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Professor Dr.

Bruno Szpoganicz
Professor Dr. Nato A. Debacher
ProfessorDr. Eduardo Stadler
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EXPERIÊNCIAS DE
QUÍMICA GERAL

QMC - 5102 QuímicaGera]]


QMC - 5104 Química Básica l
QMC - 5105 Química Básica A
íl\ÁT' , ql ná Química Gera]
QMC - 5113 Química Geral e Inorgânica
QMC - 5114 Introdução ao Lab. de Química
Í)N4r' , 51 1q
\.< L V X V J XXH-/ Química Geral Experimental

Este livro é usado na UFSC em aulaspráticas de Química Geral, nos


cursos de Eng. Mecânica, Eng. Elétrica, Eng. Civil, Eng. de Produção
Civil, Eng. Química, Eng. de Alimentos, Farmácia, Física e Química.

Professor Dr. Bruno Szpoganicz


ProfessorDr. NatoA. Debacher
Professor Dr. Eduardo Stadler
B»ros
28""'
www.livroselivros.com.br
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA Livrorio o Popelorio

DEPARTAMEtqTO DE QUÍMICA
Centro de Cultura e Eventos - UFSC

fere; 1481 3222.1244


FLORIANÕPOLIS - SC loja naHalldoC.F.H
IUFSCI
2010-
Capa
Dos Autores

Ficha Catalográficaelaboradapor;
Mana Cristina d'Eça Neves Luz da Conceição - CRB 14 - n' 039 e
Heloísa Nascimento - CRIB-n' 187.

540.072 . Szpoganicz, Bruno


S998 Experiências em Química Geral, Bruno Szpoganicz,
Nito A. Debacher, Eduardo Stadler. 2. ed. - Florianópolis - SC
Fundação do Ensino de Engenharia em Santa Catarina, 2005.
175P. : il.
ISBN 85-87261-Ol-O

1. Química - Experiências. 2. Debacher, Nito A


Stadler,Eduardo.1.Título.

Todos os direitos Autorais reservados aos Professores Bruno Szpoganicz, Nato


A. Debacher e Eduardo Stadler, de acordo com o registro n' 138.553 - livro
n' 222 - folha n' 83 da Biblioteca Nacional - Escritório de Direitos Autorais
- EDA/RJ.

LIVjiARIA LIVROS & LIVROS LTDA.


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EXPERIÊNCIAS DE QUÍMICA GERAL
GUIA DO ALUNO

Instruções Gerais

Prezado aluno, seja bem-vindo ao laboratório de Química Geral

O roteiro das experiênciasde química aqui descritas, ilustra parte do


conteúdo de Química Geral, visto na primeira fase de vários cursos da Universidade
Federal de Santa Catarina. As expeüências foram selecionadaspor professores do
Departamento de Química, de maneira a complementar o conteúdo que consta do
plano de ensino de cada disciplina

As aulas de laboratório são baseadasnos textos que contêm as instruções


básicas sobre cada experiência a ser executada. Lembre-se, antes de ir ao laboratório,
estude a teoria, as técnicas e o procedimento experimental, e também resolva as
perguntas do pré-laboratório correspondentes a cada experiência.

Você deverá também conhecer o plano de aula, que é distribuído no inicio de


cada semestre,contendo o calendário das experiências, das provas, etc.

As experiências foram elaboradas para serem realizadas em equipe de dois


alunos. No final de cada prática, a equipe deverá ter as folhas de dados devidamente
preenchidas para poder elaborar o relatório com o seu colega. Uma das folhas de
dados deverá ser entregue ao instrutor no anal de cada expeüência, e outra deverá
ser anexada ao relatório, que deverá ser apresentado pela equipe, com os seguintes
itens

a) A folha dos dados coletados na experiência.


b) Gráficos, quandonecessários.

c) O Questionáriorespondido(perguntas e respostas).
PRINCÍPIOS BÁSICOS DE SEGURANÇA NO LABORATORIO

A utilização das técnicas de segurança no laboratório é de extrema


importância para evitar acidentes, tanto na escola como em empresas, indústrias,
ou laboratórios que pesquisam, testam ou manuseiam produtos químicos.

Algumas normas básicas de segurança são colocadas a seguir:


Peça uma cópia ao seu professor do "Manual de Regras Básicas de Segurança
para Laboratórios de(química", ou consulte pela internet no endereço: http://www.
reitoria.ufsc.br/cga/ ou http://www.qmc.ufsc.br

1: Siga sempre o roteiro expetímental e as instruções do professor durante


as experiências.

2a Localize os extintores de incêndio e famíharize-se com o seu uso

e 3aNão fume, não coma ou beba no laboratório

4' Utilize sempre guarda-pó e óculos de proteção.


© 6' Nunca deixe frascos contendo solventes orgânicos próxírnos à chama,
por exemplo álcool, acetona, éter, etc.

7a Evite contado de qualquer substância com a pele. Leia o rótulo dos


reagentes antes de usá-los

8: Sqa particularmente cuidadoso quando manusear substâncias


corrosivas como ácidos e bases

© 9' Mantenha seu local de trabalho limpo. Não coloque materiais nas
extremidades da bancada

IOaEm caso de acidente, comunique imediatamente ao seu instrutor para


tomar as devidas providências.

e ll' Nãojogue nas pias materiais sólidos ou líquidos que possam contaminar
o meio ambiente.Consulte o sistema de gerenciamentode resíduos
quiinicos
SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS QUÍMICOS

1. Todos os laboratórios de ensino e pesquisa da UFSC possuem um sistema de


gerenciamento de resíduos químicos regulado pela portaria do Gabinete do Reitor
UFSC, n' 0320/GR/97

2. Os laboratórios devem disponibilizar recipientes e rótulos adequadospara a


armazenagem e classücação dos resíduos químicos, para posterior tratamento. Os
recipientes para os resíduos podem ser obtidos diretamente na Coordenadoria de
Gestão Ambiental da UFSC. Outras informações no site http://www.reitoria.ufsc.
br/cga/

3.Ao anal de cada experiência, o aluno deveráverificar quais os resíduos gerados e


qual o destino adequado. Outras informações podem ser obtidas com o professor

Os resíduos podem ser reciclados? É possível recicla-los no laboratório ou


devem ser reciclados por técnicos?

b. Os resíduos podem ser reutilizados? Como armazena-los?

c. Os resíduos podem ser tratados no laboratório? Qual o procedimento?


d. Os resíduos devemser desatívadosantes do armazenamento?
Qual o
procedimento?

Os resíduos devem ser armazenados e tratados por técnicos especializados?


Como classücar e armazenar os resíduos corretamente?

4. Lembre-se que os resíduos químicos de laboratório são de responsabilidade de


quem os geram. Portanto, é extremamenteimportante seguir corretamente ti)das as
etapas para que o destino final dos resíduos químicos seja adequado
6

ÍNDICE DAS EXPERIÊNCIAS


EXPERIÊNCIA Nel
Medidas e tratamento de dados
EXPERIÊNCIA Ne 2 .. 17

Temperatura de fusão de uma substância


EXPERIÊNCIA Ne 3. 25
Determinação do zero absoluto
EXPERIENCIA Ne 4 35
Modelos de cristais
EXPERIÊNCIA Na 5. .51
Solubilidade
EXPERIÊNCIA Na 6. .61
Cromatografia de papel
EXPERIÊNCIA Na 7.. 69
C)xídação - redução
EXPERIÊNCIA Ne 8.. 81

As velocidades das reações químicas


EXPERIÊNCIA Na 9 91
Princípio de le chatelier e equihbrio químico
EXPERIENCIA N' IO 101
Titulação ácido - base
EXPERIENCIA NQll.. 111
Calor de reação e calor de sohdihcação
EXPERIÊNCIA Ne 12 121
Ph e solução tampão
EXPERIÊNCIA Ne 13 129
Determinação da massa molecular de um gás
Efeito da pressão no ponto de ebulição
EXPERIÊNCIA Ne 14 139
Velocidade das reações enzimãdcas
Efeito da temperatura, efeito de iúbidores e especihcídade
EXPERIENCIA Ne 15 147
Complexos de cobre e de cobalto
EXPERIÊNCIA N' 16 157
Produção de alumína
EXPERIÊNCIA N' 17 165
Produção de alúmen
EXPERIÊNCIA N' 18 175
A biosfera ll sem oxigênio - análise do concreto
EXPERIÊNCIA Na 1- Medidas etratamento dedados 7

EXPERIÊNCIA Ngl
MEDIDAS E TRATAMENTO DE DADOS

OI. OqETiVOS

No final desta experiência o aluno deverá ser capaz de:


Ler e usar conetamente termómetros, balanças, provetas e pipetas
e Utilizar algarismos significativos.
Distinguir os significados de "precisão e exatidão'

02. INTRODUÇÃO:
Quantificar e mensurar foral as e conceitos são essenciais em todas as ciências
Nas ciências físicas, as propriedades fundamentais mais utilizadas e medidas
(]üetamente são: compilmento, massa, tempo e temperatura. Outras propüedades
da matéria como volume, densidade ou velocidade são quocientes ou produtos
destas propriedades fundamentais.
Exemplo:
Volume : (comprimento):
Densidade : massa/(comprimento);
Velocidade ; comprimento/tempo
O sistema SI(Sistema Internacional de Unidades), que é o antigo sistema
métrico expandido, é um sistema decimal no qual os prefixos utilizados indicam
orações e múltiplos de dez.
Os mais comuns em química são:

Nome Símbolo
M 106m
kílo k 10-sm
10'lm
cento C

lIBero K)'o m
n 10'9 m
10' R
8 EXPERIÊNCIA Ne 1- Medidas e tratamento de dados

Algarismos Significativos:
Um número de pessoas numa sala de aula e uma dúzia de ovos são números
exatos. Não há dúvidas quanto ao número de pessoasnuma sala de aula. E uma
dúzia de ovossão exatamentedoze. Por outro lado, os númerosobtidosnuma
mechda não são exatos
De acordo com a medida da temperatura indicada no termómetro da Figura
IA, você poderia escrever 25,6 ou 25,7oC. Na tentativa de medir a temperatura com
precisão até uma casa depois da vírgula, é necessário fazer-se uma estimativa do
último algarismo. Existe a certeza de que a temperatura é maior do que 25oC e menor
do que 26oC, mas o último algarismo é duvidoso. O valor da temperatura medida
com esse termómetro possui 3 algarismos significativos. E é incorreto acrescentar
um quarto .algarismo,como em 25,63, pois se o algaüsmo 6 já é duvidoso, não faz
sentido o acréscimo do algarismo 3.
Com um termómetro mais preciso, uma medida com maior número de
algarismos é obtida. O termómetro da Figura IB possui divisões de 0,1oC. Assim
você poderá clbtero valor da temperatura com 4 algarismos signíficacivos, 25,78oC
ou 25,79oC, sendo o último algarismo duvidoso

Figura IA Figura IB
Na leitura do volume de água em um aparato como uma proveta ou uma
bureta, você notará que a superfície da agua não é plana, e forma um fenómeno
chamado menisco. Leia sempre o ponto mais baixo do menisco. Os valores das
medidas da Figura IC são 20,46 ml e 14,60 ml. Observe que o algarismo zero da
medida 14,60 deve ser escrito. Se você escrever somente 14.6 ml, você está dizendo
que o valor da medida está entre 14,5e 14,7ml. Por outro lado, 14,60 significa um
valor entre 14,59 e 14,61ou entre 14,58 e 14,62,dependendo do desvio médio. Note
também que escrever as unidades é tão importante quanto anotar um número.

14.60 ml

Figura IC
EXPERIÊNCIA NQ 1- Medidas e tratamento de dados 9

C) melhor valor para representar uma medida é a média aritmética dos valores
medidos, por exemplo:
20.46inl
20.42ml
20,45ml
20.48ml
20,48ml
Média 20,46inl

O desvio de cada medida será

20,46 - 20,4õF; o,oo


20,42 - 20,461: o,04
20,45 - 20,46 : 0,01
20,48 - 20,4ól ; o,02
20,48 - 20,46Ê; Q,Q2
Média dos desvios 0,02
Portanto, o desvio médio é de 0,02 e o valor da medida é: 20,46 t 0,02 ml

Operações com algarismos significativos.


Na multiplicação ou divisão, mantenha o número de algarismos signiHcativos
da medida que for menor
4

Jlxemplo:2),2 cm x 3.192cm =bu.4.5b,l b,u4xlu cm


Na achçãoou subtração o resultado não poderá ser mais exato do que cada
valor individual
Exemplo
35,27
11,3
102,192
148,762 148,8

O algarismo 6 é maior do que 5. Portanto, aumentamos l no algarismo antepor


passando a ser 8. Se fosse um algarismo menor do que 5, não alterada o algarismo
anterior. Exemplo: 26,82 : 26,8.
No caso de ser o algaüsmo 5 o último, procede-se conforme os exemplos
105,85; 105,8 8 é par, o algarismo 5 simplesmente cai
24.315: 24.32 ] é impar, aumenta l passando para 2
10 EXPERIÊNCIA NO 1- Medidas e tratamento de dados

Precisão e exatídão
Todas as medidas possuem um determinado erro. O eno de uma medida.
muitas vezes, é limitado pelo equipamento que é utilizado.
EXAT"IDÃO: refere-sea tão próxima uma medida concorda com o valor
correto (ou mais correto).
PRECISÃO: refere-se a tão próximos diversos valores de uma medida estão
entre si(ou sqa, menor o desvio médio, maior a precisão).
O ideal é que as medidas soam exatas e precisas. Medidas podem ser precisas
e não serem exatas, devido a algum erro sistemático que é incrementadoa cada
mechda
A média de várias detenninações é geralmente considerada o melhor valor
para uma medida do que uma única determinação.
03. MATERIAL
termómetro, provetade 25 ml,
bastão de vidro. pipeca volumétrica de 20 ml
rolha de borracha. balança,
rolha de vidro, sal de cozinha,(cloreto de sódio)
béquerde 100ml, gelo,
cadinho de porcelana, conta-gotas,

Pipeta volumétrica

Proveta Béquer Frasco Cadinho de


Lavador Porcelana
Figura ID. Materiais de laboratório de uso geral

04. PROCEDIMENTO

A - Medidas de massa:
Peça aytida ao sm instrutorpara usar correramente a balança.
1. Três objetos: uma rolha de borracha, uma rolha de vidro e um cadinho de
porcelana encontram-se em sua bancada. Antes de pesa-los, pegue cada objeto e
tente estimar o mais pesado e o mais leve. Complete a tabela da folha de dados pgs
8e9
EXPERIÊNCIA Na 1 - Medidas e tratamento de dados 11

2. Pese um béquer pequeno (100 ml). Adicione entãc]50 gotas de água


destilada com um conta-gotas e pese o coqunto. Obs: O propósito desteprocedimento
é encontrar o numa'o aproximado demorasem um milíliEro, ou o volume de uma gola de água

B - Medidas de volume:
Peça buda ao seu írist rorpara usar correramenfe a pfPera volumétrica.
1.Pese um béquer seco de 100 ml- até duas casas decimais. Meça 20 ml de
água com uma proveta, coloque-a no béquer de 100ml e pese novamente.
2. Repita este procedimento mais duas vezes e anoto os pesos obtidos na folha
de dados
3. Seque o béquer de 100 ml previamente pesado e repita o procedimento
anterior, utüzando uma pipeta volumétrica de 20 ml. Anoto os pesos obtidos na
folha de dados

C , Medidas de temperatura:
Peça buda ao seu instmtorpara usar corretamente o [ermõmetro.
1. Coloque cerca de 50 ml de água de torneira em um béquer de 100 ml e
meça a temperatura utilizando um termómetro.
a) Durante a leitura, mantenha o bulbo do termómetro
totalmente imerso na água, sem tocar o vidro(Figura ao lado). Obtenha o
valor da temperatura com o número máximo de algarismos significativos
que for possível. Anote o valor na folha de dados
2. a) Pese aproxílnadamente 5 g de sal de cozinha, cloreto de sódio,
(entre 4 e 6g) e deixe-o na sua bancada.
b) Em um béquer de ]00 ml prepare uma mistura de gelo e água
(+4 pedras de gelo e t20 ml de água). Agite a mistura com o bastão de
vidro, meça e anoto a temperatura
c) A seguir adicione o sal à mistura e agite. Espere 2 minutos e meça a
temperatura da mistura. Agite e faça várias leituras. Anote a temperatura míMma
observada
Obs: Maninha o bolbo do termómetroima'se no líquido durante as leimras.
Obs:Note quea áWa continualíquida a uma remperamramenorquc«rograu.
Ndo esqueça de colocar o sinal negativo para remperamras abaixo dezero.
3. A experiência terminou. Anoto o n' da bancada n a folha de dados e entregue
uma cópia ao professor. Lave o material usado.
4. A solução de sal(cloreto de sódio ' agua
água * gelo), pode ser descarnada
diretamente na pia
5. Não jogue nas pias materiais sólidos.
12 EXPERIÊNCIA Na 1- M.edidas e tratamento de dados

05. PRÉ,]:ABORATÕRIO

1. Qual é a leitura da proveta da figura ao lado?


2. Quantos algarismossignificativos existem em
cada uma das medidas
(a) 23,9 cm(d) 2,014xlO-'mm(g) 17,0ml
(b) 543.3n Km (e) 5XIO] 8 átomos
(c) 0,029 g (f) 4,110x10::moléculas

3. Arredonde os seguintes números de forma que fiquem com dois algarismos


sig:ni.ticativos
(a) 81,42 (c) 2,31x]0'5 (e) 135
(b) 0,517 (cl) 14,2 (f) 0,445

4. Escreva os números abaixo em potência de IO(notação cientüca)


(a) 2.150,1(d) 0,00032(g) 0,000000738592
(b) 90.743(e) 0,05499(h) 0,001000
(c) 0,0141 (f) 3.150

5. Faça os cálculos abaixo e escreva a resposta com o número corneto de algarismos


significativos:
(a) 8421x 25 (d) 8.119x0,000023
(b) (5,63M05) x (7,2 M03) (e) 14,98*27,340*84,7593
(c) 398/22,0 (D 42,7*0,259/28,4445

6. Como um instrumento de medida pode ser mais preciso, porém menos exato do
que um outro? Explique sua resposta.

7. A massade 6,000g de uma peça de ferro é medidatrês vezes em duas balanças


diferentes, com os seguintesresultados:
Pesagem
Balança l, 6,01
Balan 5,97
a. Calcule o desvio médio para cada conjunto de medidas em cada balança
b. Que balança é mais precisa? Explique sua resposta
c. Que balança é mais exala? Explique sua resposta

8. Complete as seguintes conversões


(a) 12g : -..-.-..kg (e) 21 g .mg
(b) 16oin = .....---..ÍTirii (D 37,6dm3 m3
(c) 2.080 mg .g
(g) 18ml m3
(d) 36 ml .litros (h) 5,19m .cm
EXPERIÊNCIA Na 1 - Medidas e tratamento de dados 13

9. A nave espacial Voyager l em seu võo até Soturno revelou que


a temperatura na superfície de Titan(uma das luas de Saturno) é
93 K. Qual é a temperatura da superfície de Titan em grau Celsius

Foto de Títan

10.A distância entre os centros de dois átomos de oxigénio numa


molécula de oxigénio, 02, é 1,21Â,(IÀ : IO'10 m). Qual é a distância
em cm?

06.QUESTIONÁRIO
Obs: O relatório é consrituídopelafolha dc dados eas questõesdo questionário resolvidas
Uma cópia da/olha dedados dme sa' entreWe aopro$essor, no.anal da aula

1. Como você poderia medir y4 mílilítro de água com o equipamentoutilizado no


item A-2? Densidade da água:1,0 g/ml.

2. Na avaliação da massa de 20,00 ml de água(item B do procedimento) foram


utilizados uma proveta e uma pipeta volumétrica. Qual das duas possui melhor
precisão? Explique sua resposta?

