECENDO O PAQUÍMETRO

O paquímetro é um instrumento usado para medir as dimensões lineares internas, externas e de profundidade de uma peça.
Consiste em uma régua graduada, com encosto fixo, sobre a qual desliza um cursor.

O cursor ajusta-se à régua e permite sua livre movimentação, com um mínimo de folga. Ele é dotado de uma escala auxiliar,
chamada nônio ou vernier. Essa escala permite a leitura de frações da menor divisão da escala fixa.

“A resolução de um paquímetro está definida pelo resultado da divisão do valor do menor traço gravado na escala
principal pelo número de traços do nônio.”

Os instrumentos mais utilizados apresentam uma resolução de 0,05 mm ou 0,02 mm no sistema métrico e 1/128” ou .001”
em polegadas.

As superfícies do paquímetro são planas e polidas, e o instrumento geralmente é feito de aço


inoxidável. Suas graduações são calibradas a 20° C.
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APLICAÇÕES DO PAQUÍMETRO

LEITURA NO SISTEMA MÉTRICO

Na escala fixa ou principal do paquímetro, a leitura feita antes do zero do nônio corresponde à leitura em milímetro.

Em seguida, você deve contar os traços do nônio até o ponto em que um deles coincida com um traço da escala fixa. Depois,
você soma o número que leu na escala fixa com o número que leu no nônio.

“A resolução de um paquímetro está definida pelo resultado da divisão do valor do menor traço gravado na escala principal
pelo número de traços do nônio.”

Para você entender o processo de leitura no paquímetro, são apresentados, a seguir, dois exemplos de leitura.

Escala em milímetro e nônio com 10 divisões:


UEF 1mm
Resolução: = = 0,1mm
NDN 10div
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VAMOS PRATICAR O QUE APRENDEMOS

Escala em milímetro e nônio com 20 divisões:

1mm
Resolução = 0,05mm
20

Escala em milímetro e nônio com 50 divisões:


Resolução = 1mm/50 = 0,02mm
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VAMOS PRATICAR O QUE APRENDEMOS:

Faça a leitura e escreva a medida nas linhas pontilhadas

EXERCÍCIOS PARA FIXAR O APRENDIZADO:


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PRATA

O que é 7 S?

O programa 7 S é a base para ambientes agradáveis, limpos e seguros. É uma forma de conscientizar e de prestar mais
atenção aos recursos que temos e aplicá-los adequadamente.

Tem como objetivo, buscar a melhoria contínua da organização, a partir do desenvolvimento da autodisciplina, dos sentidos
de casa limpa, organizada e segura, proporcionando melhores condições de trabalho para os colaboradores, com economia e
sem agressão ao meio ambiente.

A palavra SENSO significa: “noção”, “sentido”, “faculdade de sentir, apreciar”, “exercitar a capacidade de apreciar, julgar,
entender”; “é a aplicação correta da razão para julgar cada caso particular”.

1° S – SENSO DE UTILIZAÇÃO
Definição:
Manter no ambiente de trabalho apenas aquilo que é necessário
Como praticar:
Descartar os materiais desnecessários
Resultados esperados:
Desocupar espaços
Tornar o ambiente mais confortável e fácil de limpar
Eliminar o desnecessário
Aumentar a produtividade
“TENHA SÓ O NECESSÁRIO”
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2° S – SENSO DE ORGANIZAÇÃO
Definição:
Arrumar, ordenar, padronizar, identificar aquilo que é necessário
Como praticar:
Cada coisa no seu lugar, cada lugar identificado
Resultados esperados:
Racionalizar os espaços e as tarefas
Facilitar o acesso aos materiais e equipamentos
Reduzir o tempo de busca
Evitar estoques em duplicidade
Melhorar o ambiente de trabalho reduzi o esforço físico e mental
“UM É MELHOR”

3° S – SENSO DE LIMPEZA
Definição:
Deixar o local limpo e os equipamentos em perfeito
funcionamento.
Como praticar:
Limpar como exemplo
Resultados esperados:
Conscientizar sobre a necessidade de manter o local de
trabalho limpo
Colaborar com a preservação dos equipamentos
Melhorar a imagem do ambiente, e por extensão dos
colaboradores
Incrementar a qualidade de vida, através de ambiente de
trabalho saudável e agradável
“MAIS IMPORTANTE QUE LIMPAR É NÃO SUJAR”

4° S – SENSO DE SEGURANÇA
Definição:
Eliminar os riscos de acidentes no ambiente de trabalho
Como praticar:
Conscientizar e prevenir
Resultados esperados:
Reduzir acidentes
Agilizar o atendimento em caso de acidente de trabalho
Melhorar a saúde geral dos colaboradores
Colaborar com programas como COERGO (Comitê de
Ergonomia), enfatizar as ações da CIPA
Elevar o nível de satisfação dos funcionários
“PREVENIR É MELHOR QUE REMEDIAR”

5° S – SENSO DE MEIO AMBIENTE


Definição:
Conscientizar para a Gestão Ambiental
Como praticar:
Amor ao “verde”
Resultados esperados:
Promover a extensão desta conscientização ao nível familiar
Reduzir o consumo e desperdícios
Reutilizir o uso de materiais
Disseminar a cultura de preservação ambiental.
“FAÇA O VERDE HOJE PARA VIVER O VERDE AMANHÔ
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7° S – SENSO DE AUTODISCIPLINA
Definição:
Vontade, comprometimento e autodisciplina para respeitar e
cumprir os 7 sensos
Como praticar:
Monitorar e reconhecer o empenho para manter os sensos
Resultados esperados:
Propiciar o crescimento pessoal e profissional
Melhorar as relações pessoais
Garantir o comprometimento com o programa
“SUCESSO É CONSEQUÊNCIA DO NOSSO COMPROMETIMENTO”

6° S – SENSO DE ECONOMIA
Definição:
Eliminar desperdícios e utilizar melhor os recursos disponíveis
Como praticar:
Valorizar a economia
Resultados esperados:
Reduzir as despesas
Eliminar o desperdício
Economizar continuamente
“ADMINISTRE OS GASTOS COMO SE FOSSEM SEUS”
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NÍVEL 1 – INICIANTE

UTILIZAÇÃO:
Itens necessários e desnecessários estão completamente misturados na área de trabalho.
ORGANIZAÇÃO:
Itens são localizados de forma completamente aleatória em toda a área de trabalho.
LIMPEZA:
Itens chave inspecionados na área de trabalho não são identificados e não possuem demarcações.
SEGURANÇA:
O grupo de trabalho não conhece as rotas de fuga. Existem situações de risco na área de trabalho.
Ocasionalmente o grupo não utiliza EPIs necessários;
MEIO AMBIENTE:
Frequentemente são encontrados problemas com a separação do lixo na área de trabalho. Existe
acúmulo de impressões “abandonadas” na impressora.
ECONOMIA:
Não existe preocupação com gastos na área de trabalho. Frequentemente ficam ligados equipamentos
sem utilização.
AUTODISCIPLINA:
Padrões da área de trabalho são raramente checados e não existe um sistema visual de medição da
performance do 7 S.
O primeiro nível
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NÍVEL 2 – FOCO NO BÁSICO

UTILIZAÇÃO:
Itens necessários e não necessários estão identificados e os não necessários são removidos da área
de trabalho.
ORGANIZAÇÃO:
Itens necessários são seguramente armazenados e organizados de acordo com a frequência de uso.
LIMPEZA:
Itens chave a serem inspecionados/limpos estão mapeados e os níveis de aceitação estão
documentados.
SEGURANÇA:
Os riscos da área de trabalho são identificados, existe uma rota de fuga clara e de conhecimento
de todos.
MEIO AMBIENTE:
A coleta seletiva é cumprida. A área de trabalho utiliza folhas de rascunho para impressão.
ECONOMIA:
Existe a preocupação com a redução de custos e o grupo já aplica alguns hábitos como desligar as
luzes ao sair para o almoço.
AUTODISCIPLINA:
O nível de 7 S vem sendo determinado e o resultado é documentado e divulgado na área de trabalho.
O segundo nível
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NÍVEL 3 – TORNAR VISUAL

UTILIZAÇÃO:
O nível inicial de descarte tem sido feito e fontes de bagunças são identificadas e corrigidas.
ORGANIZAÇÃO:
Itens necessários são demarcados, locais dedicados são devidamente etiquetados e quantidades
requeridas são determinadas.
LIMPEZA:
Controles visuais e indicadores estão estabelecidos e demarcados para a área de trabalho, equipamentos,
insumos e arquivos.
SEGURANÇA:
Os níveis de aceitação dos equipamentos de emergência são visualmente claros.
MEIO AMBIENTE:
Existem padrões de identificação para as áreas de rascunho e coleta seletiva. O grupo sabe onde
procurar as informações necessárias.
ECONOMIA:
Existem documentações visuais para controle de gastos e o objetivo é claro entre todos na área.
AUTODISCIPLINA:
O grupo de trabalho rotineiramente audita a área para manter o 7 S.
O terceiro nível
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NÍVEL 4 – CONFIABILIDADE

UTILIZAÇÃO:
A área de trabalho tem responsabilidades de 7S documentadas e planejadas. As atribuições são
consistentemente seguidas.
ORGANIZAÇÃO:
Os itens necessários da área de trabalho são minimizados e apropriadamente organizados para que
sejam encontrados facilmente.
LIMPEZA:
A inspeção ocorre durante a limpeza diária das áreas de trabalho. Os padrões são completamente
seguidos. Os itens necessários para limpeza têm mecanismo de reposição.
SEGURANÇA:
Os equipamentos de atendimento a emergência são verificados pelos integrantes da área de trabalho.
MEIO AMBIENTE:
Não existem vazamentos na área de trabalho. Não são detectados problemas em coleta seletiva. As
lixeiras são posicionadas em locais adequados e na quantidade ideal.
ECONOMIA:
As principais fontes geradoras de gastos estão identificadas, existem projetos iniciados para a
redução destes gastos e são utilizados métodos científicos para a solução dos problemas.
AUTODISCIPLINA:
As fontes e frequências dos problemas são identificadas na rotina de trabalho, o plano de ações
corretivas é desenvolvido.
O quarto nível
Metrologia e 7S

NÍVEL 5 – MELHORIA CONTÍNUA

UTILIZAÇÃO:
Identificar as áreas problemáticas e tomar as medidas necessárias.
ORGANIZAÇÃO:
Os itens necessários podem ser encontrados em 30 segundos e precisam somente de alguns
passos para serem localizados.
LIMPEZA:
Os problemas potenciais são identificados e as medidas de prevenção devem ser documentadas.
SEGURANÇA:
Existem ações tomadas para a redução do risco de acidentes na área de trabalho (prevenção).
MEIO AMBIENTE:
Existem projetos que visam a prevenção do meio ambiente e a redução de resíduos gerados na
área.
ECONOMIA:
As principais fontes geradoras de gastos desnecessários foram eliminadas. A área de
trabalho cumpre a meta estabelecida e ações de prevenção estão em andamento.
AUTODISCIPLINA:
A causa raiz é eliminada e existem ações de melhoria com foco no desenvolvimento da
prevenção.
O quinto nível
Motores
Motores

BRONZE PRATA OURO

MOTOR ELÉTRICO

Transforma energia elétrica em energia mecânica, isto é, em forma de movimento rotativo de trabalho.
Vantagens:
 Baixo custo;
 Manutenção;
 Ótimo rendimento;
 Não polui.

Desvantagens:
 Necessita de fonte externa de energia;
 Difícil variar rotação.

MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA


É um motor que realiza o trabalho queimando uma mistura de vapor de combustível e ar dentro de um cilindro. Por esta
razão, é também chamado motor de combustão interna. Quando a mistura de ar/combustível queima, forma-se gases
quentes, que se expandem rapidamente e empurram as partes internas dos motores fazendo-as se moverem. Esse
movimento faz girar os eixos e as rodas, podendo inclusive operar máquinas.

Transforma a energia química (explosão) em energia mecânica, na forma de movimento rotativo de trabalho.

TIPOS DE MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA


Existem, basicamente, dois tipos de motores:
 Motor de 4 tempos;
 Motor de 2 tempos.

Os motores 4 tempos são de construção mais complexa, consequentemente seu peso é muito maior, por causa dos
conjuntos que fazem parte do motor: comando de válvulas, cárter (como depósito de óleo para lubrificação) e outros.

Os motores 2 tempos são de construção simples e seu peso é bastante reduzido. Por esse motivo, a STIHL utiliza esse tipo de
motor para a maioria de seus produtos, oferecendo, assim, uma versatilidade muito grande a seus usuários.
Motores

BRONZE PRATA OURO

MOTOR DE 4 TEMPOS

Para que o motor 4 tempos possa realizar o ciclo completo


(admissão, compressão, explosão e descarga), é necessário
que o virabrequim realize 2 voltas completas.

CICLO DE 4 TEMPOS

ADMISSÃO

Quando o pistão (4) desce, cria um vácuo dentro da câmara


de combustão (6). Neste momento, a válvula de admissão
(3) se abre deixando passar a mistura (Ar + Combustível)
para dentro da câmara de combustão (6).

Ao terminar a admissão o virabrequim girou 1/2 volta.

1/2 volta
PMS -> PMI
Válvula de Admissão - Aberta
Válvula de Escape - Fechada

COMPRESSÃO

Quando o pistão (4) começa a subir, a válvula de admissão


(3) se fecha e a válvula de escape (7) permanece fechada.
Neste momento, ocorre pressão na câmara de combustão
(6) comprimindo a mistura anteriormente admitida.

Neste momento o virabrequim girou 1 volta completa.

1/2 volta
PMI -> PMS
Válvula de Admissão - Fechada
Válvula de Escape - Fechada
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BRONZE PRATA OURO

EXPLOSÃO

Quando o pistão (4) chega ao ponto de ignição, a vela (1)


libera uma faísca, ocorrendo assim a explosão na câmara de
combustão (6). Neste momento, o pistão (4) é
impulsionado p/ baixo.
O virabrequim completou o giro de 1 volta e 1/2.

1/2 volta
PMI -> PMS
Válvula de Admissão - Fechada
Válvula de Escape - Fechada

DESCARGA

Quando o pistão (4) começa a subir para completar a sua 2a


volta e terminar o ciclo, a válvula de escape (7) se abre,
liberando os gases previamente queimados dentro da
câmara de combustão (6). Após o pistão (4) chegar ao PMS
(Ponto Morto Superior), iniciará a descida ao PMI (Ponto
Morto Inferior), onde o ciclo terá início novamente.

1/2 volta
PMI -> PMS
Válvula de Admissão - Fechada
Válvula de Escape - Aberta
Motores

BRONZE PRATA OURO

FUNCIONAMENTO E CICLO DO MOTOR DE 2 TEMPOS

Para que o motor 2 tempos possa realizar o ciclo completo (admissão, compressão, explosão e descarga), é necessário que o
virabrequim realize somente 1 volta completa.

1-Admissão e compressão 2- Explosão e descarga

Nome das partes do motor, conforme desenho:

1. Câmara de combustão;
2. Pistão;
3. Janela de escape;
4. Janela de admissão
5. Cárter;
6. Virabrequim;
7. Janela de transferência;
8. Vela de ignição.

Para essa operação, devemos imaginar que o motor está em pleno funcionamento, ou seja, que já tenha a mistura (AR +
COMBUSTÍVEL) dentro da câmara de combustão (1). Quando o pistão (2) começa a subir, as janelas de admissão (4) e de
transferência (7) mantêm-se, momentaneamente, fechadas. Como o pistão (2) está subindo, e as janelas encontram-se
fechadas, cria-se dentro do cárter uma pressão negativa (vácuo), que aspira a mistura quando a janela de admissão (4) é
aberta.

Com o mesmo movimento de subida do pistão, a mistura que já se encontrava na câmara de combustão é comprimida,
concluindo-se os processos de admissão e compressão com 1/2 volta do virabrequim.

Quando o pistão (2) chega ao ponto de ignição, a vela (8) libera uma faísca dentro da câmara de combustão (1), ocorrendo a
explosão. Neste instante, o pistão conclui 1/2 volta e é impulsionado para baixo, fazendo girar o virabrequim. No momento
da descida, a janela de escape abre primeiro, liberando os gases queimados, logo em seguida, abre a janela ou os canais de
transferências por onde ocorre a transferência da mistura, desde o cárter até a câmara de combustão. Durante a
transferência da mistura, ela auxilia a expulsão dos gases queimados pela janela de escape (3). Ao chegar ao PMI, o
virabrequim completa uma volta e o pistão conclui o ciclo.

Em determinado momento, durante a descarga, a janela de escape e a de transferência estão abertas, os gases
(ar/combustível e óleo 2T) provenientes do cárter são liberados.
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BRONZE PRATA OURO

COMPARAÇÃO DE TECNOLOGIA 2 E 4 CANAIS DE TRANSFERÊNCIA

Nos motores de dois tempos, a mistura fresca de combustível e ar flui através dos canais de transferências para o cilindro.
Quanto maior a seção transversal dos canais de transferência, maior a eficiência volumétrica. O formato dos canais de
transferência determina a distribuição da mistura na câmara de combustão e a vazão de desvio, ou seja, quanto da mistura
fresca flui diretamente para dentro da porta de exaustão, definindo, portanto, a eficiência da combustão e a proporção de
emissões nocivas no gás de exaustão.

Este desenho mostra seções, através do eixo horizontal (superior) e do eixo longitudinal (inferior) o fluxo e distribuição da
mistura de combustível e de ar em um cilindro com 2 canais de transferência (tecnologia de 2 canais, a ilustração da
esquerda) em comparação com um cilindro de 4 canais de transferência (tecnologia de 4 canais, ilustração da direita).

1. Canal de transferência;
2. Câmara de combustão;
3. Passagem de exaustão;
4. Passagem de admissão;
5. Pistão.

Tecnologia de 2 canais

A. Dois canais de transferência por cilindro;


B. Seção transversal de transferência normal e eficiência volumétrica;
C. Fluxo de mistura fresca de combustível e de ar relativamente difuso para dentro da câmara de combustão, com fluxo
relativamente turbulento nas bordas;
D. Uma proporção relativamente alta da mistura fresca flui sem queimar através da passagem de exaustão (fluxo de
desvio). Isso reduz a eficiência volumétrica e aumenta as emissões nocivas.

Tecnologia de 4 canais

A. Quatro canais de transferência por cilindro.


B. Seção transversal de transferência muito maior, resultando em maior eficiência volumétrica.
C. O contorno especial dos canais de transferência assegura um fluxo uniforme e direcional de mistura de combustível e ar
para dentro da câmara de combustão. A mistura segue um caminho mais longo através da câmara de combustão, sendo
completamente turbilhonada no processo.
D. O fluxo de mistura fresca dentro da câmara de combustão é desviado para longe da passagem de exaustão. Isso reduz
grandemente a proporção de mistura fresca na passagem de exaustão. Emissões nocivas são muito mais baixas.
Motores

BRONZE PRATA OURO

VANTAGENS DA TECNOLOGIA DE 4 CANAIS E 2 CANAIS

 Melhor preparação dos gases por turbulência;


 Explosão ótima - Maior potência/torque;
 Menor consumo de combustível;
 Menor contaminação (menos emissão de poluentes).

CILINDRO E PISTÃO

Os cilindros e pistões STIHL são construídos de alumínio. O que confere a eles baixo peso e excelente condutividade térmica,
garantindo assim, ótimo arrefecimento do motor.

Os cilindros são injetados e recebem internamente um tratamento de cromagem, para conferir resistência ao desgaste do
conjunto cilindro/pistão.

Os anéis de compressão são fabricados com ferro fundido, garantindo excelente resistência ao desgaste em relação ao
cromo do cilindro, ou seja, eventualmente pode ocorrer a troca de anéis sem necessidade de substituir o conjunto
cilindro/pistão.

A classe de cilindro e pistão é representada através de letras estampadas na parte superior: A e B (no cilindro) e AB (no
pistão) significam, respectivamente, menor e maior tamanho (valor calculado em microns) 1 microm é a milésima parte de
um milímetro), implicando em medições através do micrômetro. Os cilindros e pistões utilizados na STIHL são identificados
para que jamais sejam usados de modo diferente do exposto na tabela abaixo.

Obs.: O pistão AB é universal, podendo ser utilizado tanto no cilindro A como no cilindro B.
Abaixo a tabela de uso dos cilindros com pistão:

Classe do cilindro Classe do pistão a usar


A A ou AB
B B ou BA
A = menor B = maior

VANTAGENS DA TECNOLOGIA DE 4 CANAIS E 2 CANAIS

 Melhor preparação dos gases por turbulência;


 Explosão ótima - Maior potência/torque;
 Menor consumo de combustível;
 Menor contaminação (menos emissão de poluentes).
Motores

PRATA OURO

MOTORES STIHL 4-MIX

A união das vantagens tecnológicas dos motores 2T e 4T estão reunidas neste exclusivo motor STIHL 4-MIX, que atende
todas as normas internacionais de emissão de gases, foi desenvolvido e patenteado pela própria STIHL.

1. Vela de ignição;
2. Mola das válvulas;
3. Válvula de escape;
4. Câmara de combustão;
5. Pistão;
6. Silenciador;
7. Carburador;
8. Balancim;
9. Vareta de acionamento das válvulas;
10. Elevador de acionamento das varetas;
11. Engrenagem com came.

O Motor 4-MIX se utiliza no seu funcionamento da tecnologia 4T, dessa forma, dentre outras peças internas, possui, válvula
de admissão, válvula de escape, engrenagem com came para acionamento das válvulas e um ciclo de funcionamento dos
motores 4T, e seu ciclo de funcionamento necessita de 2 voltas completas do virabrequim para realizar as 4 etapas de
funcionamento que são admissão, compressão, explosão e descarga, cada uma necessitando de ½ volta de giro do
virabrequim.

VANTAGENS DO MOTOR 4-MIX

 Grande redução de emissão de poluentes


 Tecnologia 4 T
 Alto torque
 Baixo consumo de combustível
 Utiliza a mesma mistura de óleo/combustível 50:1 com óleo STIHL 8017H
 Operação em qualquer posição
 Construção compacta
 Boa aceleração
 Confiabilidade na retomada de aceleração
 Motor de baixa vibração
 Padrão de som agradável – baixo nível e ruídos
 Ausência de reservatório de óleo
 Dispensa verificação e troca de óleo
Motores

ADMISSÃO

Quando o pistão (4) desce, cria dentro do motor um vácuo. Nesse momento, a válvula de admissão (3) abre, realizando a
admissão da mistura (AR + COMBUSTÍVEL) para dentro da câmara de combustão (6).

Lubrificação
Com o movimento do pistão para baixo, a mistura que já existia dentro do cárter (12) é reposicionada e se desloca pelo canal
de circulação (11) em direção à câmara de acionamento das válvulas, realizando o processo de lubrificação.

1. Vela de ignição;
2. Canal de admissão;
3. Válvula de admissão;
4. Pistão;
5. Virabrequim;
6. Câmara de combustão;
7. Válvula de escape;
8. Canal de escape;
9. Furo de desvio;
10. Acionamento das válvulas;
11. Passagens das varetas e canal de circulação da mistura;
12. Cárter.

COMPRESSÂO

Quando o pistão (4) sobe para completar a sua 1ª volta, a válvula de admissão (3) fecha e a válvula de escape permanece
fechada (7), ocorre, nesse momento, dentro da câmara (6), a compressão da mistura anteriormente admitida.

Lubrificação
Com o movimento de subida do pistão (4), é gerado um vácuo no cárter que suga a mistura de ar/combustível através do
canal de circulação para realizar a lubrificação de todos os componentes móveis do motor (rolamentos cárter, rolamentos do
virabrequim e pistão, paredes do pistão e cilindro).
Motores

EXPLOSÃO

Quando o pistão (4) chega ao ponto de ignição, a vela (1) libera uma faísca, ocorrendo a explosão. Com a força gerada pela
expansão dos gases no processo da explosão, o pistão (4) se desloca para baixo produzindo potência ao girar o virabrequim.

Lubrificação
Conforme o pistão se move para baixo no cilindro, a mistura é novamente forçada para fora do cárter (12) através do canal
de circulação (11) e da câmara de acionamento das válvulas para a admissão (2), realizando a lubrificação de todas partes
móveis.

DESCARGA

Quando o pistão (4) começa a subir para completar sua 2ª volta e terminar o ciclo, a válvula de escape (7) abre, liberando os
gases previamente queimados dentro da câmara de combustão pelo canal de descarga. Após o pistão (4) chegar ao PMS
(Ponto Morto Superior), iniciará a descida ao PMI (Ponto Morto Inferior), onde o ciclo será iniciado novamente.

Lubrificação
Ao iniciar novamente a subida do pistão (4), se formará um vácuo dentro do cárter (12) que vai aspirar a mistura de
ar/combustível pelo canal de admissão (2), passando pela câmara de acionamento das válvulas, canal de circulação até o
cárter, renovando a lubrificação de todos componentes que se movimentam
Motores

SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO DOS MOTORES STIHL 4-MIX

A STIHL desenvolveu para os motores 4-MIX um sistema de


lubrificação que opera sem reservatório de óleo no cárter, sem
bomba de óleo e sem filtro. O motor 4-MIX é lubrificado pela
mistura de gasolina e óleo usada para fazer o motor funcionar,
ou seja a mesma mistura utilizada em todos os motores STIHL.

PISTÃO SUBINDO
O movimento de subida do pistão gera um vácuo no cárter (6)
que suga a mistura ar/combustível e óleo proveniente do
carburador pela passagem de admissão (1), subindo por um furo
de desvio (2), passando e lubrificando os balancins e o eixo das
válvulas (3), descendo pelas passagens das varetas (4) até o
alojamento da engrenagem com came (5) indo até o cárter para
realizar a lubrificação de todos os componentes móveis
(rolamentos, gaiolas, pistão e anéis).

PISTÃO DESCENDO
O movimento de descida do pistão gera uma pressão no cárter
(6), que empurra a mistura ar/combustível e óleo de volta pelas
passagens das varetas (4) passando pelos balancins e eixo das
válvulas (3), lubrificando tudo novamente, até parte desta
mistura entrar na câmara de combustão (7) onde será utilizada
no processo de admissão e posterior compressão e queima. Na
etapa seguinte, uma parte nova de mistura ar/combustível e óleo
será sugada para o cárter (6) renovando a lubrificação.

COMANDO DE VÁLVULAS E SINCRONIZAÇÃO DO MOTOR 4-MIX

2. Mola das válvulas;


3. Válvula de admissão;
4. Pistão;
5. Balancim;
6. Vareta;
7. Elevador;
8. Engrenagem com came;
9. Engrenagem fixa ao virabrequim;
10. Virabrequim;
11. Válvula de escape;
12. Porcas autoblocante para ajuste da folga das válvulas.
Motores

Para o correto funcionamento do motor, é necessário que a abertura e fechamento das válvulas (admissão e escape)
aconteçam em perfeita sincronia com a posição do pistão dentro do cilindro. Este perfeito sincronismo acontece pelo fato de
a engrenagem fixa do virabrequim (14) estar montada corretamente com a engrenagem com came (11), pois este came
aciona os elevadores (10), que acionam as varetas (9), que abrem e fecham as válvulas no momento exato para o
funcionamento do motor.

