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Peças de Teatro

E Cantatas

Coletadas no site:
http://www.bernerartes.com.br/ideiasedicas/teatro/index.htm

Viajando pela Bíblia ......................................................................................02


Deus é bem bom .............................................................................................08
Reforma Luterana .........................................................................................12
Verdadeiro Amigo .........................................................................................15
O Diálogo das Árvores ..................................................................................18
Jesus Acalma a tempestade ..........................................................................20
Jesus, o menino que viveu uma grande aventura .......................................21
Noite dos Pastores .........................................................................................25
Noite dos Pastores (outra) ............................................................................27
Obrigado pela Mamãe ..................................................................................29
Pai Nosso ........................................................................................................30
Procura-se um Pai .........................................................................................32

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Viajando pela Bíblia
Welson Tavares, SP, 2004

Tipo: peça em 10 cenas.


Personagens: Narradora; Maria; Cássia; Bíblia; Dona Diva

Narradora - Bem vindos! Vocês estão prestes a entrar no maravilhoso mundo da Bíblia.
Este Mundo não é de mentira, como outros por aí, e vocês podem morar nele, viver nele,
basta querer. Bom, vou deixar para depois as explicações de como morar no Mundo da
Bíblia, pois agora vamos ver a primeira história da série Viajando pela Bíblia. Nossa
primeira história tem por título "Procurando os pequenos obreiros", que conta a história...É
melhor vocês verem a história... Tudo começou com a pergunta, da "perguntadeira" Maria
que queria saber de tudo que lhe viesse à telha:

Cena 1 - sem cenário


Maria - Oh Cássia, como é que eu sei que a Bíblia conta a verdade?
Cássia - Por que a Bíblia nos diz que todas a s escrituras são inspiradas por Deus, além do
mais para tudo que acontece a Bíblia tem uma explicação.
Maria - Eu nunca ouvi nas Histórias da Bíblia crianças fazendo algo para Deus, eu acho
que é porque nós somos muito pequenos e não sabemos fazer quase nada, aliás, nada.
Cássia - Uhmmmmm! É verdade...Mas há crianças que fizeram sim a obra do Senhor.
Maria - Ué...Por que eu num lembro?
Cássia - Você tem ido para a Escola Dominical e prestado atenção?
Maria - Não...He...He...

Entra a Bíblia
Bíblia - Já que você não vai buscar o conhecimento da Bíblia, eu vim aqui te trazer o
conhecimento Maria.
Cássia - Como é que você entrou aqui?
Bíblia - Vamos, e não tenha medo, pois eu não vou lhe fazer mal algum.
Maria - Vamos sim, seu desconhecido... Maria segue Bíblia
Bíblia - Você não vem Cássia?
Cássia - Isso parece loucura, mas...
Fecham-se as cortinas e começa a tocar a música de fundo.

Cena 2 - Cenário: Gênesis, que consiste um lugar com folhas e alguns desenhos simulando
arbustos.
Bíblia - Eis aqui o começo de tudo, o livro das Gênesis de todas as coisas.
Maria - Que legal! Mas o que a gente veio fazer aqui?
Bíblia - Dona Narradora, explica pra ela e para todo mundo o que nós viemos fazer aqui?
Narradora - Mas é claro. A aventura de Viajando pela Bíblia I será viajar pela Bíblia toda
a procura de pista ou pessoas mesmo que eram crianças e faziam a obra do Senhor.
Maria - Que legal! Vão me ensinar as coisas sem eu precisar perguntar? Mas eu posso
fazer perguntas não posso?
Bíblia - Claro que pode. Estou aqui pra lhe explicar tudo sobre crianças obreiras, para que

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você também seja uma.
Maria - Mas como e posso fazer isso, eu sou tão pequena?
Bíblia - Essa pergunta será respondida mais à frente Maria.
Cássia - Olha, eu acho que encontrei um pista.
Bíblia - Deixe-me ver... É realmente é nossa primeira pista e diz: "A obediência". Isso quer
dizer que no princípio da criação as crianças faziam a vontade do Senhor somente em
obedecer aos seus pais, essa a primeira obra, a obediência.
Maria - Já vi que posso fazer a obra...
Cássia - Tá vendo resmungona. Toda vez que a mãe te pede pra fazer algo você fica
resmungando e não a obedece.
Maria - Eu vou mudar...
Bíblia - Bom, já ficamos muito aqui, vamos procurar a próxima pista, para ver com as
crianças podem fazer a obra do Senhor.
Fecham-se as cortinas

Cena 3 - Cenário: Deserto, desenho do Sol bem forte e as luzes quase todas acesas.
Bíblia - Chegamos ao Êxodo...
Maria - Que calor!
Cássia - Claro Maria, nós estamos no Egito.
Bíblia - Realmente, aqui é muito quente, pois a maiorias das áreas são todas desérticas.
Maria - Olha aqui! Acho que é a nossa pista.
Bíblia - Deixa-me ver?
Maria -Tó...
Bíblia - Não Maria, essa não é nossa pista, é apenas uma anotação sobre como fazer o
próximo cenário.
Cássia - Onde será que tá a pista daqui.
Bíblia - Vamos Perguntar à Narradora!
Maria - Vamos...
Cássia - Hei! Espera aí, com a Narradora nós podemos falar daqui mesmo.
Bíblia - É basta falar assim: Dona Narradora onde está a nossa pista?
Narradora - Têm duas. Uma delas está comigo e a outra está atrás de uma pedra.
Bíblia - Você pode, por favor, nos dar a pista que está com a senhora?
Narradora - A pista que está comigo diz que vocês daqui passarão para o Livro de Samuel,
pois do atual livro até este a pista é única: "Obediência aos pais para agradar ao Senhor".
Enquanto a Narradora fala Maria pega a pista na pedra
Maria - Aqui está a outra pista.
Bíblia - Vamos ver o que diz... "A irmã de Moisés ajudando sua mãe a cuidar de Moisés".
Aqui se vê que a irmã de Moisés agradava a sua mãe, logo agradava a Deus.
Cássia - Então nós temos duas pistas e duas dicas para as crianças: A Primeira diz que
obedecendo aos seus pais você está obedecendo a Deus A Segunda diz que agradando os
pais, agradamos a Deus.
Bíblia - Vamos como disse a Narradora para o Livro de Samuel.
Fecham-se as cortinas

Cena 4 - Cenário: Um Templo, lugar à meia luz e iluminado com velas, simbolizando a luz
do templo
Bíblia - Já sei onde está a pista...

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Maria - Tão rápido!?
Cássia - Deixa de resmungar Maria
Bíblia - Olhem, aqui diz: "Samuel desde pequeno servia ao Senhor como sacerdote,
ensinado pelo sacerdote Eli".
Cássia - Faz sentido...
Maria - Alguém me dá uma luz por que eu ainda não entendi o que significa.
Cássia - É simples Maria, com isso nós podemos saber que não só os adultos podem pregar
e ensinar nos cultos, mas se as criança e adolescente também buscarem ao Senhor podem
ministrar sua palavra com fervor.
Bíblia - Isso mesmo Cássia, se você usasse essa inteligência para falar de Jesus a suas
colegas de classe, você faria muito bem a obra do Senhor.
Cássia - É... É...
Maria - Já acabamos aqui, vamos procurar a próxima pista.
Bíblia - Tem razão Maria, vamos.
Fecham-se as cortinas

Cena 5 - Cenário: montanhas


Bíblia - Por mais que nós tenhamos andado, não saímos do Livro de Samuel.
Maria - Mas tudo tem um motivo de ser.
Cássia - Nosso! Finalmente você falou algo de interessante.
Maria - Mas é lógico, eu li o texto da Bíblia.
Cássia - Tinha que ser!
Bíblia - Como a Maria já falou, tudo tem um motivo de ser, se estamos aqui é para
aprender algo novo.
Cássia - Achei a pista. Posso ler?
Bíblia - Claro que pode.
Cássia - "Um menino pastoreando as ovelhas de seu pai, e defendendo-as de animais
perigosos".
Bíblia - Aqui vemos Davi cuidando das ovelhas de seu pai e com isso aprendeu a confiar
no Senhor, sendo assim agradava ao Senhor, pois nele confiava cegamente, prova disto é
que mais tarde enfrentou o gigante Golias.
Cássia - Já temos então três pistas para fazer a obra do Senhor...
Maria - Eu sei quais são. Obedecer, agradar e confiar.
Cássia - Você está aprendendo rápido Maria.
Bíblia - Vamos para a próxima pista.
Fecham-se as cortinas

Cena 6 - Cenário: Trono


Cássia - Olha ali em cima do trono.
Maria - Deixa que eu pego. É... Agora é a pista.
Bíblia - Dê-me. Bíblia pega a pista de Maria Aqui diz: "Josias reinou desde os oito anos".
Maria - Puxa! Um rei com oito anos parece até brincadeira.
Bíblia - Mas não é.
Cássia - Mas o que isso quer dizer?
Bíblia - Quer dizer que as crianças também podem decidir, desde que queiram realmente
servir ao Senhor com sinceridade.
Maria - Para fazer a obra do Senhor temos que obedecer, agradar, confiar e decidir.

