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Escola Secundária /3 de Barcelinhos

CURSO TECNOLÓGICO DE ADMINISTRAÇÃO – 2005/2008

Comunicação Empresarial

Catarina Sofia Pereira da Silva

Prova de Aptidão Tecnológica

Junho de 2008
Curso Tecnológico de Administração Catarina Sofia Pereira da Silva

Escola Secundária/3 de Barcelinhos

CURSO TECNOLOGICO DE ADMINISTRAÇÃO – 2005/2008

Comunicação Empresarial

Catarina Sofia Pereira da Silva

Director de curso: Prof. António Silva

Orientadora de Estágio: Prof. Manuela Ferreira

Prova de Aptidão Tecnológica

Junho de 2008

Comunicação Empresarial

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Curso Tecnológico de Administração Catarina Sofia Pereira da Silva

Aos meus familiares e amigos

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AGRADECIMENTOS

A todas as pessoas que, de uma forma directa ou indirecta, me ajudaram a concretizar este
trabalho.

Assim, quero agradecer às minhas professoras de Projecto Tecnológico, Teresa Pires e

Manuela Ferreira, que me ajudaram na elaboração final da Prova de Aptidão Tecnológica.

Aos meus familiares e meus amigos, que facilitaram a minha entrega total ao trabalho e

contribuíram com o seu apoio pessoal para que a sua concretização se tornasse possível.

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ÍNDICE

INTRODUÇAO ...................................................................................................................................... 7

OBJECTIVOS DO PROJECTO .................................................................................................................. 7


Gerais.............................................................................................................................................. 8
Comunicação Social ....................................................................................................................... 8
1. HISTÓRIA DA COMUNICAÇÃO ........................................................................................................ 10
2. TEORIA DA COMUNICAÇÃO ........................................................................................................... 10
3. FORMAS E COMPONENTES DA COMUNICAÇÃO ............................................................................. 11
4. COMUNICAÇÃO E TECNOLOGIA .................................................................................................... 11
5. DINAMISMO DA COMUNICAÇÃO ................................................................................................... 12
6. TELECOMUNICAÇÕES .................................................................................................................... 13
7. COMUNICAÇÃO SEGMENTADA ...................................................................................................... 13
8. COMUNICAÇÃO INTERNA E EXTERNA ........................................................................................... 14
8.1. Comunicação Interna ............................................................................................................. 14
8.1.1. Revista de Imprensa ....................................................................................................... 14
8.1.2. Produção e Gestão de Conteúdos ................................................................................... 15
8.1.3. Organização de Acções Formativas ............................................................................... 15
8.1.4. Propostas de Desenvolvimento Cultural ........................................................................ 15
8.1.5. Porque comunicar? ......................................................................................................... 16
8.1.5.1. A importância da comunicação ............................................................................... 16
8.1.5.2. Esta estratégia é realmente necessária?................................................................... 16
8.1.5.2.1. Noção de necessidade ...................................................................................... 17
8.1.5.2.2. Um pouco de investigação............................................................................... 18
8.1.6. Quem e onde?................................................................................................................. 19
8.1.6.1. Empresas de diferentes dimensões: direcção e bases.............................................. 20
8.1.6.1.1. Sindicatos ........................................................................................................ 21
8.1.6.1.2.Consultores ....................................................................................................... 21
8.1.7. Comunicação escrita ...................................................................................................... 22
8.1.7.1. Documentos de serviços ......................................................................................... 23
8.1.7.2. Comunicados .......................................................................................................... 23
8.1.7.3.Boletins informativos ............................................................................................... 23
8.1.7.4.Jornal da empresa..................................................................................................... 25
8.1.7.5. Relatórios para o pessoal ........................................................................................ 28
8.1.7.6. Outras comunicações escritas ................................................................................. 29

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8.1.8. Comunicação oral........................................................................................................... 29


8.2. Comunicação Externa ............................................................................................................ 30
8.2.1. Gestão da Imagem A gestão da imagem é um dos aspectos mais relevantes para uma
empresa, não só na sua apresentação e divulgação mas também por constituir um factor
considerável para o seu sucesso. .............................................................................................. 30
8.3. O processo de Comunicação na empresa............................................................................... 31
8.3.1. Comunicar ...................................................................................................................... 31
8.3.2. Classificação da Comunicação ....................................................................................... 33
2.8.3.3. Qual é o papel da comunicação na empresa Moderna? ............................................... 34
8.3.4. Tipos de comunicação na empresa ................................................................................. 35
8.3.4.1. Comunicação Descendente ..................................................................................... 36
8.3.4.2. Comunicação Ascendente ....................................................................................... 36
8.3.4.3. Comunicação Horizontal ........................................................................................ 37
8.3.4.4. Complexidade ao nível de comunicações organizacionais: .................................... 37
8.3.5. 10 Mandamentos de bem falar: ...................................................................................... 38
8.3.6. 10 Regras para uma Boa Comunicação.......................................................................... 38
8.3.7. Alguns mandamentos para se aprender a bem escutarem: ............................................. 39

CONCLUSÃO ...................................................................................................................................... 40

BIBLIOGRAFIA................................................................................................................................... 41

CURRICULUM VITAE ....................................................................................................................... 42

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INTRODUÇAO

Há centenas e milhares de anos que tentamos comunicar, mas ainda não o fazemos muito bem,
especialmente nas empresas e na indústria; os membros da equipa que fazem o mesmo trabalho
comunicam, por vezes, entre si, muito menos do que os nossos antepassados, grunhindo em volta de um
mastodonte encurralado. Mas recentemente, a palavra «Comunicação» tem vindo a estar mais na moda, e
há já muitas empresas que gastam muito tempo e dinheiro para melhorar a comunicação com o pessoal e
mesmo com o cliente. Existem também imensos cursos e publicações sobre o assunto. Portanto, porquê
este trabalho? A resposta é: porque preenche uma lacuna importante.

Com este trabalho pretende-se encontrar análises profundas sobre a teoria da comunicação,
aspirações sindicais, democracia industrial.

Não podemos esquecer-nos de que, embora estejamos na era da comunicação de alta tecnologia,
não há aparelhos sofisticados que valham uma palavra dita ao ouvido de alguém.

Objectivos do projecto

Este projecto tem como objectivo essencial ajudar todos os alunos que, no âmbito da disciplina de
projecto tecnológico, adquiram conhecimento de temas relativos á sua área de estudo do curso que estão
adquirindo, como:

• Capacitação de ordem comunicacional

• Adequação do formato da apresentação ao público-examinadores

• Definição clara do produto concreto pretendido e dos objectivos prosseguidos pelo seu
projecto

• Enquadramento do projecto proposto nos objectivos dos seus projectos de vida profissional e
pessoal

• Identificação dos recursos necessários à realização do produto

• Identificação dos saberes e do saber-fazer necessários para realizar o produto pretendido

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• Justificação da adequação do projecto aos recursos existentes e disponíveis na escola e na


comunidade

• Identificação dos problemas que se foram colocando e das respectivas soluções com referência
às razões justificativas de eventuais reformulações

• Fundamentação científica e técnica das opções tomadas

• Avaliação do produto realizado, com referência aos objectivos pretendidos e às estratégias


previstas e realizadas.

