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LABORATORIO NACIONAL DE ENGENHARIA CIVIL

Curso sobre
REGRAS DE |v|ED|çÃo
NA coNsTRuçAo í

L|sboa 0 2005
Reprodução integral da 5“ edição de 2000

Copyright © Laboratório Nacional de Engenharia Civil


Divisão de Edições e Artes Gráficas
Av. do Brasil, 101 - 1700-066 Lisboa

1.” edição 1997


2.” edição 1998
3.” edição 1998
4.” edição 1999
5.* edição 2000 (actualizado)
6.” edição 2000
7.” edição 2001
8? edição 2001
9.” edição 2002
10.” edição 2002
l 1.” edição 2004
12.” edição 2004
13.” edição 2005

CS 26

Tiragem: 500 exemplares

Descritores: Medição de obras / Construção de edifícios / Curso

CDU ó9.oo3.123(07)
ISBN 972-49-1739-8
ÍNDICE

Pág.
INTRODUÇAO ........................................................................................................................... _. IX

PREÃIvIBuLo ......................................................................................................................... _. IX
OBJECTIVOS DAS I/IEDIÇÓES ...................................................................................................... ._ XI
PRINclI=IoS DE BASE ............................................................................................................... _. XIV
0. REGRAS GERAIS .................................................................................................................... ..1

0.1 DEFINIÇÓES ...................................................................................................................... ..1


0.2 CQNDIÇÓES GERAIS ................................................................................................ _.
0.3 UNIDADES DE MEDIDA ........................................................................................................... ..3
1. ESTALEIRO ............................................................................................................................. ..5

1.1 REGRAS GERAIS ........................................................................................................... ..5


1.2 INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS Do ESTALEIRO .............................................................................. ._ 7
7.2.1 instalações destinadas ao pessoal e para funcionamento dos serviços de estaleiro ...... ._ 7
1.2.2 Instalações de vias de acesso, caminhos de circulação e vedações ............................. ._ 7
1.2.3 Instalação de redes de alimentação, de distribuiçao e de esgotos................................. ._ 7
1.3 EQUIPAMENTOS Do ESTALEIRO .............................................................................................. _. 8
1.4 PESSOAL Do ESTALEIRO ........................................................................................................ _. 9
2. TRABALHOS PREPARATÓRIOS .......................................................................................... ..11

2.1 REGRAS GERAIS .............................................................................................................. ._ 11


2.2 DESvIo DE oESTÁcuLoS ..................................................................................................... _. 14
2.3 PROTECÇÓES .................................................................................................................... ._ 15
2.4 DRENAGENS ...................................................................................................................... _. 15
2.5 DESMATAÇÃO .................................................................................................................... _. 16
2.6 AEATE ou DERRUEIE DE ÁRVORES ......................................................................................... ._ 18
2.7 DESENRAIZAMENTOS .......................................................................................................... _. 19
2.8 ARRANQUE E coNSERvAÇÃo DE LEIVAS (PLACAS DE RELVA) .................................................... _. 20
3. DEMQLIÇÕES .........................................................................................................................21
3.1 REGRAS GERAIS ................................................................................................................. ..21

Curso sobre Regras de Medição na Construção Ill


4. MOVIMENTO DE TERRAS .................................................................................................... ..25

4.1 REGRAS GERAIS ........................................................................................................


4.2 LTERRAPLENAGENS.............................................................................................................. ._ 31
4.2.1 Decapagem ou remoção de terra vegetal ................................................................... _. 31
4.2.2 Escavação.................................................................................................................. _. 32
4.2.3 Aterro ......................................................................................................................... ._33
4.2.4 Regularização e compactação superficia/ ......................................................... _. 34
4.2.5 Observações ........................................................................................................ _. 35
4.3 MovIIvIENTo DE TERRAS PARA INFRAESTRUTURAS __________________________________________________________________ _. 38
4.3.1 Escavação livre ................................. ................................................................... _. 38
4.3.2 Abertura de valas, trincheiras e poços .... _:................................................................. ._ 39
4.3.3 Reposição de terras ou aterro para enchimento .......................................................... ._ 42
4.3.4 Regularização e compactação superficial ................................................................... ._ 42
4.3.5 Escoramento e entivação ........................................................................................... ._ 42
4.3.6 Movimento de terras para canalizações e cabos enterrados ....................................... ._ 44

5. PAVIMENTOS E DRENAGENS EXTERIORES ........................................................................45


5.1 REGRAS GERAIS ................................................................................................................. ..45

6. FUNDAÇÕES ...........................................................................................................................51
6.1 REGRAS GERAIS ................................................................................................................ ..51
6.2 FUNDAÇÕES INDIRECTAS .................................................................................................. ..53
6.2.1 Regras gerais ....................................................................................................... _. 53
6.2.2 Estacas prefabricadas e estacas moldadas .......................................................... ._ 58
6.2.3 Pegões ........................................... .................................................................... ..62
6.3 FUNDAÇÕES DIRECTAS ............................................................................................ __ 64
6.3.1 Regras gerais ............................................................................................................. _. 64
6.3.2 Protecção de fundações ............................................................................................. ._ 64
6.3.3 Enrocamentos e massames ....................................................................................... ._ 64
6.3.4 Muros de suporte e paredes ....................................................................................... _. 65
6.3.5 Sapatas e vigas de fundação ...................................................................................... ._ 65
6.4 COFRAGENS DE PRoTEcÇÃo DE FUNDAÇÕES, MASSAME, SAPATAS, vIGAS DE FUNDAÇÃO, IvIURos DE
SUPORTE E PAREDES. .......................................................................................................... ._ 68

