Impacto da infraestrutura econômica sobre o desenvolvimento

Iansã Melo Ferreira Carlos Campos Neto

Há muito se reconhece a importância de uma infraestrutura econômica adequada para a geração de um ambiente propício ao desenvolvimento. Todavia, muitos países em desenvolvimento ainda investem pouco nessa área. A infraestrutura - quer promovida pelo Estado, quer pela iniciativa privada - tem o potencial de tornar mais rentáveis os investimentos produtivos, pois eleva a competitividade sistêmica da economia, melhorando as condições de transportes, de comunicação e de fornecimento de energia, além de promover efeitos multiplicadores e dinamizadores da economia. Um dos pontos importantes a serem observados nos investimentos em infraestrutura é que seus impactos possuem características próprias e específicas para cada setor, que não atuam de forma linear sobre o crescimento. De fato, cada setor apresenta uma capacidade e um formato na promoção do desenvolvimento, devendo ser observadas as necessidades e potencialidades de cada região, a fim de planejar adequadamente as aplicações a serem realizadas. Serviços de infraestrutura são operacionalizados por meio de indústrias de rede, ou seja, faz-se necessária a construção de uma grande estrutura física (funcional) para a provisão desse serviço que, uma vez construída, deve ser partilhada pelos ofertantes de serviços a ela associados, não havendo motivações econômicas para a construção de estruturas paralelas. São características deste tipo de indústria: a necessidade de altos investimentos iniciais com logos prazos de maturação reduzindo a atratividade destes e propiciando a ocorrência de monopólios -; e a propensão a geração de economias de escala e escopo - fazendo com que sua provisão seja mais adequada ao poder público. Tais características elevam a necessidade de planejamento orçamentário adequado à realização das obras, considerando os gastos futuros com manutenção e operação, o que reduz os recursos disponíveis para novos investimentos e pode elevar o passivo contingente do setor público. Especialmente nos países em desenvolvimento, é possível observar um hiato entre os recursos despendidos pelo governo para uma determinada obra e o valor efetivo dos investimentos realizados. Essa divergência deriva de ineficiências governamentais e burocráticas como instituições fracas - que geram instabilidade contratual -, editais mal elaborados - passíveis de interpretações múltiplas ou que não abordam de maneira clara pontos importantes do contrato - e atrasos em pagamentos a empreiteiros e fornecedores - que passam a embutir no valor da obra, bem ou serviço os custos dos atrasos que, já sabem, sofrerão seus pagamentos. Inversões em infraestrutura podem seguir dois padrões distintos: podem surgir em resposta a demanda existente, ou se tratarem de investimento indutor de demanda. O primeiro caso ocorre em duas situações distintas: quando da viabilidade econômicofinanceira para a iniciativa privada; e o caso dos investimentos tipicamente públicos. Hoje, no Brasil, alguns grandes investimentos na área de infraestrutura econômica estão sendo realizados por empresas privadas que adquiriram concessões, permissões ou mesmo que compraram empresas estratégicas em planos de privatização. É o caso, por exemplo, das empresas de telecomunicação,

distribuidoras de energia elétrica e das concessionárias ferroviárias. Alguns setores são mais propícios a receber o capital privado, seus serviços ocorrem, geralmente, mediante cobrança de tarifas, ou obtenção de receitas operacionais. É o caso das telecomunicações, energia elétrica, terminais portuários etc. Estes setores necessitam de uma regulação econômica, que deve garantir um equilíbrio entre a remuneração adequada ao capital investido e a modicidade tarifária, visando a proteção do usuário e gerando ganhos de bem-estar social. As tarifas devem refletir o funcionamento de um mercado competitivo, considerando os custos, a segurança do abastecimento e a produtividade, de forma que os ganhos de eficiência sejam repartidos entre operadores e usuários. Para investimentos caracterizados pelo elevado volume de capital exigido, baixa taxa de retorno, riscos de demanda ou demanda insuficiente, não é possível atrair o capital privado. Nesses casos, o Estado deve se responsabilizar pela realização das obras pertinentes, de forma que a economia não sofra pela falta de acessibilidade ou de suprimento de insumos essenciais. Ademais, nos investimentos onde a taxa de retorno é inferior ao custo de oportunidade do capital, uma alternativa é a de o poder público entrar complementando sua viabilidade financeira, por meio de recursos fiscais. São as chamadas Parcerias Público-Privadas (PPP). Finalmente, vale tratar do investimento em infraestrutura realizado de forma prévia a existência de demanda. Grandes construções e investimentos que podem, a princípio, parecer obras desmedidas ou simplesmente desperdício de dinheiro público por vezes se mostram mais importantes e menos grandiosas após alguns anos. Grandes rodovias, usinas de geração de energia, instalação de fiação telefônica e elétrica destinadas a lugares remotos etc. podem ser julgadas de maneira precipitada se vistas num espectro curto de tempo. Contudo, estes investimentos têm, em geral, um potencial de atração produtiva, tendendo a estimular a implantação de indústrias, grandes empresas, ou novos centros urbanos. O importante, na concepção, planejamento e execução desses, é implementar infraestruturas em diferentes setores, de forma a estabelecer uma sinergia que favoreça o desenvolvimento regional sustentável, do ponto de vista econômico, social e ambiental.

VISITA DE ESTUDO AO LOUSAL
1. A visita A visita de estudo às minas do Lousal foi realizada no âmbito da disciplina de Geografia e tinha como principal objectivo conhecer de perto um exemplo de uma mina, entre tantas outras, cuja laboração já não ocorre nos nossos dias. A visita consistiu em três fases essenciais: na primeira ouvimos o testemunho de um antigo mineiro e visionámos dois filmes; na segunda visitámos um museu provisório onde pudemos ver diversos equipamentos da mina; na terceira visitámos o Lousal, testemunhando as condições actuais. Assim, procurámos perceber o que representava a presença de uma mina numa terra e a importância que teria para os habitantes dessa mesma terra. Pretendemos também perceber um pouco da história das minas do Lousal e quais as razões que teriam levado ao seu encerramento. Mas, para além destes, tínhamos também outros objectivos com uma importância acrescida:

- compreender os problemas na exploração dos recursos do subsolo; - observar o impacto ambiental da actividade mineira passada e a necessidade de recuperar o ambiente através da requalificação de áreas mineiras; - compreender a importância da valorização do património natural e cultural para a melhoria da qualidade de vida da população/importância da dinamização de áreas em despovoamento. Importa ainda salientar a enorme experiência que representou esta visita de estudo, na medida em que todos nós ficámos a conhecer uma realidade a que não estávamos habituados. Chegou mesmo a impressionar a maneira apaixonada como nos foi apresentada a mina do Lousal por um senhor amabilíssimo que nos deu uma autêntica lição de devoção e lealdade para com a terra a que estava enraizado por tradição. Pode, por isso, dizer-se que esta foi uma visita bastante interessante em diversos aspectos e que nos proporcionou uma nova maneira de ver estas realidades que às vezes nos passam um pouco ao lado.

2. A Mina do Lousal
A Mina do Lousal está integrada na Faixa Piritosa Ibérica e situa-se no Lousal, concelho de Grândola, distrito de Setúbal. Esta mina foi explorada entre 1900 e 1988, ano em que a extracção foi interrompida. Em 1882, decorria o mês de Agosto, quando António Manuel, um lavrador da região, requereu o reconhecimento por ter descoberto o jazigo do Lousal. A mina e o direito à sua exploração passou então por diversas mãos e empresas tais como Alfredo Masson, Guilherme Pinto Basto, Minas dos Barros, Lda, Henrique Burnay e Companhia, Sociétè Anonyme Belge des Mines d’Aljustrel e a sociedade belga Mines et Industries S. A.. Foi a partir da década de 30 que o Lousal passou a ser alvo de uma exploração mais intensa muito por culpa da importância cada vez mais notória das pirites cupríferas e do ácido sulfúrico, atingindo o apogeu da exploração em 1945, após ter terminado a II Guerra Mundial. A SAPEC era já o principal proprietário das minas, juntamente com a CUF. Entre os anos de 50 e 60 estudou-se a possibilidade de mecanizar as minas, processo que ficou concluído por volta de 1962. No entanto, esta longa caminhada haveria de terminar no dia 31 de Março de 1988, por motivos económicos[a], precisamente às 15 horas. Desde então nunca mais desceu um mineiro nem nunca mais se ouviu o imenso ruído das picadoras. A Mina dava lugar à desgraça e à descrença dos habitantes do Lousal. Aquele dia foi um dia fatídico para todos. E o mesmo relógio de então ainda lá está, a ocupar o seu lugar na parede e a marcar as 15 horas, demonstrando que o tempo quase que parou por aqueles lados.

3. A Mina e a popu1ação

Esta diminuiu drasticamente e envelheceu muito. Tudo era pertença da mina: as habitações. com pH reduzido e com teor em metais pesados tóxicos. 4. . após o seu encerramento. instalações comerciais. por causa da baixa esperança média de vida (os mineiros morrem prematuramente devido aos acidentes de trabalho. efeitos imprevisíveis. O impacto ambiental O minério que se pode encontrar no Lousal é formado por um conjunto de xistos grafitosos que se encontram repletos com pirite. poderão ter. a escola e até mesmo o salão de festas. Estas águas. do grande fluxo migratório de jovens para fora do Lousal e por causa de a maioria dos mineiros não ter direito sequer à reforma por questões burocráticas. agregados familiares. A mina tinha mais de dois mil e quinhentos trabalhadores que constituíam. a casa de saúde. se tivesse assistido a uma grande tristeza e descrença por parte da população do Lousal.Um dos aspectos mais impressionantes desta visita de estudo foi perceber a importância que a Mina do Lousal tinha para os habitantes daquela terra. situação que se inverteu. mais tarde. Daí que. Também se pode encontrar mineralização em rochas vulcânicas ácidas porfiríticas. bem como os empregados em todos estes serviços. poeiras que provocam a silicose e ruídos que provocam surdez). a farmácia. pode mesmo dizer-se que tudo girava em torno da mina e que tudo dependia do sucesso da sua exploração. Na realidade. ao encerramento da mina: Percebe-se por isso a importância da mina. daqui a alguns anos. Destas explorações de sulfuretos ricos em metais fica-nos a herança de marcas na paisagem do Lousal com numerosas escombreiras que deixam ao ar livre grandes quantidades de material explorado e que são hoje um importante foco de poluição ambiental. o posto médico. percebemos que houve um acentuado acréscimo populacional. Se ela fechasse. na maior parte dos casos. numa primeira fase devido á mecanização do trabalho e. Se analisarmos os dados referentes à população do Lousal de 1911 até 1960. Estes sulfuretos reagem com as águas superficiais e libertam muitos metais prejudiciais ao ser humano e a todos os seres vivos dessa região. fechava-se também a vida de milhares de pessoas. O encerramento da mina levou a urna estagnação da economia da região e a uma grande ruptura na vida da população[b].

história geológica e arqueologia industrial. devido a fundos comunitários. o antigo proprietário e o município local promoveram no Lousal uma iniciativa de desenvolvimento integrado que pretendia reabilitar socialmente e economicamente a região. Assim. importa evidenciar que este projecto visa colaborar no desenvolvimento social e cultural tanto de habitantes como de visitantes. não esquecendo. a possibilidade de lidar de perto com o universo das minas. A promoção e gestão do Programa de Desenvolvimento Integrado e de Redinamização do Lousal pertencem à Fundação Frederic Velge. dizer-se que este projecto ganha um carácter muito importante a nível nacional. em parte. novo administrador da SAPEC. os espaços verdes circundantes. . no acréscimo do bem-estar e da qualidade de vida da população do Lousal. como importa lembrar. Implica também um faseamento. pelo que se devem encontrar soluções que combatam esta poluição. Trata-se de um projecto que inclui diversos objectivos. de formação profissional e a criação de pequenas empresas e de equipamentos culturais que completem e assegurem a viabilidade deste projecto. restaurantes). apercebeu-se disto mesmo e decidiu apostar no aproveitamento das infra-estruturas existentes. oferece-se ao público português. espaços de lazer. este mesmo trabalho. Esta musealização assume então uma importância que se pode ver de um prisma bidireccional. fazem da mina uma potencial fonte de receitas. O projecto do Lousal assume uma importância extrema na dinamização de uma região e. Importa referir também que. Cientificamente. Pode. Estava então lançada a base para o projecto de musealização da mina do Lousal. permite um estudo e divulgação sobre esse mesmo património. por tudo isto. Esta é a razão pela qual este projecto de musealização implica a salvaguarda de interesses de todas as partes envolvidas: promotores e população. no entanto. nomeadamente a estudantes e outros interessados. a litoralização. até mesmo de um país. no renascimento económico local. A proximidade do rio. assegurada a viabilidade deste projecto. com destaque para um Centro de Documentação/Arquivo que será criado anexo ao Museu e para as divulgações do mesmo. campismo. por isso. na qual estão congregadas as duas instituições acima referidas. em certa medida. o Relousal tratase de um projecto pioneiro em Portugal. nas suas diversas vertentes: arqueologia. Menos de dez anos após o encerramento das minas. história mineira. permite preservar e reabilitar um património mineiro. pela apetência que possuem pelo mundo mineiro e que têm agora a possibilidade de conhecer esta realidade e este universo oculto. 5. etc. Pedagogicamente.. a componente cultural. culturalmente. o sucessivo encerramento de minas que se tem registado em Portugal descura. ou seja. ao longo de alguns anos. Fernando Fantasia. A importância desta musealização é demonstrada através da divulgação do trabalho dos mineiros já que. turismo rural. Para finalizar. um dos grandes problemas da exploração dos recursos do subsolo. por vezes. O da população local. O financiamento deste programa é. tais como a criação de infraestruturas turísticas (hotelaria. Em 1992.O impacto ambiental é. O dos visitantes. pois representa uma aposta sócio-cultural de que o país ainda carece. pela oportunidade de dinamização sócio-económica e pela reabilitação de um território e de um património sempre presentes no dia-a-dia dos habitantes. O projecto de musea1ização A mina do Lousal tem óptimas condições geográficas que fazem dela um recurso muito viável de investimento. da mineração e dos mineiros. no desenvolvimento completo e integral e não apenas nas questões económicas.

pode dizer-se que a viagem se mostrou proveitosa e nos auxiliou no estudo da matéria leccionada. Em síntese. Em jeito de conclusão. Assim. o projecto de musealização em vigor são exemplos a seguir por outras identidades na preservação de um património que se deveria manter. ficámos a conhecer um pouco da história do Lousal e da mina e do projecto denominado Relousal. Assim sendo.6. penso que todos pudemos tomar consciência do que envolve realmente todo um processo que se desenrola em tomo de uma mina e que centraliza nela um conjunto de factos que se mostram decisivos para a subsistência de milhares de pessoas. a paixão demonstrada pelas palavras do nosso guia.08. Conclusão A visita de estudo ao Lousal representou uma viagem a um mundo novo. à mina.2009 se P A REGIME L DOS CAPÍTULO DO S Objecto e Âmbito Artigo (Objecto) R I T DIREITOS E P JURÍDICO V E R R MINEIROS I M EM E COMUM O I R I GERAL I OBJECTO e de Aplicação DA ç 1º ã POLÍTICA o c MINEIR . também ele um antigo mineiro e conhecedor da realidade daquela terra. resta dizer que o Lousal é uma terra em renascimento. de algum modo. De uma maneira mais pessoal. ao testemunharmos de perto esta realidade apercebemo-nos da dificuldade que constitui o trabalho de um mineiro e os perigos que esta actividade envolve. É importante não esquecer também o impacto ambiental que está inerente ao trabalho de exploração mineira. desconhecido. Miguel Mochila 10ºM nalytics Schedule Database Media digest Expert reports Exclusive Angola: Mining Act 05. A mina do Lousal e. cujos habitantes mantém ainda bem vivos os laços que os ligam ao passado e. mais especificamente. consequentemente. posso acrescentar que me sensibilizou. Para além disso.

as disposições estabelecidas no presente código. prospecção. as normas deste código. dando preferência aos empresários nacionais na conce mineiros; e) Harmonizar a legislação mineira nacional com a legislação mineira regional. Quaisquer outras actividades geológicomineiras como tal classificadas pelos órgãos competentes. na zona económica exclusiva e nas demais áreas do domínio territorial e marítimo sob jurisdição da Repúb A r t i g o 2 (Âmbito de Aplicação) 1. pesquisa. prospecção. A r t i g o 7 (Planeamento da Actividade Mineira) 1. e da necessidade de harmonização com as da SADC ou de outras organizações internacionais de que Angola seja parte. o Governo respeita os princípios e regras fundamentais da Consti Económica. definindo os m os prazos para a sua aplicação 2. Ao reconhecimento. A r t i g o 8 (Objectivos Estratégicos da Actividade Mineira Constituem objectivos estratégicos da actividade mineira os s a) Garantir o desenvolvimento económico e social sustentado do b) Criar emprego e melhorar as condições de vida das populações que vivem nas áreas de explo c) Garantir receitas fiscais para o Est d) Apoiar e proteger o empresariado nacional. A actualização da tabela referida no número anterior é da competência do Governo.O presente código regula toda a actividade geológicomineira. em confo princípios e regras estabelecidos neste código e com a política e estratégia do Governo para o 2. de acordo científicos e tecnológicos que se registem quanto à matéria. os minerais classificamse de acordo com a tabela que constitui o An que dele é parte integrante. f regras estabelecidas neste código e na legislação especial que sobre a mesma venha a ser aprovada. a descoberta. pesquisa. prospecção. exploração. bem como à legislação complementar que sobre a matéria venha a 3. prospecção. lapidação e beneficiação dos recursos m d) Comercialização dos recursos minerais ou outras formas de dispor do produto da e) Restauração e/ou recuperação das áreas afectadas pela actividade f) Outros fins relacionados com os acima de 2. avaliação. pesquisa. nas águas territoriais continental. Ao planificar a actividade mineira. bem como o desenvolvimen humanos nacionais. caracterização. pesquisa. exploração e comercialização de águas minerais regime estabelecido neste código. o Governo deve prever medidas eficazes de desenvolvimento econó e de protecção dos direitos e interesses legítimos das comunidades locais. bem como os princípios jurídicos estratégicos da actividade mineira estabelecidos nos artigos seguintes. avaliação. Para efeitos do presente código. S e c ç ã o I Política e Estratégia para o Sector Min S u b S e c ç ã o Minerais em Geral A r t i g o 6 (Competência do Governo) 1. não é aplicável o regime estabelecido neste código. sendo regidos por legislação própria. O reconhecimento. Compete ao Governo orientar e planificar o desenvolvimento da indústria mineira nacional. A r t i g o 4 (Classificação dos Minerais) 1. A r t i g o 3 (Exclusões) Às actividades relativas ao reconhecimento. A r t i g o 5 (Definições) O significado dos termos e expressões utilizados neste código constam do glossário que constitui o Anex que dele é parte integrante. avaliação. uso e aproveitamento dos recursos minerais existentes no solo. o acesso e o exercíci deveres relacionados com a investigação geológica. As disposições do presente código aplicamse aos seguintes actos decorrentes do seu objecto a) Estudos geológicos e cartográficos; b) Reconhecimento. avaliação dos recursos c) Exploração. Ao elaborar a política mineira. tendo em conta as boas p na indústria mineira da SADC; f) Garantir a integração do género e o combate às práticas discriminatórias na indús . designadamente. exploração e comercialização de recursos minera fundos marinhos da Zona Económica Exclusiva apli com as devidas adaptações. 2. o regime económico em vigor. avaliação e exploração dos hidrocarbo gasosos. no subsolo. Compete ao Governo aprovar a política mineira e a estratégia para a sua implementação. bem como a legislação com a matéria que venha a ser aprova 4.

A política mineira deve sempre ter em conta os direitos das comunidades das zonas em que é desenvolv de mineração e contribuir para o seu desenvolvimento económico 2. A r t i g o 1 1 (Áreas Disponíveis para a Actividade Mine 1. são consideradas disponíveis concessão de direitos mineiros.g) Proteger o ambiente e combater as práticas que atentem contra as regras h) Combater o garimpo e outras práticas mineiras i) Estabelecer um regime eficaz. no cumprimento estrito da lei e no enquadramento na política e estratégia mineira aprovada j) Garantir o desenvolvimento sustentável dos quadros e trabalhadores nacionais. estejam excluíd geológica e mineira. empreendimentos que proporcionem novos trabalhadores e evitem deslocações de habitantes e recessões económicas nas regiões mineiras abandona A r t i g o 9 (Exploração Sustentável de Recursos Minerais A exploração dos recursos minerais deve ser realizada de maneira sustentável e em benefício da econom rigorosa observância das regras sobre a segurança. para uso comum ou privativo do E dele não forem desafectados. O órgão de consulta referido no número anterior pode ser um Conselho das Comunidades Locais. nos termos da lei. em onformidade com o que vier a ser estabelecido pelo órgão de tu A r t i g o 1 4 (Direitos das Comunidades) 1. As áreas do domínio territorial ou marítimo sob jurisdição da República de Angola que não tenham sido efeitos do exercício de outras actividades ou a elas não estejam afectadas. a fauna. proteger os interes com a defesa do país. aditivos para a agricultura e outras aplica l) Evitar a exportação de recursos minerais que obriguem o País a importar o mesmo tipo de minerais a c prazos; m) Incentivar o reinvestimento no País dos rendimentos da exploração dos recurso n) Reduzir o impacto negativos que as operações geológicomineiras possam causar ao ambiente. empresas operadoras. e é identificada através de pontos fixos definidos por coordenadas geodésicas ou por acidentes naturais. e as áreas que. ficando tais entidades sujeitas aos princípios e regras estabelecidos neste código sobre investimento público e sobre empresas públicas ou de capitais públicos aplicável. os terrenos que fazem parte do domínio público. antes do encerramento das minas. quer através de concessionárias nacionais. em coordenação com os órgãos locais do Estado e os titulares dos direitos min mecanismos de consulta que permitam às comunidades locais afectadas pelos projectos mineir activamente nas decisões relativas à protecção dos seus direitos e e 3. A declaração e criação de zonas de reserva mineira deve ter em conta a necessidade de garantir e pe possível o desenvolvimento económico e social integrado das regiões. bem co dos efeitos nefastos que forem provocad o) Implementar. em função disso. Tendo em vista assegurar o desenvolvimento harmonioso da economia nacional. A r t i g o 1 5 (Regime Especial para as Comunidades Loc Para além dos direitos referidos neste código decorrentes do controlo de pessoas e bens nas áreas de act as comunidades locais gozam dos direitos de compensação e de realojamento estabelecidos nos artigos se . 4. A r t i g o 1 3 (Configuração das Áreas) A configuração das áreas geográficas objecto dos títulos de concessão de direitos mineiros têm uma form regular e simples quanto possível. escolhidas pela própria comunidade. os direitos das comunid protecção e defesa do ambiente. o Governo pode. de usos e costumes locais. o uso económico do solo. a estabilidade social e cultural das p e a segurança dos direitos e dos bens patrimoniais públicos e privados. sem prejuízo de outros casos de indisponibilid a ser definidos por lei. estabelecer ár condicionadas para a actividade geológicomineir 2. para efeitos do disposto no número anterior. particularmente atrav de desenvolvimento de recursos humanos; k) Usar preferencialmente os recursos minerais para a sua transformação e comercialização no país. célere e transparente de concessão de direitos mineiros. integr de reconhecida idoneidade e reputação junto das comunidades. O Ministério da Tutela. a flora e o ambiente. materiais de construção. exija de certas restrições quanto à circulação de pessoas e bens nessa 3. baseado no acesso. o prima para a indústria transformadora. A consulta é obrigatória em todos os casos em que da implementação dos projectos mineiros possa resu ou danificação de bens materiais. nos termos do Artigo 200º (sobre Zonas de Reserva Mineira) declarar zonas de re partes do território nacional que apresentem potencial mineiro considerável e que. O Governo pode. A r t i g o 1 2 (Áreas Excluídas da Actividade Mineira) 1. São considerados indisponíveis para a actividade mineira. culturais ou históricos pertencentes à comunidade local como um todo. 2. A r t i g o 1 0 (Intervenção do Estado no Sector Minei O Estado poder intervir economicamente no sector mineiro.

Em tudo que não esteja previsto em legislação especial. tradições e outros aspectos culturais inerentes às referidas comunida A r t i g o 1 8 (Força de Trabalho Local) Os concessionários dos direitos mineiros devem assegurar o emprego e a formação de técnicos e trabalha preferencialmente dos que residirem nas áreas de exploração. 5. Em condições de preços que não excedam 10% de diferença para mais. A r t i g o 2 2 (Regime Aplicável) 1. aplicamse às actividades de reconhecime pesquisa e avaliação. compete ao Governo aprovar as destinadas a regular os aspectos específicos de certos minerais e 4. os diama minerais radioactivos. cuja qualidade seja compatível com a economia. A exploração de minerais legalmente considerados estratégicos está sujeita aos princípios e regr estratégia para os minerais em geral. A r t i g o 2 3 (Concessionárias Nacionais de Minerais Estratégico 1. sempre que deste processo resultar para a comunidade mais vantagens do q resultariam da compensação financeira legalmente estabe 2. As entidades que se sentirem prejudicadas no direito de protecção legal definido no Nº 1 deste artigo das autoridades competentes. S u b S e c ç ã o I Minerais Estratégicos A r t i g o 2 0 (Classificação Legal) 1. administrativas ou judiciais. exploração. costumes. sempre que tal estatuto não resu das definições do presente Código. A r t i g o 1 7 (Direitos de Realojamento) 1. Os custos da arbitragem são definidos pelos árbitros e suportados pelas partes. As populações locais que sofram prejuízos habitacionais que impliquem a sua deslocação ou a pertu condições normais de alojamento por causa das actividades mineira têm direito a se 2. com as adaptações que resultarem dos artigos seguintes. alguns minerais poderão ser classificados como 2. e como tal devem ser tratados legalmente. As normas refer idas no número anterior devem ser cr iadas e interpretadas de harmonia com as re consagrados neste código. ser nacionais. O quinto árbitro do corpo de arbitragem é o magistrado do Ministério Público sob cuja competência enquadrada a zona da concessão objecto de nego 4. tratamento e comercialização de minerais estraté . Fora dos casos previstos no presente código e sempre que se justificar. Sempre que a sua importância económica. de acordo com o que estiver estabelecido le A r t i g o 1 9 (Protecção do Mercado Nacional) 1. tratamento e comercialização dos minerais estratégicos as normas 3. São elementos para se classificar um mineral como estratégico os a) Raridade; b) Grande procura no mercado internacion c) Impacto relevante no crescimento da econ d) Criação de um número elevado de emp e) Influência positiva relevante na balança de paga f) Importância para a indústria milita g) Importância relevante para as tecnologias de 3. i cumprimento obrigatório. a protecção ou o restabelecimento do mes gerais do direito. As comunidades afectadas pelos projectos mineiros têm o direito de negociar com os concessionário valores compensatórios. e de prazos de entrega que não dias para mais.A r t i g o 1 6 (Direito de Compensação) 1. utilização para fins com carácter estratégico ou as especifici sua exploração o justifiquem. Os elementos referidos no número anterior podem ser considerados isolada ou cum 4. segurança e eficiência das operaç 2. Os direitos mineiros de prospecção e de exploração. São desde já considerados minerais estratégicos. O processo previsto no número anterior será sempre mediado por um corpo de cinco árbitros escolhid cabendo a cada parte escolher dois árb 3. das re estabelecidas neste código e da legislação complem 2. O processo de compensação nunca poderá deixar de prever o realojamento condigno das comunidades ser respeitados os hábitos. A arbitragem funcionará de acordo com a lei sobre arbitragem e as suas decisões são definitivas. os titulares dos direitos mineiros devem dar preferência à utilização de materiais. A r t i g o 2 1 (Competência para Classificar) Compete ao Conselho de Ministros classificar os minerais estratégicos. cabendo ao titular dos 60% desses custos.

na plataforma continental e na zona económica ex em conta os seguintes factores: a) Os padrões internacionais para a mineração off b) A tecnologia utilizada em países com maior tradição na recuperação mineral em fund c) O efeito dessa actividade sobre o ambiente e a sua prevençã d) O efeito sobre as outras formas de aproveitamento do e) A forma específica de demarcação das áreas e de fiscalização do acesso às zonas restritas e de seguran A r t i g o 2 5 (Investimento e Atribuição de Direitos) 1. ou em associação co direito privado. pesquisa. pesquisa. estão sempre sujeitos a uma auditoria independente por parte de um auditor concessionária nacional. que exercerá funções de reguladora da actividade mineira estratég 2. A determinação das áreas de concessão de direitos mineiros em fundos marinhos é feita com recu geológicos e levantamentos geodésicos que exis 2. definidos neste código complementar. a saúde pública e haja necessidade de existir um representante do Estado para t relacionado com o investimento privado. pesquis exploração de recursos minerais nas águas territoriais. As instituições públicas reguladoras das actividades mineiras estratégicas podem ser criadas s necessidade de regular de modo específico o exercício da actividade mineira respectiva. 4. a fiscalização da actividade e o acompanhamento sistemático d 4. pesquisa. pertencem ao Esta exercidos em exclusividade por uma empresa pública específica. da tutela e de outras instituições do Estado com compet nos termos deste código. o mercado.território nacional. As competências específicas das concessionárias nacionais e das inst ituições públicas reguladoras nã poderes e competências genéricas do Governo. pesquisa. avaliação e exploração de recursos minerais no solo e subsolo. Quando houver sobreposição de áreas para a exploração mineral em fundos marinhos de minerais de e . ou pelo ministério de tutela. A atribuição dos direitos de prospecção. quando exista. na plataf e na zona económica exclusiva. os p das exportações. Os contratos de investimento para prospecção. as norm no trabalho e o regime de acesso às plataformas mineiras e de protecção dos trabalhadores face às cond de trabalho. na plataforma continental e na zona económica exclusiva são harmonia com a Convenção da Organização das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. pesquisa. designadamente sobre a demarcação. com as necessárias adaptações. investigação recursos minerais nas águas territoriais. investigação e exploração de recursos min marinhos devem sempre conter cláusulas específicas sobre esta matéria. o Estudo de Viabilidade Técnica Económica e se refere este código como condição para a aprovação dos respectivos contratos de exploração e a atribuiç exploração mineira. o que se aplica à prospecção. em função das particularidades d minerais em fundos marinhos. A realização de outras actividades que não possam ser reguladas pelas normas relativas ao prospecção. pesqui exploração e comercialização de recursos minerais à escala industrial. incluindo a plataforma continental e zona económica exclusiva. O regime legal para o aproveitamento dos recursos minerais existentes nas águas territoriais. A r t i g o 2 7 (Determinação das Áreas de Concessão) 1. que assumirá o papel de concessionária uma instituição pública autónoma. serão regula aprovadas pelo Conselho de Ministros. investigação e exploração de recursos minerais em obedece aos planos de exploração dos fundos marinhos que 3. investigação recursos minerais em fundos marinhos é o aplicável ao investimento na indústria mineira definidos neste c se trate de minerais comuns ou estratég 2. 2. Enquanto não forem realizados estudos geológicos e levantamentos geodésicos dos fundos marinhos pa a determinação das áreas e a atribuição de direitos é feita mediante estudos individualizados a realizar depois de aprovados e demarcados pe autoridades competentes. a preservação do ambiente. O regime de investimento e de atribuição de direitos mineiros para a prospecção. A r t i g o 2 8 (Sobreposição de Áreas e de Actividade 1. quando esta exista. A r t i g o 2 6 (Estudo de Viabilidade) Quando se trate de exploração mineira em fundos marinhos. é. sobre Protecção e Preservação do Meio M 3. A criação de normas específicas para atribuição e exercício de direitos mineiros de prospecção. 3. As empresas concessionárias nacionais de direitos mineiros sobre minerais estratégicos são criada competindolhes exercer directamente os direitos mineiros do mineral respectivo. As regras aplicáveis à atribuição e exercício de direitos mineiros de prospecção. S u b S e c ç ã o I I Mineração em Fundos Marinhos A r t i g o 2 4 (Regime Legal) 1. designadamente XII.

mediante protocolos de cooperação com o Cadastro Mineiro. atra públicos de cadastro geológico e mineiro. no âmbito dos seus programas contratuais ou dos respectivos títulos d 4. As entidades autorizadas a realizar estudos geológicos são obrigadas a prestar ao Cadastro Mine regulares sobre o trabalho realizado e a fazer entrega de toda a informação geológi 3. 2. os agentes desses ramos de actividade podem reclamar os d de protecção previstos no presente código para as com 3. petrográficos. estratigráficos. local e junto das concessioná 2. podendose. S e c ç ã o I Cadastro Mineiro. 3. A r t i g o 3 1 (Propriedade da Informação Geológicomineira) 1. sendo obrigatório garantir o nível de confidencial idade das mesmas. nos termos gerais da arrecadação de rece A r t i g o 3 3 (Informação Geológica e Confidencialidade) O acesso geral à informação geológica prestada pelas entidades referidas neste artigo está sujeita a termos da lei. remetendo osteriormente àquele órgão as informações e dados obtidos. o Cadastro Mineiro fornecerá aos interessados em realizar estud informação geológica pertinente disponível. e das suas est ruturas d podendo ser autorizadas outras entidades. nos termos definidos no artigo 100º (sobre Pedidos de Informa para Concessão). a exercer tal actividade sob dependência Cadastro Mineiro. bem como de geofísi fora do âmbito de um título mineiro. 2. O Cadastro Mineiro organizase segundo os níveis nacional. públicas ou privadas. quando não se possuir capaci financeira própria. As entidades concessionárias de direitos mineiros para a pesquisa e prospecção de recursos minerais estudos geológicos. são obrigadas a comunicar mesmos ao ministério da tutela. paleontológicos. funcionando como extensões especializadas do cadastro mineiro nacional. A r t i g o 3 2 (Acesso à Informação Geológica) 1. As negociações entre os agentes da actividade turística ou piscatória e a empresa mineira podem ser fe a um corpo de arbitragem. 2.a preferência por um ou por outro é feita tendo em conta os interesses públicos relativos às explorações termos definidos neste código. O ministério da tutela pode autorizar que sejam criadas estruturas cadastrais nas direcções provinc tutela. recorrer a contratos com empresas idóneas especializadas. Registos e Publicações A r t i g o 3 4 (Cadastro Mineiro) Cadastro mineiro é o conjunto de actos de registo e gestão do processo de licenciamento de actividade . nos termos previstos neste código para as comunidades locais. O Cadastro Mineiro a nível nacional funciona subordinado ao ministério da tutela responsável pelo l actividade mineira. As instituições de ensino e de investigação científica podem realizar estudos geológicos. A investigação geológicomineira e a produção de informação geológica competem ao Governo. escavações e perfurações. C A P Í T U L O I INFORMAÇÃO GEOLÓGICA E CADASTRO MINEIR S e c ç ã o Investigação e Informação GeológicoMineira A r t i g o 2 9 (Entidades Competentes) 1. cristalográficos. Sempre que devidamente requerido. independentemente do seu objecto. abreviadamente Cadast ro Mineiro. As entidades que executarem trabalhos de sondagem. que funcionarão subordinadas e em coordenação com o cadastro 4. A informação a que se refere o número anterior será fornecida mediante o pagamento dos emolumen cubram os serviços prestados e o custo dos trabalhos realizados. nacionais ou estrangeir acordos de cooperação internacional; b) Guarda e controlo da informação geológica n c) Compilação. geofísicos que forem necessários para a cartografia geológica do território nacional e a sua caracterizaçã 3. A r t i g o 3 0 (Organização e Subordinação do Cadastro Mine 1. No domínio da investigação geológicomineira constituem competências do Governo a a) Execução da cartografia geológica do território nacional. publicação e divulgação da informação geológicomineira d) Realização de estudos geológicos. A informação geológicomineira sobre os recursos minerais existentes no território nacional é proprie ficando a entidade terceira que for contratada para realizar os estudos respectivos interdita de dispor diferentes daqueles para os quais for autor 2. conforme seja classifica responsabilidade penal e civil nos termos da lei. Quando o pedido de concessão para a actividade mineira em fundos marinhos recair sobre uma área usada para actividade turística ou de pesca. As concessionár ias nacionais possuem est ruturas cadast rais vocacionadas para o tipo de mineral so exclusiva.

A r t i g o 4 0 (Sobreposição de Áreas Registadas) 1. 4. A r t i g o 3 6 (Troca de Informação entre Instituições) 1. São publicados na III Série do Diário da República todas as decisões sobre actos que resultem d aprovação do ministério da tutela. nas águas territoriais. A sobreposição é de boa fé quando ocorre sem intenção de prejudicar e tenha ocorrido observando legais. na plataforma ontinental. a competência para decidir é Ministros. da seguinte informaç a) Áreas vedadas à actividade mineir b) Áreas requeridas para o exercício de direito mineiros e nome dos seus c) Áreas outorgadas e dados sobre o título de outorga d) Áreas livres; e) Áreas declaradas legalmente reserva púb f) Áreas para exploração mineira artesan g) Outras áreas que exijam autorização especial; A r t i g o 3 8 (Acesso à Informação Registada) É permitido o acesso do público interessado à informação registada no cadastro mineiro. na exclusiva e nas demais áreas do domínio territorial ou marítimo sob jurisdição da República de Angola. 2. sem prejuízo das competentes sanções di elas houver lugar. ou num dos jornais de maior circulação no país. A r t i g o 3 7 (Armazenamento de Informação) O cadastro mineiro deve organizar e dispor. e de má fé ou com dolo quando é feita com intenção de prejudicar e conseguida com uso de 3. as decisões em que se onsubstanciam os respectivos actos devem 2. 2. Havendo sobreposição de áreas mineiras registadas ocorridas de boa fé. A r t i g o 3 5 (Registo Mineiro ) 1. com base em informação electrónica. Tendo em vista dar a conhecer publicamente os resultados dos processos de atribuição. O modo como a informação é trocada e a periodicidade é objecto de um protocolo estabelecido entr competentes. A decisão sobre disputas resultantes de sobreposição de áreas mineiras registadas assenta no critério das concessões. cabendo a iniciativa judicial à parte que se se depois de obtidos os indícios ou a prova da má fé ou do dolo. Havendo sobreposição de áreas mineiras registadas de má fé ou com dolo. A r t i g o 4 2 (Propriedade dos Produtos da Mineração) Os minerais e os produtos da mineração explorados e extraídos de acordo com as regras deste código . Os processos de atribuição. entre outra. gráfica ou textual. nos outros caso 4. São publicadas na I Série do Diário da República todas as decisões sobre actos que resultem da interven do Conselho de Ministros. originária do Estado e fazem parte do seu domínio público. competindo ao ó pelo cadastro definir as normas respectivas de requisição. conforme o que se mostrar mais apropriado para a sua eficaz publicidade. Compete ao Governo aprovar as normas de funcionamento do registo mineiro e os respectivos trâmites. prevalecendo os direitos atribuídos em primeiro 5. no subsolo. devendo aqueles reciprocamente forne relevantes sobre o uso e aproveitamento da terra para fundiários e agrícolas ao Cadastro Minei 2. 3. As restantes decisões sobre actos que careçam de publicação exigida pelo presente código ou pela le serão publicados na III Série do Diário da República. ou em nos locais apropriados. O Cadastro Mineiro presta regularmente informação relativa às áreas mineiras outorgadas aos órg responsáveis pelo registo e cadastro fundiário e agrícola. A r t i g o 3 9 (Publicidade dos Actos de Registo) 1.nacional. CA P Í T ULO I I DOS DIREITOS MINEIROS S e c ç ã o Disposições Gerais A r t i g o 4 1 (Propriedade dos Recursos Minerais) Os recursos minerais existentes no solo. quando se trate de minerais estratégicos ou de investimentos de valor da alçada deste órgão d ministro da tutela. autorização e acesso. modificação. digital. transmissão e de extinção de direitos mineiros são regista Mineiro. t extinção de direitos mineiros. modificação. total ou requerente diferentes. Há sobreposição de áreas mineiras registadas quando uma mesma área geográfica é concedida. é competente para dir tribunal da comarca onde se situam as áreas sobrepostas.

