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Aula 01 (Prof\'s.

Ricardo e Nádia)

Noções de Direito p/ Exame de Suficiência CFC 2018.1 (Bacharel em Ciências


Contábeis)

Professores: Ali Mohamad Jaha, Antonio Daud Jr, Bruno Klippel, Equipe Ricardo e Nádia,
Fábio Dutra, Gabriel Rabelo, Ricardo Vale

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Noções de Direito Público e Privado – Exame CFC

Profª Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale

AULA 01 Ð NO‚ÍES DE DIREITO PòBLICO E PRIVADO

SUMçRIO PçGINA
1- Quest›es Comentadas 1Ð 24
2-Lista de quest›es e gabarito 25 - 29

Ol‡, pessoal, tudo bem?

ƒ uma grande alegria estar aqui com voc•s dando continuidade ao nosso
curso de disciplinas jur’dicas para o ÒExame de Sufici•ncia do CFCÓ.
Esse Ž um curso que ser‡ ministrado por v‡rios professores, cada um
dentro de sua especialidade.

Na aula de hoje (Aula 01) e na pr—xima aula (Aula 02), estudaremos


ÒNo•›es de Direito Pœblico e PrivadoÓ, matŽria que ser‡ ministrada
por mim (Ricardo Vale) e pela Profa. N‡dia Carolina. Vamos, aqui, a uma
r‡pida apresenta•‹o:

- N‡dia Carolina: Sou professora de Direito Constitucional do


EstratŽgia Concursos desde 2011. Trabalhei como Auditora-Fiscal
da Receita Federal do Brasil de 2010 a 2015, tendo sido
aprovada no concurso de 2009. Tenho uma larga experi•ncia em
concursos pœblicos, j‡ tendo sido aprovada para os seguintes
cargos: CGU 2008 (6¼ lugar), TRE/GO 2008 (22¼ lugar) ATA-MF
2009 (2¼ lugar), Analista-Tribut‡rio RFB (16¼ lugar) e Auditor-
Fiscal RFB (14¼ lugar).

- Ricardo Vale: Sou professor e coordenador pedag—gico do


EstratŽgia Concursos. Nos anos de 2009-2013, fui Analista de
ComŽrcio Exterior (ACE/MDIC), concurso no qual foi aprovado em
3¼ lugar. Ministro aulas presenciais e online nas disciplinas de
Direito Constitucional, ComŽrcio Internacional e Legisla•‹o
Aduaneira. AlŽm das aulas, tenho duas grandes paix›es na minha
vida: a Prof» N‡dia e a minha pequena Sofia! J

H‡ 3 (tr•s) pontos important’ssimos que merecem nossa aten•‹o:

1) O conteœdo dessa disciplina Ž vast’ssimo. Se f™ssemos levar ao


ÒpŽ da letraÓ, ter’amos que fazer um curso de mais de 1000 p‡ginas!
rsrs... Veja s— o que pede o edital!

Direito Pœblico e Privado: Conceito de Direito, Direito objetivo e


subjetivo, Direito positivo e natural, Direito e moral, fontes do
Direito, fases da lei, no•›es de interpreta•‹o jur’dica aplicada. O
Direito Constitucional, o Direito Administrativo, o Direito

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Internacional, o Direito Penal, o Direito Tribut‡rio (financeiro),


Direito Processual. O Direito Civil, o Direito Comercial, o Direito
Trabalhista e o Direito do Consumidor. Aplica•‹o pr‡tica do Direito
Pœblico e Privado associados ˆs diversas etapas do processo cont‡bil
(mensura•‹o, reconhecimento e evidencia•‹o).

2) Pode ficar tranquilo! N‹o iremos fazer voc• estudar mais de 1000
p‡ginas! rsrs... Eu e a Profa N‡dia Carolina fizemos um Raio-X de todas
as provas do Exame de Sufici•ncia do CFC e foi poss’vel perceber que
h‡ alguns pontos recorrentes. Por outro lado, h‡ temas que nunca foram
cobrados e que, certamente, tambŽm n‹o o ser‹o em provas futuras.
Portanto, j‡ temos uma ideia muito boa daquilo que pode cair no
seu exame. E Ž justamente isso o que iremos abordar no curso.

3) Embora esse seja um curso focado na resolu•‹o de quest›es, iremos


abordar a teoria necess‡ria para resolv•-las. E, claro, vamos
aprofundar um pouco mais do que j‡ foi pedido em provas do CFC. Mas s—
um pouco! J Nada de exagerar na teoria.

...

Ser‡ um curso bastante objetivo e focado na resolu•‹o de quest›es


de prova. Vamos direto ao que interessa! Iremos estudar da maneira
mais simples e eficiente poss’vel. Ao contr‡rio dos livros de Direito,
n‹o iremos ficar perdendo tempo com infinitas discuss›es doutrin‡rias.
N‹o, n‹o. O nosso objetivo Ž acertar as quest›es de prova.

Dito tudo isso, j‡ podemos partir para a nossa aula 00! Todos preparados?

Um grande abra•o,

N‡dia e Ricardo

nadia@estrategiaconcursos.com.br

ricardovale@estrategiaconcursos.com.br

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TEORIA E QUESTÍES COMENTADAS

Para iniciar o estudo do Direito, precisamos ter uma no•‹o bem clara da
hierarquia das normas jur’dicas. Precisamos saber que h‡ normas
hierarquicamente superiores a outras.

A Constitui•‹o Federal Ž a norma mais importante do ordenamento


jur’dico; ela Ž o fundamento de validade de todas as outras normas.
Abaixo da Constitui•‹o Federal, temos as leis. Abaixo das leis, temos as
normas infralegais (decretos e portarias).

E a’ temos que chamar sua aten•‹o para a chamada Òpir‰mide de


KelsenÓ. A figura abaixo est‡ bastante completa. Note que a Constitui•‹o
Federal est‡ no topo do ordenamento jur’dico. Todas as outras normas
devem ser compat’veis com a Constitui•‹o, ou seja, n‹o podem contrari‡-
la. Da mesma forma, as normas infralegais (decretos e portarias) n‹o
podem contrarias as leis, que lhes s‹o hierarquicamente superiores.

Aprofundando um pouco mais, fazemos o seguinte questionamento :


quais s‹o as normas existentes no ordenamento jur’dico
brasileiro?

Para responder essa pergunta, temos que dar uma lida no art. 59, da
Constitui•‹o Federal de 1988 (CF/88):

Art. 59. O processo legislativo compreende a elabora•‹o de:

I - emendas ˆ Constitui•‹o;

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II - leis complementares;

III - leis ordin‡rias;

IV - leis delegadas;

V - medidas provis—rias;

VI - decretos legislativos;

VII - resolu•›es.

Nesse momento, n‹o nos interessa saber o que s‹o cada uma dessas
normas. Basta saber que todas elas s‹o atos normativos prim‡rios,
pois extraem sua validade diretamente do texto constitucional.

Se olharmos a pir‰mide de Kelsen, veremos que, no topo, temos as


Òemendas constitucionaisÓ. Emendas constitucionais s‹o normas que
modificam a Constitui•‹o. TambŽm est‹o no topo, ao lado da
Constitui•‹o, os tratados de direitos humanos aprovados pelo rito
das emendas constitucionais.