7. BETÃO, COFRAGEM E ARMADURAS EM ELEMENTOS PRIMÁRIOS ................................ ..69

7.1 REGRAS GERAIS ....... ................................................................................................. ..69


7.2 BETÃO .............................................................................................................................. ._ 70
7.2.1 Regras Gerais ............................................................................................................ _. 70
7.2.2 Paredes ...................................................................................................................... 76
7.2.3 Lajes maciças............................................................................................................. _. 77

IV Curso sobre Regras de Medição na Construção


7.2.4 Escadas ........................................................................................................ ._ 78
7.2.5 Pilares e montantes ............................................................................... .. ._ 79
7.2.6 Vigas, lintéis e cintas ........................................................................................ ._ 81
7.2. 7 Esclarecimentos ......................................................................................................... _. 83
7.3 COFRAGENS ...................................................................................................................... ._ 84
7.3.1 Regras gerais ............................................................................................................. ._ 84
7.3.2 Cofragens de paredes, cortinas e palas, lajes maciças, escadas, pilares e montantes,
1 vigas, /inteis e cintas .................................................................................................... _. 87
7.3.3 Juntas de dilatação..................................................................................................... _. 87
7.4 ARMADURAS ...................................................................................................................... __ 88
I 7.4.1 Regras gerais ............................................................................................................. ._ 88
7.4.2 Aço em varão ............................................................................................................. ._ 90
I
i
7.4.3 Redes electrosso/dadas.............................................................................................. ._ 92
7.4.4 Perfis metálicos .......................................................................................................... __ 93
I
I
7.4.5 Armaduras de pre-esforço .......................................................................................... ._ 94
7.4.6 Esclarecimento ........................................................................................................... _. 94
I
I 7.5 ELEMENTOS PREFABRIOADOS DE BETÃO ................................................................................ _. 96
7.5.1 Regras gerais ............................................................................................................. _. 96
7.5.2 Guias de lancis, degraus, madres, fileiras, frechas e elementos semelhantes, peitoris,
so/eiras, ombreiras, vergas e laminas........................................................................... __ 97
7.5.3 Escadaseasnas .............. .............................................................................. __97
í 7.5.4 Varas e ripas .................................................................................................... ._ 97
7.5.5 Grelhagens........................................................................................................ _. 98
!
I
I 7.5.6 Lajes aligeiradas.................................................................................................. _. 98
7.5. 7 Esclarecimentos ....................................................................................................... _. 100

I 8. ESTRUTURAS METÁLICAS ................................................................................................ ..101

8.1 REGRAS GERAIS _______________________________________________________________________________________________________________ _. 101


l 8.2 ELEMENTOS ESTRUTURAIS ________________________________________________________________________________________________ __ 105
9. ALVENARIAS ....................................................................................................................... _. 107

9.1 REGRAS GERAIS _______________________________________________________________________________________________________________ __107


9.2 FUNDAÇÕES ____________________________________________________________________________________________________________________ __ 110
9.3 MUROS DE SUPORTE, DE VEDAÇÃO E cORTINAS_ PAREDES EXTERIORES E INTERIORES ________ _.111
9.4 PILARES ______________ _____________________________________________________________________________________________ __ 117
9.5 ABÓBADAS ____________________________________________________________________________________________________________________ __ 117
9.6 ARCOS ___________________________________________________________________________________________________________________ __117
9.8 PAINÉIS DE BLOCOS __________________________________________________________________________________________________________ ._ 120

Curso sobre Regras de Medição na Construção V


10. CANTARIAS ............................................................ ._ ......................................................... ..121
10.1 REGRAS GERAIS __________________________________________________ __ ......................................................... ..121
10.2 MUROS DE SUPORTE, DE VEDAÇÃO, PAREDES ExTERIORES E PAREDES INTERIORES _______________ _. 123
10.3 PILARES __________________________________________________________ _. ......................................................... _. 128
10.4 ARCOS ............................................................ __ ......................................................... _. 129
10.5 ABÓBADAS _______________________________________________________ __ ......................................................... __129
10.6 ESOADAS ......................................................... ._ __________________________________________ _. .__.__.129
10.7 GUARNEOIMENTO DE VÃOS ________________________________ ._ . . . . . _ . . . _ . . . . . _ . _ _ . . . _ __ . .. _ ..__. _ . . _ . . _ . _ . __ 131
10.8 GUARDAS, BAIAUSTRADAS E OORRIMÃOS ____________ ._ ...................................................... __132

10.9 REVESTIMENTOS .............................................. ._ ......................................................... __132


I

11. CARPINTARIAS ................................................... _. ......................................................... ..133


I

REGRAS GERAIS ............................................... __ ................................................ ..133


I
11.1
11.2 ESTRUTURAS DE MADEIRA .................................... _. ................................................ _.135
11.3 ESOADAS ......................................................... ._ ................................................... ._137
1 1 _4 PORTAS, JANELAS E OUTROS ELEMENTOS EM VÃOS ......................................................... ..138 z-A._z._=.»_

11.5 GUARDAS, BALAUSTRADAS E OORRIMÃOS ............ ._ ......................................................... __14O


11.6 REVESTIMENTOS E GUARNEOIMENTOS DE MADEIRA. ......................................................... ..141
11.7 DIVISÓRIAS LEVES ............................................ ._ ......................................................... ..141 _4z.-_.:¬_z. z
II

11.8 EQUIPAMENTOS ................................................ _. ......................................................... ..141


12. SERRALHARIAS .................................................. _. ......................................................... ..143

12.1 REGRAS GERAIS ............................................... ._ ......................................................... ._ 143


12.2 PORTAS, JANELAS E OUTROS COMPONENTES EM VAOS ....................................................... ._ 145

12.3 FAOHADAS-CORTINA _________________________________________ _. ......................................................... ..149


II
12.4 GUARDAS, BALAUSTRADAS E OORRIMÃOS ............ ._ ......................................................... ..154
ze.. .

