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REPÚBLICA DE ANGOLA

UNIVERSIDADE LUEJI A ´NKONDE

FACULDADE DE ECONOMIA

TRABALHO INVESTIGATIVO DE INTRODUÇAO A GESTAO

TEMA: GLOBALIZAÇAO

-DEFINIÇAO

-VANTAGENS E DESVANTAGENS

-QUAIS FORAM AS MUDANÇASQUE TROUXERAM PARA A EMPRESAS


NACIONAIS.

INTEGRANTES DO GRUPO “A”


-FERNANDO DA SILVA

-ALFREDO ANTONIO

-LELO ESPIRITO CAVUNDURI

-PAULO XAVIER

-OSCAR JAIME

-JOSÉ URINEIA

-ALFREDO PEDRO

-FILOMENA BUMBA

-ALBERTO CATOMBO

-BALBINA CANCO

-MARIA SUCAR

DOCENTE:

Índice:
Paginas

1…………………………………………….……………………………introdução

2…………………………………………………………………..……globalização

3………………………………………………….………………………….Conceito

4 ………………………………………………..……vantagens e desvantagens

4 …………………………………………….………vantagens da globalização

5-…………………………………………...……desvantagens da globalização

6 ………………………..…. …. As mudanças para as empresas nacionais

10…….…………………………………………………………………. Conclusão:

12……………………………………………………………………… Bibliografia

Introdução:
A globalização da economia mundial e a crescente busca da qualidade e de maior
produtividade de um modo geral impõem, aos diferentes países, a necessidade de uma
aproximação que permita a complementaridade das suas economias, bem como a
utilização de meios mais eficientes, com o objectivo de aumentar a competitividade de
seus produtos no mercado mundial.

O Sector Transportes, apresenta-se com deficiências que, associadas à expansão das


fronteiras produtivas, principalmente de grãos agrícolas, fazem com que o custo final
dos nossos produtos no mercado externo seja bastante onerado.

A ideia dos "corredores biomecânicos" surgiu e propagou-se da necessidade de se


buscar novas formas e meios de transporte que permitissem uma diminuição dos custos
finais dos produtos brasileiros no mercado do Extremo Oriente, com a utilização de
portos situados na costa do Pacífico.

Globalização Processo no qual a distância geográfica se torna num factor de, menor
importância no estabelecimento e desenvolvimento de relações transfronteiriças, de
relações políticas e sócio-culturais. As pessoas tornam-se conscientes desse facto.
Redes de relações e dependências tornam-se mundiais. Este potencial de relações e
dependência causa medos, resistência, acções e reacções”

As principais características da globalização são a homogeneização dos centros


urbanos, a expansão das corporações para regiões fora de seus núcleos geopolíticos, a
revolução tecnológica nas comunicações e na electrónica, a reorganização geopolítica
do mundo em blocos comerciais (não mais ideológicos), a hibridação entre culturas
populares locais e uma cultura de massa universal, entre outros."

A Globalização

O termo globalização designa um fenómeno de abertura das economias e das


respectivas fronteiras em resultado do acentuado crescimento das trocas
internacionais de mercadorias, da intensificação dos movimentos de capitais, da
circulação de pessoas, do conhecimento e da informação, proporcionados quer pelo
desenvolvimento dos transportes e das comunicações, quer pela crescente abertura
das fronteiras ao comércio internacional.

Apesar do fenómeno da globalização se ter intensificado fortemente ao longo das duas


