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AFÉRESES

TRANSFUSIONAL E TERAPÊUTICA

Karin Zattar Cecyn


COORDENADORA DO SETOR DE AFÉRESES - UNIFESP
AFÉRESE TRANSFUSIONAL E
TERAPÊUTICA

Aspectos Históricos
Definição
Principaistecnologias Utilizadas
Aplicação Clínica em Aférese
Aféreses
Transfusional e Terapêutica

▪ Palavra de origem grega

▪ Separação/ Remoção seletiva

▪ Troca/Modificação de um componente sanguíneo

▪ Executada com instrumentos automatizados


Journal of Pharmacology and
Experimental Therapeutics no. 5 (1914)

Plasmaférese (remoção de plasma com retorno de corpúsculos) ------1914 por John Abel na
Universidade de Johns Hopkins- Baltimore
Plasmaférese- Primeiros Relatos

Division of Infectious Diseases, Lebedev Street,


Vadim Alexandrovich Nikolay Konstantinovich Saint‐Petersburg. (Bacteriological Laboratory was located
Yurevich (1872-1963) Rosenberg (1876-1933). in the 3rd building). This complex was demolished in 1985.

“For the Question Regarding Washing of Blood


Outside the Body and the Vitality of Red Blood Cells”
Russkiy Vratch (Russian Physician) journal no. 18 in
1914
Russian Pioneers of Therapeutic Hemapheresis and
Extracorporeal Hemocorrection: 100‐Year Anniversary of the
World's First Successful Plasmapheresis

Russkiy Vratch Journal


Vol. XIII, no. 18, 1914 (5).
Tecnologia- Aférese

Melhorou o equipamento
Alan Lathan
Desenvolveu o “Latham Bowl”

 Haemonetics Model 10
 Haemonetics Model 30

Mais tarde adaptou-se a coleta de plaquetas com fluxo intermitente


Tecnologia em Aférese

 2º geração em TA
 1960 George Judson, engenheiro da IBM - filho com LMC
 INC-IBM ------fluxo contínuo com capacidade de coleta e remoção de
leucócitos mas também TP e eritrocitaférese.
 IBM e Cobe Lab - Cobe Spectra no final dos anos 80

 3º geração em TA
 1970 Fenwal- Baxter
 Herbert Cullis - Fenwal e Yoichiro Ito do “The National Institutes of Health”
Tecnologia em Aférese

1) Menor volume extracorpóreo

2) Monitores e alarmes

3) Operação automatizada programável,

4) Tamanho e peso reduzidos;

5) Taxa de fluxo variável que permite personalização

6) A capacidade de executar vários procedimentos


diferentes
SEPARADOR CELULAR
1 KIT DESCARTÁVEL
SOLUÇÃO ANTICOAGULANTE- ACD-A/ HEPARINA
Tipos de equipamentos de Aférese

Haemonentics MCS+
Gambro/BCT(Terumo)
Baxter/Fenwal CS 3000
Cobe Spectra
The Spectra Optia system
Com.Tec Freseneus
PRINCÍPIO DA AFÉRESE
• Remoção, Troca ou Modificação Eficiente de algum
componente sanguíneo circulante:

CITAFÉRESE

PLASMAFÉRESE

• Recombinação e reinfusão dos demais componentes


AFÉRESE TRANSFUSIONAL

Gerar hemocomponentes coletados por


aférese
AFÉRESE TERAPÊUTICA

Aférese de pacientes onde constituintes do


sangue são trocados, removidos ou modificados
para alcançar a proposta terapêutica
AFÉRESE TERAPÊUTICA

 Substâncias Patogênicas Removidas por Plasmaférese


 Antibodies
 Autoanticorpos

 Aloanticorpos

 Complexos Ag-Ac
 Paraproteínas
 Toxinas
 Envenenamentos Exógenos
Tipos de Procedimentos em Aférese
 Troca Plasmática (TPT)
êuticos e Transfusionais
 Troca Eritrocitária (RBCX)

 Leucaféreses

 Plaquetaférese ou Trombocitaféreses
Procedimentos Seletivos em Aférese


êuticos
Citaférese Adsortiva
e Transfusionais
 Imunoadsorção
 Plasmaférese com Dupla Filtração
 Fotoaférese Extracorpórea
 Reoaferese
 Imunoadsorção
 Beta-2 microglobulina colunas
 Lipoproteinas aférese
Tecnologia em Aférese

