Você está na página 1de 174

Instituto Nacional de Telecomunicações

Introdução aos Sistemas


Celulares TDMA e CDMA
Prof. Dayani Adionel Guimarães
dayani@inatel.br
http://www.inatel.br/docentes/dayani/index.html

1
Instituto Nacional de Telecomunicações

Conteúdo: Parte 1 - Princípios básicos de telefonia


celular, fundamentos de projeto de sistemas celulares.
Parte 2 - Padrões para sistemas celulares EIA/TIA-553
(FDMA), EIA/TIA-136 (TDMA) e EIA/TIA-95B
(CDMA).

Duração do mini-curso: 20 horas.


Público: alunos do 7º período do INATEL
Data: 13 & 14/05/2000.
Procedimentos: aulas expositivas, com aplicação
exercícios de fixação.

2
Instituto Nacional de Telecomunicações

Objetivo do curso

Oferecer aos participantes uma abordagem


básica dos principais conceitos e elementos
de rede dos sistemas celulares, bem como
uma visão geral dos padrões TDMA e
CDMA empregados nesses sistemas.

3
Instituto Nacional de Telecomunicações

Parte 1

Princípios básicos de telefonia celular,


fundamentos de projeto de sistemas
celulares

4
Sistema
Sistema
Instituto Nacional de Telecomunicações Celular
Celular - Conceitos
- Conceitos
Componentes básicos:

Central de Comutação e Controle


Estação Rádio Base
Terminal Móvel

5
Instituto Nacional de Telecomunicações Sistema Celular - Conceitos

Sistemas antigos - grande área de cobertura com estações rádio


base de alta potência; hoje - cobertura por células menores.

6
Instituto Nacional de Telecomunicações
Reuso de Freqüências

Um grupo de canais utilizado em


uma célula pode ser reutilizado
nas células co-canais se
estas se encontram a
uma distância tal que a
relação portadora-
interferência no sistema seja
superior à mínima
necessária para uma
qualidade aceitável do
serviço. Para o caso de
telefonia, essa qualidade é
determinada por pesquisa de
opinião.

7
Instituto Nacional de Telecomunicações

Reuso de freqüências

• Um dos principais conceitos em sistemas celulares.


• Usuários em diferentes áreas geográficas podem
simultaneamente utilizar as mesmas freqüências.
• Aumenta de forma considerável a eficiência
espectral do sistema e, por conseqüência, a sua
capacidade (nº de usuários).
• Causa interferência co-canal (compromisso de
qualidade do link x capacidade de usuários).

8
Instituto Nacional de Telecomunicações

Cluster x Reuso de freqüências

• Cluster: conjunto das N


células que utilizam um
conjunto de freqüências
disponíveis. No desenho
N = 7.

• Células adjacentes utilizam diferentes


conjuntos de freqüências.

9
Instituto Nacional de Telecomunicações Sistemas celulares: ruído x interferências

• A capacidade dos sistemas celulares é essencialmente


limitada pelas interferências, não pelo ruído.

• Por análise geométrica do lay-out exagonal, um cluster


somente pode ter N = i2 + ij + j2 = 1, 3, 4, 7, 12, etc. células
igualmente espaçadas de suas co-células, onde i e j são
inteiros positivos.

• Em telefonia celular escolhe-se N para uma dada qualidade


aceitável do link nos limites das células.

10
Instituto Nacional de Telecomunicações
Interferências

• O reuso de freqüências faz com que em uma dada área de


cobertura existam várias células que utilizam o mesmo
conjunto de freqüências. Estas células são chamadas de co-
células e a interferência entre sinais dessas células é
denominada de Interferência Co-canal

• A interferência resultante de sinais adjacentes em


freqüência ao sinal desejado é chamada Interferência de
Canal Adjacente

• Ambas limitam a capacidade do sistema

11
Instituto Nacional de Telecomunicações

Reuso dedefreqüências
Reuso freqüências

• Parâmetro D/R - Cochannel Reuse Ratio (CRR) ou


Cochannel Inteference Reduction Factor (CIRF). D é
distância centro a centro entre células cocanais e R é o
raio das células em um padrão de reuso qualquer
• D/R é determinado em função do limite de
interferência permitido para uma dada qualidade do
serviço. Por exemplo, no sistema AMPS e padrão de
reuso = 7 , D/R = 4.6 para uma C/I > 18dB em 90% da
área de cobertura
• D/R = (3N)1/2, onde N é o número de células por cluster

12
Instituto Nacional de Telecomunicações Estratégias de Alocação de Canal

• Na alocação fixa, a cada célula é alocado um conjunto pré determinado de canais


de voz. Se todos os canais da célula estiverem ocupados a chamada é bloqueada.
Variação: estratégia de empréstimo - a célula empresta canais de uma célula
vizinha se todos os seus canais se encontram ocupados. A CCC supervisiona o
processo e assegura que ele não interfira em nenhuma das chamadas em
andamento na célula fornecedora.

• Na alocação dinâmica todos os canais estão disponíveis a todos os usuários. A


CCC aloca um canal à célula requisitante seguindo um algoritmo que leva em
conta: probabilidade de bloqueio futura dentro da célula, freqüência de utilização
do canal candidato, a distância de reuso do canal, entre outros fatores. A alocação
dinâmica de canais reduz a probabilidade de bloqueio, o que aumenta a capacidade
de tráfego do sistema.

• Na alocação híbrida um determinado número de canais é destinado à alocação fixa


e outro número (menor) é disponibilizado para alocação dinâmica.

13
Instituto Nacional de Telecomunicações Estratégias de Alocação de Canal

• Exemplo de alocação fixa para o sistema AMPS: Cada conjunto de


395 canais de voz é dividido em 21 subconjuntos com 19 canais
cada.
• Num cluster de 7 células, cada célula utiliza 3 subconjuntos de
forma que a separação mínima entre canais seja de 7 bandas de
um canal - redução de interferência de canal adjacente.
• Como mostrado na tabela a seguir, cada célula utiliza canais dos
subconjuntos iA, iB e iC, i = 1, 2, ..., 7.
• O número máximo de canais de voz por célula é de 57 (podem
existir mais, mas nessa situação pode haver aumento excessivo de
interferência de canal adjacente, pois a regra de distribuição acima
mencionada será quebrada.
• Cada célula terá de 1 a 3 canais de controle.
• .

14
Instituto Nacional de Telecomunicações Estratégias de Alocação de Canal

Exemplo de alocação fixa para o sistema AMPS, banda A.

1A 2A 3A 4A 5A 6A 7A 1B 2B 3B 4B 5B 6B 7B 1C 2C 3C 4C 5C 6C 7C
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42
43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63
64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84
85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105
106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126
127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147
148 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168
169 170 171 172 173 174 175 176 177 178 179 180 181 182 183 184 185 186 187 188 189
190 191 192 193 194 195 196 197 198 199 200 201 202 203 204 205 206 207 208 209 210
211 212 213 214 215 216 217 218 219 220 221 222 223 224 225 226 227 228 229 230 231
232 233 234 235 236 237 238 239 240 241 242 243 244 245 246 247 248 249 250 251 252
253 254 255 256 257 258 259 260 261 262 263 264 265 266 267 268 269 270 271 272 273
274 275 276 277 278 279 280 281 282 283 284 285 286 287 288 289 290 291 292 293 294
295 296 297 298 299 300 301 302 303 304 305 306 307 308 309 310 311 312 - - -
313 314 315 316 317 318 319 320 321 322 323 324 325 326 327 328 329 330 331 332 333
- - - - - - - - - - - - - - - - - - 667 668 669
670 671 672 673 674 675 676 677 678 679 680 681 682 683 684 685 686 687 688 689 690
691 692 693 694 695 696 697 698 699 700 701 702 703 704 705 706 707 708 709 710 711
712 713 714 715 716 - - - - 991 992 993 994 995 996 997 998 999 1000 1001 1002
1003 1004 1005 1006 1007 1008 1009 1010 1011 1012 1013 1014 1015 1016 1017 1018 1019 1020 1021 1022 1023

15
Instituto Nacional de Telecomunicações O tamanho das células diminui com o
crescimento do sistema

Grandes
células para
áreas rurais

Pequenas
células
para áreas
urbanas

16
Instituto Nacional de Telecomunicações O tamanho das células diminui com o
crescimento do sistema

Sistema macro-celular: 1 - 30Km


Sistema micro-celular: 200 - 2000m
Sistema pico-celular: 4 - 200m

O efeito de decrescer o tamanho das células:


• Aumento da capacidade de usuários;
• Aumento do número de handoffs por chamada;
• Menor consumo de potência no terminal móvel (maior
tempo de conversação, operação mais segura);

17
Instituto Nacional de Telecomunicações O tamanho das células diminui com o
crescimento do sistema

O efeito de decrescer o tamanho das células:


• Diferentes ambientes de propagação e menores
espalhamentos temporais;

• Diferentes lay-outs das células: Menor expoente


de perdas no percurso, maiores interferências;
células tendem a seguir o perfil dos quarteirões;
sistema mais difícil de planejar.

18
Instituto Nacional de Telecomunicações Handoff

• Quando um
terminal móvel se
movimenta através
de células
diferentes, enquanto
uma conversação
está sendo
realizada, a
chamada é
automaticamente
transferida para um
novo canal
pertencente à nova
estação rádio base

19
Instituto Nacional de Telecomunicações Estratégias de Handoff

Deve-se especificar um nível ótimo de sinal a partir do qual se inicia o


processo de handoff. Esse limiar de handoff é definido como um valor
ligeiramente superior ao nível de sinal suficiente a uma qualidade de voz
aceitável na estação rádio base (normalmente entre –90dBm e –100dBm). A
diferença, dada por ∆ = Prhandoff - Prmínima , não pode ser nem muito grande e
nem muito pequena. Se ∆ for muito grande, handoffs desnecessários podem
ocorrer; se muito pequeno, pode não haver tempo suficiente para que o
processo se complete antes que a chamada seja perdida por causa de uma
baixa intensidade do sinal. Nos sistemas celulares de primeira geração o
intervalo típico de tempo para se ter o handoff concluído, tendo o nível do
sinal caído abaixo do limiar de handoff, é de aproximadamente 10 segundos.
Isto requer que o valor de ∆ seja da ordem de 6 a 12dB. Nos novos sistemas
digitais, como o GSM, por exemplo, além do processo ser precedido por uma
decisão de sua necessidade, tendo-se iniciado, leva em torno de 1 a 2
segundos. Consequentemente ∆ possui valores típicos entre 0 e 6dB. O valor
de ∆ pode ser programado na CCC (ou remotamente) para todas as ERBs.
20
Instituto Nacional de Telecomunicações Estratégias de Handoff
Nos sistemas celulares analógicos da primeira geração, as medidas de
intensidade do sinal são feitas pelas Estações Rádio Base e supervisionadas
pela CCC. Cada Estação Rádio Base monitora constantemente a intensidade
do sinal em todos os canais reversos de voz de forma a determinar a posição
relativa de cada usuário móvel em relação à torre da Estação Rádio Base.
Além dessa medida, um receptor à parte em cada Estação Rádio Base,
denominado receptor localizador, é utilizado para monitorar a intensidade do
sinal dos usuários móveis que estiverem em células vizinhas. O receptor
localizador é controlado pela CCC à qual a informação de intensidade do sinal
é enviada com o objetivo de se decidir se um processo de handoff será ou não
necessário.

Nos sistemas digitais de segunda geração com tecnologia TDMA, as decisões


de handoff são assistidas pelos terminais móveis. No Handoff Assistido pelo
Móvel cada terminal de usuário mede a potência recebida pelas ERBs vizinhas
e a taxa de erro de bit média e reporta essas medias à ERB servidora. A CCC
se utiliza dessas informações para o processamento de handoff. 21
Instituto Nacional de Telecomunicações
Priorização de Handoffs

Muitas estratégias priorizam as requisições de handoff sobre as


requisições de inicialização de chamada. Um dos métodos é
conhecido como método do canal de guarda, no qual uma
fração do número total de canais do sistema é reservada para as
requisições de handoff de chamadas “entrantes” de outros
sistemas. Desvantagem: redução da capacidade de tráfego
(menos canais serão dedicados a chamadas sendo originadas
dentro do próprio sistema). Vantagem: Do ponto de vista do
usuário, ter sua chamada em curso repentinamente bloqueada é
mais aborrecedor que obter um sinal de ocupado quando da
tentativa de se completar uma chamada.

22
Instituto Nacional de Telecomunicações
Enfileiramento de Handoffs

A colocação das requisições de handoff em filas de


espera é um outro método utilizado para reduzir a
probabilidade de bloqueio de uma chamada. Esse
enfileiramento de handoffs é possível, pois existe um
intervalo de tempo finito entre o instante em que o
nível do sinal cai abaixo do limiar de handoff e o
instante em que a chamada é terminada forçosamente
devido a um nível insuficiente do sinal.

23
Instituto Nacional de Telecomunicações Considerações práticas sobre o Handoff

Em sistemas celulares reais, vários problemas surgem quando


da tentativa de atender a várias velocidades dos terminais
móveis. Veículos em alta velocidade podem passar pela área de
cobertura de uma célula em poucos segundos, enquanto
usuários pedestres podem nunca necessitar de um handoff
durante uma chamada. Através da utilização de antenas com
diferentes alturas e diferentes níveis de potência é possível se
obter “grandes” e “pequenas” células co-localizadas. Esta
técnica é chamada de técnica da célula guarda-chuva e é
utilizada para fornecer grandes áreas de cobertura a usuários
que trafegam em alta velocidade e áreas menores para aqueles
que se movimentam a baixas velocidades.

24
Instituto Nacional de Telecomunicações Considerações práticas sobre o Handoff

• Para aumentar a
capacidade, micro-células
podem ser usadas para
complementar macro-
células numa configuração
onde as células maiores
dão suporte a usuários de
maior mobilidade e as
menores a usuários de
menor mobilidade.
• Tipicamente o espectro é
subdividido em uma parte
para a macro-célula e outra
para a micro-célula.

25
Instituto Nacional de Telecomunicações Considerações práticas sobre o Handoff

Um problema comum em configurações onde existem


microcélulas é conhecido como arrastamento de célula. Esse
fenômeno resulta de usuários pedestres que fornecem sinais de
alta intensidade à ERB. Tal situação ocorre em ambientes
urbanos quando há linha de visada entre o usuário e a ERB.
Conforme o usuário vai se distanciando da ERB a uma
velocidade muito baixa, a intensidade média do sinal não cai
rapidamente. Mesmo tendo excedido os limites de sua célula o
nível de sinal na ERB pode estar acima do limiar de handoff e
assim este pode não ocorrer. Isto cria um grande problema de
interferência e de tráfego, pois o usuário terá invadido a área
da célula vizinha. Para resolver o problema do arrastamento de
célula, os limiares de handoffs e parâmetros de cobertura
devem ser ajustados cuidadosamente.
26
Instituto Nacional de Telecomunicações

AspectosdedeTráfego
Aspectos Tráfego

• Define-se Tráfego Oferecido [erlangs] como a relação


entre a taxa de chegada e a taxa deantendimentode
chamadas
• A = Q.Tmédio/Tobs = Número de chamadas em um intervalo
de tempo de observação x Duração média das chamadas /
Tempo de observação
• A probabilidade de Bloqueio (também conhecidapor GOS
- Grade of Service) define a probabilidade de uma
chamada gerada ser perdida (bloqueada)
• A relação entre tráfego, número de canais e probabilidade
de bloqueio é calculada pela fórmula ERLANG-B

27
Instituto Nacional de Telecomunicações

Aspectos de Tráfego
Aspectos de Tráfego

• A fórmula ERLANG-B tem resultados que relacionam


tráfego, número de canais e probabilidade de bloqueio
normalmente apresentados em tabelas ou gráficos como o
da transparência seguinte.

AC
Pr[ Bloqueio] = C!
C


k
A
k =0
k!

28
Instituto Nacional de Telecomunicações
Aspectos dedeTráfego
Aspectos Tráfego
Número de Canais
15 20 25 30 35 40 45 50 60 70 80 90 100

Intensidade de Tráfego em Erlangs 29


Instituto Nacional de Telecomunicações

Aspectos de Tráfego

Número de Capacidade em Erlangs para GS =


canais, C 1% 0.5% 0.2% 0.1%

2 0.153 0.105 0.065 0.046


4 0.869 0.701 0.535 0.439
5 1.36 1.13 0.9 0.762
10 4.46 3.96 3.43 3.09
20 12 11.1 10.1 9.41
24 15.3 14.2 13 12.2
40 29 27.3 25.7 24.5
70 56.1 53.7 51 49.2
100 84.1 80.9 77.4 75.2

Tabela II.5 – Capacidade de alguns sistemas com a fórmula Erlang B

30
Instituto Nacional de Telecomunicações

Aspectosde
Aspectos de Tráfego
Tráfego

• A necessidade: Dado um tráfego esperado e as


limitações de interferência, a região em análise é
dividida em células. Através de uma probabilidade de
bloqueio de chamadas aceitável determina-se o número
de canais por célula
• O problema: Devido à mobilidade dos usuários, Hand-
offs e Roamings estão sempre ocorrendo tornando o
tráfego instável, não permitindo a utilização isolada da
conhecida fórmula (ou tabela) Erlang-B

31
Instituto Nacional de Telecomunicações

Aspectos de Tráfego
Aspectos de Tráfego
D/R relaciona C/I com Tráfego. Quanto maiorC/I, maior
D/R (mais células por Clusters), menores capacidades de
tráfego por célula. A tabela ilustra o que foi dito e sugere
uma solução de compromisso entre qualidade e tráfego
Fator de Canais / Capacidade Qualidade
D/R
reuso Célula de tráfego de serviço
1 1.73 360
Alta Baixa
3 3.00 120
4 3.46 90
7 4.58 51 Baixa Alta
12 6.00 30

32
Instituto Nacional de Telecomunicações
Eficiência espectral

A largura de faixa total para a rede celular, B , é


igual ao produto da largura de faixa ocupada por
canal, BC , pelo número de canais por estação rádio
base rádio base, M , e pelo tamanho do cluster, N. A
eficiência espectral, EE , pode ser definida pela
quantidade de tráfego por célula, A , em Erlangs,
dividida por B e pela área de uma célula, S.

A
EE = [Erlang / MHz / Km2 ]
BC ⋅ M ⋅ N ⋅ S
33
Instituto Nacional de Telecomunicações
Eficiência espectral

• Observa-se que a eficiência espectral decresce com o


tamanho do cluster N.
• O desempenho do sistema, medido através de alguma
autage probability ou taxa de erro de bit por usuário,
melhora com o aumento da distância de reuso, ou seja,
melhora com o aumento de N.

• Conclusão: Atingir alto desempenho do sistema e, ao


mesmo tempo, um eficiente uso do espectro são
objetivos conflitantes para o projetista da rede.

34
Instituto Nacional de Telecomunicações Aumentando a capacidade do sistema

Setorização

Divisão de Células

35
Instituto Nacional de Telecomunicações Aumentando a capacidade do sistema

• Divisão de células: técnica amplamente utilizada por


proporcionar grande aumento de capacidade. Difícil
implementação devido à grande chance de aumento no nível
de interferência no sistema (nunca é possível realizar a
divisão ideal mostrada na figura do slide anterior).

