UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

APOSTILA DE EPR 340 – SEGURANÇA DO TRABALHO

ÍNDICE

1. ENGENHARIA DE SEGURANÇA NO TRABALHO
1.1. Aspectos Históricos: Origem, Nascimento e Oficialização da Segurança do Trabalho 1.1.1. Prevencionismo e sua evolução 1.2. Segurança no Trabalho 1.2.1. Situação Atual em termos das Leis, Normas, Portarias e Regulamentações: 1.3. Aspectos políticos, sociais, educativos, econômicos - dados estatísticos 1.3.1. Instituições governamentais ligadas à Segurança e Medicina do Trabalho e demais entidades não governamentais 1.3.2. Dados estatísticos relativos aos acidentes do trabalho no Brasil e no mundo 1.4. Considerações Finais

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5 6 9 10 11 11 13 16

2. HIGIENE DO TRABALHO
2.1. Fundamentos da Higiene e Segurança 2.2. Agentes Ambientais - Reconhecimento, Avaliação e Controle 2.2.1.Agentes Físicos 2.2.1.1.Ruído 2.2.1.2.Vibrações 2.2.1.3.Ambientes Térmicos 2.2.1.4.Agentes Químicos 2.2.1.5.Agentes Ergonômicos 2.2.1.6.Agentes Biológicos

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4. GERÊNCIA DE RISCOS
4.1.Natureza e Identificação de Riscos 4.3. Análise e Avaliação de Riscos 4.3.1.Fases do Processo de Gerenciamento de Riscos 4.4. Ferramentas Auxiliares no Gerenciamento de Riscos 4.5. Responsabilidades do Gerenciamento de Riscos 4.6. Controle Total de Perdas

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5. PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS E EXPLOSÕES
5.1. Aspectos Físico-Químicos Associados ao Fogo 5.1.1. Combustão 5.1.1.1. Formas de combustão 5.1.2. Combustível 5.1.3.Comburente

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42 42 42 43 43

5.1.4.Calor 5.1.4.1. Formas de propagação do calor 5.1.5. Continuidade da reação de combustão 5.2. Análise de espaços construídos e naturais em relação aos incêndios 5.2.1. Classificação dos Incêndios 5.2.1.1. Métodos de extinção 5.2.2. Evacuação de área 5.3. Explosivos 5.3.1.Definições 5.3.2. Classificação dos explosivos 5.3.3. Explosivos utilizados em minas e pedreiras 5.3.4. Detonadores 5.3.5. Armazenagem 5.3.6.Transporte de Explosivos 5.4. Legislação

43 43 44 44 46 46 49 50 51 51 52 52 53 53 54

6. LEGISLAÇÃO E NORMAS TÉCNICAS
6.1. Introdução 6.2. Conceitos 6.2.1. Leis e convenções internacionais 6.2.2. Regulamentos e outros atos administrativos normativos 6.3. Hierarquia das Fontes e das Leis 6.4. Leis e Normas sobre Segurança e Medicina do Trabalho 6.4.1. Na Constituição da República: 6.4.2. Na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT: 6.4.3 Nas Portarias normativas e outros diplomas legais: 6.2.3.1. Normas Regulamentadoras - NR 6.2.3.2. Quanto ao trabalho da mulher e do menor 6.2.3.3. Quanto ao trabalhador rural: 6.3. Direitos Previdenciários do acidentado e Dependentes: 6.4. Normas – ISO: Organização Internacional De Normalização 6.5. Decretos, Legislação Complementar e Legislação Previdenciária 6.5.1. Decretos 6.5.2. Leis 6.5.3. Leis Previdenciárias 6.6 Instrução Normativa (Previdência) 6.6.1. Ordens de serviço do INSS 6.6.2. Portarias 6.6.3. Instrução Normativa

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55 56 56 57 57 57 57 58 58 58 64 64 65 65 68 68 69 69 71 71 72 72

7. PREVENÇÃO E CONTROLE DE RISCOS EM MÁQUINAS, EQUIPAMENTOS E INSTALAÇÕES 72

AMBIENTE DO TRABALHO E AS DOENÇAS DE TRABALHO 8. Doença do Trabalho 8.7.3 Sinalização de segurança 7.7 Eletricidade 7.4 Arranjo Físico 7.3.8 Projeto de Proteção de Máquinas 7.11.3.2 PCMAT 7.2.2.6.1 Introdução 7. A medicina do Trabalho e as Doenças do Trabalho 8.10 Função Manutenção 7.5.9 Equipamentos de Processos Industriais 7.1.4.3 Conceitos básicos relacionados ao ser humano e ao layout de seu local de trabalho 7.1 Introdução 7.EPC 7.7.1 Normas Regulamentadoras 7.7.1 Introdução 7. Localização Industrial 72 73 76 79 79 79 81 82 82 82 83 84 84 84 85 94 94 96 98 98 101 105 107 8. .5.6.6. MAPEAMENTO DE RISCO REFERÊNCIAS BIBIOGRÁFICAS 121 124 ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.2 Cores 7. Primeiros Socorros 110 111 115 116 116 10.1. A preparação de um layout 7.2.3 Proteção coletiva e individual na construção 7. SEGURANÇA DE FROTAS E DOS RESPECTIVOS OPERADORES 11.6 Edificações 7. Equipamentos de Proteção Coletiva .1 Introdução 7.4.2 Equipamentos de Proteção Individual – EPI 7.5.2 Medidas de segurança 7.4.5 Cores e Sinalização de Segurança 7.Acidentes e Doenças do Trabalho 8.3 Formas mais comuns de apresentação do risco elétrico: 7.7.

ENGENHARIA DE SEGURANÇA NO TRABALHO 1. ocasionando desequilíbrios. as Indústrias de tecelagem. de bebidas e alimentícias. verifica-se contudo que ao longo da história parece não ter havido uma organização e preocupação maior das nações e povos daquelas épocas. Nos séculos XVIII e XIX. (como por exemplo. indústrias químicas e metalúrgicas. como também as que ainda ocorrem . as máquinas a vapor. modernizando e modificando todo o mundo. devido principalmente ao deslocamento em massa das populações e trabalhadores que moviam-se do trabalho na agricultura e no campo para o trabalho nas diversas Indústrias que surgiram. Contudo. Nesta época conseqüentemente as condições de trabalho tornaram-se em larga escala bastante inseguras e precárias.1. apesar de não faltarem exemplos das deploráveis condições de trabalho que existiam nas épocas passadas. com os aspectos referentes à segurança de todos estes trabalhadores anônimos e desconhecidos que empenharam-se em promover toda a construção do nosso Mundo Civilizado. imprimiu um desenvolvimento acelerado da tecnologia em nossa civilização. Entretanto todo este desenvolvimento tecnológico não se fez acompanhar do correspondente desenvolvimento social.1. além do agravamento da situação social. Aspectos Históricos: Origem. construções e etc. tais como. de veículos de transporte terrestre e naval. confecções. os motores de combustão interna e os motores elétricos. além das máquinas de tecelagem e diversas outras). a qual. ocorreram importantes eventos que culminaram com o surgimento da consagrada Revolução Industrial. Nascimento e Oficialização da Segurança do Trabalho Muito embora o trabalho organizado no mundo civilizado tenha surgido a milhares de anos. apoiando-se na evolução decorrente do advento de novas tecnologias.

Prevencionismo e sua evolução O início da Revolução Industrial permitiu a organização das primeiras fábricas modernas. dadas as condições subumanas em que as atividades fabris se desenvolviam. Durante a Segunda Grande Guerra. . 1. equipamentos e instalações. tomando proporções alarmantes. abusos e situações ilegais relativas ao Trabalho como provam as estatísticas de acidentes do trabalho. foi com o surgimento das primeiras indústrias que os acidentes de trabalho e as doenças profissionais se alastraram. Os acidentes de trabalho e as doenças eram. social e moral. em grande parte. significando uma revolução econômica. provocados por substâncias e ambientes inadequados. há uma conscientização crescente quanto ao benefício da adoção de medidas de proteção ao trabalhador. capacidade esta. o movimento prevencionista realmente toma forma. bem como das proteções necessárias para evitar a ocorrência de acidentes e incapacidades.1. do layout de máquinas. pois apesar de avanços tecnológicos e sociais alcançados. esta situação ainda perdurou até a Primeira Guerra Mundial.1. A partir de sua real constatação surgem as primeiras tentativas científicas de proteção ao trabalhador. que necessitavam cuidados especiais para garantir maior proteção e melhor qualidade. e grande era o número de doentes e mutilados. a extinção das fábricas artesanais e o fim da escravatura. das condições ambientais. continuam a ocorrer casos de displicência.na época atual. Apesar de apresentar algumas melhoras com o surgimento dos trabalhadores especializados e mais treinados para manusear equipamentos complexos. Até esta data apenas algumas tentativas isoladas para controlar os acidentes e doenças ocupacionais haviam sido feitas. Porém. pois foi quando pôde-se perceber que a capacidade industrial dos países em luta seria o ponto crucial para determinar o vencedor. mais facilmente adquirida com um maior número de trabalhadores em produção ativa. com esforços voltados ao estudo das doenças.

Sob o aspecto humano. Nos países da América Latina. definitivamente.724 de 15 de janeiro de 1919. • 1919: Fundação da Organização Internacional do Trabalho .OIT. psicológica tem tal magnitude que se pode afirmar que um país em vias de desenvolvimento só sairá deste estágio com sucesso. a exemplo da Revolução Industrial. pois a incapacidade permanente para o trabalho poderá transformá-lo num inválido. estudando as condições de trabalho e vida dos trabalhadores no mundo.A partir daí. pode-se dizer que atualmente nós. No Brasil simultaneamente surge a primeira Lei sobre Acidentes do Trabalho. com a conseqüente perda para a nação. sendo que no Brasil os primeiros passos surgem no início da década de 30 sem grandes resultados. quando as empresas tivessem 25 ou mais empregados. a de nº 3. A problemática econômica. evoluímos muito neste campo. tornou obrigatória a constituição de Comissões. Cronológica e resumidamente destacam-se os seguintes acontecimentos de relevância no que se refere ao tema da Segurança do Trabalho: • 1911: Começa-se a implementar com maior amplitude o tratamento médico industrial. Apesar disto. a preocupação com os acidentes do trabalho e doenças ocupacionais também ocorreu mais tardiamente. os países em desenvolvimento lutam para implantá-lo. na Suíça. . numa função importante nos processos produtivos e enquanto nos países desenvolvidos este conceito já é popularizado. a Higiene e Segurança do Trabalho transformou-se. se os acidentes e doenças do trabalho estiverem sob controle. sócio-econômica. compostas de representantes do empregador e dos empregados. Nesta época o Comitê da OIT estabelecido em Genebra na Suíça. latino-americanos. a preservação da integridade física é um direito de todo o trabalhador. humana. em Genebra. tendo sido inclusive apontado na década de 70 como o campeão em acidentes do trabalho. com o objetivo de zelar pela prevenção dos acidentes do trabalho.

11. o artigo 164 da CLT que tratava de assuntos referentes a CIPA foi alterado e ficou conforme o seguinte texto: Art. • 1934: Tempos depois. • 1967: Em 26.036 . 164 – As empresas que.• 1921: A Organização Internacional do Trabalho – OIT organizou um Comitê para o Estudo de Assuntos referentes a Segurança e a Higiene no Trabalho. Com esta modificação. promulgou em 10. em 10 de julho de 1934 foi promulgada a segunda Lei de Acidentes do Trabalho através do Decreto n o 24.Comissão Interna Para Prevenção de Acidentes.637 • • 1943: Criação da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT 1944: Oficialmente instituída a criação da CIPA . no Brasil: Getúlio Vargas. o Decreto –Lei n o 7. o Decreto-Lei n o 229 modificou o texto do Capítulo V . título II . da CLT. no Governo do Presidente Costa e Silva. 0 O Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho definirá as características do pessoal especializado em Segurança e Higiene do Trabalho. § 1. a critério da autoridade competente em matéria de Segurança e Higiene no Trabalho. à qualificação e a proporção relacionada ao número de empregados das empresas compreendidas no presente artigo. o Serviço Especializado em Segurança e em Higiene do Trabalho e constituir Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPAs. • 1953: Em 27. fixando a obrigatoriedade da criação de Comitês de Segurança em Empresas que tivessem 100 ou mais empregados.02.1944.1967 . estiverem enquadradas em condições estabelecidas nas normas expedidas pelo Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho. O decreto acima ficou conhecido como Nova Lei de Prevenção de Acidentes. deverão manter obrigatoriamente. quanto as atribuições . . 21 anos após a recomendação feita pela OIT. o qual dispunha de assuntos de Segurança e de Higiene no Trabalho.1953 a Portaria 155 oficializava a sigla CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.11.

§ 2. Higiene e Medicina do Trabalho. 0 As Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAS) serão compostas de representantes de empregadores e empregados e funcionarão segundo normas fixadas pelo Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho. deve se preocupar com a preservação da integridade física do trabalhador e também precisa ser considerada como fator de produção. Proteção contra Incêndios e Explosões e Gerência de Riscos. moral dos trabalhadores afetada. bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador. Administração aplicada à Engenharia de Segurança. Perícias. Os acidentes. O Ambiente e as Doenças do Trabalho. Comunicação e Treinamento. A Segurança do Trabalho estuda diversas disciplinas como Introdução à Segurança. Legislação. Equipamentos e Instalações. Higiene do Trabalho. devido ao impacto provocado pelo acidente. a Portaria 3.2. diminuição da eficiência do trabalhador acidentado ao retornar ao trabalho e de seus companheiros. Normas Técnicas. Psicologia na Engenharia de Segurança. provocando ou não lesão no trabalhador.456 reduziu o número de 100 para 50 empregados como o limite em que torna-se obrigatório a criação das CIPAs em cada Empresa. Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas. influenciam negativamente na produção através da perda de tempo e de outras conseqüências que provocam. 1. .Em 29 de novembro de 1968. Metodologia de Pesquisa. aumento da renovação de mão-de-obra.456: . doenças ocupacionais. Responsabilidade Civil e Criminal. elevação dos prêmios de seguro de acidente. A Segurança do Trabalho. Ergonomia e Iluminação. • 1968: Portaria 3. Proteção do Meio Ambiente. qualidade dos produtos sacrificada. para ser entendida como prevenção de acidentes na indústria. como: eventuais perdas materiais. Segurança no Trabalho Segurança do Trabalho pode ser entendida como os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho.

1. Normas. ratificadas pelo Brasil. na empresa. Normas Regulamentadoras Rurais. Estes profissionais formam o que chamamos de SESMT . de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. Por sua vez. A partir das NRs poderemos nos guiar e verificar as situações de risco de uma determinada instalação. . Para além disso. que tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. estas Normas Regulamentadoras – NRs apoiam-se e se relacionam com Normas Técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes.2. higiene e saúde no trabalho constituem o fundamento material de qualquer programa de prevenção de riscos profissionais e contribuem. como portarias e decretos e também as convenções Internacionais da Organização Internacional do Trabalho. Médico do Trabalho e Enfermeiro do Trabalho. para o aumento da competitividade com diminuição da sinistralidade. A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis. quer educando os trabalhadores a utilizarem medidas preventivas. Portarias e Regulamentações: No Brasil os princípios básicos da Segurança do Trabalho são ditados e orientados pelas Normas Regulamentadoras – NRs. No Brasil a Legislação de Segurança do Trabalho compõe-se de Normas Regulamentadoras. inclusive Normas Técnicas Internacionais. também dum ponto de vista não médico. 1. Também os empregados da empresa constituem a CIPA .O quadro de Segurança do Trabalho de uma empresa compõe-se de uma equipe multidisciplinar composta por Técnico de Segurança do Trabalho. as condições de segurança. A segurança do trabalho propõe-se combater. Engenheiro de Segurança do Trabalho.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. os acidentes de trabalho. quer eliminando as condições inseguras do ambiente. Situação Atual em termos das Leis. outras leis complementares.

(Decreto Lei n o 5. educativos. nos manuais técnicos das instalações e de seus componentes. nos treinamentos específicos.514.452 de 01. 0 3. além das demais entidades ligadas a Segurança e Medicina do Trabalho no Brasil. aprovadas pela Portaria n. bem como. de 22 de janeiro de 1977 (D. • Decreto n o 4. Aspectos políticos.514. 0 6.067 . econômicos .3. Instituições governamentais ligadas à Segurança e Medicina do Trabalho e demais entidades não governamentais A seguir. Previdência Social.1.214 . .O. • • Ministério do Trabalho e Emprego – MTE e seus Órgãos Regionais do MTb.U. 23.12. Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.A regulamentação referente a Segurança e Medicina do Trabalho atualmente é regida pelas seguintes Leis. atualizada pela Lei Lei n. e 22 de janeiro de 1977) • • Lei n. • Normas Regulamentadoras Rurais (NRRs) . 0 3.3. Normas e Portarias abaixo colocadas. entre outras: • • Constituição Federal de 1988.Segurança e Medicina do Trabalho. aprovadas pela Portaria n.085 de 15 de janeiro de 2002 o qual promulgou a Convenção n o 174 da OIT .1943. a Recomendação n o 181 sobre a Prevenção de Acidentes Industriais Maiores. estão descritas as diversas Instituições governamentais e não governamentais que atuam nas questões relacionadas a Segurança do Trabalho. Normas Regulamentadoras (NRs) . Capítulo V . de 12 de abril de 1988. de 08 de junho de 1978.1977). sociais. 1. etc. É muito importante também que sejam seguidas as recomendações técnicas relativas a Segurança da Instalação e a Segurança do Trabalhador encontradas nos livros técnicos que regem o assunto.05. 0 6.dados estatísticos 1.

OIT – Organização Internacional do Trabalho.Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais. OMS/OPAS . nos limites de sua jurisdição.Podem ainda ser delegadas a outros Órgãos Federais. • • Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho – SSMT. ABHO . orientar. ANAMT – Associação Nacional de Medicina do Trabalho. Estaduais e Municipais: . Fundacentro – Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Medicina e Segurança do Trabalho • • • • • • • • • • SOBES – Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. • Anent . • • Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho.Organização Mundial da Saúde. atribuições de fiscalização e/ou orientação às empresas. órgão regional competente para executar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho. controlar e supervisionar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho.Associação Nacional de Enfermagem do Trabalho. . do Trabalho. quanto ao cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. mediante convênio autorizado pelo Ministro do Trabalho.• Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho .SSST órgão de âmbito nacional competente para coordenar.Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho.Associação Brasileira dos Profissionais de Higiene e Seg. ABMT – Associação Brasileira de Medicina do Trabalho. estaduais e municipais. FENATEST . Delegacias Regionais do Trabalho . ABPA – Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes.DRT. Abraphiset . • Órgãos Federais.

explosão.México.Itália. Cleveland. explosão. explosão. explosão de tanque de GLP. 9 mortos e 59 feridos 1988 . Ludwigshaffen.Espanha. Dados estatísticos relativos aos acidentes do trabalho no Brasil e no mundo O Quadro 1 apresenta dados estatísticos sobre os acidentes de trabalho ocorridos em todo o mundo. 4.México. Flixborough.Brasil. explosão.Inglaterra. Houston.000 mortos e 200. 206 mortos e 200 feridos 1983 . explosão de carga de GLP. 650 mortos e 6.2. Seveso. 550 mortes 1986 .Índia. Beek. Feyzin. 28 mortes e 104 feridos 1975 .400 feridos 1984 .3.Associação Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho. intoxicação e dano ao meio ambiente 1978 . Oppau. bola de fogo. 561 mortes 1943 – Alemanha. San Carlos. vazamento.Seul. QUADRO 1: Histórico de acidentes de trabalho 1921 . 136 mortes 1947 . incêndio.EUA.Alemanha. Chernobyl 1987 . 14 mortes 1976 .Holanda. Chernobyl URSS. Correa.• Anest . Bhopal.EUA. explosão barco. bola de fogo. 39 mortes e 53 feridos 1974 . fogo. explosão.000 intoxicados e agressão meio ambiente 1984 .Egito. explosão.França. Duque de Caxias.000 feridos 1966 . explosão.Brasil. Cubatão. 18 mortes e 81 feridos 1972 . 317 mortos 1984 . cidade do México. Texas. 93 mortos e 500 evacuados 1984 . 552 mortes e 3. rio Nilo. San Juan.URSS. explosão. explosão. 245 mortes 1944 . 23 mortes . 1.EUA.

Alaska.Brasil. com 11 mortes 2001 . vazamento de 40 t de petróleo. segundo Anuário Estatístico da Previdência Social . foram registrados 340. incêndio. 7 mortes e 39 feridos 1991 . fogo em fábrica de foguetes 2000 . Tailândia.Nagothane.Dhaka.1989 .EUA. Ucrânia. explosão.Tailândia.251 acidentes de trabalho no ano de 2001. 393. no que se refere as medidas e ações dirigidas à melhoria da condições de Segurança no Trabalho. No Brasil. plataforma de petróleo. explosão. China. explosão. Malásia. como mostra o Quadro 2: Quadro 2 – Número de acidentes no trabalho no Brasil MOTIVO TOTAL Típico 2003 2001 2002 2003 2001 38799 Trajeto 2002 2003 Doença do trabalho 2001 2002 2003 21208 2001 2002 340251 393071 390180 282965 323879 319903 46881 49069 18487 22311 Fonte: AEPS . Índia. 40 mortes e 60 feridos 1991 . 5 mortes e + de 200 feridos 1993 . 35 mortos e 35 feridos 1991 .180 em 2003. 100. explosão. 36 mortes e + de 17 feridos.Bangkok. explosão de gás Metano em um mina de carvão 2001 . explosão em mina de carvão. Bangladesh. incêndio e dano ao meio ambiente. O Acompanhamento periódico dos dados estatísticos referente à Segurança do Trabalho é da máxima importância para analisar e verificar o melhor rumo a ser tomado.Sungei Buloh.Guizhou.Zasiadko. China.Hubei.AEPS de 2001 a 2003.000 aves mortas 1990 .071 em 2002 e 390. 63 mortes e 52 feridos 1993 .

6 acidentes para cada 100.6 registrados na França. estima a OIT (Organização Internacional do Trabalho). índice este comparativamente bastante acima dos índices dos demais países.000. em média 1.000 trabalhadores. 4. Cerca de 300.5. visto que apenas as ocorrências envolvendo trabalhadores do mercado formal de trabalho são registradas para efeitos estatísticos. No Brasil.000 trabalhadores/ano. Com um índice de 12. com uma média de 10. os acidentes de trabalho. Esses dados.000. os acidentes e doenças do trabalho matam.5 na Alemanha. no entanto.000 de acidentes/ano. tais como os seguintes: • • • 7.000 dos trabalhadores mortos anualmente no mundo são crianças. em 2002 em Santos no Mendes Convention Center.000 trabalhadores inválidos/ano. no Brasil de 1971 até 2000 (período de 30 anos). . Ocorrência de mais de 30. ou seja.2 na Finlândia. cerca de 2 milhões de trabalhadores.Em todo o mundo.000 ficaram inválidos.000 trabalhadores. ou seja. . foram registrados 390 mil casos de acidentes e doenças relacionadas a trabalho.582 mortes de trabalhadores. em 2003. As doenças relacionadas ao trabalho respondem por 1. em média 4.6 milhão de mortes. são parciais. 12.000 de acidentes do trabalho registrados neste período de período 30 anos. O número de mortes causadas por acidentes e doenças relacionadas ao trabalho ultrapassa aquele causado por epidemias como a AIDS. Dados mais recentes: Conforme artigo publicado em “A TRIBUNA”. por ano.7 na Suécia. por 360 mil mortes. com 2. tivemos o seguinte quadro: Perderam a Vida mais de 120. 2.

preservando-o dos riscos de saúde inerentes às tarefas do cargo e do ambiente físico onde são executadas. com desenvolvimento social e econômico das nações. melhorando as condições de educação e trabalho no Brasil e no mundo. Em Higiene do Trabalho são consideradas as influências correlacionadas com o desempenho de uma atividade que podem alterar as condições de saúde de um indivíduo. . O conjunto de todas essas influências constitui o ambiente em que o organismo se encontra. 1995) Os objetivos da Higiene do Trabalho são: • Eliminação das causas de doenças profissionais. Considerações Finais Apesar de toda a legislação criada e existente. (American Industrial Hygiene Association) Outro conceito dado à Higiene do Trabalho: “É o conjunto de normas e procedimentos que visa a proteção da integridade física e mental do trabalhador. afetando a distribuição da mão de obra e da renda.” (CHIAVENATO. 2. atingindo principalmente as classes sociais menos favorecidas.1. Assim o grande desafio a ser vencido é o de conseguirmos harmonizar e equilibrar o desenvolvimento tecnológico. avaliação e controle dos riscos ocupacionais”. Os meios e objetivos dessa ciência são apresentados em sua definição clássica: “Higiene do Trabalho é a ciência e a arte que trata do reconhecimento. nos tempos atuais o desenvolvimento tecnológico continua ainda dissociado do desenvolvimento econômico e social.4. HIGIENE DO TRABALHO Cada organismo vivo está constantemente sujeito a inúmeras condições externas que agem sobre seus sentidos e influem em seu bem-estar físico e psicológico.

