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Segue um informal arquivo das melhores notas do certame, organizado

por mim. Gostaria de ter reunido somente pontos cheio, porem não foi
possível em todas, então achei melhor compilar todas para ao menos
termos um parâmetro. Sendo assim, em poucas questões a nota não é
0,40 mas é bem próxima. A prova segue ao final.

As respostas foram CEDIDAS GENTILMENTE POR ALGUNS


CANDIDATOS, através de fotografia das mesmas. Cada questão vale no
máximo 0,40. A prova é composta de 25 questões em 13 matérias.
Cada questão contava com no máximo 15 linhas para a resposta.

Ao digitar as respostas coloquei os parágrafos conforme fossem feitos ou


não pelos candidatos. Bem como trancrevi a maneira exata pela qual os
candidatos mencionaram artigos ou súmulas. Desculpem alguma falha,
porque a depender da letra fica mais difícil entender porem creio que
consegui obter êxito em praticamente todas. Como estava compilando
para mim, resolvi disponibilizar para que seja útil a mais pessoas.

Como a prova não apresenta um espelho oficial, serve o presente arquivo


como um norte para quem fez a prova ou estudos em geral.

Beatriz Barros

Agosto de 2021
DIREITO CIVIL
1) NOTA 0,30
OBS: Foi colocado um “X” pelo examinador na parte em que o
candidato tratou de dano moral, por isso risquei. Como não foi obtido
ponto cheio, entendi por bem trazer o realce, pois pode ter sido o
motivo da não obtenção do ponto integral.
O caso revela hipótese de rescisão antecipada do contrato por
inadimplemento antecipado, solução dada à partir da constatação
de que a parte re adotou comportamento que frustará legitima
expectativa da parte contraria. Ofensa ao principio da boa-fé
objetiva e dever de transparência (art 422 CC c/c interpretação
extensiva do art.475 CC/02.
Os valores devem ser restituídos.
Danos morais indevidos em razão das peculiaridades do caso uma
vez que o descumprimento contratual por si so não é capaz de gerar
dano moral
Deferimento das consignações em juízo até solução do litigio a fim
de evitar danos de incerta reparação.

2) NOTA: 0,40
No presente caso, assite razão à genitora devendo a seguradora ser
condenada ao pagamento da indenização. Isso porque, trata-se de
seguro de vida e o estado de embriaguez de segurado não exclui o
dever de indenizar. Esse é o entendimento da Sumula 620 do STJ.
Caso o seguro fosse de danos pessoais, como o seguro de automóvel
o pleito teria desfecho diverso. O STJ decidiu que nos casos de seguro
de automóvel a embriaguez do segurado/condutor agrava o risco do
negocio sendo apta a exclusão do dever de indenizar.
Contudo, como dito acima, o caso envolve seguro de vida persistindo
o dever da seguradora em pagar a indenização. Pelo exposto, o pedido
autoral deve ser julgado procedente.

DIREITO PROCESSUAL CIVIL, LEGISLAÇÃO PROCESSUAL


CIVIL EM VIGOR E ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA
1) NOTA 0,35
O art.5, II, Lei 12.153/2009, que rege os juizados especiais da Fazenda Publica,
estabelece que a legitimidade passiva é dos Estados, Distrito Federal, Territorios e
Municipios. Ainda, em seu art.2, dispõe que a competência recai sobre causas de
interesses desses entes.

A aparente restrição legal às pessoas de direito publico não afasta, contudo, a


possibilidade de formação de litisconsórcio passivo com pessoa jurídica de direito
privado, nas hipóteses em se autoriza sua formação, seja necessário ou facultativo
(art.113 e seguintes CPC)

Nesse sentido decidiu o TJRJ, pela sistemática de uniformização de jurisprudência,


a fim de atender o escopo de simplicidade e celeridade que informa os juizados
especiais.

Portanto, à luz do precedente obrigatório (art.927, CPC), o juiz pode conhecer do


pedido, ausente outros elementos a afastar sua competência.