SINCRONIZANDO O MOTOR 4-MIX

Para a montagem correta do “ponto mecânico” do motor, é necessário: (partindo do princípio, que o motor foi todo
desmontado e está sendo novamente montado)

Colocar pistão no PMS (Pistão no Ponto Morto Superior): para fazer isso, é necessário retirar a vela, colocar um objeto em
contato com o pistão, girar o virabrequim e observar quando o pistão estiver no ponto mais alto.

Obs:. Na FS 130 (figura 1), com o volante montado, uma seta do volante apontada para o parafuso que fixa o módulo de
ignição, garante que o pistão está no PMS.

Com o pistão exatamente no PMS, monte a Engrenagem com came (11), com as setas (2 e 3) apontando para 2 marcações
em alto relevo da carcaça do cilindro (1 e 4).
Motores

MONTAGEM DAS VÁLVULAS E COMANDO

1.
1. Porca autoblocante;
2. 2. Bucha de assento do balancim;
3. Balancim;
3. 4. Vareta;
5. Elevador;
6. 6. 6. Trava da válvula;
4. 7. Mola da válvula;
7. 7. 8. Válvula;
9. Engrenagem com came.

5.
8. 8.

9.

Após a montagem da engrenagem e o sincronismo do motor (ajuste do virabrequim com a engrenagem com came), monte
os demais componentes do comando de válvulas.

Obs:. Na desmontagem do comando de válvulas, as peças não devem ser misturadas, preservando as posições, ou seja: as
peças que atuam na válvula de admissão não devem ser misturadas com as que atuam na válvula de escape.

Realize a montagem das peças do comando, porém, sem ajustar as válvulas, coloque cola e feche a tampa onde se encontra a
engrenagem com came, para poder realizar o ajuste das válvulas.

AJUSTE DAS VÁLVULAS DO MOTOR 4-MIX

Como já sabemos, o motor 4-MIX utiliza-se da tecnologia 4T e, portanto, seu ciclo completo é composto de 4 etapas:
Admissão, Compressão, Explosão e Descarga, e realiza-se em 2 voltas completas do virabrequim.

Desta forma, durante 1 ciclo completo existem 2 PMS (Ponto Morto Superior), e o ajuste das válvulas só pode ser realizado
no PMS onde as válvulas de admissão e escape estejam fechadas (etapa do final da compressão, início da explosão).

Nos motores 4-MIX, tanto a válvula de admissão como a de escape são montados com uma folga de 0,1 mm, para este ajuste
utiliza-se um calibre de folga disponibilizado pela STIHL

Esta medição deve ocorrer com o motor frio, e o calibre de folgas (1) deve entrar justo entre a parte superior da válvula (3) e
a parte inferior do balancim (2).

Uma vez ajustado a folga através da porca autoblocante (4) e medido com o calibre (1), deve ser girado o virabrequim,
posicionado novamente o pistão no PMS e verificado a folga novamente, se houver alguma diferença do ajuste anterior, deve
ser reajustado as porcas até que se faça 2 medições iguais sem a necessidade do ajuste das porcas.
Motores

VÁLVULA DE DESCOMPRESSÃO

A alta tecnologia dos Motores 4-MIX também favorece o


usuário, quanto ao conforto na hora de colocar o motor em
funcionamento, pois o motor 4-MIX está equipado com uma
válvula descompressora deixando o arranque do motor mais
leve, facilitando a partida, minimizando assim o esforço para
puxar o manípulo de arranque.

A ilustração A mostra o sistema de descompressão durante


a partida, enquanto a ilustração B mostra o motor já em
funcionamento normal.

PARTIDA (Figura A)

Quando motor está parado ou no processo de partida, a 10. Elevador


mola (19) mantém o came (21) projetado para fora da 11. Engrenagem com came
engrenagem do came, ficando assim uma saliência que vai 19. Mola de retorno
acionar o elevador (10) e manterá a válvula aberta, aliviando 20. Alavanca centrífuga
a compressão do motor e facilitando a partida. 21. Came de descompressão
22. Guia do came de
descompressão

OPERAÇÃO NORMAL (Figura B)

Quando o motor partir, a força centrífuga (seta, azul)


empurra a alavanca centrifuga (20) para a extremidade da
engrenagem com came (11), neste momento, a came de
descompressão (21) se retrai, deixando de fixar saliente e
não acionando mais o elevador, deixando o motor com sua
compressão normal.

Desta forma, a atuação do Sistema de descompressão dos Motores STIHL 4-MIX acontece de forma totalmente
AUTOMÁTICA, não sendo necessário qualquer ação do operador no sentido de acionar ou desacionar o sistema de
descompressão.
Motores

OURO

MOTOR STIHL 2-MIX

A atual tecnologia dos motores 2T tradicional já não atende à rigorosa legislação de emissão de gases imposta aos países da
América do Norte e grande parte da Europa. E as limitações técnicas dos motores 4T e 4-MIX, especialmente em relação a
limitada rotação (RPM) produzida pelo motor, fez com que se buscasse novas alternativas em motores 2T a combustão
interna.

Esta grande preocupação com o meio ambiente e com o controle de emissões fez a STIHL desenvolver uma nova tecnologia
de motores 2T que atenda às mais exigentes normas internacionais de controle de emissões de poluentes e que ainda
represente um excelente ganho em economia de combustível. Esse novo motor, a STIHL denominou de 2-MIX.

“Nos motores 2T tradicional, os gases resultantes da queima após a etapa da explosão são empurrados pela janela de escape
pela mistura ar/combustível vindos do cárter através das janelas ou passagens de transferências, e acabam saindo junto com
os gases queimados, o que chamamos de perdas de lavagem.”

Já nos motores 2-MIX, os gases queimados são empurrados pela janela de escape por uma quantidade de ar puro que entrou
na etapa de admissão pelos canais de ar puro, passando pela bolsa do pistão e se alojando nas passagens de transferência,
sendo esta que, quando inicia a etapa de descarga, sai das passagens de transferência empurrando e saindo junto com os
gases queimados, pela janela de escape, reduzindo significativamente as perdas por lavagem.

1. Passagem mistura ar/combustível;


2. Canal de ar puro;
3. Canais de transferência;
4. Cavidade de passagem;
5. Janela de escape.
Motores

Para poder alimentar este novo motor 2-MIX, os carburadores também tiveram um acréscimo de tecnologia, pois como
vimos, é necessário que entre no motor por orifícios distintos, ar puro e mistura ar/combustível.

Em função do modo de funcionamento dos carburadores, podemos dizer que o motor 2-MIX assume seu papel de baixa
emissão de poluentes quando o motor está em aceleração máxima.

Modelo - SPLIT
Motores

FUNCIONAMENTO DOS MOTORES 2-MIX

ADMISSÃO E COMPRESSÃO
Admissão: o movimento do pistão para cima succiona a
mistura ar/combustível para o cárter, através da passagem
de admissão (1), ao mesmo tempo, a cavidade do pistão (4)
se comunica com o canal de ar puro (2) e com as passagens
de transferência (3) e o ar puro é succionado para os canais
de transferência.
Compressão: ao subir, o pistão fecha a janela de escape e a
mistura é comprimida na câmara de combustão.

EXPLOSÃO
Pouco antes do pistão atingir o PMS, a vela causa a ignição
da mistura, e a pressão da combustão força o pistão para
baixo.

Na descida do pistão, o ar puro (setas azuis) nas passagens


de transferência e a mistura ar/combustível (setas verdes)
no cárter são pressurizados.

EXAUSTÃO
O pistão continua descendo. Primeiro a janela de escape é
aberta, e depois as passagens de transferência. A pressão
no cárter pela descida do pistão faz com que o ar puro
(setas azuis) entre dentro da câmara de combustão e
empurre os gases queimados pela janela de escape.

LAVAGEM
O término da lavagem dos gases de exaustão acontece
quando o pistão fecha a janela de escape, após a saída dos
gases queimados junto com o ar puro pelo escape,
permanecendo na câmara de combustão a mistura
ar/combustível.
Motores

BENEFÍCIOS DO MOTOR STIHL 2T COM LAVAGEM ESTRATIFICADA – 2-MIX

 Redução de emissões de poluentes;


 Consumo de combustível mais baixo;
 Boa aceleração;
 Potência e peso favoráveis;
 Alto torque;
 Construção compacta.
Motores

PRATA OURO

COMPARATIVO ENTRE OS MOTORES

MOTOR 4 TEMPOS MOTOR 4-MIX

Uma explosão para cada 2 giros completos do Uma explosão para cada 2 giros completos do
virabrequim virabrequim

Válvulas de admissão e escape controlam a Válvulas de admissão e escape controlam a


entrada de mistura e saída dos gases queimados entrada de mistura e saída de gases queimados

Comando de válvulas acionado por engrenagem Comando de válvulas acionado por engrenagem
com came, correia ou corrente com came

Número relativamente alto de peças Relativamente poucas peças

Alto índice de manutenção Baixo índice de manutenção

Motor relativamente grande Motor relativamente compacto

Lubrificação do motor realizada com a própria


Lubrificação do motor com deposito de óleo,
mistura gasolina/óleo necessária para o
bomba de óleo e filtro
funcionamento do motor

Não tem perdas de lavagem Não tem perdas de lavagem

Não trabalha em qualquer posição Trabalha em qualquer posição


Motores

MOTOR 2 TEMPOS MOTOR 2-MIX

Uma explosão a cada giro do virabrequim Uma explosão a cada giro do virabrequim

Janelas de admissão e escape controlam a Janelas de admissão e escape controlam a


entrada e saída dos gases, e as passagens de entrada e saída dos gases, e passagens de
transferência controlam a entrada de mistura do transferência controlam a entrada de mistura
cárter para a câmara de combustão do cárter para a câmara de combustão

O pistão é responsável por abrir e fechar as


O pistão é responsável por abrir e fechar as
janelas e as passagens de transferência, e por
janelas e passagens de transferência
ter uma cavidade para passagem de ar puro

Poucos componentes Poucos componentes

Baixo índice de manutenção Baixo índice de manutenção

Motor compacto Motor compacto

Lubrificação do motor realizada com a própria Lubrificação do motor realizada com a própria
mistura gasolina/óleo necessária para o mistura gasolina/óleo necessária para o
funcionamento do motor funcionamento do motor

Perdas de lavagem Poucas perdas de lavagem

Trabalha em qualquer posição Trabalha em qualquer posição

Consumo considerável de combustível Consumo reduzido de combustível

Emissão considerável de poluentes Reduzidas emissões de poluentes


Motores

BRONZE PRATA OURO

CARCAÇAS DOS MOTORES STIHL

As partes fundamentais dos motores são as carcaças, onde são montados o virabrequim, os rolamentos e o cilindro.

Essas carcaças são construídas com um material altamente resistente e leve chamado magnésio. Essas peças são construídas
em modernas máquinas CNC e por possuírem uma tolerância muito pequena em suas medidas, as carcaças são fabricadas
em pares, isso significa que não é possível trocar apenas um lado da carcaça. Se por acaso um lado da carcaça foi danificado,
o outro também deve ser descartado.

Em alguns modelos, pode-se trocar apenas um lado da carcaça, por causa da altíssima tecnologia empregada em sua
construção.

Em caso de dúvida, consulte a lista de peças ou o SSC, e se a referência das carcaças for a mesma, então só é possível trocar o
par, mas se houver referências diferentes, pode ser substituída apenas um dos lados se necessário.
Motores

OURO

CONCEITOS IMPORTANTES DOS MOTORES A COMBUSTÃO INTERNA

UM POUCO DE HISTÓRIA...

A abreviatura “hp” vem da expressão “horsepower”, unidade antiga de potência, mas ainda utilizada amplamente nos dias de
hoje. No entanto, a unidade de potência utilizada no meio científico é o Watt (W), unidade do Sistema Internacional (SI),
instituída em homenagem ao engenheiro James Watt pelo seu trabalho no aprimoramento do motor a vapor. A potência
mede a variação de energia em um intervalo de tempo. A potência de um motor nos diz a capacidade que ele tem de
“produzir” energia durante um determinado período de tempo. A potência de uma lâmpada nos informa a quantidade de
energia que ela “gasta” durante um determinado período de tempo. Mas, o que tudo isso têm a ver com cavalos?! Hoje em
dia, praticamente nada, mas na época de James Watt, praticamente tudo. Naquela época já se conhecia o conceito de
potência, mas não existia uma unidade específica para expressar essa grandeza. A história nos conta que James Watt,
procurando expandir o uso da máquina a vapor, inventou a unidade “horsepower” que comparava a potência do cavalo,
principal fonte de energia para desenvolver o trabalho na época, com a potência desenvolvida pela máquina a vapor. Para
alguns, isso foi uma jogada de marketing, pois Watt recebia royalties pela economia de carvão proporcionada pelas novas
máquinas a vapor desenvolvidas por ele.

Sabemos que: Potência = Energia/Tempo = Trabalho/Tempo = (Força X Distância)/Tempo

Também sabendo disso, Watt estimou que um cavalo, trabalhando em uma mina de carvão, era capaz de elevar uma cesta
de carvão com 330 libras-força de peso (149.7 kgf), a uma altura de 100 pés (30.48 metros), gastando para isso um tempo de
1 minuto, chamando essa potência de 1 horsepower. Utilizando a fórmula de potência, temos:

1 horsepower (hp) = (330 lbf x 100 ft) / 1 min. = 33,000 lbf.ft/min

Para converter horsepower (hp) em Watt (W), deve-se multiplicar o valor em hp por 745,6999. O que equivale a dizer que 1
hp é igual a 745,6999 W (1HP = 746 W)

A figura ao lado, ilustra bem a ideia do engenheiro escocês.

No Brasil, é comum o uso da unidade “Cavalo-Vapor” (CV). Essa unidade de potência vem do francês “Cheval- Vapeur” e
equivale a 735,49875 W (O cavalo francês é um pouco mais fraco do que o cavalo inglês) (1CV = 736 W.)
Motores

POTÊNCIA E TORQUE

Para se conceituar torque e potência, é preciso entrar com a noção de trabalho realizado. Subir uma escada é um trabalho.
Empurrar um carro é um trabalho. Com o motor, é a mesma coisa. Ele faz a motosserra cortar tantas árvores ou a roçadeira
roçar tantos metros quadrados de área. Isto é trabalho.

Potência é a maior ou menor rapidez com que esse trabalho é feito. Uma MS que corta mais árvores por unidade de tempo
tem mais potência.

Torque (ou Momento) pode ser considerado como a força gerada pelo motor para girar o virabrequim e assim efetuar o
trabalho de giro da corrente para o corte das árvores.

Quando se aperta um parafuso como o da roda, exerce-se um torque, que é a força aplicada na chave de roda, multiplicada
pela distância entre o ponto onde se aplica a força e o parafuso. O efeito da explosão na câmara de combustão exerce em
determinada posição do pistão (força da explosão x distância biela ao centro do virabrequim x tempo do giro) dentro do
cilindro o torque máximo para dar continuidade ao giro do virabrequim.

O torque sobe à medida que a rotação aumenta, atinge um máximo e depois cai. Esse máximo é justamente o torque
máximo. A potência tem o mesmo comportamento, sobe com a rotação mas vai atingir seu máximo (potência máxima), mas
também chega a uma rotação em que ela começa a cair. Torque e Potência são grandezas que atuam em conjunto todo o
tempo!

Ponto Morto Superior: (PMS) Posição extrema do pistão na parte superior do cilindro.
Ponto Morto Inferior: (PMI) Posição extrema do pistão na parte inferior do cilindro.
Curso do Êmbolo: (c) É a distância entre o PMS e o PMI.
Cilindrada: é o volume total deslocado entre o P.M.I. e o P.M.S.. É indicado em centímetros
cúbicos e tem a seguinte fórmula:

2
3,1416 X diâmetro do cilindro X curso do pistão
Cilindrada =
4

Potência e cilindrada tem uma relação muito forte. Basta lembrar que dentro do motor o que faz gerar potência é a pressão
com que o pistão é empurrado para baixo. Se a pressão for maior, desde que no momento correto, teremos mais potência.
Um motor com uma área maior no pistão, com um curso corretamente projetado tende a ter uma potência maior mas com
certeza não é uma regra.

Cilindrada maior é uma certeza de maior consumo de combustível quando comparado com outro motor de mesma potência
e menor cilindrada.

Taxa de compressão: é a relação entre o volume do cilindro do motor com seu pistão no ponto morto inferior (ou seja,
totalmente “em baixo”) e o volume da câmara de combustão correspondente (volume do cilindro com o pistão no ponto
morto superior, ou seja, totalmente “em cima”), e indica quantas vezes o volume de mistura é comprimido antes de ocorrer a
centelha da vela de ignição. A taxa de compressão pode ser obtida pela seguinte fórmula:

(volume de adimissão ou cilindrada + volume da câmara de combustível)


Taxa =
volume da câmara de combustão

Pré-ignição: quando se inicia a combustão da mistura ar/combustível antes da centelha da vela, a partir de um ponto quente.
A pré-ignição provoca a formação da chama antes do momento desejado. É como se “adiantasse” o ponto de ignição,
gerando mais temperatura, menos potência e possíveis danos ao conjunto motor.

Essa combustão é muito mais rápida do que a normal, sendo quase uma explosão. Por causa deste fato, ocorre um aumento
local de pressão, seguido de vibração da massa gasosa. Essa vibração continua até a pressão da câmara se equalizar.

Essa situação, chamada de detonação, gera um ruído característico (com frequência fundamental de 5 a 8 kHz, dependendo
do tamanho da câmara de combustão) que os técnicos chamam erroneamente “batida de pino” ou “motor grilando”
Carburação
Carburação

BRONZE PRATA OURO

Os motores de combustão interna necessitam ser alimentados por algum tipo de combustível que queime e assim, pela força
gerada pela combustão, gere o impulso necessário para o motor girar. Nos tradicionais motores, a combustão interna de 2T e
4T, como em modernos motores portáteis ainda são utilizados para realizar essa tarefa o CARBURADOR. O Carburador é o
componente mecânico responsável por realizar a mistura ar/combustível na proporção correta em todos os estágios de
funcionamento do motor. Para cada 1 kg de combustível consumido pelo motor, é necessário 14,8 kg de ar, tendo, desta
forma, a mistura ideal para o perfeito funcionamento do motor. Facilitando esse entendimento, podemos dizer que a mistura
ideal é de 93% de ar para 7% de combustível. Se a mistura real difere do valor ideal, a regulagem da mistura é mais rica ou
mais pobre.

 Mistura pobre contém mais ar que a relação ideal;


 Mistura rica contém menos ar que a relação ideal.

Quando conseguimos acertar esta mistura ideal, dizemos que a mistura ar/combustível foi otimizada. Existem diversos tipos e
construções de carburadores, mas todos têm o mesmo princípio de funcionamento e a mesma função: proporcionar ao
motor a mistura ideal. Para que possamos compreender o funcionamento de carburadores e motores, é totalmente
necessário que tenhamos entendimento sobre alguns efeitos físicos: Pressão atmosférica, Pressão, Vácuo e efeito Venturi.

Pressão Atmosférica – é a pressão exercida pelo ar na superfície da terra. Ao nível do mar, a pressão atmosférica é de 1 atm.
Quanto maior a altitude menor será a pressão atmosférica.

Pressão – é a força aplicada sobre uma determinada área. Normalmente é medida em: Bar, kg/cm², Psi.

Vácuo – é a ausência de pressão ou pressão negativa. Normalmente chamamos de vácuo a pressão menor que a pressão
atmosférica.

Vácuo – quando um determinado


Pressão – quando um determinado
espaço é aumentado (caso da
espaço é comprimido (caso do
abertura da seringa) dizemos que
apertar a seringa) dizemos que criou
criou um vácuo, ou depressão ou
uma pressão ou compressão do ar ou
ainda pressão negativa e
do fluído ali existente.
aconteceu uma sucção nesta área.
Carburação

BRONZE PRATA OURO

EFEITO VENTURI

Em 1738, o físico suíço, Daniel Bernoulli observou e mediu o comportamento do fluxo de fluídos. E verificou que a pressão de
um fluído diminui a medida que a sua velocidade aumenta. Este fenômeno ficou conhecido como efeito Bernoulli ou princípio
de Bernoulli.

Para que aconteça um aumento de velocidade, é necessário criar uma restrição, um estrangulamento na passagem desse
fluído. A essa diminuição da passagem damos o nome de VENTURI.

Os motores a combustão necessitam de ar e combustível para poder realizar a combustão, sendo o carburador totalmente
mecânico e aproveitando-se do fluxo de ar gerado pelo vácuo produzido pelo deslocamento do pistão dentro do cilindro,
precisamos misturar o combustível a esse fluxo de ar, para isso, utilizamos o VENTURI.

FUNCIONAMENTO DO CARBURADOR

A partir do movimento do pistão no cilindro, ocorre no cárter variações de pressão. Quando o pistão sobe, cria-se um vácuo
no cárter (pressão negativa), quando o pistão desce cria-se uma pressão (pressão positiva). São essas variações de pressão e
vácuo que são transmitidas pelo canal de impulso para movimentar a membrana da bomba.

BOMBA DE COMBUSTÍVEL INTEGRADA AO CARBURADOR

As diversas aplicações de trabalho dos motores STIHL, exigem funcionamento


perfeito em qualquer posição. Por isso, utilizam carburadores de membranas, sem
boia e com bomba de combustível integrada, que independe da posição para seu
funcionamento.
Carburação

BRONZE PRATA OURO

O combustível é succionado, desde o tanque, pela membrana da bomba, sendo conduzido através do filtro de combustível,
mangueira, nípel de entrada do carburador, válvula de entrada, câmara de impulsos, válvula de saída, passando pela tela
(filtro) e levado até a agulha de admissão, alcançando assim a câmara de regulagem.

A agulha de admissão está ligada à alavanca de regulagem e à membrana reguladora. O espaço abaixo da membrana está
ligado com o ar externo (atmosfera), através do respiro da membrana de regulagem. O funcionamento do restante das peças
do carburador também é influenciado pela variação de pressão no cilindro e cárter.

Durante o processo de aspiração (sucção causada pelo movimento do pistão), ocorre no venturi uma pressão negativa. Em
função desta pressão negativa (variável conforme a rotação e posição da borboleta de estrangulamento (acelerador), ocorre
um fluxo de ar. Dessa forma, o combustível é arrastado e aspirado dos alimentadores da marcha lenta e do injetor principal
pelo fluxo de ar com pressão negativa (vácuo) que passa através do venturi. Forma-se então, a mistura ar/combustível
necessária para a queima no cilindro. O combustível é pulverizado no venturi, formando a mistura ar/combustível que é
conduzida ao cilindro.

Quando o combustível é sugado da câmara de regulagem pelos injetores devido a baixa pressão gerada pelo efeito venturi,
também gera uma baixa pressão na câmara de regulagem, e a membrana de regulagem também se movimenta em direção
ao venturi.

A membrana de regulagem, através da alavanca de regulagem da agulha e da agulha de admissão, abre a passagem de
combustível, conforme a necessidade do motor.

A quantidade de combustível que escoa pelos injetores ao venturi pode ser regulada pelo parafuso de regulagem principal
(H) e pelo parafuso de regulagem da marcha lenta (L).
Carburação

POSIÇÕES DE FUNCIONAMENTO DOS CARBURADORES

PARTIDA – MOTOR FRIO

Para acionar o motor frio, a borboleta do afogador (1) deve


ser fechada, enquanto a borboleta de estrangulamento
(acelerador) deve ficar parcialmente aberta.

Pelo fato de a borboleta do afogador estar fechada, ocorre


no venturi uma forte depressão (vácuo), pois somente
pouca quantidade de ar flui através do furo da borboleta do
afogador. Dessa forma é aspirada uma pequena quantidade
de ar e uma grande quantidade de combustível do injetor
principal (2) e dos injetores primários e secundários (3,4).
Formando-se assim uma mistura rica em combustível,
necessária para a primeira ignição do motor

PARTIDA - MEIA ACELERAÇÃO

Após o motor dar o sinal da primeira ignição, abre-se a


borboleta do afogador, e ela continua parcialmente aberta.
O motor funciona com uma rotação média, dessa forma a
baixa pressão (vácuo) gerada pelo venturi combinado com a
abertura parcial do acelerador succiona combustível apenas
pelos injetores primários e secundários, formando a mistura
correta para o motor trabalhar em média aceleração.

MOTOR FUNCIONANDO EM MARCHA LENTA

Com um simples toque no acelerador, a borboleta do


acelerador se fecha ficando em posição de repouso
(acelerador desacionado). Nessa posição, o motor precisa
de uma baixa quantidade da mistura ar/combustível para
funcionar. A baixa pressão que se forma atrás da borboleta
do acelerador (lado direito da borboleta) atua no injetor
primário, por isso em marcha lenta o combustível flui
somente pelo injetor primário. Pelo injetor secundário entra
adicionalmente uma pequena quantidade de ar, evitando
que seja aspirado combustível em demasia, o que
provocaria uma mistura muito rica no motor.

MOTOR FUNCIONANDO EM ALTA ROTAÇÃO

Para esta rotação é necessária uma grande quantidade de


mistura ar/combustível. A borboleta do acelerador deve
estar completamente aberta. Uma grande quantidade de ar
passa pelo venturi. Desta forma, o injetor principal entra em
funcionamento. O injetor principal localiza-se na parte mais
estreita do venturi. Através deste local estreito, o ar
aspirado passa com maior velocidade, ocorrendo uma forte
depressão (vácuo) que succiona o combustível da câmara de
regulagem pelo injetor principal e pelos injetores primário e
secundário também. O combustível é, portanto, arrastado
pelo ar aspirado que passa pelo venturi em direção ao
cilindro para ocorrer o processo de combustão.
Carburação

PRATA OURO

BOMBA DE ACELERAÇÃO

O motor precisa de muito mais mistura ar/combustível em aceleração total do que quando está em marcha lenta.

Quando a alavanca do acelerador é acionada rapidamente, o motor precisa ser alimentado com uma quantidade maior de ar
e combustível.

O ar se adapta muito rapidamente às novas condições de fluxo, devido a sua baixa massa. O combustível tem uma massa
maior e é mais lento que o ar. Isso significa que leva um certo tempo antes que o combustível suficiente seja misturado ao ar.

Como resultado, a mistura permanece pobre por alguns momentos durante a aceleração e o motor não desenvolve potência.
Chamamos isso de ponto de estagnação ou “flat spot”.

Para compensar esse efeito, alguns carburadores são equipados com uma bomba de aceleração.

1. Pistão;
2. Mola;
3. Eixo do acelerador;
4. Injetor principal;
5. Anel vedação.

Acelerador desacionado Acelerador acionado

O pistão está localizado em um furo no eixo do acelerador e é mantido na posição neutra por uma mola. O furo está
conectado ao injetor principal.

Na posição neutra, a parte superior do pistão toca o eixo do acelerador. Quando o acelerador é acionado, o eixo do
acelerador gira rapidamente, empurrando o pistão para dentro do furo, que empurra o combustível para dentro do venturi
pelo injetor principal.