Instruir os empregados. Manutenção da saúde dos trabalhadores. mesmo que tal implicasse riscos de doença ou mesmo à morte dos trabalhadores. a verificação de condições de Higiene e Segurança consiste "num estado de bem-estar físico. através de ordens de serviço. de um ponto de vista não médico. mental e social e não somente a ausência de doença e enfermidade". sendo a produtividade o fator mais importante. visando eliminar ou reduzir os riscos profissionais (condições inseguras de trabalho que podem afetar a saúde. III . as doenças profissionais.Adotar medidas que lhes sejam determinadas pelo órgão regional competente. quanto as preocupações a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais.1. IV . Fundamentos da Higiene e Segurança Até meados do século 20. . identificando os fatores que podem afetar o ambiente do trabalho e o trabalhador. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) preceitua: I . II . Aumento da produtividade por meio de controle do ambiente de trabalho. A higiene do trabalho propõe-se a combater. • • • Prevenção do agravamento de doenças e de lesões. as condições de trabalho nunca foram levadas em conta. Segundo a Organização Mundial de Saúde -OSM.• Redução dos efeitos prejudiciais provocados pelo trabalho em pessoas doentes ou portadoras de defeitos físicos.Facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente 2. A higiene e a segurança são duas atividades que estão intimamente relacionadas com o objetivo de garantir condições de trabalho capazes de manter um nível de saúde dos colaboradores e trabalhadores de uma empresa .cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho. segurança e bem estar do trabalhador).

compreendeu-se que os custos indiretos dos acidentes de trabalho (perda de horas de trabalho pela vítima. 2. Finalmente. em geral. danos materiais.2. surgem as primeiras tentativas sérias de integrar os trabalhadores em atividades devidamente adequadas às suas capacidades. para o aumento da competitividade com diminuição da sinistralidade. custos inerentes às peritagens e ações legais eventuais. bem mais importantes.Reconhecimento.Para tal contribuíam dois fatores: uma mentalidade em que o valor da vida humana era pouco importante e uma total ausência por parte dos Estados para implementar leis que protegessem o trabalhador. Mais tarde começou-se a considerar as doenças profissionais. Foi necessário muito tempo para que se reconhecesse até que ponto as condições de trabalho e a produtividade se encontram ligadas. pelas testemunhas e pelas pessoas encarregadas do inquérito. freqüentemente. demonstraram que o corpo humano. A diminuição de produtividade e o aumento do número de peças defeituosas e dos desperdícios de material imputáveis à fadiga provocada por horários de trabalho excessivos e por más condições de trabalho. houve a percepção da incidência econômica dos acidentes de trabalho onde só eram considerados inicialmente os custos diretos (assistência médica e indenizações). e. nomeadamente no que se refere à iluminação e à ventilação. higiene e saúde no trabalho constituem o fundamento material de qualquer programa de prevenção de riscos profissionais e contribuem. tem um rendimento muito maior quando o trabalho decorre em condições ótimas. apesar da sua imensa capacidade de adaptação. Agentes Ambientais . As condições de segurança. mesmo quatro vezes mais elevados que os custos diretos. Avaliação e Controle . etc. na empresa. Numa primeira fase. interrupções da produção.) são. Apenas a partir da década de 50 / 60. atraso na execução do trabalho. diminuição do rendimento durante a substituição e a retoma de trabalho pela vítima.

calor. para insalubridade de grau médio. avaliando-se qualitativamente e quantitativamente os agentes prejudiciais e o Controle diz respeito às medidas a serem tomadas com base nos dados obtidos pela avaliação e reconhecimento detalhado do local de trabalho. por meio de inspeções preliminares. A Avaliação é realizada através da utilização de métodos específicos. névoas e fumos. sejam eles: • • • Agentes físicos: ruído. ou seja. Agentes ergonômicos: levantamento. operações realizadas etc. o exercício de trabalho em condições de insalubridade. vírus e bactérias. de forma a eliminas ou reduzir os riscos à saúde. De acordo com a NR 15. frio. Os procedimentos adotados para a Avaliação de alguns agentes de risco estão dispostos na Norma Regulamentadora NR15 – Atividades e Operações Insalubres. radiações.Os riscos ocupacionais englobam os agentes ambientais gerados no. transporte e descarga de materiais equipamentos. relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente. Agentes químicos: poeira. condições ambientais. ou pelo trabalho e que podem causar doença ou desconforto significativo e ineficiência entre os trabalhadores ou entre os cidadãos da comunidade envolvente. que não causará dano à saúde do trabalhador. • Agentes biológicos: microorganismos. assegurará ao trabalhador a percepção de adicional. . . 20%. e umidade. realizado sob exposição acima do limite de tolerância. são levantados os riscos potenciais em determinado local de trabalho. máquinas utilizadas. incidente sobre o salário mínimo. vibrações. gases e vapores. O Reconhecimento dos riscos se dá quando. Ainda de acordo com a presente norma. equivalente a: • • 40%. para insalubridade de grau máximo. o trabalhador não deve exceder o limite de tolerância de exposição aos agentes ("Limite de Tolerância" é a concentração ou intensidade máxima ou mínima. durante a sua vida laboral).

Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compensação "A" e circuito de resposta lenta (SLOW)... A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do pagamento do adicional respectivo... Avaliação A unidade de avaliação do ruído é o decibel (DB).Ruído Seja ruído qualquer “sensação sonora indesejável”.. 2.. será apenas considerado o de grau mais elevado.1.2. para insalubridade de grau mínimo.. Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de tolerância em destaque no Anexo 1. de forma que... Esta é uma unidade não dimensional. e amplamente comprovado.... alguns dos quais muito discutíveis. Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115 dB(A) para indivíduos que não estejam adequadamente protegidos.. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores a níveis . devem ser considerados os seus efeitos combinados..• 10%. Se durante a jornada de trabalho ocorrer dois ou mais períodos de exposição a ruído de diferentes níveis.. se a soma das seguintes frações: C1/T1 + C2/T2 + C3/T3 + .1. para efeito de acréscimo salarial. e Tn indica a máxima exposição diária permissível a este nível.. O ruído excessivo tem vários efeitos sobre o organismo humano. No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade.2. As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador... Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico.1....+Cn/Tn Na equação acima. Para os valores encontrados de nível de ruído intermediário será considerada a máxima exposição diária permissível relativa ao nível imediatamente mais elevado. sendo vedada a percepção cumulativa... O principal efeito.... é o dano ao aparelho auditivo que pode levar à surdez permanente e incapacitante para a comunicação oral.Agentes Físicos 2.

2. provocando lesões nos ossos. 2. . mesmo com baixas amplitudes e. As ampliações ocorrem quando partes do corpo passam a vibrar na mesma freqüência e.de ruído. a aceleração máxima sofrida pelo corpo (m/s2) e pela direção do movimento. com as mãos e os braços. as quais não são sensíveis as mesmas freqüências. quando não segue nenhum padrão determinado. que é dada em três eixos (figura 3): x (das costas para frente). nas freqüências altas. que corresponde a freqüência de ressonância na direção vertical (eixo z).1. Esse movimento pode ser regular. provocam doenças cardiovasculares. de 30 a 200Hz. O corpo inteiro é mais sensível na faixa de 4 a 8 Hz. podendo danificar permanentemente alguns órgãos do corpo humano. o sintoma é de dores agudas e distúrbios. do tipo senoidal ou irregular. oferecerão risco grave e iminente. A vibração do corpo inteiro ocorre quando há uma vibração dos pés (posição em pé) ou do assento (posição sentada). então. As freqüências intermediárias. As vibrações danosas ao organismo estão nas freqüências de 1 a 80 Hz. Na direção x e y. dizemos que entrou em ressonância. Os efeitos da vibração direta sobre o corpo humano podem ser extremamente graves. sem proteção adequada.Vibrações A vibração é qualquer movimento que o corpo executa em torno de um ponto fixo. contínuo ou intermitente. Cada parte do corpo pode tanto amortecer como ampliar as vibrações. mas de forma diferente. A vibração pode afetar o corpo inteiro ou apenas parte do corpo. Alguns desses sintomas são reversíveis. A vibração é definida por três variáveis: a freqüência (Hz). juntas e tendões.2. superiores a 115 dB(A). y (da direita para esquerda) e z (dos pés à cabeça). conforme as partes do corpo. veículos e a manipulação de ferramentas produzem vibrações que são transmitidas ao conjunto do organismo. as ressonâncias ocorrem a freqüências mais baixas. de 1 a 2 Hz. acima de 300 Hz. O funcionamento de máquinas. podendo ser reduzido após um longo período de descanso.

os indivíduos que trabalham com equipamentos vibratórios de operação manual. ocorrendo a partir de 4 Hz. utilizando os dados especificados pelas recomendações da ISO 2631. popularmente. Os fatores que definem os ambientes térmicos são os seguintes: • Temperatura do ar. a temperatura é um ponto que deve merecer o maior cuidado. Há temperaturas que nos dão uma sensação de conforto. Essas doenças são observadas. enquanto outras se tornam desagradáveis e até prejudiciais à saúde. conhecido. apresentam degeneração gradativa do tecido muscular e nervoso. . abrangendo três critérios de severidade: limite de conforto. Danificação permanente de determinados órgãos do corpo . 2. correspondente ao limiar do risco à saúde. limite de fadiga. citado por Neri (2001). • • Falta de concentração. estabelece níveis máximos de vibração. A norma brasileira NR-15. tais como martelo pneumático e moto serra.Ambientes Térmicos Segundo Verdussen (1978).2. • Perda de equilíbrio .os efeitos aparecem na forma de perda da capacidade manipuladora e do controle do tato nas mãos.as vibrações reduzem a acuidade visual e torna a visão turva. principalmente. Os efeitos da vibração sobre o corpo humano podem ser extremamente graves. sem maior gravidade (ex: veículos de transporte coletivo).3.1. provocando redução da eficiência dos trabalhadores (ex: máquinas que vibram). Avaliação A ISO 2631 apresenta valores máximos de vibrações suportáveis para tempos de um minuto a 12 horas de exposição. em trabalhadores de minas e florestais (motoserras à 50-200 Hz). Os dedos mortos surgem no máximo após 6 meses de trabalho com uma ferramenta vibratória. limite de exposição. Alguns exemplos desses efeitos são: • Visão turva . quando se busca criar adequadas condições ambientais de trabalho. por dedo branco.O primeiro estudo quantitativo no assunto foi realizado por Goldmann e publicado em 1960.

principalmente a partir de 30° C. Trabalho em temperaturas extremas: segundo Noulin (1992). 1997). Reposição hídrica adequada . Trabalho em baixas temperaturas: os danos à saúde. catarata e conjuntivites. Pausas para repouso. dermatites. A freqüência de erros e acidentes tende a aumentar pois o nível de vigilância diminui.25 l/vez). • Ventilação natural. nestes casos. apresentam uma relação direta entre o tempo de exposição e as condições de . citado por Neri (2001). o rendimento decai e a atividade mental se altera. recomenda-se a utilização de ventilação artificial. Calor Radiante.beber pequenas quantidades de líquido (0. Trabalho em temperaturas elevadas: segundo Laville (1977). Sempre que as condições de conforto térmico não forem atendidas pela ventilação natural. Além destas variáveis. cãibras. em seu ambiente de trabalho (Lamberts et al. Algumas recomendações para o trabalho em locais quentes: • • • • Isolamento das fontes de calor. constata-se que a capacidade muscular se reduz. apresentando perturbação da coordenação sensório-motora.• • • Umidade do ar. durante o trabalho físico no calor. quando o indivíduo está trabalhando em locais com temperaturas elevadas: internação ou insolação. Movimentação do ar. Outros problemas ligada à saúde. o trabalho em ambientes particularmente quentes ou frios trazem riscos à saúde dos trabalhadores. Roupas e óculos adequados no caso de calor por radiação. prostração térmica. a atividade desenvolvida pelo homem (met:W/m2) e a vestimenta que ele usa (resistência térmica: Iclo) também interagem na sensação de conforto térmico do trabalhador. freqüentemente.

fazendo uso da carta psicométrica.2 tg onde: tbn = temperatura de bulbo úmido natural .1 tbs + 0. os cuidados necessários à prevenção dos denominados choques térmicos. Destaca-se. tremores.proteção corporal. Como recomendações para o trabalho em baixas temperaturas. Os efeitos sobre a saúde do trabalhador frente a um ambiente de trabalho com baixas temperaturas são. que podem ocorrer quando o organismo é exposto a uma variação brusca de temperatura. Umidade do ar (UR umidade relativa do ar): esta é obtida com ajuda de um aparelho denominado psicômetro giratório. alucinações e a inconsciência. entre outros: enregelamento dos membros devido a má circulação do sangue.7 tbn + 0. ainda. que contempla dois termômetros: termômetro de bulbo úmido (TBU) e termômetro de bulbo seco (TBS). para os trabalhos externos e prolongados. Com estas duas medidas encontra-se a umidade relativa do ar correspondente. recomenda-se uma boa alimentação em calorias e roupas quentes. Calor radiante: a exposição ao calor deve ser avaliada através do "Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo" – IBUTG definido pelas equações que se seguem: Ambientes internos ou externos sem carga solar: IBUTG = 0. com os quais coleta-se a temperatura de bulbo úmido e a temperatura de bulbo seco. da capacidade de pensar e julgar. Movimentação do ar (Var): o aparelho mais indicado para medir velocidade do ar é o termo-anemômetro.7 tbn + 0. ulcerações decorrentes da necrose dos tecidos expostos.3 tg Ambientes externos com carga solar: IBUTG = 0. redução das habilidades motoras como a destreza e a força. Avaliação Temperatura do ar (Tar): a temperatura do ar pode ser medida com um termômetro convencional de mercúrio. respectivamente.

Considerando regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço.8 a 28.2 Tipo de Atividade Moderada até 26.2 acima de 31. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural.4 29.1 Pesada até 25. Moderada ou Pesada) é feita consultando-se o Quadro 4.6 30.5 a 32. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador.1 a 25.tg = temperatura de globo tbs = temperatura de bulbo seco. termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum.0 Observações: • Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais. • A determinação do tipo de atividade (Leve. em função do índice obtido.7 a 31.9 28.7 26.0 30.0 28.0 25.1 acima de 30 Leve até 30.9 26.5 a 31.0 a 27. .4 31. à altura da região do corpo mais atingida. o regime de trabalho intermitente será definido no Quadro 3: QUADRO 3 – Regime de trabalho intermitente Regime de Trabalho Intermitente com Descanso no Próprio Local de Trabalho (por hora) Trabalho contínuo 45 30 15 minutos minutos minutos trabalho trabalho trabalho 15 minutos descanso 30 minutos descanso 45 minutos descanso Não é permitido o trabalho sem a adoção de medidas adequadas de controle acima de 32.1 a 30.1 a 29.0 a 30.

IBUTG é o valor IBUTG médio ponderado para uma hora.0 Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora.5 27.5 30. determinada pela seguinte fórmula: Sendo: Mt = taxa de metabolismo no local de trabalho. Td = soma dos tempos. em minutos.5 26. os limites de tolerância são dados segundo o Quadro 5 : QUADRO 5 – Limites de tolerância para trabalho intermitente com período de descanso fora do ambiente laboral M (Kcal/h) 175 200 250 300 350 400 450 500 Máximo IBUTG 30. em minutos.0 25.• Para regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local (local de descanso).5 25. em que se permanece no local de descanso. Md = taxa de metabolismo no local de descanso. em que se permanece no local de trabalho.0 28. Tt = soma dos tempos. determinado pela seguinte fórmula: .5 26.

Taxas de metabolismo por tipo de atividade TIPO DE ATIVIDADE Sentado em repouso TRABALHO LEVE Sentado. movimentos moderados com braços e pernas (ex. As taxas de metabolismo Mt e Md serão obtidas consultando-se o Quadro 3.Sendo: IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho. IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso. Tt e Td = como anteriormente definidos. movimentos moderados com braços e tronco (ex. Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfavorável do ciclo de trabalho.: dirigir). Sentado. em máquina ou bancada. De pé. Kcal/h 100 125 150 150 . QUADRO 4 . sendo Tt + Td = 60 minutos corridos. trabalho leve. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais. principalmente com os braços.: datilografia).

movimentos vigorosos com braços e pernas. a atividade de campo restringe-se a "coletar" o agente para que seja enviado a um laboratório especializado que determinará a concentração do mesmo.: remoção com pá). 440 550 175 220 300 180 .Agentes Ergonômicos São as condições de trabalho em desacordo com as características psicofisiológicas dos trabalhadores. 2. não proporcionando um máximo de conforto. a caracterização de insalubridade ocorrerá quando forem ultrapassados os limites de tolerância constantes em ANEXO da NR – 15. Trabalho fatigante 2. trabalho leve em máquina ou bancada.Agentes Químicos Os agentes químicos são as diversas substâncias.1. embora. Nas atividades ou operações nas quais os trabalhadores ficam expostos a agentes químicos.2. trabalho moderado de levantar ou empurrar. De pé.5. trabalho moderado em máquina ou bancada.4. com alguma movimentação. nas formas de poeiras. compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória. neblinas. ou que. Em movimento. empurrar ou arrastar pesos (ex. TRABALHO PESADO Trabalho intermitente de levantar. Avaliação A exemplo dos agentes físicos. pela natureza da atividade de exposição. possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão. fumos.2.TRABALHO MODERADO Sentado. com alguma movimentação. em alguns casos.1. gases ou vapores. névoas. De pé. estes agentes também necessitam de instrumentos específicos para que sejam avaliados.

2. admitindo-se o emprego de técnicas geralmente aceitáveis para materiais não patógenos. são enquadrados os agentes que requerem as condições restritivas mais estreitas.Agentes Biológicos Como o próprio nome sugere. os fungos. de forma segura e equilibrada. Avaliação . os protozoários. Avaliação Para a avaliação dos agentes ergonômicos faz-se necessária a utilização dos métodos de medições definidos nos princípios da Ergonomia: medições antropométricas. os parasitas. A classe 1 contempla os agentes não perigosos ou de um mínimo perigo que não exigem equipamentos ou profissionais experimentados para a sua manipulação. por sua extrema periculosidade ou porque podem causar epidemias. medições dos fatores dos postos de trabalho.1. basicamente. A classe 2 está representada por agentes de perigo potencial comum. os vírus. mas que geralmente podem ser controlados.Na classe 4. aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho. ao mobiliário. Os agentes biológicos perigosos estão organizados em quatro classes. infecção ou outro mecanismo de penetração cutânea. os bacilos. 2. entre outros mais. A classe 3 inclui patógenos que requerem condições restritivas especiais. nas quais a ordem crescente do número indica um maior perigo BARBOSA FILHO (2001). Inclui tidos os agentes que podem provocar enfermidades com graus variados de gravidade como conseqüência de inoculações acidentais. transporte e descarga de materiais.6.segurança e desempenho eficiente das tarefas dos trabalhadores. as bactérias. por técnicos de laboratório. etc. são microorganismos que podem "contaminar" o trabalhador e são. Essas condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento.

a organização poderá adotar uma série de medidas. 4. etc). materiais. que determinará uma prioridade de atenções. de acidentes e de perdas BARBOSA FILHO (2001). Para o desenvolvimento de hábitos desejáveis. Organizar. a Gerência de Riscos é o conjunto de técnicas que visa reduzir ao mínimo os efeitos das perdas acidentais. Dirigir e Controlar os Recursos Humanos e Materiais de uma . independentemente das obrigações formais (CIPAS e/ou SESMTs. ao meio ambiente e à imagem da organização. Os gerentes exercem um papel que tem uma única responsabilidade: atingir resultados com pessoas e com inovação. Todavia. Pode ser definida como o Processo de Planejar." Gustavo G. previsíveis ou não. com a adoção de uma série de práticas de forma a reduzir o número de incidentes. mais importante do que orientar os trabalhadores sobre como agir em determinada situação com base em planos de intervenção. GERÊNCIA DE RISCOS “Gerenciar significa realizar equilibradamente o potencial de resultados. Neste âmbito. enfocando o tratamento correto de riscos que possam causar danos pessoais. o ideal é que se busque a minimização dos impactos danosos. é a correta definição da probabilidade de ocorrência de cada acontecimento inoportuno aos quais poderá estar sujeita a organização e de suas dimensões sobre os mais variados aspectos. fezes. Para evitar a ocorrência destes. A gerência faz a ligação entre a empresa e as pessoas que nela trabalham. urina ou outro meio de pesquisa nos empregados.Geralmente são avaliados biologicamente e em laboratórios apropriados através da coleta de sangue. de pessoas e de inovação da organização. Boog (1991) A possibilidade de eventos indesejados. estão sempre presentes no cotidiano das organizações.

Os riscos podem se apresentar como problemas ou desafios que necessitam ser encarados. seguindo-se a descrição feita por DE CICCO e FANTAZZINI (1994a). GARCIA (1994a). citado por ALBERTON (1996). empresarial e técnico.Natureza e Identificação de Riscos Risco. legal. econômico. os riscos podem ser classificados conforme o esquema a seguir: .Organização. então. Apesar da Gerência de Riscos não ser uma prática constante nas organizações brasileiras. estabelece a sistemática de análise de risco considerando três elementos: riscos (causas geradoras). O gerenciamento de riscos se efetiva. financeiros e ambientais ALBERTON (1996). Quanto à natureza dos riscos. no sentido de minimizar os efeitos dos riscos sobre essa organização. tanto no tocante à otimização de custos de seguros como na maior proteção dos recursos humanos materiais. ao mínimo custo possível (GEORGE HEAD – RIMS). é mensurado em termos de conseqüências e probabilidade".1. político. através da inter-relação destes elementos com os diversos planos de observação: humano. sujeitos (sobre quem podem incidir os riscos) e os efeitos (dos riscos sobre os sujeitos). O estudo de Gerenciamento de Riscos teve seu início nos EUA e em alguns países da Europa. 4. É importante. acredita-se que ele não onera o balanço final das organizações. antes de se iniciar os estudos de gerenciamento de riscos. social. e as despesas incorridas não podem ser comparadas aos benefícios que a organização terá. citado por ALBERTON (1996). logo após a Segunda Guerra Mundial. reconhecer os tipos de riscos a que determinada organização está sujeita. segundo a Australian Standard AZ/NZS 4360-1999 . é : "a chance de acontecer algo que causará impacto nos objetivos. quando se começou a estudar a possibilidade de redução de prêmios de seguros e a necessidade de proteção da empresa frente a riscos de acidentes.

enquanto que o segundo envolve somente uma chance de perda. SELL (1995).Figura 1 – Classificação dos riscos A diferença entre os dois tipos básicos de risco: especulativo (ou dinâmicos) e puros (ou estáticos). sendo que. Na primeira fase procura-se reconhecer e avaliar os potenciais de perturbação dos riscos. com a . sem nenhuma possibilidade de ganho ou de lucro. aplicadas aos riscos especulativos. 4. não é unânime entre os autores. identificação das alternativas de ação.3. elaboração da política de riscos e a execução e controle das medidas de segurança adotadas. porém. Este fato deve-se à forte ligação entre cada passo do processo. muitas das técnicas podem ser com igual sucesso. Análise e Avaliação de Riscos No processo de gerenciamento de riscos. todos os autores mantêm a mesma coerência em suas abordagens. citado por ALBERTON (1996). o estabelecimento das etapas ou fases a serem seguidas. divide o processo de gerenciamento de riscos em quatro fases: análise e avaliação dos riscos. É comum considerar-se que a gerência de riscos trabalhe somente com a prevenção e financiamento dos riscos puros. embora não haja um consenso quanto ao estabelecimento das etapas. é o fato de que o primeiro envolve uma possibilidade de ganho ou uma chance de perda.

citado por ALBERTON (1996) de um modo geral.1. todas as técnicas de análise e avaliação de riscos passam antes da fase principal por uma fase de identificação de perigos.identificação das alternativas de ação ocorre a decisão quanto a evitar.Cortez Díaz (1997). combinações de situações e estados de um sistema que possam levar a um evento indesejável. estabelecem-se os objetivos e programas de prevenção. a última fase trata da execução das etapas anteriores e seu controle. transferir ou assumir os riscos identificados. A FIGURA 2 representa o gerenciamento de riscos. citado por Barbosa Filho (2001).Fases do Processo de Gerenciamento de Riscos • Fase de identificação de perigos De acordo com OLIVEIRA (1991). reduzir. na fase de elaboração da política de riscos. Como fase de identificação de perigos podemos entender as atividades nas quais procuram-se situações. asseguramento e financiamento dos riscos. . 4.3. Identificação Do Perigo Análise do risco Avaliação do risco Estimação Do Risco Valorização Do Risco Controle do Risco Gerenciamento de Riscos FIGURA 2 – Gerenciamento de riscos Fonte: Modelo adaptado .

