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Aula 06

Conhecimentos Pedagógicos p/ Secretaria de Educação DF (com videoaulas)

Professores: Fabiana Firmino, Fernanda Lima


Conhecimentos Pedagógicos
Teoria e exercícios SEDF
! Profas. Fabiana Firmino e Fernanda Lima
! Aula 06
!
! !
AULA 06: Legislação aplicada a educação a distancia. Novas
tecnologias aplicadas à educação e plataformas de aprendizagem
virtuais e avaliação educacional.

SUMÁRIO PÁGINA

1. Apresentação 02

2. Educação a distância: características; principais 03


atores. Novas tecnologias aplicadas à educação.
3. A história da educação a distância no mundo 07
Tecnologias da iformação e da comunicação no contexto 22
escolar
5- legislação aplicada a educação a distância 34

9 – Questões 38

10 - Gabarito 51

11 – Referências Bibliográficas 52

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Olá querid@ alun@!

Vamos para a penúltima aula! Continue com FOCO e não


desanime. Aproveite que o edital ainda não saiu e faça a sua
parte.
A aula de hoje está bem tranquila. Faça a leitura várias vezes e
não deixe de fazer suas anotações.
Não esqueça da nossa rodada de pão de queijo ☺!

Quem quiser nos acompanhar e ficar por dentro do mundo dos


concursos de educação, nos encontre em:
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oncursos/

Vamos lá! :)

Será por quê gostamos de educação a distância? Será que é por


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que nós lecionamos para alunos de todo o Brasil a partir de um


computador? Será que é por que compartilhamos
conhecimentos com os mais diversos públicos tendo como
grande aliada à tecnologia?

Com certeza, temos um carinho enorme por esse conteúdo, por isso
preparamos a aula com muita atenção, vamos para luta!
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: CARACTERÍSTICAS; PRINCIPAIS
ATORES. NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À EDUCAÇÃO.

Educação a distância é a modalidade educacional a qual alunos e


professores estão separados, física ou temporalmente e, por isso, faz-
se necessária a utilização de meios e tecnologias de informação e
comunicação. Essa modalidade é regulada por uma legislação
específica e pode ser implantada na educação básica (educação de
jovens e adultos, educação profissional técnica de nível médio) e na
educação superior.

Como ensina a Lucinéia Alves “Atualmente, podem ser consideradas as


seguintes modalidades de Educação: presencial e a distância. A
modalidade presencial é a comumente utilizada nos cursos regulares,
onde professores e alunos encontram-se sempre em um mesmo local
físico, chamado sala de aula, e esses encontros se dão ao mesmo
tempo: é o denominado ensino convencional. Na modalidade a
distância, professores e alunos estão separados fisicamente no espaço
e/ou no tempo. Esta modalidade de educação é efetivada através do
intenso uso de tecnologias de informação e comunicação, podendo ou
não apresentar momentos presenciais (MORAN, 2009).”

Nunes (1994) explica que a Educação a Distância constitui


um recurso de incalculável importância para atender grandes
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contingentes de alunos, de forma mais efetiva que outras


modalidades e sem riscos de reduzir a qualidade dos serviços
oferecidos em decorrência da ampliação da clientela atendida.
Isso é possibilitado pelas novas tecnologias nas áreas de informação e
comunicação que estão abrindo novas possibilidades para os processos
de ensino-aprendizagem a distância. Novas abordagens têm surgido
em decorrência da utilização crescente de multimídias e ferramentas
de interação a distância no processo de produção de cursos, pois com
o avanço das mídias digitais e da expansão da Internet, torna-se
possível o acesso a um grande número de informações, permitindo a
interação e a colaboração entre pessoas distantes geograficamente ou
inseridas em contextos diferenciados.

Uma das vantagens da educação a distância é sua abrangência,


como cita Preti (1996):

A crescente demanda por educação, devido não somente à


expansão populacional como, sobretudo às lutas das classes
trabalhadoras por acesso à educação, ao saber socialmente
produzido, concomitantemente com a evolução dos
conhecimentos científicos e tecnológicos está exigindo
mudanças em nível da função e da estrutura da escola e da
universidade (PRETI, 1996).

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O desenvolvimento desta modalidade de ensino serviu para
implementar os projetos educacionais mais diversos e para as mais
complexas situações, tais como: cursos profissionalizantes, ca-
pacitação para o trabalho ou divulgação científica, campanhas de
alfabetização e também estudos formais em todos os níveis e campos
do sistema educacional (LITWIN, 2001).

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De acordo com Maia & Mattar (2007), a Educação a Distância
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atualmente é praticada nos mais variados setores. Ela é usada na


Educação Básica, no Ensino Superior, em universidades abertas,
universidades virtuais, treinamento governamentais, cursos abertos,
livres etc.
2. CONCEITOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Ainda de acordo com a professora Lucinéia, existem vários conceitos


de Educação a Distância e todos apresentam alguns pontos em comum.
Entretanto, cada autor ressalta e/ou enfatiza alguma característica em
especial na sua conceitualização. Desta forma, destacam-se
(BERNARDO, 2009):
• o conceito de Dohmem em 1967, que enfatiza a forma de estudo na
Educação a Distância:

Educação a Distância é uma forma sistematicamente organizada


de auto-estudo onde o aluno instrui-se a partir do material de
estudo que Ihe é apresentado, o acompanhamento e a supervisão
do sucesso do estudante são levados a cabo por um grupo de
professores. Isto é possível através da aplicação de meios de
comunicação, capazes de vencer longas distâncias.

• o conceito de Peters em 1973, que dá ênfase a metodologia da


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Educação a Distância e torna-a passível de calorosa discussão,


quando finaliza afirmando que “a Educação a Distância é uma forma
industrializada de ensinar e aprender”.

Educação/ensino a distância é um método racional de


partilhar conhecimento, habilidades e atitudes, através da
aplicação da divisão do trabalho e de princípios organiza-
cionais, tanto quanto pelo uso extensivo de meios de
comunicação, especialmente para o propósito de reproduzir
materiais técnicos de alta qualidade, os quais tornam
possível instruir um grande número de estudantes ao mesmo
tempo, enquanto esses materiais durarem. É uma forma
industrializada de ensinar e aprender.

• o conceito de Moore em 1973, que ressalta que as ações do professor


e a comunicação deste com os alunos devem ser facilitadas:

Ensino a distância pode ser definido como a família de métodos


instrucionais onde as ações dos professores são executadas
à parte das ações dos alunos, incluindo aquelas situações
continuadas que podem ser feitas na presença dos estudantes.
Porém, a comunicação entre o professor e o aluno deve ser facilitada
por meios impressos, eletrônicos, mecânicos ou outro.

• o conceito de Holmberg em 1977, que enfatiza a diversidade das


formas de estudo:

O termo Educação a Distância esconde-se sob várias formas de


estudo, nos vários níveis que não estão sob a contínua e imediata
supervisão de tutores presentes com seus alunos nas salas de
leitura ou no mesmo local. A Educação a Distância beneficia-se do
planejamento, direção e instrução da organização do ensino.

• a separação física entre professor-aluno e a possibilidade de


encontros ocasionais são destacados no conceito de Keegan em 1991:
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O autor define a Educação a Distância como a separação física entre


professor e aluno, que a distingue do ensino presencial,
comunicação de mão dupla, onde o estudante beneficia-se de um
diálogo e da possibilidade de iniciativas de dupla via com
possibilidade de encontros ocasionais com propósitos didáticos e de
socialização.

• a separação física e o uso de tecnologias de telecomunicação são


características ressaltadas no conceito de Chaves, em 1999.
A Educação a Distância, no sentido fundamental da expressão, é o
ensino que ocorre quando o ensinante e o aprendente estão se-
parados (no tempo ou no espaço). No sentido que a expressão
assume hoje, enfatiza-se mais a distância no espaço e propõe-se
que ela seja contornada através do uso de tecnologias de
telecomunicação e de transmissão de dados, voz e imagens
(incluindo dinâmicas, isto é, televisão ou vídeo). Não é preciso
ressaltar que todas essas tecnologias, hoje, convergem para o
computador.

3. A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO MUNDO

Segundo Golvêa & Oliveira (2006), alguns compêndios citam as


epístolas de São Paulo às comunidades cristãs da Ásia Menor,
registradas na Bíblia, como a origem histórica da Educação a Distância.
Estas epístolas ensinavam como viver dentro das doutrinas cristãs em
ambientes desfavoráveis e teriam sido enviadas por volta de meados
do século I. Considerando à parte esta informação, é possível
estabelecer alguns marcos históricos que consolidaram a Educação a
Distância no mundo, a partir do século XVIII (VASCONCELOS, 2010;
GOLVÊA & OLIVEIRA, 2006):

• 1728 – marco inicial da Educação a Distância: é anunciado um curso


pela Gazeta de Boston, na edição de 20 de março, onde o Prof. Caleb
Philipps, de Short Hand, oferecia material para ensino e tutoria por
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correspondência. Após iniciativas particulares, tomadas por um longo


período e por vários professores, no século XIX a Educação a Distância
começa a existir institucionalmente.

