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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

FACULDADE DE EDUCAÇÃO
ESPECIALIZAÇÃO EM ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

ANA LÚCIA DOS SANTOS MAGALHÃES

PROJETO DE INTERVENÇÃO
OS GÊNEROS TEXTUAIS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO PARA
CRIANÇAS COM DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM

Esplanada
2020
ANA LÚCIA DOS SANTOS MAGALHÃES

PROJETO DE INTERVENÇÃO
OS GÊNEROS TEXTUAIS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO PARA
CRIANÇAS COM DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM

Projeto de intervenção apresentado à Universidade Federal


da Bahia (UFBA) e Universidade Aberta do Brasil (UAB),
como parte dos requisitos para obtenção do título de
especialista em Alfabetização e Letramento.

Orientadora: Profª. Drª. Veronica Domingues

Esplanada
2020

AGRADECIMENTOS

Agradeço especialmente, a Deus, a quem devo minha vida. A minha família, que é meu
alicerce. Aos meus filhos Icaro e Iuri, que sempre me incentivaram a ser uma pessoa melhor,
ao meu esposo Jomírio, por todo apoio e incentivo e a minha mãe Altina Rosa (in memoriam),
que sempre me viu como a melhor professora do mundo, mesmo eu não sendo. (...)
A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas
faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender
não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da
alegria.

Paulo Freire
RESUMO

O presente projeto de intervenção, refere-se ao Trabalho de Conclusão do Curso de Especialização em


Alfabetização e Letramento. Teve como objetivo geral reconhecer que o uso dos gêneros textuais no
processo de alfabetização viabilizam a aquisição da linguagem escrita de forma mais contextualizada e
significativa para a criança, pois as a aproximam da linguagem escrita que é utilizada no dia a dia,
com suas práticas sociocomunicativas dinâmicas e variáveis, e os objetivos específicos: proporcionar
o desenvolvimento da aprendizagem através do uso dos diferentes gêneros textuais de forma lúdica e
contextualizada e promover aos alunos, situações reais de leitura e escrita, através do uso dos gêneros
textuais, a fim de viabilizar de forma contextualizada e significativa a sua alfabetização e letramento.
O processo de alfabetização é uma construção processual, desenvolvida conjuntamente dentro e fora
da sala de aula, em processo interativo, que acontece desde as primeiras relações da criança com a
escrita, por isso a importância dos textos nesse processo. O que motivou esse projeto de intervenção,
foi perceber, que a ausência das práticas cotidianas, de uso dos gêneros textuais no processo de
alfabetização, empobrece e retira da criança a possibilidade de aprender de forma espontânea e
vinculada com a sua realidade. Para alcançar o objetivo geral, pretende-se proporcionar às crianças,
situações concretas de aprendizagem através do uso de diferentes gêneros textuais como: parlendas,
trava-línguas, poesias, adivinhas, receitas e textos literários como: contos e lendas, de forma
contextualizada com seu universo infantil.

Palavras-chave: Educação. Gêneros textuais. Alfabetização e Letramento.


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO....................................................................................................4

1.1 PROBLEMÁTICA..........................................................................................5
1.2 PROBLEMA...................................................................................................7

1.3 HIPOTESE (S) ...............................................................................................7

2 OBJETIVOS.......................................................................................................7

1.1.1 Objetivo Geral..........................................................................................7

1.1.2 Objetivos específicos................................................................................7

3 JUSTIFICATIVA................................................................................................7

4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 4...................................................................9

5 MÉTODOS E TÉCNICAS.................................................................................10

6 PROPOSTA DE INTERVENÇÃO....................................................................11
6.1 CRONOGRAMA....................................................................................11
6.2 GESTÃO, ACOMPANHAMENTO, AVALIAÇÃO.............................11
6.3 A INTERVENÇÃO.................................................................................11