últimas décadas, ele não totalmente novo. Na verdade, a globalização foi iniciada no
séc. XV com os descobrimentos portugueses, período em que as trocas comerciais
adquiriram um dimensão mundial. Ao longo dos séculos seguintes, a globalização foi-
se intensificando motivada pelo acentuar das trocas comerciais entre os países
europeus e as suas colónias espalhadas por todo o mundo. Na segunda metade do séc.
XX, no rescaldo da IIª Guerra Mundial o fenómeno ganha novo ímpeto com o
surgimento de diversas formas de integração económica (com destaque para a CEE
(Comunidade Económica Europeia) e para a EFTA (Europa free trade associasion) e
o desenvolvimento dos transportes e das comunicações. Mas é já no final da década de
1980 que o termo globalização começa a ser utilizado, designando não apenas a
mundialização da economia, mas também o intercâmbio cultural e a interdependência
social e política ao nível mundial. Globalização teve seu início e começou a
desenvolver-se de fato, com a empreitada europeia em direcção aos outros continentes.
Outros defendem que começou ainda antes com a expansão do império romano por
Alexandre, o Grande. O Autor Thomas L. Friedman no livro Os Lexos da Oliveira,
denomina a globalização como uma vertente da fragmentação da política, que teve seu
auge a partir do ano de 1945, com o final da Segunda Guerra Mundial, até 1989, com
a queda do muro de Berlim, o que simbolizou o insucesso do Socialismo.
“Não existe uma definição única e universalmente aceita para a globalização.
A globalização caracteriza-se por um processo de integração global que induz ao
crescimento da interdependência entre as nações, objectivando um claro entendimento
quanto aos princípios desse processo, concordando com a perspectiva de David Held e
Anthony McGrew, para uma clara compreensão o seguinte conceito de globalização
será adoptado:
É o conjunto de transformações na ordem política e económica mundial que vem
acontecendo nas últimas décadas. O ponto de mudanças é a integração dos mercados
numa “aldeia-global”, explorada pelas grandes corporações internacionais. Os
Estados abandonam gradativamente as barreiras tarifárias para proteger sua
produção da concorrência dos produtos estrangeiros e abrem-se ao comércio e ao
capital internacional.
a globalização denota a escala crescente, a magnitude progressiva, a aceleração e o
aprofundamento do impacto dos fluxos e padrões inter-
regionais de interacção social.

Definição:

Globalização é o processo de constituição de uma economia-mundial através da


integração dos mercados nacionais e do aprofundamento da divisão internacional do
trabalho. Os agentes da globalização são os fluxos de mercadorias, capitais e
informações que atravessam as fronteiras nacionais e criam um espaço mundial de
transacções.
No século XlX, a divisão internacional do trabalho reflectia a força do intercâmbio de
mercadorias e dos investimentos gerados pelo capitalismo industrial. No século XX, a
emergência das empresas transnacionais correspondeu a um salto na integração dos
mercados e a uma reorganização produtiva baseada na difusão da indústria para os
países subdesenvolvidos. A centralização de capitais proporcionada pelas fusões entre
transnacionais gera gigantes económicos e capazes de actuar, efectivamente, em escala
planetária.

A etapa actual da globalização fundamenta-se na redução generalizada das barreiras


entre os mercados nacionais. O comércio internacional cresce a taxas mais rápidas
que as do crescimento da produção, ampliando o peso do mercado externo na dinâmica
das economias nacionais. Os fluxos de capitais - tanto de investimentos produtivos
como de financeiros - experimentam uma expansão inédita e desenvolvem-se em
velocidade espantosa. Os fluxos de informações, estruturados por redes públicas e
privadas, criam espaços virtuais que ignoram as fronteiras políticas.

Ao mesmo tempo, emergem blocos económicos supranacionais que, por meio de


tratados diplomáticos ou pela própria dinâmica dos fluxos económicos, facilitam a
circulação de mercadorias e capitais e configuram mercados interiores. Essa
tendência, de regionaliza

As vantagens e desvantagens da globalização

Existem muitas vantagens, como o acesso mais fácil a outras culturas, o acesso "quase"
igual a tecnologia, a sociedade em rede q nos permite contacto com todo o mundo.
Mas não podemos deixar de falar das desvantagens, como a maior exploração dos
países pobres pelos ricos, já q não existem barreiras e esses países de economia rica e
desenvolvida podem entrar nas nações subdesenvolvidas com facilidade, explorarem a
mão de obra e matéria prima e ainda venderem seus produtos importados, muitas vezes
arrasando a economia nacional. Os mais pobres acabam saindo e perdendo

Vantagens da globalização

1-A abertura foi fundamental no combate à inflação e para a modernização da


economia com a entrada de produtos importados, o consumidor foi beneficiado:
podemos contar com produtos importados mais baratos e de melhor qualidade e essa
oferta maior ampliou também a disponibilidade de produtos nacionais com preços
menores e mais qualidade.

2-A globalização é que ela gera empregos, investimentos externos, traz tecnologias,
melhora a relação do país com os outros países, ajuda o país a participar das trocas
comerciais internacionais, traz cultura de outros lugares.

Pontos positivos

- A globalização surge como condição subjectiva fundamental das transformações


estruturais em direcção a um mundo solidário, pacífico e de cooperação dos povos
para superar os antagonismos e conflitos decorrentes da competição entre economias
nacionais.

- A formação de uma consciência social de um poder político global.

-Tais como a despoluição dos mares, o controle e tratamento dos resíduos nucleares, a
expansão das redes de comunicação e a aproximação e cooperação entre inúmeros
movimentos sociais não governamentais, recuperando assim, o rumo e o sentido da
história.