• 1829 – na Suécia é inaugurado o Instituto Líber Hermondes, que


possibilitou a mais de 150.000 pessoas realizarem cursos através da
Educação a Distância;

• 1840 – na Faculdade Sir Isaac Pitman, no Reino Unido, é inaugurada


a primeira escola por correspondência na Europa;
• 1856 – em Berlim, a Sociedade de Línguas Modernas patrocina os
professores Charles Tous-saine e Gustav Laugenschied para ensinarem
Francês por correspondência;

• 1892 – no Departamento de Extensão da Universidade de Chicago,


nos Estados Unidos da América, é criada a Divisão de Ensino por
Correspondência para preparação de docentes;

• 1922 – iniciam-se cursos por correspondência na União Soviética;

• 1935 – o Japanese National Public Broa-dcasting Service inicia seus


programas escolares pelo rádio, como complemento e enriquecimento
da escola oficial;

• 1947 – inicia-se a transmissão das aulas de quase todas as matérias


literárias da Faculdade de Letras e Ciências Humanas de Paris, França,
por meio da Rádio Sorbonne;

• 1948 – na Noruega, é criada a primeira legislação para escolas por


correspondência;

• 1951 – nasce a Universidade de Sudáfrica, atualmente a única


universidade a distância da África, que se dedica exclusivamente a
desenvolver cursos nesta modalidade;

• 1956 – a Chicago TV College, Estados Unidos, inicia a transmissão de


programas educativos pela televisão, cuja influência pode notar-se
rapidamente em outras universidades do país que não tardaramem
criar unidades de ensino a distância, baseadas fundamentalmente na
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televisão;
• 1960 – na Argentina, nasce a Tele Escola Pri-mária do Ministério da
Cultura e Educação, que integrava os materiais impressos à televisão
e à tutoria;

• 1968 – é criada a Universidade do Pacífico Sul, uma universidade


regional que pertence a 12 países-ilhas da Oceania;

• 1969 – no Reino Unido, é criada a Fundação da Universidade Aberta;

• 1971 – a Universidade Aberta Britânica é fundada;


• 1972 – na Espanha, é fundada a Universidade Nacional de Educação
a Distância;

• 1977 – na Venezuela, é criada a Fundação da Universidade Nacional


Aberta;

• 1978 – na Costa Rica, é fundada a Universidade Estadual a Distância;

• 1984 – na Holanda, é implantada a Universidade Aberta;

• 1985 – é criada a Fundação da Associação Europeia das Escolas por


Correspondência;

• 1985 – na Índia, é realizada a implantação da Universidade Nacional


Aberta Índia Gandhi;

• 1987 – é divulgada a resolução do Parlamento Europeu sobre


Universidades Abertas na Comunidade Europeia;

• 1987 – é criada a Fundação da Associação Europeia de Universidades


de Ensino a Distância;

• 1988 – em Portugal, é criada a Fundação da Universidade Aberta;

• 1990 – é implantada a rede Europeia de Educação a Distância,


baseada na declaração de Budapeste e o relatório da Comissão sobre
educação aberta e a distância na Comunidade Europeia.

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Todos esses acontecimentos e instituições foram importantes
para a consolidação da Educação a Distância, oferecida
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atualmente em todo o mundo. Hoje, mais de 80 países, nos


cinco continentes, adotam a Educação a Distância em todos os
níveis de ensino, em programas formais e não formais,
atendendo milhões de estudantes (GOLVÊA & OLIVEIRA, 2006).

No momento, é crescente o número de instituições e empresas


que desenvolvem programas de treinamento de recursos
humanos, através da Educação a Distância.
As universidades a distância têm incorporado, em seu desenvolvimento
histórico, as novas tecnologias de informática e de telecomunicação.
Um exemplo foi o desenvolvimento da Universidade a Distância de
Hagen, que iniciou seu programa com material escrito em 1975 e hoje
oferece material didático em áudio e videocassetes, videotexto
interativo e videoconferências. Tendências similares podem ser
observadas nas universidades abertas da Inglaterra, da Holanda e na
Espanha (BERNARDO, 2009).

4. A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO BRASIL

Provavelmente, as primeiras experiências em Educação a Distância no


Brasil tenham ficado sem registro, visto que os primeiros dados
conhecidos são do século XX.

Seguem abaixo alguns acontecimentos que marcaram a história da


Educação a Distância no nosso país (MAIA & MATTAR, 2007;
MARCONCIN, 2010; RODRIGUES, 2010; SANTOS, 2010):

• 1904 – o Jornal do Brasil registra, na primeira edição da seção de


classificados, anúncio que oferece profissionalização por
correspondência para datilógrafo;

• 1923 – um grupo liderado por Henrique Morize e Edgard Roquette-


Pinto criou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro que oferecia curso de
Português, Francês, Silvicultura, Literatura Francesa, Esperanto,
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Radiotelegrafia e Telefonia. Tinha início assim a Educação a Distância


pelo rádio brasileiro;

• 1934 – Edgard Roquette-Pinto instalou a Rádio–Escola Municipal no


Rio, projeto para a então Secretaria Municipal de Educação do Distrito
Federal. Os estudantes tinham acesso prévio a folhetos e esquemas de
aulas, e também era utilizada correspondência para contato com
estudantes;

• 1939 – surgimento, em São Paulo, do Instituto Monitor, o primeiro


instituto brasileiro a oferecer sistematicamente cursos
profissionalizantes a distância por correspondência, na época ainda
com o nome Instituto Rádio Técnico Monitor;

• 1941 – surge o Instituto Universal Brasileiro, segundo instituto


brasileiro a oferecer também cursos profissionalizantes
sistematicamente. Fundado por um ex-sócio do Instituto Monitor, já
formou mais de 4 milhões de pessoas e hoje possui cerca de 200 mil
alunos; juntaram-se ao Instituto Monitor e ao Instituto Universal
Brasileiro outras organizações similares, que foram responsáveis pelo
atendimento de milhões de alunos em cursos abertos de iniciação
profissionalizante a distância. Algumas dessas instituições atuam até
hoje. Ainda no ano de 1941, surge a primeira Universidade do Ar, que
durou até 1944.

• 1947 – surge a nova Universidade do Ar, patrocinada pelo Serviço


Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), Serviço Social do
Comércio (SESC) e emissoras associadas. O objetivo desta era oferecer
cursos comerciais radiofônicos. Os alunos estudavam nas apostilas e
corrigiam exercícios com o auxílio dos monitores. A experiência durou
até 1961, entretanto a experiência do SENAC com a Educação a
Distância continua até hoje;

• 1959 – a Diocese de Natal, Rio Grande do Norte, cria algumas escolas


radiofônicas, dando origem ao Movimento de Educação de Base (MEB),
marco na Educação a Distância não formal no Brasil. O MEB,
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envolvendo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e o Governo


Federal utilizou-se inicialmente de um sistema rádio-educativo para a
democratização do acesso à educação, promovendo o letramento de
jovens e adultos;

• 1962 – é fundada, em São Paulo, a Ocidental School, de origem


americana, focada no campo da eletrônica;

• 1967 – o Instituto Brasileiro de Administração Municipal inicia suas


atividades na área de educação pública, utilizando-se de metodologia
de ensino por correspondência. Ainda neste ano, a Fundação Padre
Landell de Moura criou seu núcleo de Educação a Distância, com
metodologia de ensino por correspondência e via rádio;

• 1970 – surge o Projeto Minerva, um convênio entre o Ministério da


Educação, a Fundação Padre Landell de Moura e Fundação Padre
Anchieta, cuja meta era a utilização do rádio para a educação e a
inclusão social de adultos. O projeto foi mantido até o início da década
de 1980;

• 1974 – surge o Instituto Padre Reus e na TV Ceará começam os


cursos das antigas 5ª à 8ª séries (atuais 6º ao 9º ano do Ensino
Fundamental), com material televisivo, impresso e monitores;

• 1976 – é criado o Sistema Nacional de Teleducação, com cursos


através de material instrucional;

• 1979 – a Universidade de Brasília, pioneira no uso da Educação a


Distância, no ensino superior no Brasil, cria cursos veiculados por
jornais e revistas, que em 1989 é transformado no Centro de Educação
Aberta, Continuada, a Distância (CEAD) e lançado o Brasil EAD;