• Setorização: possibilidade de aumento de capacidade devido


à redução de interferência co-canal e correspondente
possibilidade de redução no tamanho do cluster. É utilizada
normalmente na prática como ferramenta para redução de
interferência co-canal causada por dificuldade de
planejamento adequada e/ou implementação de divisão de
células no sistema.
36
Instituto Nacional de Telecomunicações Aumentando a capacidade do sistema

Ilustração do
efeito da
setorização na
diminuição da
interferência
co-canal.

37
Instituto Nacional de Telecomunicações Aumentando a capacidade do sistema

Downtilt: Direcionamento do diagrama de irradiação da antena para o


solo. Com esse direcionamento observa-se que o diagrama de irradiação
no plano horizontal apresenta um notch. Se esse notch coincidir com a
direção das células co-canais, pode-se reduzir a interferência.

38
Instituto Nacional de Telecomunicações Aumentando a capacidade do sistema

• Downtilt: possibilidade de aumento de capacidade devido à


redução de interferência co-canal e correspondente
possibilidade de redução no tamanho do cluster. O downtilt
pode ser mecânico ou elétrico.

• É utilizado normalmente na prática como ferramenta para


redução na área de cobertura de células, em conjunto com a
redução de potência de transmissão.

• É utilizado também como ferramenta para a redução de áreas


de sombra que normalmente se formam nas proximidades do
transmissor da estação rádio base.
39
Instituto Nacional de Telecomunicações Aumentando a capacidade do sistema

• Um problema: aumento no número de handoffs quando da adoção da


setorização resulta em carga adicional de comutação e controle no sistema
de comunicação móvel.

• Uma solução: Microcélulas inteligentes ou zonais - Power Delivery


approach - Cada uma das três (ou mais) estações “zonais” são conectadas
a uma única ERB e compartilham o mesmo equipamento de rádio. As
zonas são conectadas à ERB por cabos coaxiais, fibra óptica ou por links
de microondas. O terminal móvel é servido pela zona que lhe proporcione
a maior intensidade de sinal.

• Técnica é superior à setorização, pois as antenas são dispostas no limite


das células (melhor cobertura) e cada canal pode ser alocado pela ERB a
qualquer zona (melhor eficiência de entroncamento).

40
Instituto Nacional de Telecomunicações Aumentando a capacidade do sistema

Conceito de Microcélulas inteligentes ou zonais


- Power Delivery approach -
41
Instituto Nacional de Telecomunicações Aumentando a capacidade do sistema

• A vantagem: além de não reduzir a eficiência de entroncamento, a técnica


de microcélula zonal reduz o nível de interferência co-canal no sistema e
correspondente possibilidade de redução do tamanho do cluster.

• Exemplo: sabe-se que uma relação sinal-interferência de 18dB é


suficiente para uma qualidade satisfatória do serviço no sistema AMPS o
que implica em cluster com N = 7 células. Nesse caso D/R = 4.6 é
suficiente. Com um sistema de microcélula zonal, uma Dz/Rz de 4.6 é
suficiente ao desempenho desejado (veja ilustração no slide seguinte).
Mas a capacidade do sistema está associada à distância D entre co-células
e não entre zonas. Para Dz/Rz igual a 4.6, pode-se obter através da
geometria da ilustração do slide seguinte uma relação D/R = 3. Esse valor
de D/R = 3 leva a um tamanho de cluster N = 3. Esta possível redução no
tamanho do cluster de 7 para 3 corresponde a um aumento na capacidade
do sistema de 7/3 = 2.33 vezes.
42
Instituto Nacional de Telecomunicações Aumentando a capacidade do sistema

• Com o uso de
microcélula zonal, se
uma Dz/Rz de 4.6 é
suficiente ao
Dz
desempenho desejado,
a relação D/R = 3 =>
N = 3. Rz

• Esta redução no
tamanho do cluster de
D R
7 para 3 corresponde
a um aumento na
capacidade do sistema
de 7/3 = 2.33 vezes.

43
Instituto Nacional de Telecomunicações
Técnicas
Técnicas de MúltiploAcesso
de Múltiplo Acesso

Técnicas que permitem o compartilhamento do meio de transmissão (ou


recurso de comunicação) entre diversos usuários. Podem ser
implementadas isoladamente, mas normalmente são combinadas em
forma híbridas.

• FDMA - Frequency Division Multiple Access: o canal é dividido em


subfaixas e cada usuário ocupa uma determinada subfaixa
• TDMA - Time Division Multiple Access: o tempo de transmissão é
dividido e cada usuário pode transmitir/receber no slot a ele reservado
• CDMA - Code Division Multiple Access: utiliza espalhamento
espectral, com adequada escolha da seqüência pseudo aleatória de cada
usuário, de tal sorte que todos possam compartilhar um mesmo canal
de comunicação, ao mesmo tempo e na mesma faixa de freqüências

44
Instituto Nacional de Telecomunicações

Técnicas de Múltiplo Acesso


Técnicas de Múltiplo Acesso

• Permite transmissões analógicas e digitais


• Interferência entre os canais adjacentes (filtros caros)
• Estando um canal sendo utilizado não se pode ter outro(s)
usuário(s) compartilhando-o
• Normalmente é um sistema de faixa estreita
• Intermodulações quando vários canais compartilham um único
amplificador de potência
45
Instituto Nacional de Telecomunicações

Técnicas de Múltiplo Acesso


Técnicas de Múltiplo Acesso

• Descontinuidade na transmissão facilitam o processo de handoff


• Taxas em rajadas elevadas levam à necessidade de equalização
• Slots não utilizados podem ser alocados por demanda
• Não permite transmissão com modulação analógica

46
Instituto Nacional de Telecomunicações

Técnicas de Múltiplo Acesso


Técnicas de Múltiplo Acesso

• A capacidade de um sistema CDMA é limitada pela quantidade de


interferência entre os usuários
• Possibilidade de superar a capacidade (em termos de um número
de usuários) dos sistemas FDMA e TDMA através de adequadas
setorização, utilização do ciclo de atividade da voz, controle de
potência

47
Instituto Nacional de Telecomunicações

Técnicas de Duplexação
Técnicas de Duplexação

Permitem a comunicação bidirecional simultânea (duplex)

• FDD - Frequency Division Duplexing: as transmissões nos


canais direto e reverso ocorrem em freqüências distintas
• TDD - Time Division Duplexing: as transmissões nos canais
direto e reverso ocorrem em freqüências idênticas, mas a
intervalos de tempo distintos
• FDD/TDD - Hibrid Frequency Division & Time Division
Duplexing : as transmissões nos canais direto e reverso
ocorrem em freqüências e intervalos de tempo distintos

48
Instituto Nacional de Telecomunicações

Parte 2

Estudo dos padrões para telefonia celular


analógica (FDMA AMPS) e digital (TDMA D-
AMPS e CDMA)

Nota importante: os slides aqui apresentados contêm


informações bastante detalhadas sobre os padrões citados, e a
abordagem mais ou menos detalhada destes será função do
tempo disponível. Será dado enfoque nos conceitos principais;
estes, sim, serão abordados com detalhamento adequado.
Optou-se por manter um conjunto de slides que realmente
contenha grande parte daquelas especificações citadas nas
normas, objetivando oferecer aos alunos dados mais
completos, sendo úteis para consultas futuras.
49
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA Interim Standard x TIA/EIA Standard

• Os padrões publicados como Interim Standard (IS) pela TIA/EIA


(Telecommunications Industry Association / Electronics Industry
Association) são de extremo valor para a industria e demais leitores, mas
não seguem as rigorosas revisões públicas a adição de comentários que
são procedimentos que fazem parte do desenvolvimento de um padrão
final (Standard).

• Os Interim Standards da TIA/EIA devem ser revisados anualmente pelos


comitês formuladores e nesses momentos deve ser tomada a decisão de
prosseguir ou não com o desenvolvimento na direção do padrão final.

• Os Interim Standards devem ser cancelados pelo comitê e removidos do


catálogo da TIA/EIA antes do final de seu terceiro ano de existência.

• Um Interim Standard TIA/EIA/IS-XXX é um padrão (nos termos acima)


publicado com objetivo final de se tornar um Standard TIA/EIA-XXX.
Esse último pode também sofrer revisões e/ou atualizações.
50
Instituto Nacional de Telecomunicações

Padrões FDMA, TDMA e CDMA

Padrão para sistema celular analógico FDMA AMPS: Advanced Mobile


Phone System. Referência: Standard EIA/TIA-553 “Mobile Station - Land
Station Compatibility Specification”, september 1989 - 82 páginas.

Padrão para sistema celular digital / PCS TDMA D-AMPS: Digital AMPS.
Referência: Interim Standard EIA/TIA-IS-136.1-A “TDMA Cellular/PCS
Radio Interface Mobile Station - Base Station Compatibility - Digital
Control Channel” e EIA/TIA-IS-136.2-A “TDMA Cellular/PCS Radio
Interface Mobile Station - Base Station Compatibility - Traffic Channel and
FSK Control Channel”, october 1996 - 950 páginas.

Padrão para sistema celular digital / PCS CDMA. Referência: Standard


EIA/TIA-95-B “Mobile Station - Land Station Compatibility Standard for
Wideband Spread Spectrum Cellular Systems”, march 1999 - 1189
páginas.

51
Instituto Nacional de Telecomunicações

Padrão para sistema celular analógico FDMA


AMPS: Advanced Mobile Phone System.

EIA/TIA-553

52
Instituto Nacional de Telecomunicações

EIA/TIA-553 - visão geral

• Sistema de telefonia celular analógico FDMA.


• Início de desenvolvimento: anos 70.
• Primeira utilização comercial: 1983 (Chicago, EUA).
• Bandas A e B com 12,5MHz cada.
• 416 canais por banda (395 de voz e 21 de controle).
• Canais de 30KHz de banda com modulação de voz em FM.
• Desvio de pico da modulação analógica: ±12KHz.
• Sinalização digital com modulação FSK.
• Desvio de pico da modulação FSK: ±8KHz.
• Taxa da sinalização digital: 10Kbps.
• Eficiência espectral da modulação FSK: 0,33 bps/Hz.
• Padrão de reuso: 7 células por cluster (C/I > 18dB).
• Duplexação FDD com 45MHz entre os links direto e reverso.
53
Instituto Nacional de Telecomunicações

EIA/TIA-553 - normas relacionadas

EIA/TIA-41-D “Cellular Radiotelecommunications Intersystem


Operations”, november 1997 - descreve os procedimentos
necessários para prover ao usuário os serviços que necessitam a
interação entre diferentes sistemas celulares.

EIA IS-19-B “Recommended Minimum Standards for 800MHz


Cellular Subscriber Units” - detalha definições, métodos de medida e
características em termos do desempenho mínimo do terminal
móvel.

EIA/TIA-712 (substitui a EIA 20-A) “Recommended Minimum


Standards for 800MHz Cellular Base Stations” - detalha definições,
métodos de medida e características em termos do desempenho
mínimo da estação rádio base.

54
Instituto Nacional de Telecomunicações
EIA/TIA-553 - canalização

Largura da Numeração Freqüência central Freqüência central


Banda
banda, MHz do canal móvel – base, MHz base - móvel, MHz
A” 1 991 – 1023 824,040 – 825,000 869,040 – 870,000
A 10 1 – 333 825,030 – 834,990 870,030 – 879,990
B 10 334 – 666 835,020 – 844,980 880,020 – 889,980
A’ 1,5 667 – 716 845,010 – 846,480 890,010 – 891,480
B’ 2,5 717 – 799 846,510 – 848,970 891,510 – 893,970

A’, A” e B” são bandas de extensão das bandas A e B

Numero Freqüência central


Transmissor
do canal em MHz
1 ≤ N ≤ 799 0,03N + 825,000
Móvel
990 ≤ N ≤ 1023 0,03(N – 1023) + 825,000
1 ≤ N ≤ 799 0,03N + 870,000
Base
990 ≤ N ≤ 1023 0,03(N – 1023) + 870,000
Tabela para cálculo da freqüência central do canal número N
55
Instituto Nacional de Telecomunicações

EIA/TIA-553 - planejamento de freqüências

• Cada conjunto de 395 canais de voz é dividido em 21


subconjuntos com 19 canais cada.
• Num cluster de 7 células, cada célula utiliza 3 subconjuntos de
forma que a separação mínima entre canais seja de 7 bandas
de um canal - redução de interferência de canal adjacente.
• Como mostrado na tabela a seguir, cada célula num cluster
utiliza canais dos subconjuntos iA, iB e iC, i = 1, 2, ..., 7.
• O número máximo de canais de voz por célula é de 57 (podem
existir mais, mas nessa situação pode haver aumento excessivo
de interferência de canal adjacente, pois a regra de distribuição
acima mencionada será quebrada).
• Cada célula terá de 1 a 3 canais de controle.

56
Instituto Nacional de Telecomunicações

EIA/TIA-553 - planejamento de freqüências para a banda A

1A 2A 3A 4A 5A 6A 7A 1B 2B 3B 4B 5B 6B 7B 1C 2C 3C 4C 5C 6C 7C
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42
43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63
64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84
85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105
106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126
127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147
148 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168
169 170 171 172 173 174 175 176 177 178 179 180 181 182 183 184 185 186 187 188 189
190 191 192 193 194 195 196 197 198 199 200 201 202 203 204 205 206 207 208 209 210
211 212 213 214 215 216 217 218 219 220 221 222 223 224 225 226 227 228 229 230 231
232 233 234 235 236 237 238 239 240 241 242 243 244 245 246 247 248 249 250 251 252
253 254 255 256 257 258 259 260 261 262 263 264 265 266 267 268 269 270 271 272 273
274 275 276 277 278 279 280 281 282 283 284 285 286 287 288 289 290 291 292 293 294
295 296 297 298 299 300 301 302 303 304 305 306 307 308 309 310 311 312 - - -
313 314 315 316 317 318 319 320 321 322 323 324 325 326 327 328 329 330 331 332 333
- - - - - - - - - - - - - - - - - - 667 668 669
670 671 672 673 674 675 676 677 678 679 680 681 682 683 684 685 686 687 688 689 690
691 692 693 694 695 696 697 698 699 700 701 702 703 704 705 706 707 708 709 710 711
712 713 714 715 716 - - - - 991 992 993 994 995 996 997 998 999 1000 1001 1002
1003 1004 1005 1006 1007 1008 1009 1010 1011 1012 1013 1014 1015 1016 1017 1018 1019 1020 1021 1022 1023

57
Instituto Nacional de Telecomunicações

EIA/TIA-553 - planejamento de freqüências para a banda B

1A 2A 3A 4A 5A 6A 7A 1B 2B 3B 4B 5B 6B 7B 1C 2C 3C 4C 5C 6C 7C
334 335 336 337 338 339 340 341 342 343 344 345 346 347 348 349 350 351 352 353 354
355 356 357 358 359 360 361 362 363 364 365 366 367 368 369 370 371 372 373 374 375
376 377 378 379 380 381 382 383 384 385 386 387 388 389 390 391 392 393 394 395 396
397 398 399 400 401 402 403 404 405 406 407 408 409 410 411 412 413 414 415 416 417
418 419 420 421 422 423 424 425 426 427 428 429 430 431 432 433 434 435 436 437 438
439 440 441 442 443 444 445 446 447 448 449 450 451 452 453 454 455 456 457 458 459
460 461 462 463 464 465 466 467 468 469 470 471 472 473 474 475 476 477 478 479 480
481 482 483 484 485 486 487 488 489 490 491 492 493 494 495 496 497 498 499 500 501
502 503 504 505 506 507 508 509 510 511 512 513 514 515 516 517 518 519 520 521 522
523 524 525 526 527 528 529 530 531 532 533 534 535 536 537 538 539 540 541 542 543
544 545 546 547 548 549 550 551 552 553 554 555 556 557 558 559 560 561 62 563 564
565 566 567 568 569 570 571 572 573 574 575 576 577 578 579 580 581 582 583 584 585
586 587 588 589 590 591 592 593 594 595 596 597 598 599 600 601 602 603 604 605 606
607 608 609 610 611 612 613 614 615 616 617 618 619 620 621 622 623 624 625 626 627
628 629 630 631 632 633 634 635 636 637 638 639 640 641 642 643 644 645 646 647 648
649 650 651 652 653 654 655 656 657 658 659 660 661 662 663 664 665 666
- - - - - 717 718 719 720 721 722 723 724 725 726 727 728 729 730 731 732
733 734 735 736 737 738 739 740 741 742 743 744 745 746 747 748 749 750 751 752 753
754 755 756 757 758 759 760 761 762 763 764 765 766 767 768 769 770 771 772 773 774
775 776 777 778 779 780 781 782 783 784 785 786 787 788 789 790 791 792 793 794 795
796 797 798 799

58
Instituto Nacional de Telecomunicações
EIA/TIA-553 - potências de transmissão

• Não há restrições para a estação rádio base.

• Para o terminal há três classes de potência nominal, a saber:


– Classe I: 6dBW = 4W
– Classe II: 2dBW = 1,6W
– Classe III: -2dBW = 0,6W
– Potência máxima para as três classes: 8dBW = 6,3W
– Carrier-off: potência menor que -60dBm no conector da antena
– Carrier-on/off (chaveamento): transição em menos de 2ms

• Potências nominais controláveis: 8 níveis para Classe I, 7


níveis para Classe II e 6 níveis para Classe III.

• Modos de transmissão contínuo (DTX off) ou descontínuo


(DTX on)
59
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA-553 - limitações nas emissões em RF

É estabelecido pela norma que as potências de produtos de


modulação não devem exceder:

• um nível 26dB abaixo da potência da portadora não modulada fora da


região de ±20KHz distante da freqüência da portadora.
• um nível 45dB abaixo da potência da portadora não modulada fora da
região de ±45KHz distante da freqüência da portadora.
• um nível 60dB ou 43+10log(potência média de saída em Watts) - o que
for maior - abaixo da potência da portadora não modulada fora da
região de ±90KHz distante da freqüência da portadora.

As técnicas de medida para a estação móvel e para a estação base


são abordadas nas normas EIA-19-B e EIA/TIA-712, respectivamente.

60
Instituto Nacional de Telecomunicações

EIA/TIA-553 - características da modulação e demodulação

• Antes da modulação em FM o sinal de voz é processado na


seqüência: compressão, filtragem pré-ênfase, limitação de desvio e
filtragem pós-limitação de desvio.
• Compressor: 2:1dB a 1KHz e nível nominal (suficiente a um desvio
de pico na portadora de ±2,9KHz.
• Pré-ênfase: +6dB/oitava de 300Hz a 3000Hz.
• Limitador de desvio: limite em ±12KHz (exceto para tons de
supervisão e sinalização de faixa larga (blank-and-burst).
• Pós-limitador de desvio: a atenuação (relativa à freqüência de
1KHz) deve exceder: 40log10(f/3000)dB de 3000 a 5900Hz; 35dB de
5900 a 6100Hz; 40log 10(f/3000)dB de 6100 a 15000Hz e 28dB acima
de 15000Hz.
• Na demodulação tem-se a Dê-ênfase (-6dB/oitava de 300Hz a
3000Hz) e o expansor (1:2dB).