 Quanto a forma de separação dos componentes


sanguíneos:

 FILTRAÇÃO
 CENTRIFUGAÇÃO
 COMBINAÇÃO DOIS MÉTODOS
 ADSORÇÃO
AFÉRESE FILTRAÇÃO
EFETIVADE DO PROCEDIMENTO:
1- TAXA DE FILTRAÇÃO QUE É LIMITADA A 30-35% DO PLASMA
2-CARACTERISTICAS DA MEMBRANA (POROS DE 0.2-0.6 μm)

• NÃO É SELETIVA

• Coeficiente de filtração- Taxa de concentração do soluto no sangue e a


proporção de filtração pela membrana do filtro

Fatores que afetam:


1- Depósito de substâncias formadas no filtro
2- Formação de Fibras ou coágulos
3- Adsorção de proteínas
4-Tamanho da molécula
Característica da Molécula Alvo para TPE

1- Identificação do agente etiológico ou substâmcia tóxica


2- Alto peso molecular ex: 15.000 D
3- Taxa de formação mais lenta
4- Baixo volume de re-distribuição
5- Distribuição intravascular
CENTRIFUGAÇÃO

➢ Separa os Componentes:
- Da força de Centrifugação
-Velocidade do Fluxo Sanguíneo

Baseia-se
Na densidade de cada componente co
CENTRIFUGAÇÃO - CINTA

Spectra Cobe
CENTRIFUGAÇÃO

BOWL
TECNOLOGIA EM AFÉRESE
IMUNOADSORÇÃO

 Diferente da terapia de TPE convencional,

 imunoadsorção remove agentes nocivos, mantendo


componentes do plasma naturais,

 permitindo a modificação do próprio plasma do paciente


para ser utilizado como uma solução de substituição
Colunas de Adsorção/ Remoção Seletiva

O Plasma é separado dos elementos celulares por centrifugação


O plasma é perfundido através de uma coluna/filtro para remoção
seletiva.

Exemplos de Coluna:
 Coluna de Sulfato Dextran: remove LDL
 Coluna de Proteina A Staphylocócica- remove IGG por se ligar a
fração Fc do Complemento
RHEOPHERESIS

HF-440
Fotoaférese- Indicações
Indicações:

✓ Cutaneous T-cell lymphoma (CTCL

✓ Graft-Vs.-Host Disease (GVHD)

✓ Scleroderma

✓ Solid organ transplantation

✓ Nephrogenic systemic fibrosis

✓ Crohn’s disease
Quanto ao Fluxo:

FLUXO INTERMITENTE FLUXO CONTÍNUO

 O sangue é retirado, processado e


 Executado em ciclos
reinfundido simultaneamente.
(centrifuga, separa e reinfunde)
• Prós: VE menor , estabilidade
• Prós: punção única hemodinâmica e rapidez
• Contra: Volume extracorpóreo • Contra: 2 punções em acesso periférico
poderá ser maior
• Ex: COBE Spectra, Fenwal C3000 Plus,
• Ex: Haemonetic V50 Fresenius AS
RECOMENDAÇÕES DE AFÉRESE
TERAPÊUTICA

 CATEGORIA I
 Aférese terapêutica é padrão e é aceitável
 São incluídas doenças nas quais a terapia com
aférese é considerada de 1º linha
 Terapia Primária ou em conjunto com outras
terapia iniciais
RECOMENDAÇÕES DE AFÉRESE TERAPÊUTICA

 CATEGORIA II

 Aférese Terapêutica é geralmente aceita.

 Entretanto, é considerada como tratamento de


suporte a outra modalidade de tratamento mais
definida.
RECOMENDAÇÕES DE AFÉRESE TERAPÊUTICA

 CATEGORIA IIIinsuficientespara estabelecer a


eficácia da aférese ter
 Deve ser utilizada como parte de um esforço
excepcional para o qual terapias convencionais
tenham falhado
RECOMENDAÇÕES DE AFÉRESE TERAPÊUTICA

 CATEGORIA IV
 Experiências controladas disponíveis não conseguiram
demonstrar a sua eficácia

 A terapêutica com aférese é desencorajada e só deveria


ser realizada através de um protocolo de pesquisa
aprovado
Grau de Recomendação

 1A- Forte recomendação/ alta qualidade de evidência


 1B- Forte recomendação/ moderada qualidade de evidência
 1C- Forte recomedação/ baixa qualidade de evidência

 2A- FRACA recomendação/ alta qualidade de evidência


 2B-FRACA recomendação/ moderada qualidade de evidência
 2C-Fraca recomendação/ baixa qualidade de evidência
CASO CLÍNICO

LBS, Fem, 41 anos, sem comorbidades, procurou atendimento em PS

Fraqueza e mal-estar, com piora há 5 dias;


Apresentava dor óssea generalizada, cefaleia, alteração visual e episódio convulsivo.

