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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE FÍSICA
LABORATÓRIO DE FÍSICA EXPERIMENTAL PARA ENGENHARIA
SEMESTRE 2021.1

PRÁTICA 03 – MOVIMENTO RETILÍNEO


UNIFORMEMENTE VARIADO (QUEDA LIVRE)

ALUNA: Victória Emily Rodrigues Sousa


MATRÍCULA: 516451
CURSO: Engenharia Ambiental
TURMA: 26
PROFESSOR: Ícaro Daniel Dias de Carvalho
OBJETIVOS
- Determinar o deslocamento, a velocidade e a aceleração de um móvel com movimento
retilíneo uniformemente variado.
- Representar graficamente a posição, a velocidade e a aceleração em função do tempo
de um movimento retilíneo uniformemente variado.
- Representar graficamente a posição em função do tempo ao quadrado de um
movimento retilíneo uniformemente variado.
- Verificar a influência da massa na aceleração do movimento de queda livre.

MATERIAL
- Para a realização dos procedimentos dessa prática, acessei o site a seguir:
https://www.laboratoriovirtual.fisica.ufc.br/queda-livre

INTRODUÇÃO
O Movimento Retilíneo Uniformemente Variado, mais conhecido como MRUV, é o
movimento realizado em uma linha reta onde o móvel sempre tem sua aceleração constante e
sua velocidade variando de forma uniforme em razão do tempo (TRIGO, c2021). Essa trajetória
ocorre tanto na vertical quanto na horizontal, como é o caso da queda livre, onde desprezamos
a resistência do ar e adotamos a gravidade como a aceleração (GOUVEIA, c2021). Para
trabalharmos com queda livre, usamos os mesmos conceitos básicos do MRUV e suas
equações, que são:
1
y = 𝑦0 + 𝑣0 t + gt² (1)
2
𝑣 = 𝑣0 + 𝑔𝑡 (2)
𝑣 2 = 𝑣02 + 2𝑔Δy (3)
onde 𝑦 = posição final, 𝑦0 = posição inicial, 𝑣0 = velocidade inicial, 𝑣 = velocidade final, 𝑡 =
tempo, Δy = variação da posição e 𝑔 = aceleração.
Como estamos falando da queda de um móvel, sabemos que ele é abandonado, não
lançado, por isso, tanto a sua posição inicial (𝑦0 ) como sua velocidade inicial (𝑣0 ) tem valores
nulos. Aplicando isso em (1), obtemos:
1 2 (4)
𝑦= 𝑔𝑡
2
Note que, como o móvel está realizando um movimento de queda livre, ele está sendo
acelerado no mesmo sentido e direção da gravidade, por isso ela será positiva e o móvel terá
sua velocidade aumentando conforme a altura que despenca (OLIVEIRA, 2017). Isolando a
aceleração, determinamos:
2𝑦 (5)
𝑔=
𝑡²
Dado isso, podemos substituir o valor obtido para a gravidade (5) na equação da
velocidade instantânea (2), onde encontramos:
2𝑦 (6)
𝑣=( )𝑡
𝑡²
sendo assim,
2𝑦
𝑣= (7)
𝑡
A partir dessa equação, é possível determinar a velocidade instantânea de cada
deslocamento (y) (DIAS, c2021).

PROCEDIMENTO
Para realizar esse procedimento, acessei o site Laboratório Virtual de Física da
Universidade Federal do Ceará (https://www.laboratoriovirtual.fisica.ufc.br/queda-livre).
Segue o passo a passo de toda a minha realização da prática.
PROCEDIMENTO 1: Estudo do movimento de queda livre na Terra.

- Primeiro, ajustei a altura em 10 cm, escolhi a gravidade da Terra e a massa de 45 g;

- Em seguida, anotei, três (3) vezes, o tempo de queda para cada altura indicada na Tabela 1 e
obtive o tempo médio;

- Logo depois, calculei as velocidades em m/s.