12.5 REVESTIMENTOS .............................................. ._ ......................................................... ..154


12.6 DIVISÓRIAS LEVES E GRADEAMENTOS __________________ __ ......................................................... ..154
12.7 EQUIPAMENTO ................................................. _. ......................................................... ..154

13. PORTAS E JANELAS DE PLÁSTICO.................. _. ......................................................... ..157


13.1 REGRAS GERAIS _______________________________________________ _. ......................................................... ..157
14. ISOLAMENTOS E IMPERMEABILIZAÇÕES _______ ._ ......................................................... ..159

14.1 - REGRAS GERAIS _____________________________________________ __ ___________________________________________________ _.....__159


14.2 ISOLAMENTOS .................................................. __ _________________________________________________________ __ 160
14_2.1 Regras gerais ........................................... _. ......................................................... ._ 160
14.2_2 Isolamentos com placas ou mantas .......... _. ......................................................... _. 762
142.3 Isolamento com material a granel ou moldado "in situ”............................................ ._ 162
14.2.4 Sistemas de isolamento composto............ _. ......................................................... ..163

VI Curso sobre Regras de Medição na Construção


14.2.5 Trabalhos acessorios ........................................................... _.
14.3 IMPERMEABILIZAÇÕES ........................................................... __
14.3_1 Regras gerais ...................................................................... ._
14.3.2 Impermeabilização de coberturas em terraço ou inc/inadas..._
14.3.3 Impermeabilização de paramentos verticais .... ................ ._
14.3.4 Impermeabilização de elementos enterrados ................ ._
14.3.5 Impermeabilização dejuntas................................................ ._
15. REVESTIMENTOS DE PAREDES, PISOS, TECTOS E ESCADAS..

15.1 REGRAS GERAIS .......................................................................... __


15.2 REVESTIMENTOS DE PARAMENTOS EXTERIORES E INTERIORES .......... ._
15.3 REVESTIMENTOS DE PAVIMENTOS EXTERIORES E INTERIORES ___________ ._
15.4 REVESTIMENTOS DE ESCADAS ....................................................... _.
15.5 REVESTIMENTOS DE TECTOS EXTERIORES E INTERIORES .................. _.
16. REVESTIMENTOS DE COBERTURAS INCLINADAS .................... ._

16.1 REGRAS GERAIS .......................................................................... _.


16.2 REVESTIMENTOS DE COBERTURAS ..... ................................. ._
16.3 DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS ..................................................... _.
17. VIDROS E ESPELHOS ................................................................... ._

17.1 REGRAS GERAIS .......................................................................... ._


17.2 CHAPA DE VIDRO EM CAIXILHOS ..................................................... ._
17.3 DIVISÓRIAS DE VIDRO PEREILADO......................................... ._
17.4 PORTAS E JANELAS DE VIDRO .................................................. ._
17.5 PERSIANAS COM LÂMINA DE VIDRO .............................................. ._
17.6 ESPELHOS .................................................................................. __
18. PINTURAS ...................................................................................... _.

18.1 REGRAS GERAIS ................................................................... ._


18.2 PINTURA DE ESTRUTURAS METÁLICAS _ _ . . . _ _ _ _ _ _ _ _ _ . . . . _ _ _ . _ _ . . _ . _ ._
18.3 PINTURA DE PORTAS E PORTÕES ___________________________________________________ __
18.4 PINTURA DE JANELAS E ENVIDRAÇADOS __________________________________________ ._
18.5 OUTROS ELEMENTOS EM VÃOS ______________________________________________________ _.
18.6 PINTURA DE GRADES, GUARDAS, BALAUSTRADAS E CORRIMAOS ........ _.
18.7 PINTURA DE EQUIPAMENTO Fixo E MÓVEL ....................................... ._
19. ACABAMENTOS ............................................................................. ._

19.1 REGRAS GERAIS .......................................................................... ._


19.2 AFAGAMENTO E ACABAMENTO DE PAVIMENTOS DE MADEIRA E CORTIÇA

Curso Sobre Regras de Medição na Construção


19.3 ACABAMENTO DE PAVIMENTOS DE LADRILI-IOS CERÂMICOS, DE MÁRMORE E
PASTAS COMPÓSITAS ................................................................................................. ._ 228
19.4 ACABAMENTO DE PAVIMENTOS COM ALCATIFAS, TAPETES OU PASSADEIRAS .......................... _. 229
19.5 ACABAMENTO DE PAREDES COM PAPEL COLADO ou PANOS DECORATIVOS ............................. ._ 230
19.6 OUTROS ACABAMENTOS .................................................................................................. __ 231
20. INSTALAÇOES DE CANALIZAÇAO .................................................................................. ._233