Os documentos a que se refere o artigo 682º do Código Civil são substituídos pela entrega ao credo públicaforma do título e do contrato de concessão de direitos mineiros 3. adstrito ao cumprimento de todas as obrigações legais e 4. do mesmo modo. os direitos mineiros executados serão adjudica preço. os mesmos poderão se concorrente que. fora das áreas já conc recursos minerais que o órgão competente da tutela comprove terem interesse económico. reunindo os requisitos legais e regulamentares exigidos. Quando das operações mineiras ocorrer a descoberta de outros minerais não incluídos no respectivo títu poderá o concessionário requerer que os direitos mineiros sobre os mesmos lhe sejam atribuídos. nos termos da 2. devendo ser tratados juridicamente como distintos de outros direitos. terá direi pecuniário. A descoberta de minerais que concorram com os minerais titulados deve ser notificada ao órgão concessionária nacional. A r t i g o 4 5 (Descoberta Casual de Minerais) Qualquer cidadão. A r t i g o 4 4 (Regime Jurídico dos Minerais Acessórios) Os minerais acessórios. nos termos deste 3. Excluemse do regime estabelecido no número anterior os direitos mineiros para o desenvolvimen mineira artesanal. nem por novo. Os direitos mineiros só podem ser dados em penhor para efeito de garantia dos créditos contraídos pe para financiar as actividades geológicomineiras objecto do título de 2. Os direitos mineiros são transmissíveis em vida ou por morte do seu titular. cessa a titularidade dos direitos mineiros 2. os bens do concessionário afec mineira exercida ao abrigo daquela concessão serão executados para pagamento das dívidas a ela re preferência para os credores pignoratícios. podendo adjudicados a outras entidades. os minerais encontrados se concessionária nacional ou. na falta dessa entidade. A r t i g o 4 7 (Transmissibilidade dos Direitos Mineiros) 1. S e c ç ã o I Natureza Jurídica dos Direitos Mineiros A r t i g o 4 6 (Autonomia Jurídica dos Direitos Mineiros) Os direitos mineiros são autónomos. a venda do a esta o disposto nos artigos___º e____º da presente código. que. 3. Pela falência ou dissolução a sociedade titular dos direitos mineiros perde a sua titularidade. A r t i g o 4 3 (Concurso de outros Minerais) 1. em igualdade de 2. sendo reconhecido ao conce descobriu o direito a um prémio correspondente a 50% do valor dos minerais. a posse nem o exercício dos direitos mineir ficando.complementar são propriedade do titular a quem tenham sido atribuídos os respectivos direitos mineiro lei. apresentar a proposta de preço A r t i g o 4 9 (Penhor e Hipoteca) 1. podem ser dados em garan são susceptíveis de penhora. em concurso organizado pelo órgão da tutela. sem a prévia autorização expressa do credor pig 5. nos term gozando do direito de preferência face a outros pretendentes. como tal definidos neste código. A r t i g o 5 1 (Proibição de Arresto) Não é permitido o arresto de direitos mineiros. . Os direitos mineiros oferecidos em penhor não podem ser transmitidos pelo respectivo titular. pela constituição do penhor. ao órgão de tutela. Perdida a titularidades dos direitos mineiros nos termos do número anterior. nos termos deste código. Sem prejuízo para os direitos dos credores preferenciais. dos direitos de propriedade do solo onde os mesmos são explorados e dos bens sobre ele existentes. com a consequente concessão dos direitos penhora do presente código. A r t i g o 5 0 (Efeitos da Penhora) 1. a definir pontualmente pelo órgão de tutela. são cobertos pelos títulos atribuídos para o m excepto quando se tratar de minerais estratégicos ou em regime especial. A r t i g o 4 8 (Falência e Dissolução de Titulares de Direitos M 1. por simples inspecção do terreno. A falência e a dissolução de sociedades comerciais ou outras entidades empresariais titulares de direi reguladas pelo Código das Sociedades Comerc 2. nacional ou estrangeiro. Caso se trate de minerais estratégicos ou sujeitos a regime especial. Em caso de penhora. num prazo não superior a 30 dias após a sua 3. Havendo a cessação da titularidade dos direitos mineiros por penhora. casos em que serão aplic definidos neste código e na legislação specífica. Vencida e não paga a dívida e requerida pelo credor pignoratício. O concessionário não perde.

a pedido do concessionário e por razões de natureza técnica e económ justificadas pelo requerente. bem como os fundamentos de facto e as provas da existência dos mesmos. prospecção. O órgão de tutela aprecia os argumentos de defesa e decide no prazo de 60 dias. com legalmente; b) Quando tiverem sido descobertos recursos minerais estratégicos ou sujeitos a regime especial. nos termos do Artigo 213º (sobre Não Cumpri Administrativas). A concessão poderá ser resgatada por razões de utilidade pública. antes de ordenar a suspensão. Em casos de risco grave para a vida e a saúde das populações e dos trabalhadores. serão consideradas como in contrato de concessão e susceptíveis de penalidades nos termos da lei. A falta de decisão neste prazo significa indeferimento da resp argumentos. por período superior a f) Condenação pelo crime de desobediência qualificada. no prazo de até 8 4. cu . notificar os interessados para que possam solu de risco no prazo de 30 di 3. A rescisão por iniciativa do Estado é precedida de uma notificação do concessionário. sanção prevista no presente código ou na legislação comp 2. ou para a segur obrigação de suspender impende sobre o concessionário. por factos resultantes de incumprimento de acto código mandados executar pela autoridade competente. g) Reconhecimento. para a segurança das minas. O órgão de tutela pode ordenar a suspensão das operações mineiras em caso de risco grave para a vid das populações. que não forem determinados por razões de força maior ou quaisquer outras razões atendívei diploma de concessão. que deverá informar ao órgão de tutela as medid ultrapassar a situação. A r t i g o 5 4 (Caducidade) Os direitos mineiros caducam nos seguintes a) Pelo decurso do prazo devigência do título de c b) Por se terem concluído antes do prazo as operações mineiras ou esgotados os recursos minerais objec devidamente comprovado pelo órgão de tut c) Por falência do titular dos direitos mi d) Por dissolução da sociedade concessionária. A suspensão das operações mineiras ou a redução dessas actividades abaixo do nível estabelecid trabalho.como tal específica e expressamente a ela b) Inviabilidade técnicoeconómica superveniente do pro c) Incumprimento das obrigações legais ou as resultantes do contrato ou do título d d) Suspensão ou redução das operações mineiras. da presente código ou da legislação complementar. a fauna. Artigo 56º (Resgate) 1. O incumprimento pelos concessionários das obrigações legais ou resultantes do contrato ou do títul punível com qualquer das sanções administrativas previstas na presente código e na legislação complem ser invocada como fundamento de rescisão em caso de 3. autorizar a suspensão ou redução das operações mineiras por um determin não comprometa a revitalização das operaçõ 5. a salubridade dos locais de trabalho. A r t i g o 5 3 (Causas de Extinção de Direitos Mineiro Os direitos mineiros extinguemse por qualquer das seguintes a) Caducidade; b) Rescisão do contrato ou revogação do título de c c) Resgate; d) Acordo entre as partes contratuais. mediante justa indemnização ao con seguintes casos: a) Quando a concessão passar a fazer parte de urna área de utilidade pública. cabendo recurso d termos gerais do direito administrativo. arbitrandose um pr partir da data da notificação para responder e exercer o direito de 4. Constituem fundamento de rescisão do contrato de concessão ou de revogação do título de concessã a) Factos que. pesquisa e avaliação ou exploração de recursos minerais não incluídos título de concessão; h) Impossibilidade absoluta das prestações contratuais e outras 2. indicando os m rescisão. 5.S e c ç ã o I I Suspensão e Extinção de Direitos Mineiros A r t i g o 5 2 (Suspensão das Operações Mineiras) 1. fora das condições estabelecidas neste código. O órgão de tutela deve. ou no contratos; e) Suspensão das operações mineiras por motivo de força maior. A r t i g o 5 5 (Rescisão) 1. O órgão de tutela pode. A rescisão por parte do concessionário de direitos mineiros é feita nos termos prescritos no n. sendo competente para dirimir eventuais conflitos o foro judicial da comarca s tutela. pelo contrato ou pelo título .º 3 dest necessárias adaptações. o ambiente.

for efectuado algum pagamento devido por obrigação contratual 6. por proposta do órgão de A r t i g o 5 7 (Extinção por Acordo entre as Parte Quando a extinção dos direitos mineiros resultar de acordo entre as partes. ser exigido aos requerentes o adiantamento de preparos. sempre q mesma. dos materiais e dos utensí 2. o concessionário que vir o seu direito resgatado nos termos da alíne presente artigo terá a possibilidade de participar na nova 4. Os serviços prestados a entidades terceiras pelas instituições públicas na realização dos actos e proced e burocráticos previstos no presente código e na legislação complementar estão sujeitos a emolum 2. a seu pedido. Emprego e Segurança Social e da Saúde. Sempre que possível. 3. 3. Artigo 62º (Caução) 1. deverão constar de um regulamento próprio a aprovar pel tutela da Geologia e Minas. os termos do respectivo reduzido a escrito e assinando pelas entidades com a qualidade das que intervieram na assinatura concessão extinto. no valor primitivo e no prazo de 30 dias. revertem a favor do construções levantadas e outras benfeitorias realizadas pelos concessionários nos terrenos abrangidos pel ela afectos. Compete aos ministros das finanças e da tutela aprovar o valor das taxas e dos emolumentos a que se anterior. emolumentos e de outras despesas pode. nos termos a determin tutela. bem como para uma correcta utilização das máquinas. O resgate da concessão é da competência exclusiva do Conselho de Ministros. A caução será prestada por garantia bancária. assim como ao lucro médio estimado para os 10 an exploração. É obrigatório participar ao ministérios da tutela e da Administração Pública. As despesas decorrentes da publicação dos actos são custeadas pelos 4. pesquisa e avaliação será de até 2% (dois po do investimento e na fase de exploração este valor será de até 4% (quatro . A caução deverá ser reposta pelo concessionário. O titular de direitos mineiros deve promover as acções de formação necessárias em matéria de h segurança no trabalho. No resgate de concessão para prospecção. para calcular a indemnização devida deverá atenders factores: a) Valores dos investimentos realizados; b) No resgate de concessão para exploração. a assunção pelo Estad concessionário resultantes das actividades geológicas e mineiras e a subrogação nos respect 3. prospecção. sem prejuíz presente diploma e na demais legislação aplicável. O resgate implica a substituição do concessionário pelo Estado. O depósito da caução é feito a favor do Estado e a gestão da caução será nos termos que o Ministé definir. a saúde e a segurança no trabalho. bem como a preve profissionais e acidentes nos locais de trabalho. extinta a concessão. com transmissão para este da posse e d todos os bens. incluindo os imóveis adquiridos para o exercício de direitos mineiros. definidose as condições da extinção. O valor da caução na fase de reconhecimento. O disposto no número anterior não exclui que nos termos legais seja estabelecida uma caução para danos ambientais. da Administração Pública. 5. Aos titulares de direitos mineiros de prospecção ou exploração de recursos minerais à escala industri prestação de uma caução para garantia do cumprimento das obrigações 2. A r t i g o 5 8 (Destino das Benfeitorias) Salvo se de outro modo for convencionado entre as partes. ou qualquer outra forma de garantia adm 5. o valor do investimento realizado na fase de prospecção recuperado; c) Valor dos bens referidos no número anterior. A r t i g o 6 0 (Formação e Informação) 1. Emprego e Segurança So acidentes de trabalho e as doenças profissionais ocorridos no exercício das actividades geológicas e min relatórios semestrais a entregar no órgão local da administração do emprego e segu S e c ç ã o I Responsabilidades Financeiras A r t i g o 6 1 (Taxas e Emolumentos) 1. Saúde e Segurança no Trabalho A r t i g o 5 9 (Regulamentos) As medidas destinadas a proteger a higiene.revista de maior interesse para a economia n c) Nos demais casos previstos na 2. 4. Para garantia do pagamento de taxas. C A P Í T U L O I RESPONSABILIDADES DOS TITULARES DE DIREITOS MIN S e c ç ã o Higiene.

Antes de abandonar definitivamente a área da concessão. de Lei de Águas. depois de terminados os trabalhos. proceder à estauração recuperação paisagística. resíduos e radiaçõ exploração e nas zonas circundantes; c) Prevenir ou eliminar a contaminação das águas e dos solos. A r t i g o 6 4 (Restauração e Recuperação de Solos) 1. de qualquer outro modo. A r t i g o 6 7 (Cláusulas Obrigatórias) 1. Os titulares de direitos mineiros estão especialmente obrigados a observar o seguin a) Cumprir as obrigações decorrentes do estudo de impacto ambiental e do plano de gestão ambiental. Durante a aprovação de normas complementares à regulação da questão ambiental na act ividade mine tada a adopção de regulamentação que actua como barreiras desnecessárias para o comércio e invest sempre ser tida em conta a relação entre os ricos para ambiente e as vantagens que actividade mineira as comunidades. a estauração dos solos para o destinavam antes de iniciadas as actividades mineiras. A r t i g o 6 5 (Obrigações Ambientais dos Titulares de Direitos Mi 1. Não se aplica à indústria mineira a aprovação tácita da Avaliação do Impacte Ambiental previsto no n. com a elaboração dos respectivos relatórios f) Elaboração de programas de reabilitaç g) Plano de abandono de sítio . ou a sua recuperação para usos alternativos. desde os estádios iniciais da actividade. constituindo o documento de prova condição legal para a assinatura do contrato pelo órgão competente. Sem prejuízo do estabelecimento de normas ambientais específicas à act ividade mineira. das normas sobre avaliação de impacte ambiental; 3. 3. à h) Informar as autoridades sobre qualquer ocorrência que tenha provocado ou seja susceptível de ambientais. Para efeito de desenvolvimento de projectos mineiros a Avaliação do impacto Ambiental. conforme previsto pelo estudo de impacte 3. na medida do possível. designadamente. correntes de água e lagoas.º 51/04. o apro minerais deve ser feito. em observância da Lei de Bases do Ambiente. 2. A r t i g o 6 6 (Avaliação do Impacto Ambiental) 1. Protocolo de Cartagena. a Convenção da iodiversidade. os titulares de direitos mineiros devem solic da tutela a vistoria da respective área das operações mineiras. Os titulares de direitos mineiros devem zelar pela conservação e protecção da natureza e do ambien respectivas normas legais e regulamentares 2.7. os titulares dos direitos mineiros devem observar a preservação do ambiente na actividade mineira. prejudicar o abastecimento normal de água à e) Executar as operações mineiras de forma a assegurar a estabilidade f) Reduzir o impacto do ruído e das vibrações a níveis aceitáveis determinados pelas autoridades comp usar explosivos na proximidade das povoaçõ g) Não lançar ao mar. inclu acções preliminares como desvio de ri b) Ter em consideração o impacte social dos p c) Elaboração de um plano de gestão amb d) Criação de um programa de acompanhamento am e) Prever a realização auditorias ambientais. resíduos contaminantes nocivos à saúde humana. utilizando os meios adequado d) Não reduzir. não pode deix os seguintes aspectos: a) Avaliação dos efeitos do projecto sobre o ambiente. As cauções deverão ser entregues antes da assinatura do contrato. de 23 de Julho. A aprovação da Avaliação do Impacto Ambiental (AIA) feita pelo operador mineiro é condição pr aprovações necessária à obtenção dos direitos mi 2. a qual se fará nos termos do plano de abandono das operações mineiras aprovado pelo órgão de tutela nos termos deste código. n estabelecidos; b) Tomar as medidas necessárias para reduzir a formação e propagação de poeiras.º do Decreto n. Sem prejuízo do disposto no presente Código. designadamente. sem o qual a assinatura se consid S e c ç ã o I I Preservação do Ambiente A r t i g o 6 3 (Legislação Aplicável) 1. bem como as Estratégias e Programas Sectoriais Nacionais e Regionai Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. São ainda aplicáveis actividade mineira os instrumentos internacionais em matéria de ambiente subscritos por Angola. Agend Internacional sobre os Resíduos. da Lei dos Recu Aquáticos. Os titulares de direitos mineiros devem. As actividades geológicas e mineiras devem processarse de acordo com as normas técnicas e reg racionalidade mineira. ambiente. nem. por forma a permitir. a ser aprovado conjuntamente pelo Ministro do Ambien 2.

Sendo os terrenos pertença de particulares ou do domínio privado do Estado ou de pessoas colectivas d os titulares de direitos mineiros só poderão utilizálos ou aproveitálos com o consentimento dos respec possuidores e nos termos autor izados ou convencionados entre 3. Em função dos resultados das auditoria. Artigo 72º ( Regras sobre o Ordenamento Urbano e Ter 1. referido no nº 2 deste artigo. A r t i g o 6 8 (AutoRegulação e Responsabilidade dos Operadores) 1. Os operadores da indústria mineira podem adoptar mecanismos de au como códigos de conduta e regras internas das empresas em matéria ambiental. mas confere aos titula mineiros respectivos. formação e qualificações em matéria de gestão ambiental nas opera 3. contra o pagamento das taxas de superfície 2. A r t i g o 7 1 (Protecção dos Recursos Hídricos) 1. pode ser revisto. em colaboração com os organismos competentes do Estado. Os operadores Devem ainda criar condições para que os trabalhadores. Devem ser feitas análises regulares da água em diversos pontos dos rios da concessão.h) Encargos financeiros ambientais; i) Garantia financeira dos encargos ambient j) Planos de uso de águas; k) Planos de gestão de resíduos l) Controlo de substâncias perigosas. Cabe às empresas. ma possam ser aproveitadas para assentamentos populacionais. rec responsabilidade na gestão ambiental e assegurar que são disponibilizados recursos. sempre que tais terrenos pertençam ao domínio público do Estado e não estejam determinados. 2. que prevejam m favoráveis à preservação do ambiente do que as regras sobre a matéria em vigor na República de Angola não contrariem as regras sobre a matéria existentes neste código e noutra 4. estradas e dos terrenos para o cultivo em comunidades. procurando reduzir ao m negativo das infraestruturas da actividade mineira na p Secção IV Responsabilidades sobre o Uso e Aproveitamento do Solo A r t i g o 7 3 (Utilização dos Solos) 1. com a recuperação cobertura vegetal e aproveitamento das infraestruturas. Só depois de suprido o consentimento referido no número anterior o titular dos direitos mineiros e proceder aos trabalhos de investigação geológicomineira que impliquem a utilização d 4. As comunidades devem participar nos processos de tomada de decisões que a Avaliação do Impacte poderem vir a afectar o ambiente da zona em que habitam. Devem ser aproveitadas e adaptadas as vias de acesso que não sejam necessárias para o Projecto. Devem ser criados circuitos de reciclagem de água permitindo o reaproveitamento da mesma nas produção. fixadas nos termos do número 1 do a 5. As dimensões e ordenamento dos estaleiros devem ser criteriosamente fixadas. mediante compensação a negociar entre órgão do Estado responsável pelas obras púb 3. Na fase de exploração. As zonas onde a prospecção não tiver resultados positivos. 3. A concessão de direitos mineiros não implica a transferência da propriedade sobre as áreas atribuídas p geológicomineira ou sobre os terrenos onde se localizam as jazidas minerais. os habitantes da área da concessão e outr devendo realizarse ao longo da execução do projecto. A r t i g o 7 0 (Protecção da Flora e da Fauna Sempre que seja desenvolvida actividade mineira numa área de comprovado potencial vegetal ou an realizados estudos e criada uma base de dados sobre a biodiversidade local. o sistema de gestão ambiental. evitando deste modo a poluição e/ou assoreamento dos rios e lagoas de forma a garantir a qua 2. para correc que não assegurem a implementação da política ambiental da empresa. Para além do acordo expresso. o direito de os utilizar e aproveitar nos termos e para os fins constantes das alíneas c) e) f) 93º (sobre direitos dos Titulares). considerase suprido o onsentimento o d anual e da caução provisória. não chegando o concessionário a acordo com os donos ou possuidores dos t . A r t i g o 6 9 (Participação das Comunidades na Preservação do Am 1. de modo a perm qualidade da mesma. 2. devendo ser informadas das medidas que o ti mineiros pretende tomar para evitar ou mitigar eventuais prejuízos decorrentes da exploração 2. contando com a parceri especializadas. reforçar as infraestru sistemas de informação. a todos os níveis. A consulta da comunidade inclui as autoridades locais. pessoal e formação implementar os planos ambientais. devem ser encerradas. Os operadores mineiros devem criar as bacias de decantação para sedimentos retirados durante a fas do minério.

Antes de abandonar definitivamente a área da concessão. Na fixação da renda referida no número anterior deverá terse em consideração o rendimento líquido e cuja utilização possa vir a ser perturbada. ou por diploma específico mediante proposta do Ministério do Interior e tutela. ou a sua recuperação para usos alternativos. execução e m uso de explosivos. Artigo 74º (Servidões) 1. armaz de substâncias explosivas para uso na actividade mineira são regulados pelas leis e regulamentos actualm aplicadas pela Polícia Nacional. ab as servidões de passagem. 5. referido no número 1 deste artigo. O valor da caução a ser fixado deve ter em conta a renda estabelecida nos termos do número anterior. poderá. ou deixada de ser utilizada. Em cada mina deverão ser adoptadas técnicas e medidas de segurança no planeamento. depois de terminados os trabalhos. As servidões. proceder à restauração recuperação paisagística. 3. e a serem indemnizados pelos prejuízos que lhes causarem. concluídos os trabalhos. com efeito meramente devolutivo. cessam com a extinção dos direitos mineiros dos quais foram constituídas. que as substitua. Os titulares de direitos mineiros devem. de acordo com o seu prudente arbítrio Despacho Conjunto. poços e trincheiras. transporte. por forma a permitir. as operações não poderão iniciarse sem o concessionário os adquirir expropriação por utilidade pública. A r t i g o 7 7 (Deveres e Direitos dos Possuidores de S Os possuidores ou proprietários de solos têm direito a uma renda pelo tempo que durarem as actividades de prospecção. A r t i g o 7 6 (Restauração e Recuperação de Solos) 1. os titulares de direitos mineiros devem solic da tutela a vistoria da respective área das operações mineiras. que devem constar do Plano de Exploração da Mina.dentro da área demarcada. devem os titulares dos direitos de prospecção trata entulhos e tapar as sanjas. conforme previsto pelo estudo de impacte 3. A r t i g o 8 0 (Explosivos Permitidos na Actividade Mineira . o qual deverá ser aprovado pelo Conselho de Ministro A aquisição. ou prejudicada para a actividade a afecta. a qual se fará nos termos do plano de abandono das operações mineiras aprovado pelo órgão de tutela nos termos deste código. Da decisão do territorialmente competente cabe recurso. 2. a restauração dos solos para o destinavam antes de iniciadas as actividades mineiras. As servidões serão constituídas nos termos da lei geral. mas deverão ter na devida interesse relativo da produção mineira para a economia nacional. nos termos da lei. procurando devolver aos terrenos à sua antiga 2. sem prejuízo da possibilidade de o ministério da sua constituição precária. à fixação provisória da renda anual. na medida do possível. ambiente. 2. S e c ç ã o V Responsabilidades Quanto ao Uso de Explosivos A r t i g o 7 9 (Regime aplicável) 1. 3. correspondente à respectiva utilização durante as operações de prospecção e/ou de expl caução que garanta o pagamento dos prejuízos que aquelas operações possam vir 2. 2. constituídas nos termos da presente código. As actividades geológicas e mineiras devem processarse de acordo com as normas técnicas e reg racionalidade mineira. As operações de extracção dos recursos minerais e de tratamento dos minerais extraídos devem efectu não comprometer a reintegração paisagíst ica. abstendose de criar entraves injustificad de investigação geológicomineira. Se o titular dos direitos sobre o terreno não concordar com os valores fixados. É concedida aos titulares de direitos mineiros a faculdade de obterem servidões para seu benefício. como também as demais previstas na lei que se considerem necessárias respectiva actividade mineira. no prazo de 15 data de notificação do despacho conjunto dos ministros. po direitos mineiros de prospecção e/ou de exploração requerer aos ministros que tutelam a actividad actividades exercidas pelo dono ou possuidor da terra que. que decidirá de harmonia com os preceitos do Artigo 1425º do Código do Pro as adaptações necessárias à natureza do pedido. reco territorialmente competente. Na falta de acordo com os donos ou possuidores dos terrenos a que se refere o artigo anterior. raest ruturas que previsivelmente venham a ser danificadas ou 4. As operações de prospecção devem ser executadas por forma a perturbar o menos possível o uso norma seus donos ou possuidores e. a recuperação dos solos e o seu futuro aproveitamento. A r t i g o 7 5 (Protecção dos Solos e da Paisagem 1. A r t i g o 7 8 (Fixação de Renda Anual e de Caução por Ocupação de 1.

O emprego de produtos explosivos na actividade mineira só pode ser efectuado por operador de expl com a Cédula de Operador de Explosivos. o pessoal de fogo deve tom medidas de protecção mínimas: a) Usar capacete e vestuário apropriados. pela empresa concessionária respectiva. Transporte e uso de Produtos Explo A aquisição. Durante o manuseamento das substâncias explosivas e acessórios de fogo. mediante autorização prévia do Comando Geral da Polícia Nacional. Para efeito do presente código. é obrigatória a execução.O operador de explosivos deverá satisfazer as seguintes c a) Ser angolano com mais de 18 b) Não ter antecedentes criminais; c) Oferecer boas garantias de ordem pública e mo d) Possuir como habilitação mínima o terceiro e) Ser para este fim designado pelo director técnico da 2. A Cédula de Operador de Explosivos pode ser retirada pela entidade emitente quando o operado incompetência evidente ou desrespeite as regras estabelecidas sobre o uso de explosivos na actividade mi A r t i g o 8 3 (Requisitos do Operador de Explosivos) . integram a categoria de a) Os paioneiros; b) Os encarregados e subencarregados de escav c) Os capatazes; d) Os picadores e carregadores de fogo e seus a e) Os electricistas das linhas de tiro e seus a 2. A r t i g o 8 7 (Armazenamento) Os explosivos e os detonadores são obrigatoriamente armazenados separadamente em paióis e paiolins. Neste caso. transporte e uso de produtos explosivos. que não dificultem os movimentos no acendimento do rastilho e abrigos; b) Não usar calçado com cordas ou com biqueiras c) Dispor de sacola de couro ou de lona para transporte de 2. num prazo que não exceda 5 anos. de um programa operadores de fogo angolanos que substituam o operador estrangeiro. Nenhuma explosão poderá ser provocada sem que o operador de explosivos verifique que todos os trab convenientemente protegidos. A r t i g o 8 8 (Classificação e Licenciamento dos Paióis e Pa 1. 3. A r t i g o 8 5 (Segurança do Pessoal de Fogo) 1. A r t i g o 8 4 (Pessoal de Fogo) 1. duração. Cada picador ou carregador de fogo não pode ser auxiliado por mais de u 3. quando não haja técnicos nacionais com habilitação para o efeito. Os capacetes do pessoal de fogo. Em caso de grandes frentes de trabalho. bem como as caixas ou bolsas para transporte de explosivos ou ac devem ser listados com tinta fluorescente vermelha. que os acessos estão devidamente vigiados e que não haja o risco de pesso atingidos. a qual deverá estar sempre actualizada. pólvoras e artifícios de iniciação deve ser f devidamente habilitado e carece de autorização do Comando Geral da Policia Nacional. Em cada mina onde seja necessário o uso de explosivos deve ser elaborado previamente o respectivo p acordo com as regras e princípios específicos sobre a 2. A construção dos paióis e paiolins obedece aos critérios de construção. O plano de fogo referido no número anterior deste artigo deve ser previamente submetido à aprovaç Geral da Polícia Nacional. o Comando Geral da Polícia Nacional p maior número de picadores e ajudantes. sob pare da tutela. o pessoal de fog nacionalidade estrangeira. A r t i g o 8 1 (Aquisição. havendo em cada frente e em 4 picadores e 4 ajudantes. capaz de proporcionar boa visibilidade de dia e de noi A r t i g o 8 6 (Condições de Disparo) 1. Aos fiscais oficiais determinados pelo Comando Geral da Polícia Nacional é fornecida a relação nominal se refere o número um deste artigo. emitida pelo Comando Geral da Políc 3. podendo apres ou encartuchadas. A r t i g o 8 2 (Operador de Explosivos) 1.As substâncias explosivas permitidas na actividade mineira são as pólvoras e os explosivos. r licenciados e fiscalizados pelo órgão competente da Policia Nacional. instalação e lotaçã . Todas as operações de manuseamento de substâncias explosivas e acessórios de fogo na indústr executadas exclusivamente pelo operador de explosivos que cumpra os requisitos estabelecidos 2. Excepcionalmente.

A r t i g o 9 2 (Garantias Jurídicas) Os direitos mineiros legalmente titulados são protegidos nos termos deste código e demais legislação. a não ser das que resultem expressamente das normas dest legislação complementar; d) Os títulos para a exploração dos recursos minerais são atribuídos em regime de exclusividade. A r t i g o 8 9 (Condições de Armazenamento) Todas as estruturas utilizadas para o armazenamento de substâncias explosivas devem obedecer aos seg mínimos obrigatórios: a) Ser uma construção em betão e/ou alvenaria. nacionais ou es capacidade jurídica e comprovada aptidão para mobilizar meios técnicos e financeiros adequados actividade mineira a que se proponham. podendo nos termos deste código; e) Os órgãos do Estado prestam aos titulares dos direitos mineiros. sen as seguintes garantias jurídicas: a) Os pedidos de aceso aos direitos mineiros são registados e decididos de acordo com a ordem de ent prazos legalmente estabelecidos; b) Aos pedidos de concessão de direitos mineiros é prestada a devida c) Aos titulares de direitos de prospecção é garantido o direito à exploração dos recursos minerais reve prospecção. Os títulos mineiros são numerados. com condições adequadas de segurança e resistência explosivos a armazenar; b) As portas devem possuir sistema de fecho com condições técnicas que garantam a seguranças d impeçam o acesso às substâncias explosivas de pessoal não c) Possuir um sistema eficaz de protecção contra descargas atmosféricas por meio d d) Estar protegido com maciços de terra ou traveses de altura igual à do burel da cobert e) Não possuir rede eléctrica de iluminação no interior L I VRO I I DO EXERCÍCIO DE DIREITOS MINEIROS C A P I T U L O TITULARIDADE DE DIREITOS MINEIROS A r t i g o 9 0 (Títulos de Direitos Mineiros) 1. data da assinatura e autenticação da assinatura. devendo conter os seguintes dados. avaliação o . A r t i g o 9 1 (Capacidade para o Exercício de Direitos Min Só é permitido o exercício de actividade mineira a pessoas singulares ou colectivas. pesquisa e avaliação de recur b) Título de Exploração. datados e referenciados com a indicação codificada do processo de respectivo. pesquisa. e depois do pagamento taxas e emolumentos a que houver lu 3. para o reconhecimento. para a exploração de recursos c) Alvará Mineiro.Comando Geral da Polícia Nacional. prospecção. prospecção. nos termos deste código e da resta apoio necessário para a realização das actividades mineiras e o respeito pelos direitos a e f) Aos titulares de direitos mineiros é garantido o direito de dispor e comercializar livremente o produt observadas as regras e procedimentos estabelecidos neste código e em legislação complementar sobre a m A r t i g o 9 3 (Direitos dos Titulares) 1. observadas as regras para a sua constru número anterior. sem quaisquer restrições. na forma prevista neste código. de acordo com o regulamento sobre o uso de explosivos na ac aprovado por esta instituição. 2. O licenciamento para a construção de paióis e paiolins é emitido pelos órgãos competentes da Policia Na requerimento do concessionário de direitos mineiros respectivo. Os titulares de direitos mineiros concedidos para o reconhecimento. Os direitos mineiros são conferidos pela emissão de um dos seguint a) Título de Prospecção. entre a) Identificação do titular; b) Autoridade que autorizou a concessão do c) O número do Diário da República que publicou a Decisão que aprovou a concessão do dire d) Identificação do mineral a que se refere o título e) Área das operações mineiras e sua localização ge f) Duração do direito de concessão e data de e g) As condições de prorrogação do período de validade do h) Espaços para a inscrição de averbamentos resultantes de eventuais transmissão de direitos ou outra legais; i) Assinatura da autoridade emissora do título. para a prospecção ou exploração de recursos minerais aplicáveis na co d) Senha Mineira. Os títulos mineiros são emitidos pelo ministro da tutela após concluídos e aprovados os respecti obtenção das concessões de direitos mineiros. para a exploração artes 2.

e na medida necessária para operações mineiras. ou determinada por razões de força mai l) Garantir e promover o cumprimento das normas de segurança e higiene n m) Cumprir as imposições do estudo de impacto a n) Desenvolver acções de protecção à natureza e ao ambiente. nas condições legais e regulamentares pertinentes. fornece ao exercício anual. em conformidade com a regulament internacional aplicável na República de Ang p) Informar imediatamente às entidades competentes sobre todas as ocorrências de acidentes de tra profissionais; q) Comunicar as estatísticas do pessoal. o registo de dados técnicos resultantes das actividades geológico mineiras g) Registar e contabilizar todas as despesas efectuadas. compatíveis com as condições mercado. bem como permitir a visita dos seus agentes à área d i) Libertar progressivamente a área inicial abrangida pela atribuição dos direitos mineiros de prospecçã condições deste código e do respectivo contrato de co j) Cumprir o plano de exploração aprovado pelo órgão de tutela ou pela concessionár ia nacional . económica e financ com as operações mineiras. pesquisa e avaliação no prazo de 180 dias cont aprovação do contrato pelo órgão competente. n exploração ambiciosa dos mesmos; e) Proceder ao registo de todas as actividades de investigação geológicomineira qu f) Comunicar periodicamente ao órgão de tutela e à concessionária nacional. entre outras. as realizações de carácter social e. desde que seja autorizada pelo órgão d . saúde. sociais e r) Informar as incidências da actividade mineira sobre a ocupação do solo e as características s) Reparar os danos provocados a terceiros pelo exercício das actividades geoló independentemente de terem agido sem culpa ou de os danos terem sido causados pelos associados ou su A r t i g o 9 5 (Transmissão de Títulos Mineiros) 1. higiene e salubridade pública. através dos resultados da exploração. prospecção. as seguintes a) Não dar início ao exercício das actividades geológic sem estar munido do competente título; b) Iniciar os trabalhos de reconhecimento. os terrenos demarcados para a implantação mineiras. do contrato de concessão ou de despachos do órgão de tutela A r t i g o 9 4 (Obrigações dos Titulares) Os titulares de direitos mineiros têm. dos edifícios e dos equipament f) Alterar nos termos dos planos e programas de trabalho aprovados. pesquisa e avaliação; k) Ser indemnizado pelos prejuízos que possam decorrer de quaisquer acções limitativas do exercício dos d nos termos da lei. na fase de exploração. incluindo o acesso ao registo de dados de natureza técnica. ou do despacho do h) Extrair. as águas superficiais e subterrâneas nas proximida concessão que não se encontrem aproveitadas ou cobertas por outro título de exploração específica. contendo elementos técnicos. nos termos da c) Utilizar as infraestruturas públicas existentes. nos termos j) Recuperar. de acordo com o estudo de impacto am pelas autoridades competentes; o) Promover a segurança. do contrato de concessão. as despesas de investimento efectuadas na fase de prospecção. entre outros. nos termos estabelecido tutela.recursos minerais gozam. pesquisa e avaliação e do plano de inve h) Permitir o controlo e a fiscalização da sua actividade por parte das competentes autoridades do órgã concessionária nacional. transportar e beneficiar os recursos minerais objecto do contrato. salvo impossibilidade resultante de força maior demonstra ao órgão de tutela ao à concessionária na c) Assegurar o emprego de técnicos e trabalhadores angolanos. decorrentes da execução do plano de prospecção. com a protecção do ambiente e com o aproveitamento racional dos recursos minerais. dos seguintes a) Obter ou consultar junto das estruturas competentes do órgão de tutela as informações geológico min sobre a área abrangida pela concessã b) Obter a colaboração das autoridades administrativas para a realização dos trabalhos de campo e para servidões de passagem. s direitos de terceiros e observandose sempre a legislação d) Construir e implantar as infraestruturas e as instalações necessárias à execução das actividades geoló e) Utilizar. bem como providenciar acções de formaç técnico professional dos mesmos. É permitida a transmissão de títulos mineiros a terceiros. nos term i) Dispor dos recursos minerais extraídos e comercializalos. nos termos da d) Aplicar os métodos mais aptos para obtenção de maior rendimento. segund legais e regulamentares e a melhor metodologia das operações k) Cumprir os prazos de execução das operações mineiras e de programa de produção estabelecid exploração em actividade. salvo nos casos de suspensão autorizada ou imposta oficialmente. a configuração natural das áreas objecto da g) Realizar as actividades geológicomineiras necessárias à execução dos planos de trabalho aprova limitações que não sejam as decorrentes das normas legais.

nos termos deste código. prospecção. pe eexploração são atribuí ao primeiro solicitante. com as devidas adaptações. desde que possua as capacidades técnicas e financeiras desenvolver a actividade mineira requerida.concessionária nacional. A atribuição de direitos mineiros à escala industrial é sempre precedida de informação favorável do ór do cadastro e de negociação no âmbito de um processo de investimento e de atribuição de títulos mine estabelecidos neste código e na legislação complem 3. nos termos deste 2. concur so. A transmissão de títulos mineiro é averbada no título transmitido e no registo cadastral respectivo com o titular e os relativos à autorização de transmissão. A r t i g o 9 8 (Concurso Público) 1. Nos casos em que a atribuição de direitos mineiros é da competência do Conselho de Ministros. 3. prospecção. A transmissão de títulos mineiros só pode ser autorizada se a entidade a favor de quem se pretender tra requisitos exigidos aos concessionários originários de direitos estabelecidos pelo presente código e d aplicável. como responsáveis por graves d definidos como tal nos termos da d) Devedores em mora por obrigações tributárias ou contribuições para a segura e) Pessoas colectivas em processo de liquidação. com decisão definitiva. C A P Í T U L O V ACESSO AOS DIREITOS MINEIROS S e c ç ã o Pedidos de Concessão de Direitos Mineiros A r t i g o 9 6 (Condições de Acesso aos Direitos Mineir 1. 2. pretendendo exercer actividades mineiras no terri em quaisquer áreas que se encontrem sob jurisdição da República de Angola. podendo ser elaborada regulamentação específica para o concurso público à concessão de di 2. 4. na base da qual é exarado Despacho de Concessão de direitos e do respectivo tít da tutela. A r t i g o 9 9 (Regras e Procedimentos do Concurso Públ 1. em razão de estudos realizados ou sancionados pelo Instituto Geo a área seja considerada de elevado potencial ge b) Quando se trate de um mineral considerado. A atribuição de direitos mineiros à escala semiindustrial ou artesanal é precedida de informação fav competente do cadastro. d) e c) do número anterior. O órgão de tutela abr i rá. O acesso aos direitos mineiros estabelecidos neste código e na legislação complementar é perm singulares ou colectivas. a au transmissão do respectivo título mineiro depende de aprovação prévia des 3. A r t i g o 9 7 (Regras sobre a Atribuição de Direitos Min 1. como tal t puníveis com pena de prisão maio c) Pessoas consideradas por entidade competente. As regras e procedimentos do concurso público são. requeiram a respectiva conc nos termos e condições previstas neste código e na legislação compl 2. A autorização para a transmissão de direitos mineiros referida no presente artigo está sujeita ao pagam emolumentos e o respectivo pedido fica sem efeito se nos 08 dias de calendário após a notificação do int efectuado o pagamento. na fase de reconhecimento. de interesse 2. devendo a alteração de titulares ser publicada nos me publicação da concessão inicial do títu 5. . Sempre que não haja lugar a concurso público. os direitos mineiros de reconhecimento. nacionais ou estrangeiras. pesquisa e a se trate de areas de elevado potencial geológico de ouro. O órgão de tutela abrirá obrigatoriamente concurso público para atribuição de direitos mineiros nos s a) Quando. Os termos de referência do concurso público são sempre divulgados em aviso mandado publicar pelo ór Diário da República ou num dos jornais diários de maior circulação nacional. igualmente. que. cumpra as exigências formais e de procedimento previstas ne comprometa a observar as exigências em matéria ambiental constantes da legislação em vigor. Não é permitido o aceso a direitos mineiros nos casos em que se verifique uma das seguinte circunstâncias: a) Pessoas com menos de 18 an b) Pessoas condenadas pela prática de crimes contra a propriedade e contra a economia. Periodicamente o órgão de tutela fará publicar a relação das áreas e recursos minerais cuja concess concurso público. as aplicáveis aos conc públicas. fusão ou f) Pessoas com processo de declaração de falência ou in g) Pessoas colectivas cujos representantes ou mandatários estejam abrangidos pelos impedimentos e alíneas b). A atribuição de direitos mineiros resulta de concurso público realizado por iniciativa do órgão de tutela do interessado dirigido ao órgão de tutela. nos termos estabelecidos neste c 4.