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Cássia - Isso tá ficando complicado.
Bíblia - Não é nada difícil, pois basta ser simplesmente como Jesus.
Cássia - Ah! É básico.
Bíblia - Vamos sair dos Livros dos Reis, e vamos seguir para nossa próxima pista
Fecham-se as cortinas

Cena 7 - Cenário: Livros poéticos: um pergaminho


Bíblia - Chegamos aos Livros Sapienciais
Maria - Que livros são esses? Não sabia que na Bíblia tinha estórias de sapos.
Cássia - (rindo) Não Maria, são os livros poéticos, que trazem muitos conselhos sábio, por
isso são chamados de Livros Sapienciais.
Maria - Assim está melhor.
Bíblia - Vejam aqui tem um rolo de pistas.
Cássia - Lógico, nos livros poéticos nós podemos encontra muitas informações de como
fazer a obra do Senhor, mesmo sendo criança.
Maria - Qual é a primeira pista dona desconhecida?
Bíblia - Pode me chamar de Bíblia. A primeira pista diz: "Não era criança, mas deixou um
belo exemplo de paciência".
Maria - Essa eu sei que é. É Jó que foi um homem muito paciente, sofreu muito, mas
nunca reclamou do seu Deus.
Cássia - Tá vendo que você lembra o que aprendeu na Escola Dominical, só precisa fazer
uma forcinha para lembrar.
Maria - Eu já posso falar todas as pistas que nós já encontramos?
Bíblia - Ainda não Maria porque ainda tem outras pistas.
Cássia - Leia logo as outras Bíblia.
Bíblia - "Ouvi o conselho do teu pai"
Cássia - Essa pista é muito clara.
Bíblia - Mas nos livros sapienciais nós encontramos ordens para os adultos também. No
livro dos Provérbios capítulo 22 e versículo 6 diz : "Ensina o menino no caminho em que
deve andar..."
Maria - Nós devemos ouvir os conselhos de nossos pais porque eles tem de nos ensinar a
andar nos caminhos do Senhor e nós devemos obedecer.
Bíblia - Certo Maria! Muito bem. Vamos para o próximo livro ou subdivisão deles.
Maria - Como assim subdivisões.
Bíblia - Eu explico pra você no caminho, vamos... Os livros da Bíblia...
Fecha-se as cortinas

Cena 8 - Mesmo cenário


Maria - Seu Bíblia, você entende tudo da Bíblia hein!
Cássia - Parece que nós voltamos para o mesmo lugar.
Bíblia - Não. Posso sentir que nós estamos nos Livros Proféticos.
Cássia - E que pistas podemos encontrar nos Livros Proféticos que têm uma linguagem tão
complicada e as vezes dura?
Bíblia - Narradora, onde está a pista daqui?
Maria - Eu já achei, está aqui.
Bíblia - Obrigada dona Narradora
Cássia - pega a pista de Maria - Aqui diz : "Sendo já homem, chorou como criança"

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Bíblia - O profeta Jeremias chorou aos pés do Senhor como uma criança, isso quer dizer
que o coração de uma criança é puro e para estar diante de Deus todos precisam ter um.
Maria - Que legal! Então todo mundo que faz a obra do Senhor tem que ser como uma
criança.
Cássia - Logo todas as crianças podem fazer a obra do Senhor, pois seu coração é puro.
Bíblia - Mas existe mais algumas condições para que as crianças façam a obra do Senhor.
Maria - Eu pensava que não tinham restrições para isso.
Bíblia - Narradora nós podemos pular para o fim de nossa aventura.
Narradora - Não, só podem ir para os Evangelhos.
Maria - Então vamos logo.
Cássia - Vamos o mais rápido que pudermos.
Fecham-se as cortinas.

Cena 9 - Cenário: nuvens


Bíblia - Aqui iremos aprender quais a condições para que as crianças façam a obra do
Senhor.
Cássia - Por que não tem pistas neste lugar? B.- Por que aqui é o último estágio da nossa
viagem.
Maria - Como assim, nós não viajamos pela Bíblia toda coissíssima nenhuma, nós até
pulamos algumas partes.
Bíblia - Você tem razão, mas os as últimas pistas serão dadas aqui e as demais vocês
procurarão sozinhas.
Cássia - Mas como?
Bíblia - Assim que sairmos daqui você saberão como fazer isso.
Cássia - Se é você quem diz...
Bíblia - Para que todas as crianças possam fazer a obra do Senhor, antes de qualquer coisa
elas têm que aceitar a Jesus como seu Salvador, pois na Bíblia está escrito "todos pecaram,
e precisam da glória de Deus", portanto antes de obedecer, agradar confiar, ouvir o
conselho dos pais e ser humilde diante do Senhor, a criança, como qualquer pessoa tem que
aceitar a Jesus, para que possam ser perdoados os seus pecados e para que se possa ir morar
com Jesus no céu...
Fecha-se as cortinas.

Cena 10 - Cenário: Mesa de café da manhã


Dona Diva - Maria, Cássia o café tá pronto, vem tomar pra depois a gente ir pra casa da
vovó.
Maria - Ah, mãe; a gente tá de férias, por que nós temos que acordar cedo?
Cássia - Olha Maria, ali na mesa...
Maria - A Bíblia...
Dona Diva - Que deu em vocês?
Cássia - Nós podemos continuar a procurar as pistas.
Maria - É! Vamos tomar café e depois a gente continua a nossa aventura.
Dona Diva - Vocês sonharam o mesmo sonho?
Maria - É mesmo Cássia!
Dona Diva - Posso depois saber como foi esse sonho?
Cássia - Claro mãe, quem sabe a senhora não dá uns conselhos para a gente.
Fecham-se as cortinas; Maria fica, monologando.

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Maria - Quiser aceitar a Jesus a oportunidade será dada. Se você pensa que criança ou
adolescente não pode fazer a obra do Senhor está muito enganado, pois você pode falar de
Jesus aos seus amigos, colegas de classe, na condução...
Cássia - Só a voz - Vamos logo Maria.
Maria - É isso aí! Fiquem na paz!
Fecham-se as cortinas

Fim

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Deus é bem bom
Welson T. (?)

Tipo: peça em 8 cenas. Se você não tem um palco com cortinas divida a área da encenação
em 3 partes: praia + casa dos pescadores (à direta), mercado (no centro) e palácio do Rei (à
esquerda). Os personagens se movem pelos espaços de acordo com as cenas e assim,
mesmo sem cenários é possível apresentar a história.
Personagens: 5. Narrador; Pescador (chinelo, camisa social quadriculada, short ou calça);
Mulher (saia florida, blusa com mais flores e chapéu de palha); Rei (beca vermelha e
coroa); Empregado (camisa, calça, botas e chapéu).

Cena 1 - Cenário: nenhum


(Com as cortinas fechadas)
Narrador: Havia um pescador casado e muito pobre como Jó, mas que vivia feliz com sua
mulher sempre alegre e satisfeito.

(Abrem-se as cortinas. O Pescador e sua mulher estão passando pelo palco, cantando, com
uma bacia de peixes)
Pescador - Deus é bem bom, mulher!
Mulher - Deus é bem bom, marido.
Pescador - Deus é bem bom, mulher!
Mulher - Deus é bem bom, marido.
(Fecham-se as cortinas)

Cena 2 - Cenário: mercado, que consiste em duas ou mas bancas de mercadorias, sendo
uma delas com peixes

Narrador - Eles sempre iam vender peixe no palácio do rei. O rei não gostava de ouvir falar
no nome de Deus e por isso ficava sempre aborrecido com aquela cantoria dos pescadores
pobres.

Pescador - Deus é bem bom


Mulher - Oh! Sim, Deus é bem bom, e como Ele não há outro.
Pescador - Deus é bem bom, mulher!
Mulher - Deus é bem bom, marido.
(O Rei passa pelo palco com seu empregado)
Rei - Que cantoria chata esta destes miseráveis pescadores!
Empregado - Vossa alteza se incomoda muito com essa cantoria?
Rei - Sim, pois eles estão sempre contentes e dizendo "Deus é bem bom"... Meu servo!
Empregado - Sim meu senhor!
Rei - Vá à sala do trono assim que terminarem as vendas.
Empregado - Sim, majestade.
(O Rei sai com seu empregado os pescadores continuam a vender peixe e a cantar)
Pescador - Olha o peixe!
Mulher - Olha o peixe fresquinho!

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Pescador - Deus é bem bom, mulher!
Mulher - Deus é bem bom, marido.
(Fecham-se as cortinas)

Narrador - O rei e seu empregado se encontraram e combinaram o que fariam. O rei queria
acabar de vez com a alegria dos pobres pescadores... E no outro dia...