até as fases de análise e avaliação dos riscos. efetivamente.relato. então. reduzam a freqüência e conseqüências dos possíveis acidentes se os mesmos forem inevitáveis. cujo objetivo final é propor medidas que eliminem o perigo ou.experiências de bancada e de campo.. • Fase de avaliação de riscos . esbarrando-se... como por exemplo:. com o intuito de descobrir as causas e as possíveis conseqüências caso os acidentes aconteçam. Deste modo. podemos acrescentar às antigas técnicas tradicionais a Técnica What-If e a Técnica de Incidentes Críticos (TIC). que serão abordadas no próximo capítulo..reuniões de segurança. reuniões da CIPA. Dentre as técnicas mais utilizadas durante esta fase podemos citar: Análise Preliminar de Riscos (APR). no mínimo.inspeções de campo de todo os tipos. A análise de riscos é qualitativa. Análise de Modos de Falhas e Efeitos (AMFE) e a Análise de Operabilidade de Perigos (HAZOP).análise de tarefas.experiência vivida. na visão da segurança tradicional o que se fazia era apenas a identificação de perigos.listas de verificações.. • Fase de análise de riscos A fase de análise de riscos consiste no exame e detalhamento dos perigos identificados na fase anterior. análise e divulgação de acidentes e quase acidentes (pessoais e não-pessoais). na não continuidade dos programas e não chegando-se. inclusive o de blocos.Na realidade.. Como contribuição à fase de identificação de perigos dentro de uma visão mais moderna. a grande maioria das diversas técnicas para "identificar perigos" é de domínio da segurança tradicional.exame de fluxogramas de todos os tipos.

alertando-se apenas para o fato que ao proceder a avaliação qualitativa estamos avaliando o perigo e não o risco. além do que. e provavelmente tão importante quanto o movimento de séculos atrás para quantificar as propriedades dos materiais". A característica de confiabilidade é importante para todos os equipamentos e sistemas. Esta dificuldade faz com que. podem existir subsistemas em que a confiabilidade não seja tão crítica. temos dois tipos de avaliação da freqüência e conseqüência dos eventos indesejáveis: a qualitativa e a quantitativa. a confiabilidade adequada não é obrigatoriamente a maior possível. . fatores como disponibilidade em segurança versus investimento devem ser analisados. Assim. entretanto. em algumas situações.M. materiais ou financeiros. Juran. variam de acordo com as conseqüências da falha de cada sistema. Desta forma. "a confiabilidade é uma característica historicamente buscada por projetistas e construtores de todos os tipos de sistema.Na terceira fase.1. o risco identificado é através de duas variáveis: a frequência ou probabilidade do evento e as possíveis consequências expressas em danos pessoais. O que há de novo na segunda metade do século XX é o movimento para quantificar a confiabilidade. Quanto ao aspecto quantitativo da avaliação é importante ter-se a noção de confiabilidade de sistemas. A avaliação qualitativa pode ser realizada através da aplicação das categorias de risco segundo a norma americana MIL-STD-882. Os níveis de confiabilidade requeridos. Conforme afirma J. É um movimento similar. estas variáveis nem sempre são de fácil quantificação. A adaptação da norma MIL-STD-882 é a apresentada no quadro 4. de avaliação de riscos. transcrita de OLIVEIRA (1991). Mesmo num sistema de alta confiabilidade requerida. que é uma estimativa grosseira do risco presente. se proceda a uma análise qualitativa do risco. Contudo. o que se procura é quantificar um evento gerador de possíveis acidentes.

da realimentação e feedback das etapas anteriores. o processo de gerenciamento de riscos é complementado pela etapa de tratamento e valorização dos riscos.Como as principais técnicas de avaliação de riscos e que também utilizam conceitos de engenharia de confiabilidade. Esta fase contempla a tomada de decisão quanto à eliminação. Management Oversight and Risk Tree (MORT). o uso de uma infinidade de ferramentas gerenciais poderá ser útil. redução. que serão descritas no capítulo cinco.4. • Valorização dos riscos Após devidamente identificados. retenção ou transferência dos riscos detectados nas etapas anteriores. Diagrama e Análise de Fluxo. O financiamento trata efetivamente da retenção através do auto-seguro e auto-adoção. que são planos financeiros da própria empresa para enfrentar as perdas acidentais. analisados e avaliados os riscos. Ferramentas Auxiliares no Gerenciamento de Riscos Para a execução das tarefas anteriormente descritas. A decisão quanto à eliminação ou redução diz respeito às estratégias prevencionistas da empresa e não se trata do financiamento dos riscos. 4. Análise por Diagrama de Blocos (ADB). Análise de Causas e Consequências (ACC). Serie de riscos Análise preliminar de Riscos Analise de Revisão e Critérios. e da transferência dos riscos a terceiros. . mas sim. podemos citar: Análise da Árvore de Eventos (AAE). Análise da Árvore de Falhas (AAF). Algumas delas estão listadas a seguir: • • • • • Diagrama de causa e efeito.

Técnica de Incidentes Críticos. Análise de Componentes Críticos. a empresa poderá adotar como referência. tubulações e equipamentos de proteção. mais do que uma série de dados a respeito da organização. Os de maior utilização. Índices de Mond e de Dow. procedimentos padrão de operação e requisitos de segurança com uma programação periódica de inspeção – que poderá estar incluída na programação de manutenção das instalações. índices estatísticos. Ao se registrar os acontecimentos em documentos especificamente elaborados para tal fim. Matriz de Análise de Riscos. também aplicados à avaliação do risco de incêndios. também é imprescindível que essa informação esteja sempre disponível para todos os níveis e setores da empresa. recomendados pela OIT. atualizados e melhorados.• • • • • • Análise de Modos de Falha e Efeito. sempre que possível. De forma idêntica. Portanto. deverão participar de exercícios de simulação. Riscos devem estar sinalizados. Análise de Árvore de Falhas. equipamentos e ferramentas – devem ser fornecidos na forma escrita e estar ao alcance para pronto uso – continuamente revistos. poderá se obter por meio dessas técnicas informações indicativas sobre sua evolução em relação ao objetivo de integridade. O uso de um conjunto ordenado dessas ferramentas servirá de orientação sobre a condução do plano de intervenção necessário para alcançar tal intento. após criteriosa definição e exclusivamente para comparação de aprimoramento interno. Como elementos adicionais do sistema. toda a habilitação do pessoal deverá ser alvo dos mesmos cuidados e estes. A adequada informação sobre os diversos processos existentes na organização é que orientará a condução do sistema de Gestão de Riscos. são: . assim como demarcações e delimitações de áreas. no sentido de reduzir até o ideal de inexistência de acidentes.

tenham a habilidade e o conhecimento necessários para desincumbirem satisfatoriamente suas obrigações como tomadores de decisões no processo de Gerenciamento de Riscos. Assim. ou seja. Políticas. 4. c) Índice de Incidência: relaciona o número de acidentes ocorridos e o número médio de pessoas expostas ao risco no período de tempo considerado. Responsabilidades do Gerenciamento de Riscos A tarefa de gerenciamento de riscos não pode ser vista como uma atividade limitada à alta cúpula de uma organização. A natureza da lesão contabiliza de forma predefinida uma perda de jornada de trabalho em horas-homem. d) Duração média de baixas: relaciona as jornadas perdidas por incapacidade e os acidentes na jornada de trabalho ocorridos num dado período de tempo. orientações normativas e o estabelecimento formal dos deveres de cada gestor são maneiras de garantir que haja um claro entendimento da extensão da responsabilidade atinente a cada cargo ou função. além de estarem cientes de seus deveres e responsabilidades.5. deve ser implementada em todos os níveis da organização. É fundamental que as pessoas chaves sejam envolvidas em todas etapas do processo de gerenciamento de riscos. a fim de garantir que todos os riscos que permeiam a organização sejam identificados e avaliados. Ao mesmo tempo em que todos os gestores de uma organização têm a responsabilidade pelo gerenciamento de riscos.a) Índice de Freqüência: relaciona o número de acidentes e o número de horas-homem trabalhadas em um dado período de tempo. b) Índice de Gravidade: relaciona o número de jornadas perdidas por acidentes num período de tempo e o total de horas-homem trabalhadas nesse período. É preciso que os gestores. esta responsabilidade varia de acordo com a posição de cada um dentro da estrutura organizacional. mas deve ser implementada por todas as partes envolvidas nos processos. as avaliações serão mais completas bem como o processo será compreendido por toda .

Enquanto a segurança e medicina do trabalho tradicional se ocupavam da prevenção de lesões pessoais. Então. etc. controle total de acidentes (danos à propriedade. aos equipamentos e aos materiais têm as mesmas causas básicas do que os que resultam em lesões.organização e o pessoal envolvido se sentirá "dono" do processo e de seus resultados. sabotagem. defeito do produto.6. Segundo ele. doença. com o fim de inverter a tendência ascendente do índice de lesões. equipamentos e materiais). Controle Total de Perdas O conceito de Controle Total de Perdas foi proposto em 1970. Fletcher. controle da contaminação do ar. em termos gerais. responsabilidade pelo produto. roubo. vandalismo. para implantar-se um programa de Controle Total de Perdas deve-se ir desde a prevenção de lesões ao controle total de acidentes. o Controle Total de Perdas envolve os dois conceitos no que se refere aos acidentes com lesões pessoais e danos à propriedade englobando ainda: perdas provocadas por acidentes em relação à explosões. segurança industrial (proteção dos bens da companhia). citado por ALBERGON (1996) o conceito de Controle Total de Perdas desenvolveu-se e evoluiu. incêndios. no pensamento dos profissionais de segurança durante muitos anos. prevenção de incêndios (controle de todas as perdas por incêndios). poluição ambiental. água e solo. para então chegar-se ao Controle Total de Perdas. 4. pode-se dizer que o Controle Total de Perdas envolve: prevenção de lesões (acidentes que tem como resultado lesões pessoais). De acordo com o mesmo autor. sendo que o objetivo do Controle Total de Perdas é o de reduzir ou eliminar todos os acidentes que possam interferir ou paralisar o sistema. a implantação de um programa de Controle Total de Perdas requer . Para FERNÁNDEZ (1972). higiene e saúde industrial. pelo canadense John A. Fletcher partiu do pressuposto de que os acidentes que resultam em danos às instalações.

incêndio. É necessário pesquisar quais são as reais necessidades da empresa. quer resultando em lesão. a situação em que todos os itens estivessem sendo executados o melhor possível. De posse do perfil do programa estabelecido na fase anterior. isto é. uma vez determinadas. pode-se confrontar a situação atual obtida pela pontuação através da escala estabelecida e a situação ideal para cada seção. roubo. nos fornece a deficiência do programa que está sendo executado que. b) Determinação das Prioridades Consiste em determinar as prioridades que devem ser adotadas pelo programa geral de Controle Total de Perdas.situação atual). dano à propriedade. com pontuação máxima. poluição da água. Isto é possível através do estabelecimento dos perfis dos programas de prevenção existentes. avaliar como se está fazendo e.três passos básicos: determinar o que se está fazendo. doença ocupacional ou defeito do produto. nos permite a priorizaçõo das seções que necessitam de maiores esforços. e segundo ele os três passos básicos para a implantação de um programa de Controle Total de Perdas são: a) Perfil dos programas de prevenção existentes Antes da implantação de qualquer novo método ou programa. c) Elaboração dos planos de ação Estabelecidas as seções prioritárias é necessário elaborar para cada uma delas o respectivo plano de ação. O resultado do confronto destas duas situações (situação ideal . que terá o objetivo principal de prevenir e controlar as perdas reais e potenciais oriundas de acidentes. explosão. do ar e do solo. vandalismo. um primeiro passo é buscar conhecer o que está sendo feito na empresa neste sentido e de que maneira. elaborar planos de ação que indiquem o que tem de ser feito. analisar se o mesmo está sendo realizado de forma correta e eficaz. Controle Total de Perdas deve ser idealizado de modo que venha a eliminar todas as fontes de interrupção de um processo de produção. sabotagem. . caso o programa estivesse completo. Se já existe algum programa em andamento.

irradiação e convecção. o custo estimado de implantação do plano. por assim dizer. torna-se. é importante se adotar medidas de precauções. . assumindo danos e dimensões indesejadas. estimativas das perdas atuais e potenciais futuras. os treinamentos de Prevenção e Combate abordam: • • • • Teoria do fogo – combustão. PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS E EXPLOSÕES Conceitua-se incêndio como a presença de fogo em local não desejado e capaz de provocar. toda uma série de situações que contribuem para o acontecimento indesejado do Incêndio. Geralmente. Tipos de extintores. a data em que o plano está iniciando e a data prevista para término do mesmo. Filho (2001). por isso. os recursos humanos e materiais necessários para sua implantação e execução. queimaduras e intoxicações por fumaça. que consiste em medidas que minimizem as conseqüências indesejadas do Incêndio. os objetivos específicos a curto. ação imprescindível.No plano de ação devem ficar claros: o objetivo geral ao que o mesmo se destina. algumas vezes pelas vítimas humanas. por ambas. Há. A prevenção. A notícia de incêndios vem acontecendo em freqüência crescente. 5. portanto. também merecendo atenção as atividades que utilizam materiais explosivos (algumas vezes não são respeitas as condutas básicas de segurança). outras pelas perdas materiais e. Classes de incêndio . médio e longo prazo.classificação e características. A maior parte dos incêndios ocorre em função de descuidos e. Estudos diversos indicam que os almoxarifados são os locais das organizações onde os incêndios ocorrem com maior freqüência. Propagação do fogo – condução. além de prejuízos materiais: quedas. em muitos casos. seus elementos e reação em cadeia.

de intensidades variáveis. acompanhada da liberação de luz e calor.1. 2. Calor (pode provocar queimaduras. Formas de combustão • Combustão Completa: É aquela em que a queima produz calor e chamas . 5. O fogo é um fenômeno . HCl. desidratação. Chamas (se tiverem contato direto com a pele. dificultando a fuga). NOx. 3. e 4. Aspectos Físico-Químicos Associados ao Fogo O fogo é uma necessidade indiscutível à vida moderna.pode dar origem ao Incêndio. Entretanto. A seguir são apresentadas algumas informações para o combate ao Incêndio. e Sistemas de alarme. SO2. podem provocar queimaduras). 5. HCN. Resultante da reação química em cadeia. 5. todos tóxicos). continuidade da reação de combustão. Saídas. gera calor pela combustão proporcionando a energia necessária para continuidade do processo. CO2. uma vez iniciado. calor.tipo de queima. Exercícios de alerta. Gases (CO. etc. quando não controlado. exaustão. oxigênio.1.• • • • • Inspeção dos extintores. pois prejudica a visibilidade. Combustão Combustão é um processo de oxidação rápida auto sustentada.1. combustão ou oxidação. que produz calor a um corpo combustível na presença de ar (oxigênio). assim com sempre foi aos nossos antepassados.1. etc..1. Fumaça (a maior causa de morte nos incêndios.).1. para iniciá-lo são indispensáveis os seguintes elementos básicos: combustível. Localização e sinalização dos extintores. Contudo. Os principais produtos da combustão e seus efeitos à vida humana são: 1.

4. Como tudo na natureza tende ao equilíbrio. quase sempre presentes. 5.1. • Combustão Espontânea: É aquela gerada de maneira natural. • Explosão: É a queima de gases ou partículas sólidas em altíssima velocidade.Calor Ignição é o agente que dá o início ao processo de combustão. que são uma fonte natural de ignição). na zona rural. 5. A velocidade de queima é menor nos combustíveis líquidos e gasosos. Formas de propagação do calor O calor pode-se propagar de três diferentes maneiras: Condução. centelhas e arcos elétricos (além dos raios. produzindo a combustão. a energia mínima inicial necessária. As fontes de ignição mais comuns nos incêndios são: chamas. em grande quantidade. O oxigênio é o principal elemento comburente que dá origem ao fogo.Comburente Comburente é o material gasoso que pode reagir com um combustível. quando a combinação gera calor e libera gases. podendo ser pela ação de bactérias que fermentam materiais orgânicos. fagulhas.e se processa em ambiente rico em comburente. Convecção e Irradiação. introduzindo na mistura combustível/comburente. líquido ou gasoso) capaz de reagir com o comburente (em geral o oxigênio) numa reação de combustão.2.4. alguns materiais entram em combustão sem fonte externa de calor. produzindo calor e liberando gases. Os materiais naturais mais combustíveis são aqueles ricos em matéria orgânica. Essa energia se dá sob a forma de calor. Combustível Combustível é o material oxidável (sólido.1. o calor é . em locais confinados. do que nos sólidos. • Combustão Incompleta: É aquela em que a queima produz calor e pouca ou nenhuma chama e se processa em ambiente pobre em comburente. Os plásticos com celulose nem precisam de oxigênio para incendiar.1. 5.1.3. superfícies aquecidas. 5. ocorre também na mistura de determinadas substancias químicas.1.

sem a intervenção do homem. • Fósforos e pontas de cigarros atirados a esmo. • Irradiação – É a transmissão de calor por ondas de energia caloríficas que se deslocam através do espaço. ou criminosas incêndios propositais ou criminosos. O incêndio é. Quando dois ou mais corpos estão em contato. • Vazamento de gás. Análise de espaços construídos e naturais em relação aos incêndios Os incêndios podem ser causados naturalmente. a combustão sem controle. que são formados durante o processo de queima do combustível. • Condução – É a transferência de calor através de um corpo sólido de molécula a molécula. etc. Exemplo: Vulcões. Entre as causas mais comuns de incêndios estão: • Sobrecarga nas instalações elétricas. O mais frio de dois objetos absorvera calor até que esteja com a mesma quantidade de energia do outro. ou seja. pela presença de radicais livres. chama exposta etc. e Estopas ou trapos envolvidos em óleo ou graxa abandonados em local inadequado. pois. . terremotos.1. 5.transferido de objeto com temperatura mais alta para aqueles com temperatura mais baixa. 5.eletricidade.2. Continuidade da reação de combustão Reação em cadeia é o processo de sustentabilidade da combustão. raios. • Improvisações nas instalações elétricas. • Crianças brincando com fogo. o calor é conduzindo através deles como se fosse um só corpo. • • Falta de conservação dos motores elétricos. • Convecção – É a transferência de calor pelo próprio movimento ascendente de massas de gases ou líquido.5. Outras causas podem ser as acidentais .

preparo do terreno. saltando os aceiros mal feitos. os riscos de incêndio ficam por conta: do uso de velas próximo a cortinas. de acordo com a sua localização. acelerando a velocidade de reação. zona comercial. ônibus. Florestais . com a finalidade de limpar o terreno para o plantio. abatedouros e indústrias rurais. há o hábito de queimar-se antes a palhada. armazéns. quando o fogo. são classificados em 5 grupos: 1. Agrícolas: os riscos de incêndio. canavial (colheita). provoca o incêndio. agrovila. Silos e armazéns: a poeira (liberada pelos grãos ou pela terra) apresenta um grande risco de explosão.pastos (renovação). deve-se ter o cuidado de manter sempre dentro do prazo de validade o extintor de incêndio que. podem representar um grande risco de incêndios e explosões. Residências: nas residências rurais. pelo Código Nacional de Trânsito. e 5. das faíscas saidas do fogão à lenha em direção à cobertura da casa feita com folhas de palmeiras. na zona rural. Agrícolas . 4. Residenciais .Os incêndios. Em veículos . 2. Portanto.domicílio. essa prática condenável é responsável por muitos incêndios. são agravados pelo hábito do agricultor de fazer queimada. Veículos: em geral pelo envelhecimento da mangueira de borracha que leva o combustível para o motor e este. Os armazéns. também. do uso indevido dos bujões à gás. dependendo do produto que se encontra nas prateleiras e nos depósitos. Industriais . Na colheita da cana-de-açúcar pelo método tradicional. o que provoca grandes incêndios nos .sejam automóveis. 3. foge ao controle do homem e alastra-se pelo terreno.nas florestas nativas e cultivadas. como em tratores e outras máquinas agrícolas. fios desencapados.silos. da sobrecarga na fiação elétrica pelo uso de vários aparelhos numa mesma tomada. caminhões. é obrigatório em cada veículo automotivo. aquecido. pois tem uma grande superfície aparente de contato. etc.

consiste em diminuir a • . As técnicas de combate ao fogo são especiais: abafadores. aviões dotados de tanques com água ou produto químico extintor. no local de plantio. tais como: magnésio. que se caracterizam por deixar após a queima. ainda não atingido. Incêndios que envolvem equipamentos elétricos energizados: motores. helicópteros com bolsas d'água. conforme mostra o Quadro 6: QUADRO 6 . os obstáculos representados pelos troncos e o perigo da queda de árvores imporem obstáculos à fuga.Classes de incêndio Classe A Exemplos de Materiais Combustíveis Incêndios em materiais sólidos fibrosos. sódio. resultando grandes fogueiras. resíduos como carvão e cinza.1. potássio. os riscos de incêndio e da perda de controle da situação são ainda piores. somente uma chuva é capaz de terminar o incêndio.2. Resfriamento: é o método mais utilizado. na renovação das pastagens e na eliminação de certas doenças. geradores. etc. papel. recomenda-se erradicar toda a planta e queimá-la. titânio. baseia-se na retirada do material combustível. muitas vezes. Florestas: nas florestas. etc. Métodos de extinção • Retirada do material combustível: é o método mais simples de se extinguir um incêndio. pois as altas chamas. tais como: madeira. etc. ali mesmo. Incêndios em líquidos e gases inflamáveis. parafina. 5.canaviais.1. da área de propagação do fogo. o terreno normalmente inclinado. tecido. GLP.2. ou em sólidos que se liquefazem para entrar em combustão: gasolina. são muito grandes. Mesmo assim. Ainda. zinco. etc. Classificação dos Incêndios De acordo com o material consumido.1. os incêndios podem pertencer a 4 classes. Incêndios em metais combustíveis. etc. B C D 5. cabos.

cuja válvula deve ser aberta no ato de sua utilização. isolando o oxigênio e liberando gás carbônico assim que entra em contato com o fogo. • Extintor de água pressurizável (pressão injetada): uso equivalente ao de água pressurizada. O agente propulsor (propulente) é o gás carbônico (CO2). Espuma: Utilizado nos incêndios de classe: A e B. o que acarretará no aumento do fogo. • Extintor de pó químico seco (pqs): mais indicado para ação em materiais da classe “B” (líquidos inflamáveis). diferindo-se apenas externamente pelo pequeno cilindro contendo gás propelente. Pó químico seco: Utilizado nos incêndios de classe: B e C (na classe D é utilizado pó químico especial). e Gases nobres limpos: Utilizado nos incêndios de classe: A. pó de alumínio e o carbonato de potássio. Alguns exemplos de extintores são: • • Extintor de água pressurizado: indicado para o combate a princípio de incêndio em materiais da classe “A” (sólidos). B e C.temperatura do material combustível que esta queimando. Age por abafamento. pois a água é excelente condutor de eletricidade. conseqüentemente. interrompem a reação em cadeia. que lançados sobre o fogo. como o magnésio. pois em contato com a água eles reagem de forma violenta. B e C. permitindo o seu funcionamento. não deverá ser usado em hipótese alguma em materiais da classe “C” (elétricos energizados). mas também pode ser usado em materiais classe “A” e em último caso. . a liberação de gases ou vapores inflamáveis: • Abafamento: consiste em impedir ou diminuir o contato do comburente com o material combustível: e Extinção química: consiste na utilização de certos componentes químicos. A água agirá por resfriamento e abafamento. Gás Carbônico (CO2): Utilizado nos incêndios de classe: A. na classe “C”. a fim de pressurizar o ambiente interno do extintor. diminuindo. Os agentes extintores são: • • • • • Água: Utilizado nos incêndios de classe: A. deve-se evitar também seu uso em produtos da classe “D” (materiais pirofóricos).