Em caso de disponibilidade da área requerida. Após o pagamento das taxas e emolumentos exigíveis. devendo ser formulados em requerimento dirigido ao ministro da tutela. nos termos do procedimento e contencioso A r t i g o 1 0 2 (Registo dos Pedidos) 1. O pedido para a concessão de direitos mineiros para a exploração artesanal. Os requerentes deverão. de minerais destinados á c para a exploração de águas minerais dá entrada nos serviços competentes do cadastro mineiro. contudo. o pedido considerase deserto e sem nenhum efeito.A r t i g o 1 0 0 (Pedidos de Informação sobre Áreas para Conc 1. A r t i g o 1 0 4 (Publicação de Editais sobre Pedidos) 1. a area pretendida. com indicação exacta das causas do não atendimento 7. Os pedidos que não preencherem os requisitos referidos nos nº 1 e 2 deste artigo não são atendidos. o compromisso de respeitar as exigências em matéria amb técnicos e financeiros e o orçamento previs 6. Os pedidos de informação sobre áreas para a concessão de direitos mineiros são feitos junto dos servi do cadastro. 3. o Cadastro mandará publicar por éditos. constitui comprovativo das capacidades técnicas e financeiras a a requerente de um dossier contendo a seguinte info a) Experiência do ente jurídico na área m b) Experiência profissional do promotor do pro c) Descrição dos meios técnicos e programa de t d) Descrição das despesas mínimas; e) Cópia do balanço e contas dos últimos 3 (três) 5. devendo ser atendido o que tenha dado entra primeiro lugar e não sofra de nenhum vício de forma quanto aos requisitos e formalidades do pedido d acordo com as regras estabelecidas neste có 2. devendo ser arquivados no processo as cópias das respectivas . mas acesso e o processo de outorga de direitos estão sujeitos ao regime especial estabelecido neste código complementar para cada um desses minerais. A informação prestada em resposta ao pedido de informação não confere ao requerente qualquer direito área em causa. Os requerimentos são apreciados por ordem de entrada. ser informados sobre a disponibilidade requerida. A r t i g o 1 0 1 (Pedido de Concessão de Direitos Mineir 1. e separadas com intervalos de 2 dias entre cada publicação. para proceder ao pagamento das taxas e emolumentos exigíveis. Da decisão de não atendimento cabe reclamação e recurso. O requerimento a que se refere o número 1 deste artigo é instruído com os documentos comprovativos capacidades técnica e financeira do requerente. O pedido para a concessão de direitos mineiros dá entrada no serviço competente do cadastro min formulado através de requerimento dirigido ao ministro da tutela contendo os dados referidos no número (relativo a Pedidos de Informação sobre Áreas para a C 2. a informação sobre o pedido de concessão com os dados resum artigo 101º (sobre Pedido de Concessão de Direitos Mineiros). a hora e o devendo ser assinado pelo funcionário competente do cadastro e 2. nos termos do procedimento e contencioso 4. o requerente é notificado e tem o prazo de 15 dias de cal da data da notificação. Da decisão de não atendimento cabe reclamação e recurso. Do pedido para a concessão de direitos mineiros devem ainda constar informações credíveis sob económicos a alcançar. 4. podendo. facto o requerente. em pelo menos 2 dos jornais de maior circula da Web do órgão de tutela ou do cadastro. contendo os se a) Identificação do requerente e a indicação do representante legal. O original desse formulário é entregue ao requerente e a cópia é anexada ao respectivo processo. caso se trate de pe b) Indicação do mineral para cujos direitos mineiros de prospecção e/ou exploração solicit c) Indicação. pas número de entrada. servir de base para o pedido de concessão de direitos mineiros. 4. findo o qua procedido ao pagamento. bem como o número do requerimento. bem como da capacidade de satisfação das exigên ambiental previstos nas leis e regulamentos nacionais e nos tratados e convenções internacionais de parte. A informação deve ser prestada no espaço de 30 dias após a entrada do requerimento e está sujeita a taxas e emolumentos. A r t i g o 1 0 3 (Resposta aos Pedidos) 1. de que não está abrangido por nenhum dos impedimentos referid (sobre Condições de Acesso aos Direitos Mineiros) para ser titular dos direitos mineiros cuja informa d) Mapa geodésico com a indicação exacta da área 2. caso seja esta a informação 3. sob juramento de honra. Da recepção do requerimento entregue nos termos do artigo anterior é emitido um recibo passad contendo os dados do requerente e da área requerida. com indicação das causas da indisponibilidade. 3. O requerimento referido no número anterior dá entrada nos serviços competentes do cadastro. Para efeitos de investimento externo. no prazo máximo de 30 dias úteis.

Têm interesse directo no caso para reclamar ou impugnar todos aqueles que sobre as áreas em causa de propriedade. nacionais ou estrangeiras.as datas de publicação visíveis. desde que se mostrem reuni requisitos: a) Os associados satisfaçam as condições estabelecidas neste código para ter acesso ao exercício de d b) O contrato de parceria seja aprovado pelo órgãos com competência para aprovar os contratos de conc mineiros nos termos deste código; c) O concessionário e seus associados consagrem no instrumento de parceria a sua responsabilidad cumprimento das obrigações contraídas por qualquer um deles perante o Estado e perante terceiros. A r t i g o 1 1 0 (Legislação Aplicável ao Investimento Privado 1. consoa CAPÍTULO VI I DO INVESTIMENTO NO SECTOR MINEIRO A r t i g o 1 0 7 (Investimento Público) O investimento público em actividades mineiras é condicionado à necessidade objectiva de o empresarialmente no sector mineiro. Havendo reclamação ou impugnação do pedido devidamente formulado. o responsável máximo do cad abrir um processo de averiguações para apurar a veracidade da reclamação ou da impugnação. continuarseá com o processo de atribuição do respectivo titulo mineiro. Decorridos 15 dias após a 2ª e última publicação escrita dos éditos. como lei. O investimento privado subdividese. A r t i g o 1 0 5 (Reclamações e Impugnações de Pedidos) 1. No estabelecimento de parcerias comerciais deve ser dada preferência a parceiros ou empresas nacio estabelecidos na Lei do Apoio ao Empresariado Nacional ou noutra legislação sobre o mesmo objecto. nos termos definidos neste código. Da decisão sobre o inquérito cabe reclamação e recurso nos termos do procedimento e conten administrativos. As reclamações e requerimentos de impugnação são dirigidos ao responsável máximo do Cadastr entrada no órgão competente do cadastro m 2. ou direitos d quaisquer direitos reais. A r t i g o 1 0 6 (Certificado de Pedido de Concessão Mine 1. notificando do resultado final averiguação e da decisão o requerente do pedido de direitos mineiros respectivo e o 7. Subsidiariamente aplicase ao investimento privado na actividade mineira as disposições da Lei do Inve e da legislação cambial. 2. A r t i g o 1 1 1 (Regimes de Investimento Privado) 1. 2. Só poderão reclamar ou impugnar os pedidos de direitos mineiros as pessoas com legitimidade e capac a reclamação ou impugnação e com interesse directo no 3. segundo o sistema de exploração ou a categoria dos minerais seguintes regimes processuais: a) Regime Geral de Investimento Minei b) Regime de Investimento em Minerais Estratégicos. As pessoas que reclamarem ou impugnarem o pedido de concessão de direitos mineiros devem ju documentos comprovativos dos seus direitos e de outras informações relevantes para a correcta e efica caso e dos direitos reclamados ou impugn 5. para os minerais cuja exploração seja realizada de forma não indus . como tal definidos na lei. explorados de fo c) Regime de Invest imento Artesanal. está sujeito a autorização específica. devendo instituições do Estado para proceder à sua verificação e autenticidade. ou direitos pignoratícios. 2. de acordo com o código. A r t i g o 1 0 9 (Parcerias Comerciais) 1. ou para autorizar a atribuição dos respectivos títulos. aprovados pelo Gov A r t i g o 1 0 8 (Investimento Privado) O investimento em actividades mineiras realizado por entidades privadas. Os direitos mineiros de prospecção e exploração podem ser atribuídos a entidades reunida empresarialmente através de instrumentos de parceria permitidos por lei. A falta de documentos comprovativos torna os requerimentos de reclamação ou de impugnação inepto ao seu indeferimento liminar e à continuação do processo de atribuição de direitos mineiro 6. O original do RPCM é entregue ao requerente e uma cópia do mesmo é encaminhado pelo Cadastro Min com competência para negociar os contratos. Depois de apreciados e confirmada a sua viabilidade processual nos termos dos artigos anteriores Cadastro Mineiro emite o Certificado de Registo de Pedido de Concessão Mine 2. As regras sobre investimento privado na actividade mineira são as estabelecidas nos artigos seguin capítulo. ou direitos da mesma natureza dos pedidos. 4. sem que haja qualquer reclamação do pedido. exercício dos respectivos direitos mineiros. demonstrada através de estudos fundamentados.

o investidor apresenta os comprovativos dos documentos que o habilita Contrato de Exploração. por representantes do governo da província onde se realizará 2. C A P Í T U L O V I I RREGIME GERAL DE INVESTIMENTO MINEIRO S e c ç ã o Disposições Gerais A r t i g o 1 1 2 (Aprovação do Contrato de Investimento) 1. os custos previstos. prospecção. designadamente o comprovativo de ter vencido o concurso público respectivo ou Registo de Pedido de Concessão Mineira emitido pelo Cadastro Mineiro. devem estas ser observadas nesta fase. observando o princípio da preferência co no Artigo 115º (sobre Preferência Contratual para a fase da E 3. sempre que o investimento a reali ao valor correspondente a 5 milhões de dólares americanos. abreviadame Prospecção. através de Dec 3. definindo a área e o program com as suas etapas sucessivas. as negociações com o investidor e lavra uma a finalizadas. a celebrar obriga sociedades ou outras formas empresariais de direito angolano previstas na legislação angolana. Findas as negociações. Quando ao contrato de exploração preceder um Contrato de Prospecção em que tenham sido definidas Contrato de Exploração. a sua opinião e pro sobre pedidos de isenções fiscais e/ou aduaneiras. A r t i g o 1 1 6 (Declaração de Intenção de Investimento) 1. as fontes de financiamento e os elementos de investidor e dos seus representantes. e a informação sobre a data do fim das negociações e devendo rubricar as folhas do contrato negociado. Quando o valor do investimento for superior ao correspondido da USD 25 milhões. acom Declaração de Intenção de Investimento. preenchida num modelo próprio. podendo as condições de contratação para do contrato de investimento para a prospecção. O ministro da tutela é o interlocutor por parte do Estado em tudo o que diga respeito às disposições do c A r t i g o 1 1 3 (Comissão de Negociação dos Contratos) 1. A Comissão de Negociações conduz. ao inve em explorações de materiais para a construção civil e em águas minerais. onde relatará os nomes dos participantes da negociação e a qualidade em que intervêm relevantes da negociação. A r t i g o 1 1 5 (Preferência Contratual para a fase da Explor A entidade investidora com quem for celebrado um contrato de prospecção tem preferência em relação para a celebração do contrato de exploração da segunda fase. desde q exigências de acesso e capacidade de exercício de direitos mineiros estabelecidas neste código. aplicamse as regras do investimento mineiro. O investimento para a prospecção e exploração mineira industrial realizase mediante um contrato de natureza administrativa. pesquisa e avaliação. A r t i g o 1 1 4 (Fases dos Contratos para Prospecção e Explo Quando houver lugar a prospecção prévia. que o habilite a candidatarse Exploração Mineira. Os contratos de concessão de direitos mineiros para a exploração industrial de minerais são nego Comissão de Negociações criada por Despacho do ministro da tutela. 2. Para o Contrato de Prospecção. A r t i g o 1 1 8 . coordenada pelo membro do integrada por um membro do Cadastro Mineiro. repartidas pelos seguintes momentos do processo de a) Contrato de investimento para reconhecimento. Para o Contrato de Exploração. Os termos do contrato para a fase da prospecção e investigação sãos os estabelecidos na Secção II dest a Concessão de Direitos Mineiros de Prospecção) para os contratos dessa natureza. caso o resultado tenha sid 3. A r t i g o 1 1 7 (Contrato na Fase da Exploração) 1. a celebrar com as entidades investidoras com capacidade para tal. o Coordenador da Comissão Negocial remete a Acta e o contrato rubricado ao m para os devidos efeitos. Em tudo quanto não esteja especialmente previsto neste código e em legislação complementar. um membro da ANIP e. abreviadamente Contrato de Exploração. aprovado pelo ministro da tutela através de Decreto 2. em nome do Estado.definidos neste código e regulamentação compleme 2. Os termos do contrato para a fase da exploração sãos os estabelecidos na Secção III deste capítulo (sob Direitos Mineiros de Exploração) para os contratos dessa natureza. o investidor apresenta ao órgão competente uma cópia do Certificad Pedido de Concessão Mineira (CPCM) emitido nos termos do Artigo 106º (sobre a Emissão do CPCM). nos termos b) Contrato de investimento para a exploração. é competente para ap ao Conselho de Ministros. a concessão de direitos mineiros é precedida de negociaçõe duas fases. 2.

No caso de os direitos mineiros serem exercidos exclusivamente pela Concessionária Nacional. Cada concessionário apenas poderá obter direitos mineiros de prospecção para três concessões ao mesm A r t i g o 1 2 3 (Execução do Plano de Prospecção) Os titulares de direitos de prospecção de recursos minerais devem executar pontualmente o plano de pros contrato de concessão. A r t i g o 1 2 0 (Subcontratação de Serviços para Operações Mine 1. consoante o tipo de mineral a explorar e as características das operaçõ processo de exploração. pesquisa e avaliaç mediante um contrato de prospecção. cabe a esta a co negociar os termos da concessão de direitos mineiros. estabelecido neste 3. os investimentos a realizar e os interesses públicos a 4. A dimensão da área de cada concessão de prospecção e pesquisa poderá até ao máximo de 10. Quando os minerais a explorar estiverem afectos a uma concessionária nacional. 2. desde que a subcontratação não envolva a transferência dos seus empresas subcontratadas e desde que seja autorizado pelo órgão de tutela ou pela concessionária nacion casos. O contrato de prospecção deve definir a dimensão das áreas de concessão de direitos mineiros de prosp em quilómetros quadrados ou hectares. A r t i g o 1 1 9 (Participação da Concessionária Nacional) 1. os seguintes elementos: a) Identificação comercial. devendo os custos dessa auditoria ser suportados pelo investidor como custos podendo ser recuperados com o produto da exploração caso a negociação tenha êxito. 3. O Contrato de Prospecção é celebrado nos termos e condições que tenham resultado das negociações a regime de investimento privado respectivo. prospecção. caso existam k) Fundamentos para a rescisão do cont l) Formas de resolução de litígios. fiscal e domicilio do titular e/ou do seu represent b) Indicação e delimitação da áre c) Tipo de recurso mineral incluído na concessão r d) Período inicial de vigência do contrato e condições para p e) Condições de abandono progressivo da f) Plano de prospecção; g) Plano de investimento; h) Periodicidade de apresentação de relatór i) Valor e tipos das cauções a pr j) Contribuição para o Fundo de Desenvolvimento Mineiro ou outro fundo. Na negociação das áreas de cada concessão terseá em conta a existência ou não de estudos geológi sobre as mesmas.(Estudos de Viabilidade e de Impacto Ambi 1. uma vez assinado e aprovado o contrato. de acordo com as regras estabelecidas neste có sempre participação societária na sociedade ou noutra forma empresarial de direito angolano que fo exercício dos direitos mineiros de exploração e comercialização. O Contrato de Prospecção deve conter. As empresas concessionárias de direitos mineiros não podem realizar os seus direitos através de u substitua o titular desses direitos na gestão e operação dos jazigos S e c ç ã o I Contrato para a Concessão de Direitos Mineiros de Pr S u b S e c ç ã o Contrato de Prospecção A r t i g o 1 2 1 (Regime Contratual) 1. O acesso a direitos mineiros de reconhecimento. sem prejuízo de outros que decorram de legislação aplicável e respectivas. 2. 2. compete Ministros aprovar o respectivo projecto de execução das operações mineiras para cada fase do processo de havendo lugar à celebração de contrato. Aos titulares de direitos mineiros é permitida a subcontratação de serviços de terceiros para execuç mineiras rest ritas ou de especialidade.000 Km2. farão parte integrant 2. o justo equilíbrio de interesses públicos e privados e os factores comerciai 3. 2. . A r t i g o 1 2 2 (Dimensão da Área de Prospecção) 1. Em qualquer dos casos referidos nos números 1 e 2 do artigo anterior. os quais. atendendose sempre à conjuntura económica de cada momento. Compete ao Governo definir as regras para a participação societária da concessionária nacional n exploração e comercialização. o investidor deve apresenta Viabilidade Técnica Económica e Financeira (EVTE) e um estudo de impacto ambiental e de reposição do a actividades mineiras. A autoridade com competência para negociar o contrato pode submeter o EVTE e o Estudo de Impacto auditoria independente. o interesse parcerias. sob pena de incumprimento do contrato.

4. estando sujeitas à aprovação do órgão de tutela. com a indicação das coordenada g) Termos e condições a que o t i tular f icar sujei to. for acordada entre o órgão da tutela e o conc 4. máximo de um ano. sem prejuízo do disposto nos nos 5 e 6 do 2. deverá libertar a área que. o concessionário pode requerer uma prorrogação excepcional dos direitos mineiros. o titular dos direitos mineiros de prospecção deverá libertar concessão e. através da descrição das respectiv geográficas; f) Mapa topográfico da área abrangida pelo titulo de concessão. e são deferidas se o requerente não se encont cumprimento das suas obrigações legais e contr 3. Obtido o título mineiro. sujeitarseá a uma taxa de superfície suplementar. nos termos estabelecidos neste código e na legislação complementar. Su b Se c ç ã o I Título de Prospecção A r t i g o 1 2 7 (Emissão do Título de Prospecção) 1. No fim do mesmo período inicial de 5 anos. 5. assim como as alt vierem a sofrer. até ao máximo de sete anos. compete a o s c o n c e s s io n á r io s e d e ve s e r f e i t a d e a c o rd o c internacionalmente aceites. autorizar alterações ao plano de prospecção inicialmente que sejam requeridas e devidamente fundamentadas pelo int 2. Depois de aprovados o contrato pela entidade competente. 2. Findos os prazos definidos nos termos deste artigo e das prorrogações concedidas. caso o titular dos direitos mineiros queira reter a totalid concessão. A r t i g o 1 2 8 (Conteúdo do Título de Prospecção) O título de prospecção. depois apreciados os resultados obti período. aprovado nos termos do Artigo 127º (sobre Emissão de Título de Prospecção) seguinte dados: a) Data de emissão e número do b) Identidade do titular ou do seu mand c) Minerais abrangidos; d) Período de validade; e) Identificação da área correspondente ao titulo de concessão. No fim do período inicial de 5 anos. relat ivos. Quando o período total de 7 anos se revelar insuficiente para a elaboração ou conclusão do estud técnicoeconómica. aos cuidados ambientais e informação relevante. o ministro da tutela envia por ofício cópias dos mesmo província onde se realizará o investimento. com cópia ao investido 3. com base em parecer do organismo ou da concessionária que supervisiona trabalhos mineiros. ao prazo de prospecç libertação da área. nomeadamente. e procede à entreg respectivo titular. A alteração solicitada considerase tacitamente aprovada se o órgão de tutela não se pronunciar dentro no número anterior deste artigo. A r t i g o 1 2 6 (Duração e Prorrogação dos Direitos de Prospe 1. o respectivo titular fica habilitado com o direito de realizar as operações mineir lugar. caducam os respect termos da alínea a) do artigo 54º (sobre Caducidade). Não são autorizadas alterações ao plano de prospecção que impliquem o alargamento da área inici contrariando os princípios e regras deste código. As prorrogações referidas no número anterior são requeridas pelo titular dos direitos mineiros de prospe antes do termo do período a que disser respeito. no fim de cada prorrogação. nos termos do regime fiscal para o sector neste código e na legislação complement 6. para conhecimento. consoante o mineral.A r t i g o 1 2 4 (Alterações do Plano de Prospecção) 1. A r t i g o 1 2 5 (Avaliação das Reservas Minerais) A avaliação e classificação das reservas minerais identificadas na fase da prospecção. O t i tular dos di reitos minei ros de prospecção pode reduzi r a área de concessão antes do termo do p contrato. excepcionalmente. o qual poderá se períodos sucessivos de um ano. O órgão de tutela deve pronunciarse sobre o pedido de alteração do plano de prospecção até 45 dias da data da sua recepção. S e c ç ã o I I Contrato para a Concessão de Direitos Mineiros de E S u b S e c ç ã o Contrato de Exploração A r t i g o 1 2 9 . nas condições definidas no número anterior dest 7. Aprovado o contrato e emitido o título mineiro. Os direitos mineiros de prospecção são atribuídos por um período inicial de até 5 anos. pode. esse alargamento for requerido e autorizado pelo órg 3. às taxas e mul tas. o ministro da tutela emite o título mineiro nos termos do Artigo 90º do presente código (sobre Títulos de Direitos Mineiros). O minist ro da tutela.

acrescido dos juros leg 4. a indemnizar o resp investimento realizado. As razões de interesse público invocadas para recusar a concessão têm de ser devidamente fundame estiverem relacionadas com a segurança ou a defesa do 3. e do estudo de impacto autoridade competente. celebrado nos termos e condições que tenha negociações a que se refere o regime de investimento privado respectivo. Nos casos de concurso. A recusa de concessão de direitos de exploração pelos motivos indicados no número 1 deste artigo obr caso de ela ter sido requerida ao abrigo de um contrato de prospecção anterior. a concessão de direitos mineiros exploração é conferida mediante um contrato de exploração. mediante simples Despacho ou Credencial pelo órgão da tutela. reunindo os requisitos legais. Su b Se c ç ã o I Título de Exploração Mineira A r t i g o 1 3 3 . o mi ou a concessionária nacional podem. Para além da condição de recusa referida no n. podendo indicar ou concordar com o investidor sobre o auditor a contratar. A concessão de direitos de exploração tem por base fundamental de avaliação e decisão o estudo de via económica e financeira. Os direitos de exploração de recursos minerais já conhecidos e avaliados. A concessão de direitos de exploração não pode ser feita sem a prévia aprovação do estudo de via económica e financeira. Os direitos de exploração de recursos minerais descobertos e avaliados na sequência de um contrato podem. Se o pedido de concessão de direitos mineiros para a fase de exploração for formulado durante a negoci de direitos mineiros de prospecção. A r t i g o 1 3 0 (Conteúdo do Contrato de Exploração) Do contrato de concessão de direitos mineiros de exploração devem constar. apresentar a mel concurso público aberto pelo órgão de tutela para o 3. cu revista de maior interesse para o Est 2. 4. o estudo de impacto ambiental e o plano de exploração. estabelecido 2. Sempre que a grandeza do investimento e a complexidade técnica do mesmo assim o aconselhem. pesqu g) Prazo de vigência do contrato e as respectivas pro h) Demais condições acordadas ou exigidas pelo presente código. prospecção. A r t i g o 1 3 1 (Acesso aos Direitos Mineiros de Exploração mediante Contrato Prospecção) 1. o órgão competente para aprovar o contrato pode. são concedidos a quem. os seguintes elem a) Identificação comercial e fiscal do titular da concessão. mas não descobertos n qualquer contrato de prospecção. pelo órgão de tutela ou pela concessionária nacional. A concessão de direitos mineiros de exploração para materiais de origem mineira aplicáveis à indústria para a mineração artesanal será feita de forma simplificada. cumpridos os requisitos estabelecidos na secção anterior. mediante pare órgão de tutela ou da concessionária nacional.(Concessão de Direitos de Exploração Mine 1. entre outros element presente código e legislação complementar 4. A r t i g o 1 3 2 (Recusa de Concessão) 1. além dos direitos e obrigaçõ concessionário e do Estado.º 3 do Artigo 129º (sobre Concessão de Direitos de Explo de concessão de direitos mineiros de exploração só pode ocorrer nos seguin a) Quando razões relevantes de interesse público conflituem e sejam incompatíveis com o interesse privad requerida; b) Quando a zona para o exercício dos direitos de exploração passarem a fazer parte de uma área reserv c) Quando se constatar que existem na mesma área recursos minerais sujeitos a regime especial. domicílio da sede e identificação do seu repres for o caso; b) Área necessária para levar a efeito o plano de exploração aprovado e para as instalações mineiras industriais e auxiliares; c) Tipo de recursos minerais a explo d) Estudo de viabilidade técnicoeconómico; e) Valor e tipo das cauções presta f) Condições de reembolso dos investimentos efectuados na fase de reconhecimento. ser atribuídos às seguint a) Titulares dos direitos mineiros de prospe b) Sociedades constituídas ou a constituir. 3. Com a ressalva da excepção prevista no número 4 deste artigo. nos termos do Artigo 118º (sobre Estudos de Viabilidade e de Imp exigir do investidor a apresentação de uma auditoria independente do estudo de viabilidade técnic financeira apresentado. a indemnização terá por limite as despesas efectuadas pelo concorrente que tiv melhor proposta e ganho o concurso. autorizar a celebração do respectivo contrato de exploraç da exploração. tendo em vista a exploração dos recursos minerais descobertos quais os titulares de direitos mineiros de prospecção tenham participação não inferior a 25% do 2.

Compete ao ministro da tutela decidir sobre o pedido de prorrogação submetido nos termos do 2. Emitido o título de exploração mineira. nos termos estabelecidos nas alíneas a) e b) do número ant a falta de pagamento dos impostos devidos referida na alínea e). No caso de o prazo do título de exploração expirar na pendência de um pedido de prorrogação. a demarcação deve ser feita de acordo com as regras so marítima. de acordo com as regras estabelecidas neste código. à exploração. O título de exploração mineira emitido é entregue ao interessado após o pagamento das taxas e emolu 3. contado a partir da data da sua emiss prazos de prorrogação concedidos. devendo o respe submetido com a antecedência mínima de doze meses antes do se 2. O pedido de prorrogação deve ser acompanhado de um relatório detalhado contendo. O pedido de prorrogação deve conter os seguintes a) Indicação do prazo de prorrogação pretendido e fundamentação da necessidade de b) Área que se pretende manter. nomeadamente. delineada no mapa topográfico c) Proposta de programa de operações a serem desenvolvidas durante o período de 3. nos termos da legislação pertinen c) Realizar as actividades de exploração mineira em conformidade com o plano de exploração submet d) Apresentar às autoridades competentes os relatórios de trabalho e demais informação exigível nos ter código; e) Efectuar o pagamento dos impostos dev 2. A r t i g o 1 3 5 (Tramitação do Título de Exploração) 1. A r t i g o 1 3 7 (Deveres do Titular do Título de Explora 1. O título de exploração é válido durante o prazo fixado no mesmo. no prazo máximo de noventa data de emissão do título mineiro ou de alteração da b) Em caso de exploração mineira no mar. proc comercialização dos produtos minerais. n a) Balanço de reservas; b) Vida económica estimada da min c) Outros aspectos que o requerente considere relevantes. relat ivos. o mesmo considerase cancelado. com a indicação das coordenad g) Termos e condições a que o t itular f icar sujeito. A r t i g o 1 3 6 (Autonomia e Transmissibilidade do Título de Explo O direito mineiro de exploração constante do Título de Exploração é distinto dos direitos de propriedade s propriedades fundiárias e urbanas nele existentes e é susceptível de transmissão nos termos definidos (sobre Transmissão de Títulos Mineiros). 2. O titular de um título de exploração mineira pode solicitar a sua prorrogação. e dos termos e condições estabelecidos no contrato d titular de direitos mineiros de exploração tem os seguintes a) Demarcar a área por meio de marcos de betão facilmente identificáveis. o órgão competente do ministério de tutela e exploração mineira.(Emissão do Título de Exploração) Aprovado o Contrato de Exploração nos termos definidos na Sub Secção I desta Secção e no regime mineiro que a ele se aplique nos termos deste código. Se. o mesm até que haja uma decisão sobre o referido pedido. para os devidos 2. A falta de demarcação tempestiva da área. A r t i g o 1 3 4 (Conteúdo do Título de Exploração) O título de exploração mineira contém os seguintes a) Data de emissão e número do titulo de ex b) Identidade do titular ou do mandat c) Minerais abrangidos; d) Período de validade; e) Identificação da área do titulo de exploração através de coordenadas f) Mapa topográfico da área abrangida pelo titulo de exploração. O ministro de tutela concede a prorrogação no prazo de seis meses a partir da data de submissão do p verificação das seguintes condições: . o ministro da tutela entrega o original ao respectivo titular ou se legal e envia por ofício cópias do mesmo às entidades a quem tenham sido enviadas cópias dos docu mesmo processo na fase de prospecção e pesquisa. após a comunicação da decisão de atribuição do título de exploração. A r t i g o 1 4 0 (Decisão sobre o Pedido de Prorrogaçã 1. em conformidade com as regras estabelecidas no artigo 90º (sobre T Mineiros). Além dos deveres estabelecidos neste código. constituem causas de revogação do título A r t i g o 1 3 8 (Validade do Título de Exploração) 1. o interessado não proceder ao taxas e emolumentos devidos no prazo de trinta dias. A r t i g o 1 3 9 (Condições de Prorrogação do Título de Explo 1.

Em caso de indeferimento do pedido de prorrogação.º 1 do presente artigo.a) Ao abrigo do n. 3. As actividades de exploração são realizadas de acordo com um plano de exploração. ou solicitados pela entidade competente. Su b Se c ç ã o I I Plano e Programa de Exploração Mineira A r t i g o 1 4 1 (Plano de Exploração) 1. assim como área adjacente; p) Identificação de quaisquer riscos de segurança e saúde para o pessoal envolvido na exploração mineir geral e propostas para o controlo. declives fixos e paredes da mina e terra superficia h) Em caso de mineração a céu aberto. O órgão da tutela pode. o titular da concessão e para com actos que lhe sejam imputáveis enquanto responsável técnico da 2. A cada plano de exploração corresponde uma concessão. autorizar alterações às previsões iniciais do plano de exploração aprovado. 2. indicou em tem razões da não assunção de tais responsabilidades para cada caso em concreto e as medidas por si sugeridas p insuficiências não foram atendidas. onde for adequado. a prováve principais operações de mineração. bem como. energia e materia m) Descrição dos procedimentos de beneficiação e. as respons houver lugar recaem sobre o titular do direito de exploração. com a indic cabendo reclamação e recurso dessa decisão. a tecnologia de processamen n) Descrição das infraestruturas necessárias para a exploração mineira e as propostas do requerente a o) Propostas de medidas antipoluição. propostas para a minimização dos efeitos da exploração mineira no terreno e localizada na área mineira. mitigação. 3. o sistema de exploração usado e os meios de defesa e preserva marinho. descrição das rochas de cobertura do depósito. poços. das condições técnicas da exploração da mesma e da boa execução do plan podendo o mesmo director prestar serv em mais do que uma concessão do mesmo . A r t i g o 1 4 4 Direcção Técnica da Exploração 1. sem prejuízo do disposto no artigo 147º d(sob Minas). Para cada concessão mineira deve existir um director técnico a quem cabe a responsabilidade técnica mina de que seja responsável. restauração e reabilitação do terr vegetação e. O Director Técnico responde civil e criminalmente para com o Estado. A r t i g o 1 4 2 (Conteúdo do Plano de Exploração) O plano de exploração deve conter os seguintes el a) A descrição do esquema de mineração incluindo detalhes sobre a escala das operações. A r t i g o 1 4 3 (Responsabilidade Civil e Criminal da Direcção Té 1. nos termos do procedimento e contenciosos administrativo. monitoria e eliminação de quaisquer d q) Necessidades de mãodeobra qualificada e não qua r) Outros dados que o requerente considere relevantes. drenagem e l) Descrição dos sistemas de abastecimento de água. ventilação. indicação da localização da i) Em caso de mineração submarina. o interessado é informado por escrito. por escrito junto do titular do direito de conhecimento ao órgão competente pela fiscalização do cumprimento do investimento. quan devidamente fundamentadas pelo concessionário. Ao Director Técnico é legítimo eximirse das responsabilidades civis e criminais sobre aspectos concreto desde que prove perante as autoridades competentes que. Nos casos referidos no número anterior deste artigo e nos números 2 e 3 do artigo anterior. j) Decantação de resíduos; k) Descrição dos sistemas de transporte. iluminação. com base em parecer do organismo que supervisiona a execução geológicomineiros. furos. aterros e b) Descrição detalhada dos métodos de mine c) Data prevista de início de produção com d) Perfil de produção e capacidad e) Características e natureza dos produtos f) Data prevista de início do desenvolvimento m g) Em caso de mineração subterrânea. que faz par viabilidade técnicoeconómica e que deve conter os elementos referidos no Artigo 142º (sobre Conteú Exploração). protecção do meio ambiente. o pedido tiver sido submetido pelo menos doze meses antes de inicial do título de exploração; b) Tiverem sido cumpridas as condições de exploração durante a vigência do tít c) As condições do contrato mineiro tiverem sido cu d) O titular não se encontrar em situação de incumprimento tributário e para com a Seg 3. indicação dos dados técnicos e geológicos que permitam identificar camada superior de água até á superfície.

rever quaisquer pormenores do progra submetido. O titular do título de exploração pode.2. O relatório de exploração mineira obedece. d especificidade da exploração de cada mine 3. bem como a título ambiental e a eventual autor aproveitamento da terra a que houver lugar. A r t i g o 1 5 0 (Relatório de Exploração Mineira) 1. em função da dimensão da exploração mineira para minerais destinados à construção civil. A informação e relatórios referidos no número anterior são submetidos em quadruplicado. na sua forma e conteúdo. Compete ao ministro da tutela definir a necessidade. em tal caso. dentro de trinta dias antes de iniciar a exploração na área. A r t i g o 1 4 9 (Alterações na Capacidade de Produção Mine 1. o titular deve apresentar informação por es Provincial respectiva ou ao órgão competente do ministério de tutela. O disposto no número anterior é igualmente aplicável quando as minas e respectivas demarcações perte titulares. um programa de trabalho despesas mínimas a realizar no ano seguinte. adaptado à circunstância de terem sido já atribuídos direitos mineiros. o tit exploração é obrigado a prestar ao órgão de tutela ou à concessionária nacional. devendo corresponder à área julgada necessária para leva de exploração aprovado e para as instalações do complexo mineiro. ou não. As qualificações técnicas da figura de Director Técnico são estabelecidas pelo órgão de tutela. bem digitalizada. informação mensal da produção e comercialização de substâncias minera mês anterior; b) No prazo de quinze dias após o termo de cada trimestre. 3. A r t i g o 1 5 1 (Alargamento da Área de Exploração) 1. devendo um exemplar ser entregue na Direcção Provincial respectiva e os restantes no órgã tutela. As concessões mineiras para exploração de materiais de construção em pequena escala e para a ex artesanal estão isentas da obrigação referida no n. A r t i g o 1 4 5 (Programa de Trabalho) 1.º 1 deste 4. cujos limites deverão ser rigorosam estabelecidos no espaço físico de exploração. O órgão competente para aprovar o contrato de atribuição de direitos mineiros de exploração p integração de minas contíguas ou vizinhas e as respectivas demarcações numa só. bem como o plano de venda de produ 2. quando pertencerem e da integração resultar aproveitamento mais racional e com maior economia de meios dos respec 2. apresentar ao órgão competente do ministério de tutela. Tendo em vista o acompanhamento e fiscalização da actividade mineira pelo órgão de tutela. 3. ou à concessionária nacio casos. ao estabelecido no normat ministério de tutela. a concessão do título de exploração pode ser revogada pelo órgão de tutela. a produção permanecer igual ou inferior a 20% do poten estudos e planos aprovados. O ministro da tutela pode autorizar o alargamento. As revisões referidas no número anterior. informação escrita sobre o inicio dos trabalhos. durante cinco anos consecutivos. 3. o relatório das actividades realizadas no tri c) Até 31 de Janeiro de cada ano. conforme os ca informação: a) Até ao dia cinco de cada mês. de um Director Técnico. com motivos justificados. 2. mas. da planta de processa 2. carecem da aprovação da entidade competente para se tornar A r t i g o 1 4 6 (Demarcação) Cada direito de exploração respeitará a uma demarcação mineira. deverá ser apresentado novo plano de exploração e celebrado novo contrato direitos mineiros de exploração. A r t i g o 1 4 7 (Integração de Minas) 1. A decisão sobre o pedido de alargamento é notificada ao interessado no prazo máximo de quinze dias . A r t i g o 1 4 8 (Início dos Trabalhos de Mineração) O titular do título de exploração mineira à escala industrial deve. o relatório anual das actividades desenvolvidas durante o 2. O indeferimento do pedido de alargamento da área pode ocorrer nos segui a) O alargamento da área não assegure o aproveitamento eficaz dos recursos minerais e benefícios p nacional; b) A área requerida não esteja dispon c) O requerente se encontre em situação de incumprimento das suas obrigações tributárias e de assis relação ao Estado. fixando os termos e condições que se mostrem a cada caso. O titular do título de exploração deve submeter até 31 de Maio de cada ano. Sempre que haja mudança na capacidade instalada. 4. Em caso de. sobre a capacidade instalada da min de processamento mineiro. O titular do título de exploração pode requer junto do ministro da tutela o alargamento da área da indicando os motivos.

sem prejuízo do disposto no n__do artig código. O titular cujo alargamento tenha sido autorizado nos termos do presente artigo. o ministro da tutela envia cópia do contrato à Agên Investimento Privado (ANIP). depois de aprovado o contrato e emitido respectivo nos termos dos artigos anteriores. a referida decisão con cancelada. não inicia nenh desenvolvimento ou operações de mineração na área para a qual o alargamento foi autorizado. prospecção. no caso de estas terem sid propostas pela Comissão de Negociações e aprovadas pelo ministro da tutela. que. 2. Artigo 153º (Seguros) 1. como tal definidos na lei. pesquisa e avaliaçã de direitos de exploração somente pode efectuarse através dos resultados da exploração dos re descobertos ao abrigo dos respectivos contratos de concessão. os segui a) Danos às instalações mineiras; b) Responsabilidade perante terceiros; c) Acidentes de trabalho do pessoal envolvido nas operações mineiras A r t i g o 1 5 4 (Reembolso dos Investimentos) 1. 7. não devendo ser inferior a três (3) meses nem superior ao prazo d 4. Sempre que tal não seja estabelecido pelas regras deste código. que façam parte e sejam cotitulares do título de exploração. abandonar parte ou toda a área m 2. Se. dirigid tutela. O reembolso dos investimentos realizados na fase de reconhecimento. de legislação específica ou d investimento respectivos. Em caso de abandono total da área mineira.especificando os motivos nos casos de indeferim 5. A r t i g o 1 5 2 (Abandono da Área de Exploração) 1. Sem prejuízo dos termos e condições previstos no cont rato de investimento respectivo. O titular do direito mineiros para exploração à escala industrial deve constituir seguro contra todo conformidade com a capacidade instalada na mina ou o volume de i 2. impostos devidos e apresentação da prova de pagamento da publicação alargamento da área. O abandono produzirá efeitos a partir da data estabelecida na notificação ao titular remetida pelo órgã ministério da tutela. C A P Í T U L O I TRAMITAÇÃO DO PROCESSO DE INVESTIMENTO MINEIRO A r t i g o 1 5 7 (Prazos para a Realização do Investimen 1. mediante pré aviso não inferior a 180 dias. Em caso de abandono parcial da área mineira. O abandono de qualquer área nos termos do número anterior. por sua vez. solicita ao Banco Nacional de licenciamento da importação de capitais. a qualquer altura durante a vigência do mesmo. os prazos para a realização do investimento por parte do investidor são os . no caso de estas terem sido negociadas e propostas pela Comissão de Negociações e aprovad da tutela. multas ou quaisquer compensações devidas até à data do abandono formalme pelo órgão competente do ministério da t b) Cumprir todas as obrigações relativas às questões am c) Cumprir qualquer obrigação exigida por lei ou pelo contrato de investimento até à data em que o aba produzir efeitos. Em caso de deferimento do pedido. 3. após a comunicação da decisão de alargamento da área. no prazo de t estabelecido no número anterior. e submete ao Ministério das Finanças o pedido de isenç aduaneiras. o averbamento do alargamento no respectivo título mineiro será e pagamento das respectivas taxas. O abandono referido neste artigo só é possível se houver consentimento escrito de todas as pessoa colectivas. o titular obrigase a actualizar os limites da área remane proceder ao averbamento. emite competente Certificado de Registo de Investimento Privado (CRIP). o interessado não cumprir. o ministro da tutela envia cópias dos mesmos Finanças para apreciação do pedido de isenções fiscais e/ou aduaneiras. não exonera o a) Pagar os impostos. o titular do títu pode. O reembolso abrange todos os custos capitalizados e deverá efectuarse nos termos acordados contratua S e c ç ã o I Facilidades Fiscais e Investimento Externo A r t i g o 1 5 5 (Obtenção de Facilidades Fiscais e Aduanei Depois de aprovado o contrato e emitido o título mineiro. O seguro referido no número anterior deve cobrir. no título de exploração do registo da área 6. o título de exploração 5. A r t i g o 1 5 6 (Procedimentos Específicos para Investimento Extern Tratandose de investidores externos. 6. at modificação dos respectivos planos de gestão ambiental e autorização de uso e aproveitamento da terra legislação aplicável. designadamente. taxas.