• 1981 – é fundado o Centro Internacional de Estudos Regulares (CIER)


do Colégio Anglo- Americano que oferecia Ensino Fundamental e Médio
a distância. O objetivo do CIER é permitir que crianças, cujas famílias
mudem-se temporariamente para o exterior, continuem a estudar pelo
sistema educacional brasileiro;

• 1983 – o SENAC desenvolveu uma série de programas radiofônicos


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sobre orientação profissional na área de comércio e serviços,


denominada “Abrindo Caminhos”;

• 1991 – o programa “Jornal da Educação – Edição do Professor”,


concebido e produzido pela Fundação Roquete-Pinto tem início e em
1995 com o nome “Um salto para o Futuro”, foi incorporado à TV Escola
(canal educativo da Secretaria de Educação a Distância do Ministério
da Educação) tornando-se um marco na Educação a Distância nacional.
É um programa para a formação continuada e aperfeiçoamento de
professores, principalmente do Ensino Fundamental e alunos dos
cursos de magistério. Atinge por ano mais de 250 mil docentes em
todo o país;

• 1992 – é criada a Universidade Aberta de Brasília, acontecimento


bastante importante na Educação a Distância do nosso país;

• 1995 – é criado o Centro Nacional de Educação a Distância e nesse


mesmo ano também a Secretaria Municipal de Educação cria a MultiRio
(RJ) que ministra cursos do 6º ao 9º ano, através de programas
televisivos e material impresso. Ainda em 1995, foi criado o Programa
TV Escola da Secretaria de Educação a Distância do MEC;

• 1996 – é criada a Secretaria de Educação a Distância (SEED), pelo


Ministério da Educação, dentro de uma política que privilegia a
democratização e a qualidade da educação brasileira. É neste ano
também que a Educação a Distância surge oficialmente no Brasil,
sendo as bases legais para essa modalidade de educação,
estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n°
9.394, de 20 de dezembro de 1996, embora somente regulamentada
em 20 de dezembro de 2005 pelo Decreto n° 5.622 (BRASIL, 2005)
que revogou os Decretos n° 2.494 de 10/02/98, e n° 2.561 de
27/04/98, com normatização definida na Portaria Ministerial n° 4.361
a
de 2004 (PORTAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO , 2010).

• 2000 – é formada a UniRede, Rede de Educação Superior a Distância,


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consórcio que reúne atualmente 70 instituições públicas do Brasil com-


prometidas na democratização do acesso à educação de qualidade, por
meio da Educação a Distância, oferecendo cursos de graduação, pós-
graduação e extensão. Nesse ano, também nasce o Centro de
Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro (CEDERJ), com a
assinatura de um documento que inaugurava a parceria entre o
Governo do Estado do Rio de Janeiro, por intermédio da Secretaria de
Ciência e Tecnologia, as universidades públicas e as prefeituras do
Estado do Rio de Janeiro.
• 2002 – o CEDERJ é incorporado a Fundação Centro de Ciências de
Educação Superior a Distância do Rio de Janeiro (Fundação CECIERJ).

• 2004 – vários programas para a formação inicial e continuada de


professores da rede pública, por meio da EAD, foram implantados pelo
MEC. Entre eles o Proletramento e o Mídias na Educação. Estas ações
conflagraram na criação do Sistema Universidade Aberta do Brasil.

• 2005 – é criada a Universidade Aberta do Brasil, uma parceria entre


o MEC, estados e municípios; integrando cursos, pesquisas e
programas de educação superior a distância.

• 2006 – entra em vigor o Decreto n° 5.773, de 09 de maio de 2006,


que dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e
avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de
graduação e sequenciais no sistema federal de ensino, incluindo os da
modalidade a distância (BRASIL, 2006).

• 2007 – entra em vigor o Decreto nº 6.303, de 12 de dezembro de


2007, que altera dispositivos do Decreto n° 5.622 que estabelece as
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL, 2007).
• 2008 – em São Paulo, uma Lei permite o ensino médio a distância,
onde até 20% da carga horária poderá ser não presencial.

• 2009 – entra em vigor a Portaria nº 10, de 02 julho de 2009, que fixa


critérios para a dispensa de avaliação in loco e deu outras providências
para a Educação a Distância no Ensino Superior no Brasil (BRASIL,
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2009).

• 2011 – A Secretaria de Educação a Distância é extinta.

Torna-se importante citar que entre as décadas de 1970 e


1980, fundações privadas e organizações não governamentais
iniciaram a oferta de cursos supletivos a distância, no modelo
de teleducação, com aulas via satélite, complementadas por
kits de materiais impressos, demarcando a chegada da segunda
geração de Educação a Distância no país. Somente na década de
1990, é que a maior parte das Instituições de Ensino Superior
brasileiras mobilizou-se para a Educação a Distância com o uso de
novas tecnologias de informação e comunicação. Um estudo realizado
por Schmitt et al., 2008, mostrou que no cenário brasileiro, quanto
mais transparentes forem as informações sobre a organização e o
funcionamento de cursos e programas a distância, e quanto mais
conscientes estiveram os estudantes de seus direitos, deveres e
atitudes de estudo, maior a credibilidade das instituições e mais bem-
sucedidas serão as experiências na modalidade a distância.

O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação a


Distância (SEED), agia como um agente de inovação tecnológica nos
processos de ensino e aprendizagem, fomentando a incorporação das
tecnologias de informação e comunicação, e das técnicas de Educação
a Distância aos métodos didático-pedagógicos. Além disso, promovia a
pesquisa e o desenvolvimento, voltados para a introdução de novos
conceitos e práticas nas escolas públicas brasileiras (PORTAL
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃOb, 2010). Devido à extinção recente desta
secretaria, seus programas e ações estarão vinculados a novas
administrações (PORTAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2011).

A Expansão da Educação a Distância

Os dados do Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a


Distância (ABRAEAD/2007) deixam claro que essa forma de educação
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veio para ficar e que a tendência é de um grande aumento nos


próximos anos. Apesar de reconhecer que o levantamento é
incompleto, essa publicação, editada pelo Instituto Monitor (SP) com
apoio da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED),
contabilizou mais de dois milhões (2.279.070) de brasileiros como
alunos de cursos de EaD, em 2006. Destacaram-se alguns gigantes do
setor como os projetos Oi Futuro (Instituto Telemar) com mais de 500
mil alunos, SEBRAE com cerca de 300 mil, e outros, como a Fundação
Bradesco, o Governo do Estado de São Paulo e o Senac, que se
aproximaram de 100 mil alunos.
Outro ponto a ser considerado na expansão da educação a distância é
a implantação pelo governo federal da Universidade Aberta do Brasil
(UAB). Com o compromisso de expandir e interiorizar a oferta de
cursos e programas de educação superior no país, foi fixada a meta
para 2007 de ofertar 60 mil vagas em todo o país, tanto em cursos de
graduação quanto de pós-graduação lato senso e implantar cerca de
300 pólos presenciais.
A Secretaria de Educação a Distância do MEC tem a expectativa de que
essa forma de ensino contribua significativamente no atendimento da
demanda de formação ou capacitação de mais de um milhão de
professores para a educação básica.

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

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Educação a Distância, também conhecida como EaD é definida por


Mattar como “ uma modalidade de educação, planejada por docentes
ou instituições, em que professores e alunos estão separados
espacialmente e diversas tecnologias de comunicação são utilizadas “.
Hoje, as novas tecnologias possibilitam realizar valiosas atividades
síncronas, em que alunos e professores podem interagir no mesmo
momento, como em chats, ferramentas de voz como Skype e MSN,
vídeos e webconferências, e mundos virtuais como o Second Life, ou o
nosso famoso facebook. Quem ainda não nos adicionou lá, corra e
aproveite (rs!). Fernanda Lima e Fabiana Firmino Conhecimentos
Pedagógicos

Mas continuando o raciocínio: todas essas (e outras ferramentas)


facilitam por demais a comunicação dos que optam pelo ensino a
distância.

A EaD hoje, é dividida em três grandes gerações:


1- Cursos de Correspondência;
2- Novas mídias e universidades abertas;
3- EaD on-line.

Primeira geração: cursos por correspondência:


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A EaD, sobretudo o ensino por correspondência, surge efetivamente


apenas em meados do Século XIX, em virtude do desenvolvimento
dos meios de transporte e de comunicação, como trens e correio.
Portanto, podemos apontar como sua primeira geração os materiais
primordialmente impressos e encaminhados pelos correios.
Rapidamente, houve várias iniciativas de criação de cursos a distância
com o surgimento de sociedades, institutos e escolas.
Quem se recorda do INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO?
Creio que seja a EaD por correspondência mais famosa que há! Eu já
fiz curso de jardinagem com eles. Rsrsrsrs.