3. 20,00 ml de água a 20'C possui uma massa de 19,966g. Comparando os resultados


obtidos no item B do procedimento, íoi a proveta ou a pipeta que deu o resultado
mais próximo do valor, ou qual dos dois é o mais excito? Explique sua resposta

4. Explique as observações do item C-2c do procedimento

5. Uma das principais fontes para a obtenção de cloreto sódio, sal de cozinha, usado
neste experimento, é a água do mar. Baseado nesta informação, sugira um método
de recuperação do sal usado na mistura no item C - 2, do procedimento
(Folha de dados)
14 EXPERIÊNCIA Ne 1 - Medidas e tratamento de dados

(Folha de dados)
EXPERIÊNCIA Na l
EQUIPE: .TURMA

DKtk. ....t....i. Ne da bancada

Resultados
A Massas:
1. Segure em suas mãos os três materiais relacionados abaixo e avalie qual o
mais pesado e qual o mais leve. Numere-os de l a 3, ( 1; o mais pesado)

cadiiüo de

2. Massa do béquer pequeno g


Massa do béquer * 50 gotas de água: g
Massa de 50 gotas de água: g

B- Volume

a) Massa do antcs da adi


b) A: a la adição de 20 ml
C a 2aadição de 20 ml
d a 3a adi de 20 ml
e) Massa do le 20 ml
Massa do 2Q 20 ml
Massado 3e 20ml
h) Média das três medidas
i) Desvio de cada medida em

Média dos desüos


10Valor da medida

C - Temperaturas:
1.Temperatura da água da torneira: eC
2. Agua com gelo: a). Depois de agitada: nC
b). Com sal adicionado: aC
EXPERIÊNCIA NQ 1 - Medidas e tratamento de dados 15

EXPERIÊNCIA Nel

EQuiPE: .TURMA

DFak. ....!....}. Ne da bancada

Resultados
A - Massas:
1.Segure em suas mãos os três materiais relacionados abaixo e avalie qual o
mais pesado e qual o mais leve. Numere-os de l a 3, ( 1; o mais pesado)
ordem da massa
massa medida l ordem anal(medida)
roça de borracha
rolha de vida)
cadinho de porcelan!

2. Massa d;obéquer pequeno : g


Massa do béquer * 50 gotas de águas g
Massa de 50 gotas de águas g

B- Volume

a) Massa do quer antes da adi- lo da ãgyq


b) APÓS a 1: adi- de20 ml
C a 2a adi do20 ml
d' a 3aadição de 20 ml
e) Massa do le 20ml
Massa do 2a 20 ml
Massa do 3e 20 ml
h) Média das três medid4g

Média dos desvios


k) Valor da medida

C - Temperaturas:
QC
1. Temperatura da água da torneira
eC
2. Água com gelo: - a). Depois de agitada:
' ' b). Com sal adicionado QC
EXPERIÊNCIA Na 2 - Temperatura de fusão de uma substância 17

EXPERIÊNCIA Ne 2

TEMPERA'FURA DE FUSÃO DE UMA SUBSTÂNCIA

OI. OBJtTiVOS:

No final desta experiência o aluno deverá ser capaz de


e Determinar pontos de fusões usando o método gráfico da curva de
resfriamento
e Fazer o gráfico de um fenómenonão-linear
e Identihcar compostos e determinar suas purezas usando pontos de fusão

02. INTRODUÇÃO

1. Rendimentos na purificação de uma substância.


Os rendimentosna obtençãoe na puríhcaçãode uma substânciasão
extremamente importantes do ponto de vista económico, especialmente numa
indústria. A percentagem de recuperação é calculada dividindo a quantidade de
amostra recüstalizada pela massa inicial, e multiplicando o resultado por 100oHo.

2. Técnicas de identificação.
Sempre que um composto é isolado de plantas ou animais, ou é sintetizado,
deve ser identihcado. Propriedadesfísicas como densidadee ponto de fusão são
muito úteis para a verlhcação de sua identidade, porque envolvem procedimentos
bastante precisos. Estas propriedades também podem ser utilizadas como uma
indicação de pureza. Um intervalo de 4'C entre o valor experimental e o esperada
da temperatura de fusão indica que a amostra é aproximadamente 96% pura. Cada
1% de impureza diminui aproximadamenteo ponto de fusão de I'C. Impurezas,
alémde diminuírem o ponto de fusão, fazem com que a temperatura varie durante a
fusão, como mostrado na figura B abaixo

Temperatura Temperatura

Tempo Tempo
Fig. A Fig. B

Assim, se um composto A possui ponto de fusão de 86 'C, mas


experimentalmente observa-se que durante o aquecimento ele começa a fundir
a 79 'C e fica totalmenteliquido a 83 'C, dizemos que o composto A possui um
18 EXPERIÊNCIA Na 2 - Temperatura de fusão de uma substância

intervalo de fusão de 79-83'C e é bastante impuro. Portanto, 86 79 : 7, ou seja 7%


de impurezas e sua pureza é de 93%.
O fato de que as contaminaçõesdímhuem os pontos de fusão possibilita
a distinção entre dois compostos com o mesmo ponto de fusão. Suponha que no
laboratório haja dois frascos rotulados A e B, e um terceiro sem rótulo. O sólido,
nos três frascos, possui o mesmo ponto de fusão (por exemplo 86'C). Agora, se
misturarmos o composto desconhecido com A, e depois com B, observamoso
seguinte: a mistura do composto desconhecido com A, funde a exatamente 86 'C.
Enquanto a mistura do composto desconhecido com B, funde no intervalo de 79-83
'C. Esta é uma forte indicação de que o frasco sem rótulo contém o composto A.

3. Determinação experimental do intervalo de fusão

Estudaremos agora a técnica de determinação do ponto de fusão, obtendo


curvas de aquecimentoe resfriamento de um composto. Tanto o aquecimento
como o resfüamento devem ser lentos. Melhores resultados são obtidos com o
resfriamento,isto porque o controle sobre o calor fornecido é geralmentemais
difícil, resultando num aquecimentomuito rápido. Os valores das temperaturas
deverão ser obtidos em pequenos intervalos de tempo e colocados num
gráfico: temperatura versus tempo, como mostram as hguras A e B

Uma outra técnica de determinação do ponto de fusão, utilizada


em trabalhos de rotina, uma quantidade bem pequena de amostra é
colocadaem um tubo capilar preso a um termómetro imerso em um
liquido(Fíg. ao lado). O tubo é aquecido e observam-se as temperaturas
de fusão inicial e final. Essas duas temperaturas são anotadas como um
intervalo de temperatura de fusão; (exemplo, 93,2 - 96,0'C)

03. MATERIAIS

suporte universal . -argola de metal,


tela de amianto, -garra de metal,
bico de Bunsen, -béquer de 150ml e
termómetro, .tubo de ensaio
cronómetro (relógio) ,naftaleno
EXPERIÊNCIA NQ 2 - Temperatura de fusão de uma substância 19

04. PROCEDIMENTO

A. Curva de aquecimento
1. Fixe a argola de metal ao suporte com a tela de amianto acima
do bico de Bunsen (8 a 12cm) como indicado na figura ao lado.
Com a garra fixe o Cubode ensaioque contém o naftalenoe a
termómetro, de maneira a ficar dentro do béquer. Coloque água
no béquer suficiente para que todo o naftaleno dentro do tubo
fique submerso.

C)bs: "Não entemexa' o termómetro,poispoderá quebra'io, estápreso


ao na#almo, " Caso isso aconteça,comurliqueao sm insrmtor, pois o mercúrio
corrido tio termómetro émuito tóxico
2- Peça ajuda ao professor para ligar o bico de Bunsen. Tenha
cuidado para não causar nenhum incêndio no laboratório
3 A água do béquer deve ser aquecida lentamente. Quando a temperatura atingir
60 'C comece a anotar o seu valor a cada 30 seg. (0,5 min.), na folha de dados,
até 90 'C
4 A partir do momento que o termómetro ficar solto, use-o para agitar levemente
a massa em fusão. Quando a temperatura chegar a aproximadamente 90 'C
desligue o gás do bico de Bunsen e inicie logo o item B. Certifique-se que o gás
estqa fechadocorretamente
B. Curva de resfriamento
Sem retirar o tubo com naftalenode dentro do béquercom água, anotea
temperatura de resfriamento do naftaleno a cada 30 seg.(0,5 min.) até atingir
60 'C. Com o termómetroagitecom cuidado o naftalenofundido, até ficar
sólido
Quando a temperatura chegar a 60 'C, pare de anota-la.A experiência temlinou
Desmonte o equipamento e limpe o seu local de trabalho. Verüque se não há
vazamento de gás.
4- Adoce o n' da bancada na folha de dados e entregue uma cópia ao professor.
Obs: Nesta experiência não são gerados resíduos químicos, sólidos ou
hquidos, apenas CO: e H:O na queima do gás usado no aquecimento do naftaleno.
05.PRE-LABORATORIO
1. Como as impurezas geralmente afetam o ponto de fusão de uma amostra?
2. 3,5 g de uma amostra de naftaleno(intervalo de fusão 74-77 'C) são
recristalizadase 2,8g de materialpurificado(ponto de fusão 80 'C) é
obtido. Qual o rendimento dessa puriHcação?
3. Qual era aproxírnadamente a pureza da amostra de naftaleno do problema
2?
20 EXPERIÊNCIA NQ 2 - Temperatura de fusão de uma substância

4. Ácido dinâmico e ureia fundem a 135'C. O ponto de fusão de uma substância


desconhecida x, foi determinado e o valor encontrado foi 135'C. Quando x
ê misturada com ureia, a fusão ocorre no intervalo de 123-128'C. É possível
identificar a amostra x com essa informação? Se não, que testes devem ser
feitos?
5. O calor específico do gelo é 0,50 caUg'C e da água é 1,0caVg 'C, o calor de
fusão do ge[o é 80 ca]/g. Quantas ca]orias são necessárias para 8,0 g de gelo a
-lO 'C passar para água a *25 'C ?

nà nl ínçvínmÃRIO
1. Em urna mesma folha de papel milimetrado, desenhe a curva de aquecimento
e a de resfriamento. Coloque no eixo das abcissas o tempo, e no eixo das
ordenadas,os valores das temperaturas. Faça o gráfico traçando linhas
regaspelospontos, como na figura A, abaixo. A figura B mostra a faina
incorl.eta.

Temperatura TeiT4)eratura

Tempo Tempo
Fig. A Fig. B

2. O que indicam os patamares nas curvas que você desenhou?


3. Que intervalos de temperat:ura ocorrem a fusão e a solidificação?
4. O ponto de fusão do naftaleno puro é 80,5 'C(valor publicado no Hczndbook
ofChemístW and Phisics, CRC). Baseado nos seus resultados, a sua amosua de
nafta[eno era pura? ]!xp]ique sua resposta. Qua] a percentagem de pureza?
5. Por que o aquecimentodeve ser lento durantea obtençãoda curva de
aquecimento?
6. Durante o resfriamento, por que é importante a agitação?
7. Ácido esteárico(ácido octadecanoico) e hdocaína(um anestésico) possuem
o mesmo ponto de fusão (69 'C). Usando pontos de fusão como a única
técnica de identiHcação, como você distinguirá se o conteúdo de um frasco
sem rótulo é ácido esteáríco ou lidocaína? Lembre-se que ambos têm
o mesmo ponto de fusão, e que amostraspuras dos dois produtos estão
dispomveis
EXPERIÊNCIA Ne2 - Temperatura de fusão de uma substância 21

(Folha de dados)
EXPERIENCIA Ne 2
u P..HHPPHPFPP P HPaonaPHPn HP pnaPuPnPnnPnnPn--n-nn-n-gP-PPnP-PPgPFPPPPHHPPPPOPHP'

DATA: ..../..../.... Ne da bancada

Tempo Temperatura Tempo Temperatura


(«ún.) ('c) («h.) ('c)
0,0 60 l0,5  
0,5   11,0  
1,0   11,5  
1,5   12,0  
2,0   12,5  
2,5   13,0  
3,0   13,5  
3,5   14,0  
4,0   14,5  
EXPERIÊNCIA NQ2 - Temperatura de fusão de uma substância 23

(Folha de dados)
EXPERIENCIA Na 2

u '..pn+pHpn+F+ppFp+pTpprp pHpp pHpapapnapnapn+FT+pprpppprpHppapaRnapnaHann=F+FTpprpH'ln

DATA: ..../..../.... Na da bancada

Tempo emperatura Tempo Temperatura

0,0 60 l0,5  
0,5   11,0  
1,0   11,5  
1,5   12,0  
2,0   12,5  
2,5   13,0  
3,Q   13,5  
3,5   14,0  
4,0   14,5  
O intervalo entre as páginas 24 e 50 não é mostrado nessa visualização
EXPERIÊNCIA Na 5 - Solubilidade 51

EXPERIÊNCIA Ne 5

SOLUBILIDADE

OI. ONtTIVOS

No anal desta o(periência o aluno deverá ser capaz de


8 Identihcar algumas variáveis que afetam a solubilidade.
e Utilizar técnicas simples de extração, recristalização e Hltração

02. INTRODUÇÃO

Para que você entenda os termos usados nesta experiência procure em um


livro de química geral as definições dos termos abaixo
solvente , miscível
solução - imiscível
soluto - polar
saturada - não-polar
supersaturada - eletronegatividade
não-saturada , constante dielétüca
extração

Imagine que você tenha dois béqueres com 100 ml de água a 25'C em cada um
deles. Se você adicionar NaCI ao I' béquet, misturando bem, você irá verificar que
cerca de 35g de NaCI se dissolvem. A adição de mais NaCI resulta num acúmulo
deste no fundo do béquer. Portanto, 35 g de NaCI é o ponto de saturação para 100
ml de H20 a 25'C. Nesta solução, NaCI é o $Qlutoe H20 o gÉ!!!Én@.
Se você adicionar
acetanílida ao 2' béquer e misturar bem, você verá que apenas alguns miligramas se
üssolvem, quando o ponto de saturação é alcançado
'Para que um sólido se dissolva, as /terçasde atração (pe mantêma estruMrd cristalina
doem ser vencidas pelas lata'anões entre o solventee o soluto". Vqa o exemplo da figura
abaixo

@)(o )(6XoXé

Dissolução de NaCI em água

No processo de solvatação aquosa, onde ocorre a dispersão de um sal, como


o NaCI, tanto os cátions (Na') quanto os âníons (CI') tornam-se hidratados com
energia suficiente para vencer a energiada rede cristalina. Solutos com polaridades
EXPERIÊNCIA Na 5 - Solubilidade
52

pró;almas à polaridade do solvente, dissolvem-se em maior quantidade do que


aqueles com polaridades muito diferentes. Cloreto de sódio e água são substâncias
muito polares. Acetanüda é bem pouco polar. Portanto, Naco dissolve-se bem em
água, mas a solubilidade da acetanilida em água é pequena
Resumindo, a regra é: "0 semelhante dissolve semelhante".
Não são somentea natureza do soluto e a do solventeque inllluenciamna
solubilidade. Mas a temperatura também é importante. A solubilidade de quase
rodas os compostos orgânicos aumenta com o aumento de temperatura. Este
fato é utilizado na técMca de purificação chamada recristalização. O efeito da
temperatura na solubilidadedos compostos inorgânicos varia muito. Enquanto
muitos compostos têm a solubilidade aumentada com um aumentode temperatura,
alguns tem a solubUidade diminuída. E outros, como o NaCI, a solubilidade quase
não é afetada.

Separação e Pari/ilação
Os produtos químicos são extraídos de fontes naturais ou são sintetizados
a partir de outros compostos através de reações químicas. Qualquer que sqa a
origem, extrações ou sínteses,raramenteproduzemprodutos puros E algum üpo de
purificação é necessário. Convém observar que compostos comerciais apresentam
diferentes graus de pureza e, frequentemente, possuem 90-95% de pureza. Para
certas aplicações, a pureza de 95% pode ser satisfatória. Enquanto que para outras,
é necessária uma pureza maior. As técnicas de purihcação mais comuns são
extração, recristalização, destilação e cromatografia. Para a purificação de sólidos,
o primeiro método a ser tentado é a recristalização.
Recristalização
Esta técnica utiliza o fato de que as solubüdades de sólidos em um solvente
sãodiferentes e aumentam com o aumento da temperatura do líquido. Uma solução
saturada a uma determinada temperatura é resfriado.Ao ser resfriada, a solubilidade
diminui com a diminuição da temperatura. Portanto, o sólido precipita. Podendo,
em seguida, ser filtrado e seco.
Obs: Ás impurezas insolúveispodem ser removidas pela filtração da solução sagrada
numa empa'aura mais alta. .4s impurezas qu( sdo solúveis no solvmre não secristalíaam, mesmo
na soluçaolha.

03. MATERIAL

Qtdade Mateüal de vidro  


6 Tubo de ensaio sem roça  
l Tubo de ensaio com rolha  
EXPERIÊNCIA NQ 5 - Solubilidade 53

Reagentes
lodo (solução = 0,03% ); Querosene; l-Butanol; Etanol, Acetanilida, Aspirina

\,"

Acetanihda Aspirina
(Ácido Acetil Sahcüco)

04. PROCEDIMENTO

Obs: Lave as pipetas antesde usá-laspara não contamíriaros reagentes.

A. Miscibihdade de Líquidos
l Prepare as seis misturas em seis tubos de ensaio numerados de la 6, conforme
está descrito na tabela abaixo

Ç[Z[DÁDQ: erarzo],]-buranoZ equerasenc são inÜamáveÍs

1. 2 ml HnO l ml etanol
2 2 ml HaO l ml l-butanol
3. 2 ml H20 l ml querosene
4 2 ml etanol l ml l-butanol
5. 2 ml etanol l ml querosene
6. 2 ml l-butanol l ml querosene

2. Agite cada tubo de forma a homogeneizar a mistura


3. Escreva suas observações na folha de dados.
4. Vá para a etapa B

B. Extração
1.
Coloquecercade 3 ml de uma soluçãoaquosasaturadade iodo
(aproximadamente0,03% de iodo por massa) no tubo de ensaio com rolha.
Adicione cerca de l ml de querosene. Não agite. AnçlB suas observações.
2 Coloque a rolha no tubo e agite. Espere a mistura descansar e anoto suas
observações.
Resíduos
1.
A solução l item A,(água e etanol) pode ser descartada na pia, pois estes
resíduos não são tóxicos
54 EXPERIÊNCIA NQ 5 - SolubHidade

2 As outras soluçõesou misturas do item A, 2 a 6, devemser armazenadas


no recipiente adequado para posterior tratamento. Os resíduos do item
B, querosenee iodo,devemser descartadosem outro frasco.(Veja pg. v,
tratamento de resíduos")
3 Os tubos de ensaio com querosenedevemser lavadoscom detergentee uma
escovinha própria para limpar tubos de ensaio. Deixe os tubos invertidos para
que a agua escorra.

C. Precipitação
Verüquc Wal dos reagentes sa'á urilKado: acetanilida ou aspirina.
l Pese 0,5 g de acetanilída,em um béquer pequeno de 50 ml,
adicione 4 ml de etanol e agite até sua chssolução. A seguir,
acrescente 20 ml de água destilada, agite e deixe cristalizar em
um banho de gelo(numa bacia plástica). Após a cristalização vá
para a etapa D.

D. Filtração
DalgaêÊlgç@: Peça dada ao professorpara dobrar o papelJilrro e
montar o equipamento deliltraçao ao lado.

l Dobre duas vezes um papel Hltro circular de modo a ficar como indicado na
figura ao lado. E coloque-o no funil de vidro
2 Coloque um béquer embaixo do funil, de modo que a ponta do funil toque a
parede interna do béquer. Com o basco la\ ador, molhe o papel Hltro um pouco
para fixa-lo no funil
3 Transporte para o Hltro, com a ajuda de um bastão de vidro, todo o conteúdo
do béquer contendo a acetanMda cristalizada, etanol e água:
4 Terminada a Hltração, retü'e o papel filtro com a acetanilida seca e guarde-a
num frasco adequada
5 Lave o material e limpe sua bancada de trabalho. A solução de água e etanol,
após a Hltragem da acetanihda, pode ser descartada na pia
EXPERIÊNCIA Ne 5 - Solubilidade 55

- '-el';u qn 8 qn - nl8.a8
«. q: «qx.: q- d;aq
--z q- - dn g q. 8 2l8' :l
«.q='qn q qg
« - q-a q qç E q;
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« - q: g, * d ê 2lnü Elb.z q
56 EXPERIÊNCIA Na 5 - Solubilidade

5. PRÉ-LABORATÓRIO:
1. Por que existe uma grande diferença na solubilidade do NaCI e da acetanilida?

2. Defina os seguintestermos químicos:


a) miscível e) eletronegatividade i) molécula não-polar
b) imiscível f) moléculapolar
c) extração g) ligaçãocovalentepolar
d) soluto h) ligação covalente não-polar

3. A polaridade de uma molécula diatómica é estimada pela diferença das


eletronegatividades da ligação dos dois átomos. Quando a diferença das
eletronegatividadesfor g 0,4 a ligação é consideradacovalente não-polar. Uma
diferença de eletronegatividade entre 0,5 e 1,7indica uma ligação covalente polar
e, quando a diferençafor maior do que 1,7 , a ligação é chamada iónica. Usando
os valores de eletronegatividadesna tabela abaixo, classiHqueas ligações nas
moléculas seguintes como covalente não-polar, covalente polar ou iónica
r'rl 11H

N,BeH2
CaOPH,
Na20CaC12
1:

4. Para as moléculas pohatõmicas, a polaridade de uma molécula é


determinada pelas polaridades das ligações, e também pela geometria molecular
Embota C02 possua ligações covalentes polares, a molécula é não-polar porque
o momento bipolar(ou momento do chpolo elétríco) resultante é zero, conforme
mostrado abaixo
o:c:o
momento dipolar da ligaçãoC O
momento dipolar resultante ; 0
Por outro lado, a molécula da água é polar, pois suas ligações Ã
formam um ângulo menor do que 180', não sendo linear como a .;#'#:\ ,
molécula de C02. Assim, a molécula da água possui um momento H'' 'H
dipolar diferente de zero. Momento dipolar resultante da ligação O-H
Verifique cada molécula abaixo, se é polar ou não-polar

cl

s:;=c s:
cl/c' CI
«.cl Dissulfeto de
Tetracloreto Clorofórmio carbono
de carbono
EXPERIÊNCIA Ne 5 - Solubilidade
57

/ }s n N..
H H'''' \H"'"H
Sulfeto de
Amónia Metanol
hidrogénio

.,'~. H--C=C--H
Aldeido Acetileno
6rmico

-.. d' 5. Sublinheos compostosque você acreditaque soam solúveisem água.


