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Disciplina: H.G.P.

Prof.: Carla Lopes

A Ascensão de Salazar e a Construção


do Estado Novo

Trabalho realizado por: Carolina Batista


Ano/Tuma: 6ºE
Nº: 3
Índice
Introdução.............................................................................................................................................3
Salazar e o Estado Novo........................................................................................................................4
De ministro das Finanças a chefe do Governo...................................................................................4
A política de obras públicas...............................................................................................................5
A Constituição de 1933 e o Estado Novo...........................................................................................5
Difusão dos ideais do Estado Novo – A ação da propaganda................................................................6
Mecanismos de repressão do Estado Novo...........................................................................................7
Movimentos de resistência ao Estado Novo..........................................................................................8
A oposição ao Estado Novo - Eleições legislativas de 1945...................................................................9
A candidatura do general Humberto Delgado.....................................................................................10
O governo de Marcello Caetano..........................................................................................................11
Conclusão............................................................................................................................................12
Webgrafia............................................................................................................................................13
Bibliografia..........................................................................................................................................14
Introdução

Na aula de H.G.P., foi-me proposto um trabalho de pesquisa sobre um dos


temas das páginas: 60 a 132.

Escolhi o seguinte tema: A Ascensão de Salazar e a Construção do Estado


Novo (páginas: 112 a 125), pois pareceu-me interessante. Também já conhecia
algumas histórias de Salazar, por isso achei de deveria aprofundar-me sobre este
tema, nomeadamente a época entre 1926 e 1968, e saber as razões da existência
da ditadura.

Este trabalho está dividido em nove capítulos, iniciando nesta introdução. Os


outros capítulos correspondem ao desenvolvimento do tema, com factos e
curiosidades. Por fim, termina com o capítulo destinado à conclusão, onde
apresentarei um breve resumo, as minhas dificuldades na realização deste trabalho
e também apresentarei o aspeto que mais gostei.

A ascenção de Salazar e a Contrução do Estado Novo 3


Salazar e o Estado Novo
Em 1926, Portugal enfrentava uma situação económica grave, pois tinha
sofrido um golpe militar que obrigou a uma intervenção rápida e eficaz.

Em 1928, O Presidente da República, Óscar Carmona, convidou António de


Oliveira Salazar para Ministro das Finanças. Salazar aceitou o convite, mas exigiu
o controlo sobre as despesas de todos os ministérios.

De ministro das Finanças a chefe do Governo


Salazar, como ministro das Finanças, tomou medidas com o objetivo de
recuperar o País da crise em que se encontrava e conseguiu equilibrar as contas
públicas. Para isso, Salazar:

 Aumentou os impostos, para garantir mais dinheiro para o Estado;


 Diminuiu as despesas com a saúde, educação e assistência social;
 Efetuou cortes nos salários dos funcionários públicos;
 Incentivou as exportações.

Em apenas um ano, com a aplicação destas medidas, Portugal conseguiu


aumentar as reservas de ouro e reter mais dinheiro do que aquele que se gastava.
A redução da dívida aos países estrangeiros e o saldo positivo das contas
públicas proporcionou a Salazar uma grande popularidade entre os Portugueses.

Em 1932, António Oliveira Salazar foi nomeado presidente do Conselho de


Ministros, passando a ser o chefe do Governo, cargo que ocupou durante 36 anos.

Desenvolveu-se o turismo, o que permitiu a entrada de mais receitas para o


Estado.

Contudo e apesar do desenvolvimento do país, muitas pessoas continuavam


a viver em grandes dificuldades e decidiram emigrar. O dinheiro enviado para
Portugal pelos emigrantes foi outra fonte de receitas para o Estado.

A ascenção de Salazar e a Contrução do Estado Novo 4


A política de obras públicas

Com as contas públicas estabilizadas, era necessário criar postos de


trabalho para promover o desenvolvimento do País. Utilizando parte das
reservas de ouro do Estado, Salazar promoveu a construção de grandes obras
públicas.

Durante o Estado Novo construíram-se estradas, barragens, hospitais e


edifícios públicos. Esta política permitiu a modernização do país e combateu o
desemprego junto das áreas urbanas. Salazar aproveitou também esta política de
obras públicas, para engrandecer o seu trabalho à frente do país e assim fazer
propaganda.

A Constituição de 1933 e o Estado Novo


Em 1933, um ano após a chegada de Salazar ao Governo, foi aprovada uma
nova Constituição em que os direitos e liberdades dos cidadãos eram
reconhecidos e ficou estabelecido que o Presidente da República e os
deputados seriam eleitos pelos cidadãos.