2) NOTA 0,30
OBS. Seguem dois modelos de resposta com esta mesma nota
0,30. Não me chegaram notas com ponto cheio nesta questão.
MODELO 01 →
A despeito do STF, na ADC n.º4, ter declarado a constitucionalidade do
art.1 da Lei 9494/97, esse entendimento não se aplica à verba de
natureza previdenciária. Tanto é assim que o TJRJ, pautado na
jurisprudência dos Tribunais superiores, defere, presentes os
requisitos – diante, inclusive da natureza alimentar dos proventos – a
tutela antecipada em demandas revisionais tais quais a proposta por
Hermengarda.
Diante disso, deve o juízo conceder a tutela antecipada pretendida pela
aposentada.
MODELO 02 →
Nos termos da ADC 4 e da Sum 729 STF, não se aplica a vedação de
antecipação de tutela do art.1, &5, da Lei 8437 em relação às ações de
benefício previdenciário, sob pena de ofensa ao acesso à jurisdição
(art.5, XXXV, CF). Isso porque esse dispositivo apenas veda a
compensação de créditos previdenciários ou tributários por meio de
decisão liminar. Logo, não pode haver interpretação extensiva para
vedar a concessão de liminar em hipóteses não previstas
expressamente na lei. Assim, cabe interpretação literal e restritiva da
norma.
Portanto, cabível a antecipação de tutela no caso.
DIREITO DO CONSUMIDOR
1) NOTA 0,40
O STJ possui o entendimento de excluir a responsabilidade por
eventual dano, nos casos dos sites de busca, em que não há
intermediação da venda. Contudo, no caso em tela, o site realiza a
intermediação de venda entre o fornecedor e o consumidor.
Como é sabido, o STJ adota a chamada teoria finalista para definir o
conceito de consumidor, sendo este o destinatário final fático e
econômico do bem ou serviço. Em algumas hipóteses vem mitigando
a referida teoria para permitir, em situação de vulnerabilidade, a
aplicação do conceito de consumidor para aqueles que não sejam
destinatários finais dos produtos ou serviços.
No presente caso mostra-se latente a vulnerabilidade de Joana (art.4,
I do CDC), que procedu a entrega da encomenda conforme a
orientação do site (Joana pode ser enquadrada como consumidora dos
serviços prestados pelo site. E assim faz jus à indenização pleiteada.
Há, no presente caso, responsabilidade objetiva (art.12 do cdc) do site.

2) NOTA 0,40
A) O caso de Maria se amolda ao que a doutrina e a jurisprudência
chama de superendividamento. A matéria passa a ser tratada pela Lei
14.181/2021, que conceitua o instituto em seu art.54-A,&1.
B) O art.4 do CDC inaugura os princípios regentes das relações de
consumo. Dentre os mais importantes está o reconhecimento da
vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo (art.4, I do
CDC). Este principio se aplica de maneira ainda mais fortes nos casos
de superendividamento, fato que atinge diretamente a dignidade da
pessoa humana e o mínimo existencial.
Outro principio importante é a necessidade do implemento de ações
voltadas para a educação financeira (art 4, IX do CDC) . Tal principio
especificou o já existente dever de educação e informação presente no
inciso IV do artigo 4 do CDC.
Por fim, o principio da prevenção e tratamento do
superendividamento como forma de evitar a exclusão social do
consumidor (art 4, X, do CDC).

DIREITO DA CRIANÇA E ADOLESCENTE


1) NOTA: 0,35
1º) A proteção da criança e do adolescente esta positivada na CF88-
art227 e na Convenção Americana de direitos Humanos.
2º) Na classificação de Humberto Ávila, metaprincipios seriam aqueles
de maior relevância servindo de base para as demais. Pode-se destacar
os metaprincipios da prioridade absoluta (art 227, caput, CF e art.4
ECA) e da proteção integral (art.1 e 3 ECA). Estes metaprincipios
fundam-se, ainda, no postulado normativo do melhor interesse da
criança e do adolescente.
3º) Há diversos princípios derivados elencados no artigo 100 do ECA,
pode-se destacar: responsabilidade do poder publico (inc.III),
privacidade (inc.V), intervenção precoce (inc.VI), intervenção mínima
(inc.VII), prevalência da família (inc.X), obrigatoriedade da informação
(inc.XI), responsabilidade parental (inc.IX).