Dessa forma, a mistura é enriquecida rapidamente evitando falhas no funcionamento do motor. Quando o acelerador é
desacionado, o pistão volta à sua condição de retorno e se carrega novamente de combustível, estando preparado para um
próximo momento de aceleração.
Carburação

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BOMBA MANUAL DE COMBUSTÍVEL

É um atributo encontrado em alguns equipamentos que têm por finalidade principal facilitar a partida.

O acionamento da bomba manual deve acontecer antes de puxar o arranque, pois a função da bomba é de preencher
previamente o carburador com combustível, diminuindo assim o número de vezes que o usuário deve puxar o manípulo de
arranque para fazer o motor funcionar.

1. Válvula de retenção;
2. Nípel de retorno;
3. Válvula;
4. Fole;
5. Membrana reguladora;
6. Orifício;
7. Balancim;
8. Agulha de admissão.

Apertando o fole da bomba (4), a válvula (3) abre, deixando retornar (2) o ar e o combustível existente dentro do fole para o
tanque.

Ao soltar o fole, ocorre uma depressão (vácuo) e a membrana reguladora (5) é pressionada contra o balancim. A agulha de
admissão (8) abre-se, o combustível flui da câmara da bomba para a câmara da membrana reguladora.

O excesso de combustível aspirado chega ao fole através do orifício (6), passando pelas membranas da válvula (3) que se
levantam. Ao apertar novamente o fole, o excesso de combustível retornará ao tanque.

Todos os carburadores equipados com bomba manual de combustível, estão equipados com uma válvula de retenção (1) na
câmara da membrana reguladora.

Ao acionar a bomba manual, a válvula se fecha, evitando que seja aspirado o ar do venturi e dos injetores para a câmara da
membrana reguladora.

Durante o funcionamento normal, a válvula está aberta, deixando fluir combustível para os injetores.

Obs: Se a bomba manual não for acionada, o motor funcionará normalmente, contudo será necessário puxar um maior
número de vezes o manípulo do arranque até que a bomba de combustível integrada ao carburador consiga preencher o
carburador com combustível.
Carburação

CONHECENDO AS PARTES DO CARBURADOR

1. Filtro;
2. Câmara de impulsos;
3. Membrana da bomba;
4. Válvulas de entrada e saída;
5. Parafuso LA.

1. Injetor calibrado - Giclê

1. Balancim;
2. Mola do balancim;
3. Agulha de admissão;
4. Câmara de regulagem;
5. Membrana de regulagem.

1. Injetores da marcha lenta;


2. Borboleta do acelerador.
Carburação

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REGULAGEM DOS CARBURADORES POR RIQUEZA COM TACÔMETRO PARA MS

1. Fechar agulhas H e L (sentido horário, sem apertar as agulhas, apenas fechar);

2. Abrir agulhas H e L de acordo com o manual de manutenção, ou de acordo com o descrito na própria máquina (indicação
gravada ao lado das agulhas de regulagem);

3. Nesta situação a máquina deve ligar;

4. Ajustar parafuso LA no sentido que a máquina permaneça em funcionamento, porém sem girar o conjunto de corte, se
este estiver montado;

5. Deixar o motor ligado, aquecendo por cerca de um minuto em meia aceleração;

6. Regular parafuso LA com o valor da rotação da lenta + o valor da Riqueza;

7. Regulagem da agulha L: Utilizando um tacômetro, gire lentamente a agulha L no sentido que a rotação suba (sentido
horário ou anti-horário) até encontrar o ponto de máxima rotação = rotação de pico

8. Verificando a rotação de Pico:


a) Se a rotação do pico encontrada for maior que a rotação de pico do Manual de manutenção regule
novamente o parafuso LA = rotação da lenta + o valor da Riqueza . Após volte ao item 7 e busque
novamente o pico na agulha L.
b) Se a rotação do pico for igual ou menor que a rotação de pico do Manual de manutenção, siga para o item 9.

9. Uma vez encontrado o ponto de máxima rotação deve ajustar o parafuso LA até atingir a rotação que corresponde a
soma da rotação da lenta + a rotação de riqueza.

10. Ajustar agulha L na rotação lenta de acordo com o manual de manutenção do equipamento .

11. Regular a agulha H (Máximo de rotações): Acelera-se a máquina por no máximo 5 segundos (tempo necessário para
fazer a leitura do Tacômetro), e regular a rotação máxima de acordo com o manual do equipamento (sentido horário a
rotação aumenta, e sentido anti-horário a rotação diminui);

12. Orientar cliente para não mexer na regulagem.

OBS:. Rotação da Lenta + Valor da Riqueza = Valor de rpm do item 1 da Regulagem da Marcha em vazio do Manual de
manutenção de cada equipamento para o parafuso LA.

Obs:. Rotação de Pico do Manual de Manutenção = Rotação descrita no item 2 da Regulagem da marcha em vazio do
Manual de manutenção do equipamento.

SOFTWARE PARA REGULAGEM DE CARBURADORES POR RIQUEZA


Carburação

OURO

CARBURAÇÃO: DEFEITOS X SOLUÇÕES

DEFEITOS CAUSAS RECURSOS

Agulha de admissão defeituosa, não


O carburador fica saturado, o motor afoga. Limpe a agulha de admissão ou substituí-la.
permitindo boa vedação.

O carburador afoga, mesmo estando a agulha


Mola da alavanca de comando da agulha
de regulagem da alta H completamente Desmonte a mola e monte na posição correta.
montada incorretamente.
fechada.

O carburador afoga, mesmo estando a agulha


na regulagem da alta H completamente Agulha danificada. Substitua a agulha.
fechada.
A borboleta do acelerador está
O motor desliga ou funciona mal na marcha demasiadamente fechada pelo parafuso de Regule o parafuso de encosto da marcha lenta
lenta. encosto da marcha lenta corretamente.
(LA).

O motor não passa para a marcha lenta ou Canal do combustível para marcha lenta
Limpe com ar comprimido.
funciona mal na marcha lenta. entupido.

O motor não passa para a marcha lenta ou Alavanca de comando da agulha da válvula
Ajuste nível da alavanca.
funciona mal na mesma. ajustada incorretamente.

O motor não passa para a marcha lenta ou


Vazamento ou sujeira na agulha da admissão. Limpe ou substituir.
funciona mal na mesma.

O motor não passa para a marcha lenta ou Entrada de ar falso pelo cárter ou pelo Verifique retentores do cárter, junto do
funciona mal na mesma. carburador. cilindro, do carburador e outros.

O motor acelera com dificuldade. Agulha de regulagem muito fechada. Regule.

O motor acelera com dificuldade. Tampa da membrana da bomba solta. Aperte a tampa.

Alavanca de comando da agulha de admissão


O motor acelera com dificuldade. Ajuste.
ajustada incorretamente.

Junta da membrana da bomba com


O motor acelera com dificuldade. Substitua.
vazamento.

Membrana de regulagem (diafragma)


O motor acelera com dificuldade. Substitua.
danificada.
Equipamentos a bateria
Equipamentos a bateria

A STIHL, mantendo sua política de inovação, traz para o mercado brasileiro a exclusiva tecnologia Lithium-Ion PRO, as mais
avançadas baterias de lítio do mercado atual, agora com os mais modernos e eficientes equipamentos da marca STIHL
Equipamentos a bateria

VANTAGENS DO USO DE EQUIPAMENTOS A BATERIA

Dentre as inúmeras vantagens dessa nova tecnologia, podemos destacar:

Não é necessário nenhum tipo de combustível.

Não é necessário fonte externa de energia (energia elétrica, extensão).

Baixo nível de ruído.

Acionamento liga/desliga, muito fácil, não requer prática alguma para fazer o equipamento funcionar.

Acionamento liga/desliga, muito fácil, não requer prática alguma para fazer o equipamento funcionar.
Equipamentos a bateria

AFINAL O QUE É UMA BATERIA?

Inicialmente, deve ficar bem claro que a bateria STIHL é especialmente desenvolvida para ser utilizada com os produtos
STIHL, tendo características exclusivas, compatíveis somente com os produtos desta marca. São lacradas, isentas de
manutenção, não devendo ser aberta em nenhuma hipótese.

Uma bateria é um conjunto de células (pilhas recarregáveis especiais) interligadas em conexões série e paralelo. Esta
disposição determina a tensão elétrica em Volts (V), a corrente elétrica em Ampéres (A) e a capacidade de armazenamento
em Wh (Watts/hora) que esta bateria vai fornecer ao equipamento em que esteja conectada.

1ª etapa 3ª etapa

Energia elétrica Energia elétrica


(Receber energia) (Entregar energia)

2ª etapa

Processo químico
(Acumular energia)

 NA PRIMEIRA ETAPA: é necessário carregar a bateria, para isso utiliza-se um carregador exclusivo STIHL, que deve ser
adquirido juntamente com o modelo de máquina e a própria bateria. A STIHL disponibiliza carregadores na tensão 110 ou
220V. Esse carregador deve ser comprado de acordo com a tensão da rede onde o cliente vai utilizar o carregador.

 NA SEGUNDA ETAPA: a tecnologia de Lithium-Ion PRO das células da bateria, através de um processo químico, acumula
energia em Watts/hora que vai proporcionar o funcionamento do equipamento. O tempo de carregamento de cada
bateria pode depender do modelo do carregador e da capacidade de carga da bateria. Essas baterias não possuem efeito
memória.

 NA TERCEIRA ETAPA: a bateria, ao ser conectada ao equipamento estabelece uma ligação inteligente com ele,
entregando a energia específica que o equipamento necessita durante todas etapas de sua utilização.

Cada equipamento, de acordo com as suas características terá um tempo específico de funcionamento de acordo com
a energia consumida durante sua utilização.
Equipamentos a bateria

EQUIPAMENTOS:
As equipamentos STIHL acionados por bateria são constituídos por componentes eletrônicos de alta tecnologia. As máquinas
são compostas por:

INTERRUPTORES ON/OFF E PROGRESSIVOS:


Através deste interruptor, é possível variar a rotação do motor de 0 a 100%.

MÓDULO ELETRÔNICO:
Transforma a tensão da bateria na tensão que o motor necessita para funcionar. Recebe o sinal do interruptor progressivo e
alimenta o motor para funcionar na rotação determinada sem perda de torque (força do motor).

MOTOR ELÉTRICO:
Alguns modelos utilizam motor de corrente contínua de alta performance, com escovas permanentes (escovas de alta
durabilidade, não pode ser substituída).

Outros modelos utilizam motores EC (eletronicamente comutados) sem escovas de alto torque, alta rotação e de excelente
performance.

MÁQUINA MOTOR
BATERIA
MÓDULO

INTERRUPTOR
MOTOR

Existe uma interação constante dos sistemas eletrônicos com a bateria, permitindo assim uma máxima eficiência do
equipamento, evitando perdas e oferecendo proteção a sobrecargas. O módulo eletrônico tem capacidade de controlar e
limitar a corrente elétrica.
Equipamentos a bateria

CUIDADOS COM A BATERIA E OS PRODUTOS A BATERIA

Proteger contra a umidade.

Proteger contra o calor, fogo e irradiação direta.

Utilizar os produtos entre -10°C e 50°c.

Evite curto circuitos - manter os contatos limpos

Armazene a bateria em lugares secos e fechados

Retire a bateria da máquina para evitar arranques indesejados.

Carregue as baterias somente com carregadores STIHL

Não abra. Não faça manutenções em equipamentos danificados.

Armazene entre temperaturas de 10°C e 20°C. Utilize alternadamente baterias de reserva.

Armazene com estado de carga de 30%.. Não deve ser guardada com carga mínima.

BATERIA

 Não abra.
 Não repare.
 Comprove com o analisador STIHL.

Descarte conforme especificação de cada país.


Sistemas funcionais
Sistemas funcionais

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ATRIBUTOS

São itens de avançada tecnologia que a STIHL disponibiliza em seus equipamentos a fim de facilitar, simplificar, otimizar e
melhorar a eficiência de seus produtos. Você pode perceber esses itens em toda a linha de produtos STIHL. Pois estamos
sempre preocupados em garantir mais durabilidade, segurança, ergonomia, conforto e produtividade aos nossos produtos e
reduzir consideravelmente a emissão de gases ao meio ambiente.

Os atributos abaixo são encontrados em toda a linha de produtos.

FILTRO DE AR VLIES

Indicado para condições de trabalho extremo ou locais com muita poeira.


Especialmente para trabalhos após incêndios e para cortar madeira queimada.

COMPENSADOR

Compensa as variações de pressão em função do entupimento do filtro de ar, agindo


igualmente sobre a membrana de regulagem do carburador. Aumentando o intervalo
de limpeza do filtro de ar, sem perda de potência ou consumo excessivo de
combustível.

ELASTOSTART®

Este sistema, junto com a válvula de descompressão e/ou bomba manual de


combustível, permite um arranque suave, diminuindo o esforço do operador. É o
elemento amortecedor no manípulo que absorve os picos de força. Com isso tem-se um
procedimento de arranque sem picos de esforço ao operador.

MANEJO POR UMA SÓ ALAVANCA – INTERRUPTOR COMBINADO

Todas as funções da máquina como: arranque frio, arranque quente, funcionamento e


desligamento são controlados pela posição de uma única alavanca. Isso faz com que o
manuseio seja especialmente confortável e seguro. As Roçadeiras também funcionam
com esse sistema, praticamente todos comandos são no punho.

TENSOR LATERAL DA CORRENTE

O parafuso tensor é acionado pela lateral através da tampa do pinhão da corrente. Isso
evita o contato da mão com a corrente afiada e as pontas da garra.
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VÁLVULA DE DESCOMPRESSÃO

A válvula de descompressão diminui a compressão no cilindro no momento da


compressão. Com isso a força de tração no cordão de arranque é reduzida
significativamente. O usuário realiza menor esforço e a carga sobre o sistema de
arranque da máquina é menor.

IGNIÇÃO COM MICROPROCESSADOR

Compensa as variações de pressão em função do entupimento do filtro de ar, agindo


igualmente sobre a membrana de regulagem do carburador. Aumentando o intervalo
de limpeza do filtro de ar, sem perda de potência ou consumo excessivo de
combustível.

TAMPA DO DEPÓSITO

Tampas especiais patenteadas para os tanques de combustível e óleo. Os tanques que


possuem essa configuração proporcionam abertura e fechamento rápido, sem esforço e
sem uso de ferramenta.

SISTEMA ANTIVIBRATÓRIO

A STIHL desenvolveu exclusivos sistemas antivibratório. Nos equipamentos motorizados


com sistema AV ocorre redução significativa da vibração gerada pelo motor e nas
ferramentas de corte, proporcionando muito conforto e segurança ao operador.

FREIO DA CORRENTE QUICKSTOP

Exclusiva proteção de mão com acionamento do freio da corrente. A corrente para em


centésimos de segundo após acionado o freio. O freio aciona-se em caso de rebote, por
contato manual e também por inércia. Esse atributo equipa todas as motosserras
comercializadas no Brasil.

CABO ERGONÔMICO

Todos os equipamentos são projetados de forma ergonômica, com a finalidade de


proporcionar ao usuário mais conforto e segurança durante a operação dos produtos.
Dessa forma, o operador consegue trabalhar jornadas mais longas com menos esforço e
menor fadiga.

BOMBA MANUAL DE COMBUSTÍVEL

Esta bomba tem a finalidade de preencher o sistema de combustível antes de puxar o


arranque. Dessa forma, o operador precisará de um menor número de “puxadas” no
arranque para dar a partida da máquina a frio (primeiro funcionamento). Então a
bomba manual de combustível tem a finalidade de faciltar a partida do motor.
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FILTRO DE AR

A STIHL está sempre inovando, buscando melhores tecnologias a fim de melhorar cada vez mais o sistema de filtro de ar de
seus equipamentos. Dessa forma, você vai encontrar diversos tipos de filtro e materiais utilizados a fim de atender a todas as
exigências dos equipamentos.

A função do filtro de ar é de reter as impurezas do ar aspirado, e assim, evitar o desgaste das peças do motor. O filtro de ar
quando sujo diminui a potência do motor, além de aumentar o consumo de combustível e dificultar o arranque.

O filtro de ar deve ser limpado diariamente e com mais frequência quando houver maior acúmulo de impurezas. Antes da
desmontagem, limpe ao redor do filtro, feche o afogador para que nenhuma sujeira possa entrar no carburador e só assim
retire o filtro.

Bata levemente o filtro na mão para que parte da sujeira caia, depois lave-o com gasolina pura (sem óleo 2 tempos), ou lave-
o com água e sabão, sopre-o cuidadosamente com ar comprimido, sentido de dentro para fora. Antes de montá-lo na
máquina, certifique-se de que esteja bem seco.

Sempre que a tela ou elemento filtrante estiver danificado, obrigatoriamente deve ser substituído por um novo filtro.

Recomenda-se sempre ter a disposição um filtro reserva, evite limpar o filtro sujo no local de trabalho (campo).
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COMPENSADOR

O compensador é um diferencial exclusivo dos equipamentos STIHL. Este sistema permite que utilizemos um equipamento
motorizado por um tempo maior, sem a necessidade de limpar o filtro, ou seja, aumenta o intervalo entre uma limpeza e
outra.

O compensador tem por objetivo compensar a mudança de pressão sobre a membrana de regulagem (diafragma) quando o
filtro de ar estiver sujo. Essa compensação de pressão ocorre devido a ligação existente entre o ar interno do filtro de ar e o
ar que atua sobre a membrana de regulagem, ou seja, quando essas duas pressões são iguais, na mesma proporção em que
passa uma menor quantidade de ar pelo venturi do carburador, também passa uma menor quantidade de combustível pelos
injetores do carburador, onde a mistura (ar/ combustível) permanece a mesma.

Assim evita a perda de rendimento do motor por causa da obstrução do filtro de ar, pois a redução do volume de ar aspirado
e o excesso de combustível causa perda de potência.

O compensador tem a capacidade de permitir que a máquina trabalhe em boas condições com um grau de entupimento do
filtro de 70% a 80%.

Sistema sem compensador

Pi = Pressão interna no filtro de ar


Pa = Pressão atmosférica
Pr = Pressão na câmara de combustível
(pressão exercida nos injetores do carburador)

Sistema com compensador

Verifique que nesse caso a PI dentro do filtro, também atua na membrana de regulagem, por causa da ligação existente entre
o filtro e a membrana de regulagem.

No primeiro desenho, a PI no filtro é independente da pressão externa que atua sobre a membrana de regulagem. Por isso,
quando o filtro de ar estiver sujo, há um aumento de consumo e baixo rendimento do motor.
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CURVA DE POTÊNCIA – COMPENSADOR X SEM COMPENSADOR

Curvas de potência dos equipamentos motorizados STIHL

Menos ar chega à câmara de combustão quando o filtro de ar está sujo. O compensador lida com isso, porém o cilindro não
recebe a melhor carga possível de ar/combustível. Um filtro de ar sujo em máquinas com compensador (B), portanto, produz
uma diferença de potência de ∆P1.

Em máquinas sem compensador (C), é admitido muito combustível no cilindro, ou seja, a mistura de ar/combustível é muito
rica. Isso causa uma severa perda de potência ∆P2 em comparação com um carburador com compensador.

O compensador não permite que a mistura de ar/combustível se torne muito rica. Por esse motivo, não é mais necessário
continuar reajustando o parafuso de alta velocidade conforme a contaminação do filtro piora.

Contudo, a potência do motor é reduzida como resultado do volume menor de ar. A potência total do motor pode ser
restaurada somente após a limpeza ou substituição do filtro de ar.
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SISTEMA DE ARREFECIMENTO

Este sistema é o responsável por manter o motor na temperatura ideal de trabalho.

Todos os sistemas de arrefecimento das máquinas STIHL são a ar, e é composto por um volante com aletas e as aletas do
cilindro.

O volante gira conectado ao virabrequim, produzindo um fluxo de ar que será direcionado para as aletas do cilindro,
ajudando a retirar o excesso de calor produzido no processo de combustão.

Como o volante “puxa“ o ar externo, é muito importante manter sempre limpa e desobstruídas as aberturas da tampa de
arranque, bem como a limpeza constante das aletas do cilindro. Dessa forma, manteremos a dissipação constante do calor
evitando o superaquecimento do motor.

Dissipar significa: retirar o excesso de calor gerado pela combustão.

Nunca devemos trabalhar com um equipamento com:

 Falta da carenagem que envolve o cilindro ou com ela quebrada.


 Aletas do cilindro quebradas.

Aletas do volante quebradas (além de produzir pouco fluxo de ar, causa desbalanceamento do volante e consequente danos
ao conjunto motor).
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SISTEMA DE ARRANQUE

Para efetuar a partida dos motores a combustão, é necessário a atuação de uma força externa para dar os primeiros giros do
motor até que aconteça a combustão e o motor funcione.

Esse processo é denominamos como sistema de arranque, e a STIHL está sempre inovando, buscando alternativas para
oferecer mais facilidade e conforto na hora de fazer o motor funcionar.

A grande maioria dos motores está equipada com um sistema manual com um ou dois engates de tração.

1. Volante;
2. Cordão de arranque;
3. Polia;
4. Peça de engate;
5. Grampo elástico;
6. Eixo.

Ao puxar o cordão, a polia gira, e a peça de engate abre, pela ação do grampo elástico. A peça de engate encaixa em uma das
ranhuras do volante, que é movimentado juntamente com o virabrequim, biela e pistão. Com isso, o motor entra em
funcionamento, solta-se o cordão de arranque, e ele é recolhido junto com a peça de engate, em função da mola de recuo.
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ELASTOSTART®

Este é mais um componente do sistema de arranque que está presente em quase todos produtos STIHL e tem a finalidade de
amortecer o impacto do motor para as mãos do usuário. Consiste de um elastômero junto ao manípulo e corda de arranque
que vai se esticar, suavizando o impacto, dando mais conforto durante o arranque do motor.

ERGOSTART®

Equipamento de alta tecnologia e exclusivo da STIHL, para oferecer um arranque confortável e sem solavancos, onde o
usuário simplesmente puxa o cordão de arranque e pode fazê-lo de forma leve e uniforme, diminuindo em 60% a velocidade
da puxada e com 50% a menos de energia gasta.

Uma segunda mola (peça vermelha) é adicionada à tampa de arranque. Essa mola acumula a energia do arranque e libera a
energia acumulada para movimentar o virabrequim.

Cuidados com o Arranque

Para aumentar a durabilidade das peças de engate e da mola de recuo observe o seguinte:

 Puxe lentamente o manípulo, até as peças de engate se abrirem e encaixar no volante, após isso, puxe o manípulo com
firmeza e velocidade até o motor funcionar.
 O cordão de arranque tem um comprimento determinado, não puxe além desse comprimento para não danificar o
conjunto de arranque.
 O cordão deve ser puxado verticalmente em relação a tampa de arranque, para que o cordão não se danifique ao atritar
com o olhal de saída do cordão.
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IGNIÇÃO COM PLATINADO

As máquinas antigas eram equipadas com sistema de ignição com platinado.

O princípio de funcionamento é similar ao descrito para a ignição eletrônica. Porém, a liberação de energia para a centelha da
vela de ignição é dada pela abertura dos platinados, os quais são acionados mecanicamente pelo came do volante.

O condensador ligado em paralelo com o platinado, evita a formação de arco voltaico entre as extremidades de contato do
platinado.

Platinado e condensador são de vital importância para o bom funcionamento do motor e devem ser verificados
periodicamente, bem como o ponto de ignição.

Esse sistema está ultrapassado, não sendo mais utilizado em novos equipamentos, pois apresenta muitas desvantagens:

 Dificuldade em acertar o ponto de ignição corretamente;


 Com o desgaste natural do platinado, o ponto de ignição se altera;
 Requer ajuste com mais frequência;
 Muitas peças com possibilidade de dar problemas (contatos platinado, condensador);
 Sistema muito sensível a umidade (presença de umidade altera todo funcionamento).

SISTEMA DE IGNIÇÃO ELETRÔNICO

Os motores equipados com ignição eletrônica não possuem platinado mecânico. Por esse motivo, eliminam-se os defeitos
motivados por essa peça sensível ao desgaste. Além disso, um sistema de ignição eletrônica é insensível a umidade, sujeira e
oscilação de temperatura e, em caso de defeito, a peça inteira é substituída, não podendo ser consertada.

A ignição magnética de alta tensão compõe-se do volante com ímã permanente e módulo de ignição. Para o funcionamento
do sistema de ignição, são necessários também, cabo de ignição e vela de ignição.

A inversão da rotação do motor é evitada pela magnetização assimétrica dos ímãs permanentes. O funcionamento da ignição
eletrônica baseia-se no princípio da indução magnética.
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PRATA OURO

Liberação de energia

A centelha na vela de ignição é gerada a cada rotação do


virabrequim/volante, e o ponto de ignição é definido pela
posição da chaveta de fixação do volante no virabrequim e
pela posição do módulo de ignição na carcaça. A cada
rotação, o ímã permanente passa pelo módulo de ignição
gerando alteração do fluxo magnético e da corrente elétrica.
A bobina disponibiliza a alta tensão necessária para gerar a
centelha na vela. A liberação dessa energia para a vela é
realizada pelo tiristor, que é acionado pela corrente elétrica
gerada por uma pequena bobina de pulso, que também faz
parte do módulo de ignição.

VELA DE IGNIÇÃO

A vela de ignição deve inflamar a mistura ar/combustível por meio da faísca de ignição gerada entre as extremidades do
eletrodo central e do eletrodo de massa.

Toda verificação de defeitos no sistema de ignição deve ter início na vela de ignição. Quando houver dificuldade de
rranque, baixo rendimento do motor ou falhas na ignição, deve-se retirar, limpar, regular e testar a vela.

Em caso de haver, no espaço entre os eletrodos, óleo carbonizado, ele deve ser eliminado com uma escova de aço ou
com um jato de areia. Em seguida, deve ser feita a limpeza com ar comprimido. Se a vela estiver empastada com óleo, ele
é dissolvido com um solvente líquido para graxas e soprado igualmente com ar comprimido. A sujeira na vela pode ser
produzida por uma mistura de combustível incorreta, óleo de qualidade inadequada, carburador ajustado para uma
mistura muito rica, filtro de ar sujo ou pela borboleta do afogador parcialmente fechada.
Sistemas funcionais

Nota: O tipo de vela especificado não deve ser alterado, pois o grau térmico da vela é adequado ao motor. A alteração do
grau térmico pode causar prejuízo à queima do combustível e ao funcionamento e vida útil do motor.

Visto que a distância entre os eletrodos aumenta em função do desgaste, a abertura deve ser controlada e corrigida
regularmente com um calibrador de folga. A distância pode ser reajustada, entortando o eletrodo lateral para a medida
indicada. Se os eletrodos estiverem demasiadamente gastos, deve-se colocar uma vela nova. A verificação perfeita da vela
somente pode ser efetuada com um aparelho para ensaio de velas. Como recurso, pode-se testar a vela desenroscada e
limpa, colocando-a no contato de encaixe do cabo de ignição e apoiando-a contra a massa. Puxando o cordão de arranque,
deve surgir uma forte faísca entre os eletrodos. Não havendo faísca, mesmo a vela estando em perfeitas condições, verifique
as conexões dos cabos, isolações defeituosas nos cabos de ignição ou no circuito que conduzem a corrente à massa. Em
consequência disso, o motor não arranca, ou funciona mal. Antes de colocar a vela, limpe o assento da vela e verifique se o
anel de vedação não está danificado.