regime geral de investimento privado aprovado pela Lei do Investimento Privado e seus regulamentos fiscal e cambial, sujeitandose às sanções previstas nessa legislação em caso de não cumprimento dos prazos para realizar o 2. Compete ao ministério da tutela ou à concessionária nacional, conforme os casos, fiscalizar os prazos p do investimento pelo investidor, nos termos exactos das obrigações legais e contratuais assumidas por est A r t i g o 1 5 8 (Prazos da Tramitação do Processo de Investim Os prazos a observar na tramitação dos processos de investimento privado mineiro são a) Resposta ao pedido de Concessão Mineira, 30 dias depois da entrada do requerimento no serviço Cadastro; b) Emissão do Certificado de Registo do Pedido de Concessão Mineira (CRPCM), 45 dias após a entrada do serviço competente do cadastro; c) Criação da Comissão de Negociação, no espaço de 30 dias após a apresentação da Declaração de In imento, acompanhada do CRPCM ou do EVTE e do Estudo de Ambiental, conforme os casos, pelo investid d) Negociação dos contratos de concessão, até 60 dias após a criação da Comissão de e) Formulação da Acta das Negociações e remessa à entidade competente para aprovação do contrato, a de findas as negociações; f) Aprovação do contrato pelo ministro da tutela, até 8 dias depois de recebida a Acta das g) Emissão do Título Mineiro, até 8 dias depois da aprovação do contrato pelo órgão h) Remessa de cópias do contrato ao Ministério das Finanças, ao governo da província e à ANIP, até 8 emitido o título mineiro pela entidade compe i) Emissão do Certificado de Registo de Investimento Privado (CRIP) pela ANIP e remessa de cópia do m Nacional, até 8 dias depois de recebida a cópia do contrato aprovado e do tít j) Emissão da Título de Importação de Capitais, até 15 dias após a recepção pelo Banco Nacional da cópia pela ANIP. A r t i g o 1 5 9 (Prazos para o Concurso Público) Nos procedimentos de concursos públicos aplicamse as regras e os prazos previstos na legislação sobre co públicas, com as devidas adaptações; A r t i g o 1 6 0 (Efeitos do não Cumprimento dos Prazo O não cumprimento dos prazos por parte dos órgãos competentes para decidir significa recusa do pedido legais do procedimento e do contencioso administrativo. A r t i g o 1 6 1 (Controlo dos Prazos) O controlo dos prazos do procedimento para o investimento privado no sector m através de documentos protocolados de todos os passos da tramitação processual do investimento privad da instituição e do funcionário que recebe ou envia os documentos, as datas, as horas, as assinaturas e, carimbos em uso nas inst ituições intervenientes. A r t i g o 1 6 2 (Penalizações por não Cumprimento de Praz O não cumprimento, doloso ou culposo, dos prazos é passível de procedimento contencioso administrativ legislação pertinente, submetendose as concessionárias nacionais e os seus representantes legais a este do poder administrativo público que lhes é atribuído na negociação de contratos administrativos de conc mineiros. A r t i g o 1 6 3 (Reclamação e Recurso) O não exercício do direito de reclamação ou recurso nos prazos estabelecidos na legislação sobre contencioso administrativo tem como efeito a caducidade dos pedidos ou requerimentos de direitos minei origem, nos termos da lei. C A P Í T U L O REGIME DE INVESTIMENTO EM MINERAIS ESTRATÉGICOS A r t i g o 1 6 4 (Regras e Procedimentos Especiais) 1. O investimento privado na exploração de minerais considerados estratégicos nos termos deste código complementar, realizase de acordo com as regras e procedimentos do regime geral estabelecido neste seguintes adaptações: a) A competência para negociar os cont ratos é exercida pela Concessionária Nacional, ou pelo órgão que criar para regular o exercício de direitos de certos minerais estratégicos, os quais são revesti administrativos públicos para efeitos de negociação de direitos mineiros e da responsabilidade administrativa dos seu b) A aprovação dos contratos é da competência do Conselho de c) A competência para aprovar os contratos de investimento para a fase de investigação geológicomineira pode ser delegada pelo Governo ao órgão de tutela, se, terminada a fase de prospecção, o investimen primeiros cinco anos de exploração, se revelar igual ou inferior ao correspondente a USD

d) A elaboração dos termos de referência para o concurso público e a composição da Comissão de Nego nos artigos988º (sobre Concurso Público) e 113º (sobre a Comissão de Negociação de Contratos) devem t da Concessionária Nacional, ou do órgão que o Governo vier a criar para regular o exercício de direitos de nos termos referidos nessas alíneas; e) Cabe ao Chefe do Governo aprovar a comissão ou o órgão competente para negociar os contratos objecto os minerais estratégicos que ainda não estejam sob a tutela de uma concessionária naci determinado órgãopúblico regulador. A r t i g o 1 6 5 (Tramitação dos Contratos depois de Aprovad Depois de aprovados pelo Conselho de Ministros, os contratos são devolvidos ao órgão de tutela para e mineiro, remessa de cópias do contrato e do título mineiro ao governo da província onde se realizará o Ministério das Finanças, quando houver lugar a isenções fiscais aprovadas pelo Governo, e à ANIP, para efe do CRIP e da Título de Importação de Capitais, sempre que haja investimento externo, nos termos estabel de investimento privado geral da secção anterior deste código. A r t i g o 1 6 6 (Realização do Investimento) 1. Compete ao ministério da tutela fiscalizar o cumprimento do investimento privado em minerais estra estejam sob a alçada legal de uma concessionária nacional, nos mesmos termos da fiscalização d investimento privado estabelecido no regime geral da secção anterior dest 2. Tratandose de minerais estratégicos sob a alçada legal de uma concessionária nacional, depois de apr respectivo pelo Conselho de Ministros, e emitido o respectivo título mineiro pelo órgão de tutela, para alé referidas no artigo anterior, o ministro da tutela envia igualmente cópias dos contratos e dos tít Concessionária Nacional, no prazo de 5 dias úteis, competindo a esta fiscalizar a realização do investimento após obtidos o CRIP e a Título de Importação de Capitais, no caso de investimento externo, nos me fiscalização estabelecidos no regime de investimento privado geral da secção anterior deste código. C A P Í T U L O X REGIME DE INVESTIMENTO MINEIRO ARTESANA S e c ç ã o Investimento na Mineração Artesanal Artigo 167º (Definição) 1. Considerase mineração artesanal aquela em que não é empregue mão de obra assalariada e em exclusivamente métodos e meios artesanais, sem intervenção de meios mecânicos auto propulsores, mineira industrial. 2. Os materiais e equipamentos para a mineração artesanal são, nomeadamente, enxadas, picareta peneiras ou crivos, bacias, baldes, luvas, pincelas, balanças, capacetes e botas. A r t i g o 1 6 8 (Proibição de equipamentos Industriais) 1. É proibido o uso de qualquer equipamento ou meios diferentes do especificado no artigo anterior, fi confisco os materiais proibidos que forem encontrados na posse dos mineradores, sem prejuízo de determinadas pela lei e por este cód 2. O uso de geradores de até 5 KVA é permitido, mas apenas para iluminação, em caso de trabalho nocturn A r t i g o 1 6 9 (Regime Legal e Enquadramento) 1. A mineração artesanal apenas é admitida nos termos do presente 2. O Governo pode aprovar regras suplementares para regular a actividade mineira artesanal, de especificidade de cada mineral. 3. O ministério da tutela deve criar condições para a integração dos mineiros artesanais em cooperativas organizadas de actuação, que resultem num melhor aproveitamento dos recursos naturais em benefícios d harmonia com a política do Governo para o sector mineiro. A r t i g o 1 7 0 (Regime de Investimento Artesanal) 1. O investimento em actividades mineiras artesanais realizase sob o regime de mineração artesanal, d definição de produção artesanal e das regras estabelecidas para tal actividade neste código e nos respe complementar. 2. Em tudo que não contrarie disposições específicas sobre investimento na produção artesanal estabeleci e em legislação complementar, aplicamse no investimento em actividades mineiras artesanais, com adaptações, as regras do regime geral de investimento privado e de atribuição de direitos mineiro. A r t i g o 1 7 1 (Obtenção de Direitos para Mineração Artesa 1. O investimento em actividades mineiras artesanais realizase mediante títulos de concessão de direitos p artesanal, atribuídos por Despacho do ministro da 2. O requerimento para a obtenção do título de concessão de direitos de mineração artesanal é dirig contendo os dados que permitam identificar o investidor, o preenchimento das condições e requisitos e código e em legiaslação complementares para a actividade mineira artesanal e o mapa da área requerida. S e c ç ã o I

Concessão de Direitos de Mineração Artesanal A r t i g o 1 7 2 (Áreas para a Mineração Artesanal) 1. Por decisão do Conselho de Ministros, podem ser reservadas ao exercício da mineração artesanal determ ocorrências mineiras. 2. As áreas consideradas adequadas para a mineração artesanal, são apenas aquelas cujas característica permitam a realização da actividade mineira em escala 3. Não podem ser reservadas à mineração artesanal aquelas áreas que estejam vedadas à actividade mine objecto de outros tipos de direitos mineiros. A r t i g o 1 7 3 (Licenciamento) Os direitos para o exercício da actividade de mineração artesanal são atribuídos pelo ministro respons mineiro ou por outra entidade a quem este delegue esta competência. A r t i g o 1 7 4 (Dimensão das Áreas) As dimensões das áreas para a mineração artesanal não pode exceder 5 km2, devendo ser demarcado nos da demarcação das áreas de produção industrial. Artigo 175º (Duração) Os direitos mineiros para o exercício da mineração artesanal são atribuídos por um período de três an prorrogados por mais três anos, sendo posteriormente prorrogados por períodos sucessivos de u esgotamento do recurso mineral explorável. A r t i g o 1 7 6 (Requisitos de Acesso à Mineração Artesan 1. Os direitos mineiros para a produção artesanal apenas podem ser atribuídos a cidadãos nacionais maio 2. Quando se trate de minerais estratégicos os cidadãos referidos no número 1 deste artigo devem residir menos 5 anos consecutivos. 3. É competente para emitir documento comprovativo de residência a autoridade administrativa do loc ouvida a autoridade tradicional respectiva. 4. Os direitos mineiros poderão ser atribuídos a pessoas singulares ou colectivamente ao agregado familia ou a cooperativas que reúnam os requisitos estipulados neste código e na regulamentação específica. Artigo 177º (Restrições) 1. Não é permitida a detenção pelo mesmo titular de mais de uma concessão para minera 2. Só pode realizar mineração artesanal quem estiver legalmente autorizado nos termos deste código actividade estenderse ao seu agregado familiar nacional até um máximo de 1 3. Quando o titular do direito de mineração artesanal pretenda incluir na actividade os membros do seu a estes deverão, a requerimento do titular do direito com indicação dos nomes, grau de parentesco, cópias de identificação e comprovativo de residência, obter junto do órgão provincial competente, a indicar pe tutela, o documento que os identifique como estando afectos àquele título. Este documento de identificaçã modelo aprovado pelo ministério da tutela e tem a validade de 1 ano, renovável. A r t i g o 1 7 8 (Obrigação de Identificação) 1. Todos os trabalhadores da mineração artesanal são obrigados a usar a identificação legalmente inst estadia e laboração nas áreas atribuídas pare este 2. Só podem permanecer na área de exploração mineira artesanal o titular do direito e aqueles que seja documento de identificação válido referido no artigo anterior deste artigo. A r t i g o 1 7 9 (Isenção de Taxas de Superfície) Os titulares de direitos de mineração artesanal estão isentos do pagamento da taxa de superfície. Artigo 180º (Cadastro) Compete ao órgão de tutela do sector o estabelecimento de um cadastro específico para o acompanhame actividade mineira artesanal. A r t i g o 1 8 1 (Fiscalização) Sem prejuízo das responsabilidades dos órgãos policiais e de segurança, compete ao órgão de tutela do autoridades locais competentes, o acompanhamento e fiscalização legal e técnica da actividade mineira ar A r t i g o 1 8 2 (Protecção Ambiental) 1. Os detentores de direitos mineiros para a mineração artesanal estão obrigados ao cumprimento das no para este tipo de actividade mineir 2. O Órgão da tutela e demais autoridades competentes estão obrigados a prestar todo o apoio aos deten mineiros de mineração artesanal, para que estes possam cumprir o estabelecido neste código e na demais o ambiente A r t i g o 1 8 3

(Extinção de Direitos) À extinção dos direitos mineiros de mineração artesanal aplicamse, com as necessárias adaptações, as re dos restantes direitos mineiros. A r t i g o 1 8 4 (Suspensão da Mineração Artesanal) 1. Sempre que se justifique, por motivos de saúde pública, ambiental ou outras razões ponderos fundamentadas e justificadas, poderão ser temporariamente suspensos os direitos de realização de qua relativa à mineração artesanal numa determinada 2. A suspensão temporária apenas poderá ser mantida enquanto perdurarem as circunstâncias que tiverem sua existência, salvo a ocorrência de novas situações que reúnam os requisitos exigidos no número prolongamento da suspensão da actividade de mineração. A r t i g o 1 8 5 (Direitos do Minerador Artesanal) 1. O titular do direito ao exercício da mineração artesanal tem o poder legal de realizar as operações min do recurso mineral autorizado na área a si concedida, armazenar, transportar e comercializar o produto com o presente código e os regulamentos que incidam sobre a actividade mineir 2. O titular do direito ao exercício da mineração artesanal pode ainda invocar em seu favor os direitos direitos mineiros, salvo se das suas características decorrer claramente que os mesmos não podem ser tipo de actividade. A r t i g o 1 8 6 (Deveres do Minerador Artesanal ) 1. O titular do direito ao exercício da mineração artesanal fica sujeito aos seguin a) Realizar as actividades mineiras de acordo com o estabelecido neste código, nos regulamentos sobre títulos de concessão; b) Cumprir as normas ambientais ao abrigo da legislação c) Colaborar com as autoridades, sempre que as circunstâncias o d) Responder pelas falhas e incumprimentos das pessoas que consigo trabalham na concessão m responsabilizarse solidariamente pelos prejuízos causados por eles ao Estado ou e) Manter actualizadas os títulos de concessão e os documentos de identificação relativas ao exercício mineração artesanal concedidos. 2. Aos titulares de direitos mineiros para exploração artesanal devem cooperar com as autoridades denúncia de práticas de exploração ilegal, tráfico ilícito de minerais estratégicos e de todas as activida configurar crimes ou infracções administrativas previstas por lei. C A P Í T U L O X I COMERCIALIZAÇÃO DE MINERAIS S e c ç ã o Disposições Comuns A r t i g o 1 8 7 (Comercialização do Produto da Mineração) Os titulares de direitos mineiros têm o direito de comercializar o produto da exploração mineira, deven condições estabelecidas neste código sobre comercialização de minerais e às disposições dos respectiv compra e venda. A r t i g o 1 8 8 (Exportação de Minerais) 1. A exportação dos minerais extraídos da zona económica de jurisdição territorial de Angola se licenciamento pelo órgão competente do Ministério do Comércio e de um despacho aduaneiro da Direcç Alfândegas, dandose conhecimento do facto ao ministério da 2. É proibida a exportação de recursos minerais nacionais provenientes de explorações não autorizadas n código, sem prejuízo das penalidades previstas neste código e noutra legislação aplicável. A r t i g o 1 8 9 (Importação de Minerais) 1. A introdução de qualquer mineral em território nacional carece de parecer prévio do ministério da permitida é sempre objecto de despacho aduaneiro 2. Logo que efectuadas as operações de importação de recursos minerais, devem os respectivos d quantitativos ser levados ao conhecimento do ministério da tutela para efeitos estatísticos e 3. Excluemse do regime estabelecido neste artigo, a importação de matérias primas de origem mineral p materiais de construção e as águas minerais, cujo regime é o estabelecido nos capítulos respectivos de legislação especial. S e c ç ã o I Comercialização de Minerais Estratégicos A r t i g o 1 9 0 (Regime Jurídico) 1. Salvo se de outro modo for definido pela legislação específica de cada mineral estratégico, como Governo, a comercialização de minerais estratégicos é realizada com observância das regras da presen código. 2. A comercialização de minerais estratégicos deve ter em conta o carácter específico e a especialidade d

avaliação dos mesmos, bem como as características particulares do mercado internacional, procurandos recursos no interesse da economia nacional. A r t i g o 1 9 1 (Canal Público de Comercialização) 1. A comercialização de minerais estratégicos é feita através de uma empresa ou instituição a criar pelo função específica de canal público de comercialização para cada mineral estratégico, acautelandose sem interesses dos produtores. 2. Cada órgão público de comercialização de minerais estratégicos tem direito a uma comissão para cobe operacionais em que esteja envolvido, que não poderá exceder 2,5% do valor dos minerai 3. As empresas concessionárias produtoras de minerais estratégicos têm o direito de participar nas n elaboração dos contratos ou acordos de comercialização dos minerais estratégicos que forem produzidos n A r t i g o 1 9 2 (Exportação de Minerais Estratégicos) 1. As exportações de minerais estratégicos são objecto de licenciamento pelo organismo competente Comércio e da Direcção Nacional das Alfândegas, conhecimento do facto ao ministério da t 2. O órgão público de comercialização procederá, previamente à exportação, à classificação e avaliaç estratégicos entregues pelos produtores. 3. Poderá ser efectuada uma avaliação provisória, sendo a avaliação definitiva realizada com a intervenção podendose recorrer, sempre que as circunstâncias ou a natureza do mineral o exijam, a um avaliador int conceituado, contratado quer para a avaliação provisória, quer para participar e certificar a avalia 4. Em todas as fases do processo de avaliação o produtor tem o direito de utilizar um avaliador por ele esco Artigo 193º (Certificação de Minerais Estratégicos para Exporta 1. É obrigatória a institucionalização, pelo ministério de tutela, de um sistema para a certificação de orig estratégicos que se destinem à exportaç 2. Sempre que, relativamente a um mineral considerado estratégico, sejam verificados os motivos de fact adopção da Certificação do Processo de Kimberly (CPK) para os diamantes, designadamente as razõ Resolução n.º 55/56 da Assembleia Geral das Nações Unidas, deve ser emitido o competente certific 3. As normas nacionais adoptadas no quadro do CPK são supletivamente aplicáveis a outros miner respeitadas as especificidades de cada mineral. A r t i g o 1 9 4 (Extraterritorialidade das Regras de Certificação 1. É proibida a impor tação, t rânsi to, t ratamento, benef iciação, comercializados ou outro tipo de dispos estratégicos cuja obtenção tenha implicado a prática de acções contrárias aos fins visados pelo sistem vigentes em Angola. 2. Os termos do número anterior são igualmente aplicáveis a casos em que exista receio justifi aproveitamento dos referidos minerais estratégicos haja sido a) Sem a observância dos requisitos mínimos de preservação ambiental e de respeito às comunidad República de Angola; b) Mediante a utilização de mão de obra c) Com recurso a trabalho forçado ou outras formas de prestação laboral proibida pelo ordenamento ju 3. Os minerais estratégicos que se prove terem sido aproveitados em desobediência ao disposto nos nú serão objecto do mesmo tratamento que, em circunstâncias semelhantes, seria aplicado aos diamantes no A r t i g o 1 9 5 (Comercialização dos Minerais Acessórios) A comercialização de minerais acessórios que ocorrerem nos jazigos de minerais estratégicos em exploraç termos da secção anterior deste capítulo, salvo tra de outros minerais estratégicos, caso em que toda a produção será vendida nos termos referidos ne legislação especial sobre a matéria. A r t i g o 1 9 6 (Comercialização da Produção Artesanal de Minerais Estra 1. Os minerais estratégicos extraídos nas áreas de exploração artesanal são obrigatoriamente vendidos de comercialização respectivo. 2. Previamente à venda dos minerais estratégicos referidos no número anterior, é feita uma avaliação local, para efeitos de determinação do preço de 3. O valor de cada remessa de minerais estratégicos de origem artesanal adquirido pelo órgão público de será pago ao minerador licenciado, imediatamente após a avaliação. LIVRO III DA CIRCULAÇÃO DE PESSOAS E BENS, DA FISCALIZAÇÃO E PENAL IZAÇÕES C A P I T U L O X I I CIRCULAÇÃO DE PESSOAS E BENS NAS ÁREAS DE AC MINEIRA A r t i g o 1 9 7 (Limites à Circulação de Pessoas e B

devendo a sua dimensão estar de acordo co contextual objectiva. nos termos do artigos seguintes. 3. a circulação de pessoas e bens. os seus rep trabalhadores vinculados à actividade de produ 2. bem visíveis voltadas para o exterior e situadas nos vértices das figuras geométricas que as definirem. O acesso de entidades do Estado às Zonas Restritas. a estabelecer por prudente critério do órgão competente. bem como os depósitos. demarcadas ao abrigo do presen 2. nos termos do artigo 11º (sobre Á para a Actividade Mineira). As Zonas de Protecção a que se refere a alínea b) do nº 1 devem manterse com os mesmos ou outros l em que. a circulação de pessoas e bens. extracção e tráfico ilícito de minerais. A r t i g o 2 0 0 (Zonas de Reserva Mineira) 1. delimitar com v no todo ou em parte. O acesso. desde que realizado m comunicação formal ao titular do direito e às autoridades policiais 3. de prevenir aquelas 5. Constitui responsabilidade do titular do direito mineiro em causa construir.São Zonas de Protecção as seguinte a) As áreas correspondentes às faixas de terreno que envolvem as Zonas Restritas. A r t i g o 1 9 8 (Zonas Restritas) 1. As Zonas de Protecção são estabelecidas pelo ministério da tutela. num raio de até 5 K por prudente critério do órgão competente. Zonas Zonas de Reserva. a externos dos depósitos ou jazigos protegidos. de minerais para a construção civil e de águas minerais são consid produção mineira para efeitos deste capítulo. O titular do direito mineiro pode. A circulação de pessoas dentro das Zonas Restritas é fiscalizada pelos titulares dos direitos mine devendo tomar as medidas adequadas para prevenir os efeitos nocivos que estas restrições visam preveni lei. É proibido o acesso às Zonas Restritas. é permitido. As Zonas Restritas devem ser assinaladas no terreno. não tendo ainda sido objecto de qualquer concessão de direitos mineiros. dentro de uma determinada zona. Acesso Proibido” título do direito mineiro e do seu respectivo 3. minas e as instalações situadas dentro de A r t i g o 1 9 9 (Zonas de Protecção) . prevenir a subtracção. no seu interesse e sem necessidade de autorização. no período que decorrer entre a descoberta das ocorrência dos direitos de mineração. as zonas restritas. bem como de outras entidades ou pessoas especialmente autorizadas pelo titular dos direitos mineiros. 2. assim com cruzamento com as estradas e caminhos públicos. são vista ao desenvolvimento futuro de actividades mi 2. contendo os dizeres “ Zona de Protecção de Minerai Proibida” e a indicação do título do direito mineiro e do seu respecti 3. vias de comunicação alternativas às estradas e caminhos públic por uma zona restrita. Os limites. 4. bem visíveis voltadas para o exterior e situadas nos vértices das figuras geométricas que as definirem. A r t i g o 2 0 1 (Acesso e Circulação nas Zonas de Actividade M 1. Para efeitos da presente código. as áreas de produção mineira dividemse em Zonas Restritas. São Zonas Restritas as áreas de mineração. até um raio de 1. a residência e o exercício de actividades económic controlados. São Zonas de Reserva Mineira as parcelas do território nacional que. salvo para o titular dos direitos mineiros em vigor. nas ocorrências de minerais protegidos. a pedido das concessionárias. sendo consideradas Zonas Restritas. sejam demarcadas zonas de produçã 4. a residência e o exercício de actividades económicas nas Z Mineira são regulados nos artigos seguintes. compreendendo os depósitos ou jazigos e as respectiva beneficiação. limitados ou proibidos nas áreas de actividade mineira ou a ela reservadas.000 metros. As Zonas de Protecção devem ser assinaladas no terreno através de marcos e tabuletas. através de marcos e tabuletas. a partir dos limites externos dos depósitos ou jazigo demarcação mineira; b) As áreas correspondentes às ocorrências de minerais encontrados ao abrigo de uma título de prospecçã uma faixa envolvente num raio de até 5 km. contendo os dizeres “Zona Restrita. A r t i g o 2 0 2 (Circulação de Pessoas dentro das Zonas de Pro 1. ou pela autoridade administrativa da área da resp . O ministério da tutela poderá estabelecer uma distância superior à consagrada neste artigo quando se t de minerais estratégicos. 2. à sua custa e segundo o tra indicado pelas autoridades competentes.1. assim com cruzamento com as estradas e caminhos públicos. As áreas de produção artesanal. Compete ao Conselho de Ministros estabelecer as Zonas de Reserva Mineira sempre que haja conhecim previsão de ocorrências de minerais em qualquer parcela do território 3. A circulação de pessoas dentro das Zonas de Protecção só pode ser feita por estradas e caminhos públ pessoas que por eles circularem fazerse acompanhar dos seguintes d a) Bilhete de Identidade ou outro documento comprovativo da respectiva identidade que ten b) Documento emitido pelos serviços a que pertencer.

Nenhuma mercadoria pode entrar ou sair da Zona Restrita sem autorização do titular dos direitos mine 2. Compete ao Governador da Província. Só é permitida a criação e demarcação de Zonas Restritas e/ou de Zonas de Protecção. É responsabilidade dos titulares dos direitos mineiros respectivos indemnizar os titulares dos e comerciais. ou mediante a contratação segurança especializadas. A r t i g o 2 0 8 (Atribuições dos Titulares de Direitos Mineiros em Matéria de 1. os titulares dos direitos respectivos no dever de observar o segu a) A construção de habitações condignas. alheia à actividad 2. sendo obrigatória a a documentos referidos no número anterior deste artigo. nos termos deste código e do estabelecido em reg trabalhem. em sistema de autodefesa. incumbe aos titulares de direitos mineiros e às empresas de a) Manter em constante vigilância as zonas sob seu controlo e fiscalizar o trânsito de pes . Os titulares de direitos mineiros sob cuja responsabilidade esteja o reagrupamento residencial de pop em consideração os programas de fomento económico e de promoção social definidos pelo Governo Governo da Província zelar pelo seu int cumprimento. pecuários ou outros. A vigilância e o controlo de pessoas e bens nas áreas demarcadas para produção artesanal são realiza Quando as áreas estiverem inseridas nas zonas de produção industrial. A circulação de mercadorias pela Zona de Protecção é permitida sempre que se fizerem acompan expedição emitida pelo Governo Provincial. É vedada a realização de qualquer tipo de actividade económica nas Zonas Restritas e nas Zonas de Pro for a sua natureza. com continuar o trânsito. O disposto nas alíneas a) e b) do número anterior não se aplica aos edifícios e construções situados nas e nas Zonas de Protecção que forem expropriados por utilidade pública nos term 4. em tal caso. 2. desde q reagrupamento residencial das populações aí residentes para fora dessas zonas. A vigilância e o controlo de pessoas e bens nas Zonas Restritas e nas Zonas de Protecção. A r t i g o 2 0 4 (Actividades Económicas) 1. Artigo 205º (Residência) 1. É permitida a expropriação por utilidade pública de bens existentes nas Zonas Restritas e nas Zon sempre que se trate de áreas de exploração de minerais estratégicos. pelo menos. No exercício das atribuições de vigilância. comercial. A circulação de mercadorias pela Zona de Protecção será igualmente permitida mediante credencial pas dos direitos mineiros respectivos. designadamente escolas. agrícola ou outra. agrícolas. em colaboração com os representantes das comunidades lo aprovar o programa de reagrupamento das populações proposto pela concessionária. ou para outros fins públicos releva da lei. Os poderes de vigilância e controlo de pessoas e bens atribuídos às entidades referidas nos número prejudicam a competência genérica atribuída por lei à Polícia Nacional e aos órgãos de segurança. salvo para as pessoas vinculada de produção mineira. existentes à data da demarcação no interior das Z das Zonas de Protecção. co destinatário. 5. centros de convívio. em condições equivalentes. nos termos em que a lei o 2. assim como respectivos jazigos e da actividade de produção mineira. tendo em conta o es artigo. a vigilância será feita em cola titulares dos direitos mineiros respectivos. industriais. industrial. o mais possível constituindose. pelos prejuízos que a interdição referida no número anterior 3. A r t i g o 2 0 3 (Circulação de Bens) 1. nunca inferiores às que possuíam as pessoas b) A construção de infraestruturas sociais e comunitárias. 3. 3. É proibida a residência nas Zonas Restritas e nas Zonas de Protecção. te de abastecimento de água e outros. às que existiam n transferidos. são realizados pelos titulares dos direitos mine com meios próprios e pessoal por elas contratado. a circulação e a permanência nas áreas demarcadas para a mineração artesanal só são portadores da respectiva título e àqueles que.ou pela concessionária. em que as mesmas estejam claramente identificadas. sendo nelas rigorosamente proibida qualquer actividade económica estranha à produção mineir A r t i g o 2 0 7 (Órgãos de Controlo de Pessoas e B 1. 3. segurança e controlo de circulação de pessoas e bens que confere. 2. O trânsito pelas estradas e caminhos públicos existentes nas Zonas de Protecção está sujeito a fi autoridades policiais competentes e pelos titulares dos direitos mineiros respectivos. sempre que solicitado por aquelas entidades. A r t i g o 2 0 6 (Restrições nas Áreas de Mineração Artesa O acesso.

de modo geral. A fiscalização mineira tem por finalidade. podem as entidades e pessoas encarregadas da segurança e do contr de pessoas e bens realizar os seguintes a) Identificar e proceder a revistas de rotina aos seus trabalhadores e.b) Impedir a residência. Para os efeitos do disposto na alínea c) do número anterior. assim como aos objectos e que sejam portadoras ou que estejam sob sua respons b) Exigir a apresentação de autorizações de acesso. das instalações. Sem prejuízo de outras medidas a aprovar pelos órgãos competentes do Governo. o exercício de actividades económicas e o acesso de pessoas e bens às lei interdita tais factos; c) Prevenir a realização de toda e qualquer actividade de prospecção. 7.º 18A/ 92. os meios de transporte. pesquisa. bem como a defesa do ambi 2. reconhecimento e autorizada de minerais; d) Assegurar a protecção de jazigos e ocorrências. Os bens apreendidos e as pessoas detidas devem ser entregues ao magistrado do Ministério Público Polícia Nacional que se encontrar mais próximo do local da detenção ou apreensão. dos bens e dos serviços afectos ao exercício mineiras; 2. constituem obrigaç de direitos mineiros quanto ao trânsito de minerais os a) Obter dos órgãos competentes as guias de trânsito que se b) Dar notícia do trânsito de minerais às autoridades por onde transitarem os mesmos. O trânsito de minerais para amostras laboratoriais ou outros fins transitórios. tomando as medidas que se mostr solicitando apoio às autoridades de segurança pública. a protecção da saúde das pessoas e da salubridade do transitem. O trânsito de minerais está sujeito à observância de regras específicas que atendam à natureza d necessidade de garantir a segurança dos mesmos. as armas e apetrechos de acampamento encontrados na posse dos agentes da infracção são considerados instrum 5. o trânsito. prevenir e garantir a) Que o exercício dos direitos mineiros concedido nos termos deste código e da legislação complemen acordo com as respectivas regras normativ b) Que o titular de direitos mineiros exerça as suas actividades de acordo com as normas técnic administrativas e sociais em vigor; c) Que as condições de trabalho nas minas e suas dependências estejam de acordo com as exigên recomendações dos órgãos competentes; d) Que a conservação e difusão da documentação de carácter geral sobre a exploração dos recursos mine acordo com o que está estabelecido legal ou administrat . sempre que tal necessidade 3. quando em flagrante delito imediato ás autoridades policiais competentes 4. observandose as obrigações contratuais ou que constem dos títulos de direitos sobre amostras de concreto. de 17 de Julho. opondose a toda e qualquer actividade que aten segurança; e) Garantir a segurança das pessoas. garantir que a mesm consonância com os interesse públicos e prevenir transgressões às disposições deste código e da legislaçã 3. está sujeito ao regim artigo. C A P Í T U L O X I TRANSGRESSÕES ADMINISTRATIVAS E SUA FISCALIZAÇÃO A r t i g o 2 1 0 (Fiscalização) 1. aplicáveis nas zonas restritas aos seus trabalhadores e às pessoas por lei autorizadas ou con naquelas zonas. Compete aos titulares de direitos mineiros publicar regulamentos internos sobre matéria de vigilân controlo. nos termos e no praz lei n. A fiscalização da actividade mineira visa assegurar o desenvolvimento harmonioso da indústria minei base numa sã e racional exploração e aproveitamento dos recursos minerais do país. A r t i g o 2 0 9 (Trânsito de Minerais) 1. credenciais ou guias de expedição de mercadorias que o acesso á área careça dessas autoriz c) Deter preventivamente os agentes dos crimes previstos na presente código. No exercício das suas atribuições. prevenindo riscos de contaminação do ar das cabines em que s quedas ou desprendimentos de carga; g) Prevenira prática de furtos ou de outros atentados à propriedade. Os Regulamentos referidos no número anterior devem ser remetidos previamente ao ministério da parecer favorável. às pessoas que entr zonas restritas ou circulem ou se encontrem nas demais áreas sob seu controlo. Compete ao ministério da tutela fiscalizar o exercício das actividades geoló 2. ou noutros termos e prazos que lhes venham legalmente 6. sempre que tais susceptíveis de causar danos à saúde das pessoas ou ao c) Cumprir as regras e determinações das autoridades competentes sobre trânsito de bens sujeitos a cuid d) Acondicionar ou embalar os minerais a transportar em embalagens e contentores adequados ao tra e) Garantir que o acondicionamento e embalagem dos minerais tenham as condições de segurança necess de mineral a transportar; f) Garant ir a segurança das t ripulações. os enviará à aprovação do Ministério do Interior. entre outras.

acrescidas da suspensão das operações geológica e mineiras até 90 dias s natureza da infracção o exija. As multas por transgressões mineiras administrativas revertem a favor do Estado ou de instituição púb Decreto do Conselho de Ministros. A Segurança Mineira funciona sob a dependência e coordenação de um comando operativo único. 2. nos termos e percentagens a definir por Decreto Executivo Conjunto dos ministro finanças. reservandose uma comissão de até 10% do valor global das multas pa fiscalização autuantes.4. des de Segurança Mineira. sem prejuízo da faculdade de delegar esses poderes. A r t i g o 2 1 4 (Responsabilidades os Órgãos de Segurança O disposto no artigo anterior não prejudica o exercício das atribuições que. são conferidas aos órgãos de segurança e às empresas especializadas de segurança pr Restritas. É competente para aprovar as transgressões mineiras administrativas e estabelecer as sanções co Conselho de Ministros.000 e um máx a USD 200. É proibida a intromissão na gestão das actividades mineiras a pretexto de fiscalização da actividade min A r t i g o 2 1 1 (Penalizações das Infracções Administrativas) 1. nos termos do prese A r t i g o 2 1 5 (Proibição de Instrução Penal) Os titulares de direitos mineiros e os agentes de segurança privada referidos nos artigos anteriores qualquer pretexto. que aprova também o seu Estatuto Interno. A r t i g o 2 1 2 (Tramitação Processual) 1. Sem prejuízo das sanções penais previstas neste código e na restante legislação penal aplicável. A fiscalização mineira deverá ser exercida de forma a não perturbar o normal funcionamento das activ 5. de Segurança Mineira. abreviadamente “Segurança Mineira”. 2. 3. de transgressão punível exclusivamente com m 3. de instrução criminal e judiciária e regerse pelo mais escrupuloso respeito dos direitos legítimo das disposições legais em vigor C A P Í T U L O X SEGURANÇA DOS MINERAIS ESTRATÉGICOS A r t i g o 2 1 7 (Corpo Especial de Segurança Mineira) 1. agir em escrita colaboração com policiais. com natureza de serviço administrativ podendo ter autonomia financeira. na prevenção e combate ao tráfico il estratégicos e às demais actividades ilícitas previstas na presente código. em matéria de vigilância. nas Zonas de Protecção e nas áreas demarcadas para exploração artesanal. Tendo em vista a execução plena e eficaz das suas atribuições. ant aplicar a multa. segu de pessoas e bens. Quando a sanção a aplicar for a de suspensão das operações geológicas e mineiras ou a de multa super moeda nacional equivalente a USD 10. com sanções pecuniárias em moeda nacional. A Segurança Mineira realiza a sua actividade em estreita cooperação com as restantes corporações polic A r t i g o 2 1 8 (Comando de Segurança Mineira) 1. s das sanções da competência do respectivo Ministro. abreviadamente CSM. o CSM e os agentes da Segurança Mine . A iniciativa e a tramitação processual são da competência do ministério da tutela e dos seus agentes. O Governo pode criar uma corporação policial especializada para a segurança de minerais estratégicos. O processo de aplicação de sanções administrativas tem por base um auto de notícia ou um processo 2. A acção do Comando de Segurança Mineira tem por finalidade a garantia do cumprimento da lei. controlo. a aprovar pelo Governo. fiscalização e execução de a de prevenção e repressão da exploração ilegal e do tráfico ilícito de minerais estratégicos e de outras atentem contra as disposições legais pertinen 3. realizar actividades de instrução criminal. A r t i g o 2 1 3 (Efeitos do não Cumprimento de Penas Administr O não cumprimento das penas aplicadas nos termos do Artigo 211º (sobre Penalizações das Infracções depois da notificação do Despacho do ministro da tutela que a aplicou. integrado hierárquica e funcionalmente no Ministério 2. entre um mínimo equivalente a USD 1. d minerais e da protecção dos meios e instrumentos de exploração mineira.000. por transgressão administrativa ou imponham a suspensão das operações mineiras nos termos deste código e da legislação complementar crime de desobediência qualificada e constitui fundamento para rescisão do contrato. tudo de harmonia com a lei e o i 4. disposições da presente código e à legislação complementar são punidas como transgressões administrat da lei.000. As funções do Comando de Segurança Mineira são a concepção. A r t i g o 2 1 6 (Dever de Colaboração com as Autoridad O pessoal das empresas concessionár ias ou das empresas especializadas de segurança encarregadas pessoas e bens nas áreas produtoras de minerais estratégicos deve. deve ser ouvido o titular dos direitos mineiros respectivo.

compra e de minerais estratégicos. que actuará como fiel depositária enquanto d Depois de avaliados. Os minerais apreendidos serão depois do julgamento condenatório definitiva entregues aos seguinte . Nos casos não tipificados como crime pelo presente código. tipificados neste código como infrac 2. nos termos estabelecidos pela lei para os órgãos de investigação e instru 2. O Governo pode criar uma corporação policial especializada para a prevenção e repressão de cri minerais estratégicos. Sem prejuízo das competências gerais dos órgãos policiais e de instrução penal estabelecidas por Mineira são conferidas as seguintes atribuições esp a) Assegurar o combate à exploração. em todo o territór órgãos policias especiais de prevenção e repressão de crimes envolvendo minerais estratégicos. aplicase o regime penal comum. investigação e instrução de processos penais de minerais estratégicos. A r t i g o 2 2 3 (Recompensa por Colaboração) As pessoas que. O regime penal estabelecido neste capítulo aplicase às pessoas e aos actos envolvendo minerais e direitos e obrigações a eles associados. O Governo pode criar no interior dos órgãos judiciários de investigação e instrução processual com especializadas de prevenção. por qualquer forma. A prevenção e repressão dos crimes envolvendo minerais estratégicos compete. funcionários da justiça e demais trabalhadores dos restantes órgãos repressão criminal. transitarão. ao tráfico ou à mera posse de minerais que seja realizada à especialmente dos minerais estratégicos; b) Organizar. A r t i g o 2 1 9 (Atribuições do Corpo de Segurança Mine 1. sob termo de entrega. tendente a prevenir furtos ilícitas sobre minerais estratégicos; f) Acompanhar as actividades desenvolvidas pelas empresas ligadas à prospecção. terão direi equivalente a 25% do respectivo valor. nos term neste código e na lei comum 3. e sob a coordenação das autoridades com competência legal para a realização processoscrime. nos termos estabelecidos pela 2. com vista à recolha de informações e demais elementos de interesse par segurança dos mesmos; g) Acompanhar e fiscalizar as operações de segurança realizadas autonomamente pelas empresas co direitos mineiros em geral; h) Emitir credenciais e outros documentos afins de acesso às zonas restritas e de reserva de minera i) Emitir credenciais e outros documentos de acesso e de trabalho nas áreas de exploração artesanal. para a 2. sujeitas a uma mesma direcção orgânica e a uma fiscalização comum do Mini 4. a Segurança Mineira pode realizar actos de investigação conducentes à recolha de provas instrução de processoscrime. nos termos definidos no Artigo. mas que constituam infracção penal envol actos relacionados com a actividade minera. Os minerais apreendidos no âmbito de acção penal devem ser submetidos a exame e avaliação por peri credenciados pelo Ministério da Tutela e entregues a este. as q todo o caso. em todo o território naci comuns de prevenção e repressão criminal do Estado. A prevenção e repressão dos crimes envolvendo minerais comuns compete. e mediante requisição órgãos competentes de investigação e de instrução processual. nos neste código; C A P Í T U L O X V TRANSGRESSÕES PENAIS S e c ç ã o (Prevenção e Repressão) A r t i g o 2 2 0 (Âmbito) 1. exploração. A r t i g o 2 2 1 (Órgãos Competentes) 1. colocados nas áreas de produção de minerais. Em estreita dependência. sempre que a necessidade de prevenção o justifiquem. determinarem a apreensão de minerais estratégicos. redes e indivíduos que se dediq ao tráfico ilícito de minerais e a outras práticas d) Zelar pela organização e execução do sistema de segurança industrial do sector mineiro nos casos em incida sobre um mineral estratégico; e) Executar a actividade de pesquisa operativa em todo o circuito de produção. controlar e executar toda a actividade operativa para prevenir e combater todas as acçõ contra as leis mineiras e as políticas do Estado para o sector c) Propor e aplicar medidas que garantam o desmantelamento de grupos. A r t i g o 2 2 4 (Minerais Apreendidos) 1.de regime remuneratório especial a aprovar pelo Governo. A r t i g o 2 2 2 (Regimes Especiais de Remuneração) O Conselho de Ministros pode estabelecer regimes especiais de remuneração para a Polícia Nacional Judiciais e do Ministério Público.