2) NOTA 0,32
A questão deve ser respondida com o olhar voltado para o
constitucionalismo fraterno, segundo o qual o direito de liberdade
esbarra na proteção coletiva plural. Assim em que pese a vacinação
não poder ser considerada compulsória, é sim obrigatória, de modo
que podem ser impostas medidas restritivas aos que se recusarem a
seguir um plano de vacinação baseado em dados científicos. Quanto
aos pedidos do Ministerio Publico e na esteira de entendimento
sufragado pelo Supremo Tribunal Federal, acolheria o pedido de
sanção pecuniária, mas somente em relação ao filho menor de idade.
Os outros dois são maiores e, pelo novo regime das incapacidades, Lei
13146/05 e pela Convenção de Nova York, Carla é capaz não obstante
possuir “Sindrome de Down”. No entanto, considerando o sistema
multiportas, entende-se que , a priori, seria cabível a designação de
uma audiência de conciliação (art 165 do CPC e lei 13.140/2015) para
conscientizar Maria da importância da vacinação, numa perspectiva de
processo colaborativo, visando o melhor interesse da criança, bem
como a duração razoável da lide.

DIREITOS DIFUSOS E COLETIVOS


QUESTÃO ÚNICA. NOTA 0,4
O prazo prescricional aplicável é de 10 anos (art 205 CC). Nâo se aplica
o prazo do art 27 do CDC pois se refere a pretensões reparatórias por
defeito do produto ou serviço
De fato, a interrupção da prescrição na ação coletiva não aproveita ao
autor da ação individual. Neste sentido o STJ. Para tanto, seria
necessária a suspensão da ação individual para que o autor
aproveitasse a coisa julgada, inclusive a prescrição, inerente à ação
coletiva. Alias, sendo ação coletiva pelo rito próprio, não o comum, a
Associação atua como substituto processual, sendo irrelevante a
ausência de filiação do autor. Assim entende o STF.

DIREITO PENAL
1) NOTA 0,38
Considerando que, mediante uma só ação, atingiram dois
patrimônios distintos, com emprego de grave ameaça
consubstanciada em um simulacro, os três praticaram o delito de
roubo (2x) nf do art.70 do CP majorado pelo concurso de pessoas.
Caetano cometeu ainda o delito do artigo 16 da lei 10826/03. Assim
para cada um a dosimetria da pena (pelo sistema de Nelson
Hungria) trifásico fica: Em relação ao roubo:
1 fase: considerando as circunstancias do art59, não havendo
nenhuma desfavorável, a pena base resta fixada em 4 anos de
reclusão e 10 dias mult. 2 fase: Não há atenuantes. Por outro lado, a
agravante do art 61, II, j do CP (estado de pandemia). Assim, elevo
a pena em 6 meses, passando ao patamar de 4 anos e 6 meses de
reclusão e 12 dias multa. Na 3 fase, incide o concurso de pessoas,
que a falta de cirscuntancias desfavoráveis elevo no patamar
mínimo. Pena se aquieta em 5 anos e 8 meses. Do concurso formal:
aumenta-se a pena em 1/6 , sendo o total de 7 anos, 7 meses e 20
dias, além de 20 dias multa. Para Caetano, há o concurso material
pelo porte de arma de fogo, cuja dosimetria à falta de atenuantes e
moduladoras, aumenta-se em seis meses pela calamidade, o que ,
em concurso material fica em 11 anos e 1 mês e 20 dias.

2) NOTA 0,40
Inicialmente, os réus pretendiam praticar o delito de furto
qualificado com a destruição de obstáculo e em concurso de
pessoas com o aumento de pena do repouso noturno, na forma do
art. 155, &1,&4, I e II do CP.
Porém, durante o iter criminis, voluntariamente interrromperam a
dinâmica delitiva, incidindo, na hipótese o instituto da desistência
voluntária (art.15, 1 parte, do CP), respondendo pelos atos até então
praticados.
Desta forma, os réus responderam pelo delito de dano (art. 163 do
CP), sendo certo que o concurso de pessoas e os equipamentos
empregados podem ser utilizados para elevar a 1 fase da dosimetria
da pena.