Depois de iniciado o funcionamento. QUADRO 7 . O Quadro 7 apresenta o uso de agentes extintores.Tabela de uso de agentes extintores Classe de Incêndio Água Espuma Pqs Co² Halon . Atua por abafamento. Será usado em princípios de incêndio das classes “A” e “B”. bromo e iodo).• Extintor de pqs com pressão injetável: as mesmas características do PQS pressurizado. • Extintor de espuma mecânica com pressão injetada: as mesmas características do pressurizado. Ideal para o combate a princípios de incêndio em materiais da classe “C”. e • Extintor sobre rodas (carreta): A diferença dos extintores em geral é a sua capacidade. formando a reação de soluções aquosas de sulfato de alumínio e bicarbonato de sódio. • Extintor de espuma mecânica pressurizado: a espuma é gerada pelo batimento da água com o líquido gerador de espuma e ar (a mistura da água e do líquido gerador de espuma está sob pressão. • Extintor de halogenado (halon): Composto por elementos halogênios (flúor. Seu funcionamento é possível devido a colocação do mesmo de “cabeça para baixo”. mas mantendo a ampola externa para a pressurização no instante do uso. Devido ao seu tamanho. Deve ser usado em princípios de incêndio das classes “A” e “B”. ainda é possível encontrá-lo em edificações. podendo ser usado também na classe “B”. cloro. não é possível a interrupção da descarga. mas mantendo externamente uma ampola de gás para a pressurização no instante do uso. sendo expelida ao acionamento do gatilho. • Extintor de gás carbônico (co2): é o mais indicado para a extinção de princípio de incêndio em materiais da classe “C” (elétricos energizados). sua operação requerer duas pessoas. quebrando a reação em cadeia que alimenta o fogo. • Extintor de espuma química: embora esteja em desuso no mercado. juntando-se então ao arrastamento do ar atmosférico em sua passagem pelo esguicho).

quando da ocorrência de incêndios.A SIM Excelente SIM Regular SIM Excelente NÃO NÃO Somente na superfície SIM Excelente SIM Bom PQS Especial 4 Kg Somente na superfície SIM Bom SIM Excelente NÃO Somente na superfície SIM Excelente SIM Excelente NÃO B C D Unidade extintora Alcance médio do jato Tempo de descarga NÃO NÃO NÃO 10 litros 9 litros 6 Kg 2 Kg 10 m 5m 5m 2.s) Lm – Comprimento total(m) do percurso de evacuação (situação mais desfavorável).5 m 60 seg 60 seg 15 seg 25 seg 15 seg 5. é o tempo gasto na evacuação da edificação.5 m 3.2. Esse tempo pode ser considerado como o decorrido desde o aparecimento dos primeiros indícios (fumaça. pelo ultimo de seus ocupantes. C) + (Lm / V) Onde: Tev . em ambiente externo à edificação. Uma expressão comumente aceita para estimas o tempo necessário à evacuação é dada por: Tev = (P/A. C . .8 pessoas/ m. A . Evacuação de área Um dos elementos mais importantes na atividade de minimização de possibilidades de danos humanos.tempo de evacuação.2.Número total de ocupantes.Coeficiente de circulação (valor médio – 1. P. chama) até o atingimento de um espaço livre.Largura útill das vias de circulação (m).

armazenagem e utilização. transporte. tanto na própria definição da construção da edificação quanto nos critérios da distribuição de suas áreas e de sal ocupação. Em situação normal: Vias Horizontais: 0. A NR 23 traz instruções iniciais sobre a execução da proteção contra incêndios. O ajustamento das cargas aos efeitos desejados sob os pontos de vista de segurança.V. A proteção do ambiente apóia-se nesta experimentação através do controlo das emissões de poeiras e projeções.3 m/s.3. da medição do ruído e vibrações transmitidas ao ar e aos solos e a sua comparação com os resultados da investigação. De posse dos dados necessários ao cálculo da estimativa. A economia e a segurança têm sido conseguidas com base na experimentação controlada e apoiada em bases científicas.2 m/s. visando adequar as necessidades de sua utilização à garantia de integridade de seus ocupantes. Escadas: 0. mas também com a investigação e desenvolvimento de novas substância explosivas.15 m/s. têm-se mantido não só com a alteração e estabilização da composição química dos explosivos e a sua experimentação. Escadas: 0. 5. Em situação de pânico: Vias Horizontais: 0. tem sido o incentivo para a continuação da . Explosivos A utilização de explosivos na indústria extrativa é uma prática tradicional desde que foi verificado o efeito demolidor destas substâncias.Velocidade de circulação (m/s). a procura da economia nas operações de desmonte e da melhor proteção do ambiente. pode-se efetuas as modificações requeridas. tendo-se generalizado com a introdução dos explosivos de segurança. A busca da melhoria das condições de segurança nas diferentes operações a realizar no fabrico.6 m/s. economia e ambiente.

3. utilizado para provocar uma explosão. Cordão detonante: cordão com o núcleo de explosivo rápido envolvido por uma camada impermeável. Mecha/rastilho: cordão constituído por um núcleo calibrado de pólvora envolvido por um tecido e coberto com camada impermeável. Classificação dos explosivos . Sendo. no entanto. Pólvoras: misturas de substâncias explosivas que por ação de agente exterior podem deflagrar.2. é na formação e conscientização dos utilizadores que assenta a boa prática com estas substâncias. Pega de fogo: conjunto de tiros com uma seqüência de rebentamento determinada para funcionar como um conjunto. o conhecimento e a segurança no manuseamento das substâncias explosivas o ponto fulcral para a proteção do homem e do ambiente.1. em resultado de uma reação química na ausência de oxigênio gasoso ou de ar. Esquema de fogo: modo de implantação e ordenamento de uma pega de fogo 5. Detonador: cápsula contendo um explosivo capaz de ser iniciado pelo efeito do calor libertado por uma fonte de calor ou uma ação mecânica. Efeitos explosivos: a libertação a grande velocidade de grandes quantidades de energia no ambiente.3. sob a forma de gases a alta temperatura e pressão elevada. Explosivos: substâncias explosivas que por ação de um agente exterior podem detonar.investigação e desenvolvimento das características dos explosivos e da sua adaptação às condições do terreno. Escorva/iniciador: detonador ou conjunto de detonador e reforçador e meio de iniciação.Definições Substâncias explosivas: compostos químicos ou misturas de produtos químicos que podem produzir efeitos explosivos ou pirotécnicos. Este trabalho procura dar as bases para a utilização dos explosivos em boas condições de segurança e proteção ambiental. 5.

3. .4. dividem-se em: . .Micro-retardados: com intervalo de 20 ou 30 milisegundos.5 s. os detonadores classificam-se em: • Cápsula de alumínio: usados nos casos gerais. conforme o modo de iniciação.Retardados: com intervalo de 0.3. Em função do uso.Instantâneos. Mas inferior a 5000 m/Seg. Explosivos utilizados em minas e pedreiras As substâncias explosivas com possibilidade de utilização em minas e pedreiras dividem-se em pólvoras e explosivos. Consoante o tempo decorrido entre a iniciação e o rebentamento. Quanto aos efeitos classificam-se em: • Fraturante: quando devido à velocidade da reação o seu efeito é de destruição do meio que o envolve. dividem-se em: • Pirotécnicos: iniciados por uma chama conduzida através de um rastilho • Elétricos: iniciados por uma corrente elétrica. • Muito rápidos: quando a velocidade de combustão é superior a 5000 m/Seg. • Sísmicos: com tempo de reação inferior a um milisegundo. fraturando-o em pequenos blocos. • Rápidos: quando a velocidade de combustão é superior a 1000 m/Seg. . podendo apresentar-se a granel ou encartuchados. Detonadores Os detonadores. 5. • Cápsula de cobre: usados em ambientes inflamáveis. • Deflagrante: quando devido à lentidão da reação o seu efeito é de ruptura pelas fraturas existentes ou tombamento.Os explosivos podem ser classificados em: • Lentos ou propulsores: quando a sua velocidade de combustão é inferior a 1000 m/Seg.3. 5.

assessorada pela Comissão de Explosivos. transporte.Transporte de Explosivos A carga e descarga dos explosivos devem ser feitas com cuidado. não devendo a distância de transporte ser superior a 5 Km. conforme a quantidade a transportar. Conforme a intensidade de corrente necessária para iniciar um detonador. • Altamente insensíveis: intensidade de corrente de segurança 4 A. • Muito insensíveis: intensidade de corrente de segurança 3 A.6.5. 5.são herméticos até 100 Kg/cm2. Armazenagem Os explosivos e os detonadores são obrigatoriamente armazenados em paióis e paiolins respectivamente. A saída do paiol.Para trabalhos a grandes pressões de água .3. com capacidade inferior a 10Kg. • Insensíveis: intensidade de corrente de segurança 0. distribuição e devolução dos produtos explosivos não utilizados deverão ser efetuadas por pessoas especialmente instruídas para o efeito e devidamente autorizadas pelo diretor técnico ou encarregado dos trabalhos. licenciados pela Polícia de Segurança Pública. couro maleável ou qualquer outro material resistente e impermeável. Para pequenas quantidades devem usar-se paiolins de madeira ou sacos de lona. Os detonadores e os explosivos não devem ser transportados na mesma viatura. estes classificam-se em: • Sensíveis: intensidade de corrente de segurança 0.45 A. O transporte de explosivos entre o paiol e o local de utilização ou de preparação das cargas deve ser feito em paióis móveis ou paiolins móveis. Para pequenas quantidades devem ser transportados em caixas .3. As caixas e sacos deverão estar munidos de fechos seguros e correias de suspensão Na construção das caixas e sacos será vedada a aplicação de qualquer material que possa produzir faísca. 5.18 A.

Formas. devendo os detonadores ser transportados na cabina da viatura.Inspeção. Legislação Normas Relativas a Prevenção de Incêndios: • • • • • • • NBR 10897 .Sistemas de Proteção por Extintores de Incêndio. Manutenção e Recarga em Extintores de Incêndio. NBR 13714: Instalações Hidráulicas contra Incêndio.Proteção contra Incêndio por Chuveiro Automático. NBR 12692 . NBR 12693 . 5.Instalações Elétricas de Alta Tensão NBR 14276: Programa de brigada de incêndio. NBR 13437: Símbolos Gráficos para Sinalização contra Incêndio e Pânico.Instalações Internas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) Projeto e Execução. NBR 13714 . • NBR 13932. • • • • • NBR 13435: Sinalização de Segurança contra Incêndio e Pânico. NBR 13434: Sinalização de Segurança contra Incêndio e Pânico . por Hidrantes e Mangotinhos.Porta Corta-fogo para Saída de Emergência. sob comando. NBR 12615 . NBR 10898 . Os explosivos devem ser transportados nas embalagens de origem até ao local de utilização salvo para quantidades inferiores ao peso da embalagem.4.Instalação Hidráulica Contra Incêndio.Sistema de Combate a Incêndio por Espuma. NBR 14349: União para mangueira de incêndio . Dimensões e cores. NBR 11742 . • • • NBR 14039 .Requisitos e métodos de ensaio • NBR 5410 .Sistemas de Iluminação de Emergência.Sistema Elétrico.separadas. . NBR 13523 .Instalações Prediais de Gás Liquefeito de Petróleo. sob comando.

A auto-regulação . de modo que não há Constituição moderna em que não se procure inscrever um regime de garantias e estruturas jurídicas necessárias para assegurar a liberdade e independência econômica do homem.153) Em alguns países. Arnaldo Susskind. 6. da Portaria 3214 do Ministério do Trabalho: Proteção Contra Incêndio para Locais de Trabalho.) • • • NBR 9077 . da Portaria 3214 do Ministério do Trabalho: Explosivos.1. (Instituições de Direito de Trabalho. a fonte fundamental de regulação das relações de trabalho é a legislação (fonte formal). • NR 23. as primeiras provindas da vontade dos seus destinatários e as últimas produzidas espontaneamente pelo ambiente do trabalho). Nossa Constituição.• • NBR 5419 . da Portaria 3214 do Ministério do Trabalho: Proteção Contra Incêndio para Locais de Trabalho. dispondo em seu art. pois que não são resultantes da ordem estatal. de modo que a lei não é a principal fonte reguladora dessas relações.Sistema de Proteção Contra Descangas Atmosférias (Páraraios.Saídas de Emergência em Edificações. Introdução “Vem se verificando um crescente processo de constitucionalização do Direito do Trabalho. como Inglaterra e EUA. NR 23. NBR 5419 .Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio. mas sim as “convenções coletivas e os costumes” (chamadas fontes autônomas de direito. predomina a autodisciplina das relações do trabalho.Proteção Contra Descargas Elétricas Atmosféricas. No Brasil. p. NBR 9441 .7 sobre “Direitos Sociais” não fugiu a este fenômeno”. Délio Maranhão e Segadas Vianna. LEGISLAÇÃO e NORMAS TÉCNICAS 6. Normas referentes ao Manuseio de explosivos: • NR9.

P. Emendas à Constituição: leis constitucionais que modificam parcialmente a Constituição. Se forem convertidas em lei num prazo de 30 dias após sua publicação. de caráter administrativo ou político. 154). Leis e convenções internacionais Lei: “regra de direito geral. Decretos legislativos: são promulgados pelo Poder Legislativo sobre assuntos de sua competência.é tida como a mais apropriada para a natureza dessas relações. do Trabalho. consciente e livre.2. . 6.1.2. Leis delegadas: leis equiparadas às leis ordinárias. Conceitos 6. Tratados e convenções internacionais: são incorporados ao nosso próprio sistema legislativo e são de competência exclusiva do Congresso Nacional. baixadas pelo Presidente da Republica. condições que os brasileiros ainda não souberam. conquistar” (Inst. perdem sua eficácia. p.155). ou puderam. Resoluções: normas expedidas pelo Poder Legislativo destinadas a regular matéria de sua competência. mas “pressupõe uma organização sindical forte. Leis complementares: são elaboradas para complementar determinadas matérias. Medidas provisórias: normas com poder equivalente ao das leis. diferindo apenas na forma de elaboração. tornada obrigatória pela vontade da autoridade competente para produzir direito e expressa numa fórmula escrita” (Pires (2001) Apud Instruções de Direito do Trabalho. como a autorização de referendo ou convocação de plebiscito. em situação de relevância e urgência. abstrata e permanente. De D. Leis ordinárias: leis comuns formuladas pelo Congresso Nacional (na área federal). pela Assembléia Legislativa (na área do Estado-Membro) ou pela Câmara dos Vereadores (na área municipal).

Regulamentos: regras disciplinadoras de certos assuntos. Leis ordinárias. portarias e ordens de serviço: são determinações administrativas semelhantes. Leis e Normas sobre Segurança e Medicina do Trabalho 6. à saúde. Quanto às leis em geral (federais. definidos por Pires Apud Maximilianus Führer: Decretos: atos administrativos de alçada dos chefes do Executivo.2. que visam a ordenação dos serviços.2. ao lazer.4. Leis complementares. Em relação às leis. ao trabalho. Na Constituição da República: Título II . Atos administrativos normativos ontem um comando geral do Poder Executivo que visa a correta aplicação da lei. uma especificação do pensamento legislativo” (PIRES Apud LOPES).4. são comandos da alçada de autoridades superiores. Instruções. Deliberações: são determinações de órgãos colegiados. decretos regulamentares e as demais normas de hierarquia inferior. Hierarquia das Fontes e das Leis A ordem hierárquica das fontes são. municipais).3. Resoluções: na área de administração. Regulamentos e outros atos administrativos normativos Regulamento é um ato do Poder Executivo que integra a lei a fim de constituir “um desenvolvimento. a ordem decrescente de importância é: Constituição. à . não mantém elas propriamente uma hierarquia entre si. a sentença normativa. Capítulo II: Dos Direitos Sociais: Todos têm direito à educação. circulares. a lei. em ordem decrescente. o regulamento. estaduais. 6.Dos Direitos e Garantias Fundamentais. baixadas por decreto. pois cada esfera legislativa tem seu campo de atuação. Emendas à Constituição.1. Regimentos: normas de organização interna. 6. a Constituição. Observe alguns exemplos. a convenção coletiva e o costume.6.

higiene e segurança. avisos e advertências quanto às substancias e materiais perigosas ou nocivas à saúde. das regras sobre movimentação. da exigência de manutenção nas empresas de serviços especializados em segurança e saúde do trabalhador. que alterou o Capitulo V do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho. prevenção da fadiga. da inspeção prévia e embargo da obra ou interdição de estabelecimento. da constituição e composição da CIPA. caldeiras.3 Nas Portarias normativas e outros diplomas legais: 6. Os artigos também dispõem sobre as atividades insalubres e perigosas. a cargo do empregador. à proteção à maternidade. É de direito dos trabalhadores rurais e urbanos a redução dos riscos inerentes ao trabalho executado. das obrigações das empresas e dos empregados. Na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT: Título II – Das Normas Gerais de Tutela do Trabalho. setor. formas de eliminação ou neutralização da insalubridade. Capítulo V: da segurança e saúde no trabalho: Esses artigos tratam: da competência dos órgãos estatais e das Delegacias de Trabalho em relação ao assunto. Normas Regulamentadoras . sem excluir a indenização em caso de dolo ou culpa deste.NR Com o advento da lei 6514 de 22 de dezembro de 1977. das condições do ambiente de trabalho (iluminação. insalubres ou periculosas. de outras medidas especiais de proteção e das penalidades administrativas cabíveis. dos EPI’s.3. dos requisitos técnicos sobre construções civis. equipamentos. conforto térmico). de adicional de remuneração para aqueles que realizam atividades penosas. à infância e à assistência em situações de desamparo. além de seguro contra acidente de trabalho. fornos e recipientes de pressão. máquina ou equipamento. máquinas. das instalações elétricas dos locais de trabalho. relativo à Segurança . 6. das medidas preventivas de saúde do operário.1.segurança. por meio de normas de saúde. 6.2.4. armazenagem e manuseio de materiais. pagamento do adicional para aqueles que exercem esse tipo de serviço.2.4. à previdência social.

. NR 1 . porém mencionando-as. que cria vinte e oito Normas Regulamentadoras – NR.214.”. nos limites de sua competência. bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário. necessariamente. normas sobre aplicação dos preceitos deste Capítulo. Seção I. tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho . ficou determinado que “cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposições complementares às normas de que trata este Capítulo. o Agente de Inspeção do Trabalho. decorrentes da experiência e necessidades. citadas anteriormente. porem.CLT. especialmente os referidos no artigo 200”. como sendo incumbência do órgão de âmbito nacional. De acordo com o artigo 2º da Portaria 3. A Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho . “estabelecer. no preenchimento do mesmo.relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. que atualmente é a Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalhador (SSST). dessa prática a NR-28 estabelece valores de infração dos vários itens das NRs. aprova a Portaria 3.”.e Medicina do Trabalho. controlar e supervisionar as . Assim sendo em 8 de junho de 1978. Como uma NR regulamenta um ou mais artigos da CLT. irá referir-se ao artigo em questão. quando necessário. Arnaldo Prieto. uma “autonomia” ou “independência” das NRs dos artigos da CLT.514.. no caso de aplicação de auto infração. para que sirvam de balizamento às pessoas que procuram atender aos ditames legais. Independente. fundamentando seu procedimento. relativas à segurança e medicina do trabalho. é de competência da SSST “as alterações posteriores..NR.214. que dão o detalhamento de aplicabilidade dos artigos constantes na Lei 6. as questões técnicas existentes. são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta.SSST é o órgão de âmbito nacional competente para coordenar. ratificando o que já havia sido explicitado no artigo 156. Artigo 200.. Uma NR objetiva explicitar a implantação das determinações contidas nos artigos (de 154 a 201) do Capítulo V. Título II. orientar. o então Ministro do Trabalho. em sua Seção XV. permitindo-se. dessa forma.Disposições gerais: As Normas Regulamentadoras . sem ater-se. alínea I.

NR 4 . A Delegacia Regional do Trabalho . o PAT e ainda a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. ou embargar obra. com a brevidade que a ocorrência exigir. com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. .atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho. indicando na decisão tomada. poderá interditar estabelecimento. deverá solicitar aprovação de suas instalações ao órgão regional do MTb afim de obter o Certificado de Aprovação de Instalações – CAI. NR 2 .CANPAT. conforme modelo ilustrado na NR 2. conforme o caso. manterão. obrigatoriamente. NR 5 . máquina ou equipamento. antes de iniciar suas atividades. Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. inclusive a CANPAT. NR 3 . as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais. o Programa de Alimentação do Trabalhador .Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho: As empresas privadas e públicas. à vista de laudo técnico do serviço competente que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador.Comissão interna de prevenção de acidentes – cipa: a CIPA tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho.Embargo ou interdição: O Delegado Regional do Trabalho ou delegado do Trabalho Marítimo. de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário. setor de serviço.PAT e ainda a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho em todo o território nacional.DRT é o órgão regional competente para executar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho. inclusive a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho .Inspeção prévia: Todo estabelecimento. que possuam empregados regidos pela CLT.

NR 7 . NR 9 . avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais.NR 6 – Equipamento de proteção individual: considera-se Equipamento de Proteção Individual – EPI.Programa de prevenção de riscos ambientais: estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação. com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. partida e parada de máquinas e equipamentos. armazenagem e manuseio de materiais: normas de segurança para operação de elevadores. de uso individual utilizado pelo trabalhador.PCMSO. segurança para dispositivos de acionamento. visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. manutenção e operação. do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional . movimentação. operação. a segurança de usuários e de terceiros. NR 12 – Máquinas e equipamentos: Discorre sobre normas de instalações e áreas de trabalho. do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PPRA. assentos e mesas. execução. venda e locação de máquinas e equipamentos. reforma e ampliação e. proteção de máquinas e equipamentos. todo dispositivo ou produto. tendo em consideração a proteção do meio ambiente.Programa de controle médico de saúde ocupacional: estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação. incluindo projeto. NR 13 – Caldeiras e vasos de pressão: Dispõe sobre a segurança do funcionamento de caldeiras e vasos de pressão. transportadores industriais e máquinas transportadoras. manutenção. através da antecipação. guindastes. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. fabricação. . ainda. por parte de todos os empregadores e instituições. destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. NR 11 – Transporte. reconhecimento. em suas diversas etapas. importação. NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade: esta NR fixa as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas.

NR 14 – Fornos: medidas de segurança para construção e trabalho com fornos. NR 15 – Atividades e operações insalubres: diz respeito à classificação de insalubridade de atividades e operações e aos cuidados a serem tomados quando da sua execução. NR 16 – Atividades e operações perigosas: classificação das atividades e operações consideradas perigosas, bonificação aos trabalhadores dessas atividades, normas de arranjo físico para evitar acidentes. NR 17 – Ergonomia: esta NR visa a estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. NR 18 – Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção: Esta NR estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção. NR 19 – Explosivos: esta NR discorre sobre classificação, periculosidade, depósito, manuseio e armazenagem de explosivos. NR 20 - Líquidos combustíveis e inflamáveis: definição de líquidos combustíveis e inflamáveis e medidas de segurança para armazenagem dos mesmos. NR 21 – Trabalhos a céu aberto: exigência de infra-estrutura adequada que garanta a proteção e o conforto daqueles que trabalham em ambientes a céu aberto.

NR 22 – Segurança ocupacional na mineração: tem por objetivo disciplinar os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento da atividade mineira com a busca permanente da segurança e saúde dos trabalhadores. NR 23 – Proteção contra incêndios: apresenta equipamentos e métodos que devem ser empregados em toda e qualquer empresa a fim de se impedir incêndios e evitar grandes danos ou perdas causadas por eles. NR 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho: especificação dos equipamentos, peças e móveis que contribuam para a manutenção da higiene do local e do trabalhador, assim como do seu conforto. NR 25 – Resíduos industriais: definição dos tipos de resíduos industriais e formas de eliminação. NR 26 – Sinalização de segurança: esta NR tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes, identificando os equipamentos de segurança, delimitando áreas, identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases e advertindo contra riscos. NR 27 – Registro profissional do técnico de segurança do trabalho no ministério do trabalho: formas de requerimento e obtenção do registro profissional do Técnico de Segurança do Trabalho. NR28 – Fiscalizações e penalidades: citação dos decretos que regem as disposições legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador. NR 29 – Segurança e saúde no trabalho portuário: regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais, facilitar os primeiros socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários.

NR 30 – Segurança e saúde no trabalho aquaviário: proteção e regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários. NR 31 - Segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária silvicultura, exploração florestal e aqüicultura: estabelecer os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho. NR 32 - Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde: estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral.

6.2.3.2. Quanto ao trabalho da mulher e do menor O Capítulo III (Da Proteção do Trabalho da Mulher) e o Capítulo IV ( Da Proteção do Trabalho do Menor), ambos no Título III da CLT, tratam de algumas considerações em relação ao trabalho da mulher e do menor. 6.2.3.3. Quanto ao trabalhador rural: A Lei nº. 5.889, 08/06/73, estatui normas reguladoras do trabalho rural e apresenta outras providências. A Portaria nº. 3.067, 12/04/88, aprova Normas Regulamentadoras Rurais, relativas à Segurança e Higiene do Trabalho Rural: • • NR-1: Disposições gerais; NR-2: Serviço especializado em prevenção de acidentes do trabalho rural – SEPATR; • NR-3: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural – CIPATR; • • NR-4: EPI; NR-5: Produtos químicos.