Voltagem disponível x Carbonização

A voltagem necessária para gerar a centelha de ignição diminui em função da carbonização, pois a corrente elétrica flui
através do acúmulo de carvão.

GRAU TÉRMICO

O motor em funcionamento gera na câmara de combustão uma alta temperatura que é absorvida na forma de energia
térmica pelo sistema de refrigeração e uma parte pelas velas de ignição. A capacidade de absorver e dissipar o calor é
determinada pelo grau térmico.

Como existem vários tipos de motores com maior ou menor carga térmica são necessários vários tipos de velas com maior ou
menor capacidade de absorção e dissipação de calor. Temos assim velas do tipo quente e frio.
Sistemas funcionais

TIPO QUENTE

É a vela de ignição que trabalha quente o suficiente para queimar depósitos de carvão quando o motor está em baixa
rotação. Possui um longo percurso de dissipação de calor, o que permite manter alta temperatura na ponto do isolador.

TIPO FRIO

É a vela de ignição que trabalha fria, suficientemente para evitar a carbonização, quando o motor está em baixa rotação.
Possui um percurso mais curto permitindo a rápida dissipação de calor. É adequada aos regimes de alta solicitação do motor.
O grau térmico da vela de ignição NGK é indicado pelo número central do código:

Nota:
Número maior: tipo frio
Número menor: tipo quente

Analisando algumas velas em utilização:

Figura 1. Vela normal - mistura de combustível correta, valor térmico correto;


Figura 2. Vela com fuligem - mistura de combustível rica, valor térmico alto, distância dos eletrodos errada;
Figura 3. Coberta com óleo - muito óleo na mistura;
Figura 4. Aqueceu demais - mistura pobre, grau térmico baixo, vela de ignição solta ou com folga.
Sistemas funcionais

Fluxo de análise e solução de problemas do Sistema de Ignição


Sistemas funcionais

PRATA

SISTEMA ANTIVIBRATÓRIO

Os produtos STIHL em sua grande maioria são equipados com um sistema antivibratório. A função deste sistema é oferecer
maior conforto ao usuário, permitindo jornadas mais longas com menos desgaste físico, mais segurança e produtividade. Nas
motosserras e nos outros produtos, o sistema antivibratório está montado entre o elemento motor e os locais onde o usuário
segura o equipamento, ou onde o produto entra em contato com o corpo do usuário como no caso dos sopradores e
pulverizadores.

Este sistema AV é normalmente constituído de amortecedores fabricados com elastômeros ou molas especialmente
desenvolvidas com alta tecnologia a fim de proporcionar uma grande redução causada pelo conjunto motor e/ou conjunto de
corte.
Sistemas funcionais

PRATA

SISTEMA DE TRANSMISSÃO

Embreagem
A embreagem é o elemento que liga o motor ao conjunto de corte. A transmissão do movimento do motor para a corrente
de corte efetua-se por intermédio de uma embreagem centrífuga. A embreagem é composta de um arrastador, 2 ou 3
contrapesos centrífugos, 2 ou 3 molas de tração ou uma mola circular, conforme o modelo da embreagem e a potência do
equipamento.

Forçados pela força centrífuga, os contrapesos são prensados contra o tambor da embreagem (em função do aumento da
rotação) e transmitem a força do motor (torque) ao conjunto de corte.

A tensão prévia e a rigidez das molas de tração são calculadas de tal maneira que o revestimento dos contrapesos centrífugos
começa a fazer contato com o tambor de embreagem, normalmente acima de 3.500 RPM.

Por este motivo, o carburador deve estar ajustado para que a corrente permaneça parada enquanto o motor estiver
trabalhando na marcha lenta.

A embreagem dos produtos STIHL, praticamente não necessita de manutenção, mas está sujeita ao desgaste natural e deve
ser revisada regularmente, para garantir o seu perfeito funcionamento.

 Se na rotação lenta correta (2.500 a 2.800 RPM), o tambor que é acionado pela embreagem estiver girando,
possivelmente as molas da embreagem perderam sua força de tração e necessitam ser trocadas;

 Substitua sempre todas as molas da embreagem, inclusive a STIHL disponibiliza o kit com 2 ou 3 molas, dependendo do
modelo da embreagem;

 Lubrifique com frequência o rolamento de agulhas entre virabrequim e tambor;

 Ao inspecionar a embreagem, inspecione sempre a parte interna do tambor, seu desgaste não deve ultrapassar 20% da
espessura da própria chapa do tambor;

 Normalmente o maior torque de todo equipamento é o de aperto da embreagem, portanto tenha sempre em mãos a
ferramenta certa para o aperto ou retirada da embreagem, e sempre siga o torque indicado no manual do produto;

 Nunca, em hipótese alguma, faça funcionar o motor com embreagem montada e sem tambor (riscos de acidente).
Sistemas funcionais

BRONZE PRATA OURO

SISTEMA DE FREIO DA CORRENTE

O sistema de freio da corrente foi inventado pela STIHL no ano de 1972 e justamente para evitar acidentes com o efeito
“rebote”.

Rebote, também chamado de golpe de retrocesso da motosserra, é o movimento brusco do sabres para cima, que acontece
quando a corrente toca involuntariamente a madeira ou outro objeto com o quarto superior da ponta do sabres no processo
de corte, desgalhamento ou poda.

Este é o principal sistema de segurança das motosserras, pois é um dispositivo que garante a parada instantânea da corrente
em caso de rebote.

O acionamento deste sistema ocorre através do deslocamento da proteção da mão em sentido oposto ao cabo.

Este acionamento pode também ser automático, ou seja, ocorre a frenagem quando a máquina cair ou sofrer batidas ou
movimentos bruscos, mesmo sem acionar mecanicamente a proteção de mão que aciona o freio, é o que chamamos de
acionamento do freio por inércia.

Quando a proteção de mão é acionada, um sistema de alavancas libera a mola do freio, esta mola ao se contrair aciona a
cinta do freio que vai travar o giro do tambor, ocasionando de forma imediata a frenagem da corrente de corte.
Sistemas funcionais

1. Protetor de mão;
2. Alavanca de acionamento;
3. Alavanca de freio;
4. Cinta do freio;
5. Mola de freio;
6. Tambor de embreagem;
7. Pinhão da corrente;
8. Embreagem;
9. Contra pesos;
10. Mola da embreagem.

O mecanismo de comando (sistema de alavanca) deve estar em perfeitas condições, ser limpado e lubrificado com graxa
e/ou óleo conforme quadro acima:

A proteção da mão não deve apresentar qualquer falha e estar fixada corretamente.

Nota: A cinta do freio e o tambor da embreagem devem estar isentos de óleo ou graxa.

Havendo qualquer falha ou possível causa de falha, em algum dos componentes, ele deve ser substituído por nova peça
original STIHL.

O tambor da embreagem deve ser substituído também, quando houver desgaste de (no máximo) 20% da espessura da chapa
de aço.

Para reduzir o risco de rebote:

 Segure a motosserra bem firme com ambas as mãos;


 Corte com a máxima potência;
 Preste atenção na ponta do sabres;
 Não cortar vários galhos ao mesmo tempo;
 Realize o “corte com a ponta” somente se tiver experiência com esta técnica de trabalho;
 O trabalho deve ser realizado com uma corrente perfeitamente afiada e tensionada. A distância do limitador de
profundidade deve ser a especificada pelo fabricante.
Sistemas funcionais

PRATA

SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO

O Conjunto de Corte das motosserras necessita de lubrificação adequada para seu perfeito funcionamento.

A bomba de óleo transporta o óleo lubrificante do tanque de óleo ao sabre e a corrente. Para garantir uma perfeita
lubrificação do conjunto de corte, ela deve funcionar bem. Como a quantidade de óleo necessária depende do comprimento
do conjunto de corte, a maioria das bombas de óleo, principalmente das motosserras profissionais, são equipadas com
dispositivos, através dos quais pode ser regulada a vazão de óleo.

Na bomba de óleo, o pinhão da motosserra aciona uma pequena roda dentada que, através da roda dentada maior (2) e do
sem-fim (3), coloca o êmbolo da bomba (4) em movimento. A bomba só começa a funcionar quando o pinhão estiver
girando. O êmbolo que se encontra sob pressão da mola helicoidal (7) é movimentado através da superfície chanfrada deste,
que desliza contra a parte esférica do pino de regulagem (5). Um lado do êmbolo da bomba (4) desliza em um furo da carcaça
da bomba (1), enquanto o lado do pino de regulagem é guiado por uma bucha (6) assentada na carcaça. A cavidade no
êmbolo da bomba regula a aspiração e a vazão do óleo lubrificante. Girando o pino de regulagem (5) pode ser modificado o
curso do pistão e, com isto, a vazão.

DEFEITOS CAUSAS SOLUÇÕES

Tanque de óleo vazio. Abasteça o tanque de óleo com lubrificante.

Furo de entrada de óleo no sabre entupido. Limpe o furo de entrada de óleo no sabre.

Lave o conduto e o cabeçote de aspiração com


gasolina pura, limpe e/ou sopre com ar comprimido.
A corrente não recebe óleo lubrificante. Conduto de óleo ou cabeçote entupido.
Eventualmente, coloque um cabeçote de aspiraçao
novo.

Respiro do tanque de óleo entupido. Limpe o respiro da do tanque de óleo ou subistitua.

Troque o êmbolo da bomba e sem-fim (é preferível


Êmbolo da bomba e sem-fim com defeito.
colocar uma nova bomba de óleo).
Análise de falhas
Análise de falhas

OURO

DANOS NO PISTÃO:

LOCALIZAÇÃO: LATERAIS DE DESLIZAMENTO DO PISTÃO

 Situação: Estrias ao longo e ao redor de toda a


superfície;
 Causas: Mistura incorreta do combustível (combustível
com pouco óleo para motores), combustível velho ou de
qualidade inadequada.

LOCALIZAÇÃO : TOPO DO PISTÃO

• Situação: Fusão com perfuração;


• Causas: Ignição por incandescência pela vela de ignição
com valor térmico muito baixo, ou combustivel com
baixo índice de octanas (< 90 ROZ).

Octanagem ou número de octanos (NO) é a propriedade do


combustível que representa sua capacidade de resistir à
compressão sem entrar em auto-ignição. É o indice de
resistência a detonação.

LOCALIZAÇÃO : LADO DE ESCAPE

• Situação: Estrias ao longo de toda a superfície;


• Causas: Sobrecarga térmica devido a refrigeração
insuficiente, carcaça do ventilador muito suja, obstruída,
aletas de refrigeração do cilindro excessivamente
carregadas com sujeira.

LOCALIZAÇÃO : ÁREA DOS ANÉIS DE COMPRESSÃO

• Situação: Carbonização;
• Causas: Foi usado óleo de motor inadequado ou
impróprio, o qual fica aderido entre os anéis e o pistão,
restringindo a mobilidade e o movimento dos anéis.

LOCALIZAÇÃO : INTERIOR DO PISTÃO

• Situação: Depósitos de óleo;


• Causas: O lubrificante da corrente penetra no cárter
através de uma junta com vazamento e fica
acumulando-se no pistão e outras partes do motor.
Análise de falhas

OURO

DANOS NO PISTÃO:

LOCALIZAÇÃO: ENTRE OS ANÉIS DE SEGMENTO

 Situação: Nervura anular quebrada;


 Causas: A alta pressão da combustão sobre o anel do
pistão é transmitida ao campo do pistão (nervura
anular), por pre-ignição / picotagem (potência de
octanas sobre o combustível < 90 ROZ) resultando num
aumento de pressão e superaquecimento.

LOCALIZAÇÃO: PAREDE DO PISTÃO

 Situação: Fenda na saia / parte inferior externa do


pistão;
 Causas: Um corpo estranho externo entrou no motor,
através da admissão ou parte de alguma peça do
virabrequim(rolamento, esfera, agulha ou pedaços da
gaiola).

LOCALIZAÇÃO: SAIA DO PISTÃO, LADO ADMISSÃO

 Situação: Superfície fosca ao longo do pistão;


 Causas: Poeira abrasiva causa desgaste excessivo na saia
do pistão e nos anéis;
 Solução: Revise as condições e o tipo do filtro de ar.

 Situação: Desgaste anormal.


 Causas: Partículas de poeira entraram no motor através
da admissão, filtro de ar com defeito, manutenção
insuficiente do filtro, filtro de ar inadequado.

LOCALIZAÇÃO: LADO EXTERNO DO PISTÃO

 Situação: Anel de pistão quebrado;


 Causas: O anel ficou muito enfraquecido pelo desgaste;
 Consequências: a falta de manutenção preventiva
ocasiona a quebra do anel.

LOCALIZAÇÃO: ANÉIS DO PISTÃO

 Situação: Anel quebrado;


 Causas: Desgaste excessivo do anel do pistão significa
que o anel não está mais sendo controlado dentro da
sua ranhura;
 Consequências: Partes do anel quebrado estragam a
superfície do percurso do pistão.
Análise de falhas

OURO

DANOS NO PISTÃO:

LOCALIZAÇÃO : ANÉIS DO PISTÃO

 Situação: Desgaste;
 Causas: A longa duração da vida operacional do motor
ou os efeitos da poeira provocam o desgaste dos anéis
do pistão;
 Consequências: A largura do anel fica muito grande, por
isto ocorre uma forte perda da compressão.
 Resultado: O anel vai ficando fraco, se quebra, ou o
motor fica sem compressão.

OBS: Enquanto o anel de segmento do pistão for novo, a


folga do embate do anel de segmento do pistão é de
0,2...0,4mm.

LOCALIZAÇÃO : TOPO DO PISTÃO

 Situação: Danos causados pelo impacto de corpos


estranhos;
 Causas: Partículas maiores de rolamentos entraram na
câmara de combustão através das aberturas de
transferência, ou pela janela de admissão.

 Situação: Danos causados pelo impacto de corpos


estranhos.
 Causas: Esferas soltas do rolamento principal entraram
na câmara de combustão através das aberturas de
transferência.

LOCALIZAÇÃO : CORPO DO PISTÃO

 Situação: O pino de retenção do anel ficou solto;


 Causas: O pino de retenção não foi pressionado
corretamente.

LOCALIZAÇÃO : PAREDES DO CILINDRO

 Situação: Parede interna com estrias;


 Causas: Corpos estranhos entraram entre o pistão e a
parede do cilindro (neste caso foi um anel trava do pino
do pistão que não foi devidamente fixado).
Análise de falhas

OURO

DANOS NO PISTÃO:

LOCALIZAÇÃO: INTERNO CILINDRO E SAIA DO PISTÃO

 Situação: Desgaste acentuado no lado da saída dos


gases de escape em toda superfície de deslizamento do
pistão;
 Causas: Excesso de carbonização uso de óleo de forma
inadequada excesso de óleo. Falta de manutenção
preventiva.

LOCALIZAÇÃO: LADO DA ADMISSÃO

 Situação: Desgaste;
 Causas: Longa vida operacional do motor. Tempo
prolongado de operação e efeitos da admissão de
poeira.

LOCALIZAÇÃO: PARTE INTERNA DO CILINDRO

 Situação: Sem revestimento.


 Causas: O cilindro foi retrabalhado após um leve
engripamento do pistão .

OBS: Cilindros revestidos com Ni ou Cr não devem ser


submetidos à retrabalhos.

PARTES DE CARBURADOR:

LOCALIZAÇÃO: BOMBA DE COMBUSTÍVEL

 Situação: Superfície da membrana deformada na área


da bomba;
 Causas: Os gases no canal de impulso por uso de
combustível fora do especificado ou longo período do
equipamento sem funcionamento.

LOCALIZAÇÃO: TELA DO COMBUSTÍVEL (PENEIRA)

 Situação: Sujo;
 Causas: Partículas de sujeira entram no carburador
através do cabeçote de aspiração danificado ou pela
mangueira de combustível.
Análise de falhas

OURO

PARTES DE CARBURADOR:

LOCALIZAÇÃO: AGULHA DE ADMISSÃO

 Situação: Desgaste da ponta de viton;


 Causas: Aumento da abrasão mecânica devido a
partículas de sujeira no combustível. Cabeçote de
aspiração sem o elemento interno ou inadequado.

LOCALIZAÇÃO: AGULHA DE ADMISSÃO

 Situação: Agulha trancada.


 Causas: Partículas de pó no combustível ou um período
prolongado sem uso podem ocasionar que a agulha
fique travada.

LOCALIZAÇÃO: CÂMARA DE REGULAGEM

 Situação: Exterior da câmara muito sujo;


 Causas: A sujeira entrou através do furo de
compensação na tampa final.

LOCALIZAÇÃO: MEMBRANA DE REGULAGEM

 Situação: Diafragma regulador deformado;


 Causas: Combustível abrasivo ou um longo período de
funcionamento.

LOCALIZAÇÃO : ALAVANCA REGULADORA – BALANCIM

 Situação: Posição incorreta da superfície de contato do


balancim com a membrana reguladora;
 Causas: Alavanca de controle (balancim) da admissão
mal ajustada ou dobrada.
Análise de falhas

OURO

DANOS SABRES E CORRENTES

LOCALIZAÇÃO: ELOS DE UNIÃO E ELOS DE TRAÇÃO

 Situação: Desgaste bastante grande;


 Causas: Sujeira abrasiva, pressão excessiva no momento
do corte, e dentes de corte sem afiação.

LOCALIZAÇÃO: REBITES

 Situação: Cabeça de rebite danificada.


 Causas: Rebitamento realizado inadequadamente na
oficina.

 Situação: Cabeça de rebite quebrada e perdida.


 Causas: Grandes rebarbas na base dos dentes de corte,
devidas à lubrificação insuficiente, excesso na pressão
de alimentação e engrenagem do sabre e pinhão
seriamente desgastados.

LOCALIZAÇÃO: DENTES DE CORTE

 Situação: Dentes de corte e limitadores de profundidade


danificados;
 Causas: Contato com objetos sólidos como pedras e
metais.

DANOS EM FILTROS DE AR

LOCALIZAÇÃO: FILTRO DE AR (FLOCADO)

 Situação: Flocado do filtro danificado;


 Causas: Falta de cuidados na limpeza do filtro. Uso de
ferramentas inadequadas, uso de ar comprimido muito
próximo ou excesso de pressão de ar.

LOCALIZAÇÃO: (MALHA DE ARAME)

 Situação: Malha rasgada;


 Causas: A malha foi rasgada por dano mecânico, por
exemplo: uma chave de fenda combinada escorregou
quando o filtro de ar estava sendo montado.
Análise de falhas

OURO

DANOS EM CABEÇOTE DE ASPIRAÇÃO

LOCALIZAÇÃO: TELA FILTRANTE

 Situação: Malha do filtro danificada.


 Causas: Danos mecânicos, uso de ferramentas
inadequadas para retirar o filtro do tanque.

DANOS EM SILENCIADORES

LOCALIZAÇÃO: PARTE INTERNA DO SILENCIADOR

 Situação: Carbonização;
 Causas: Utilizou-se óleo em excesso na mistura ou óleo
inadequado.

OBS: Neste caso foi usado óleo recuperado.


Conjunto de corte - Motosserras
Conjunto de corte - Motosserras

BRONZE PRATA OURO

Para uma motosserra desempenhar com eficiência a função para a qual foi criada, não depende apenas da tecnologia e
potência de seu motor e da habilidade e técnicas de corte de seu operador.

A parte da motosserra que entra em contato com a madeira para realizar o corte é chamada de Conjunto de Corte.

Dessa forma, devemos ter extrema atenção na lubrificação e manutenção frequentes das peças que compõem o Conjunto de
Corte.

O Conjunto de corte assim denominado é composto de:

 Sabre;
 Pinhão;
 Corrente de corte.

SABRES

Para realizar os diferentes tipos de trabalhos ao qual é submetida as motosserras, existem diferentes tipos de sabres,
desenvolvidos para os mais variados tipos de trabalhos.
Conjunto de corte - Motosserras

Sabre DUROMATIC

Fabricado em aço especial, maciço, temperado e cortado a laser,


porém com boa flexibilidade e resistente a torção.

Suas bordas onde desliza a corrente são temperadas em


moderno processo de têmpera por indução e sua ponta
submetida a grandes esforço de atrito é revestida com exclusivo
material ultra resistente ao desgaste chamado de Stellit.

Essa união do material do sabre com o Stellit é realizada através


de um processo de solda laser.

Em trabalhos que exigem muita utilização da ponta é o mais


adequado.

Na utilização em carvoarias também é o mais


indicado.

Sabre ROLLOMATIC Standard

O corpo do sabre é fabricado em três chapas (duas laterais e


uma central). A chapa central é quem determina a espessura,
profundidade da ranhura e aumenta a estabilidade de flexão.

É um sabre estável e leve, com estrela reversora substituível, 4


rebites no passo 0.325 e 6 rebites no passo 3/8” O processo de
união das três chapas é realizado através de solda ponto.

A lubrificação da estrela é realizada com o próprio óleo da


corrente, necessitando lubrificação de boa
qualidade.

Sabre ROLLOMATIC Super

O corpo do sabre é fabricado em aço especial, maciço,


temperado e cortado a laser.

A estrela reversora é colocada na cabeça do sabre, sendo


rebitada ao corpo.

Pode ser submetido a grandes esforços, sendo indicado para os


mais diversos trabalhos profissionais.

Todos os sabres Rollomatic Super têm a estrela reversora com


passo 3/8”, podendo ser utilizado apenas correntes 3/8”.

Sabre especialmente desenvolvido para motosserras de média e


alta potência com rotações elevadas, pois sua construção
diminui sensivelmente o atrito.

A estrela reversora montada na ponta do sabre, permite que a


corrente passe a uma distância que não tenha contato com o
sabre, diminuindo o desgaste, melhorando a lubrificação,
reduzindo o risco de rebote e aumentando o rendimento do
conjunto de corte.

Em aplicações normais, podemos substituir duas cabeças com


estrela reversora em cada corpo de sabre. Essa durabilidade
pode ainda aumentar ou diminuir se houver ou não os cuidados
necessários na utilização do sabre, quanto a limpeza,
lubrificação, tensionamento e afiação da corrente de corte.
Conjunto de corte - Motosserras

SUBSTITUINDO A CABEÇA COM ESTRELA REVERSORA

O sabre Rollomatic Super apresenta a vantagem de poder substituir a parte que mais gasta em condições normais, no caso, a
cabeça com estrela reversora.

Com auxílio de uma furadeira e uma broca com tamanho pouco maior que o rebite, retire a cabeça dos rebites (com muito
cuidado para
não aprofundar o furo e danificar o furo do sabre).

Com auxílio de um saca-pino bata os rebites para fora e tire a cabeça com a estrela danificada.

Coloque a nova cabeça com estrela reversora, coloque os rebites que acompanham a nova cabeça (rebites vem com
um lado já rebitado).

Com auxilio de um martelo, bata para formar a cabeça do rebite a fim de fixar rigidamente a nova cabeça ao sabre.

Após troca da nova cabeça, verifique a concordância (encaixe da cabeça com o corpo), pequenos ajustes com a lima podem
ser realizados, a fim de que a corrente deslize livremente entre o corpo e cabeça do sabre.

Em alguns casos, por excesso de desgaste do corpo do sabre próximo a cabeça, este encaixe não fica correto, sendo
necessário substituir o sabre.
Conjunto de corte - Motosserras

FATORES DE ESPECIFICAÇÃO DOS SABRES

Rasgo de fixação:

De acordo com a classe de potência do motor se utiliza o


sabre com o rasgo de fixação aberto ou fechado. As
máquinas de baixa potência utilizam o rasgo aberto e as
máquinas de maior potência, o rasgo de fixação do sabre
fechado.

Largura da ranhura:

Cada modelo de sabre tem uma largura definida de acordo


com a corrente de corte que pode ser utilizada.

Os sabres STIHL são fabricados com as seguintes larguras:


1,1 mm
1,3 mm
1,6 mm

Comprimento do sabre:

O comprimento descrito no carimbo no pé do sabre, indica


o comprimento de corte do sabre, ou seja, a sua capacidade
de cortar até aquele diâmetro de uma árvore.

Sabre ROLLOMATIC:

O sabre Rollomatic das motosserras STIHL a gasolina no


Brasil tem a estrela reversora com passo 0,325”, devendo
dessa forma ser utilizado somente com corrente de corte e
pinhão de mesmo passo. O sabre Rollomatic da motosserra
STIHL a bateria tem a estrela reversora com passo 1/4”,
deve-se utilizar corrente e pinhão de passo 1/4”
Conjunto de corte - Motosserras

BRONZE PRATA OURO

PINHÃO

É o componente responsável por transmitir a força de giro do motor para movimentar a corrente de corte na superfície de
deslizamento do sabre.

A STIHL utiliza dois tipos de construção de pinhões em seus equipamentos, e podemos ter os pinhões com diferentes
números de dentes, de acordo com o equipamento e o serviço a realizar.

Z= N° de dentes
Z=6
Z=7
Z=8

O número de dentes do pinhão atua diretamente sobre a


força de corte e a velocidade da corrente.

Grande número de dentes


Maior diâmetro
Velocidade mais alta da corrente
Maior necessidade de potência do motor

Pequeno número de dentes


Menor diâmetro
Velocidade mais baixa da corrente
Menor necessidade de potência do motor

TIPOS DE PINHÃO

Normalmente as máquinas profissionais são equipadas com pinhão com rolete, pois as guias laterais do rolete oferecem um
movimento da corrente mais preciso. E o custo de reposição fica mais vantajoso, visto que será necessário substituir, apenas
o rolete, permanecendo o tambor.
Conjunto de corte - Motosserras

BRONZE PRATA OURO

CORRENTES

A STIHL tem a corrente apropriada para cada modelo de máquina e para cada tipo de trabalho de corte a ser realizado por
motosserras.

As correntes STIHL compõem-se de três elementos e são construídas de acordo com o mesmo princípio. Diferem apenas no
perfil e tamanho dos dentes de corte (tipo da corrente) passo da corrente (distância entre os elos) e espessura do elo de
tração (para encaixe perfeito na ranhura do sabre).

Através dos elos de tração, é transmitida a potência de acionamento do motor, através do pinhão para a corrente.

Os elos de união ligam os elos de tração aos dentes de corte, através de rebites, formando assim a corrente de corte que vai
se movimentar guiada na ranhura do sabres, para realizar o trabalho de corte.

A corrente é o componente do conjunto de corte que executa o trabalho mais pesado, sendo assim é o componente que
mais influencia no resultado do trabalho de corte. Por esse motivo deve ser dedicada grande importância à correta utilização,
manutenção e afiação da corrente.