Fundamentação do projecto:

 Gerais

Mobiliza literacias múltiplas na compreensão dos fenómenos do mundo actual;

Revela conhecimentos básicos nas várias áreas do conhecimento social, científico, artístico e
tecnológico;

Gere eficazmente a informação relevante para a sua área académica e profissional;

Mobiliza dados da literatura científica e técnica nos contextos académico e profissional.

 Comunicação Social

Mobiliza conhecimentos técnicos na área da comunicação empresarial em organizações com e


sem fins lucrativos:

Compreende as funções que a Comunicação Empresarial desempenha nas organizações.

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Revela conhecimentos sobre esta actividade e sobre as características das suas diferentes fases
de desenvolvimento.

Conhece as técnicas de Comunicação Empresarial e compreende as condições da sua


utilização.

Identifica e caracteriza os diversos intervenientes nestas actividades.

Projecta a aplicação das técnicas de Comunicação Empresarial adequando-as aos contextos


organizacionais.

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1. História da comunicação

Vários aspectos da comunicação têm sido objecto de estudo. Na Grécia Antiga, o estudo da
Retórica, a arte de discursar e persuadir, era um assunto vital para estudantes. No início do século XX,
vários especialistas começaram a estudar a comunicação como uma parte específica das suas disciplinas
académicas. A Comunicação começou a emergir como um campo académico distinto em meados do
século XX.

2. Teoria da Comunicação

Pensadores e pesquisadores das disciplinas de ciências humanas, como Filosofia, Sociologia,


Psicologia e Linguística, têm dado contribuições em hipóteses e análises para o que se denomina "Teoria
da Comunicação", um apanhado geral de ideias que pensam a comunicação entre indivíduos –
especialmente a comunicação mediada – como fenómeno social. O trabalho teórico na América Latina
ganhou impulso na década de 1970 quando se passou a retrabalhar e transformar as teorias estrangeiras.
Assim surgiu a Teoria das Mediações, de Jesús Martin-Barbero.

As teorias dão diferentes pesos para cada um dos componentes da comunicação. As primeiras
afirmavam que tudo o que o emissor dissesse seria aceite pelo receptor (público). Daí surge a Teoria
Crítica que analisa profundamente a transmissão/dominação ideológica na comunicação de massa.

Depois disso passa-se a criticar o modelo. O receptor, dizem os estudiosos, tem consciência e só
aceita o que deseja. Do ponto de vista de Barbero, o que o receptor aceita (ou melhor, compreende) varia
grandemente conforme sua cultura, no sentido mais amplo da palavra.

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3. Formas e Componentes da Comunicação

Os componentes da comunicação são:

O emissor,

O receptor,

A mensagem,

O canal de propagação,

O meio de comunicação,

A resposta (feedback)

O ambiente onde o processo comunicativo se realiza.

Em relação ao ambiente, o processo comunicacional sofre interferência do ruído e a interpretação


e compreensão da mensagem está subordinada ao reportório. Quanto à forma, a Comunicação pode ser
verbal, não-verbal e mediada.

4. Comunicação e Tecnologia

A comunicação humana desenvolve-se em diversos campos de diferentes naturezas, dos quais


podemos destacar dois aspectos distintos: a comunicação em pequena escala, e a comunicação em larga
escala ou comunicação de "massa". Em ambos os casos, o ser humano passou a utilizar utensílios que
passaram a auxiliar e a potencializar o processo de produção, envio e recepção das mensagens. A
tecnologia passou a fazer parte da comunicação humana, assim como, passou a participar da maioria das
actividades desenvolvidas pela humanidade ao longo do seu desenvolvimento.

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5. Dinamismo da Comunicação

Comunicação é uma palavra de sentido amplo e como tal abre um leque de possibilidades em
vários segmentos. Com o surgimento de novas tecnologias, além da sofisticação e aperfeiçoamento de
métodos de comunicação já existentes, afloram a cada dia novas alternativas tornando-se mais dinâmicas
as possibilidades de comunicação.

Essa evolução na área de comunicação integra-se na própria evolução do homem e da sociedade,


visto que é do conhecimento geral, que a comunicação está directamente ligada aos sentidos humanos. É
impossível o homem viver isolado à margem da sociedade. Na verdade as pessoas e a sociedade em si
procuram aprimorar esses sentidos.

Para despertarmos o interesse das pessoas em algum serviço ou produto há a necessidade de


estimular os seus sentidos e para tal, necessitamos de um meio de comunicação. Estes sentidos
encontram-se em constante mudança, por isso é necessário constatar que, para despertarmos interesse nas
pessoas e na sociedade em geral, écada dia mais difícil.

Podemos afirmar que as organizações, independentes do tamanho, são alvo de conspirações, visto
que só é possível despertar interesse, através da comunicação. Os segmentos de mercado correspondem a
pequenas parcelas dessa sociedade e estas estão cada vez mais sensíveis e consequentemente mais
exigentes. Daí a necessidade de utilizar-mos, não só todas as possibilidades de comunicação existentes
mas fazer disso uma forma correcta de procura pertinente e individual, de acordo com cada ramo de
actividade, ou seja, atingir o segmento de mercado correcto (procurar não só os meios de comunicação
correctos mas também utilizarmos a linguagem correcta para cada tipo de “media”). Procurar não só o
universo correcto desses meios de comunicação mas também saber dosear as inserções em cada um deles.
Com a evolução das novas tecnologias a palavra comunicação amplia ainda mais o seu significado,
chegando a níveis de dinamismo que transcendem as eras. Apesar disso, as decisões ainda são individuais
dentro dessa sociedade.

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6. Telecomunicações

As telecomunicações dizem respeito às diferentes tecnologias de comunicação à distância (do


prefixo grego tele- (distante), como telegrafia, telefonia, radiodifusão, teledifusão e Internet, entre outras,
envolvendo transmissão de áudio (som), vídeo (imagens) e dados. Em telecomunicação, o termo
comunicação tem os seguintes significados:

1. Transferência de informação, entre utilizadores ou processos, de acordo com convenções


estabelecidas entre uma ou várias pessoas ou máquinas, em que cada qual pode ser "emissor" e "receptor"
respectivamente.

2. A área da tecnologia à qual concerne a representação, transferência, interpretação e processo de


dados entre pessoas, lugares e máquinas.

7. Comunicação Segmentada

A Comunicação Segmentada é um desdobramento do modelo de Comunicação de Massa. Ela


ocorre pelos meios de comunicação tradicionais como jornais, rádios, TV´s, Cinema, cartazes ou Internet.
A Comunicação Segmentada atinge um número menor de receptores ao mesmo tempo, a partir de um
único emissor.