61
Instituto Nacional de Telecomunicações

EIA/TIA-553 - segurança e identificação

• MIN (Mobile Identification Number) - composto por 34 bits formados


a partir de uma codificação específica do número telefônico do
assinante (10 dígitos).
• SN (Serial Number) ou ESN (Electronic SN) - composto por 32 bits
formados a partir de uma identificação do fabricante e do número de
série do terminal.
• SCM (Station Class Mark) - composto por 4 bits, informa a classe de
potência (I, II ou III), o modo de transmissão (contínuo ou
descontínuo) e a banda de trabalho (20 ou 25MHz) do terminal
móvel.
• Registration Memory - armazena dados sobre a temporização do
processo de autenticação autônoma (21 bits) e o SID (System
Identification) (15 bits) após o desligamento do terminal, por um
tempo maior que 48 horas.

62
Instituto Nacional de Telecomunicações
EIA/TIA-553 - segurança e identificação

• Access Overload Class - 4 bits armazenados na estação móvel e


utilizados para identificar em que campo das mensagens de overload
há dados para controle das tentativas de acesso pela estação móvel.
• Access Method - 1 único bit armazenado na estação móvel para
determinar se a palavra de endereçamento estendido (contendo o MIN,
bits 24 - 33) deve ser incluída nas tentativas de acesso.
• First Paging Channel - 11 bits armazenados na estação móvel para
identificar o número do primeiro canal de paging que deve ser
monitorado.
• SID (Home System Identification) - 15 bits dos quais os bits 0 - 12
identificam o sistema especificamente e os bits 14 e 13 são (00 -
Estados Unidos, 01 - outros países, 10 - Canadá, 11 - México).
• Local Control Option - utilizada para informar se a estação móvel
deve tomar certas ações a partir de comandos utilizados para
customização de operações do tipo user groups.
• Preferred System Selection - meio que permite ao usuário selecionar
o sistema preferido (A ou B).
63
Instituto Nacional de Telecomunicações

EIA/TIA-553 - supervisão

• SAT (Supervisory Audio Tone) - uma entre 3 freqüências (5970,


6000 e 6030Hz) transmitida em FM pela base. O terminal móvel
deve detectar, filtrar e retransmitir um tom SAT no canal de voz de
forma que interferências de estações/móveis co-canais sejam
detectadas - um receptor (no móvel ou na base) que recebe um
mesmo canal com SATs distintos ordena o desligamento do
transmissor. A monitoração do SAT é feita continuamente ou no
mínimo a cada 250ms. Após 5s de não detecção (ou detecção
incorreta) do SAT a chamada é terminada pelo sistema.
• ST (Signaling Tone) - tom de 10KHz enviado pelo terminal móvel e
utilizado para requisição de fim de chamada, flash ou confirmação
de ordens.
• Os sinais SAT e ST são combinados para fornecerem informações
sobre uma série de eventos ocorridos durante uma chamada. Nesse
caso a presença/ausência desses sinais é indicada pelas
combinações (SAT, ST) = (0,0), (0,1), (1,0) e (1,1).
64
Instituto Nacional de Telecomunicações

EIA/TIA-553 - alocação espacial do SAT

F2
SAT3
F2 F3 F7
SAT2 SAT2 SAT2
O padrão de F3 F7 F1 D
SAT1 SAT1 SAT1
reuso dos tons F1 F4 F6
SAT3 SAT3 SAT3
SAT é igual a 3 F4 F6 F5 F2
e a distância de SAT2 SAT2 SAT2 SAT2
F5 F2 F3 F7
reuso do par SAT1 SAT1 SAT1 SAT1
F3 F7 F1
SAT + canal é SAT3 SAT3 SAT3
F1 F4 F6
maior que a SAT2 SAT2 SAT2
distância de F4 F6 F5
SAT1 SAT1 SAT1
reuso dos F5 F2
SAT3 SAT3
canais de voz F3 F7
das células. 3D SAT2 SAT2
F1
SAT1
F4 F6
SAT3 SAT3
F5
SAT2

65
Instituto Nacional de Telecomunicações

EIA/TIA-553 - sinalização digital de faixa larga

• Transmissão a 10Kbps, modulação FSK (∆f = ±8KHz), código


de linha Manchester (biphase), código de canal BCH(40,28)
no link direto e BCH(48,36) no link reverso.
• Pode ocorrer nos canais de controle dedicados ou nos canais
de voz durante uma chamada (sinalização blank-and-burst)
para o encaminhamento de mensagens de controle da
comunicação e confirmação de ordens ou requisições.
• Na sinalização blank-and-burst o sinal de voz e o tom SAT
são interrompidos por um breve instante, imperceptível ao
usuário, e substituídos pela sinalização digital a 10Kbps.

66
Instituto Nacional de Telecomunicações

EIA/TIA-553 - formato da sinalização

Canal de Controle Reverso (RECC - Reverse Control Channel) - transporta


de uma a cinco mensagens para: resposta a mensagens de page, inicialização
de chamada, confirmação de ordens e envio de ordens. Essas mensagens são
formadas a partir de combinações de cinco palavras: palavras de endereço
abreviada e estendida (onde se localiza o MIN), palavra número de série (onde
se localiza o ESN), primeira e segunda palavras do endereço chamado (onde se
localizam os dígitos do número chamado).

Dotting W.S. DCCc 1ª palavra x 5 2ª palavra x 5 3ª palavra x 5 ...

Dotting - seqüência de 30 bits 1010...10.


W.S. - palavra de sincronismo (Word Sync) 11100010010 (seqüência de Barker).
DCCc - DCC (Digital Color Code) codificado. Cada DCC de 2 bits é mapeado em
um DCC Codificado de 7 bits. Usado para identificação de uma estação base.

Cada palavra, repetida 5 vezes (240 bits total), contém 48 bits formados pela
codificação de 36 bits de conteúdo com um código de canal BCH (48,36).
67
Instituto Nacional de Telecomunicações EIA/TIA-553 - formato da sinalização

Canal de Voz Reverso (RVC - Reverse Voice Channel) - transporta de uma a


duas mensagens da estação móvel para a estação base para confirmação de
ordens e informação do endereço chamado (3-way calling), durante a chamada.
Essa sinalização é do tipo blank-and-burst.

Dotting 101 W.S. 1ª palavra (1) Dotting 37 W.S. 1ª palavra (2) ...
Dotting 37 W.S. ... ... Dotting 37 W.S. 1ª palavra (5) ...
Dotting 37 W.S. 2ª palavra (1) ... ... 2ª palavra (5)

Dotting - seqüência de 37 ou 101 bits 1010...10.


W.S. - palavra de sincronismo (Word Sync) 11100010010.
O dotting de 37 bits mais a W.S. de 11 bits são utilizadas para que a estação
base estabeleça sincronismo com os dados recebidos, exceto na primeira
repetição da 1ª palavra, onde um dotting de 101 bits é utilizado.
Cada palavra, repetida 5 vezes, juntamente com o dotting de 37 bits e a W.S. de
11 bits, contém 48 bits formados pela codificação de 36 bits de conteúdo com
um código de canal BCH (48,36), formando o bloco de palavras. 68
Instituto Nacional de Telecomunicações

EIA/TIA-553 - formato da sinalização

Canal de Controle Direto (FOCC - Forward Control Channel) - transporta


mensagens para a estação móvel para controle (MIN, SAT Color Code, DCC,
ordens, VMAC, designação do canal de voz, posição do primeiro canal de
acesso) e overhead (parâmetros do sistema, identificação de registro do
sistema).

Dotting W.S. palavra A (1) palavra B (1) palavra A (2) ...


B/I
... palavra B (4) palavra A (5) palavra B (5) Dotting ...

Dotting - seqüência 1010101010.


W.S. - palavra de sincronismo (Word Sync) 11100010010.
B/I = bit Busy/Idle. Inserido em cada posição indicada pelas setas (acima).
Cada palavra é repetida 5 vezes e contém 40 bits formados pela codificação de
28 bits de conteúdo com um código de canal BCH (40,28).
69
Instituto Nacional de Telecomunicações

EIA/TIA-553 - formato da sinalização

Canal de Voz Direto (FVC - Forward Voice Channel) - transporta mensagens


de controle para a estação móvel para controle de potência e comandos de
handoff. A razão da repetição da palavra por 11 vezes se deve ao fato de nos
momentos de handoff a estação móvel estar normalmente operando com sinais
de intensidade muito baixa. Garante-se a recepção do sinal sem a necessidade
do envio de confirmação pela estação móvel. Nesse canal trafegam também o
SAT Color Code para o atual (PSCC) e o novo (SCC) canal e a identificação do
canal em uso.

Dotting 101 W.S. palavra (1) Dotting 37 W.S. palavra (2) ...

Dotting 37 W.S. palavra (3) ... ... palavra (11)

Dotting - seqüência de 37 ou 101 bits 1010...10.


W.S. - palavra de sincronismo (Word Sync) 11100010010.
A palavra de controle é repetida 11 vezes, juntamente com o dotting de 37 bits e
a W.S de 11 bits, e contém 40 bits formados pela codificação de 28 bits de
conteúdo com um código de canal BCH (40,28).
70
Instituto Nacional de Telecomunicações

EIA/TIA-553 - processamento de chamada no terminal móvel

1 - Liga.
2 - Verificar se o sistema preferido é A ou B.
3 - Procurar canal de controle direto com intensidade mais forte.
4 - Atualizar dados do sistema transmitidos pela ERB.
5 - Se tarefas acima não concluídas, sintonizar segundo canal de
controle mais forte em 3s; se não conseguir, voltar ao passo 2 com o
segundo sistema preferido.
6 - Se tarefas concluídas, procurar canal de controle mais forte
novamente, conforme informações de procura (primeiro canal de
paging e número de canais de paging) recebidas da ERB e atualizar
novamente os dados do sistema.
7 - Estado idle (resposta a ordens da ERB, atualização do canal mais
forte (a cada 2 ou 5 minutos), identificação, autenticação).
8 - Monitora bit busy/idle no canal direto: se = 1 => móvel pronto para
enviar requisição de acesso...
71
Instituto Nacional de Telecomunicações

EIA/TIA-553 - processamento de chamada no terminal móvel

9 - Monitora bit busy/idle no canal direto: se = 0 => móvel aguarda


intervalo aleatório (0 - 200ms) e tenta novamente.
10 - Faz novas tentativas a intervalos aleatórios de 0 - 92ms e tem-se
no máximo 10 tentativas (após as 10 tentativas => sinalização de
system busy, ou equivalente, é enviada para o usuário).
11 - Envia mensagem de acesso para a ERB.
12 - Recebe sinalização de chamada ou assinante chamado ocupado
ou ainda alguma mensagem e estabelece sintonia dos canais de voz
atribuídos pela CCC, caso usuário chamado possa ser acessado.
13 - Durante a chamada efetua sinalização FSK no canal de voz (blank-
and-burst) para monitoração do link, para o atendimento a ordens da
CCC e para confirmações de pedidos e/ou ordens.

72
Instituto Nacional de Telecomunicações

Padrão para sistema celular/PCS


TDMA D-AMPS: Digital AMPS.

TIA/EIA-136

73
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - visão geral

• Sistema de telefonia celular/PCS TDMA.


• Também conhecido como D-AMPS (Digital AMPS).
• Acesso TDMA/FDMA com 3 slots full-rate ou 6 slots half-rate por banda de
30KHz.
• Duplexação FDD com 45 MHZ de separação entre os links.
• Sistema dual-band (800/1900MHz) & dual-mode (digital TDMA / analógico
AMPS).
• Possibilidade de interface com certas centrais privadas (PBX/CENTREX®).
• Handoff assistido pelo móvel (MAHO - Mobile Assisted Handoff ).
• Serviço de mensagens (SMS - Short Message Service), sleep.
• Modulação para canais de voz e controle: π/4-DQPSK.
• Migração AMPS Z D-AMPS feita gradualmente, canal a canal ou faixa a
faixa, conforme taxa de alteração de equipamentos dos usuários.
• Canalização e planejamento de freqüências, em 800MHz, idêntico ao AMPS.
• Evolução: TIA/EIA/IS-54 Z TIA/EIA/IS-94 Z TIA/EIA/627 Z TIA/EIA/IS-136.
74
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - referências e normas relacionadas


• TIA/EIA-IS-136.1-A “TDMA Cellular/PCS Radio Interface Mobile Station - Base Station
Compatibility - Digital Control Channel” e TIA/EIA-IS-136.2-A “TDMA Cellular/PCS Radio
Interface Mobile Station - Base Station Compatibility - Traffic Channel and FSK Control
Channel”, october 1996.
• TIA-664 “Cellular Features Description” - recomenda planos para implementação de
características uniformes dos serviços celulares.
• TIA/EIA-627 “800MHz Cellular System, TDMA Radio Interface, Dual-Mode Mobile
Station - Base Station Compatibility Standard”, june 1996.
• TIA/EIA/IS-137-A “TDMA Cellular/PCS Radio Interface - Minimum Performance
Standard for Mobile Stations”, june 1996 - detalha definições, métodos de medida e
requisitos de desempenho mínimo para estações móveis operando nas bandas de
800MHz e 1900MHz. Modificação da recomendação EIA/TIA-628.
• TIA/EIA/IS-138-A “TDMA Cellular/PCS Radio Interface - Minimum Performance
Standard for Base Stations”, june 1996 - detalha definições, métodos de medida e
requisitos de desempenho mínimo para estações base nas bandas de 800 e 1900MHz.
Modificação da recomendação EIA/TIA-629.
• EIA/TIA-41-D “Cellular Radiotelecommunications Intersystem Operations”, november
1997 - descreve os procedimentos necessários para prover ao usuário os serviços que
necessitam a interação entre diferentes sistemas celulares.
75
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136.1-A & TIA/EIA/IS-136.2-A

• O padrão TIA/EIA-IS-136.1-A, “TDMA Cellular/PCS Radio Interface Mobile Station


- Base Station Compatibility - Digital Control Channel”, é um documento sobre o
conjunto de canais lógicos DCCH (Digital Control Channel) com modulação π/4−
DQPSK que é utilizado para o transporte de informações de controle e mensagens
de dados curtas dos usuários entre estações base e móveis. Esse documento
contém especificações sobre a interface aérea do DCCH.

• O padrão TIA/EIA-IS-136.2-A, “TDMA Cellular/PCS Radio Interface Mobile Station


- Base Station Compatibility - Traffic Channel and FSK Control Channel”, é uma
modificação (de caráter não estrutural) do padrão TIA/EIA 627. Aborda os
requisitos para a interface aérea para o canal de controle analógico (ACC - Analog
Control Channel), para o canal de voz analógico (AVC - Analog Voice Channel) e
para o canal de tráfego digital (DTC - Digital Traffic Channel, uma coleção de
canais lógicos com modulação π/4−DQPSK que é utilizada para a transmissão de
informação do usuário e mensagens de controle relacionadas a esses dados,
entre estações base e móveis).

76
Instituto Nacional de Telecomunicações

Padrão TIA/EIA-136

• O padrão TIA/EIA-136, “TDMA Cellular PCS”, march 1999, é o conjunto de documentos


mais recente que especifica todas as características do sistema de telefonia celular e
PCS digital TDMA, inclusive os requisitos de desempenho mínimo da estação móvel e
da estação base. Compreenderá 41 documentos (listados abaixo), dos quais 21
(sublinhados na lista abaixo) estão finalizados até a presente data (novembro/1999).

• TIA/EIA-136-000 - Introdução / lista de partes.


• TIA/EIA-136-0XX - Informações genéricas adicionais; XX = 10, 20.
• TIA/EIA-136-1XX - Especificação dos canais; XX = 00, 10, 21, 22, 23, 31, 32, 33, 40, 50.
• TIA/EIA-136-2XX - Requisitos de mínimo desempenho; XX = 00, 10, 20, 70, 80.
• TIA/EIA-136-3XX - Descrição dos serviços de dados; XX = 00, 10, 20, 30, 50.
• TIA/EIA-136-4XX - Especificação dos codificadores de voz; XX = 00, 10, 20, 30.
• TIA/EIA-136-5XX - Aspectos de segurança; XX = 00, 10.
• TIA/EIA-136-6XX - Transporte de teleserviços; XX = 00, 10, 20, 30.
• TIA/EIA-136-7XX - Descrição dos teleserviços; XX = 00, 10, 20, 30, 40.
• TIA/EIA-136-9XX - Anexos e apêndices; XX = 00, 05, 10.

77
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - canais lógicos do DCCH

DCCH DCCH - Digital


Control Channel
Reverse Forward

RACH SPACH BCCH SCF Reserved

PCH F-BCCH

ARCH E-BCCH

SMSCH S-BCCH

78
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - canais lógicos do DCCH

Random Access Channel (RACH) - Canal reverso e compartilhado usado para


requisição de acesso ao sistema.

SMS Point-to-Point, Paging and Access Response Channel (SPACH) - Canal direto
e compartilhado usado para transmitir informações em broadcast para estações móveis
específicas em relação aos canais SMS ponto a ponto (SMSCH) e Paging (PCH) e para
prover um canal de resposta a acessos, o Access Response Channel (ARCH). O
SPACH pode ser visto como subdividido nos três canais lógicos citados:

DCCH

Paging Channel (PCH) - dedicado à entrega Reverse Forward


de mensagens de busca (pages) e ordens.
Access Response Channel (ARCH) - canal
para o qual uma estação móvel se comuta
SCF Reserved
após um acesso completado através do RACH RACH SPACH BCCH

(Random Access Channel).


SMS Channel (SMSCH) - usado para entrega PCH F-BCCH

de mensagens de teleserviços a uma estação ARCH E-BCCH


móvel específica.
SMSCH S-BCCH

79
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - canais lógicos do DCCH

Reserved Channel - Reservado para uso futuro ou compatibilidade com sistemas


anteriores ao IS-136.

Shared Channel Feedback (SCF) - Dedicado a operações de acesso aleatório.