Justihquesuasrespostas. ' ' " ''
a) NaCI c) etanol(CH3CH20H) e) etano(H,C-CH;)
b)LiBr d)metano(CH4) f)Br:

06.QUESTIONÁRIO

l
Coloque em ordem decrescente de polaridade os quatro hquidos utüzados
nesta experiência, começando pela água, que é mais polar
2
2 ml de água são adicionados a 2 ml de outro liquido,fomxandoum par
imiscível(isto é, duas fases, a.água e o outro liquido). O que você pode fazer
experimentalmentepara descobrir se a água constitui a fase inferior ou superior?
3.
Qual é a cor da solução de iodo e água, e de iodo e querosene?
4.
O que você observou depois de agitar a solução de iodo e água com querosene?
U

5.
O iodo é mais solúvel em querosene ou em água?
6.
Que evidência você utilizou para a sua resposta da questão 5 ?
7.
Explique sua resposta à questão 5, em termos das polaüdades r. lativasS do iodo
querosene e água
8.
E)q)dique o que você observou quando adicionou a solução de acetanilida com
etanol na água. A acetanilida é mais solúvel em água, ou em etanol?
EXPERIÊNCIA Na 5 - Solubilidade
58

(Folha de dados)
EXPERIÊNCIA Nl5

.TURMA
EQuiPE:

D}RN. ....Ç....t. Neda bancada

A. MiscibUidade de líquidos
te
Imiscível
miscível

1--
2 l2 ml de .a 1 ml de l-butanol

3 l2 ml de água + l ml de querosene
4 l2 ml de etanol . l ml de l-butanol
5 l2 m] de etano] ' ] ml de querosl:!E
6 l2 ml de l-butanol * l ml de querosene
B. Extração
Observações

C. Precipitação
Observações

D. Filtração
Observações
EXPERIÊNCIA Na 5 - Solubilidade 59

(Folha de dados)
EXPERIÊNCIA Na5

EQuipE: .TURMA

DATA: Ne da bancada

A. Miscibilidade de hquídos

 l
Solução

2 ml de água * l ml de etanol
2 2 ml de água . l ml de l-butanol

B. Extração
Observações

C. Precipitação
Observações

D. Filtração
Observações
EXPERIÊNCIA Na 6 - Cromatografia de papel 61

EXPERIÊNCIA Ne 6

CROMÁTOGRAFIA DE PAPEL

OI. OqtTIVOS

No final desta experiência o aluno deverá ser capaz de:


e Entender os princípios e aplicações da cromaEografia.
B Separar os pigmentos das tintas de um conjunto de canetas
e Identíhcar os bonsmetálicos de uma amostra desconhecida

02. INTRODUÇÃO

Uma das técnicas de separaçãomuito utilizada em química é a


cromatografia. Esta técnica foi desenvolüda por Michael Tswett(botânico
russo), no começo do século XX. Tswett passou através de uma coluna
cromatográHcapreenchida com carbonato de cálcio CaC03,(figura ao lado)
pigmentos extraídos de plantas. A parte "A" da figura indica o solvente ou a
fase móvel. E a parte "B", indica o adsorvente ou fase estacionária
Os pigmentosforam colocadosdentro da coluna, sobre o carbonatode
cálcio (fase estacionária). A seguir ele adicionou solvente (eluente) sobre os
pigmentos, mantendo um movimento contínuo de cima para baixo. Após um certo
tempo, ele observou que os pigmentos tinham sido separados em várias manchas
com cores diferentes,como resultado de se moverempara baixo, na coluna, com
velocidades diferentes. Os pigmentos que interagiam mais com a fase estacionária,
ou apresentavam menor aíãnídade com o solvente, moviam-se mais devagar. Por sua
vez, os pigmentos que tinham maior afinidade com o solvente e menor com a fase
estacionária, moviam-se mais rápido
As substâncias cujas moléculassão polares interagem mais intensamente
com solventes polares. As substâncias apolares têm mais afinidade com solventes
apolares(lembre-se da experiência da solubilidade). Assim, variando a polaridade
do solvente, ou misturas de solventes, pode-se separar os componentes de uma
amostra
A técnica que iremos utilizar nesta experiênciaé a
cromatografia de papel, onde a fase estacionária é o papel
sobre o qual é colocada a amostra. O papel, com a amostra
ê colocado em um béquer fechado, com solvente suficiente
para molhar apenas a parte inferior do papel, não tocando
a amostra, conforme a figura ao lado. O solvente sobe pelo
papel, separando os componentes da mistura, os quais se
movem com velocidades diferente. O princípio utilizado nesta técnica é o mesmo
usado por Tswett.
62 EXPERIÊNCIA Na 6 - Cromatograüa de papel

Vqa o seguinte exemplo: Sobre uma folha de papel Hltro são colocadas
enas quantidades de amostras pur's e misturas, usando tubos capilar J.
(Hgura abafo). O papel é colocado no interior de um frasco sob um solvente, de
acordo com a figura acima. Imagine que as manchas 1,2 e 4 são amostras puras E a
mancha 3 contem uma mistura de dois componentes

Da mesma maneio:aque uma toalha de papel absorve água, o solvente(fluente


ou fase móvel) se moverá para cima no papel(fase estacionária): por capílaridade. As
manchas dos componentes da mistura que são menos adsorvidos ao papel, movem-
se mais rapidamente do que os componentes mais adsorvidos ao papel. Quando a
linha do solvente chegar próxima à extremidade superior da folha, o cromatograma
(a folha de papel com as manchas, figura abaixo) é removido do solvente

Cromatoarama
Xl:=:1:%=a. «i«,ü « ;.i«-" Depois(IE ter sido colocado no solvente

Para determinar a composição da mistura da 3' mancha, dois fatores sãa


considerados: a cor e a distância relativa percorrida. Vqa na figura acima a distância
perconida pelo solvente(letras S), e a cÚstânciapercorl:idapela.mancha(letra C)-
Desta forma podemos calcular o valor de Rf(razão de frente do solvente), como
mostra a equação a seguir:

C ; Distância percorrida pelo composto, da origem ao centro da mancha.


S: Distância percorrida pelo solvente, da origem à ]inha superior(linha do solvente)

No diagrama mostrado acima, podemos observar que a mancha n' 3 tem


compostos com a mesma cor e valores de Rf dos compostos puros le 4. Isto é uma
forte evidência(mas não uma prova) que a mancha 3 contém os compostos le 4, e
não contém o composto 2. A cromatografia de papel serve então como uma técnica
de separação e pode também ajudar na identücação de possíveis compostos numa
mistura, se eles forem disponíveis na forma pura

Aualmente. são muito utilizadas czscabinas dc cromatograÚa !íqüida sobpressão HPLC (hígh
pressure liquid chromatography), e GLC (kas-líqüid chromatography).

03. MATERIAL
EXPERIÊNCIA N' 6 - Cromatograãa de papel 63

solvente:etanoll-butanolacetona,amónia,(2M e6 M) eHCI 6 M;
2 béqueres(500 e 250 ml) com as devidas misturas dos solventes e
[ampados com plásticos fixos com e]ásticos,
1 béquer de 250 ml e um vidro de relógio
2 papeis Hltro retangulares(9,5 x 17cm e 7,5x 14cm),
l jogo de canetas hidrocor Neo-compactor ©
Cuboscapilares (6 unidades)
soluções dos bons metálicos: Fe'3, Cu'z , Co'2 , Mn'2 e uma solução desconhe
cada
régua milimetrada, grampeador pequeno e secador de cabelos.

04.PROCEDIMENTO
Cuidados
Tenha sempre cuidado ao manusear os béqueres com as soluções de revelação
dos cromatogramas, amónia e HCI. A amónia e HCI são corrosivos e podem causar
queimaduras em contato com a pele e às vias respiratórias. Este matei:ial também
libera vapores tóxicos, por isso é necessário realizar o trabalho no interior das
capelas. O l-butanol, eeanole acetona são inflamáveis
Você irá realizar dois cromatogramas indicados a seguir. Utüze as mesmas
instruções gerais para os dois cromatogramas:

Cromatograma 1: Canetashidrocor
40 ml de solvente Cromatograma
2: Cátions
Solvente:.7 ml de HCI 6M + 25 ml de acetona

Cu +2

l Com um lápis, trace uma linha neta 2 cm da extremidade nas duas folhas de
papel para cromatografia. Coloque 6 pontos eqtlidistantes uns dos outros ao
longo da rota, numerando-os de la 6
2
Na loba maior, faça pequenos pontos com cada uma das canetas, seguindo a
ordem das cores mostradas na figura acima. Numere os pontos de la 6
3.
Depois que todos os pontos forem feitos, enrole o papel na forma de um
cilindro e grampeeí'o
Obs: deixe um pequeno espaço (ü ]mm9 entre as duas mrremídades de/arma a não se
[occzrem
4
Identifique qual dos dois béqueres contem os solventes nas proporções de
etanol, l-butanol e amónia (2M)(1:1:1). Remova o plástico com cuidado
Coloque o cilindro de papel dentro do béquer, encostando-o no solvente, sem
encostar o solvente nas manchas. Cubra o béquer novamente e evite balançá-
lo. (leia o item 5 e vá ao item 6).
64 EXPERIÊNCIA NO 6 - Cromatografia de papel

q Quando a linha do solvente estiver quase alcançando a extremidade superior


(+ l cm) do cromatograma, remova-o do béquer e marque a posição da linha
do solvente com um lápis. Remova os grampos e deixe-o secar naturalmente.
Depois de seco, faça um círculo com um lápis ao redor de cada mancha. Anoto
as cores das manchas na tabela l da folha de dados
6 Comece o segundo cromatogramae fique atento ao solvente do primeiro
cromatograma.
7 Siga a figura do cromatograma2, usando a
papel filtro menor. Faça pequenospontos com
as soluções dos tons metálicos e com a solução
desconhecida, usando um tubo capilar(um para
cada solução). Encoste o tubo capilar na solução
do íon metálico, que subüá por capilarídade
Em seguida, encosto o tubo na posição marcada no papel, de modo que uma
pequena quantidade da solução sqa drenada, marcando um ponto de 2 a 3 mm
de diâmetro
8 Grampeie o papel na forma de um cilindro como você fez anteüormente.
Remova o plástico do béquer menor, aquele que contém 7 ml de HCI 6 M
e 25 ml de acetona. Cuidadosamente, coloque o cilindro dentro do béquet
Tampo-o novamente. ATENÇÃO, o solventesoberapidamentenesta2'parte.
9. Quando a linha do solvente estiver quase alcançando a extremidade superior
(t l cm) do cromatograma, remova o cilindro de papel do béquer e marque a
posição da linha do solvente com um lápis
10. Seque o cromatograma 2(dos tons) ao ar quente, utilizando um secador de
cabelos. Circule com um lápis qualquer mancha no cromatograma e anote a
cor na 1: coluna da folha de dados dos tons,(Tabela IT)
11. Revelação com amónia. Para revelar todas as cores do
cromatograma2, coloque-o aberto sobre o béquer que
contém amónia 6M, e cubra-o com um vidro de relógio por 5
minutos(repita o mesmo procedimento para a outra metade
do cromatograma). Marque a posição de qualquer mancha NH3, 6M
nova que aparecer e anoto qualquer mudança na folha de
dados na 2: coluna, (Tabela ll)
12 Seque o cromatograma novamente demarcando e anotando a cor de cada
mancha(anote na 3' coluna da folha de dados, Tabela ll)
13. Nos dois cromatogramas,demarquea lápis cada mancha contornando-a,
meça a distância da origem ao centro de cada mancha(C) e a distâncB da
origem a linha do solve''e'(s) Calcule o R. e anote na folha de dados. ]l
14 Guarde os cromatogramas para anexa-los ao relatório.
15 Lave o material e organize sua bancada de trabalho antes de deixar o laboratório.
Nesta experiência não foi gerado nenhum resíduo químico, pois todo o material
é reutilizado
EXPERIÊNCIA NQ 6 - Cromatografia de papel 65

05.PRÉ , LABORATÓRIO

1. Em um cromatograma de papel, uma mancha vermelha desloca-se 6,0 cm da


origem enquanto a linha do solvente desloca-se 9,0 cm. Qual é o valor do R. para
essa mancha?

2
Os valores do R. de compostos polares aumentam ou diminuem quando a
polaridade do solvente aumenta? Por quê?

3. Dois cromatogramasde uma mesmasubstânciasão obtidossob as mesmas


condições, exceto que um é deixado correr por 10 minutos e o outro por 20
minutos. Serão os valores de R. diferentes? Explique sua resposta

4. Por que é importante fazer manchas bem pequenas na obtenção de um


cromatograma?

06.QUESTIONÁRIO
1.a) Indique pela cor os pigmentos que constituem a tinta marram

b) Indique pela cor os pigmentos que constituem a tinta preta

2. Que pigmentos - se existkem - estão presentes na caneta mauom e na preta, e não


estão em nenhuma das outras canetas?

3. Examinando o seu cromatograma dos tons, quais são os tons, se mais de 1,de sua
amostra desconhecida?
66

(Folha de dados)
EXPERIÊNCIA Nn 6

EQuiPE: .TURMA

DATA: ..,./..../. Ne da bancada

Distancia entre a origem e a linha do solvente


TABELA 1:Pigmentos ou Manchas

Caneta Cor Dist Rí Cor Dist


Vermelha          
Azul          

TABELA 11:Cromatografia dos tons.


.Distância entre a origem e a linha do solvente
COR
Após a ja
oluÇão on
Secagem
l Fe'3
 
2 CU'2  
3 Co'2  

IDENTIDADE DA AMOSTRA(que bons são? )


67

(Folha de dados)
EXPERIÊNCIA Ne 6
EQUIPE: .TURMA

DATA: Na da bancada

Distância entre a origem e a linha do solvente mm


TABELA 1=Pj©nentos ou Manchas

Caneta Cor Dist R. Cor Dist


Vermelha          
Azul          

TABELA 11:Cromatografia dos bons.


Distância entre a oügem e a linha do solvente
COR
lon Após a I'
Solução
Secagem
l Fc'S  
2 CU'2  
3 Co'2  

IDENTIDADE DA AMOSTRA(que bons são? )


EXPERIÊNCIA NQ7 Oxidação - redução 69

llXPERIENCIA Na 7

OXIDAÇÃO - REDUÇÃO

OI. osJETIVOS:
No final desta experiência o aluno deverá ser capaz de:
e Identiãcar a natureza das reações de oxinedução.
8 Montar uma tabela a partir de dados experimentais.
e Escrever equaçõespara as semi-reações de oxidação e redução

02. iNrRODuçÃo
Nas reações de oxi-redução, elétrons são transferidos de um reagente para
outro. Por exemplo, na formação da ferrugem: Fe203, óxido de ferro(111),elétrons
são transferidos do feno para o oxigénio.

4Fe(s)+ 302(g) --"'» 2Fe2O3(s)


? 9 +?-#''

O Fe que tinha n' de oxidação : 0, quando estava na forma metálica, cedeu


3 elétrons ao oxigénio do ar, ficando cada átomo de ferro, *3. E cada átomo de
oxigénio, -2
Originalmente, os termos oxidação e redução referiam-se à combinação ou
remoção do oxigénio de uma substância, implicando no aumento ou diminuição do
Bede oxidação dessa substância.
Anualmente, sabe-se que a oxidação ou redução são devidas à perda e ganho
de elétrons. Por exemplo: o tungstêúo usado nas lâmpadas de filamento(lâmpadas
comuns) pode ser preparado pela redução do óxido de tungstênio(VI) com
hidrogénioa 1200'C:

llli
«W03(s) + 3'g2(g) '''''''> 'Y(s) + 3:li3lo(Ü

O tungsténio é reduzido. E seu n' de oxidação passa de +6para zero

Como elétrons não podem ser criados ou destruídos, oxidação e redução


sempre ocorrem simultaneamentenas reações químicas ordinárias.
EXPERIÊNCIA Ne 7 - O2ddação - redução
70

Agentes oxidantes são substâncias que oxidam outras substâncias e,


anta, ganham elétrons sendoreduzidas. Agentes redutores são substâncias que
reduzem outras substâncias. Logo, perdem elétrons, sendo oxidadas

Fe203(s) + 3CO(g) - -'''» 2Fe(aq) + 3CO2(g)


+3 +2 0 +4
Oxidação
Redução

Agente redutor: CO
Agente oxidante: Fe203

2FeBr3(aq) + 3CIZ(g) 2FeCl3(aq)+ 3Br2(1


-P3 -1 0 +3
Redução
oxidação

Agente redutor: FeBr3(aq)


Agente oxidante: C12(g) '
Na reação

F2 + 2Br- 2F- + Br2


0 -1 10

O lllüoré reduzido. Enquanto o brometo é oxidado para a sua forma de


elemento. Isso demonstra que o flúor é um oxidante mais ativo do que o brometo
(ver tabela de potenciais de eletrodos padrão).
Na 1; parte dessa experiência você irá determinar as forças redutoras do Cu,
Fe, H, Mg e Zn.
Lembre-se que se a forma elementar do metal A perde elétrons para o metal
B que se deposita, e A passa para a solução, o metal A é um agente redutor melhor
do que o metal B. Se a forma elementar do metal A não passa para a solução, então o
metal B é um agente redutor melhor do que A
NgEa !ElpÉIEE4DB:Magnésio metálico reage com a água vagarosamente para
formar Hwõxiclo ae magnésio e gás hdrogênio. Quando estiver investigando.a
reatividade do magnésio metálico, procure ver se alguma reação ocorre além da
formação de bolhas na sua superfície

Na 2: parte.da experiência você determinará a atividade oxidante relativa do


Br2, C12, l2 e Fe*3
EXPERIÊNCIA Na 7 - Oxidação - redução 71

Semí-Reação ou Meia Reação


Um dos dois métodos mais comuns para balancear uma reação redox e
também elucidar os processos in(hviduais que ocorrem nos dois eletrodos de uma
bateria ou de uma célula eletrolítica é chamado método da gemi-reação.Neste
método, uma reação redox é dividida em duas gemi-reações:uma de oxidação e uma
de redução.
Uma moedade alumíniocolocadanuma soluçãode sulfato de cobre(11)
rapidamente ãca com uma camada de cobre à medida que o alumínio passa para a
solução, de acordo com a equação

2.A1'+ 3Cu'2 2Al+3 + 3Cu

Nesta reação, o alumínio é oxidado a íon alumínio. E o cobre(11) é reduzido


a cobre elementar. O processo de oxidação, AI' ® AI'3 é primeiro balanceado de
acordo com as massas. Em seguida, os elétrons são adicionados para o balanço das
cargas, AI' -+ Al*3 + 3e-
A mesma coisa é feita no processo de redução:
Cu'z Cuo
U

Cu+2 + 2e- -+ Cuo


Para se obter a equaçãoiónica total, as duas gemi-reações
deverãoser
consideradas. A oxidação do alumínio libera três elétrons para cada íon alumínio(111)
formado. E a redução do íon cobre(11) requer dois elétrons por íon cobre(11). Assim,
para que o número de elétrons cedidos e recebidos seja igual, a gemi-reação do
alumínio de\ erá ser multiplicada por 2. E a gemi-reação do cobre multiplicada por 3

3 Cu'2 + 6e- -) 3 Cu'


2 AI' -+ 2Al+3 + 6e

3 Cu*2 * 2 AI' . :e: 3Cu' + 2AI'3


Este método funciona muito bem para reações redox complexas, quando o
balanceamentopor simples verücação torna-se difícil.