Tabela 1 -Resultados experimentais.

Nº y (cm) Medidas de t (s) Média de t (s) Quadrado de t (s²) v = 2y/t (m/s)

0,146
1 10 0,144 0,145 0,021 1,38
0,146
0,201
2 20 0,200 0,201 0,040 1,99
0,201
0,249
3 30 0,247 0,247 0,061 2,43
0,245
0,320
4 50 0,319 0,319 0,102 3,13
0,319
0,380
5 70 0,376 0,377 0,142 3,71
0,374
0,456
6 100 0,454 0,453 0,205 4,42
0,449
Fonte: Elaborado pela autora.

- Para a Tabela 2, anotei os intervalos de tempo nos deslocamentos indicados, as variações das
velocidades em cada intervalo e a suas acelerações médias, de acordo com os resultados da
tabela anterior.

Tabela 2 – Análise dos resultados da Tabela 1 para o cálculo da aceleração.

Deslocamento Δt (s) Δv (m/s) a = Δv/Δt (m/s²)

y = 0 a y = 10 cm 0,145 1,38 9,5

y = 10 a y = 20 cm 0,056 0,61 11

y = 20 a y = 30 cm 0,046 0,44 9,6

y = 30 a y = 50 cm 0,072 0,70 9,7

y = 50 a y = 70 cm 0,058 0,58 10

y = 70 a y = 100 cm 0,076 0,71 9,3

Fonte: Elaborado pela autora.

PROCEDIMENTO 2: Verificação da influência da massa na aceleração do movimento de


queda livre.

- Primeiro, fixei a altura em 100 cm e em seguida anotei o tempo de queda para as três diferentes
massas.

- Depois, fiz as mesmas anotações para uma altura de 50 cm, como indica a Tabela 3.

Tabela 3 – Influência da massa no tempo de queda.

Massa 15 g Massa 30 g Massa 45 g

Tempo de queda em segundos para y = 100 cm 0,447 0,447 0,447

Tempo de queda em segundos para y = 50 cm 0,322 0,319 0,319

Fonte: Elaborado pela autora.


QUESTIONÁRIO

1. Trace o gráfico “y” contra “t” para os dados obtidos na Tabela 1.

2. Trace o gráfico “y” contra “t²” para os dados obtidos da Tabela 1.

3. O que representa o coeficiente angular do gráfico “y” contra t”? Justifique.


2𝑦
Temos como coeficiente angular a velocidade, dada pela equação: 𝑣 = .
𝑡
4. O que representa o coeficiente angular do gráfico “y” contra “t²”? Justifique.
Temos como coeficiente angular de “y” contra “t²” a aceleração da gravidade, dada pela
2𝑦
equação 𝑔 = .
𝑡2

5. Trace o gráfico da velocidade em função do tempo com os dados da Tabela 1.

6. Trace o gráfico da aceleração em função do tempo, para os dados obtidos da Tabela 2.


7. Determine a aceleração:
(a) pelo gráfico y contra t².
2Δy
Para calcularmos a aceleração usamos a fórmula: g = . Considerando o ponto inicial
Δt2

y = 10 cm e t² inicial = 0,021 s² e o ponto final y = 100 cm e t² final = 0,205 s², temos Δy = 90


(2Δy = 180) e Δt² = 0,184. Substituindo esses valores na equação obtemos g = 9,8 m/s²

(b) pelo gráfico v contra t.


Δv
Para calcularmos a aceleração usamos a fórmula: g = . Considerando os pontos
Δt

velocidade inicial = 1,38 m/s e t inicial = 0,145 s e velocidade final = 4,42 m/s e t final = 0,453
s, temos Δv = 3,04 e Δt = 0,308. Substituindo os valores obtidos, determinamos g = 9,9 m/s².