Broadcast Control Channel (BCCH) - Nomenclatura relacionada aos canais lógicos


diretos e compartilhados F-BCCH, E-BCCH e S-BCCH usados para transportar
informações genéricas relacionadas ao sistema:
DCCH

Fast Broadcast Control Channel Reverse Forward


(F-BCCH) - transmite em broadcast
informações sobre a estrutura do DCCH e
informações necessárias ao acesso ao
SCF Reserved
sistema. RACH SPACH BCCH
Extended Broadcast Control Channel
(E-BCCH) - transmite em broadcast
PCH F-BCCH
informações temporalmente menos
críticas que as contidas no F-BCCH. ARCH E-BCCH

SMS Broadcast Control Channel SMSCH S-BCCH


(S-BCCH) - usado para broadcast do
serviço de mensagens (SMS).
80
Layer 3 Message

Instituto Nacional de Telecomunicações


PD MT Information Element(s) & Padding Layer 3

L2 Layer 3 Tail L2 Layer 3 Tail L2 Layer 3 Tail


CRC Layer 2
Header Information CRC Bits Header Information CRC Bits Header Information Bits
Layer 2 Frame

Channel Coding
TIA/EIA/IS-136
Interleaving
- mapeamento
de mensagem One FDCCH time slot
SYNC SCF DATA CSFP DATA SCF RSVD
(6.7 ms duration)

Physical
TDMA Frame Layer

TDMA Block

Time Time Time Time Time Time Time Time Time Time Time Time Time
Slot Slot Slot Slot Slot Slot Slot Slot Slot Slot Slot Slot Slot
1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 1

SFP SFP SFP SFP SFP SFP SFP SFP SFP SFP SFP SFP
=0 =1 =2 =3 =4 =5 =6 =7 =8 =9 = 30 = 31

Superframe - 32 slots (0.64 sec duration)


81
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - canalização para operação em 1900MHz

Largura de Número Canal Freqüência central de


Banda faixa (MHz) de canais limite transmissão (MHz)

* Esse canal não se Número Móvel Base


encaixa em uma única Não usado 1 1 1850.010 1930.050
banda (A, B, C, D, E ou A 15 497 2 1850.040 1930.080
F). Uma estação móvel 498 1864.920 1944.960
capaz de operar em
A,D * 1 499 1864.950 1944.990
qualquer banda dever
A,D * 1 500 1864.980 1945.020
ser capaz de operar
no(s) canal(is) limites A,D * 1 501 1865.010 1945.050
associados. D 5 164 502 1865.040 1945.080
665 1869.930 1949.970
Nota - a operação em D,B * 1 666 1869.960 1950.000
800MHz segue a mesma D,B * 1 667 1869.990 1950.030
canalização do padrão
B 15 498 668 1870.020 1950.060
EIA/TIA-553 (AMPS).
1165 1884.930 1964.970

Transmissor Número do canal Freqüência central (MHz)


Móvel 1 ≤ N ≤ 1999 0.030 N + 1849.980
Base 1 ≤ N ≤ 1999 0.030 N + 1930.020
82
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - canalização para operação em 1900MHz


Largura de Número Canal Freqüência central de
Banda faixa (MHz) de canais limite transmissão (MHz)
Número Móvel Base
* Esse canal não se B,E * 1 1166 1884.960 1965.000
encaixa em uma única B,E * 1 1167 1884.990 1965.030
banda (A, B, C, D, E ou E 5 165 1168 1885.020 1965.060
F). Uma estação móvel 1332 1889.940 1969.980
capaz de operar em
E,F * 1 1333 1889.970 1970.010
qualquer banda dever
ser capaz de operar E,F * 1 1334 1890.000 1970.040
no(s) canal(is) limites F 5 164 1335 1890.030 1970.070
associados. 1498 1894.920 1974.960
F,C * 1 1499 1894.950 1974.990
Nota - a operação em F,C * 1 1500 1894.980 1975.020
800MHz segue a mesma
F,C * 1 1501 1895.010 1975.050
canalização do padrão
C 15 497 1502 1895.040 1975.080
EIA/TIA-553 (AMPS).
1998 1909.920 1989.960
Não usado 1 1999 1909.950 1989.990
Transmissor Número do canal Freqüência central (MHz)
Móvel 1 ≤ N ≤ 1999 0.030 N + 1849.980
Base 1 ≤ N ≤ 1999 0.030 N + 1930.020
83
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - potências de transmissão (800MHz)

Nível de Mobile ERP nominal (dBW) para as


potência da Attenuation
estação móvel Code classes de potênica da estação móvel
(PL) (MAC) I II III IV V VI VII VIII
0 0000 6 2 –2 –2 • • • •
1 0001 2 2 –2 –2 • • • •
2 0010 –2 –2 –2 –2 • • • •
3 0011 –6 –6 –6 –6 • • • •
4 0100 –10 –10 –10 –10 • • • •
5 0101 –14 –14 –14 –14 • • • •
6 0110 –18 –18 –18 –18 • • • •
7 0111 –22 –22 –22 –22 • • • •
Somente para estações móveis DUAL-MODE
8 1000 –22 –22 –22 –26 ± 3 dB • • • •
9 1001 –22 –22 –22 –30 ± 6 dB • • • •
10 1010 –22 –22 –22 –34 ± 9 dB • • • •

84
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - potências de transmissão (1900MHz)

Nível de potência Mobile ERP nominal (dBW) para as


da estação móvel Attenuation classes de potênica da estação móvel
Code
(PL) (DMAC) II III IV V VI VII VIII
0 0000 0 • –2 • • • •
1 0001 0 • –2 • • • •
2 0010 –2 • –2 • • • •
3 0011 –6 • –6 • • • •
4 0100 –10 • –10 • • • •
5 0101 –14 • –14 • • • •
6 0110 –18 • –18 • • • •
7 0111 –22 • –22 • • • •
8 1000 –26 ± 3 dB • –26 ± 3 dB • • • •
9 1001 –30 ± 6 dB • –30 ± 6 dB • • • •
10 1010 –34 ± 9 dB • –34 ± 9 dB • • • •

85
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - características da modulação (modo analógico)

• Nos canais analógicos, antes da modulação em FM o sinal de voz é


processado na seqüência: ajuste de nível de áudio, compressão,
filtragem pré-ênfase, limitação de desvio e filtragem pós-limitação de
desvio. Excetuando-se o ajuste de nível, o processamento é da
mesma forma que prevê o padrão EIA/TIA-553.
• O ajuste de nível de áudio é feito para haja compatibilidade entre o
nível de áudio e aquele necessário para o correto funcionamento do
codificador de voz VSELP ou EFR (aquele abordado pelo padrão IS-
641: “800 MHz Cellular System, TDMA Radio Interface, Enhanced
Full-Rate Speech Codec” ) no modo digital.
• A codificação e modulação da sinalização digital de faixa larga para
o modo analógico seguem as mesmas recomendações do padrão
EIA/TIA-553 (codificação manchester, modulação FSK a 10Kbps).

86
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - características da modulação (modo digital)

Modulação para os canais de controle e tráfego: π /4-DQPSK (π/4 shifted,


differentially encoded quadrature phase shift keying). Nela a seqüência de
informação é convertida para a forma paralela (1 entrada e duas saídas) e
codificada de forma diferencial; os pulsos resultantes são aplicados a filtros
passa-baixa (baseband filters) tipo raiz de cosseno elevado (root raised cosine);
os sinais nas saídas dos filtros modulam as portadoras em fase e quadratura.

Notar as possíveis trajetórias de fase da portadora, nunca superiores a ±3π/4,


requisito para que a envoltória do sinal a ser amplificado tenha menos variações
que a de uma modulação QPSK convencional.

Os símbolos são representados por um desvio de fase da portadora e não por


valores absolutos dessa fase. Erros mais prováveis (entre símbolos adjacentes)
corresponderão a um único erro de bit.

Os dois slides seguintes ilustram o que neste slide está registrado.

87
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - características da modulação (modo digital)

Xk lk
b Serial
m Differential
-to-
phase
parallel
Yk encoding Qk
converter

As seqüências de dados digitais (X k) e (Yk) são codificadas em (I k) e (Qk) de acordo com:

Ik = Ik–1 cos[∆Φ(Xk,Yk)] − Q k–1 sin[∆Φ(Xk,Yk)]

Qk = Ik–1 sin[∆Φ(Xk,Yk)] + Q k–1 cos[∆Φ(Xk,Yk)]

onde Ik–1, Q k–1 são as amplitudes no intervalo de pulso anterior. O desvio de fase ∆Φ é
determinado de acordo com a tabela:

Xk Yk ∆Φ
1 1 -3π/4
0 1 3π/4
0 0 π/4
1 0 -π/4

88
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - características da modulação (modo digital)

Baseband
Filters
multiplier
l
k

A cos(w ct)
source
s(t)

90°

-A sin(wct)

Qk
multiplier

89
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - estrutura do canal de controle digital (quadro)

Um quadro = 1944 bits (972 Símbolos) = 40ms. (25 quadros por segundo)
←→
Time Slot 1 Time Slot 2 Time Slot 3 Time Slot 4 Time Slot 5 Time Slot 6
←→ ←→
1 bloco TDMA 1 Time Slot

Cada slot transporta 162 símbolos (324 bits). Um bloco TDMA consiste de
metade de um quadro TDMA (slots 1 a 3 ou 4 a 6). As posições dos bits (BP
– Bit Position) nos bursts direto e reverso são numeradas seqüencialmente de
1 a 324.

90
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - estrutura do canal de controle digital (slot)

Slot Normal MS →BMI no DCCH

G R PREAM SYNC DATA SYNC+ DATA


6 6 16 28 122 24 122

Slot Abreviado MS →BMI no DCCH

G R PREAM SYNC DATA SYNC+ DATA AG


6 6 16 28 122 24 78 44

Slot BMI →MS no DCCH

SYNC SCF DATA CSFP DATA SCF RSVD


28 12 130 12 130 10 2

AG - Guard Time for Abbreviated RACH Burst R - Ramp Time


CSFP - Coded Super Frame Phase RSVD - Reserved Field, set to 11
DATA - Coded Information Bits SCF - Shared Channel Feedback
G - Guard Time SYNC - Synchronization
PREAM - Preamble SYNC+ - Additional Synchronization

BMI - Base Station, MSC and Interworking Function (IS-41)


91
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - mapeamento da informação de usuário

A informação do usuário sofre adição de CRC, interleaving e codificação de canal


(código convolucional de taxa 1/2) e é mapeada no campo DATA em cada slot.
Esse campo possui 260 bits no link direto e 244 bits para slot normal ou 200 bits
para slot abreviado no link reverso.

Antes da codificação de canal tem-se a formação:

Partição dos dados antes da codificação de canal


Cabeçalho L2 Informação L3 CRC cauda
← 109/101/79→ 16 5

O comprimento dos blocos L2 + L3 é função do tipo de canal lógico:


SPACH e BCCH: = 130-16-5 = 109
RACH (normal): = 122-16-5 = 101
RACH (abreviado): = 100-16-5 = 79

92
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - interleaving da informação codificada

No canal DCCH direto, os 260 bits de saída do codificador, numerados 0 - 259


conforme a ordem de saída, a cada quadro carregam pelas colunas um bloco de
interleaving de 13 linhas por 20 colunas da forma ilustrada abaixo:

0 13 26 ... 234 247


1 14 27 ... 235 248
2 15 28 ... 236 249
... ... ... ... ... ...
11 24 37 ... 245 258
12 25 38 ... 246 259

A transmissão é feita na ordem: 0,13,...,247 (linha 0), 2,15,...249 (linha 2),...


,12,25,...,259 (linha 12), 1,14,...,248 (linha 1), 3,16,...,25 (linha 3),...,
11,24,...,258 (linha 11).

93
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - interleaving da informação codificada

No canal DCCH reverso, burst de comprimento normal, os 244 bits de saída do


codificador, numerados 0 - 243 conforme a ordem de saída, a cada quadro
carregam pelas colunas um bloco de interleaving de 12 linhas por 21 colunas da
forma ilustrada abaixo:

0 12 24 ... 228 240


1 13 25 ... 229 241
2 14 26 ... 230 242
3 15 27 ... 231 243
... ... ... ... ... N/A
11 23 35 ... 239 N/A

N/A - Não aplicável - a coluna 20 tem preenchimento parcial com 4 bits.

A transmissão é feita na ordem: 0,12,...,240 (linha 0),...,10,22,...,238 (linha 10),


1,13,...,241 (linha 1),..., 11,23,...,239 (linha 11).

94
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - interleaving da informação codificada

No canal DCCH reverso, burst de comprimento abreviado, os 200 bits de saída


do codificador, numerados 0 - 199 conforme a ordem de saída, a cada quadro
carregam pelas colunas um bloco de interleaving de 12 linhas por 17 colunas da
forma ilustrada abaixo:

0 12 24 ... 180 192


1 13 25 ... 181 193
... ... ... ... ... ...
7 19 31 ... 187 199
8 20 32 ... 188 N/A
9 21 33 ... 189 N/A
10 22 34 ... 190 N/A
11 23 35 ... 191 N/A

N/A - Não aplicável - a coluna 16 tem preenchimento parcial com 8 bits.

A transmissão é feita na ordem: 0,12,...,192 (linha 0),...,10,22,...,190 (linha 10),


1,13,...,193 (linha 1),..., 11,23,...,191 (linha 11).

95
Instituto Nacional de Telecomunicações TIA/EIA/IS-136 - Superframe no DCCH

Seqüência de canais lógicos (veja ilustração abaixo). O número mínimo e máximo


de slots para cada canal lógico é determinado por norma (veja abaixo), sendo o
número total de slots em um Superframe é de 32 para DCCH full-rate e de 16 para
DCCH half-rate. Há ainda o Hiperframe, formado por dois Superframes e o Paging
Frame, formado por 2 ou mais Hiperframes.

DCCH Full-Rate DCCH Half-Rate


Min Max Min Max
F-BCCH (F) 3 10 3 10
E-BCCH (E) 1 8 1 8
S-BCCH (S) 0 15 0 11
Reservado (R) 0 7 0 7
SPACH 2 28 2 12

← Um Superframe = 16 frames TDMA = 640 ms→

DCCH F-BCCH E-BCCH S-BCCH Reservado SPACH


F ... F E ... E S ... S R ... R ...
SFP 0 ... 31
96
Instituto Nacional de Telecomunicações TIA/EIA/IS-136 - off-set e alinhamento temporal

Na estação móvel, o off-set temporal entre as temporizações de quadro nos links


direto e reverso, sem avanço temporal aplicado, é de 1 slot mais 45 símbolos (207
períodos de símbolo): o slot 1 do quadro N no link direto ocorre 207 períodos de
símbolo após o slot 1 do quadro N na direção reversa, sem avanço de temporização.
Essa medida facilita o processo de comunicação full-duplex, pois um duplexer pode
ser substituído por uma chave “transmite/recebe”. O avanço de temporização é
comandado pela estação base em incrementos inteiros de metade de um símbolo,
de forma a sincronizar novos usuários aos quais são alocados novos slots.

Início do slot do canal


Fim do slot do canal digital digital de tráfego direto
de tráfego reverso Off-set de
referência
padrão :
Avanço período de
temporal 207
símbolos

Burst de
transmissão da EM

Slot de transmissão da estação base sincronismo

97
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - canal de tráfego digital

Dedicado ao transporte da informação e mensagens de sinalização do usuário


entre estação base e estação móvel e vice-versa:

Canal de
tráfego

Informação FACCH SACCH


do usuário

Fast Associated Control Channel (FACCH) - canal blank-and-burst usado para troca
de mensagens de sinalização entre a estação base e a estação móvel.
Slow Associatec Control Channel (SACCH) - canal com transmissão contínua
utilizado para troca de mensagens de sinalização entre a estação base e a estação
móvel. Um certo número de bits é reservado ao SACCH em cada slot TDMA.
Informação do usuário (User Information) e dados FACCH não podem ser enviados
simultaneamente. 98
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - estrutura do canal de tráfego

Um canal de 30KHz é compartilhado temporalmente, contendo 6 slots. Cada


canal de tráfego ocupa os slots 1 e 4, 2 e 5 ou 3 ou 6 se o codificador de voz é
do tipo full-rate (7950bps) e ocupa os slots 1, 2, 3, 4, 5, ou 6 se o codificador
de voz é do tipo half-rate (3975bps). Esse último codificador ainda não se
encontra disponível comercialmente. A taxa de voz digitalizada, após inclusão
de redundância para detecção e correção de erros é de 13Kbps (gross rate).

Formato de quadro TDMA

Um Frame = 1944 bits (972 Símbolos) = 40 ms. (25 frames por segundo)
←→
Slot 1 Slot 2 Slot 3 Slot 4 Slot 5 Slot 6
←→
Um Slot

99
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - estrutura do canal de tráfego

Formato de Slot TDMA

6 6 16 28 122 12 12 122

G R DATA SYNC DATA SACCH CDVCC DATA

Estação Móvel para Estação Base (os números indicam número de bits)

28 12 130 12 130 1 11

SYNC SACCH DATA CDVCC DATA RSVD = 1 CDL

Estação Base para Estação Móvel (os números indicam número de bits)

G– Guard Time CDVCC – Coded Digital Verification Color Code


R– Ramp Time SYNC – Synchronization and Training
DATA – User Information or FACCH CDL - Coded Digital Control Channel Locator
SACCH – Slow Associated Control Channel RSVD – Reserved

100
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - codificação de voz e de canal

Codificadores full-rate VSELP (Vector Sum Excited Linear Predictive) ou EFR


(Enhanced Full-Rate, conforme padrão IS-641) a 7950bps.
O codificador VSELP produz um quadro de voz a cada 20ms, contendo 159 bits.
Devido ao atraso causado pela interface aérea entre a estação base e a estação
móvel, que pode exceder 100ms, há necessidade de implementação de técnica
para cancelamento de eco, a critério do fabricante, a qual deve satisfazer uma
ERL (Echo Return Loss) mínima de 45dB.

Antes do processo de codificação de canal os 159 bits de cada quadro de voz


(20ms) são separados em duas classes. Há 77 bits na classe 1 e 82 bits na
classe 2. A classe 1 é a parte que sofre codificação de canal convolucional. Na
classe 1, os 12 bits mais significativos (em termos de percepção da qualidade da
voz) passam pelo processo de adição de CRC (Cyclic Redundancy Check) que
gera 7 bits que são adicionados aos 77 da classe 1 para posterior codificação
convolucional de taxa 1/2. Os bits da classe 2 não sofrem nenhum tipo de
proteção contra erros. A codificação de canal para o codificador EFR é
especificada pela norma IS-641.
101
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - codificação de canal para voz

Perceptually
Significant 5 Tail Bits
Bits

7-bit
CRC
Computation 7
Spe 2-
ech
Rate 1/2 17 Voi
Slot
Convolutional 8 ce
Cod 7 Coded
Cip 26 Inte 26
er Coding Class-1 rlea
7
Class-1 bits her 0 ver 0
bits

8
Class-2 bits 2

102
Instituto Nacional de Telecomunicações TIA/EIA/IS-136 - interleaving

Após a codificação de canal, cada grupo de dois quadros adjacentes de


voz é entrelaçado dentro de dois slots temporais. Em outras palavras,
cada slot contém metade dos dados de cada um conjunto de dois
quadros de voz. Os bits de voz preenchem, pelas colunas, um arranjo
de entrelaçamento de ordem 26 x 10, conforme mostrado no slide
seguinte. Dois quadros de voz consecutivos são identificados por x e y,
onde x representa o quadro anterior e y o atual ou mais recente.
Somente 130 bits do total de 260 são fornecidos aos quadros x e y. Os
dados de voz codificados correspondentes a dois quadros consecutivos
são dispostos no arranjo de tal forma que os bits das classes 1 e 2
sejam “misturados”. Os dados são retirados seqüencialmente pelas
linhas do arranjo. O interleaving para o codificador EFR é especificado
pela norma IS-641.