A r t i g o 2 2 6 (Introdução Ilícita em Áreas de Mineração Arte 1. assim como a saída do território nacional. O acesso e a permanência de pessoas numa zona restrita de produção mineral estratégica. A posse ou a mera detenção. depositados em locais de guarda e conservação. quando estiver clarame que foram extraídos ou furtados das jazidas de produção. a venda. é punida como crime de furto com a pena de 2 a 8 anos salvo se. assim como a sua simples extracção. A mesma actividade praticada por agentes ou mandatários dos autores morais ou materiais. de minerais bruto. A r t i g o 2 2 7 (Actividade Ilícita de Prospecção) 1. havendo extracção. em bruto ou transformados. Tratandose de minerais estratégicos perigosos para a saúde pública. d segurança dos respectivos titulares; b) Ao Estado. depositados em lo conservação. S e c ç ã o I Crimes Mineiros A r t i g o 2 2 5 (Entrada não Autorizada em Zona Restri 1. A r t i g o 2 3 4 (Condições de Punibilidade) Os agentes dos crimes descritos nos artigos anteriores só são punidos se forem surpreendidos em flagrante . em função da pouca gravidade do acto. A r t i g o 2 3 3 (Tráfico de Minerais sem Valor) O tráfico de minerais sem valor fazendoos passar por minerais estratégicos. a pen anos de prisão maior. Todos os que se introduzirem.a) Às empresas detentoras de títulos de direitos de prospecção ou de exploração. se outra lhe couber. é pu de prisão e multa até 2 anos. instalações de escolha. de tratamento. fora dos casos legalmente autorizados. nos restantes casos. Em caso de negligência a pena é a de prisão até 3 meses ou multa até 6 meses. se o agente não tiver residência permanente na zona em infracção. pena de 2 a 8 anos de prisão 2. é punível com a pena de prisão e multa até 2 an autores morais ou materiais. A r t i g o 2 2 9 (Furto de Minerais Estratégicos) 1. fora dos ca permite. 2. A pena é a de prisão e multa até 2 anos. é punível com anos de prisão maior. A r t i g o 2 2 8 (Actividade Ilícita de Exploração) A actividade de exploração de minerais estratégicos. Constitui tráfico ilícito de minerais estratégicos a compra. A r t i g o 2 3 1 (Tráfico Ilícito de Minerais Estratégicos) 1. O furto de minerais estratégicos em bruto é punível com pena de 8 a 12 anos de prisão maior. A comercialização de minerais estratégicos transformados. outra mais grave lhe couber. numa área demarcada para a exploração artesanal de mine serão punidos com prisão até 6 meses ou multa até 1 2. é punidos com prisão e multa até 2 2. O furto de minerais estratégicos transformados. pesquisa e avaliação de minerais estratégicos sem se nos termos deste código e da legislação complementar. em razão do valor dos minerais extraídos. sempre que tal comercialização esteja sujeit expressas ou a medidas de segurança especiais em razão da sua perigosidade para a saúde pública. Havendo negligência. A posse ou mera detenção não autorizada de minerais estratégicos transformados. a pena é a de prisão até 6 meses ou multa até 1 ano. é punida com a pena de prisão. a dação em pagamento ou outra qu transmissão. pena de prisão e multa até 2 anos. fora dos casos legalmente autorizados. A actividade de reconhecimento. A r t i g o 2 3 2 (Introdução Ilícita de Minerais Estratégicos em Território 1. A introdução não autorizada em território nacional de minerais estratégicos em bruto. sem que haja a intenção de furtar. em bruto ou transformados. em razão do valor dos minerais extraídos e das circunstâncias em que o crime 2. 2. A r t i g o 2 3 0 (Posse Ilícita de Minerais Estratégicos) 1. sem título. O tráfico ilícito de minerais estratégicos é punível com a pena de 8 a 12 anos de 3. 3. prospecção. através do ministério da tutela ou dos órgãos públicos de comercialização de minerais estr existirem. sem o com título de concessão de direitos de exploração. agravadas. é punida cumplicidade. de minerais estratégicos em bruto. é puni de furto. podendo a pena ser subs até 1 ano. 2.

Cumplicidade e Encobriment 1. serão estas aplicadas em conjugação com as penas previstas 3. cometem o crime de desobediência. No caso de haver convenções internacionais ou bilaterais de que o Estado Angolano seja parte. fora das condições previstas neste código. 2. prospecção e de exploração d termos do presente código. Aplicase à interdição estabelecida no número anterior o disposto no nº 5 do artigo 70º do Código necessárias adaptações. Incluemse nesta medida os equipamentos de produção ou de tratamento mineral usado para o crime que. Se os agentes dos mesmos crimes exercerem profissão titulada ou actividade económica sujeita a l forem agentes ou administradores de sociedade legalmente constituída. n penal.A r t i g o 2 3 5 (Actos Preparatórios. ou subs correccional nunca inferior a 6 meses. L I V RO I V DO REGIME TRIBUTÁRIO E ADUANEIRO C A P Í T U L O X V I REGIME TRIBUTÁRIO S e c ç ã o Disposições Gerais A r t i g o 2 4 1 (Objecto e Âmbito) As disposições constantes do presente Capítulo constituem o regime tributário aplicável a todas as entida estrangeiras que exerçam as actividades de reconhecimento. pode o tr qualquer pena de prisão maior por penas de prisão e isentar os réus do cumprimento das penas de pri acessória. A r t i g o 2 3 9 (Atenuação Especial de Penas) 1. A pena acessória de multa pela condenação por qualquer crime mineiro que a preveja não pode ser valor dos minerais estratégicos objecto do crime cometido nem superior ao seu v 2. bem como em outras áreas territoriais ou internacionais direito ou os acordos internacionais reconheçam poder de jurisdição tributária à República de Angola. salvo se perte outras. Em caso de confissão voluntária e útil para a descoberta de crimes e dos seus agentes. pesquisa. 2. como ta código. 2. As entidades referidas no artigo anterior estão sujeitas. depois de terem cumprido a 2. a pessoas sem nenhuma participação no crime e que estejam de boa fé. O crime de desobediência é agravado nos casos em que do acto resultem prejuízos para o Estado ou casos em que o infractor deve responder acessoriamente pelos prejuízos causados. actividade de gerência. e as viaturas em que essas mercadorias e os agentes do crime forem transportados. A r t i g o 2 4 2 (Encargos Tributários) 1. mas atenua 3. Nos crimes dolosos previstos neste capítulo. Se o crime for cometido por representantes. Os actos preparatórios dos crimes enunciados neste capítulo são puníveis com pena de prisão e multa 2. sob outras medidas semelhantes. A r t i g o 2 4 0 (Desobediência) 1. circulem nas áreas mineiras de acesso restrito. Os agentes dos crimes previstos na presente capítulo que sejam estrangeiros nos termos da lei ango expulsos do território nacional. poderá serlhes aplicada a pe interdição do exercício da profissão. consoante a sua actividade. O tribunal pode igualmente reduzir qualquer pena de prisão maior até ao mínimo de 1 ano. mandatários ou empregados de sociedades ou outras pesso seu interesse. 4. administração ou outra responsabilidade. sempre que. pelo anos. Os cúmplices de actos criminosos praticados por autores dos crimes previstos neste capítulo são punid aplicáveis aos respectivos autores. o dano ou perigo de sejam de valor reduzido ou insignificante. A r t i g o 2 3 6 (Multa Acessória) 1. pr circunstâncias que justifiquem o uso da faculdade de atenuação especial da pena. Os titulares de direitos mineiros que se recusem a cumprir as ordens e orientações transmitidas por ag com poderes estabelecidos neste código ou na legislação comum. O encobrimento de actos criminosos ou de pessoas que pratiquem os crimes previstos neste capítulo é penas aplicáveis aos autores. A r t i g o 2 3 8 (Bens Perdidos a Favor do Estado 1. estas respondem solidariamente pelo pagamento da multa. os minerais e materiais apreendidos devem ser declaradas do Estado. em território nacional. A r t i g o 2 3 7 (Medidas de Segurança) 1. aos seguintes enca a) Imposto de rendimento; .

º 1. de conservação b) Encargos de distribuição e venda.b) Imposto sobre o valor dos recursos minerais c) Taxa de superfície; d) Taxa de exercício da actividade min e) Contribuição para o Fundo Ambient 2. bem como todos aqueles que fo para prestar serviços técnicos. nos termos es Ministério das Finanças. contratados pelos concessionários ou por quem. cobrança de dívidas e emissõ obrigações e prémios de reembolso; d) Encargos de natureza administ rat iva. prospecção ou exploração de recursos minerais. A r t i g o 2 4 5 (Imposto sobre o Rendimento do Trabalh Ostrabalhadores estrangeiros. send entre si as obrigações tributárias relativas a uma determinada concessão mineira e a quaisquer outras. quotas. Artigo 250º (Isenções) Ficam isentos do pagamento do imposto sobre o rendimento as entidades que. previdência socia excepção dos de vida a favor dos s . subsídios e compa associações económicas e organismos corporativos. bem como direitos e demais impos devidos por lei. resultantes dos rendimentos obtidos na exploração mineira. entre os quais juros de capitais alheios empenhados na empresa. as associações em participação e outras entidades se jurídica devem proceder ao cadastro tributário junto da repartição fiscal respectiva. ajudas de custo ou subsídios diá consumo corrente. em caso incumprimento.º 1 do presente artigo não excluem a sujeição das entidades referidas no a Objecto e Âmbito do Regime Tributário) a outros impostos ou taxas. A r t i g o 2 4 8 (Taxa) A taxa do imposto de rendimento para a indústria mineira é de 35%. pensão de reforma. contencioso. ficam sujeitos ao rendimento do trabalho. não tributados por outro imposto. As associações em par t icipação ou out ras associações sem personalidade jurídica são responsáveis p da obrigação fiscal decorrente da sua actividade. A r t i g o 2 5 1 (Custos ou Perdas Dedutíveis) 1. A r t i g o 2 4 6 (Legislação Subsidiária) Em tudo o que não estiver previsto no presente código sobre a tributação é aplicado. nos termos do presente código. residentes ou não. designadamente com remunerações. transporte e comunicações. acessória ou complementar. oscilações cambiais. d transferências. de form a actividade de pesquisa. tenham adquirido os direito 2. Os encargos referidos no n. gastos com operações de crédito. nos termos e condições previstos na lei. A r t i g o 2 4 4 (Imposto sobre Aplicação de Capitais) Os dividendos distribuídos pelas sociedades ou associações. Para os efeitos referidos no número anterior. nos termos do presente sujeitas ao pagamento da Taxa sobre o Exercício da Actividade Mineira. nos termos da lei. n. científicos ou artísticos. relativos à produção mineira. A (Incidência) 1. abrangendo os de transportes. mãodeobra. abonos de família. para cada concessão mineira. do artigo 242º Tributários). S e c ç ã o I Encargos Tributários S u b s e c ç ã o Imposto de Rendimento Artigo 247º (Definição) O imposto de rendimento sobre a actividade mineira referido na alínea a). assim como dos emolumentos previstos n A r t i g o 2 4 3 (Independência dos Encargos e das Obrigações Tribu O cálculo da matéria colectável e a liquidação dos encargos tributários das entidades referidas no ar Objecto e Âmbito do Regime Tributário) fazse. subsidiariamente Tributário e demais legislação avulsa de natureza fiscal e administrativa. excepto quando deles estejam expressamente isentos. estão sujeitos ao imposto sobre aplicação de capitais. 3. O imposto de rendimento previsto neste diploma incide sobre os lucros imputáveis ao exercício das ent ou estrangeiras que. publicidade e colocação dos mine c) Encargos de natureza financeira. rendas. de forma autónoma. energia e outros gastos gerais de fabricação. sem prejuízo da responsabilidade solidária dos seus medida das suas par t icipações. consideramse custos ou perdas imputáveis ao exercício o a) Encargos da actividade básica. tais como o matérias utilizadas. pela prática de actos complementares ou acessórios das actividades referidas no artig Capítulo. é o imposto industrial que se encontra genericamente regulado na legislação comum. Para efeitos de determinação do rendimento líquido tributável das entidades sujeitas ao imposto sob nos termos deste código.

º do artigo 192.º do Códig h) As despesas de formação do pessoal expatriado e dos programas de formação que não respeitem os te legislação aplicável; i) Quaisquer impostos e contribuições devidos. As despesas efectuadas com a recuperação ambiental são primeiramente abatidas ao valor acumul existente e. investigação. directores. membros do Conselho Fiscal e outros . sem prejuízo do disposto no g) Reintegrações e amortizações dos elementos do activo sujeitos a deperecimento. nos termos do presente código. mas com observância artigo ____º deste Capítulo e dos artigos 30. seja a que título for. salvo quando realizadas para defesa das oper f) As ofertas ou donativos que não tenham sido feitas ao Estado ou para fins de natureza educativa. antes que possam ser deduzidas a título de custo d 4. procedam à actividad mineira. Não se consideram custos ou perdas do e a) O imposto de rendimento; b) As despesas incorridas por falta grave. também são considerados custos ou perda exercício. A provisão existente deverá ser utilizada até ao termo da concessão ou do contrato. até ao limite das taxas anuais indicadas. consulta e especialização técnica do f) Encargos fiscais e parafiscais a que estiver sujeito o contribuinte. multas ou penalidades por incumprimento das obrigações legais ou contratuais e as verificação de eventos cujo risco seja segu e) As despesas incorridas em processos de arbitragem. certificada pelos ministros de tutela da actividade mineira e do ambiente. caridad desde que previamente autorizados pela autoridade fiscal. devidamente corrigidos nos termos previstos na lei. ouvidos os ministros de tute mineira e do ambiente. A r t i g o 2 5 4 (Dedução de Prejuízos de Exercícios Anterio Os prejuízos verificados num determinado exercício económico serão deduzidos nos lucros tributáveis. prestar uma caução. gerentes. no último ano de exploração. devem constituir uma provisão destinada a custear a restauração ou recuperação do ambiente danos provocados pelas actividades geológicas e m 2.º a 35.º do Código do Imposto h) Encargos aduaneiros que tenham sido pagos por incorporação no preço dos bens de equipamento impor internamente a não detentores de direitos mineiros que não beneficiem de isenções semelhantes ao direitos mineiros. científica. As ofertas ou donativos feitas ao Estado ou para fins de natureza educativa. negligência grave ou dolo por parte do contribuinte ou quem deste; c) As comissões pagas aos intermediári d) As indemnizações. os seguin reintegração e amortização do activo imobiliz a) Equipamentos mineiros fixos: 20%; b) Equipamentos mineiros móveis: 25%; c) Ferramentas e utensílios de mineração: 3 d) Equipamentos de acampamento: 20%; e) Bens incorpóreos. nos termos deste código; i) Provisões; j) Indemnizações e prejuízos resultantes de eventos cujo risco não seja k) Encargos emergentes da segurança das actividades l) Imposto sobre o Valor dos Recursos Mi m) Custos de prospecção e pesquis n) Contribuição para o Fundo Ambient 2. cultural. no limite desta. e sem prejuízo da apl medidas previstas em lei pelos organismos competentes. incluindo despesas de prospecção e pesquisa: 25%. Havendo manifesta incúria do titular do direito mineiro ou de quem legalmente proceda a actividad mineira. A r t i g o 2 5 2 (Custos Fiscais de Amortizações e Reintegraç São tidos como custos ou perdas do exercício. Os concessionários dos direitos de exploração que. A r t i g o 2 5 5 (Custos ou Perdas não Dedutíveis) 1. A r t i g o 2 5 3 (Provisões para Recuperação Ambiental) 1. bem como pelos administradores. são fixados pelo Ministro das Finanças. cu caridade e beneficência e com a autorização prévia da autoridade g) Os juros intercalares pagos nos termos do parágrafo 2. as despesas efectuadas para a respectiva recupe não serão dedutíveis da matéria colectável do imposto de rendimento. cinco anos posteriores. sob a forma de garantia ba equivalente ao da provisão ou do seu remane 5.e) Encargos com análises. As taxas e o limite da provisão. de acordo com o montante determinado pelo estudo de impacto ambiental qu estudo de viabilidade técnicoeconómica no processo de obtenção dos direitos de expl 3. devendo o titular d respectivo ou a associação. racionalização. pelos trabalhadores residentes e nã Angola.

o seu valor. incide sobre o valor dos minerais extraídos ou. pesquisa e avaliação. e ainda que devidamente documentada exceda 20% da remuneração base; k) As despesas de carácter pessoal de sócios ou accionistas do c l) As contrapartidas oferecidas ao Estado pela atribuição de concessões 2. Os titulares de direitos mineiros que o requeiram. cujo valor comercial seja 2. dirigido ao Ministro das Finanças. prospecção. A r t i g o 2 6 0 (Taxa) 1. A r t i g o 2 5 6 (Incentivos Fiscais) 1. sobre o valor dos con 2. o roaylty incide sobre o valor dos lotes adquirid públicos de comercialização. às taxas referidas no número anterior serão acrescidas as taxas constantes da tabe Anexo II deste código e que dele é parte integrante. os seguintes actos relevantes para a econo a) O recurso ao mercado local de bens e serviços compl b) O desenvolvimento da actividade em zonas r c) A contribuição para a formação e treinamento de recursos humano d) A realização de actividades de pesquisa e desenvolvimento em cooperação com instituições académ angolanas; e) O tratamento e beneficiação local dos m f) A relevante contribuição para o aumento das exp 3. nos termos deste c 3. S u b s e c ç ã o I Imposto sobre o Valor dos Recursos Minerais (Royalty) Artigo 257º (Incidência) 1. consoante a proporção da variação do preço. 3. Estão isentos do pagamento do Imposto sobre o Valor dos Recursos Minerais os minerais extraídos pela exerçam apenas actividades de prospecção e pesquisa. ou Royalty. depois de visadas pelo Ministério autenticadas com selo branco. quando haja lugar a tratamento. Não são permitidas deduções que se traduzam em duplicação. Tratandose de mineração artesanal de diamantes. São passíveis de incentivos. poderão obte prémios de investimento (uplift) e períodos de graça no pagamento do importo de rendimento. designadamente. ouvido o parecer do ministro da tute Nacional de Impostos. É competente para dirimir conflitos sobre a relevância ou irrelevância de minerais extraídos du reconhecimento. destinamse um ao declarante. As taxas do royalty a aplicar sobre o valor dos recursos minerais são as a) Minerais estratégicos: 5%; b) Pedras e minerais metálicos preciosos: c) Pedras semipreciosas: 4%; d) Minerais metálicos não preciosos: 3 e) Materiais de construção de origem mineira e outros minera 2. nos termos do artig A r t i g o 2 5 8 (Valor dos Minerais) 1. Quando haja variação positiva dos preços dos minerais. sem abrangidos pelas alíneas a)e b)do número 2 deste artigo. os titulares de direitos mineiros sujeitos a imposto industrial podem obter incentivos de custos dedutíveis. ou outro documento que legalm substituir. Artigo 259º (Isenções) 1. As disposições contidas nos números anteriores deste artigo são aplicáveis às entidades comercial iz termos deste capítulo. A requerimento dos interessados. As entidades sujeitas ao Imposto sobre o Valor dos Recursos Minerais devem. Os exemplares da declaração referida no número 1 deste artigo. 2. se este os substituir no pagamento de tais j) As despesas de representação escrituradas a qualquer título. uma declaração Modelo D. O Imposto sobre o Valor dos Recursos Minerais. face aos preços constantes do estudo técnicoeconómica. estratégicos ou não. é fixado em relação à méd internacionais. O valor dos minerais produzidos. para efeitos de cálculo do royalty é determinado em função do preç das vendas feitas no período reportado ou. Artigo 261º . nos termos do número um deste artigo. até ao dia 15 de cada m repartição fiscal competente. em triplicado. Tratandose de mineração artesanal de outros minerais. contendo as quantidades mensais produzidas no mês anterior. as bases u determinação do seu preço e outros elementos necessários ao cálculo do imposto 2.contribuinte. devem pagar o Imposto sobre o Valor dos Recursos Minerais dos minerais por entidades que exercem exploração artesanal. o ministro da tutela. o roaylty incide sobre o va adquiridos pelos órgãos públicos de comercialização e outros compradores autorizados. quando tal não seja possível. um para o processo existente no Ministério outro para o ministério da tutela 4.

prospecção. devendo as empresas exploradoras entregar mensalme correspondentes a tal organismo. 2. até ao último dia de cada mês. for retardado o pagamento do royalty. dis o período inicial ou prorrogação em que se deve e d) O montante a pagar anualmente nos termos estabelecidos neste . podendo ser efectuado em dinheiro 2. recaindo sobre de concessão não libertada. em conformidade com as disposições deste capít direitos mineiros respectivo deve pagar o triplo dos valores estabelecidos para o quinto ano. inflacionistas e outras que tenham motivem a necessidade objectiva de tais alter 4. na unidade monetária com curso legal. sem prejuízo da multa aplicada 2. ou comunicar. Havendo retenção de parte da área de concessão. pesquisa e avaliação. A r t i g o 2 6 4 (Taxa) 1. com base numa guia de pagamento a emitir em ministério de tutela. as receitas realizadas com a vend mês anterior. Decorridos mais 30 dias. sem prejuízo dos procedimentos legais para cobrança coerciva das dív S u b s e c ç ã o I I Taxa de Superfície Artigo 263º (Incidência) Os titulares de direitos de prospecção mineira concedidos nos termos do presente código estão obrigado anual de uma taxa de superfície que incide sobre a área da concessão. será imposta multa ag igual ao dobro do imposto não pago. os interessados devem proceder ao pag de superfície junto da Repartição Fiscal competente. dentro do mesmo prazo. 5. 4. por facto imputável ao contribuinte. este será sempre efectuado 3. sem que se achem pagos o imposto e acréscimos legais. onde conste: a) O mineral objecto da título de prosp b) Área abrangida pela título de prospecção. os valores correspondentes ao dobro do valor do quinto ano. pesquisa e avaliação no período inicial detentor fica sujeito ao pagamento da Taxa de Superfície. O prazo de entrega dos minerais a que se refere o número anterior é de 15 dias. por cada ano de 3. Não havendo notificação para pagamento em espécie. Sempre que. O pagamento do Imposto sobre o Valor dos Recursos Minerais é feito até ao final do mês estabelecido p declaração a que se refere o artigo 258º (sobre Valor dos Minerais). previsto no presente código. monetárias. Artigo 265º (Pagamento) 1. que ficará com um exemplar restantes pelas entidades mencionadas nesse artigo. em quilómetros quadrados. Quando o Estado optar pelo recebimento do royalty em espécie. e sua c) A fase de reconhecimento. por quiló da área correspondente à cada título. findo o período a pagamento do imposto. Decorridos 30 dias sobre o prazo referido no artigo anterior. no primeiro ano;12 dól ano;20 dólares no terceiro ano;30 dólares no quarto ano e 40 dólares no b) Para os restantes minerais estratégicos: o equivalente a 5 dólares dos Estados Unidos da América no dólares no segundo ano;15 dólares no terceiro ano;25 dólares no quarto ano e 35 dólares n c) Para as pedras e metais preciosos: o equivalente a 5 dólares dos Estados Unidos da América no primeir no segundo ano;15 dólares no terceiro ano;25 dólares no quarto ano e 35 dólares d) Para pedras semipreciosas: o equivalente a 4 dólares dos Estados Unidos da América no primeiro a segundo ano;10 dólares no terceiro ano;15 dólares no quarto ano e 20 dólares no e) Para minerais metálicos não preciosos: o equivalente a 3 dólares dos Estados Unidos da América n dólares no segundo ano;7 dólares no terceiro ano seis;12 dólares no quarto ano e 18 dólares n f) Para os materiais de construção de origem mineira e outros minerais: o equivalente a 2 dólares dos Es América no primeiro ano;4 dólares no segundo ano;6 dólares no terceiro ano;10 dólares no quarto ano quinto ano. a circunstância de não ter havido vendas. Para cada período de prorrogação do período inicial de 5 anos. se e 6. Os valores da taxa de superfície estabelecidos no número1 deste artigo poderão ser alterados medi Governo. No caso de haver pagamento em espécie.(Pagamento) 1. Durante a vigência da título de reconhecimento. A r t i g o 2 6 2 (Penalidades) 1.a este acrescer refere o artigo 39º do Código Geral Tributário. a obrigação da entrada da receita resp do Estado transitará para o organismo oficial que for encarregado de receber e administrar os min pagamento pelas empresas exploradoras. nos seguintes a) Para os diamantes: o equivalente a 7 dólares dos Estados Unidos da América. será ainda devida multa de valor igual ao im 3. O organismo oficial de que trata o número 3 deste artigo fica obrigado a entregar nos cofres do te documento de arrecadação de receitas. prospecção. com fundamento nas alterações cambiais. Para obtenção do título de prospecção ou da sua prorrogação. declaração idêntica à referida no artigo 258º (sobre Valor do prestada em quadruplicado ao organismo oficial de que trata este artigo.

através da repartição fi exercício da actividade artesanal. A r t i g o 2 6 6 (Penalidades) 1. A Taxa Artesanal referida no artigo anterior é estabelecida por Decreto do Governo. exploração e tratamento de recursos minerais. C A P Í T U L O X V I I REGIME ADUANEIRO A r t i g o 2 7 1 (Objecto) 1. n adequada. As normas processuais para o pagamento da Taxa Artesanal serão estabelecidas no Decreto do Gov taxa. Os exemplares da guia referida no número 1 deste artigo. Decorridos 30 dias após o prazo referido no número anterior. é punido com multa igual ao dobro do valor da 2. destinamse um para apresentação no ministério da tu integrar o processo da Repartição Fiscal e o terceiro para o interessado. O valor da Taxa Artesanal é fixado em Salários Mínimos. 2. devendo para o efeito entregar ao titular da título um recibo provisó 3. sem que se ache regularizado o pagam taxa devida e as cominações neles previstas. Subsecção IV Taxa Artesanal A r t i g o 2 6 7 (Taxa Artesanal dos Minerais não Estratégic As entidades que exerçam actividade de exploração mineira artesanal de minerais não estratégicos presente código. S u b s e c ç ã o Fundo Ambiental A r t i g o 2 7 0 (Dever de Contribuição) 1. constantes de lista a aprovar por Decreto proposta do Ministério das Finanças e da 2. e após parecer da Direcção Nacional das Alfând acrescentadas às listas anexas. depois de averbados pela Repartição Fisca elementos que comprovem o seu pagamento. 3. incluindo a forma d afectação das receitas respectivas. As repartições fiscais devem manter organizados os processos de cada titular de título de exploraç minerais estratégicos a quem atribuirão o respectivo número de contribuinte. Por solicitação do titular de direitos mineiros respectivo. 2. estão sujeitas ao pagamento da Taxa sobre o Exercício da Mineração Artesanal. ou . O órgão público de comercialização de minerais estratégicos é responsável pela entrega do comprovativ do royalty ao titular da título 5. Os pagamentos subsequentes ao primeiro ano deverão ser efectuados até 31 de Janeiro do ano a que sendo dispensada a apresentação de nova guia. o q o montante da contribuição referida no número anterior. No caso do prazo mencionado no número anterior ser excedido. para além do prazo estabelecido no núm anterior. as entidades que exerçam a actividade de exploraçã sujeitas ao pagamento de uma contribuição ao Estado que se destina à constituição de um Fun 2. o título de concessão. que responde pela totalidade de cada imposto e acréscimos no caso de não 4. até 60 dias. A competência para criar o Fundo Ambiental e aprovar a sua orgânica e competências é do Governo. A liquidação e entrega dos impostos devidos são da responsabilidade do órgão público de comercializa estratégicos. será anulado. a menos que se verifique qualquer alteração nos 3. ou Taxa A A r t i g o 2 6 8 (Taxa Artesanal e Pagamento) 1. A r t i g o 2 6 9 (Impostos e Taxas dos Minerais Estratégic 1. sendo distinto para cada tipo de min 3. O imposto e a taxa descritos no número anterior são retidos na fonte pelo órgão público de comercializa estratégicos por cada pagamento efectivo e entregue nos cofres do Estado. O titular do título de exploração artesanal de minerais estratégicos está sujeito ao pagamento de impost e a um royaltyde até 5% do valor dos m 2. O atraso no pagamento da taxa de superfície. o devedor ficará sujeito a uma multa equivalente a cinco taxa. por proposta d Finanças e da tutela. da taxa estatística de 1/1000 e das restantes taxas de prestação de servi importação de mercadorias destinadas exclusiva e directamente à execução das operações de prosp reconhecimento. Os titulares de direitos mineiros concedidos ao abrigo do presente código ficam sujeitos ao regime ad neste capítulo. é aplicável o regime g A r t i g o 2 7 2 (Isenção para Operações de Prospecção) 1. Com excepção da actividade mineira artesanal. através de Decreto Executivo dos Ministros das Finanças e da tutela.2. Em tudo quanto não se encontre estabelecido neste capítulo. bem como outras regras. É isenta de direitos e da taxa de serviço relativa aos emolumentos gerais adu excepção do imposto de selo. ou ainda reincidência na mora e sem prejuízo para a execução das penalidades anteriores.

sendo livre de encargos aduaneiros a consequente reexportação. da sua aplicação exclusiva nas opera presente decreto. previsto e puníve aduaneira em vigor. as quais são sempre devidas. nos termos da legislação em vigor. Uso ou Consumo dos Trabal A isenção a que se refere o artigo 272º (sobre Isenções para Operações de Prospecção) não se aplic importadas pelos titulares de direitos mineiros quando se destinam a venda aos seus trabalhadores e ao individual e/ou colectivo destes. da mesma ou similar qualidade. sendo livre de encarg respectiva reimportação. dos bens mencionados no artigo 272º para Operações de Prospecção). dos bens referidos no artigo 272º (sob Operações de Prospecção). A r t i g o 2 7 6 (Importação para Venda. A r t i g o 2 7 9 (Importações de Bagagens e Objectos Pesso A importação de bagagens e objectos de uso pessoal e doméstico pertença de técnicos estrangeiros temporária no país. Sem prejuízo do disposto no número seguinte. e que estejam disponíveis para venda e entrega em devido tem preço não exceda 10% relativamente ao custo do artigo importado. desde que devidamente licenciada nos termos da legislação em vigor. deverá ser presente às autoridades declaração de compromisso. a utilização dos bens. devendo para o efeito apresentarse uma declaração de compromisso de reimpo máximo de um ano. antes da aplicação dos encargos adua inclusão dos custos de transporte e seguro com o método de avaliação do valor da Organização Mundial do A r t i g o 2 7 4 (Exclusividade) 1. 2. requerido ao Ministro das Finanças. sem a prévia autorização da Direcç Alfândegas e sujeitos ao pagamento dos direitos e demais imposições aduaneiras. visada pelo ministério da tutela. deverá. bem como a sua alienação. A r t i g o 2 8 2 (Exportação de Amostras) A exportação de amostras minerais destinadas à análises e ensaios não está sujeita ao pagamento de d imposições. No acto de importação das mercadorias referidas no artigo anterior. constitui descaminho de direitos. que vão para reparação. à excepção do i emolumentos pessoais e subsídios de transporte. A r t i g o 2 8 0 (Responsabilidade Fiscal) As isenções previstas nos artigos anteriores não incluem eventuais multas e custas de processos por in aduaneiras. com dispensa de caução. incluindo taxa de serviço. desde que não existam iguais condições de análise em Angola. à excepçã selo de despacho e das taxas normalmente devidas pela prestação de serviços. sendo os bens. A r t i g o 2 8 3 (Desalfandegamento Expedito) . A r t i g o 2 8 1 (Exportação de Minerais) A exportação de recursos minerais legalmente ext raídos ou transformados. A r t i g o 2 7 7 (Importação Temporária) É permitida a importação temporária. com dispensa de caução. beneficiação ou conserto. bem como dos familiares que os acompanhem e com eles coabitem. O desvio da regra da exclusividade de aplicação nas operações dos bens importados com isenção adua presente regime aduaneiro. efectuada directa ou indi titular de direitos mineiros. para fins diferentes dos previstos e auto 4. A r t i g o 2 7 3 (Protecção da Indústria Nacional) A isenção prevista no artigo anterior não é aplicável no caso de se produzirem em Angola as mercad isenção. re anterior. a excepção do imposto de selo e taxas pela prestação de serviços. A regra contida no número anterior aplicase às amostras extraídas durante as operações geológicomine de ser analisadas no exterior do país. não pagamento de direitos e demais imposições aduaneiras. A r t i g o 2 7 5 (Proibição de Venda) Os bens importados no âmbito do regime de isenções previsto no artigo 272º (sobre Isenções par Prospecção). O visto a que se refere o número anterior só pode ser aposto por uma entidade do ministério de tutela esteja reconhecida junto da Direcção Nacional das Alfâ 3. cabendo àquelas autoridades a sua fisc 2. no caso de o requerimento ser favoravelmente despa do pagamento dos encargos devidos. É permitida a exportação temporária.destinadas exclusiva e directamente à execução das operações mineiras referidas no número anterior. segue o conce regime de bagagens em vigor no país. A r t i g o 2 7 8 (Exportação Temporária) 1. não poderão ser vendidos no território Nacional. das matériasprimas e dos produtos cuja importação é isenta.

2. em especial. desde que o titular tenha cumprido cab obrigações legais no período anterior.1 . as regras definidas neste 2. devendo cessar as operações A r t i g o 2 9 0 (Requisitos para a Obtenção do Títul 1. pelo qu aduaneira deve ser permitido o livre acesso a todos os locais das mesmas. contado a p emissão do título. A qualidade de cidadão nacional e de residente são reconhecidas. Compete ao ministério da tutela. A autorização para a exploração artesanal de diamantes é concedida por 1 (um) ano. mediante a apresen de Identidade e do Atestado de Residência emitido pela Administração 3. Pelo posto aduaneiro poderão ser desalfandegadas todas as mercadorias de qualquer natureza. Para a obtenção de um título para a exploração artesanal de diamantes os requerentes deverão preenc requisitos: a) Ser cidadão nacional com mais de 18 anos de b) Residir há mais de dez anos nas comunas circundantes das áreas destinadas à exploração artes 2. A r t i g o 2 9 1 . desde que o seu a obedeça as normas internacionais para circulação mercadorias em transportes internacionais. o requerimento deve ser entregue no ministério da t órgão administrativo local. mediante prova testemunhal feita perante o órgão da administração local tutela. 1 deste artigo. A exploração artesanal de diamantes só pode realizarse nos jazigos aluvionares e. sempre que se mostre necessário. O Ministro das Finanças. antes da caducidade da an 3. mediante medidas cautelares ad responsabilidade do importador ultimar o respectivo bilhete de despacho no prazo máximo 3 2 . Não é permitida a acumulação de mais de um título por cada indivíduo. prestar caução que cub aduaneiras susceptíveis de pagamento no âmbito deste regime aduaneiro especial. 3. o facto deve ser comunicado à Administraç emitiu o Certificado de Residência e ao órgão policial competente para a sua solução antes de se prossegu atribuição do título. Caso a autoridade tradicional não confirme a residência. sempre que razões ponderosas o justifiquem. caso assim o decida a Direcção Nacional das Alfândegas. Para poderem beneficiar do sistema de desalfandegamento expedito referido no número anterior direitos mineiros podem. p e l a s u a n a t u r e z a . Artigo 287º (Outorga de Direitos para Exploração Artesanal de Dia 1. sob proposta da empresa concessionaria nacional dos direitos diamantes. no prazo máximo de 45 dias. e x i j am desalfandegam autoridades aduaneiras devem autorizar a sua saída imediata. A área autorizada por cada título para o exercício de exploração artesanal é de até 1 (um) hect delimitada e demarcada. pode autorizar a abertura de p nas áreas onde se localizem projectos min 2. Em caso de dúvida sobre a informação prestada acerca da residência. ainda assim. A r t i g o 2 8 9 (Duração do Título) 1. a outorga de direitos mineiros para a exploração artesanal de 2. No c a s o d e me r c a d o r i a s q u e . desde q a sua exploração não pode ser feita à escala industrial. Artigo 288º (Título para a Exploração Artesanal) 1. O exercício da actividade de exploração artesanal de diamantes é permitido mediante a emissão d ministério da tutela. Ao acesso e exercício de direitos mineiros de exploração artesanal de diamante as regras deste código e. respeitadas as restrições impos P A R T E S E G U N D REGIMES JURÍDICOS ESPECIAIS C A P Í T U L O X I PRODUÇÃO ARTESANAL DE DIAMANTES A r t i g o 2 8 6 (Regime Jurídico) 1. A falta de resposta ao pedido no prazo de 45 dias significa indeferimento. Para o efeito do preceituado no N. designada Senha Mine 2. esta deve ser comprovada tradicional da área respectiva. Compete ao Governo aprovar as regras complementares para regular a actividade mineira artesanal diamantes. A r t i g o 2 8 5 (Fiscalização Aduaneira nas Áreas Mineiras) As áreas de concessão mineira são consideradas sob fiscalização permanente das Alfândegas. que sej luz do presente código e qualquer que tenha sido o local de entrada em Angola. da qual se lavrará uma acta assinada pelos inter 4. bem como eventuais de processos resultantes do incumprimento dos prazos referidos no número anterior e outros procedimentos aduaneiros A r t i g o 2 8 4 (Abertura de Posto Aduaneiro) 1. respectivamente. podendo ser prorrogada por iguais períodos.