Pensão por morte: será devida mensalmente aos dependentes do acidentado. cabendo ao empregador pagar os 15 primeiros dias de afastamento (art. no valor correspondente a 100% do salário contribuição (art.3. O valor da prestação corresponde à média atualizada dos últimos 36 salários-de-contribuição (art. Conquistando Vantagem Competitiva – Convergência entre Saúde. sem prejuízo do retorno ao trabalho e ainda que esteja percebendo outro benefício (art. São internacionalmente conhecidas pela sigla ISO.6.45). O texto abaixo. Auxílio-acidente: quando após a consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza. se o aposentado por invalidez necessitar de assistência permanente de outra pessoa terá direito a um acréscimo de 25% na sua aposentadoria (art. 74 e 75). retrata a importância nas normas ISO para a competitividade de uma empresa.032 de 28/04/95 igualou os benefícios do acidentado. A Lei 9. a contar da data do óbito. Segurança e Meio Ambiente . 6.29).86). Direitos Previdenciários do acidentado e Dependentes: Auxílo-doença: é devido a partir do 16º dia seguinte ao afastamento do trabalho em conseqüência de acidente.213/91). o segurado terá direito à indenização referente ao auxílio-acidente paga mensalmente. extraído do site www. A renda mensal dessa aposentadoria será equivalente a 100% do salário de beneficio (art.br. em caráter vitalício. Aposentadoria por invalidez: quando o acidentado é considerado incapaz para o trabalho e insuscetível de reabilitação que lhe garanta subsistencica. houver redução da capacidade funcional.4.com.44).isegnet. no dia 12/01/06. 60 da Lei 8. Normas – ISO: Organização Internacional De Normalização As normas da International Organization for Standartization – Organização Internacional de Normalização visam estabelecer critérios para as questões técnicas que incidam sobre a produção e comercialização de bens e serviços em todo o mundo. no valor correspondente a 50% do saláriobenefício.

a capacidade de atingir rapidamente todos os povos. Não existe calibração sem laboratórios credenciados com padrões rastreados. certamente. é mais produtiva e eficaz. vivendo e trabalhando em condições seguras e harmoniosas. apóiam-se em estratégias de controles baseadas na Metrologia. também. isto é. assim como. As séries ISO 9000 surgiram como as primeiras normas com intuito de padronizar os requisitos exigidos de fornecedores. Não existe rastreabilidade sem padrões de referência primários. esbarra no trinômio saúde. Não existe medição confiável sem calibração. Não existe qualidade sem controle de qualidade. Ao mesmo tempo. ao aplicá-las. que estabelece novas prioridades para a ação política em função da nova concepção do desenvolvimento. Posteriormente. segurança e meio ambiente. Uma população com saúde. gerando menos resíduos poluentes e indivíduos doentes. A certificação pela ISO 14000 exige das empresas fornecedoras de produtos e serviços processos de produção e fornecimento mais específicos. começaram a aparecer as normas de gestão ambiental ISO 14000 com a idéia do desenvolvimento sustentável. na Normalização e gerenciamento do processo exigindo sistemas reconhecidos de certificação e credenciamento. mas. elas impõem barreiras técnicas à comercialização de produtos e serviços que não se enquadram às suas recomendações. além dos requisitos anteriores. demanda-se para a implantação da ISO 14000 um maior conhecimento tecnológico para o desenvolvimento e controle de . ao bem estar de toda a sociedade. Podemos afirmar que a sobrevivência das empresas não está apenas relacionada à capacidade de adaptação num ambiente tecnológico dinâmico. Essas normas são bastante semelhantes as anteriores (série ISO 9000).Cada vez mais é reconhecido que o aumento da eficiência das empresas num ambiente tecnológico crescente e competitivo agravado pela progressiva expansão dos mercados. Não existe controle sem medição confiável. contudo retratam um fato importante: a responsabilidade internacional pelo desgaste do patrimônio natural. As organizações. Essas normas proporcionam maior facilidade nas transações comerciais nacionais e internacionais. Não existe padrão de referência sem metrologia.

A ISO 14000 e a necessidade do desenvolvimento sustentável favoreceram a implantação de processos não poluidores. Por outro lado. a AS 8000 (responsabilidade social) e a OSHA 18001 (Americana) em diversas organizações a nível mundial. São as normas de Gestão de Sistema de Saúde e Segurança Ocupacional – SGSSO. Isso tem impacto direto nas relações comerciais num mundo globalizado (fenômeno financeiro com conseqüências nos sistemas de produção) e dinâmico. a conformação estrutural produzida pela forma como se propagou o progresso técnico no plano internacional. diga-se de passagem.processos de produção não poluidores. tendo como foco a organização de trabalho: . . onde se procura constantemente superar as expectativas dos clientes. estamos no estágio de maturação das normas de gestão de sistemas que tendem a convergir para o mesmo ponto. Podemos concluir esse artigo fazendo uma reflexão em relação às normas de gestão de sistema. “descartáveis” aumentou a terceirização dos processos das empresas e alterando profundamente a organização de trabalho. imposto aos países da “periferia” pelos países ricos e gerada pela lógica dos mercados. e de certa forma. considerando todos os anteriores. já são empregados modelos como a BS8800 (norma Britânica).As séries da ISO 9000. Embora não exista uma ISO específica que trate da saúde e segurança no trabalho. Tais normas de sistema de gestão passaram a ser usadas como obstáculo a comercialização de produtos e serviços nos grandes blocos econômicos. promovendo o bem estar . Em contrapartida tais procedimentos tornam os empregados substituíveis. melhoraram a relação entre empresas fomentando maior padronização com a elaboração de procedimentos documentados dos processos de produção. contradiz com as regras estabelecidas em consenso internacional pelos 134 países membros da ISO: as normas de gestão não devem ser compulsórias. fundamentadas em especificações puramente técnicas. fez surgir o subdesenvolvimento. . Atualmente. Os países membros da ISO votaram contra a formação de um comitê técnico para SST em meados dos anos 90. O que. de um modo geral.

que institui salário adicional para empregados do setor de energia elétrica. o que deveria ser um ponto a ser levado em consideração ao serem elaboração as normas de gestão. Regulamenta a Lei 7. alguns países já se utilizam de normas consensuadas para certificação de empresas em SGSSO. de 14 de outubro de 1986 Revoga o Decreto 92. No âmbito regional. Essa antecipação provavelmente se deve ao fato das crescentes fusões e acordos. DECRETO N° 93. Tais normas também vêm impossibilitando que os países menos favorecidos se utilizem dos seus recursos naturais já que estes não tem capacidade de utilizá-los de forma sustentável. 6. Decretos. de 15 de outubro de 1986 – Promulga a Convenção n° 148 sobre proteção do trabalhador contra riscos profissionais devido a contaminação do ar.5. Muitas empresas possuem um passivo trabalhista que quando contabilizado podem superar seus próprios valores. “Trades”. Os países desenvolvidos não repassam tecnologia. de 09 de abril de 1986 – Regulamenta a Lei 7.412. ruído e às vibrações no local de trabalho. A gestão em saúde e segurança do trabalho.212 de 26 de dezembro de 1985.369. Decretos DECRETO N° 92.da sociedade como um todo.1.410. de 20 de setembro de 1985.5. que dispõem sobre especialização de engenheiros e arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho e a profissão de Técnico de Segurança do Trabalho.413.530. embora não seja discutida no âmbito internacional através de comitê técnico da ISO. DECRETO N° 93. entre empresas que necessitam conhecer de fato a realidade econômica de seus parceiros. de 27 de novembro de 1985. em condições de periculosidade e dá outras providências. é tratada em outros fóruns internacionais promovidos pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pela OIT (Organização Internacional do Trabalho). . Ela permitiu aos especialistas de mercado quantificar o passivo ambiental produzido pelos processos e produtos (resíduos) das empresas. Legislação Complementar e Legislação Previdenciária 6.

a classificação. de 27 de novembro de 1985 – Dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho.2. a produção. a comercialização.3. o controle. sobre proteção contra riscos de intoxicação provocados pelo Benzeno. e dá outras providências. de 29 de outubro de 1985 – Regula o exercício da profissão de técnico em radiologia e dá outras providências. a inspeção e a fiscalização dos agrotóxicos e seus componentes afins. a embalagem e rotulagem. LEI N° 7. da Organização Internacional do Trabalho – OIT. de 29 de outubro de 1985 – Regula o exercício da profissão de técnico em radiologia e dá outras providências. DECRETO N° 3. o armazenamento.732. de 29 de setembro de 1994 . 6. a profissão de técnico de segurança do trabalho e dá outras providências. a importação. .5.802. de 14 de dezembro de 1998 – Apresentou a seguinte questão 'Quando a empresa fornecedora de EPI ou amenizar os efeitos do agente agressivo a saúde.DECRETO N° 127.410. a propaganda comercial. adequando aos limites de tolerância. de 22 de maio de 1991 – Promulga a Convenção n° 161. o destino final dos resíduos e embalagens.394. o transporte.5.048. DECRETO N° 1. 6.253. a experimentação. DECRETO N° 1. sobre segurança e saúde dos trabalhadores e o meio ambiente de trabalho. da Organização Internacional do Trabalho – OIT relativa aos serviços de saúde do trabalho. o segurado não tem direito a aposentadoria especial'. LEI N° 7. LEI 9. da Organização Internacional do Trabalho – OIT.254. de 06 de maio de 1999 – A prova o Regulamento da Previdência Social. Leis Previdenciárias LEI N° 7. a exportação. Leis LEI N° 7.Promulga a Convenção n° 155. de 11 de junho de 1989 – Regulamenta a pesquisa . o registro.394. de 27 de setembro de 1994 – Promulga a Convenção n° 136. a utilização.

Do laudo técnico deverão constar informações sobre a existência de tecnologia de proteção coletiva ou individual que diminua a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância e recomendações sobre sua adoção pelo estabelecimento.732 de 11 de dezembro de 1998. o destino final dos resíduos e embalagens. LEI N° 7. a propaganda comercial. 9 ou 6 pontos percentuais. de 11 de junho de 1989 – Regulamenta a pesquisa . sujeito a agentes nocivos. a comercialização. a embalagem e rotulagem. LEI Nº 9. .LEI N° 7. Concedido aos segurados empregados e trabalhadores avulsos sujeitos a condições especiais. o registro. a experimentação. a produção. o transporte. adequando aos limites de tolerância. LEI Nº 9. a classificação. A comprovação da efetiva exposição do segurado aos agentes nocivos. o armazenamento. a importação. o controle. Pontos mais importantes: As alíquotas referente ao art. conforme a atividade exercida pelo segurado a serviço da empresa. com base em laudos técnicos de condição ambiental de trabalho emitido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho nos termos da legislação trabalhista (agentes e limites OS 600 e OS 612). a profissão de técnico de segurança do trabalho e dá outras providências. o segurado não tem direito a aposentadoria especial'. a exportação. a utilização. altera dispositivos das leis 8212 (plano de custeio da previdência social) e 8213 (plano de benefício da previdência social). de 14 de dezembro de 1998 – Apresentou a seguinte questão 'Quando a empresa fornecedora de EPI ou amenizar os efeitos do agente agressivo a saúde. de 27 de novembro de 1985 – Dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho. mediante formulário estabelecido pelo INSS.410.732. 22 da lei 8212 serão acrescidas de 12. levando em consideração o tempo de contribuição para aposentadoria especial.802. a inspeção e a fiscalização dos agrotóxicos e seus componentes afins.

1. apresentam em seus anexos as ordens de serviços mais atuais do INSS. ORDEM DE SERVIÇO INSS/DSS N° 621.6. 05 de agosto de 1998 – Aprova Norma Técnica sobre perda auditiva neurossensorial por exposição continuada a níveis elevados de pressão sonora de origem ocupacional. ORDEM DE SERVIÇO INSS/DSS N° 606. 05 de agosto de 1998 – Aprova Norma Técnica sobre intoxicação ocupacional pelo Benzeno. 02 de junho de 1998 – Enquadramento e comprovação do exercício de atividade especial.6 Instrução Normativa (Previdência) Número de alíquota destinada ao financiamento de aposentadoria especial: indicação no laudo.6. 09 de junho de 1999 – Estabelece procedimentos para a fiscalização das empresas com segurados que exerçam atividades que permita a concessão de aposentadoria especial. .. ORDEM DE SERVIÇO INSS/DSS N° 607. ORDEM DE SERVIÇO INSS/DSS N° 623. ORDEM DE SERVIÇO INSS/DSS N° 98. de maneira habitual e permanente. Nota: Os livros Normas Regulamentadora Comentadas e Perícia e Avaliação de Ruído e Calor. da exposição ou não do trabalhador. 05 de agosto de 1998 – Estabelece procedimentos a serem adotados para concessão de benefícios. ORDEM DE SERVIÇO INSS/DSS N° 608. 05 de agosto de 1998 – Manual de Instruções para preenchimento da Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT. 05 de agosto de 1998 – Aprova Norma Técnica sobre pneumoconiose. ORDEM DE SERVIÇO INSS/DSS N° 612. ORDEM DE SERVIÇO INSS/DSS N° 609. 05 de agosto de 1998 – Norma Técnica sobre distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho – DORT. Ordens de serviço do INSS ORDEM DE SERVIÇO INSS/DSS N° 600. 6. 05 de agosto de 1998 – Enquadramento e comprovação do exercício de atividade especial. a agentes agressivos.

mesmo que a empresa tenha fornecido EPI. de 17 de dezembro de 1987 – Considera que qualquer exposição do trabalhador às radiações ionizantes ou substâncias radioativas é potencialmente prejudicial à saúde.275.393. PREVENÇÃO E CONTROLE DE RISCOS EM MÁQUINAS. de 2 de setembro de 1988 – Considera as acusações científicas contra o cigarro e este se tornar um dos maiores responsáveis por uma série de doenças. PORTARIA INTERMINISTERIAL N° 3. de 21 de setembro de 1989 – Delega competência ao Ministério do Trabalho para definir as atividades do Técnico de Segurança do Trabalho. de 11 de abril de 1994 – Estabelece Regulamento Técnico sobre o uso de Equipamento de Proteção Coletiva – EPI. 6. retrata-se o uso correto dos equipamentos de proteção (EPI e EPC). PORTARIA N° 3.6. Para isso. O vício do tabagismo deve ser desestimulado mediante processos educacionais e restritivos.2. INTRUÇÃO NORMATIVA publicada pelo MPAS em 14 de janeiro de 2000 – Autoriza a aposentadoria especial de todos os trabalhadores que exerciam atividade insalubre até 13/12/98. formas de se obter um . PORTARIA INTERMINISTERIAL N° 3. de 10 de agosto de 1988 – Os Ministérios de Estado do Trabalho e Saúde atribuem a responsabilidade aos seus respectivos ministérios na luta pela defesa da saúde e da vida dos trabalhadores no combate à AIDS. EQUIPAMENTOS E INSTALAÇÕES 7. 7.3. Portarias PORTARIA N° 3.195.6.6.1 Introdução Este capitulo tem por objetivo apresentar normas que visam prevenir e controlar os riscos existentes nos diversos tipos de industrias. Instrução Normativa INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 1. algumas delas de excepcional gravidade e até fatais.257.

além de proteger o corpo e o organismo contra os efeitos de substancias químicas (tóxicas. “é todo dispositivo de uso individual. bota de bico de aço. de fabricação nacional ou estrangeira. destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador”. mas para evitar lesões ou para atenuar sua gravidade. cores e sinalização de segurança. A Figura 2 mostra os tipos mais comuns de EPI. 7. óculos de proteção. Figura 2 – EPI’s: perneira. Não é permitido que o EPI seja de uso coletivo e é fundamental estabelecer um tempo de vida útil mínimo para o mesmo. O fornecimento do EPI deverá ser feito mediante o preenchimento de uma “Ficha de Controle”. A empresa é obrigada a fornecer o EPI gratuitamente aos funcionários em perfeito estado de funcionamento e conservação. Os EPI’s não existem para evitar acidentes. treinar o empregado quanto ao seu uso e torná-lo obrigatório. tipos de equipamentos de processos industriais e métodos para os protegerem e para protegerem os operadores e. de acordo com a legislação. a manutenção. alergênicas. medidas de segurança exclusivas para o setor de edificações e para serviços com eletricidade. luvas. finalmente. sob a supervisão do elemento técnico de Segurança do . dentre outras) que possam determinar doenças ocupacionais.layout do ambiente de trabalho adequado.2 Equipamentos de Proteção Individual – EPI Equipamento de proteção individual (EPI).

sendo recomendada. . O EPI é de propriedade da empresa. é feita a indicação dos EPI’s mais adequados a cada risco. devendo comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para o uso. o trabalhador deve ressarci-la quando comprovado o desgaste por uso inadequado e/ou indevido. a fim de se verificar se o mesmo ainda não apresenta condições de uso. no mínimo. caso não usem a proteção adequada. inclusive. O empregado deve usar o EPI somente para a finalidade a que se destina sendo responsável por sua guarda e conservação. portanto.Trabalho. considerando. • Avaliação dos riscos identificados: determinação da intensidade e/ou extensão dos riscos (condição ambiental ou operacional) bem como a freqüência e o tempo de exposição a eles (forma e tempo de contato entre o fator e o receptor). podendo-se recorrer à existência dos fabricantes e à literatura especializada. afetando sua integridade física e/ou saúde. que sejam ou que tenham a possibilidade de serem nocivos aos trabalhadores. a realização de testes com os diversos tipos e marcas existentes no mercado que tenham o Certificado de Aprovação (CA). concluindo quanto às conseqüências que poderão acarretar a integridade física e a saúde dos trabalhadores. Determina-se que o EPI deva ser selecionado pelo Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SEESMT) ou por membros de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA) de acordo com o risco ao qual o trabalhador está exposto. Tal seleção deve ser feita após um estudo do ambiente ocupacional. as seguintes fases: • Identificação dos riscos: levantamento minucioso dos riscos existentes no ambiente de trabalho. No caso de troca. • Indicação do EPI adequado: com as informações obtidas nas fases anteriores. é necessário que o EPI com defeito ou danificado seja devidamente examinado.

capuzes e similares. calçado condutivo. Proteção contra quedas com diferença de nível: cinto de segurança tipo abdominal com talabarte. calçado para fundição. Membros superiores: luvas de punho. do CRF (Certificado de Registro do Fabricante) ou CRI (Certificado de Registro do Importador). Olhos: óculos convencionais. Face: visor plástico incolor. protetor de punho. óculos contra gases e poeira. ósculos contra ofuscamento e radiações lesivas. outros tipos de luvas. Crânio: capacete. protetores metálicos. calçado isolante. também. cinto tipo pára-quedista. gorros. Membros inferiores: calçado com biqueira de aço. calçado com palmilha de aço. óculos contra aerodispersóides. luvas de cano. a empresa deve exigir do fabricante cópia do CA do EPI e. Ouvidos: protetor circum-auricular. visor com tela. serão apresentados uma série de EPI’s que se destinam à proteção de determinadas partes do corpo. O perfeito ajuste do EPI ao usuário deve ser feito com acompanhamento de um Médico do Trabalho com conhecimento da exposição do trabalhador ao risco.Ao adquirir o EPI. óculos com proteção lateral. . redes. A seguir. perneiras. mitene. mangote. botas de borracha. protetor de mão típico. protetor de palma da mão. luvas de meio-dedo. protetor de inserção. Isso se faz necessário para que se obtenha o máximo de proteção do trabalhador com o mínimo de desconforto. máscara para soldador. cinto tipo cadeira. manga. calçado com solado antiderrapante. Cabelo: bonés (de forneiro).

Vias respiratórias: respiradores purificadores do ar. extintor de incêndio. com exaustão por duto. Tronco: aventais. respirador semifacial. jaquetas ou conjuntos de jaqueta e calça. absorvedores para eventual derramamento e chuveiro de emergência. A Figura 4 apresenta exemplos de EPC’s. respirador facial-total. chuveiro de emergência. máscara com filtro químico. Alguns exemplos de EPC’s são: extintores de incêndio. capas.3. Pele: cremes protetores. A maior vantagem do EPC é que. Outros exemplos de EPC são: a) Cabine para histologia: A cabine deverá ser construída em aço inox. além de proteger a coletividade. Equipamentos de Proteção Coletiva . ele não provoca desconforto a ninguém. 7. Lava-Olhos Extintor de Incêndio Chuveiro de Emergência FIGURA 4 – Lava-olhos.EPC Equipamentos de proteção coletiva (EPC) são dispositivos usados no ambiente laboral com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos inerentes aos processos industriais. lava-olhos. . É específica para trabalhos histológicos. respiradores de isolamento. máscara descartável.

Apresentam a vantagem de dispensar a flambagem.b) Capela Química: A cabine deverá ser construída de forma aerodinâmica. f) Sprinkle: É o sistema de segurança que. que contém desinfetante. produz fortes borrifos de água no ambiente (borrifador de teto). g) Alça de transferência descartável: São alças de material plástico estéril. . Possuem anteparos de cerâmica ou de vidro de silicato de boro para reduzir. i) Luz Ultra Violeta: São lâmpadas germicidas. reduzindo. através da elevação de temperatura. pêra de borracha e outros.: pipetador automático. Seu uso em cabine de segurança biológica não deve exceder a 15 minutos. de maneira que o fluxo de ar ambiental não cause turbulências e correntes. não sendo admitidos tecidos com fibras sintéticas. cujo comprimento da onda eficaz é de 240 nm. a dispersão de aerossóis durante a flambagem das alças de transferência. O tempo médio de uso é de 3000 horas. e) Mangueira de incêndio: O modelo padrão. que impedem a passagem de aerossóis. comprimento e localização são fornecidos pelas normas do Corpo de Bombeiros. descartáveis após o uso. devendo ser confeccionado em lã ou algodão grosso. l) Proteção do sistema de vácuo: São filtros do tipo cartucho. assim. j) Dispositivos de pipetagem: São os dispositivos de sucção para pipetas. o perigo de inalação e a contaminação do operador e do ambiente. h) Microincinerador de alça de transferência metálica: São aquecidos a gás ou eletricidade. c) Manta ou cobertor: É utilizado para abafar ou envolver a vítima de incêndio. Também é usado o frasco de transbordamento. Ex. d) Vaso de areia ou balde de areia: É utilizado sobre o derramamento de álcalis para neutralizá-lo. ao mínimo possível.

baldes. corrosão. que impede a passagem de luz ultravioleta.: Devem ser cobertos com anteparo de material autoclavável e sempre abertos dentro das cabines de segurança biológica. ultra-som etc. Depender o menos possível da atuação do homem para atender suas finalidades. areia seca para cobrir álcalis. os EPC’s devem respeitar algumas premissas básicas: • • Ser do tipo adequado em relação ao risco que irão neutralizar. químico ou radioativo: É composto de traje de proteção. p)Kit de primeiros socorros: É composto de material usualmente indicado. inclusive antídoto universal contra cianureto e outros antídotos especiais. bota de borracha. vaporizador de formaldeído. agitador. Para serem perfeitamente escolhidos e instalados. EPC’s colaboram com o aumento da produtividade e minimizam perdas devido às melhorias causadas no ambiente de trabalho. a que estiverem sujeitos. que poderá causar danos aos olhos. n) Anteparo para microscópio de imunofluorescência: É o dispositivo acoplado ao microscópio. é essencial que um especialista em segurança do trabalho faça uma análise prévia do sistema para que os riscos ocupacionais sejam identificados e as medidas de proteção convenientes sejam adotadas antes da liberação do processo. soda cáustica ou bicarbonato de sódio para neutralizar ácidos. máscara. por isso. . luvas. touca. máscara contra gases.. desgastes etc. óculos ou protetor facial. pinça para estilhaços de vidro. detergente não inflamável. panos de esfregão e papel toalha para o chão. o) Kit para limpeza em caso de derramamento biológico. • Ser resistentes às agressividades de impactos. pás para recolhimento do material. Essas melhorias dependem do projeto do processo executado.m) Contenção para homogeneizador. até mesmo levando o operador à cegueira. desinfetantes e sacos plásticos.

tempos. Melhorar a ocupação dos espaços. máquinas. dentro de um espaço disponível (COUTO. ergonomia e segurança do trabalho. técnicas de administração industrial. 7. perda de produtividade e desconforto. A preparação de um layout O profissional responsável pela elaboração do layout deve dominar o conhecimento sobre métodos. Aumentar a motivação e a satisfação dos trabalhadores. Melhorar as condições ambientais. lubrificação e manutenção. 7. LEMBRE-SE: os detentores do maior conhecimento de soluções ideais de proteção são os próprios trabalhadores que estão expostos aos riscos. Os objetivos de um bom layout são: • • • • • • Evitar riscos de acidentes e incidentes. tais como acidentes de trabalho. layout e o resultado final de um estudo sistemático que procura uma combinação ótima de todas as instalações.• • Permitir serviços e acessórios como limpeza. Logo. Evitar doenças ocupacionais. A ausência de um layout bem elaborado acarreta uma série de prejuízos.4. cantos vivos etc.4 Arranjo Físico 7. materiais e pessoas que concorrem para a fabricação de um produto ou para a execução de um serviço. . equipamentos e materiais que se movimentam. Não criar outros tipos de riscos.1 Introdução Fazer o arranjo físico (layout) de uma área qualquer é planejar e integrar os caminhos dos componentes de um produto ou serviço.2. Aumentar a produção. a fim de obter o relacionamento mais eficiente e econômico entre o pessoal. manuseio e movimentação de materiais. 1996).4. principalmente mecânicos como obstrução de passagens.