O processo de entrelaçamento para os dados FACCH é idêntico ao


mencionado. Contudo, uma palavra SACCH codificada utiliza
interleaving diagonal que abrange 12 slots consecutivos por cada
palavra SACCH codificada de 12 bits por quadro de 20ms.
103
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - interleaving para voz e dados FACCH

0 x 26 x 52 x 78 x 104 x 130 x 156 x 182 x 208 x 234 x


1 y 27 y 53 y 79 y 105 y 131 y 157 y 183 y 209 y 235 y
2 x 28 x 54 x 80 x 106 x 132 x 158 x 184 x 210 x 236 x
... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
12 x 38 x 64 x 90 x 116 x 142 x 168 x 194 x 220 x 246 x
13 y 39 y 65 y 91 y 117 y 143 y 169 y 195 y 221 y 247 y
... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
24 x 50 x 76 x 102 x 128 x 154 x 180 x 206 x 232 x 258 x
25 y 51 y 77 y 103 y 129 y 155 y 181 y 207 y 233 y 259 y

Quadros Quadros
de voz de voz
x and y y and z

40 ms
Bits da Classe 1 são codificados com código convolucional ,
entrelaçados temporalmente com bits da classe 2 e transmitidos em 2 slots.
104
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - codificação de canal para dados FACCH e SACCH

A codificação de canal utilizada para dados FACCH é diferente daquela


utilizada para dados de voz. Um bloco de dados FACCH contém 49 bits
de dados por cada quadro de 20ms. Um CRC 16 é adicionado ao final de
cada um desses blocos, fornecendo uma palavra código FACCH de 65
bits. Estes 65 bits passam então por um codificador convolucional de taxa
R = ¼ e constraint length K = 6, resultando em 260 bits FACCH a cada
quadro de 20ms. Um bloco de dados FACCH ocupa a mesma banda que
um quadro de voz codificada (20ms) e, assim, dados de voz podem ser
trocados por dados FACCH para transmissão no canal de tráfego digital
DTC.

Uma palavra de dados SACCH consiste de 6 bits a cada quadro de voz


de 20ms. Esses dados passam por um codificador convolucional com
taxa R = ½ e constraint length K = 5 para produzir 12 bits codificados a
cada quadro de 20ms, ou 24 bits codificados a cada quadro do padrão
(40ms).
105
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - outros dados do canal de tráfego

Taxa total do canal de tráfego full-rate - 13Kbps.


Tempo de guarda e Rump Up - duração igual a 3 símbolos, para cada um.
Palavra de sincronismo e identificação de slot - são definidas 6 palavras de
sincronismo que possuem boas propriedades de autocorrelação e de correlação
cruzada para estabelecimento de sincronismo e identificação do slot.
CDVCC - Coded Digital Verification Color Code - utilizado para distinguir o
tráfego desejado de tráfegos co-canais (similar ao SAT do padrão EIA/TIA 553).
Codificação do DVCC: Hammming (12,8).
CDL - Coded Digital Control Channel Location - contém informações para
auxiliar a estação móvel na localização de um canal de controle. Especifica uma
faixa de freqüências dentro da qual a estação móvel deverá procurar por um
canal de controle.
Equalização - o padrão TIA/EIA/IS-136 não especifica um equalizador. A
implementação ou não fica a cargo do fabricante do equipamento.
Demodulação - o padrão TIA/EIA/IS-136 não especifica uma forma de
demodulação do sinal π/4-DQPSK. A técnica utilizada fica a cargo do fabricante
do equipamento.

106
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - limitações nas emissões em RF

Transmissores analógicos: - produtos de modulação fora da região de


±20KHz da portadora não devem exceder um nível 26dB abaixo da
portadora não modulada, 45dB para a faixa ±45KHz e 60dB ou
43+10log(potência média de saída em Watts) - o que for maior - para a
faixa de ±90KHz.

Transmissores digitais: - potências das emissões fora da região de


±30KHz da portadora não devem exceder um nível 26dB abaixo da
potência média de saída, 45dB para a faixa ±60KHz, 45dB ou -13dBm -
o que resultar em menor potência - para a faixa de ±90KHz e potências
de transmissão menores que 50W e 60dB para a faixa de ±90KHz para
potências maiores que 50W .

As técnicas de medida para a estação móvel e para a estação base são


abordadas nas normas EIA-19-B e EIA/TIA-712, TIA/EIA/IS-137-A e
TIA/EIA/IS-138-A .
107
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - segurança e identificação

• MIN (Mobile Identification Number) - composto por 34 bits formados a


partir de uma codificação específica do número telefônico do
assinante (10 dígitos).
• ESN (Electronic Serial Number) - composto por 32 bits formados a
partir de uma identificação do fabricante (MFR - Manufacturer’s code)
e do número de série do terminal.
• SCM (Station Class Mark) - composto por 5 bits, informa a classe de
potência (I a VIII), o modo de transmissão (contínuo ou descontínuo) e
a banda de trabalho (20 ou 25MHz) do terminal móvel.
• Registration Memory - armazena dados sobre a temporização do
processo de autenticação autônoma (21 bits) e o SID (System
Identification) (15 bits). Armazena também 12 bits que indicam
mudanças na área de localização do terminal. Após o desligamento
do terminal essas informações devem ser mantidas por um tempo
maior que 48 horas.

108
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA/IS-136 - segurança e identificação

• Access Overload Class - 4 bits armazenados na estação móvel e


utilizados para identificar que campo das mensagens de overload controla
as tentativas de acesso pela estação móvel.
• Extended Address Method - 1 único bit armazenado na estação móvel
para determinar se a palavra de endereçamento estendido (contendo o
MIN, bits 24 - 33 e outros dados) deve ser incluída nas tentativas de
acesso.
• First Paging Channel - 11 bits armazenados na estação móvel para
identificar o número do primeiro canal de paging que deve ser monitorado.
• SID (Home System Identification) - 15 bits dos quais os bits 0 - 12
identificam o sistema especificamente e os bits 14 e 13 são (00 - Estados
Unidos, 01 - outros países, 10 - Canadá, 11 - México).
• Local Control Option - meio que permite ao usuário informar se a
estação móvel deve tomar certas ações a partir comandos utilizados para
customização de operações do tipo user groups.
• Preferred System Selection (800MHz) - meio que permite ao usuário
selecionar o sistema preferido (A ou B).
109
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA/IS-136 - segurança e identificação

• Autenticação - troca de informações entre a estação móvel e a estação


base de forma que a “identidade” da estação móvel seja confirmada.

O processo de autenticação é feito a partir do SSD (Shared Secret Data),


do MIN e do ESN. O SSD é um padrão de 128 bits computado a partir de
uma chave código de 64 bits e de um número aleatório de 32 bits
armazenados na estação móvel. Dos 128 bits do SSD, 64 são utilizados
pelo processo de autenticação e os demais são utilizados para prover
privacidade / confidencialidade na comunicação.

O processo de autenticação ocorre na inicialização e término de chamada


e durante a mesma, por ordem do sistema.

A chave código, chamada A-key, é conhecida apenas pela estação móvel


e pelo HLR/AC (Home Location Register / Authentication Center) do
sistema. O SSD, e não a A-key, é computado nesses locais e enviado a
sistemas visitados através da rede IS-41.
110
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA/IS-136 - segurança e identificação

• criptografia - algumas mensagens de sinalização e os canais de tráfego


sofrem algum tipo de proteção, em termos de sigilo, de seu conteúdo.
Esse sigilo (modesto, como cita a norma) é implementado a partir de
algoritmos apropriados de criptografia.

Requisições para criptografia do sinal de voz ou dos dados de controle


podem ou não ser atendidas pela estação base. O usuário não pode
assumir que sua requisição foi aceita e está em operação até que a
estação base a confirme (através da alocação do canal de tráfego digital,
por exemplo). A requisição para o modo de segurança também pode ser
feita após a alocação do canal de tráfego e a mudança para esse modo
ocorrerá por decisão da estação base e será comunicada à estação
móvel.

Os algoritmos de criptografia são apresentados com restrições nas


normas e são objeto de controle de distribuição pela TIA.

111
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - supervisão

• SAT (Supervisory Audio Tone) - uma entre 3 freqüências (5970,


6000 e 6030Hz) transmitida em FM pela base. O terminal móvel
deve detectar, filtrar e retransmitir um tom SAT no canal de voz de
forma que interferências de estações/móveis co-canais sejam
detectadas - um receptor (no móvel ou na base) que recebe um SAT
que não tem correspondência correta com o SCC (SAT Color Code)
ordena o desligamento do transmissor. A monitoração do SAT é feita
continuamente ou no mínimo a cada 250ms. Após 5s de não
detecção (ou detecção incorreta) do SAT a chamada é terminada
pelo sistema.
• ST (Signaling Tone) - tom de 10KHz enviado pelo terminal móvel e
utilizado para requisição de fim de chamada, flash ou confirmação
de ordens.
• Os sinais SAT e ST são combinados para fornecerem informações
sobre uma série de eventos ocorridos durante uma chamada. Nesse
caso a presença/ausência desses sinais é indicada pelas
combinações (SAT, ST) = (0,0), (0,1), (1,0) e (1,1).
112
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - supervisão

• DVCC (Digital Verification Color Code) - os canais digitais são


“marcados” com um DVCC de 8 bits codificado em 12 bits (código de
Hamming), o CDVCC (Coded DVCC). O CDVCC é utilizado para
distinguir o canal de tráfego desejado de um outro co-canal.

• FACCH (Fast Associated Control Channel) - canal blank-and-burst


usado para troca de mensagens de controle e supervisão entre a
estação base e a estação móvel.

• SACCH (Slow Associated Control Channel) - canal com transmissão


contínua (paralela à voz) utilizado para troca de mensagens de
sinalização entre a estação base e a estação móvel. Um certo
número de bits é reservado ao SACCH em cada slot TDMA.

113
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA/IS-136 - Mobile Assisted Handoff

Processo através do qual há grande colaboração da estação móvel para o


processo de handoff (MAHO = Mobile Assisted HandOff = handoff
assistido pelo móvel).

Nele a estação móvel reporta à estação base informações sobre a


qualidade do sinal no canal de RF através de medidas de intensidade de
sinal (RSSI - Received Signal Strength Information) e taxa de erro de bit
(BER - Bit Error Rate).

As mensagens do MAHO são: ordem de início de medidas (da estação


base para a estação móvel, com correspondente mensagem de
reconhecimento da estação móvel para a estação base); ordem de pausa
no processo de medida (base para móvel, com reconhecimento);
qualidade do canal (móvel para base, sem reconhecimento).

A norma detalha os métodos utilizados para as medidas de RSSI e BER e


os correspondentes códigos enviados para representá-las.
114
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA/IS-136 - outras informações importantes

Processamento de chamadas - é similar àquele citado como exemplo para o


padrão EIA/TIA-553. A diferenciação mais importante se refere ao processo de
alinhamento temporal que é realizado pela primeira vez durante a fase de
acesso ao sistema.

Sinalização para o modo analógico - compatível com a sinalização em faixa


larga abordada para o padrão EIA/TIA-553.

Sinalização para o modo digital - o formato específico de cada mensagem


de ordem, requisição ou confirmação entre estação base e estação móvel e
vice-versa é abordado na norma TIA/EIA/IS-136 e não é aqui citado devido ao
volume elevado dessas mensagens.

Alguns dados constantes das normas não foram apresentados nesses slides.
Somente aqueles considerados de maior importância foram contemplados.
Dessa forma, não se deve considerar esse material como tendo caráter
normativo.
115
Instituto Nacional de Telecomunicações

Padrão para sistema celular/PCS CDMA.

TIA/EIA-95-B

116
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA-95-B - visão geral

• Sistema de telefonia celular/PCS CDMA.


• Primeiro desenvolvimento pela Qualcomm® e aplicação comercial em 1994.
• Utilizado em praticamente todo o mundo, com predominância (hoje) na Korea.
• Sistema dual-band (800/1900MHz) & dual-mode (digital CDMA / analógico AMPS)
com acesso CDMA/FDMA e duplexação FDD (45MHz).
• Largura de faixa de transmissão: 1.23MHz.
• Utiliza técnica de espalhamento espectral por seqüência direta.
• Link direto: 64 códigos Walsh para ortogonalidade entre os usuários, seqüência
longa (comprimento de 242 - 1 chips) à taxa de 19200bps para embaralhamento,
espalhamento em quadratura por seqüências piloto de comprimento 215 chips a
1.2288Mchips/s.
• Link reverso: códigos Walsh para modulação ortogonal; espalhamento pelo código
longo (1.2288Mchips/s) e, em quadratura, pelo código piloto (1.2288Mxchips/s).
• Codificação convolucional de canal com taxa 1/2 no link direto e 1/3 no link reverso.
• Canal piloto para sincronismo, detecção coerente e medida de intensidade de sinal
no terminal móvel (período de transmissão do sinal espalhado sem dados).
• Soft Capacity, Soft Handoff; receptor RAKE.
• Taxa de transmissão variável em função da atividade da voz.
117
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA-95-B - normas relacionadas

• EIA/TIA-41-D “Cellular Radiotelecommunications Intersystem Operations”,


november 1997 - descreve os procedimentos necessários para prover ao usuário os
serviços que necessitam a interação entre diferentes sistemas celulares.
• EIA IS-19-B “Recommended Minimum Standards for 800MHz Cellular Subscriber
Units” - detalha definições, métodos de medida e características em termos do
desempenho mínimo do terminal móvel.
• EIA/TIA-712 (substitui a EIA 20-A) “Recommended Minimum Standards for 800MHz
Cellular Base Stations” - detalha definições, métodos de medida e características
em termos do desempenho mínimo da estação rádio base.
• TIA-664 “Cellular Features Description” - recomenda planos para implementação de
características uniformes dos serviços celulares.
• TIA/EIA-97-B “Recommended Minimum Performance Standards for Base Stations
Supporting Dual-Mode Spread Spectrum Cellular Mobile Stations”, August 1998.
• TIA/EIA-98-B “Recommended Minimum Performance Standards for Dual-Mode
Spread Spectrum Cellular Mobile Stations Base Stations”, August 1998.
• ANSI J-STD-018 “Recommended Minimum Performance Requirements for 1.8 to
2.0GHz Code Division Multiple Access (CDMA) Personal Stations.
• ANSI J-STD-019 “Recommended Minimum Performance Requirements for Base
Stations Supporting 1.8 to 2.0GHz Code Division Multiple Access (CDMA) Personal
Stations.
118
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA-95-B - modo analógico

• A maioria dos requisitos para operação do padrão TIA/EIA-95-B no modo


analógico - a saber: características do transmissor e receptor em termos
de faixa de freqüências, potências de saída, limitações nas emissões em
RF, modulação e demodulação, sinalização de faixa larga (FSK),
segurança e identificação, supervisão da chamada e detecção de mal
funcionamento - seguem de forma muito próxima aqueles requisitos
especificados para o padrão EIA/TIA-553.

• Dos requisitos que sofrem alguma alteração, o processamento de


chamada é o que mais é afetado. Além disso, nos formatos de
sinalização são incluídas novas mensagens. Contudo, é mantida grande
similaridade no que diz respeito aos principais elementos que nessa
apresentação são abordados. Maiores detalhes devem ser obtidos no
conjunto de documentos que formam o padrão TIA/EIA-95-B.

119
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA-95-B - alocação de freqüências CDMA (800MHz)

Faixa de transmissão (MHz)


Banda
Estação móvel Estação base
824,025 – 835,005 869,025 – 880,005
A
844,995 – 846,495 889,995 – 891,495
835,005 – 844,995 880,005 – 889,995
B
846,495 – 848,985 891,495 – 893,985
Correspondência de freqüências CDMA para banda Classe 0
Nota: Classe 0 significa operação em 800MHz

Numero Freqüência central


Transmissor
do canal em MHz
1 ≤ N ≤ 777 0,03N + 825,000
Móvel
1013 ≤ N ≤ 1023 0,03(N – 1023) + 825,000
1 ≤ N ≤ 777 0,03N + 870,000
Base
1013 ≤ N ≤ 1023 0,03(N – 1023) + 870,000

Cálculo da freqüência central CDMA do canal número N na banda Classe 0

120
TIA/EIA-95-B - alocação de freqüências CDMA (800MHz)
Instituto Nacional de Telecomunicações

Numeração Freqüência central Freqüência central


Banda Alocação
do canal móvel – base, MHz base - móvel, MHz

Não válida 991 – 1012 824,040 – 824,670 869,040 – 869,670


A” (1MHz)
Válida 1013 – 1023 824,700 – 825,000 869,700 – 870,000

Válida 1 – 311 825,030 – 834,330 870,030 – 879,330


A (10MHz)
Não válida 312 – 333 834,360 – 834,990 879,360 – 879,990

Não válida 334 – 355 835,020 – 835,650 880,020 – 880,650


B (10MHz) 835,680 – 844,320 880,680 – 889,320
Válida 356 – 644
Não válida 645 – 666 844,350 – 844,980 889,350 – 889,980

Não válida 667 – 688 845,010 – 845,640 890,010 – 890,640


A’ (1,5MHz) 845,670 – 845,820 890,670 – 890,820
Válida 689 – 694
Não válida 695 – 716 845,850 – 846,480 890,850 – 891,480

Não válida 717 – 738 846,510 – 847,140 891,510 – 892,140


B’ (2,5MHz) 847,170 – 848,310 892,170 – 893,310
Válida 739 – 777
Não válida 778 - 799 848,340 – 848,970 893,340 – 893,970

Numeração dos canais CDMA e freqüências para a banda Classe 0

Banda Numeração dos canais preferidos

A 283 (primário) e 691 (secundário)


B 384 (primário) e 777 secundário

Alocação preferida CDMA para a banda Classe 0 121


TIA/EIA-95-B - alocação de freqüências CDMA (800MHz)
Instituto Nacional de Telecomunicações