Lente Fotocr(mlática: Um exemplo de reação de transferência de elétrons


utilizada para o nosso conforto, é a dos óculos com lentes fotocromáticas.Estes
óculos possuem lentes de vidro que Jlcam escuras quando expostas ao sol.
O vidro é uma substânciaamorfa,isto é, não apresentauma estrutura
cristalina. Consiste de sílica e uma variedade de aditivos. A unidade básica tem a
forma estrutural de um tetraedro que consiste de um átomo de silício(em negrito),
ligado covalentementecom quatro átomosde oxigénio(pequenos círculos)(ver
figura abaixo). Os tetraedn)s são unidos entre si por átomos de oxigénio, que são
compartilhados.
Um vidro fotocromático contém cristais de cloreto de prata entre os tetraedros
de sílica. Quando o vidro está claro, estes cristais não bloqueiam a luz visível(raio
A), mas eles absorvem comprimentos de onda mais curtos da luz ultravioleta.
72 EXPERIÊNCIA Ne7 - Oxidação - redução

Cristais de
Cloreto de Prata.
6
B
a

0
Sol
H

g
a Estrutura Tetraédrica
da Sílica, SiO2
8
8
Prata Metálica

Representação esquemática de uma lente fotocromática. A unidade básica é


um tetraedro que consiste de: um átomo de silício(e) e quatro átomos de oxigénio
(0)

Neste tipo de vidro, quando exposto à ]uz do sol, que contém luz ultravioleta,
ocorre a transferência de elétrons do íon Cl- para o íon Ag* produzindo átomos
de prata e cloro:

cl- CI' --e


Ag'

Os átomos de prata juntam-se formando pequenas partículas de prata, que


absorvem e refletem a luz, escurecendo a lente.
Alguns tons Cu* estão presentes com os cristais de cloreto de prata para
reagir com os átomos de cloro liberados.

Cu' + CI' » Cu*2 * CI

Cada íon Cu' libera le' para o cloro, formando o íon Cu'2 e cloreto
Os átomos de prata migram para a superfície dos cristais de cloreto de prata
e se agregam em pequenos cristais coloidais de prata metálica. Como resultado, eles
abson,em luz visível(raio B) escurecendo as lentes.
Quando a pessoa que está usando um desses óculos vem de fora para dentro
de casa, os tons Cu*2 migram para a superfície do cristal onde eles aceitamum
elétron da prata. O íon prata volta a formar o cristal de cloreto de prata e as lentes
ficam claras novamente.

Cu 2' + A.go Cu' * Ag


EXPERIÊNCIA NQ 7 - Oxidação - redução 73

Os óculos de lentes fotocromáticassão um exemplo do resultado


pesquisas na obtenção de novos mateüais que nos propiciam maior conforto
Imagine você quando os automóveis tiverem pára-brisas fotocromáticos? Seria bem
mais uanqtíilo viajar de automóvel, mesmo contra o sol. Isso serápossível quando o
preço do vidro fotocromático baixar, e muitas outras aplicações virão

03. MATERIAL

Vidrada e materiais diversos


Soluções
4 tubos de ensaiopequenos 10x 100mm ZnSO. 0,10 M
6 pipetas graduadas de 5 ml ou frascos conta gotas CASO., 0,10 M
água clorada,(hipoclorito de sódio), NaBr O,lO M
cobre metMco(lixar o ho antes de usá-lo), NaCI 0,10 M
bombril. Nal 0,10 M
magnésio metüco (fita) ou alumMo (aparas), FeC130,10 M
zinco metálico,
H:SO. 3 M
Resíduos

1. 0s resíduos de CuSO.e ZnSO.podem ser colocados no mesmo recipiente para


serem encaminhados para tratamento. O limite máximo permitido de Cobre
na solução para.ser descarnada na pia é de l mg/L e para o Zinco é de 5 mg/L.
2. Os resíduos de NaBr, NaCI, Nal e FeC13podem ser descarnados na pia.
3. Os resíduosde ácido sulfúrico devemser neutralizadosao final de cada aula
pelo monitor. Para a neutralização usa-se NaOH 3 M. E como indicador.
fenolfEaleína.Adiciona-se NaOH lentamente, acé a mudança de cor. Cuidado
A neutralização gera calor. O resíduo neutralizado(Na:SO. e água) pode ser
descartado na pia

Cuidados
O ácido sulfúrico 3 M é extremamente conosivo, e causa queimaduras na pele
e mucosas. Deve ser manuseado com muito cuidado. Em caso de acidente, lave as
partes atingidas com bastante água. Use guarda-pó e óculos de segurança

04.PROCEDIMENTO

A. Metais como agentes redutores.


Obs: Para redt4ãr a produção de resíduos químicos, use uma quantidademínima de cada
solução. Áproximczdammfe ]0goras (=0,5 ml). O suÚcíente para cobrir o metal
1.Enumere 4 tubos de ensaio l a 4. Coloque no tubo 1, um pedaço de cobre
metálico(~0,5 cm); no tubo 2, um pedaçode hta de magnésio(~0,5 cm); no

tubo 3, zinco metcm Oe diâmetro) bo 4, uma pequena bola de palha de aço


EXPERIÊNCIA NQ 7 - O;ddação - redução
74

2 Adicione 20 gotas (=1,0 ml) de CuS04 0,10M em cada tubo. Use um conta-
gotas. Se usar pipetas, lave-as antes de usá-las
3 Espere 3 minutos e observe se ocorreu alguma mudança de cor na mistura(na
solução ou no sólido), indicando reação química. Se houve reação, escreva a
equação balanceada na folha de dados. Caso contrário, escreva "aparentemente
não ocorreu
4 Descarte o conteúdo de cada tubo de ensaio com os pedacinhos metálicos
utilizados na peneira plástica sobre o béquer coletor de resíduos de CuS04
colocado ao lado da pia. Lave os tubos e as pipetas com água da torneira e
depois os enxágtíe com água destilada
5. Repita o procedimento do item 1. A seguir, adicione 20 gotas(=1,0 ml) de
ZnSO, 0,10M em cada tubo. Use conta-gotas. Se usar pipetas, lave-as antes de
usá-las
6. Ao terminar, siga as instruções do item 4. O ZnSO. pode ser descartado com
CuSO.
U

7. Repita o procedimento do item ]. A seguir, adicione 20 gotas (=1,0 ml). de


ácido sulhrico 3 M em cada tubo. Cuidado com o manuseio do ácido sulhrico,
que é extremamentecorrosivo. Proceda de acordo com as instruções do item 3.
Obs: A reação com o ferro é lenta
8 Ao terminar. descarte o conteúdo de cada tubo de ensaio com os pedacinhos
metálicos utilizados na peneira plástica sobre o béquer coletor de resíduos de
ácido sulfúrico colocado ao lado da pia. Lave os tubos e as pipetas com água da
torneira e depois com água destilada

B. Halogênios e Fe*3 como agenteoxidante.


9 Enumera 3 tubos de ensaio limpos. Coloque 10 gotas(=0,5 ml)'de brometo
de sódio (Nabo) 0,IC)M no tubo 1;10gotas (~0,5 ml) de cloretode sódio
(NaCI) 0,10 M nc]tubo 2; e 10 gotas (~0,5 ml) de iodeto de sódio (Nal) O,lO
M no tubo 3. Adicione 10gotas (=0,5 ml) de FeC130,10 M a cada um dos 3
Cubos. Observe qualquer mudança de cor. Um enfraquecimento de cor devida
à diluição não constitui mudança de coloração. O ferro(111)oxidou algum dos
haletos? Anote suas observações na folha de dados
10. Lave os tubos de ensaio. As soluções dos tubos de ensaio podem ser descarnadas
na pia. Estes sais não são tóxicos ao meio ambiente, nestas concentrações
11. Enumere 3tubos de ensaiolimpos. Teste 10gotas ( ;:0,5 ml) de cada haleto do
item 9 com 10gotas(=Q,5 ml) de água clorada recentementepreparada
12. Lave os tubos de ensaio. As soluções dos tubos de ensaio podem ser descartadas
na pia
EXPERIÊNCIA Ne 7 - Oxidação - redução 75

05. PRÉ , LABORATÓRIO

l Ferro metálico reage com sulfato de cobre(11) aquoso para formar sulfato de
feno(11) e cobre. Qual é o metal mais reatívo(melhor agente redutor), ferro ou
cobre? Escreva a equação da reação e mostre a variação do n' de oxidação do
cobre e do ferro

2
Dada a equação: Mg(s) + 2HCI(,.0 ---"'''>" MgCl2(,.D + H:(g)
Determine o agente oxidante e o agenteredutor.
3.
Cobre metálico reage com nitrato de prata para formar nitrato de cobre e prata
elementar.Escreva as gemi-reaçõesde oxidação e redução, e a reação iónica
total para o sistema.
4. Determine os n's de oxidação dos elementosnos compostos e íons=

C02 , Cr207'2,Cr04'2, S02, BiC13,Sb205,Mn04', H202, K103.


5.
Escreva as gemi-reações de oxidação e redução, e a reação iónica total para o
escurecimento de uma lente fotocromática

As questões 6-9 referem-se ao enunciado:


Escreva as semi-reações de oxidação e redução e as reações completas balanceadas
para as seguintesreações de oxirredução

6 Ferro(11) ' Cloro >= Ferro(111) '- cloreto


semí-reação de oxidação:
gemi-reação de redução:
reação total
7. O íon dicromato oxida o ferro(11)a feno(111)em solução ácida,
Cr207'2 * H' * Fe2* Cr*3 + Fe*3 + H)O
8.
Em solução ácida, o peróxído de hidrogénio oxida Fe'2 a Fe*3

H202 * H* + Fe*2 » H20 + Fe*3

9. Alumínio * íon hidrogénio


+ íon alummo(ltl) * hidrogêMo(g)
06.QUESTIONÁRIO
1. Coloque os quatro metais(Cu, Zn, Mg, Fe) e o hidrogénio em ordem
decrescente, começando pelo melhor agente redutor ao mais fraco
melhor redutor: ] 4
2 5
3
EXPERIÊNCIA NQ 7 - Oxidação - redução
76

2 Escreva as equações das semi-reações de oxidação e redução e a reação iónica


total para as reações
a) sulfato de cobre * zinco
b) ácidosulfúrico * magnésio

3 Coloque Br2 , C12 ,l2 e Fe'3 em ordem de suas reatividades, começando pelo
melhor agente oxidante:
melhor oxidante: l 3

2 4

4 Escreva as equações das gemi-reações de oxidação e redução e a equação iónica


total para as reações:
a) ferro(111) ' iodeto b) cloro ' iodeto

5 Para as reaçõesabaixo, escreva as equaçõesdas semi-reaçõesde oxidação e


redução e a equação iC)nucacompletas adicionando H*, OH' ou H20, quando
necessário.

a) H:S04 + HT + 1: * SO: (em solução ácida)

b) Zn + NOs' )' Zn2' * N: (em solução ácida)

c) Cl: * 0H' Cl- * CIO;' (em solução básica)

d) Ferro(11)* Círio(IV) + '


Ferro(111) Cérío(111)
EXPERIÊNCIA Ne 7- Oxidação - redução 77

(Folha de dados)
EXPERIENCIA Ne 7
EQuipn: .TURMA

DAXk. ....t....!. Na da bancada

a.- Para as reações abaixo(1-12), assuma que, quando o ferro metálico reagir,
formará Fe(11).
Se a reação ocorreu, complete e balancete a equação. Se a reação não foi observada
expel:imentalmente, escreva "a reação não foi observada'

Equação balanceada
1. CuS04 + Cu'
2. CuS04 + Mg'
3. CuS04 + Zno
4. CuS04 + Fe'
5. ZnS04 ' Cu'
6. ZnS04 + Mg'
7. ZnS04 + Zn'
8. ZnS04 + Fe'
9. H2S04 + Cu'
10. H2S04 + Mgo
11. H2S04 * Zno
0
12. H2S04 + Fe

b. Halogênios e Fe'3 como agentesoxidantes.


Se a reação ocorreu, complete e balancete a equação. Se a reação não foi observada
experimentalmente,escreva "a reação não foi observada". Assuma que Fe*3 é
reduzido a Fe*z quando ele reage.

Equação balanceada
Fe'3 + Br
Fe'3 * cl
Fe*3
C12 2Br' Br + )r'l

C12
C12
EXPERIENCIA N' 7 - Oxidação - redução 79

(Folha de dados)
EXPERIÊNCIA Ne 7
KQuiPE: .TURMA

DATA: ..../..../. Ne da bancada

a.- Para as reações abaixo(1-12), assuma que, quando o ferro metálico reagir,
formará Fe(11).
Se a reação ocorreu, complete e balancete a equação. Se a reação não foi observada
experimentalmente, escreva "a reação não foi observada".

Equação balanceada
1. CuS04 * Cu'
0
2. CuS04 + Mg'
3. CuS04 ' Zn"
4. CuS04 + Fe'
5. ZnS04 ' Cu'
6. ZnS04 ' Mg'
7. ZnS04 ' Zn'
8. ZnS04 + Fe'
9. H2S04 * Cu'
10. H2S04 + Mg'
11.H2S04 + Zn'
12. H2S04 + Fe'

b. Halogênios e Fe'3 como agentes oxidantes.


Se a reação ocorreu, complete e balancete a equação. Se a reação não foi observada
experimentalmente,escreva "a reação não foi observada". Assuma que Fe"3 é
reduzido a Fe*z quando ele reage.

Equação balanceada
Fe*3 + Br-
Fe'3 * CI
Fe'3
C12 2Br Br + )r'l

C12
C12
EXPERIÊNCIA NQ 8 - As velocidades das reações químicas 81

EXPERIÊNCIA N9 8

AS VELOCIDADES DAS REAÇÕES QUÍMICAS

O1. 0HETIVOS

No final desta experiência o aluno deverá ser capaz de:


e Avaliar os efeitos da concentração, temperatura e catalisadores nas
velocidades das reações.
Escrever a equação da velocidade para a reação que será estudada.
e Identihcar um provável mecanismo da reação

02. INTRODUÇÃO

A velocidade de uma reação é a medida da rapidez com que se formam


os produtos e se consomem os reagentes. O mecanismo da reação consiste na
sequência detalhada de etapas síinples, elementares, que levam dos reagentes aos
produtos. Uma equaçãogeral não exibe nenhuma dessas etapas que participam
do mecanismo. Muito do que conhecemos sobre mecanismos de reações provêm
do estudo da velocidade de reação e da influência de diferentes variáveis sobre a
mesma. Em geral a velocidade de uma reação é determinada:
(1) pela natureza dos reagentese produtos(liquido, gás, etc.),
(2) pelas concentrações dos reagentes e
(3) pela temperatura e por agentes externos(catalisadores)
A velocidade pode ainda ser influenciada:
(4) pelas concentrações de outras espécies, que não os reagentes, e
(5) pelas áreas das superfícies em cantata com os reagentes
Em muitas reações,um aumentoda concentraçãodos reagentesaumenta a
velocidade da reação
Considere a reação:

H2 + l2 2HI

Para que essa reação aconteça, a colisão entre H2 e l2 deve ocorrer. Você
poderá pensar que dobrando a concentração de H ou a de l o número de colisões
dobrara e a velocidade será o dobro. Dobrando albas as concentrações de H e l
quadruphcará o número de colisões e também a velocidade da reação. Lembre-sê
que a velocidade de uma reação(v) pode ser Opressa como o desaparecimento dos
reagentesou o aparecimento dos produtos, por unidade de tempo(t). Assim, para a
reação citada acima;

«; -a> ; -U :;T : *'": - '::


82 EXPERIÊNCIA Ne 8 - As velocidades das reações químicas

O sinal negativo é devido ao desaparecimentodos reagentes,H: e 1: durante a


reação e k é a constante de proporcionalidade.
A velocidade dessa reação é proporcional às concentrações de hidrogénio(H:)
e iodo (1,). Isso é consistente com as conclusões mencionadas de que, dobrando a
concentração do hdrogênio ou de iodo, dobrara a velocidade da reação. Convém
mencionar que a constante de proporcionalidade k é dependente da temperatura,
aumentando bastante com o seu aumento, devido ao acréscimo do número de
COLISÕES EFETIVÁS(aquelas colisões entre as moléculas que propiciam a formação
de produtos).
Catalisadores: Existem substâncias que adicionadas a uma mistura reativa,
aumentam consideravelmentea velocidade da reação por providenciarem um outro
caminho ou por diminuírem a barreira energética para chegar aos produtos(veja
esquema abaixo)
Uma substânciaque aumentaa velocidadede uma reação sem sofrer
alterações é chamada catalisador.

]lüiergia Potencial

..f:=lh:'"
Ea]
eBa Caminho com
catalisador

oordenada da Reação

Representação esquemática do caminho seguido por uma mesma reaçãa


quando catalisada versus não catalisada. Onde, Ea representa a energia de ativaçãa
(Ea.>> Ea:). AH representa a variação da entalpia entre reagentes e produtos.

A equação da reação que você irá investigar nesta experiência é

21' * S208'2 > 12 * 2S04'2


Esta reação, aparentemente, requer uma colisão simultânea de três tons. A
probabilidade de aconteceruma colisão entre três moléculasao mesmo tempo é
muito pequena. Portanto. as reações que envolvem mais do que duas moléculas ou
tons, geralmente ocorrem em duas ou mais etapas
Uma sequência possível seria a seguinte:

I' * S208'2 )'" S04'2 + S041'


S041' * 1' )'' S04'2* l2
EXPERIÊNCIA Ne 8 - As velocidades das reações químicas 83

Uma dessas reações será provavelmente menos veloz do que


a outra. A etapa lenta numa reação que ocorre em várias etapas é
denominada etapa determinante. Se a 1; etapa for determinante,
essa é uma situação semelhante ao movimento das partículas de
areia através dos oriacios, como mostrado na figura ao lado. Será
necessáüoum determinadotempopara que a areiapasse pelo I'
orifício para chegar ao fundo. Como o 2' orihcio é maior do que o
I', este oferecepouca resistência.O tempopara que toda a areia
caia é determinado pelo tempo requerido para atravessar o le
orifício
Se isso é verdade para a reação da experiência em questão, a sua equação da
velocidade deverá ser

velocidade ; k [1'] [S208'2]


Se a 2' etapa for a etapa lenta, a equação da velocidade será
velocidade ; k [l']2 [S208-2],

e se a sequência for a 1: etapa sendo a etapa determinante:


21' l2'2
l2'2 * S208-2 l2 * 2 S04'2
a Opressão para a velocidade será:

velocidade : k [l']2
Os resultados que você irá obter nesta experiênciaIhe dirão qual dessas
possibilidades pode representar o mecanismo da reação em estudo
As soluções para cada uma das 8 corridas cinéticas são dadas na relação de
material. O tiossulfato de sódio é usado como parte de uma mistura indicadora, uma
cor azul se formará, permitindo determinar o tempo requeridopara uma mesma
quantidade de produtos se formar em cada corrida cinética. Como a quantidade de
produtos(l: e S04'2) em cada caso será a mesma, as velocidades relativas da reação
serão inversamente proporcionais ao tempo. Por exemplo: uma reação que leva 25
segundos (l/t : 0,040 / segundos) é duas vezes mais rápida do que uma que gasta
50 segundos(l/t) : 0:020 segundos. Para estudar o efeito das concentrações dos
reagentes (I' e S208'2) nas velocidades da reação, as concentrações dos reagentes
serão diminuídas. A maneira mais simples de se conseguir isso é usar quantidades
menores de um dos reagentes enquanto o volume total é mant:ido constante pela
adição de água contendo uma substância que não afetará a reação, mas que manterá
a mesma força iónica. As soluções de KCI e K2S04 serão usadas para esse propósito.
Em geral, quando a etapa determinante é a la etapa, ela fornece a equação
da velocidade para toda a reação. Entretanto, quando a etapa determinante ocorre
numa etapa posterior no mecanismo, a equação da velocidade pode ser complexa. A
oxidação do íon iodeto pelo peróxido de hidrogénio ilustra este ponto
84 EXPERIÊNCIA NQ 8- As velocidades das reações químicas

H.O. ' 31' ' 2H.O* » 4H.O + l,'

ve[ocidade ; k]H202]E]']IH30']
Esta equação de velocidade é consistente com vários mecanismos. Três deles
são mostrados:

Mecanismo A

H202 * H30' ' 1' 2 H20 ' HOI (lenta)


HOI + H30* + 1' 2 H20 ' 12 (rápida)
lq + (rápida)

Mecanismo B

H30* HI ' H20 (rápida)


H202 H2O ' HIO (lenta)
HOI 2 H2O ' l2 (rápida)
l2 ' (rápida)

Mecanismo C

H30* + H202 n3o2* * n2o (rápida)


H)Oa* * I' n2o ' nol (lenta)
HOI + 2H20 ' 12 (rápida)
l2 * (rápida)

No mecanismoB, a etapa lenta é a 2' reaçãoelementar.Para essa etapa v :


k [H202] [Hl]. Mas como HI é formado rapidamente pela 1: reação elementar, a
expressão da velocidade fica:
v;kIH202]IH30']]1'], quem a mesma para o mecanismoA.