DIREITO PROCESSUAL PENAL


1) NOTA 0,40
Caso semelhante foi submetido à apreciação do Supremo Tribunal
Federal (STF), em sede de HC. Na ocasião, decidiu-se que as provas
eram ilícitas por violação a normas do Codigo de Processo Penal,
além de violação a direitos fundamentais previstosno catálogo dos
direitos fundamentais (art 5, CF). Saliente-se que a denúncia
anônima deve ser corroborada por investigações policiais sérias e
não pode, por si só subsidiar o ingresso em domicílio, garantia
fundamental – art 5, CF. Em um Estado Democratico de Direito, as
liberdades conquistadas somente podem ser restringidas após um
processo legal, em que são observadas as garantias. O ingresso em
casa alheia reclama ordem judicial, à exceção de flagrante delito
(art 5, XI, CF). In casu, o ingresso na residência foi ilegal, por
inobservância do artigo 240 do CPP, sendo certo que pela teoria do
fruto da árvore envenenada (art 156, CPP), todas as demais provas
estão eivadas de ilicitude. A absolvição, pois, é medida que se
impõe. Para condenação, mister prova licita com standart
probatório robusta, afastar a dimensão probatória do principio da
presunção de inocência (art 5, LVII, CF88). Preliminar da defesa
resta prejudicada, diante da absolvição.

2) NOTA 0,40
No caso em tela, nos termos do art 68 p.u. do CP, havendo concurso
de causas de aumento na parte especial do CP, o juiz tem a
discricionariedade de aplicar ambas as causas de aumento na
terceira fase da dosimetria ou limitar-se a um so aumento, desde
que assim o faça de forma fundamentada. Dessa forma, não há bis
in idem na aplicação de ambas as causas, de forma autônoma, como
requerido pelo MP. De qualquer forma, caso o juiz opte por aplicar
somente uma das causas de aumento, devera aplicar aquela que
mais aumente, por expressa disposição legal (Art.157, &2-A, c/c 68,
p.u, do CP). Assim, a alegação de bis in idem e aplicação da
circunstancia que seja mais favorável ao acusado não se sustenta e
deve ser rejeitada, aplicando-se, se o juiz entender impertinente a
cumulação a causa de aumento de 2/3.
Ressalte-se que o STJ decidiu em informativo recente que caso opte
pela aplicação de somente uma causa de aumento, poderá o juiz
mitigar a outra circunstancia para majorar a pena base, nos termos
do art 59 do CP.

DIREITO CONSTITUCIONAL
1) NOTA 0,40
As duas normas podem ser objeto de controle por meio de
representação de inconstitucionalidade considerando o parâmetro de
conformidade – normas estaduais.
Já no que tange ao cabimento de recurso extraordinário, apenas a
norma que é de reprodução obrigatória enseja a sua interposição, uma
vez que é do STF a palavra final sobre a validade na norma em face do
que dispõe a Constituição Federal.
2) NOTA 0,40
No caso da lei ordinária que se contraponha a disposição de tratado
internacional sobre direitos humanos aprovado em procedimento
legislativo qualificado, como este é equiparado à norma constitucional,
o controle realizado será de constitucionalidade (com efeitos erga
omnes, se realizado de forma concentrada, e entre partes, se de forma
difusa : como regra). Já se o tratado não tiver sido aprovado pelo
procedimento qualificado, a norma que o introduz ao ordenamento
pátrio tem caráter supralegal, autorizando o controle de
convencionalidade. Há, no entanto, apenas efeito inter partes.

DIREITO ELEITORAL
QUESTÃO ÚNICA. NOTA 0,40

OBS. Seguem dois modelos de resposta ponto cheio.