Cena 3 - Cenário: Mercado (como na cena anterior)


(Os pescadores estão em cena, vendendo
Pescador - Deus é bem bom, mulher!
Mulher - Deus é bem bom e não há outro igual!
Rei - (Fala para Pescador e sua mulher) - Tomem esta jóia (entregando uma jóia ao casal) e
guardem até o dia em que eu a pedir. Se não me derem... (passa o dedo no pescoço
indicando que cortará o pescoço deles se não receber a jóia).
Pescador - Seu desejo é uma ordem, rei!
(Rei sai)
Pescador - Mulher, onde nós vamos guardar esta jóia?
Mulher - Não sei! Quando nós formos embora vamos arrumar um lugar para esconder bem
isso! Tem que ser bem escondida, porque mesmo que nós nos vendêssemos não daria para
pagar esta jóia!
Pescador - Mas...
Mulher - Mais o que homem?
Pescador - Deus é bem bom, mulher?
Mulher - Deus é bem bom, marido!
(Fecham-se as cortinas)

Narrador: quando os pescadores já haviam vendido seus peixes, foram para casa e no
caminho tentaram arrumar um lugar para esconder a jóia. Resolveram enterrar a jóia em um
lugar fácil de encontrar depois, perto da praia.

Cena 4 - Cenário: Praia - pode ser papel crepom creme cortado em tiras e espalhado pelo
chão.
(Abrem-se as cortinas. Entram Pescador e Mulher)
Pescador - Deus é bem bom, mulher!
Mulher - Deus é bem bom, marido.
Pescador - Vamos esconder a jóia aqui perto desta casinha.
(Empregado coloca a cabeça em cena para espiar onde os pescadores estavam escondendo a
jóia)
Mulher - Deus é bem bom, marido?
Pescador - Deus é bem bom, mulher!
(Pescador e Mulher saem de cena. Entra Empregado, que procura a jóia)
Empregado - (Com a jóia na mão) Meu rei que e eu vou fazer! (Finge jogar a jóia a mar)!
Com a jóia no mar quero vê se este Deus é bem bom mesmo!
(Empregado sai. Fecham-se as cortinas.)

Cena 5 - Cenário: Trono do rei (cadeira coberta de papel laminado dourado)


(Rei está sentado em seu trono e Empregado entra, prestando reverência a ele)

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Empregado - Ora, meu senhor, lá estavam os dois pobres muito contentes da vida, sem com
o "Deus é bem bom" deles na boca e eu fiz o que vossa majestade me ordenou!
Rei - Servo bom! Quero ver aquela cantoria se acabar de uma vez. Vamos ver se esse Deus
é bem bom! (Rei e Empregado dão gargalhada de vitória)
(Fecham-se as cortinas)

Cena 6 - Cenário: Praia


Narrador - Passados alguns dias, o Rei ordenou que os pescadores trouxessem a jóia. Ele,
obedientes foram buscar a jóia, mas...
(Abrem-se as cortinas)
Pescador - Deus é bem bom, mulher!
Mulher - Deus é bem bom, marido.
Pescador - (Procura a jóia, mas não achando...) Mulher, não foi aqui que escondemos a
jóia?
Mulher - Foi homem, você não lembra não?
Pescador - Lembro, mas eu não acho.
Mulher - Deixa que eu procura, que você não acha é nada! (Mulher o procura a jóia, mas
também não achando...) É marido, a jóia sumiu e agora (passado o dedo no pescoço
indicando que ele será cortado)
(Os dois saem chorando, mas...)
Pescador - Deus é bem bom, mulher!
Mulher - Bem bom, marido.
(Fecham-se as cortinas)

Cena 7 - Cenário: Duas bacias com peixes


Narrador - Os pescadores não sabiam mais o que fazer. Certamente morreriam e resolveram
então ir pescar pela última vez, que era a coisa que mais gostavam de fazer além de adorar
a Deus. Foram pescar e estavam decididos a ir até o rei contar o acontecido. Pegaram
muitos peixes e foram tratar.
(Abrem-se as cortinas. Os pescadores estão sentados no chão limpando os peixes. Esta
cena, até a parte alegre deve ser feita com voz chorosa)
Pescador - Vamos tratar esta pescada e depois comer. Quando terminarmos vamos nos
apresentar ao rei.
Mulher - Tá certo marido. Pelo menos vamos morrer de barriga cheia!
Pescador - Era tão bom pescar!
Mulher - Trata de peixe num é tão ruim e nem vender.
(Mulher faz o gesto de estar cortando a barriga do peixe)
Mulher - Olha marido, esse peixe é esquisito. Tem a barriga dura!
Pescador - Que isso mulher! Quem já se viu peixe com barriga dura?
Mulher - Deixa eu ver... Olha marido é a jóia do Rei!... (gritando) Deus é bem bom,
marido! Olhe a jóia do rei, meu senhor! Deus é bem bom marido!
Pescador - Bem bom, mulher!
Mulher - Vamos ao rei, levar a jóia.
Pescador - Vamos logo! Deus é bem bom, mulher.
Mulher - Deus é bem bom, marido.
(Os dois sem levando a jóia. Fecham-se as cortinas).

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Cena 8 - Cenário: Trono do rei
(Antes da cortina abrir já devem estar em cena Rei em seu trono, Pescador e Mulher de
joelhos diante de Rei)
Pescador - Aqui está, meu rei, a vossa jóia.
Rei - Um servo bom você... (Aponta para empregado, que está próximo) - Você, venha
aqui.
Empregado - Sim, meu rei!
Rei - Você jogou a jóia no mar?
Empregado - Joguei sim, como o senhor me ordenou.
Rei - (Furioso) E por que ela está com estes pescadores?
Empregado - Eu... eu não sei.
Pescador - Se vossa majestade me permite eu quero falar uma coisa.
Rei - Pode falar.
Pescador - Esta jóia está conosco porque Deus é bem bom!
Rei - Me conte como vocês acharam esta jóia.
Pescador - (Fala, baixando gradualmente a voz) - Eu e minha mulher procuramos...
(Todos devem ficar estátua até que Narrador termine sua fala)

Narrador - Os pescadores contaram toda a história ao rei, que tomou uma grande decisão.
(Saindo do estado de estátua)

Pescador - E foi assim!


Rei - Com isso, caros pescadores, eu pude ver que realmente Deus é bem bom e está
expressamente livre o dizer "Deus é bem bom". Eu quero servir a este Deus bem bom e
quero que todos repitam comigo...
(Neste momento, Rei pede a Empregado, aos pescadores e à Igreja para repetir a frase
"Deus é bem bom")
(Fecham-se as cortinas. Abrem-se as cortinas e o grupo agradece).
Sugestão de Hino: Deus Proverá - Cantora: Eyshila

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Reforma Luterana
Departamento Nacional de Juventude da IECLB, 2001

Tipo: peça em 1 ato


Personagens: 9: Helena - dona de casa; Sílvia - filha; Joana - visita. Cruz, coração, rosa,
fundo azul, anel.

(Sílvia está sentada na sala, estudando).


H: - (entra e diz) Olá, filha! Estudando?
S: - Sim, estou terminando um trabalho da escola. E você, mãe, como foi de reunião da
OASE?
H: - Foi ótima! É uma pena que algumas senhoras não participam! (pausa) - Ah, Sílvia, já
estava me esquecendo. A filha da vizinha estava aqui, a sua procura.
S: - Vou logo ver o que ela quer, deve ser assunto de escola! (sai)
H: - (Arruma os objetos que estão na mesa) (Joana bate palmas, chamando).
H: - Joana! Que surpresa boa! Entre!
J: - (entra e cumprimenta) - Como vai?
H: - Eu estou bem. Sente-se!
J: - Eu vim para fazer compras e resolvi vir aqui, ver você.
H: - É. Eu também saí. Acabei de chegar de uma reunião da OASE. Estou muito contente
com a sua visita. Joana, por que você não foi?
J: - Você sabe, eu não sou muito de ir à igreja. Por isso até me esqueço dessas reuniões!
H: - Pois você perdeu! A reunião de hoje foi ótima. O Pastor nos explicou sobre a Rosa
de Lutero.
J: - A rosa de Lutero? Pensei que fosse apenas um enfeite!
H: - Não! Ela foi muito importante na vida de Lutero e é muito importante também
para nós, luteranos. Houve um tempo, na Europa, que quase toda família luterana tinha
seu emblema e usavam em sua casa, como decoração. Lutero também mandou fazer o
brasão de sua família, mas ele queria que fosse um símbolo cristão. Ele queria que o
brasão contasse a história da salvação da sua alma, da sua família e de todos os
cristãos. Veja esta miniatura da Rosa que eu ganhei lá na Igreja. Cada uma destas partes, a
cruz, o coração, a rosa, o fundo azul e o anel tem um significado muito importante.
J: - Ah, Helena! Agora você me deixou curiosa! Quero saber o que cada um significa!
H: - Está bem! vamos ver:

CRUZ (entra)
A cruz representa a salvação. A Bíblia diz: Jesus morreu na cruz pelos nossos pecados. Por
isso, Cristo e a mensagem da cruz são o centro da religião cristã. A cor preta é a dor e o
sofrimento que não destrói, mas conserva a fé em crescimento. A cruz preta lembra que
Deus vem ao nosso encontro, com o seu amor, através de Jesus Cristo. Ela lembra que a fé
no Cristo crucificado, nos salva, pois “O JUSTO VIVERÁ POR FÉ”. (permanece no palco
e entra o coração)

