Você está na página 1de 11

Índice

Introdução 3

1.Teorias de Aprendizagem 5

1.1. Teoria Behaviorista ou Comportamentalista 5

1.1.2. Concepção behaviorista 7

1.3. Teoria Cognitivista 7

1.3.1. Concepção cognitiva 8

1.4. Teoria Humanista 8

1.4.1. Concepção humanista 9

Conclusão 10

Referências bibliográficas 11
Introdução
“A aprendizagem refere-se à aquisição de uma resposta particular, aprendida
em função da experiência, obtida de forma sistemática ou não” (PIAGET,
apud MACEDO 1994, p. 12). É bom termos sempre em mente que é por meio
da aprendizagem que nós nos tornamos, de modo efetivo, seres humanos,
uma vez que, também, nós aprendemos a partir de nosso nascimento.

Segundo Moreira (2009), para Skinner, a aprendizagem é aquisição de novos


comportamentos e o pressuposto básico da teoria dele é que a
aprendizagem em geral é sinônimo de formação de hábitos e seus princípios
são: a aprendizagem acontece por meio da repetição a estímulos; os reforços
positivos e negativos têm influência fundamental para a formação dos
hábitos desejados e a aprendizagem ocorre melhor se as atividades forem
graduadas.
Assim sendo, a função do educador é criar ou modificar comportamentos
para que o aluno faça o esperado
O objectivo do presente trabalho de pesquisa é abordar acerca das teorias de
aprendizagem e suas concepcoes no processo de ensino aprendizagem.
1.Teorias de Aprendizagem
Aprendizagem é a mudança que ocorre no comportamento em resultado da
prática, sendo esta mudança mais ou menos
permanente e estável. Aprender significa, portanto, mudar depois da
experiência vivida.
Segundo (CAMPOS,2010, p. 15), “a aprendizagem é um processo tão
importante para o sucesso da sobrevivência do homem que foram
organizados meios educacionais e escolas para tornarem a aprendizagem
mais eficiente”.
A aprendizagem é a mudança que ocorre no comportamento ele resultado da
prática,sendo esta mais ou menos permanente e estável.
As teorias de aprendizagem buscam reconhecer a dinâmica envolvida nos
atos de ensinar e
aprender, partindo do reconhecimento da evolução cognitiva do homem, e
tentam explicar a relação entre o conhecimento pré-existente e o novo
conhecimento.
Conhecer as principais Teorias de Aprendizagem e as concepções de
Educação permite-nos fundamentar teoricamente nossos saberes e traçar
estratégias que atendam aos objetivos de aprendizagem satisfatória. “[...]
uma vez que não existe uma teoria e nem uma concepção específica para
todos os objetivos, mas sim, uma teoria e concepções adequadas a cada tipo
de objetivo. Assim sendo, deve-se empregar uma combinação dessas teorias
e concepções tendo em vista atender a heterogeneidade de alunos e de
recursos metodológicos existentes” (PINHEIRO, 2002, n. p.).

1.1. Teoria Behaviorista ou Comportamentalista


O behaviorismo (ou comportamentalismo), é um estudo científico do
comportamento observável. Este termo deve-se a Jonh Watson quer , em
1913 publicou o manifesto “psychology as the bahavorist views it”
(Psicologia: como os behavioristas a vêem”).
Segundo Watson era uma mudança de comportamento- no tipo de respostas
emitidas pelo sujeito perante determinados estímulos.
Watson, dada a influência que recebeu do movimento reflexologista russo
(PENNA, 1982), considerava que os comportamentos eram aprendidos,
mesmo em se tratando de reações emocionais ou instintivas. Para ele, as
reações instintivas eram representadas basicamente pelo medo, ódio e amor,
os quais estariam, como outras formas de expressão, associados à ação de
estímulos. Por conseguinte, todas as áreas do comportamento humano
seriam compreendidas a partir da relação estímulo-resposta e todos os
comportamentos seriam considerados reflexos, uma vez que eles são
considerados respostas provocadas por estímulos.
O ambiente assume um papel fundamental na perspectiva behaviorista como
modelador e, portanto determinante do comportamento.
A unidade básica de descrição do comportamento humano, de acordo com a
teoria behaviorista toma como ponto de partida o eixo Estímulo – Resposta,
considerando-se estímulo tudo aquilo que vem do ambiente e é registrado
por um órgão sensorial, enquanto que resposta é considerada como sendo
todas as manifestações comportamentais.
O comportamento humano (ou resposta) foi estudado e descrito pelos
behavioristas da
seguinte forma:
a. comportamento reflexo ou respondente – involuntário e produzido como
resposta a modificações ambientais. Ex.: contração da pupila sob a
incidência de luz forte.
b. comportamento operante – ação do homem operando sobre o meio
ambiental (mundo) Ex: Ler um livro, escrever, etc.
Outro teórico behaviorista de destaque é o psicólogo Burrhus Frederic
Skinner. Influenciado pelos trabalhos de Pavlov e Watson, Skinner passa a
estudar o comportamento operante, realizando diversos experimentos em
laboratório com pombos e ratos. Foi responsável pela invenção de um
aparelho, presente e muito utilizado atualmente em todos os laboratórios de
psicologia experimental, conhecido como “caixa de Skinner”.
Segundo esse teórico obtém-se o ensino quando o que deve ser ensinado
pode ser posto sob a condição de controle e comportamento observável,
desse modo, os desempenhos são obtidos quando o comportamento não
desejado é punido, e o comportamento desejado é reforçado com um
estímulo e este tem de ser repetido até que se torne espontâneo.
Através dos seus experimentos Skinner chegou a conclusão que todo
comportamento pode ser modelado por meio do condicionamento operante,
através do qual o organismo aprende a associar o seu comportamento com
as conseq&ências que este provoca no ambiente.