Para que possamos realizar essas ações, é necessário conhecer todas as especificações e características que envolvem as
correntes de corte STIHL.
Conjunto de corte - Motosserras

BRONZE PRATA OURO

FATORES PARA DETERMINAR UMA CORRENTE DE CORTE

Tipos de Dentes de Corte


O modelo da corrente é determinado pelo tamanho e perfil do dente de corte

Corrente Rapid: perfil normal e comercializado no Brasil Corrente Picco: perfil baixo e comercializado no Brasil no
nos passos 0,325”, 3/8” e 0,404”. Indicado para passo 1/4” e 3/8”. Indicado para motosserras pequenas
motosserras médias e grandes, que utilizam sabre com e construídas na versão PM e PMN que utilizam sabre
largura de canaleta de 1,6 mm. com largura de canaleta de 1,3 e 1,1 mm.
Conjunto de corte - Motosserras

Rapid Standard “RC” (dente arredondado):


Corrente para usuários semiprofissionais e ocasionais e para quem tem pouca
experiência no uso e conservação da corrente de corte. A STIHL no Brasil
comercializa essa corrente apenas com passo 0.404” para ser utilizada nas MS
08 e MS 051 e somente com sabre Duromatic. A afiação deve ser realizada
com lima de diâmetro 5,5 mm ou afiadora elétrica e ângulo de 30°.

Rapid Micro “RM” (dente semiquadrado):


Corrente universal para usuários semiprofissionais e profissionais, utilizada na
agricultura, reflorestamento bem como usuários ocasionais. A STIHL
comercializa essa corrente para todas as MS profissionais e semiprofissionais.
Construída com passo 3/8” e pode ser utilizada com sabres Duromatic e
Rollomatic Super. A afiação deve ser realizada com lima de diâmetro 5,2 mm
ou afiadora elétrica e ângulo de 30°.

Rapid Super “RS” (dente quadrado):


Corrente de alto rendimento para profissionais e máquinas de média e alta
potência, usada no mercado florestal e agropecuário , ideal para madeiras
duras. Utilizada para todo tipo de corte. A STIHL comercializa essa corrente
para todos as MS profissionais. Construída com passo 0.325” e 3/8” pode ser
utilizada com sabres Duromatic, Rollomatic super e Rollomatic Standard. A
afiação necessita maior precisão para um ótimo desempenho e deve ser
realizada com lima de diâmetro 4,8mm para corrente de passo 0.325”(esta
corrente possui o exclusivo sistema Oilomatic, que tem canais nos elos de
tração que distribuem a lubrificação até os rebites) e lima de diâmetro 5,2
mm para corrente com passo 3/8” ou ainda afiar utilizando-se da afiadora
elétrica e ângulo de reafiação de 30°.

Rapid Duro “RD” (metal duro):


Corrente não comercializada no Brasil. Construídas com placas de metal duro,
aplicadas em madeiras muito duras ou congeladas. Afiação só é possível com
afiadora elétrica e rebolo especial diamantado.

Picco Micro “PM” (dente semiquadrado de perfil baixo)


Corrente para usuários ocasionais e com máquinas de pequeno porte.
Trabalha de forma suave, com baixa tendência de rebote. Ideal para
desgalhamento e poda em árvores de pequeno porte com MS pequenas. A
STIHL comercializa essa corrente para MS ocasionais. Construída com passo
3/8”, só pode ser utilizada com sabre Rollomatic Standard com canaleta de
1,3 mm de espessura. A afiação deve ser realizada com lima de diâmetro 4,0
mm ou afiadora elétrica e ângulo de afiação de 30°.

Picco Micro Mini “PMN” (dente semiquadrado de perfil baixo e estreito):


Correntes para usuários profissionais e ocasionais e MS pequenas com
potência máxima de 1,5 Kw. Trabalha de forma extremamente suave, com
baixíssima tendência de rebote. Ideal para corte de pequenos troncos para
lenha em sítios, desgalhamento e poda. A STIHL comercializa essa corrente
com o exclusivo sistema Oilomatic (canais nos elos de tração que distribuem a
lubrificação até os rebites). Construída com passo ¼”(máquinas a Bateria) e
passo 3/8”e são utilizadas com sabres que possuem canaleta de 1,1 mm de
largura. A afiação deve ser realizada com lima de diâmetro 3,2mm para
correntes de passo ¼”(máquinas a bateria) e com lima diâmetro 4,0mm para
corrente de passo 3/8”. Nestes casos a afiadora elétrica ocasiona uma rápida
diminuição da vida útil da corrente, visto que seu dente já tem o tamanho
reduzido.
Conjunto de corte - Motosserras

Passo das Correntes


O passo é a característica de diferenciação mais importante das correntes, pois diz respeito ao seu tamanho e com qual tipo
de pinhão e sabre esta corrente poderá trabalhar. Para determinar o passo, mede-se a distância do centro do primeiro rebite
até o centro do terceiro rebite, esse valor deve ser dividido por dois e assim teremos o passo da corrente

Passos das correntes STIHL no Brasil


1/4" = 6,35 mm
0.325” = 8,25 mm
3/8” = 9,32 mm
0.404” = 10,26 mm

Elo de Tração
A espessura do elo de tração das correntes de corte definem o tamanho do sabre que essa corrente pode trabalhar. As
medidas do elo de tração devem corresponder à medida da largura da canaleta do sabre, afim de manter a corrente no ajuste
exato para um deslizamento suave, porém justo, ajudando assim, a garantir um corte preciso.

A STIHL comercializa as correntes de corte com os 4 tamanhos acima.

As correntes com elos de tração de espessura 1,1 mm, 1,3 mm e 1,6 mm equipam as MS STIHL vendidas no Brasil.

A correntes com elo de tração de espessura 1,5 mm é comercializada para sabres de outros fabricantes.
Conjunto de corte - Motosserras

BRONZE PRATA OURO

COMO DENOMINAR UMA CORRENTE DE CORTE

Exemplos
35RS - Passo 3/8”, elo de tração 1,5 mm, Rapid Super
36RSC - Passo 3/8”. elo de tração 1,6 mm, Rapid Super confort
63PM - Passo 3/8”, elo de tração 1,3 mm, Picco Micro
46RMX - Passo 0,404”, ele de tração 1,6mm, Rapid Micro, ângulo corte 10°

MANUTENÇÃO DA CORRENTE DE CORTE


Marcações de controle

Como explicado anteriormente, a corrente é o componente do conjunto de corte que é mais exigido. O elemento da corrente
mais exigido para que a motosserra seja eficiente no ato de cortar é o dente de corte.

Em decorrência disso, devemos ter atenção redobrada na manutenção constante da corrente e afiação dos dentes de corte.

Nos dentes de corte são gravados marcas para auxiliar no controle da vida útil dessa corrente, observando essas dicas, com
certeza a durabilidade e o desempenho dessa corrente aumentará.
Conjunto de corte - Motosserras

BRONZE PRATA OURO

A marcação (1 e 2) situada exatamente na parte do dente que efetua o corte, indica o tamanho mínimo que esse dente de
corte poderá atingir durante sua vida útil e ainda serve de referência para manter os ângulos de afiação.

A marcação (3) situada no limitador de profundidade, indica a inclinação adequada desse limitador, e deve ter o cuidado
durante a afiação de manter essa inclinação de acordo com a marcação.

A marcação (4) situada na base do dente, indica que o desgaste normal dessa base deve ser sempre paralela a essa marcação,
se isto não ocorrer ,deve estar havendo algum tipo de problema com essa corrente (falta de afiação dos dentes de corte, falta
de lubrificação adequada, corrente pouco ou muito esticada...).

AFIAÇÃO

O bom ou mal desempenho de corte da corrente está diretamente ligado à qualidade da afiação dos dentes de corte. A
corrente sai da fábrica já afiada, mas durante seu uso é necessário constantemente praticar a afiação dos dentes de corte,
visando manter seu desempenho. O ideal é afiar pouco e quantas vezes for necessário durante o trabalho, dessa forma
desgasta menos a corrente e aumenta a vida útil.

Quando devemos afiar a corrente?


O critério é a força empregada pelo operador para efetuar o corte. A corrente corretamente afiada avança para dentro do
corte, aplicando pouca pressão. Mas se a corrente tiver que ser forçada para efetuar o corte, significa que os dentes estão
“cegos” e necessita de afiação. A STIHL, visando unificar a afiação, padronizou o ângulo de corte em 30° para a realização de
cortes transversais (uso geral) em todas as correntes comercializadas no Brasil, e 10° para correntes utilizadas para cortes
longitudinais (cortar pranchas, retirada de tábuas, fazer moerões).
Conjunto de corte - Motosserras

A afiação deve ser realizada através de limas ou rebolos e sempre deve ocorrer no sentido de dentro para fora do dente de
corte, evitando assim a formação de rebarbas e um dente de corte com fio mais aguçado.

Para facilitar o processo de afiação das correntes, a STIHL disponibiliza, afiador elétrico e gabaritos de afiação (porta-limas).

O afiador elétrico é indicado para concessionárias ou empresas que necessitam realizar a afiação de muitas correntes por dia.
Esse equipamento facilita a tarefa do técnico, pois recupera e padroniza rapidamente o tamanho dos desgastados dentes de
corte de uma corrente usada, dando mais rendimento e produtividade no processo de afiação. Utilizando um rebolo
apropriado, também é possível rebaixar o limitador de profundidade do dente de corte.

Esse equipamento e rebolos estão à disposição para aquisição e funciona com tensão de 110V e 220V.

Mais instruções de uso e funcionamento estão contidas no Manual e na tabela que acompanham o produto.

PARA REALIZAR A AFIAÇÃO COM EQUIPAMENTO ELÉTRICO, SIGA OS PASSOS

 Limpeza e análise visual da corrente, que não poderá apresentar trincas, quebras, rebites defeituosos ou articulações
travadas;
 Defina o menor dente de corte (utilize paquímetro), pois a regulagem do afiador será baseada neste dente;
 Adeque e regule o rebolo e os ângulos do afiador ao modelo da corrente a ser afiada e ao dente, esquerdo ou direito;
 Posicione o menor dente de corte no dispositivo do afiador, defina o avanço máximo do rebolo e garanta que o rebolo
faça contato completo no perfil de corte do dente;
 Realize a afiação primeiro de uma carreira de dentes completa (esquerda ou direita) e depois adeque dispositivo e afie a
outra carreira de dentes. Deixe todos com o mesmo tamanho.

Obs:. O Rebolo não deve ser forçado ou mantido em contato prolongado com o dente de corte, pois gera superaquecimento
e consequente perda da resistência ao desgaste do dente de corte.

A afiação manual, pode ser realizada somente com a lima, mas apenas motosserristas experientes e com grande habilidade
conseguem manter correto o ângulo de afiação de 30° e acertar a altura da lima na posição correta em relação ao dente de
corte, pois para o acerto dos ângulos de afiação, é necessário que no ato de afiar, a lima fique 1/10 de seu diâmetro acima do
final do dente de corte.
Conjunto de corte - Motosserras

Com o gabarito de afiação ou porta-limas, a afiação pode ser realizada por operadores com pouca experiência, pois a
referência do ângulo de corte, do tamanho da corrente e do diâmetro da lima correta, está marcada no gabarito facilitando o
acerto dos ângulos de 30° ou 10°, e a base do gabarito apoia no dente, garantindo assim, a altura da lima em relação ao
dente e facilitando o processo de afiação.

O início do processo manual também começa identificando o menor dente e deixando todos com o mesmo tamanho.

A inclinação da lima em relação ao sabre deve ser perpendicular, ou seja, de 90°, e o ato de limar é apenas para frente. Ao
retornar, a lima deve voltar sem tocar na corrente.

Para cada tipo de corrente, existe um gabarito de afiação com a lima de diâmetro correto.

A STIHL disponibiliza os gabaritos de afiação para as correntes que comercializa no Brasil.

Gabarito de afiação Passo da corrente mm (milímetros) Polegadas

5605 750 4300 1/4” 3,2 1/8”


5605 750 4327 3/8” PMN 4 5/32”
5605 750 4328 0.325” 4,8 3/16”
5605 750 4329 3/8” 5,2 13/64”
5605 750 4330 0.404” 5,5 7/32”
Conjunto de corte - Motosserras

BRONZE PRATA OURO

LIMITADOR DE PROFUNDIDADE

A parte do dente de corte que tem a função de limitar a penetração do dente na madeira, garantindo que cada dente corte
apenas a quantidade de madeira para o qual foi projetado, oferecendo um corte preciso, seguro, produtivo e sem danos ao
conjunto de corte, chama-se limitador de profundidade. A corrente quando nova, vem com essa medida correta, porém, por
causa do desgaste do dente de corte em uso e pelo processo de afiação, é necessário estar sempre controlando essa
distância.

Altura do Limitador de Profundidade

Altura (corte
Corrente transversal, ângulo de
30°)
1/4” PM3 0,45 mm
0,325" RS 0,65 mm
3/8” PMN 0,65 mm
3/8” PM 0,65 mm
3/8” RS e RM 0,65 mm
0,404” 0,80 mm

Se essa medida for maior do que a indicada, a vibração da máquina aumenta, o esforço do operador será maior, aumenta
o perigo de rebote e todo o conjunto de corte sofrerá esforços excessivos, bem como o virabrequim, os rolamentos e a
carcaça do motor.

Se esta medida for menor, certamente a produtividade de corte será diminuída, pois cada dente de corte vai cortar menos,
e talvez, o operador aumente a força do sabre contra a madeira, causando desgaste da corrente, do sabre e do pinhão.

Para manter essa altura correta, a STIHL comercializa uma lima chata e três calibradores da corrente para conferir e manter a
altura correta do limitador de profundidade (7).

Com esse calibrador é possível, ainda, conferir os ângulos de afiação (6) e de corte (5) da corrente, além de conferir se o
sabre está com a profundidade da canaleta correta (8).

Corrente Profundidade mm Calibrador

1/4” PM3 4 mm 0000 893 4005


3/8” PM e PMN 5 mm 1110 893 4000
0,325" RS 6 mm 1110 893 4000
3/8” RS RM 6 mm 1110 893 4000
0,404” RC 7 mm 1106 893 4000
Conjunto de corte - Motosserras

Partindo do princípio que a corrente já foi afiada, coloca-se


o calibre na corrente (C), verifica-se a altura do limitador, se
ficar acima, deve ser feita a correção com a lima chata (D),
confira novamente e o limitador deve ficar paralelo com o
calibrador (2).

Deve-se ter o cuidado de a lima não encostar no dente de


corte, pois danificaria o dente já afiado.

TABELA DE DADOS DAS CORRENTES COMERCIALIZADAS NA STIHL BRASIL

Modelo de dente de Espessura do elo de Altura do limitador de


Passo da Corrente Afiação Ãngulo de corte Diametro da Lima
corte tração profundidade

0,404" RC (Rapid Standard) 30º 1,6 mm 5,5 mm 0,8 mm


10º
RS (Rapid super) 30º
10º 1,6 mm
5,2 mm 0,65 mm
RM (Rapid Micro
3/8" 30º 1,5 mm Husqvarna
PM (Picco Micro) 1,3 mm
30º 4,0 mm 0,45 mm
PMM (Picco Micro mini) 1,1 mm
0,325" RS (Rapid super) 1,6 mm 4,8 mm 0,65 mm
30º
1/4" PM3 (Picco Micro) 1,1 mm 3,2 mm 0,45 mm
Conjunto de corte - Motosserras

BRONZE PRATA OURO

ERROS MAIS FREQUENTES NA AFIAÇÃO DE CORRENTES

A falta de ferramental e dispositivos adequados, aliados à falta de conhecimento técnico podem levar a erros de afiação.

Ângulos de corte e de afiação diferentes na mesma corrente

Para conseguirmos um perfeito ângulo de corte e perfeito ângulo de afiação, é necessário o domínio da técnica de afiação e
também do ferramental adequado, como gabarito de afiação ou afiador elétrico. A condução da altura da lima e seu
diâmetro corretos implicam diretamente nos ângulos de corte e afiação. Quando esses ângulos estão diferentes, o poder de
corte e a qualidade do corte ficam prejudicados, gerando maior desgaste do conjunto de corte e desconforto ao operador.

 Recomenda-se refazer a afiação de forma correta.

Diferentes comprimentos de dentes de corte

Durante o processo de afiação é muito importante, limar os dentes com a mesma intensidade, ou seja duas ou três “limadas”
para cada dente. Quando um dente é muito menor que o outro, o menor tem menos contato com a madeira, cortando pouco
e sobrecarregando o dente maior. Isso pode gerar um corte “torto” puxando para um dos lados. Gera desgaste excessivo da
parte inferior do dente, podendo gerar trincas e rupturas da corrente.

Diferentes distâncias dos limitadores de profundidade

Limitadores de profundidade muito baixos danificam todo conjunto de corte devido ao esforço excessivo. Danificam também
partes do motor como virabrequim, rolamentos e carcaça. Aumentando a tendência de rebote e causando desconforto ao
operador. Limitadores muito altos não permitem que o dente toque na madeira, diminuindo o poder de corte e fazendo com
que o operador faça mais pressão, danificando, assim, o sabre e a parte inferior da corrente. Neste caso, com limitadores
altos e baixos na mesma corrente, o corte ficará muito instável e desconfortável, aumentando a vibração pode causar a
corrente a trincas e rupturas.

 Recomenda-se refazer a afiação de forma correta.


Conjunto de corte - Motosserras

BRONZE PRATA OURO

SABRE SINUSÓIDE E SISTEMA E-MATIC

Sabre Sinusóide
Visando um aumento da vida útil do sabre, a STIHL
modificou o furo de lubrificação e o perfil dos sabres
(ângulos e raios, da cabeça e corpo).

Essas modificações realizadas no perfil do sabre, somado à


modificação no furo de lubrificação, fazem com que a
corrente deslize com mais suavidade e aproveite melhor o
óleo lubrificante, diminuindo o atrito e o desgaste tanto do
sabre como da corrente e, consequentemente, aumentando
a vida útil do sabre em aproximadamente 20%. Esse novo
conceito de perfil externo do sabre é chamado de “Perfil
Sinusóide”.

Todos os sabres Duromatic e Rollomatic Super tiveram essas


modificações no furo de lubrificação e perfil da cabeça e
corpo. O furo anterior era circular com diâmetro
aproximado de 3,5 mm. A modificação realizada deixou o
furo de lubrificação com 2,5 mm e de forma “inclinada” em
relação ao sabre, resultando nas seguintes vantagens:

 Maior aproveitamento do óleo e melhora da lubrificação


em todo o conjunto de corte;
 Diminuiu a chance de entupir o furo de lubrificação;
 Maior facilidade para o óleo penetrar entre a canaleta e
a corrente em movimento, pois de certa forma a
corrente girando “ajuda a puxar” o óleo de lubrificação.

Sistema E -matic
Exclusivo sistema criado pela STIHL para aproveitar melhor o
óleo lubrificante, oferecendo maior durabilidade para
corrente, sabre e pinhão. Esse sistema pode reduzir em até
50% o consumo de óleo lubrificante se utilizado da forma
correta, ou seja, se os três componentes do sistema E -
matic estiverem em uso.

Sabres E- matic
Todo sabre STIHL comercializado no Brasil é um sabre E-
matic.

O sabre E-matic caracteriza-se por ter uma resina em ambos


os lados dos furos de lubrificação, servindo como pequeno
“reservatório de óleo”, onde a corrente passa,
transportando esse
óleo sempre para frente, lubrificando a corrente, as
canaletas do corpo e a cabeça do sabre. Se não houvessem
essas resinas, boa parte do óleo se perderia no fundo da
canaleta, escorrendo próximo ao pinhão.
Conjunto de corte - Motosserras

BRONZE PRATA OURO

dfasd
Corrente Oilomatic
No Brasil, apenas as correntes 3/8” PMN, 0,325” e a 1/4”
PM3 têm o princípio Oilomatic.

Esse princípio consiste em uma ranhura (1) que faz com que
o óleo lubrificante chegue com mais facilidade até as
articulações da corrente (2), mantendo uma lubrificação
mais eficiente e aumentando a vida útil da corrente (3),
sabre (4) e pinhão.

Bomba de óleo E-matic


A grande maioria das Motosserras profissionais vem
equipadas com uma bomba de óleo E-matic que vai
controlar a quantidade de óleo.

Se utilizarmos na motosserra, um sabre E-matic e uma


Corrente Oilomatic, poderá ser reduzida a quantidade de
óleo utilizada no processo de lubrificação.

Neste caso, a regulagem da bomba E-matic estará


apontando para a letra E, ou seja, não estará totalmente
aberta, gerando uma economia de aproximadamente 50%
de óleo lubrificante.

Porém, devemos sempre utilizar a Bomba de óleo E-matic


totalmente aberta, quando não utilizamos corrente
Oilomatic ou sabre E-matic

Bomba de óleo E-matic totalmente aberta


Quando o sabre não for E-matic
Quando a corrente não for Oilomatic

Nunca devemos utilizar óleo queimado


O óleo queimado não tem as características de lubrificação necessárias e não é apropriado para lubrificação do conjunto
de corte.

A qualidade do óleo lubrificante para correntes é de importância decisiva para a eficácia da lubrificação e por
consequência para a durabilidade de todo o conjunto de corte. Algumas características adicionais de um bom óleo:

Boa capacidade de aderência: para que, com a força centrífuga, esse óleo não seja lançado para fora especialmente na
cabeça do sabre.

Alto ponto de fulgor: para que não inflame pelo calor produzido pelo atrito da corrente contra o sabre.

Proteção contra desgaste: para que o atrito da corrente contra o sabre e da corrente contra o pinhão seja reduzido ao
mínimo.

O óleo STIHL Magnum, especialmente desenvolvido pela Castrol para a STIHL, tem todas as características necessárias
e atende as mais severas exigências ao qual o conjunto de corte é submetido.
Conjunto de corte - Motosserras

PRATA OURO

A STIHL comercializa a corrente pronta em diferentes tamanhos para os variados tamanhos de sabres. Mas também oferece
às suas concessionárias, as correntes em rolo, o que possibilita uma maior disponibilidade por parte da concessionária em
atender os pedidos de seus clientes, desde que a concessionária esteja capacitada com equipamentos e técnicos para realizar
os trabalhos de montar a corrente que o cliente necessita. Esses equipamentos oferecidos pela STIHL montam novas
correntes como também servem para oferecer manutenção às correntes já utilizadas.

Com o NG4, é possível tirar de forma muito fácil um dente para trocar, ou simplesmente tirar um rebite e “cortar” a corrente
no tamanho correto para o sabre ser utilizado.

E o NG5 é utilizado para “emendar” a corrente e deixá-la pronta para o uso.

Neste processo de rebitar, é necessário lubrificar os rebites e quando pronto a corrente deve ficar flexível na articulação
rebitada.
Conjunto de corte - Motosserras

BRONZE PRATA OURO

RECOMENDAÇÕES PARA O MÁXIMO RENDIMENTO DO CONJUNTO DE CORTE

RECOMENDAÇÕES GERAIS

Primeira vez que for montar o Conjunto de Corte:

 Lubrifique as guias, a cabeça do sabre e a corrente com o óleo recomendado pela STIHL;
 Certifique-se de que os furos de lubrificação estejam livres (desobstruídos);
 Monte a corrente e faça o ajuste de tensionamento da corrente;
 Com as porcas de fixação da tampa frouxas, erga a ponta do sabre com uma mão e com a chave de fenda ajuste o
esticador de forma que a corrente encoste na guia inferior do sabre;
 Aperte as porcas e tente movimentar a corrente (a corrente deve se movimentar livremente com a mão, sem trancar).
Para esse procedimento, utilize luvas de segurança;
 Certifique-se de que a regulagem da bomba de óleo esteja totalmente aberta (vazão máxima).

AMACIAMENTO DA CORRENTE

Com a corrente montada, faça a máquina funcionar por


aproximadamente um minuto, acelerando em média
rotação e alternando para alta rotação, até verificar que
está funcionando o sistema de lubrificação.

Desligue a máquina, deixe esfriar por aproximadamente


cinco minutos (a corrente deve ter afrouxado). Tensione
a corrente novamente, faça funcionar, acelerando em
média rotação e alternando para alta rotação por mais
um minuto aproximadamente.

Repita esse procedimento por até quatro vezes.

Assim a corrente estará amaciada.

CUIDADOS DIÁRIOS COM O CONJUNTO DE CORTE

Para evitar o desgaste prematuro das guias, o sabre


deve ser invertido diariamente (use como referência o
logotipo STIHL, um dia montado pra cima, outro dia
montado para baixo).

 Quando inverter o sabre, faça o procedimento de


limpeza. Com o calibrador da corrente, retire toda a
sujeira proveniente do corte e limpe também os
furos de lubrificação;
 Utilize sempre duas correntes alternadamente:
quando uma estiver sendo utilizada em um dia, a
outra está “descansando” dentro de um recipiente
com óleo lubrificante. No dia seguinte, faça a troca e
coloque a outra para “descansar” no óleo;
 Verifique sempre as guias do sabre, se houver
rebarbas, retire-as com uma lima.;
 Antes de iniciar um trabalho, sempre verifique se a
lubrificação está funcionando, como na foto acima.
 Antes de começar a cortar, acione o sistema de freio
e verifique se está funcionando;
 Durante os trabalhos, verifique sempre a tensão da
corrente e nunca estique a corrente com o conjunto
de corte quente. Para esticar, espere esfriar.
Conjunto de corte - Motosserras

DURABILIDADE DO CONJUNTO DE CORTE

O pinhão é submetido a um trabalho intenso. Quando verificar desgaste nos dentes acima de 0,5 mm, o pinhão deve ser
substituído. O pinhão com desgaste diminui a durabilidade da corrente. A durabilidade média do pinhão é de: 1 pinhão para 2
correntes (quando utilizada alternadamente, ou seja, um dia usa uma corrente e no dia seguinte usa a outra).

A substituição do sabre deve ser feita se houver trincas ou rachaduras e quando a profundidade da canaleta for menor que:

 4 mm para o sabre Rollomatic Standard que utiliza corrente ¼;


 5 mm para o sabre Rollomatic Standard que utiliza corrente 3/8”;
 6 mm para o sabre Rollomatic Super e Duromatic que utiliza corrente 3/8” ou 0,325”;
 7 mm para o sabre Duromatic que utilizam corrente 0,404”;
 Recomenda-se a utilização de 1 sabre para 2 pinhões.

A corrente deve ser substituída sempre que:


O dente de corte ficar com comprimento menor que 2 mm ou atingir a marca gravada no dente;
Os dentes de corte, elos de tração e ligação estiverem gastos até os rebites, em consequência de tensão errada ou falha de
lubrificação;
Os dentes de corte apresentarem trincas, pois a corrente pode romper-se causando acidentes;
A durabilidade média do conjunto de corte é de: 1 sabre, 2 pinhões e 4 correntes.

Resumindo
A maioria dos problemas no conjunto de corte são causados por 4 fatores: afiação errada, falta de lubrificação, corrente
frouxa e falta de experiência do usuário.

Esses problemas vão ocorrer nos dentes de corte, limitadores de profundidade, articulações da corrente, elos de tração, guias
e cabeça do sabre e dentes dos pinhões.

Problemas específicos, seu efeito, causa e solução você encontra no item 5 – Ilustrações de danificações – causas e
soluções do MANUAL DE CORRENTES E GUIAS (0455 689 1223), disponível para aquisição na lista de preços ou formato
eletrônico no SSC.

