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NUTRIÇÃO

ENTERAL
por Nutricionista
UNIFESP desde 2002

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E-book Nutrição Enteral

A nutrição enteral (NE) é indicada


quando o trato gastrointestinal é funcionante Nasogástrica ou orogástrica

e a alimentação via oral não é possível ou sonda passada pelo nariz ou boca,
suficiente para a demanda do paciente. direcionada até o estômago.

A ANVISA (2000) define a Terapia de


Nasoentérica ou oroentérica
Nutrição Enteral (TNE) como um conjunto de
procedimentos terapêuticos para manutenção sonda passada pelo nariz ou boca, passada
pelo estômago até o trato intestinal.
ou recuperação do estado nutricional do
paciente por meio de nutrição enteral. Gastrotomia
Os principais consensos demonstram que
Sonda implantada via endoscopia e
o início precoce (primeiras 24 a 48 horas da permanece em um orifício (estoma)
diretamente no estômago.
admissão) da NE tem sido associado a
menores taxas de complicações infecciosas e Jejunostomia

menor tempo de permanência na UTI. Sonda implantada via endoscopia e


permanece em um orifício (estoma)
diretamente no intestino delgado,

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Administração
A administração da nutrição enteral pode Castro e Cardoso et al. (2018), fizeram um
ser intermitente ou contínua. Apesar da levantamento das fórmulas enterais
infusão intermitente ser mais fisiológica e disponíveis no Brasil e classificaram da
poder auxiliar no controle da secreção de seguinte forma:
insulina, a infusão contínua tem sido mais
indicada nos pacientes hospitalizados, pois a Apresentação
administração de pequenos volumes da dieta
está associada à redução de distensão sistema aberto;
gástrica, refluxo gastroesofágico (DITEN, sistema aberto;
2011), além do que estudos demonstram que sistema fechado.
pacientes atingem as metas mais rápido dessa
forma.

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Indicação

macro e micronutrientes
estabelecidos de acordo com as
recomendações para população estável;
ausência, redução ou
aumento dos nutrientes, adição de
substâncias não previstas ou de proteínas
hidrolisadas;
composta por um
nutriente específico.

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Fornecimento de calorias Complexidade dos nutrientes

inferior a 0,9 kcal/ml; nutrientes íntegros;


maior ou igual a 0,9 kcal/ml nutrientes
e menor ou igual a 1,2 kcal/ml; parcialmente hidrolisados;
superior a 1,2 kcal/ml nutrientes
totalmente hidrolisados.

Quantidade de proteína
Presença ou ausência de
elementos específicos
inferior a 10% do valor
energético total; Lactose, glúten, sacarose, fibras
maior ou igual a 10% e
menor que 20% do valor energético total;
igual ou superior a 20% do
valor energético total

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Osmolalidade

280-300mOsm/kg de água;
300-350mOsm/kg de água;
350-550mOsm/kg
de água;
550-750mOsm/kg de água;
maior que
750mOsm/kg de água;

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RECOMENDAÇÕES

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Fórmula polimérica Fibras, simbióticos


x oligomérica e probióticos
De acordo com os principais consensos, A ASPEN (2016), sugere considerar o uso
as fórmulas poliméricas devem ser as fórmulas de fórmulas contendo fibras misturadas se
de primeira escolha. No caso de intolerância houver evidência de diarreia persistente. Já
gastrointestinais (diarreia, distensão para pacientes com alto risco de isquemia
abdominal, êmese), após investigação das intestinal ou dismotilidade grave, sugere evitar
causas e aplicação dos protocolos (ajuste de fibras solúveis e insolúveis. Pensando nos
mediações, alterar forma de infusão, redução pacientes de enfermaria, o uso de fibras pode
do volume), as fórmulas oligoméricas podem ser útil para promover a regulação intestinal.
ser uma opção. Já os probióticos, definidos pela OMS
como microrganismos viáveis que, quando

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ingeridos em quantidades adequadas, podem por bactérias patogênicas, além do efeito da


ser benéficos para a saúde. Os consensos não flora saudável na sinalização gênica para
contraindicam a utilização, orientam produção de citocinas anti-inflamatórias e
considerar o uso de acordo com cada modulação da resposta imune.
paciente. Não existem muito estudos com

Glutamina, arginina,
imunossuprimidos, pós operatório recente de
anastomose intestinal, cirurgia de via biliar e
pâncreas, isquemia intestinal, por isso seu uso ômega 3 e 6
não é indicado nesses casos.
Segundo a BRASPEN, o uso de O uso rotineiro da glutamina não é
probiótico em doentes críticos está baseado indicado em pacientes críticos pelos principais
na manutenção da microbiota intestinal, consensos, porém há evidência favoráveis
atuando como barreira microbiológica à para o uso em pacientes queimados ou
translocação bacteriana, prevenindo infecções trauma.

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A ESPEN (2019) recomenda para
pacientes com queimaduras >20% da área de
superfície corporal, doses de 0,3-0,5 g/kg/d
de glutamina por 10-15 dias. Em trauma
gravemente doente, doses adicionais de 0,2-
0,3 g/kg/d) nos primeiros 5 dias com NE. Em
caso de cicatrização de feridas complicadas,
pode ser administrado por um período mais
longo de 10 a 15 dias.
Segundo a ASPEN, O uso de EPA e DHA
na população com lesão neurológica
recentemente ganhou atenção significativa na
aceleração da recuperação após TCE, porém
os estudos ainda são escassos sobre o tema.

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Fórmulas imunomoduladoras, contendo Porém, vários ensaios clínicos demonstraram


arginina com outros agentes, incluindo EPA, que a arginina pode fornecer benefício na
DHA, glutamina e ácido nucleico, não são sepse, promovendo a perfusão dos tecidos e
indicadas para pacientes com sepse grave. aumentando o débito cardíaco.
Existe controversas sobre o uso da Segundo a BRASPEN, vários
arginina na literatura, na teoria o uso de estudos demonstram efeito consistente no
arginina pode representar uma ameaça para o uso de dieta imunomoduladora rica em
paciente séptico em estado crítico que é arginina e/ou ômega 3, tanto no pré, no pós
hemodinamicamente instável ao regular ou no período perioperatório, reduzindo
positivamente a atividade da enzima óxido principalmente complicações infecciosas pós-
nítrico sintase induzível, aumentando a operatórias e permanência hospitalar.
produção de óxido nítrico e causando maior
instabilidade hemodinâmica e disfunção
orgânica.

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