Segunda geração: novas mídias e universidades abertas:


A segunda geração da EaD se caracteriza pelo uso de novas mídias,
como televisão, rádio, fitas de áudio e vídeo e telefone.
Aqui uma atenção: as universidades abertas de educação a distância
foram criadas na segunda geração, influenciadas pelo modelo da Open
Universit, fundada em 1969.
Essas universidades abertas fizeram uso intenso de mídias como
rádio, televisão, vídeos, fita cassete e centros de estudo, realizando
assim diversas experiências pedagógicas.
Com essas experiências, cresceu o interesse pela EaD. Surgiram,
então, as megauniversidades abertas a distância, em geral as maiores
de seus respectivos países em número de alunos, como a University
of South África, que foi a pioneira, fundada em 1946.
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Quem se recorda do TELECURSO SEGUNDO GRAU?


É um exemplo da EaD da segunda geração.

Terceira geração: Telecomunicações:


Ocorreu no final da década de 1960 e início de 1970, foi um período
de significativas mudanças, que trouxe um modelo de
teleaprendizagem da educação a distância tendo como fonte basilar
as telecomunicações que forneciam oportunidades para a
comunicação síncrona.

Algumas mudanças ocorreram entre a segunda e terceira


geração:
Preparação de recursos humanos, guia de estudos impressos,
transmissão via rádio e televisão, conferências por telefone, kits de
experiências práticas a serem realizadas em casa pelos alunos, fitas
gravadas e recursos de uma biblioteca local.

Essa geração introduziu a utilização do videotexto, do


microcomputador, da tecnologia de multimídia, do hipertexto e de
redes de computadores, caracterizando a EaD on-line.

De acordo com os ensinamentos de João Mattar, por volta de


1995, com o crescimento explosivo da internet, pode-se
observar um ponto de ruptura na história da EaD. Surge um
novo território para a educação, o espaço virtual da
aprendizagem, digital e com base na rede. Aparecem também
várias associações de instituições de ensino a distância. Passa-
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se simultaneamente a conceber um novo formato para o


processo de ensino-aprendizagem, aberto, centrado no aluno,
interativo, participativo e flexível.

Atualmente, dezenas de países atendem milhões de pessoas com a


EaD em todos os níveis, utilizando sistemas, mais ou menos, formais.

São diversas as instituições que oferecem cursos a distância, desde


disciplinas isoladas até programas completos de graduação e pós-
graduação. Em alguns casos, esses cursos são ofertados por
instituições de ensino voltadas exclusivamente para o ensino a
distância, inclusive universidades virtuais que não possuem campus,
apenas um banco de dados de colaboradores e uma oferta de cursos
a distância, as chamadas click universities, em oposição às
tradicionais brick universities (universidades de tijolo).

Gente, é importante saber também que a utilização cada vez


mais intensa da EaD por empresas, o que caracteriza a EaD
Corporativa, deu origem na década de 1990 as universidades
corporativas.

Importante sabermos sobre um assunto no contexto da EaD: a


abordagem broadcast.

Essa abordagem de EaD usa um dos mais eficientes recursos


oferecidos pelos computadores, a qual se baseia em sofisticados
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mecanismos de busca que permitem encontrar, de modo muito


rápido, a informação existente em bancos de dados, em CD-ROMs e
mesmo na web. Essa informação pode ser um fato isolado ou
organizado na forma de um tutorial sobre determinado tópico
disciplinar.

No caso dos tutoriais, a informação é organizada de acordo com a


sequência pedagógica.
A partir disso, essa informação é enviada ao aluno, utilizando-se
meios tecnológicos, ou o próprio aluno pode acessá-la usando
recursos digitais, como o CD-ROM e a internet. O papel do aluno é
seguir essa sequência ou escolher a informação que desejar.

Em geral, nos softwares que permitem escolha, as informações são


organizadas na forma de hipertextos (textos interligados), e passar
de um hipertexto para outro constitui a ação de “navegar” no
software.

Dentro da EaD tem um assunto que as bancas de concursos gostam


de cobrar:
Atividades em Educação a Distância:
Diferentes atividades são utilizadas em EaD.

- Atividades síncronas: como chats e videoconferências.


Exigem que os alunos e os professores estejam conectados ao
mesmo tempo.

- Atividades assíncronas: permitem que os alunos realizem


suas atividades no momento que desejarem e, por isso,
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predominam nos projetos de EaD.


- Uma das atividades assíncronas mais comuns em EaD são os
fóruns, em que os comentários do professor e dos alunos são
publicados em uma área em que todos têm acesso.
- Os fóruns podem ser moderados (quando um professor ou
assistente precisa ler os comentários antes de publicá-los) ou
livres (quando os comentários automaticamente são publicados,
sem a mediação do professor.
TECNOLOGIAS DA IFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO NO
CONTEXTO ESCOLAR

Quando dizemos tecnologia, logo pensamos em algo relacionado ao


computador, ao tablet (hoje em dia) e tudo relacionado ao mundo High
Tech.
Pra quê tecnologia no contexto escolar?
A tecnologia da informação e da comunicação tem por objetivo tornar
a aprendizagem mais significativa melhorando o rendimento do
sistema educativo.
Ela pode ser compreendida como um conjunto de recursos
tecnológicos, que são utilizados de maneira inteligente para auxiliar na
aprendizagem, na educação.
A tecnologia da informação auxilia a prática docente na medida em que
os recursos vindos dela são atrativos, investigativos e dinâmicos.
O uso da internet, por exemplo, traz uma dinamização às pesquisas.
O uso de programas de computador pode ser um importante aliado em
sala de aula como uma opção que permite, entre outros, a investigação
e o aprofundamento de conhecimentos.

“O ambiente virtual de aprendizagem AVA é um sistema cognitivo que


se constrói na interação entre sujeitos-sujeitos e sujeitos-objetos,
transformando-se na medida em que as interações vão ocorrendo, os
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sujeitos que entram em atividade cognitiva. (…) Não existem fronteiras


rígidas do que é meio, objeto e sujeito, pois um ambiente virtual de
aprendizagem, sob a perspectiva construtivista, se constitui,
sobretudo, pelas relações que nele ocorrem. ” [Maçada 2001, pág. 44]
Já a plataforma Moodle (mais conhecida) é um sistema de
administração de atividades educacionais de EaD.

Para melhorar a criação de ambientes de aprendizagem existem várias


plataformas disponíveis. Nessas plataformas, estão introduzidos os
contornos tecnológicos e pedagógicos para o desempenho de
metodologias educacionais, utilizando canais de interação web capazes
de proporcionar suporte para atividades educacionais de forma virtual.
Existem algumas plataformas que são mais conhecidas nas fontes de
pesquisa e utilizadas pelas Instituições de Ensino Superior no Brasil
como: TelEduc, AulaNet, Amadeus, Eureka, Moodle, e-Proinfo,
Learning Space e WebCT.
Essas plataformas apresentam diversos princípios pedagógicos assim
como aprendizagem colaborativa, interatividade, multimídia,
usabilidade e acessibilidade.

PLATAFORMA MOODLE DE APRENDIZAGEM VIRTUAL:


ATIVIDADES E RECURSOS. UM CAMINHO ENTRE A TEORIA E A
PRÁTICA.
Como dissemos, no ambiente virtual existem várias
plataformas de aprendizagem (TelEduc, AulaNet, Amadeus,
Eureka, Moodle). O Moodle é o mais conhecido.

" TelEduc

De acordo com informações retiradas do site, o telEduc auxilia no


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processo de formação dos professores. Trabalha a partir da


metodologia de desenvolvimento contextualizado com mais de 4 mil
instituições cadastradas. Apresenta as funções de ferramentas de
coordenação, administração e comunicação.

" Aulanet

É um software LMS (Learning Management System) e sua distribuição


é feita pela EduWeb. Essa ferramenta foi desenvolvida no laboratório
de engenharia de software do departamento de informática da PUC-
Rio no ano de 1997. A distribuição é feita de forma gratuita através de
downloads ou CD-Rom.

" Amadeus

Foi criado pelo centro de informática da UFPE com base no


desenvolvimento de estímulo e interação do aprendizado através da
ação. O Projeto admite estender as experiências obtidas de usuários
de educação a distância para diversas plataformas (Internet, desktop,
celulares, PDAs, e futuramente TV Digital) de forma coesa e
consistente.

" Eureka

Surgiu na Universidade Católica do Paraná (PUCPR) com o objetivo de


adquirir e promover educação assim como o treinamento a distância
através da internet. Utiliza áudio do texto escrito nas telas que são
acessadas. Esse é o diferencial em relação as outras plataformas.

" Moodle

Software livre desenvolvido em php com banco de dados MySQL,


PostgreSQL, Oracle, Access, Interbase, por meio do auxílio da
comunidade virtual. Seu fundador foi o educador e informático, Martin
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Dougiamas, que utilizou como base os princípios do “construtivismo


social”. É distribuído pela Open Source: é livre para carregar, utilizar,
transformar e até mesmo distribuir (sob a condição do GNU). A palavra
Moodle refere-se a "Modular Object Oriented Dynamic Learning
Environment".