Melhorar a flexibilidade. tendo-se a noção clara do fluxo industrial. O layout bem feito é desenvolvido em 4 etapas. Diminuir os congestionamentos. Melhorar a utilização do equipamento e da mão-de-obra. Ressalta-se que o layout é dinâmico. Novos produtos ou serviços. controle e tendências. Etapa 2 – Arranjo Físico Geral: estabelecimento da posição relativa entre as diversas áreas. Programas de redução de custos. . sempre que houver: • • • • • • • Mudanças no mercado de consumo. Etapa 4 – implantação: planejamento de cada passo da implantação do layout elaborado. Reduzir a movimentação e o manuseio de materiais. Deve ser periodicamente revisado. Introdução de novos métodos de organização. movimento e prazo de validade. Nessa etapa. Melhorar a supervisão. Melhoria nas condições de trabalho. equipamentos. Substituição de equipamentos. máquinas). obtendo-se a aprovação dos níveis de decisão após cada uma delas: Etapa 1 – Localização: Determinação da localização da área na qual será feito o planejamento das instalações. tem vida. Reduzir o tempo de manufatura.• • • • • • • • Reduzir os custos indiretos. Melhorar a qualidade. os modelos de fluxo e as inter-relações entre as diversas áreas são visualizadas. Etapa 3 – Arranjo Físico Detalhado: Definição clara de cada componente da instalação (móveis. Programas de prevenção de acidentes.

intelectualmente. para se evitar o choque do contra partes do equipamento ou do mobiliário.4. O espaço mínimo necessário é determinado por diversos fatores: • • Pela área necessária para a movimentação do próprio corpo. são prejudicados quando o ambiente está acima do nível de conforto. • Para não se sentir constrito – é bem conhecido que todo ser humano tem o seu espaço pessoal. nem com calor. serão adicionados mecanismos de adaptação visual. o que resultará em fadiga. • Pela necessidade de segurança. nem com odores Operários cujos trabalhos exigem muito.3 Conceitos básicos relacionados ao ser humano e ao layout de seu local de trabalho O ser humano necessita de espaço para trabalhar. O ser humano necessita de certa proximidade de outras pessoas A distância excessiva entre as pessoas também traz muito desconforto. É desejável que exista certa flexibilidade postural. não se sente proximidade exagerada).7. Trabalho com empenho visual não combina com ambiente escuro Em circunstâncias como essa. uma área em torno da qual não se deve ter ninguém (não se esbarra. mas próxima o suficiente para que se converse em altura normal. Pela área necessária para a movimentação em volta da máquina/ equipamento. Trabalho mental não combina com ruído alto. Operários cujos trabalhos são de pouca exigência intelectual beneficiam-se com a presença de outras pessoas num raio além da área de espaço pessoal. porém movimentação excessiva gera fadiga . não se sente o cheiro ou o perfume do outro.

A indicação em cor. Azul: para indicar "Cuidado!". Amarelo: em canalizações. faces externas de polias e engrenagens. prensas.5. • Laranja: canalizações contendo ácidos.Grandes distâncias cansam. podem cansar e levar a fadiga. convencionou-se (NR 26) que certas cores serviriam para indicar diferentes riscos que determinados locais oferecem. borda de serras.5 Cores e Sinalização de Segurança 7. áreas destinadas à armazenagem.1 Introdução A fim de se manter a segurança do ambiente de trabalho. para avisos contra uso e movimentação de equipamentos. será acompanhada dos sinais convencionais ou da identificação por palavras. 7. localização de coletores de resíduos e de bebedouros. partes móveis de máquinas e equipamentos. • Púrpura: perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares. dispositivos de corte. partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas. para identificar gases não liquefeitos e para indicar "Cuidado!".5. • Branco: locais de circulação. botões de arranque de segurança. faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos. mas percorridas muitas vezes ao dia. Mesmo pequenas distâncias. sempre que necessário. 7. .2 Cores As cores abaixo relacionadas foram escolhidas para padronizarem a representação de certos riscos ou operações que ocorrem nos diversos tipos de indústria: • • Vermelho: equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. especialmente quando em área de trânsito para pessoas estranhas ao trabalho. que deverão permanecer fora de serviço. zonas de segurança. • • Preto: canalizações de inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade.

5. Indicações de risco. para identificar qualquer fluído não identificável pelas demais cores. ambiente de trabalho. e que. . armazenamento. deverão ser seguidas as normas técnicas sobre simbologia vigentes no País. lubrificantes. radioativo. durante o seu manejo. Na movimentação de materiais no transporte terrestre. o “CUIDADO”: risco médio. possa conduzir efeitos prejudiciais sobre trabalhadores. Palavra de advertência. o • • • “ATENÇÃO”: risco leve. 7. equipamentos. marítimo. Os rótulos dos produtos químicos utilizados na indústria deverão conter: • • Nome técnico do produto. a critério da empresa. Alumínio: canalizações contendo gases liquefeitos. isoladamente ou não. abrangendo aquelas a serem tomadas. processamento. oxidante. inflamáveis e • • combustíveis de baixa viscosidade. embalagem ou transporte. Considera-se substância perigosa todo material que seja. Cinza: o cinza claro deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo e o cinza escuro deverá ser usado para identificar eletrodutos. no que se refere a símbolos para identificação dos recipientes na movimentação de materiais. designando o grau de risco.3 Sinalização de segurança A sinalização para o armazenamento de substâncias perigosas deverá seguir padrões internacionais.• Lilás: canalizações que contenham álcalis ou. no caso das refinarias de petróleo. Medidas preventivas. Primeiros socorros. e • Verde: caracteriza "segurança". tóxico. • Marrom: pode ser adotada. o “PERIGO”: alto risco. aéreo e intermodal. corrosivo.

7. derrame ou vazamento. O PCMAT deve contemplar as exigências da NR 9 . já que o empregador será responsabilizado se assim não proceder. 7. em casos de acidentes. quando for o caso. do Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho n Indústria da Construção – PCMAT. NR 18: Condições e meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção – norma específica da Indústria da Construção.Programa de Prevenção e Riscos Ambientais – e deve ser mantido no estabelecimento à disposição do órgão regional do Ministério do Trabalho – MTb. nos estabelecimentos com vinte ou mais trabalhadores. que obriga a elaboração. Os documentos que integram o PCMAT são: .6.• • Informações para médicos. que devem ser cumpridas em todas as etapas da obra.2 PCMAT A NR 18 é de extraordinária importância.6. uma vez que estabelece medidas de controle e sistemas preventivos nos processos. nas condições e no meio ambiente.1 Normas Regulamentadoras As normas NRs relacionadas às Edificações são: NR 4: SEESMT – norma que define as atividades consideradas próprias da construção. 7.6 Edificações As atividades na Indústria da Construção realizam-se em etapas diferenciadas. Esse programa deve ser elaborado e executado por profissional habilitado na área de segurança do trabalho. possuindo riscos diversos que exigem proteções especificas para o trabalhador. Instruções especiais em caso de fogo.

• Memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho nas atividades e operações, levando-se em consideração riscos de acidentes e de doenças do trabalho e suas respectivas medidas preventivas; • Projeto de execução das proteções coletivas em conformidade com as etapas de execução da obra; • Especificação técnica das proteções coletivas e individuais a serem utilizadas; • Cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no PCMAT; • Layout inicial do canteiro da obra, contemplando inclusive, previsão do dimensionamento das áreas de vivência; • Programa educativo contemplando a temática de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, com sua carga horária. 7.6.3 Proteção coletiva e individual na construção A proteção coletiva tem prioridade e deve sempre ser buscada. A seguir serão descritos alguns dos principais tipos de proteção coletiva que devem ser utilizados na construção, conforme seja o serviço ou a obra a executar: a. Escavações • • Limpeza prévia da área de trabalho; Verificar a existência de galerias, canalizações ou cabos elétricos no terreno; • • Desligamento de cabos elétricos subterrâneos; Proteção das redes de abastecimento, tubulações, vias de acesso, vias públicas etc; • Escorar muros e prédios vizinhos nas proximidades que possam ser afetados pelas escavações; • Proteção do publico;

Previsão de rampas e vias de acesso aos caminhões que retiram o material escavado, independentemente da circulação obrigatória dos trabalhadores;

b. Fundações Denomina-se fundação a parte de uma estrutura que transmite ao terreno subjacente a carga da edificação, ou, ainda, o plano sobre o qual se assentam os alicerces de uma construção. Durante a construção de fundações do tipo pneumáticas, os acidentes costumam acontecer no período de descompressão. Assim, como medida preventiva de acidentes com ar comprimido, deve-se proceder à descompressão lenta e progressiva, de maneira a permitir a eliminação dos gases dissolvidos no sangue, para não haver formação de bolhas. c. Trabalhos em concreto armado Cuidados a serem tomados nas diferentes fases do serviço: FÔRMAS: • Não usar peças partidas, lascadas, com nós, deterioradas, ou materiais com resistência desconhecida; • Uso de cinto de segurança por operários que trabalham a uma altura de mais de 2 metros. • Não se deve empilhar painéis, chapas de compensado, tábuas, longarinas, escoras etc., próximo de beiradas de lajes. • Tomar cuidado para que as ferramentas utilizadas não caiam da laje atingindo operários nos pavimentos inferiores; • Durante o transporte de fôrmas ou armações pesadas, destinar um número de funcionários suficiente para evitar sobrecargas individuais; ESCORAMENTOS:

Os materiais utilizados na construção dos escoramentos devem ser de boa qualidade, não se permitindo o uso de peças com sinais de corrosão, deterioração, arqueamento ou soldas partidas. Os escoramentos devem ser aprumados, todavia, quando inclinados, é imprescindível que sejam fixados na fôrma e na base; As bases de apoio dos escoramentos deverão ser calculadas para suportarem as cargas máximas previstas; Os escoramentos de fôrmas devem ser inspecionados antes, durante e depois do lançamento do concreto, a fim de permitir a observação de qualquer deslocamento ou flambagem;

• Os escoramentos não podem ser removidos ou abaixados sem a autorização do responsável técnico pela obra; • Os escoramentos devem ser feitos de acordo com o projeto do calculista e, enquanto se executa o escoramento, não é permitido adicionar carga de qualquer tipo sobre o concreto curado/; • As extremidades de pregos não devem ficar expostas em fôrmas ou escoramentos de madeira, a fim de se evitar acidentes; • Nas proximidades de escoramentos de madeira, devem existir extintores de incêndio tipo água. ARMAÇÕES DE AÇO: • O local de estocagem dos vergalhões deverá ficar próximo à central de armação, onde são cortados e dobrados os ferros, evitando-se a proximidade de passagens obrigatórias dos trabalhadores, de entrada da obra, de máquinas e equipamentos fixos, de alojamentos, refeitórios, banheiros, fiação elétrica aérea. Quando a central ficar próxima à construção, deve ser provida de rede de proteção (tela metálica) para a proteção dos trabalhadores contra a queda de materiais; • A dobragem e o corte de vergalhões de aço em obra devem ser feitos sobre bancadas ou plataformas apropriadas e estáveis,

• A colocação de pranchas de madeira. deve-se cobri-la com tabuas de madeira ou compensados. • Os operadores de máquinas de cortar vergalhões devem ser qualificados. • A dobragem e o corte dos vergalhões deverão ser feitos sobre bancadas ou 0lataformas adequadas. firmemente apoiadas sobre as armações nas fôrmas. estáveis e apoiadas em superfícies planas. • Para caminhar diretamente sobre a armação da laje ou viga. • A colocação da armação no interior das fôrmas deve ser feita com todo cuidado para não imprensar mão ou dedos. experientes e ser instruídos quanto ao uso correto da chave manual de dobrar ferro e máquina de enrolar e trançar arame. dobramento ou corte de vergalhões devem usar luvas de raspa de couro e os que cortam arames. afastadas da área de circulação dos trabalhadores. CONCRETAGEM: . além das luvas. • Os trabalhadores que executarem operações de manuseio. em face do risco de passagem de corrente elétrica para esses materiais. • Os vergalhões deverão ser estocados sobre cavaletes. niveladas e não escorregadias. • Fiações aéreas (elétricas) não devem ser penduradas ou amarradas diretamente às armações de pilares ou peças de escoramento metálico.apoiadas sobre superfícies resistentes. • A proteção para os ombros será necessária sempre que for usada para o apoio de vergalhões durante o transporte manual. óculos de segurança. separados por bitola. • É proibida a existência de pontas verticais de vergalhões de aço desprotegidas. especialmente sobre armação negativa da laje. para a circulação dos operários é obrigatória.

Os trabalhadores que executam o lançamento de concreto devem usar botas de borracha (impermeáveis). Esse guarda-corpo é composto por uma corda amarrada a sarrafos (montantes) provisórios. fixados nos painéis das vigas de periferia. é obrigatória. onde houver risco de queda de trabalhadores ou projeções de materiais. é obrigatório o uso de mascara com filtro e de luvas impermeáveis. caso seja feita a desfôrma prematura e sem a autroização do técnico responsável. alem de botas de borrach. para proteção dos trabalhadores durante a concretagem. A central de concreto deverá ser equipada com pelo menos um extintor de CO2 e outro de água. Os operadores de betoneira e vibradores e os que comandam mangote flexível para concreto bombeado. Os suportes e escoras de fôrmas devem ser inspecionados antes e durante a concretagem por trabalhador qualificado. E os que estão sujeitos a respingos de concreto devem ser protegidos com óculos de segurança. deve ser providenciado o guarda-corpo. Os que trabalham próximos à beirada de laje devem estar munidos de cinto de segurança. devidamente ancorado. As armações de pilares serão escoradas antes do cimbramento. são descritos os principais tipos de precaução: . Todo trabalho de vibração do concreto deve ser acompanhado por um eletricista. • • • • • • • DESMONTAGEM DAS FÔRMAS: • d. Nas proximidades das betoneiras. Proteção interna. A seguir. A desmontagem das fôrmas poderá constituir-se em uma operação de alto risco. externa e redes de proteção A instalação de proteções coletivas. central de concreto e em locais de elevada concentração de poeira de cimento.• De início. deverão usar luvas de raspa de couro.

no mínimo. caixas de esgoto. devem ser protegidos por cobertura provisória e resistente contra a queda de materiais. Em todo o perímetro da construção de um edifício com mais de quatro pavimentos. com tela por baixo. normalmente. um pé-direito acima do nível do terreno. 2. sem a devida proteção. com reforço. São os guarda-corpos. corrimões. Para evitar contatos acidentais com redes elétricas. ou combinação das medidas anteriores. perda de equilíbrio em beirada de lajes. obstrução da área de circulação.. no mínimo. Essa plataforma terá. falha em um dispositivo de proteção. com inclinação de 45 graus a partir de sua extremidade. Todos os locais de trabalho ou passagem obrigatória de pessoas. como o contato acidental com redes de energia elétrica. obrigando o trabalhador a realizar trajeto perigoso. próximos à edificação. graves e suas causas são varias. proteção das aberturas nas lajes ou pisos. Externas: as quedas de altura com diferença de nível são. A plataforma será instalada logo após a concretagem da laje a que se refere a retirada somente quando o revestimento externo do prédio acima dessa plataforma estiver construído. . proteção nas caixas dos elevadores. caixa de águas pluviais.50m da projeção horizontal da face externa da construção e um complemento de 0.. é necessário colocar barreira entre a rede e o local de trabalho. madeira de compensado.Internas: são dispositivos que protegem os trabalhadores contra quedas em níveis inferiores aos pisos em que se encontram. ou altura equivalente. utilização de método de trabalho impróprio.80m de extensão. é necessária a instalação de uma plataforma principal de proteção na altura da primeira laje que esteja. utilizando-se as seguintes medidas: tela de arame galvanizado ou náilon.

Acima e a partir da plataforma principal de proteção. de proteção individual. Rede de malha metálica horizontal: tem como finalidade evitar a queda de pessoas ou materiais pelas aberturas das lajes. quando a vedação da periferia. deve ser fechado com tela a partir da plataforma principal de proteção. no mínimo. 1. Deve ser de malha .809m de extensão. Rede vertical de fachada: pode ser instalada para a proteção das fachadas externas e internas (prismas de iluminação e ventilação). serão instaladas. TELAS: • O perímetro de construção de edifícios. até a plataforma imediatamente superior. • A tela é instalada entre as extremidades de duas plataformas de proteção consecutivas. que terão. Os principais tipos para impedir quedas são: Rede tipo tênis: funciona como um guarda-corpo e deve ser usada.40m de balanço e um comprimento de 0. podem ser usadas medidas de proteção coletiva ou. sendo retirada. a partir de sua extremidade. • A tela deve funcionar como uma barreira protetora contra a projeção ou queda de materiais e ferramentas. REDES DE PROTEÇÃO: Na prevenção de quedas de altura. vez que podem impedir e/ou limitar a queda de pessoas e de materiais. As redes são um meio de proteção coletiva. em último caso. para proteger bordas e pisos de construção. de 3 e 3 lajes. também. estiver concluída. com inclinação de 45 graus. além das plataformas. em balanço. somente. Pe fixada em suportes verticais (metálicos ou de madeira) e deve ser firmemente ancorada na laje inferior. Deve ser instalada sempre pelas faces dos pilares voltadas para o interior da edificação. plataformas secundárias de proteção. principalmente.

muitas vezes fatal. 10cm. Os principais tipos para limitar quedas são: Redes horizontais de fibra: têm como objetivo proteger queda de pessoas e objetos com diferença de nível e são utilizadas. correntinhas. . Redes verticais com forca: possuem um tipo de suporte metálico ao qual se fixam e servem para impedir a queda do nível inferior. ameaça que o trabalhador não percebe e. especialmente por meio de técnicas de recuperação respiratória e parada cardíaca. normalmente. o trabalhador que lida com eletricidade deve. deverá sempre ser alertado do risco para sua segurança e possibilidades de ocorrer um grave acidente. no máximo. Os perigos com eletricidade estão relacionados com a intensidade da corrente. Todos os trabalhadores em atividades de instalação. e.. quando o trabalhador debruçar-se para executar o serviço. tais como pulseiras. especialmente o percentual que circula pelo coração. Instalações em geral A eletricidade constitui um perigo invisível. em dois casos: nas operações de fôrma. como evitar uso de objetros de adorno. por isso mesmo. que podem facilitar o contato ou podem cair sobre os circuitos. Ao trabalhar com eletricidade.metálica de. inspeção ou reparação elétrica devem estar aptos a prestar os primeiros socorros a acidentados por energia elétrica. ficar embutida no concreto e ter resistência de 150kg/m2. concretagem e desfôrma em construção das edificações e na montagem de estruturas metálicas e de coberturas. já que no superior somente limitam a queda. operação. sua duração e seu trajeto no corpo humano. obrigatoriamente. canetas etc. usar EPI e materiais isolantes. Para melhorar as condições de proteção. devem-se tomar alguns cuidados de ordem pessoal.

são explicitadas algumas medidas. • A alvenaria. dificultando o acesso de pessoas além das tomadas. nas três fases. Alvenaria e fechamentos A seguir. . em cada pavimento.A distribuição de energia pelos diversos pavimentos em construção. A fiação não protegida por eletroduto não deve atravessar paredes de alvenaria e sua fixação não pode ser feita com arame ou qualquer outro material capaz de cortar o isolamento (capa isolante). imediatamente. entre as várias existentes. • O assentamento de tijolos e a manipulação da argamassa devem ser feitos com o uso de luvas impermeáveis e resistentes e. conforme o caso. em quantidades suficientes para atender aos serviços simultâneos no respectivo pavimento. escadas. prismas de ventilação e iluminção. As redes de iluminção dos pavimentos não devem ficar abaixo de 2. deve ter uma chave blindada (30 a 60ª) e tomadas bifásicas e trifásicas. As ligações na chave blindada devem ser feitas por trás do quadro. de uma obra.10m (altura dos pontos). destinadas à proteção coletiva dos trabalhadores que exercem atividades na fase de alvenaria e fechamento da obra. deve ser iniciada pelas caixas de elevadores. após a marcação da alvenaria em suas proximidades. fachadas e empenos. tendo-se o cuidado de manter o equilíbrio das cargas totais da prumada. câmaras de exaustão. ligado diretamente à prumada. Não se devem amarrar fios diretamente em vergalhoes ou peças metálicas. O quadro de distribuição de cada pavimento. como: • As proteções das aberturas no piso devem ser recolocadas. f. é feita por meio de prumads. de forma a reduzir o risco de queda com diferença de nível. com aventais. devidamente identificadas.

7. Todas as paredes de tijolos de beiradas de laje deverão ter traavamento provisório (aperto). Nos serviços executados sobre andaimes. fixado em local firme. a intervalo de um metro. deve ser obrigatório o uso de óculos de segurança. é obrigatório o uso de cinto de segurança. Cumpre adotar todas as precauções possíveis. e troca do vvestuário. em varandas ou junto a vãos de janelas. b. Já as principais conseqüências devido à exposição ao . durante o levantamento de paredes ou na execução de acabamento. a fim de evitar a queda de materiais. após serem colocados.1 Introdução Os tipos mais comuns de acidentes envolvendo eletricidade são choques elétricos. através de cunhas de madeira ou massa forte. devem ser marcados. poda de árvores. 7. Nos revestimentos com chapisco. limpeza de pastilhas (uso de ácido) e outros serviços semelhantes. quando o trabalhador estiver sobre o andaime. principalmente no exterior da edificação. quando não for possível instalar guarda-corpo. ataques de cães e insetos. jateamento. com bastante água.7 Eletricidade 7. manuseio de escadas.• Deve ser feito. logo após seu levantamento. Os vidros. É recomendável o uso de cinto de segurança. queimaduras. reboco e emboço.. • • • • g. após o termino da jornada. quedas. Revestimentos Seguem-se algumas medidas destinadas à proteção de trabalhadores que exercem atividades de revestimento: a. rigoroso asseio corporal.. particularmente nos casos de colocação de vrgos de portas ou janelas e caixilhos de ar condicionado. devido ao contato com o cimento.

). Essa taxa mortuária pode ser explicada por: • Ausência de características que estimulem os sentidos humanos à distância. de modo geral. Natureza da corrente (c. pelas pessoas em geral. dos riscos inerentes à eletricidade. Resistência do corpo e isolamento. Efeitos do Choque Elétrico no Organismo Humano • Diretos: o Contrações musculares: Asfixia: morte. A eletricidade é responsável por 18% dos óbitos em acidentes de trabalho. Condições orgânicas do individuo. explosões e desligamentos. • Ausência de um processo educativo regular com relação à prevenção de acidentes. Percurso da corrente no corpo. queimaduras. Fatores determinantes da gravidade do choque elétrico: • • • • • • Intensidade da corrente.c.risco elétrico são choques elétricos. lesões oculares (radiação luminosa). Choque elétrico é a perturbação de natureza e efeitos diversos que se manifesta no organismo humano (animal) quando este é percorrido por uma corrente elétrica. incêndios. Parada cardíaca: anoxia: morte Retração involuntária de membros .a. • Desconhecimento. Tempo de duração do choque (contato). – c.

95% 90% 75% 50% 25% 01% 0. aterramento temporário. (ventricular): anoxia: morte o Queimaduras: morte • Indiretos: o Quedas : morte o Batidas Tempo requerido para primeiros socorros: Tempo decorrido (min) após o choque para começar a reanimação cardiopulmonar (massagem cardíaca + respiração artificial) 01 02 03 04 05 06 07 7. • • Aterramento eletrico permanente. Distancias de segurança. instalações e métodos de trabalho: • Liberação dos circuitos e/ou equipamentos segundo normas: verificação visual e através de testes.5% Probabilidades de reanimação da vítima .2 Medidas de segurança Para equipamentos.o Fibrilação do coração.7.

cercas protetoras etc) Pára-raios. Supervisão dos serviços. Tensões extra-baixas. Para procedimentos: • Sinalização e isolamento das áreas de trabalho. adequado das instalações. Dupla isolação. Substituição dos equipamentos elétricos por outros tipos (pneumáticos. comandos etc. Dimensionamento técnicas. em áreas perigosas. Treinamento. Para ambientes especiais: • • • Controle das cargas estáticas. Adoção de normas e instruções de serviço. Instalações elétricas e equipamentos especiais em ambientes com misturas inflamáveis ou explosivas. . Conhecimento do risco. Manutenções preventivas. • • • Supervisao dos serviços. conforme normas • • • • • • Para pessoal: • • • • Seleção criteriosa do profissional em eletricidade.• Dispositivos de proteção (relés. por exemplo). equipamentos. Controle dos gradientes de potencial. paredes corta-fogo. acionamento duplo de botoeiras. Inspeções periódicas.