EF-
REG, lúcida e orientada mas com períodos de confusão mental, descorada +++
hidratada, anictérica, acianótica e subfebril.
Ausculta cardíaca e pulmonar e exame abdominal sem anormalidades;
extremidades bem perfundidas, sem edema e sem sinais de trombose venosa porém
presença de petéquias.
Laboratório:
↓Hemoglobina 5.0 g/dL, VCM 92.3 fL, ↑ RDW 24.8% presença esquizócitos
↓Plaquetas 6000/µL
GB- 3700/µL (Band 3% , PMN 62%, Limp 35%)

↑ Total bilirrubinas 2.0 mg/dL BI -1.6 mg/dL


↑ DHL 1096 U/L (normal 135–250 IU/L)
↓ Haptoglobina <20 mg/dL (normal 30–200 mg/dL)
↑ Reticulócitos - 14.1%
Negative Coombs Direto

Negativo Anticardiolipina, β-2 glycoproteina I


antibody, FR, Anti-CCP, ANCA screening, CH50
Negativo- sorologias para hepatite B, C e HIV
Normal U- 8 mg/dL
Normal C- 0.7 mg/dL
↓ ADAMTS 13 <1% atividade (normal 68–163%)
↑ADAMTS 13 inhibitor 4.0 (normal <0.4 BEU) PLASMIC SCORE- 6
Diagnosticado PTT Solicitada ao BS- TP
❑ É indicada?
✓ Frequência do Procedimento
✓ Acesso Vascular
✓ Equipamento/ Fluxo
✓ Volemia processada
✓ Hemostasia e anticoagulação
✓ Balanço Hídrico
✓ Fluido de Substituição

PTT - Microangiopatia trombótica rara,
Trombocitopenia e Anemia Hemolítica

Auto- AC inibem atividade do ADAMTS13


(desintegrina metaloproteinase e uma
trombospondina tipo 1)

Racional para TP - é a substituição do ADAMTS13


e remoção de anticorpos ao vWF e anti-ADAMTS13
Diagnosticado PTT Solicitada ao BS- TP
❑ É indicada?
✓ Frequência do Procedimento
✓ Acesso Vascular
✓ Equipamento/ Fluxo
✓ Volemia processada
✓ Hemostasia e anticoagulação
✓ Balanço Hídrico
✓ Fluido de Substituição

Frequência dos Procedimentos
 A frequência é determinada pela:
Doença de base
Está relacionada ao tipo de anticorpo presente
Taxa de equilíbrio (redistribuíção e efeito rebote)

Remoção de IgM :
 Predominantemente intravascular
 Procedimento ----------MENOS frequentemente
 Remoção de IgG remoção:
 Predominantemente extravascular
 Procedure ---------------MAIS frequentemente
% Recuperada
Constituintes % Removida em 48 Horas
Fatores de 25-50 80- 100
coagulação
Fibrinogênio 63 65
Imunoglobulinas 63 45
Paraproteínas 20-30 variável
Enzimas Hepáticas 55-60 100
Bilirrubinas 45 100
C3 63 60-100
Plaquetas 25-30 75-100
Diagnosticado PTT Solicitada ao BS- TP
❑ É indicada?
✓ Frequência do Procedimento
✓ Acesso Vascular
✓ Equipamento/ Fluxo
✓ Volemia processada
✓ Hemostasia e anticoagulação
✓ Balanço Hídrico
✓ Fluido de Substituição

ACESSO VASCULAR
✓ Cateter Venoso Central Tipo Diálise

Vantagens
❑ Garantia de alto fluxo
❑ Comodidade/estabilidade durante a coleta

Desvantagens
❑ Pneumotórax
❑ Sangramento
❑ Infecção
❑ Trombose
Diagnosticado PTT Solicitada ao BS- TP
❑ É indicada?
✓ Frequência do Procedimento
✓ Acesso Vascular
✓ Equipamento/ Fluxo
✓ Volemia processada
✓ Hemostasia e anticoagulação
✓ Balanço Hídrico
✓ Fluido de Substituição