991 992 993 994 995 996 997 998 999 1000 1001 1002 1003 1004 1005 1006 1007 1008 1009 1010 1011
1012 1013 1014 1015 1016 1017 1018 1019 1020 1021 1022 1023 1 2 3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51
52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72
73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93
94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114
115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135
136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 156
157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 172 173 174 175 176 177
178 179 180 181 182 183 184 185 186 187 188 189 190 191 192 193 194 195 196 197 198
199 200 201 202 203 204 205 206 207 208 209 210 211 212 213 214 215 216 217 218 219
220 221 222 223 224 225 226 227 228 229 230 231 232 233 234 235 236 237 238 239 240
241 242 243 244 245 246 247 248 249 250 251 252 253 254 255 256 257 258 259 260 261
262 263 264 265 266 267 268 269 270 271 272 273 274 275 276 277 278 279 280 281 282
283 284 285 286 287 288 289 290 291 292 293 294 295 296 297 298 299 300 301 302 303
304 305 306 307 308 309 310 311 312 313 314 315 316 317 318 319 320 321 322 323 324
325 326 327 328 329 330 331 332 333 334 335 336 337 338 339 340 341 342 343 344 345
346 347 348 349 350 351 352 353 354 355 356 357 358 359 360 361 362 363 364 365 366
367 368 369 370 371 372 373 374 375 376 377 378 379 380 381 382 383 384 385 386 387
388 389 390 391 392 393 394 395 396 397 398 399 400 401 402 403 404 405 406 407 408
409 410 411 412 413 414 415 416 417 418 419 420 421 422 423 424 425 426 427 428 429
430 431 432 433 434 435 436 437 438 439 440 441 442 443 444 445 446 447 448 449 450
451 452 453 454 455 456 457 458 459 460 461 462 463 464 465 466 467 468 469 470 471
472 473 474 475 476 477 478 479 480 481 482 483 484 485 486 487 488 489 490 491 492
493 494 495 496 497 498 499 500 501 502 503 504 505 506 507 508 509 510 511 512 513
514 515 516 517 518 519 520 521 522 523 524 525 526 527 528 529 530 531 532 533 534
535 536 537 538 539 540 541 542 543 544 545 546 547 548 549 550 551 552 553 554 555
556 557 558 559 560 561 62 563 564 565 566 567 568 569 570 571 572 573 574 575 576
577 578 579 580 581 582 583 584 585 586 587 588 589 590 591 592 593 594 595 596 597
598 599 600 601 602 603 604 605 606 607 608 609 610 611 612 613 614 615 616 617 618
619 620 621 622 623 624 625 626 627 628 629 630 631 632 633 634 635 636 637 638 639
640 641 642 643 644 645 646 647 648 649 650 651 652 653 654 655 656 657 658 659 660
661 662 663 664 665 666 667 668 669 670 671 672 673 674 675 676 677 678 679 680 681
682 683 684 685 686 687 688 689 690 691 692 693 694 695 696 697 698 699 700 701 702
703 704 705 706 707 708 709 710 711 712 713 714 715 716 717 718 719 720 721 722 723
724 725 726 727 728 729 730 731 732 733 734 735 736 737 738 739 740 741 742 743 744
745 746 747 748 749 750 751 752 753 754 755 756 757 758 759 760 761 762 763 764 765
766 767 768 769 770 771 772 773 774 775 776 777 778 779 780 781 782 783 784 785 786
787 788 789 790 791 792 793 794 795 796 797 798 799
122
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA-95-B - alocação de freqüências CDMA (1900MHz)

Banda de transmissão (MHz)


Bloco
Estação móvel Estação base
A 1850 – 1865 1930 – 1945
D 1865 – 1870 1945 – 1950
B 1870 – 1885 1950 – 1965
E 1885 – 1890 1965 – 1970
F 1890 – 1895 1970 – 1975
C 1895 – 1910 1975 - 1990

Correspondência de freqüências CDMA para banda Classe 1


Nota: Classe 1 significa operação em 1900MHz

Numero Freqüência central


Transmissor
do canal em MHz
Móvel 1 ≤ N ≤ 1199 1850,000 + 0,050N
Base 1 ≤ N ≤ 1199 1930,000 + 0,050N

Cálculo da freqüência central CDMA do canal número N na banda Classe 1


123
TIA/EIA-95-B - alocação de freqüências CDMA (1900MHz)
Instituto Nacional de Telecomunicações

Numeração Freqüência central Freqüência central


Bloco Alocação
do canal móvel – base, MHz base - móvel, MHz

Não válida 0 – 24 1850,000 – 1851,200 1930,000 – 1931,200


A
Válida 25 – 275 1851,250 – 1873,750 1931,250 – 1943,750
(15MHz)
Válida cond. 276 – 299 1863,800 – 1864,950 1943,800 – 1944,950

Válida cond. 300 – 324 1865,000 – 1866,200 1945,000 – 1946,200


D
Válida 325 – 375 1866,250 – 1868,750 1946,250 – 1948,750
(5MHz)
Válida cond. 376 – 399 1868,800 – 1869,950 1948,800 – 1949,950

Válida cond. 400 – 424 1870,000 – 1871,200 1950,000 – 1951,200


B
Válida 425 – 675 1871,250 – 1883,750 1951,250 – 1953,750
(15MHz)
Válida cond. 676 – 699 1883,800 – 1884,950 1963,800 – 1964,950

Válida cond. 700 – 724 1885,000 – 1886,200 1965,000 – 1966,200


E
Válida 725 – 775 1886,250 – 1888,750 1966,250 – 1968,750
(5MHz)
Válida cond. 776 – 799 1888,800 – 1889,950 1968,800 – 1969,950

Válida cond. 800 – 824 1890,000 – 1891,200 1970,000 – 1971,200


F
Válida 825 – 875 1891,250 – 1893,750 1971,250 – 1973,750
(5MHz)
Válida cond. 876 – 899 1893,800 – 1894,950 1973,800 – 1974,950

Válida cond. 900 – 924 1895,000 – 1896,200 1975,000 – 1976,200


C
Válida 925 – 1175 1896,250 – 1908,750 1976,250 – 1988,750
(15MHz)
Não válida 1176 – 1199 1908,800 – 1909,950 1988,800 – 1989,950

Numeração dos canais CDMA e freqüências para a banda Classe 1


124
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA-95-B - alocação de freqüências CDMA (1900MHz)

Bloco Numeração dos canais preferidos

A 25, 50, 75, 100, 125, 150, 175, 200, 225, 250, 275

D 325, 350, 375

B 425, 450, 475, 500, 525, 550, 575, 600, 625, 650, 675

E 725, 750, 775

F 825, 850, 875

C 825, 850, 975, 100, 1025, 1050, 1075, 1100, 1125, 1150, 1175

Alocação preferida CDMA para a banda Classe 1

125
Instituto Nacional de Telecomunicações TIA/EIA-95-B - potências de transmissão
• A potência transmitida pela estação móvel é controlada em malha aberta (Open
Loop Power Control) em função da potência recebida. Os valores máximos de
ERP são:
Classe da
Limite inferior Limite superior
estação móvel
I 1dBW (1,25W) 8dBW (6,3W)
II -3dBW (0,5W) 4dBW (2,5W)
III -7dBW (0,2W) 0dBW (1,0W)

TIA/EIA-95-B - limitações nas emissões em RF


• Na faixa de operação de 824 a 849MHz as emissões espúrias em RF, quando
medidas com uma resolução de 30KHz de banda, não devem exceder a:

Desvio de freqüência de ∆ f da Máximo nível de


portadora (em módulo) emissão espúria
Maior que 900KHz -42dBc/30KHz
Maior que 1,98MHz -54dBc/30KHz

-XdBc/YHz = potência X dB abaixo da potência do sinal medida em 1,23MHz. A medida


do espúrio é feita numa banda de YHz, distantes de ∆f da freqüência central da portadora.
126
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA-95-B - potências de transmissão chaveada

A potência de transmissão da estação móvel deve estar dentro de certos


limites nominais quando operando no modo de taxa de transmissão
variável, nos momentos de transmissão (gated-on periods). Durante os
períodos de não transmissão (gated-off periods) a estação móvel deve
reduzir sua potência média de no mínimo 20dB em relação ao último
período de transmissão ou ao nível de ruído do transmissor, o que for
maior. Esse nível de ruído deveria ser menor que -60dBm/1,23MHz
(recomendação), mas tem que ser menor que -54dBm/1,23MHz.

Potência
7µs 7µs
média
20dB
ou nível
de ruído 3dB
1,247m
s Resposta
temporal
do sinal
127
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA-95-B - controle de potência em malha fechada

A potência de transmissão da estação móvel é também corrigida, em


torno daquela corrigida pelo controle em malha aberta (open loop power
control), em função de comandos da ERB. Os comandos ocorrem a cada
1,25ms após os períodos gated-on da estação móvel e as variações de
potência podem ocorrer em passos de 1dB ±0,5dB, 0,5dB ±0,3dB ou
0,25dB ±0,2dB, dependendo do equipamento. A potência de saída da
estação móvel deverá chegar ao valor correto (consideradas as
tolerâncias) dentro de 500µs.

Deve-se lembrar que o controle de potência em um sistema CDMA é de


extrema importância no controle da interferência entre os sinais dos
vários usuários que chegam à estação base. As variações do sinal
devido ao desvanecimento por multipercursos são difíceis de serem
compensadas pelo controle de potência se ocorrem a taxas elevadas.
Após o controle de potência ainda é mantida certa variabilidade do sinal
recebido na estação base.
128
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA-95-B - algumas definições importantes

• Registro autônomo (autonomous registration) - método no qual a estação


móvel executa um registro sem um comando explícito da estação base.
• Flash - um sinal enviado no canal de voz analógico ou no canal de tráfego
CDMA indicando que o usuário está requisitando algum processamento
especial.
• Off-set de quadro - deslocamento temporal dos quadros no canal de
tráfego, em relação à temporização do sistema, de múltiplos inteiros de
1,25ms.
• Hard Handoff - handoff caracterizado pela desconexão temporária do
canal de tráfego. Ocorre quando da passagem da estação móvel por áreas
de cobertura disjuntas, mudança da freqüência de portadora, mudança de
off-set de quadro ou na mudança de um canal de tráfego CDMA para um
canal de voz analógico.
• Soft Handoff - handoff caracterizado pelo início da comunicação com uma
nova estação base, sem alteração de freqüência de portadora, antes de
terminar a comunicação com a estação base anterior.
129
Instituto Nacional de Telecomunicações TIA/EIA-95-B - canal reverso CDMA

• Canal Reverso CDMA: composto de Canais de Acesso e Canais de


Tráfego.
• Canal de Acesso - utilizado pela estação móvel para iniciar a
comunicação com a estação base e para responder a mensagens de
page. Identificados por seqüências código longas com deslocamentos
distintos. Utiliza acesso aleatório e janelado temporalmente (slotted).
• Canal de Tráfego: utilizado para transporte de informação e sinalização
de usuário para a estação base durante uma chamada. Formado por
um Canal Código Fundamental e 0 a 7 Canais Código Suplementares,
identificados por seqüências código longas distintas.
• Múltiplos canais reversos podem ser utilizados por uma estação base,
multiplexados por divisão em freqüência.
• Antes da transmissão, os dados no canal reverso são agrupados em
quadros de 20ms, codificados por um código convolucional,
entrelaçados temporalmente, modulados por uma modulação 64-ária
ortogonal e espalhados utilizando a técnica de seqüência direta.
• Os próximos slides detalham a estrutura geral do canal reverso CDMA.
130
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA-95-B - canal de acesso CDMA

adição de codificador
bits de informação 8 bits de cauda convolucional
do canal de acesso 4,4Kbps 4,8Kbps taxa 1/3 K=9
por quadro

símbolos código
14,4Ksps
símbolos símbolos
código código
repetição repetidos entrelaçador repetidos modulador
de 64-ário
símbolos 28,8Ksps temporal 28,8Ksps ortogonal

símbolos da modulação (chip Walsh)


4,8Ksps (307,2Kcps)

Seqüência de espalhamento I
1,2288Mcps cos( 2 πfC t )
I filtro
I (t )
banda base

Σ s (t )
PN chip
1,2288Mcps Delay Q filtro
½ PN chip
banda base
gerador do
= 406,9ns Q (t )
código longo
Seqüência de espalhamento Q sen(2πf C t )
1,2288Mcps

máscara do
código longo
131
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA-95-B - canal código fundamental CDMA *

bits de informação adição de bits de


adição de
do canal código reverso indicação de
8 bits de cauda
fundamental 8,6Kbps qualidade do quadro 9,6Kbps
por quadro
(172, 80, 40 ou 16 bits/quadro) 4,0Kbps (12, 8, 0 ou 0 bits/q) 4,8Kbps
2,0Kbps 2,4Kbps
0,8Kbps 1,2Kbps

símbolos
código
codificador repetição repetidos entrelaçador
convolucional de
taxa 1/3 K=9 28,8Kbps símbolos 28,8Ksps temporal símbolos
14,4Kbps código
7,2Kbps repetidos
3,6Kbps

modulador randomizador
64-ário de burst de
ortogonal dadosl PN chip
4,8Ksps 1,2288Mcps
(307,2Kcps)
símbolos da gerador do
modulação código longo
(chip Walsh)

máscara do
* para conjunto de taxas 1 código longo
132
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA-95-B - canal código fundamental CDMA *
bits de informação adição de bits de
adição de um
do canal código reverso indicação de
bit indicador
fundamental 13,35Kbps qualidade do quadro
de apagamento
(267, 125, 55 ou 21 bits/quadro) (12, 10, 8 ou 6 b/q)
6,25Kbps
2,75Kbps
1,05Kbps

adição de codificador repetição


8 bits de cauda convolucional de
por quadro 14,4Kbps taxa ½ K=9 28,8Kbps símbolos símbolos
7,2Kbps 14,4Kbps código
3,6Kbps 7,2Kbps repetidos
1,8Kbps 3,6Kbps
28,8Ksps

entrelaçador modulador
64-ário 4,8Ksps
temporal ortogonal (307,2Kcps)
símbolos
código símbolos da
repetidos modulação
(chip Walsh)

randomizador
de burst de A0
dadosl PN chip
1,2288Mcps

gerador do
código longo * para conjunto de taxas 2
máscara do
código longo 133
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA-95-B - canal código suplementar CDMA *

bits de informação adição de bits de


adição de
do canal código reverso indicação de
8 bits de cauda
suplementar 8,6Kbps qualidade do quadro
por quadro
(172 bits/quadro) (12 bits/quadro)

9,6Kbps

símbolos
codificador código entrelaçador
convolucional
taxa 1/3 K=9 28,8Kbps temporal símbolos
código

modulador
64-ário An
ortogonal PN chip
4,8Ksps
(307,2Kcps) 1,2288Mcps

símbolos da
modulação gerador do
(chip Walsh) código longo

máscara do
* para conjunto de taxas 1 código longo
134
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA-95-B - canal código suplementar CDMA *

bits de informação adição de bits de


adição de um
do canal código reverso indicação de
bit indicador
suplementar 13,35Kbps qualidade do quadro
de apagamento
(267 bits/quadro) (12 bits/quadro)

símbolos
adição de codificador código entrelaçador
8 bits de cauda convolucional
por quadro 14,4Kbps taxa ½ K=9 28,8Kbps temporal

símbolos
código

modulador
64-ário An
ortogonal PN chip
4,8Ksps
(307,2Kcps) 1,2288Mcps

símbolos da
modulação gerador do
(chip Walsh) código longo

máscara do
* para conjunto de taxas 2 código longo
135
Seqüência de espalhamento I
1,2288Mcps cos(2 πf C t )
Instituto Nacional de Telecomunicações
I filtro
I (t )
banda base
s 0 (t )
A0 Σ
Delay Q
TIA/EIA-95-B - ½ PN chip
= 406,9ns
filtro
banda base
Q(t )
canal de Seqüência de espalhamento Q sen(2πfC t )
tráfego 1,2288Mcps
Seqüência de espalhamento I
cos( 2 πfC t + ϕ1 )
reverso 1,2288Mcps

I I (t )
CDMA filtro
banda base
s1 (t )
A1 Σ Σ s (t )
incluindo canal


Delay Q
filtro
código ½ PN chip
= 406,9ns
banda base
Q (t )
fundamental e

Seqüência de espalhamento Q sen(2 πfC t + ϕ1 )
múltiplos canais 1,2288Mcps
Seqüência de espalhamento I
código 1,2288Mcps cos( 2πfC t + ϕn )

suplementares, I filtro
I (t )
banda base
para conjuntos sn (t )
de taxas 1 e 2. An Σ
Delay Q filtro
½ PN chip
banda base
= 406,9ns Q(t )

Seqüência de espalhamento Q sen( 2πfC t + ϕn )


1,2288Mcps 136
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA-95-B - canal de tráfego reverso CDMA

• Os quadros de dados podem ser transmitidos a 9600, 4800, 2400 ou


1200bps (conjunto de taxas 1) ou a 14400, 7200, 3600 ou 1800bps
(conjunto de taxas 2).
• O duty cycle de transmissão varia em função da taxa: 100% para quadros a
14400 e 9600bps, 50% para quadros a 7200 e 4800bps, 25% para quadros
a 3600 e 2400bps e 12,5% para quadros a 1800 e 1200bps. Dessa forma a
taxa durante os bursts de transmissão é fixada em 28800bps (codificados).
• Se 6 símbolos codificados são modulados em um dos 64 possíveis
símbolos da modulação ortogonal, a taxa de símbolos dessa modulação é
de 28800/6 = 4800sps Z taxa de chips Walsh = 4800 x 64 = 307,2Kcps.
• Se a taxa de chips de espalhamento espectral é de 1,2288Mcps, cada chip
Walsh é espalhado por 1,2288Mcps/307,2Kcps = 4 chips.
• Para o canal de acesso os números são similares, exceto: a taxa de
transmissão após a adição de bits de cauda é fixa (4800bps); cada símbolo
código é repetido uma vez e o duty cycle de transmissão é de 100%.

137
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA-95-B - codificação convolucional e


repetição de símbolos no canal reverso CDMA

• Antes do entrelaçamento temporal os dados do canal de tráfego e de


acesso sofrem codificação de canal. O constraint length do código
convolucional utilizado é 9. Para o canal de acesso e para o canal de
tráfego operando no conjunto de taxas 1 a taxa do código é 1/3. Para o
canal de tráfego operando no conjunto de taxas 2 a taxa do código é 1/2.

• Após a codificação de canal cada símbolo do código é repetido


[(28800/taxa de saída do codificador) - 1] vezes de forma que a taxa
resultante seja sempre de 28800sps. Os símbolos repetidos são retirados
no processo de randomização realizado mais adiante.

• Para o canal de acesso (taxa fixa de 4800bps) cada símbolo do código


é repetido uma vez (devido à codificação de canal tem-se 3 x 4800bps =
14400sps; com a repetição tem-se 2 x 14400sps = 28800sps). Nesse
caso esses bits redundantes são também transmitidos.