E o que significa um tratado de direitos humanos ser aprovado pelo rito


das emendas constitucionais?

A resposta est‡ no art. 5¼, ¤ 3¼, CF/88:

¤ 3¼ Os tratados e conven•›es internacionais sobre direitos


humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso
Nacional, em dois turnos, por tr•s quintos dos votos dos
respectivos membros, ser‹o equivalentes ˆs emendas
constitucionais.

E se o tratado de direitos humanos n‹o for aprovado pelo rito das


emendas constitucionais?

Se ele for aprovado pelo rito ordin‡rio (maioria simples, turno œnico, em
cada Casa), ter‡ status supralegal (acima das leis, mas abaixo da
Constitui•‹o).

Logo abaixo, na pir‰mide de Kelsen, temos as leis complementares, leis


ordin‡rias, leis delegadas, medidas provis—rias, decretos legislativos e
resolu•›es legislativas. Todas essas normas est‹o no mesmo n’vel
hier‡rquico. Assim, deve ser considerada CORRETA uma quest‹o que
diga que as leis ordin‡rias t•m a mesma hierarquia das leis
complementares.

...

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Feita essa r‡pida introdu•‹o, j‡ podemos partir para uma primeira


quest‹o, cobrada em exame do CFC:

1. (Exame CFC / TŽcnico Ð 2004) A forma de Estado adotada


pelo Brasil Ž:

a) Democracia.

b) Federa•‹o.

c) Presidencialismo.

d) Repœblica.

Essa daqui Ž uma quest‹o manjada, mas que pega muita gente de
surpresa! Ela diz respeito ˆ organiza•‹o do Estado brasileiro.

Para respond•-la, era importante que voc• soubesse a distin•‹o entre


forma de estado, forma de governo, sistema de governo e regime pol’tico.
Vejamos:

a) Forma de estado diz respeito ˆ maneira pela qual o poder est‡


territorialmente repartido; em outras palavras, Ž a reparti•‹o territorial do
Poder que ir‡ definir a forma de Estado. Nesse sentido, um Estado poder‡
ser unit‡rio (quando o poder est‡ territorialmente centralizado) ou
federal (quando o poder est‡ territorialmente descentralizado). 1

O Brasil Ž um Estado federal, ou seja, adota a federa•‹o como forma de


Estado. H‡ diversos entes federativos (Uni‹o, Estados, Distrito Federal e
Munic’pios), todos eles aut™nomos, dotados de governo pr—prio e de
capacidade pol’tica. S‹o pessoas jur’dicas de direito pœblico que mant•m
entre si um v’nculo indissolœvel. Em raz‹o dessa indissolubilidade, um
estado ou munic’pio brasileiro n‹o pode se separar do Brasil; diz-se que,
em uma federa•‹o, n‹o h‡ o direito de secess‹o.

b) Forma de Governo Ž o modo como se d‡ a institui•‹o do poder na


sociedade e a rela•‹o entre governantes e governados. Quanto ˆ forma de
governo, um Estado poder‡ ser uma monarquia ou uma repœblica.

No Brasil, a forma de governo adotada (art. 1¼, caput), foi a repœblica.

S‹o caracter’sticas da Repœblica o car‡ter eletivo, representativo e


transit—rio dos detentores do poder pol’tico e responsabilidade dos


1
O objetivo dessa aula n‹o Ž nos aprofundarmos no conceito de Estado unit‡rio e Estado
federal. Nesse momento, os conceitos acima mencionados j‡ s‹o suficientes ao nosso
aprendizado.

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governantes. Os governantes, na Repœblica, s‹o eleitos pelo povo, o que


vincula essa forma de governo ˆ democracia.

c) O regime pol’tico adotado pelo Brasil Ž a democracia, o que fica claro


quando o art. 1¼, caput, da CF/88 disp›e que a Repœblica Federativa do
Brasil constitui-se um Estado democr‡tico de direito.

O Estado de Direito Ž aquele no qual existe uma limita•‹o dos poderes


estatais; ele representa uma supera•‹o do antigo modelo absolutista, no
qual o governante tinha poderes ilimitados.

O princ’pio democr‡tico Ž refor•ado pelo par‡grafo œnico do art.1¼ da


Constitui•‹o Federal. Segundo esse dispositivo, todo o poder emana do
povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamenteÓ
nos termos da Constitui•‹o.Ó

d) Sistema de governo: Ž o modo como se d‡ a rela•‹o entre os


Poderes, notadamente entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo. N‹o
se confunde com forma de governo (que pode ser Repœblica ou
Monarquia), tampouco com forma de Estado (Estado unit‡rio ou Estado
federal).

H‡ dois sistemas de governo amplamente utilizados mundo afora: i) o


presidencialismo e; ii) o parlamentarismo. Como exemplo de pa’ses
que adotam o presidencialismo, citamos o Brasil e os EUA. Por outro lado,
a Inglaterra Ž um exemplo de pa’s que adota o parlamentarismo como
sistema de governo.

Por tudo o que comentamos, a resposta da quest‹o Ž a letra B. O Brasil


adota como forma de Estado a federa•‹o; como forma de governo, a
repœblica; como regime pol’tico, a democracia e; como sistema de
governo, o presidencialismo.

...

A Constitui•‹o Federal, conforme j‡ comentamos, Ž a norma mais


importante do ordenamento jur’dico. ƒ ela, afinal, que organiza o
Estado brasileiro, organiza os poderes estatais e atribui direitos e
garantias fundamentais aos cidad‹os.

Logo em seu T’tulo I, a CF/88 trata dos princ’pios fundamentais da


Repœblica Federativa do Brasil, os quais se dividem em: i) fundamentos
da Repœblica Federativa do Brasil; ii) separa•‹o de poderes; iii) objetivos
da Repœblica Federativa do Brasil e; iv) princ’pios das rela•›es
internacionais. Vejamos o que diz a CF/88 a respeito de cada um deles.

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a) Os fundamentos da Repœblica Federativa do Brasil est‹o previstos no


art. 1¼, da Constitui•‹o Federal de 1988. S‹o eles os pilares, a base do
ordenamento jur’dico brasileiro.

Art. 1¼ A Repœblica Federativa do Brasil, formada pela


uni‹o indissolœvel dos Estados e Munic’pios e do Distrito
Federal, constitui-se em Estado Democr‡tico de Direito e
tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo pol’tico.
Par‡grafo œnico. Todo o poder emana do povo, que o
exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente,
nos termos desta Constitui•‹o.

Para memoriz‡-los, usamos a famosa sigla ÒSOCIDIVAPLUÓ: soberania,


cidadania, dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da
livre iniciativa e pluralismo pol’tico.

b) A separa•‹o de poderes Ž um princ’pio cujo objetivo Ž evitar


arbitrariedades e o desrespeito aos direitos fundamentais2; ele se baseia
na premissa de que quando o poder pol’tico est‡ concentrado nas m‹os de
uma s— pessoa, h‡ uma tend•ncia ao abuso do poder. Sob essa
perspectiva, a separa•‹o de poderes Ž verdadeira tŽcnica de limita•‹o do
poder estatal.