Volume extracorpóreo (VE)
Diferentes Separadores Celulares

SEPARADOR VE VE

CS 300 A-35 453 ML SVCC-323 ML

AS TEC/COM.TEC RVY-194 ML C4Y-128 ML P1Y-176 ML

SPECTRA 284 ML

AMICUS 163 ml (+79 ml na fase


CMN)

(Moog, 2010)
Diagnosticado PTT Solicitada ao BS- TP
❑ É indicada?
✓ Frequência do Procedimento
✓ Acesso Vascular
✓ Equipamento/ Fluxo
✓ Volemia processada
✓ Hemostasia e anticoagulação
✓ Balanço Hídrico
✓ Fluido de Substituição

CÁLCULO DA VS E VP

PACIENTE
SexO VOLEMIA ST*
ALTURA (VST)
PESO
Plasma
volume
VST 60%
3600 mL
6000 RBC Volume
mL 40% 2400 mL

VST x (1-Ht) = VOLEMIA PLASMÁTICA


*based on Nadler/Allen nomogram
Pouca eficiência no processamento além
1-1.5 VP

Decréscimo da Eficiência:
•1VP= 63%, •2 VP=86% , •3 VP=95%
Diagnosticado PTT Solicitada ao BS- TP
❑ É indicada?
✓ Frequência do Procedimento
✓ Acesso Vascular
✓ Equipamento/ Fluxo
✓ Volemia processada
✓ Anticoagulação
✓ Balanço Hídrico
✓ Fluido de Substituição

Anticoagulação

 ACD-A

 Heparina

 Combinação de ACD-A e Heparina


Anticoagulação e Aférese

ACD-A

 Solução A Acido Citrato Dextrose (ACD-A)


o 10,665 mg citrato /500
o Liga-se ao cálcio ionizado (Ca++)
 Inibe
a ativação de fatores da coagulação
dependentes de cálcio
 O mais comum anticoagulante utilizado nos
procedimentos de aférese
Anticoagulação em Aférese

 Citrato- ACD- A
 ACD-A contains 3% citrate (112 mmol/L of citrate or 21.3 mg/mL)
 1.0 a 1.8 mg/kg/min
 Causa hipocalcemia e hipomagnesemia

 Toxicidade ao Citrato ( riscos individuais)


o Baixo peso
o Mulheres
o Idosos
o Doença Hepática
o Doença Renal
Anticoagulação em Aférese

 A CD - A  ACD-A + Heparina

So lu ção d e cit rat o a


 500 ml ACD-A/ 5.000 UI
3% heparina
 relação A CD -A  Relação ACD-A
1 2:1 - 1 5 :1  25:1 - 30:1
 Heparina bolus
 25-50 U/Kg Inicial, após
10U/Kg de 30/30 min
Diagnosticado PTT Solicitada ao BS- TP
❑ É indicada?
✓ Frequência do Procedimento
✓ Acesso Vascular
✓ Equipamento/ Fluxo
✓ Volemia processada
✓ Anticoagulação
✓ Balanço Hídrico
✓ Fluido de Substituição

Balanço Hídrico
Fluido (Plasma) Fluido (AC + fluido de
Removido do paciente substituição) fornecido ao
paciente

Isovolemia
Fluido removido= Fluido substituído

Hipovolemia
Fluido removido> Fluido substituído

Hipervolemia
Fluido removido < Fluido substituído
Diagnosticado PTT Solicitada ao BS- TP
❑ É indicada?
✓ Frequência do Procedimento
✓ Acesso Vascular
✓ Equipamento/ Fluxo
✓ Volemia processada
✓ Anticoagulação
✓ Balanço Hídrico
✓ Fluido de Substituição
✓ Número de Procedimentos
• Soluções de Substituíção

• PFC
• PFC em combinação com Albumina humana a
5%
• Albumina Humana a 5%
• CH
• CH + albumina Humana a 5%
• Regeneração Plasmática
Diagnosticado PTT Solicitada ao BS- TP
❑ É indicada?
✓ Frequência do Procedimento
✓ Acesso Vascular
✓ Equipamento/ Fluxo
✓ Volemia processada
✓ Anticoagulação
✓ Balanço Hídrico
✓ Fluido de Substituição
✓ Reações Adversas
Classificação das Reações ao CITRATO