!
O que é o Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle?
O Moodle é um ambiente virtual como se fosse uma sala de aula em
que o aluno tem a oportunidade de desenvolver tarefas de um curso
através da internet. Com usuário e senha pessoal o estudante poderá
ter acesso a qualquer computador com internet. Por meio desse
ambiente o aluno poderá ter acesso a conteúdos oferecidos pelos
professores assim como debates, discussões e postagem de tarefas.

O Moodle continua sendo desenvolvido de forma contínua por


comunidades de pessoas e colaboradores (programadores) em todo o
mundo que também compõem um grupo de suporte aos usuários com
ampliação de novas funcionalidades baseadas em software livre.

Fundação (www.moodle.org) e empresa (www.moodle.com)


providenciam, uma base para o desenvolvimento do software e sua
disponibilidade para variados idiomas assim como ajuda profissional à
sua instalação.

Hoje em dia o Moodle é um sistema de sucesso, sendo uma das


maiores bases de usuários do mundo.
Os últimos dados mostram que há mais de 4 milhões de estudantes
em 155 países. Algumas instituições utilizam a plataforma moodle
como principal ambiente de aprendizagem na educação a distância.
!
O moodle é capaz de comportar dezenas de milhares de alunos na
80559603134

mesma instalação. Há registro de uma instalação com mais de seis mil


cursos com quarenta e cinco mil alunos.

A Universidade Aberta da Inglaterra aceitou o Moodle para 200.000


universitários, do mesmo modo que a Universidade Aberta do Brasil.
O Moodle possui LMS – Sigla que constitui Learning Management
System, ou CMS - Course Management System). Isso significa que o
aplicativo é desenvolvido para auxiliar professores na criação de cursos
online ou apoio online para cursos que são presenciais.

O moodle é formado por dois elementos importantes:


o Servidor central em uma rede IP, que acolhe scripts, softwares,
diretórios, bancos de dados, etc. e
o Compradores/clientes de acesso a um ambiente virtual (que
pode ser aceito por meio de qualquer navegador da Web, como
FireFox, Internet Explorer, Netscape, Opera, etc.).

O Moodle é criado na linguagem PHP e aguenta vários tipos de bases


de dados principalmente MySQL. Também pode ser implantado em
servidores com sistema operacional Livre Linux.
Atenção:
O Moodle tem a vantagem de seu código fonte ser
disponibilizado gratuitamente, podendo ser ajustado e
personalizado. Ele também é flexível e seguro devido a adoção
do padrão SCORM (Sharable Content Object Reference Model)
de interoperacionalidade o que acaba facilitando a exportação
e importação de conteúdos com alteração mais fácil para outras
plataformas (LMS ou CMS) que correspondam ao mesmo
padrão.

80559603134

É interessante ressaltar que essa plataforma tem como base o


construcionismo que visa a construção do conhecimento na mente do
aluno e não a simples transmissão de forma técnica e tradicional de
ensino. Assim, os cursos oferecidos nesta plataforma são realizados na
perspectiva da centralidade do aluno e não do professor. O professor
deve ajudar e construir com o aluno e não somente postar as tarefas
e textos na plataforma. Desse modo o moodle contém ferramentas que
facilitam o compartilhamento de informações visando a colaboração no
processo de ensino com chats, bate papos, fóruns,! wikis, e-livros.
Assim os participantes formam opiniões e aprendem ao mesmo tempo.
!
O Moodle possui diversas funcionalidades para organizar uma turma
em subgrupos. A página inicial de um curso em um Moodle pode ser
completamente personalizada , no que diz respeito a parte visual para
torná-la mais atrativa aos participantes. Pode ser organizados blocos
de informação denominados de boxes. Os boxes podem conter:

• Descrição do curso, mensagem motivacional de boas vindas


• Procura (item de busca)
• Classificação por usuários ativos nos últimos 10 minutos
• Acesso a lista de participantes (discente e docente)
• Últimos avisos
• Últimas novidades no site
• Item de acesso direto aos módulos
• Configurações
• Lista de outros cursos
• Acesso a textos
• Acesso a Páginas em HTML
• Acesso a diretórios (pastas de arquivos no servidor)
• Biblioteca
• Livros eletrônicos
• Dicionários
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• Perguntas frequentes
• Chat (bate-papo)
• Fórum
• Avaliação do curso
• Questionários
• Tarefas e exercícios
Podem ser inseridos também diários dos educandos, gravações de
áudio e vídeo com transcrições de aulas, calendário, etc. Há também
suporte para os cursos tele presenciais que são adicionadas
funcionalidades características, com implementação de um número
maior de ferramentas, pois no tele presencial o estudante observa e
interage de forma assíncrona com o professor, não tendo ingresso
presencial ao mesmo tempo, ou de forma esporádica. Desta forma, são
alocados roteiros de estudos, mais instrumentos interativos e de
avaliação.

Vamos para mais um assunto:

DOCÊNCIA ON-LINE

Na docência online é necessário que o professor exerça uma função


diferenciada em relação a docência presencial. É necessário adquirir e
desenvolver determinados conhecimentos e competências especificas.
Kemshal-Bell especifica as competências em três áreas:
1. Competências tecnológicas. Abrangem o uso apropriado de
tecnologias de informação e de comunicação, como por exemplo:
fórum, e-mail, chat, videoconferência etc.
2. Competências de facilitação (mediação). Abrangem
capacidades de gerar e coordenar discussões, estabelecer
relacionamentos e ambiente interpessoal positivo e motivador, entre
outras.
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3. Competências administrativas. Contêm capacidades tais como:


planejar tarefas, conduzir o tempo, orientar métodos, organizar o
trabalho cooperativo dos colaboradores, acompanhar e aperfeiçoar as
atividades de aprendizagem de acordo com a necessidade.

Competências envolvem habilidades, capacidades e atitudes


pertinentes a uma função específica.
É interessante ressaltar que nem todos os professores que são bons
dentro da sala de aula presencial serão bons professores online. Isso
porque o ambiente virtual requer o exercício de novas funções, como
por exemplo a utilização de ferramentas web e reestruturações tanto
cognitivas como afetivas que são fatores importantes dentro da prática
docente. Essas características poderão demandar um tempo maior
dependendo da metodologia do professor principalmente se for dentro
do ensino tradicional.
!
Kemshal-Bell (2001) propõem que o ensino on-line pede aos
profissionais que usem uma diversidade de habilidades técnicas, como
por exemplo:
E-mail – compreendendo a probabilidade de emitir e receber anexos,
criando listas de distribuição, etc.;
Fóruns de discussão – abrangendo a postagem de comentários,
feedback às mensagens dos estudantes e a criação de novos assuntos
para bate-papo e diálogos;
Programas de chat – que admitem a conversação em tempo real
(síncrona);
Website – instrumento de desenvolvimento de site com abrangência
geral de HTML;
Ferramentas de vídeo e audioconferência.
!
Lembrando que essas habilidades são pertinentes a capacidade para
utilizar a tecnologia, e não as competências indispensáveis para a
utilização como ferramenta dentro
80559603134

de processo de ensino e
aprendizagem que são umas das principais competências envolvidas
no grupo de habilidades de facilitação ou mediação.

Essas habilidades de facilitação e mediação estão alistadas as variadas


formas de aperfeiçoar a comunicação interpessoal que é empregada
no ensino a distância para motivar e nortear o aluno online através da
experiência da aprendizagem e incluem:
!
• Inclusão do educando no processo de aprendizagem,

principalmente no começo;

• Questionamento apropriado, aptidão para ouvir e dar feedback;

• Habilidade e capacidade para apoiar os alunos;

• Competências para gerenciar discussões on-line;

• Habilidade para construir equipes on-line;

• Capacidade para a constituição de relacionamento apropriado

dentro da relação professor/aluno;

• Desenvoltura para motivar.

Ainda dentro deste contexto foram elencadas duas características


muito importantes para a docência online que são:
1. Ação e atitude positiva para o ensino on-line;
2. Levantamento de riscos, ou seja, a competência para ser
inovador. )

Segundo Tosta et al. (2009), as atitudes de ser motivador, proativo,


de identificação da capacidade de autoaprendizagem do aluno e de
estar disponível para a mudança estão diretamente relacionadas à
modalidade a distância e à mudança do paradigma presencial.
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Os professores que foram considerados os melhores dentro da


educação a distância tiveram empatia e capacidade para de
compreensão para perceber as individualidades de cada aluno mesmo
quando escondidas pela transmissão tecnológica.