Modernamente, a separa•‹o de poderes n‹o Ž vista como algo r’gido. Com


efeito, o poder pol’tico Ž uno, indivis’vel; assim, o que pode ser objeto
de separa•‹o s‹o as fun•›es estatais (e n‹o o poder pol’tico). Assim,
apesar de a Constitui•‹o falar em tr•s Poderes, na verdade ela est‡ se
referindo a fun•›es distintas de um mesmo Poder: a legislativa, a
executiva e a judici‡ria.

A Constitui•‹o Federal de 1988 adotou, assim, uma separa•‹o de Poderes


flex’vel. Isso significa que eles n‹o exercem exclusivamente suas
fun•›es t’picas, mas tambŽm outras, denominadas at’picas. Um
exemplo disso Ž o exerc’cio da fun•‹o administrativa (t’pica do Executivo)
pelo Judici‡rio e pelo Legislativo, quando disp›em sobre sua organiza•‹o
interna e sobre seus servidores, nomeando-os ou exonerando-os. Ou,
ent‹o quando o Poder Executivo exerce fun•‹o legislativa (t’pica do Poder
Legislativo), ao editar medidas provis—rias ou leis delegadas.


2
MORAES, Alexandre de. Constitui•‹o do Brasil Interpretada e Legisla•‹o
Constitucional, 9» edi•‹o. S‹o Paulo Editora Atlas: 2010, pp. 72.

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A Constitui•‹o Federal de 1988, em seu art. 2¼, trata da separa•‹o de


poderes, dispondo que Òs‹o poderes da Uni‹o, independentes e
harm™nicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judici‡rio.Ó

Chama-nos a aten•‹o o fato de que a Constitui•‹o explicita que os tr•s


Poderes s‹o Òindependentes e harm™nicosÓ. Independ•ncia Ž a aus•ncia
de subordina•‹o, de hierarquia entre os Poderes; cada um deles Ž livre
para se organizar e n‹o pode intervir indevidamente (fora dos limites
constitucionais) na atua•‹o do outro. Harmonia, por sua vez, significa
colabora•‹o, coopera•‹o; visa garantir que os Poderes expressem
uniformemente a vontade da Uni‹o.

A independ•ncia entre os Poderes n‹o Ž absoluta, Ela Ž limitada pelo


sistema de freios e contrapesos, de origem norte-americana. Esse
sistema prev• a interfer•ncia leg’tima de um Poder sobre o outro,
nos limites estabelecidos constitucionalmente. ƒ o que acontece, por
exemplo, quando o Congresso Nacional (Poder Legislativo) fiscaliza os
atos do Poder Executivo (art. 49, X, CF/88). Ou, ent‹o, quando o Poder
Judici‡rio controla a constitucionalidade de leis elaboradas pelo Poder
Legislativo.

c) Os objetivos fundamentais s‹o as finalidades que devem ser


perseguidas pelo Estado brasileiro. Que tal analisarmos o art. 3¼ da Carta
Magna?

Art. 3¼ Constituem objetivos fundamentais da Repœblica


Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solid‡ria;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
III - erradicar a pobreza e a marginaliza•‹o e reduzir as
desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem,
ra•a, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de
discrimina•‹o.

Como se lembrar do rol de objetivos da Repœblica Federativa do Brasil,


uma vez que o art. 3¼ da CF/88 costuma ser cobrado em sua literalidade?
Leia-o e releia-o atŽ decor‡-lo! Para ajud‡-lo na memoriza•‹o do mesmo,
pe•o que preste aten•‹o nos verbos, sempre no infinitivo: construir,
garantir, erradicar e promover.

Calma, o curso n‹o descambou para o Portugu•s! ƒ que apenas com essa
observa•‹o, voc• poder‡ resolver a quest‹o de sua prova, mesmo se n‹o
se lembrar de nada que esteja escrito no art. 3¼, CF/88.

Outra dica Ž que esses verbos formam a sigla ÒConga Erra ProÓ, que serve
de memoriza•‹o. Pense em um rapaz, de apelido CONGA, que tem como
OBJETIVO n‹o ERRAr na PROva:

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d) Os princ’pios das rela•›es internacionais est‹o no art. 4¼, CF/88:

Art. 4¼ A Repœblica Federativa do Brasil rege-se nas suas rela•›es


internacionais pelos seguintes princ’pios:
I - independ•ncia nacional;
II - preval•ncia dos direitos humanos;
III - autodetermina•‹o dos povos;
IV - n‹o-interven•‹o;
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;
VII - solu•‹o pac’fica dos conflitos;
VIII - repœdio ao terrorismo e ao racismo;
IX - coopera•‹o entre os povos para o progresso da humanidade;
X - concess‹o de asilo pol’tico.
Par‡grafo œnico. A Repœblica Federativa do Brasil buscar‡ a
integra•‹o econ™mica, pol’tica, social e cultural dos povos da
AmŽrica Latina, visando ˆ forma•‹o de uma comunidade latino-
americana de na•›es.

Como costuma ser cobrado esse artigo? Geralmente o examinador tenta


confundir esses princ’pios com os objetivos expostos no art. 3¼ e os
fundamentos da RFB, apresentados no art. 1¼ da Carta Magna.

Outro detalhe que pode ser objeto de pegadinha Ž o seguinte. Nos termos
do art. 4¼, par‡grafo œnico, o Brasil buscar‡ a integra•‹o na AmŽrica
Latina (e n‹o na AmŽrica do Sul!).

...

Vamos a mais uma quest‹o de prova?

2. (Exame CFC / Bacharel Ð 2002) Constitucionalmente a fun•‹o


fiscalizadora Ž vinculada a um dos poderes da Repœblica. O
Tribunal de Contas da Uni‹o funciona como —rg‹o auxiliar do:

a) Poder Independente.

b) Poder Executivo.

c) Poder Legislativo.

d) Poder Judici‡rio.

Cada um dos tr•s Poderes (Executivo, Legislativo e Judici‡rio) exerce


fun•›es t’picas e at’picas:

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a) O Poder Executivo tem como fun•‹o t’pica a fun•‹o


administrativa. Como fun•›es at’picas, o Poder Executivo pode
legislar (editando medidas provis—rias e leis delegadas) e decidir
processos administrativos (Òcontencioso administrativoÓ).

b) O Poder Legislativo tem como fun•›es t’picas legislar e


fiscalizar. Como fun•›es at’picas, ele exerce a fun•‹o
administrativa (quando realiza uma licita•‹o ou um concurso
pœblico, por exemplo) e a fun•‹o de julgar (quando o Senado
Federal julga o Presidente da Repœblica nos crimes de
responsabilidade).

c) O Poder Judici‡rio tem como fun•‹o t’pica julgar. No entanto,


tambŽm exerce, como fun•›es at’picas, a fun•‹o administrativa
(quando realiza uma licita•‹o ou um concurso pœblico, por exemplo)
e a fun•‹o legislativa (quando edita os regimentos internos dos
Tribunais).

Voltando a quest‹o, o enunciado pergunta a qual dos Poderes compete a


fun•‹o fiscalizadora. A resposta Ž a letra C. O Poder Legislativo tem
como fun•‹o t’pica a fun•‹o fiscalizadora. E ele exerce tal atribui•‹o
auxiliado pelo Tribunal de Contas da Uni‹o (TCU).