TABELA PARA CONSULTA DO Nº DE ELOS EXISTENTES EM UMA CORRENTE PARA TODOS OS MODELOS DE MOTOSSERRAS E
CORRENTES UTILIZADAS NO BRASIL

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Ferramentas de corte para roçadeiras
Ferramentas de corte para roçadeiras

BRONZE PRATA OURO

A STIHL oferece ao mercado brasileiro uma grande variedade de modelos de roçadeiras. Desde modelos elétricos para uso
domestico, até modelos de alta potência a combustão interna para atender os mais exigentes serviços nos mercados
agropecuário, florestal e jardinagem.

Para atender a essa variedade de serviços a que são submetidas as roçadeiras, a STIHL disponibiliza diversas ferramentas de
corte para atender a todas as demandas dos seus mercados de atuação.

AS FERRAMENTAS COMERCIALIZADAS NO BRASIL E SUA APLICAÇÃO:

8 PONTAS

4 PONTAS

SERRA
SERRA CIRCULAR
CIRCULAR ESPECIAL
SUPERCUT POLYCUT
3 PONTAS STANDARD

3 PONTAS SERRA
AUTOCUT AUTOCUT 2 PONTAS CIRCULAR
STANDARD

8 PONTAS
TRIMCUT TRIMCUT POLYCUT
Ferramentas de corte para roçadeiras

CONJUNTO DE CORTE SUPERCUT

Esta ferramenta de corte possui um sistema automático que


sempre mantém os dois fios de nylon no comprimento
correto. Ideal para corte de gramas e ervas em áreas planas
e próximas a obstáculos.

CONJUNTO DE CORTE AUTOCUT

Esta ferramenta de corte possui um sistema


semiautomático, ao tocar o solo, os dois fios de nylon são
reajustados ao comprimento correto. Ideal para corte e
acabamento de gramas e ervas em áreas planas e ao redor
de obstáculos.

CONJUNTO DE CORTE TRIMCUT

Esta ferramenta de corte possui o ajuste dos dois fios de


nylon de forma manual. É a ferramenta de corte a nylon
mais utilizada, pela sua durabilidade e robustez,
normalmente utilizada nas máquinas profissionais. Ideal
para todo serviço de corte de grama e ervas em todos tipos
de terreno e tamanho e próximo a obstáculos. Quanto
maior a técnica do operador maior a qualidade e velocidade
do corte.

CONJUNTO DE CORTE POLICUT

Esta ferramenta de corte possui três lâminas de nylon, e


ainda podem ser adicionados e ajustados manualmente dois
fios de nylon. Acompanha kit com 12 lâminas plásticas,
utilizáveis nos dois lados. A ferramenta ideal para áreas
planas, médias e grande, podendo ser utilizada em gramas
mais alta e com obstáculos. Deixa ótimo acabamento,
cortando rente ao chão, mesmo sem muita prática.
Ferramentas de corte para roçadeiras

FIOS DE NYLON

A STIHL comercializa os conjuntos de cortes já carregados com seus respectivos nylons, porém são peças de consumo e
precisam ser repostos.

No Brasil, disponibilizamos os seguintes diâmetros e cores de fios de corte, que são comercializados em rolos de diversos
comprimentos.
Ferramentas de corte para roçadeiras

FERRAMENTAS DE CORTE METÁLICAS

LÂMINA DE 2 PONTAS
Lâmina de aço especial e com diâmetro de 230 mm e 260
mm, para as roçadeiras de menor potência. Utilizada em
diversos tipos de vegetação pois oferece muito bom
rendimento. Evite locais com pedras e muitos obstáculos.

LÂMINA DE 2 PONTAS EM AÇO BLINDADO


Lâmina com diâmetro de 305 mm, para as roçadeiras de
maior potência, grande durabilidade, a mais segura do
mercado, construída com aço especial blindado, para
atividades de limpeza e manutenção nos exigentes
mercados florestal, agropecuário e de jardinagem
profissional. Não utilize em locais com pedras, galhos e
caules lenhosos.

LÂMINA DE 3 PONTAS
Lâmina de aço especial, construída com diâmetros de 250
mm e 300 mm de acordo com a classe de potência da
roçadeira. Utilizada para os mais difíceis trabalhos de
limpeza, manutenção do terreno e roçadas de alta
dificuldade. Evite trabalhar em locais de muitas pedras.

LÂMINA DE 4 PONTAS
Lâmina em aço especial de diâmetro de 230 mm, indicada
para áreas planas. Ótimo rendimento em capim adensado,
ervas e grama. Evite trabalhar em locais de muitas pedras.

LÂMINA DE 8 PONTAS
Lâmina em aço especial de diâmetro de 230 mm, robusta,
para uso em materiais com pouca resistência de corte,
gramas, relvas, juncos, pequenos caules e materiais não
adensados. Evite trabalhar em locais de muitas pedras.

SERRA CIRCULAR STANDARD


Construída em aço especial, com diâmetro de 200 mm, com
dentes pontiagudos e boa capacidade de corte, para
arbustos lenhosos. Requer travamento e afiação.

SERRA CIRCULAR ESPECIAL


Construída em aço especial, com diâmetro de 200 mm e
225 mm de acordo com a potência e o tamanho do corte
desejado. Excelente rendimento e indicado para caules
lenhosos, inclusive a desbrota do eucalipto até 10 cm de
diâmetro. Requer técnica apurada de corte, travamento e
afiação constante. Rapidez na afiação pela simplicidade e
poucos dentes de corte. É necessário ferramentas
adequadas para afiação e travamento.

LÂMINA TRITURADORA
Lâmina em aço especial blindado com diâmetro de 270mm
e alta resistência a impactos e ao desgaste prematuro. Única
ferramenta de corte que permite cortar e triturar de
maneira simultânea. Indicada para vegetação densa e
entrelaçada, arbustos e pequenas árvores.
Ferramentas de corte para roçadeiras

PRATA OURO

AFIAÇÃO

A afiação é um procedimento de extrema importância para a vida útil das ferramentas metálicas, eficácia do corte e
funcionamento da máquina. Isso porque uma ferramenta mal afiada, pode ficar desbalanceada e causar acidentes e danos ao
equipamento, principalmente, na carcaça de transmissão, no tubo, no eixo de transmissão, no virabrequim, no rolamentos,
na carcaça e até no sistema de arranque.

Sempre que for executada a afiação, faça também o balanceamento e aproveite para verificar a planicidade da lâmina de
corte, existência de trincas ou quebras. Se encontrar um desses problemas, a ferramenta de corte deve ser substituída.

As lâminas de 2, 3 e 4 pontas são ferramentas que podem ser utilizadas nas duas posições de montagem. Por este motivo,
após verificada a perda de fio nas arestas de corte de um lado, a lâmina deve ser virada e utilizada até a perda do fio em
ambos os lados. Nessa situação, e somente nessa, deve ser realizada a operação de afiação.

A lâmina de 8 lados e as serras circulares Standard e Especial, só podem trabalhar em uma posição, ness caso, após perder o
fio, deve ser afiada.

Todas as lâminas só devem ser afiadas com a utilização de lima manual, nunca utilize esmerilhadeiras ou moto esmeril para
fazer a afiação.

A afiação consiste em limar a menor quantidade de material e sempre de forma igual em todas as arestas, dessa forma evita
o desgaste, aumenta a vida útil e mantém o balanceamento das ferramentas metálicas de corte.

Lâmina de 2 pontas de 230 mm e 260 mm


Tem uma espessura de aproximadamente 2 mm e deve
ser afiada em apenas um lado do mesmo gume com
ângulo de 30°. Utilize uma lima chata e faça de acordo
com o desenho ou ilustração impressa na embalagem.

Lâmina de 2 pontas de 305 mm


Tem uma espessura de aproximadamente 4 mm e deve
ser afiada nos dois lados do mesmo gume, mantendo o
ângulo de 30°. Utilize uma lima chata e faça a afiação de
acordo com as ilustrações passo a passo contidas na
embalagem do produto.

Lâmina de 3 pontas de 250 mm e 300 mm


Tem uma espessura de aproximadamente 3 e 4 mm
respectivamente e deve ser afiada nos dois lados do
mesmo gume, mantendo o ângulo de 30°. Essas lâminas
só devem ser afiada nas pontas (gumes laranjas). Utilize
uma lima chata e faça a afiação de acordo com as
ilustrações passo a passo contidas na embalagem do
produto.
Ferramentas de corte para roçadeiras

Lâmina de 4 pontas de 230 mm


Tem uma espessura de aproximadamente 2 mm e deve ser
afiada em apenas um lado do mesmo gume com ângulo de
30°. Utilize uma lima chata e faça de acordo com o desenho
ao lado ou ilustração impressa na embalagem.

Lâmina de 8 pontas de 230 mm


Tem uma espessura de aproximadamente 2 mm e deve ser
afiada em apenas um lado do mesmo gume com ângulo de
30°. Seu limite de vida útil é afiar no máximo até 1/3 do
tamanho inicial de acordo com o desenho ao lado, utilize
lima chata para fazer o gume e lima redonda para não
deixar canto vivo no “pé” do dente de corte. Essa lâmina só
pode ser montada em uma posição devido aos dentes de
corte que cortam em um só sentido de rotação.

SERRAS CIRCULARES

Serra Circular Standard 200 mm


Tem 44 dentes e deve ser afiada com lima chata e sempre
na parte de cima do dente de corte. Sendo uma serra
circular, necessita de afiação constante e travamento, como
nos serrotes, um dente para cada lado, aproximadamente 1
mm desloncado a ponta do dente em relação a lateral da
serra.

Lâmina Trituradora de 270 mm


Tem uma espessura de 4 mm e deve ser afiada nos dois
lados do mesmo gume, mantendo o ângulo de 30º. Utilize
uma lima chata e faça a afiação de acordo com o desenho
ao lado ou com as ilustrações contidas na embalagem do
produto.

Serra Circular Especial de 200 e 225 mm


Tem 22 e 24 dentes respectivamente. Sua afiação deve ser
feita com gabarito de afiação e lima redonda de 5,5 mm.
Deve ser mantido os ângulos de 15° (facilitados pela
marcação do gabarito) e 5° de inclinação que deve ser
mantido no ato de limar, de acordo com desenho anexo.
Necessita de travamento (um dente deslocado para cada
lado), facilitado pelo travador que executa o travamento na
medida certa e também mede a inclinação do dente,
aproximadamente 1 mm.
Ferramentas de corte para roçadeiras

BALANCEAMENTO DAS LÂMINAS E SERRAS E GABARITOS

Todas as ferramentas de corte metálicas quando novas são afiadas e balanceadas, após certo tempo de uso, necessitam de
afiação e devemos sempre verificar o balanceamento dessas ferramentas. Para isso, a STIHL disponibiliza um aparelho
Balanceador (5910 850 2600), que indica a região de maior peso (gira-se a lâmina colocada no aparelho e verifica-se o ponto
mais pesado que deve ser retirado do material para corrigir e deixar balanceada a ferramenta), e ainda conseguimos verificar
a planicidade dessa ferramenta, colocando a haste do aparelho em leve contato com a ferramenta e assim verificar sua
planicidade que não deve ultrapassar 1 mmde tolerância.

GABARITOS DE AFIAÇÃO DAS LÂMINAS 2 E 3 PONTAS E TRAVADOR DA SERRA CIRCULAR

Para facilitar todo o processo de afiação, a STIHL disponibilizou os gabaritos de afiação das lâminas 2 pontas de 305 mm e 3
pontas de 300 mm, bem como o gabarito e lima e travador para afiação da Serra circular especial.

Importante: Nas embalagens das lâminas e serras circulares são impressas ilustrações do passo a passo do processo de
afiação. Nas embalagens das laminas 2 pontas 305 mm e 3 pontas 250 mm e 300 mm vêm um gabarito de afiação
impresso, visando facilitar a manutenção da afiação pelo usuário.

Aproveite este material e informe ao usuário a necessidade de manter afiado suas lâminas para o bom desempenho de
seu equipamento.

Para concessionárias, é necessário a aquisição dos gabaritos acima, pois esses gabaritos metálicos simplificam o processo
de afiação.
Ferramentas de corte para roçadeiras

BRONZE PRATA OURO

PROTEÇÃO PARA AS FERRAMENTAS DE CORTE

O fator segurança é fundamental para a STIHL, por isso todas as roçadeiras são equipadas com protetores adequados para as
ferramentas de corte e seu uso é rigorosamente necessário. Essas proteções evitam que objetos sejam lançados pelo
conjunto de corte em direção ao usuário da roçadeira.

Podemos dizer que todas as roçadeiras com haste de alumínio curvada só podem ser montadas com ferramentas de corte
com nylon e, nesse caso, utilizam obrigatoriamente só a proteção laranja que acompanha o equipamento.

Todas as roçadeiras que têm a haste de alumínio reta (maioria), quando utilizarem ferramentas de corte com nylon, são
obrigadas a usar a proteção laranja e a proteção preta com a “faca” para cortar e manter o nylon no tamanho correto. Essas
roçadeiras quando utilizadas com laminas 2, 3, 4, e 8 facas necessitam obrigatoriamente só da proteção laranja que
acompanha o produto.

As roçadeiras que utilizarem a serra circular Standard ou a serra Circular especial necessitam da substituição da proteção
plástica laranja por uma proteção de metal, mais segura, eficiente e produtiva nos trabalhos realizados com essas serras.

LISTA DE CONJUNTOS DE CORTE STIHL


Lavadoras de alta pressão
Lavadoras de alta pressão

PRATA OURO

Aumentando sua linha de produtos elétricos, a STIHL disponibiliza vários modelos de lavadoras de alta pressão para os mais
diversos serviços de limpeza destinados aos mercados agropecuário, jardinagem e doméstico.

CONCEITOS BÁSICOS
Pressão: é a força produzida conforme a potência do motor, diâmetro do bico ou vazão de água e que tem a função de
“arrancar” a sujeira.

Vazão: volume de água liberado pelo equipamento dentro de um período de tempo. Tem a função de “carregar” a sujeira
após sua remoção de uma determinada superfície.

OS 4 FATORES ATIVOS
O efeito limpante das lavadoras STIHL de alta pressão é baseado em 4 fatores principais (veja ilustração).

Água
A água é um solvente universal. Ela retira as partículas de sujeira maiores e soltas. Isso é bem ilustrado pelos efeitos da
poderosa erosão na natureza, tais como em Foz do Iguaçu, em rios e vales. A água também está sujeita a alguns fatores
ativos, como a pressão, a temperatura e o detergente.

Pressão
A pressão da água transmite, de forma mecânica, a força para desalojar a sujeira. A água da lavadora de alta pressão é
acelerada à medida que sai da Pistola Pulverizadora. Esse processo converte a “energia da pressão” em “energia cinética”. O
aumento da pressão no sistema significa:

 Mais energia pode ser transmitida;


 Há mais força disponível para afrouxar a camada de sujeira;
 Uma limpeza mais rápida pode ser feita.

Agentes de limpeza (detergente)


Os agentes de limpeza são misturados à água que aceleram o
efeito limpante e atinguem resultados satisfatórios até mesmo
nos casos em que a água e a pressão não conseguem fazê-lo.

Os agentes de limpeza são succionados de um tanque pela saída


da alta pressão (neste caso, é adicionado somente com baixa
pressão), ou diretamente dentro da bomba de alta pressão em
máquinas específicas (neste caso, pode ser adicionado com
qualquer pressão). A concentração pode ser regulada por meio
de uma válvula.

É importante ter a concentração correta do agente de limpeza. A


vazão do detergente é ajustável. Para conservar os custos baixos
e proteger o meio ambiente, deve ser observada a utilização
econômica de detergente.

Assim como as lavadoras universais, são encontrados


detergentes para tarefas específicas, exemplos:

 Para dissolver sujeira pesada e graxa;


 Remoção de depósito de cal e cimento;
 Remoção do preservativo nos carros novos e na limpeza de
peças engraxadas e com óleo no comércio e na indústria.

Tempo
“O jato constante desgasta a pedra”.
Deixando que os fatores de limpeza acima atuem por um tempo
mais longo, permite que, até mesmo, a sujeira mais entranhada
seja removida.
Lavadoras de alta pressão

PRATA OURO

O QUE PROPORCIONA UMA LAVADORA DE ALTA PRESSÃO

Pressão e velocidade

A pressão nas lavadoras de alta pressão depende primeiramente do bico pulverizador de alta pressão usado: quanto menor
for o diâmetro do bico, maior será a pressão ou velocidade do jato d’água. O bico usado deve ser compatível com a potência
do motor.

Forma de jato variado


Com as lavadoras de alta pressão STIHL, a forma do jato d’água pode ser variada girando-se a ponteira da lança para produzir
o tipo de jato que melhor se ajuste a uma limpeza específica:

 Jato em forma de leque, para uma limpeza rápida, completa, leve e de áreas grandes;
 Jato em forma de lápis: para uma limpeza forte de sujeira entranhada;
 Jato em forma de lápis e em rotação (com bocal rotativo), para uma força de limpeza concentrada, mesmo em áreas
maiores.

BOMBA DE ALTA PRESSÃO

BOMBA RADIAL

A ilustração mostra o princípio do funcionamento de uma bomba radial de alta pressão. Na bomba radial, os pistões (3)
movem-se perpendicularmente ao eixo de acionamento (6). O came (5), ou excêntrico, empurra os pistões para fora em
sequência. Os pistões criam pressão nas respectivas câmaras da bomba (1) (estágio de saída), e a distância entre o eixo de
acionamento (6) e os suportes dos pistões está constantemente mudando.

Os movimentos do came e dos pistões estão permanentemente ligados um ao outro pelas chapas guias (7). As chapas guias
puxam os pistões para trás na direção de centro. Durante esse estágio de entrada, é criado um vácuo parcial que puxa água
limpa para dentro do cilindro de alta pressão.

O fluxo de água nos estágios de entrada e saída é controlado pelas válvulas de entrada e saída nos bloqueios de válvulas (2).

Os pistões estão separados um do outro por 120 graus. Cada pistão desempenha um estágio de entrada e um de saída a cada
rotação. No curso de uma rotação completa (360 graus) do eixo de acionamento, 3 estágios de entrada e de 3 de saída são
completados. Isso assegura que a pressão seja constantemente mantida.
Lavadoras de alta pressão

PRATA OURO

O curso do pistão
O came (5) gira junto com o eixo de simetria “S” (eixo de acionamento).

Quando o ponto 1 estiver adjacente ao pistão, o mesmo está no topo do seu curso. Após meia volta do eixo, quando o
mesmo pistão estiver no ponto 2, o pistão estará no fundo (parte mais baixa) do seu curso. O pistão então terá percorrido a
distância do curso H. Isto muda o volume na câmara da bomba. Esta mudança no volume é o deslocamento.

 Aumento no volume: estágio de entrada;


 Diminuição no volume: estágio de saída.

BOMBA AXIAL

A ilustração mostra o princípio de funcionamento da bomba de alta


pressão axial STIHL (seção esquemática longitudinal);

Na bomba axial, os pistões (5) são movidos em direção axial (paralelo ao


eixo de acionamento) pela chapa propulsora (7). A chapa propulsora está
permanentemente acoplada ao eixo de acionamento (9). À medida que
ele gira, a distância axial dos pistões (5, somente um visível) está
constantemente mudando.

A chapa propulsora empurra os pistões contra a mola (6) na câmara da


bomba (2). Isso faz com que o pistão crie pressão (estágio de saída).
Como a chapa propulsora continua a girar, a mola puxa os pistões de
volta novamente.

Um vácuo parcial é criado na câmara da bomba, que puxa água limpa (estágio de entrada). O fluxo de água nos estágios de
entrada e saída é controlado pela válvula de entrada (1) e de saída (4).

Os pistões estão separados uns dos outros por 120 graus. Cada pistão desempenha um estágio de entrada e um de saída a
cada rotação. No curso de uma rotação completa (360 graus) da chapa propulsora, 3 estágios de entrada e 3 estágios de
saída são completados. Isto faz com que a pressão seja constantemente mantida.
Lavadoras de alta pressão

PRATA OURO

FUNCIONAMENTO DA BOMBA AXIAL DE ALTA PRESSÃO

Estágio de entrada (Sucção)

Cada pistão está vedado, em relação à carcaça da bomba (8, câmara de óleo, amarela), por um retentor (9). Os pistões estão
vedados em relação à câmara da bomba (2), por meio dos anéis de alta (6), de baixa pressão (7). À medida que os pistões se
movem para baixo (estágio de entrada), o volume na câmara da bomba (2) aumenta. A pressão na câmara da bomba será
então menor do que no lado da entrada (2); em outras palavras, é criado um vácuo dentro da câmara da bomba. A válvula de
entrada (1a) abre e a água flui para dentro da câmara da bomba (2) vinda do lado da entrada (A). A pressão no lado de saída
(B) é maior do que na câmara da bomba. A válvula de saída (3a) fecha, vedando a câmara de saída da câmara da bomba. O
estágio de entrada termina quando o pistão atinge o fundo de seu curso. Então inicia o estágio de saída.

Estágio de saída (Pressão)

Quando o pistão começa a mover-se para cima, o estágio de saída começa. À medida que este se move para cima, o volume
na câmara da bomba diminui e, é criada uma pressão acima da atmosfera. A pressão na câmara da bomba torna-se maior do
que a do lado da entrada (A). A válvula de entrada (1b) fecha, vedando a câmara de entrada da câmara da bomba.

Quando a pressão na câmara da bomba torna-se maior do que a pressão no lado da entrada, a válvula de saída (3b) abre. A
água é então bombeada da câmara da bomba (2) para o lado de saída (B).

Ao mesmo tempo, uma pequena quantidade de água passa através do anel de alta pressão (6), para dentro do espaço entre
os anéis de alta e baixa pressão (7). Isso lubrifica o pistão. O excesso de água flui através do orifício de água lubrificante (5) de
volta para o lado de entrada. A taxa do fluxo da bomba de alta pressão depende da quantidade de água bombeada do lado
de entrada para o lado de saída por todos os três pistões por unidade de tempo.

O estágio de saída termina quando o pistão atinge o topo de seu curso. Então recomeça o estágio de entrada.
Lavadoras de alta pressão

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FUNCIONAMENTO DO CONJUNTO DA VÁLVULA DE CONTROLE

 Permite que a pressão de operação seja precisamente controlada;


 Protege o sistema de alta pressão de sobrecarga devido ao excesso de pressão;
 Controla a operação da lavadora de alta pressão com a conexão do pulverizador.

A operação exata do sistema de controle de pressão estará descrita nas etapas abaixo.

ESTÁGIO DE PARTIDA

A ilustração mostra um esquema do conjunto da válvula de controle no estágio inicial da bomba de alta pressão.

Inicialmente o pistão de controle (K1) e a válvula de retorno (V2) são mantidos pelas molas na posição de descanso. A válvula
By-pass (desvio) (V1) entre os lados de saída e entrada da bomba e a válvula de retenção (V2) estão fechadas.

As câmaras A e C estão despressurizadas (azul claro). Precisamente falando, isso aplica-se somente para a sucção. No modo
de água pressurizada (conectado ao cano de entrada de água), a pressão respectiva dos canos está presente na câmara. Uma
vez que essa pressão é relativamente baixa, ela pode ser desconsiderada nas situações a seguir.

No estágio inicial, a bomba de alta pressão começa a liberar água e a acumular pressão na câmara B (azul). A válvula de
retenção abre (seta) e a lavadora de alta pressão entra no modo de pistola aberta.
Lavadoras de alta pressão

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Partida com válvula retardadora de pressão

A ilustração mostra o esquema do conjunto da válvula de controle com válvula retardadora de pressão no momento de
partida da bomba de alta pressão.

Durante o estágio inicial de alta pressão teria que acumular a total pressão de operação imediatamente. Isso causaria uma
alta resistência mecânica contra o motor elétrico.

A válvula retardadora de pressão (V3) torna mais fácil ao motor elétrico dar partida, localizada em uma passagem entre o
lado de entrada e saída do sistema de alta pressão, quando o motor é desligado, a mola pressiona a esfera da válvula para
cima, na direção do lado de saída (detalhe da vista 1). Quando o motor é ligado, a bomba de alta pressão libera água para o
lado de saída.

A válvula retardadora de pressão (aberta na vista detalhada 1) é pressionada contra a mola. Parte da água flui de volta
através da válvula retardadora de pressão para o lado de entrada (veja a seta na ilustração maior).

A bomba de alta pressão não necessita acumular imediatamente toda a pressão de operação. Isso significa que a resistência
mecânica (torque necessário) criada pela bomba naquele momento contra o motor elétrico é baixa.

O motor elétrico pode partir rapidamente com baixa corrente elétrica. Quando o motor elétrico atinge uma certa velocidade,
a bomba cria pressão (azul) de tal forma que a esfera posicione-se sobre o assentamento no lado da mola, com isso a válvula
retardadora de pressão (no lado de entrada) fecha (detalhado na vista 2).

O lado de saída é então isolado. A válvula retardadora de pressão permanece nesta posição quando a pistola está aberta e
mesmo quando a pistola está fechada no modo By-pass (desvio).
Lavadoras de alta pressão

PRATA OURO

POR QUE VÁLVULA RETARDADORA DE PRESSÃO?

O consumo de eletricidade do motor elétrico é proporcional à sua curva de torque (A).

A bomba de alta pressão pode operar somente quando o motor elétrico conseguir produzir o torque necessário para a
bomba.

Olhando para o diagrama, isso significa que o torque da bomba deve ser mais baixo ou igual ao torque do motor elétrico na
mesma velocidade.

Sem a válvula retardadora de pressão, a bomba de alta pressão necessita um aumento de torque abrupto (curva B) no
momento da partida. Isso é possível na medida em que o motor elétrico pode produzir o torque necessário (0-1). Entre 1 e 2,
o torque da bomba necessário é maior do que o torque que o motor consegue produzir. Isso significa que o torque de
operação da bomba de alta pressão (C) não pode ser atingido.

A válvula retardadora de pressão reduz a necessidade de torque da bomba de alta pressão de C para D (curva D). Como
resultado, o torque disponível no motor elétrico fica maior do que o torque necessário para a bomba de alta pressão durante
o momento de partida, em outras palavras, o motor elétrico dá partida com segurança e atinge o torque de operação (4).
Lavadoras de alta pressão

PRATA OURO

OPERAÇÃO COM PISTOLA ABERTA

A ilustração mostra um esquema do conjunto da válvula de controle em operação com a pistola pulverizdadora aberta.

A válvula By-pass (desvio) (V1, entre os lados de entrada e saída da bomba de alta pressão) está fechada e o lado de saída
está isolado de entrada (despressurizado, azul-claro).

A válvula de retenção (V2) está aberta. A pressão de operação (azul) está presente nas câmaras B e C na conexão do
pulverizador.

FECHANDO A PISTOLA

A ilustração mostra um esquema do conjunto da válvula de controle no momento em que a pistola pulverizadora está sendo
fechada.

Quando a pistola pulverizadora está fechada (a bomba continua a operar), a pressão nas câmaras B e C aumenta acima da
pressão de operação até a pressão de abertura da válvula By-pass (desvio), é mais ou menos 10% acima da pressão de
operação. A pressão é idêntica em todas as câmaras interligadas.