Aceite o pedido pelo ministério da tutela. junto do Órgão de tutela e da empresa b) Comercializar os diamantes extraídos na área concedida. agrícolas ou outras alheias à produção de diamantes. nas áreas em que o titular da títu actividade. juntando cópia d análise. suspender o e revogar os títulos para o exercício da actividade de exploraç b) Acompanhar e fiscalizar a actividade de exploração c) Controlar e registar a produção artesanal de di d) Organizar o cadastro único da actividade de exploração artesanal. O requerimento dá entrada no órgão administrativo local do ministério da tutela na província em que s exploração requerida. entre outras. segundo a ordem de recepção. as seguintes: a) Emitir o atestado de residência e declaração de honorabilidade dos candidatos à obtenção de título certificação testemunhal da autoridade tradiciona b) Confirmar por Declaração escrita que o candidato à obtenção da título reúne os requisitos exigidos por exercer a actividade de produção artesanal de dia c) Velar pela aplicação das normas referentes à circulação de pessoas e bens. deven respectivo recibo. entre outros. A r t i g o 2 9 6 (Procedimentos para a Obtenção do Títu 1. nos termos estabelecidas na presente s e) Pagar pontualmente as taxas e impostos d f) Informar às autoridades competentes a ocorrência de acidente de trabalho ou doenças g) Preservar a natureza e reparar os danos causados ao h) Garantir e promover o cumprimento das normas de segurança e higiene n i) Depositar os diamantes extraídos e não vendidos na caixa forte da concessionária na presença de um r órgão policial competente; A r t i g o 2 9 3 (Competências do Órgão de Tutela) Compete ao ministério da tutela as seguintes a) Emitir. bem como de activid industriais. A solicitação para a obtenção de título é feita mediante requerimento dirigido ao ministro da tutela. para decidir sobre o requ 6. e é registado em livro de entrada próprio. co de título de mineração artesanal préestabelec 2. o ministério da tutela tem o pra contar da data de entrada. nas áreas de exploraç d) Garantira cooperação institucional entre as diversas instituições públicas sedeadas na província que c actividade mineira. O requerimento deve ser acompanhado dos seguintes documentos do requerente e membros da equ a) Atestado de residência; b) Fotocopia do bilhete de identidad c) Fotocópia do cartão de contribuint d) Lista nominal dos membros da equipa de t e) Registo criminal ou certificado de honorabilidade emitido pela administração f) Três fotografias tipo passe; 4. em conformidade com o estipul secção. as seguintes o a) Usar a credencial de identificação para o exercício da b) Permitir o controlo e a fiscalização da actividade por parte do órgão de tutela. Após a emissão favorável do parecer pelo órgão competente da polícia. nos termos do regime estabelecido pelo presen A r t i g o 2 9 2 (Obrigações do Titular) O titular da título tem. a fim de obter deste o respectivo 5. com fundamento nos resultados dos trabalhos de prospec 2. A r t i g o 2 9 4 (Obrigações da Concessionária Nacional) 1. das autoridades competen concessionária e dos órgãos policiais competen c) Informar às autoridades competentes sobre a ocorrência de outros minerais que eventualmente sejam decurso da actividade de exploração artesa d) Vender os diamantes produzidos da actividade de exploração artesanal ao órgão público de com diamantes. 3. Recebido o requerimento. É da responsabilidade da concessionária nacional dos direitos mineiros sobre ediamantes definir e de para a exploração artesanal de diamantes. o ministério da tutela notifica o órgão policial competente.(Direitos do Titular) O titular do título para a exploração artesanal de diamantes tem. os segu a) Acesso às informações geológicomineiras disponíveis. este notifica o requerente através dos seus órgãos administra o levantamento da respectiva título e creden . A concessionária nacional dos direitos mineiros sobre ediamantes deve cooperar com o ministério da órgão policial competente no acompanhamento e fiscalização do exercício da actividade de exploração arte A r t i g o 2 9 5 ( A t r i b u i ç õ e s d a s A u t o r i d a d e s L o c a i s d a Administraçã Constituem atribuições da Administração Municipal da Província. as empresas concessionárias e as autoridades tradicionais.

desde que manifeste o interesse em dar continuidade a mesma área. A emissão de segundas vias da título e da credencial está sujeita ao pagamento de emolumentos corr valores referidos no número anterior. A r t i g o 3 0 0 (Rescisão do Título) O ministro da tutela pode rescindir a título e as credenciais de mineração artesanal quando ocorrer um situações: a) Interesse público relevante. O ministro da tutela pode ordenar a suspensão da título para o exercício de direitos mineiros de explora diamantes sempre que ocorra uma das seguintes si a) Por razões de força maior b) Incapacidade ou interdição declarada do titular da c) Incumprimento das obrigações do titular da d) Inobservância do dever de cooperação. 9. A entrega da título e das credenciais é feita pelos órgãos administrativos locais do ministério da pagamento dos seguintes emolumentos: a) Para a título. previsto na presente 2. A r t i g o 2 9 8 (Intransmissibilidade do Título) 1. o correspondente a um salário mínimo por ca 8. a título e a credencial emitidas no âmbito da presente secção. A r t i g o 3 0 3 . reuna os requisitos previstos no presente regulamento e se candid dos respectivos direitos.7. A r t i g o 2 9 7 (Proibições Específicas) 1. É proibida a transmissão da título entre vivos e por morte do s 2. Os valores acima referidos devem ser pagos nas repartições fiscais do Ministério das Finanças da áre entregue. 3. Em caso de morte ou incapacidade permanente do titular da título. o correspondente a dois salários b) Para a credencial. Sem prejuízo de outras proibições previstas na lei. qualquer membro do seu agregado direito de preferência sobre a área concedida. A autoridade competente deve manter actualizado o registo de suspensão 3. A suspensão de títulos pelas causas previstas nas alíneas a) e b) do número 1 deste artigo suspende tempo da sua validade até que estejam ultrapassadas as razões da suspensão. sendo a cópia do Documento de Arrecadação de Receitas respectivo apresentado aos órgãos loc da tutela e do órgão policial competente no acto do levantamento da título e da credencial. incompatível com a exploração artesanal e b) Falsificação de prova de nacionalidade ou de re c) Prestação de falsas informações sobre o resultado da actividade de exploração d) Falsificação de registo de produçã e) Incumprimento das proibições previstas no Artigo 297º (sobre Proibições f) Violação do dever de cooperaçã g) Inclusão directa ou indirecta de cidadãos estrangeiros na h) Comercialização de diamantes fora do circuito legal; A r t i g o 3 0 1 (Cessação do Direito ao Título) Para além das causas previstas na lei. por requerimento dirigido ao m manifestar o seu interesse. no exercício da actividade de exploração artesa prática dos seguintes actos: a) Introdução de produção de diamantes fora da área c b) Inclusão de cidadãos estrangeiros na activ c) Prestação de falsas declarações sobre o resultado da d) Permissão da actividade de garimpo ou de tráfico ilícito de diamantes nos limites da área e) Uso de equipamentos ou de meios não autorizados para a actividade f) Comercialização de diamantes fora do circuito estabelecido neste código e pela autoridade g) O exercício da actividade industrial agrícola ou outra. Para o cumprimento do disposto no número anterior o interessado deve. no prazo de 30 dias após a morte ou a manifestação de incapacidade do titular A r t i g o 2 9 9 (Suspensão do Título) 1. A r t i g o 3 0 2 (Modelos de Título e de Credencia O modelo da título para o exercício da actividade de exploração artesanal de diamantes e a sua validad ministério da tutela sob proposta do órgão policial competente. demonstre capacidade. cessa casos: a) Por caducidade; b) Por morte do titular; c) Por rescisão. na área de exploração h) O uso de equipamentos ou meios diferentes dos especificados neste código e nos regulamentos qu aprovados.

A liquidação e entrega dos impostos devidos são da responsabilidade do órgão público de comercializaçã que responde pela totalidade de cada imposto e acréscimos no caso de não 4. são os estabelecidos nes actividade mineira. devendo para o efeito entregar ao titular do título um recibo provisório 3. A r t i g o 3 0 4 (Compra e Venda) 1. O valor de cada lote de diamantes adquirido é pago pelo órgão público de comercialização de diaman título imediatamente após a avaliação dos me 3. com as seguintes adaptaç a) A entrega das intenções de investimento é feita junto da empresa concessionária de diamantes. A r t i g o 3 0 9 (Regime Fiscal e Aduaneiro) O regime fiscal e aduaneiro. ou emp igualmente com participação maioritária de cidadãos nacionais. No caso de persistir o diferendo. do nº 1. bem como o m dos diamantes lapidados. . o órgão público de comercialização de diamantes emite um recibo do especificação do lote e dos valores praticados para efeitos de 4. com participação maioritária de cidadãos nacionais. as característ mesma e o tamanho mínimo e máximo de diamantes em bruto que está capaz de lapidar. n código e da legislação aplicável. através da repartição fiscal da á da actividade artesanal. económico b) A negociação dos contratos de investimento deve sempre contar com a participação da empresa co diamantes e da Central Pública de Comercialização de Diamantes. A r t i g o 3 0 6 (Emolumentos) Os actos públicos para a atribuição de direitos mineiros estão sujeitos ao pagamentos de emolumentos. A r t i g o 3 0 8 (Investimento na Indústria de Lapidação) O regime de investimento na indústria de lapidação de diamantes é o estabelecido na legislaçã investimento privado. a mediação e solução definitiva da negociação. A avaliação dos diamantes provenientes da exploração artesanal é feita no momento 2. A r t i g o 3 0 5 (Impostos e Taxas) 1. O titular da título de exploração artesanal de diamantes está sujeito ao pagamento de impostos e tax royaltyde até 5% do valor dos diama 2. Os diamantes provenientes da exploração artesanal são obrigatoriamente vendidos ao órgão público de de diamantes. Económica e Financeira. compete à central pública de comercialização de diamantes. As repartições fiscais devem manter organizados os processos de cada titular de título de exploraç diamantes a quem atribuirão o respectivo número de contribuinte. considerada actividade mine governamental do ministério competente. 5. que a Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP) com o respectivo parecer técnico. a capacidade de produção anual da fábrica de lapidação. quando não forem empre b) Ter capacidade técnica e financeira adequadas ao exercício da actividade de lapidação e de inv indústria; c) Apresentar um Estudo de Viabilidade Técnica. O órgão público de comercialização de diamantes é responsável pela entrega do comprovativo de royaltyao titular da título. C A P Í T U L O X LAPIDAÇÃO DE DIAMANTES A r t i g o 3 0 7 (Regime Económico) A lapidação e quaisquer outras formas de tratamento e beneficiamento industrial de diamantes em bruto alínea c). directamente pelo titular do 2. incluindo o regime de incentivos fiscais e aduaneiros. do artigo 2º (sobre Âmbito de Aplicação deste Código).(Avaliação dos Diamantes) 1. Os procedimentos para a compra e venda dos diamantes devem ser realizados na presença de um r órgão policial competente. podendo ser submetido a uma audito antes da aprovação; d) Indicar o local de instalação. ou ao comercialização de minerais estratégicos. Os diferendos que eventualmente surgirem durante o processo de avaliação dos diamantes de explo deverão ser dirimidos pela via negoci 3. juntamente com a intenção aprovação pelo órgão competente pela aprovação do investimento. A r t i g o 3 1 0 (Licenciamento) O exercício da actividade industrial de lapidação está sujeita à obtenção das respectivas títulos e alva comuns da actividade económica e comercial. Com a compra dos diamantes. devendo ser observados os seguintes a) Ser empresa de direito angolano. O imposto e a taxa descritos no número anterior são retidos na fonte pelo órgão público de com diamantes por cada pagamento efectivo e entregue nos cofres do Estado.

vendêlos à Central Pública de Comercialização d preço da compra. a existência de diamantes em lapidados. Os sistemas de segurança das fábricas de lapidação de diamante devem combinar adequadamen vigilância humanos e electrónicos. As fábricas de lapidação de diamantes em bruto devem estar equipadas com os sistemas de segurança a necessidade de prevenir adequadamente furtos das pedras de diamantes em bruto e lapidadas 2.e) Cumprir as exigências de segurança estabelecidas nesta secção. Só estão autorizados a importar diamantes em bruto para lapidar as empresas possuidoras de fábric estabelecidas no País. relativamente a cada lote de diamantes brutos adquiridos. A r t i g o 3 1 2 (Canais de Aquisição de Diamantes em B 1. devem à Central Pública de Comercialização de Diamantes. por qualquer razão. depois de homologada pela Central Pública de Com Diamantes. faz incorrer o seu responsável no crime de Posse Ilícita de Minerais Estratégicos. no mercado nacional ou externo bruto de tamanho compatível com as características e a capacidade técnica da respe 2. a origem. Qualquer das duas vias de aquisição de diamantes em bruto para lapidação. 3. por escrito. Os diamantes em bruto que. Para efeitos dos Artigo 230º (sobre Posse Ilícita de Minerais Estratégicos). até 3 meses após a s 2. A aquisição de diamantes em bruto para lapidação fazse pela mercado de produção interna. 5. criada pelo Governo nos termos da leg A r t i g o 3 1 3 (Regime de Importação de Diamantes em B 1. O pedido de autorização de importação de diamantes em bruto é dirigido ao ministro da tutela. mediante parecer favorável da Central Pública de Comercializaçã 2. Compete ao Corpo Especial de Segurança Mineira. Quando se tratar de diamantes em bruto importados. constitui prova de autorizaçã de diamantes em bruto o documento que comprove a sua aquisição e a informação sobre posse de diam ainda não lapidados. As empresas possuidoras de fábricas de lapidação só podem adquirir. A importação de diamantes em bruto para lapidação segue os procedimentos comuns de importação. através de um relatóriotipo a aprovar e a homologar por esta. referidas no número 1 des a intervenção da Central Pública de Comercialização de Diamantes. A aquisição de diamantes em bruto para lapidação está sujeita aos impostos e taxas estabelecido actividade comercial em geral e ao pagamento das taxas e comissões a que houver lugar para cobrir ga processo de comercialização. ou pela via da imp 2. A importação de diamantes em bruto para lapidação está sujeita às formalidades de garantia e certificaç processo de Kimberly (CPK) estabelecidas neste código e na legislação específica sobre a matéria. A r t i g o 3 1 7 (Sistema de Segurança) 1. acrescidos das taxas e impostos pagos pela importação. . 4. para efeito do investimento. o valor parcial e global e necessidade da sua importação. O furto e eventuais desaparecimentos de pedras de diamantes em bruto ou lapidadas devem ser imediato às autoridades competentes. económica e financeira. ao preço da compra. 4. criado nos termos dos Artigos 217º e 218º (sobre Comando da Segurança Mineira). nos termos e para os fins referidos nesta se pelas regras estabelecidas nos artigos seguin 2. não possam ser lapidados na respectiva fábrica. menos o valor dos impostos e calculado em termos proporcionais em relação ao lote inicialmente 3. previsto no Ar Posse Ilícita de Minerais Estratégicos). As empresas possuidoras de fábricas de lapidação não podem constituir stocks de diamantes em br capacidade de produção de 2 meses da respectiva fábrica. para efeitos de aprovação do 3. A r t i g o 3 1 6 (Justificação de Posse de Diamantes em B 1. A r t i g o 3 1 1 (Aquisição de Diamantes em Bruto) 1. que não possam ser lapidados na respectiva fábr importadoras devem. as pessoas envolvidas e as pessoas suspeitas de terem praticado o furto. promoção interna e externa dos diamantes e estabilidade do mercado. até 3 meses após a sua importação. 3. emitir o parecer sobre os sistemas de segurança das fábricas. d indicação da quantidade e da qualidade de diamantes a importar. regulada no número anterior. As empresa possuidoras de fábricas de lapidação ficam obrigadas a informar à Central Pública de Co Diamantes. m autorização prévia do ministro da tutela. O sistema de segurança deve fazer parte das especificações técnicas da fábrica que serão apresentad de viabilidade técnica. A r t i g o 3 1 5 (Proibição de Comercializar e Exportar Diamantes em 1. A r t i g o 3 1 4 (Características e Volume das Pedras a Adq 1. A não apresentação da prova da autorização legal de posse de diamantes em bruto referida no núme artigo. A aquisição de diamantes em bruto. indicandose as circunstâncias do furto ou do desapareci hora. As empresas possu idoras de fábricas de lapidação não podem comercializar nem exportar diama 2.

susceptí a cobiça de criminosos e malfeitore 3. as pessoas envolvidas e as pessoas su praticado o furto. diamantes lapidados. Podem adquirir a grosso. devendo.C A P Í T U L O X X COMERCIALIZAÇÃO DE DIAMANTES LAPIDADOS S e c ç ã o Normas Gerais A r t i g o 3 1 8 (Liberdade Comercial) A comercialização de diamantes lapidados no mercado nacional é livre. quando tais aquisições se destinem à revenda no mercad 6. por escrito. está sujeita ao pagamento dos emolumentos respectivos. para a Central Pública de Comercialização de Diamantes. A r t i g o 3 2 3 (Segurança das Joalharias) 1. junto da Central Pública de Comercialização de Diamantes. estão autorizados a r retalho de diamantes lapidados no mercado na 2. As joalharias e outros estabelecimentos autorizados a encastrar e/ou a comercializar jóias e pedras tomar as medidas de segurança especiais que previnam adequadamente furtos dos diamantes lapidados 2. A r t i g o 3 2 4 (Emolumentos) A emissão. medidos em quilate tamanhos e pedras especiais. das empr de fábricas de lapidação. de um certificado de qualidade e de garantia. uma base de dados pe . tendentes a garantir a estabilidade do mercado e a transações. mediante proposta da Central Pública de Comercialização de Diam A r t i g o 3 2 1 (Comercialização a Retalho) 1. obedece às regras do licenciamento da actividade comerci termos gerais. indican as circunstâncias do furto ou do desaparecimento. A r t i g o 3 2 5 (Base de Dados Estatísticos) 1. para efe relatórios sobre a quantidade dos diamantes comprados e vendidos no mês anterior. Apenas as joalharias e outros estabelecimentos similares. A r t i g o 3 1 9 (Sistemas de Comercialização) A comercialização de diamantes lapidados no mercado nacional realizase a grosso e a retalho. ficam obrigadas const ituir. mediante parecer favorável da Central Pública de Com Diamantes. A venda a retalho de diamantes lapidados obedece às regras do comércio a retalho em geral. pelo ministério da tutela e pela Central Pública de Comercialização de Diamantes. e está s pelo estabelecimento de venda a retalho respectivo. sejam. abert similares. os respectivos certificados de origem. com indicação das quantidades de lotes. A r t i g o 3 2 0 (Comercialização a Grosso) 1. sua origem e sua composição em termos de tamanho pedras. as joalharias e outros estabelecimentos de comercia de diamantes lapidados. a hora. O furto e eventuais desaparecimentos de pedras de diamantes lapidadas devem ser comunicadas autoridades policiais competentes. 3. As joalharias e outros estabelecimentos similares. compradores nacionais e a compradores estrangeiros autorizados. para efeitos estat íst icos. as seguinte a) Joalharias e outros estabelecimentos similares licenciados para operar no mercad b) Compradores nacionais legalmente autorizados a realizar o comércio internacional de diaman c) Compradores estrangeiros que sejam autorizados a importar de Angola diamante 4. o local. das fábricas de lapidação. Apenas as empresas possuidoras de fábricas de lapidação estão autorizadas a vender diamantes lapi 2. devem enviar. pela sua grandeza. As empresas possuidoras de fábricas de lapidação que vendam diamantes lapidados a gross previamente. Tendo em vista prevenir furtos. A autorização para realizar o comércio de diamantes lapidados a grosso e para importar de Angola diam a grosso é conferida pelo ministério da tutela. mensalmente. 5. no entanto. As empresas possuidoras de fábricas de lapidação. A r t i g o 3 2 2 (Investimento no Comércio a Retalho) O investimento em joalharias e outros estabelecimentos para encastrar ou comercializar diamantes la pedras preciosas para o comércio a retalho. individualmente considerados. cujas regras de organização são aprovadas pelo ministério da tutela. legalmente licenciados. obedece formalidades definidas nos artigos seguintes. diamantes lapidados. Os compradores nacionais e os compradores estrangeiros apenas podem comprar a grosso. as joalharias estão dispensadas da obrigação de indicar os preços das pe dos diamantes lapidados cujos valores. de acor aprovado pela Central Pública de Comercialização de Di 3. legalmente licenciados para o comércio a retalh lapidados. As vendas a grosso de diamantes lapidados são efectuadas através de leilões a realizar no País. dos certifica e de origem estabelecidos nesta secção.

agrupadas em lotes de tamanhos iguais. agrupadas em lotes de tamanhos iguais. mensalmente. as pedras espe diamantes exportados. preços de aquisição a grosso. incluindo os exportados pelas empresas possuidoras de fábricas d exportados pelos compradores nacionais e estrangeiros autorizados. a quantidade e a qualidade dos diferente b) Obtenção. e interesse estatístico. C A P Í T U L O X X I MINERAIS PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL Artigo 333º (Definição) 1. nos mesmos termos dos exigidos p de diamantes em bruto; c) Obtenção das títulos de exportação respectivas. mediante parecer positivo da Central Pública de Co Diamantes. S e c ç ã o I Exportação de Diamantes Lapidados A r t i g o 3 2 6 (Regime Legal) A exportação de diamantes lapidados realizase nos termos gerais. medidos em quilates de cada pedra. S e c ç ã o I I Importação de Diamantes Lapidados A r t i g o 3 2 9 (Condições de Importação) A importação de diamantes lapidados só é permitida se no mercado internos não houver diamante quantidade e qualidade suficientes para os fins comerciais que cada agente comercial retalhista interno pre A r t i g o 3 3 0 (Autorização para Importar) A ent rada de diamantes lapidados no país. para efei tos de comercialização no mercado naciona autorização específica do Ministério do Comércio. com observância da seguin a) Obtenção. o peso. por lotes e por pedras especiais. medidos em quilates de cada pedra. A r t i g o 3 2 7 (Entidades Autorizadas a Exportar) A exportação de diamantes lapidados pode ser realizada pelas empresas possuidoras de fábricas de la compradores nacionais e estrangeiros autorizados. A r t i g o 3 3 4 (Regime Jurídico) O regime jurídico aplicável aos minerais para a construção civil é o estabelecido neste código para os mine estratégicos. junto da Central Pública de Comercialização de Diamantes. por lotes e por unidade. com as devidas adaptações e tendo em conta os artigos seguintes. O Governo publica e actualiza. . para a Cen Comercialização de Diamantes. a cor e a 2. A Central Pública de Comercialização de Diamantes é obrigada a manter uma base de dados com inf exportação de diamantes lapidados. a relação de substâncias de consideradas. por lotes e por pedras es 2. para efeitos estatísticos.actualizada com todas as informações técnicas referentes aos diamantes em bruto e lapidados compra mencionando designadamente a quantidade. como minerais para a construção civil. as pedras especi diamantes importados. A r t i g o 3 3 1 (Empresas Autorizadas a Importar) Apenas as joalharias e outros estabelecimentos licenciados para o encastramento ou a сomercialização d preciosas podem importar diamantes lapidados. o corte. A r t i g o 3 3 5 (Entidade Competente) É competente para conceder direitos para a prospecção ou exploração de minerais destinados à construçã que tutela a geologia e minas. origem dos diamantes. mensalmente. para a Ce Comercialização de Diamantes. É considerado mineral para a construção civil toda a substância de origem mineral usada directame construção civil ou como matéria prima para o fabrico de produtos destinados à con 2. para efeitos estatísticos. do Certificado de Origem. para os efeitos deste código. no termos gerais. de um certificado de qualidade. A r t i g o 3 2 8 (Prestação de Informação sobre Exportação 1. relatórios sobre a quantidade dos diamantes im anterior. junto do ministério da tutela. A r t i g o 3 3 2 (Prestação de Informação sobre Importação As empresas autorizadas a importar diamantes lapidados devem enviar. As empresas possuidoras de fábricas de lapidação devem enviar. sempre que se torne necessário. É competente para fiscalizar o cumprimento desta obrigação o ministério da tutela e o Corpo de Segur Estratégicos. com indicação das datas da export das pedras. relatórios sobre a quantidade dos diamantes ex anterior. fábricas de lapidação vendedoras.

As entidades que pretendam prospectar ou explorar recursos minerais considerados por este código c construção civil. A r t i g o 3 4 2 (Áreas para Prospecção) A área para a prospecção de recursos minerais destinados à construção civil é de até 50 Km2. É obrigatória a fixação de um perímetro de protecção para garantia da segurança e disponibilidad efectuado com base no trabalho de reconhecimento. podendo essa competência ser delegada nos órgãos administ ministério da tutela. terão a duraçã necessária para o seu integral aproveitamento. a fixar pela entidade concedente em função das condiç exploração. devendo a definida pela entidade concedente. O Despacho de concessão de direitos mineiros para minerais destinados à construção civil é publica República e dele decorre a emissão do Alvará Mineiro. 3.A r t i g o 3 3 6 (Condições de Concessão) Os direitos mineiros para a prospecção ou exploração de minerais para a construção civil só podem s cidadãos angolanos ou a pessoas colectivas de direito angolano detidas exclusivamente por cidadãos an capital seja detido por cidadãos nacionais em pelo menos 2/3. A demarcação das áreas de prospecção e exploração é feita nos termos definidos neste código sobre as de mineração. deverão requerer ao ministro da tutela a concessão dos respectivos direitos. prospecção. A r t i g o 3 4 1 (Perímetro de Protecção) 1. nos termos e condiçõ neste código sobre as Zonas Restritas de mineração. cabendo dela reclamação e recurso nos termos do procedimento e administrativo. Artigo 345º (Duração) 1. A concessão de direitos mineiros para prospecção ou exploração de recursos minerais destinados á c feita por Despacho do ministro da tutela. O requerimento a que se refere o número 1 deste artigo é entregue na estrutura competente do Cadastr deve emitir e remeter ao ministro da tutela um parecer sobre o pedido no prazo de 30 dias apó requerimento. A r t i g o 3 4 0 (Obrigações dos Titulares) Os titulares de direitos mineiros sobre recursos minerais para a construção civil têm os seguintes deve a) Remeter periodicamente ao ministério da tutela. A r t i g o 3 3 7 (Tramitação Processual) 1. Os direitos mineiros para a prospecção de recursos minerais para construção civil são concedidos por u de três (3) anos. A r t i g o 3 4 4 (Demarcação) A demarcação das áreas concedidas para prospecção ou exploração de recursos minerais para a construç efectuada até 90 dias após a emissão do respectivo título de concessão de direitos. a que se refere o número anterior. pesquisa e 2. mas serão atribuídos por um período inicial de sucessivamente prorrogáveis por períodos de igual d 3. a área a conceder deve ser confinada ao depósito instalações de beneficiação. instruindo com os dados referidos no Artigo 100º (sobre Pedidos de Informação de Áreas de 2. através dos seus órgãos administrativos locais. económicas e dados técnicos relevantes sobre a sua a b) Fazer uso de tecnologia apropriad c) Reparar os danos ambientais decorrentes da sua a d) Cumprir as normas legais gerais e específicas sobre a sua actividade. podendo ser prorrogados por mais dois períodos de um 2. com as devidas adaptações. nos termos do artigo 90º (sobre Títulos de Direitos M A r t i g o 3 3 8 (Recusa do Pedido de Concessão) A decisão de recusa de pedido de concessão de direitos mineiros destinados à construção civil só pode fu lei e no interesse público. Os títulos de atribuição de direitos mineiros de exploração de minerais para a construção civil de . A r t i g o 3 3 9 (Direitos dos Titulares) Os titulares de direitos mineiros sobre recursos minerais para a construção civil gozam dos seguintes dire a) Realizar as operações mineiras decorrentes do plano de trabalhos b) Implantar as instalações e anexos necessários para execução dos trabalhos mineiros nas áre c) Dispor dos recursos minerais explorados para a sua comercialização no território nacional e para exporta legais. no prazo de 15 dias contados desta a entrada do parecer no gabinete do min 4. Os direitos de exploração dos recursos minerais. até um raio de 1 Km. em função do pedido e das circunstâncias locais de uso do solo para ou A r t i g o 3 4 3 (Áreas para Exploração) Quando se trate de direitos mineiros de exploração.

ou higiénicas estabelecidas no presente código ou na legislação complementar. A exploração de águas minerais é realizada de acordo com o estabelecido neste código para a explora minerais. A r t i g o 3 4 8 (Classificação das Águas Minerais) . Pesquisa e Avaliação de Águas Minerais) Os trabalhos de reconhecime pesquisa e avaliação das águas minerais devem incluir o estudo geológico e o estudo analítico das águas e A r t i g o 3 5 0 (Condições de Exploração de Águas Miner 1.condições de prorrogação. O reconhecimento. C A P Í T U L O X X I I ÁGUAS MINERAIS Artigo 346º (Definição) Para efeitos deste código são consideradas águas minerais as provenientes das fontes e reservas natura elementos físicoquímicos distintos dos das águas comuns. Quando a exploração de uma fonte de água mineral não estiver a ser feita de acordo com as cond técnicas. A solicitação para a exploração de uma fonte ou reserva de água mineral deve ser acompanha elementos: a) Certificado de análise físicoquímica e bacteriológica da b) Projecto de instalação e descrição dos processos utilizados para a captação e protecção das fon distribuição das águas; c) Dados sobre vazão e temperatura das fontes. O acesso ao exercício de direitos mineiros de exploração de águas minerais está condicionado aos mesm acesso aos direitos mineiros para exploração de minerais destinados à construção civil. ela poderá s completa reparação das falhas detectadas. e na legislação complementar específica que venha a ser apro de tutela e/ou pelos órgãos com competências razão das matérias a regular. pesquisa e avaliação das águas minerais é feito de acordo com o es código para os minerais comuns não estratégicos e pela legislação complementar específica que venha pelos órgãos competentes. As águas minerais são classificadas de acordo com os seguintes a) Composição química; b) Composição física; c) Gases; d) Temperatura. 3. estando sujeitos à tutela do órgão do governo co 2. O regime da tramitação processual dos pedidos e da concessão de direitos mineiros para águas mine aos pedidos e à concessão de direitos para minerais destinados à constr 2. A r t i g o 3 4 9 (Reconhecimento. prospecção. A r t i g o 3 5 2 (Tramitação Processual dos Pedidos e da Conc 1. as águas minerais s minerais. com as devidas adaptações. 2. Prospecção. A r t i g o 3 5 3 (Perímetro de Protecção) 1. Regulamentação específica a aprovar por decreto Executivo Conjunto do ministro da tutela e do mini saúde estabelecerá o conjunto de características e os parâmetros para classificação das águas minerais d critérios do número anterior deste artigo. A r t i g o 3 4 7 (Regime Jurídico) 1. A r t i g o 3 5 4 (Comercialização de Águas Minerais) . Por exploração de água mineral entendese todo o trabalho ou actividade relacionada com a capt distribuição e comercialização de águas mine 2.º 2 do Artigo 2º (sobre o Âmbito de Aplicação deste Código). A r t i g o 3 5 1 (Concessão de Direitos Mineiros de Exploraç 1. Nos termos do n. É competente para conceder direitos mineiros para águas minerais o ministro que tutela a geo 2. tendo em conta as regras estabelecidas nos artigos seguintes. com características que lhes confiram proprieda ou efeitos especialmente favoráveis à saúde humana. estabelecido no A Condições de Concessão de direitos pa minerais para construção civil). podendo ser interdita se até 60 dias depois da notificação de su reparada tal falha. prospecção. pesquisa e 2. É obrigatória a fixação de um perímetro de protecção para garantia da disponibilidade e caracterís efectuado com base no trabalho de reconhecimento. com as necessárias adaptações. A demarcação das áreas de prospecção e exploração é feita nos termos definidos neste código sobre as de mineração.

nos termos da lei. mais recentemente. (2) 8. é. pes exploração. e métodos indirectos. com espaços máimos de 2 meses entre cada exame. A r t i g o 3 5 6 (Processos Pendentes) Aos processos e actos que estejam a decorrer nos serviços competentes à data da entrada em vigor deste que já tenham sido aprovados. anualmente. São (os) as entidades. despacho de concessão. C A P Í T U L O X X I DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS A r t i g o 3 5 5 (Entrada em Vigor) O presente código entra em vigor na data de publicação da lei que o aprova. Prospecção – Processo destinado à procura sistemática de um jazigo mineral através da delim promissoras. (2) 12. Podem sanjas. Ministro da Tutela – O titular do órgão do Governo que tutela a actividade geológic 3. Estudos Cartográficos – Conjunto dos estudos e operações científicas. o sen mesmo resultar do contexto gráfico e normativo em que se 6. métodos aéreos e indirectos e extrapolação de dados Reconhecimento tem como objectivo localizar áreas mineralizadas nas quais se justifiquem estudos sub pormenorizados. Só é permitida a comercialização de águas minerais. É obrigatório o uso de um rótulopadrão nas embalagens e nas garrafas de águas minerais engarrafada dos resultados dos exames referidos no número anterior e de outros elementos de validade e de pure serem definidos conjuntamente pelos ministros de tutela da actividade geológica e mineira 3. A prospecção usa métodos directos como a afloramentos e a cartografia geológica.1. neste caso. de acordo com as normas estabelecidas complementarmente pelos ministérios de tutela da actividade geoló da saúde 2. vieram alterar profundamente a forma como os dados geográficos são adquiridos. Por vezes este termo vai referido a uma determinada Concessionária Nacional. prospecção. devendo. representados. a quem tenham sido concedidos temporariamente direitos min deste código. Esta actividade é também referida ne mineração. Concessionária – Titular de direitos mineiros decorrentes de contrato. Anexo I GLOSSÁRIO 1. sondagens e recolha sistemática de amostras como métodos dire . nos termos e condições estabelecidas neste código e demais legislação aplicável. servindose de ferramentas como a fotografia aérea e de satélite. 5. a estrutura e a comp destinados a obter o conhecimento sobre as características das formações geológicas. e de software variado na execu processamento de dados e na representação da informação. tais como a geofísica e a geoquímica. isto. Órgão Público para a Comercialização – Instituição pública criada pelo Governo para regular a com minerais estratégicos e intervir como canal único de comercialização interna 7. aplicamse as disposições do mesmo. através do qual se identificam as áreas de forte potencial mineralização por intermédio dos seguintes meios: resultados de estudos geológicos regionais. Concessionária Nacional – A entidade empresarial a quem o Estado confere direitos exclusivos sob minerais. de acordo com os termos deste códig 9. Para a comercialização de águas minerais o titular do direito concedido deve fornecer ao órgão compete da tutela. públicas ou privadas. m regionais. quando sejam cumpridos os requisitos estabelec código e na demais legislação aplicável. um número mínim bacteriológicos. Na actividade mi geológicos constituem a base da investigação geológicom (2) 10. A cartografia estuda a concepção dos mapas e trata de todas as informações recolhidas no c representação final no mapa. ciência que estuda a história. são atribuíd decidir ou conceder aprovação sobre as matérias nele r 4. de forte potencial de mineralização. o aparecimento e v computadores. Act ividade Minei ra – Conjunto de act ividades que incluem o reconhecimento. Estudos Geológicos – Estudos no âmbito da Geologia. nos termos deste código. A introdução da fotografia aérea e da detecção re tecnológico nos métodos de gravação e impressão e. que comprovem e garantam a purez águas engarrafadas. Órgão Competente – A entidade com poderes públicos a quem. bem como o modo como os interpretamos e e (Associação Cartográfica Internacional) (2) 11. decreto d título de concessão. até 30 de Março do ano seguinte ao que disser respeito. sempre que de tal aplicação não resu mais gravosa para o interessado. estudo preliminar no terreno. Investigação Geológicomineira – Primeira fase de um projecto mineiro de raiz. Ministério da Tutela – O órgão do Governo que tutela a actividade geológica 2. técnicas e artísticas que intervê dos mapas a partir dos resultados das observações directas ou da exploração da documentação. pesquisa e a avaliação. compreende os estud reconhecimento. iniciada em meados do século passado. à escala regional. a prospecção. A Cartografia encontrase no curso de uma l revolução. beneficiação e comercialização de recursos minerais. be utilização. Reconhecimento – Estudo.