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8. Comunicação interna e externa

8.1. Comunicação Interna

A comunicação interna consiste na actividade desenvolvida em contexto organizacional, que é


responsável pela produção e fluxo de informação entre os intervenientes e está inerente a toda a
actividade desenvolvida pelos mesmos.

Neste âmbito destacam-se sobretudo as actividades de selecção e distribuição de notícias, a


produção e gestão de conteúdos multimédia, a organização de actividades de formação como seminários e
workshops e ainda a concepção e elaboração de propostas relacionadas com o desenvolvimento cultural.

8.1.1. Revista de Imprensa

A função da revista de imprensa é informar todos os colaboradores acerca de notícias da


imprensa, que estejam relacionadas com a empresa e com as suas áreas de intervenção, nomeadamente o
desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação, assim como as áreas relacionadas com a
dimensão cultural e artística.

Neste processo de comunicação procede-se à pesquisa, selecção e distribuição das notícias aos
colaboradores, para que todos os intervenientes organizacionais possam estar em contacto permanente
com as actividades que são desenvolvidas nessas áreas, com os desafios e inovações que vão surgindo.
Por outro lado, pretende-se desta forma, estimular simultaneamente a procura pela actualização da
informação e despertar a motivação para o exercício de um papel activo na construção do conhecimento,
em diferentes contextos.

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8.1.2. Produção e Gestão de Conteúdos

A produção e gestão de conteúdos multimédia é outra actividade desenvolvida pela equipa de


Comunicação e Educação que coopera no sentido de produzir e divulgar no site as notícias relativas à
empresa no que diz respeito às suas áreas de intervenção. Neste sentido existe um envolvimento na
produção, alteração e constante actualização de todos os conteúdos, o que torna o site bastante dinâmico.

8.1.3. Organização de Acções Formativas

Assumindo-se como uma “organização aprendente” a empresa tem a preocupação e necessidade


constante de, por um lado desempenhar um papel activo na sua aprendizagem e evolução. Por outro,
desenvolver acções formativas que permitam apresentar o resultado decorrente dessa aprendizagem.
Neste sentido, tem desenvolvido e organizado diversos acontecimentos como workshops e seminários,
através dos quais transmite o seu conhecimento nas diversas áreas de intervenção e apresenta
simultaneamente os seus produtos, promovendo as TIC como ferramenta de apoio ao negócio mas
também como factor determinante da dinâmica das organizações.

8.1.4. Propostas de Desenvolvimento Cultural

Outra área na qual a empresa pretende apostar é na formação a nível cultural, nomeadamente
através da organização de visitas guiadas a diversos espaços culturais e dirigidas aos quadros da empresa.
Como organização aprendente que é, incrementa propostas no sentido de se desenvolver em áreas que
digam respeito à Educação, Arte e Cultura.

O valor atribuído à aprendizagem e aumento na diversidade dos conhecimentos culturais permite


impulsionar nos quadros da empresa um gosto pela auto-formação e desenvolvimento pessoal. Este
princípio tem subjacente a noção de que uma procura pelo conhecimento e pelo desenvolvimento quer

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pessoal quer profissional, poderá conduzir ao aumento da auto-estima e auto-confiança dos intervenientes
organizacionais e consequentemente ao aumento das suas competências e desempenho.

8.1.5. Porquê comunicar?

8.1.5.1. A importância da comunicação

A comunicação tornou-se uma árvore profissional com muitos ramos: anunciantes, especialistas
de relações públicas, emissoras, desenhadores, técnicos gráficos… mas, no fundo, é essencial para
qualquer gestor. Todos temos interesse, todos fazemos parte do sistema. Quanto tempo é gasto a
comunicar no trabalho, durante um dia normal? Provavelmente, todos apontaríamos para um número alto,
mas, mesmo assim, talvez pudéssemos comunicar mais. O importante é a eficácia da comunicação: a
mensagem deve ser transmitida. Mas a comunicação é, essencialmente, uma questão pessoal, e por isso
cada vez mais empresas a incluem nos seus programas de avaliação da gestão. Seja qual for o cargo
(encarregado, gestor, executivo ou director), podem melhorar-se a eles próprios e encorajar os outros.

8.1.5.2. Esta estratégia é realmente necessária?


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Na presente década, já há um movimento perceptível no seio de muitas empresas, que mais uma
vez mostra como é importante o estabelecimento de um programa estruturado de comunicação na
empresa.

Na verdade, o uso crescente da frase «marketing interno», sugere que, finalmente, se considera
que o pessoal contribui para o aumento da margem de lucro da empresa.

A taxa de desemprego está a diminuir lentamente. Já se admite em larga escala que, num futuro
próximo, vai haver falta de quadros e licenciados em engenharia. O alargamento do mercado comum
europeu vai não só aumentar a concorrência entre as empresas e acentuar as margens de lucro, mas vai
também tornar prioritário que se evite disputas entre elas. Estas mudanças, tanto fora como dentro do
mundo empresarial, significam que deve dar-se uma maior atenção à motivação do pessoal. Assim, para
que as mudanças sejam positivas, é essencial uma forte estratégia de comunicação.

8.1.5.2.1. Noção de necessidade

Não há dúvida que a comunicação interna bem planeada é parte essencial de qualquer empresa,
pois, entre outras coisas, uma comunicação deficiente com o pessoal leva:

 À falta de compreensão dos objectivos da empresa;


 À incapacidade de se realizarem tarefas individuais com a máxima qualidade possível;
 À falta de percepção das exigências do consumidor e dos desafios da concorrência;
 A relações deficientes com os superiores imediatos;
 A críticas e mal-entendidos entre diferentes departamentos e divisões
 À incapacidade de se darem informações francas aos subordinados;
 À avaliação insuficiente de necessidade de qualidade e perfeição;
 À preferência pelo recurso rápido à acção empresarial em detrimento de um diálogo mais
esclarecedor que leve a soluções harmoniosas.

A distinção mais óbvia está entre os gestores e o pessoal cujas necessidades partilham objectivos
comuns, mas que variam muito relativamente ao grau e à profundidade da informação requerida.

Por exemplo, o pessoal da sede de um grupo, fábrica, escritório ou delegação, talvez precise de:
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 Informações muito pormenorizadas sobre o seu trabalho;


 Informações muito pormenorizadas sobre salários e regalias;
 O máximo de informação possível sobre os alvos financeiros e de produção a atingir pela sua
unidade;
 Informação pessoal sobre os resultados e objectivos da empresa a curto prazo; e
 Informações limitadas sobre a estrutura e resultados do grupo.

Por outro lado, a maioria dos gestores precisa de:

 Informações pormenorizadas sobre os objectivos financeiros e de produção e sobre as


realizações do seu departamento e divisão;
 Informações pormenorizadas sobre os resultados e objectivos da empresa a longo prazo;
 Informações gerais adequadas sobre as outras divisões e actividades de grupo;
 Informações pessoais sobre gestores do mesmo nível bem como sobre aqueles de quem
dependem e aqueles por quem são responsáveis.