7 RECURSOS.........................................................................................................12

5.1 RECURSOS HUMANOS..............................................................................12


5.2 RECURSOS MATERIAIS............................................................................12

5.3 RECURSOS FINACEIROS..........................................................................12

8 CRONOGRAMA................................................................................................13

9 ORÇAMENTO...................................................................................................13

REFERÊNCIAS ...................................................................................................14
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1 INTRODUÇÃO

Atualmente defende-se um processo de alfabetização que seja prazeroso e


significativo, que esteja contextualizado com a realidade sociocultural dos educandos. A
alfabetização é um processo de construção conceitual que deve ser desenvolvido de forma
sincrônica dentro e fora da sala de aula, de forma interativa desde os primeiros contatos das
crianças com a leitura. Os diversos gêneros textuais que circulam no cotidiano das crianças
vão estimular possibilidades de múltiplas leituras. É importante que os estudantes apresentem
competências próprias do sistema de língua escrita, mas ao mesmo tempo essa aquisição deve
ser realizada por meio dos usos sociais da leitura e da escrita. Contudo, a realidade sócio
cultural, de estudantes de baixa renda, muitas vezes inviabilizam esse processo de construção
conceitual contextualizado, devido ao pouco estimulo que são expostos dentro do seio
familiar desde a primeira infância, dificultando assim habilidades e conhecimentos que a
ajudarão na aquisição da língua.
Um grande número de estudantes chega ao ensino fundamental sem nunca ter entrado
em contato com gêneros textuais como o jornal, o bilhete, uma carta ou até uma história
infantil devido à pouca influência que seus genitores tiveram com esses portadores textuais
em sua vivencia, dificultando assim, um processo de alfabetização mais eficaz, já que
desconhecem totalmente a função social da leitura e da escrita. Esse fato reflete na relação
que constroem com a linguagem escrita, em muitos casos, esses estudantes não demonstram
desejo ou interesse pela leitura. Analisei esse fator, ao me deparar com crianças do ensino
fundamental que nunca tiveram contato com esses portadores ou que só os utilizavam para
outros fins, como o uso do jornal para fazer embrulho, brinquedos ou na limpeza, limpeza.
Possibilitar o acesso desses estudantes, como também o acesso por parte de suas
famílias a esses gêneros textuais de forma contextualizada e significativa possibilitará um
processo de alfabetização que não atingirá somente a essas crianças de forma isolada, mas
também a seu eixo familiar.
5

1.1 PROBLEMÁTICA

Na época atual, os gêneros textuais fazem parte do nosso cotidiano de forma


muito natural e massiva e muitas vezes, não nos damos conta de como somos
submetidos de forma sistemática às suas diversas funções comunicação ou influencia.
Eles estão tão entrelaçados ao nosso cotidiano de forma muito contextualizada, logo,
entendemos ou nos posicionamos de forma natural a sua prática.
No entanto, essa não é uma realidade universal, o que vejo em minha realidade
escolar, de escola pública, com crianças de baixa renda, que esse universo, que
engloba a leitura, a escrita e os usos dos diferentes gêneros textuais, na maioria das
vezes não se fazem presentes na realidade social e familiar de muitas crianças, o que
dificulta e muito o processo de alfabetização. Muitas vezes esses estudantes passam
pelo ciclo de alfabetização sem conseguir atingir a aprendizagem esperada, devido as
lacunas que existiram em seu processo de alfabetização, em muitos casos devido as
estratégias e propostas que foram utilizadas nesse processo, como atividades
descontextualizadas e sem significados para elas, dificultando seu processo de
aquisição da linguagem escrita.
Trazer essas práticas sociais, de utilização dessa linguagem para sala de aula,
reforça a ideia de que os gêneros textuais são de fato, fatores que contribuem para dar
significado as atividades comunicativas do dia-a-dia, seja no meio escolar ou no
cotidiano e facilita o processo tendo em vista ser uma linguagem dinâmica, criativa,
envolvente e melódica.
Os gêneros textuais também, vêm entrelaçados às necessidades e atividades
socioculturais, bem como as diferentes inovações tecnológicas que tem emergido no
mundo atualmente, o que é facilmente perceptível ao se considerar a quantidade de
gêneros textuais, com linguagem voltada às tecnologias, em relação a sociedade
anteriores à comunicação escrita.
As crianças de uma forma geral, mesmo aquelas de uma realidade mais
carente, tem grande capacidade de abstração quando se trata desse tipo de linguagem
voltada a tecnologia, um fator positivo, que vem acrescentar ganhos, ao se falar em
alfabetização a partir dos diferentes gêneros textuais. Marcuschi (2005, p19) reforça a
ideia de que os gêneros textuais são:
São entidades sócio discursivas e formas de ação social incontornáveis em qualquer
situação comunicativa. No entanto, mesmo apresentando alto poder preditivo e
interpretativo das ações humanas em qualquer contexto discursivo, os gêneros não
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são instrumentos estanques e enrijecedores da ação criativa. Caracterizam-se como