É importante o professor saber orientar os estudantes para que eles


de envolvam de forma efetiva dentro do processo de ensino
aprendizagem online.
Saber administrar e conduzir também são fatores imprescindíveis para
o ensino online. Esta administração envolve:
!
• Capacidades para gestão do tempo;

• Capacidade de designar e sustentar diretrizes para o processo de

aprendizagem;

• Planejamento: colocar metas e objetivos para o professor e os

alunos trabalharem em grupo, contemplando o curso/módulo on-

line;

• Capacidade para tomar decisões quando necessário;

• Capacidade de mudar o processo de ensino e aprendizagem

aperfeiçoando e alterando para melhorias;

• Capacidade de se adaptar para aprovar às necessidades

características dos alunos e agenciar a diversidade on-line.

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Importante entender que a tecnologia da informação e da


comunicação no contexto escolar requer um planejamento
docente e uma correta utilização do recurso tecnológico.
Para isso é importante:
Exame prévio do funcionamento do aparelho a ser utilizado;
Apresentação no momento oportuno. É importante ter noção
se a aula será interessante de acordo com o clima da turma;
Integração com o conteúdo trabalhado;
Controle do tempo disponível;
Preparação dos alunos para o emprego do recurso;
Estudo de todas as fontes que expliquem maneiras mais
efetivas e eficientes de utilização do recurso.

As bancas podem querer levar o aluno a raciocinar que a


tecnologia pode substituir a presença do professor em sala de
aula. Para isso, eles contam uma historinha linda pra te seduzir
mas....
NÃO CAIA NESSA!
O professor NÃO pode ser substituído pelo recurso tecnológico.

O importante é ALIAR o talento do professor com a comodidade e


praticidade da tecnologia.
A tecnologia sozinha NÃO promove a aprendizagem.

Como nos ensina o professor Marcio Silveira Lemgruber, os meios


tecnológicos, têm a função de facilitar e aperfeiçoar o trabalho do
professor, mas não podá-lo e/ou robotizá-lo.
É preciso deixar claro que EaD não prescinde de professor, como se sua
mediação pedagógica pudesse ser exercida por técnicos especialistas em
informática. Ao contrário, a função docente se alarga. Segundo Belloni
(2006, p. 84), 80559603134

Consideradas do ponto de vista da organização institucional,


podemos agrupar as funções docentes em três grandes grupos:
o primeiro é responsável pela concepção e realização dos cursos
e materiais; o segundo assegura o planejamento e organização
da distribuição de materiais e da administração acadêmica
(matrícula, avaliação); e o terceiro responsabiliza-se pelo
acompanhamento do estudante durante o processo de
aprendizagem (tutoria, aconselhamento e avaliação).
Tecnologia da educação no contexto escolar permite uma
variedade de informações ligadas aos meios tecnológicos
atrelados à aprendizagem.

Hoje, o mundo atual está em constante mudança e se o


professor não acompanhar, suas aulas podem ‘’perder o
encanto’’.

É só pensarmos de forma clara e direta: hoje temos: orkut (já


era, prof.a), facebook, google +, twitter, instagram, candy
crush etc... e não raramente ouço alunos relatando que sentem
dificuldades de estudar pois se sentem presos a essa infinidade
e sedutora tecnologia.

Hoje, o professor não pode desconsiderar que o mundo lá fora


é muito atraente e cheio dessas novidades tecnológicas. Ele
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(professor) tem que se adaptar e incorporar em suas aulas,


tecnologias que atraiam seus alunos, para poder ‘’competir’’
com esse novo mundo.

Muitas escolas hoje incluíram os *tablets em suas listas de


material didático para que possam ser incorporados à rotina
das salas de aulas.
É importante frisar que a tecnologia da informação e
comunicação no contexto educacional está ligada à junção das
benesses que essa tecnologia traz ao trabalho e empenho do
profissional envolvido. A tecnologia sozinha não tem utilidade
nenhuma.

*tablets são aparelhos portáteis com múltiplas funções tecnológicas.

Vamos estudar um pouquinho mais o assunto?


LEGISLAÇÃO APLICADA A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

O artigo 80 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional mostra


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como a legislação em EAD será regulamentada. A Lei n.º


9.394/1996 normatiza a EaD no Brasil como modalidade
válida e equivalente em todos os níveis de ensino.

O poder Público incentiva as formas de ensino a distância, devendo


ser realizadas por uma Instituição credenciada pela União, a qual
regulamenta os requisitos para elaboração de exames e diplomas. Em
relação às normas de produção, controle e avaliação desses programas, os
sistemas de ensino poderão contribuir com materiais próprios para uma
integração entre os sistemas:
O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de
programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de
ensino, e de educação continuada. (Regulamento)

Esse artigo está dizendo que educação a distância será


incentivada pelo poder público em todas as modalidades (onde
for possível). Por exemplo, na educação infantil não caberá
essa norma, já que os objetivos desse seguimento estão
relacionados a socialização das crianças umas com as outras.

§ 1º A educação a distância, organizada com abertura e regime


especiais, será oferecida por instituições especificamente credenciadas
pela União.

Uma instituição para oferecer a educação a distância


deverá estar credenciada pela união por causa da sua
abrangência nacional. Por exemplo, uma pessoa que queira
fazer um determinado curso que não tenha em sua região,
poderá fazer em outro local que esteja credenciado graças a
educação a distância que tem como um de seus objetivos,
romper barreiras geográficas.

§ 2º A União regulamentará os requisitos para a realização de


exames e registro de diploma relativos a cursos de educação a
distância. Preste atenção: será a união que regulamentará esses
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requisitos!

§ 3º As normas para produção, controle e avaliação de programas


de educação a distância e a autorização para sua implementação,
caberão aos respectivos sistemas de ensino, podendo haver
cooperação e integração entre os diferentes sistemas. (Regulamento)

Lembrando que existe sistema federal, de estados,


municípios e DF, e caberá a esses sistemas de ensino
estabelecer normas, não deixando de ser as instituições
especificamente credenciadas pela união.

§ 4º A educação a distância gozará de tratamento diferenciado,


que incluirá:

I - custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de


radiodifusão sonora e de sons e imagens;

Fiquem atentos para o que foi complementado nesse item:

I - custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de


radiodifusão sonora e de sons e imagens e em outros meios de
comunicação que sejam explorados mediante autorização, concessão
ou permissão do poder público; (Redação dada pela Lei nº 12.603, de
2012)

II - concessão de canais com finalidades exclusivamente


educativas;

III - reserva de tempo mínimo, sem ônus para o Poder Público,


pelos concessionários de canais comerciais.

O poder público poderá utilizar um tempo mínimo nos


canais comerciais sem pagar por ele.
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Credenciamento - Quem pode oferecer cursos a distância?

A instituição interessada em oferecer curso a distância precisa pedir


credenciamento específico comprovando sua capacidade em oferecer
tais cursos. O parecer do Conselho Nacional de Educação, homologado
pelo Ministro da Educação por meio de Portaria publicada no Diário
Oficial, pode ser encontrado nos termos da Lei 9.394/96 (LDB), do
Decreto 5.622 e da Portaria MEC No.4.361/2004 (que revoga a Portaria
MEC No 301/98). Além disso pode ser consultada também a Portaria
MEC No. 4.059/04 (que trata da oferta de 20% da carga horária dos
cursos superiores na modalidade semipresencial).

A legislação refere-se a esse artigo da LDB, porém, para você


conferir e se aprofundar, colocaremos no final da nossa aula o
decreto (que regulamenta este artigo da LDB) na íntegra de
acordo com o que se encontra no portal do Mec.

Lembre-se: no Brasil, as bases legais para a modalidade de educação a


distância foram estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996), que foi

regulamentada pelo Decreto n.º 5.622, publicado no D.O.U. de


20/12/05.

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LISTA DE QUESTÕES

01 - Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: STJ Prova: Analista


Judiciário - Pedagogia
No que concerne a novas tecnologias aplicadas à educação, julgue o
próximo item.

Fóruns ou listas de discussão são espaços on-line criados para se


debater assuntos acerca dos quais os participantes tenham realizado
estudos prévios.

02 - Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: STJ Prova: Analista


Judiciário - Pedagogia
No que concerne a novas tecnologias aplicadas à educação, julgue o
próximo item.

Os objetos de aprendizagem, importantes recursos digitais, não devem


ser operados por mais de um ambiente virtual de aprendizagem,
devido ao risco de perderem suas características originais.

03 - Ano: 2015Banca: CESPE Órgão: STJ Prova: Analista


Judiciário - Pedagogia 80559603134

Julgue o item subsequente, acerca da construção coletiva e da gestão


do conhecimento nas organizações.

A interação entre pessoas e o uso de tecnologias, a serviço da


construção coletiva de conhecimento, facilitam os processos de
conhecimento da organização, mas requerem atenção do gestor pela
possibilidade de manipulação de dados organizacionais.