LEVE Parestesia peri-oral


Parestesia de extremidades

Parestesia - mãos, pés, tórax


Calafrios,
MODERADA Náusea/vômito
Cólicas abdominais
Hipotensão moderada
Inquietação

Dor Abdominal
Tetania
GRAVE Arritmia Cardíaca
Hipotensão severa
REAÇÕES ADVERSAS

 HIPOCALCEMIA
 COMPLICAÇÕES ASSOCIADAS AO ACESSO VASCULAR
 REAÇÕES ALÉRGICAS
 INFECÇÕES
 ALTERAÇÕES FARMACODINÂMICAS
Diagnosticado PTT Solicitada ao BS- TP
❑ É indicada?
✓ Frequência do Procedimento
✓ Acesso Vascular
✓ Equipamento/ Fluxo
✓ Volemia processada
✓ Anticoagulação
✓ Balanço Hídrico
✓ Fluido de Substituição
✓ Reações Adversas
✓ No de Procedimentos
PLASMAFERESE TRANSFUSIONAL

• A doação de plasma por aférese pode ser feita em


situações especiais, com o objetivo de suprir a
necessidade transfusional de determinados
pacientes.

• O intervalo mínimo entre 2 plasmaféreses de um


doador é de 48 horas, com no máximo 4 doações
no período de 2 meses, não devendo ultrapassar 12
doações ao ano.
PLAQUETAFÉRESE
PLAQUETAFÉRESE:

 As plaquetas são fragmentos celulares produzidos pelos


megacariócitos e exercem papel fundamental na
hemostasia.
PLAQUETAFÉRESE

 TRANSFUSIONAL:
 ENCONTRA SUA MAIOR INDICAÇÃO

 TERAPÊUTICA:
 TROMBOCITEMIA ESSENCIAL
Plaquetaférese: Doadores

 Devem preencher os critérios de doadores de sangue total


 Triagem Clínica
 avaliação DO ACESSO VENOSO
 Exame Laboratorial Adicional : hemograma
 Volemia Processada: 1 volemia calculada através da relação
peso/altura
 Intervalo entre Doações: 48 horas, máximo 24 doações ao ano
 tempo médio de duração: 1-1,5 h
PLAQUETAFÉRESE
PLAQUETAFÉRESE:

 É

 É


 É



PLAQUETAFÉRESE- VANTAGENS

 MENOR EXPOSIÇÃO A VÁRIOS DOADORES


 MENORRISCO DE CONTAMINAÇÃO DE
DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS PELO SANGUE
 MENOR CONTAMINAÇÃO DE LEUCÓCITOS
 MENOR SENSIBILIZAÇÃO
 REFRATARIEDADE
 POSSIBILIDADE
DE 1 DOADOR FORNECER
PLAQUETAS DUPLAS
ERITROCITAFÉRESE

 TRANSFUSIONAL

 TERAPÊUTICA
ERITROCITAFÉRESE TRANSFUSIONAL

OBJETIVO:
COLETA DE CONCENTRADO DE HEMÁCIAS DE DOADORES SADIOS

 Separação e remoção das hemácias dos


outros componentes sanguíneos e a
substituição por hemácias de doadores c/ ou
s/ soluções colóides.
Eritrocitaférese Terapêutica

 REMOÇÃO DE HEMÁCIAS ANORMAIS OU


EXCESSO DE HEMÁCIAS
ERITROCITAFÉRESE
TERAPÊUTICA

 INDICAÇÕES :

 1- Policitemia Vera categoria- I


 2- Poliglobulia 2º categoria-III
 3- HEMOCROMATOSE categoria- I
 4-HEMOGLOBINOPATIAS – categoria- I
ERITROCITAFÉRESE TERAPÊUTICA

 HEMOGLOBINOPATIAS

 Tratamento e Profilaxia de AVC

 Síndrome Torácica Aguda


ERITROCITAFÉRESE TERAPÊUTICA

 SOLUÇÃO DE SUBSTITUIÇÃO:

 CONCENTRADO DE HEMÁCIAS
IRRADIADOS E FILTRADOS
 ALBUMINA HUMANA
 SOLUÇÕES COLOIDAIS
ERITROCITAFÉRESE TERAPÊUTICA

VANTAGENS:
 Aumenta rapidamente o HT
 diminui Hb S para < 30%
 Evita sobrecarga de ferro a longo prazo
 Evita sobrecarga de volume