eventos textuais altamente maleáveis, dinâmicos e plásticos. Surgem aparelhados a
necessidades e atividades socioculturais, bem como na relação com inovações
tecnológicas, o que é facilmente perceptível ao se considerar a quantidade de
gêneros textuais hoje existentes em relação a sociedade anteriores à comunicação
escrita.

Os textos que circulam em nosso dia a dia se apresentam sempre em ou outro


gênero textual, como: bilhetes, bulas, manual de instrução, etc. Saber a função dos
gêneros textuais é importante para a produção e compreensão. Essa ideia podemos
encontrar nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) (Brasil, 1997), quando
orientam que o trabalho com o texto deva ser feito na base dos gêneros, sejam eles
orais ou escritos. O gênero constitui-se em uma importante ferramenta de
ensino/aprendizagem para professores e alunos em sala de aula, e acordo com os
Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasil, 1997, p. 26):
Todo texto se organiza dentro de um determinado gênero. Os vários gêneros
existentes, por sua vez, constituem formas relativamente estáveis de enunciados,
disponíveis na cultura, caracterizados por três elementos: conteúdo temático, estilo e
construção composicional. Pode-se ainda afirmar que a noção de gêneros se refere a
“famílias” de textos que compartilham algumas características comuns, embora
heterogênea, como visão geral da ação à qual o texto se articula, tipo de suporte
comunicativo, extensão, grau de literalidade, por exemplo, existindo em um número
quase ilimitado. Os gêneros são determinados historicamente. As intenções
comunicativas, como parte das condições de produção dos discursos, geram usos
sociais que determinam os gêneros que darão formas ao texto. É por isso que,
quando um texto começa com “era uma vez”, ninguém duvida de que está diante de
um conto, porque todos conhecem tal gênero. Diante da expressão “senhoras e
senhores”, a expectativa é ouvir um pronunciamento público ou uma apresentação
de espetáculo, pois se sabe que nesses gêneros o texto, inequivocamente, tem essa
formula inicial. Do mesmo modo, pode-se reconhecer outros gêneros como cartas,
reportagens, anúncios, poema etc.

Utilizar os gêneros textuais como ferramentas de ensino, principalmente com crianças


com dificuldade de aprendizagem, dará mais significado a aprendizagem, porque os aproxima
da forma como são utilizadas cotidianamente, seja em comunicações formais ou informais.

Mas de que forma podemos potencializar a alfabetização de crianças com


dificuldade de aprendizagem com o uso dos diferentes gêneros textuais, de forma
comunicativa, criativa e contextualizada em uma realidade, onde nossas crianças, na
maioria das vezes, não trazem vivencias experiência ou contato com esses gêneros
textuais?
Tendo em vista essa perspectiva, e as ações que considero importantes a partir
de uma revisão de literatura disponível, que as ideias de Magda Soares (2004, 2006,
2008), Ângela Kleiman (1995), Rojo (1998, 2009), Ferreiro e Teberosky (1991),
7

Ferreiro (1996), dentre outros, podem contribuir de forma muito eficaz para esse
projeto.