8.1.5.2.2. Um pouco de investigação

É impossível falar-se muito tempo das razoes de ser da comunicação, sem se entrar no domínio
dos estudos de mercado (EM).

Quando olhamos para as necessidades, medos e esperanças dos empregados dos nossos dias,
encontramos áreas significativas, que requerem uma comunicação mais eficaz.

 Satisfação no trabalho: uma boa parte dos empregados parece satisfeita com o seu emprego,
mas o moral diminui com o tempo de serviço e a lealdade para o empregador tende a ser baixa. A situação
pode ser melhorada através da comunicação
 Carreira: Nem todos os empregados se sentem seguros quanto às suas oportunidades
profissionais. Um programa de informação/avaliação poderia ajudar.
 Salários e regalias: Um grande numero de empregados não esta satisfeito com o seu salário.
Muitos acham que poderiam estar a ganhar mais se fossem trabalhar para a concorrência. Um programa
de informação mais aberto aumentaria a lealdade à empresa.
 Comunicação: parece que as empresas estão a fazer um esforço no sentido de falarem com
os seus empregados, mas esses empregados não acreditam necessariamente no que lhes dizem: uns
afirmam que a informação vinda da administração é muitas vezes enganadora

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Precisamos de comunicar porque áreas como estas devem preocupar-nos enquanto gestores e
porque as expectativas dos empregados aumentariam significativamente nestes últimos anos, tanto
relativamente à maneira como se faz a comunicação como ao que lhes deveria ser dito. Se tivermos
acesso a estatísticas, vemos que os principais tópicos que fazem parte da lista de informações do
empregado médio, são:

 Os planos futuros da empresa;


 Oportunidades de promoção;
 Informação relacionada com o empregado;
 Aumento de produtividade;
 Politicas e praticas de pessoal;
 Posição concorrencial da empresa; e
 Como a função se enquadra na empresa.

Nos nossos dias, uma estratégia de comunicação forte, eficaz, bem estruturada e com recursos
adequados é essencial em qualquer actividade empresarial.

Em suma, quando se diz aos empregados o que se passa e a direcção mostra que está interessada,
eles sentem-se mais envolvidos. Ao sentirem-se mais envolvidos, trabalham melhor, causam menos
problemas e mantêm-se mais tempo na empresa. E quando os empregados trabalham melhor, causam
menos problemas e se mentem mais tempo na empresa esta ganha mais dinheiro e a organização tem mais
êxito. O senso comum e o bom altruísmo de outros tempos não são de modo algum suficientes. Mas mais
dinheiro e sucesso são de certeza incentivos suficientes para qualquer empresa ou organização levar a
comunicação a sério.

8.1.6. Quem e onde?

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8.1.6.1. Empresas de diferentes dimensões: direcção e bases

Falar com as pessoas é uma coisa que devia atravessar qualquer empresa de quaisquer dimensões,
de qualquer tipo e a todos os níveis. E não se aplica só ao mundo empresarial.

A dimensão da empresa influencia o tipo de comunicação.

Numa organização muito pequena, a comunicação tende a acontecer naturalmente e é de extrema


importância. Ate num pequena distribuidora de jornais, por exemplo, as coisas podem correr mal quando
a comunicação é esquecida.

Bastam as conversas travadas ao tomar o café e uma comunicação do género «ah! é verdade…»
para se aprender que a comunicação, tal como as vendas, finanças ou qualquer parte da empresa, para ter
sucesso, precisa de ser administrada.

Uma boa comunicação entre a administração e a direcção é vital, mas terrivelmente


negligenciada. As atitudes do tipo «eles e nós», entre director e gerente de nível médio, são equivalentes
às existentes entre a direcção e as oficinas, embora sejam menos notadas. Para piorar as coisas, a maioria
dos métodos de comunicação, tais como o vídeo e o jornal da empresa, dirigidos às bases, são muitas
vezes demasiado simplificados para os directores.

Não há dúvida de que as pessoas são mais comunicativas quando se sentem envolvidas no que
fazem. E começam a sentir-se envolvidas quando a comunicação básica de baixo para cima e de cima
para baixo funciona bem.

A resposta á pergunta «quem e onde» é «todos e em todo o lado»: a todos os níveis e entre toda a
gente.

É muito vantajoso tornar algumas pessoas responsáveis pela comunicação e diferentes níveis
através de toda a empresa. Por exemplo:

 O director de relações públicas;


 O director de pessoal;
 O director da comunicação interna;
 O editor do jornal interno;
 Os directores de relações industriais e entre o pessoal em filiais/fábricas;

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 Supervisores;
 «Correspondentes» do jornal interno/circulares;
 Secretários dos clubes desportivos, sociais, etc.

Os comunicadores responsáveis existem apenas para incentivar a disciplinar o processo de


comunicação.

8.1.6.1.1. Sindicatos

Nenhum sindicato digno desse nome deve interferir num verdadeiro programa de comunicação de uma
empresa desde que seja consultado e mantido informado. Nada deve ser dito aos empregados que não
tenha sido já dito aos dirigentes sindicais – antecipadamente se possível – e o sistema de comunicação
não deve ser utilizado para propaganda ou em tentativas de ultrapassar o sindicato nas suas funções.

Eles podem contestar muitos aspectos da vida da empresa, mas enquanto tacto e senso comum forem
utilizados não há razão porque direcção, sindicato e pessoal não possam trabalhar em conjunto quando
se trata da importante tarefa da comunicação, para benefício de todos.

8.1.6.1.2.Consultores

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O consultor experiente pode ser precioso para detectar os pontos fracos, estabelecer um programa de
comunicação e usar a sua experiência noutras empresas para apontar coisas que não sabíamos ou de
que não nos tínhamos lembrado.

Claro que podemos ter um consultor sempre ao nosso lado, mas devemos servir-nos dos seus
conselhos, ideias e outros recursos apenas quando estes forem necessários. E não podemos esquecer-
nos nunca de que não há nenhuma consultadoria que nos isente minimamente da nossa
responsabilidade numa boa comunicação.

8.1.7. Comunicação escrita

A comunicação escrita tem diversas vantagens: não deixa muito espaço para ambiguidades nem
más interpretações, ao contrário da comunicação oral; a sua distribuição é normalmente de grande
simplicidade e eficácia, e relativamente barata; e fica para a posteridade, podendo ser lida e relida sempre
que se quiser.

Recebemos informações escritas sobre milhares de aspectos do mundo que nos rodeia, não so
através dos jornais e revistas, mas também através de folhas informativas, anúncios, formulários,
relatórios, boletins, contas, extractos de conta, livros, brochuras, cartas, folhetos e manuais de instruções.