Segundo o art. 71, caput, CF/88, o controle externo, a cargo do


Congresso Nacional, ser‡ exercido com o aux’lio do Tribunal de Contas
da Uni‹o.

...

3. (Exame CFC / Bacharel Ð 2004) A aprova•‹o das contas


anuais prestadas pelo Presidente da Repœblica compete:

a) Ao Tribunal de Contas da Uni‹o.

b) Ao Senado Federal.

c) Ao Congresso Nacional.

d) Ë C‰mara dos Deputados.

Essa Ž maia uma quest‹o relacionada ˆ fun•‹o fiscalizat—ria do Poder


Legislativo. Segundo o art. 49, IX, CF/88, Ž compet•ncia exclusiva do
Congresso Nacional Òjulgar anualmente as contas prestadas pelo
Presidente da Repœblica e apreciar os relat—rios sobre a execu•‹o dos
planos de governoÓ.

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A resposta, portanto, Ž a letra C. Ao Congresso Nacional compete


julgar, aprovando ou n‹o, as contas anuais do Presidente da
Repœblica. Cabe destacar que o TCU tem compet•ncia apenas para
apreciar as contas anuais do Presidente da Repœblica, mediante
parecer prŽvia.

...

No Brasil, o Poder Executivo Ž exercido pelo Presidente da


Repœblica, como o aux’lio dos Ministros de Estado. O Presidente da
Repœblica encarna a Chefia de Estado e a Chefia de Governo, exercendo,
portanto, todas as fun•›es executivas.

A elei•‹o do Presidente e do Vice-Presidente da Repœblica Ž feita pelo


sistema majorit‡rio de dois turnos. Por esse sistema, considera-se
eleito o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos v‡lidos
(n‹o computados, portanto, os votos em branco e os nulos). Caso n‹o
obtenha essa maioria na primeira vota•‹o, ser‡ realizado um novo turno
de vota•›es.

Segundo o art. 77, caput, CF/88, a elei•‹o do Presidente e do Vice-


Presidente ser‡ realizada, simultaneamente, no primeiro domingo de
outubro (em primeiro turno) e no œltimo domingo de outubro (em
segundo turno, se houver) do ano anterior ao do tŽrmino do mandato
presidencial vigente. Destaque-se que a elei•‹o do Presidente importar‡ a
do Vice-Presidente com ele registrado; em outras palavras, ao eleger o
Presidente, a popula•‹o estar‡ automaticamente elegendo o Vice.

O mandato presidencial tem a dura•‹o de 4 anos e ter‡ in’cio em 1¼ de


janeiro do ano seguinte ao da elei•‹o do Presidente da Repœblica. ƒ
permitida a reelei•‹o para um œnico per’odo subsequente. No
entanto, Ž plenamente poss’vel que um indiv’duo seja eleito para mais de
2 mandatos presidenciais, desde que n‹o sejam consecutivos. O maior
nœmero de mandatos presidenciais consecutivos que alguŽm pode cumprir
s‹o dois.

Do art. 79, CF/88, extrai-se que o substituto natural do Presidente da


Repœblica Ž o Vice-Presidente, seja nas hip—teses de impedimento ou
em caso de vac‰ncia do cargo. Dessa forma, se o Presidente viajar ao
exterior e, portanto, afastar-se temporariamente do Pa’s, o Vice-
Presidente ir‡ assumir. Nessa mesma linha, caso o Presidente seja
condenado por crime de responsabilidade (como aconteceu com o ex-
Presidente Collor) e, portanto, houver a vac‰ncia do cargo, o Vice ir‡
assumir a presid•ncia.

O art. 80, CF/88, por sua vez, nos apresenta a linha sucess—ria do
Presidente da Repœblica. Nos casos de impedimento ou vac‰ncia dos

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cargos de Presidente e Vice, ser‹o chamados ao exerc’cio da Presid•ncia,


na ordem: i) o Presidente da C‰mara dos Deputados; ii) o Presidente do
Senado Federal e; iii) o Presidente do STF.

Vejamos como esse assunto j‡ foi cobrado em prova.

4. (Exame CFC / TŽcnico Ð 2003) Em caso de impedimento do


Presidente e do Vice-Presidente da Repœblica ou vac‰ncia dos
respectivos cargos, ser‹o sucessivamente chamados ao exerc’cio
da Presid•ncia o Presidente:

a) Da C‰mara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal


Federal.

b) Do Senado Federal, o da C‰mara dos Deputados e o Ministro-Chefe do


Estado Maior das For•as Armadas.

c) Do Senado Federal, o da C‰mara dos Deputados e o Supremo Tribunal


Federal.

d) Do Supremo Tribunal Federal, o do Senado Federal e da C‰mara dos


Deputados.

O que a quest‹o queria saber era, justamente, qual a linha sucess—ria do


Presidente da Repœblica? A resposta era a letra A. No caso de
impedimento ou vac‰ncia dos cargos de Presidente e Vice-Presidente,
ser‹o chamados, na sequ•ncia, o Presidente da C‰mara dos
Deputados, o Presidente do Senado e o Presidente do STF.

...

Um dos principais temas de que tratam as Constitui•›es s‹o os direitos e


garantias fundamentais. Na CF/88, os direitos fundamentais est‹o
previstos no T’tulo II, da Constitui•‹o Federal de 1988. Esse Ž o chamado
Òcat‡logo dos direitos fundamentaisÓ, que divide os direitos
fundamentais em 5 grupos:

a) Direitos e Deveres Individuais e Coletivos (art. 5¼)

b) Direitos Sociais (art. 6¼ - art. 11)

c) Direitos de Nacionalidade (art. 12 Ð art. 13)

d) Direitos Pol’ticos (art. 14 Ð art. 16)

e) Direitos relacionados ˆ exist•ncia, organiza•‹o e participa•‹o


em partidos pol’ticos.

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Sem dœvida alguma, o mais importante desses grupos, Ž o dos direitos e


deveres individuais e coletivos, previsto no art. 5¼, CF/88. Trata-se de
assunto de relev‰ncia para qualquer prova que envolva o Direito Pœblico.

Vejamos uma quest‹o sobre o art. 5¼, CF/88:

5. (Exame CFC / Bacharel Ð 2004) Considere as afirmativas a


seguir acerca dos direitos e garantias constitucionais:

I. ninguŽm ser‡ obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa sen‹o


em virtude de lei.

II. a lei penal n‹o retroagir‡ para beneficiar o rŽu.

III. Ž livre o exerc’cio de qualquer trabalho, of’cio ou profiss‹o, atendidas


as qualifica•›es profissionais que a lei estabelecer.

IV. a lei n‹o prejudicar‡ o direito adquirido, o ato jur’dico perfeito e a


coisa julgada.

V. o Estado prestar‡ assist•ncia jur’dica integral e gratuita aos que


comprovarem insufici•ncia de recursos.

Est‹o CORRETAS as afirmativas:

a) I, II, III e IV.

b) I, II, IV e V.

c) I, III, IV e V.

d) II, III, IV e V

A primeira assertiva est‡ correta. Ela trata do chamado princ’pio da


legalidade. Segundo o art. 5¼, II, CF/88, ÒninguŽm ser‡ obrigado a
fazer ou deixar de fazer alguma coisa sen‹o em virtude de leiÓ.