Elevação de potencial de terra.7. Em relação ao homem. a dimensão do equipamento e do ambiente laboral e a facilidade de operação. a produtividade. Carga estática. Características da corrente elétrica com relação à freqüência: 20 a 100 Hz: 60Hz: 02Hz: Oferecem maior risco Especialmente perigosas (fibrilação ventricular) Choque elétrico pouco provável – queimaduras Variação da Resistência Elétrica no Corpo Humano 100K a 600 K : Pele seca e sem cortes Pele úmida a 500 K : Parte interna do corpo (órgãos. sangue.3 Formas mais comuns de apresentação do risco elétrico: • • • • • • Contato com circuito ou equipamento energizado. tais como o homem. devem-se levar em consideração alguns aspectos. deve-se salientar que não somente o operador da máquina deve ser levado em consideração quando da escolha do tipo de proteção .) 7. Descargas atmosféricas.8 Projeto de Proteção de Máquinas Para se proteger as máquinas e as ferramentas industriais.. a flexibilidade. Tensões de passo e de toque. 500 K : 300 K músculos. tecidos. Equipamentos não aterrados.7..

Os comandos devem estar acoplados ao dispositivo de proteção. do tipo de operação realizada e da matériaprima transformada. As proteções devem ser dimensionadas adequadamente.0m de altura. obrigatoriamente. limpeza e manutenção deste e qualquer outra ação que o envolva. A eficiência da operação não poderá ser prejudicada com a proteção a ser implantada e esta não poderá oferecer novos riscos. Proteções no ponto de operação: Essa proteção depende do tipo de combustível que a máquina utiliza. serem anulados ou reduzidos e não poderão originar novos riscos.a ser utilizado. deve ser usada uma proteção apropriada que dependerá do tipo de operação realizada e do possível contato. Há alguns tipos mais comuns: . As proteções a serem implantadas devem permitir adaptações no maquinário. Proteções em transmissão de força e partes móveis: Protegem totalmente o sistema de transmissão desde que este esteja até 2.0m acima do piso ou plataforma de trabalho. todos os outros trabalhadores do local onde a máquina/equipamento se encontra. para que possam suportar eventuais impactos acidentais. a produtividade do processo deverá ser mantida ou aumentada e os perigos apresentados deverão. Vale lembrar que a proteção deverá ser colocada de modo a permitir a sua limpeza sem comprometer a segurança. mas também. Logo. Caso o sistema de transmissão de força esteja acima de 2. Existem dois tipos fundamentais de proteção: proteções em transmissão de força e partes móveis e proteções do ponto de operação.

. A disposição dos comandos deve ser tal que exija a utilização das duas mãos do operador simultaneamente. Estarem cientes dos perigos oferecidos pelo equipamento. Para operar máquinas e equipamentos e fazer manutenção nos mesmos. Caso haja neutralização ou eventual travamento do dispositivo. Usar o EPI apropriado.• Proteção com anteparos e guardas de proteção: devem ser confeccionadas com material de resistência e propriedades adequadas e devem estar bem fixas às máquinas. • • • • • Obedecer às áreas de segurança delimitadas. Ter visão clara e total do ponto de operação. Desligar a máquina quando da manutenção e utilizar dispositivos de segurança nas chaves de comando. . Observar e analisar a máquina antes de começar qualquer ação. • • Realizar manutenção periódica. a máquina deverá desligar-se automaticamente. material inflamável perto de combustíveis. Verificar se os dispositivos de partida da máquina estão na posição “desliga” quando a mesma for desligada.. tem que haver o acionamento dos dois comandos manuais. Devem ter um sistema eficiente de freios e apresentar maior eficiência em máquinas leves.). • • os trabalhadores devem: • • • Receber treinamentos e atuarem somente nas áreas a eles autorizadas. para a máquina funcionar. Comandos bimanuais: servem para se evitar acidentes uma vez que. Proteção com células fotoelétricas: essas células detectam qualquer ação imprevista na zona monitorada. Tratar de não deixar resíduos de materiais utilizados para a manutenção espalhados pelo local (ex: graxa no piso.

7.9 Equipamentos de Processos Industriais Máquinas e equipamentos de processos industriais são grandes fontes de acidentes de trabalho. As causas desses tipos de acidentes se devem, geralmente, às partes móveis dos equipamentos, á transmissão de força, ao ponto de operação, a falhas mecânicas e/ou elétricas, a respingos de material quente e corrosivo ou a estilhaços metálicos durante a operação e também a outros riscos inerentes às instalações do maquinário, ao piso, à iluminação, à ventilação etc. As máquinas e equipamentos utilizados devem ser instalados de forma a não prejudicar a movimentação do trabalhador, o transporte de cargas, o fácil manuseio dos produtos e a manutenção e limpeza dos mesmos. Além disso, os dispositivos de operação devem ficar completamente acessíveis ao operador. Não se pode esquecer que os equipamentos deverão ser instalados de acordo com suas dimensões. Em relação ao piso, este não pode apresentar irregularidades, deve ser sempre mantido limpo e inspecionado periodicamente. Dentro do possível, a iluminação deve ser natural e ofuscamentos, reflexos, sombras ou contrastes excessivos no ambiente de trabalho não são permitidos. Se for utilizada iluminação artificial, esta não deverá incidir diretamente sobre os olhos do operador. Os trabalhadores e o ambiente laboral devem estar protegidos do desconforto térmico, ruído, vibração, aerodispersóides e radiação gerados pelas máquinas e equipamentos. Para tanto, além de um layout adequado, é fundamental a utilização de EPI’s e EPC’s. A fim de se evitar prejuízos, as ferramentas e máquinas devem ser periodicamente inspecionadas e receber manutenção preventiva (além da manutenção corretiva, quando necessário). As inspeções são importantes, pois, através delas, descobrem-se defeitos ou desajustes que, consertados

imediatamente, evitam perdas na produção devido a deformidades no produto ou mesmo a interrupções no processo produtivo. Dessa forma, a inspeção seguida da manutenção se torna menos dispendiosa. Para manter a organização do ambiente de trabalho, as ferramentas devem ser sempre guardadas em prateleiras, gavetas ou estojos apropriados, e nunca estarem desnecessariamente sobre mesas ou bancadas de trabalho, sobre o piso ou outro lugar que prejudique a movimentação de cargas e pessoas ou que atrase a busca pela ferramenta. O uso de uma ferramenta apropriada para determinado serviço é um importante fator na prevenção de acidentes. Não se devem utilizar para um serviço que exige uma capacidade x uma ferramenta com capacidade y. Há dois tipos básicos de ferramentas: as manuais e as portáteis. Ferramenta manual: é aquela que funciona a partir do esforço do homem para o seu funcionamento. Ex: alicate, martelo, chave de fenda, chave inglesa, pé da cabra, serrote, tesoura, chave de boca, formão...

As lesões mais comuns com esse tipo de ferramenta são: cortes, contusões, torções, lacerações etc. Esses acidentes, como outros, são causados por:

Atos inseguros: Método incorreto de trabalho; uso inadequado da ferramenta; escolha de ferramenta imprópria para o trabalho; Condição insegura: Falta de espaço para guardar corretamente a ferramenta; almoxarifado de ferramentas desorganizado; manutenção precária; não fornecimento dos tipos e tamanhos de ferramentas necessárias; falta de treinamento. Para se prevenir acidentes com ferramentas manuais, devem seguir as

principais regras de segurança para equipamentos de processos industriais, que são: • • • • • • Selecionar a ferramenta adequada ao trabalho que será realizado; Verificar se ela está em boas condições; Usá-la corretamente; Transportá-la de maneira segura; Armazená-la adequadamente e em local seguro; Usar o EPI necessário; Ferramenta portátil: são ferramentas móveis que utilizam algum tipo de energia para funcionar. São divididas (de acordo com o combustível utilizado) em quatro grupos: elétrica, pneumática, gasolina e explosivos (acionadas por cartuchos de pólvora). Ex: serra elétrica, furadeira, parafuseira, esmeril, lixadeira, martelo de impacto...

Furadeira

Esmeril

Lixadeira e Politriz

cortes e outras. • Ferramentas pneumáticas (ar): as mangueiras de ar devem ser mantidas e usadas fora da área de circulação. o cordão elétrico deve ter. pois a força do jato . • Os operadores de ferramenta s portáteis não deverão usar jóias. acrescidos os riscos advindos do seu transporte e manuseio. no máximo. • Ser apto a inspecionar o equipamento. localizando possíveis condições inseguras. Recomendações básicas para a prevenção de acidentes: • Ensinar ao empregado o método de utilização e noções sobre a construção da mesma. serão apresentadas uma série de medidas de segurança durante para a utilização de ferramentas portáteis: • Ferramentas motorizadas (elétricas): desconectá-la da rede elétrica quando acabar o uso e colocar a proteção antes de usá-la novamente. não é permitida a utilização do ar comprimido para a limpeza de roupas. quedas. • Desligar a fonte de energia antes da troca de acessórios de uma ferramenta portátil. As causas dessas e de outras lesões incluem descargas elétricas. 3. existência de plataforma isolante em pisos molhados e uso de luvas de borracha. As lesões especificadas causadas por essas ferramentas são queimaduras. A seguir. roupas folgadas ou luvas durante o trabalho. • As proteções devem ser recolocadas e ajustadas antes da ferramenta ser usada. cabelos e corpo.0m de comprimento e não se deve pendurar a ferramenta nele.Uma ferramenta portátil apresenta riscos similares aos de uma máquina fixa do mesmo tipo. verificar as condições dos fios elétricos. incêndio. quedas de ferramentas etc. partículas sólidas nos olhos. explosões.

No teste. Podem-se adotar três estratégias para a função manutenção: corretiva. . 7. A inspeção pode ser estimulada ou não estimulada. • Ferramentas a gasolina: treinar o operador e instruí-lo sobre os perigos do combustível. A função manutenção desdobra-se em detectar e efetuar uma intervenção. preventiva e preditiva. fazem-se inferências sobre o estado do componente. pode quebrar o projétil e projetar seus fragmentos.de ar é capaz de deslocar um olho de sua órbita. confiabilidade da função. A normalidade é caracterizada pelas seguintes variáveis: exercício. A partir do resultado. desempenho. O comprometimento é tolerado quando a função pode ser descontinuada por algum tempo ou há componentes redundantes. pode disparar involuntariamente. romper tímpano e causar hemorragia ou embolia. • Ferramentas acionadas por explosivos: o operador deve estar ciente de que a ferramenta projeta estilhaços do material em que se está trabalhando. A inspeção não estimulada é uma simples observação e a estimulada é também conhecida como teste.10 Função Manutenção Função manutenção é o conjunto de ações que visa reconduzir sistemas componentes ao estado de normalidade. aplica-se um estímulo e se observa o resultado. A detecção de alterações é feita por inspeções. Só deve ser adotada quando a falha não compromete o sistema além do tolerado. pode ricochetear a peça a ser fixada e perfurar totalmente o suporte (parede muito fina ou frágil associada a um cartucho muito forte). A manutenção corretiva consiste em intervir após detecção de alteração no estado de normalidade de um componente.

É utilizada quando se pode predizer o estado do componente por meio de observações que não requeiram intervenção. Entretanto. infere-se sobre o estado dos rolamentos de uma bomba centrífuga a partir da medição de vibrações. a manutenção é preventiva. Por exemplo. No segundo caso. o componente não é substituível e é possível reconduzilo à condição de normalidade. mesmo que se constatem condições de normalidade. a inspeção teve de ser realizada. A substituição ou reparo são feitos em função do tempo e das condições de operação. Ex: parafusos e cabos. Há dois casos a considerar: No primeiro. São utilizadas quando se quer evitar falhas em operação e não se dispõe de meios para avaliar o estado do componente. Na preditiva. Por exemplo. Na corretiva as alterações interferem no funcionamento normal e os sinais de anormalidade são facilmente detectáveis. Logo.A manutenção preventiva consiste em intervir para reparar ou substituir componentes que ainda não apresentam qualquer sinal de alteração do estado de normalidade. A manutenção preditiva consiste em intervir para reparar ou substituir componentes que não apresentam falhas. as alterações não interferem no funcionamento normal do equipamento e só são detectadas por métodos e/ou instrumentos especiais. o componente pode ser substituído e as técnicas de inspeção não são capazes de avaliar seu estado. a inspeção só pode ser feita com a retirada do componente de operação. É preciso distinguir as alterações de estado que caracterizam a manutenção preditiva das que caracterizam a corretiva. pois em alguma de suas etapas. É fundamental identificar as condições determinantes da confiabilidade. Essa estratégia tem duas vantagens: a primeira é de não intervir antes do tempo e a segunda é não postergar a intervenção para além do instante a partir do qual provavelmente ocorrerão falhas. as vibrações que a manutenção preditiva revela num equipamento só . a confiabilidade é conhecida. Entretanto. mas sinais indiretos de alteração de estado.

são detectadas por instrumentos especiais. finalmente. pois. verifica-se a disponibilidade de demanda para a efetivação da produção. ou uma fábrica que seja implantada numa determinada localidade é necessário que se observem alguns critérios de fundamental importância nos princípios de localização industrial. Quanto ao primeiro item a ser analisado. enquanto as que indicam a necessidade de corretiva são notadas até sem a utilização de qualquer instrumento de medição. o escoamento do produto gerado tem que ter um destino final. No que diz respeito à indústria que procure priorizar a mão-de-obra pode se observar que este tipo de fábrica trabalha com processo intensivo em mão-deobra. Isto significa dizer. ao problema da disponibilidade de mão-de-obra e de matérias-primas. na implantação de uma fábrica. quer dizer. é preciso que se analisem as disponibilidades de financiamento para que toda aquela atividade seja viável. averiguar o número de desempregados que existes. conjuntamente com sua qualificação profissional. em seguida. de economias ou deseconomias de escala. as facilidades são bem maiores. Do mesmo modo. pois. faz-se um estudo sobre os aspectos de infra-estrutura para verificação do surgimento ou não. neste sentido discorre HOLANDA (1983) que: “A mão-de-obra. ao longo de algum tempo. Localização Industrial Para uma empresa. e matérias-primas disponíveis. uma indústria implantada próxima à fonte de matérias-primas.11. própria do sistema capitalista. depois. a investigação será efetivada quanto a disponibilidade de matérias-primas para que o projeto seja viável. por exemplo. bem como o nível de competição entre eles para que a nova fábrica que deverá ser implantada seja favorecida pelas economias geradas pela competição entre os trabalhadores. é fundamental um estudo meticuloso sobre o que existe de trabalho qualificado ou não. 7. quais sejam: um estudo sobre a disponibilidade de mão-de-obra e de matérias-primas para serem transformados em um outro produto final e/ou intermediário. pois. é importante nas indústrias que se dizem orientadas para a mão-de-obra .

b) dependerem em maior grau de mão-de-obra especializada. Um outro fator fundamental na implantação de um projeto industrial. não há para que haja interesse em dinamizar tal tipo de atividade participativa na economia. esta é imprescindível em qualquer circunstância. via de acesso ao local de produção. a mão-de-obra não é o essencial. é necessária . c) produzirem artigos de valor unitário relativamente alto. para que o empresário se sinta incentivado em explorar tal atividade. Mas. por criar-lhe mercado estável. não existem condições de surgirem novos produtos. quer sejam industrializados ou não. ou na implantação de uma indústria é um levantamento sobre a demanda pelo produto. mesmo a mais sofisticada possível. pelo tipo de atividade que está sendo desenvolvida. HOLANDA (1983) explica que: “É interessante notar neste caso que muitas vezes não é o suprimento de matérias-primas que condiciona a localização. em função do que a incidência dos custos de transportes no valor do produto final é relativamente pequena. mas esta que determina aquele: é o que geralmente ocorre com a indústria de laticínios. mas. tendo em vista que sem o material a ser transformado. Todavia. Estas são as facilidades iniciais para que se possa dotar o empreendimento industrial do mínimo necessário ao desenvolvimento do projeto de implantação. água e esgotos já implantados. já pelo lado da exigência das matérias-primas na atividade industrial. pois. bem como aos pontos de escoamento da produção e algumas outras formas de gerar economias de escala na implantação industrial.e que se caracterizam por: a) terem uma alta percentagem de ordenados e salários nos custos totais. É um tipo de incentivo que já deve ter na localidade. serviços telefônicos na área.” Quando não existem matérias-primas na área da implantação industrial fica muito difícil de se localizar uma indústria de qualquer tipo. Para um projeto de implantação industrial é imprescindível o aspecto de infra-estrutura. ou até de expansão da atividade econômica.” na atividade econômica. sem este mínimo. em alguns casos. tais como: existência de energia elétrica. cuja instalação em determinada localidade estimula sempre o aumento da produção de leite.

estadual e municipal dizem respeito à isenção de imposto de renda. ou produtos que vão ser gerados naquele ambiente produtivo. quando não bem encaminhado. Não se deve acreditar na implantação de uma indústria que resolveu implantar numa localidade por amizades pessoais e não por estudo sério de localização. Os benefícios concedidos por órgão federal. e cause maiores transtornos para o sistema como um todo. faze-se necessário um estudo na locação industrial para saber se existe demanda suficientemente disponível para suportar aquele produto.pois. Depois de averiguados todos estes fatores necessários à implantação industrial. De início. se produzir num local e transportar para outro. O estudo de demanda deve iniciar pela qualificação de que tipo de demanda deverá ser suprido. A princípio. ou da comunidade é de excepcional importância na determinação da localização industrial. tal como falências que causam problemas sociais de alto volume. entretanto. imposto sobre produtos industrializados. onde se quer implantar uma indústria com os referenciais teóricos que se deve ter estudado no processo de implantação. É preciso que não deixem de levar em consideração os aspectos econômicos na implantação industrial. ou a classe baixa. Não havendo demanda suficiente na localidade fica difícil de se instalar uma indústria naquelas proximidades. pois. a classe alta. ou os incentivos que são próprios para chamar a atenção de quem quer expandir ou iniciar a sua produção. porque os sistemas políticos. a solidez teórica é fundamental para verificar a viabilidade econômica de qualquer empreendimento econômico que seja eficaz. imposto sobre circulação de mercadorias e serviços e muitos outros que existem. Estes estudos são necessários e suficientes para que não haja desperdícios na implantação de uma determinada fábrica. é que se buscam os subsídios políticos. tendo em vista que o poder aquisitivo da população. em primeira instância estes fatores. No entanto. deixam a questão mais difícil de solução. isto é . implica custos adicionais e muitas vezes não compensa. ou altos custos sociais. O aparato político é sério e necessário. deve-se analisar o processo de implantação de uma indústria pelo sistema clássico de que haja um enquadramento das condições locais. não se deve levar em consideração. tal como: a classe média.

A) Quando as condições de trabalho ultrapassam os limites toleráveis do organismo. 1983. mas.importante. não é necessário que aconteça desta maneira. Fonte: HOLANDA. coloca os trabalhadores à mercê de oportunidades de danos à integridade e à saúde BARBOSA FILHO (2001). do humor com os trabalhadores em turnos alternados. associado a outros fatores de risco do ambiente fora do trabalho ou do modo de vida do trabalhador. a dificuldade das . 8. Edições UFC. quando o ambiente de trabalho não é adequado às características e funcionamento do ser humano. sob pena de toda uma estrutura se arruinar tão facilmente. citado por Neri (2000). como comprovadamente tem acontecido. no sentido restrito. gerando as doenças do trabalho. do sono. Contudo. AMBIENTE DO TRABALHO E AS DOENÇAS DE TRABALHO Diariamente. pode-se observar o surgimento de diferentes tipos de doenças. colocando-o em situações penosas. é preciso fazer com que isto não aconteça mais. salienta que a relação entre o trabalho e a saúde é complexa. e somente a cientificidade prevaleça. a probabilidade de provocar uma doença no trabalhador é significativa. porém. Os horários deslocados. destacando três situações principais. Ex: a exposição a um nível elevado de ruído gera uma perda auditiva nos trabalhadores expostos. Cassou (1991). Planejamento e Projetos. as máquinas e as posturas assumidas. B) O meio profissional pode também ter um papel importante. Neste caso. as ferramentas. o ambiente. químicos e biológicos) bem determinados do meio de trabalho. Diversos estudos mostram a ocorrência de perturbações digestiva. contudo. Fortaleza. entre outras variáveis presentes no ambiente de trabalho. Nilson. têm-se uma Doença Profissional que. se define como uma doença devido a fatores (físicos.

tabagismo) têm também um papel importante na aparição e no progresso destas doenças. estadual e até mesmo municipal. de 21 de julho de 1992 (Plano de Previdência Social). podem influenciar o desenvolvimento destas patologias. decretos. determinando a morte do empregado ou sua incapacidade para o trabalho. estar-se-á contribuindo para a sua satisfação e bem-estar.tarefas efetuadas à noite. de 2 de julho de 1991. portarias). Ele é. súbita. A Saúde é direito de todo trabalhador. as legislações referentes ao assunto podem ser encontradas na Constituição Federal de 1988. O Acidente de Trabalho diz respeito a todo tipo de lesão corporal ou perturbação funcional que. pode ser remetido a acontecimentos imprevistos. citado por MENDES. na Consolidação das Leis do trabalho (CLT). 8. um poder estruturante em direção a saúde mental. na execução de sua tarefa. resulte de causa externa. ao estado de saúde ou aos hábitos de vida (alcoolismo.213. ligados por exemplo ao patrimônio genético. No Brasil. Ao dar ao trabalhador a oportunidade de se realizar em seu trabalho. considera-se como acidente de trabalho os seguintes eventos: . inicialmente regulamentada pelo Decreto no 357. imprevista ou fortuita. de 7 de dezembro de 1991. Não só às suas atitudes e seus limites. inerentes ao estudo. muitas vezes. Outros fatores. o trabalho nem sempre significa algo patogênico. nas Normas Regulamentadoras (NRS) e nos demais instrumentos legais (leis. mas também a seus desejos e seus objetivos. no momento de menor resistência do organismo. total ou parcial.1. Neste sentido. C) Quando o trabalho é bem adaptado ao homem. ele pode ser um trunfo à saúde do trabalhador. não conta com condições necessárias de segurança. no exercício ou por motivo do trabalho.Acidentes e Doenças do Trabalho Quando determinado trabalhador. permanente ou temporária FERREIRA (1997: 24). regida por leis e regulamentações específicas. não profissionais. De acordo com Lei no 8. em âmbito federal. posteriormente revogada pelo Decreto no 611. estes definidos como Acidentes de Trabalho.

até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e. Na falta de comunicação por parte da empresa. A empresa deverá comunicar o acidente de trabalho à Previdência Social. não relacionada em lei. em geral. poderão emitir a CAT o próprio acidentado. que estabelecerá o nexo entre o trabalho exercido e o acidente. químicos e biológicos que agridem o organismo humano e a doença do trabalho . através do setor de benefícios do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). através da perícia médica do INSS.” Os acidentes. auxílo-acidente ou aposentadoria por invalidez.“São considerados acidentes do trabalho a doença profissional . bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria. • Tecnicamente. a entidade sindical competente. . Pode-se dizer que grande parte deles ocorre porque os trabalhadores se encontram mal preparados para enfrentar certos riscos. O acidentado ou seus dependentes. em caso de morte.CAT. independentemente de carência. o acidentado e os seus dependentes têm direito. de imediato à autoridade policial competente. deverão receber cópia fiel da CAT. O acidente de trabalho deverá ser caracterizado: • Administrativamente.decorrente da exposição a agentes físicos. o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública. são o resultado de uma combinação de fatores. e para a qual se torna necessária a comprovação de que foi adquirida em decorrência do trabalho. • Quanto ao dependente: pensão por morte. Em caso de acidente de trabalho. seus dependentes. que estabelecerá o nexo de causa e efeito entre o acidente e a lesão. através da emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho .resultante de condições especiais de trabalho. entre os quais se destacam as falhas humanas e falhas materiais. às seguintes prestações: • Quanto ao segurado: auxílio-doença.