138
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA-95-B - codificação convolucional

g0 c0

Codificador flip-flop
bits de símbolos
de taxa 1/3 informação codificados
(entrada) (saída)
e constraint
length 9
g1 c1

g2 c2

g0 c0

Codificador
bits de
de taxa 1/2 informação
símbolos
codificados
e constraint (entrada) (saída)

length 9
g1 c1

139
TIA/EIA-95-B - interleaving no canal
Instituto Nacional de Telecomunicações de tráfego reverso CDMA

1 17 33 49 65 81 97 113 129 145 161 177 193 209 225 241 257 273
1 17 33 49 65 81 97 113 129 145 161 177 193 209 225 241 257 273
2 18 34 50 66 82 98 114 130 146 162 178 194 210 226 242 258 274
É utilizado interleaving em bloco, 2 18 34 50 66 82 98 114 130 146 162 178 194 210 226 242 258 274
com duração de 20ms. O bloco 3 19 35 51 67 83 99 115 131 147 163 179 195 211 227 243 259 275
3 19 35 51 67 83 99 115 131 147 163 179 195 211 227 243 259 275
consiste de um arranjo de 32 4 20 36 52 68 84 100 116 132 148 164 180 196 212 228 244 260 276
linhas e 18 colunas (576 células). 4 20 36 52 68 84 100 116 132 148 164 180 196 212 228 244 260 276
Os dados são escritos nas 5 21 37 53 69 85 101 117 133 149 165 181 197 213 229 245 261 277
5 21 37 53 69 85 101 117 133 149 165 181 197 213 229 245 261 277
colunas e são lidos nas linhas em 6 22 38 54 70 86 102 118 134 150 166 182 198 214 230 246 262 278
uma ordem que depende da taxa 6 22 38 54 70 86 102 118 134 150 166 182 198 214 230 246 262 278
7 23 39 55 71 87 103 119 135 151 167 183 199 215 231 247 263 279
de transmissão. Por exemplo: 7 23 39 55 71 87 103 119 135 151 167 183 199 215 231 247 263 279
para 4800 (pertencente ao 8 24 40 56 72 88 104 120 136 152 168 184 200 216 232 248 264 280
conjunto de taxas 1) e 7200 bps 8 24 40 56 72 88 104 120 136 152 168 184 200 216 232 248 264 280
9 25 41 57 73 89 105 121 137 153 169 185 201 217 233 249 265 281
(conjunto 2) ou canal de acesso a 9 25 41 57 73 89 105 121 137 153 169 185 201 217 233 249 265 281
4800bps, a memória e a 10 26 42 58 74 90 106 122 138 154 170 186 202 218 234 250 266 282
identificação dos primeiros 576 10 26 42 58 74 90 106 122 138 154 170 186 202 218 234 250 266 282
11 27 43 59 75 91 107 123 139 155 171 187 203 219 235 251 267 283
símbolos escritos são mostrados 11 27 43 59 75 91 107 123 139 155 171 187 203 219 235 251 267 283
ao lado. As linhas são lidas na 12 28 44 60 76 92 108 124 140 156 172 188 204 220 236 252 268 284
12 28 44 60 76 92 108 124 140 156 172 188 204 220 236 252 268 284
seguinte ordem de colunas: 1 3 2 13 29 45 61 77 93 109 125 141 157 173 189 205 221 237 253 269 285
4 5 7 6 8 9 11 10 12 13 15 14 16 13 29 45 61 77 93 109 125 141 157 173 189 205 221 237 253 269 285
17 19 18 20 21 23 22 24 25 27 26 14 30 46 62 78 94 110 126 142 158 174 190 206 222 238 254 270 286
14 30 46 62 78 94 110 126 142 158 174 190 206 222 238 254 270 286
28 29 31 30 32. 15 31 47 63 79 95 111 127 143 159 175 191 207 223 239 255 271 287
15 31 47 63 79 95 111 127 143 159 175 191 207 223 239 255 271 287
16 32 48 64 80 96 112 128 144 160 176 192 208 224 240 256 272 288
16 32 48 64 80 96 112 128 144 160 176 192 208 224 240 256 272 288

140
TIA/EIA-95-B - modulação ortogonal no
Instituto Nacional de Telecomunicações
canal de tráfego reverso CDMA

Um dos 64 possíveis símbolos é transmitido a cada 6 símbolos


codificados repetidos.
Os símbolos são as 64 formas de onda ortogonais entre si, formadas a
partir das funções Walsh.
O slide seguinte mostra todas as 64 possíveis seqüências Walsh de
comprimento 64. A matriz mostrada é gerada a partir do processo
recursivo ilustrado abaixo, onde N é uma potência de 2 e H N denota o
complemento binário de H N . Na recursão abaixo, H 64 corresponde ao
arranjo completo.

H1 = 0 0 0 0 0
0 1 0 1 HN HN
H4 = H 2N =
0 0 0 0 1 1 HN HN
H2 =
0 1 0 1 1 0
141
TIA/EIA-95-B - códigos Walsh
Instituto Nacional de Telecomunicações
111111111122222222223333333333444444444455555555556666
0123456789012345678901234567890123456789012345678901234567890123

0 0000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000
1 0101010101010101010101010101010101010101010101010101010101010101
2 0011001100110011001100110011001100110011001100110011001100110011
3 0110011001100110011001100110011001100110011001100110011001100110
4 0000111100001111000011110000111100001111000011110000111100001111
5 0101101001011010010110100101101001011010010110100101101001011010
6 0011110000111100001111000011110000111100001111000011110000111100
7 0110100101101001011010010110100101101001011010010110100101101001
8 0000000011111111000000001111111100000000111111110000000011111111
9 0101010110101010010101011010101001010101101010100101010110101010
10 0011001111001100001100111100110000110011110011000011001111001100
11 0110011010011001011001101001100101100110100110010110011010011001
12 0000111111110000000011111111000000001111111100000000111111110000
13 0101101010100101010110101010010101011010101001010101101010100101
14 0011110011000011001111001100001100111100110000110011110011000011
15 0110100110010110011010011001011001101001100101100110100110010110
16 0000000000000000111111111111111100000000000000001111111111111111
17 0101010101010101101010101010101001010101010101011010101010101010
18 0011001100110011110011001100110000110011001100111100110011001100
19 0110011001100110100110011001100101100110011001101001100110011001
20 0000111100001111111100001111000000001111000011111111000011110000
21 0101101001011010101001011010010101011010010110101010010110100101
22 0011110000111100110000111100001100111100001111001100001111000011
23 0110100101101001100101101001011001101001011010011001011010010110
24 0000000011111111111111110000000000000000111111111111111100000000
25 0101010110101010101010100101010101010101101010101010101001010101
26 0011001111001100110011000011001100110011110011001100110000110011
27 0110011010011001100110010110011001100110100110011001100101100110
28 0000111111110000111100000000111100001111111100001111000000001111
29 0101101010100101101001010101101001011010101001011010010101011010
30 0011110011000011110000110011110000111100110000111100001100111100
31 0110100110010110100101100110100101101001100101101001011001101001 142
TIA/EIA-95-B - códigos Walsh
Instituto Nacional de Telecomunicações
111111111122222222223333333333444444444455555555556666
0123456789012345678901234567890123456789012345678901234567890123

32 0000000000000000000000000000000011111111111111111111111111111111
33 0101010101010101010101010101010110101010101010101010101010101010
34 0011001100110011001100110011001111001100110011001100110011001100
35 0110011001100110011001100110011010011001100110011001100110011001
36 0000111100001111000011110000111111110000111100001111000011110000
37 0101101001011010010110100101101010100101101001011010010110100101
38 0011110000111100001111000011110011000011110000111100001111000011
39 0110100101101001011010010110100110010110100101101001011010010110
40 0000000011111111000000001111111111111111000000001111111100000000
41 0101010110101010010101011010101010101010010101011010101001010101
42 0011001111001100001100111100110011001100001100111100110000110011
43 0110011010011001011001101001100110011001011001101001100101100110
44 0000111111110000000011111111000011110000000011111111000000001111
45 0101101010100101010110101010010110100101010110101010010101011010
46 0011110011000011001111001100001111000011001111001100001100111100
47 0110100110010110011010011001011010010110011010011001011001101001
48 0000000000000000111111111111111111111111111111110000000000000000
49 0101010101010101101010101010101010101010101010100101010101010101
50 0011001100110011110011001100110011001100110011000011001100110011
51 0110011001100110100110011001100110011001100110010110011001100110
52 0000111100001111111100001111000011110000111100000000111100001111
53 0101101001011010101001011010010110100101101001010101101001011010
54 0011110000111100110000111100001111000011110000110011110000111100
55 0110100101101001100101101001011010010110100101100110100101101001
56 0000000011111111111111110000000011111111000000000000000011111111
57 0101010110101010101010100101010110101010010101010101010110101010
58 0011001111001100110011000011001111001100001100110011001111001100
59 0110011010011001100110010110011010011001011001100110011010011001
60 0000111111110000111100000000111111110000000011110000111111110000
61 0101101010100101101001010101101010100101010110100101101010100101
62 0011110011000011110000110011110011000011001111000011110011000011
63 0110100110010110100101100110100110010110011010010110100110010110
143
Instituto Nacional de Telecomunicações TIA/EIA-95-B - transmissão com taxa variável

• Objetivo: redução da interferência média entre os sinais dos vários


usuários.
• Após o entrelaçamento temporal os dados do canal de tráfego
reverso sofrem um processo de chaveamento que permite a
transmissão de certos símbolos e a não transmissão de outros. O
duty cycle desse chaveamento varia com a taxa de transmissão.
Para 9600 ou 14400sps todos os símbolos são transmitidos, para
4800 ou 7300sps metade dos símbolos é transmitida, etc..
• Esse processo divide um quadro de 20ms em 16 períodos iguais
(1,25ms = 6 símbolos Walsh), chamados grupos de controle de
potência (PCG - Power Control Groups), onde certos grupos são
transmitidos (gated-on) e onde outros não o são (gated-off).
• A determinação de quais grupos vão ser transmitidos e quais não
vão é função do processo de randomização descrito adiante, mas já
citado, de tal forma que somente um símbolo código seja
transmitido (exceto para o canal de acesso, no qual o símbolo
código e sua repetição única são transmitidos).
144
TIA/EIA-95-B - transmissão com taxa variável
Instituto Nacional de Telecomunicações

20ms = 192bits = 576 símbolos código = 96 símbolos


da modulação = 16 grupos de controle de potência
1,25ms = 12bits = 36 símbolos código = 6 símbolos
quadro
da modulação = 1 grupo de controle de potência
anterior
quadro a
9600bps
12 13 14 15 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
símbolos código transmitidos:
quadro 1 33 65 97 … 481 513 545 2 34 66 98 … 482 514 546
anterior
quadro a
4800bps
12 13 14 15 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
símbolos código transmitidos:
quadro 1 17 33 49 … 241 257 273 2 18 34 50 … 242 258 274
anterior
quadro a
2400bps
12 13 14 15 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
símbolos código transmitidos:
quadro 1 9 17 25 … 121 129 137 2 10 18 26 … 122 130 138
anterior
quadro a
1200bps
12 13 14 15 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
símbolos código transmitidos:
1 5 9 13 … 61 65 69 2 6 10 14 … 62 66 70

últimos 14 chips da seqüência PN longa utilizados nesse grupo (máscara) são utilizados para
determinar a posição dos grupos de potência transmitidos no próximo quadro, em conjunto com
uma regra que varia em função da taxa de transmissão.
145
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA-95-B - espalhamento por seqüência direta

• Um espalhamento intermediário pela seqüência PN longa é


realizado nos canais código reversos e no canal de acesso. Para o
canal de acesso esse espalhamento ocorre na saída do modulador
ortogonal 64-ário através de adição (módulo 2) com código longo e
para os canais código ocorre na saída do randomizador também por
adição (módulo 2) com código longo.
• O código longo é periódico com período 242 - 1 chips e é gerado
pelo produto interno (módulo 2) entre uma máscara de 42 bits e um
vetor correspondente ao estado do gerador de seqüência (saídas
dos elementos de memória - flip-flops).
• A máscara depende do tipo de canal que a estação base está
transmitindo. Para o canal de acesso ela contém: o número do
canal de acesso, o número do canal código associado ao canal de
paging, uma identificação da estação base atual e o off-set da
seqüência PN. Para os canais código a máscara pode ser pública
ou privada, donde a pública contém o ESN e a privada é objeto de
criptografia e sigilo (informação controla pela TIA/EIA).
146
Instituto Nacional de Telecomunicações TIA/EIA-95-B - espalhamento em quadratura

• Todos os canais reversos, após o espalhamento por seqüência direta


são espalhados em quadratura por duas seqüências piloto periódicas I
e Q, de período 215 chips, formadas a partir de duas seqüências de
comprimento máximo (seqüências m), às quais é inserido um “0” após
14 zeros consecutivos (o que ocorre a cada período).
• A seqüência Q é defasada da seqüência I de metade de um chip e
então, juntamente com a seqüência I, é filtrada para posterior
modulação OQPSK de duas portadoras ortogonais.

Canal Q

(1,0) (0,0) (I,Q)


I Q fase
0 0 π/4

Canal I 1 0 3π/4
1 1 -3π/4

0 1 -π/4
(1,1) (0,1)

147
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA-95-B - canal reverso CDMA

Filtragem em Banda Base: antes do espalhamento, os feixes de impulsos


I e Q são filtrados por filtros passa-baixas cujas respostas em freqüência
devem obedecer a máscara abaixo. Os valores numéricos dos
parâmetros ilustrados na máscara dos filtros são: δ1 = 1,5dB; δ2 = 40dB;
fp = 590KHz e fs = 740KHz.

20log10 |S(f)|

δ1
0
δ1

δ2

0 fp fs f
148
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA-95-B - modulação BPSK x espalhamento QPSK

• Após a cobertura pelo código Walsh a modulação dos dados é do tipo


BPSK (note que não há um conversor série/paralelo antes da
modulação das portadoras ortogonais). O espalhamento é feito em
quadratura de forma a, num ambiente de múltiplo acesso, tornar
aleatórias as alterações de fase do sinais dos vários usuários para que
não haja degradação no desempenho do sistema por um efeito que
poderia ser chamado “fator de degradação por alinhamento de fase”
(Viterbi, A. J., CDMA: Principles of Spread Spectrum Multiple Access
Communication: Addison-Wesley, USA, 1995.)

• Além disso, para que seja efetuada demodulação coerente no terminal


móvel e para a implementação de controle de potência em malha
aberta, o canal piloto é transmitido da estação base quando a
seqüência Walsh é a seqüência toda nula - somente os códigos de
espalhamento em quadratura são transmitidos.

149
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA-95-B - codificação de voz

• O sistema celular/PCS CDMA utiliza um codificador de voz


que apresenta sua taxa de saída variável em função da
atividade da voz. Essa variação é baseada na energia
média do sinal de voz, de tal forma que várias taxas
possam ser utilizadas.

• Dois exemplos são os codificadores de voz QCELP


(Qualcomm Code Excited Linear Predictive) de 13,3Kbps
(com variações de 1Kbps a 13,3Kbps a cada 20ms) e
9,6Kbps (com variações de 800bps a 8Kbps para modo
normal e 800bps a 9,6Kbps no modo EVRC - Enhanced
Variable Rate Coder).

150
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA-95-B - temporização

O sistema celular/PCS CDMA utiliza sinais do sistema GPS (Global


Positioning System) como referência temporal para sincronismo de chip,
símbolo, quadro e slot e para a temporização geral do sistema celular, esta
contada a partir do “tempo zero” desse sistema (coincidente com o tempo zero
do sistema GPS). A precisão desses sinais se encontra na casa dos 300ns.

Na falta de comunicação com o sistema GPS, deve haver um sistema backup


de temporização com precisão especificada pelas normas TIA/EIA-97-B
(classe 0) e ANSI J-STD-019 (classe 1). Se não houver esse backup a
comunicação não poderá mais ocorrer.

Um dos sistemas de backup é o chamado Smart Clock da Hewlett Packard® ,


desenvolvido para a Qualcomm®. Esse sistema possui um oscilador a quartzo
microprocessado que “aprende” o comportamento da temporização GPS e, na
falta desta, mantém o sistema em operação com desvio de freqüência menor
que 10-10Hz por 24 horas. A Datum está propondo (setembro, 1999) o
AntennaLess ® , um sistema independente do sistema de temporização via GPS.

151
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA-95-B - receptor

O padrão TIA/EIA-95-B não apresenta muitas restrições no que diz


respeito à implementação do receptor. Este deverá, porém, atender
aos requisitos mínimos de desempenho ditados pelas normas
TIA/EIA-98-B (operação em 800MHz) e ANSI J-STD-018 (operação
em 1900MHz).

No mínimo quatro elementos de processamento devem existir: três


elementos capazes de rastrear e demodular componentes de
multipercursos (path diversity) para o canal código fundamental e para
todos os canais código suplementares do link direto e um elemento
capaz de procurar e estimar a intensidade de sinal em cada off-set da
seqüência piloto.

Outros requisitos são citados no padrão TIA/EIA-95-B

152
Instituto Nacional de Telecomunicações TIA/EIA-95-B - segurança, identificação e supervisão

• O processo utilizado para segurança na comunicação e identificação (registro)


do terminal móvel é bastante similar àquele utilizado no padrão TIA/EIA-136.

• Os sinais de supervisão incluem: o canal piloto, o canal de sincronismo, o


canal de paging, o canal de tráfego e estatísticas acumuladas.

• Supervisão através do canal piloto: a estação móvel deve medir a intensidade


do sinal no canal piloto e repassar essa informação à estação base.

• Supervisão através do canal de sincronismo, paging e tráfego: a estação


móvel deve checar o CRC de todas mensagens recebidas no canal de
sincronismo, de paging e de tráfego e deve desconsiderar todas que não
levarem a um CRC correto.

• Supervisão através de estatísticas acumuladas: a estação móvel mantém uma


série de contadores que armazenam estatísticas sobre os dados transmitidos
no canal de acesso, tráfego reverso e direto, paging e sincronismo.
153
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA-95-B - processamento de chamada

No sistema celular/PCS CDMA o processamento de chamada é bastante


similar àquele adotado para o padrão celular/PCS TDMA D-AMPS,
destacando-se os estados:

• Inicialização - nesse estado a estação móvel seleciona o sistema preferido


e faz a aquisição do canal de controle mais forte modo analógico ou a
aquisição de temporização e sincronismo no modo digital. Típicas
escolhas do sistema preferido: sistema A (ou B) somente (800MHz),
sistema A (ou b) preferido (800MHz), CDMA (ou analógico) somente,
CDMA (ou analógico) preferido, operação em 800MHz (ou 1900MHz)
somente - para CDMA, operação em 800MHz (ou 1900MHz) preferida -
para CDMA.
• estado ocioso (idle) - nesse estado a estação móvel monitora mensagens
no canal de paging, continuamente ou de forma descontínua (slotted).
• estado de acesso - nesse estado a estação móvel envia mensagens para
a estação base através do canal de acesso;
• estado de controle no canal de tráfego - nesse estado a estação móvel se
comunica com a estação base através do canal de tráfego.
154
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA-95-B - canal direto CDMA

• Canal Direto CDMA: composto pelo Canal Piloto, nenhum ou um


Canal de Sincronismo, até 7 Canais de Paging e um número de
Canais de Tráfego Direto.
• Cada Canal de Tráfego Direto contém um Canal Código Fundamental
e 0 a 7 Canais Código Suplementares, identificados por seqüências
código longas distintas.
• Cada um desses canais é espalhado de forma ortogonal por uma
função Walsh apropriada e então espalhado em quadratura por um
par de seqüências à taxa fixa de 1,2288Mcpc.
• Múltiplos canais diretos CDMA podem ser utilizados em uma estação
base, multiplexados por divisão em freqüência.
• Os próximos slides detalham a estrutura geral do canal direto CDMA.