- Barateamento e a melhoria dos serviços de telefonia e a popularização da internet e


dos canais de televisão por assinatura permitindo a integração entre pontos distantes
do planeta (revolução tecnocientífica)

- Abandono gradativo das barreiras tarifárias, que protegem a produção dos países da
concorrência estrangeira e se abrem ao fluxo internacional de bens, serviços e capitais.

- A globalização financeira, estimula o crescimento económico porque viabiliza o


financiamento rápido de projectos de investimentos. Mas, ao mesmo tempo, é um
elemento desestabilizador.

Desvantagens da globalização

1. A necessidade de modernização e de aumento da competitividade das empresas


produziu um efeito muito negativo, que foi o desemprego. Para reduzir custos e poder
baixar os preços, as empresas tiveram de aprender a produzir mais com menos gente.
Incorporavam novas tecnologias e máquinas.
2.
3. Desvaloriza a cultura nacional, faz com que as transnacionais se instalem em
outros países pobres, explorando a matéria-prima abundantemente e pagando mão-de-
obra barata.

Pontos negativos
.-O processo está evoluindo rapidamente e é difícil detê-lo. E, como tudo na vida, tem
um lado negativo.
-A primeira denúncia é de que a globalização económica está decepando os empregos
também em escala global e num ritmo igualmente veloz. No fim da linha, dizem os
críticos, haverá uma crise social de proporções
-O desemprego estrutural é um processo cruel porque significa que as fábricas
robotizadas não precisam mais de tantos operários e os escritórios informatizados
podem dispensar a maioria de seus dactilógrafos, contadores e gerentes.
-Do processo económico sempre sofreu suas crises de adaptação, mas as próprias
crises sempre produziam soluções.
-Por ser um processo que provoca a ansiedade das pessoas, e também porque serve de
matéria-prima para o oportunismo político, o desemprego está produzindo um debate
um pouco desfocado.
-. Por isso, seu controle da política económica interna está se esgarçando.
-Há uma perda de controlo sobre a produção e comercialização de tecnologia, coisa
que, nos tempos da Guerra Fria, seria impensável. Naquela época, a tecnologia estava
ligada a soberania dos países. Hoje, para empresas que operam em escala planetária e
têm uma multiplicidade de contratos para cumprir em várias partes do mundo, a
origem da tecnologia, da matéria-prima e do trabalho não tem a menor importância,
desde que seu custo seja baixo e sua qualidade seja alta.

As mudanças que trouxeram para as empresas nacionais


As mudanças no mercado de trabalho e o desemprego

Nas últimas décadas, as mudanças estruturais e tecnológicas, produtivas e


organizacionais vêm reflectindo no mundo do trabalho. No presente trabalho,
propusemos um estudo do mercado de trabalho e do desemprego. Seu objectivo
principal foi verificar como o mercado de trabalho está estruturado, como suas
transformações e o desemprego se manifestam numa cidade média. Buscamos
compreender as mudanças estruturais do capitalismo, dentre as quais a globalização,
políticas neoliberais e a Terceira Revolução Industrial, suas repercussões no mercado
de trabalho e suas consequências como, por exemplo, o desemprego. Neste estudo,
procuramos traçar o perfil dos cadastrados à procura de emprego através da SERT
(Secretario do emprego e relações do trabalho) e, também mostrar como as
transformações, que ocorreram no mercado de trabalho em Presidente Prudente,
implicaram em novas atitudes empresariais
Palavras-chave: mercado de trabalho, cidade, sector industrial, força de trabalho
Nas últimas décadas a economia mundial vem passando por mudanças que trouxeram
transformações no processo produtivo e do trabalho, contribuindo para o aumento do
desemprego. Nesse contexto, as empresas buscam a maior flexibilização do uso do
capital e do trabalho, implicando na redução dos custos, sobretudo de mão-de-obra.
As novas formas de articulações do capitalismo mundial no final do século XX, levaram
a economia em direcção a uma crescente desordem económica e social,
consequentemente à desestruturação do mundo do trabalho, resultando na
precarização do mercado de trabalho e no aumento do desemprego

a partir da década de 1980, as mudanças no âmbito económico, determinadas por


inúmeras tentativas de estabilização da economia, por transformações na forma de
relacionamento do país com o mercado externo (abertura comercial e financeira), com
a implantação do modelo de integração ao capital internacional, baseado na doutrina
do neoliberalismo, apontam para primazia das regras de mercado e da iniciativa
privada, levando as empresas a buscar por ajustes aos padrões produtivos e gerências
das empresas e novas formas de organização de produção e de trabalho.