MODELO 01 → A inelegibilidade, segundo o STF, constitui requisito
negativo de adequação ao procedimento eleitoral. Ou seja, não se
admite a teoria do duplo efeito preconizada pela doutrina, de que seria
efeito anexo a condenação e sanção (Lopes Zilio). Para o STF, trata-se
de relação continuativa que sera aferida por ocasião do registro da
candidatura (art.11, &10, lei 9504/1997). A legislação apontada permite,
contudo, que alterações supervenientes que afastem a inelegibilidade
sejam reconhecidas, para que se assegure o direito fundamental à
capacidade eleitoral passiva. O TSE entende que o termo final é a data
da diplomação, segundo enunciado de súmula. Logo, a candidatura
deve ser deferida.
Nesse sentido, o STF compreendeu pela elegibilidade decorrente da
alteração extraordinária da data das eleições pela Emenda
Constitucional n107/2020, para casos em que o prazo se esgotou antes
da nova data.
MODELO 2 → A candidatura deve ser deferida, tendo em vista que,
embora as causas de inelegibilidade sejam oferecidas no momento da
formalização do pedido de registro da candidatura, podem ser
consideradas as alterações jurídicas supervenientes que afastem a
inelegibilidade, nos termos do art.11, &10, da lei 9504/97.

DIREITO EMPRESARIAL
1) NOTA 0,40
Em se tratando de sociedade limitada estabelecida por prazo
indeterminado, o sócio pode retirar-se da sociedade sem justa causa,
mediante notificação aos demais sócios com antecedência mínima de
60 dias (art.1029, caput, CC) o que não foi feito. Nesse caso, a data base
da apuração de haveres é o sexagésimo dia seguinte ao recebimento
da notificação pela sociedade (art.605,II, CPC). Contudo, como a
notificação não foi realizada, tem-se por data de apuração de haveres
a data do exercício do direito de retirada e ajuizamento da ação.
O balanço especial de apuração de haveres não deve considerar a
mutação patrimonial gerada no período da ação, diante da
estabilização gerada com a data da resolução ( art.606, CPC),
admitindo-se apenas correção monetária e juros (art608, CPC).
2) NOTA 0,40
O pleito do credor deve ser julgado improcedente, pois, não se tem na
hipótese a caracterização do preço vil, seja formalmente ou
materialmente (art. 142, &3-A, Lei 11.101/05) observando as penas do art
143 &4, LFR.
Formalmente a lei 11101/05 informa que aceita a terceira chamada o
bem pode ser vendido por qualquer valor, assim, inocorre o preço vil
(art.142, &3-A, III, Lei 11101/05). Substancialmente não trouxe ofertas
sua ou de terceiro que fosse de maior relevo.
Assim agindo de forma temerária e infundada deve ser condenado por
ato atentatório a dignidade da justiça (art 77, &2 CPC) bem como arcar
com os prejuízos causados à massa e ao arrematante (art 143, &4, lei
11101/05)

DIREITO TRIBUTÁRIO
1) NOTA 0,40
O imposto é inconstitucional, conforme já decidiu o STF em caso
semelhante. Cabera ISS para os serviços presentes na lista anexa a LC
116/2003. Sobre as operações com seguros de qualquer natureza
incidirá IOF. Caso houvesse a dupla incidência, ocorreria bis in idem o
que não é permitido
2) NOTA 0,40
Zero. Não há incidência do ICMS no caso posto. Recentemente o STF
declarou a inconstitucionalidade do par.3, II, do art.11, da parte final do
inc.II do art.12 e do par4, b, II do art 13, todos da LC 87/96. As normas
apontavam como fato gerador do tributo em tela o
deslocamento/saída da mercadoria para outro estabelecimento da
mesma empresa.
Considerando que não há circulação jurídica de mercadoria, não
haverá incidência de ICMS na saída de mercadorias de seu
estabelecimento matriz para uma filial do mesmo Estado. No caso
posto, o furto é fato irrelevante.