17. prospecção. Também se utiliza a expressão comercialização dos produtos da m 21. incluindo. 24. interpolações limitadas dos resultados obtidos com a aplicação de métodos indirectos. promover ensaios de tratamento para o que se necessit amostras da massa a granel.89. Recuperação de Áreas – Acções destinadas a devolver ao terreno afectado pela actividade mineira a suportar um ou mais usos do solo. sem prejuízo do a em consideração o estabelecido no estudo de impacto ambiental aprovado. Também se utiliza a expressão materiais de construção de origem m 28. Nos termos deste código. o cálculo de reservas de minério e decidir da efectuar um estudo de viabilidade. configuração. abrangendo a preparação e a extracção. em todos estes casos ainda bastante es tendo em vista a avaliação preliminar da quantidade e da qualidade do minério. (12) 30. a amostragem em sanjas e sondagens.. Produto Mineral – Minério extraído. tal evidência pelos estudos de viabilidade efectua 18. 19. Avaliação – Delimitação pormenorizada e a três dimensões de um depósito já conhecido. Neste código em alguns casos vem referenciada como explor termos correspondentes na língua inglesa são mining ou exploitati 20. Órgão de Tutela – O órgão do Governo que superintende as actividades geoló . em importância relevante para o País. o estudo das características de mineralização. 90) 27. negociação e venda de ou minérios concentrados. Operações mineiras Trabalhos realizados no âmbito de uma título de exploração. O objectivo pesquisa é a determinação das principais características geológicas do epósito. A malha da amostragem deve ser apertada de maneira a que as dimensões. Comercialização de Recursos Minerais – Conjunto de operações de avaliação. Recursos Minerais – Substâncias minerais que ocorrem naturalmente no solo. a configuraçã depósito e o teor do minério e eventuais outras características possam ser conhecidos com elevado grau fase de avaliação pode já tornarse necessário. da prospecção. Minerais para a Construção Civil – Designação genérica que engloba os recursos minerais directamen construção civil. subsolo. Substâncias Explosivas – Compostos químicos ou misturas de produtos químicos que podem produzir e ou pirotécnicos. (7. diferentes do uso anterior às actividades mineiras. O processo de preparação ou tratamento varia co minério. galerias. (7) 29. incluindo um regime penal com sançõe liberdade. a realizar de acordo com o estudo de impacto ambien 148) 22. se necess laboratoriais. Direitos Mineiros – Faculdades subjectivas conferidas nos termos deste código e de outra legislação min entidades jurídicas para a execução de estudos geológicos. 16. da avaliação. Exploração Actividade que se realiza em fase posterior à do reconhecimento. estrutura e do teor do m é também conhecida como pesquisa geral. e estud das mesmas.13. Cálculo de Reservas – Resultado da avaliação e dos estudos de viabilidade. utilizando as operações de visam a libertação das espécies úteis dos minérios e as operações de separação para a obtenção do incluindo a lapidação e a industrialização de rochas ornamentais. também designados apenas por minerais. Minerais Estratégicos – Recursos minerais como tal declarados pelo Conselho de Ministros. fornecendo indicações ade sua continuidade e uma primeira determinação das suas dimensões. t ratamento e/ou benef iciação e comercialização de recursos minerais num horizonte tempor área previamente delimitada. os minerais es submetidos a um regime de protecção jurídica mais acentuado. indo da simples beneficiação. etc. Os métodos utilizados para cartografia de superfície. Mineração – Neste código utilizase com o mesmo sentido do termo actividade 26. que indica a reserva mine O cálculo de reservas deve ser efectuada por prof issional competente. o carregamento e o transporte do minério em bruto bem como o seu tratamento e beneficiação. 23. Restauração de Áreas – Acções destinadas a devolver ao terreno afectado pela actividade mineira as c existentes antes do início da actividade mineira. sanjas. e por fim. O conjunto das informações obtidas na fase de avaliação permite efectuar o dimensionamento do jazigo. nos mesmos termos da preparaçã de mineiro. Pesquisa– Processo inicial de delimitação de um depósito já identificado. poços. com ou sem tratamento. pesquisa e ava exploração. Reserva Mineral – Quantidade de minério economicamente explorável existente num jazigo. de acordo com os procedimen internacionalmente aceites e permitidas pelo órgão de tutela. Também designado por produto minei utilizamse também os termos produtos da mineração e produto da actividade m 25. compatível com o objectiv alcançar. na plataform noutros domínios territoriais estabelecidos em convenções ou acordos internacionais sobre os quais soberania nacional. consistindo na prepar carregamento e transporte dentro da mina do minério bruto. 14. reconhecimento. sondagens. bem como o seu tratamento e ben 31. Esta fase é também conhecida como pesquisa porme 15. Beneficiação de Minérios – conjunto de operações que têm como objecto a transformação dos min produtos utilizáveis ou comercializáveis no mercado de consumo final. Os métodos avaliação são a colheita de amostras em afloramentos. constituída por extracção da ganga por meio de simples lavagem métodos de flutuação e bacteriológicos. Preparação ou Tratamento de Minério – Conjunto de operações que têm como objectivo transformar os em produtos utilizáveis ou comercializáveis no mercado de consumo final. designadamente pelo impacto que produzem no desenvolvimento eco na segurança militar e na procura no mercado internacional.

cuja utilidade e ainda esta por determinar. das activida estudo de impacto ambiental. Os dados relativos aos c razoavelmente exactos. do tratamento do minério. pesquisa e avaliação ou a exploração de recursos minera construção civil. jurídicas e sócioeconómicas do projecto. assim como a sua comercialização. assim como os cálculos dos respectivos investimentos Algumas vezes é designado apenas por estudos de viabilidade 33. 34. Área de Concessão Demarcação geográfica definida pelo órgão responsável pelo cadastro mineiro estabelecida no local de acordo com o contrato de concessão 50. Demarcação – Acção que consiste na colocação de marcos no terreno em cada vértice da figura geom os limites da área previamente delimitada para exercício dos direitos mineiros. prospe avaliação de jazidas minerais. bem como as benfeitorias de carácte 47. determinada através de estudos geológicos e acções de reconhecimento. Exploração Ambiciosa – Exploração das partes mais ricas de uma jazida em detrimento de outras que ricas. e todos os meios técnicos e infra necessárias para a realização das operações mineiras. com a finalidade de se avaliar a qualidade técnica e a viabilidade económica de um p Serve para tomar decisões em matéria de investimentos e para a obtenção de financiamento do projecto presente código é um documento obrigatório para outorga dos direitos mineiros de exploração. prospecção. das instalações mineira dos parques de apoio operacional e habitacional. da pesquisa e da aval 51. contendo métodos. técnicas. Encerramento da Mina – Processo através do qual se finalizam as actividades mineiras numa determin cujos direitos tenham sido concedidos ao abrigo dos direitos mineiros definidos neste código e noutra leg mas que não termina com o esgotamento das reservas do jazigo ou término das operações mineiras. que consiste na exploração ilícita de minerais a partir de um podendo ser realizada com recurso a métodos artesanais ou a métodos convenciona 48. Jazida – Designação genérica que engloba a acumulação natural de recursos minerais. (24. nos termos definidos neste código e na legislação compleme 36.Actualmente esta tutela é exercida pelo Ministério da Geologia e Minas. Plano de Prospecção – Plano das actividades a serem realizadas pela concessionária no âmbito do direi para a realização do reconhecimento. 49. Delimitação – Acção que consiste na definição em carta topográfica dos limites de uma área para realiz autorizadas no âmbito dos direitos mineiros outor 42. destinado a comprovar publicamente a sua atribuição le 39. junto da entidade competente. Informação Geológicomineira Conjunto de documentos e informações resultante de trabalhos de estu de outros no âmbito da investigação geológicomineira e dos estudos cartográ 40. um título mineiro para realizar operações mineiras. da prospecção. 81) 43.(28) 45. susceptíveis de serem explorados economicamente. pesquisa e avaliação nele especific referido neste código apenas por título de prospecção. o seu tratamento e beneficiação. Título de Exploração – Documento emitido com base num contrato de exploração ou título certificando está autorizado a realizar as operações mineiras de preparação e a extracção. Plano de Exploração – Documento que contempla a execução das operações mineiras. prospecção. Mina – A área devidamente demarcada para o exercício do direito mineiro de exploração. da segurança industrial. assim como do cálculo dos custos e da previsã económicos. da tecnologia e das instalações. O tér se verifica com a conclusão das acções de restauração e ou recuperação dos terrenos como previsto no es ambiental aprovado. Contém a indicação d exploração. Garimpo – Actividade mineira ilegal. da programação das operações e da produção. devem ser exploradas técnica e economicamente em conjunto com aquela 44. (12) 32. do ambiente. Senha Mineira – Título de direitos mineiros emitido pelo órgão de tutela. 38. Classificação de Reservas – Sistemas metodológicos utilizados para classificar as reservas e recurs . (1 37. de re económico e utilidade. O conceito de exactidão inclui a quantificação das reservas por uma entidade idó uma avaliação metodologicamente correcta das reservas minerais. Alvará Mineiro – Título de direitos mineiros emitido pelo órgão de tutela para certificar que o seu titula a realizar o reconhecimento. Constitui um meio de auditoria a toda geológicas. 46. Este certif designado pela iniciais de RPCM. Título de Prospecção – Documento emitido com base num contrato ou título que certifica que o autorizado a proceder às operações de reconhecimento. incluindo objecto da concessão. e a efectuar restauração e/ou recuperação dos terrenos como estabelecido no estudo de impacto ambiental apr 35. Neste código também se usa o ter Tutela. Estudo de Viabilidade TécnicoEconómico – Estudo que se realiza com base nos dados colhidos na fase geológicomineira. ou pela entidade a quem e poder. Certificado – Documento emitido pela entidade competente para atestar a atribuição de poderes ou dir ao seu titular. 41. o carregamento e transport do minério bruto. Jazigo Mineral – Designação usada para referir a acumulação natural de recursos minerais. certificando que o seu tiular está autorizado a realizar actividade mineira artesanal nos termos código e na legislação complementar. Certificado de Registo de Pedido de Concessão Mineira – Documento emitido pelo Cadastro Mineiro par o seu titular cumpriu todos os requisitos e procedimentos legais o pedido de concessão mineira que o habil obter.

hematita. no interior de um jazigo. (98) 53. em determinados tipos de rochas;São minerais acessórios acidentais ou oc que aparecem com menos frequência. 54. como a patita. Comments Only registered users are allowed to comment.base nos resultados da investigação geológicamineira efe 52. muitas vezes. Register Sign in ugh and Polished :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: :::: Edições Online "O Sector Mineiro Metálico Nacional no Último Decénio e Perspectivas de Evolução Futura" . Minério – Formação geológica contendo um ou mais minerais úteis. etc. não sendo necessária a definição acessório ocorre em pequena quantidade em uma rocha. sendo comuns.. Minerador – Pessoa que se dedica à actividade mineira artesanal nos termos deste código complementar. d e r o c h a metassomatizadas/hidrotermalizadas. Os minerais acessórios podem ser menores ou acidenta acessórios menores os que ocorrem comumente em pequenas quantidades nas rochas. Mineral Acessório Mineral de importância secundária numa rocha. Estes minerais podem formar mas local izadamente. t o r n a r s e p r e d omi n a n t e s . turmalina. A sua presença ou ausência não afecta a analise sendo essencial para a classificação da mesma. como topázio. podendo. em certos c a s o s .

qualificação da força de trabalho. Este novo modelo passou então a ter que desencadear novos potenciais de competitividade. O impacte positivo da primeira fase da adesão e a capacidade de resposta evidenciada pela generalidade da sociedade portuguesa às suas exigências. processo que se encontra em curso. baseados em capacidade de inovação tecnológica.Introdução 1. embora com variantes e tónicas distintas de país para país. cujo acesso livre e privilegiado havia sido alcançado com a concretização da adesão às Comunidades Europeias. quer no plano internacional. 1 . traduzido no Tratado de Maastricht e na criação da União Económica e Monetária (UEM).A alteração do modelo nacional de desenvolvimento O período que nos propomos analisar apresenta-se particularmente rico de acontecimentos. que tem orientado a generalidade das políticas públicas na área económica. Esta alteração teve igualmente importantes reflexos em Portugal.1 . como ao nível sectorial da indústria mineira. Entre outras consequências.Luís Rodrigues da Costa . em condições de competitividade num mundo "globalizado". Como se caracteriza então a situação presente deste processo de globalização? Os seus quatro elementos mais importantes são: . Contudo. com o predomínio de formas de "competitividade-preço". o que desencadeou o processo de globalização em curso e a adopção generalizada dos mecanismos de mercado livre como princípios reguladores da economia. orientadas para procuras diferenciadas e em expansão. Os critérios definidos para as condições de integração na UEM determinaram a adopção de um novo modelo de desenvolvimento industrial e das políticas públicas que o suportam. Academia das Ciências de Lisboa. quer no plano nacional. o acontecimento central foi a desintegração do bloco de países de economia planificada – simbolicamente traduzida na queda do Muro de Berlim –. mas que prosseguia a especialização económica anterior. mas cujo resultado final apresenta ainda um apreciável nível de incerteza. baseado em mão–de–obra barata e segmentos industriais de baixa tecnologia. elevação das capacidades empresariais e de gestão. é a convicção da justeza desta estratégia para proporcionar a aproximação aos padrões económicos e sociais das sociedades europeias mais avançadas. houve que alterar profundamente o modelo de desenvolvimento. No plano internacional e nível geral. até então orientado para um mercado vasto mas relativamente fechado. tanto a nível político geral. viria a determinar a opção política do País se empenhar decididamente no processo de aprofundamento da integração europeia. Estas passaram a ser condições essenciais à alteração do padrão de especialização industrial anterior e condições básicas para a emergência de produções de alto valor acrescentado. em 1986. 26 de Outubro de 1999.Presidente do IGM Apresentado no "1º Colóquio de Jazigos minerais metálicos de Portugal".

Caracterização sucinta da evolução da indústria mineira mundial . de certo modo consequência do ponto anterior. A generalidade dos países que consideram os recursos minerais um elemento relevante do seu modelo de desenvolvimento sentiu a necessidade de modernizar e tornar mais competitivas as suas economias o que desencadeou a nível mundial uma onda de modernização do enquadramento legislativo e regulamentar. Contudo. revelando mesmo uma dinâmica económica muito apreciável. enquanto que no Canadá. de grande amplitude. um maior impacte no futuro. pois reduz a procura de matériasprimas primárias e altera os padrões de produção e consumo. Finlândia. No Ocidente. Espanha. sociais e ambientais em todos os outros. cada vez mais. A globalização das comunicações e da informação veio acelerar espectacularmente a velocidade de difusão das actividades e experiências. Irlanda. elevando o limiar do jazigo economicamente explorável. claro. Este processo desenvolveu-se também no plano europeu e traduziu-se no encerramento de inúmeras minas metálicas e na reestruturação do sector carbonífero. que teve que acompanhar a mudança que se verificava nas relações económicas e geopolíticas internacionais. Austrália e Estados Unidos. a liberalização económica veio tornar acessíveis ao investimento mineiro muitos novos países e regiões. e cujos efeitos se irão fazer sentir por um período dilatado. constituam sérios obstáculos à rápida concretização destas oportunidades. A emergência de valores globais. embora alguns admitam que a recente emergência de valores sócio-culturais possa ter. embora a ausência de infra-estruturas. tem vindo a alterar consideravelmente o quadro de evolução da indústria. a criação de regras e orientações globais. a emergência de valores globais. quer na exploração de recursos minerais. veio estabelecer uma densa rede de interdependências e a percepção de que qualquer mudança num país pode ter implicações económicas. mesmo em áreas remotas. Portugal. Também a reciclagem de metais e outros produtos minerais. iniciado ainda na década de oitenta. foi a consolidação dos valores ambientais aquela que teve maior impacte na indústria. Como tendências dominantes na atracção do investimento assistimos ao crescimento do interesse pela América Latina. Como consequência deste processo a produção mineira metálica encontra-se reduzida a alguns países com mais forte vocação e potencial mineiro.2 . de bens e de serviços globais. a produção não metálica não parou de crescer. guiado por razões ambientais ou de simples competitividade económica. Contudo.. um factor condicionante das decisões e repulsivo do investimento. os regulamentos ambientais e os direitos dos povos autóctones constituíam. a rigidez administrativa e a insuficiência das garantias jurídicas dos direitos mineiros. Grécia e. Este processo de globalização repercutiu-se na indústria mineira mundial. 1. caso da Suécia. em resultado de um processo generalizado de abertura das suas economias e à "desnacionalização" e privatização da sua indústria mineira. embora a indústria mineira tivesse já uma longa tradição de operação em mercado aberto. . Alguns começam já a olhar para a África como o continente da próxima década.. quer na prospecção. a criação de um espaço de comunicações e rede de informação globais.• • • • a criação de mercados de capitais. ainda.

mesmo que se tivesse verificado uma recuperação das cotações.A alteração das condições do exercício da actividade pode sintetizar-se do seguinte modo.3 . intervenção do representante do Banco Mundial no EU-Russia Workshop on Restructuring and Inprovement of the Investment Climate in the Mining and Raw Materials Sector. Particularmente. e da indústria mineira nacional O novo contexto económico veio também influenciar marcadamente a indústria mineira nacional. Peter.. inviabilizou o retorno de cenários nos quais se haviam desenvolvido as pequenas minas.. A estes condicionalismos temos hoje que acrescentar a . com realce para as de estanho e tungsténio. "Attracting Private Sector Investment in Mining: what Governments can do". pois a sua viabilidade se baseava no baixo custo de mão-de-obra e na desvalorização da moeda. Um mundo em mudança ! Anos 80 Anos 90 Globalização/hegemonia da economia de mercado Liberalização Macroeconomia Privatização Desestatização da economia Descentralização Operador Detentor de activos Observador nas economias emergentes Regulador Administrador de direitos Papel dos Governos no sector mineiro Sector Privado Principal investidor Importância crescente das ONG´s Ambiente Emergência/aceitação Integração Aspectos sociais Pouco ou nada relevante Emergência/aceitação Adoptado de van der Veen. 1999.. Bruxelas 1. o abandono do modelo de desenvolvimento industrial baseado em mão–de–obra barata e baixa tecnologia que referimos.

6% 24.9% Fonte: IGM A análise do quadro evidencia o quase "desaparecimento" da produção de minérios energéticos (cessação da produção de carvão e produção de urânio quase residual) e a inflexão do declínio da produção de minérios metálicos. em meados do ano corrente.8% 62. como reacção do mercado à possibilidade de venda de reservas de ouro de bancos centrais. embora. os quais podem englobar-se na designação genérica de "não metálicos" (minerais não metálicos. esta realidade deve ser analisada num contexto mais amplo.necessidade de desenvolver a actividade em conformidade com padrões ambientais modernos que vieram acentuar a vulnerabilidade económica de algumas explorações. somente as minas competitivas puderam subsistir. Do mesmo modo. Mas haverá alguma particularidade nesta evolução ou. por vezes. obrigadas a um contínuo processo de redução de custos. pelo contrário. a qual apresentou manifestações extremas nos casos do ouro e do cobre. verdadeiros jazigos de classe mundial. circunstância que se alterou recentemente. rochas ornamentais e rochas industriais).1% 0.0% 78. Em contraponto desta tendência. despertou o interesse de muitos operadores estrangeiros pelo potencial aurífero do território nacional. para o que se apresenta a estrutura da produção em três anos distintos.3% 10. Contudo.4 . a banalização das tecnologias de tratamento de minérios de ouro de baixo custo (caso da lixiviação) e a razoável estabilidade das suas cotações durante longo período de tempo. particularmente comparando a sua evolução com a dos restantes sectores da indústria extractiva. resultado do arranque da mina de Neves-Corvo.1% 21. enfrentando sérias dificuldades económicas e financeiras.6% 82. Estão nestas condições as minas de Neves-Corvo e da Panasqueira. guiado pela expectativa da descoberta de um novo jazigo tipo Neves-Corvo. prosseguiu o interesse continuado pela Faixa Piritosa. separados por uma década de intervalo. Assim. circunstância fortemente agravada nos últimos anos pela diminuição das cotações da generalidade dos metais. Uma alteração estrutural profunda ! 1978 Energéticos Metálicos Não Metálicos 1988 12. poderá ela inscrever-se num modelo mais geral de desenvolvimento económico-social ? 1.6% 1998 7.A importância dos minerais no desenvolvimento económico-social . e o paulatino crescimento da importância dos não metálicos.

Como modelo global é reconhecida a maior importância dos recursos minerais metálicos nos países menos desenvolvidos. assim. que ignora o impacte do arranque da produção na mina de Neves-Corvo. seja por efeito da banalização das tecnologias. 2 . por esta circunstância. tungsténio e. concentrados de cobre (com prata). Temos. de longe. contudo. Nos anos mais recentes temse. Em publicação recente comentámos a aderência deste modelo geral ao caso português. a necessidade de minerais não metálicos aumenta. passando o tungsténio a uma posição subalterna. estanho. antecedida de um período experimental no último trimestre de 1988. . mesmo quando se verificam alterações substanciais na oferta de matérias-primas. Se tivermos presente que determinadas matérias-primas têm limitado valor unitário e. ultrapassando em valor absoluto a dos minerais metálicos. a actividade de determinados sectores da indústria transformadora de um país depende da capacidade de obtenção de matérias-primas minerais. assistido à tendência crescente para a deslocalização das metalurgias para os países detentores das matérias-primas primárias. determinando padrões de especialização produtiva que tendem a manter-se.No domínio da produção No período que vimos analisando ocorreu um conjunto importante de acontecimentos que alteraram profundamente o sector mineiro metálico nacional. seja pela utilização dos recursos do território nacional. em 1989.Principais Aspectos da Actividade Empresarial desde 1989 até ao Presente 2. Assim. No sistema produtivo. À medida que o país se desenvolve e o seu tecido produtivo industrial se diversifica. Em consequência desta mudança. metais preciosos. conjugando esta análise com a ocorrência de acontecimentos singulares que o influenciaram. Sn. em dois cenários distintos: o real e um virtual. Para os três metais referidos (Cu. apenas com curta interrupção no caso do tungsténio. o perfil mineiro clássico de produção de tungsténio e estanho passou a ser caracterizado pela produção de cobre e estanho. construído o modelo básico de análise que passaremos a desenvolver seguidamente. W) o País ocupou a posição de principal produtor mineiro da UE. no início do período. O elenco de produções completouse com uma pequena produção de minérios de ferro-manganés e de concentrados de urânio. na última década. as indústrias suas utilizadoras têm a sua competitividade condicionada pelos custos de transporte. a indústria mineira metálica nacional produziu. predominantemente.1 . o acontecimento. seja por pressão económica decorrente da necessidade de respeitar padrões ambientais crescentemente exigentes e com impacte directo na economia das operações. Nele se constatava que o padrão de evolução nacional adere ao modelo geral e que a sua evolução tem que ser interpretada a partir dele. mais relevante foi o início da produção de concentrados de cobre na mina de Neves-Corvo.A extracção e transformação de substâncias minerais é essencial ao desenvolvimento e bem estar das sociedades contemporâneas. por vezes de modo determinante. Nomeadamente. os quais são predominantemente exportados para os países industrializados. seja pela sua aquisição no mercado internacional. Em Maio de 1990 deu-se o arranque da produção de concentrados de estanho comerciais. concluímos que a estrutura industrial pode estar fortemente influenciada pelos recursos minerais disponíveis.

A produção de urânio tem assumido um carácter quase residual. encontrando-se. Ao emprego directo acrescem mais 1 000 postos de trabalho indirectos o que teve um impacte de grande relevância na economia. após uma redução significativa da mão-de-obra.3%. A produção de concentrados de tungsténio da Panasqueira apresenta algumas flutuações. A mina de Aljustrel teve um curto período de actividade (1991-93).2 . após o encerramento da Unidade de Tratamento da Urgeiriça. depois de quase 150 anos de actividade ininterrupta na Bacia Carbonífera do Douro (1849-1994).Principais projectos mineiros de produção Apresenta-se no quadro seguinte o elenco dos projectos mineiros de produção concretizados ou simplesmente iniciados. cessou a actividade por esgotamento de reservas. pois deu-se uma alteração accionista. em íntima ligação com a implementação de estratégias de recuperação ambiental e numa perspectiva estratégica de contenção até à reunião de condições para o arranque da produção na mina de Nisa.3 milhões). mais uma vez. além de introduzir um maior dinamismo e capacidade de iniciativa nas comunidades locais e induzido uma melhoria significativa das infra-estruturas locais . em parte. Somente os minérios de ferromanganés são enviados à unidade siderúrgica do Seixal e incluídos na alimentação do alto-forno. tendo mesmo chegado a apresentar um plano de encerramento que não se chegou a concretizar. dos quais 75% recrutados na região. A produção de minérios de ferro-manganés apresenta um crescimento regular e estável ao longo do período. A sua análise mostra. tendo o novo detentor do capital da empresa. A produção de cobre de Neves-Corvo apresenta uma tendência decrescente ao longo do período. à medida que se aproxima o esgotamento das reservas com alto teor deste tipo de minério. Com o encerramento da mina do Pejão cessou a produção de carvão nacional. ao fim de 56 anos de actividade contínua (1936-1992). a importância do projecto de Neves-Corvo. tendo o cobre representado 87. Também a mina de Jales. A mina interrompeu a actividade em 1994. A produção de concentrados de estanho apresenta um máximo em 1993. que comentaremos no ponto seguinte. reiniciado a produção em 1995. no essencial determinadas pelas condições de mercado no escoamento dos concentrados. não existem metalurgias nacionais destes metais. em 1990. um importante operador integrado no mercado do tungsténio.7 % daquele valor e o estanho 7. Neves-Corvo representou 95.Curiosamente.0 % do valor da produção no período que estamos considerando. pois não têm competitividade no mercado internacional. com apresentação formal do pedido junto dos organismos oficiais. associada a operações de desactivação planeada de minas em produção. enquanto no início da exploração este valor foi superior a 10% Cu). manifestando uma tendência para declínio. Assim. pelo que os concentrados são exportados e transformados no exterior. em resultado do diminuição regular dos teores dos minérios extraídos e tratados (presentemente em 5-6% Cu. A produção global quase atingiu 317 milhões de contos (valores correntes). na condição de uma produção cativa. circunstância não totalmente compensada pelo aumento da tonelagem tratada (um milhão de toneladas no primeiro ano até ao valor actual de 2. 2. com um investimento global de 80 milhões de contos e a criação de 1 100 postos de trabalho. Apresenta-se no quadro seguinte a produção de minérios no período 1989-98. evidenciando uma razoável estabilidade nas relações entre a mina do Cercal e a siderurgia.

conjugada com a utilização de um método de desmonte de inadequada selectividade e um planeamento mineiro que induzia acentuadas flutuações nos teores de alimentação da lavaria. Contudo. cuja exploração prolonga vida da mina em 20 anos. o projecto de aproveitamento dos minérios complexos tem-se revelado de mais difícil concretização do que se admitiu inicialmente. O projecto PPC. cobrem a deplecção de reservas resultante da extracção. barragem de estéreis e preparação e reequipamento da mina. expressão do seu enorme impacte regional. a qual. excepto no período em que se realizaram os trabalhos de acesso e preparação do novo nível.76 1.84 1 200 30 1 993 517 Mas também no plano da revelação de novos recursos o projecto apresenta um desempenho positivo. representou um investimento global de quase 20 milhões de contos. numa região do País com escassez de factores de desenvolvimento. na mina de Aljustrel. a partir de minérios provenientes da massa do Moínho. dispondo-se já de indicações muito positivas relativamente à possibilidade do desenvolvimento de mais um nível de extracção.(abastecimento de água. do mesmo modo que não foi possível demonstrar a viabilidade económica de uma metalurgia do cobre em Portugal. de produção de concentrados diferenciais de cobre. possibilitou a preparação para exploração e equipamento de extracção de um novo nível de extracção. da mina da Panasqueira. zinco e chumbo (com alguma prata). aplicado na construção de uma nova lavaria. Nos primeiros 10 anos de laboração o projecto apresenta o seguinte desempenho: Minério tratado (Mt) Teor médio de cobre (% Cu) Teor médio de estanho (% Sn) Cobre contido em concentrados (kt) Estanho contido em concentrados (kt) Vendas (MUS$) Lucros antes de impostos (MUS$) 14. veio proporcionar as condições para um significativo prolongamento da . o que prolonga a vida útil da mina. O projecto Nível 3. circunstância agravada por um deficiente desempenho técnico dos processos de concentração de minérios (moagem e flutuação em coluna). em Aljustrel. em resultado da baixa de cotações dos metais extraídos. com base nos concentrados produzidos pela mina. contudo viria a ser interrompida no decorrer de 1993 (Maio). Não tendo criado novos postos de trabalho.8 8. estradas e caminho de ferro e ainda equipamentos colectivos públicos de natureza social e cultural). pois os trabalhos de pesquisa têm mostrado um ritmo de evidenciação de novos recursos que. praticamente. além de criar as condições para o reconhecimento de níveis inferiores. Em 1991 iniciou-se a produção de concentrados cobre e de zinco.

na margem direita do rio Douro. à situação de mercado sobrepõe-se ainda uma dificuldade adicional que é a existência de um grupo local. enquanto a exploração de Castromil terá que ser reanalisada à luz da rejeição do EIA. recebeu. a partir da massa de Feitais. na década de 90.5 Mt por ano. como é o caso da Faixa Dúrico-Beirã. pois no caso do ouro parece estar-se a assistir a uma inversão da situação.No domínio da prospecção e pesquisa A prospecção de minérios metálicos em Portugal. tendo em consideração possíveis sinergias com outros jazigos ocorrentes em regiões próximas. estando o projecto Eurozinc na fase final do estudo de viabilidade. não se conhecendo ainda qual a opção estratégica final do promotor relativamente à sua continuação.Novos projectos de produção Presentemente encontram-se em fase de preparação dois projectos mineiros. muito activo. de flutuação e controlo das operações). com um valor bruto de 20 milhões de contos). visando o rearranque da mina de Aljustrel. no sentido de inviabilizar a exploração com base nos seus impactes na envolvente imediata da mina. O projecto de produção de concentrados de zinco em Aljustrel. O escalão de produção é de 1. A concretização do projecto exigirá a preparação e desenvolvimento mineiro da massa de Feitais e a readaptação da lavaria industrial (circuitos de moagem.4 . No caso do projecto de Castromil. o projecto de Nisa. principalmente como resultado da actividade desenvolvida pelo sector empresarial. . área com apreciável densidade de ocupação humana. para a produção de concentrados de urânio. A rejeição do EIA veio reforçar muito esta posição e dificultar ainda mais a reunião das condições para a exploração. e que tem exercido grande pressão através dos órgãos da comunicação social. Os projectos de Nisa e Castromil têm limitada dimensão. O projecto de Castromil. um parecer negativo sobre o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) submetido ao Ministério do Ambiente. conforme se mostra no quadro seguinte. tendo solicitado a licença para operar: o projecto Eurozinc.3 . 2. com a produção de concentrados de zinco e chumbo. Todos os projectos enfrentam situações de mercado relativamente adversas. que originarão 150 000 toneladas de concentrados de zinco e 30 000 toneladas de concentrados de chumbo/prata. visando a produção de um "bullion" de ouro a partir do minério extraído do corpo Covas de Castromil. muito particularmente no caso do urânio.exploração e dos benefícios económicos da actividade numa zona do interior fortemente deprimida. muito recentemente. atingiu os níveis mais elevados de sempre. com um valor de investimento ligeiramente inferior a 8 milhões de contos. Ambos os projectos encontram-se em fase de avaliação do impacte ambiental. 2. embora no primeiro caso a exploração de urânio possa criar as condições para o aproveitamento do apreciável volume de reservas do Alto Alentejo (mais de 4000 toneladas de U3O8. beneficia grandemente da infra-estrutura existente e desenvolvida para o projecto PPC.

mas que atingiram mesmo uma posição maioritária no caso dos metais preciosos.º contratos assinados METAIS PRECIOSOS METAIS BÁSICOS OUTROS METAIS TOTAL Área concedida (km2) 27 21 2 50 Investimentos realizados (contos) 5364. Contudo no caso da prospecção do ouro o investimento foi predominantemente estrangeiro (85%). mas no qual as empresas em que o Estado Português detém uma posição accionista (directa ou indirecta) representaram a quase totalidade.26 2 729 098 4 934 128 171 768 7 834 994 Fonte: IGM O investimento médio anual situou-se ligeiramente abaixo dos 870 000 contos. enquanto que métodos de lixiviação enzimática e MMI ("Mobile • • .00 13 937. do qual se podem extrair as seguintes conclusões: • continua a registar-se uma maior importância da utilização da geoquímica na prospecção de metais preciosos e da geofísica na de metais básicos. equivalendo a quase 5 MUS$. tanto nos equipamentos como nas metodologias. respectivamente. O investimento para metais preciosos representou 33% do total. Assim. ou seja. O seu valor unitário foi 5. igualmente. em especial na parte analítica.55 conto/ha (655 conto/km2). nos metais preciosos e básicos. para os metais básicos. focando a sua acção de prospecção e pesquisa de minérios metálicos.15% do investimento a nível mundial em prospecção e pesquisa. nas Zonas Centro-Ibérica e de Ossa Morena e Sul-Portuguesa. nos metais preciosos a utilização de técnicas laboratoriais tais como o ICP-MS e a INAA (activação neutrónica) teve um grande incremento. No período em análise assistiu-se. a prospecção geoquímica evoluiu. sendo o remanescente nacional.Uma década de intensa actividade ! N. O investimento estrangeiro teve um ligeiro predomínio (55%). enquanto nos metais básicos teve uma menor expressão (45%).62 1037. quer regional. cujo volume de investimento representou globalmente 21.5% do total. A actividade desenvolvida pelo IGM acompanhou de alguma forma esta evolução. ao envolvimento de operadores de menor dimensão ("junior companies). e 6. mais de 0. quer localmente. A actividade desenvolvida pelo sector privado está caracterizada no quadro correspondente. a cartografia geológica tem vindo a assumir uma importância crescente. para os metais preciosos.09 conto/ha (509 conto/km2). com 56% do investimento e cerca de 2/3 dos contratos celebrados.64 7535. enquanto o investimento para metais básicos representou 60%.

9 g/t Au.681 contos para Montemor-o-Novo.. numa zona caracterizada pela existência de filões de quartzo auríferos encaixados em granitos (Jales) e uma zona de cizalhamento com várias estruturas mineralizadas e que se desenvolve em xistos do Silúrico (Gralheira). com um teor médio de 7g/t Au. às características geológicas e metalogenéticas do País. à estabilidade institucional. com a realização de trincheiras e/ou sondagens. reservas prováveis de 0. e para a zona denominada Serra da Quinta.743 Mt. totalizando 1. Pensamos que este nível de actividade se deve.746 contos em Jales/Gralheira.Metal Ion") foram ensaiados pela primeira vez em Portugal na prospecção de metais básicos. • o uso de técnicas electromagnéticas no domínio da prospecção geofísica teve um importante aumento na prospecção de metais básicos.Principais resultados obtidos na prospecção e pesquisa Metais preciosos Na prospecção de metais preciosos merecem realce os seguintes resultados: • No jazigo de Castromil. 412.45 Mt.147 Mt. Na zona de Jales/Gralheira. • • Como seria de esperar. com um teor médio de 1. . à informação e base de conhecimento geomineiro existente. • Como balanço global podemos referir que os trabalhos de pesquisa intersectaram zonas mineralizadas com uma frequência bastante maior no caso dos metais preciosos. Na área de Montemor-o-Novo a Sociedade Mineira RioArtezia definiu recursos auríferos que foram posteriormente ampliados pelo consórcio Moriminas para números globais de 4.8 g/t Au. e em 3 das áreas de prospecção dos metais preciosos. fracção considerável dos contratos (80%) atingiu a fase da pesquisa. atingiu-se mesmo a fase de abertura de poços e/ou megatrincheiras (não referidos no quadro). o Consórcio EDM/SM Bourneix (posteriormente EDM/Target Europe) definiu recursos de 633 300 toneladas. cerca de 60% do investimento global realizado na prospecção de metais preciosos.443. com teor médio de 2. em que as mineralisações ocorrem em zonas tabulares silicificadas. ou seja. tendo definido para Covas de Castromil reservas provadas de 2.8 g/t Au. fundamentalmente. com 1.270 Mt. à segurança jurídica dos direitos e.000 contos no caso de Castromil e 409. 2. o nível do investimento privado nas três primeiras áreas atingiu valores incomparavelmente superiores às restantes. a empresa Connary Minerals investigou mineralização aurífera filoneana encaixada em zonas silificadas intra-graníticas e relacionada com uma zona de cizalhamento. anteriormente prospectado por operadores públicos e privados. ainda. e reservas prováveis de 0. encaixadas numa sequência vulcano-sedimentar précâmbrica.5 . sendo de 621.427 contos. com 2. registando-se ainda a inovadora utilização de métodos sísmicos e magnetotelúricos.81 g/t Au.

) e Consº Lagoa Salgada (Lagoa Salgada. realizando estudos de prospecção de terras raras nas regiões da Beira Baixa e Norte do Alentejo e de Cr. a norte da falha de Grândola.000 c. na área de Neves Corvo. com uma cobertura de sedimentos terciários de espessura variável. o que conduziu a que para todas elas fossem requeridos direitos de prospecção e pesquisa. 349 783 c. de uma estrutura tipo "stockwork". Portalegre. Merecem destaque. Os trabalhos realizados pela Rio Tinto culminaram com a descoberta.70 m de possança. e de um horizonte de sulfuretos maciços com 6. As circunstâncias em que se verificou a descoberta terá contribuído para o reforço do interesse da investigação do extremo SW. no sector de Lombador/Neves Corvo. Nos trabalhos realizados destacamos a evidenciação do interesse . desta importante província metalogenética.). tendo como objectivo as terras raras e os metais Ni. Merece igualmente realce a descoberta feita pela Somincor.Também o IGM desenvolveu trabalhos de prospecção que. 465 721 c. atraindo assim o interesse do sector privado. ou seja. do jazigo de Las Cruces. no âmbito da prospecção de metais básicos. Co e Cr. 534 020 c. atravessada numa extensão de 159 metros. sobrejacente às formações paleozóicas. Serra d’Arga. no entanto. do jazigo de sulfuretos polimetálicos de Lagoa Salgada pelo IGM. Caramulo. em 1992. em 1994. Refira-se. tendo contribuído para a valorização do seu potencial aurífero. e Serra Branca.). da Barca. Castromil. por último. 751. pela dimensão dos investimentos realizados. tendo em vista a reabertura da mina para a exploração de zinco. chumbo e prata. incidiram nas áreas de Vila Verde/Pte. foi a descoberta. Consº Faixa Piritosa (Bacia do Sado. na sequência do trabalho realizado na Bacia do Baixo Sado. se encontram associados à prospecção e pesquisa do jazigo da Estação. que até então se considerava o limite NW da Faixa Piritosa Ibérica (FPI).). evidenciado na anomalia do Monte dos Mestres. 747 065 c. que os já referidos estudos de avaliação que decorrem neste momento na mina de Aljustrel. sem resultados relevantes. Alto Sobrido e Mirandela. Somincor (Corte Gafo. as seguintes empresas e consórcios: RTZ (Grândola-Álcacer. Outros metais Relativamente aos outros metais salientamos o aparecimento na década de 90 dos primeiros estudos de prospecção realizados em Portugal pelo sector privado. cujas características são idênticas ao sector NE. em Espanha. Ni e metais associados no maciço de Bragança. e Neves Corvo. próximo de Sevilha. Metais Básicos O facto mais marcante ocorrido no País na década de 90. na década de 90. 304 280 c. Os trabalhos de reconhecimento da massa de Feitais possibilitaram já a definição de uma reserva de 22 Mt de minério de zinco e uma reserva adicional de "stockwork" cuprífero. A espessura daquele "stockwork" constitui uma das maiores até agora intersectada na FPI. O IGM acompanhou esta tendência.

com claras vantagens para o concessionário e para a Administração Pública. com 1. bem como a apresentação de cauções que respondem pelo integral cumprimento das obrigações assumidas e pelas coimas que venham a ser aplicadas ao concessionário. embora estes minérios devam ser encarados principalmente como fonte de lítio para pastas cerâmicas. diatomite. pedras preciosas e semipreciosas).465% å terras raras + Sc+Y. uma das razões do seu importante crescimento no último decénio. talco.da estrutura de Vale de Cavalos (Portalegre). A concessão passa a ter a forma poligonal que melhor se adapta à geometria do depósito a explorar. simplificando extraordinariamente os processos administrativos e o cadastro mineiro. Com esta alteração o País passou a dispor de um quadro legal moderno.435% å terras raras e 0. determinando a obrigatoriedade de apresentação de estudos de impacte ambiental. com a inclusão de um capítulo sobre preservação da qualidade do ambiente e recuperação paisagística. onde se estimaram 2. 3 . Na base desta alteração está o abandono das figuras do registo mineiro e do alvará de concessão. carvões. o que possibilita o acolhimento e a consideração das características inerentes a cada projecto. feldspato.108 Mt. passando a concessão a ter um período limitado de tempo de duração. que lhe possibilite o acompanhamento do desenvolvimento da actividade e a contínua acumulação de informação sobre os recursos minerais nacionais. caulino. Finalmente. Finalmente. através do Instituto Geológico e Mineiro). Mantiveram-se da anterior lei princípios cuja bondade se mantinha.1 . no qual se acolheram novos conceitos e práticas de política mineira. tanto na fase de pesquisa como na da exploração. fosfatos.4 Mt de recursos. passando os direitos mineiros a ser outorgados por contrato administrativo.4% Li2O (zona de Alijó). substâncias radioactivas. revogando o "velho" decreto 18 713. amianto.05% Li2O (zona de Adagói) e 0. Também as disposições de transição do anterior para o novo regime vieram "libertar" novas áreas para actividade. bem como a apresentar planos e relatórios de actividade à Administração. nomeadamente a obrigação de manter a concessão em estado de constante laboração. com um teor médio de 0.A nova lei de Recursos Geológicos A 16 de Março de 1990 saiu um pacote legislativo sobre a generalidade dos recursos geológicos (com exclusão do petróleo). adequado ao volume de recursos evidenciado e ao ritmo de exploração do jazigo. foram introduzidas disposições de natureza ambiental. se a área de exploração for superior a 5 ha ou a produção anual superior a 150 000 toneladas. a fazer o aproveitamento dos recursos segundo normas técnicas adequadas e em harmonia com o interesse público do melhor aproveitamento dos recursos e a não realizar lavra ambiciosa. mineralizada em terras raras. na prospecção e pesquisa de jazidas litiníferas na região do Barroso/Alvão.403 Mt. que durante 60 anos regulou o regime de exploração e atribuição de direitos sobre os recursos minerais do domínio público (substâncias minerais utilizáveis na obtenção de metais nelas contidos. de 1 de Agosto de 1930.Principais Alterações Ocorridas na Envolvente Empresarial no Período 1989-1998 3. quartzo. negociados livremente entre o pretendente e o Governo (o Ministério da Economia. barita. foram definidos recursos de 0. . com 1. pirites.

ao fazer depender a decisão de autorização administrativa para a exploração. passando de cerca de 2 000 km2 para mais de 5 000 km2. e o final do ano de 1998.O intervalo de tempo transcorrido permite-nos já um balanço com base em alguns parâmetros quantitativos.2 .8 Fonte: IGM O aspecto mais marcante da análise do quadro é a notável redução do número de concessões (1 015 para 103) e que foi acompanhada de considerável redução da área do território nacional coberta com direitos mineiros de exploração para menos de 1/3 da área anteriormente ocupada. A racionalização da ocupação do território! Nº de concessões em vigor Área do território nacional coberta com direitos mineiros de exploração (ha) Área média de exploração (ha) Área do território nacional coberta com direitos mineiros de exploração (%) Nº de contratos de prospecção em vigor Área do território nacional coberta com direitos mineiros de prospecção (km2) Área do território nacional coberta com direitos mineiros de prospecção (%) Área média de contrato de prospecção (km2) 1990 1 015 1998 103 73 413 21 827 73.9 0.89 204.A confirmação da relevância das questões relacionadas com o ambiente A década passada confirmou plenamente a relevância das questões ambientais na actividade industrial. Pelo contrário. a área ocupada pelos detentores de direitos de prospecção mais que duplicou. que se veio adicionar aos clássicos riscos geológico. tecnológico e de mercado. Embora a bondade deste requisito seja inquestionável. colocando a indústria mineira perante problemas e desafios novos. último em que vigorou a antiga legislação. quando o processo de transposição de regime se encontra praticamente concluído.6 161.24 10 32 2 046 5 179 2. comparando a situação em 1990.3 211. da aprovação de um estudo de impacte ambiental.33 5. 3. primeiramente ao introduzir um novo factor de risco. Esta nova conjuntura veio alterar profundamente as características do projecto mineiro. constatamos que não se atingiu .82 0. pois passou de 73 413 ha para 21 086 ha.

com a realização de despesas. Contudo. os quais. Esta fonte de incerteza da viabilidade do projecto aparece. ainda que a sua utilização implique. Na caracterização que se faz do estado do ambiente em Portugal. o projecto ou se realiza naquele local ou não realiza ! Mas também a necessidade do encerramento e abandono do sítio da exploração ter que ser feito em moldes que assegurem a sua reabilitação e devolução à comunidade para utilizações alternativas. reflectindo afinal o princípio da "internalização dos custos ambientais". A legislação fiscal em Portugal reconhece a especificidade desta situação e possibilita a constituição de provisões. apreciáveis impactes ambientais. A opção por estas tecnologias eleva os limiares de explorabilidade económica. reconhecidamente. podem originar águas ácidas. embora existam tecnologias disponíveis para que aqueles se mantenham dentro dos valores regulamentares. o que implica que os meios necessários têm que ser acumulados ao longo da vida útil da mina. a contaminação de solos e aquíferos por elementos metálicos e radioactivos. O problema dos resíduos assume hoje um carácter universal e está na agenda política das questões ambientais. para a realização das despesas de recuperação previstas no plano de encerramento aprovado pelos organismos oficiais. constata-se que a indústria extractiva não integra os sectores mais críticos. A indústria mineira tem. se não forem convenientemente depositados. Esta importância não tem cessado de aumentar e não se atingiu ainda um novo equilíbrio entre os valores e os protagonistas em presença. bem como das autarquias locais. A experiência nacional é limitada. relativamente aos diversos sectores industriais. geralmente. muito particularmente quando são radioactivos ou a sua paragénese contem sulfuretos metálicos. embora se procurem novos quadros de compatibilização indústria-ambiente. particularmente quando são estimuladas e amplificadas por grupos de pressão ambientalista e quando a percepção dos impactes positivos e negativos do projecto não é tratada com a devida cautela. quando o volume de receitas já diminuiu muito ou cessou mesmo. frequentemente. contudo. o principal problema ambiental relaciona-se com resíduos de exploração. pois somente um número muito restrito de projectos mineiros foi submetido a avaliação de impacte ambiental. no caso da indústria mineira. associada a tomadas de posição das comunidades locais. com um número crescente de novos actores. veio introduzir um perfil particular nos fluxos financeiros do projecto. Pode dizer-se que se trata de circunstância idêntica à de qualquer outra actividade económica. sendo bastante maior no caso de pedreiras. particularmente nas áreas de concentração de grandes explorações a céu aberto. nele se jogando um ponto decisivo dos moldes em que a actividade se irá desenvolver no futuro. após a sua vida útil. particularmente. aspectos fácil e imediatamente perceptíveis pela opinião pública. organizações ou simples grupos de cidadãos. custos de produção mais elevados. No caso das minas metálicas e afins. o facto de as operações assumirem. geralmente de montante elevado. podendo gerar fortes reacções negativas que dificilmente são ultrapassadas ou conduzem mesmo à inviabilização do projecto. isentas de IRC. tendo sido tornado ainda mais actual pelo acidente ambiental da rotura da barragem da mina de Aznalcollar (Espanha). tem contribuído para a sua . A primeira constatação é a de que se trata de assunto em rápida mutação. frequentemente.ainda a fase de maturidade suficiente e na qual os seus objectivos estejam clara e consensualmente reconhecidos por todos os intervenientes no processo de avaliação ambiental.