DESVANTAGENS:
 Exposição Aumentada doadores alogênicos de sangue X
Transfusão simples de CH
LEUCAFÉRESES

TRANSFUSIONAL E TERAPÊUTICA

 LINFÓCITOS LINFOCITAFÉRESE
 MONÓCITOS CPSP

 GRANULÓCITOS GRANULOCITAFÉRESE
LEUCAFÉRESES

 PROCESSAMENTO DE 2,5 OU MAIS VOLEMIAS DE


SANGUE

 PODE- SE REMOVER 30-50% DA MASSA DE


LEUCÓCITOS
LEUCAFÉRESES

 TERAPÊUTICA :

 INDICAÇÕES:

 LEUCEMIAS COM HIPERLEUCOCITOSES CATEGORIA -I

 NÃO TEM A FINALIDADE CURATIVA


GRANULOCITAFÉRESE
TRANSFUSIONAL

 TRANSFUSIONAL:
 COLETA DE GRANULÓCITOS DE DOADORES SADIOS
PREVIAMENTE ESTIMULADOS COM G-CSF ASSOCIADO
OU NÃO A CORTICÓIDE

 G CSF- Induz a neutrofilia em sangue periférico e aumentar


o rendimento da coleta por aférese.
GRANULOCITAFÉRESE

 INDICAÇÃO:

 Paciente Neutropênico Severo


 Ampla cobertura antibiótica
 Sem perspectiva de recuperação leucocitária a curto prazo.
GRANULOCITAFÉRESE

 MAIOR DIFICULDADE DOADORES

 O PRODUTO COLETADO DEVERA SER SEMPRE IRRADIADO


 UTILIZAÇÃO DE HEMOSSEDIMENTADORES DE HEMÁCIAS
 RENDIMENTO: superior a 1 X 1010/KG
 Doador sempre deverá ser ABO compatível
GRANULOCITAFERESE TRANSFUSIONAL

 CUIDADOS COM O DOADOR:


◆ Recomenda-se que o intervalo mínimo entre as doações de granulócitos
não seja menor que 48 horas.
◆ volume de plasma removido por semana deve ser inferior a 1000ml e,
◆ o volume de hemácias removido em 8 semanas não ser superior a
200ml.
◆ Deve-se, também, monitorizar as contagens de células no sangue
periférico do doador, e suspender os procedimentos assim que forem
detectadas citopenias
LEUCAFÉRESE

COLETA DE CÉLULAS
PROGENITORAS DO SANGUE
PERIFÉRICO (CPSP)
CPSP • Células pluripotentes com
capacidade de auto-
renovação e diferenciação
celular, em diversos
precursores hematopoiéticos

• Expressam o Ag CD34+

Baech & Johnsen,Stem Cells, 2000;18:76-


86
CÉLULAS PROGENITORAS CD 34+

Hematopoiese Normal:
Medula óssea- 0.5-1%

Sangue periférico 0.05%


MOBILIZAÇÃO PARA TMO ALOGÊNICO

 Doadores:
 G-CSF- 10-20 mcg/Kg/dia/5 dias

 Quando Iniciar a Leucaférese?


 No 4o e 5o dia da administração de
G-CSF
MOBILIZAÇÃO PARA TMO AUTOLOGO

 PACIENTES:
 Mobilização:
 G-CSF
 QUIMIOTERAPIA + G-CSF- 5-16 mcg/Kg/dia
 PLERIXAFOR

 Quando Iniciar a Leucaférese?


 Apos nadir leucocitário, quando há recuperação dos GB.
 Inicia-se a dosagem por CF de celulas CD34+ no SP
 Quando maior que 10/mm3
Esquema de Mobilização para TMO
Autólogo
Remissão
completa
Paciente Doença
GB> CD34
com residual
mínima Mobilização 1000/mm3 >10/mm3
doença de células
neoplásica CD34
CD34+ + SP

G-CSF 5-16
Tratamento mcg/kg/dia
da doença
de Base

Leucaférese
LEUCAFERESE PARA COLETA DE CPSP

1- CONVENCIONAL
2- GRANDE VOLUME**

**É o processamento de 3 ou mais volemias


sangüíneas em uma única sessão de
aférese
Citometria de
Fluxo Produto
Sangue
periférico da
leucaférese
LEUCAFÉRESE

Equipamento de Aférese Colorgrama


LGV em Pacientes Pediátricos
LGV

Produto Final
Coletado

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