As empresas buscam, enfim, adaptar-se às novas exigências de competitividade para


garantir presença na nova configuração do mundo globalizado. Tais mudanças vêm
promovendo alterações na estrutura e dinâmica do mercado de trabalho, tendo como
consequência o desemprego, a precarização nas condições e relações de trabalho,
diminuição do emprego industrial, redução do trabalho assalariado com registo e
aumento do trabalho sem registo, do trabalho temporário. Enfim, há um aumento da
participação do sector informal, do trabalho flexível e o agravamento da exclusão
social.

Diante das mudanças as empresas estão se informatizando, reduzindo seus quadros de


funcionários e exigindo maior qualificação profissional. Nesse quadro, as novas formas
de organização da produção exigem um novo trabalhador, mais polivalente e
qualificado, que muitos estudiosos têm chamado de multifuncional. As empresas
passam a promover uma constante reciclagem desse trabalhador, requalificando-o.
Por essa razão, elas passaram a defender a desregulamentação e a flexibilização do
mercado de trabalho. Essa desregulamentação tem levado à precarização das relações
de trabalho e à redução dos custos.
Para tanto, inicialmente, abordamos as mudanças globais e seu reflexo no mundo do
trabalho; as alterações ocorridas na estrutura e na dinâmica do mercado de trabalho
no Brasil e, em seguida, procuramos mostrar o perfil das pessoas que procuram
emprego através da Secretaria do Emprego e Relações de Trabalho (SERT) e também
as mudanças que ocorreram no mercado de trabalho em Presidente
Prudente nos últimos anos.

As mudanças globais e sua repercussão no mundo do trabalho

Nos últimos anos as mudanças estruturais e tecnológicas, produtivas e organizacionais


vão reflectir no mundo do trabalho. Essas mudanças são chamadas por muitos
estudiosos como, Mattoso (1995) e Singer (1998), de Terceira Revolução Industrial,
que consiste na reestruturação produtiva. De um lado, temos o aumento do progresso
técnico, a adopção de novas tecnologias, visando o aumento da produtividade e da
competitividade e, do outro lado, a constituição de um mercado de trabalho cada vez
mais competitivo e selectivo. Elas têm reflectido, através das mudanças do fordismo
para o sistema de produção flexível, que trouxe insegurança ao trabalhador por causa
do aumento do desemprego.

A partir da crise do capitalismo foi desencadeado em nível global, o processo de


reestruturação produtiva, uma retomada da acumulação do capital. Entre as
transformações estão a globalização económica e financeira, as políticas neoliberais e
a Terceira Revolução Industrial que implicam em mudanças nos processos produtivos e
do trabalho.

(1). A estagnação da economia, acompanhada das elevadas taxas de inflação e dos


impactos perversos dos planos de estabilização económica (Plano Cruzado (1986),
Plano Bresser (1987), Plano de Verão (1989), Plano Collor (1990), para citar alguns,
que levaram à queda do ritmo da expansão do emprego assalariado regular/formal
urbano, à elevação das taxas de desemprego, ao crescimento de ocupações
assalariadas sem registo formal e à precarização do mercado de trabalho. Esta queda
no nível de emprego formal e no poder aquisitivo do assalariado resultou na redução
do padrão de vida das classes trabalhadoras, consequentemente no agravamento da
pobreza.

Dessa forma, nos anos 1980, as mudanças no âmbito económico alteraram a dinâmica
do mercado de trabalho, pois ocorreu um aumento do desemprego urbano e teve início
a deterioração das condições de trabalho, com a ampliação da informalidade. No
entanto, como nesse período as estruturas industriais e produtivas não estavam
completamente desestruturadas, o desemprego e a precarização do trabalho ainda
foram relativamente baixos, devido às intensas oscilações do ciclo económico, ao
aumento do emprego no sector público e a preservação na estrutura industrial. Assim,
tivemos um período de recessão entre 1981/83, recuperação/retomada do crescimento
entre 1984/86 e estagnação entre 1987/89.

(2) Reduzir custos, sobretudo da força de trabalho.

(3) Na produção e nos serviços passaram a ser, cada vez mais constante na
operacionalidade de uma empresa nos dias de hoje, expressando novas condutas
empresariais em busca de qualidade na produção dos bens e serviços.
Tais mudanças promoveram a desintegração/desarticulação da cadeia produtiva,
acarretando a "destruição" de parte significativa da estrutura produtiva e do emprego,
ao invés de gerá-los. As empresas buscam se adaptar às novas exigências de
competitividade, para aumentar a produtividade e qualidade dos produtos. Assim, elas
vão racionalizando e modernizando a produção, reduzindo os postos de trabalho,
realizando mudanças organizacionais e tentando flexibilizar os contratos de trabalho.