ƒ interessante observarmos que o princ’pio da legalidade se aplica de


maneira diferenciada aos particulares e ao Poder Pœblico. Para os
particulares, traz a garantia de que s— podem ser obrigados a agirem ou
a se omitirem por lei. Tudo Ž permitido a eles, portanto, na falta de norma
legal proibitiva. J‡ para o Poder Pœblico, o princ’pio da legalidade
consagra a ideia de que este s— pode fazer o que Ž permitido pela lei.

A segunda assertiva est‡ errada. O art. 5¼, LX, CF/88 disp›e que Òa lei
penal n‹o retroagir‡, salvo para beneficiar o rŽuÓ. Retroagir significa
Òvoltar para tr‡sÓ, Òatingir o passadoÓ. Portanto, diz-se que

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retroatividade Ž a capacidade de atingir atos pretŽritos; por sua vez,


irretroatividade Ž a impossibilidade de atingi-los.!

Pelo art. 5¼, LX, conclui-se que, em regra, a lei penal n‹o atinge o
passado. Imagine que hoje voc• beba uma garrafa de vodka no bar,
conduta l’cita e n‹o tipificada como crime. No entanto, daqui a uma
semana, Ž editada uma nova lei que estabelece que Òbeber vodkaÓ ser‡
considerado crime. Pergunta-se: voc• poder‡ ser penalizado por essa
conduta? ƒ claro que n‹o, uma vez que a lei penal, em regra, n‹o
atinge fatos pretŽritos.

Todavia, Ž importante termos em mente que a lei penal poder‡, em certos


casos, retroagir. ƒ o que se chama de retroatividade da lei penal
benigna: a lei penal poder‡ retroagir, desde que para beneficiar o rŽu.

A terceira assertiva est‡ correta. Ela nos traz o princ’pio da liberdade


do exerc’cio profissional. Segundo o art. 5¼, XIII, CF/88, ÒŽ livre o
exerc’cio de qualquer trabalho, of’cio ou profiss‹o, atendidas as
qualifica•›es profissionais que a lei estabelecerÓ.

Na inexist•ncia de lei que exija qualifica•›es para o exerc’cio de


determinada profiss‹o, qualquer pessoa poder‡ exerc•-la. Entretanto,
existente a lei, a profiss‹o s— poder‡ ser exercida por quem
atender ˆs qualifica•›es legais.

A quarta assertiva est‡ correta. Segundo o art. 5¼, XXXVI, Òa lei n‹o
prejudicar‡ o direito adquirido, o ato jur’dico perfeito e a coisa julgadaÓ. O
direito adquirido, o ato jur’dico perfeito e a coisa julgada s‹o institutos
que surgiram como instrumentos de seguran•a jur’dica, impedindo
que as leis retroagissem para prejudicar situa•›es jur’dicas consolidadas.
Eles representam, portanto, a garantia da irretroatividade das leis,
que, todavia, n‹o Ž absoluta.

A quinta assertiva est‡ correta. Segundo o art. 5¼, LXXIV, CF/88, Òo


Estado prestar‡ assist•ncia jur’dica integral e gratuita aos que
comprovarem insufici•ncia de recursosÓ. Essa previs‹o constitucional
visa garantir a todos o acesso ˆ Justi•a. Em prova, voc• deve ficar atento
ao fato de que a assist•ncia jur’dica integral e gratuita s— Ž devida aos
pobres, aos que comprovarem insufici•ncia de recursos.

O gabarito Ž a letra C.

...

J‡ estudamos v‡rios direitos fundamentais importantes. Todavia, tambŽm


considero importante que voc•s levem para a prova o conhecimento de

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outros dispositivos do art. 5¼, CF/88. Deem uma lida nesses dispositivos,
pois pode ser cobrada a literalidade deles em sua prova.

XI - a casa Ž asilo inviol‡vel do indiv’duo, ninguŽm nela podendo penetrar


sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou
desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determina•‹o
judicial;
...
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais
abertos ao pœblico, independentemente de autoriza•‹o, desde que n‹o
frustrem outra reuni‹o anteriormente convocada para o mesmo local,
sendo apenas exigido prŽvio aviso ˆ autoridade competente;
...
XXII - Ž garantido o direito de propriedade;
É ==9bb8a==

LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados


em geral s‹o assegurados o contradit—rio e ampla defesa, com os meios e
recursos a ela inerentes;
LVI - s‹o inadmiss’veis, no processo, as provas obtidas por meios il’citos;
LVII - ninguŽm ser‡ considerado culpado atŽ o tr‰nsito em julgado de
senten•a penal condenat—ria.

...

TambŽm precisamos mencionar a exist•ncia dos chamados remŽdios


constitucionais. S‹o eles:

a) Habeas corpus: tem como objetivo a prote•‹o do direito de


locomo•‹o.

LXVIII - conceder-se-‡ "habeas-corpus" sempre que alguŽm sofrer


ou se achar amea•ado de sofrer viol•ncia ou coa•‹o em sua
liberdade de locomo•‹o, por ilegalidade ou abuso de poder;

b) Habeas data: busca proteger o direito ˆ informa•‹o.

LXXII - conceder-se-‡ "habeas-data":


a) para assegurar o conhecimento de informa•›es relativas ˆ pessoa
do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de
entidades governamentais ou de car‡ter pœblico;
b) para a retifica•‹o de dados, quando n‹o se prefira faz•-lo por
processo sigiloso, judicial ou administrativo

c) Mandado de seguran•a: busca proteger direito l’quido e certo n‹o


amparado por habeas corpus ou habeas data.

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LXIXÐ conceder-se-‡ mandado de seguran•a para proteger direito


l’quido e certo, n‹o amparado por Òhabeas corpusÓ ou habeas data,
quando o respons‡vel pela ilegalidade ou abuso de poder for
autoridade pœblica ou agente de pessoa jur’dica no exerc’cio de
atribui•›es do Poder Pœblico;

d) Mandado de injun•‹o: O mandado de injun•‹o Ž um remŽdio


constitucional dispon’vel para qualquer pessoa prejudicada pela falta de norma
regulamentadora que inviabilize o exerc’cio dos direitos e liberdades
constitucionais e das prerrogativas inerentes ˆ nacionalidade, soberania
e cidadania. Isso visa garantir que a Constitui•‹o n‹o se tornar‡ Òletra mortaÓ,
evitando a omiss‹o do legislador infraconstitucional

LXXI - conceder-se-‡ mandado de injun•‹o sempre que a falta de


norma regulamentadora torne invi‡vel o exerc’cio dos direitos e
liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes ˆ
nacionalidade, ˆ soberania e ˆ cidadania;

e) A•‹o popular: Trata-se uma a•‹o de natureza coletiva, que visa a


anular ato lesivo ao patrim™nio pœblico, ˆ moralidade
administrativa, ao meio ambiente e ao patrim™nio hist—rico e
cultural. ƒ, portanto, uma forma de controle, pelos cidad‹os, dos atos do
Poder Pœblico, por meio do Judici‡rio. Observa•‹o importante: apenas o
cidad‹o pode impetrar a•‹o popular.

LXXIII - qualquer cidad‹o Ž parte leg’tima para propor a•‹o


popular que vise a anular ato lesivo ao patrim™nio pœblico ou de
entidade de que o Estado participe, ˆ moralidade administrativa, ao
meio ambiente e ao patrim™nio hist—rico e cultural, ficando o autor,
salvo comprovada m‡-fŽ, isento de custas judiciais e do ™nus da
sucumb•ncia;

...