Na actividade empresarial. A palavra escrita ainda é o método principal de difusão da informação,


tanto dentro da empresa como dela para o mundo exterior. Neste livro, não trataremos de métodos
externos como as comunicações à empresa e os anúncios. Vamos concentrar-nos na forma como havemos
de falar por escrito com o pessoal.

Os principais meios de comunicação que iremos considerar, presentemente, são:

 Documentos de serviço;
 Comunicados;
 Boletins informativos;
 Jornais e revistas de empresa;
 Relatórios;
 Cartas, cartazes e folhetos

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8.1.7.1. Documentos de serviços

Este tipo de comunicação inclui:

 Instruções correntes;
 Regulamentos;
 Manuais de operação;
 Memorandos;
 Organigramas.

Trata-se, em resumo, de todo o material escrito que tem a ver com o funcionamento da empresa.

Os documentos de serviço são aqui mencionados porque tendem a ser vistos como meras
formalidades e não como transmissores de informação.

Embora as instruções escritas, memorandos e manuais continuem a ter de ser documentos


operacionais, existem alguns critérios simples para melhorar a sua eficácia, clareza e credibilidade.

8.1.7.2. Comunicados

Os comunicados situam-se algures entre os documentos de serviço e os boletins informativos.


Têm o objectivo de divulgar informações imediatas, como o resultado de negociações salariais.

O comunicado típico descreve, por exemplo, os pormenores das últimas regalias e salários
negociados entre o sindicato e a direcção. A informação é preparada pela direcção e impressa e
distribuída pelos meios mais rápidos e eficazes.

8.1.7.3. Boletins informativos

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O boletim informativo é um dos métodos mais preciosos de comunicação. As suas vantagens são
simples e concisas. Não é por coincidência que os boletins informativos abundam em paróquias, escolas e
clubes desportivos e sociais de todos os géneros. São comuns em determinados ramos, como o serviço de
refeições, finanças, construção de edifícios para habitação e comercio automóvel.

Frequência

O boletim informativo pode ser semanal ou quinzenal, mas o ideal é ser mensal e sair, tanto
quanto possível no mesmo dia de cada mês.

Quem escreve?

O ideal seria que todos dessem a sua contribuição. Num mundo perfeito, o trabalho do editor
deveria ser o de pedir artigos aos vários departamentos, recolhe-los e edita-los, mas a responsabilidade
máxima tem de estar nas mãos de uma só pessoa que é, normalmente o director do pessoal ou o director
de relações industriais da unidade, mas pode ser igualmente tarefa de um director-adjunto, um director de
relações públicas ou, simplesmente, um entusiasta com talento.

Uma parte do boletim informativo, normalmente os parágrafos de abertura, deve ser da


responsabilidade da pessoa como cargo superior dentro da unidade: o director da fabrica ou o chefe do
departamento.

Formato

O boletim informativo deve ter de duas a quatro páginas (normalmente paginas A4)
devidamente agrafadas, se tiver mais que 4 páginas e menos provável que seja lido.

Os artigos devem ser curtos, um título simples, mas graficamente bem concebido é eficaz. E
se for impresso a duas cores na parte superior da folha, o boletim adquira entidade própria.

Estilo

Deve ser simples, com palavras, frases e parágrafos curtos. Não há vantagem nenhuma em
usar palavras compridas, frases muito elaboradas ou gíria. E também não se perde nada por se ser franco e
aberto, desde que, claro, se salvaguardem os segredos da empresa.

Produção

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Algumas unidades dispõem de equipamento de impressão próprio. Caso contrario, pode


recorrer-se a pequenas tipografias que não levam muito caro. Mas cuidado com as fotocopias, que são
muito caras.

Distribuição

É importante distribuir rapidamente o boletim informativo a todo o pessoal. Se a unidade for


pequena, é possível distribuir pessoalmente o boletim, mas se o grupo for grande, então é preferível que
as pessoas de cada secção os vão buscar a um ponto central. Há empresas que enviam o seu boletim
informativo e jornais internos directamente para casa dos empregados.

Lista de verificações

Quem quer que seja responsável pelo boletim informativo, pode facilitar a vida todos os meses
por meio de uma simples lista de verificações. As linhas «informação de» são para os nomes e números
de telefone de contactos e colaboradores úteis.

8.1.7.4. Jornal da empresa

O jornal da empresa é altamente benéfico para a comunicação com o pessoal, pois proporciona
uma informação regular sobre o que acontece na empresa, o que faz a concorrência, novos processos e
desenvolvimentos, actividades dos empregados, características da empresa e notícias de interesse geral,
anúncios classificados, desporto, humor e um vasto leque de material que, de outra forma, se perderia. A
contrapor a estas vantagens há a considerar o custo, que varia muito conforme o formato, periodicidade,
pessoal e circulação.

Forma e estilo

As variedades são infinitas. Em grande parte, depende do tempo, pessoal e dinheiro


disponíveis, do número de pessoas a quem se dirige e do trabalho que fazem

O que interessa é que o jornal seja de fácil manejo e leitura e que os custos de impressão se
mantenham dentro dos limites do razoável. Deve ser o bom senso de quem dita se o jornal é grande e
brilhante de mais ou pequeno e que suja de mais.

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Deve criar nas pessoas a vontade de pegar nele e lê-lo quando o vir pousado na recepção. E
cada artigo deve ser apresentado de modo que o leitor se sinta tentado a ler mais.

Liberdade editorial

A publicação da empresa deve ter uma grande liberdade editorial. O seu responsável tem de
ser experiente e compreensivo relativamente aos dois lados de cada história.

A coisa mais difícil do mundo é relatar no jornal da empresa os pontos de vista da direcção e
do sindicato sobre qualquer contencioso. A direcção tem de aprender que, embora pague o jornal, o pior
que pode fazer é exercer o «direito de soberania» jornalística sobre o seu conteúdo.

Pessoal

Há pessoas que sustentam que o jornal da empresa deve ser produzido «na casa», enquanto
outras advogam a sua produção no exterior. Os argumentos a favor da sua produção exterior são que, uma
vez que deste modo o jornal é composto por profissionais, o seu conteúdo é imparcial e aceite como tal
pelos leitores. Os que concordam com a produção interna do jornal, argumentam que é preciso pessoal da
empresa a tempo inteiro para este ter o toque certo, que faz dele uma verdadeira publicação da empresa.

Agência

Embora seja melhor fazer tudo internamente, há muitas empresas que preferem mandar fazer o
jornal numa agência. Ao princípio, é natural que a agencia se encarregue de tudo, mas, aos poucos,
podemos ser nos a tomar a tarefa em mãos. Uma agência planeia o conteúdo, escreve os artigos, edita, faz
o layout e encarrega-se da impressão. A empresa só fornece a informação e o material fotográfico,
pagando a fotografia e a impressão.

