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17/01/2022 10:08 Avaliação 2 - ABS1 Semestre 2021.

Avaliação 2 - ABS1 Semestre 2021.2


17 de Janeiro de 2022

Matrícula

514143

Nome *

José Ribeiro de Castro Neto

E-mail *

ribeironeto@alu.ufc.br

Turma

Segunda-Feira

Quarta-Feira

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17/01/2022 10:08 Avaliação 2 - ABS1 Semestre 2021.2

Pode-se dizer que o SUS iniciou a fase de implementação da política a partir de


1990, com a aprovação da Lei Orgânica da Saúde (Lei 8080), que regulamentou o
sistema definido na Constituição Federal de 1988. Considerando a história,
assinale e justifique três características da política pública de saúde no Brasil
ANTES do SUS. *

Antes de 1988, o atendimento dos hospitais públicos estava restrito a 30 milhões de


brasileiros. Com a Constituição de 1988, mais de 70 milhões de pessoas passaram a ter
direito ao atendimento pelo Sistema Único de Saúde.

1 - Saúde é a ausência de doenças;

2 - Centralizado e de responsabilidade federal, sem a participação dos usuários;

3 - O sistema público de saúde atendia a quem contribuía para a Previdência Social. Quem
não tinha dinheiro dependia da caridade e da filantropia

Há algum tempo, acreditava-se que saúde era ausência de doença, porém este termo foi
evoluindo e hoje foi reclassificado pela OMS como um estado de completo bem-estar físico,
mental e social, e não apenas como a ausência de doença ou enfermidade. O Decreto 7.508
de 2011, que regulamenta a Lei 8.080/90, estabelece um novo arranjo para a
descentralização, definindo que os serviços prestados permanecerão organizados em
níveis crescentes de complexidade, em unidades geográficas específicas e para clientelas
definidas. No entanto, a oferta de ações e serviços do SUS deverá se organizar a partir da
constituição de regiões de saúde. Com a sua criação, o SUS proporcionou o acesso
universal ao sistema público de saúde, sem discriminação. A atenção integral à saúde, e
não somente aos cuidados assistenciais, passou a ser um direito de todos os brasileiros,
desde a gestação e por toda a vida, com foco na saúde com qualidade de vida, visando a
prevenção e a promoção da saúde.

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O Movimento de Reforma Sanitária com a proposta do Sistema Único de Saúde


como alternativa ao Sistema de Saúde em vigor, foi legitimado em nível nacional
na VIII Conferência Nacional de Saúde, em 1986. A integralidade no Sistema
Único de Saúde foi um dos eixos dos debates desta Conferência. Defina
integralidade em saúde e comente como operacionalizá-la no SUS. *

A ‘integralidade’ como definição legal e institucional é concebida como um conjunto


articulado de ações e serviços de saúde, preventivos e curativos, individuais e coletivos, em
cada caso, nos níveis de complexidade do sistema. Ao ser constituída como ato em saúde
nas vivências cotidianas dos sujeitos nos serviços de saúde, tem germinado experiências
que produzem transformações na vida das pessoas, cujas práticas eficazes de cuidado em
saúde superam os modelos idealizados para sua realização.

Um dos princípios do SUS, a integralidade está presente tanto nas discussões quanto
nas práticas na área da saúde e está relacionada à condição integral, e não parcial, de
compreensão do ser humano. Para atender a esta necessidade da população, o Estado
deve estabelecer um conjunto de ações que vão desde a prevenção à assistência curativa,
nos diversos níveis de complexidade. Historicamente, este conceito também está ligado a
um movimento de medicina integral, que denunciava a especialização crescente dos
profissionais de saúde. Com a Reforma Sanitária, a atenção integral se tornou uma das
diretrizes do SUS.

“ A ‘integralidade’ como eixo prioritário de uma política de saúde, ou seja, como meio de
concretizar a saúde como uma questão de cidadania, significa compreender sua
operacionalização a partir de dois movimentos recíprocos a serem desenvolvidos pelos
sujeitos implicados nos processos organizativos em saúde: a superação de obstáculos e a
implantação de inovações no cotidiano dos serviços de saúde, nas relações entre os níveis
de gestão do SUS e nas relações destes com a sociedade. ” (Pinheiro, 2009).