A pressão exerce força sobre o pistão da válvula de controle. Essas forças dependem da área sujeita à pressão, conforme a
seguinte fórmula:

Pressão P = Força F/Área A

Ou, colocado de outra maneira: Força F = Pressão P x Área. A em outras palavras, quanto maior for a área sujeita à pressão,
maior será a força. Há uma força agindo para cima sobre o pistão de controle na câmara C, maior do que a força para baixo na
câmara B, porque a área do pistão de controle na câmara B é menor do que na câmara C. O pistão de controle move-se para
cima exercendo força contra a mola (F1), a válvula By-pass (desvio V1) abre e a pressão na câmara B cai.
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PRATA OURO

A diferença na pressão entre as câmaras B e C move a válvula de retenção para a esquerda, isolando as duas câmaras entre si.
Como resultado, é mantida na câmara C quase a pressão completa de abertura da válvula By-pass (desvio).

MODO “BY-PASS” (DESVIO)

A ilustração a seguir mostra um esquema do conjunto da válvula de controle no modo “By-pass” (desvio) com a pistola
fechada.

Quando a pistola está fechada, há uma pressão próxima da pressão de abertura do By-pass (desvio) na câmara C (azul-
escuro), e não há pressão nas câmaras A e B (azul-claro), porque a conexão entre o lado de saída (B) e o lado de entrada (A)
está aberta no modo “By-pass” (desvio).

Devido à diferença de pressão entre as câmaras C e B, a válvula de retenção (V2) permanece fechada e a válvula By-pass
(desvio V1) abre (o pistão de controle continua a ser empurrado para cima). Nas lavadoras de alta pressão STIHL com
disjuntor automático, o motor elétrico é desligado assim que a unidade passar para o modo By-pass (desvio).
Lavadoras de alta pressão

PRATA OURO

Se a pistola for aberta novamente, a pressão na câmara C cai. A força que age para cima sobre o pistão de controle fica então
menor do que a força da mola que age para baixo e a válvula By-pass (desvio) isola novamente a câmara de saída B da câmara
de entrada A.

A bomba de alta pressão pode agora acumular, novamente, pressão na câmara B. A válvula de retenção abre e a unidade
passa para o modo operação com a pistola aberta.
Lavadoras de alta pressão

PRATA OURO

VÁLVULA DE RETENÇÃO

As ilustrações mostram uma seção do esquema da operação dos conjuntos da válvula de controle na lavadora de alta pressão
STIHL em duas condições de operação:

 Pistola aberta

A pressão de operação (azul) está presente nas câmaras B (lado de saída) e C (câmara de medição). A válvula de retenção está
aberta e a água flui da bomba de alta pressão através da saída de alta pressão (HD) para a conexão do pulverizador (setas).

 Pistola fechada

Quando a pistola está fechada, a pressão na câmara C (azul -escuro) aumenta. O pistão de controle abre a válvula By-pass
(desvio) e a pressão na câmara B cai. Devido a diferença na pressão entre as câmaras B e C, a válvula de retenção (V2), fecha.

Como resultado, quase a pressão total de operação é mantida na câmara C. Isso é necessário para a economia de energia, um
modo By-pass (desvio) mais suave para bomba de alta pressão. Além disso, a operação pode ser reiniciada imediatamente se
a pistola for aberta novamente.

Para que a válvula de retenção opere corretamente, é importante que o anel de vedação (R) faça uma boa vedação na
câmara de saída B.

Se a vedação não for hermética, a pressão na câmara C vai, a válvula By-pass (desvio) fecha, e a bomba de alta pressão tem
que acumular pressão, apesar da pistola estar fechada. Isso pode sobrecarregar o motor elétrico e causar danos. Nessa
situação o regulador de pressão movimenta-se intermitentemente.

Para prevenir isso, o anel de vedação deve estar sempre em boas condições e a válvula de retenção deve ter um bom
isolamento. Além disso não deve haver vazamentos na conexão da mangueira de alta pressão, na máquina ou na pistola.
Lavadoras de alta pressão

PRATA OURO

BICO DE ALTA PRESSÃO

A ilustração mostra o bico pulverizador de uma lavadora de


alta pressão STIHL com a pistola pulverizadora aberta.

Nas lavadoras de alta pressão STIHL, o efeito combinado do


orifício de alta pressão e da bomba de alta pressão criam a
pressão de operação. A área que determina a pressão de
operação no sistema de alta pressão é o ponto de menor
área: orifício de alta pressão (4) na cabeça do bico
pulverizador (3). A água é então acelerada através do
orifício.

Isso converte a energia da pressão (energia potencial) da


água em energia cinética (velocidade): a água deixa o
orifício em alta velocidade (até 700 km/h, a velocidade
média de vôo de um jato).

Isso faz com que se criem forças de retorno (representadas


pela seta preta) e também uma força de rotação adicional
quando a lança do pulverizador estiver aberta (é por isso
que a conexão do pulverizador deve ser sempre segurada
com firmeza nas mãos).

Quando a água atinge uma superfície suja, fortes forças de


impacto são criadas, que podem soltar até mesmo camadas
de sujeira muito entranhadas, assegurando uma limpeza
completa.

Se a pressão no sistema de alta pressão aumentar muito


acima da pressão de operação, o motor elétrico pode ficar
sobrecarregado. Para evitar danos, é necessário um
controle efetivo da pressão. Nas lavadoras de alta pressão
STIHL, isso é feito pelo conjunto da válvula de controle.

UTILIZAÇÃO COM DETERGENTE

A ilustração a seguir mostra um esquema de saída de alta pressão com injetor e válvula dosadora de detergente.

O injetor está rosqueado na parte frontal da saída. Ele compreende o bocal propulsor (1), bocal do detergente (2) e a válvula
de retenção (3). A água que vem da bomba de alta pressão (azul) é acelerada através do bocal propulsor (1).

O bocal propulsor forma um gargalo para o fluxo de água.

Para evitar o acúmulo de água, a mesma quantidade de água deve fluir antes, através e após o bocal em cada unidade de
tempo. Isso é possível se a água fluir consideravelmente mais rápida no bocal propulsor do que antes ou depois dele.

A pressão dinâmica (pressão de fluxo) aumenta com a velocidade da água. De acordo com a Lei de Bernouilli, a pressão total
(soma da pressão estática e dinâmica) permanece constante.
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PRATA OURO

Consequentemente, a pressão estática diminui à medida que a pressão dinâmica aumenta. Isso significa que é criado vácuo
(sucção).

Conforme o mesmo princípio, o vácuo é também criado no local propulsor quando o bico pulverizador está em baixa pressão.
O vácuo suga o detergente do tanque que mistura-se ao fluxo de água.

A válvula de retenção (3) somente abre se houver vácuo. Isso evita que a água seja forçada para dentro do tanque quando o
bico pulverizador está em alta pressão.

O detergente é medido pela válvula dosadora (4-6). Girando o botão dosador (6) move-se o conector chanfrado cônico (5) na
direção axial (seta de duas pontas). Isso altera a abertura da válvula dosadora e a quantidade de detergente que flui através
dela. Isso permite que a concentração de detergente no jato d’água possa ser variada entre zero e aproximadamente 6%.

MONTAGEM DOS ANÉIS DE VEDAÇÃO

São largamente utilizados entre as áreas de diferentes níveis de pressão.

Para evitar a deformação do anel é instalado um suporte também em forma de anel, porém com uma das faces “côncava”
para que o anel de vedação tenha um apoio estável.
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É importante que a montagem, quando houver somente um suporte, seja feita na posição correta. Para isso aplica-se duas
regras:

1. A face côncava deve estar sempre voltada para o anel de vedação;


2. A pressão deve atuar sempre sobre o anel de vedação, e ele sobre o suporte.

Havendo pressão nos dois sentidos, são necessários dois suportes, um em cada lado do anel de vedação.

A montagem deve ser realizada com cuidado para não danificar as peças.

Atenção: Lubrificar somente com graxa a base de silicone. Não usar vaselina.

ARREFECIMENTO DO MOTOR ELÉTRICO

1 - Ventilador
2 - Motor elétrico com aletas

Os motores elétricos das lavadoras de alta pressão STIHL são resfriados apenas pelo ventilador montado no eixo do motor.
Essa concepção permite baixo peso e menor custo, sendo que a eficácia é satisfatória. Nota: As carcaças de fechamento da
máquina possuem furações para entrada e saída do ar, além de direcionar o fluxo de ar através das aletas do motor.
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PERFORMANCE DA LIMPEZA

A performance obtida na operação de limpeza com lavadoras de alta pressão tem como fatores influentes:

1. Detergente: reduz a tensão superficial da composição da água. O que favorece a penetração da água na sujeira;
2. Tempo de reação: necessário para a saturação (com água) e afrouxamento da sujeira;
3. Temperatura: acelera o processo de liberação da sujeira;
4. Pressão de impacto: é a força mecânica que solta a sujeira;
5. Vazão d’água: remove a sujeira enxaguando a superfície;
6. Ângulo do jato d’água: afeta a largura de ação do jato d’água;
7. Distância de jateamento: afeta a pressão de impacto, sendo que a distância normal de aplicação fica entre 10 cm e 30
cm. A redução da distância de jateamento ocasiona aumento da pressão de impacto, por isso deve-se ter cuidado para
não danificar a superfície a ser limpa.

ATUAÇÃO DO JATO DE ÁGUA

Como foi exposto acima, vários aspectos influenciam na performance de limpeza.

Alguns fatores são inerentes à máquina (pressão, vazão, temperatura), outros são definidos pelo usuário (detergente, tempo
de reação, pressão de impacto, ângulo do jato e distância de jateamento), em função disso, apresentamos abaixo as
características relativas a pressão de impacto e ângulo do jato.

A forma de abertura do bico pulverizador tem grande efeito sobre a pressão de impacto.

1. Jato fino:

 Alta pressão de impacto;


 Alta performance de limpeza;
 Pequena área de ação.

2. Jato leque:

 Baixa pressão de impacto;


 Baixa performance de limpeza;
 Grande área de ação.

3. Jato rotativo:

 Alta pressão de impacto (Bico turbo);


 Alta performance de limpeza;
 Grande área de ação;
 Por outro lado, o jato em forma de leque é avaliado em função de ângulo de abertura do jato.
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Considerando uma máquina com pressão de trabalho de 80 bar, aplicando o jato de 200 mm (1) da superfície obtém-se as
larguras (2) indicadas no desenho, as quais são influenciadas pelo ângulo do jato (3). Com relação a melhor performance de
limpeza em função do ângulo do jato, é recomendado:

 Sujeira resistente: 0° a 25°;


 Média quantidade/resistência de sujeira: 25° a 50°;
 Pouca quantidade ou sujeira leve: 50° a 80°.
Lavadoras de alta pressão

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RELATÓRIO DE FALHAS - RE 800 / 900 / 920


Lavadoras de alta pressão

OURO

INFORMAÇÕES GERAIS E IMPORTANTES

A. INSTALAÇÃO ELÉTRICA:
 Confira se a voltagem da máquina é a mesma da rede elétrica;
 O fio-terra sempre deve estar conectado, esta tarefa é de responsabilidade do usuário;
 Caso necessite de extensão elétrica, utilize a bitola de fio indicada;
 Qualquer manutenção deve ser realizada com a máquina desconectada da rede elétrica;
 Os fios e conectores devem sempre ser inspecionados quanto a danificações, desgastes, risco de choque ou
curto circuito;
 Não trabalhar com energia elétrica estando com as mãos e/ou pés úmidos, nem descalço.

B. INSTALAÇÃO HIDRÁULICA:
 A mangueira de alimentação d’água deve ter no mínimo 5 m de comprimento e 1/2 de diâmetro. Isso é
necessário para absorver as vibrações hidráulicas da lavadora e os picos de pressão quandoa pistola é fechada
(soltando o gatilho);
 Jamais alimente a lavadora de alta pressão com solventes, combustível, lubrificantes ou similares. Além de
danificar as vedações e peças internas da bomba, a vaporização desses líquidos torna-os extremamente
inflamáveis e explosiva;
 Sempre verifique se o filtro de entrada está instalado e não danificado, para que partículas de sujeira não
venham danificar a bomba e o objeto a ser limpo;
 Água contaminada (óxido de cálcio, por exemplo) prejudica as vedações, peças móveis e interior da carcaça da
bomba, ou inclusive o objeto a ser limpo;
 As lavadoras de alta pressão não são autoescorvantes, ou seja, não eliminam o ar interno e da tubulação de
entrada automaticamente;
 No caso de Motobombas para trabalhar com sistema de sucção (até 1 m de altura) deve ser usado filtro de 100
mm. E válvula de pé, encha a tubulação e a bomba com água, e só então ligue a máquina. É aconselhável evitar
o trabalho com sucção d’água;
 Antes de ligar a máquina, conecte a mangueira de fornecimento d’água e abra a torneira;
 Baixa vazão de alimentação, causa redução na pressão de trabalho. Entrada de ar na alimentação causa
oscilação da pressão de trabalho.

C. SEGURANÇA:
 Confira e certifique-se que as ligações elétricas e hidráulicas estão corretas e adequadas
 Somente utilize a máquina com o fio-terra conectado;
 Crianças não devem operar lavadoras de alta pressão, exceto sob supervisão e responsabilidade de adultos;
 Nunca trabalhe ou permita o uso das lavadoras de alta pressão sob influência de álcool;
 Jamais direcione o jato pressurizado a pessoas ou animais, isto pode causar perfuração, queimaduras ou
irritação da pele e/ou órgãos;
 Ao lavar veículos, proceda o jateamento a 30 cm no mínimo. Não aplique o jato fino aos pneus a menos de 30
cm, tal fato pode causar danos (iniciando com a descoloração) e colocar em risco a segurança;
 Não direcione o jato d’água na própria lavadora nem em qualquer equipamento ou ligação elétrica;
 Cuidado com a força de recuo, quando acionar o gatilho da pistola, segure a lança com as mãos;
 A alimentação d’água e eletricidade devem ser conferidas e adequadas;
 Adeque a pressão e o formato do jato d’água ao serviço a ser realizado;
 Use somente detergente com ph 5 a 7;
 As lavadoras não podem permanecer mais de cinco minutos sem acionar o gatilho, pois a quantidade d’água
que circula em By-pass superaquecerá e causará danos as válvulas e vedações;
 Após utilizar detergentes, succionar água limpa pelo reservatório, pois guardar a máquina sem esse
procedimento causa colamento da válvula de detergente e impede a sucção no próximo uso.
Lavadoras de alta pressão

OURO

CAPACITORES KIT FERRAMENTAS PARA DESMONTAGEM DAS


LAVADORAS
Quando houver problema (queima) com os capacitores e a
assistência técnica não houver peças originais em estoque Ponteiras chave torx para uso das lavadoras RE 98, RE 108,
para reposição imediata, poderá ser utilizado outro RE 143, RE 800K, RE 800 KM e RE 900 KM. Abaixo segue a
capacitor desde que sejam observados as seguintes relação das chaves torx necessárias em sua oficina para o
recomendações: conserto das lavadoras STIHL:

Usar conforme modelos abaixos especificados:  Ponteira chave torx no 15 = 3,25 mm com furo;
 Ponteira chave torx no 20 = 3,83 mm sem furo;
 RE 98 – 110V – 75 Micro faraday-uf tensão 500v;  Ponteira chave torx no 25 = 4,38 mm sem furo;
 RE 98 – 220V – 30 Micro faraday-uf tensão 500v;  Ponteira chave torx no 27 = 4,95 mm sem furo;
 RE 108 – 110V – 75 Micro faraday-uf tensão 500v;  Ponteira chave torx no 30 = 5,48 mm sem furo;
 RE 108 – 220V – 30 Micro faraday-uf tensão 500v;  1 chave T sextavada 1/4;
 RE 142 / RE 143 – 220V – 50 Micro faraday-uf tensão  1 suporte para ponteira 1/4;
500v;  Ponteira (pito) (cachimbo) sextavado interno de 25 mm
 RE 800 – 110V – 60 Micro faraday-uf; (não pode ser 1”).
 RE 800 – 220V – 25 Micro faraday-uf;
 RE 820 – 110V – 25 Micro faraday-uf; A chave torx n° 15, necessita de furo na ponta, devido ao
 RE 820 – 220V – 25 Micro faraday-uf; parafuso da carcaça ter um pino no centro. Esse pino serve
 RE 900 – 220V – 40 Micro faraday-uf; como segurança para que a máquina seja desmontada
somente em oficinas autorizadas.
Para motores 110V, use capacitores de 250V ou maior. Para
motores 220V, use capacitores de 380V ou maior. Tome As ferramentas mencionadas acima podem ser adquiridas
cuidado sempre com o tamanho do capacitor, pois ele deve no seguinte endereço, ou em outro fornecer de sua
ter o mesmo tamanho do original ou menor, caso contrário, preferência:
ele não poderá ser substituído devido ao espaço físico.
INDÚSTRIA DE FERRAMENTAS IFLA LTDA.
Ligação dos motores:
Av. Henrique Bier, 2.444 - Bairro Campina - 93135-000 - SÃO
RE 800 LEOPOLDO/RS
a) Se for de cores diferentes - azul e amarelo na chave - Fone: (51) 3568.2438 - Fax: (51) 3592.9365
preto e outra cor (muda conforme a frequência/tensão
da máquina) no capacitor; LUBRIFICANTES PARA O’RINGS E CONJUNTO BY-PASS
b) Se os cabos forem da mesma cor, mas com numeração:
- no 1 e 4 na chave - no 5 e 6 no capacitor; Para a perfeita lubrificação dos O’rings, sempre utilize
c) Se for de duas cores - 1 de cada cor na chave - 1 de graxas à base de silicone.
cada cor no capacitor. Especificações pelo fabricante.
Marca Tipo de Graxa Molycote DC 55 m Molycote 111
RE 900 compound Molycote lumomolyPT
a) Se os cabos numerados segue a mesma numeração da Obs.: Utilize somente as graxas especificadas acima.
800 Essas graxas podem ser encontradas no seguinte endereços:
b) Se tiver os mesmos cabos siga o formato do terminal -
terminal reto na chave - terminal bandeira no capacitor LUMOBRAS DO BRASIL

Alameda Amazonas, 352 - Barueri - SP - Brasil - CEP 06454-


070
Tel.: +55 (11) 421.2277 - Fax: +55 (11) 421.2022
Anexos
Combustível

Os produtos STIHL são de alta tecnologia e utilizam motores dois tempos, que funcionam em alta rotação.

Para que se obtenha a potência desejada ou esperada, é necessário que a queima de combustível seja otimizada dentro da
câmara de combustão. Para isso é fundamental que o combustível, bem como o óleo 2 tempos utilizado, sejam de boa
qualidade.

Infelizmente, no Brasil estamos sofrendo um processo progressivo de fraudes nos combustíveis disponibilizados através das
redes de postos de abastecimento. A utilização de combustíveis adulterados altera o desempenho dos motores, podendo
causar danos irreparáveis.

As informações a seguir buscam esclarecer alguns pontos relativos a combustível.

CONTAMINAÇÃO DE GASOLINA COM DIESEL

Quando a gasolina é contaminada com diesel ocorre uma perda de octanagem e um grande aumento na tendência de
formação de depósitos no sistema de admissão. Como a octanagem do diesel é negativa, pequenas quantidades desse
produto provocam sensível diminuição da octanagem da gasolina. Se nessa situação o motor for exigido, ele quebrará.

Supondo que motor esteja extremamente folgado em relação à octanagem, mesmo assim teremos problemas.

No caso de motores Otto a 4 tempos (automóveis e algumas motocicletas) ocorrerá a diluição do óleo do cárter (aumentando
nível de lubrificante) devido às frações pesadas do diesel que, condensado na parede do cilindro, escorrem para baixo. O
resultado é o desgaste acentuado na parte inferior do motor, devido à deficiência de lubrificação. No caso de motores Otto 2
tempos (motocicletas e motores pequenos), a formação de verniz nos rolamentos irá fazer com que a sua vida útil seja
diminuída, podendo ocorrer inclusive engripamentos.

Portanto, em nenhuma situação é recomendado o uso de gasolina contaminada com diesel.

FORMA DE DETECTAR O DIESEL


O método correto de se avaliar a contaminação com diesel é fazer a destilação do combustível. Entretanto, existe também
uma forma rápida e fácil de verificar se há diesel misturado na gasolina. Consiste em colocar a amostra em um vidro
transparente e, em um local escuro, iluminá-lo com uma luz negra; se tiver diesel acima de 0,5% a amostra ficará
fluorescente, necessitando fazer ensaio de destilação.
Combustível

GASOLINAS CONTENDO ÁLCOOL

A gasolina pode conter álcool (etanol) em sua composição, por especificação e também por contaminação. No Brasil,
atualmente, tem-se, exceto no Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina, a prática por especificação de 23% de álcool na
gasolina.

Em função de se ter especificação de 23% de álcool na gasolina, todos os veículos nacionais são produzidos e calibrados para
essa situação.

Estando o motor calibrado para esta situação, a adição de mais oxigenado (etanol, MTBE, metanol etc.) vai afetar o seu
funcionamento, no sentido de ficar com mistura pobre (devido ao oxigênio adicional). Misturas levemente pobres não
comprometem o motor e têm como resultado a redução da emissão de CO (monóxido de carbono) pela descarga, em troca
de uma pequena perda de desempenho. Isso é usado nos EUA para administrar a qualidade do ar de algumas cidades,
quando o problema é a concentração de CO.

Os teores de oxigenados para as gasolinas internacionais são limitados conforme o tipo, de forma a não haver
comprometimentos nos veículos (10% para o Etanol, 5% para o Metanol e 15% para o MTBE).

No caso brasileiro, não se utiliza o etanol na gasolina para administrar qualidade de ar as cidades. O álcool (etanol) na nossa
gasolina funciona somente como aumentador de volume, pois os motores são calibrados prevendo a existência (relação
ar/combustível 13,2:1 e não 14,7:1 como no resto do mundo). Se um motor brasileiro operar com uma gasolina sem 23% de
álcool (ou equivalente) a mistura ficará rica, aumentando a emissão de CO.

FORMA DE DETECTAR O ÁLCOOL

Existe uma forma muito prática de determinar o teor de álcool misturado à gasolina. Consiste em colocar em um recipiente
transparente com graduação de 200 ml, 100 ml de gasolina com mais 100 ml de água. Agita-se bem até formar uma emulsão
e depois, deixa decantar até que se obtenha a separação completa. A água vai extrair o álcool e ficará no fundo. Se não tiver
álcool, a marca do nível da água coincidirá com 100 ml. Caso contenha álcool, a marca do nível ficará acima dos 100 ml, sendo
essa diferença o percentual de álcool existente na amostra.

GASOLINAS ADITIVADAS

São gasolinas que contêm aditivo detergente/dispersante. São altamente recomendáveis pois têm a função de limpar e
manter limpo o sistema de alimentação. É importante saber que se forem utilizadas em um sistema muito velho e sujo, toda
sujeira do tanque e da tubulação vai se soltar, podendo saturar os filtros em um primeiro momento.
Combustível

FORMA DE VERIFICAR A PRESENÇA DO ADITIVO

Normalmente as distribuidoras colocam corantes nas gasolinas aditivadas, de forma a identificá-las. Se houver dúvidas sobre
a existência do aditivo, basta misturar em uma garrafa a amostra com cerca de 30% da água. Agite bem até formar uma
emulsão. Se houver aditivo, levará cerca de três minutos para separar as fases. Caso contrário, uns trinta segundos.

OCTANAGEM - UMA NOBRE PROPRIEDADE DA GASOLINA

Octanagem ou número de octanos (NO) é a propriedade do combustível que representa sua capacidade de resistir à
compressão sem entrar em autoignição.

Vantagens de um combustível com elevado (NO) (Número de Octanos)

 O combustível de maior (NO) deve ser empregado em motores que operam com maiores razões de compressão. Isso
favorece o crescimento do seu rendimento término, através do maior aproveitamento do calor liberado na combustão;
 Possibilita uma combustão não detonante evitando danos ao motor;
 Permite o aumento de torque, potência e economia devido ao crescimento do rendimento térmico.

Aditivos antidetontantes

 CTE (Chumbo Tetra Etila) Embora ainda utilizado em muitos países, foi suprimido totalmente da formulação da gasolina
pela Petrobrás em 1989, devido a sua toxidade;
 MTBE (Metil Terci-Butil Eter) Composto orgânico oxigenado, largamente empregado nos EUA e na região sul do Brasil;
 AEAC (Álcool Etítilico Anidro Combustível) Adicionado em torno de 24% à gasolina, aumenta sua octanagem com menores
danos ao meio ambiente.
Combustível

MÉTODOS DE DETERMINAÇÃO DO NO (Número de Octanas)

Método MON (Motor Octane Number) ou método Motor ASTM D2700

 Avalia a resistência à detonação da gasolina na situação em que o motor está em plena carga e em alta rotação;
 Método RON (Reserarch Octane Number) ou método Pesquisa ASTMD-2699;
 Avalia a resistência à detonação da gasolina na situação em que o motor está carregado e em baixa rotação (até 3.000
rpm).

A octonagem na gasolina brasileira

No Brasil, ao falarmos de octanagem, estamos nos referindo à octanagem MON. Alguns países utilizam a octanagem RON, e
outros o Índice de Octanagem I.0 = (MON+RON)/2. Para uma mesma gasolina, o RON tem um valor típico superior ao MON
de até 10 octanos. Portanto, se compararmos gasolinas de diferentes países é importante especificar se está sendo utilizada a
mesma base (MON, RON ou Índice de Octanagem).

Tabela comparativa

ERRADO: O combustível de maior octanagem é também o de melhor qualidade.

CERTO: A qualidade do combustível é definida pelo rigoroso atendimento a várias especificações técnicas, não
só a octanagem.

ERRADO: O motor que utiliza combustível de alta octanagem é mais econômico.

CERTO: O motor de maior razão de compressão e que utiliza combustível de maior octanagem pode ser mais
econômico.

ERRADO: A altitude não influencia na octanagem requerida.

CERTO: Um aumento de 1.000 metros na altitude reduz a octanagem requerida pelo motor em cerca de 4,4
octanos.

ERRADO: O motor projetado para operar com gasolina comum deve mudar para a Premium, de maior
octanagem para desenvolver maior potência.

CERTO: É vantagem utilizar gasolina Premium se o motor for adequado (razão de compressão .....10,1).

ERRADO: Gasolina aditivada apresenta maior octanagem.

CERTO: Gasolina aditivada contém aditivos detergentes e dispersantes que evitam o acúmulo de depósitos no
sistema de alimentação e nada tem a ver com a sua octanagem.
Introdução à eletricidade

ESTRUTURA DA MATÉRIA

Todas as substâncias são constituídas de átomos e moléculas. Por exemplo, a substância chamada de água, cuja fórmula
química é H2O, é constituída de dois átomos de hidrogênio (H) e um átomo de oxigênio (O) os quais têm características
totalmente diferentes da água.