Conteúdo

É incrível a quantidade de informação contida num jornal, mesmo pequeno. Vejamos os seus
conteúdos típicos que são:

 Identidade
 Primeira página
 Noticias
 Artigos
 Editorial

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 Desporto
 Concursos
 Notícias breves
 Anúncios publicitários
 Fotografias
 Grafismos
 Layout
 Papel
 Nome
 Títulos
 Subtítulos
 Tipo
 Assuntos estimulantes
 Variações

Impressão

A nossa primeira tarefa é procurar uma tipografia da nossa zona, podemos então escolher a
que queremos, na base da qualidade e dos preços. O melhor é pedirmos aos seus gerentes de vendas
amostras de algum trabalho semelhante que tenham feito e conseguirmos que nos digam por alto quanto
custaria, baseando-se na nossa descrição daquilo que queremos, é bom também certificarmo-nos de que
eles conseguem, sem grandes dificuldades, fazer sair o jornal no dia aprazado.

Edição electrónica

As notícias e os artigos podem ser visualizados e cortados ou ajustados à vontade no monitor


do computador, sem que uma única palavra seja impressa de forma convencional.

Distribuição

Se o jornal não for directamente enviado para casa dos empregados, é extremamente difícil
ter-se a certeza de que chega a toda a gente. Nesse caso, dentro de cada local de trabalho, os métodos
usados para os jornais. A sede tem duas tarefas: fazer chegar, na devida altura, aos vários locais de
trabalho, jornais em número suficiente e verificar, de vez em quando, a eficácia da distribuição de cada
um deles.

Custos

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O custo do jornal varia muito, conforme a distribuição de verbas.

Algumas empresas cobram um preço de capa, minorando assim os custos de produção. Isto,
pensa-se, tem mais duas vantagens: provavelmente, proporciona uma visão mais exacta da circulação (há
menos perdas se as pessoas tiverem de pagar) e, já que o jornal foi comprado, é natural que seja mais lido.
Há também quem defenda que o jornal comprado não é considerado um meio de propaganda como é de
distribuição gratuita. No entanto, a maioria das empresas edita o seu jornal gratuitamente, defendendo o
critério de que o jornal da empresa é serviço prestado ao pessoal. Com ou sem preço de capa, o jornal de
empresa é, claramente, oneroso, mas quando se pensa nos milhares que se perdem por causa das greves,
de falta de comunicação e do facto de os empregados não se sentirem parte da empresa, a pergunta não é
tanto «Posso dar-me ao luxo de não ter um jornal?», e sim «Posso dar-me ao luxo de não ter um jornal?».

8.1.7.5. Relatórios para o pessoal

Uma vez por ano, a empresa tem de elaborar contas para apresentar aos accionistas e a quem a
financia; por isso não é muito complicado produzir-se uma versão simplificada do relatório anual e contas
acrescido de algumas informações que afectem os trabalhadores, e pô-lo à disposição do pessoal. Pessoas
que passam as suas vidas a trabalhar numa empresa tem o direito de saber como vão as coisas e alguns
dos seus planos futuros.

O que deve conter

Sempre dentro dos limites de algumas páginas simples e perfeitamente claras, eis alguns
pontos que não devem ser esquecidos em qualquer relatório para o pessoal;

 Declarações do presidente
 Os números principais (lucros e perdas)
 A actividade do ano
 Para onde vamos
 Mais – valia
 Emprego
 Inflação
 A imagem a longo prazo relatório social coerência
 Gráficos
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Quem escreve o quê

O relatório pode ser elaborado por alguém do departamento financeiro, trabalhando em


conjunto com o executivo ou o consultor de relações públicas, ou então pode dar-se uma copia da
contabilidade formal ao editor do jornal da empresa que, aconselhado por um especialista financeiro, o
apresentaria da melhor forma.

Produção

O relatório para o pessoal pode ser apresentar varias formas. A mais simples é, provavelmente,
a sua inclusão no jornal de empresa, com a vantagem de proporcionar assim maior economia de
produção. Mas tem desvantagens: (a) não se destaca como uma coisa especial; (b) devido ao processo de
impressão, pode acontecer que a cor só possa ser utilizada em metade das paginas; (c) em papel mais
barato a cor resulta muito mal.

8.1.7.6. Outras comunicações escritas

Os boletins informativos, os jornais e as revistas da empresa e os relatórios para o pessoal são as


principais formas de comunicação escrita, mas de forma alguma as únicas. A estas há a juntar as
seguintes.

 Painéis de notícias
 Mensagens anexas aos recibos dos salários
 Circulares
 Jornais do exterior

8.1.8. Comunicação oral

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A comunicação oral (ou seja, a fala) é o método mais antigo de todos. A palavra e a
imagem mental tem uns milhares de anos, os grunhidos e os ruídos remontam a uma existência
pré-humana.

Em discursos formais, o produto final da palavra vai sendo pensado enquanto se fala.
Isto é especialmente verdade quando se responde a perguntas.

8.2. Comunicação Externa

A comunicação externa compreende toda a informação que esteja relacionada com as


actividades que esta empresa desenvolve. Essa informação vai no sentido de promover a imagem da
empresa, nomeadamente através da divulgação na imprensa dos acontecimentos que esta realiza. Essas
acções são desenvolvidas em torno da gestão da sua imagem institucional e estão associadas às temáticas
e aos conceitos que as formalizam.

8.2.1. Gestão da Imagem

A gestão da imagem é um dos aspectos mais relevantes para uma empresa, não só na sua apresentação
e divulgação mas também por constituir um factor considerável para o seu sucesso.

Comum mente considera-se que a primeira percepção da imagem é aquela que assume um maior
peso na formação de impressões; no entanto, apostam-se numa abordagem visuo-estética conducente a
uma reflexão constante não apenas do que se vê, mas como se vê.

Neste contexto, contrariamente à maioria das empresas, existe um ânimo colectivo da equipa na
tentativa de sintonizar constantemente a imagem que vai ser exteriorizada com o conceito que está a
abordar para os produtos a disponibilizar.

Outra das formas que é utilizada para a divulgação da imagem da empresa passa pelo contacto
com a comunicação social disponibilizando informação sobre suas áreas de intervenção e acontecimentos
relevantes na vida desta organização.

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8.3. O processo de Comunicação na empresa

Comunicar é tornar comum uma informação, uma ideia ou uma atitude.

Qualquer processo de comunicação pode resumir-se no seguinte esquema:

O emissor tem algo a transmitir que traduz numa mensagem através de um código.

A mensagem é transmitida através de um meio (jornal de empresa, nota interna, E-mail…).

O receptor descodifica a mensagem, interpretando-a. Dessa interpretação pode resultar a


vontade de transmitir algo ao emissor.

8.3.1. Comunicar

É o acto ou processo de conseguir que a pessoa ou entidade com quem estabelecemos a


comunicação fique em sintonia connosco. É o acto de transformar o individual em colectivo.

Ao comunicarmos, iniciamos um processo pelo qual transmitimos e recolhemos informações,


ideias, atitudes aos outros indivíduos.