DIREITO AMBIENTAL
QUESTÃO ÚNICA. NOTA 0,4
Antônio suprimiu vegetação que compunha área de preservação
permanente (Art 4, I, c, Codigo Florestal) e não realizou registro
obrigatório da motosserra (art 69, Codigo Florestal). Suas condutas
configuram infração administrativa, nos termos do art.70 da lei
9605/1998, danos ambientais a ensejar responsabilidade civil objetiva (
art.14,p1, Lei 6938/1981) e os crimes dos art 38 e art.51 , Lei9605/1998)
Antonio estará sujeito à sanção administrativa prevista no Decreto
6514/2008, à reparação integral do dano ambiental e às penas criminais
respectivas.
O poder de policia ambiental poderá ser exercido por todos os
entes públicos, porque de competência constitucional comum
(art.23, VI, CF).
É cabível indenização por dano moral coletivo, porque atingido
direito difuso ao meio ambiente. Legitimados do art.5, Lei
7347/1985.

DIREITO ADMINISTRATIVO
1) NOTA 0,4
O controle acionário de sociedade de economia mista é possível desde
que seja autorizado por lei e passando por processo licitatório. Pois é
parte da desestatização exigindo observância do art.37, XIX CF. A
licitação deve ser por concorrência publica na forma da lei de
desestatização, conforme o STF.
Por outro lado, o STF decidiu recentemente que as subsidiárias de
sociedades de economia mista podem ter seu controle acionário
alienado em mercado, observando processo objetivo e que respeite os
critérios constitucionais sem permissão do legislador. Pode ser por
leilão no mercado.

2) NOTA 0,4
Como juiz da causa decidiria pela improcedência do pleito de Marcia,
pois, o concurso publico e sua revisão exigem que a posição da
Administraçao tenha sido teratológica ou absurda, em preservação do
mérito administrativo , linha preponderante do STJ e no TJRJ.
Em que pese ser a questão controvertida na doutrina, a Administração
buscou selecionar aqueles que se dirigem conforme o seu
posicionamento. Ou seja, de forma consciente e direta escolheu
posição que lhe é favorável.
Dessa forma, não há como acolher o pleito sem adentro ao mérito. Não
se trata de posição desarrazoada ou teratológica, a exigir
sindicabilidade.

NOÇÕES GERAIS DE DIREITO E FORMAÇÃO HUMANÍSTICA


1) NOTA 0,40
O Supremo Tribunal Federal é considerado guardião da
Constituição Federal e autoridade máxima a respeito da analise de
constitucionalidade de normas, além de ultima esfera recursal,
quando cabível.
Dentro dessas atribuições, o Supremo possui papel
contramajoritário, o que significa que, no âmbito de suas funções,
deve atura de forma a aplicar seu entendimento jurídico de
institutos e ideais de justeza, não se contaminando ou decidindo tao
somente com base no clamor social, expectativas de extratos da
sociedade ou mesmo demais Poderes ainda que sofra com efeito
blacklasch ou reação legislativa.
Não obstante os desafios oriundos da dificuldade de legitimação
decorrente da não representatividade popular, trata-se de
importante mecanismo para preservação de direitos e garantias
fundamentais e o núcleo constitucional, já que nem sempre a
realidade social esta antenada aos valores constitucionais e
estruturação democrática.

2) NOTA 0,40
O direito ao esquecimento possui como fundamento a proteção de
direitos da personalidade, mais especificadamente a intimidade,
vida privada e imagem das pessoas (art.5, X, CF), consistente no
direito de ser esquecido, em âmbito publico, fatos e noticias de
interesse meramente privado e ocorridos há tempo razoável,
permitindo ao sujeito construir uma nova historia livre de estigmas
pretéritos.
Contudo, apesar de ter sido aceitos pelos tribunais superiores por
algum tempo, atualmente o STF entende que o direito ao
esquecimento é inconstitucional, por violar o direito da livre
manifestação do pensamento (art.5, IV, CF) e liberdade de
expressão (art.5, IX, CF), entre outros, devendo ser resolvida
eventual violação no campo da responsabilidade civil. Nesse
contexto, os fundamentos da decisão estão contrários ao
posicionamento da Corte Suprema, de modo a indicar que a
suspensão da exibição dos vídeos, além de genérica, representa
censura previa vedada pela Constituiçao Federal e incompatível
com o estado democrático de direito.

PROVA REALIZADA EM 11-07-2021, devido ao adiamento pela


pandemia. Data original: 22-03-2020
SEGUE A PROVA

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