No entanto, as eleições não eram verdadeiramente livres e os direitos e


liberdades dos cidadãos nem sempre foram respeitados por Salazar. Foi constituído
novamente o Parlamento que apenas servia para aprovar as leis impostas pelo
governo.

Com esta Constituição, surgiu uma organização dos poderes que deu
origem à expressão “Estado Novo”. Destacam-se as seguintes alterações:

 Definia a existência de quatro órgãos de soberania: o Presidente da


República, a Assembleia Nacional, o Governo e os Tribunais;
 A Assembleia Nacional deixou de poder nomear ou demitir o Presidente da
República;
 O Governo passou a ser o órgão de soberania com mais poder, incluindo
o de publicar leis;

A ascenção de Salazar e a Contrução do Estado Novo 5


 A Assembleia Nacional passaria a ser constituída por um partido único
onde só estariam representados os deputados do partido do Governo, a
União Nacional.

Esta Constituição de 1933 – O Estado Novo - reforça os poderes do Governo,


reduz os poderes da Assembleia Nacional (Parlamento), proibe a existência de
partidos políticos, com exceção do partido do Governo – a União Nacional.

Com a aprovação da Constituição de 1933, Salazar passou a controlar os


ministéros e a governar Portugal de uma forma autoritária e ditatorial.

Difusão dos ideais do Estado Novo – A ação da propaganda


Em Portugal, a propaganda, parece inicialmente ser entendida por Salazar
como um mecanismo exclusivamente necessário para demonstrar a obra do regime,
formando uma sociedade obediente. Os Portugueses deveriam defender e viver de
acordo com os valores de “Deus, Pátria e Família” e considerar o chefe do
Governo como o “Salvador da Pátria”.

Para ter o reconhecimento dos outros países no Mundo e aumentar o apoio


da população portuguesa, o governo de Salazar utilizou um forte sistema de
propaganda (fig.1):

 Influência sobre a opinião pública (através de cartazes com mensagens a


favor do regime);
 Organização de imponentes exposições (para divulgar os grandes feitos
do Estado Novo e dos heróis da História portuguesa);
 Controlo rigoroso sobre os programas escolares.

A ascenção de Salazar e a Contrução do Estado Novo 6


Figura 1 - Jornal Português: Como se fazia propaganda no país de Salazar

Além do controlo rigoroso do ensino, funcionava a Mocidade Portuguesa,


criada em 1936, à qual pertenciam todos os jovens entre os 7 e os 14 anos, que
tinha como objetivo formar camadas mais novas numa lógica de obediência
ao Estado Novo e ao dever militar.

Mecanismos de repressão do Estado Novo

Oliveira de Salazar, Governou o país de forma autoritária, desrespeitando as


liberdades dos cidadãos e criando um ambiente de medo. Quem se opunha ao
regime era perseguido, preso e torturado. Para Salazar conseguir tanto tempo no
poder teve vários suportes:

 Censura prévia - tinha como objetivo examinar e cancelar previamente todas


as publicações da imprensa, teatro, cinema, rádio e televisão, de opiniões
contra o regime e espetáculos;

A ascenção de Salazar e a Contrução do Estado Novo 7


 Polícia política - através de informadores secretos vigiavam, perseguiam,
prendiam e torturavam quem criticava ou se opunham ao regime. Esta polícia
foi criada em criada em 1945 , chamada PIDE (fig. 2);
 As prisões politicas – pessoas condenadas por crime de oposição ao
Governo, eram enviadas para prisões onde eram torturados e interrogados.
 Legião Portuguesa – era uma organização militarizada que defendia o
Estado Novo e combatia o Comunismo e o Anarquismo.

Figura 2 - PIDE

Atualmente ainda há países onde existe um regime político ditatorial, como


por exemplo na China, na Venezuela, na Síria e na Coreia do Norte onde não se
respeitam os direitos humanos.

Movimentos de resistência ao Estado Novo

Embora houvesse intenção de dar uma imagem de modernidade e


prosperidade ao Mundo, muitos portugueses optaram pela emigração, sobretudo
na década de 60. As más condições de trabalho, o desemprego e o trabalho
infantil eram agravados pela proibição do direito à greve e pela falta de
liberdade de expressão.

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A oposição ao Estado Novo - Eleições legislativas de 1945
Os opositores ao salazarismo organizaram-se clandestinamente para não
serem perseguidos e presos. Outros tiveram de sair do país (exilados políticos).