04 - Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: DEPEN Prova: Pedagogia


No que diz respeito a métodos, técnicas e novas tecnologias aplicadas
à educação, julgue o próximo item.
Para atender às novas tecnologias, a tendência pedagógica mais
indicada é a tecnicista, que leva o aluno a desenvolver mais agilidade
e reflexão no aprendizado.

05 - Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: MPOG Prova: Técnico em


Assuntos Educacionais - Cargo 6
Julgue o item que se segue, relativo à educação a distância.

A educação a distância é um nível de ensino no qual a mediação


didático-pedagógica ocorre com a utilização de meios e tecnologias de
informação e comunicação, e com estudantes e professores
desenvolvendo atividades educativas em lugares, ou tempos, diversos.

Com relação a novas tecnologias aplicadas à educação e a plataformas


de aprendizagem virtuais e de avaliação educacional, julgue os itens
seguintes.

06 - Pedagogia – DEPEN CESPE A introdução de novas tecnologias


na educação deve ser acompanhada de uma sólida formação dos
professores para que eles possam exercer sua profissão de forma
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responsável e com potencialidades pedagógicas verdadeiras.

07 - Pedagogia – DEPEN CESPE A educação a distância é a


modalidade de ensino caracterizada pela separação espacial e
temporal entre professor e aluno. Nessa modalidade, a comunicação
ocorre mediante diversos meios de comunicação, isolados ou
combinados.

08 Pedagogia – DEPEN CESPE O uso das tecnologias é inovador


por natureza, por isso transforma necessariamente as concepções e
os métodos de ensino e de aprendizagem que, ao educador, parecem
ineficazes.

09 - Pedagogia – DEPEN CESPE Por permitir novos enfoques


pedagógicos, as plataformas virtuais operam com a instrução
centrada no aluno, logo prescindem da mediação realizada por um
educador no processo educativo.

10 - Pedagogia – DEPEN CESPE A autonomia dos alunos é


favorecida primordialmente pela busca das fontes de informação,
portanto o diálogo estabelecido entre professor e aluno é um fator
complementar para o estabelecimento de comparações, inferências e
relações.

11 - Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Técnico em Assuntos


Educacionais - Ações de educação a distância desenvolvem-se em
espaços virtuais de ensino e aprendizagem, espécies de sala de aula
virtual a que o professor e os alunos devem conectar-se
simultaneamente.

12 - CESPE/SERPRO/ANALISTA DE DESENHO INSTRUCIONAL.


A Lei n.º 9.394/1996 normatiza a EaD no Brasil como modalidade
válida e equivalente em todos os níveis de ensino.

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13 - Técnico de Apoio Pedagógico - Pedagogia – UEAP 2014


O uso das tecnologias de informação e comunicação nas práticas
educativas deve propiciar
(A) a padronização dos métodos didático-pedagógicos.
(B) o enriquecimento das aprendizagens.
(C) o controle sobre as atividades docentes.
(D) a competitividade entre os estudantes.

14 - Técnico de Apoio Pedagógico - Pedagogia – UEAP 2014


Estudos recentes sobre formação docente e educação a distância
(Dourado, 2011) apontam que essa modalidade de ensino pode ser
caracterizada como
(A) uma perspectiva de oferecimento da educação que se expandiu
muito nos últimos anos, e trata-se de uma formação que pode ser
integrada à educação presencial e deve ser utilizada, sobretudo, na
formação continuada.
(B) um projeto de formação fadado ao fracasso, pois as ações
realizadas nessa direção são todas elas fomentadas e custeadas pelo
poder público municipal, inexistindo ação coordenada pelo MEC em
âmbito nacional.
(C) um meio de formação que pode ser promissor, mas que é
dificultado pelo fato de que ano após ano o percentual de brasileiros
com acesso à internet, a microcomputador e sistemas de telefonia está
praticamente estagnado.
(D) uma concepção de ensino cujos sentidos, conteúdos e cuja
metodologia são os mesmos da educação presencial, embora seus
certificados e diplomas deixam de ter o mesmo reconhecimento legal
que os adquiridos por meio de cursos presenciais.

15 - O texto abaixo se refere a um dos aspectos que são desejados


pelos alunos virtuais de um curso.
Os cursos on line não existem isoladamente; são parte de um currículo
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ou de um programa de treinamento e ministrados, na maior parte das


vezes, no campus de uma universidade ou de um ambiente
corporativo. Assim, da mesma forma que precisam ter a sensação de
estarem em uma comunidade, os alunos virtuais precisam sentir-se
conectados à instituição que patrocina o curso. (Palloff e Pratt, 2004).
Os demais aspectos que os estudantes de cursos on line procuram
podem ser enumerados da seguinte forma:
I. um programa de curso baseado na capacidade de atender às
necessidades de alunos não tradicionais;
II. foco no aluno e não no professor;
III. tecnologia barata de forma a melhorar o custo-benefício;
IV. fácil navegação e transparente para o usuário;
V. baixa expectativa na interação professor/tutor e aluno.
Estão corretas apenas as afirmações:
A) I, II e III.
B) I, II e IV.
C) II, III e IV.
D) III, IV e V.
E) II, IV e V.

16 - “O caráter ético da(s) tecnologia(s) educacional (is) não vem


estabelecido per se, pelo contrário, a sua bondade ou perversidade
será o resultado da intencionalidade de seus promotores, projetistas e,
em última instância, das pretensões de seus usuários.” (Sancho,
1998).
O trecho acima nos permite afirmar que a tecnologia educacional:
A) não é neutra.
B) tem uma ética própria.
C) persegue um caráter ético.
D) intenciona uma verdade.
E) busca a neutralidade.

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QUESTÕES COMENTADAS

01 - Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: STJ Prova: Analista


Judiciário - Pedagogia
No que concerne a novas tecnologias aplicadas à educação, julgue o
próximo item.
Fóruns ou listas de discussão são espaços on-line criados para se
debater assuntos acerca dos quais os participantes tenham realizado
estudos prévios.
CERTO. Assim, os participantes formam opiniões e aprendem ao
mesmo tempo!

02 - Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: STJ Prova: Analista


Judiciário - Pedagogia
No que concerne a novas tecnologias aplicadas à educação, julgue o
próximo item.

Os objetos de aprendizagem, importantes recursos digitais, não devem


ser operados por mais de um ambiente virtual de aprendizagem,
devido ao risco de perderem suas características originais.

ERRADO. Os objetos de aprendizagem (Learning


Objects) constituem como "qualquer entidade, digital ou não
digital, que pode ser aproveitada ou reaproveitada no decorrer
do aprendizado suportado por tecnologias".

03 - Ano: 2015Banca: CESPE Órgão: STJ Prova: Analista


Judiciário - Pedagogia
Julgue o item subsequente, acerca da construção coletiva e da gestão
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do conhecimento nas organizações.

A interação entre pessoas e o uso de tecnologias, a serviço da


construção coletiva de conhecimento, facilitam os processos de
conhecimento da organização, mas requerem atenção do gestor pela
possibilidade de manipulação de dados organizacionais.
CERTO. È preciso ter cuidado com a manipulação de
determinadas informações principalmente para não ocorrer
fraldes.
04 - Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: DEPEN Prova: Pedagogia
No que diz respeito a métodos, técnicas e novas tecnologias aplicadas
à educação, julgue o próximo item.
Para atender às novas tecnologias, a tendência pedagógica mais
indicada é a tecnicista, que leva o aluno a desenvolver mais agilidade
e reflexão no aprendizado.
ERRADO. O tecnicismo visa o preparo para a mão de obra. Não
há essa reflexão no aprendizado.

05 - Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: MPOG Prova: Técnico em


Assuntos Educacionais - Cargo 6
Julgue o item que se segue, relativo à educação a distância.

A educação a distância é um nível de ensino no qual a mediação


didático-pedagógica ocorre com a utilização de meios e tecnologias de
informação e comunicação, e com estudantes e professores
desenvolvendo atividades educativas em lugares, ou tempos, diversos.
ERRADO. Olha a pegadinha: não é nível de ensino e sim
modalidade!

Com relação a novas tecnologias aplicadas à educação e a plataformas


de aprendizagem virtuais e de avaliação educacional, julgue os itens
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seguintes.

06 - Pedagogia – DEPEN CESPE A introdução de novas tecnologias


na educação deve ser acompanhada de uma sólida formação dos
professores para que eles possam exercer sua profissão de forma
responsável e com potencialidades pedagógicas verdadeiras.

CERTO. A formação dos professores define a qualidade dos


cursos ofertados. O professor deverá também se adaptar e
incorporar em suas aulas, tecnologias que atraiam seus
alunos, para poder ‘’ competir’’ com as novidades tecnológicas
que fazem parte da rotina de muitos alunos fora do ambiente
escolar.