1. contados da data do acidente. afecção ou infecção causado por estes agentes foi acometido por uma doença profissional (Sobrinho.1. A aposentadoria por invalidez será devida ao trabalhador que for considerado incapaz para o trabalho e insuscetível de reabilitação. Essa simples conceituação permite imaginar a freqüência e a gravidade que devem revestir as doenças profissionais. 8. Da mesma forma. Exemplos de doenças profissionais a) As lesões por esforço repetitivo (LER) . Todo trabalhador que sofrer uma intoxicação. após consolidação das lesões decorrentes da doença profissional ou acidente de trabalho. corresponde a 50% do salário-de-contribuição do segurado. e prescrevem em 5 (cinco) anos. vigente no dia do diagnóstico da doença profissional ou da ocorrência do acidente de trabalho.O auxílio-acidente será concedido ao trabalhador segurado quando. Esse auxílio é mensal e vitalício e. Por sua vez. após a cessação do auxílio-doença acidentário. As ações referentes às prestações por acidentes de trabalho podem ser apreciadas na esfera administrativa (INSS) e na via judicial (Justiça dos estados). o trabalhador segurado que sofreu acidente de trabalho tem garantida. resultar seqüela que implique em redução da capacidade laborativa. os responsáveis técnicos (o engenheiro ou técnico de segurança. Convém observar que o pagamento pela Previdência Social das prestações por acidente de trabalho não exclui a responsabilidade civil da empresa ou de outrem. o médico do trabalho. as chefias) podem ser chamados a responder criminalmente pelo dano à integridade física do trabalhador. a manutenção do seu contrato de trabalho na empresa. pelo prazo mínimo de 12 (doze) meses.Doença Profissional As doenças profissionais decorrem da exposição a agentes físicos. e corresponde a 100% do salário-de-contribuição do segurado. 1995). químicos e biológicos que agridem o organismo humano.

Há diversas doenças geradas por esforços repetitivos: tenossinovite. pelos altos níveis de ruído. um apoio para os pulsos do digitador ou um suporte para manter os pés firmes no chão. tendinite. telefonistas e trabalhadores de linha de montagem. f) Asbestose: ocorre com trabalhadores que trabalham com amianto. as fibras da cana esmagada são assimiladas pelo sistema respiratório. são fundamentais paro o conforto do operador (Sell. As funções mais atingidas têm sido os datilógrafos. Enfim existem inúmeras doenças profissionais que irão se caracterizar de acordo com o risco. São inflamações provocadas por atividades de trabalho que exigem movimentos manuais repetitivos durante longo tempo. para quem trabalha com o metal. b)Perda auditiva A perda auditiva é a mais freqüente doença profissional reconhecida desde a Revolução Industrial. podendo causar vários problemas ao organismo e até a morte. e) Siderose: ocorre quando de atividades desenvolvidas com limalha e partículas de ferro. 1995).O conjunto de doenças que atingem os músculos. c) Bissinose: ocorre com trabalhadores que trabalham com algodão. As doenças profissionais podem ser prevenidas respeitando-se os limites de tolerância de cada risco. síndrome do túnel de carpo. dos ambientes físicos e da organização do trabalho. é chamado de LER. digitadores. o que provoca câncer no pulmão. utilizando-se adequadamente os equipamentos de proteção individual e com formas adequadas de atenuação do risco na fonte (ou . O projeto inadequado do microcomputador. O formato do teclado. mas também do mobiliário em que o aparelho está inserido provoca desconforto ao trabalhador. na maioria das vezes. tendões e nervos superiores e que têm relação com as exigências das tarefas. d) Pneumocarnose (bagaçose): ocorre com trabalhadores com atividades na cana-de-açucar. sendo provocada.

Isto significa que o organismo. Portanto. no caso de doenças do trabalho. É preciso que ele esteja preparado ou predisposto a receber orientações. 1995. b) Estresse O estresse nada mais é do que a resposta do organismo a uma situação de ameaça. construindo uma parede acústica. 8.2. maneiras de atacar as causas das doenças nas suas origens). ansiedade ou mudança. em situação permanente de estresse. estas doenças são verificadas. o trabalhador deve ser conscientizado sobre a importância de preservar sua saúde. seja ela boa ou má. como nos demais fatores de interferência da saúde. principalmente limpeza de filtros e dutos de circulação de ar. caso haja nível elevado de ruído no ambiente de trabalho. e para as quais se torna necessária a comprovação de que foram adquiridas em decorrência do trabalho.1. situação que é vivenciada em todos os países. A prevenção desta doença implica em mudanças organizacionais e tratamentos individualizados.seja. pois o corpo está se preparando para enfrentar o desafio. utilizar os equipamentos de proteção individual e obedecer as sinalizações e as normas que objetivam proteger a saúde. com maior intensidade. estará praticamente o tempo todo em estado de alerta. Atualmente. segundo Sobrinho. não relacionadas em lei. nas empresas de pequeno e médio porte. pois os mesmos negligenciam a segurança e as condições dos ambientes. No plano organizacional recomenda-se: incentivar . funcionando em condições anormais. tensão. levando os trabalhadores a desenvolverem doenças do trabalho com maior freqüência. Exemplos de doenças do trabalho a) Alergias respiratórias provenientes de locais com ar-condicionado sem manutenção satisfatória. por exemplo. são resultantes de condições especiais de trabalho. Doença do Trabalho As doenças do trabalho.

Dentre os principais acidentes e ações a serem tomadas. soco.contusão (batida. redução dos níveis hierárquicos. condução e desenvolvimento do PCSMO. Primeiros Socorros Primeiros socorros são os cuidados imediatos que se deve ter no caso de um acidente. 8.2. O RCP tem como finalidade fazer com que o coração e pulmão a voltem as suas funções normais. Estão elencadas na NR 7 as orientações formais para a implementação. Ferimentos: são o resultado de uma lesão no corpo da vítima. Este "e/ou" deve-se ao fato que poderá encontrar uma vítima com parada respiratória por obstrução mecânica (objeto obstruindo a passagem do ar). Conforme aprendemos nos sinais vitais isto é necessário para a manutenção da oxigenação do cérebro . 8.3. definido pela NR 7 – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional. que ainda mantêm batimentos cardíacos. Promover a recuperação e/ou Prevenir que o caso piore. etc) que podem . sob pena disto gerar lesões irreversíveis. podendo ser externos . inclusive as competências e responsabilidades. programa este diretamente ligado ao acompanhamento periódico do estado geral do trabalhador e promoção de atividades que visam inibir todas as oportunidades de risco. mudança na dieta alimentar e exercícios físicos (Dimenstein.ferimento visível. ou internos .Ressucitação Cardio Pulmonar : São as manobras realizadas na tentativa de reanimar uma pessoa vítima de parada cardíaca "e/ou" respiratória. objetivando Preservar a vida.a participação dos trabalhadores. Neste caso será necessário apenas a respiração artificial. A medicina do Trabalho e as Doenças do Trabalho A saúde dos trabalhadores deve ser gerida com programa específico. o qual não pode passar mais de alguns minutos sem ser oxigenado . estão: RCP . 1993). Já no plano individual sugere-se: técnicas de relaxamento. flexibilidade dos horários.

Suspeita-se de fraturas quando houver uma história deste tipo associado a alguns sinais e sintomas. fonte ou extensão da lesão. inchaço.A gravidade de uma queimadura relaciona-se ao grau. associado a incapacidade de falar. perda do controle da urina. etc. Estancar eventuais hemorragias. . dor discreta. alimentos . Utilizar anti-sépticos como merthiolate spray. Convulsões: São distúrbios elétricos cerebrais que causam perda da consciência. Asfixia: Situação em que há dificuldade à entrada dor ar nos pulmões. dor mais intensa. tosse fraca. Quanto ao grau da queimadura : 1º grau: pele vermelha. forma ou posição anormal de um osso ou articulação Queimaduras: são lesões corporais derivadas de contato direto ou indireto com fontes térmicas. formigamento mudança na coloração local da pele. Fraturas: costumam ser precedidas de uma história de trauma direto ou quedas. contrações de alguns músculos ou o corpo todo. Entre as causas estão a epilepsia. respiração difícil e ruidosa. trauma de crânio.traumas . com pouca ou nenhuma dor na área de 3º grau. etc).) e espaços confinados com deficiência de ventilação (tubulações. Sinais de asfixia: o sinal universal de asfixia é levar as mãos ao pescoço e apertá-lo. químicas ou elétricas. Como identificar uma convulsão: queda ao chão inconsciente. etc). outros gestos de sufocação.etc. etc. gaze . 2º grau: bolhas sobre pele vermelha. drogas. salivação. povidine.lesar um músculo ou órgão interno sem apresentar lesões na pele.As causas mais comuns são obstáculo mecânico (corpo estranho como balas. fortes contrações musculares involuntárias e desordenadas em todo o corpo. incapacidade de movimentação adormecimento. Cobrir com curativo (ban-aid . tais como dor em um osso ou articulação. respiração ruidosa . 3º grau: pele branca ou carbonizada. tumores cerebrais choque elétrico. febre alta. Procedimentos a serem adotados: Lavar bem com água e sabão.

3. Proteja a cabeça da vítima com suas mãos. quando lesado. e também o que apresenta menor chance de recuperação. cílios): lave o olho com colírio. • Produtos químicos nos olhos: lave o olho por 5 minutos procure ajuda médica leve o produto ou a embalagem junto para avaliação. Retire objetos próximos a vítima .Ele possui diversas artérias e veias. areia. Deixe-a descansar Lesões oculares: inúmeras situações podem causar lesões oculares. O que fazer com: • Objetos flutuantes (ciscos. que possam machucá-la. o crânio. • Cortes. lave suas mãos. podem levar até a perda da visão. se não tratadas adequadamente. as quais podem se romper no trauma. Traumatismo Craniano: O cérebro é protegido por uma caixa óssea. Antes de auxilia-la . soro ou água limpa corrente. não utilize colírio anestésico.procure ajuda médica urgente. A primeira coisa a fazer em qualquer tipo de lesão é solicitar à vítima que não esfregue os olhos. máquinas perigosas. Terminadas as contrações. Mova-a apenas se estiver próximo a escadas. 5. não coloque pomadas. Este é o órgão mais nobre e sensível do corpo humano. 6. 4. Peça ajuda. não melhorando procure ajuda médica. Felizmente a maioria diz respeito a presença de "corpos estranhos" sobre a córnea que depois de retirados não deixam seqüelas. Deite-a no chão. 2. contusões e hematomas: cubra os dois olhos com compressas úmidas e frias procure ajuda médica. O que NÃO fazer: não permita que a vítima esfregue os olhos.Outras porém. . coloque-a em posição de recuperação.O que fazer: 1. procurando imobilizar o objeto. etc. • Objetos entranhados: (fixos e perfurantes) cubra os dois olhos com gaze ou pano limpo sem comprimir. isto dificultará a avaliação médica.

ouvido ou boca. que por sua vez irá crescer comprimindo o cérebro. emitindo um ramo de nervo a cada vértebra. paralisia de um lado do corpo. sonolência. Assim sendo. mesmo que de pequeno porte que comece a apresentar estes sintomas. . A altura desta lesão é que determinará as conseqüências. mais graves serão. Devem-se observar sinais e sintomas como: perda da consciência. sangramento pelo nariz. 3. 2. com milhões "fios" em seu interior. devem ser encaminhadas para avaliação médica.Como o crânio (parte óssea) é rígido e o cérebro mais macio. pessoas com história de traumatismo craniano. 5. Cada "fio" que compõe este nervo vai até um órgão ou músculo levando a informação (ordem) emitida pelo cérebro. interrompendo esta troca de informações. área de depressão no crânio. apenas o "balançar" do cérebro dentro da caixa craniana é o bastante para fazê-lo inchar e comprimir a ele próprio. sendo que quanto mais alta.. perda da visão. Pense na possibilidade de fratura no pescoço antes e movimentar a vítima. desorientação. vômitos. Mantenha a vítima deitada e aquecida. se ela estiver consciente. Num trauma de coluna pode haver fratura de uma vértebra com grande possibilidade de lesar a medula nervosa. convulsões. O que fazer: 1. Algumas vezes nem há sangramento. Peça ajuda em caráter de emergência. 4. Tente acalmar a vítima. Trauma de coluna A medula nervosa é parecida com um cabo telefônico. dor de cabeça forte e persistente. Cuide dos demais ferimentos. uma hemorragia irá gerar um hematoma. Isto tudo pode ocorrer até 24 horas após o trauma. Ela nasce no cérebro e vem descendo por dentro dos ossos da coluna (vértebras). o que certamente trará lesões neurológicas.

que minimiza este "chicote" numa colisão traseira. como a raiz de uma planta. que deixa de se contrair. sendo mais comum na região lombar. mesmo que esteja consciente. inicia-se pelo tipo de acidente. podem referir não sentir o membro. Estas queixas referidas apenas à perna (membros inferiores). Com a idade somada a outros fatores como genéticos. . Chamar o resgate. a lesão provavelmente foi na região cervical (pescoço). bicicletas e até mesmo esportivos como futebol. Estas artérias se subdividem em vários pequenos ramos. Ataque Cardíaco: o coração é um músculo que recebe oxigênio e nutrientes através das artérias chamadas "coronárias". reduzindo a oxigenação da área muscular cardíaca que ela irrigava.Concluímos assim que as lesões cervicais (pescoço) são as mais graves. Sintomas e queixas: Pacientes conscientes podem referir dor na coluna. 4. pode haver obstrução das coronárias impedindo a passagem das células sanguíneas. e com isso a "morte” desta área do coração. em qualquer altura. Este tipo de movimento é comum em acidentes automobilísticos. diminuindo o bombeamento. 2. Em casos em que já houve lesão do tronco nervoso. Imobilizar o pescoço e a coluna. 3. Não ofereça alimentos ou bebidas. patins. fumo. O que fazer: 1. A suspeita de lesão na coluna. Lesões de coluna são comuns em acidentes que envolvem velocidade com parada brusca como de automóveis. formigamentos irradiando-se para braços ou pernas. dietas ricas em gorduras. motocicletas. ou impedir que a vítima se movimente até que chegue socorro especializado. etc. etc. Não transporte ou movimente a vítima sem a real necessidade. Ela pode tornar-se inconsciente. vomitar e aspirar o vômito. sedentarismo. Quando se queixam destes sintomas nos braços (membros superiores). daí a importância do suporte de cabeça nos bancos. a lesão ocorreu em um segmento mais baixo. queda de grandes alturas. obesidade.

Esses números justificam a importância de se investir num sistema de transporte eficiente e de qualidade. com o tórax em posição semiinclinada (elevado) 4. . Verifique os sinais vitais Se necessário aplique as manobras de ressuscitação 10. pois a prática indica que o conhecimento desses profissionais está muito aquém da necessidade operacional. SEGURANÇA DE FROTAS E DOS RESPECTIVOS OPERADORES O transporte de cerca de 70% de toda a carga que circula no Brasil é efetuado por veículos automotores. Ligue para o serviço de emergência 2. pulso irregular. peso ou queimação e sensação de morte eminente. O que fazer: 1. dificuldade para respirar. Tente acalmar a vítima 3. 80% se deslocam nas vias de asfalto. torna-se imperioso a realização de programas de treinamento para a prevenção de acidentes. Coloque a vítima sentada ou deitada. gravatas. torna-se fundamental a reciclagem dos operadores desses equipamentos de grande valor. Em razão disso. Em relação à circulação das pessoas em território nacional. ansiedade.Sinais e sintomas mais comuns: vítima apresenta dor no peito tipo aperto. suor. Considerando-se que os motoristas raramente são supervisionados diretamente. enjôo e vômitos. às vezes lado esquerdo do pescoço. Afrouxe roupas. etc 5. irradiação da dor para ombro e/ou braço esquerdo. frio. A falta de conhecimento dos motoristas pode incorrer em acidentes de trânsito (acidentes de trabalho) e em perdas e danos no patrimônio da empresa.

Enfocar temas de segurança no trânsito por ocasião das SIPAT’s. além de funcionarem como um seguro de vida para os motoristas. reduzem acidentes e transgressões previstas na legislação do trânsito. . Monitorar a velocidade dos veículos por quaisquer mecanismos disponíveis. • • • Buscar envolver os motoristas como integrantes da CIPA. independentemente do processo criminal ou judicial em curso. reduzem gastos com indenização. • Repasse de instruções a funcionários de forma escrita e com aceito formal. otimiza as práticas padronizadas pela empresa. Filho (2002) sugere um plano específico para controle e segurança da frota de veículos de uma empresa: • • • Campanha permanente de Segurança no Trabalho. proporcionam estabilidade funcional. analisando-o sob a ótica do acidente de trabalho. • Investigação pormenorizada do acidente de transito.Treinamentos regulares. Ênfase na Manutenção Preventiva da Frota. • Inspeções periódicas nos ambientes laborais. Além do plano completo de segurança do trabalhador. valorizam trazem e resultados corrigem preconceitos. asseguram a continuidade de tarefas e jornadas e ainda. à segurança vícios e e legislação do trânsito. melhora a autocrítica. atenuam os custos sociais de um acidente. • Criar algum tipo de orientação que se estenda também à família do motorista. Controle detalhado da Jornada de Trabalho dos Profissionais do Volante. criam a oportunidade para a implantação de programas complexos nas empresas. resgatam regras disciplinares. sejam programadas ou aleatórias. atualizam informações concernentes rapidamente. buscando obter a cumplicidade de segurança também dos familiares.

aplicadas quando já esgotadas as demais medidas de orientação para a prevenção de acidentes. circulares e jornais. Opinar nos processos de seleção de novos motoristas. visam a proteção do tórax e da cabeça do motorista e do passageiro em caso de colisão. com instrutores competentes. Manter o motorista informado de novas regras e leis de transito. acima de tudo. boletins. Implantar programas de treinamentos constantes. Tornar amplamente conhecido o regimento interno da empresa. • Air bags: instalados junto aos porta-luvas e ao volante. • • • • • A seguir estão listados os equipamentos de segurança direta e indireta do condutor: • Freio ABS: sistema de freio que não permite que as rodas do automóvel sejam travadas junto ao piso de apoio. Exemplo hierárquico. • Bafômetro. • Tacógrafo: aparelho que registra no disco diagrama a velocidade do veículo. • Drive-master: aparelho utilizado no transporte coletivo que pontua negativamente o condutor que foge constantemente da condição de estabilidade horizontal do veículo. com rigor para os profissionais da segurança do trabalho.• Orientar e combater veementemente o uso de bebida alcoólica e outras drogas. Estimular o senso de colaboração entre os funcionários da empresa. atualizado. Instituição de punições severas. . ambiente físico adequado e material instrucional • • • • Uso obrigatório do cinto de segurança. Criação de programa de premiação àqueles que colaborarem com a prevenção de acidentes. através de murais. a distância percorrida e as rotações impróprias do motor.

ritmo. gases.. animais peçonhentos. radiações. Paulo Ademar de Souza Filho 11. poeira... monotonia. vírus. Ex: produtos químicos.. risco de incêndio. Encosto de cabeça. Ex: bactérias. Ex: postura incorreta. Ex: máquinas sem proteção.. calor. Essas informações podem ser agrupadas em cinco grupos de riscos que são caracterizados por diferentes cores: Riscos químicos = vermelho.. insetos.. A intensidade do agente agressivo é expressa através do tamanho dos círculos no mapa de risco: . Riscos biológicos = marrom. Riscos de acidentes = azul. fumos. Riscos ergonômicos = amarelo. Riscos físicos = verde. Ex: ruído.. layout deficiente.. MAPEAMENTO DE RISCO Mapa de risco é um gráfico que informa sobre a localização dos riscos laborais existentes na empresa e os valoriza. explosão.. vibração.• • • Cinto de segurança. Extintores de incêndio. levantamento de peso.

. 45 se queixaram de que a iluminação é fraca. pode-se utilizar o mesmo círculo. subdividindo-o em partes iguais: Vermelho Azul Amarelo Intensidade do risco também pode ser expressa pela parcela preenchida do círculo: Pouca + Média ++ Muita +++ Excessiva ++++ Exemplo: Dos 60 funcionários da Empresa Alpha que trabalham no pavimento de impressão.Grande: risco grave Médio: risco médio Pequeno: risco pequeno Ocorrendo incidência de mais de um risco de igual gravidade.

e Coletivizar a informação e os conhecimentos. O plano de ação pode ser resumido em quatro etapas: Conhecimento: conhecer os fatores de risco de cada local de trabalho. Por onde iniciar a aplicação do plano de ação. . Abaixo segue um plano de ação para a tomada de medidas preventivas: Perguntas iniciais: Quais são os riscos? Onde estão e qual a sua origem? Quais são os mais importantes? Quais os riscos requerem soluções mais urgentes? Das respostas dessas perguntas. Lugares concretos onde é necessário aplicá-las. obteremos as seguintes conclusões: Ações preventivas necessárias.Cor verde = Risco Físico O mapa de riscos permitirá: Tomar conhecimento dos riscos que cada local oferece e da importância que cada risco tem em relação aos outros.

metálicos: neste momento. lixiviação dermatites. Um bom programa de prevenção deve conter os lugares onde as medidas preventivas serão aplicadas e deve haver prioridade das ações a serem executadas. dermatite. peneiramento. Para a elaboração de um programa de prevenção. LEVANTAMENTO DE RISCOS RISCOS QUÍMICOS Tipo Ocorrência Efeitos Alergia Poeiras Britagem. saturnismo) irritação nas vias aéreas. (silicose. Névoa Decapagem. aplicam-se as medidas preventivas pneumoconioses asbestose. bronquite. perfuração do septo nasal . galvanização respiratória. Fumos Fumos Soldagem. talcose. deve-se basear nas análises das informações obtidas (com os próprios operários) nos locais de trabalho para a elaboração do mapa de riscos. planeja-se o programa de intervenção preventiva de todos os problemas.Programação: com as informações anteriormente obtidas. saturnismo Irritação nas vias aéreas. Intervenção: estabelecidas. jateamento bronquite. Controle: monitoramento e acompanhamento das medidas preventivas implantadas para comprovar se as mesmas respondem às necessidades e objetivos para as quais foram programadas.

pintura. perfuratriz. tuberculose. pequenas e médias empresas Serra circular. de qualidade queda da curto desgaste graves. produção. esgotos. físico excessivo surdez. queimaduras. silicose Ocorrência indústria de lixo. Vírus. Protozoários RISCOS DE ACIDENTES Tipos Arranjo físico deficiente Máquinas sem proteção Matéria–prima sem especificação Ligações elétricas defeituosas inadequadas e Canteiros de obras e edificações em geral Ocorrências Construção Civil. RISCOS BIOLÓGICOS Tipo Fungos. laboratórios. Bactérias. tolueno) (depressão nervoso) saturnismo benzolismo anestésica do e sistema ação (chumbo) asfixiante (leva à morte). Construção Civil Efeitos Acidentes. acidentes Incêndios. consultórios médicos/odontológicos. cemitérios. marteletes pneumáticos Tinturas. Hospitais. tétano. . acidentes fatais circuito.NO2). O3.Ação Soldagem (CO. Acidentes Doenças profissionais. Gases e vapores colagem de calçados (benzeno. solventes. queda da produção. salas de Efeitos Aquisição de doenças transmissíveis: Brucelose.

martelete. abertura de bicas. responsabilidade. armador Efeitos prolongadas. conflito.EPI inadequado ou defeituoso Ferramentas defeituosas inadequadas ou Doenças profissionais e acidentes Acidentes desgaste com nos membros superiores RISCOS ERGONÔMICOS Tipo Trabalho físico pesado Ocorrência Remoção com pá. infecção intestinal.) . trabalho de RISCOS FÍSICOS Tipo Ocorrência Teares. carregamento Postura incorreta Tensões jornadas turno. de trabalho monotonia. picador Efeitos Surdez Ruído stress profissional. gastrite. X Processo e relações do Capital Doenças inespecíficas Soldagem.. (pressão alta. tear.. britador. colite. ritmos de trabalho Trabalho excessivos emocionais. empilhamento. repetitividade.

problemas de acidentes . Doenças de pele e do respiratório. fadiga. têmpera. doenças respiratórias Ruptura Pressão anormal Tubulão. Frio: dermatites. aparelho limpezas em geral e de tímpano. soldagem de fusão. isopor. perda da força muscular e infecções em mãos e braços Ionizantes: efeito crônico Raio X industrial. catarata Calor: Alto forno. Temperaturas extremas caldeira a lenha. formação) Não queimadura câncer. Vibração martelete. má ionizantes: de pele. lâmpada germicida (anemia. nervosa. no lesões sistema nervoso. forja. dermatites.Lesões Pá carregadeira. trabalho veículos. olhos. pneumático. envelhecimento precoce. câmara frigorífica desidratação. peneiras musculares e ósseas. mergulhador embolia. Radiações controlador de nível de silos. Fadiga Iluminação insuficiente Indústria em geral Lavagem Umidade prensagem de de visuais. quedas peneiramento a úmido.

ANEXOS ANEXO 1 – Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente Nível de ruído dB (A) 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 98 100 102 104 105 106 108 110 112 114 Máxima exposição Diária Permissível 8 horas 7 horas 6 horas 5 horas 4 horas e 30 minutos 4 horas 3 horas e trinta minutos 3 horas 2 horas e 40 minutos 2 horas e 15 minutos 2 horas 1 hora e 45 minutos 1 hora e 15 minutos 1 hora 45 minutos 35 minutos 30 minutos 25 minutos 20 minutos 15 minutos 10 minutos 8 minutos .

115 7 minutos .

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