Os átomos por sua vez são constituídos de minúsculas partículas: os prótons, os elétrons e os
nêutrons. Os prótons estão localizados na parte central do átomo chamada de núcleo, enquanto os elétrons giram ao seu
redor em órbitas bem definidas, de forma parecida com os planetas girando ao redor do sol.

Prótons e elétrons têm uma propriedade física chamada de carga elétrica. É por causa da existência das cargas elétricas que
existe o raio, podemos assistir TV, tomar banho quente no inverno e outras comodidades que antes não existiam, pois as
cargas elétricas não tinham sido “domadas“. Cargas elétricas (elétrons) em movimento produzem uma corrente elétrica e é
essa corrente elétrica que permite que nós tenhamos todas aquelas comodidades. Para gerar uma corrente elétrica,
precisamos de um caminho (condutor) para as cargas elétricas percorrerem e de um dispositivo que forneça a energia
necessária para que essas cargas se desloquem por esse caminho. Este dispositivo é chamado de Gerador de Tensão. Pilhas e
baterias são exemplos de geradores de tensão. Outro elemento importante são os isolantes, sem os quais não seria possível
tudo isso.

Um isolante não deixa as cargas elétricas se movimentarem pelo seu interior. Plásticos, madeira, borracha, vidro e o ar são
exemplos de isolantes .

Um átomo pode perder ou obter elétrons através da ELETRIZAÇÃO; existindo três tipos básicos de eletrização: por indução,
atrito ou por contato. Os elétrons que têm facilidade para entrar ou sair de um corpo são chamados de elétrons livres.
Geralmente estão localizados na última e/ou penúltima camada da eletrosfera.
Introdução à eletricidade

PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO

Eletrização por atrito


Duas substâncias de naturezas diferentes, quando atritadas, eletrizam-se com igual quantidade de cargas em valor absoluto e
de sinais contrários. Se atritarmos vidro com seda, elétrons migrarão do vidro para seda, portanto o vidro ficará eletrizado
positivamente e a seda negativamente.

Eletrização por Contato

Quando um corpo neutro é posto em contato com um corpo eletrizado, eletriza-se com carga do mesmo sinal.

Eletrização por indução

Quando um corpo neutro é colocado próximo de um corpo eletrizado, sem que exista contato, o corpo neutro tem parte das
cargas elétricas separadas (indução eletrostática), podendo ser eletrizado.

O processo de indução, simplesmente, não eletriza um corpo. O que ocorre é um rearranjo no posicionamento das cargas.

Obs: Caso a região ligada à terra seja negativa, haverá deslocamento de elétrons do corpo para terra, fazendo com que o
corpo fique positivo.
Introdução à eletricidade

GRANDEZAS ELÉTRICAS

Diferença de Potencial (D.D.P) ou Tensão

Graças à força do seu campo eletrostático, uma carga pode realizar trabalho ao deslocar outra carga por atração ou repulsão.
Essa capacidade de realizar trabalho é chamada potencial. Quando uma carga for diferente da outra, haverá entre elas uma
diferença de potencial (E). A soma das diferenças de potencial de todas as cargas de um campo eletrostático é conhecida
como força eletromotriz. A diferença de potencial (ou tensão) tem como unidade fundamental o volt (V).

Simplificando temos que: A Tensão ou voltagem é a diferença entre a quantidade de elétrons nos dois pólos do gerador de
fonte contínua ou alternada e é medida pelo voltímetro, sua unidade é o volt (V).

CORRENTE

Corrente (i) é simplesmente o fluxo de elétrons. Essa corrente é produzida pelo deslocamento de elétrons através de uma
ddp em um condutor. A unidade fundamental de corrente é o ampère (A). 1 A é o deslocamento de 1 C através de um ponto
qualquer de um condutor durante 1 s.I=Q/t. O fluxo real de elétrons é do potencial negativo para o positivo. No entanto, é
convenção representa a corrente como indo do positivo para o negativo.
Introdução à eletricidade

RESISTÊNCIA ELÉTRICA

Resistência é a oposição à passagem de corrente elétrica. É medida em ohms (Ω). Quanto maior a resistência, menor é a
corrente que passa. Os resistores são elementos que apresentam resistência conhecida bem definida. Podem ter uma
resistência fixa ou variável.

Disso tudo deriva a Lei de Ohm:

A intensidade da corrente é proporcional à voltagem e inversamente proporcional à resistência.

Para calcular qualquer grandeza da fórmula da Lei de ohm, podemos representar a lei por um triângulo, com seus valores no
interior do mesmo. As letras dispostas formam a palavra RUI, e assim podem facilitar a transformação das fórmulas entre si

MATERIAIS CONDUTORES E ISOLANTES

Todos os materiais oferecem uma certa oposição à passagem da corrente elétrica; no entanto dependendo da substância do
material, essa oposição é maior ou menor, sendo que alguns materiais praticamente não permitem a passagem da corrente
elétrica.

Os materiais que oferecem pouca oposição à passagem da corrente elétrica chamamos de materiais condutores.

Ex.: Prata, cobre, alumínio. Produtos: fio de cobre, fio de alumínio.

Os materiais que praticamente não permitem passagem da corrente elétrica chamamos de isolantes.

Ex.: Vidro, borracha, porcelana. Produtos: isoladores de pino.

A razão da maior ou menor oposição oferecida à passagem da corrente elétrica tem sua explicação na estrutura dos átomos.

Em alguns materiais, os elétrons em órbitas mais afastadas sofrem pouca atração do núcleo, tendo facilidade de se deslocar
de um átomo para outro átomo, num rodízio desordenado, sendo chamados de elétrons livres.

Os elétrons livres são numerosos nos materiais condutores e praticamente inexistentes nos materiais isolantes.
Introdução à eletricidade

CLASSIFICAÇÃO DA CORRENTE ELÉTRICA

A corrente elétrica pode ser de dois tipos: corrente contínua (CC) e corrente alternada (CA).

Corrente Contínua
Quando os elétrons livres ou os íons se movem em um único sentido, temos a corrente contínua. Por exemplo, pilhas e
baterias fornecem corrente contínua.

Corrente alternada
A corrente elétrica que muda de sentido em intervalos de tempo iguais denomina-se corrente alternada. Por exemplo: os
geradores de usinas hidrelétricas em geral fornecem corrente alternada; as correntes das instalações elétricas de nossas
casas são alternadas.
Introdução à eletricidade

CIRCUITOS ELÉTRICOS

Circuito elétrico é todo caminho fechado percorrido pelos elétrons, é constituído de, no mínimo, um gerador, fios
condutores, e um receptor (lâmpada por exemplo).

Corrente Contínua
Quando os elétrons livres ou os íons se movem em um único sentido, temos a corrente contínua. Por exemplo, pilhas e
baterias fornecem corrente contínua.
Introdução à eletricidade

Os circuitos elétricos, de um modo geral, dividem-se em três tipos. Conforme as suas ligações, eles podem ser:

 Série;
 Paralelo;
 Misto.

Circuito série: é aquele cujos elementos são ligados um após outro, sendo que um elemento depende do outro e constituem
uma malha elétrica. Esse circuito recebe o nome de dependente, porque se um dos elementos for interrompido, os demais
deixarão de funcionar; isso porque ele se compõe de um só ramo, ou seja, um só caminho para a passagem da corrente.
Introdução à eletricidade

Circuito paralelo: é aquele em que seus elementos são colocados um independentemente do outro. Isto quer dizer que, se
um elemento qualquer deixar de funcionar, não perturbará o funcionamento dos demais.
Introdução à eletricidade

Circuito Misto: é o circuito que apresenta tanto ligações em série como também ligações em paralelo.
Introdução à eletricidade

MOTORES ELÉTRICOS

A maior parte da energia elétrica produzida industrialmente é gerada em corrente alternada (CA) e isso justifica o amplo uso
desses motores.

Motor elétrico é uma máquina destinada a transformar energia elétrica em energia mecânica. Assim, ao ligarmos um motor à
rede elétrica, ele vai absorver uma dada quantidade de energia e, em troca, acionará uma carga, como por exemplo, um
refrigerador, um esméril etc. Os motores elétricos em geral compõem-se de 2 partes:

 Rotor: que é a parte móvel;


 Estator ou Carcaça: que é a parte fixa.

Os motores elétricos podem ser monofásicos e trifásicos.

Motores monofásicos de fase auxiliar

Motor de fase auxiliar é de indução, constituído de um rotor tipo gaiola de esquilo e de um estator formado por chapas de
ferro silício. Esse tipo de motor é usado em máquinas de lavar roupas, eletrobombas, geladeiras, enceradeiras de potência
elevada.

Características

Dois enrolamentos no estator: um de fio mais grosso e com grande número de espiras (enrolamento principal ou de trabalho)
e outro de fio mais fino e com poucas espiras (enrolamento auxiliar ou de partida):

 Enrolamento principal, fica ligado durante todo o tempo de funcionamento;


 Enrolamento auxiliar, só funciona durante a partida e é desligado com o acionamento de um dispositivo automático
localizado parte na tampa do motor e parte no rotor;
 Rotor tipo gaiola de esquilo, feito com barras de cobre ou alumínio curto-circuitadas;
 Bom conjugado de partida proporcionado por um capacitor ligado em série com o enrolamento auxiliar.

Ligação dos motores monofásicos

Os motores monofásicos de fase auxiliar podem ser construídos com dois, quatro, ou seis terminais de saída. Os motores de
dois terminais funcionam em uma tensão (110 V ou 220V) e em um sentido de rotação. Os de quatro terminais são
construídos para uma tensão (110V ou 220V), e em dois sentidos de rotação, os quais são determinados conforme a ligação
efetuada entre o enrolamento principal e o auxiliar. De um modo geral, os terminais do enrolamento principal são
designados pelos números 1 e 2 e os do auxiliar por 3 e 4.

Para inverter o sentido de rotação, é necessário inverter o sentido da corrente do enrolamento auxiliar, isso é, trocar o 3 pelo
4. Os motores de seis terminais são construídos para duas tensões (110 V e 220 V) e para dois sentidos de rotação. Para
inversão do sentido de rotação, inverte-se o sentido da corrente no enrolamento auxiliar. O enrolamento principal é
designado pelos números 1, 2, 3 e 4 e o auxiliar por 5 e 6. Para a inversão do sentido de rotação, troca- se o terminal 5 pelo 6.

As bobinas do enrolamento principal são ligadas em paralelo quando a tensão é 110V e em série, quando a tensão é de 220V.

Obs.: O motor de fase auxiliar admite reversibilidade quando se retiram os terminais do enrolamento auxiliar para fora com
cabos de ligação. Admite também chaves de reversão, mas neste caso, a reversão só é possível com o motor parado.

MOTOR UNIVERSAL

Chama-se motor universal um tipo de motor que funciona tanto em corrente contínua quanto em corrente alternada. Na
verdade, um motor universal é um motor CC com excitação série, ou seja, um motor CC cujos enrolamentos de campo e de
armadura estão conectados em série, podendo, portanto ser alimentado por uma única fonte, que pode ser contínua ou
alternada monofásica. A figura abaixo mostra o modelo de um motor universal.
Introdução à eletricidade

Esse motor quando alimentado por tensão contínua funciona como um motor CC descrito anteriormente. Porém, ao ser
alimentado por tensão alternada senoidal monofásica, o motor funciona da mesma forma, pois as correntes de campo e de
armadura são as mesmas (enrolamentos estão em série) e quando uma muda sua polaridade, a outra muda ao mesmo
tempo. Em outras palavras, o sentido do fluxo produzido pelo campo e o sentido da corrente de armadura mudam ao mesmo
tempo, mantendo o sentido da força eletromagnética e, portanto, do torque.

Os motores universais possuem características de desempenho muito interessantes, o que determina o tipo de aplicação em
que é usado. Essas características estão mostradas na figura abaixo, em que se apresentam as curvas de torque e de
velocidade em função da corrente de armadura.

Observe que os motores universais possuem elevado torque em baixa rotação, para um certo valor de corrente de armadura.
Essa característica torna os motores universais adequados para acionamento, em corrente alternada, de vários
eletrodomésticos (liquidificadores, aspiradores de pó, furadeiras), bem como acionamento de veículos elétricos de transporte
de massa (trens, carros elétricos, metrô).

POTÊNCIA ELÉTRICA

Potência é a quantidade de trabalho efetuado na unidade de tempo. E é esse trabalho, realizado dentro de um tempo
determinado, que representa a potência elétrica. A unidade de medida é o Watt (W).

Potência Elétrica = Tensão x corrente P=U.I


U
A unidade de potência é Watt. Aplicando a fórmula I = R

TRABALHO ELÉTRICO

Ao ligarmos um motor elétrico a uma tensão, ele será capaz de acionar uma máquina, executando o trabalho. O trabalho
elétrico do motor transforma-se em trabalho mecânico e em energia calorífica (efeito Joule). Trabalho é sempre uma forma
de energia. Trabalho elétrico é energia elétrica.

Exemplo de trabalho elétrico

Em um motor com a potência de 2 kW, após uma hora de funcionamento, o consumo elétrico é de 2 kWh. Esse consumo
elétrico é o trabalho elétrico induzido no motor. E é exatamente este consumo que deve ser pago ao fornecedor de
eletricidade.

Cálculo: Podemos calcular o trabalho elétrico através da seguinte fórmula:

Trabalho = Potência x Tempo

Para calcular o preço do consumo elétrico residencial, (trabalho elétrico) multiplicamos o trabalho pelo preço por kWh.

Preço
preço de consumo = trabalho x KWh
Introdução à eletricidade

EXEMPLOS DE CÁLCULOS

Potência

Um aquecedor elétrico de uma potência de 1.000 Watts é ligado a uma tensão de 110V. Qual a corrente no aquecedor?

Solução:

Um motor elétrico tem uma potência de 5,5 kW, o que corresponde a uma corrente I = 50 A.

Calcule:
a) A tensão em V
b) A resistência do motor em (OBS:1 kW = 1.000W, logo 5,5 kW = 5.500 W)

Solução:

O motor de um torno é ligado a 380 V. A corrente medida é de I = 14,47 A.

Calcule:
a) A potência do motor.
b) O trabalho elétrico após 8 horas de uso do torno.
c) O preço para o consumo, quando o custo do kWh for de R$ 20,00

Solução:
Introdução à eletricidade

MULTÍMETRO

O aparelho usado para a medição da tensão é chamado de voltímetro e o usado para a medição da corrente é chamado de
amperímetro. Normalmente, esses dois aparelhos vêm montados em um único que é chamado de Multímetro, exatamente
porque faz essas medições, além de várias outras de acordo com o modelo do Multímetro.

Multímetro Digital Modelo: ET-1110

Instrumento digital portátil, que se acomoda na palma


da mão, de acordo com a categoria II 600V de
segurança, congelamento da leitura, mudança de faixa
manual, holster protetor e LCD de 3 1/2 dígitos. Realiza
medidas de tensão DC e AC, corrente DC, temperatura e
resistência e testes de diodo e continuidade.

Ligações das pontas de prova

1. Ligue o aparelho.
2. Encaixe as pontas de prova de acordo com a escala
a medir.
3. Coloque as ponteiras com o aparelho desligado;
Vermelha (+), ( A preta(-) é sempre como visto
acima ).
4. Selecione a escala e a faixa a qual vai medir com o
aparelho isolado (ponteiras livres).
5. Coloque a ponteira preta primeiro e depois a
vermelha.
6. Não meça pegando/tocando na parte metálica das
ponteiras.
Introdução à eletricidade

MEDINDO A CORRENTE ELÉTRICA

A corrente é o movimento das cargas, então você deve ligar o amperímetro de forma, permitindo que permitir que essas
cargas passem por dentro do seu aparelho, para poder a avaliar a quantidade de cargas que está circulando no circuito. Para
isso, você deve colocar o amperímetro em série com o circuito.

Para medir a corrente elétrica, é necessário abrir o circuito fazendo com que a corrente elétrica passe pelo multímetro.

No caso o multímetro, vai medir a corrente elétrica que a lâmpada está consumindo.

Obs.: O multímetro está na escala de 10A, deve-se colocar a ponta de prova vermelha na entrada 10A.

Para medições de corrente acima de 10A, devemos utilizar o Amperímetro de Gancho, onde o fio é envolvido pelo gancho do
aparelho, realizando a medição da corrente.

MEDINDO A TENSÃO ELÉTRICA

A tensão é a energia potencial presente em dois pontos


de um circuito elétrico. Assim, para medir a tensão
usando um voltímetro, você deverá ligá-lo em paralelo
com os dois pontos do circuito em que você deseja
saber a energia potencial.

Para medir a tensão elétrica da lâmpada, é necessário


que o circuito esteja como na figura ao lado e o
multímetro na escala DC V selecionada para 2V.

TOMADA VAC

VAC não tem polaridade para medir a tensão VAC (


Tensão alternada) 110V, 115V, 127V, 220V, 230V. No
caso desde multímetro, até 600V, é necessário que o
multímetro esteja na escala AC V selecionado para
600V.

Relembrando os principais cuidados:

1. Esteja calçado e seco;


2. Não meça pegando na ponta das ponteiras (Parte
metálica);
3. Coloque uma ponta e depois a outra. Não deixe que
a ponta metálica das ponteiras se toquem para
evitar curto.
Introdução à eletricidade

PARA MEDIR A RESISTÊNCIA

Como a resistência não tem polaridade, pode ser medida com as pontas de prova vermelha/preta em qualquer dos seus
terminais. No multímetro, as pontas de prova deverão estar ligadas nos locais apropriados, sendo que a preta deve estar no
terminal comum da mesma cor, e a vermelha no terminal U com essa mesma cor.

Extremamente importante: O circuito deve estar desligado, sem energia.

SEGURANÇA

Eletricidade é uma forma de energia benéfica em função da disponibilidade, custo e potência. Trabalhar com energia elétrica
requer atenção e cuidados especiais, conhecimento e prevenção, pois os efeitos da corrente elétrica sobre o corpo humano
podem causar vários problemas, inclusive a morte.

Quando alguém toca um condutor energizado, a corrente elétrica flui através do corpo, os músculos contraem-se e a pessoa
envolvida não é capaz de libertar-se do contato elétrico. A intensidade da corrente que flui através do corpo depende da
voltagem e da resistência do corpo e dos contatos externos (chão molhado, calçado, luvas, etc...)

Considerando que a resistência do corpo humano está em torno de 1.000 (ohms) e que 50 mA (0,05 Amperes) de corrente
elétrica fluindo pelo corpo e potencialmente fatal, calcula-se:

As consequências de um choque elétrico vão desde uma leve “tremida” até a morte por parada cardíaca e queimaduras.

GRAU CORRENTE EFEITO RESULTADO


Tremor “choque”
1 1 a 25 mA Contração muscular Indícios de paralisia
Aumento da pressão arterial Perda de consciência

Intensa contração muscular Paralisia severa


2 25 a 50 mA Contração estomacal Náuseas
Fibrilação (coração)* Falta de O2 no cérebro

3 Acima de 50 mA Fibrilação Morte por parada cardíaca


Severas queimaduras
4 Acima de 30 mA Morte por queimadura
Parada cardíaca

*Corrente alternada fluindo pelo corpo por mais de 0,1 segundo, e se fluir pelo coração (mA) miliampere = 0,001 Ampere.
Por isso, deve-se ter o máximo de cuidado e atenção às leis e especificações vigentes, para que sejam evitados os acidentes.

INSTALAÇÃO

1. Sempre deve ser realizada a conexão do fio-terra, pois é a fuga mais fácil para a corrente elétrica em caso de defeito na
máquina.
2. Qualquer trabalho de manutenção na máquina deve ser realizado sem estar conectada à rede elétrica.
3. A instalação elétrica deve estar adequada ao equipamento (voltagem, fiação, aterramento, proteção).
4. Se necessária uma extensão até o local de uso do equipamento, a resistência do fio deve ser considerada:
a) Até 10m = fio de 1,5 mm2
b) Até 30m = fio de 2,5 mm2
5. A variação da voltagem da rede elétrica em relação a voltagem do equipamento não pode ser maior que 10%. A queda
de tensão gera queda de pressão da lavadora.
6. A posição de conexão dos fios elétricos não deve ser trocada ou invertida.
Dicas de uso das Motosserras

LUBRIFICANTES

Desenvolvidos para aumentar o desempenho dos produtos STIHL, os lubrificantes têm alta qualidade e propriedades
essenciais, visando a melhor lubrificação e vida útil do motor e conjunto de corte.

ÓLEO DE MOTOR 2T 8017 H

Este lubrificante foi desenvolvido em parceria exclusiva com a Castrol para atender às necessidades tecnológicas, ao
desempenho e à manutenção dos motores STIHL. Reduz em 50% o consumo de óleo em comparação aos demais e apresenta
uma economia no custo de manutenção de até 40%, se diferenciando dos lubrificantes convencionais (API TB ou TC) por
diversas características:

A. Limpeza mais efetiva do motor

 Reduz o acúmulo de resíduos de carbono, assim como a formação de vernizes e de lacas, na zona dos anéis do
pistão, reduzindo o risco de travamento do motor.

B. Aditivação anticorrosive

 Previne contra a ação corrosiva da umidade do ar aspirado e dos ácidos formados durante a combustão,
protegendo as partes internas do motor.

C. Ação antidesgaste

 Maior proteção contra o desgaste das partes móveis dos motores, mesmo em situações severas de uso.

D. Formação de cinzas

 Sua tecnologia exclusiva evita a formação de cinzas na cabeça do pistão, na janela de exaustão e nas velas,
prevenindo a pré-ignição.

ÓLEO STIHL MAGNUM PARA CORRENTES

Lubrificante especialmente desenvolvido para uso em conjuntos em correntes e sabre de motosserras. Possui propriedades
antidesgastante e antigotejante, mesmo em regime de serviço severo.

A. A. Melhor desempenho

 Maior proteção contra o desgaste causado por choques de cargas ou temperaturas excessivas.

B. Proteção por mais tempo

 Maior resistência às condições de extrema pressão, assegurando proteção adequada e maior vida útil para as
partes metálicas.

C. Economia e praticidade

 Fixação do produto nas partes lubrificadas, evitando o gotejamento do óleo.


Dicas de uso das Motosserras

DICAS PARA O ABASTECIMENTO DAS MOTOSSERRAS

Dicas de Segurança

Antes de abastecer a motosserra STIHL, observe os seguintes itens básicos de segurança:

 Desligue completamente o motor antes de cada abastecimento; não abasteça enquanto o motor estiver quente. Existe o
risco de incêndio.
 A gasolina é extremamente inflamável. Por esta razão, não derrame combustível e não fume no local. Realize o
abastecimento a uma distância mínima de 3 metros do local de trabalho onde será dada a partida da motosserra.
 Abra cuidadosamente a tampa do tanque para que o excesso de pressão possa ser reduzido e o combustível não
respingue fora do tanque.
 Realize o abastecimento somente em lugares bem ventilados.
 Durante o abastecimento, não derrame combustível e cuide para que não caia em suas roupas.
 Caso ocorra, limpe imediatamente o equipamento motorizado e troque de roupa.
 Mais informações consulte o manual de instruções do produto.

Abastecimento de combustível e óleo da corrente

1. O tanque de combustível deve ser abastecido com a mistura correta de gasolina e óleo, conforme indicado no manual de
instruções.
 Quando se usa óleo STIHL para motores de 2 tempos, a mistura será de 1:50 = 1 litro de óleo + 50 litros de
gasolina.
 O excesso de óleo na mistura gera resíduos de carvão mineral que se acumulam no escapamento e se aderem
ao pistão. Além disso, produz desgaste na saia do pistão e carbonização excessiva;
 A falta de óleo na mistura causa um superaquecimento podendo causar a quebra do motor, isto é detectado
quando o pistão fica riscado.
2. O tanque de óleo da corrente deve ser abastecido antes de começar o trabalho. Se o óleo terminar primeiro que o
combustível, a corrente girará sem lubrificação e se danificará rapidamente.
3. Geralmente, devido à capacidade do tanque de óleo, resta um pouco de óleo depois de esgotado o combustível.
4. Evite o derramamento de óleo e combustível sobre a motosserra.
5. Use galões de combustível homologados.
6. Depois de reabastecer a motosserra, para evitar que as faíscas provoquem fogo, não se deve dar a partida no local de
abastecimento.

COMO GUARDAR SUA MOTOSSERRA

A motosserra deve ser guardada em lugar seco e livre de poeira. Caso seja necessário fazer um intervalo no uso do
equipamento (durante o inverno, por exemplo), por um período de mais ou menos três meses, limpe-a bem e guarde-a, para
que possa usá-la mais tarde sem problemas.

 Esvazie o tanque de combustível em um local bem ventilado, limpando-o em seguida.


 Ligue o motor por um tempo, até que o carburador também esteja vazio, assim, você evita que as membranas do
carburador de danifiquem.
 Esvazie e limpe o tanque de óleo.
 Desmonte a corrente e o sabre, faça uma limpeza geral do conjunto de corte.
 Inspecione as condições do sabre e corrente de corte, deixando-os em condições de uso (sem rebarbas, trincas, rebites
soltos, dentes quebrados).
 Faça a limpeza da tampa de arranque e aletas do cilindro.
 Guarde sua motosserra em um local seco, bem ventilado e em local protegido do sol e umidade.
 Evite a exposição do equipamento à radiação solar direta.
 Armazene sua motosserra em local seguro, longe do alcance de crianças. Armários ou locais que possam ser fechados, são
os mais recomendados.
Dicas de uso das Motosserras

PEÇAS DE REPOSIÇÃO

O excelente desempenho de uma motosserra depende da montagem e manutenção precisa de suas peças.

Por isso, quando a motosserra sofre alguma avaria ou necessita de manutenção deve-se substituir as peças danificadas por
peças de alta qualidade e garantia.

A peça de reposição original STIHL é a mesma aplicada na linha de montagem dos equipamentos, portanto possuem
qualidade assegurada e atendem a todos os requisitos exigidos pela fábrica.

Somente com a peça de reposição original, o consumidor tem a certeza de que vai manter a sua motosserra com as mesmas
características originais de fábrica. Tudo isso pelo melhor custo/ benefício do mercado.
Tabela de manutenção
Tabela de manutenção
Tabela de torque de produtos
Tabela de torque de produtos
Tabela de torque de produtos
Tabela de torque de produtos
Tabela de torque de produtos
Tabelas

MISTURA DE ÓLEO 2 TEMPOS

Esta tabela será apresentada com finalidade de facilitar a mistura de lubrificantes 2 tempos, de acordo com o tipo de óleo.

Óleo 2 tempos STIHL


Óleo 2 tempos com classificação API

A mistura correta para estes tipos de óleo conforme a tabela abaixo:

TABELA DE CONVERSÃO
Tabelas

TABELA DE LUBRIFICAÇÃO DE ENGRENAGENS DOS EQUIPAMENTOS STIHL


Tabelas

EXTENSÃO ELÉTRICA

Quando vendemos um produto elétrico, devemos antes de mais nada, dar uma perfeita orientação ao cliente quanto ao uso
correto de extensões elétricas. A STIHL buscou informações junto aos fabricantes de motores elétricos, para repassar a
melhor informação à sua rede de concessionárias autorizadas.

Utilize extensões sempre conforme tabela.

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