CORAÇÃO
O coração é o símbolo da fé e do amor. Pela fé, o cristão aceita Cristo, o crucificado, como

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seu Salvador. Recebe dele a purificação dos seus pecados e passa a amá-lo e servi-lo em
sua vida. A cor vermelha, é a cor do fogo. Assim, deve ser a chama da nossa fé: acesa em
nossos corações com o Evangelho da cruz, pelo poder do Espírito Santo. A cruz preta,
rodeada por um coração vermelho, significa que toda a minha vida fica envolvida pela fé.
Significa que Cristo agiu na minha vida através da cruz e continua agindo. Crendo em
Cristo, a minha vida recebe um novo sentido que coloco a serviço de Cristo, em favor das
pessoas pobres, aflitas e necessitadas. (fica do lado da cruz)

ROSA
A rosa branca representa a pureza e demonstra que a fé produz alegria, consolação e paz.
As bênçãos e a beleza do reino de Deus do qual Lutero tanto falou e cantou, são
representadas pela rosa branca na qual descansa o coração do cristão. A cor branca, é a
soma de todas as cores, isto quer dizer que Jesus é tudo em todos. A rosa branca quer dizer,
que quando Cristo tem lugar em nossa vida, ocorre uma transformação que traz a
verdadeira paz, a verdadeira alegria. (fica do lado da cruz)

FUNDO AZUL:
Azul é a cor do céu e o fundo sobre o qual estão a cruz, o coração e a rosa branca, nos
lembra que assim como Cristo veio ao nosso encontro, Deus também está conosco, todos os
dias. Podemos pois viver com Deus e para Deus, como sinais do seu reino aqui na terra.
Azul é também esperança no futuro, pois o azul lembra o céu, a eternidade.

ANEL:
O anel tem a cor do ouro, o mais precioso dos metais. Assim, esse anel representa dádivas
que cada cristão recebe através da cruz e da ressurreição de Jesus. A vida que recebemos
através de Jesus, para a fé e para o amor, é mais valioso do que todas as outras coisas
preciosas do mundo. O anel, o círculo, não tem começo, nem fim. Isso nos lembra que no
caminho da cruz, a serviço de Cristo, encontramos o amor de Cristo que não tem fim. O
anel é o símbolo da eternidade e é uma aliança do cristão com Deus e mostra a felicidade
no céu.

(montagem da Rosa com fundo musical)

Obs.: Em algumas representações da Rosa de Lutero, aparece a inscrição “VIVIT”, sobre o


fundo azul que quer dizer: “ELE VIVE”. (cinco pessoas, cada uma segura uma letra- todas
saem)

H: - Joana, vou lhe dar esta miniatura da Rosa para que em casa você conte a sua família o
que você viu e ouviu aqui.
J: - (Pega a Rosa) - Obrigada, Helena! Agora sempre vou achar esta rosa mais bonita ainda,
porque aprendi que ela conta a história da minha salvação.
H: - Pois é, Joana. Você pode aprender muito mais ainda sobre o nosso Salvador, se você
freqüentar a igreja, assistindo aos cultos e comparecendo às reuniões da OASE.
J: - Você tem razão, mas agora tenho que ir.
H: - Espero vê-la na próxima reunião.
J: - Com certeza vou estar lá. Tchau!
S: - (entra) - Vi Joana saindo daqui.

13
H: - Sim, ela veio me ver. Sabe, filha, hoje tive um dia muito feliz! Dei conta do meu
trabalho, fui à reunião da OASE, recebi a visita da Joana e ainda consegui transmitir a ela
tudo o que aprendi na reunião sobre a Rosa de Lutero.
S: - (abraçando a mãe) Que bom, mãe! Gosto tanto de ver a senhora feliz!

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Verdadeiro Amigo
Odair Jose, Grupo de teatro Emanente, 2005

Tipo: peça em 4 cenas.


Personagens: 6 jovens (mude os nomes abaixo se tiver meninas também).

Essa peça de teatro começa com um grupo de jovens conversando, fumando bebendo,
curtindo a vida a vontade.em uma rua da cidade. Objetivo - mostrar para as pessoas quem é
o nosso verdadeiro amigo , e que só encontramos a felicidade nos braços de Jesus Cristo.

Cena 1
Marcelo - - isto que e vida, bebe fumar, sair e pegar um monte de gatinha.
Júlio -– Só vou chegar em casa amanhä , vou pro baile zoar a noite toda
Fernando- – conseguiu arrumar dinheiro??
Júlio - - peguei da minha mãe , a velha tem muito dinheiro, estava com a carteira cheia..
Fábio- - a minha coroa queria me prender em casa hoje com um papo melódico, que não
conseguia dormir enquanto eu não chegasse em casa, deixei a veia chorando no canto, é
ruim de eu deixar de curtir por causa dela.
Marcos- - isso é papo de mãe cara , não da idéia não, vão logo curtir a noite.

Os jovens saem de cena (colocar uma musica de fundo) retornam dia seguinte

Cena 2
Marcos- - cara que noite doida, aconteceu de tudo
Fabio – Só vi quando chegou uns caras falando, que nós estávamos pegando as minas deles
Marcelo - - na hora que pegaram o Fernando pelo braço eu corri , perna pra quem te quer.
Julio - - deixamos o cara sozinho, os malucos bateram nele
Marcos - - antes ele do que eu.

Os jovens saem de cena entra Fernando cabisbaixo

Cena 3
Fernando- - pensava que eles eram meus amigos, mas vi que não, todos me abandonaram
na hora em que precisei deles, o que é a vida será que podemos confiar nas pessoas . Pior é
aquelas minas que ficam com uns e com outros ao mesmo tempo , a gente sai a noite bebe ,
fuma um baseado pra ficar doidão, mas e depois quando passa o efeito fica aqui pensando
no que fez, com ressaca, ou pior do jeito que eu estou aqui, deprimido as drogas não tiram a
depressão mas sim trazem junto dela.

Entra no palco um jovem com uma bíblia na mão, feliz da vida

Bruno - - oi meu amigo posso te falar um minuto


Fernando -- oque você quer falar comigo?? (com agressividade )
Bruno - - calma meu jovem , é só um minuto – a bíblia fala “ Eu vos escrevi, jovens,

15
porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno. (I João 2 :
14)" não sei como você esta vivendo a sua vida , mas posso te falar que Jesus chama jovens
de valor, ele o verdadeiro amigo, companheiro de todas as horas , aquele que nunca te
abandona e sempre te da forças pra caminhar nas horas difíceis, ele quer ser seu amigo ele
disse "Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas
tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.
(João 15 : 15)" Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. (João 15 : 14) pra
vc ter esse amigo ao eu lado basta fazer a sua decisão , e aceitar a Cristo como seu único
salvador .
Fernando – por quer vc é crente
Bruno – por que Jesus entregou a sua vida na cruz do calvário por minha vida e pela sua
também , eu sou feliz não preciso de drogas de sair atrás de falsas alegrias, beber, fumar ,
cheirar , quem conhece a Jesus tem a verdadeira alegria.
Fernando - -- no fundo no fundo eu queria conhecer essa alegria, tem um vazio muito
grande dentro de mim , como que eu faço pra conhecer a Jesus e ele me aceitar ??
Bruno – abra seu coração, pra ele entrar no livro de apocalipse 1.20 fala “eis que estou a
porta e bato se vc ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com tigo e
você comigo” é só você abrir a porta e deixar ele entrar em seu coração. estou indo pra
igreja quer ir comigo ??
Fernando -- vou sim

Saem de cena, e entram os amigos

Cena 4
Júlio- - hoje não vi o Fernando
Fábio - - falando nele olha ele ali , esta com aquele crentinho lá da rua de baixo
Julio—vamos chamar ele para ir com a gente
Marcos – oi Fernando estamos com um esquema massa , a noite promete , tem umas minas
novas na área...
Marcelo – hoje você não vai precisar pagar a entrada hoje eu vou pagar e vem logo com
gente
Fernando – galera eu tenho algo para falar com vocês , conversei com o Bruno e ele me
falou de Jesus, e eu acabei de conhecer a Jesus lá na igreja, sei que ele esta aqui comigo e
quero falar dele para vocês ...
Fabio-- ta doido cara oque vc esta falando
Julio – crente vc . hahaha só essa que me faltava e ainda querendo pregar para nóis
Marcelo-- Eu não quero saber de papo de crente não ..
Fernando—na igreja eu aprendi que devemos renunciar o pecado pra servir ao Senhor
Julio - - e as minas cara, aquele gelo que tomávamos todo final de semana, o baseado da
tardezinha , as festas que rola a noite toda.
Fabio- - vai deixar tudo desse jeito ??
Fernando—nada disso esta me trazendo felicidade , na igreja vi muitos jovens adorando a
Deus na maior alegria na maior ousadia e não tinha usado droga era só o poder do Espírito
Santo, a minha mãe esta lá e ficou tam feliz de me ver lá, feliz de tal forma que eu nunca
tinha á visto em toda a minha vida. Isso tudo que você me falou é ilusão pura ilusão.
Fábio—você esta indo na onda desse cara ( falando do Bruno)
Julio- - você prefere ouvir esse ai do que seus amigos

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Fernando- - não estou ouvindo a voz do homem , só estou ouvindo a voz de Jesus Cristo
Marcelo – galera vamos embora Fernando é um fraco

Saem uns para um lado e os outros pro outro

Marcos - - Galera temos de arrumar outra pessoa para completar o nosso galera de farra
Júlio—ele que estava pagando o nosso baseado, quando eu não pegava grana da velha .
Marcelo - -que tal o Marcio ele é um cara novo e tem dinheiro

Na saída encontram com Márcio

Júlio— Márcio estávamos te procurando

E saem conversando baixinho....