A oposição cresceu em 1945 quando terminou a II Guerra Mundial, com a


vitória dos países democráticos (EUA, França, Inglaterra e seus aliados), onde os
direitos e liberdades dos cidadãos eram respeitados. Estes países pressionaram
Salazar e este marcou eleições legislativas.

A oposição uniu-se e criou o MUD (Movimento de Unidade Democrática). No


entanto, o governo não permitiu que a oposição fizesse campanha eleitoral nem que
a contagem dos votos fosse fiscalizada. Quem fosse suspeito de pertencer à
oposição era tirado das listas eleitorais para não puderem votar. Os dirigentes do
MUD decidiram então apelar à abstenção e assim a União Nacional conseguiu
eleger todos os seus candidatos.

A oposição do Estado Novo contra a expressão e falta de liberdade levou a


grandes manifestações de estudantes universitários.

A luta contra a ditadura e defesa da liberdade contou com a participação de


políticos, escritores, artistas e intelectuais (fig. 3) que o expressavam através
das suas ações e obras artisticas a oposição a este regime.

Figura 3 - Artista Zeca Afonso e estudantes das universidades

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A candidatura do general Humberto Delgado

A oposição política acentua-se em anos de eleições presidenciais.

O general Humberto Delgado, candidato independente, com o apoio de toda


a oposição, candidatou-se às eleições presidenciais de 1958. Apesar do grande
apoio que teve da população, após a contagem de votos, foi o almirante Américo
Tomás, candidato do regime, quem venceu as eleições.

Os resultados obtidos nas eleições provocaram grande contestação, por


parte dos apoiantes do candidato da oposição, porque diziam que houve falsificação
na contagem dos votos. Humberto Delgado por ser considerado uma ameaça ao
Estado Português, foi obrigado a abandonar o País. Em 1965 foi assassinado por
agentes da PIDE, em Olivença (Espanha).

Figura 4 - Candidatura do General Humberto Delgado

Depois destas eleições Salazar, com receio de uma vitória da oposição,


alterou a lei eleitoral. Criou um Colégio eleitoral que passava a eleger o Presidente
da República, ou seja, já não era eleito por eleições, mas por deputados do
Governo.

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O governo de Marcello Caetano

Após uma queda de uma cadeira, Salazar ficou incapacitado e em 1968


apareceu um sucessor, Marcelo Caetano.

O Presidente da República nomeou-o para chefe do Governo. Nos primeiros


anos, o país viveu a conhecida “Primavera Marcelista”. Assistiu-se a um
abrandamento da censura, da ação da polícia política, uma melhoria na
assistência social e a instituição dos subsídios de Natal e de Férias. Uma
expetativa de mudança que não se concretizou.

Apesar destas melhorias na política do governo de Marcelo Caetano, os


Portugueses continuaram a viver numa ditadura que não respeitava os direitos
humanos.

Em 1974 resiste à tentativa de golpe que tem lugar a 16 de Março. Contudo o


mesmo acontece passado pouco mais de um mês. No dia 25 de Abril, cercado no
quartel da GNR do Carmo, rende-se e entrega o poder ao General Spínola.

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Conclusão
Com a realização deste trabalho pude concluir que Salazar foi um homem
que contribuiu para a recuperação da crise económica que o país enfrentava e
permitiu a contrução de grandes obras públicas.

Contudo, a sua administração veio trazer também muitos aspetos negativos,


tais como: as desigualdades sociais, o desrespeito dos direitos humanos e as
emigrações.

Durante a realização deste trabalho senti algumas dificuldades, pois para o


mesmo dispensei de várias horas ao computador. Também verifiquei que existe
muita informação sobre este tema e por isso senti dificuldade na seleção da
informação mais adequada.

Apesar destas dificuldades, à medida que ia fazendo e pesquisando sobre o


tema, percebi que estava cada vez mais envolvida. Este tema, para mim foi muito
interessante e ajudou-me a perceber as várias transformações e dificuldades que os
meus avós sentiram ao viver sob este regime.

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Webgrafia

https://www.obichinhodosaber.com/historia-e-geografia-de-portugal-6o-salazar-e-o-
estado-novo/

https://ensina.rtp.pt/artigo/jornal-portugues-como-se-fazia-propaganda-no-pais-de-
salazar/

https://ensina.rtp.pt/artigo/os-anos-de-poder-de-marcelo-caetano/

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Bibliografia

Santos, A. J., Cirne, J., Henriques, M. (2019) Livro 6º ano H.G.P., “NOVO
VIAGENS
NO TEMPO”, Porto, Areal Editores

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