20.1 REGRAS GERAIS .......................................................................................................... ._233


20.2 ESGOTO DOMESTICO OU DE ÁGUAS RESIDUAIS ................................................................... ._ 236
20.3 ESGOTO DE ÁGUAS PLUVIAIS ............................................................................................ _. 239 I

20.4 DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA ................................................................................................... __ 240 1


I
11
20.5 APARELHOS SANITÁRIOS ................................................................................................. ._ 241 I'

I.»«
20.6 DISTRIBUIÇÃO DE GÁS ..................................................................................................... __ 242
20.7 EVACUAÇAO DE LIxO ....................................................................................................... ._ 243
21. INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS ........................................................................................... __ 245
-:Sz~-.:=×›-.zS:-a‹êV'
21.1 REGRAS GERAIS ............................................................................................................. ..245
21.2 ALIMENTAÇÃO GERAL ...................................................................................................... _. 248 ,_
21.3 COLUNAS, MONTANTES E DERIVAÇOES .............................................................................. ._ 250 lã
.¿.
21.4 INSTALAÇÕES DE ILUMINAÇÃO, TOMADAS E FORÇA-MOTRIz .................................................. _. 252 I_ '

‹.
21.5 INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS ESPECIAIS ............................................................................... ._ 254
'%
ä

22. ASCENSORES E MONTA-CARGAS .................................................................................._.257


1;
_.,
22.1 REGRAS GERAIS ............................................................................................................. _.257 1%ix
1
23. ELEMENTOS DE EQUIPAMENTO FIXO E MÓVEL DE MERCADO ................................. _.259 .IÍ
ll
23.1 REGRAS GERAIS ............................................................................................................. _.259
v
24. INSTALAÇÕES DE AQUECIMENTO POR ÁGUA OU VAPOR .......................................... __263
I'
sl

24.1 REGRAS GERAIS ......................... .............. ......... ____________________________________________ __263 r


I

24.2 GERADORES CALORIFICOS _______________________________________________________________________________________________ _ _ 265


24.3 CONDUTOS E TUBAGEM ................................................................................................... _. 266
24.4 DISPOSITIVOS DIFUSORES, ACELERADORES E DE CONTROLE ............................................... __ 268
25. INSTALAÇOES DE AR CONDICIONADO .......................................................................... ..269

25.1 REGRAS GERAIS _____________________________________________________________________________________________________________ _. 269


25.2 UNIDADES DE TRATAMENTO DO AR____________________________________________________________________________________ __ 271
25.3 CONDUTOS, FILTROS, GRELI-IAS E DIFUSORES .................................................................... ._272
BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................................ ._274

VIII Curso sobre Regras de Medição na Construção


~

INTRODUÇAO

Preâmbulo

As regras de medição, que se apresentam neste texto e se destinam a quantificar


os diferentes trabalhos de construção, resultam de um trabalho de base realizado pelo
LNEC [1], que foi discutido, revisto e ampliado em reuniões com um grupo de trabalho
constituido na década de 70 por representantes de diferentes entidades públicas e
particulares relativas a trabalhos de construção civil e ainda por especialistas em
matérias específicas relacionadas com as instalações em edifícios, nomeadamente
eléctricas e electromecãnicas e as de evacuação de lixos, esgotos, água, aquecimento e
ventilação.

No texto base procurou-Se definir regras de medição com base em critérios mais
precisos do que os que eram correntemente utilizados e sempre com a intenção de não
serem introduzidas modificações radicais que díficultassem a utilização fácil e imediata
pelos medidores, embora conscientes que a aplicação das regras propostas exigia a
formação dos diferentes intervenientes na elaboração dos projectos, sobretudo dos
medidores e orçamentistas_ O LNEC considerou, assim, que as regras de medição
estabelecidas constituíam um documento primário, com características que O situavam
ainda aquém das normas aplicadas noutros paises europeus e que necessitava de
revisões e aperfeiçoamentos, à medida que se generalizasse a sua aplicação.

Desde 1986, tem vindo a ser atribuída especial importância às medições, tendo em
consideração as disposições legais relativas a empreitadas de obras públicas,
estabelecidas actualmente no Decreto-Lei n° 59/991 de 2 de Março [2], Art° 202°, no
qual se faz referência a que os métodos e critérios a adoptar para realização das
medições serão obrigatoriamente estabelecidos no caderno de encargos e, em caso de
alterações, os novos critérios de medição que porventura se tornem necessários,
deverão ser desde logo definidos.

A Portaria 428/95 de 10 de Maio, do Ministério das Obras Públicas, Transportes e


Comunicações [3], que regulamenta os Concursos para empreitadas e fornecimentos de
obras públicas, estabelece também a seguinte ordem de prioridade a observar na

Curso sobre Regras de Medição na Construção IX


medição de trabalhos quando não São estabelecidos outros critérios no Caderno de
encargos:

Normas oficiais de medição que se encontrem em Vigor;

- Normas definidas pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC);

- Critérios geralmente utilizados ou os que forem acordados entre O dono da obra


e O empreiteiro. "

Salienta-se que, embora não existam normas oficiais de medição nem normas
definidas pelo LNEC, tem vindo a ser prática corrente considerar como "normaS do
LNEC", os critérios definidos na publicação base anteriormente referida, bem como tem
vindo a ser referência quer nos cursos de Engenharia Civil das universidades
portuguesas quer em outros de formação profissional.