Pronto! J‡ falamos o suficiente sobre os direitos individuais, previstos no


art. 5¼, CF/88. Vamos, agora, falar sobre os direitos sociais. E j‡
come•amos com uma quest‹o de prova! J

6. (Exame CFC / Bacharel Ð 2004) A Constitui•‹o da Repœblica


Federativa do Brasil de 1988 enumerou os chamados Òdireitos
sociaisÓ. Entre eles, podemos citar o direito:

a) Ë educa•‹o, ˆ correspond•ncia e ˆ propriedade.

b) Ë inf‰ncia, ˆ intimidade e ˆ igualdade.

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c) Ë saœde, ao lazer e ao trabalho.

d) Ao FGTS e ao acesso ˆ informa•‹o.

Segundo o art. 6¼, caput, CF/88, Òs‹o direitos sociais a educa•‹o, a


saœde, a alimenta•‹o, o trabalho, a moradia, o lazer, a seguran•a, a
previd•ncia social, a prote•‹o ˆ maternidade e ˆ inf‰ncia, a assist•ncia
aos desamparados.Ó J‡ podemos ver que a resposta da quest‹o Ž a letra
C.

Os direitos sociais, ao contr‡rio dos direitos individuais, imp›em ao Estado


uma Òobriga•‹o de fazerÓ, uma obriga•‹o de ofertar presta•›es
positivas em favor dos indiv’duos, visando concretizar a igualdade
material. Assim, pode-se dizer que os direitos sociais s‹o presta•›es
positivas (a•›es) realizadas pelo Estado para melhorar a qualidade de
vida dos hipossuficientes, ou seja, dos mais necessitados. Em raz‹o
disso, o Estado deve garantir que todos tenham acesso ˆ educa•‹o,
saœde, alimenta•‹o, trabalho, dentre outros.

O art. 7¼, CF/88, relaciona os direitos sociais dos trabalhadores.


Abaixo transcrevemos os mais importantes para a sua prova.

Art. 7¼ S‹o direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, alŽm de


outros que visem ˆ melhoria de sua condi•‹o social:
(...)
II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involunt‡rio;
III - fundo de garantia do tempo de servi•o;
(...)
VI - irredutibilidade do sal‡rio, salvo o disposto em conven•‹o ou
acordo coletivo;
VII - garantia de sal‡rio, nunca inferior ao m’nimo, para os que
percebem remunera•‹o vari‡vel;
VIII - dŽcimo terceiro sal‡rio com base na remunera•‹o integral ou
no valor da aposentadoria;
IX Ð remunera•‹o do trabalho noturno superior ˆ do diurno;
(...)
XII - sal‡rio-fam’lia pago em raz‹o do dependente do trabalhador
de baixa renda nos termos da lei;
(...)
XVI - remunera•‹o do servi•o extraordin‡rio superior, no m’nimo,
em cinqŸenta por cento ˆ do normal;
XVII - gozo de fŽrias anuais remuneradas com, pelo menos, um
ter•o a mais do que o sal‡rio normal;
XVIII - licen•a ˆ gestante, sem preju’zo do emprego e do sal‡rio,
com a dura•‹o de cento e vinte dias;
XIX - licen•a-paternidade, nos termos fixados em lei;
(...)

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XXIII - adicional de remunera•‹o para as atividades penosas,


insalubres ou perigosas, na forma da lei;
XXIV - aposentadoria;
XXV - assist•ncia gratuita aos filhos e dependentes desde o
nascimento atŽ 5 (cinco) anos de idade em creches e prŽ-escolas;
(...)
XXXIII - proibi•‹o de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a
menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis
anos, salvo na condi•‹o de aprendiz, a partir de quatorze anos;

Algumas pegadinhas comuns em prova e sobre as quais voc• precisa ficar


atento:

a) O seguro desemprego somente ser‡ devido em caso de


desemprego involunt‡rio. Se o trabalhador pedir demiss‹o, ele
n‹o vai receber o seguro-desemprego.

b) ƒ poss’vel a redu•‹o salarial? Sim, Ž poss’vel, desde que por


conven•‹o ou acordo coletivo.

c) O sal‡rio-fam’lia somente ser‡ pago ao trabalhador de baixa


renda.

d) Abaixo de 14 anos, o menor de idade n‹o pode realizar qualquer


trabalho. Entre os 14 e 16 anos, pode ser menor aprendiz. Dos
16 a 18 anos, s— n‹o pode realizar trabalhos noturnos,
perigosos ou insalubres. A partir dos 18 anos, pode realizar
qualquer trabalho.

Vejamos, agora, uma quest‹o acerca dos direitos sociais coletivos dos
trabalhadores.

7. (Exame CFC / TŽcnico Ð 2013.1) Considerando o disposto na


Constitui•‹o da Repœblica Federativa do Brasil, sobre as
Organiza•›es Sindicais, julgue os itens abaixo como Verdadeiro
(V) ou Falso (F) e, em seguida, assinale a op•‹o CORRETA.

I. ƒ vedada a cria•‹o de mais de uma organiza•‹o sindical, em qualquer


grau, representativa de categoria profissional ou econ™mica, na mesma
base territorial, que ser‡ definida pelos trabalhadores ou empregadores
interessados, n‹o podendo ser inferior ˆ ‡rea de um Munic’pio.

II. Ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou


individuais da categoria, inclusive em quest›es judiciais ou administrativas

III. N‹o Ž obrigat—ria a participa•‹o dos sindicatos nas negocia•›es

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coletivas de trabalho.

IV. O aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organiza•›es
sindicais.

A sequ•ncia CORRETA Ž:

a) F, F, V, V.

b) F, V, V, F

c) V, F, F, F.

d) V, V, F, V.

9
A primeira assertiva est‡ verdadeira. Esse Ž o princ’pio da unicidade
sindical. Segundo o art. 8¼, II, ÒŽ vedada a cria•‹o de mais de uma
organiza•‹o sindical, em qualquer grau, representativa de categoria
profissional ou econ™mica, na mesma base territorial, que ser‡ definida
pelos trabalhadores ou empregadores interessados, n‹o podendo ser
inferior ˆ ‡rea de um Munic’pioÓ.

A segunda assertiva est‡ verdadeira. Segundo o art. 8¼, III, Òao


sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou
individuais da categoria, inclusive em quest›es judiciais ou
administrativasÓ.

A terceira assertiva est‡ falsa. ƒ obrigat—ria a participa•‹o dos


sindicatos nas negocia•›es coletivas de trabalho (art. 8¼, VI).

A quarta assertiva est‡ verdadeira. De fato, o aposentado tem direito


a votar e ser votado nas organiza•›es sindicais.

O gabarito Ž a letra D.

...

Vamos, agora, falar dos direitos de nacionalidade. E a’ Ž importante


estudarmos o art. 12, CF/88.