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O Diálogo das Árvores
Odair José. (Grupo de Teatro Emanente)

Tipo: peça em 1 cena. Cenário: (opcional) uma paisagem com céu, rio, montanhas.
Personagens: 5. Narrador, três árvores e Lenhador; mais algumas pessoas.

Cena 1.
N - NARRADOR: Havia, na beira de um rio, três pequenas árvores que brincavam de
sonhar o que seriam quando fossem grandes. A primeira arvorezinha, suspirando alto disse:

1 - PRIMEIRA ÁRVORE: Quando eu crescer quero ser muito linda ter folhas grandes e
verdes e dar muitos frutos. Quero também ficar bem pertinho de vocês.
2- SEGUNDA ÁRVORE: Eu quero ter uma vida de princesa, ter frutos doces para que
todos caiam aos meus pés. Os homens não vão querer me cortar pois eu ouvi de um livro
onde está escrito que aquela que não dá frutos será cortada e lançada ao fogo.
3 - TERCEIRA ÁRVORE: Eu quero ficar aqui no alto desse monte onde a brisa é mais
intensa, e onde só os grandes pássaros fazem os seus ninhos.

N: E ali contavam seus grandes sonhos as três pequenas árvores, mas com o passar do
tempo as coisas foram mudando. (Pessoas passam e jogam lixo)

1: Estou me sentindo fraca; minhas raízes não tem mais forças; o solo esta contaminado de
tanto lixo.
2: Não chove mais, o tempo esta cada dia mais quente e a água esta acabando.
3: Onde nós vamos parar? As pessoas estão nos matando e se matando também, pois sujam
o leito do nosso riozinho deixando a água imprópria para seu próprio consumo.
2: E o desmatamento? Eu tenho atá medo. Temos que nos unir senão... (olhando pra 1)
Agüente firme. Não morra!
1: Eu sonhava em crescer ter folhas grandes, poder dar frutos mas não estou morrendo. O
solo está contaminado; preciso de água,água... (o ator baixa os braços e a cabeça, fazendo
murchar seus galhos)

N: A situação que não era boa ficou ainda pior. Sonhos, o que será deles? (entra o lenhador
e corta a arvore 3 a maior delas)
LENHADOR: (olha pra arvore 1) Esta árvore não serve pra mim. Vou cortar esta outra,
grande e bonita (aponta para árvore 3) Vou fazer um monte de cabos de martelo. Vou
ganhar muito dinheiro.
3: Dinheiro?!? Você quer me cortar por dinheiro? (a árvore deve balançar os braços e
pedir socorro. O lenhador não presta atenção e faz movimentos de cortar a árvore até que
ela caia. Ambos podem então sair da cena)

2: Estou sozinha. O que será de mim? Já sei vai acontecer... Será como está acontecendo
pelo mundo a fora. Um vidro, um papel ou plástico vai pegar fogo, e serei queimada. Mas,
talvez, um dia as pessoas aprendam que não se pode jogar lixo na rua. Talvez aprendam que
elas são culpadas pela morte das minhas amigas árvores, pela contaminação da água e todas

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as queimadas que estão acontecendo à nossa volta. Eu só queria ser uma arvore legal.
Adeus sinto cheiro de fumaça.
(Fecha-se a cortina)

Sugestões para reflexão:


LB, RJ, 2007

 Faça um levantamento das campanhas de reciclagem existentes na sua cidade. Convide


pessoas de ONGs que trabalham com material reciclado para vir fazer uma palestra ou
apresentação.
 Inicie uma campanha de reciclagem de papel, papelão, latas, plásticos, etc.. na sua
comunidade. (o lixo deve estar lavado, limpo, seco e separado para poder ser reutilizado).
 Faça brinquedos e/ou outros objetos usando o lixo deixado pelas pessoas durante o
teatro (o lixo deve estar lavado, limpo e seco para poder ser reutilizado).
 Promova campanhas permanentes de doação de livros, brinquedos e roupas usadas,
evitando que estes objetos sejam jogados no lixão.
 Promova cursos de culinária como os que ensinam a preparar melhor alimento e como
reaproveitar sobras e cascas.
 Promova cursos de jardinagem e compostagem.

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Jesus Acalma a tempestade - Marcos 4: 35-41
LB (luterana), RJ, 2002

Tipo: leitura e mímica.


Personagens: leitor; Jesus; mínimo 3 discípulos; um contra-regra para os efeitos especiais.

Colocamos 1 plástico azul grande no chão, e sobre ele posicionamos 8 cadeiras em círculo.
Estas cadeiras foram envoltas com 2 lençóis marrons, para fazer as paredes laterais do
barco (deixamos uma parte aberta, atrás, para os atores entrarem).
Colocamos lençóis azuis, no chão, ao lado do barco e prendemos com alfinetes, desenhando
as ondas.
Fizemos com papel craft 2 barcos de dobradura (veja em Trabalhos Manuais), para serem
os outros barcos que também seguiram a Jesus.

A encenação: A história foi lida diretamente da Bíblia na Linguagem de Hoje. Entre aspas
estão partes do texto bíblico e ao lado a descriÇão das ações dos atores. "Jesus disse" -
Jesus gesticulou em direção aos discípulos, apontando o barco. "subiram no barco" -
acenaram para o público e entram no barco.
"Outros barcos o acompanharam" - o contra-regra colocou os barcos de dobradura no
"mar".
"vento muito forte" - Todos se sacudiam dentro do barco. O contra-regras usou um flash de
fotografia para fazer os relâmpagos e sacudiu uma radiografia para os trovões.
"Jesus dormia" - desde que entrou no barco, o ator abraçou um travesseiro e ficou sentado
de lado, dormindo.
"discípulos acordam Jesus" - os discípulos se levantaram e fizeram gestos bem largos para
acordá-lo; em seguida, Jesus se espreguiça.
"dirigindo-se às ondas" - Jesus fica de pé e faz gestos de acalmar. Enquanto Jesus fala, o
ator fica de pé; quando os discípulos falam, Jesus senta e eles ficam de pé, facilitando a
compreensão.

Você pode utilizar este tipo de dramatização muda com qualquer texto lido diretamente da
Bíblia ou de outros livros. Não é adequado para peças já transformadas em diálogos e atos.

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Jesus, o menino que viveu uma grande aventura. -
Lucas 2.41-52
Pr. Carla Andrea G.(luterana), ES, 2002

Tipo: peça em 3 cenas.


Personagens: 12. Jesus adulto, Jesus menino; Maria; José; Isabel; Sacerdote 1; Sacerdote
2; Crianças (quantas quiserem ou puderem); Adultos - homens e mulheres (quantos
puderem ou quiserem); Voz.

CENA 1
Jovem caracterizado de Jesus (adulto) entra no palco (altar) carregando uma bola e a
camiseta ou a bandeira de um time de futebol. Chega mais para frente no altar ou palco e
conversa com as crianças que estão assistindo:

Jesus adulto: Olá criançada! Tudo bem?


Pois é, comigo também está tudo bem. Hoje é o Dia das Crianças, não é mesmo? Pois bem,
hoje eu queria contar para vocês que eu também já fui criança, igualzinho a vocês. Gostei
de brincar, e correr, e pular, como qualquer criança. Se eu tivesse nascido no Brasil, na
época de vocês, talvez eu iria gostar de jogar bola! (Pode tentar chutar a bola, ou fazer
embaixadinhas). Talvez eu fosse torcedor do time ...........(erguer a bandeira). Lá na minha
terra, a Palestina, as crianças brincavam também, só que de outras coisas: de pique-
esconde, de correr atrás do outro, de imitar o mestre, de faz de conta, de correr com os
cachorros e as cabras, e de tantas outras coisas. Hoje vocês vão passar um dia especial
comigo quando eu era menino e ver uma aventura que eu fiz quando meus pais foram para
Jerusalém.
(nesse momento, ouve-se a voz de Maria, ainda escondida, chamando):
Maria: Jesus! Jesus!
Jesus Adulto (Faz um sinal com o dedo na boca): Shh! Eu agora preciso sair!
(e retira-se do palco. Maria aparece):