A presente publicação é constituída pela revisão e actualização do anterior texto,


tendo em vista, numa primeira fase, O estabelecimento das "normas definidas pelo
Laboratório Nacional de Engenharia Civil" referidas na Portaria 428/95 e, numa segunda
fase, O estabelecimento de normas oficiais de medição. Por estas razões, solicita-se a
todas as entidades interessadas a apresentação de Sugestões que contribuam para O
aperfeiçoamento das regras propostas e que possibilitem a sua aplicação ao cálculo
mais eficiente e mais preciso das medições na construção.

Para a realização da presente versão, salienta-se a colaboração prestada pelos


Seguintes técnicos do LNEC e docentes do curso:

- Eng° António Cabaço (Bolseiro de Investigação);

- Eng° Técnico Fernando Oliveira ( Técnico Especialista Principal)

- Técnico de Arqa e Enga José G. Gonçalves Espada ( Tecnico Especialista).

Objectivos das medições

AS medições na construção e as regras a elas associadas constituem O modo de


definir e quantificar, de uma forma objectiva, os trabalhos previstos no projecto ou
executadosz em obra. Constituem, assim, uma das actividades importantes do projecto,
sendo também fundamental para as principais entidades envolvidas no processo

X Curso sobre Regras de Medição na Construção


7
construtivo, nomeadamente o dono de obra e o empreiteiro, desde o anúncio do
concurso, base essencial para a apresentação e avaliação das propostas e elaboração
l
de documentos contratuais, à elaboração de autos de medição e controlo da facturação
isto é, à gestão e controlo económico, desde as fases de planeamento a de execução.

Deste modo, as medições dos trabalhos previstos no projecto ou executadas em


obra devem ser entendidas por cada uma das entidades envolvidas como realizadas
1
com regras bem definidas, tendo em vista atingir os seguintes objectivos:

Íx a) Possibilitar, a todas as empresas que apresentam propostas a concurso, a


Í determinação dos custos e a elaboração de orçamentos, com base nas mesmas
informações de quantidades e nas condições especificadasa para os trabalhos
Éj.
indicados no projecto;

›z›:z‹.-: w
b) Elaborar listas de trabalhos, de acordo com sistemas de classificação que
individualizem cada trabalho segundo grupos específicos que possibilitem, às várias
zl

..1

entidades envolvidas no processo, análises comparativas de custos e avaliações
económicas de diferentes soluções;
lvx-
,. c) Proporcionar às entidadesadjudicantes a avaliação das propostas cujos preços
foram formulados com idêntico critério, bem como permitir, de um modo facilitado, a
a
il quantificação das variações que se verificarem durante a construção, devidas a
trabalhos a mais e a menos ou a erros e a omissões de projecto;
5,
.l
i d) Possibilitar às empresas um acesso simplificado a informação eventualmente

v
tipificada e informatizada relativa a trabalhos-tipo, permitindo assim a formulação de
/
propostas para concursos com bases determinísticas sólidas, nomeadamente as
relativas a custos de fabrico, directos, indirectos, de estaleiro, de sub-empreitadas, etc;
r
›‹

e) Proporcionar às empresas adjudicatárias uma sistematização de procedimentos


relacionada com o controlo dos diversos trabalhos a executar, nomeadamente os
l

devidos a rendimentos de recursos que proporcionam o cálculo das quantidades de


materiais e a avaliação das quantidades de mão-de-obra, de equipamentos ou de outros
4

recursos a utilizar na execução dos trabalhos;

t) Facilitar o estabelecimento dos planos de inspecção e ensaios aplicados ao


controlo da qualidade e da segurança* na execução dos diferentes trabalhos;

g) Facilitar a elaboração dos autos de mediçãos e o pagamento das situações


mensais, no prazo de execução da obra, e a elaboração da conta da empreitadas,
z quando da recepção provisória da obra;

Curso sobre Regras de Medição na Construção Xl


h) Estabelecer as bases para que as empresas realizem a análise e o controle de
custos dos trabalhos.

1 Este Decreto-Lei, que revogou o Decreto-Lei 405/93 de 10 de Dezembro, manteve a redacção do


artigo relativo às medições dos trabalhos, antes já descrito no Decreto-Lei 235/86 de 18 de Agosto. Salienta-
se que o D.L. 235/86 (que revogou o Decreto-Lei 48871 de 19 de Fevereiro de 1969) tornou obrigatória a
indicação das regras de medição no caderno de encargos, em substituição da anterior redacção "Quando for
julgado conveniente, o caderno de encargos indicará... "

2 Segundo o Artigo 203 do Decreto-Lei 59/99 do capítulo relativo ao pagamento por medição,
deverá proceder-se obrigatoriamente à medição de todos os trabalhos executados, mesmo que estes não se
considerem previstos no projecto nem devidamente ordenados e independentemente da questão de saber se A
/'

devem ou não ser pagos ao empreiteiro. i


f

3 Na proposta de empreitada por série de preços (Artigo 76° do Decreto-Lei 59/99), o preço total será `, r
z
o que resultar da soma dos produtos dos preços unitários pelas respectivas quantidades de trabalho
its
j.
constantes do mapas-resumo, e nesse sentido se considerará corrigido o preço total apresentado pelo l _
1;Í_-

empreiteiro, quando diverso do que os referidos cálculos produzam.