8. Determine a função que relaciona a altura da queda e o tempo de queda (f = y(t)).


𝑔𝑡 2
A função que relaciona essas duas grandezas é: y(t) = , onde y(t) é a altura (ou posição
2

final), g é a aceleração da gravidade e t² é o tempo ao quadrado. Essa função vem da equação


1
horária da posição do MRUV, cuja é dada como y = 𝑦0 + 𝑣0 t + gt 2 , tendo y0 e v0 iguais a
2

zero.

9. O tempo de queda depende da massa? Justifique.


Não, pois a partir do momento que desprezamos a resistência do ar entendemos que os
corpos caem no vácuo e, quando isso ocorre, corpos de massas diferentes estão sujeitos a mesma
aceleração (a gravidade), possuindo o mesmo tempo de queda (HELERBROCK, c2021).

CONCLUSÃO
Nesta prática obtive um conhecimento mais aprofundado sobre queda livre, que é um
exemplo de um movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV), onde um móvel realiza
um movimento em linha reta e tem sua aceleração constante e velocidade variada em razão do
tempo. Para o tempo de queda livre, desprezamos a resistência do ar e adotamos que o móvel
cai no vácuo, ou seja, independentemente de seu tamanho e massa, o seu tempo de queda está
sujeito a aceleração da gravidade, que é a mesma para todos os corpos neste caso.
Após acessar o site com a simulação de queda livre para diferentes alturas e massas,
pude anotar o tempo levado para que o móvel fosse despencado em seis alturas diferentes.
Como utilizei o cronômetro disponibilizado na simulação, adotei os três algarismos decimais,
pois a leitura do tempo não dependeu da minha percepção humana. Por meio do procedimento
realizado, percebi que as alturas diferentes interferem no tempo de queda, mas as massas não,
concretizando que corpos de massas diferentes, desprezando a resistência do ar e despencados
de uma mesma altura, tem o mesmo tempo de queda.
Após me familiarizar mais com os conceitos do MRUV e identificá-los na queda livre,
concluo que somos capazes de determinar o tempo e a velocidade de um móvel acelerado pela
gravidade e, assim, comprovar as teorias fundamentais desse movimento.
REFERÊNCIAS

DIAS, Nildo Loiola. “Roteiros de aulas práticas de física”. UNIVERSIDADE FEDERAL DO


CEARÁ. Disponível em:
<https://drive.google.com/file/d/10DWAvShvk5aTr86lZOzQP2kkIfXhRxph/view>. Acesso
em: 01 de jul. de 2021.

CASTRO, G. S; DIAS, N. L. “Queda Livre”. Laboratório Virtual de Física da


Universidade Federal do Ceará. Disponível em:
<https://www.laboratoriovirtual.fisica.ufc.br/queda-livre >. Acesso em: 01 de jul. de 2021.

TRIGO, Thiago. “Movimento Retilíneo Uniformemente Variado”; InfoEscola. Disponível


em: <https://www.infoescola.com/fisica/movimento-retilineo-uniformemente-variado/>.
Acesso em 01 de jul. de 2021.

GOUVEIA, Rosimar. “Movimento Retilíneo Uniformemente Variado”; Toda Matéria.


Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/movimento-retilineo-uniformemente-
variado/>. Acesso em 01 de jul. de 2021.

OLIVEIRA, Wesley. “Queda livre e Movimento Uniformemente Variado”; Blog do Enem.


Disponível em: <https://blogdoenem.com.br/queda-livre-fisica-enem/>. Acesso em 01 de jul.
de 2021.

HELERBROCK, Rafael. “Queda livre”; Mundo Educação. Disponível em:


<https://mundoeducacao.uol.com.br/fisica/queda-livre.htm>. Acesso em 01 de jul. de 2021.

HELERBROCK, Rafael. "Queda livre"; Brasil Escola. Disponível em:


<https://brasilescola.uol.com.br/fisica/queda-livre.htm>. Acesso em 02 de julho de 2021 às
15:05.

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