1.2 PROBLEMA

Como o uso dos gêneros textuais em sala de aula, podem contribuir para o processo de
alfabetização e letramento de crianças?

1.3 HIPOTÉSE (S)

As crianças com dificuldades de aprendizagem ao trabalhar com os gêneros


textuais no processo de alfabetização podem potencializar o seu processo de leitura e
escrita?
A não alfabetização com os gêneros textuais no processo de alfabetização
influencia no processo de letramento?

2 OBJETIVO GERAL

Reconhecer que o uso dos gêneros textuais no processo de alfabetização viabilizam a


aquisição da linguagem escrita de forma mais contextualizada e significativa para a criança,
pois as a aproximam da linguagem escrita que é utilizada no dia a dia, com suas práticas
sociocomunicativas dinâmicas e variáveis.

2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Proporcionar o desenvolvimento da aprendizagem através do uso dos diferentes


gêneros textuais de forma lúdica e contextualizada.

 Promover aos alunos, situações reais de leitura e escrita, através do uso dos gêneros
textuais, a fim de viabilizar de forma contextualizada e significativa a sua
alfabetização e letramento

3 JUSTIFICATIVA
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Um dos grandes entraves na educação no Brasil deve-se ao fato do alto índice


de analfabetismo. As crianças chegam as séries iniciais com grande dificuldade em
relação a leitura a e escrita, a criança muitas vezes escreve, mas não lê, ou lê de forma
mecânica, sem entender o significado, muitas vezes essa dificuldade se estende por
todo o nível fundamental. De acordo com o IBGE, conforme citado pela Gazeta do
povo (2019), em dados divulgados em junho de 2019, na última Pesquisa por Amostra
de Domicílios Contínua, o Brasil tem 11,3 milhões de analfabetos, uma taxa de 6,8%
de pessoas acima dos 15 anos que não sabem ler ou escrever. O país reduziu a
analfabetização, mas não na velocidade esperada: ainda não alcançou a meta do Plano
Nacional de Educação para 2015, que era baixar o índice para 6,5%, a fim de erradicar
o analfabetismo até 2024.
Assim, neste quadro, leitura surge como algo fundamental para garantir as
crianças o desenvolvimento de habilidades necessárias para a vida, pois o leitor
eficiente é alguém capaz de sonhar, criar e transformar o mundo.
Neste contexto, vejo os gêneros textuais como instrumento de grande
importância nas práticas educativas que tem a leitura e a escrita enquanto linguagem,
pois, promovem a exploração de textos que tem contextos significativos de uso e são
vivenciados de modo natural, a partir das oportunidades emergidas da rotina das
crianças pequenas, tanto no ambiente familiar quanto na escola.
Por meio das vivências com gêneros textuais no contexto educativo, a criança
passa a ser inserida nas práticas sociais da cultura, sendo capazes de usá-los de
maneira semelhante ao socialmente convencionado. É por meio dos gêneros textuais
que as crianças iniciam o seu processo de letramento, isso acontece dentro e fora do
contexto escolar.
Nesse sentido, a sistematização da exploração dos gêneros textuais na
alfabetização redimensiona as práticas educacionais tradicionais e mecanizadas, de
maneira que se tornam práticas significativas, carregadas de sentido, contextualizadas
pela diversidade de textos em situações funcionais de usos da linguagem.
Para Magda Soares (2008), alfabetização é um processo de representação de
fonemas em grafemas e vice-versa, mas é também um processo de
compreensão/expressão de significados por meio do código escrito.
Uma criança que passou pelo processo de alfabetização e letramento de forma
eficaz apresenta maior capacidade de entendimento e sucesso escolar nos próximos
anos, minimizando assim os índices de evasão e repetência escolar.
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4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A criança quando entra na escola, já possui vivências de seu contexto social e