Comunicar eficazmente significa corresponder às expectativas do interlocutor e criar um elevado


nível de satisfação com quem se comunica.

No caso dos clientes, os clientes devem ficar com a ideia de que foram escutados, que foi
compreendida a sua necessidade e que o profissional ofereceu-lhe uma solução eficaz.

Quando nos relacionamos com os outros devemos ter os seguintes pontos de partida: Centrarmo-
nos nas diferenças e centrarmo-nos nas semelhanças, ou seja, naquilo em que há concordância
(pensamentos, sentimentos, opiniões). Portanto, quando nos centramos nas semelhanças devemos ter em
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atenção que estamos numa situação de rapport (ressonância), que significa tratar as pessoas ao mesmo
nível, fazendo-as sentirem-se confortáveis, desta forma conseguimos diminuir conflitos, medos,
inseguranças ou dúvidas. Assim, quem está em contacto directo com o publico deve prestar uma especial
atenção a este conceito, pois para atingir uma relação de rapport é necessário estar atento a factores como:

Linguagem Corporal
 Forma como nos sentamos;
 Movimento e posição das pernas;
 Movimento dos braços;
 Postura geral;
 Ângulo da cabeça;
 Forma de andar e vestir;
 Respiração;
 Contacto.

Tipo de Discursos
 Tom de voz;
 Velocidade;
 Vocabulário empregue;
 Termos técnicos;
 Estrangeirismos;
 Calão.

Sentimentos/estados de espírito, respeitando:


 Atitudes;
 Convicções;
 Crenças;
 Entusiasmo;
 Tolerância;
 Envolvimento;
 Aptidões, qualidades e experiências de outras pessoas.

Assim podemos concluir que quanto mais diferentes forem as pessoas no que se refere às
suas experiências, valores ou crenças, mais difícil é comunicar, porque existe grande
probabilidade de darem significados diferentes às palavras e também podemos afirmar que
comunicar eficazmente significa corresponder às expectativas do interlocutor e criar um elevado
nível de satisfação com quem se comunica.

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8.3.2. Classificação da Comunicação

Comunicação

Podemos analisar no esquema que se segue uma classificação da comunicação, de forma sintetizada
tendo em consideração alguns factores indispensáveis do ponto de vista do trabalho de secretariado.

DIRECTA

 Oral
o Reuniões
o Entrevistas
o Diálogo
o Conferencia
o Videoconferência
o Outros

INDIRECTA

 Oral
o Telefone
o Dictafone
o Intercomunicador
o Outros

 Escrita
o Relatórios
o Memorandos
o Cartas
o Ofícios
o Faxes
o Circulares
o Convocatórias
o Actas
o Planos
o Propostas
o E-mail´s

MULTIMEDIA


o Televisão
o Internet

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o CD ROM’S
o Apresentação Electrónica
o Outros

Alguns truques para a boa utilização do telefone:

1. Sorrir – A nossa voz é mais agradável quando se sorri;


2. Controlar o Humor – O telefone amplia significativamente a mínima emoção;

3. Identificar-se Sempre – é importante para o diálogo e para os futuros contactos;

4. Falar Pausadamente – Todas as informações que se transmitem são importantes e devem ser
bem entendidas;
5. NÃO Interromper – Evitar a interrupção constante só discurso do nosso interlocutor,
deixando-o terminar para posteriormente colocar as dúvidas que foram surgindo;

Tomar Notas – Sempre que necessário devem ser feitos registos das informações recebidas de forma
a evitar possíveis esquecimentos.

2.8.3.3. Qual é o papel da comunicação na empresa Moderna?

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Se em todas as épocas a comunicação foi factor essencial de desenvolvimento e de progresso em


qualquer área do conhecimento humano, ela assume particular relevo na época actual e constitui um
elemento fundamental na complexa estrutura económica e administrativa dos vários sectores de
actividade de um país.

Hoje em dia, o êxito de qualquer empresa depende em grande medida de eficiência, oportunidade
e racionalização dos sistemas e canais de comunicação, exigidos pelo número, sempre crescente, de
interlocutores e pela variedade de situações vividas.

8.3.4. Tipos de comunicação na empresa

 Comercial
 Marketing
 Publicitária
 Paracomercial
 Administrativa
 Socioprofissional

O fluxo de Informação é influenciado pela estrutura da organização diz-nos quem deve comunicar
com quem.

São quatro os padrões de fluxo de informação:

a) Comunicação descendente;
b) Comunicação ascendente;
c) Comunicação horizontal ou lateral;

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d) Comunicação em diagonal.

8.3.4.1. Comunicação Descendente

Na Comunicação descendente, a informação fluí de cima para baixo, dos superiores para os
subordinados; a existência é parte da estrutura de comando e de «reporte» (dependência).

Tem início na gestão de topo e fluí descendentemente, através dos níveis de gestão, para os
empregados. Visa informar, dirigir e instruir os subordinados e proporcionar-lhes informação relacionada
com as tarefas.

As formas usuais deste tipo de comunicação são os memorandos, as reuniões, os orçamentos, os


manuais do empregado, as publicações da organização e a televisão em circuito interno.

8.3.4.2. Comunicação Ascendente

Na comunicação ascendente, a informação fluí dos subordinados para os superiores, fornecendo


informações aos níveis superiores da gestão; toma a forma de relatórios, exposições e reacções dos
empregados, podendo ainda incluir os contactos directos dos gestores com os escritórios, fábricas e
laboratórios.

O fluxo de comunicação ascendente é por vezes mais reduzido do que o da comunicação


descendente; a razão está em que os empregados tendem a não revelar aos superiores a informação
desfavorável e, mesmo quando enviam alguma informação não desfavorável, esta tende a exprimir os

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pontos de vista dos empregados; manifesta-se assim um processo de distorção, onde esta última será
menor se houver confiança nos superiores.

8.3.4.3. Comunicação Horizontal

Na comunicação horizontal, a informação fluí entre os membros de um mesmo grupo de trabalho


ou entre membros de diferentes grupos de trabalho situados ao mesmo nível hierárquico; como tal fluxo é
lateral, aquela comunicação também é referida por comunicação lateral; visa proporcionar um canal
directo de comunicação para os que, fora da cadeia de comando, consigam rápida coordenação e
cooperação

8.3.4.4. Complexidade ao nível de comunicações organizacionais:

a) Comunicação interpessoal - ocorre entre indivíduos com interacção um a um e pode utilizar-


se para troca de informação pessoal e delicada (normalmente não discutida em grupo ou em público);

b) Comunicação baseada no grupo - ocorre entre indivíduos de um grupo e toma a forma de


reuniões de assessores ou de reuniões das pessoas de uma força de tarefa;

c) Comunicação alargada a toda a organização - ocorre quando a informação flui da gestão


para todos os empregados dentro da organização e é utilizada para a gestão disseminar a informação
respeitante às políticas da organização, procedimentos, etc.