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Uma questão central a ser tratada pelas políticas que almejam equidade em
saúde é a redução ou a eliminação das diferenças que advêm de fatores
considerados evitáveis e injustos, criando, desse modo, igual oportunidade em
saúde e reduzindo as diferenças injustas tanto quanto possível. Exemplifique
uma situação de aplicabilidade deste conceito no SUS. *

Equidade é um dos princípios doutrinários do Sistema Único de Saúde (SUS) e tem


relação direta com os conceitos de igualdade e de justiça. No âmbito do sistema nacional
de saúde, se evidencia, por exemplo, no atendimento aos indivíduos de acordo com suas
necessidades, oferecendo mais a quem mais precisa e menos a quem requer menos
cuidados. Busca-se, com este princípio, reconhecer as diferenças nas condições de vida e
saúde e nas necessidades das pessoas, considerando que o direito à saúde passa pelas
diferenciações sociais e deve atender a diversidade.

Exemplos práticos de equidade ocorrem frequentemente nos hospitais, especialmente


naqueles nos quais se implantou a classificação de risco, onde a prioridade no atendimento
é definida por critérios combinados de ordem de chegada, urgência e gravidade. Por esse
princípio, uma vítima de acidente grave passará na frente de quem necessita de um
atendimento menos urgente, mesmo que esta pessoa tenha chegado mais cedo ao
hospital.

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O COVID-19 impactou vários aspectos das vidas das sociedades. Uma das
consequências mais imediatas e significativas da pandemia foi a pressão
exercida sobre os sistemas de saúde em todo o mundo. Analise as diferenças
entre países que consideram a saúde um direito universal e aqueles que apostam
mais na lógica de mercado para prover a atenção à saúde no enfrentamento da
pandemia por Covid-19.

'' A pandemia mostrou importância de os países terem um sistema público de saúde


universal '', diz especialista em bioética. O Médico e professor catedrático da Universidade
do Porto, e editor científico da Revista Bioética do Conselho Federal de Medicina (CFM), Dr.
Rui Nunes, é um dos grandes especialistas internacionais no campo da ética aplicada à
medicina. Em um Webinar sobre bioética em tempos de covid-19, ele foi enfático ao
ressaltar que a pandemia reforçou a importância de um sistema de saúde público e
universal.

"A pandemia de covid-19, em Portugal e na Europa, só demonstrou a importância de os


países terem um sistema público universal. Se não tivessem, tinha sido o caos na Europa.
Só não o foi porque todos os países europeus têm um sistema desta natureza", afirmou.

"Não resta nenhuma dúvida e se vai comprovar isto muito em breve: os países que
responderam melhor à covid-19 foram os que tinham, pelo menos na Europa, os melhores
sistemas públicos universais de saúde", completou.

Esta pandemia demonstra mais do que nunca a natureza crucial dos problemas de
saúde pública. Uma vez que a ocorrência de novas pandemias e epidemias é muito provável
em escala regional e internacional, é essencial aprender as lições da maneira como a crise
foi tratada.

Sem dúvida os países que possuem um sistema de saúde com cobertura universal
tendem a responder melhor em situações de epidemias e pandemias. Eles já têm um
sistema de registro e acompanhamento de pacientes e locais bem definidos para
tratamento e vacinação, que facilitam a tomada de decisão em contextos de epidemias.

O que falhou no caso brasileiro foi o negacionismo e a politização da pandemia. Olha o


que aconteceu em Manaus e posteriormente em Chapecó. O colapso do sistema de saúde
foi brutal, a ponto de, no caso de Manaus, os caixões com os corpos de pessoas mortas por
covid-19 serem empilhados em vala comum, o que é um atentado contra os direitos
humanos, é algo que ocorre só em situação de guerra ou de catástrofes ambientais.

É muito provavelmente uma abordagem global que deve ser adotada, correspondendo
ao conceito de “uma saúde”: promovendo uma abordagem integrada, sistêmica e unificada
da saúde pública, animal e ambiental nos níveis local, nacional e internacional. A ideia é
simples: tudo está conectado. Agir sobre o meio ambiente e sobre a saúde animal significa
agir sobre a saúde humana.

Este formulário foi criado em Universidade Federal do Ceara.


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 Formulários

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