155
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA-95-B - canal direto CDMA (1 de 4)

função
Walsh 0

Canal piloto A
(somente zeros)

função
símbolos da Walsh 32
modulação
símbolo símbolos da
codificador código modulação
Bits do canal repetição entrelaçador A
convolucional
de sincronismo de símbolos 4,8Ksps temporal 4,8Ksps
1,2Kbps r = ½, k = 9 2,4Ksps

função
símbolos da símbolos da Walsh p
modulação modulação
símbolo
Bits do canal codificador código
repetição entrelaçador
de paging convolucional A
de símbolos temporal
9,6Kbps r = ½, k = 9 19,2Ksps 19,2Ksps 19,2Ksps
4,8Kbps 9,6Ksps
19,2Ksps

máscara do código gerador do


longo para o canal decimador
código longo
de paging p 1,2288Mcps

156
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA-95-B - canal direto CDMA (2 de 4)

bits de informação símbolo


do canal código para adição de bits de
adição de codificador código repetição
usuário m e conjunto indicação de
8 bits de cauda convolucional de
qualidade do quadro 9,6Kbps símbolos
de taxas 1 (172, 80, (12, 8, 0 ou 0 bits/q) por quadro r = ½, k = 9 19,2Kbps
40 ou 16 bits/quadro) 4,8Kbps 9,6Kbps
2,4Kbps 4,8Kbps
8,6Kbps 1,2Kbps 2,4Kbps
4,0Kbps
2,0Kbps símbolos da 19,2Ksps
0,8Kbps modulação
função
bits de controle Walsh n
símbolos da de potência 800bps
entrelaçador modulação
temporal MUX A
19,2Ksps
19,2Ksps
máscara do código
longo para o
usuário m
gerador do controle de
decimador decimador temporização
código longo 1,2288Mcps do MUX 800Hz

157
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA-95-B - canal direto CDMA (3 de 4)

bits de informação
adição de bits de
do canal código para adição de
adição de bit indicação de
usuário m e conjunto 8 bits de cauda
Reservado/Flag qualidade do quadro 14,4Kbps
de taxas 2 (267,125, por quadro
(12, 10, 8 ou 6 bits/q) 7,2Kbps
55 ou 21 bits/quadro)
3,6Kbps
13,35Kbps 1,8Kbps
6,25Kbps
2,75Kbps
1,05Kbps

símbolo símbolo
codificador código repetição código apaga 2 a cada
convolucional de 6 símbolos
r = ½, k = 9 28,8Ksps símbolos 28,8Ksps (puncionamento)
14,4Ksps
7,2Ksps
3,6Ksps 19,2Ksps
símbolos da
modulação
função
bits de controle
Walsh n
símbolos da de potência 800bps
entrelaçador modulação
temporal MUX A
19,2Ksps
19,2Ksps
máscara do código
longo para o
usuário m
gerador do controle de
decimador decimador temporização
código longo
1,2288Mcps do MUX 800Hz
158
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA-95-B - canal direto CDMA (4 de 4)

Seqüência Piloto de
espalhamento I
1,2288Mcps cos(2π fC t )
I filtro
I (t )
banda base

A Σ s (t )
Q
filtro
banda base
Q(t )
Seqüência Piloto de sen(2 πfC t )
espalhamento Q
1,2288Mcps

Nota: Bits de controle de potência não são


multiplexadados (introduzidos) para canais
código suplementares.

159
Instituto Nacional de Telecomunicações TIA/EIA-95-B - canal direto CDMA

Exemplo de distribuição de canais: dos 64 canais código disponíveis


para uso, a ilustração mostra 1 canal piloto (sempre necessário), 1 canal
de sincronismo, 7 canais de paging (máximo permitido) e 55 canais
código para tráfego direto. Outra opção: 1 canal piloto, nenhum canal de
paging, nenhum canal de sincronismo e 63 canais código para tráfego.

FORWARD CDMA CHANNEL


(1.23 MHz channel transmited by base station)

Pilot Sync Paging ... Paging Code ... Code ... Code ... Code ... Code
Chan Chan Ch 1 Ch 7 Ch 1 Ch N Ch P Ch S Ch 55
Up Up Up Up
W0 W32 W1 to W7 W8 to to to W63

Fundamental Mobile Mobile Supplemental


W = Code Channel Fundamental
Code Station Code Station Code
Channel Power Channel Power Channel
Data Control Sub- Control Sub- Data
Data
Channel Channel

Forward Traffic Channel Forward Traffic Channel


Consisting of one Consisting of multiple
code channel code channels
160
TIA/EIA-95-B - canal direto CDMA
Instituto Nacional de Telecomunicações

Taxas suportadas: o canal de sincronismo deve operar a 1200bps e o canal


de paging deve suportar taxas de 9600bps e 4800bps. O canal código de
tráfego deve suportar o conjunto de taxas 1 (9600, 4800, 2400 e 1200bps) e
pode suportar o conjunto de taxas 2 (14400, 7200, 3600 e 1800bps). A
estação base ainda deve suportar operação com taxa variável em qualquer
taxa de trabalho.

Codificação convolucional: para o canal de sincronismo, de paging e de


tráfego operando com o conjunto de taxas 1, a codificação de canal possui
taxa 1/2 e constraint length 9, cujo esquema já foi mostrado para o canal
reverso).

Repetição de símbolos: segue o mesmo princípio utilizado no canal reverso.

Puncionamento (puncturing): para o canal de tráfego operando no conjunto


de taxas 2 a taxa efetiva do processo de codificação de canal é 3/4,
realizada pelo puncionamento (retirada) de 2 a cada seis símbolos
codificados pelo codificador convolucional de taxa 1/2, após o processo de
repetição.
161
TIA/EIA-95-B - canal direto CDMA
Instituto Nacional de Telecomunicações

Interleaving: o processo de entrelaçamento temporal em bloco (block


interleaving) é realizado em todos os componentes do canal direto, após o
processo de codificação convolucional e repetição de símbolos para os
canais de paging, de sincronismo e de tráfego operando no conjunto de
taxas 1. Para o canal de tráfego operando no conjunto de taxas 2, o
interleaving é realizado após o processo de puncionamento. Exemplo:
interleaving para o canal de sincronismo para operação de escrita no arranjo
(esquerda) e operação de leitura do arranjo (direita).

1 9 17 25 33 41 49 57 1 3 2 4 1 3 2 4
1 9 17 25 33 41 49 57 33 35 34 36 33 35 34 36
2 10 18 26 34 42 50 58 17 19 18 20 17 19 18 20
2 10 18 26 34 42 50 58 49 51 50 52 49 51 50 52
3 11 19 27 35 43 51 59 9 11 10 12 9 11 10 12
3 11 19 27 35 43 51 59 41 43 42 44 41 43 42 44
4 12 20 28 36 44 52 60 25 27 26 28 25 27 26 28
4 12 20 28 36 44 52 60 57 59 58 60 57 59 58 60
5 13 21 29 37 45 53 61 5 7 6 8 5 7 6 8
5 13 21 29 37 45 53 61 37 39 38 40 37 39 38 40
6 14 22 30 38 46 54 62 21 23 22 24 21 23 22 24
6 14 22 30 38 46 54 62 53 55 54 56 53 55 54 56
7 15 23 31 39 47 55 63 13 15 14 16 13 15 14 16
7 15 23 31 39 47 55 63 45 47 46 48 45 47 46 48
8 16 24 32 40 48 56 64 29 31 30 32 29 31 30 32
8 16 24 32 40 48 56 64 61 63 62 64 61 63 62 64
162
Instituto Nacional de Telecomunicações TIA/EIA-95-B - canal direto CDMA

Interleaving: exemplo para o canal de tráfego a 4800bps e para o canal de


paging a 4800bps. Ilustração da operação de escrita no arranjo.

1 13 25 37 49 61 73 85 97 109 121 133 145 157 169 181


1 13 25 37 49 61 73 85 97 109 121 133 145 157 169 181
2 14 26 38 50 62 74 86 98 110 122 134 146 158 170 182
2 14 26 38 50 62 74 86 98 110 122 134 146 158 170 182
3 15 27 39 51 63 75 87 99 111 123 135 147 159 171 183
3 15 27 39 51 63 75 87 99 111 123 135 147 159 171 183
4 16 28 40 52 64 76 88 100 112 124 136 148 160 172 184
4 16 28 40 52 64 76 88 100 112 124 136 148 160 172 184
5 17 29 41 53 65 77 89 101 113 125 137 149 161 173 185
5 17 29 41 53 65 77 89 101 113 125 137 149 161 173 185
6 18 30 42 54 66 78 90 102 114 126 138 150 162 174 186
6 18 30 42 54 66 78 90 102 114 126 138 150 162 174 186
7 19 31 43 55 67 79 91 103 115 127 139 151 163 175 187
7 19 31 43 55 67 79 91 103 115 127 139 151 163 175 187
8 20 32 44 56 68 80 92 104 116 128 140 152 164 176 188
8 20 32 44 56 68 80 92 104 116 128 140 152 164 176 188
9 21 33 45 57 69 81 93 105 117 129 141 153 165 177 189
9 21 33 45 57 69 81 93 105 117 129 141 153 165 177 189
10 22 34 46 58 70 82 94 106 118 130 142 154 166 178 190
10 22 34 46 58 70 82 94 106 118 130 142 154 166 178 190
11 23 35 47 59 71 83 95 107 119 131 143 155 167 179 191
11 23 35 47 59 71 83 95 107 119 131 143 155 167 179 191
12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 192
12 24 36 48 62 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 192

163
Instituto Nacional de Telecomunicações TIA/EIA-95-B - canal direto CDMA

Interleaving: exemplo para o canal de tráfego a 4800bps e para o canal de


paging a 4800bps. Ilustração da operação de leitura do arranjo.

1 5 3 7 2 6 4 8 1 5 3 7 2 6 4 8
33 37 35 39 34 38 36 40 33 37 35 39 34 38 36 40
65 69 67 71 66 70 68 72 65 69 67 71 66 70 68 72
97 101 99 103 98 102 100 104 97 101 99 103 98 102 100 104
129 133 131 135 130 134 132 136 129 133 131 135 130 134 132 136
161 165 163 167 162 166 164 168 161 165 163 167 162 166 164 168
17 21 19 23 18 22 20 24 17 21 19 23 18 22 20 24
49 53 51 55 50 54 52 56 49 53 51 55 50 54 52 56
81 85 83 87 82 86 84 88 81 85 83 87 82 86 84 88
113 117 115 119 114 118 116 120 113 117 115 119 114 118 116 120
145 149 147 151 146 150 148 152 145 149 147 151 146 150 148 152
177 181 179 183 178 182 180 184 177 181 179 183 178 182 180 184
9 13 11 15 10 14 12 16 9 13 11 15 10 14 12 16
41 45 43 47 42 46 44 48 41 45 43 47 42 46 44 48
73 77 75 79 74 78 76 80 73 77 75 79 74 78 76 80
105 109 107 111 106 110 108 112 105 109 107 111 106 110 108 112
137 141 139 143 138 142 140 144 137 141 139 143 138 142 140 144
169 173 171 175 170 174 172 176 169 173 171 175 170 174 172 176
25 29 27 31 26 30 28 32 25 29 27 31 26 30 28 32
57 61 59 63 58 62 60 64 57 61 59 63 58 62 60 64
89 93 91 95 90 94 92 96 89 93 91 95 90 94 92 96
121 125 123 127 122 126 124 128 121 125 123 127 122 126 124 128
153 157 155 159 154 158 156 160 153 157 155 159 154 158 156 160
185 189 187 191 186 190 188 192 185 189 187 191 186 190 188 192

164
TIA/EIA-95-B - canal direto CDMA
Instituto Nacional de Telecomunicações

Embaralhamento (scrambling): se aplica aos canais de tráfego e paging pela


adição módulo 2 do símbolo de saída do bloco de interleaving com o valor
binário do chip da seqüência PN longa válido no início do período de
transmissão daquele símbolo. Somente o primeiro de cada 64 chips é
utilizado nesse processo à taxa de 19200bps = 1,2288Mcps/64.
Power Control Bit
9.6 kbps 800 bps
4.8 kbps Scrambled Modulation
2.4 kbps Symbol or
Convolutional 19.2
1.2 kbps Power Control Power Control Bit
14.4 kbps Encoder and 19.2 ksps Block Ksps
Bit Timing and
7.2 kbps Code Interleaver Multiplexing
3.6 kbps Repetition
1.8 kbps
Multiplex Control
1
4

Long Code Long 1.2288 Mcps 19.2 ksps


Code 800 Hz
Mask Decimator Decimator
Generator

52.0833.. .µs = one modulation symbol Module-2 addition

64 PN chip used for scrambling (input to modulo-2 addition)

PN chip used for scrambler (input to modulo-2 addition)


165
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA-95-B - canal direto CDMA

Subcanal de Controle de Potência: continuamente transmitido no canal


código fundamental (não é transmitido no canal código suplementar) a
uma taxa de 800bps ( a cada 1,25ms). Um bit zero nesse canal comanda a
estação móvel o acréscimo de sua potência média de transmissão e um bit
1 comanda a redução dessa potência. Os passos de variação de potência
são, como já citado: 1dB ±0,5dB, 0,5dB ±0,3dB ou 0,25dB ±0,2dB,
dependendo do equipamento. A estação base estima a intensidade do
sinal no canal de tráfego reverso para determinar o valor do bit de controle
de potência.

Para o conjunto de taxas 1 a duração do bit de controle de potência


corresponde a 2 símbolos da modulação do canal de tráfego direto
(104,166...µs). Para o conjunto de taxas 2 a duração do bit de controle de
potência corresponde a 1 símbolo dessa modulação (52,0833...µs).

O bit de controle de potência é inserido no canal código fundamental, após


o embaralhamento, substituindo 2 símbolos ou 1 símbolo da modulação
(puncionamento) ou (stealing).
166
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA-95-B - canal direto CDMA

Subcanal de Controle de Potência: há 16 posições possíveis


para o bit de controle de potência, correspondentes aos
primeiros símbolos da modulação em um período de 1,25ms. O
número binário formado pelos bits de embaralhamento 23, 22,
21 e 20 da seqüência código longa (que possui 24 bits a cada
1,25ms) determinam a posição do bit de controle de potência no
próximo período de 1,25ms.

No ilustração do slide seguinte os bits 23, 22, 21 e 20 da


seqüência código longa valem “1011” (número 11 em decimal),
ou seja, o início da posição do bit de controle de potência
corresponde à 11ª posição, das 16 possíveis, no próximo
intervalo de 1,25ms.

167
Instituto Nacional de Telecomunicações
20 ms = 96 modulation symbols = 16 Power Control Groups

Forward
Traffic
Channel 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

1.25 ms
Base station: 1) measures signal strenth
2) converts measurement to power control bit
3) transmits power control bit
TIA/EIA-95-B
Round Trip
canal direto Delay
CDMA Forward
Traffic
Channel 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

Subcanal de 1.25 ms
Transmitted Power Control Bit
Controle de (Shown for the two-modulation-symbol
Potência Long code bits used replacement of Rate Set 1. For Rate Set 2.
for scrambling only the first symbol is replaced.)
Value = 11 = Power
Control Bit Position

... 1 1 0 1 1 1 0 1 ...

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
Not used
16 possible starting for power
power control bit positions control bits
1.25 ms = 24 modulation symbols

168
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA-95-B - canal direto CDMA

Espalhamento Ortogonal: cada canal código transmitido no canal direto


CDMA deve ser espalhado através de uma função Walsh, à taxa fixa de
1,2288Mcps.

Esse espalhamento promove a ortogonalização entre os sinais dos vários


usuários transmitidos no downlink. Essa ortogonalização seria
perfeitamente mantida se não houvesse propagação por multipercursos,
pois no link direto a transmissão é síncrona (há como garantir que a
defasagem entre as funções Walsh seja múltipla inteira do intervalo de
chip, o que leva à perfeita ortogonalidade entre essas funções).

As funções Walsh (num total de 64 funções de comprimento 64 chips)


são as mesmas utilizadas no canal reverso para a modulação 64-ária.

A função de número 0 é destinada ao canal piloto. Se há canal de


sincronismo presente, a ele será designada a função de número 32. Se
há canais de paging, a eles serão designadas as funções de 1 a 7,
consecutivamente. O restante fica disponível para os canais de tráfego.
169
Instituto Nacional de Telecomunicações
TIA/EIA-95-B - canal direto CDMA

Espalhamento em Quadratura: cada canal código transmitido no canal


direto CDMA deve ser espalhado em quadratura por seqüências PN de
comprimento 215 chips, a uma taxa de 1,2288Mcps, idênticas àquelas
utilizadas no link reverso.

Esse espalhamento é realizado por modulação QPSK, após a filtragem


em banda base do feixe digital.

Canal Q

(1,0) (0,0) (I,Q)


I Q fase
0 0 π/4

Canal I 1 0 3π/4
1 1 -3 π/4

0 1 -π/4
(1,1) (0,1)

170
TIA/EIA-95-B - canal direto CDMA
Instituto Nacional de Telecomunicações

Filtragem em Banda Base: antes do espalhamento, os feixes de impulsos


I e Q são filtrados por filtros passa-baixas cujas respostas em freqüência
devem obedecer a máscara abaixo. Os valores numéricos dos
parâmetros são: δ1 = 1,5dB; δ2 = 40dB; fp = 590KHz e fs = 740KHz. Além
dessa filtragem o transmissor deve realizar uma equalização de fase do
sinal de forma a facilitar o projeto dos filtros de recepção das estações
móveis.
20log10 |S(f)|

δ1
0
δ1

δ2

0 fp fs f 171
TIA/EIA-95-B - canal direto CDMA
Instituto Nacional de Telecomunicações

Off-set da seqüência PN piloto: cada estação base deverá utilizar suas seqüências PN pilotos
deslocadas entre si de forma que os canais sejam identificados. Os canais piloto são identificados por
distintos off-sets indexados de 0 a 511. Os deslocamentos acontecem em múltiplos de 64 chips em
relação à seqüência PN com deslocamento nulo (em relação à temporização da estação base). Por
exemplo. Se o índice da seqüência piloto é 15, o seu deslocamento é de 15 x 64 = 960 chips.

Begining of Every 25th Sync Channel Superframe with a


Zero Offset Pilot PN Sequence Aligns with Even Seconds
Even
Second
Marks
Sync
Sync Channel Channel
Superframe Frame
= 80 ms = 80/3ms
4 Sync Channel
Sync Channel Superframes = 320 ms
Associated with a
Zero Offset Pilot
PN Sequence

Sync Channel Last Superframe 4 Sync Channel


Pilot PN Superframe Containing a Sync Superframes
Sequence Channel Message
Offset
Sync Channel
Associated with a
Non-Zero offset
Pilot PN This message contains the long
Traffic
Sequence code state valid at a time equal to
Channel
Frame 320 ms - pilot PN sequence offset
Paging Channel after the end of the message
or Forward = 20 ms
Traffic Channel
with
FRAME-OFFSET
equal to 0 Long code
(for any pilot PN
state valid at
sequence offset)
this time 172
Instituto Nacional de Telecomunicações

TIA/EIA-95-B - outras informações

Outros dados importantes são abordados na norma e a


interpretação desses dados é bastante similar àquelas já citadas
para as especificações da estação móvel e estação base em
outros padrões estudados.

Dentre esses dados pode-se destacar: limitações nas emissões


em RF, características da demodulação, aspectos de segurança,
autenticação e supervisão, formato e conteúdo dos quadros,
detecção de mal-funcionamento e processamento de chamada,
handoff e roaming.

173
Instituto Nacional de Telecomunicações

The End
Obrigado a todos e um grande abraço!

dayani@inatel.br
http://www.inatel.br/docentes/dayani/index.html

174