Maria: Jesus, meu filho! Vem para casa que já está na hora! (põe a mão sobre os olhos,
procurando pelo filho)
Jesus menino entra correndo na Igreja
Jesus menino: Mãe! Mamãe! Eu tava brincando lá do lado do poço com a minha turma!
(dá um abraço na mãe e os dois começam a conversar)
Maria: É mesmo, meu filho? E do que vocês estavam brincando? Você está suado!!!
Jesus: Ah, nós estávamos brincando de faz de conta. Eu era o profeta Daniel, o João era o
Rei e a Ana, a Isabel, o Tiago e o Jeremias eram os leões. (fala com muito entusiasmo)
Mamãe, o Jeremias fingiu tão bem que era um leão, que até eu fiquei com medo! Até as
garras do leão ele fez colando espinhos nas mãos com cera de abelha! Foi um sucesso!!
Maria: Puxa, filho, que brincadeira boa! Mas eu vi que o Barnabé e o André não estavam
com vocês. Porquê?
Jesus: Sabe, mãe, é aquele velho problema... O pai e a mãe deles não levam eles na Igreja.
Dizem que eles ainda são muito novos. Então, o que acontece: eles não conhecem as

21
histórias dos profetas, têm vergonha de brincar com a gente. Em lugar disso, ficam só
espiando de longe, brincando de luta e de caçar passarinhos.
Maria: Mas que coisa triste, filho. Eu acho que eles iriam gostar muito de participar da
Igreja, não é mesmo?
Jesus: Ah, mas com certeza, mamãe! E além disso, eles iriam aprender coisas boas, e não
essas bobagens que eles fazem.
Maria: Você sabe, filho, José e eu já pedimos tanto para os pais levarem o Barnabé e o
André na Igreja. Mas eles sempre inventam alguma desculpa: ou ainda não terminaram o
trabalho, ou estão muito cansados, ou vão receber uma visita, ou precisam preparar a
comida... (olha com desânimo para o chão) E tudo isso são só desculpas. Se eles quisessem,
poderiam levar os meninos na Igreja. Eu tenho muito medo de que eles ainda vão sofrer
muito na vida por causa desses meninos. Afinal, se eles não estão aprendendo coisas boas,
certamente estão aprendendo outras coisas, talvez não muito legais. Ontem mesmo nós
conversamos com a mãe deles, e ela disse que a gente não tinha nada a ver com a vida
deles, que cada um devia cuidar do seu nariz. José e eu quase choramos!
Jesus: Mas em todo caso eu e minha turma não desistimos, mamãe. Nós estamos sempre
convidando eles para brincar conosco, e dizendo para eles pedirem para os pais levarem
eles na Igreja. Quem sabe um dia isso muda! (abraça a mãe mais uma vez e dá um beijo
estalado, bem barulhento, em sua bochecha) Ah, mamãe, muito obrigado por me levar
sempre na Igreja!
Maria: Eu e José é que agradecemos todos os dias porque Deus nos deu de presente você e
os seus irmãos e irmãs. Nós temos orgulho de ter uns filhos tão obedientes e educados!
(Maria olha para o céu e percebe que o dia está passando) Nossa, filho, o tempo passou
rápido! Já está na hora de sairmos para a nossa viagem a Jerusalém.
Jesus: Jerusalém! Oba!!! Vamos poder ir de novo no Templo! Vamos logo mamãe, porque
eu quero ajudar o papai a guiar os jumentos!
(os dois saem do palco de mãos dadas, conversando animados sobre a viagem)

CENA 2
Esta cena acontece no templo de Jerusalém. Ela inicia sem falas, apenas com fundo
musical. O cenário é divido em três partes ou ambientes: em uma delas, os homens estão
sentados, enquanto que um deles, o sacerdote está um pouco mais alto(pode ser num
banquinho) com a Bíblia aberta e lê um trecho - tudo com mímica. Em outro ambiente
estão as mulheres, ajoelhadas, orando. Num terceiro ambiente estão as crianças e um
adulto com elas. Algumas podem estar desenhando, outras cantando. Todas as pessoas
demonstram alegria de estar no Templo. Depois de algum tempo, os homens e mulheres
vão levantando, encontrando-se uns com os outros, buscando as crianças e voltando para
casa. Maria e José voltam com seus filhos e outros adultos e crianças. Jesus não está com
eles. Vão caminhando bem devagar, conversando entre si, alegres, pelo corredor da
Igreja. Maria e José começam a procurar por Jesus, sem o encontrarem. A música vai
diminuindo aos poucos:

Maria: Isabel, minha prima, Jesus está com vocês?


Isabel: Não, Maria. Nós o vimos pela última vez lá no Templo... Será que ele não está com
os meninos do Ezequiel?
Maria: Eu acabei de falar com eles. Jesus não está lá não! (põe a mão na cabeça,

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desesperada) Senhor, onde pode estar meu filho? E se ele estiver correndo perigo?
José (chegando apressado): Maria, já passei em todas as famílias que estão viajando
conosco e Jesus não está com nenhuma delas. Todos viram Jesus pela última vez no
Templo.
Maria: Mas então, José, vamos voltar e procurar nosso menino!
José: Eu também pensei em fazer isso, Maria. Estou muito preocupado com Jesus! Vamos
aproveitar e voltar logo para Jerusalém, antes que o nosso grupo viaje para mais longe, e
nós fiquemos sozinhos para a viagem de volta! Eu já peguei água e um pedaço de pão para
a viagem (mostra a bolsa que carrega consigo)
Maria (voltando-se mais uma vez para Isabel): Isabel, você poderia cuidar de nossos outros
filhos enquanto José e eu voltamos ao Templo?
Isabel: Com certeza, Maria. Agora vão logo, que nós vamos acampar aqui para esperar
vocês!
José e Maria saem apressados para um lado, abraçados, enquanto que o seu grupo sai pela
porta da Igreja.

CENA 3
Esta cena se passa novamente no templo. Ao serem abertas as cortinas, vê-se Jesus
sentado no chão, junto com outros homens, sacerdotes e professores. Todos estão com suas
Bíblias abertas em Isaías 11. Um dos sacerdotes começa a ler:

Sacerdote 1: Vejam o que o profeta Isaías falou: "Virá um descendente do rei Davi, filho
de Jessé, que será como um ramo que brota de um toco, como um broto que surge das
raízes. O Espírito do Deus Eterno estará sobre ele e lhe dará sabedoria e conhecimento,
capacidade e poder. Ele temerá ao Deus Eterno, e conhecerá a sua vontade".
Sacerdote 2: Há muitos anos, todas as vezes que nós lemos este trecho, perguntamos qual
será o rei que Deus irá enviar para nos ajudar. Este que agora nos governa nem é da casa de
Davi. E também o nosso povo não possui mais exército, para este rei tomar o poder. O que
vocês acham, amigos: de que aldeia deverá vir o nosso futuro rei?
Jesus (Coloca-se em pé e fala): Peço licença aos senhores. Eu acho que vocês não deveriam
esperar por um rei poderoso. Vejam que o texto do profeta fala que ele vai ter sabedoria e
conhecimento, que vai ter muito respeito por Deus e que o Espírito Santo está com ele.
(nesse momento José e Maria vão entrando e ouvindo em silêncio, mostrando admiração
pelo conhecimento de Jesus) Mas o texto não fala se vai ser um rei. Talvez pode ser apenas
um menino, um filho de carpinteiro...
Sacerdote 1: Nossa, mas que menino inteligente!
Sacerdote 2: Que idéia revolucionária. E como conhece bem a palavra de Deus!
Jesus: Pois é, isto é porque desde pequenininho meus pais sempre me trouxeram para o
Templo, e em casa me ensinaram as orações e os cantos do culto.
Sacerdote 1: E como é seu nome, menino?
Jesus: Meu nome é Jesus, e vim lá de Nazaré... (José interrompe)
José: Jesus! Você ficou para trás e perdeu-se do nosso grupo. Nossa família já viajou um
dia inteiro e sua mãe e eu voltamos para lhe procurar.
Maria: Meu filho! Você me deu um susto tão grande!! Seu pai e eu ficamos desesperados,
pensando que algum mal poderia ter acontecido com você! (Jesus sai da roda e abraça José
e Maria):

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Jesus: Mamãe! Papai! Perdoem-me! Eu não quis preocupar vocês! Eu nem vi o tempo
passar, e não percebi que vocês já haviam partido! Mas vocês sabem que quando estou na
casa de meu Pai (mostra com gesto largo o Templo ao seu redor) eu esqueço de tudo,
esqueço até de comer! Mais uma vez, perdoem-me!
José: Tudo bem, meu garoto. Nós sabemos que você não fez por mal. Mas agora vamos
embora, que o pessoal acampou só para nos esperar.
Maria: É, e com certeza vão rir muito da nossa aventura. Mas por favor, não faça mais
isso, que meu coração de mãe não vai agüentar!

Os três saem do altar rindo, felizes. Pode-se colocar uma música de fundo, que vai
diminuindo de volume aos poucos enquanto uma voz fala. Durante esta fala, todos os
atores e atrizes voltam para o altar e dão as aos. Quando termina a fala, curvam-se para
agradecer à "platéia".

*Voz: "Jesus crescia no corpo e em sabedoria. Era um bom filho e um ótimo amigo. Tanto
Deus como as pessoas gostavam cada vez mais dele."

