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Folha da Fortuna

Nome científico:  Kalanchoe pinnata (Lam.) Pers; Bryophyllum calycimum.


Família:  Crassulaceae.
Outros nomes populares:  coirama, erva-da-costa, folha-da-costa, folha-da-fortuna, folha-de-
pirarucú, folha-grossa, orelha-de-monge, paratudo, milagre de são Joaquim, roda-da-fortuna.
Descrição: Folhas serrilhadas em sua volta e grossas. As flores são parecidas com brincos.

Propriedades Energéticas:
Elemento: água.
Candomblé
Usadas em Cerimônias em Ilè Ifé, Terra de Ifá, para Obatalá e Yemowo
conhecidas nas terras de Orisas como Erun odundun, Kantí-Kantí, Kóropòn
segundo Pierre Verger.
Em Iorubá é chamada Àbámodá, que significa: "o que você deseja você
faz", mas caso necessário para outras atribuições como substituta do
Odundun (Folha-da-Costa), deve ser chamada  erú odundun cujo nome
significa "Escravo de Odundun".
Orixás: Exu e Nana.
É uma folha muito positiva e considerada de muito prestígios pelos adeptos, em suas folhas nascem
brotos nas bordas cuja este representam sinal de prosperidade, fato esse de ser importante na
composição do Àgbo.
No Brasil considerada do Orisa Sango por muitos Zeladores, porém muitos a usam para os Orisás
Funfun Como Osala e Ifá. É empregada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de
limpeza ou descarrego e nos abôs de quaisquer filhos-de-santo.

Parte utilizada:  folhas frescas.


Propriedades medicinais:
Analgésica, antialérgica, antiartrítica, antibacteriana, antidiabética, antifúngica, antiinflamatória
externa tópica, antilítica, anti-séptica, bactericida, calmante para erisipela, cicatrizante, depurativa,
diurética, emoliente, hemostática, imunosupressiva, imunoestimulante, refrigerante intestinal,
resolutiva, tônica pulmonar, vulneraria, sedativa.
Na medicina caseira é consagrada por sua eficácia, curando cortes, acelerando a cura nas
cicatrizações, contusões e escoriações, usando as folhas socadas sobre os ferimentos.
O suco desta erva, puro ou misturado ao leite, ameniza as conseqüências de tombos e quedas.
Indicações:  abscessos, afta, afecções das vias respiratórias (xarope), cálculo renal, calo,
nefralgias, encefalias, contusões, coqueluche, dor de dente, dor de cabeça, doenças de pele,
dermatoses, edemas erisipelosos das pernas, enxaqueca, estomatite, febre, feridas, flegmão,
furúnculos, frieira, gastrites, impetigo, ingurgitamento linfático, oftalmia congestiva, picada de
insetos, queimadura, tuberculose pulmonar, úlceras digestivas, verruga.
Modo de usar:  
- Cataplasma: aquecer a folha e colocar sobre o local afetado (furúnculo, dor de cabeça);
fazer uma pasta com a folha e colocar sobre a região machucada (queimaduras, ferimentos,
cicatrizantes).
- Suco: bater no liquidificador 1 folha com 1 xícara de água. Tomar duas vezes ao dia, entre
as refeições (úlceras e gastrites).
- Chá (infusão): também para úlceras e gastrite.
Constituintes químicos:  mucilagem, taninos, glicosídeos (quercitina), sais minerais, quercetina
3-0-a-arabinopiranosil (1®2)-a-L-ramnopiranosídeo, quercitrina, afzelina, ácidos isocítrico e 1-
málico, briofilina.

Fontes: Tradições Orais Afro-brasileiras


Site: Erva e Cia.
Fotos são encontradas em:
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