No mecanismo C, também v ; k [H202] [H30*] [1'].


Assim, como os mecanismosA, B e C possuem a mesmaexpressãopara a
velocidade,todos os três são possíveis. Porém, pata saber qual deles realmente
ocorre, precisamos de informações adicionais. Além disso, a equação da velocidade
não fornece informação sobre o que acontece após a etapa determinante.
EXPERIÊNCIA N' 8 - As velocidades das reações quínúcas 85

03. MATERIAL

termómetro , KCI O.lOM


3 erlenmeyer de 125ml ou tubos de ensaio - K2S208 0,050 M
4pipetasde5 ml , K2S04 0,050M
conta-gotas (para a sol. de CuSO.) - KI 0,10M
béquer de 50 ml (para a solução de K:S:O. - CuS04 0,10M
gelo (2 bacias (ou béquer) para bodasas equipes)- Na2g203 0,005 M ' amido
cronómetroou relógio , Na2(:0. 0,1M.

Obs: Para preparar o Na2S203 0,005 M em solução de amido a 0,48%


(aquecer a água para dissolver o amido antes de adicionar o sal)

Resíduos
Disponibilizar um béquer de um litro para depositar os resíduos. Os resíduos
devem ser tratados adicionando-se Na2S203 0,1 M, até o desaparecimento da
coloração escura. Neutralizar o resíduo com Na:CO; O,l M e descartar na pia. A
reação de neutralização está descrita abaixo. Esta etapa deve ser realizada pelo
monitor, ao final da aula

Nçl qíl
lz + Na2S2O3 + Na2CIO3 -+ 2Nal + ' ''2''4 ' s + co.
Na,CO: + 2HCI -+ 2NaCI + CO + HO

04.PROCEDIMENTO

IMPORTANTE: Você e seu colegade equipe necessitarão de um relógio. O seu


relógio de pulso serve

Alç!!ç@: Antes de iniciar a prática laveas píperasde cada solução ecoloqlle-asde volta no
mesmoRasca.

A. CORRIDAS CINÉTICAS DE l a 6
1.
Prepare a corrida cinética 1, adicionando com uma pipeta as quantidades
requeridas das soluções (1), (11), (111),(IV) e (V) de acordo com a tabela 1.em
um frasco erlenmeyer ou tubo de ensaio.
2
Meça a quantidade requerida da solução VI e coloque-a num béquer pequeno.
Use uma pipeta para transportar a solução do frasco para o béquer
3. A soluçãoVI deve ser adicionada ao frasco erlenmeyerou tubo de ensaio
contendo as outras soluções, ao mesmo tempo que Q cronómetro é acionado
agitando o frasco levemente.Marque o tempo que levou para a cor azul
aparecerna folha de dados. Depois que a cor azul apareceu,meça e anote a
temperatura da mistura
86 EXPERIÊNCIA NQ 8 - As velocidades das reações químicas

4. Repita o mesmoprocedimento(l a 3) paraas coradas cinéticas de 2 a 6.


5. Ao terminar cada corrida cinética, descarte os resíduos no béquer colocado
ao lado da pia para esta finalidade. Os resíduos devem ser tratados conforme
descrito anteriormenteno item resíduos, adicionando-se Na2S203 0,1M, até o
desaparecimento da coloração escura.

B. CORRIDA 7:
l Prepare a corrida 7 como indicado no item A(l a 3). Mas antes de adicionar a
solução VI, aqueça o conteúdo do erlenmeyer ao redor de 45'C. Meça e anote a
temperatura após a cor azul aparecer.
2 Descarte os resíduos conforme indicado no item A-5

C. CORRIDA 8:
l Prepare a corrida 8 como indicado no item A(l a 3). Mas antes de adicionar
a solução IV, resfrie o conteúdo do erlenmeyer ao redor de 5'C, colocando-o
num béquer com gelo e água. Meça e anoto a temperatura depois da cor azul
aparecer
2 Descarte os resíduos conforme indicado no item A-5

Tabela l

05.PRÉ,LABORATÓRIO
1. Escreva as definições dos seguintes termos químicos:
a) catalisador d) cinética g) reação elementar
b) energia de ativação e) reação de 1: ordem h) reaçãototal
c) reação Unimolecular f) reação bimolecular
EXPERIÊNCIA N' 8- As velocidades das reações quín)ocas 87

2. Por que os químicos medem as velocidades das reações?

3. Leste várias maneiras de aumentar a velocidade de uma reação química

4 Tem sido sugeüdo que átomos de cloro resultantes da decomposição de


clorofluormetanos, como CC12F2, catalisam a decomposição do ozõnío na camada
de ozõnio na atmosfera. Um mecanismo simplihcado para essa reação é
0: !yz solar,.. 0, * 0
03 + CI >- 01 +
clo
clo . o »>. cl
cl * ol +

a) Explique por que átomos de cloro são catalisadores na transformação


203 >' 302
b) Escreva a equação da velocidade para cada reação elementar acima

5. Óxido cítrico também está envolvido na decomposição do ozõnio pelo mecanismo:


luz solar
03 'z'ec:!s!+!!:L» 02 * 0

N02+ O > NO + 02
Ê o NO catalisador para esta reação? Explique sua resposta

6. Escreva a equação da velocidadepara cada uma das reações elementaresdo


exercício anterior

7. Dois mecanismos são propostos para a reação:


2 NO(g) ' 02(g) ''' 2N02(g)
Mecanismos: NO * 02 - ]' N03 (rápida)

Mecanismo2: NO ' NO » N202 (rápida)


N2O2* O2 + 2 NO2 (lenta)
Mostre que ambos os mecanismos são consistentes com a expressão da velocidade
observada:

v : k [N012 [02]

06.QUESTIONÁRIO:
1. A velocidade da reação é proporcional à concentração de I' ? E)q)leque sua
resposta

2. A velocidade da reação é proporcional à concentração de S208'2 ? Explique sua


resposta
88 EXPERIÊNCIA Na 8 - As velocidades das reações químicas

3. Escreva as prováveis etapas e a expressão da velocidade

4. Podemos con sideral a regra "a velocidade de uma reação dobra para cada aumento
de 10'C da temperatura" correra para esta experiência?

5. O catalisador teve um efeito significante na velocidade da reação?

6. Na reação hipotética na qual a etapa determinante da velocidade é=


A + 2B » C * D. Qual será o efeito sobre a velocidade da reação
(a) quando se duplica a concentração de A,
(b) quando se duplica a concentração de B

(Folha de dados)
EXPERIENCIA Na 8

EQUIPE: .TURMA

DATA: ..../..../. Na da bancada

Corada Cinética

Temperatura ('C)

Tempo (segundos)

Obs: Ás corridas cinéticasde] a 6 são/eiras à rampa'arara ambiente.Á corrida número 7é


/eira acima da rompa'atura ambiente.E a número8, abafo da remperamra ambiente
EXPERIÊNCIA Na 8 - As velocidades das reações químicas 89

(Folha de dados)
EXPERIÊNCIA Na 8
EQuiPE: .TURMA

DATA: Ne da bancada

Corada Cinética l 2

Temperatura('C)    

Obs:Ás corridas cinéticasde ] a 6 sãojdtas ã tempo'atura ambiente.Á corrida número 7é


feita acima da rampaatura ambiente.E a numa'o 8, abaixo da tempaarüra ambímrc
EXPERIÊNCIA Na 9 - Princípio de Le Chateher e equihbüo quíiúco 91

EXPERIÊNCIA Ne 9

PRINCIPIO DE LE CHATELIER E EQUILÍBRIO QUÍMICO

OI. OqETiVOS
e
No final desta experiência o aluno deverá ser capaz de:
e Dada a equação química de um equílibrio, escrevera expressãopara a
constante de equübrio
e Aplicar o princípio de Le Chatelier.
e Tdentiücar de que maneiras um equilíbrio químico pode ser afetado.

02. INTRODUÇÃO

Muitas reações químicas são reversíveis. Em outras palavras, se duas espécies


químicas em solução são misturadas e formam novas espécies, há uma tendência
para que as novas espécies reajam, formando as espécies originais. A velocidade de
formação das novas espécies será, no início, mais rápida do que a reação contráüa.
Entretanto: após algum tempo, quando não se percebe mais nenhuma mudança
a velocidade de formação das novas espécies iguala-se à da reação reverso, que
forma as substâncias originais e díz-se que o equílibrio foi alcançado.Equações
de equHíbriosão escritas com duas setas apontadas em direções opostas, entre
reagentese produtos, indicando que ambos os processos ocorrem simultaneamente

Reagentes Produtos

Por exemplo, o equilíbrio para uma solução saturada de carbonato de cálcio


(CaC03 não dissolvido permanece no fundo do tubo) é representado pela equação

C'C03(s) Ca*2(aq) ' C03'2(aq)

as duas setas indicam que alguns bonsCa*2 e C03'2 estão se separando


indo para ' solução(reação direta) e outros estão se juntando para formar o CaCOs
sólid. (reaçã. i««rsa)
92 EXPERIÊNCIA NQ 9 - Prhcípío de Le Chatelier e equilíbrio químico

Ácido ascórbico(vitamina C) dissocia-se muito pouco de acordo com a equação

HOC%
-.../". :0

HOCl6
H

d
Hd ~om

e o equilíbrio é alcançado quando a velocidade da reação direta iguala-se à velocidade


da reação inversa
Para uma equação geral que se processa em uma só etapa, em ambas direções,

A + B :;;i;-::::e: C , D , asvelocidades das reações diretas einversas são:

ve[oc. direta ; kl [ A ] [ B ]
ve[oc. inversa : k2 [ C] [ D ]
No equilíbrio, as duas velocidades são iguais.

ki [A] [B] : k2 [C] [D]


kÍ [CllD]
Keq
k2 [.4][.B]

ou sqa

«., -EH
ou, para o caso mais geral,
cc + dD

., [C]']D]d
' [.4]' [Blb
A relação matemática para K demonstra o Princípio de Le Chatelier, em que
uma ação em um sistema em equilíbrio provoca uma ação contrária, amenizando
aquelaação. Se uma solução de ácido ascõrbico para o qual a qual a razão
. [H+][.4sc ]
[JIHsc]

é perturbada pela adição de HCI(aumentando a concentração de H*), o


sistema se deslocará no sentido da reação que consome H*
Produtos de solubilidade
A constante de equihbrio para compostos que tem uma solubilidade em.água
muito baixa é chamada produto de solubilidade. Por exemplo, somente 2 x 10'4 g de
cloreto de prata dissolvem-se em 100 ml de água para formar tons praça e cloreto.

AgCI(s) -::'::::+ Ag*(a'D ' cr(aq)


onde a constante de equilíbrio é=
EXPERIÊNCIA Na 9 - Principio de Le Chaeeher e equübria química 93

[,4g+]]C/' ]
Keg
[,4gC/]

entretanto, como a concentração de AgCI sólido é constante, a equação fica

Keq [AgCl] : [Ag'] [C]']


Kps ; [Ag'] [CI']

onde Kps é chamado produto de solubilidade


Ca(OH): também possui uma solubilidade pequena(0,1g/100 ml)
Ca(OH):(s) ;;K::::'::+ Ca:'(aq) ' 2 0H-(aq)
Kps : [Ca2'] [OH'J2

lons (.omnlexos:

Cobre(11) reage com amónia para formar um complexo de acordo com a


equação

« r:.S:n.,:==#ü=;;1= .='gl1:13u..
complexo nos reagentes
, "«":,," -.

03. MATERIAL
5 tubos de ensaio

2 frascos conta-gotas com as soluções de K2Cr207 0,10M e K2Cr04 0,10M para


cada equipe.
10 frascos conta-gotas de plásticos para colocar as soluções: HCI, NaOH,
Ba(N03)2, CH3C00H, KOH, H2S04, Ca(OH)2, NH40H, C2H50H (etanol)e
HN03; todas 0,10M.(a serem compartilhados entre duas equipes).
04.PROCEDIMENTO

A. Equilíbrio dos tons cromato Cr04'2 , e dícromato, Cr207'2

2Cr04 Cr207'2
1.
Pegue 2 tubos de ensaio limpos e coloque 10 gotas(cerca de 0,5 ml) de
K2Cr207 e K2Cr04, uma solução em cada tubo. Acrescente gota a gota, NaOH
0,1 M altemadatnente em cada um dos tubos até a mudança de cor em um deles
Anote as cores nesse momento. Guarde essas soluções para a etapa 4-A
2 Repita o procedimento do item l-A, usando HCI no lugar de NaOH.
Acrescente HCI 0,1 M gota a gota, alternadamente,em cada um dos tubos até
a mudança de cor em um deles. Guarde essas soluções para a etapa 3-A.
94 EXPERIÊNCIA Na 9 - Princípio de Le Chatelier e equilíbüo químico

3. Em um dos tubos da etapa 2-A, acrescente,gota a gota, NaOH 0,1 M até a


mudança de cor. Anote a cor final na folha de dados.
4 Em um dos tubos da etapa l-A, acrescente gota a gota, HCI 0,1M até mudança
de cor. Anoto a cor ilnal na folha de dados
5. Ao terminar, descarte o conteúdo de cada tubo de ensaio nos recipientes
específicos para esta llnahdade. Lave os tubos de ensaio com água da torneira
e continue com o próximo item. Não jogue este material diretamente na pia,
pois se trata de produto químico prqudicial ao meio ambiente

B. EquíHbrio de cromado de bário, BaCr04(s) com uma solução saturada de bons

BaCr04(s) :;:ê:::::::b Ba':(aq) ' Cr04 '(aq)

1. Em um cubo de ensaio coloque10 gotas (cerca de 0,5 ml) de K2CrC)4 0,10


M e acrescentegota a gota útrato de bário, Ba(N03)2 0,10M, atéperceber
alguma alteração. Guarde este tubo para a etapa 3-B.

2 Em outro tubo de ensaio, coloque 10gotas de K2Cr207 0,10 M. Acrescente 4


gotas de HCI e depois 10 gotas de Ba(NO;): 0,10 M. Anote se houver mudança
de cor e ou formação de precipitado. Guarde este tubo de ensaio para o item
4-B

3. Ao tubo de ensaio da etapa l-B acrescente,gota a gota, HCI 0,1 M até notar
alguma alteração. Anote o que você observou
4. Ao tubo de ensaio da etapa 2-B acrescente NaOH O,l M, até notar alguma
modihcação

5. Sugira alguma maneira de inverter as observaçõesdas etapas 3-B e 4-B. Teste


suas sugestões.

6 Em um cubo de ensaio coloque 10 gotas de K2Cr04 0,10 M e em outro tubo lO


gotas de K2Cr207. Acrescente algumas gotas de Ba(N03)2 0,10M a cada um
dos tubos. Anote suas observaçõesna folha de dados

7 Ao terminar, descarte o conteúdo de cada tubo de ensaio nos recipientes


especüicos para cata finalidade. Lave os tubos de ensaiocom água da torneira
e continue com o próximo item
EXPERIÊNCIA NQ9 Princípio de Le Chateher e equHíbrioquíiMco 95

C. Verificação da existência de mudança no equilíbrio químico.


1. Pegue 2 tubos de ensaio limpos e coloque 10 gotas(cerca de 0,5 ml) de
K2Cr207 e K2Cr04, uma solução em cada tubo. Acrescente algumas gotas
de KOH O,l M alternadamente em cada um dos tubos. Observe se há qualquer
mudança na cor da solução. Anote as suas observações na folha de dados.
2. Repita o procedimento do item l-C substituindo o KOH pelas seguintes
soluções:CH3C00H, H2S04, Ca(OH)2, NH40H, C2H50H, HN03. Anoto
suas observações
3. Ao terminar, descarte o conteúdo de cada tubo de ensaio nos recipientes
especí6cos para esta finalidade. Lave o material e deixe sua bancada limpa.

05.PRÉ,]:ABOliATÕRIO
1. 0 que você espera que aconteça se em uma solução saturada de CaS04:
a) Ca(NO;): é adicionado. b) H2S04 é adicionado
c) NaOH é adicionado

2. Para a reação da amónia com a água

=uà.:.l:ã?ü.=:===1:::W:.i.=:lsi#...:«,''
a) NaOH for adicionado à solução?
":
b) HCI for adicionado à solução?
c) NH3 for retirado(evaporado) da solução?

3. Escreva as expressões das constantes de equübrio para as reações

a) PC15 PC13 * C12

b) CH4 * C12 CH3CI * HCI

c) No * 0. 2NO

d) N204 2N02

e) BaS04(s) (aq) " SO4''(aq)

,::l:l=:='==Z.:=:lwÜ:='B::=T;1:3 =,11@:::::l=:
por litro e 4,12x 10'l mols de NH3 por litro, qual é o valor da constante de equilíbrio
(Kc), para a formação de NH3? Sabendo que Kc : K.(RT):, calcule K,. (R ; 0,082
L.atm mol'iK-i )
96 EXPERIÊNCIA NQ9 - Prhcípío deLe Chateher e equilíbrio químico

5. Dois mais de N02 são colocadosnum recipiente de l litro e atingem o


equübrio a uma temperatura em que Kc : 7,15,para a 'eação 2N02(g)
N204(g)- Quantos mais de N02 existem no equHíbrio? '''
à'Indique o efeito do aumento da pressão sobre os seguintes equilíbrios:

2S02(g) * 02(g) 2S03(g)


2ni(g)
302(g) 203(g)

2PbS(s) ' 302(g) 2PbOS(s) ' 2S02(g)

7. De que maneira poderá um aumento da temperatura afetar os seguintes


equilíbrios
16,8kcal
H2(g) * Br2(g) (g)
900 cal
C(diamante) C(Wdte)
265 kcal
C02(g) * 2S03(g) CS2(g) * 402(g)

8. A ligação do oxigénio com a hemoglobina Hb, formando a oxihemoglobina


Hb02, é parcialmente regulada pela concentração de H* e C02 no sangue. Embora
o equihbrio seja mais complicado, pode ser resumido como

Hb02 ' H' + C02 ;;ü::' C02'Hb-H* + 02


a) Escreva a expressão da constante de equilíbrio para esta reação.
b) Explique porque a produção de ácido láctico e C02 nos músculos durante
um exercício físico estimula a liberação de 02 da oxihemoglobina.