Art. 12. S‹o brasileiros:


I - natos:
a) os nascidos na Repœblica Federativa do Brasil, ainda que de pais
estrangeiros, desde que estes n‹o estejam a servi•o de seu pa’s;
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e brasileira,
desde que qualquer deles esteja a servi•o da Repœblica Federativa
do Brasil;

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c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de m‹e brasileira,


desde que sejam registrados em reparti•‹o brasileira competente ou
venham a residir na Repœblica Federativa do Brasil e optem, em
qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade
brasileira;
No art. 12, inciso I, est‹o as hip—teses de aquisi•‹o de nacionalidade
origin‡ria; em outras palavras, Ž esse dispositivo que define quem s‹o
os brasileiros natos.

Na al’nea ÒaÓ, Ž percept’vel que a Constitui•‹o adotou o critŽrio Òjus


soliÓ, considerando brasileiro nato qualquer pessoa nascida em
territ—rio nacional, mesmo que de pais estrangeiros. Entretanto, h‡
uma exce•‹o: se o nascido no Brasil for filho de estrangeiros que estejam
a servi•o de seu Pais, n‹o ser‡ brasileiro nato.
b
Na al’nea ÒbÓ, a Constitui•‹o estabelece que s‹o brasileiros natos os
nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e brasileira, desde que
qualquer deles esteja a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil. O
legislador constituinte adotou, aqui, o critŽrio Òjus sanguinisÓ,
prevendo, todavia um requisito adicional: o fato de qualquer um dos
pais (ou ambos) estar a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil,
o que significa qualquer servi•o prestado por —rg‹o ou entidade da Uni‹o,
dos Estados, do Distrito Federal ou dos Munic’pios.

Na al’nea ÒcÓ, a Constitui•‹o estabelece que s‹o brasileiros natos Òos


nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de m‹e brasileira, desde que
sejam registrados em reparti•‹o brasileira competente ou venham a
residir na Repœblica Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo,
depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileiraÓ.

Assim, h‡ duas possibilidades diferentes de aquisi•‹o de nacionalidade


quando o indiv’duo nasce no exterior, filho de pai brasileiro ou m‹e
brasileira que n‹o est‹o a servi•o do Brasil:

a) O indiv’duo Ž registrado em reparti•‹o brasileira competente


ou;

b) O indiv’duo vem a residir no Brasil e opta, em qualquer tempo,


depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.

Na primeira possibilidade, o registro do indiv’duo perante reparti•‹o


competente Ž condi•‹o suficiente para que ele seja considerado
brasileiro nato. Na segunda possibilidade, o indiv’duo precisa residir no
Brasil e, alŽm disso, manifestar sua vontade.

Dando continuidade ˆ an‡lise do art. 12, que tal verificarmos as condi•›es


para a aquisi•‹o secund‡ria (derivada) da nacionalidade?

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Art. 12. S‹o brasileiros:


(...)
II - naturalizados:
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira,
exigidas aos origin‡rios de pa’ses de l’ngua portuguesa apenas
resid•ncia por um ano ininterrupto e idoneidade moral;
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na
Repœblica Federativa do Brasil h‡ mais de quinze anos ininterruptos
e sem condena•‹o penal, desde que requeiram a nacionalidade
brasileira.

Observe que, no Brasil, a aquisi•‹o de nacionalidade derivada somente se


dar‡ por manifesta•‹o do interessado (ou seja, ser‡ sempre
expressa), mediante naturaliza•‹o.
b naturaliza•‹o ordin‡ria, concedida
Na al’nea ÒaÓ, temos a hip—tese de
aos estrangeiros que cumpram os requisitos descritos em lei (Estatuto
do Estrangeiro). No caso de estrangeiros origin‡rios de pa’ses de
l’ngua portuguesa, o processo de naturaliza•‹o Ž facilitado, sendo
apenas exigidos dois requisitos:

a) resid•ncia no Brasil por um ano ininterrupto;

b) idoneidade moral.

Cabe destacar, entretanto, que o mero cumprimento dos requisitos n‹o


assegura ao estrangeiro a concess‹o da nacionalidade brasileira. A
concess‹o da naturaliza•‹o ordin‡ria Ž ato discricion‡rio do Chefe do
Poder Executivo, ou seja, depende de uma an‡lise quanto ˆ conveni•ncia
e ˆ oportunidade por parte deste.

Na al’nea ÒbÓ, est‡ prevista a naturaliza•‹o extraordin‡ria, que


depende do cumprimento de 3 (tr•s) requisitos:

a) Resid•ncia ininterrupta no Brasil por mais de quinze anos;

b) Aus•ncia de condena•‹o penal;

c) Requerimento do interessado.

Ao contr‡rio do que ocorre na naturaliza•‹o ordin‡ria, cumpridos esses


tr•s requisitos, o interessado tem direito subjetivo ˆ nacionalidade
brasileira. Portanto, esta n‹o pode ser negada pelo Chefe do Executivo;
trata-se, portanto, de ato vinculado do Presidente da Repœblica.

Vejamos, agora, como j‡ foi cobrado o tema ÒnacionalidadeÓ em exames


do CFC:

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8. (Exame CFC / TŽcnico Ð 2012.1) ƒ vedado a um estrangeiro


que se naturaliza brasileiro ser:

a) eleito Senador da Repœblica.

b) filiado a partido pol’tico.

c) presidente da C‰mara dos Deputados.

d) professor catedr‡tico de universidade pœblica.

O art. 12, ¤ 3¼, CF/88, define que alguns cargos s‹o privativos de
brasileiro nato. Assim, esses cargos n‹o podem ser ocupados por
8 os seguintes:
brasileiros naturalizados. S‹o eles

- Presidente e Vice-Presidente da Repœblica;

- Presidente da C‰mara dos Deputados;

- Presidente do Senado Federal;

- Ministro do STF;

- Carreira diplom‡tica;

- Oficial das For•as Armadas;

- Ministro de Estado da Defesa.

Analisando a quest‹o, percebe-se que a resposta Ž a letra C. Um brasileiro


naturalizado n‹o poder‡ ser Presidente da C‰mara dos Deputados.

9. (Exame CFC / TŽcnico Ð 2004) Somente os brasileiros natos


poder‹o exercer os cargos de:

a) Deputado Federal e Estadual.

b) Governador e Vice-Governador.

c) Ministro da Fazenda e Planejamento.

d) Presidente da C‰mara dos Deputados.

O cargo de Presidente da C‰mara dos Deputados Ž privativo de


brasileiro nato. A resposta Ž a letra D.

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10. (Exame CFC / TŽcnico Ð 2003) ƒ vedado a um estrangeiro


que se naturaliza brasileiro ser:

a) Professor titular de universidade publica.

b) Filiado a partido pol’tico.

c) Eleito deputado federal.

d) Presidente do senado federal.

O cargo de Presidente do Senado Federal Ž privativo de brasileiro


nato. A resposta Ž a letra D.
a
...

11. (Exame CFC / TŽcnico Ð 2011.1) Com rela•‹o ˆ legisla•‹o


tribut‡ria, julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos
(F) e, em seguida, assinale a op•‹o CORRETA.

I. Qualquer tributo, uma vez institu’do por Lei, pode ser modificado por
Decreto, que s‹o normas jur’dicas elaboradas pelo Poder Executivo.

II. Medidas Provis—rias s‹o editadas pelo Presidente da Repœblica. Caso o


Congresso n‹o aprecie a matŽria em 60 dias, prorrog‡vel por mais 60,
fica convertida, automaticamente, em Lei.