do mundo em que está cercada, ela não é uma tábua rasa. Em seu contexto social ela já
se depara com uma infinidade de textos que trazem significados a seu dia a dia.
Uma criança para se alfabetizar utilizará essas e outras vivências, terá que
interagir com outras pessoas, ter contato com muitos textos de diferentes gêneros
disponíveis na sociedade e, principalmente, produzir seus próprios textos.
Hoje muito tem se discutido a respeito da importância dos gêneros textuais nos
processos de ensino aprendizagem, principalmente na alfabetização. Os gêneros
textuais fazem parte do nosso dia a dia, ler um jornal, assistir uma reportagem, ler uma
história para uma criança, cozinhar, são alguns exemplos de atividades que envolvem
esse tipo de texto
Porém, o acesso da criança ao mundo da leitura e da escrita, tem na escola
como principal fonte responsabilidade. Cabe a escola propiciar a essas crianças
trabalhar as múltiplas possibilidades de uso da leitura e escrita na sociedade. Neste
sentido, há entende-se que as práticas de alfabetização devam ser desenvolvidas a fim
de se promover a alfabetização juntamente com a perspectiva do letramento, assim
como, defende Magna Soares (2001):
[...] implica habilidades várias, tais como: capacidade de ler ou escrever para atingir
diferentes objetivos para informar ou informar-se, para interagir com os outros, para
imergir no imaginário, no estético, para ampliar conhecimentos, para seduzir ou
induzir, para divertir-se, para orientar-se, para apoio á memória, para catarse...:
habilidades de interpretar e produzir diferentes tipos e gêneros de textos, habilidades
de orientar-se pelos protocolos de leitura que marcam o texto ou de lançar mão
desses protocolos, ao escrever: atitudes de inserção efetiva no mundo da escrita,
tendo interesse e informações e conhecimentos, escrevendo ou lendo de forma
diferenciada, segundo as circunstancias, os objetivos, o interlocutor [...]. (SOARES,
2001, p. 92)

Os processos de alfabetização e letramento estão intimamente ligados, não se


concebe um sem o outro e o letramento se faz com o uso cotidiano dos diversos
gêneros textuais. Para Magda Soares, grande defensora dessas práticas, os processos
de alfabetização e letramento envolvem conhecimentos, habilidades e competência
específicas, que exigem formas de aprendizagem e procedimentos de ensino
diferenciados.
Se alfabetizar significa orientar a própria criança para o domínio da leitura e escrita,
letrar significa levá-la ao exercício das práticas sociais de leitura e escrita. Uma
criança alfabetizada é uma criança que sabe ler e escrever, uma criança letrada (...) é
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uma criança que tem o hábito, as habilidades e até mesmo o prazer da leitura e da
escrita de diferentes gêneros de textos, em diferentes suportes ou portadores, em
diferentes contextos e circunstâncias (...) alfabetizar letrando significa orientar a
criança para que aprenda a ler e escrever levando-a a conviver com práticas reais de
leitura e escrita (SOARES, 2004).

A alfabetização, se desenvolvida no contexto de práticas sociais de leitura e de


escrita, consequentemente no uso dos gêneros textuais de forma significativa e
contextualizada, se dará de forma mais eficaz pôs valorizará todo o contexto social
que a criança.
Sabe-se, porém, que há pedras no caminho em relação à apreensão do
conhecimento por parte das crianças. Essas nossas dificuldades se dão pela falta de
contato efetivo com a leitura, no momento que esta prática se torna corriqueira na vida
da criança, se perceberá os avanços que serão obtidos por elas nesse caminhar.
Os gêneros textuais, a alfabetização e o letramento devem caminhar juntos e
isso só se dará através da prática intensiva da leitura e da escrita de forma
contextualizada em sala de aula.