9. a) Escreva a expressão da constante de equilíbrio para a seguinte reação


reversível

N2 + O2 +:::: 2N0 + AH:181 kl


O que acontece com a concentração de NO no equübrio se
b) Mais 02 é adicionado?
c) N2 é removido?
d) A pressão no sistema é aumentada?
e) A temperatura no sistema é aumentada?
f) A reação do item a, forma óxido de nitrogénioNO, um gás poluente
também muito produzido por motores à combustão(automóveis). A reação para
a decomposição do NO, ocorre da seguinte maneira: 2NO ;;ü:: '' N2 * 02,
com uma constante de equihbrio a 25oC, Kn : 3,0 x 1031.Calcule a pressão parcial
de NO, no equihbrio
BXPERIENCIA N' 9 - Princípio de Le Chatelier e equilíbrio químico 97

Obs: Po ; 0,2 atm; PN : 0,8 atm

06.QUESTIONÁRIO

1.Qual a influência da concentração de H*(aq) sobre o seguinte equilíbrio:

2Cr04'2(aq) -:':-::+ Cr2O7'2(aq)


Complete a equação, acrescentando no lado adequado da reação o número
de tons H' e moléculas de H20 respectivamente

2. Qual a iiüluência da concentração de OH'(aq) sobre o seguinte equilíbrio:


Cr207'2(aq) -: ' 2Cr04'2(,q)
Complete e balancete a equação acrescentando tons OH' e moléculas de água

3. A partir das equações balanceadas, nas questões anteriores, explique os resultados


observados nas etapas A-2, A-3 e A-4, do procedimento experimental

4. Baseado no Principio de Le Chatelier, comente o seguinteequUíbrio

2Cr04'2(aq) Cr207'2(aq)

5. a) Que substâncias da etapa C do procedimento experimental, deslocam o


equilíbrio no sentido da reação que aumenta a concentração de bonsCr04'2(aq) ?
b) Que espécie química é comum a essas substâncias? ~'''
6. a) Que substâncias da etapa C do procedimento experimental deslocam o
equilíbrio no sentido da reação que aumenta a concentração de íons Cr207'2(aq) ?
b) Que espéciequímica é comum a estas substâncias? ' ' ~''"

7. Calcule K.,para a reação PC13 + C12 ;:ií:: PCIS , sabendo que no equílíbúo
as pressões parciais são PC13: 0,2 atm, C12: 0,1atm e PC15: 1,2atm. Admita que a
temperatura sqa 0,0oC. Qual é a unidade para esta constante de equilíbrio?
98 EXPERIÊNCIA Ne g - Princípio de Le Chatelier e equilíbrio químico

(Folha de dados)
EXPERIENCIA Ne 09

UQuiPE= .TURMA

DXtN. ....Ê....!. Na da bancada

A. Cor clãs $QbçÕç$. Anote a cor das soluções

1.CrO4'2(aq)--.................................Cr2O7'2(aq).-..

. on (aq)
2. Cr04'2(aq) * OH'(aq)-.-.-.................Cr207'2(aq)
+
3.Cr04'2(aq) * H (aq) --..-.-.-.-...-.Cr207'2(aq) * n (aq)
4. Tubo da etapa 3 mais OH (aq)

5. Tubo da etapa 2 ' H*(aq)

B. !iquUíbrio do cromadode:1bálb: Anote as mudançasde cor e/oua formaçãode


precipitado.

1.Cr04'2(aq) * Ba*2(aq)...
2.Cr207'2(aq) , H'(aq) " Ba*2(aq)..
3.Tubo da etapa B-l * H*(aq).
4.Tubo da etapa B-2 ' OH'(aq)..
5. a) Inversãoda reaçãoB-3
b) Inversãoda reaçãoB-4..-

6.Cr04'2(aq) * Ba'2(,q). ;Cr207'2(aq) . Ba 2(aq).

C. Observações

w=l
EXPERIÊNCIA N' 9 - Princípio deLe Chateher eequilíbrio químico 99

(Folha de dados)
EXPERIÊNCIA Ne 09
EQUIPE: .TURMA

DATA: ..../..../. Na da bancada

A. Cor das sç1l]4çÕç$.Anoto a cor das soluções.

1.CrO4'2(aq).-.-...............................Cr207'2(aq).

2. Cr04'2(,q) .. OH'(aq).--..-................Cr207'2(aq) * OH'(aq)

3. Cr04'2(aq) * H*(aq) -----.-.-.-...-.Cr207'2(,q) . H'(aq)

4. Tubo da etapa 3 mais OH (aq)

5. Tubo da etapa 2 * H*(aq).

B. Anote as mudanças de cor e/ou a formação de


precipitado.

1.Cr04'2(aq) . Ba'2(aq).
2.Cr207'2(aq) * H*(aq) " Ba*2(aq).
3.Tubo da etapa B-l * H*(aq).-
4.Tubo da etapa B-2 * OH'(aq).
5. a) Inversão da tenção B-3.-
b) Inversão da reação B-4.

6.Cr04'2(,q) , Ba'2(aq). ;Cr207'2(aq) * Ba 2(aq).

C. Observações

CH3CC)OH IH2SO4 jca(OH)2 INH4On IC2H5ou


EXPERIÊNCIA Na 10 - Títulação ácido - base 101

EXPERIÊNCIA N' IO

TI'RELAÇÃO ÁCIDO - BASE

OI. OBJETiVOS

No final desta experiência o aluno deverá ser capaz de:


8 Determinar a concentração de uma base por titulação=
8 Determinar a molécula-grama(Mol) de um composto
e Dominar a técúca de títulação.

02. INTRODUÇÃO

Na ciência e na indústria, frequentemente é necessário determinar a


concentração de bonsem soluções. Para determinar a concentração de um ácido ou
uma base, um método chamado titulação é utilizado. A titulação utiliza o fato de
que ácidos são neutralizados por bases para formar sal * água. A equação da reação
de neutralização é:

H' + OH' H20


significandoque um íon hidrogénioneutraliza um íon hidrudla. O número
total de bonshidrogénio é igual ao volume da solução multiplicado pela concentração
de bons hidrogénio
n:VM
onde n ; n' de mola de bons hidrogénio
V ; volume da solução em litros
M ; molaridade

O poRCoem que uma solução ácida for completamente neutralizada por uma
solução básica, é chamado ponto de equivalência. E o número de bons H' é igual ao
ne de bons OH
As concentrações de muitos compostos são usualmente expressas
como molaridade(M) ou mais/litro. E as concentraçõesde ácidos e bases são
frequentemente expressas em normalidade(N). Assim, a normalidade de um ácida
ou base é o n' de equivalentes(%), por litro de solução

r
M . .!
D
M'D = N

Onde, PM é o mol ou peso molecular, m é a massa em gramas, E é o equivalente


grama e é o n' de tons ionizáveis H' ou OH
Então podemos dizer que a 111glalidadÊde um ácido ou uma base multiplicada
pelo na de hidrogênios ionizáveis ou oxidrilas é igual a sua nomlalidade. Além disso,
102 EXPERIÊNCIA Na 10 - Titulação ácido - base

o n' de mais de um ácido ou base multiplicado pelo n' de hidrogênios ionizáveis ou


hidroxilas é igual ao que denominamos de çgl4i):aJÊ!!tçg
O ponto quando a base neutraliza completamenteum ácido(ou vice versa),
pode ser detectado com um indicador, que muda de cor com um excesso de tons
H* ou OH'. Fenofcaleínaé um indicador desse tipo, quando em meio ácido a
fenoftaleína é incolor, mas com excesso de íons OH' numa solução ela se torna cor
de rosa
Nesta experiênciavocê verá como prepararum solução de NaOH e
padronizá-lausandoum ácido de concentraçãoconhecida(o padrão). Em seguida
você determinará a massa molecular de um ácido utilizando a solução de NaOH que
você preparou, ou determinará a concentração de ácido acético existente num tipo
de vinagre comercial. O professor Ihe avisara qual dessas duas determinações você
fará, ou se fará as duas

03. MATERIAL

béquer (l de 100ml e l de 250 ml) l pipetavolumétrica10ml


espátula 3 erlenmeyer125ml
balança ácidooxálico(H00C-COAR) 0,10N
bastão de vidro ácido benzõíco (C.H:Coam)
frasco lavador álcool etílico (C:H:OH)
2 balõesvolumétricosde100ml água destilada (H.O)
l bureta de 25 ou 50 ml fenolftaleína (indicador)
suporte universal e gal.ras hidróüdo de sódio sólido(NaOH)
DEMONSTRAÇÃO: O sm ínsrruror dwerá demonstrarcomoproceda'para limpar uma bureta,
comoemaguar o seuindo'ior coma solução queserá utilizada, comogerar a bureta,e como titular
usandofenohalcínacomoindicador.

04. PROCEDIMENTO

A - Preparo da solução de NaOH


1. Pese um béquer pequeno (100 ml) e seco. Rapidamente, coloque 4 ou 5
pastilhas de NaOH com a ajuda de uma espátula e pese'o novamente.Anote a massa
na folha de dados. Acrescente ao béquer =E50m L de água destilada e agite com um
bastão de vidro até dissolver as pastilhas
2.Transfira a solução para um balão volumétrico de 100ml Em seguida, com
um frasco lavados, enxugue as paredes do béquer e o bastão de vidro, transferindo a
água para o balão, (Fig. A). Repita este procedimento por mais duas vezes
3. Finalmente, complete o volume do balão com água até a marca dos 100ml
(Fíg. A, abaixo). O volume final não precisa ser muito preciso. Agite a solução.
EXPERIÊNCIA N' 10 - Títulação ácido - base 103

B - Padronização da solução de NaOH


l Monte uma bureta no suporte universal utilizando uma garra para fixa-la
conforme mostrado na figura B abaixo.

2 Enxugue a bureta com mais ou menos 5 ml de solução de NaOH que você


preparou, antes de usá-la. Em seguida, encha a bureta com a solução de NaOH.
Zere-a recolhendo o excesso de solução em um béquer, de fonna que o menisco
fique na marca do zero. VeriHque que a parte abaixo da torneira esteja cheia de
líquido. Desta forma, a bureta está pronta para iniciar uma titulação

3 Separe três er]enmeyer e co]oque em cada um deles ]0,0 ml da solução padrão


de ácido oxáhco(H00C-C00H) medidos com uma pipeta volumétüca
Acrescente um pouco de água destilada(t 30 ml) e 3 gotas de fenoftaleína
4 Titule cada solução dos 3 erlenmeyer gotejando a solução de NaOH da bureta no
erlenmeyer, sob agitação, até o aparecimento da cor rosa. Pare de gotqar NaOH
e anote o volume gasto, lendo direto na bureta. Encha novamente a bureta com
NaOH, zero-a e repita a titulação utilizando os outros dois erlenmeyer. Anote
os volumes gastos em cada titulação. Obs;vocêdweparar degotqar NaOH assimque
a cor rosalzcarpemtanente.

5 A solução de NaOH padronizada será usada no procedimento C e D


6 Os resíduos neutralizados dos tremerlemmeyer podem ser descatartados na
pia. Vqa no item 6-D como proceder para tratar os resíduos. Faça isso ao final
do experimento.

Figura A Figura B
104 EXPERIÊNCIA Na 10- Titulação ácido - base

C - Massa molecular de um ácido


(O seu instrutor Ihe dirá se deve ou não/@er este otan)
1. Peseuma quantidade de ácido benzóico(aprox. 0,2 g), com precisão de 2 casas
decimais, e coloque num erlenmeyer limpo(não precisa estar seco). Adicione
aproximadamente 10ml de álcool etílico com uma pipeta e agite até dissolver o
ácido. Adicione três gotas de fenoftaleína e titulo com a solução de NaOH até o
ponto de viragem(aparecimento da cor rosa). Anoto o volume de NaOH gasto
(Vede o procedimento de titulação antepor, item B)
2. Após a neutralização, os resíduos podem ser descarnados na pia. Ver item 6-D.
D - Determinação da concentração de ácido acético no vinagre.
Obs: Adore a marca coma'ciaZ do vinagre qüe irã utilizar
l Com uma pipeta volumétrica coloque 10 ml de vinagre em um balão
volumétrico de 100 ml e completecom água até a marca dos 100 ml. Com
isso você fez uma diluição (lO vezes). Tome cuidado para não passar da marca
dos 100ml existente no balão. Caso contrário, a diluição será maior do que lO
vezes. Agite a solução
2. Separe três er]enmeyer limpos e coloque 10 ml- da solução diluída de vinagre
em cada um deles. Adicione três gotas de fenoftaleína e titule com NaOH até o
ponto de viragem do indicador. Anote o volume de NaOH gasto. Para proceder
a titulação üde item B
3. Anote no quadro a marca do vinagre que você usou e a concentração encontrada.
4. Anote na sua folha de dados os resultados de seus colegas para a mesma marca
de vinagre que você usou
5 Retire todo o NaOH da bureea e passe um pouco de água(20 ml) para retirar
o exesso de material aderido às paredes.
6. Junte todos as sobras das soluçõesem um béquer e proceda a sua neutralização
Para tanto é necessário colocar duas gotas de fenoltaleina e verificar a cor da
mistura final. Cor rosa indica mistura básica. E incolor indica mistura ácida
Verifique a cor da mistura de seus colegas e procure fazer a mistura adequada
tomando material emprestado, até que todos tenham suas soluções neutras.
O resíduo neutro poderá ser descartado na pia, pois não ofereceperigo de
contaminação ao meio ambiente. Peça ajuda ao seu instrutor.

05.PRÉ-LABORATÓRIO:
1. Existem aproximadamente 10g de cálcio, na forma de Ca2*, em 1,0L de leite.
Qual é a polaridade do Ca2* no leite?

2 Calcule o Dade mols e a massa do soluto em cada uma das seguintes soluções
a) 2,00 L de H2SC)4 18,5M, ácido sulfúrico concentrado.
EXPERIÊNCIA Ne 10 - Titulação ácido - base 105

b) 500 ml de glicose 0,30 M, C6H1206, usada nas injeções intravenosas.


c) 325 ml de FeS04 1,8 x 10'6M, a quantidade mínima de sulfatoferroso
percebida pelo sabor, na água

3. Calcule a molaridade de cada uma das seguintes soluções


a) 0,195g de colesterol,C27H460, em O,100L de soro sanguíneo.Esta éa
concentração média de colesteml no soro humano
b) 0,029 g de l2 em O,100L de solução. Esta é a solubilidade do l2 em água a
20a C

c) 0,86 g de NaCI em 100 ml de água, uma solução de cloreto de sódio para


mleçao mtravenosa
d) 4,25 g de NH3 e, 0,500 Lde solução, concentração de amónia nos produtos
de limpeza a base de amoníaco

41 Que volume de uma solução de ácido brõmico 0,33M é necessáüopara


neutralizar completamente 1,00L de hidróxido de báüo 0.15 M?
5. Calcule a nomlahdade de cada uma das soluções
a) 5,0 equivalentes de HCI em 2,0 L de solução
b) 0,050 equivalentes de Ba(OH)2 em 0,67 L de solução.
c) 0,0015 equivalentes de HCI em'100 ml de solução.

6. Que volumede HCI 0,421N é necessáriopara titular 47,00ml de KOH


0,204 N até o ponto de viragem do indicador fenoftaleína?

7. Na titulação de 0,1500g deus ácido foram requeridos 47,00 ml de NaOH


0,0120 N, até o ponto de viragem.
a) Qual é a massa de um equivalente desse ácido?
b) Se for um monoácido. Qual é a sua massa molecul,r?
c) E se for um díácido determine também sua massa molecular?

8. Qual é a normalidade de uma solução de H2S04, se 24,8 ml- dessa solução


são necessários para titular 2,50 g de NaHC03?
H2S04 + 2NaHC03 ----"''> Na2S04 + 2H20 + 2CO2

6. QUESTIONÁRIO
1. Por que na preparação da solução de NaOH(B-3) quando você dissolveu
as pastilhas de NaOH e transportou para um balão volumétrico de 100 ml, após a
adição de água, se o volume ultrapassou a marca do 100 ml, não tinha importância?

2. Os resíduos gerados neste experimento foram neutraliz,dos e depois


descarnadosna pia. Explique por que foi possível usar este procedimento?
106 EXPERIÊNCIA Ne 10 - Titulação ácido - base

Responda às perguntas 2, 3 e 4, somente se você fez o procedimento C

2. Sabendo-se que a fórmula molecular do ácido benzóico ê C7H602, utilize


uma tabela periódica para calcular sua massa molecular

3. Calcule o erro percentual da sua determinaçãoe;gerimental da massa


molecular do ácido benzóico.

4. Sugira três razões para o eno

Responda à pergunta 5, somente se você fez o procedimento D

5. No rótulo do vinagre que você titulou está escrito a concentração de ácido


acético. Por exemplo: 4,1%(nesse caso, como a densidade da água é apro ximadamente
1,0e a do ácido acético também, quase não importa se a porcentagem é v/v ou p/p),

N - ]il:iiÊi} - O,õ7 N

A concentração do ácido acético no vinagre estava carreta? Determine a


média aütmética de sua medida com a de seus colegas que titularam a mesma marca
Considerando esse valor como correto, qual o erro % do valor publicado no rótulo?
EXPERIÊNCIA NQ 10 - Titulação ácido - base 107

(Folha de dados)
EXPERIÊNCIA Ne lO

EQuipE .TURMA

l DATA: ....i.,..i
3N[N. ..../..../.... Ne da bancada

l A. Preparo
A. Preparo da
da solução
solução de
de NaOH
NaOH:
massa de NaOH

B. Padronização da solução de NaOH:


Normalidade da solução de ác. oxálico:
Volumes de NaOH gastos: na la titulação
na 2: titulação
na 3' títulação
Média dos volumes
Utilizando a equação NIVI : N2V2, calcule a normalidade da solução de
NaOH:

C. Massa molecular de um ácido:


Massa do ácido benzóico:(com 2 casas após a vírgula, no mínimo).
Volume de NaOH gasto: ' ' '
Utilizando a equação: onde "u" para o Tnonoácido é igual al
Determine a massa molecular do ácido benzóico
D. Detenninação da conc. de ácido acético no vinagre:
Nome comercial do vinagre
Volumes de NaOH gastos na la titulação
na 2' títulação:
na 3: titulação
Média dos volumes
A normalidade do ácido acético no vinagre que você analisou é:
(Lembre-se que você diluiu 10 vezes o vinagre antes de titular. Portanto não esqueça
de muldphcm por 10 o resultado que você obteve com a equação NIVl: N2V2)-
Resultados de seus colegas que analisaram a mesma marca de vinagre:
etc
EXPERIÊNCIA Na 10 - Titulação ácido - base 109

(Folha de dados)
EXPERIÊNCIA Ne lO
EQuiPE TURMA

DATA:
I'A: ..../..../
..../..../..- Ne da
Na da bancada

A. Preparo da solução de NaOH


NaOH:
massa de NaOH:

B. Padronização da solução de NaOH


NaOH:
Normalidade ác. oxálíco:
solução de ác
Normalidade da solução oxábco:
Volumes de NaOH
Volumes gastos:
NaOH gastos na la
latitulação:
titulação:
na 2: titulação
titulação:
na 3: titulação:
Média
Média dos volumes
volumes:
Utilizando NIVí :
equação NIVI
Utilizandoa equação Neva. calcule a
N2V2, calcule a normanda
normalidade da solução de
NaOH
C. Massa molecular de um ácido:
Massa do ácido benzóico:(com 2 casas após a vírgula, no mínimo).
Volume de NaOH gasto
Utilizando a equação: onde "D' para o monoácido é igual
al Detemúne a massa molecular do ácido benzóico
D. Determinação da cone. de ácido acético no vinagre:
Nome comercial do vinagre
Volumes de NaOH gastos: na la titulação
na 2' titulação:
na 3: titulação:
Média dos volumes

A normalidade do ácido acét:icono vinagre que você analisou é:


Obs:(Lembre-se que você diluiu 10vezes o vinagre antes de titular. Portanto
não esqueça de multiplicar por 10 o resultado que você obteve com a equação NIVl:
2 2

Resultados de seus colegas que analisaram a mesma marca de vinagre:


etc
EXPERIÊNCIA NQll - Calor de reaçãoe calor de sobdücação 111

EXPERIÊNCIA Ne ll

CALOR DE RalAÇÃOE CALOR DE SOLIDIFICAÇÃO

O1. 0BJETIVOS:
No final desta prática o aluno deverá ser capaz de:
e Compreender o funcionamento de um calorímetro
8 Comparar o calor liberado na combustão de uma vela com o calor envolvido
na mudança de estado de uma substância(cera)
e Aplicar a Lei de Hess para o cálculo do calor de reação(Entalpia de reação)

02. INTRODUÇÃO:
Nesta experiência você poderá comparar o calor liberada num processo físico
ordinário como a solidificação da cera com o calor de combustão da vela. A energia
potencial molecular diminui à medida que o calor de solidificação é removido. Nesse
processo não ocorre o rompimento de ligações químicas, como é o caso da combustão
da vela. Reações de combustão são reações de oxirredução com desprendimento
de grandes quantidades de calor. Esse calor é então aproveitado para proporcionar
mais coMorto para nossas vidas. Assim, o calor gerado na combustão do butano(gás
de cozinha), da lenha e do carvão é utilizado para cozinhar alimentos, gerar vapor
para movimentar as turbinas de uma indústria ou de uma urina termoelétüca, etc.
No caso de uma urina termoelétrica, o calor é utilizado para gerar energiaelétrica
Esse calor hberado numa reação química provém do balanço energético da
ruptura de ligações químicas e da formação de novas ligações. O rompimento de
ligações químicas absorve energia. E a formação de ligações libera energia. Se o
saldo for a liberação de calor para o meio ambiente, temos uma reação exotérmica.
Caso contrário, será endotérmica
Quando uma transfommçãodá-se à pressão constante,e o único trabalho
possível é o trabalho de expansão, o calor hberado é igual à vaüação de entalpia,(AH)
Na queima do carbono com excesso de oxigénio à pressão constante, forma-se dióxido
(]e carbono e são liberados 393,5kl de calor para cada mol de carbono consumido

C(s) ' 02(g) """''»'' C02(g) A H= 393,5kl


O sinal do AH é negativo porque houve liberação de calor. Logo, a entalpia final(Hf)
é menor do que a entalpia iMcial(Hi)
Essa reação pode ser conseguidaem duas etapas: primeiro, o carbono
pode ser queimado na presença de uma quantidade limitada de oxigénio

C(s) + b 02(g) ""'''»'' CO (g) A H = - 110,5kl


Então o monóxido de carbono formado nesta reação poderá ser queimado com
oxigêMo adicional.
112 EXPERIÊNCIA NQll - Calor de reação ecalor de sohdücação

CO(g) ' b 02(g) C02 (g) Â H - - 283,0y

Quando as reações químicas são adicionadas como se fossem equações


algébricas,os correspondentes AH podem ser adicionados da mesma maneira.