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8.3.5. 10 Mandamentos de bem falar:

A eficácia da comunicação pode ser melhorada. A Associação Americana de Gestão preparou 10


mandamentos sobre este tema a que deu a seguinte redacção:

I. Clarificar os seus objectivos de comunicação;

2. Clarificar as suas ideias antes de as comunicar;

3. Remover as barreiras hierárquicas tais como os símbolos de «status»;

4. Remover as barreiras interpessoais tais como a defensiva e a desconfiança;

5. Desenvolver a sua credibilidade;

6. Ser sensível às necessidades do destinatário (receptor);

7. Deixar que as suas acções apoiem as suas palavras;

8. Evitar comunicação sobrecarregada;

9. Evitar comunicação aligeirada;

10. Encorajar a retroacção.

Estes respeitam ao emissor, mas o destinatário também tem grande significado na melhoria da
eficácia da comunicação; o seu papel relevante é sobretudo o saber escutar.

8.3.6. 10 Regras para uma Boa Comunicação


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 Clarificar e organizar as suas ideias antes de comunicarmos;


 Informar-nos bem e examinar o que pretendemos dizer antes de comunicar;
 Devemos considerar-nos um elemento da cadeia de comunicação, assim devemos mostrar-nos
envolvidos e interessados;
 Ser moderado, tanto no tom de voz como nas expressões e nos gestos;
 Devemos ajudar o cliente na mensagem que ele quer transmitir;
 Devemos fazer um follow-up da nossa comunicação: “ Será que fui claro na explicação?”
 Devemos prestar todas as informações que acharmos necessárias para que o cliente fique
devidamente esclarecido;
 Devemos ser coerentes e verdadeiros nas informações que prestamos ao nosso cliente;
 Devemos ter em atenção que é muito importante que sejamos uns bons ouvintes, pois não é só
necessário que sejamos bem compreendidos, mas que também consigamos entender bem o nosso cliente;
 Devemos procurar rectificar rapidamente “ as distorções” da comunicação.

Existem várias ferramentas da comunicação, as duas mais importantes são escutar e perguntar,
assim devemos ter em atenção que perguntar não ofende bem pelo contrário, pois perguntar evita discutir;
dá tempo para pensar; impede de falarmos demais; ajuda a conhecer o interlocutor e o seu estado de
espírito; auxilia o interlocutor a expressar os seus pontos de vista e transmite uma ideia de segurança tanto
ao cliente como ao atendedor.

8.3.7. Alguns mandamentos para se aprender a bem escutarem:

1. Pare de falar e escute;

2. Ponha o falador a descansar;

3. Mostre ao falador que você deseja escutar;

4. Elimine as distracções.

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CONCLUSÃO

A quem comunica na empresa hoje em dia exige-se o domínio de competências


muito diversificadas. Tem de ser alguém que domine todas as áreas empresariais,
nomeadamente a área financeira, a área de recursos humanos, a área de produção, etc. Para
poder analisar relatórios e contas das empresas, os jornais da empresa, o relatório para o
pessoal, os painéis de parede, circulares ou mesmo jornais exteriores, a sua capacidade de
comunicação deve ser de um nível superior e persuasivo.

As novas formas de comunicar trazem novas oportunidades de emprego; o bom


relacionamento dos trabalhadores e com o director da empresa e vice-versa contribui assim
para uma boa comunicação interna e, consequentemente, contribui para uma excelente
actividade empresarial.

A área de comunicação empresarial é, pois, uma área em evolução nas empresas,


no sentido que esta, têm de acompanhar todas as transformações permanentes nas sociedades
em que se inserem, para assim informar correctamente todos os seu colaboradores, clientes,
trabalhadores e administrativos.

Na comunicação descreve-se o funcionamento de cada método, expõem-se as suas vantagens e


desvantagens, apontam-se caminhos para começar, dá-se uma ideia dos seus custos e, o mais
importante, indica-se onde se deve procurar mais desenvolvimentos sobre o mesmo método.

Em conclusão, tem que se dar à comunicação o lugar que lhe cabe: o de importante
instrumento de gestão, e não o de panaceia para todos os males empresariais. A comunicação
raramente proporciona resultados imediatos e exige muito esforço.

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BIBLIOGRAFIA/WEBGRAFIA

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Gestao Moderna, Lisboa, 1992

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CURRICULUM VITAE

Europass-Curriculum
Vitae

Informação pessoal
Apelido / Nome próprio Silva / Catarina
Morada Rua da estrada velha / Lugar do Barreiro, Adães 4755-006, Barcelos
Telefone 253914064 Telemóvel: 967520138
Fax
Correio electrónico Pessega_04@hotmail.com

Nacionalidade Portuguesa

Data de nascimento 07/09/1990

Sexo Feminino

Emprego pretendido / Área Contabilidade, gestão, administração, economia.


funcional

Experiência profissional Estagio no gabinete de contabilidade – CONTICELOS, Lda. em Barcelos com a duração de dois meses

Datas 01/02/2008 A 16/05/2008


Função ou cargo ocupado Estagiária na área de secretariado e contabilidade
Principais actividades e Elaboração e organização de facturas; arquivo de documentos; organização de processos de clientes,
responsabilidades arquivo e classificação de documentos contabilísticos.
Nome e morada do empregador Gabinete de Contabilidade CONTICELOS – contabilidade, Lda.
Campo 25 de Abril; Ed. Sobracol II, entrada A 1º andar, sala 4
Tipo de empresa ou sector Gabinete de contabilidade

Educação e formação 9º Ano de escolaridades completo


Frequência no 12º ano de escolaridade

Datas 6 De Junho de 2008

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Designação da qualificação atribuída

Principais disciplinas/competências Domínio Geral


profissionais Português; Matemática; Língua Portuguesa; Língua Estrangeira (Inglês)
Domínio Profissional
Organização e Gestão Empresarial; Contabilidade; Economia; Técnicas Administrativas
Nome e tipo da organização de ensino Escola Secundaria/ 3 de Barcelinhos
ou formação
Nível segundo a classificação nacional Curso Tecnológico 12º ano
ou internacional

Aptidões e competências
pessoais

Língua materna Português

Outra língua Inglês


Auto-avaliação Compreensão Conversação Escrita
Nível europeu (*) Compreensão oral Leitura Interacção oral Produção oral
Inglês A2 Básico A2 Básico A2 Básico A2 Básico A2 Básico

Francês A1 Básico A1 Básico A1 Básico A1 Básico A1 Básico

Aptidões e competências sociais Dinâmica


Gosto por Trabalho de grupo

Aptidões e competências de Capacidade de Iniciativa


organização

Aptidões e competências técnicas

Aptidões e competências Domínio de Software Office (Word; Excel; PowerPoint; FrontPage e Access) e Primavera Software
informáticas

Aptidões e competências artísticas

Outras aptidões e competências

Carta de condução Não possuo

Informação adicional

Anexos

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