Jales e as minas de urânio. Pensamos que a execução do programa de recuperação de minas abandonadas pode ter um impacte muito positivo na correcção desta imagem. para o que está prevista uma apreciável dotação financeira. tem ampliado a sensibilidade pública para as práticas da indústria. devidamente requalificados. habitualmente associados à valorização arqueomuseológica dos sítios. a maior tarefa que enfrentamos. enquanto a importância do período post-mina se tem vindo a impor pelo reconhecimento da existência de sítios mineiros abandonados e no qual se desenvolvem processos naturais causadores de impactes deletérios no ambiente. por vezes muito elevado. a vigorar entre 2 000 – 2 006. caso da mina de Aljustrel. técnicos. da Borralha e S. a mina e o post-mina. do Parque Mineiro da Cova dos Mouros (Alcoutim) e outras ainda em fase de projecto. recuperação ambiental do sítio e abandono. Contudo.A emergência das questões do período post-mina (minas abandonadas e áreas mineiras desactivadas) O encerramento de uma mina coloca sempre delicados problemas sociais. quer estas sejam subterrâneas quer a céu aberto. Esta perspectiva é merecedora de atenta consideração em qualquer estratégia de desenvolvimento endógeno das regiões onde situam as minas abandonadas. necessitando de intervenções de requalificação ambiental (caso das minas de S. a qual deve contemplar a interligação entre as diversas fases do projecto mineiro: prospecção. pensamos que existem condições para. Domingos. suscitando a necessidade de uma maior integração e abrangência na sua análise. pesquisa. Os próximos programas operacionais. 3. aproveitando para tal as cavidades de exploração. paisagística e humana. é a já referida requalificação ambiental dos sítios mineiros abandonados. sítios que eram exemplo de degradação ambiental. numa perspectiva cultural e turística ou à simples preservação de valores de identidade e referências das comunidades onde se integram. Pedro da Cova.associação a práticas ambientais menos correctas. A percepção desta realidade tem levado ao aparecimento de várias iniciativas de aproveitamento destas oportunidades. caso da mina do Lousal. Mas a mina abandonada ou simplesmente inactiva pode também ser encarada como repositório para deposição final de resíduos tratados (inertizados). caracterizando a natureza dos impactes e efectuando as intervenções necessárias à sua correcção ou simples mitigação. ao devolver à comunidade. ambientais. Aljustrel. contemplam medidas específicas neste domínio. com intervenções em quase uma centena de sítios. com a frequente adopção de tons sensacionalistas. Os dois primeiros são clássicos e relativamente bem conhecidos.3 . Mais recentemente. Analisado numa perspectiva distinta podemos considerar três períodos de actividade: o ante-mina. entre outras. extracção. aliás condição necessária para a consideração da oportunidade que se referiu. financeiros e jurídicos. se estas situações constituem um passivo ambiental. Contudo. Lousal. num futuro não muito distante. também é frequente a existência de activos potenciais de aproveitamento. a divulgação pela imprensa da situação de algumas minas abandonadas. esta possibilidade vir a ser cuidadosamente encarada em ligação com a criação do Sistema de Tratamento de . Embora não exista ainda em Portugal nenhum projecto consistente neste domínio. como as mais importantes).

• . uso e transformação do solo. geralmente.4 . além da natureza das operações associadas ao projecto mineiro nem sempre serem cabalmente entendidas na sua incidência territorial. caso do uso agrícola e florestal. embora em moldes que apresentam frequentemente sérias deficiências. à partida. segundo critérios de razoabilidade. urbano e para a indústria extractiva. O objectivo principal da política de ordenamento é definir os princípios e as regras de ocupação. No caso da indústria extractiva somente 65% das câmaras solicitaram informações sobre recursos geológicos e submeteram as suas propostas a parecer do IGM para controlo de qualidade da informação constante dos planos e ajustamento dos respectivos regulamentos às características das operações da indústria. pois somente após a adesão à Comunidade Europeia adquiriu o carácter geral e universal que hoje possui. encarado como recurso natural limitado. em princípio. por inexperiência ou incapacidade das equipas de planeamento que realizaram os estudos e elaboraram as propostas de ordenamento. frequentemente. estiver garantido.A nova natureza das questões relacionadas com o ordenamento do território A política de ordenamento é relativamente recente em Portugal. particularmente para a deposição de resíduos industriais tratados ou a deposição de resíduos radioactivos de baixo nível de actividade. Com base nestes conceitos elaboram-se planos de ocupação do território (nomeadamente. por esta razão. o direito de explorar os recursos revelados. Estas considerações mostram que a indústria extractiva não está adequadamente contemplada em muitos dos planos aprovados. carecidos de revelação através da prospecção e pesquisa. particularmente. Esta situação resulta de uma inadequada percepção da natureza da indústria extractiva e das suas características. particularmente a prospecção e pesquisa. pouco sensíveis ao acolhimento da multiplicidade de perspectivas que um exercício deste tipo envolve. Podemos afirmar que hoje o território nacional se encontra coberto pelo planeamento municipal. ecológico (áreas indispensáveis à estabilidade ecológica do meio ambiente e à utilização racional dos recursos naturais). em geral. Reconhecidas e identificadas as diferentes funções do solo é possível definir o elenco das mais importantes. as quais interessa ter presente numa correcta estratégia de ordenamento do território. essencial à actividade humana e à manutenção dos ecossistemas. condições favoráveis pela sua capacidade de confinamento e impermeabilidade.Resíduos Industriais (STRI). municipais ou regionais. 3. para a qual as formações salinas reúnem. reconhecer que: • incide sobre recursos. investimento (privado) na prospecção e pesquisa. conforme a sua área de incidência) no qual se define o uso dominante de cada uma das suas parcelas (cartas de ordenamento). situados no subsolo e. sujeito aos constrangimentos das servidões existentes à data da sua aprovação ou que se venham a constituir legalmente. pressionadas pela necessidade de uma rápida conclusão dos trabalhos e também. não aparentes. em momento posterior (cartas de condicionantes). não extensível e de difícil recuperação. só é promovido pelos agentes económicos se.

As iniciativas conjuntas em curso com a Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Direcção-Geral do Ambiente criam a fundada expectativa de uma melhoria desta situação. Presentemente. pudesse desencadear um processo de internacionalização que possibilitasse a superação do constrangimento que constitui o limitada extensão território nacional e conferisse condições de auto-sustentabilidade à actividade. após a venda. em Aljustrel. ENU. seja sempre limitada no tempo em função da natureza dos trabalhos a desenvolver. está reduzida à EDM (capitais públicos) e à Sociedade Mineira do Cercal.• incide sobre recursos inamovíveis. após o desaparecimento das sociedades que exploravam as pequenas minas de estanho e tungsténio (subsidiárias da SPE) e a mina de Jales. do volume de recursos disponíveis e ritmo de exploração. consoante esteja em causa a realização da actividade de prospecção e pesquisa ou a exploração. em 1995. supõe ou carece de alguma ocupação do solo. extensão e duração. na Beralt Tin. 3. com o projecto PPC. e que as condições para a sua concretização dificilmente voltarão a ser tão favoráveis. Com efeito. cuja revelação e exploração ou se processa no local da sua ocorrência ou não se faz. agora que se inicia o processo de revisão dos actuais planos e que temos assistido à manifestação expressa pelos seus responsáveis políticos de que esta segunda geração de planos directores municipais seja conduzida num patamar superior de eficiência e eficácia. a que acrescem algumas participações menores resultante de um processo de diversificação na área dos não metálicos. a capacidade empresarial de raiz nacional. entretanto abandonado). a EDM.5 . em qualquer caso. integração essa que tendo sede constitucional é caracterizada por critérios de raridade e especial interesse para a economia nacional. da participação detida pelo IPE. Contudo.Um sector com muito baixo grau de iniciativa empresarial privada nacional! Pode dizer-se que a década que vimos analisando se iniciou com fundadas expectativas relativamente à afirmação da importância do sector mineiro nacional. ainda que. A prática destes últimos anos tem sido bastante enriquecedora de ensinamentos e experiências que podem e devem ser utilizadas. consolidando a nossa capacidade tecnológica neste domínio. a partir dos meios financeiros libertos pela exploração de Neves-Corvo e baseado na capacidade técnica e na experiência obtida com a realização do projecto. • O acesso aos recursos situados no subsolo. empresa que explora o jazigo da Panasqueira. hoje em dia detida a 100% pela Avocet (Canadá). Tal ocupação envolve impacto variável na sua intensidade. A segunda era a possibilidade de desenvolvimento de raiz de um projecto totalmente nacional. esta função empresarial da EDM nunca foi . Carbonífera do Douro. incide sobre recursos cuja revelação e aproveitamento obedece a regimes jurídicos diferenciados em função da sua integração ou não no domínio público do Estado. pelo menos até ao presente. Sabemos como estas expectativas não foram concretizadas. na qual foram concentradas todas as participações detidas pelo Estado no sector mineiro (Somincor. Pirites Alentejanas. A primeira era a do aparecimento de um grupo mineiro nacional forte que. a capacidade empresarial nacional ficou praticamente reduzida à holding mineira do Estado Português. no sector mineiro metálico.

Esta circunstância não tem impedido que alguns países. particularmente para os metais preciosos como já referimos. talvez com a excepção dos EUA e do Japão. EDM e Mineira do Cercal. Espanha. ultrapassada uma fase em que manifestou alguma preocupação com o abastecimento de matérias-primas. o investimento canalizado por pequenos operadores ("junior companies"). a montante. primeiramente. nas regiões onde se inserem. com destaque para Portugal. os novos países aderentes (Hungria. com tradições no domínio da indústria extractiva. tem vindo a assumir um relevo crescente. nomeadamente: • pela sua influência positiva. particularmente definindo como nova área de negócio para a viabilização da empresa a prestação de serviços na área ambiental. em ligação com sectores da indústria. num importante sector de material de equipamento e de serviços e. Com efeito.exercida de forma contínua. Posteriormente. nomeadamente na recuperação de sítios mineiros abandonados. a nova administração assumiu uma estratégia de saneamento financeiro que implica o encerramento das operações não rentáveis e a diversificação de actividade. como intermediário financeiro. Finlândia. no futuro. financiadas em bolsas estrangeiras com tradição mineira. passadas algumas tentativas muito incipientes de actores nacionais. • • • Na sequência da Resolução do Conselho de Ministros de 1989 e das conclusões do Conselho de 1992. caso de Portugal e de Espanha. Também na actividade de prospecção e pesquisa. é estrutural e de que a possibilidade de quaisquer acordo entre produtores é altamente improvável ou mesmo impossível na presente situação do comércio mundial. sendo o nacional proveniente da Somincor. Irlanda. venham invocando algumas fortes razões para que as coisas devam ser encaradas de modo distinto. Desde 1998. canalizando a sua parte dos lucros da Somincor para a cobertura de défices das suas participadas. procedeu-se. a uma análise aprofundada do significado económico e dos principais problemas da indústria mineira europeia. Polónia. foi reconhecida a vantagem de uma orientação comum da União no que . frequentemente.A indústria mineira na União Europeia A União Europeia. a actividade é dominada pelo investimento estrangeiro. Nos últimos anos. pelas reais potencialidades mineiras existentes nos países membros. Suécia aos quais se juntarão. não mostra qualquer apetência por políticas activas com incidência na indústria mineira.6 . pela existência de importantes empresas que actuam no sector extractivo tanto no território da União como fora deste. pela localização dos centros produtores que constituem. um factor muito importante de desenvolvimento endógeno. na quase totalidade das indústrias transformadoras. o paradigma da generalidade das economias desenvolvidas. baseia-se na convicção de que a situação de abundância existente. pelo menos até que seja gerado o "cash flow" necessário às operações de risco. o que introduzirá alterações na estrutura da indústria na U. pois a empresa actuou. a jusante.E. Roménia e Bulgária). 3. área em que a Europa detém algumas posições de liderança mundial. reflectida na baixa continuada das cotações dos metais.

respeita ao desenvolvimento daquela indústria num quadro da economia aberta e competitiva para o que se deveriam elaborar medidas específicas nos domínios: • Da promoção da actividade através da melhoria de acesso à informação geológicomineira e de maior transparência do quadro regulamentar.Que Perspectivas de Evolução ? Realizar um exercício de previsão sobre a possível evolução de qualquer sector da economia é tarefa de insucesso assegurado. • • • Em 1996 este assunto seria retomado. restando. o que pode constituir uma oportunidade para a procura de novos aliados. no plano dos resultados concretos. não se materializou. apesar do grupo de novos aderentes incluir a Suécia e a Finlândia. Do desenvolvimento de uma política de cooperação industrial com países terceiros que possibilite assegurar às empresas da União o acesso aos recursos. bem como um desenvolvimento equilibrado das regiões. desempenhou um papel relevante e de influência na preparação dos documentos atrás referidos dado o reconhecimento pela "Comissão" das nossas potencialidades mineiras no quadro da União Europeia. O tratado de Amsterdão contem referências explícitas ao "desenvolvimento sustentável" e ao "alto nível de protecção e melhoria da qualidade do ambiente". Da ponderação da dimensão ambiental incluindo a reabilitação das minas abandonadas ou em fase de encerramento. fomentando. mas num plano ainda mais modesto. como grandes objectivos da UE. Contudo. pelo que os requisitos de protecção ambiental devem integrar a definição e a aplicação das políticas comunitárias. 4 . Uma avaliação dos resultados alcançados mostra que a expectativa nacional no domínio mineiro. mas com reduzida expressão financeira. Da adopção das estruturas de formação às necessidades da indústria a nível universitário e técnico e manutenção do património tecnico-científico que favoreça o acesso a países terceiros. As novas adesões previstas irão trazer para o interior do espaço da União países com tradição mineira e com uma indústria ainda com razoável expressão (claro que trarão também sérios problemas ambientais!). criada com a adesão europeia. ainda que na formulação da política ambiental se deva ter em conta o desenvolvimento económico e social da União como um todo. as orientações para a indústria pautam-se pelos grandes princípios que visam a integração dos aspectos ambientais e do desenvolvimento sustentável no mercado interno. No momento presente. A indústria mineira não foge a esta evidência. pode sempre ensaiar-se um exercício prospectivo. a publicação do "European Minerals Yearbook" e o apoio a alguns projectos na área da informação. Cabe aqui recordar que Portugal. simultaneamente. o equilíbrio entre os interesses económicos do sector e as exigências de protecção do ambiente. tentando . embora no alargamento anterior não se tenha visto qualquer efeito significativo. durante a sua última presidência. embora necessitando de programas de reestruturação.

disponibilizando informação e proporcionando facilidades de instalação aos potenciais investidores. Também é de admitir que algum dos vários projectos de ouro possa passar à fase produtiva. dentro de 2-3 anos. resultado da abertura da generalidade das economias dos outros países. por efeito conjugado da competitividade intrínseca dos jazigos nacionais. para. passando. tanto públicas como empresariais. para metais básicos. a produção de estanho a partir de minérios ricos deve cessar. na Faixa Piritosa. 4. O País tem demonstrado capacidade para a captura e acolhimento de investimento directo estrangeiro para esta actividade. Com efeito. . o aproveitamento dos minérios cupro-zincíferos de Neves-Corvo. e os recursos auríferos deverão continuar a suscitar o interesse do investimento estrangeiro. tendo presentes o actual nível de reservas e a competitividade internacional das minas de Neves-Corvo e Panasqueira. numa concepção de melhoria do aproveitamento dos recursos da jazigo que prolonga a vida da mina. genericamente de baixo teor.identificar quais são os principais factores actuantes na evolução da actividade e tendências do seu comportamento actual. partindo desta análise. a que se seguirá. aproveitando as prerrogativas do tratado Euratom. O sistema de informação resultante do projecto Geomist (cuja região-alvo é a Faixa Piritosa Ibérica) deverá estender-se a todo o território nacional e à generalidade das substâncias. regista-se actualmente uma retracção nos investimentos em prospecção e pesquisa a nível mundial.2 . dentro de alguns anos. mas pensamos que estas podem ainda ser melhoradas. particularmente se se confirmarem e estabilizarem as primeiras reacções dos mercados às decisões dos bancos centrais sobre as suas vendas de ouro. vai tornar mais dura a concorrência pelo "dólar para a prospecção". Já a produção de urânio vai depender da possibilidade da venda da produção a preços superiores aos do mercado actual. prata e tungsténio. O padrão de produção poderá diversificar-se com o possível arranque da produção de concentrados de zinco e chumbo em Aljustrel. conduzir um processo de observação permanente e sistemática que nos permita manter uma actualizada visão estratégica. totalizando 3. devendo o País oferecer condições favoráveis à sua aplicação. A prática ausência de iniciativa privada nacional neste domínio obriga a que o investimento para esta finalidade seja estrangeiro.No domínio da prospecção e pesquisa O alvo tipo Neves-Corvo. embora a perspectivas de evolução dos respectivos mercados seja determinante na sua concretização. Pelo contrário.1 . 4. concluindo com a referência a algumas acções institucionais que julgamos adequadas às tendências identificadas. sendo os projectos auríferos os mais vulneráveis. É o que procuraremos fazer seguidamente. por esgotamento de reservas. Neste sentido a acção dos serviços oficiais deve orientar-se para a promoção internacional do potencial mineiro do País.500 milhões de dólares americanos. orientadora de políticas.No domínio da produção Na perspectiva restrita dos recursos conhecidos existem condições para a manutenção dos actuais níveis de produção cobre. Estas previsões estão muito fortemente condicionadas pelo comportamento das cotações dos metais. conjugada com a existência de mais campo livre para prospecção e pesquisa. em consequência da baixa generalizada do preço dos metais: em 1998 esses investimentos terão sido reduzidos a cerca de 1/3 dos realizados em 1997. Esta situação. a partir de então a um escalão de produção muito inferior ao actual.

podendo induzir o aparecimento de novas actividades económicas.No domínio da actividade económica post-mina Como se referiu. Esta presença proporcionará também um melhor conhecimento do mundo dos pequenos operadores ("junior companies").3 . bem como uma redução apreciável do período preparatório das operações. assim. 4. que vigorou no passado. Quanto a nós. mas não devemos descuidar a possibilidade de um recém-chegado ser motivado por outros critérios de negócio que nada interessam à valorização do nosso potencial mineiro. a actividade mineira tem que integrar a protecção ambiental. Entretanto. o programa de requalificação de antigas minas. apoiando-a com a elaboração de documentação promocional de informação. embora o conceito não esteja ainda plenamente operacionalizado na sua aplicação à generalidade das actividades industriais. numa perspectiva moderna e actual. através de métodos e processos que conduzam a um padrão de actuação compatível com os princípios do desenvolvimento sustentável. devem seleccionar-se as metodologias de planeamento e controlo que assegurem a adopção das melhores alternativas técnicoeconómicas e respeitem o quadro regulamentar aplicável. vai criar condições para a multiplicação de projectos de valorização dos sítios. como destino turístico de qualidade. Existe hoje a percepção generalizada por parte dos operadores industriais que a adaptação ambiental da indústria mineira é um factor fundamental da sua sustentabilidade pelo que. 4. Vimos a importância que nos últimos anos os pequenos operadores assumiram no nosso País e podemos fazer um balanço positivo da sua acção até ao presente. a Avaliação do Impacte Ambiental. O Plano de Lavra. tanto sobre o potencial mineiro do território. como do ambiente económico geral do País. num compromisso entre os benefícios económicos e sociais resultantes do seu aproveitamento e a preservação da qualidade dos sistemas ambientais de que dependem as gerações actuais e futuras. e no qual a .proporcionando uma rápida tomada de decisão dos investidores. esta alteração marca a mudança do paradigma do abastecimento. No caso português o impacte paisagístico é particularmente sensível num país que se assume. para o da sustentabilidade.4 . conjugada com a mudança da oferta turística. no qual os valores do património natural e cultural terão uma importância crescente. que assumirá uma importância cada vez maior no futuro. crescentemente. Esta actividade irá também contribuir para a alteração da percepção pública da actividade e cria condições favoráveis ao aparecimento de franjas de opinião que reconhece a importância económica e social da actividade mineira. embora não se possa esperar senão o crescimento da exigência de que a actividade se desenvolva com elevados padrões ambientais. A opinião pública estará cada vez mais sensível ao impacte ambiental das práticas industriais inadequadas à preservação do ambiente e à qualidade de vida. o Sistema de Gestão Ambiental e o Plano de Encerramento surgem. como os instrumentos indispensáveis à exploração dos recursos minerais.No domínio ambiental Os próximos anos continuarão a reclamar da indústria mineira a continuada melhoria do seu desempenho ambiental. particularmente se a sua promoção se orientar para as camadas mais jovens. A participação em reuniões e encontros especializados deverá completar aquela acção. cujo modelo de financiamento bolsista é vulnerável à penetração de agentes movidos por simples critérios especulativos.

No domínio da imagem da indústria deverão ser executadas acções de informação e sensibilização que promovam a sua aceitação pública. inadequado ao sector. evitando-se a sua redução ao tradicional âmbito das geociências. Este será.5 . particularmente os não inertes. O próximo Plano Operacional de Economia (POE) terá uma medida específica aplicável à extracção mineira. aliás.No domínio da fiscalidade e incentivos A fiscalidade constitui. sobre a requalificação e melhoria do desempenho ambientais da indústria extractiva. livres de IRC. além do sector poder beneficiar de todas as medidas não específicas que se apliquem. O Conselho de Ministros aprovou recentemente um diploma que se espera venha a ter um impacte positivo na disciplina da actividade extractiva (incluindo as pedreiras) pois contempla a especificidade da indústria. seja na prospecção e pesquisa. recentemente assinado (Outubro). conjugada com o sistema geral de incentivos e apoios ao investimento industrial. As formas de crescente participação pública no processo de decisão de licenciamento das operações (caso da audição pública na AIA) tenderão a aprofundar-se e a ganhar uma importância crescente. um dos aspectos da importância dos factores psico-sociais no desenvolvimento da actividade. seja na exploração. para se conseguir uma melhor aproximação aos regimes mais favoráveis. Na realidade. Contudo. cria a expectativa de uma actuação e da aplicação de políticas com maior grau de concertação. 4.clarificação e estabilização das exigências ambientais é um factor decisivo da actividade. 4. para a realização das despesas de recuperação previstas no plano de encerramento. coloca na primeira linha de necessidades a aprovação de uma regulamentação específica. hoje em dia. muito particularmente no estabelecimento de novas operações. deveria ser estendido às despesas de prospecção e pesquisa o regime de provisões já em vigor para o encerramento das operações. . bem como a integração de explorações. o que possibilitará uma melhor compreensão dos processos e das posições em presença.6 . eximindo-a da sujeição ao regime geral. não se reduzindo aos casos de manifestação extrema (muito frequentemente de civismo discutível) a que hoje se assiste. A implementação do protocolo entre os Ministérios da Economia e do Ambiente. particularmente divulgando as boas práticas. um importante factor da competitividade de um país relativamente ao investimento mineiro. Também o alargamento do círculo de análise e debate das questões ambientais da indústria deve ser alargado. constituem factores que valorizam o exercício da actividade em Portugal. abrangendo os aspectos de requalificação de áreas mineiras abandonadas e melhoria do desempenho ambiental da indústria.No domínio legislativo e regulamentar A importância das questões relacionadas com a gestão dos resíduos da indústria mineira. para que este tipo de acções seja plenamente efectivo teremos que conhecer correctamente a percepção que os outros intervenientes têm da actividade mineira. A possibilidade de constituição de provisões. e porque se trata de actividade de risco.

no âmbito europeu. competitividade. No domínio das políticas começa a fazer curso a ideia de que. a administração pública e a sociedade civil. particularmente se não vier a ser reconhecida a especificidade da indústria. entre outros. As áreas de protecção especial irão limitar o acesso aos recursos ao impor restrições cuja severidade se traduzirá. . 4. 4. através do mecanismo de transposição de directivas ambientais que a indústria deverá sofrer o principal impacte da regulamentação da actividade. Refira-se. provavelmente. vão determinar a necessidade de preparação de legislação específica que regulamente este tipo de actividades.8 . expressamente.7 . contudo os resíduos não inertes e não perigosos estão a ter um tratamento excessivamente rigoroso. particularmente se aumentarem a competitividade industrial na economia global sem a necessidade de novas regulamentações.Sustainable Development Aspects of Globalisation and Competitiveness" que tem vindo a ser preparado com estados membros e na qual se desenham as principais linhas de orientação de política industrial para o sector. tratamento e armazenagem de minérios. bem como a utilização dos procedimentos correspondentes às melhores práticas são importantes.Mercado Interno e Assuntos Industriais. na prática. equilíbrio ecológico e progresso social ou.Também as novas utilizações das cavidades mineiras. Mas será. Também a directiva sobre aterros pode vir a ter as mais sérias implicações para a indústria. extracção. Neste quadro a utilização de acordos voluntários e de sistemas de gestão e auditorias ambientais. No actual ponto de preparação da directiva excluem-se. numa formulação alternativa. sem que tal corresponda à reclamação de um estatuto que a dispense do cumprimento dos padrões ambientais em vigor para a generalidade da actividade industrial.No domínio da União Europeia Referimos já a transposição e aplicação de legislação comunitária como uma das formas de previsível maior impacte na envolvente da actividade industrial. seja com finalidade recreativa ou para a deposição de resíduos. do mesmo modo que as políticas sectoriais devem ser objecto de avaliação ambiental. Nesta linha se estrutura um documento de trabalho que a DG III . que uma revisão da actual lei de minas pode revelar-se conveniente para assegurar um mais expedito e eficaz encerramento da mina e início do período post-mina. com particular destaque para os da FPI. Ainda no âmbito europeu a harmonização legislativa e regulamentar é hoje encarada como um elemento fundamental da reconciliação do princípio da liberdade de circulação de bens e das preocupações ambientais no âmbito da criação do Mercado Interno. também as políticas ambientais devem ser objecto de avaliação social e de impacte sobre a competitividade das empresas (o conceito dos três pilares). "EU nonenergy Extractive Industry . por uma efectiva impossibilidade do desenvolvimento de qualquer actividade industrial nessas áreas (caso da Rede Natura).No domínio da I&D No âmbito da metalogénese. Segundo este conceito o desenvolvimento sustentável deve assentar em três pilares: crescimento económico. o solo não poluído e os inertes não perigosos resultantes da prospecção. em particular devido à entrada em laboração de Neves Corvo e Los Frailles. os jazigos de sulfuretos maciços foram os que recolheram a maior atenção dos investigadores. por fim. ambiente e desenvolvimento social. correspondendo afinal à interacção dos grandes grupos de actores em presença: as empresas.

à escala piloto.Os processos de alteração do encaixante. o estabelecimento de novas ordenações cronoestratigráficas a partir de estudos de micropalinologia. Será igualmente desejável que se opere uma substancial redução de escala dos estudos estruturais até à dimensão do jazigo. depositando-se neste dois pontos de vista algumas expectativas no contributo para o estabelecimento de modelos operacionalizáveis ao nível do planeamento mineiro. bem como um maior investimento na investigação mineralógica para estabelecimento de tipologias mineralógicas. a viabilidade da construção de uma unidade industrial hidrometalúrgica que processe concentrados globais de sulfuretos. em Los Frailles pode falar-se já de um assinalável sucesso. estas inovações tecnológicas foram introduzidas nos projectos de Aljustrel e de Los Frailles. diminuindo notavelmente o volume do investimento necessário à deposição dos resíduos (barragem de estéreis) e à sua recuperação ambiental. a rentabilização técnico-económica do projecto mineiro. Nos minérios da FPI. No âmbito da exploração mineira a operacionalização do enchimento com uma fracção apreciável de resíduos de lavaria ("paste fill") irá ter um importante impacte na economia das operações. baseados em cálculos de balanços de massa e de reconciliação de dados superabundantes e em modelos de operações unitários mais ou menos complexos. a década de 90 foi fundamentalmente marcada pela divulgação dos métodos de moagem autogénea e de flutuação em colunas na valorização de sulfuretos complexos que exigem moagens a calibres extremamente finos. Destaque particular deverá ser dado aos modelos de libertação de fases mineralógicas por fragmentação. Para o futuro próximo perspectiva-se que a investigação seja fundamentalmente dirigida para explorar a similitude dos processos metalogenéticos da FPI com os que actuaram na formação dos jazigos provenientes do vulcanismo recente. No âmbito do processamento de minérios. alguns estudos sobre as distribuições de elementos menores nas paragéneses conhecidas e a preocupação no estabelecimento de modelos estruturais de escala regional. Nos próximos anos perspectiva-se o incremento do desenvolvimento de modelos das operações unitárias mais perfeitos e fenomenologicamente mais representativos. como programa de grande dimensão permanece a necessidade de demonstrar. acrónimo de "Geological and Mining Information System on IPB". como instrumento indispensável à optimização do processo mineralúrgico. para inclusão nos novos sistemas de controlo automático do tipo supervisor. Se no caso de Aljustrel não foi possível demonstrar as virtudes das opções. no futuro. No âmbito da informação sobre a infra-estrutura a conclusão do projecto GEOMIST (programa ESPRIT). . desenvolvendo estudos petrográficos mais especializados e explorando a importância dos processos de mobilização de metais sob a forma de complexos de elevado potencial iónico. marcaram indelevelmente os objectivos dos principais projectos de investigação desenvolvidos na década. dos avanços da investigação nessa franja do conhecimento poderá depender. Sendo esses modelos fundamentais para articulação racional entre as operações de fragmentação e de concentração. Contudo. Paralelamente assistiu-se à utilização generalizada de sistemas de controlo automático da operação das lavarias. de que GEOMINCOR é o exemplo mais marcante. em contraposição às tradicionais tipologias exclusivamente químicas.

aproveitar a abertura do processo de revisão dos vários PDM´s. um sistema de meta-informação geológica promovido pelo EuroGeoSurveys e que engloba também vários países europeus do leste. No domínio das infra-estruturas. como os mais importantes. bibliográfica e lexical. baseados numa moagem semi-autogénea seguida de flutuação diferencial para a produção de concentrados de chumbo e zinco. Este demonstrador surge. tendo realizado ensaios de moagem autogénea e flutuação diferencial sequencial com minério de Los Frailles. ensaios piloto de lixiviação sulfúrica de concentrados de estanho de Neves-Corvo e diversos projectos BRITE-EURAM (métodos industriais de controlo de colunas de flutuação. assim. crescentemente. o desenvolvimento de novos projectos de exploração e a salvaguarda dos valores de ordenamento. desenvolvimento de diagramas de purificação de sienitos nefelínicos de Monchique. 4. O IGM construiu o Centro de Dados Geológicos e Mineiros o que proporcionou a instalação em condições funcionais dos seus serviços técnicocientíficos. por decreto regulamentar. geofísica. Esta situação tem que ser alterada. o acesso aos recursos. para. a orientação superiormente proposta e aprovada prevê o seguinte: • reservar. culminando um período de quase vinte anos de actividade.No domínio do ordenamento do território A grande expressão territorial detida por algumas servidões administrativas e demais restrições de utilidade pública e sua implantação em áreas geologicamente interessantes. geoquímica. vem possibilitar o acesso a dados que cobrem a globalidade da Faixa Piritosa (Portugal e Espanha) de um modo integrado e coerente. aproveitando os programas comunitários verificou-se uma melhoria generalizada. inscrever nestes instrumentos áreas potenciais • . criou um demonstrador no qual a generalidade da informação de natureza geológica. tem dificultado. mineira. como um aprofundamento do sistema europeu desenvolvido pelo projecto GEIX (Geologic Electronic Information Exchange System). novos reagentes para a flutuação selectiva de sulfuretos complexos e diagramas de separação e recuperação de elementos menores em sulfuretos). junto dos competentes serviços do ordenamento. A unidade acaba de concluir um programa de ensaios com minérios de Feitais e Moínho. procurando-se um correcto e sensato equilíbrio entre a existência de "espaços livres" para novas descobertas. Pelas razões apontadas o IGM tem preconizado.um sistema telemático de informação geográfica geológica e mineira sobre a Faixa Piritosa Ibérica. a necessidade de definir e concretizar "os usos e acções compatíveis com a REN" com vista a clarificar o regime desta condicionante nomeando os ecossistemas compatíveis com a prospecção e a exploração e a tipologia de acções que podem ou não ser viabilizadas na REN. A lavaria piloto de Aljustrel iniciou um período de diversificação após o arranque da lavaria industrial de Pirites Alentejanas. à medida que ocorra. Para tal. um conjunto seleccionado de áreas para IE segundo um esquema de prioridades. com base nos conhecimentos existentes e a experiência adquirida com os contratos de prospecção e pesquisa.9 . para a EuroZinc.

embora os produtores estejam confrontados com a necessidades de conduzir as suas operações em moldes que minimizem os correspondentes impactes ambientais e com crescente incorporação tecnológica nos seus produtos. continuar a ter uma indústria mineira metálica com alguma importância económica. – Lei de Bases do Ordenamento do Território (LBOT). no âmbito de um grupo de trabalho conjunto IGM-DGOT. Em qualquer circunstância. assim. se nada . • definir áreas para exploração entendidas como os espaços para IE onde existam explorações ou.Conclusão Procuramos registar. Ainda assim. sejam elas a actuação dos concorrentes directos. A indústria mineira metálica é uma indústria madura. para num horizonte temporal de 10-15 anos. a evolução do sector mineiro metálico nacional na última década e identificar os principais factores actuantes na sua envolvente. embora a sua competitividade venha a ser condicionada por circunstâncias externas. • A realização destas tarefas surgem. se atingem desempenhos económico-financeiros muito atractivos. possa vir a ser licenciada esta actividade. cremos que Portugal tem recursos mineiros metálicos. Na realidade. pelo que somente no caso de jazigos excepcionais. Como tal deve ser tomado por todos os que lhe tenham prestado alguma atenção. com a fidelidade possível. com razoável risco e apreciáveis impactes ambientais. 5 . pois constituem fonte de abastecimento de matérias-primas a importantes sectores da indústria transformadora. no plano interno (entenda-se da UE) lhe venham a ser impostos. inserindo-se em áreas potenciais. e com taxas de rendibilidade muito mais baixas do que a de outros sectores da economia industrial. elaborar um plano sectorial – instrumento de política sectorial com incidência territorial no domínio dos recursos geológicos (artº 9º nº3 e artº 10º da Lei nº 48/98 de 11. sejam os normativos ambientais e outros que. Pensamos que esta importância continuará a afirmar-se. passando os recursos minerais não metálicos a assumir uma importância económica e estrutural predominante. respondendo a um mercado cada vez mais segmentado. em quantidade e qualidade. Nos últimos vinte anos a indústria extractiva "desmetalizou-se". como a sequência lógica e o desenvolvimento natural do programa de acções que tem vindo a ser desenvolvido no quadro dos Projectos Integrados de Exploração e Recuperação Paisagística (PAEIRP) e do trabalho recentemente iniciado com a Direcção-Geral do Ordenamento do Território (DGOT).para IE cingindo-as à classe de espaço rural e definindo-as como áreas favoráveis para a pesquisa e eventual exploração de recursos geológicos.8. de elevados teores ou muito baixos custos de produção. parece previsível antecipar que a indústria irá estar sobre grande pressão no sentido de que os seus processos e produtos se venham a conformar com um novo padrão que emergirá da aplicação dos grandes princípios de sustentabilidade ambiental. que decorre da posição sob a qual acompanhámos e participámos nalguns dos acontecimentos referidos. consideração igualmente aplicável às propostas de actuação e ao sentido da evolução futura. Qualquer exercício deste tipo tem sempre um marcado cunho pessoal. diversificando mesmo as suas produções.

htm .está definitivamente perdido para o futuro. ajudaram à preparação deste trabalho. Seremos capazes de desenvolver uma indústria de base nacional que. Academia das Ciências de Lisboa. director da Lavaria Piloto de Aljustrel (EDM). ao Dr Carlos Magno. que este período será decisivo para definir o perfil empresarial nacional neste sector. 20 de Outubro de 1999 Agradecimentos: o autor é plena e exclusivamente responsável pelas opiniões expostas. também é verdade que nada está definitivamente ganho. ao Engº Luís Santos. mas destituídos de qualquer centro de decisão estratégica empresarial do sector? Lisboa. O Sector Mineiro Metálico Nacional no Último Decénio e Perspectivas de Evolução Futura. o contributo dado nas questões de ordenamento do território. o contributo na compilação e análise dos dados históricos sobre a prospecção de minérios metálicos. o que significa que o resultado final está. aproveitando a infra-estrutura científica e tecnológica e a rede de empresas prestadoras de serviços. 1º Colóquio de Jazigos Minerais Metálicos de Portugal. nomeadamente: ao Dr Luís Martins. o contributo para a área de I&D e pelo permanente estímulo e convite à análise destas questões (e outras!). contudo não pode deixar de se referir e agradecer a todos os que. COMO CITAR ESTE ARTIGO (HOW TO CITE THIS ARTICLE): Luís Rodrigues da Costa (1999). em grande parte. ao Machado Leite. Chefe de Divisão de Licenciamento. nas nossa mãos. operando a partir de Portugal e que. Director do Departamento de Prospecção de Minérios Metálicos do IGM. a parte relativa às campanhas realizadas na instalação. possa operar nos espaços económicos de afirmação da internacionalização da nossa economia ou ficaremos. Finalmente. igualmente.ineti. de algum modo. ao Dr Alcides Pereira. 26 de Outubro de 1999 Versão Online no site do INETI: http://eGeo. Director do Laboratório do IGM. limitados à condição de país de acolhimento de iniciativa estrangeira e de prestadores de serviços. o contributo dado para as questões relativas à política mineira na União Europeia. directa ou indirectamente.pt/geociencias/edicoes_online/diversos/artigos/lcosta_sector_mineiro. definitivamente. Cotelo Neiva uma referência especial por ter suscitado esta reflexão e a necessidade da sua passagem a escrito. ao Prof. Pensamos.

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