C(s) * b 02(g) co (g) ÂH ll0,5 y


COa & 283,0 k

C(s) ' 02(g) C02 (g) ÂH 393,5 y

Esta é uma ilustração da Lei de Hess. Ela estabelece que a vaüação da entalpia
para qualquer reação depende somente da natureza dos reagentes e dos produtos
E não depende do n' de etapas ou do caminho que a conduz dos reagentes aos
produtos
Uma equação,e o seu correspondenteÂH, podem ser multiplicadosou
divididos pelo mesmo número. Exemplo:

C(s) * b 02(g) -' CO (g) ÂH n0,5 kl


2C(s) * 02(g) -' 2C0 (g) ÂH 221,0 y

C) AH para uma reação pode ser expresso como a diferença entre as entalpias
dos produtos e dos reagentes:
A H reação ; (H produtos) - (H reagentes)
Isto significa que o sinal de AH muda quando uma reação é invertida, porque
os reagentes tornam-se produtos e vice-versa. Por exemplo

C(s) * 02(g) C02 (g) Â H ; - 393,0y

C02 (g) C(s) ' 02(g) A H - 393,0y

A Lei de Hess simplifica grandemente a tarefa de tabular variações de


entalpiade reações.O calor de reaçãoé igual à soma dos caloresde formaçãodos
produtos menos a soma dos calores de formação dos reagentes,

E(An f ./) produtos


0 0
f ,/ reagentes
EXPERIÊNCIA NQ ll - Calor de reação e calor de sohdíãcação 113

TABELA 1.ALGUNS CALORES DE FORMAÇÃO A 25' C


Substância Substância kjmol
74,8 187,6

239,0 '20,6
+226,0 .814,0
+52,3 46,1
84,6 ,412,1
110,5 415,9

C02 (g) '393,5 +143,0

ncl (g) '92,3 296,8


n2o (g) .241,8 '314,4

n2o (1) 395,7


Nota: de um elemento : 0
Exemplo: Calcule o calor de combustão do etanol C2H50H, para formar
dióxido de carbono e vapor d'água

c2H5on(1)' 302(g) 2co 2(g) * 3n2o (g)

O etanol libera uma quantidade considerável de calor quando queima

Experimentalmente podemos meda a quantidade de calor liberada usando


uma bomba calorimétiíca(calorünetro). A bomba calorimétrica é um instrumento
que mede o calor liberado ou absorvido por uma reação ocorrendo a volume
constante. Neste tipo de calorímetro uma câmara de aço (a bomba) é imersa em um
volume grande de água. O calor liberado da reação é então transferido para a água
Se a reação libera calor, a temperatura aumenta. Caso contrário, a temperatura
diminui. Nenhum trabalho é realizado quando a reação ocorre dentro da bomba
calorimétrica, mesmo quando gases forem envolvidos, pois o volume é constante e
AV : 0, assim,

 E = qv onde, qv calor liberada a volume constante

Para as reações exotérmicas nós podemos escrever

Calor liberadol Calor ganho


pelo sistema l pelo calorímetrol
114 EXPERIÊNCIA Na ll - Calor de reação e calor de solidihcação

Para simplificar os cálculos, a quantidade de calor absorvida por um


calorímetroé geralmenteexpressa como seu "equivalenteem água", que é a
quantidade de calor que o calorímetro absorve por grau de temperatura. O
equivalente em água do calorímetro é determinado queimando uma amostra que
produz uma quantidade conhecida de calor, e medindo o aumento de temperatura
do calorímetro. Por exemplo, a queima de 1,000gde um composto produz 2,196kcal
de calor, que aumenta a temperatura do calorímetro e de suas 3.000 g de água por
0,629'C, então;

Calor ganho Calor liberada Calor ganha


pelo calorímetr-ol pela amostrar pela água J

2196 cal(3000 g)(1,000 cal/gOC)(0,629)


L» variação da temperatura
massa da água L» Calor específico da água

(2.196) - (1.887) ; 309 cd

Agora podemos determinar a quantidade de água que absorveria a mesma


quantidade de calor causando a mesma variação de temperatura.
mcÂt:Q
m x 1,00x 0,629 : 309
m : 491 g de H20

Assim, o equivalenteem água do calorímetroé 491g. Isso significaque a


quantidade de calor necessáriapara aumentar a temperaturadas partes internas
do calorímetro de 1,00'C é a mesma quantidade de calor necessáriapara aumentar a
temperatura de 491g de água de 1,00'C
Nesta experiência, você não irá utilizar este tipo de calorímetro. Você montará
um calorímetro bem mais simples. Uma lata pequena com
água será o calorímetro. Uma lata maior será usada para
minimizar a perda de calor pelo movimentodo ar(vqa
figura ao lado)
O calor liberado na combustão de uma vela será,
então, transmitido para a água no calorímetro, aumentando
a sua temperatura. Entretanto, uma pequena parte do calor
se dissipa com os gases fot'rnadosna combustão e com o ar
aquecido

Figura 1.Calorímetro
EXPERIÊNCIA Ne ll - Calor de reação e calor de sohdiãcação 115

03. MATERIAL:
balança béquer150ml
vela(: 2 cm) argola
suporte para vela(forma de empada) suporte universal
latas ver lígura l cela de amianto
termómetro bico de bunsen
bastão de vidro tubo de ensaio. previamente
pesado, com cera dentro

04.PROCEDIMENTO
A. Calor de Combustão da Vela:
l Pese a vela com suporte e anoto a massa na folha de dados. Pese também a lata
vazia e encha-a com água até 2/3. Agora pese a lata com água. Vá anotando todas
as massas e utilize sempre a mesma balança. Monte o calorímetro conforme a
figura 1,e meça a temperatura da água.
2 Acenda a vela e deixe aquecer a água do calorímetro(a lata pequena) durante
mais ou menos 5 minutos. Após esse intervalo de tempo, apague a vela
soprando-a cuidadosamente para não perder massa. Agite a água devagar com
o termómetro até que a temperatura pare de subir. Anote então a temperatura
mais alta que o termómetro marcar e pese novamente a vela com o suporte.
Anoto os dados

B. Calor de solidificação da vela:


Uma quantidade de cera contida em um Cubo de ensaio é aquecida até completa
fusão, quando então, o Cubo com a cera é imerso em um béquer com água. O calor
hberado durante a solidücação da vela será transmitido para a água do béquer
aumentando sua temperatura.
l Pese o tubo com a cera dentro, com precisão de 0,01g. O tubo de ensaio vazio
já foi pesado e o seu peso está anotado no próprio tubo.

Anote esses pesos na folha de d3dotilâíae.r l,l.n. c.&\.Ptfq.-


2 Coloque o tubo com a cera dentro..4íl.lataj5aluena. A mesma do item A. Coloque
água até que toda a cera fique imersa (Fig. 2A). Aqueça-a até a sua completa
fusão. Vá devagar, não aqueça demais.
116 EXPERIÊNCIA Na ll - Calor de reação e calor de solidücação

Figura 2A Figura 2B
3. Pese um béquer vazio de 150ml com precisão de 0,0lg. Esse béquer será o
calorímerro da 2' parte. Coloque 100 ml de água suficientes para cobrir a cera
do tubo(Fig. 2B). Meça a temperatura da água e pese o béquer com a água.
4 Retine o tubo com a cera líquida do banho-mana e espere até que o primeiro
sinal de solidihcação apareça(a cera começa a apresentar manchas opacas)
Quando isso acontecer, coloque rapidamente o tubo com a cera no béquer de
150ml, que serve de calorímetro,agitando levementea água com o próprio
t:ubo de ensaio até notar que a temperaturaparou de subir. Anoto então a
temperar:ura(a temperatura máxima).

Obs: Nesta experiência não foram gerados resíduos químicos


05.PRÉ,LABORATÓRIO
l Calcule AHO para a combustão do acetileno, C2H2 a 25' C.(Admita que são
fonnados C02 gasoso e H20 liquido). Utilize a tabela 1, calores de formação a
25'C
C

2 C) dióxido de enxofre, S02, é um gás poluente existente em regiões industriais


Ele pode ser removido e oxidado a anidro sulfúrico, S03, que tem importância
comercial. Calcule AH' por mol para a reação de S02 com 02(g)

2S02 (g) ' 02(g) 2S03(g)

3 Calcule a variação de entalpia padrão a 25'C(z\H') que acompanha a reação de


39,2 g de S03 com suficiente quantidade de água:

so3 (g)'n2o (1) ; n2so4(1)


4 A tenção abaixo é uma das que oconem no processo de redução de ferro na
produção de aço nos alto-fornos:

Fe203 (s) * 3CO (g) "'''''» 2Fe(s) * 3C02(g)


EXPERIÊNCIA Na ll - Calor de reação e calor de solidificação 117

Determine AH' para esta reação a 298K dados os valoresde AH' para as reações
abaixo
3Fe203 (s) * CO (g) -----» 2Fe304(s) * C02(g) AH' ; -46,4kl
FeO (s) * CO (g) -----» Fe(s) * C02(g) AH' ; 9,0kl
Fe304(s) * CO (g) -----» 3FeO(s) * C02(g) AH' ; -41,0ül

5. A reação que ocorre durante a descarga de uma bateria típica de automóvel é

pb (s) ' pbo2 (s) * 2n2so4 (aq) 2PbS04(s) * 2H20 (1)

Dertermine o AH' para a reação utilizando a seguinte informação:


S03(g) ' H20(1) -- -» H2S04(aq.) AH': -133kl
pb(s) * pbo2(s) * 2so3(g) o4(s) An' : -77skl

6. A combustão de 1,048g de benzeno, C6H6(1) emuma bomba calorímétrica


submersa em 826 g de água, aumentou a temperatura da água de 23,64'C para
33,70'C. O equivalente em água do calorímetro é 216 g de água.
(a) Escreva a equaçãobalanceadapara a reaçãode combustão. Assuma
que os únicos produtos são C02 (g) e H20 (1).
(b) Calcule o calor de combustão do benzeno em kcal/g, kcal/mol, kl/g e
kJ/mol.

7. Nessa experiência você usa um calorímetro bem simples. Os resultados


que você obterá serão maiores ou menores do que aqueles que obteria se utilizasse
um calorímetro melhor. Por quê?

nà nT TFÇTTnNÁ p Tn

1. Uti[ize os ca]ores especíHcos da água, c : 1,00caVg'C e o da ]ata c : 0,10 ca]/


g'C e calcule a quantidade de calor absorvido pela água e pela lata. Expresse o
resultado em kcal e em kJ. (l cal : 4,18Joule)
Lembre-se;Q: m.c.A.T

2 Determine o calor de combustão da vela em kcal/g e em kl/g. Expresse o


resultado na forma da variação de entalpia de combustão, ÂHcomb.. Lembre-
se, AH : - calor liberado à pressão constante(que foi o caso dessa expeüência).

3. Na 2: parte dessa experiência,determine a quantidade de calor transmitida


para a água e para o béquer(c do béquer ; 0, 12 ca]/g'C)

4. Determine o ca]or de so]idificação da cera em kca]/g e kl/g. Expresse o resultado


em AH solid.
118 EXPERIÊNCIA Ne ll - Calor de reação e calor de solidificação

Compareos caloresde combustãoda vela e o de solídiHcação


da cera
ÁHcomb.
Explique por que AHcomb. >' AHsolid.
AHsolid.

6 Calcule o equivalente em água do calorímetro da parte A e do calorímetro da


parte B. Note que na parte A o calorímetro é a lata pequena. E na parte B, é o
béquer.
7. Sugira como melhorar o nosso calorímetro para que os resultados sejam mais
próximos dos obtidos por um calorímetro ideal, isto é, que todo o calor liberada
na combustão da vela ou na solidificação da cera sqa transmitido para a água
do calorímetro, e que a perda do calor seja mínima ou nenhuma(sistema ideal)

(Folha de dados)
EXPERIÊNCIA Ne ll
EQUIPE: .TURMA

DATA: ..../..../. Ne da bancada

Parte A: Calor de combustão


e Massa da vela com suporte antes de queimar(g)
e Massa da vela com suporte depois de queimar(g)
e Massa da lata vazia (g):
e Massa da lata com água (g):
e Temperatura da água antes do aquecimento('C)
e Temperatura da água depois do aquecimento('C)

PenteB: Calor de solidiÊcação


e Massa do tubo de ensaio (g)
e Massa do tubo de ensaio com cera (g)
e Massa do béquer vazio (g):
e Massa do béquer com água (g)
e Temperatura da água antes do aquecimento('C)
© Temperatura da água depois do aquecimento('C)
EXPERIÊNCIA Ne ll - Calor de reação e calor de solidificação 119

(Folha de dados)
EXPERIÊNCIA Ngll
KQuiPE: .TURMA

DATA: ..../..../. Ne da bancada

Parte A: Calor de combustão


e Massa da vela com suporte antes de queimar(g)=
e Massa da vela com suporte depois de queimar(g)
e Massa da lata vazia (g)
e Massa da lata com água (g):
e Temperatura da água antes do aquecimento('C):
e Temperatura da água depois do aquecimento('C)

Parte B: Calor de solídiÊcação


e Massa do tubo de ensaio (g):
8 Massa do tubo de ensaio com cera(g)=
e Massa do béquer vazio (g):
8 Massa do béquer com água (g)
e Temperatura da água antes do aquecimento('C)
e Temperatura da água depois do aquecimento('C)
O intervalo entre as páginas 121 e 128 não é mostrado nessa visualização
EXPERIÊNCIA NQ 13- DeEemlinação da massa molecular de um gás 129

EXPERIÊNCIA Ne 13

DETERMINAÇÃO DA MASSA MOLECULAR DE UM GÁS


EFEITO DA PRESSÃONO PONTO DE EBULIÇÃO

OI. O4ETiVOS

No final desta experiência o aluno deverá ser capaz de:


e Interpretar as leis que regem o comportamento dos gases ideais.
8 Utilizar a equação da lei do gás ideal, PV ; nRT
e Medir o volume e a massa de um gás
8 Utilizar a pressão de vapor no cálculo da pressão de um gás coletado sobre
a agua

02. INTRODUÇÃO
A maioria dos gases reais mostra um comportamento aproximado ao de um
gás ideal, especialmente se a pressão não for muito alta e a temperatura não for
muito baixa. Para uma amostra de gás constituída de um certo número de mais de
moléculas, há três grandezas mensuráveis, ou variáveis, que são matematicamente
relacionadas entre si. Estas são: Ho/#meJPressão e Zemperafwfa.
Relação pressão-volume: l;e/ de .BayZe. O aumento da pressão diminui
o volume de um gás de tal modo que o produto da pressão e volumepermanece
constante.

PVP

onde, P representa a pressão do gás, V é o seu volume e k é uma constante. Isto


significa que se dobrarmos a pressão, o volume será dividido ao meio. Se tríplicarmos
a pressão, o volume hcará V/3 do seu valor original, etc

Efeitos da temperatura: .Leí de C%urzes V : aT


Esta relação simples indica que o volume de uma quantidade determinada( número
de mais) de um gás é diretamente proporcional a sua temperatura na escala Kelvin,
se a pressão for mantida constante
Combinando as duas expressões, a da Lei de Boyle e a da l-ei de Charles, temos a lei
combinada dos gases;
nv. p.x
b n
Uma outra relação importante é V a n, ou sqa o volume(V) de um gás é
cjiretamenteproporcional ao número de mais(n) desse gás. Avogadro, em 1811
sugeriu que volumes iguais de gases diferentes contêm a mesma quantidade de
130 EXPERIÊNCIA Na 13- Determinação da massa molecular de um gãs

moléculas quando medidos nas mesmas condições de pressão e temperatura. Esta


sugestão é agora conhecida como prnlcípio de Avogadm
A lei do gás ideal: as leis de .BayZe,de C&ar7ese o Princípio de .ÁvoEadru
podem ser resumidos como

Leí de Boyle: Va-=


'P
Lei de Charles: V ct T
Princípio de Avogadro: V a n

Pela combinação das 3 proporcionahdades

Ou sqa; y R ! T, onde R é uma constante de proporciona]idade. (R : 0,0821litros


P
atm mol'lK'l)
Essa igualdade é comumente escrita na forma: PV ; nRT e é conhecida como lei do
gás ideal ou lei do gás perfeito.

Mistura de gases:.Le/ de Z)a/lo#ou Lei das pressõesparciais club os gases


exerceriam se cada um estivesse sozinho no recipiente.
Ptotal
. : P.
'a . PI.
'D * P.
'C +

Volume molar nas CNTP (condições normais de temperatura e pressão, 273,15K e l


atm). O volume ocupado por um mol, ou volume molar de um gás ideal nas CNTP é
nlIT
V
P

., (1,00 mo1) (0,082057 litros atm K' mo1') (273, 15 K)


V - ,V : 22,4 heras

Um mol de gás ideal ocupa 22,4 litros nas CNTP.

Gases coletados sobre água. É comum no laboratório coletar


um gás pela deslocamento da água. Nesta experiência o gás
butano é coletado pelo deslocamento da água(Figura ao
lado). Quando o nível da água dentro da proveta que coleta
o gás é o mesmo que o nível do lado de fora, a pressão total
(P total') é igual
'
à 'pressão aEmosféríca(P atm .)
EXPERIÊNCLA NQ13 - Detennínação da massa molecular de um gás 131

Medindo-se a temperatura da água, a pressão de vapor d'água, P , pode ser


obtida(vede tabela 1) e assim P. pode ser calculada por subtração; :'"

Ebulição: A tendência das moléculas escaparem da fase líquida para a gasosa


é medida pe]a pressão de vapor. Quando se e]eva a temperatura de um líquido, tal
tendência aumenta até o ponto em que ocone a ebulição. A ebulição consiste na
formação de bolhas de vapor(gás) no meio liquido. Estas bolhas podem se formar
quando a pressão de vapor toma-se igual à pressão exercida sobre o líquido. Se
a pressão exercida for l atm ou 760 mmHg, a água entrará em ebulição a 100'C.
Porém, a uma pressão menor, digamos 355,1mmHg, a água entrará em ebulição a
80'C, e a uma pressão de 1268,0mmHg a água só entrará em ebulição a 115'C

Lei de Graham de difusão e efusão

Difusão é o tempo dado à passagem de uma substância através de um outro


meio. Efusão de um gás é sua passagem através de uma abertura de um buraco de
agulha ou orifício. As duas leis em um só enunciado ficam: "a velocidade de difusão e
efusão de um gás são inversamenteproporcionais à raiz quadrada de sua densidade.
ou de seu peso molecular". As leis de Graham fornecem outro modo para determinar
pesos molecularespor medidas experimentais:

V V
ou
V V

03. MATERIAL

balança seringa lsqueuo


termómetro tubo de borracha béquer de 250 ml
bacia proveta(250 ml) barómetro
132 EXPERIÊNCIA Na 13- Determinação da massa molecular de um gás

04. PROCEDIMENTO

A. Determinação da massa molecular de um gás


Uma proveta de 100 ml é preenchida com água
e invertida numa bacia também com água(Figura ao
lado)
Uma das extremidades do tubo de borracha é
colocada no interior da proveta e a outra extremidade
é conectada a um isqueiro de gás(tipo bic ©)
(quando a válvula do isqueiro é aberta
pressionando o botão, o gás butano é liberada, deslocando a água do interior da
proveta

Obs: Ver'Óque se asjanelas do laboratório estão aba'ras.

