Você está na página 1de 2

1) De acordo com os dados do Ministério da Saúde através do Sistema de Informações

Nacional de Agravos de Notificação correspondente ao ano de 2010 sobre a incidência de


casos de tuberculose por 100 mil habitantes por faixa etária apresenta os números:
Entre as faixas de 0 a 4 anos e de 5 a 14 anos são praticamente idênticas e ficam abaixo de 10
a incidência; na faixa 15 a 34 anos a incidência é um pouco acima de 40; entre a faixa de 35 a
64 anos é onde se concentra a maior incidência chegando a cerca de 55; e na faixa de 65 ou
mais anos a incidência é de cerca de 50.
Os números mostram que a prevalência dos casos nos menores de 15 anos corresponde a
um pequeno percentual dos casos total de tuberculose, somente cerca de 5%.

2) Existem 2 tipos de tuberculose , o tipo pulmonar e o tipo extra pulmonar. O tipo pulmonar
se desenvolve no pulmão e é a mais comum e mais popularmente conhecida, é mais comum
porque os bacilos da tuberculose geralmente entram no corpo primeiro pelos pulmões,
quando a pessoa inala as bactérias.
O tipo extra pulmonar se desenvolve em outros órgãos sem ser o pulmão, podendo ocorrer
nos linfonodos (TB Linfática), no sistema urogenital (TB Genito-Urinária), nos ossos (TB
Óssea), nas articulações (TB Articular), no fígado (TB Hepática), no baço, no sistema
nervoso central (Neurotuberculose), na pele (TB Cutânea), meninge (TB Meningea), TB
Miliar, TB Gangionar, TB Pleural, TB Pericardia, etc. Geralmente ocorrem em pessoas
imunodeprimidas.

3) O diagnóstico na infância encontra dificuldade de se estabelecer devido a impossibilidade,


na maioria dos casos, de se comprovar bacteriologicamente a doença, que, em geral, cursa
com pequeno número de bacilos. Por outro lado, a obtenção de espécimes clínicos, como o
escarro, em geral só é conseguida após a idade escolar, pela dificuldade natural de se obter
expectoração em crianças menores. Na prática, o que é feito é uma leitura de um conjunto de
dados indiretos como a história clínica; achados radiológicos; história epidemiológica de
contato com adulto tuberculoso e a interpretação do teste tuberculínico (em relação à
vacinação BCG).
Nos adultos são utilizados os métodos do bacterioscópico (baciloscopia e cultura),
radiológico, prova tuberculínica, anátomo-patológico (histológico e citológico), sorológico (a
sorologia para TB não apresenta a acurácia necessária, não sendo, ainda, método aceito
universalmente) , bioquímico e de biologia molecular.

4) Alguns dos critérios clínicos que podem aparecer para se suspeitar de tuberculose são:
Evolução clínica insidiosa; tosse seca ou produtiva com duração superior a quatro semanas;
febre baixa e, geralmente, vespertina; sudorese noturna; perda ponderal significativa;
Alterações pulmonares de segmentos superiores e posteriores, evidenciadas pela ausculta e
radiografia de tórax; dor pleurítica em indivíduos menores de 45 anos; derrame pleural
moderado e, geralmente, unilateral, acompanhado ou não de lesões parenquimatosas;
aumento de volume de cadeia ganglionar, geralmente, única, cervical e indolor; disúria,
polaciúria e dor lombar persistentes, associadas a bacteriúria estéril ou hematúria isolada;
comprometimento meníngeo insidioso, seguido de alterações comportamentais e
convulsões;Quadro diarréico persistente, sem resposta aos tratamentos convencionais.
5) O teste PPD (derivado de proteína purificada) ou prova tuberculínica representa um
método auxiliar para o diagnóstico de pacientes não-imunizados com BCG. O PPD que é um
precipitado obtido de culturas filtradas e esterilizadas, é injetado de forma intradérmica (isto
é, dentro da pele) e a leitura do exame é feita entre 48 e 72 horas após a aplicação do PPD.
Um paciente que foi exposto à bactéria deve apresentar uma resposta imunológica na pele
Quando negativa sugere a investigação de outras doenças que possam ter apresentação
semelhante à tuberculose. Quando positiva, indica contato atual ou pregresso com a
micobactéria, necessitando de outros achados que confirmem a infecção. Sabe-se que
indivíduos imunodeprimidos podem apresentar reação anérgica ao PPD, mesmo quando
gravemente enfermos pela doença. Apesar da interpretação dificultada em nosso meio, o PPD
ainda é solicitado de rotina, quando disponível, para todos pacientes com suspeita de
tuberculose, imunocompetentes ou não. O PPD que é um precipitado obtido de culturas
filtradas e esterilizadas, é injetado de forma intradérmica (isto é, dentro da pele) e a leitura do
exame é feita entre 48 e 72 horas após a aplicação do PPD. Um paciente que foi exposto à
bactéria deve apresentar uma resposta imunológica na pele.

6) Para as crianças (abaixo de 10 anos), em casos novos ou em casos de retratamento de


todas as formas de tuberculose pulmonar e extrapulmonar (exceto a forma
meningoencefálica), infectados ou não pelo HIV é utilizado o Esquema com os fármacos
RHZ.(2RHZ/ 4RH) que correspondem respectivamente Rifampicina, Isoniazida e
Pirazinamida.
O tratamento possui duas fases: fase de ataque(Início) e fase de manutenção, na fase de
ataque é utilizado o RHZ e na manutenção o RH. A quantidade mg/kg/dia dos fármacos é
dada pelo peso da criança. Os medicamentos deverão ser administrados preferencialmente
em jejum (1h antes ou duas horas após o café da manhã), em uma única tomada ou, em
caso de intolerância digestiva, junto com uma refeição. O tratamento das formas
extrapulmonares (exceto a meningoencefálica) terá a duração de seis meses assim como o
tratamento dos pacientes co-infectados com HIV, independentemente da fase de evolução
da infecção viral. As reações adversas mais frequentes incluem mudança da coloração da
urina intolerância gástrica, alterações cutâneas, icterícia e dores articulares. Deve ser
ressaltado que quando a reação adversa corresponde a uma reação de hipersensibilidade
grave como, por exemplo, plaquetopenia, anemia hemolítica, insuficiência renal, etc. O
medicamento suspeito não pode ser reiniciado após a suspensão, pois na re-introdução a
reação adversa é ainda mais grave.

7) A prevenção da tuberculose consiste na vacinação infantil (através da BCG) e na


detecção e tratamento precoce das pessoas com tuberculose, pois o mais importante é
detectar e tratar todos os pacientes bacilíferos, ou seja, todos aqueles com o bacilo de Koch
nos pulmões. Outra conduta importante é o controle das pessoas que têm contato íntimo
com o doente (vivem na mesma casa, por exemplo) eles devem também ser investigados
pelo médico. Um fator primordial também é a higiene e as condições do ambiente em que
se vive, que podem favorecer a ocorrência da doença.

8) Geralmente a quimioprofilaxia é dirigida aos grupos de alto risco de tuberculose, entre


eles em especial os que possuem também HIV. Os pacientes indicados para este tipo de
tratamento são os recém nascidos que tem contato com foco tubérculo ativo; crianças
menores de 15 anos, não vacinadas com BCG; indivíduos com viragem tuberculínica (até
12 meses); população indígena; imunodeprimidos; reatores fortes à tuberculina, sem sinais
de tuberculose ativa e os co-infectados com HIV e tuberculose.