`~Ê=¬‹Í!E

iv
4A este propósito deve salientar-se as recentes disposições estabelecidas no Decreto-Lei n° 155/95, ,z

de 1 de Julho [31]. (Transposição da Directiva n° 92/57/CEE de 24 de Junho de 1992) acerca da "Segurança


/

e Saúde a Aplicar nos Estaleiros Temporários ou MÓveis" que, entre outras exigências, estabelece a
i
obrigatoriedade de existir um "Plano de Segurança e Saúde" [11], sendo para o efeito a caracterização dos
trabalhos a executar um elemento fundamental.

5 Salienta-se que os autos de medição, além dos trabalhos previstos (cuja natureza e quantidades
foram previstas como base do concurso), devem ser discriminados, quando existirem, com as seguintes
designações e significados: 5

- Trabalhos devidos a erros do projecto: são trabalhos da mesma espécie dos previstos cujas
quantidades a mais e a menos resultam de erros do projecto reclamados pelo empreiteiro
nos prazos legais.

- Trabalhos devidos a omissões do prcyecto: são trabalhos de espécie diferente dos previstos
resultantes de omissões do projecto reclamados pelo empreiteiro nos prazos legais.

- Trabalhos a mais e a menos da mesma espécie dos previstos: são trabalhos da mesma
natureza dos previstos ou das omissões, executados nas mesmas condições, e cujas
quantidades diferiram das previstas.

- Trabalhos a mais e a menos de especie diferente dos previstos: são trabalhos de natureza
diferente dos previstos e das omissões, ou executados em condições diferentes das previstas.
Estes trabalhos devem ainda ser subdivididos em:

Xll Curso sobre Regras de Medição na Construção


T

z
›‹

,z
z

×
1
- trabalhos com preçosja acordados: discriminados com a indicação das datas em que
os preços foram acordados, tendo em vista a definição dos indices base para cálculo
da revisao de preços.
z
fi - trabalhos com preços por acordar.

f

6 Durante a execução dos trabalhos, a situação dos pagamentos é efectuada com base na sua
medição (mensal, salvo estipulação em contrário), sendo para tal elaborada a respectiva conta corrente no
prazo de 11 dias, com especificação das quantidades de trabalhos apuradas, dos preços unitários, do total
Lilv-`i1

. creditado, dos descontos a efectuar, dos adiantamentos concedidos ao empreiteiro e do saldo a pagar a
. este.
il
Íí'
Para a liquidação da empreitada (no prazo de 44 dias após a recepção provisória) é elaborada a
conta da empreitada da qual constam entre outros, os valores de todas as medições efectuadas, o mapa
if de todos os trabalhos executados a mais ou a menos dos previstos no contrato, com a indicação dos preços
unitários pelos quais se procedeu à sua liquidação, bem como daqueles sobre os quais existam
reclamações.
¬
Salienta-se que, no caso de existirem reclamações, segundo o Artigo 222 do Decreto-Lei 55/99, o
empreiteiro pode reclamar da notificação da conta flnal, desde que não inclua novas reclamações relativas
:z‹-'.~:'.%~=.› a medições ou de verbas que constituam mera e fiel reprodução das contas das medições ou das
reclamações já decididas.
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f_~‹.¿c>!¬

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7
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Curso sobre Regras de Medição na Construção Xlll


Princípios de base
t

As medições podem ser elaboradas a partir do projecto ou da obra, sendo as


regras de medição aplicáveis a ambos os casos; porem, na medição sobre projecto, os .›

medidores deverão ter conhecimento e experiência suficientes para poderem equacionar


e procurar esclarecer, junto dos autores dos projectos, as faltas de informação que são
indispensáveis à determinação das medições e ao cálculo dos custos dos trabalhos.
L

Apesar de cada obra possuir, em regra, particularidades que a diferenciam das Í


,i
3

restantes, podem ser definidos alguns princípios de base a ter em consideração na


.-tsz «JT
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elaboração das medições, nomeadamente os seguintes: 1.'-.If
¿z_¿

1 ^¬*.

a) O estudo da documentação do projecto - peças desenhadas, caderno de . ÉPÉ-'


.
encargos e cálculos - deve constituir a primeira actividade1 do medidor. ' if.-\
rt?-
H
.iii

b) As medições devem satisfazer as peças desenhadas do projectoz e as


condições técnicas gerais e especiais do caderno de encargos, pois podem existir erros .Eri
Ji
¬z 1
., .
e omissõesa que o medidor deve esclarecer com o autor do projecto. › ,1
,
z%ã›f íi
5.
'It _\A

c) As medições devem ser realizadas de acordo com as regras de medição


adoptadas e, na falta, o medidor deve adoptar critérios que conduzam a quantidades .
.fI}1'z

correctas. Estes critérios devem ser discriminados, de forma clara, nas medições do 1 iií‹
'°`1*)<.'-'*sueg.
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projecto. sff

d) As medições devem ter em consideração as normas aplicáveis à construção, :'i';3


...ti
«Tri
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nomeadamente aos materiais, produtos e técnicas de execução. iii


.âiíriití
¬;¡,~š

e) Dentro dos limites razoáveis das tolerãncias admissíveis para a execução das
*sf
Hr.