5 MÉTODOS E TÉCNICAS

O presente projeto de pesquisa terá como sujeitos alunos da rede pública


municipal de ensino em séries iniciais. O estudo situa-se na área de alfabetização e
letramento, tendo como objetivo, mostrar como o uso dos diferentes gêneros textuais
no processo de alfabetização podem favorecer de modo significativo o ensino
aprendizagem das crianças.
A metodologia utilizada para a execução desse este projeto, levará em conta os
caminhos que deverá ser percorrido a fim de garantir os resultados esperados. As
etapas comtemplarão pesquisa qualitativa, entrevistas e observações direta, que tem
como finalidade conseguir dados para compreender a problemática e obter maiores
subsídios para entender o problema do ponto de vista do grupo de crianças que será
analisado.
Na primeira etapa será realizada uma entrevista com o corpo, diretor,
coordenadores e professores da escola a fim buscar informações e subsídios sobre as
metodologias e práticas de leitura da instituição. Na segunda etapa será analisado o
ambiente sociocultural em que as crianças e suas famílias estão inseridas bem como
seus hábitos de leitura, a fim de validar ou não as hipóteses iniciais. Na terceira etapa
será feita a observação das crianças em seu ambiente escolar, realizando uma pesquisa
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e análise das práticas de leitura e escrita utilizadas em sala de aula. Na quarta etapa,
será feita a catalogação desses dados, a fim de montar estratégias de que contemplem
as práticas de leitura e escrita dos gêneros textuais como prática de alfabetização e
letramento. E no final a análise dos resultados obtidos. Durante todo o projeto, será
necessário avaliar continuamente a evolução de cada etapa.

6. PROPOSTA DE INTERVENÇÃO

Itens da Descrição
proposta
Problema priorizado Os alunos do ciclo de alfabetização, do
ensino público, que ainda não foram alfabetizados
ou estão com dificuldades na leitura e na escrita.
Nó crítico Os alunos da Alfabetização que precisam de
novas estratégias a fim de superar as dificuldades
encontradas no processo de alfabetização.
Ação/Operação/ Projeto Promover atividades e situações
metodológicas com o uso de diferentes gêneros
textuais de forma contextualizada com o universo
dos estudantes, a fim de estimular sua curiosidade e
o interesse em relação aos mesmo. Roda de leitura,
batalhas de trava-línguas, saraus, dramatizações,
recitais, adivinhas, entre outros.
Objetivo Estimular a curiosidade e incentivar a
participação dos alunos frente as atividades
desenvolvidas.
Produto Espera-se que os alunos resgatem o interesse
esperado pela leitura e escrita, potencializando o processo de
alfabetização.
Resultado Desenvolvimento de aprendizagens
esperado envolvendo a leitura e escrita de forma
contextualizada e lúdica, compreendendo a
importância da leitura no seu dia a dia.
Atores Os alunos, professores, auxiliares e
sociais coordenadores.
Recursos necessários RECURSOS HUMANOS
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Os recursos humanos necessários para a execução desse


projeto serão os professores da turma, gestor e vice
gestor, coordenador, funcionário da secretaria escolar,
funcionários de apoio, os estudantes, familiares e a
estudante autora do projeto.

7.2 RECURSOS MATERIAIS


Os materiais necessários serão os de uso didático diário
dos alunos. Será utilizado também computador, papel
oficio, lápis, borracha, cola, durex, tinta, papéis diversos
coloridos, papel metro, fita adesiva, tesoura, cola colorida,
massa de modelar, tinta guache, durex colorido, cordão,
alfabeto móvel, jogos, corda, bambolê e brinquedos.

7.3 RECURSOS FINANCEIROS


Considerando a estratégia utilizada que conduzirá esse
projeto, será necessário a compra de alguns materiais de
uso pelas crianças. Pretende-se conversar com a instituição
quanto a possibilidade da disponibilização do que for
necessário, verificando a possiblidade de a escola arcar
com alguns custos, caso não seja possível o for necessário
será providenciado pela autora do projeto.

Recursos críticos A participação dos professores, auxiliares, coordenadores


são recursos imprescindíveis para a viabilização do
projeto.
Viabilidade Tem fator relevante visto a grande necessidade de investir
em novas estratégias que colaborem com o processo de
ensino/aprendizagem, principalmente em classes de
alfabetização, visto o grande percentual de analfabetos no
brasil.
Responsáveis A aluna do curso de Especialização e Letramento (autora
do projeto), professora regente e coordenador da escola.