1.1.2. Concepção behaviorista


Segundo Mizukami (1986), para os behavioristas a aprendizagem é uma
aquisição de comportamentos através de relações entre Ambiente e
Comportamento, ocorridas numa história de contingências, estabelecendo
uma relação funcional entre Ambiente e Comportamento. O indivíduo é visto
como ativo em todo o processo; a aprendizagem é sinônimo de
comportamento adquirido; o reforço é um dos principais motores da
aprendizagem; a aprendizagem é vista como uma modelagem do
comportamento.
1.3. Teoria Cognitivista
O cognitivo, que tem origem no latim cognitus, particípio de cognoscere,
conhecer; conhecimento; cognotione: ato de aprender a conhecer...
Conhecimento adquirido. Ato ou processo de conhecer.
“Conhecer significa penetrar através da superfície, a fim de chegar às raízes
e, por con- seguinte, às causas; conhecer significa "ver" a realidade em sua
nudez" (FROMM, 1979, pág.56).
A corrente cognitivista enfatiza o processo de cognição, através do qual a
pessoa atribui significados à realidade em que se encontra. Preocupa-se
com o processo de compreensão, transformação, armazenamento e uso da
informação envolvido na cognição e procura regularidades nesse processo
mental. Nessa corrente, situam-se autores como Brunner, Piaget, Ausubel,
Novak e Kelly. Alguns deles são construtivistas com ênfase na cognição
(Brunner, Piaget, Ausubel e Novak), ou enfatizam o afectivo (como Kelly e
Rogers).

Segundo Misukami (1986), uma abordagem cognitivista implica em estudar


cientificamente a aprendizagem como um produto resultante do ambiente,
das pessoas ou de fatores externos a ela. Como as pessoas lidam com
estímulos ambientais, organizam dados, sentem e resolvem problemas,
adquirem conceitos e empregam símbolos constituem, pois, o centro da
investigação.
Na perspectiva cognitivista o sujeito passa a ser visto como alguém que é
capaz de interpretar estímuloe a resposta..O cognitivismo procura explicar
a “arquitetura” da mente humana e, as leis de representação,funcionamento
e transformação dos nossos Comportamentos.
Portanto, memória, percepção, aprendizagem, resolução de problemas,
raciocínio e compreensão, esquemas e arquiteturas mentais são alguns dos
principais objetos de investigação da área, cujas aplicações vêm sendo
utilizadas na construção de modelos explícitos em formas de programas de
computador (softwares), gráficos, arquiteturas ou outras esquematizações
do processamento mental, em especial nos sistemas de Inteligência Artificial.

1.3.1. Concepção cognitiva


Segundo Mizukami (1986), na concepção cognitiva o homem não pode ser
concebido como um ser inerte. Ela ressalta o valor das ações mentais no
processo de aprendizagem, na maneira como se percebe, seleciona, organiza
e atribui significados aos objetos e acontecimentos. A aprendizagem é um
processo dinâmico, centrado nos processos cognitivos, onde se tem:
INDIVÍDUO → INFORMAÇÃO → CODIFICAÇÃO → RECODIFICAÇÃO →
PROCESSAMENTO→ APRENDIZAGEM.
O ensino consistirá em organização dos dados de experiências, de forma a
promover um nível desejado de aprendizagem.1.4. Teoria Humanista
Roger segue uma abordagem humanista, muito diferenciada das anteriores,
pois seu objetivo não é o controle do comportamento, o desenvolvimento
cognitivo ou a formulação de um bom currículo e sim o crescimento pessoal
do aluno.
Outra tendência nas correntes actuais da psicologia da aprendizagem
manifesta-se no que alguns chamam a teoria humanista inspirada na teoria
da terceira força e que está patente nas chamadas escolas abertas ou escolas
em que os alunos escolhem as actividades em que vão participar. Se o termo

“humanista” é, por si mesmo, evidente, a designação de “terceira força” carece,

pensamos, de algum esclarecimento. Explica-se pelo facto dos defensores da

psicologia humanista terem criticado duas outras escolas da psicologia actual, bem

relevantes (a psicanálise e o behaviorismo) e terem enveredado por uma concepção do

homem, de tipo existencial ou situacional.