III. As leis complementares ser‹o aprovadas por maioria absoluta.

A sequ•ncia CORRETA Ž:

a) F, F, V.

b) F, V, F.

c) F, V, V.

d) V, V, F.

A primeira assertiva est‡ errada. Um dos princ’pios mais importantes, em


matŽria tribut‡ria, Ž o princ’pio da legalidade. Por esse princ’pio, a
institui•‹o ou majora•‹o de um tributo deve ser feita sempre por lei.
N‹o Ž admiss’vel que um decreto modifique um tributo.

A segunda assertiva est‡ errada. As medidas provis—rias t•m valor de lei.

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No entanto, n‹o s‹o editadas pelo Poder Legislativo, mas sim pelo
Presidente da Repœblica.

Uma vez editada uma medida provis—ria, o Congresso Nacional tem um


prazo de 60 dias, prorrog‡veis por igual per’odo, para convert•-las
em lei. Caso n‹o o fa•a nesse per’odo, a medida provis—ria perder‡
efic‡cia.

A terceira assertiva est‡ correta. As leis ordin‡rias s‹o aprovadas por


maioria simples. Por outro lado, as leis complementares s‹o
aprovadas por maioria absoluta.

O gabarito Ž a letra A.

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LISTA DE QUESTÍES

1. (Exame CFC / TŽcnico Ð 2004) A forma de Estado adotada


pelo Brasil Ž:

a) Democracia.

b) Federa•‹o.

c) Presidencialismo.

d) Repœblica.

2. (Exame CFC / Bacharel Ð 2002) Constitucionalmente a fun•‹o


fiscalizadora Ž vinculada a um dos poderes da Repœblica. O
Tribunal de Contas da Uni‹o funciona como —rg‹o auxiliar do:

a) Poder Independente.

b) Poder Executivo.

c) Poder Legislativo.

d) Poder Judici‡rio.

3. (Exame CFC / Bacharel Ð 2004) A aprova•‹o das contas


anuais prestadas pelo Presidente da Repœblica compete:

a) Ao Tribunal de Contas da Uni‹o.

b) Ao Senado Federal.

c) Ao Congresso Nacional.

d) Ë C‰mara dos Deputados.

4. (Exame CFC / TŽcnico Ð 2003) Em caso de impedimento do


Presidente e do Vice-Presidente da Repœblica ou vac‰ncia dos
respectivos cargos, ser‹o sucessivamente chamados ao exerc’cio
da Presid•ncia o Presidente:

a) Da C‰mara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal


Federal.

b) Do Senado Federal, o da C‰mara dos Deputados e o Ministro-Chefe do


Estado Maior das For•as Armadas.

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c) Do Senado Federal, o da C‰mara dos Deputados e o Supremo Tribunal


Federal.

d) Do Supremo Tribunal Federal, o do Senado Federal e da C‰mara dos


Deputados.

5. (Exame CFC / Bacharel Ð 2004) Considere as afirmativas a


seguir acerca dos direitos e garantias constitucionais:

I. ninguŽm ser‡ obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa sen‹o


em virtude de lei.

II. a lei penal n‹o retroagir‡ para beneficiar o rŽu.

III. Ž livre o exerc’cio de qualquer trabalho, of’cio ou profiss‹o, atendidas


as qualifica•›es profissionais que a lei estabelecer.

IV. a lei n‹o prejudicar‡ o direito adquirido, o ato jur’dico perfeito e a


coisa julgada.

V. o Estado prestar‡ assist•ncia jur’dica integral e gratuita aos que


comprovarem insufici•ncia de recursos.

Est‹o CORRETAS as afirmativas:

a) I, II, III e IV.

b) I, II, IV e V.

c) I, III, IV e V.

d) II, III, IV e V

6. (Exame CFC / Bacharel Ð 2004) A Constitui•‹o da Repœblica


Federativa do Brasil de 1988 enumerou os chamados Òdireitos
sociaisÓ. Entre eles, podemos citar o direito:

a) Ë educa•‹o, ˆ correspond•ncia e ˆ propriedade.

b) Ë inf‰ncia, ˆ intimidade e ˆ igualdade.

c) Ë saœde, ao lazer e ao trabalho.

d) Ao FGTS e ao acesso ˆ informa•‹o.

7. (Exame CFC / TŽcnico Ð 2013.1) Considerando o disposto na


Constitui•‹o da Repœblica Federativa do Brasil, sobre as

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Organiza•›es Sindicais, julgue os itens abaixo como Verdadeiro


(V) ou Falso (F) e, em seguida, assinale a op•‹o CORRETA.

I. ƒ vedada a cria•‹o de mais de uma organiza•‹o sindical, em qualquer


grau, representativa de categoria profissional ou econ™mica, na mesma
base territorial, que ser‡ definida pelos trabalhadores ou empregadores
interessados, n‹o podendo ser inferior ˆ ‡rea de um Munic’pio.

II. Ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou


individuais da categoria, inclusive em quest›es judiciais ou administrativas

III. N‹o Ž obrigat—ria a participa•‹o dos sindicatos nas negocia•›es


coletivas de trabalho.

IV. O aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organiza•›es
sindicais.

A sequ•ncia CORRETA Ž:

a) F, F, V, V.

b) F, V, V, F

c) V, F, F, F.

d) V, V, F, V.

8. (Exame CFC / TŽcnico Ð 2012.1) ƒ vedado a um estrangeiro


que se naturaliza brasileiro ser:

a) eleito Senador da Repœblica.

b) filiado a partido pol’tico.

c) presidente da C‰mara dos Deputados.

d) professor catedr‡tico de universidade pœblica.

9. (Exame CFC / TŽcnico Ð 2004) Somente os brasileiros natos


poder‹o exercer os cargos de:

a) Deputado Federal e Estadual.

b) Governador e Vice-Governador.

c) Ministro da Fazenda e Planejamento.

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d) Presidente da C‰mara dos Deputados.

10. (Exame CFC / TŽcnico Ð 2003) ƒ vedado a um estrangeiro


que se naturaliza brasileiro ser:

a) Professor titular de universidade publica.

b) Filiado a partido pol’tico.

c) Eleito deputado federal.

d) Presidente do senado federal.

11. (Exame CFC / TŽcnico Ð 2011.1) Com rela•‹o ˆ legisla•‹o


tribut‡ria, julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos
(F) e, em seguida, assinale a op•‹o CORRETA.

I. Qualquer tributo, uma vez institu’do por Lei, pode ser modificado por
Decreto, que s‹o normas jur’dicas elaboradas pelo Poder Executivo.

II. Medidas Provis—rias s‹o editadas pelo Presidente da Repœblica. Caso o


Congresso n‹o aprecie a matŽria em 60 dias, prorrog‡vel por mais 60,
fica convertida, automaticamente, em Lei.

III. As leis complementares ser‹o aprovadas por maioria absoluta.

A sequ•ncia CORRETA Ž:

a) F, F, V.

b) F, V, F.

c) F, V, V.

d) V, V, F.

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GABARITO

1. Letra B
2. Letra C
3. Letra C
4. Letra A
5. Letra C
6. Letra C
7. Letra D
8. Letra C
9. Letra D
10. Letra D
11. Letra A

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