7 RECURSOS

7.1 RECURSOS HUMANOS

Os recursos humanos necessários para a execução desse projeto serão os


professores da turma, gestor e vice gestor, coordenador, funcionário da secretaria
escolar, funcionários de apoio, os estudantes, familiares e a estudante autora do
projeto.
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7.2 RECURSOS MATERIAIS

Os materiais necessários serão os de uso didático diário dos alunos. Será


utilizado também computador, papel oficio, lápis, borracha, cola, durex, tinta, papéis
diversos coloridos, papel metro, fita adesiva, tesoura, cola colorida, massa de modelar,
tinta guache, durex colorido, cordão, alfabeto móvel, jogos, corda, bambolê e
brinquedos.

7.3 RECURSOS FINANCEIROS

Considerando a estratégia utilizada que conduzirá esse projeto, será necessário


a compra de alguns materiais de uso pelas crianças. Pretende-se conversar com a
instituição quanto a possibilidade da disponibilização do que for necessário,
verificando a possiblidade de a escola arcar com alguns custos, caso não seja possível
o for necessário será providenciado pela autora do projeto.

8 CRONOGRAMA

Quadro 1 – Cronograma de atividades

Ano 2019 - 2020


Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abril
Atividades
Elaboração do projeto X
Revisão de literatura X X X X X X X X X
Qualificação do X
projeto
Envio do projeto ao X
AVA
Execução do projeto X X X X
de intervenção
Culminância do X
projeto
Coleta de dados X X X X
Análise de dados X X X X X
Escrita do TCC X X X X X
Defesa do TCC X

9 ORÇAMENTO
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O orçamento contemplará os materiais utilizados na execução do projeto de


intervenção. O quadro 2 a descreverá o provável custo de acordo com o
desenvolvimento das propostas listadas no cronograma.

Quadro 2 – Orçamento do projeto


Especificação de Quantidade Valor unitário RS Valor total RS
Material
Papel sulfite 01 resma 25,00 25,00

Piloto anatômico 03 5,00 15,00


Piloto de quadro 02 8,00 16,00
Papel carmem 10 3,00 30,00
Massa de modelar 10 5,00 50,00
Durex colorido 05 2,50 12,50
Fita adesiva 01 15,00 15,00
Cola branca 05 3,00 15,00
Cordão 01 5,00 5,00
Tinta guache 05 5,00 25,00
Jogos educativos 05 15,00 75,00
Brinquedos 05 15,00 75,00
Papel metro 05 5,00 25,00
Guloseimas 10 pacotes 5,00 50,00
Total - - 433,50

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação Fundamental. Secretaria da Educação Fundamental.


Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 2001.

______ Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais:


língua portuguesa. v. 2. Brasília: Secretaria de Educação Fundamental, 1997.

CURTO, L. M. Escrever e ler: como as crianças aprendem e como o professor pode ensiná-
las a escrever e a ler. Tradução Ernani Rosa. Porto Alegre: Artmed, 2000.

KOCH, I. V. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2010.

FERREIRO, E.; Com Todas as Letras. São Paulo: Cortez, 1999. 102p v.2
15

______ Reflexões Sobre a Alfabetização. 24. Ed. São Paulo: Cortez, 2001

FERREIRO, E.; TEBEROSKY, A. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes


Médicas Sul, 1999.

https://infograficos.gazetadopovo.com.br/educacao/taxa-de-analfabetismo-no-brasil/

MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In.: DIONÍSIO, A. P.


Gêneros textuais e ensino. 4. ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005.

SOARES, M. Letramento: um tema e três gêneros. 4. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.
T SOARES, M. Linguagem e escola: uma perspectiva social. 10.ed. São Paulo: Ática,
1993.

_______ Letramento e alfabetização: as muitas facetas. Disponível em:


http//www.anped.org.br//26/outros-textos//semagdsoares.doC.

TEBEROSKY, A. Psicopedagogia da linguagem escrita. 15. ed. Petrópolis: Vozes, 2011.

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