24
Noite dos Pastores
Alexandra, Assembléia, SP, 2001.

Tipo: jogral
Personagens: José, Maria, 2 pastores, 2 hoteleiros, 3 reis. Narrador.

NARRADOR:
Há muitos anos atrás, em uma cidade da Galiléia chamada Nazaré, havia uma jovem que se
chamava MARIA... jovem obediente à Deus, e que tinha um coração bom e limpinho... e
Deus lá do céu, se agradou de Maria, e a escolheu para ser a mãe do menino Jesus (aquele
que seria o salvador do mundo)... Um dia, um lindo anjo, enviado por Deus, trouxe uma
mensagem para Maria...e o anjo disse assim:

Uma criança, vestida de branco entra na cena, ergue os braços e os mantém erguidos
enquanto o narrador fala:

"SALVE AGRACIADA, O SENHOR É CONTIGO: BENDITA ÉS TÚ ENTRE AS


MULHERES - NÃO TEMAS!!! PORQUE ACHASTE GRAÇA DIANTE DE DEUS,...
EIS QUE DARÁ A LUZ UM FILHO E POR-LHE-ÁS O NOME DE JESUS, ESTE SERÁ
CHAMADO FILHO DO ALTÍSSIMO, E O SEU REINO NÃO TERÁ FIM..."

Mas José, o noivo de Maria ficou muito confuso com aquela situação, afinal de contas eles
não eram casados... então como Deus gosta de tudo direitinho, mandou uma mensagem
para José também... e o anjo do Senhor apareceu para José em sonho e lhe disse.:

Outra criança, representando José, entra e deita para dormir.

"JOSÉ FILHO DE DAVÍ, NÃO TEMAS RECEBER MARIA TUA MULHER, PORQUE
O QUE NELA ESTÁ GERADO É DO ESPÍRITO SANTO, E DARÁ A LUZ UM FILHO
E CHAMARÁS O SEU NOME JESUS, ...PORQUE ELE SALVARÁ O SEU POVO DOS
SEUS PECADOS.. "

E José, confiou nas palavras do anjo, pois sabia que ele era enviado por Deus, e José amava
a Deus, e confiava nas suas palavras e promessas.....

Passou-se algum tempo.... e agora a barriguinha de Maria já estava grande,... mas eles
precisavam viajar para Belém, para alistar-se na cidade onde nasceram, pois esta era a
ordem do Rei,... E lá se foram, José, Maria e o menino Jesus ainda dentro da barriguinha de
Maria, iniciaram então uma longa viajem... Ao chegarem em Belém, encontraram a cidade
completamente cheia de pessoas vindas de todas as partes para alistar-se alí... Maria
cansada, e quase para dar a luz.... escorava-se em José, e lá iam os dois à procura de uma
quarto ou um lugar onde Maria pudesse descansar um pouco,... mas era inútil a
procura,... ...tudo lotado, as hospedarias estavam cheias, e todos diziam: "NÃO HÁ
LUGAR" quando em uma certa hospedaria alguém falou,...

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2 ou 3 meninas representam a hospedaria; podem varrer o chão e tirar o pó de um canto do
"palco".

... TALVEZ TENHAMOS UMA LUGARZINHO AQUI NA ESTREBARIA,... TALVEZ


AQUI DÊ PARA VOCÊS DESCANSAREM UM POUCO...... É SÓ O QUE PODEMOS
LHES OFERECER....."

E lá foram para estrebaria (lugar onde ficam os animais)... ERA O ÚNICO LUGAR, UMA
SIMPLES E HUMILDE ESTREBARIA, e Maria, alí na estrebaria deu a luz, ao menino
Jesus, o Salvador do Mundo, o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores...

E lá no campo, estavam os pastores, cuidando de seus rebanhos, quando um anjo lhes


apareceu... e lhes deu a notícia do nascimento do menino Jesus, o Salvador do mundo, o
perfeito filho de Deus... E lá foram os pastores, ao encontro do menino Jesus; que alegria
deveriam estar sentindo em seus corações, deixaram para trás o cansaço e saíram
apressadamente....

Em um outro lugar, Deus mandava que uma estrela, guiasse também os Reis Magos até
Belém, para que encontrassem o menino Jesus e o adorassem... e a estrela obediente
ensinou-lhes o caminho...

- Agora sim, estava completa aquela linda noite.... José, Maria, os pastores e os reis magos,
ah... sem contar os animaizinhos, todos adoravam ao menino Jesus, deitado em uma
simples manjedoura, mas que seria o Salvador do mundo, o Rei dos Reis e Senhor e dos
Senhores...

FIM: "JESUS NASCEU, ASSIM SE FEZ A NOITE DE NATAL"

As crianças cantam "O Sentido do Natal" ou "Noite Feliz"

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Noite dos Pastores
Autor desconhecido (enviado por Alessandra, Assembléia, SP, 2001).

Tipo: jogral
Personagens: mínimo 5 leitores; T - todos; M - vozes masculinas; F - Vozes femininas

1. Glória a Deus nas alturas


T. Paz na terra, boa vontade para com os homens

2. Era uma multidão dos exércitos celestiais


3. Feitas de anjos cujos vestidos brilhavam mais que o sol
1. Mais que as estrelas bordavam o céu.
4. E muito mais do que milhares de relâmpagos
F. Na noite de Natal o momento do amor maior é
T. Glória a Deus nas alturas

3. Por que é Natal Jesus nasceu


1. Mais que as estrelas bordavam o céu.
4. E muito mais do que milhares de relâmpagos
M. Na noite de Natal o momento do amor maior é
T. Glória a Deus nas alturas

3. Por que é Natal Jesus nasceu


5. E na vigília da noite, no coração dos pastores
T. Teve início a grande festa

2 e 4. Não uma festa artificial


5. Festas de caros brinquedos e mesas cheias de gulodices
1. Mas uma festa bonita, espiritual
2. Toda enfeitada de luzes, que levam a eternidade
T. Foi assim o primeiro Natal

M. Cheio de simplicidade como a pureza da vida dos pastores.


3. Acostumados com a natureza
4 e 3 Com o verde magnífico dos campos
1 e 5. O nascer e o pôr-do-sol, pintando o céu de alegria
F. Em fios de prata, rosa e dourado.
T. Pelas mãos sábias de Deus

5. Pastores acostumados com a água doce e cristalina que lhes saciava e sede.
2 e 1. E Com o canto mágico dos passarinhos, aos quais aprenderam a amar.
2. Foi uma noite enluarada, como nunca houve igual
4. A noite maravilhosa em que nasce o menino Jesus
T Jesus, o menino Deus, o messias.

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1. Ao trabalho e aos encantos da natureza, os pastores estavam bem acostumados
5. Mas o que eles não esperavam, aconteceu naquela noite.
2. A muitos e muitos séculos
4. O que era comum, transformou-se em explendor
1. Os anjos, iluminando os campos, bem alegres anunciaram
T. Nasceu o Salvador, que é Cristo o Senhor.

3. E os nossos amigos, os pastores, nem refeitos estavam da surpresa, quando eles


continuaram
T. E achareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura
F. Numa simples manjedoura.

3 e 1. Como era simples também o coração dos pastores


4. Porque o mestre Jesus só pode fazer morada no coração dos pequenos.
2. Dos que não acham importante ter conta no banco carro do ano e prestígio social.
M. Vamos depressa para Belém
1 Disseram os pastores depois que os anjos voltaram para o céu
2. Depressa, pois importa agora louvar o menino Deus
5. O Salvador, o dom que veio dos céus.
M. Depressa amigo, para Belém
1. Porque é lá que se encontra toda a nossa esperança.
5. e 3. Entre maria e josé, o Deus feito criança
T. Foi assim o 1º Natal

2. Ah! Que sejam assim todos os Natais


F. Alegres, puros e simples
3. Mas cheios de presença de Jesus
T. O maior amor, a razão primeira do Natal.

T. cantam "Noite Feliz" conforme a letra abaixo:

Noite feliz, noite de paz, em Belém!!! Nasce alguém!!!


Que seria nosso Salvador, berço simples, mas cheio de amor,
Quem será esta luz, é nosso amado Jesus!!!

Noite feliz, que grande paz, esta luz, é quem traz,


Enche a alma de vida e amor, transformando em gozo a dor,
Só quem tem esse amor, é nosso amado Senhor!!!

Hoje é Natal, vamos lembrar, de à Deus, sempre orar,


Para podermos agradecer, por ter vindo meu Jesus nascer,
E trazer salvação, paz harmonia e perdão
E trazer salvação, para a nossa nação!!!

28
Obrigado pela Mamãe
Autor desconhecido (recebido por email, 2001).

Tipo: leitura e mímica.


Personagens: Menino, Mãe, Narrador.
Cenário: 1 mesa com 2 cadeiras; bloco de papel e caneta.

O narrador lê pausadamente o texto enquanto os personagens fazem mímicas ou agem de


acordo com o texto.