07 - Pedagogia – DEPEN CESPE A educação a distância é a


modalidade de ensino caracterizada pela separação espacial e
temporal entre professor e aluno. Nessa modalidade, a comunicação
ocorre mediante diversos meios de comunicação, isolados ou
combinados.

CERTO. Diferentes atividades são utilizadas em EaD.


Atividades síncronas: como chats e videoconferências. Exigem
que os alunos e os professores estejam conectadas ao mesmo
tempo.
Atividades assíncronas: permitem que os alunos realizem suas
atividades no momento que desejarem e, por isso,
predominam nos projetos de EaD.
Uma das atividades assíncronas mais comuns em EaD são os
fóruns, em que os comentários do professor e dos alunos são
publicados em uma área em que todos têm acesso. Os fóruns
podem ser moderados (quando um professor ou assistente
precisa ler os comentários antes de publicá-los) ou livres
(quando os comentários automaticamente publicados, sem a
mediação do professor. 80559603134

08 - Pedagogia – DEPEN CESPE O uso das tecnologias é inovador


por natureza, por isso transforma necessariamente as concepções e
os métodos de ensino e de aprendizagem que, ao educador, parecem
ineficazes.

ERRADO. Não transforma necessariamente como menciona a


questão. Importante entender que a tecnologia da informação
e da comunicação no contexto escolar requer um
planejamento docente e uma correta utilização do recurso
tecnológico. Para isso é importante:

Exame prévio do funcionamento do aparelho a ser utilizado

Apresentação no momento oportuno. É importante ter noção


se a aula será interessante de acordo com o clima da turma;

Integração com o conteúdo trabalhado;

Controle do tempo disponível;

Preparação dos alunos para o emprego do recurso;

Estudo de todas as fontes que expliquem maneiras mais


efetivas e eficientes de utilização do recurso;

09 - Pedagogia – DEPEN CESPE Por permitir novos enfoques


pedagógicos, as plataformas virtuais operam com a instrução
centrada no aluno, logo prescindem da mediação realizada por um
educador no processo educativo.

ERRADO. É imprescindível a mediação realizada por um


educador no processo educativo. A tecnologia sozinha NÃO
promove a aprendizagem 80559603134

10 - Pedagogia – DEPEN CESPE A autonomia dos alunos é


favorecida primordialmente pela busca das fontes de informação,
portanto o diálogo estabelecido entre professor e aluno é um fator
complementar para o estabelecimento de comparações, inferências e
relações.
ERRADO. O diálogo não é complementar e sim fundamental.
11 - Banca: CESPE Órgão: PRF Prova: Técnico em Assuntos
Educacionais - Ações de educação a distância desenvolvem-se em
espaços virtuais de ensino e aprendizagem, espécies de sala de aula
virtual a que o professor e os alunos devem conectar-se
simultaneamente.

ERRADO. O ambiente virtual não deve necessariamente ter


comunicação simultânea entre professores e alunos. Inclusive
essa é uma das vantagens da EaD: a possibilidade de adequação
dos horários, de acordo com a disponibilidade do aluno.

12 - CESPE/SERPRO/ANALISTA DE DESENHO INSTRUCIONAL.


A Lei n.º 9.394/1996 normatiza a EaD no Brasil como modalidade
válida e equivalente em todos os níveis de ensino.
CERTO. No Brasil, as bases legais para a modalidade de
educação a distância foram estabelecidas pela Lei de Diretrizes
e Bases da Educação Nacional (Lei n.º 9.394, de 20 de
dezembro de 1996), que foi regulamentada pelo Decreto n.º
5.622, publicado no D.O.U. de 20/12/05.

13 - Técnico de Apoio Pedagógico - Pedagogia – UEAP 2014


O uso das tecnologias de informação e comunicação nas práticas
educativas deve propiciar
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(A) a padronização dos métodos didático-pedagógicos.


(B) o enriquecimento das aprendizagens.
(C) o controle sobre as atividades docentes.
(D) a competitividade entre os estudantes.
LETRA B. Com certeza deverá propiciar o enriquecimento da
aprendizagem. O uso da tecnologia de informação e da
comunicação tem por objetivo tornar a aprendizagem mais
significativa melhorando o rendimento do sistema educativo.
Pode ser compreendida como um conjunto de recursos
tecnológicos, que são utilizados de maneira inteligente para
auxiliar na aprendizagem, na educação.

14 - Técnico de Apoio Pedagógico - Pedagogia – UEAP 2014


Estudos recentes sobre formação docente e educação a distância
(Dourado, 2011) apontam que essa modalidade de ensino pode ser
caracterizada como
(A) uma perspectiva de oferecimento da educação que se expandiu
muito nos últimos anos, e trata-se de uma formação que pode ser
integrada à educação presencial e deve ser utilizada, sobretudo, na
formação continuada.
(B) um projeto de formação fadado ao fracasso, pois as ações
realizadas nessa direção são todas elas fomentadas e custeadas pelo
poder público municipal, inexistindo ação coordenada pelo MEC em
âmbito nacional.
(C) um meio de formação que pode ser promissor, mas que é
dificultado pelo fato de que ano após ano o percentual de brasileiros
com acesso à internet, a microcomputador e sistemas de telefonia está
praticamente estagnado.
(D) uma concepção de ensino cujos sentidos, conteúdos e cuja
metodologia são os mesmos da educação presencial, embora seus
certificados e diplomas deixam de ter o mesmo reconhecimento legal
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que os adquiridos por meio de cursos presenciais.


LETRA A. Atualmente, dezenas de países atendem milhões de
pessoas com a EaD em todos os níveis, utilizando sistemas,
mais ou menos, formais. São diversas as instituições que
oferecem cursos a distância, desde disciplinas isoladas até
programas completos de graduação e pós-graduação.

15 - O texto abaixo se refere a um dos aspectos que são desejados


pelos alunos virtuais de um curso.
Os cursos on line não existem isoladamente; são parte de um currículo
ou de um programa de treinamento e ministrados, na maior parte das
vezes, no campus de uma universidade ou de um ambiente
corporativo. Assim, da mesma forma que precisam ter a sensação de
estarem em uma comunidade, os alunos virtuais precisam sentir-se
conectados à instituição que patrocina o curso. (Palloff e Pratt, 2004).
Os demais aspectos que os estudantes de cursos on line procuram
podem ser enumerados da seguinte forma:
I. um programa de curso baseado na capacidade de atender às
necessidades de alunos não tradicionais;
II. foco no aluno e não no professor;
III. tecnologia barata de forma a melhorar o custo-benefício;
IV. fácil navegação e transparente para o usuário;
V. baixa expectativa na interação professor/tutor e aluno.
Estão corretas apenas as afirmações:
A) I, II e III.
B) I, II e IV.
C) II, III e IV.
D) III, IV e V.
E) II, IV e V.
LETRA B. O item III ficou errado por demonstrar que o foco
estaria apenas na tecnologia. O item V ficou errado porque na
interação professor/aluno deve-se manter boas expectativas,
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assim o curso não ficará cansativo e mecânico. Isso também


afeta a qualidade e a desistência do corpo discente.

16 - “O caráter ético da(s) tecnologia(s) educacional (is) não vem


estabelecido per se, pelo contrário, a sua bondade ou perversidade
será o resultado da intencionalidade de seus promotores, projetistas e,
em última instância, das pretensões de seus usuários.” (Sancho,
1998).
O trecho acima nos permite afirmar que a tecnologia educacional:
A) não é neutra.
B) tem uma ética própria.
C) persegue um caráter ético.
D) intenciona uma verdade.
E) busca a neutralidade.
LETRA A. O TEXTO menciona a intencionalidade de promotores,
projetistas e usuários, por esse motivo a tecnologia educacional
não é neutra. Observe que o enunciado pede para julgar a
questão de acordo com o texto. O trecho acima não demonstra
a ideia de buscar uma ética própria, um caráter ético ou
neutralidade nas ações. Fique atento!

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1. C
2. E
3. C
4. E
5. E
6. C
7. C
8. E
9. E
10.E
11.E
12.C
13.B
14.A
15.B
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16.A

!
ONDE MAIS POSSO ENCONTRAR E ESTUDAR ESSE CONTEÚDO?

Gestão de projetos sociais / Célia M. de Ávila coordenação. – 3ª ed.


rev. – São Paulo : AAPCS – Associação de Apoio ao Programa
Capacitação Solidária, 2001. – (Coleção gestores sociais

LIBANEO, José Carlos. Educação escolar: Políticas, estrutura e


organização - 10° edição. São Paulo: Cortez 2012 (Coleção docência
em formação: Saberes pedagógicos / coordenação Selma Garrido
Pimenta)

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 2° edição - São Paulo: Cortez,


(Coleção magistério Série Formação do professor). 2013.

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