No que respeita `a aprendizagem trata-se mais de uma reacção contra algumas das
teorias de aprendizagem existentes e da maneira como a aprendizagem se realiza do

que de uma teoria bem formulada e consciente. É uma reacção que se baseia na

crença de que o educando deve ter mais responsabilidade para decidir o que quer

aprender e para ser mais independente e auto-orientador da sua aprendizagem.

“Tornar-se pessoa” é realmente a chave do processo de aprendizagem na visão

humanista; é um processo pessoal, de índole vivencial, no centro do qual está a pessoa

como ser que pensa, sente e vive. É um processo de descoberta do significado

pessoal do conhecimento que passa pelo interior da pessoa com as suas

experiências e as imagens que tem de si própria e dos outros.


Nesta perspectiva, o professor deixa de ser um “disseminador” de conhecimentos para

ser um “facilitador” da aprendizagem. Para bem desempenhar o seu papel exige-se que

seja genuíno, que tenha opiniões positivas a respeito de si próprio e dos outros, que

seja empático, ele próprio também um aluno, capaz de criar bom clima, de ir ao

encontro das necessidades dos outros, de descarregar o excedente de energias, de

libertar tensões, de ajudar os outros a aprender. Alguns métodos apropriados a tal

finalidade serão o ensino individualizado e as técnicas de trabalho de grupo:

discussões, debates, painéis, simulações, jogos de papéis (role playing) e resolução de

problemas.

1.4.1. Concepção humanista


Para Mizukami (1986), na concepção humanista existe uma valorização do
potencial humano assumindo-o como ponto de partida para a compreensão
do processo de aprendizagem.
Preocuparam-se em tornar a aprendizagem significativa, valorizando a
compreensão ao invés da memorização, considerando as características do
sujeito, suas experiências anteriores e as
suas motivações. O indivíduo é visto como responsável por decidir o que
quer aprender; a aprendizagem é vista como algo espontâneo e misterioso.
Ela dá ênfase ao sujeito. Enfatiza o subjetivo, a autorrealização e o vir a ser
contínuo que é característico da vida humana. Assim, a escola tem como
função fornecer condições para o desenvolvimento individual incentivando a
criatividade e contribuindo para a autonomia do aluno, com a ajuda do
professor. Deste modo o professor deve ser um facilitador da aprendizagem
tendo uma relação pessoal com o aluno, pois cada um tem uma
personalidade.
Conclusão
É importante compreender o modo como as pessoas aprendem e as
condições necessárias param
a aprendizagem, bem como identificar o papel de um professor, por exemplo,
nesse processo. Estas teorias são importantes porque possibilita a este
mestre adquirir conhecimentos, atitudes e
habilidades que lhe permitirão alcançar melhor os objetivos do ensino.

“Sem aprendizagem, as pessoas não saberiam os seus nomes, os dos pais,


onde vivem, entre outras coisas. Sem aprendizagem não seríamos capazes
de ler esta informação, nem sermos capazes de falar a linguagem que
falamos ou tratar das nossas necessidades psicológicas” (MWAMWENDA,
2005:163)
Referências bibliográficas
MACEDO, Lino. Ensaios construtivistas. 3. ed. São Paulo: Casa do Psicólogo,
1994.
MOREIRA, Marco Antonio. Teorias de aprendizagem. 4. reimpressão. São
Paulo: Epu, 2009.
CAMPOS, Dinah M. S. Psicologia da aprendizagem. 29. ed. Petrópolis: Vozes,
2010.
FROMM, E. Ter ou ser? Trad. Nathanael C. Caixeiro, 2ª ed., Rio de Janeiro:
Zahar, 1979.
MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: as abordagens do processo. São
Paulo: EPU, 1986.
PINHEIRO, Marco António. 2002. Estratégias para o design instrucional de
cursos pela internet: Um Estudo de Caso. 96 f. Dissertação (Mestrado) –
Departamento de Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa
Catarina, Florianópolis, 2002.
MACEDO, Lino. Ensaios construtivistas. 3. ed. São Paulo: Casa do Psicólogo,
1994.
MWAMWENDA, Tuntufyes. Psicologia Educacional: uma perspectiva africana.
Mapuro: Texto Editora, 2005.

Você também pode gostar