Paulinho era uma criança muito obediente. Sempre ajudava a mamãe nas tarefas da casa.
Certo dia, Paulinho queria comprar uma bola. Escreveu um bilhete e colocou ao lado do
prato da mãe à hora do almoço. Dizia assim:

Mamãe deve a Paulinho:


Por guardar a roupa ... R$ 4,00
Por arrumar a cama ... R$ 3,00
Por anotar recados ... R$ 4,00
Por lavar a louça … R$ 5,00
Por fazer as lições … R$ 4,00
Total: R$ 20,00

À mesa do jantar, Paulinho achou os vinte reais e também havia uma notinha que dizia:

Paulinho deve a Mamãe:


Por 3 boas refeições ao dia: NADA
Por lavar e passar sua roupa: NADA
Por cuidar quando está doente: NADA
Por um bom lar e muito amor: NADA
Por ensinar e educar: NADA
Total: NADA

O menino abraça a mãe e fala:


Querida Mamãe,
Obrigado por teu carinho, teus sacrifícios e teu amor sem fim. Te amo!

O Narrador convida a comunidade a orar:


Querido Deus,
Obrigado pela mãe que Tu me destes. E que me ensinou o que é o amor. Amém.

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Pai Nosso
Autor desconhecido (apresentado pela JEP, luterano, 2001).

Tipo: Diálogo.
Personagens: (M) Menino e (D) Deus.
Cenário: um quarto (opcional)

M- (acordando, olha para o despertador) Caraaca!!! Já são 10:00h!! Tô atrasadão!! Ai,


deixa eu fazer logo a minha oração. (ajoelha-se) Pai nosso que estás no céu, santificado
seja o Teu Nome...

D- (entra e pára ao lado do menino) Me chamou?

M- Peraí, cara, não vê que eu estou orando?

D- Então! Eu sou Deus, eu ouvi você me chamar, e...

M- Aaaii, pára de falar que você está me atrapalhando!!

D- Mas...

M- Venha o Teu Reino, seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no Céu

D- Ah, que bom que você pensa assim. Eu quero que você ame a Deus sobre todas as
coisas, e ao próximo como a...

M- Quieto! Eu tô atrasado, caramba!! Não tenho tempo pra ficar batendo papo. O pão
nosso de cada dia nos dai hoje...

D- Oh, sim, tratarei de te dar alimento, casa, família...

M- Ótimo, ótimo, que bom. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também
perdoamos aos nossos devedores.

D- Claro! Eu vou perdoar todas as suas falhas, mas antes você tem que perdoar sua
irmãzinha, a menina da padaria...

M- Ah, não! Não dá pra perdoar o que elas fizeram, elas são egoístas e mal-criadas. Nem
pensar, elas não!! Além do mais, deixa eu continuar: E não nos deixes cair em tentação,
mas livra-nos do mal. Pois Teu é o Reino, o Poder e a Glória para sempre. Amém.
(Levanta e dá de cara com Deus)
Deus?!?

D- Ué, meu filho, por que o susto?

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M- Bem, é que eu não esperava ver você aqui, assim, falar com você...

D- Mas você estava orando! Estava falando comigo! Eu estava aqui o tempo todo. Mas
você estava com tanta pressa que nem percebeu...

M- Perdão, Senhor!! É verdade, eu realmente estava com pressa e nem me dei conta de que,
em oração, eu estava falando com o Senhor. Também não me dei conta do que estava
falando... Me perdoa!!

D- É claro que te perdôo, meu Filho.

M- Obrigado, Pai, porque o Senhor é tão bom!!

(os dois se abraçam)

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Procura-se um Pai
D. Figueiredo, 2005

Tipo: peça em 1 ato.


Personagens: Narrador, 2 crianças, vendedor, 6 pais

Narrador: Atenção, Senhoras e Senhores. O que vocês vão assistir agora é uma ficção.
Qualquer semelhança terá sido mera coincidência!
Entram as crianças, conversando preocupadamente.

Criança 01: Calma! Nós vamos encontrar. Vamos ver... Onde a gente pode começar a
procurar? Ah! Tive um a idéia. Vamos até o shopping.
Criança 02: É mesmo dizem que lá vendem de tudo. Pode ser que venda pai também!
As crianças saem de cena. Quando o narrador começar a falar elas entram novamente em
cena.

Narrador: As crianças correm para o shopping. Andam de um lado para o outro, olhando
em todas as lojas, mas não encontram nada. Quando estão quase desistindo, uma das
crianças vê uma placa grande e bonita. Que surpresa para eles! A placa dizia... "Temos
todos os tipos de pais".
As duas crianças se aproximam para ler a placa, quando chega o vendedor.

Vendedor Pois não? Posso ajudar vocês?


Criança 01: Acho que sim.
Vendedor: O que vocês estão procurando?
Criança 02: Nós estamos querendo um pai.
Criança 01: E o cartaz diz que aqui tem todo tipo de pai.
Criança 02: É isso mesmo, "a gente" quer um pai para cuidar de nós! Você tem algum aí?
Vendedor: Um, não.Vários. Vocês vieram ao lugar certo. Aqui nós temos todos tipos de
pais. Eu vou chamar um por um, aí vocês escolhem!

Entra o Pai Esportista - vestido com roupa de ginástica, saltitando e fazendo polichinelos.
Vendedor: Fiquem a vontade.....
As crianças espantadas se aproximam para conversar
Criança 01: O senhor quer ser o nosso pai?
Pai esportista (Toma as mãos das crianças e move para cima e para baixo com ritmo e
começa a fazer ginástica).: Venham pra cá e façam como eu. Vocês estão fora de forma.
Criança 01: O senhor ainda não respondeu quer ser o nosso pai?
Pai esportista: Claro! Vocês estão mesmo precisando de ginástica. Vocês treinarão duro
para ter um corpo de atleta como o meu e comerão somente o necessário. Nada de comer
doces, salgadinhos, refrigerantes...
Criança 02: Mas fora tudo isso aí que o senhor falou, o que mais o senhor pode nos dar?
Pai esportista: Bem deixe-me pensar... Mais nada! Vocês serão atletas... querem mais?
Pai sai saltitando
Criança 01: Ih, esse pai esportista não daria certo nunca! Imagina só até sermos atletas

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estaríamos um palito!
Criança 02O jeito é continuar procurando... Não podemos desanimar!

Entra o pai desleixado, mal vestido, barba por fazer, andar desligado, olhando pros lados.
Criança 02: O senhor quer ser nosso pai?
Pai desleixado: Vou pensar... Pode ser! Vai ser manero; mais já vou falar logo vocês
podem comer besteiras, não precisam escovar os dentes, não precisam ir pra escola e muito
menos para a igreja.
Criança 01: Esse aí tem um parafuso a menos.
Criança 02: É... Está realmente difícil!
O pai desleixado fica num canto.

Entra Papai Noel, carregando uma sacola pesada, rindo "ho,ho,ho" e badalando um sino.
Criança 01: Este aqui parece ser legal!
Criança 02: E o senhor quer ser o nosso pai?
Pai Noel: Quero sim, nós vamos nos divertir muito. Tenho sempre muitos presentes para
vocês, mas eu só apareço no fim do ano e vocês terão que ficar sozinhos.
As crianças balançam a cabeça e fazem cara de desânimo. Papai Noel pega o pai
desleixado pelo braço e os dois saem de cena.

Entra o Pai espião, roupa preta, olhando por cima do ombro para ver se não está sendo
seguido
Criança 01: Você quer ser o nosso pai?
Criança 02: Só se o senhor quiser! (olhando em volta para ver o que o pai está
procurando).
Pai espião: Vocês que sabem... Minha vida é uma grande aventura, vocês não terão um dia
como o outro, terão que estar sempre fugindo sem descanso. Vocês escolhem.
Criança 01: Acho melhor não... Mas muito obrigado!

Sai o pai espião, e entra o pai desconfiado - braços cruzados e não olha ninguém no olho.
Criança 02: E o senhor quer ser o nosso pai?
Pai desconfiado: Sei não, vocês estão me parecendo encrenca! Acho melhor vocês
procurarem outro pai. (e sai de cena)
As crianças sentam no chão de cabeça baixa, desanimadas
Criança 01: Nós não vamos encontrar...

Entra o vendedor
Vendedor: O que foi com vocês? Estão tristes?
Criança 02: É, você acha que está fácil? Mas, não está não!
Vendedor: Ainda não acabou; só tenho mais um. Quem sabe?
O vendedor vai chamar o último pai e as crianças olham ficam olhando.

Entra o pai cristão, roupas normais, com sorriso franco, se abaixa para falar com as
crianças e as olha no olho.
Criança 01 Será? E o senhor, quer ser o nosso pai?
Pai Cristão: Claro que sim! Sempre cabe mais um no coração de um pai cristão. O que eu

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aprendi de Deus, ensinarei a vocês: que a salvação está em Cristo Jesus e a comunhão com
os irmãos! Teremos momentos difíceis e também momentos bons; mas, seremos felizes.
O pai dá as mãos às crianças e se coloca em postura de oração:
Direi como o rei Salomão:"Dize à sabedoria: tu és a minha irmã e à prudência chama tua
parenta". Rogo a Deus que me faça sábio e prudente para poder dar sólida educação cristã a
meus filhos. Amém.

De mãos dadas saem as crianças - sorrindo satisfeitas - com o pai

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