(4), Que se tornaram crescentes, com trabalho e salários descontínuos, daí a redução
do mercado de trabalho formal que garante previdência social, FGTS (Fundo de
Garantia de Tempo de Serviço), férias e o seguro-desemprego, conquistados num
longo processo de lutas sindicais.
Essas mudanças, esboçadas anteriormente, têm sido, também, observadas em
Presidente Prudente, mesmo que numa amplitude menor. Sendo assim, as mudanças
globais e nacionais reflectem-se no local, atreladas à própria dinâmica económica
regional. Em cada lugar, elas apresentam suas particularidades. Nesse sentido,
entendemos a importância dos geógrafos compreenderem os processos de
transformações que se dão em todo o mundo e que se reflectem até nos menores
lugares, como salienta Santos (1988).

A terciarização é constituída por estratégias das empresas diante das mudanças que
despontam na economia mundial atingindo os diversos sectores, ramos e cadeias
produtivas. Essa se dá através do redimensionamento das empresas buscando a
produtividade, com diminuição de custos, acompanhada da melhoria de qualidade dos
produtos, decorrente da precarização das relações do trabalho.

Diante das mudanças na organização do processo produtivo e do trabalho, a


terciarização e a multifuncionalidade parecem ser uma tendência nas empresas neste
início de século XXI.

Conclusão:

A globalização é um dos processos de aprofundamento da integração económica,


social, cultural, política, com o barateamento dos meios de transporte e comunicação
dos países do mundo no final do século XX e inicio do século XXI. É um fenómeno
observado na necessidade de formar uma Aldeia Global que permita maiores ganhos
para os mercados internos já saturados.
O rigor, as sociedades do mundo estão em processo de globalização desde o início da
História. Mas o processo histórico a que se denomina Globalização é bem mais
recente, datando (dependendo da conceituação e da interpretação) do colapso do bloco
socialista e o consequente fim da Guerra Fria (entre 1989 e 1991), do refluxo
capitalista com a estagnação económica da URSS (a partir de 1975) ou ainda do
próprio fim da Segunda Guerra Mundial.

As principais características da globalização são a homogeneização dos centros


urbanos, a expansão das corporações para regiões fora de seus núcleos geopolíticos, a
revolução tecnológica nas comunicações e na electrónica, a reorganização geopolítica
do mundo em blocos comerciais regionais (não mais ideológicos), a hibridação entre
culturas populares locais e uma cultura de massa universal, entre outros.

A globalização é um fenómeno capitalista e complexo que começou na época dos


descobrimentos e que se desenvolveu a partir da Revolução Industrial. Mas o seu
conteúdo passou despercebido por muito tempo, e hoje muitos economistas analisam a
globalização como resultado do pós Segunda Guerra Mundial, ou como resultado da
Revolução Tecnológica.
Sua origem pode ser traçada do período mercantilista iniciado aproximadamente
século XV e durando até o século XVIII, com a queda dos custos de transporte
marítimo, e aumento da complexidade das relações políticas europeias durante o
período. Este período viu grande aumento no fluxo de força de trabalho entre os países
e continentes, particularmente nas novas colónias europeias.
É tido como inicio da globalização moderna o fim da Segunda Guerra mundial, e a
vontade de impedir que uma monstruosidade como esta guerra ocorresse novamente no
futuro, sendo que as nações vitoriosas da guerra e as devastadas potências do eixo
chegaram a conclusão que era de suma importância para o futuro da humanidade a
criação de mecanismos diplomáticos e comerciais para aproximar cada vez mais as
nações uma das outras. Deste consenso nasceu as Nações Unidas, e começou a surgir o
conceito de bloco económico um pouco após isso com a fundação da CECA
(Comunidade Europeia de Carvão e aço)
A necessidade de expandir seus mercados levou as nações aos poucos começarem a se
abrir para produtos de outros países, marcando o crescimento da ideologia económica
do liberalismo.
Actualmente os grandes beneficiários da globalização são os grandes países
emergentes, especialmente o BRIC, com grandes economias de exportação, grande
mercado interno e cada vez maior presença mundial Antes do BRIC, outros países
fizeram uso da globalização e economias voltadas a exportação para obter rápido
crescimento e chegar ao primeiro mundo.
Bibliografia:

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informacional. São Paulo: Hucitec, 1994.

Agradecimentos:

Agrademos em primeiro lugar a Deus na qual nos concebeu a vida e a sabedoria, a


toda gente que deram contributo matérias ou financeiro para que o trabalho saísse
com êxito.
“Grupo A|”

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