Proceda da seguinte forma


1. Pese o isqueiro até 0,01g(duas casas depois da vírgula), utilizando a balança
semi-anahtica. Adoce o peso na folha de dados.(peça instruções ao professor).
2. Conecte o tubo de borracha na saída de gás do isquein)-
3. Mergulhe a proveta dentro da bacia com água até 2/3de seu volume, e inverta-a
de modo a ficar completamente cheia de água. Esteja certo que a proveta não
contém bolhas de ar

4 Meça a temperatura da água e anoto


5. Enquanto um colega segura a proveta, o outro coloca a extremidade da
mangueil:unhadentro da proveta, e segurandoo isqueiro aperte o gatilho
lentamente de modo a liberar o gás. Incline a proveta um pouco para nao
estrangular a mangueirinha.
6 Colete gás suficiente para deslocar aproximadamente
90 ml de água e feche o regístro do isqueiro. Posicione
a proveta de modo que o nível da água dentro e fora da
mesma sqa igual. Deste modo as pressões interna e externa
serão iguais(vqa figura ao ]ado).

7. Leia o volume do gás direto na proveta.


8. Remova o tubo do isqueiro e pese-o novamente. Caso
o isqueiro estejamolhado,use uma toalha de papel para
seca-lo.

9. Calcule a massa do gás pela diferença do peso do isqueiro nas duas pesagens
EXPERIÊNCIA Na 13- Determinação da massa molecular de um gás 133

Note: Se a conexão do tubo ao {sqüeira vazar, sms resultados estarão errados. Líberc o gãs
Imtamenre de modo a não congelar a saída do {sWeiro.

B. O efeito da pressão no ponto de ebulição.


Uma seringa é preenchida pela metade com água a uma temperatura
aproximadamente de 80'C. O bico da seringa é vedado. Quando o êmbolo é puxado
um pouco, a pressão diminui, e a água entra em ebulição naquela temperatura
Proceda da seguinte forma:
1. A água é aquecida em uma chapa elétrica a ü80'C
2. Usando uma seringa plástica de 50 ml, sugue t10ml
de água quente. Devolva a água para o béquer e repita a
operação de modo a aquecer a seringa.
3 Segure a seringa com o bico para cima e remova todo o gás
do seuinterior,(figura a, aolado).
4. Conecte um pequeno pedaço de tubo de borracha na
extremidade da seringa e aperte com os dedos de modo a
impedir a entrada de ar. Conserve o bico da seringa para
baço e puxe suavementeo êmboloda set:inga(figura b, ao
lado). Figuraa Figurab
5. A medida que o êmbolo é puxado para fora, a pressão no interior da seringa
diminui e a água entra em ebulição

Noras
1. Nãopme o êmbolo com muita/orça. Faça-o dragar e com cuidado
2.Segure semprea sninga com o bico para baixo quandopenar o êmbolo
3. Quando terminar, sequ( o sm local de trabalho edele o material organuado

05. PRÉ-LABORATÓRIO
l Por que é importante secar bem o isqueiro antes de pesa-lo novamente?
2. Na etapa 6, por que o nível da água dentro e fora da proveta devem ser os
mesmos quando for ler o volume do gás?
3. Suponhaque l0,0 litros de hidrogénionas CNTP(condições normaisde
temperatura e pressão; P : 1,00atm, T : 273,15K)são comprimidos a um volume
de 1,88litros a temperatura constante. Qual é a pressão final?
4 Uma amostra de dióxido de carbono ocupa um volume de 34,0 litros a 28,0'C e
946 mmHg. Qual é o volume que o gás ocuparia nas CNTP?

5 Suponha que 5,00g de gás oxigénio, 02, a 35' C é encerrado em um recipiente


com a capacidade de 6,00 litros. Considerando o comportamento do gás ideal,
calcular a pressão do oxigénio em mmHg.
134 EXPERIÊNCIA Na 13- Detemiinação da massa molecular de um gás

PesoAtómico: O ; 16,01 O. ; 32a/mol

6. Suponha que 0,500g de gás oxigénio é coletado a 30,0'C. Calcule o volume em


milihtros ocupado pelo gás, se ele for coletado:
(a) seco, a 735 mmHg,
(b) sobre água a uma pressão (total) de 735 mmHg.

7. Suponha que 1,64L de gás H2, medidos a 38'C e 2,40 atm, são queimados em
excesso de oxigénio para tornar água. Quantos litros de oxigénio medidos a
38,0'C e 1,20 atm são consumidos?

8 Por que numa panela de pressão o alimento cozinha mais rápido que em uma
panela comum?

9 Qual a diferença entre difusão e efusão? Como as medidas destas propriedades


podem ser usadas para obtenção de pesos moleculares dos gases?

10. Um certo gá$ X, efunde através de um buraco de agulha, a velocidade de 4,73


x 10'4 mol s'l. Se o metano, CH4, efunde através do mesmo bumco de agulha
sob condições comparáveisà velocidadesde 1,43 x 10'3 mol s'l, qual o peso
moleculardeX?

nà nT TFÇTTnNÁ D Tn

Parte A.
l Calcule a massa molecular do butano.(Lembre-se de subtrair a pressão de
vapor da água,(vqa tabela l em anexo), e anote a temperatura e a pressão)
cu b=1 1
PV : nRT

2.
A massa molecular do butano, C4H10 é 58,0. Compare o resultado que você
obteve detetrninando o erro relativo em porcentagem

Erro relativo = erro absoluto x 100:


valor aceito
Erro absoluto ; valor experimental - valor aceito

3. Como você pode explicar que o butano é um liquido no isqueiro e é um gás


quando coletado?
4 Por que é necessário subtrair a pressão de vapor da água?
5. Por que a pressão de vapor da água varia com a temperatura?
EXPERIÊNCIA Ne 13- Determinação da massa molecular de um gás 135

Parte B

6. Explique por que a água entra em ebulição a uma temperatura bem abaixo do
ponto usual de ebulição da água(100'C a l atm)?
7. Por que bolhas de ar aparecem antes que a temperatura atina o ponto de
ebulição?
Resposta:A solubilidade dos gases diminui com o aumento da temperatura
Assim, quando aquecemos a água, algumas bolhas se formam, principalmente
nitrogénio e oxigêMo, componentes de maior abundância na atmosfera
Esta demonstração funcionaria com outro liquido?

TABELA 1. Variação da pressão de vapor d'água com a temperatura


Temperatura,'C
15

16

17

18

19

20

21

l atm : 760 mmHg ; 1,013bar : 1,0Toro ; 14,696psi : 0,9678kgf/cm:


136 EXPERIÊNCIA Na 13 - Determinação da massa molecular de um gás

(Folha de dados)
EXPERIÊNCIA Ne 13

EQuiPE: .TURMA

D}AN. ....!....}. Na da bancada

1. Massa do isqueiro:

2. Temperatura da água:

3. Volume do gás:
4. Massa do isqueiro após a colegado gás
5. Pressão atmosféüca:
EXPERIÊNCIA Na 13- Detemlinação da massa molecular de um gás 137

(Folha de dados)
EXPERIÊNCIA Ne 13

EQUipE: .TURMA

DATA: Na da bancada

1. Massa do isqueiro:

2. Temperatura da água:

3.Volume do gás:
4. Massa do isqueüo após a colegado gás
5. Pressão atmosférica
O intervalo entre as páginas 139 e 164 não é mostrado nessa visualização
EXPERIÊNCIA Na 17- Produção de alúmen 165

EXPERIÊNCIA N' 17

PRODUÇÃO DE ALÚMEN

OI. OBJETIVOS:
No anal desta experiência o aluno deverá:
e Elaborar um processo químico que pode ser usado para transformar
latas vazias de alumínio em um composto muito útil, o alúmen,
KM(S04)2.12H20.
© Efetuar cálculos de rendimento de um processo químico.
8 Efetuar cálculos baseados nas equações químicas.

02. INTRODUÇÃO
Nesta experiência você irá transformar latas vazias de alumínio em um
composto químico muito útil. Você irá preparar o alúmen, sulfato duplo de alumínio
e potássio hidratado, KAI(S04)2.12H20, a partir de latas vazias de alumíúo.
O alumínio reage muito pouco com soluções ácidas diluídas porque a sua
superfície é normalmente protegida por uma camada muito lona de óxido de
alumínio. Por outro lado, soluções alcalinas dissolvem a camada de óxido e atacam
o metal, formando o ânion tetrahídroxialuminato,[AI(OH)4]'. Quando se adiciona
ácido, uma das oxidrilas é neutralizada, formando um precipitado na forma de
flocos de AI(OH)3. Continuando a adicionar ácido, este precipitado se dissolve.
Alümens são compostos iónicos que se crisçalizam a partir de soluções
contendo ânion sulfato, um cátion trivalente( A13*, Cr3', Fe3*) e um cátion
monovalente (K', Na', NH4')
Rendimento de uma reação: Muitas reações químicas não são totalmente
completadas, isto é, os reagentesnão são completamente convertidos em produtos.
Em alguns casos eles sofremmais do que um tipo de reação,formandooutras
substâncias além das desejadas.

RENDIMENTO Valor experimental x 100


Valor cale ulado

Exemplo: 15,62 g de benzeno, C6H6. reagem com excesso de ácido nitríco


HN03, produzindo 18,0 g de nitrobenzeno, C6H5N02
166 EXPERIÊNCIA Na 17- Produção de alúmen

Qual é o rendimento desta reação ?


C6H6 * HN03 >- C6H5N02 * H20
Imol Imol Imol Imol
78,1g 123,1g

78,1g de C6H6 reagemcom HN03 para formar 123,1g de C6H5N02


15,62X
X : 24,6 g : Valor calculado.

RENDIMENTO Valor experimental x 100 !8,0 x 100-73,1%


Valor calculado 24,6 '

Portanto o rendimento da reação é de 73,1olo

03. MATERIAL
Balança - Tesoura
Funil de Btlchner - Béquer de 150ml
Papel filtro - Béquer de 250 ml
Água destilada - Bastão de vidro
Chapa de aquecimento - Kitasato de 500 ml
Proveta de 250 e 50 ml - C)culos de segurança
KOH 1,5M - H2S04 9 M.

Obs: Usar óculosde segurança,guarda-pó ecapelaquímica

Cuidados:
Nesta experiência serão usados produtos químicos conosivos e cáusticos que
geram vapores instantes às vias respüatórias e podem causar queimaduras na
pele e mucosas. Ácido sulfúrico 9 M e hidróxído de potássio 1,5M. A manipulação
destes materiais requer o uso de equipamento de segurança individual como:
guarda-pó e óculos. E devem ser maMpulados na capela química. Deixe as janelas
do laboratório abertas para ventilar a área. Os resíduos gerados devem ser tratados
de forma adequada, seguindo as informações dadas durante o desenvolvimentodo
experimento.

04. PROCEDIMENTO
l Cada aluno deverá trazer uma lata vazia de alumínio(refrigerante ou cervqa)
previamente cortada e limpa com palha de aço conforme a orientação abaixo
EXPERIÊNCIA Na 17 - Produção de alúmen 167

Corte uma lata de forma a obter um retângulo de 6x7 cm retirando o topo e o fundo
Remova com a palha de aço a tinta da lata o melhor que puder.
Sqa cuidadoso para não se machucar.

2 Pese o retângulo de alumínio com precisão de t 0,01 g. Você precisará


aproximadamentede lg de alumínio. Anote a massa. Recorte a sua peça de
alumínio depois de pesada em pequenos pedaços de mais ou metros 0,4 cm

3 Coloque os pedaços de alumínio num béquer de 150 ml e adicione 50 ml de


KC)H 1,5 M. Bolhas de hidrogénio se formarão. Coloque o béquer sobre uma
chapade aquecimento (Fig. 1- A) e aqueça um pouco a solução para aumentar a
velocidade da reação. Regule a chapa no mínimo. Não utilize o bico de bunsen
Faça isso na capela. Durante a reação, a solução que era inicialmente incolor,
dorna-se escura. Em menos de 30 minutos a tenção deve estar completa, quando
parar de borbulhar hidrogénio.

4. Enquanto a reação está ocorrendo, monte o aparato para efetuar a lliltração a


vácuo ou a Hltração por aspiração. Fixe o kitasato, coloque o funil de Búchner
na boca do kitasato (Fig. 1 - B) e ponha um papel Hltro no funil, (a boca do
funil é de 5 cm, o papel deve ser exatamente igual a 5 cm). Desligue a chapa
aquecedora

5 A solução quente precisa ser Hltrada, utilizando o aparato de filtração que você
montou. Com ajuda de um bastão de vidro, derrame o conteúdo do béquer
dentro do funil(Fig. 1 - B). Todo resíduo escuro deve ficar retido no 61tro
deixando o Hltrado incolor. O filtrado é o que interessa para a próxima etapa

6 Transllra o filtrado incolor para um bêquer cle 250 ml limpo(Fig. 1 - C).


Enxágue o kitasato duas ou três vezes com água destilada utilizando um frasco
lavador(use t 10ml), despqando-a no béquer. Se a solução ainda não esfriou
coloque o béquer em um banho de gelo.

7. Com cuidado, sob agitação, adicione 20 ml de ácido sulfúrico, H2S04 9 M,


na solução(use uma proveta). Inicialmente irá aparecer um precipitado de
hidrõxidode alumínio,AI(OH)3, que se dissolveráquanto mais ácido for
adicionado. Note que a solução aquecera, devido à reação ácido-base ser
exotérmica. Se necessário, aqueça a solução um pouco, com agitação constante
para completar a reação. Na solução ficam os tons potássio, K*, tons alumínio,
;\13', e tons sulfato, S042-. Se depois de haver aquecido a solução, por 2 a 5
minutos, permanecer algum sólido, fíltre a mistura como na etapa 4 e conserve
o Hltrado incolor. Na âltração utilize o mesmo funil de Búchner usando um
papel filtro limpo
168 EXPERIÊNCIA Na 17 - Produção de alúmen

8. Um banho de gelo já deve estar preparado na sua bancada. Coloque o seu


béquer com o Hltrado no banho de gelo e esfregue o fundo do béquer com um
bastão de vidro para iniciar a precipitação por uns 15a 20 minutos. Cristais de
alúmen irão se formar

Figura 1 - A Figura 1 - B Figura 1- C

9 Lave o funil de BÍlchner e coloque um papel filtro novo. FilETeos cristais de


alúmen transferindo os crísrais para o funil. Para remover todos os cristais do
béquer use uma so]ução de etano]/água 50 % previamente resfríada.

10 A solução de água/etanol pode ser preparada misturando 15 ml de etanol


com 15ml de água e resfriada num banho de gelo. Use 1/3dessa solução para
enxaguar e transferir para o funil os cristais que ficaram adeüdos às paredes do
béquer. Enxugue o béquer duas vezes mais. Esta mistura resfriado também irá
au;aliar no processo de remoção de impurezas e de secagem dos cristais.

11 Utilizando um bastão de vidm, espalheos cüstais uniformementesobre o


papel de filtro dentro do funil de BÍÂchnere deixe sob sucção por 5 minutos,
para que sequem bem. Enquanto os cristais ficam secando, pese com precisão
de 0,01g um béquer de 100m] limpo e seco. Anote o peso do béquer vazio.

12 Transfira todos os cristais de alúmen secos ao ar, por sucção, para o béquer e
pese-o novamente. Determine a massa do alúmen formado e o rendimento da
reação. As reações do processo estão representadas pelas equações abaixo:

13. Á solução restante no kÍrasaropode ser descarnada napia, pois não é tóxica. Parte do KOH
reagiu com o alumínio aparte/oi nmtralizado pelo ácido sujMrico. Vqa as reaçõesabaixo.
Lave o mareríaZ e dele sua bancada limpa.
EXPERIÊNCIA N' 17- Produção de alúmen 169

Reações do alumínio com KOH

2M(s) 2KOH(aq) * 6n2o(1) (,0 2ÍN(on)4l'(aq)


3H2

Adição de H2S04

[A(OH)4]'(aq) * 3H'(aq) + AI(on)3(s) ' 2H2o(1)

Acüção de mais H2S04

AI(on)3(s) ' 3H'(aq) (,0 3H20(1)

Reshíando a solução, o alúmen precipitará

(aq) ' 2 (S04)2'(aq) . 12H20 -- K'U(S04)212H20(s)

05. PRÉ,LABORATÓRIO:
1) Muitos produtos dehmpeza de fogões contêm NaOH ou KOH. Eles não devem
ser utilizados na limpeza de panelas e peças delicadas de alumínio. Por quê?

2) A análise de um minério de chumbo, galena, revelou ser composta de 11% de


sulfato de chumbo, PbS, e 89 % em peso de impurezas. Que massa de chumbo
está contida em 50 g desse minério?

3) Etilenoglicol, C2H602 é usado em radiadores de automóveis. Um método para


produzir pequenas quantidades de etilenoglicol no laboratório é pela reaçãa
do 1,2-dicloroetano com carbonato de sódio em solução aquosa, (vqa reação
abafo), depois destilada para purücar o etilenoghcol

C2H4C12 + Na2C03 + H20 i- C2H602 + 2 NaCI + C02


Quando 13,4 g de 1,2-dicloroetano são utilizados nesta reação, 5,25 g de etilenoglicol
são obtidas.
a) Calcule a quantidade teõüca de etilenoglicolque deveria se formar.
b) Qual o rendimento desta reação ?
c) Qual a massa necessária de Na2C03 ?
170 EXPERIÊNCIA Ne 17- Produção de alúmen

4 Uma amostra de cal virgem(CaO), pesando 68 gramas foi preparado pelo


aquecimentode 131gde calcado(CACO;). Qual foi o rendimento em % ?

CACO;n) A Cao(s) + CIo2(g)

5 Bicarbonato de sódio(NaHCO:), pode ser purificado dissolvendo-o em água


quente 60'C, Hltrando-o para remover as impurezas insolúveis e resíriando-o
a O'C, para precipitar o NaHCO; sólido, e então filtrando o sólido para retirar
as impurezas solúveis. Qualquer quantidade de NaHCO; que permaneça na
solução não é recuperada. A solubilidade do NaHCO; em água a 60'C é 164g/L
e sua solubilidade em água gelada a 0'C é de 69g/L. Qual é o rendimento em %
desta purificação? Resposta: 58 %.

06. QUESTIONÁRIO:
1) Qual o rendimento que você obteve para a produção do alúmen?

2) Cite três utilidades para o alúmen ?

3) Ácido cítrico, C6H807, um componente das geleias e alguns refrigerantes com


sabor de frutas é preparado industrialmente pela fermentação da sacarose pelo
fungo "AsP(z#ííusniger".A reação total é

C12H22011 + H20 + 302 )'' 2C6H807 * 4H20-


Qual é a quantidadede ácido cítrico produzida a partir de 100kg de sacarose,se o
rendimento da reação for 86,2 % ?

4) Tolueno, C6H5CH3, é oxidado pelo ar a ácido benzóico(vqa reação abaixo)


em condições cuidadosamente contFcnladas.O ácido benzóico, C6H5C02H, é
usado para preparar benzoato de sódio, C6H5C02Na, que é um conservante
de alimentos. Qual é o rendimento da reação se 5,0 kg de tolueno for convertida
em 6,02kg de ácido benzóico ?

2C6H5CH3 + 302 » 2C6H5C02H * 2H20


5) Cite 3 materiais, além do alumínio, que já são ou poderiam ser reciclados
EXPERIENCIA N' 17 Produção de alúmen 171

(Folha de dados)
EXPERIÊNCIA N' 17

EQUipE: .TURMA

DXtk. ....!....}. Na da bancada

MASSA DE ALUMÍNIO

MASSA DE ALÚMEN OBTIDO

Observações:
EXPERIÊNCIA Na 17 - Produção de alúmen 173

EXPERIÊNCIA N' 17
EQUIPE: .TURMA

DATA: Ne da bancada

MASSA DE ALUMÍNIO

MASSA DE ALÚMEN OBTIDO

Observações:
~:gi :;gi :.à

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-zÊ :..Ê -.êg.8: ,B
.u :ai -.Sil:a! ;
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