obras, as medições devem ser elaboradas de modo a que não sejam desprezados
_ fz
nenhum dos elementos constituintes dos edifícios. af»

f) Durante o cálculo das medições devem ser realizadas as verificações das - Zíf'
z.,
irrf.
«av
Àzlt
operações efectuadas e as confrontações entre somas de quantidades parcelares com . iiiz

quantidades globais. O grau de rigor a obter com estas verificações e confrontações ._.¡¿-
Ê”,
._;.

depende, como é evidente, do custo unitário de cada trabalho. bj'

g) A lista de trabalhos deve ser individualizada e ordenada segundo os critérios


seguintes: J; ‹I
iii

- Os trabalhos medidos devem corresponder as actividades que são


ts.
exercidas por cada categoria profissional de operário; šë

XIV Curso sobre Regras de Medição na Construção tz T


.~\,"z
i
x
- As medições devem discriminar todos os trabalhos, principais e
auxiliares, com uma definição clara de cada trabalho e indicarem as

Í
it
1
características mais importantes necessárias ã sua execução. Sempre que
r possível, esta definição deve ser esclarecida com a referência às peças
š desenhadas e às condições técnicas ou de outras informações existentes
i
noutras peças do projecto.
i
i'
- As medições devem ser decompostas por partes da obra que facilitem a
determinação das quantidades de trabalho realizadas durante a
u
A progressão da construção bem como a comparação de custos com
v
projectos similares.
St

,tt
E

1 Tendo como referência a Portaria 428/95 de 10 de Maio, do Ministério das Obras Públicas,
Transportes e Comunicações, considera-se importante salientar que, em caso de divergências entre esses
›.>_~,› ':fw
documentos integrados no contrato, as regras de interpretação dos documentos que fazem parte de uma
empreitada são as seguintes:
r.
3
A) O estabelecido no próprio título contratual prevalecerá sobre o que constar de todos os
demais documentos;
Ê.

i B) O estabelecido na proposta prevalecerá sobre todos os restantes documentos, salvo naquilo


em que tiver sido alterado pelo titulo contratual;

i C) Nos casos de conflito entre o caderno de encargos e o projecto, prevalecerá o primeiro


quanto à definição das condições jurídicas e técnicas de execução da empreitada e o
segundo em tudo o que diz respeito a própria obra;

D) O programa de concurso só será atendido em último lugar.

az 2 Ter em atenção que, quanto a eventuais divergências que existam entre as várias peças do
projecto, aplicam-se as seguintes regras: H
r

Í
A) As peças desenhadas prevalecerao sobre todas as outras quanto à localizaçao, às
caracteristicas dimensionais e a disposição relativa das suas diferentes partes;

« B) Havendo divergências entre peças desenhadas considera-se na prática corrente que o


elemento a maior escala prevalece sobre outro a escala mais reduzida;

C) O mapa de medições prevalecerá no que se refere à natureza e quantidade dos trabalhos;


x

D) Em tudo o mais prevalecerá o que constar da memória descritiva e restantes peças do


projecto.
t

3 Deve ter-se em atenção o estabelecido no Decreto-Lei 59/99 de 2 de Março relativamente a

s
reclamações quanto a erros e omissões de projecto, e respectivos efeitos, nomeadamente nos artigos 14° a
16°, em que são definidos prazos (limite inferior e superior) de reclamação a partir da data de consignação,

Curso sobre Regras de Medição na Construção XV


l
e a justificação da reclamação, isto é, natureza ou volume de trabalhos ou erros de cálculo do mapa de
medições por se verificarem divergências entre este e o que resulta das restantes peças do projecto.
Saliente-se ainda que, segundo o artigo 15°, no caso de o projecto base ou variante ser da autoria do
empreiteiro, este suportará os danos resultantes dos erros ou omissões desse projecto ou dos
correspondentes mapas de medições, excepto se resultarem de deficiências dos dados fornecidos pelo dono
da obra. t

17.»

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XVI Curso sobre Regras de Medição na Construção -Í.1


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0. REGRAS GERAIS

t
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0.1 Definições
‹"

a) As medições de um projecto ou de uma obra são a determinação analítica e


ordenada das quantidades dos diferentes trabalhos que são a base da determinação dos
encargos definidos no projecto ou que integram a obra.

b) A lista ou mapa de medições é a descrição resumida das quantidades dos


trabalhos e dos encargos calculados nas mediçoes.

c) O orçamento é o resultado da aplicação dos preços unitários às descrições das


quantidades dos trabalhos indicados na lista de medições.

0.2 Condições gerais

a) As medições devem descrever, de forma completa e precisa1, os trabalhos


previstos no projecto ou executados em obra.

b) Os trabalhos que impliquem diferentes condições ou dificuldades de execução


serao sempre medidos separadamente em rubricas próprias.
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c) As dimensões a adoptar serão em regra as de cada elernento de construção
arredondadas ao centímetro. Esta regra não ê aplicável às dimensões indicadas na
descrição das medições. Sempre que possivel, nas medições de projecto, as dimensões
'=f.“!P:.‹2_'~,.¬Jz:‹m2w1fiz.
serão as indicadas nas cotas dos desenhos ou calculadas a partir destas.
lt
ilu d) Salvo referência em contrário, o cálculo das quantidades dos trabalhos será
i
efectuado com a indicação das dimensões segundo a ordem seguinte:
criav-w
- em planos horizontais, comprimento x largura x altura ou espessura.

-em planos verticais, comprimento x largura ou espessura x altura,


tl considerando-se como comprimento e largura as dimensões em planta dos
elementos a medir.
É
Curso sobre Regras de Medição na Construção 1
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1

e) As dimensões que não puderem ser determinadas com rigor deverão ser
indicadas com a designação de "quantidades aproximadas".

f) As medições devem ser apresentadas com as indicações necessárias á sua


perfeita compreensão, de modo a permitir uma fácil verificação ou ratificação, e a
determinação correcta do custo. Em regra, as dimensões utilizadas na medição deverão h
z

ser sempre passíveis de verificação fácil e clara. è

g) Recomenda-se que as medições sejam organizadas por forma a facilitar a ×

determinação dos dados necessários ã preparação da execução da obra e ao controle de i

produção, tendo em vista a repartição dos trabalhos por diferentes locais de construção ‹.

e o cálculo das situações mensais de pagamento e controle de custos.


i.‹

h) Os capítulos das medições e a lista de medições poderão ser organizadosz de


acordo com a natureza dos trabalhos ou por elementos de construção. Quando 0 critério ói
Zâ-

de organização for o da natureza dos trabalhos, estes deverão ser integrados nos ii,

capítulos indicados nestas regras e apresentados pela mesma ordem. ;¬


:I-*ÍJ'
Y X
»._-.

i) As medições dos trabalhos exteriores ao edificio (acessos, jardins, vedações, 2


oz
i
instalações exteriores ao perímetro do edificio, etc.) deverão ser, no seu conjunto, 17"
i“
fr
apresentadas separadamentea dos trabalhos relativos ao edifício. .,.
... J

j) Deverá indicar-se sempre o nome do técnico ou dos técnicos responsáveis pela *'\


elaboração das medições e lista de medições. ..ix
F«i
9

tr
k) Sempre que as medições de certas partes do projecto, nomeadamente as U

relativas às instalações, forem elaboradas por outros técnicos, o nome destes técnicos fr. ~
'K
iii
deve vir referido no início dos respectivos capítulos. -r‹ ›

zi5.
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1

1 Recomenda-se que esta descrição, sempre que possivel, seja sucinta e indique as referências dos ‹.
t

desenhos e das rubricas dos cadernos de encargos relativas a esses trabalhos. v

2 A organização dos capitulos segundo a natureza dos trabalhos é a que permite a empreiteiros e
subempreiteiros uma mais fácil elaboração das propostas a concurso. z~

3 Esta divisão permite uma análise mais rápida dos custos relativos ao edificio e com menos
probabilidade de erro. Além disso, permite uma preparação mais fácil dos trabalhos. z

r
L

2 Curso sobre Regras de Medição na Construção


0.3 Unidades de medida
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a) As unidades base de medida são as seguintes:

li l

UNIDADE oEsicNAçÃo SÍMBOLO


I Genérica unidade UI1
Comprimento metro m
z
Superfície metro quadrado rn2

Volume metro cúbico m3

Massa quilograma K9
Força quilonewton kN
Tempo hora, dia h,d

b) Os resultados parciais dos cálculos das medições obedecerão, em regra, aos


arredondamentos seguintes:

I MEDIDA Í ARREDONDAMENTO DA CASA1 ,

metro (m) centímetro (cm)


metro quadrado (mz) decímetro quadrado (dmz)
metro cúbico (ma) decímetro cúbico (dm3)
Í quilograma (kg) hectograma (hg)
quilonevvton (kN) decanevvton (dN)

As quantidades globais a incluir nas listas de medições obedecerão, em geral aos


arredondamentos seguintes:
I

I MEDIDA
l ARREDONDAMENTO DA CASA4
l
metro (m) decímetro (dm)
metro quadrado (mz) decímetro quadrado (dmz)
il metro cúbico (m3) decímetro cúbico (dm3)
quilograma (kg) quilograma (kg)
quilonevvton (kN) quilonewton (kN)

Curso sobre Regras de Medição na Construção


I*

c) Quando a aplicação destas regras tiver como resultado a eliminação da


indicação da quantidade de qualquer rubrica, deverá ser indicada a quantidade
exacta.

d) Quando o preço dos trabalhos o justifique, estes arredondamentos podem


r

ser modificados para mais ou para menos. Neste caso, o documento relativo às medições
'et

r
deve mencionar o critério adoptado na definição dos arredondamentos.
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33.;


1 Conceito definido na Norma Portuguesa NP-37
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4 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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1. ESTALEIRO

1.1 Regras Gerais


exploração e desmontagem
a) As medições do estaleiro1 -trabalhos de montagem' r
._
0 da obra - podem ser
i das instalaçoes e equipamentos necessários à 6× eCUça
il
individualizadas nos subcapitulos seguintes:

,lli.i - instalações provisórias do estaleiro


- Equipamento do estaleiro
- Pessoal do estaleiro
_ adas ao pessoal - casa do
b) As medições das instalações Provisórias destm .. ~
l
r
habüaçoes e outras - serao
guarda, dormitório, instalações sanitárias, refeitÓri0,
realizadas de acordo com os elementos seguintes:
J.
lí - legislação em vigorz;
do estaleiro;
- área do terreno disponível para implantaçã0
~ da obra.
- quantidade de pessoal a empregar para 8 e×€°u Ç@°

_ _ . - . , .
donamento dos serviços
ra furl
_ ~
do
c) As mediçoes das instalações provisórias pa cesso e de Grama ao,
_ a Ç
estaleiro - escritório, armazéns, oficinas e outras - das vias de
.
das redes de alimentaçao _ e distribuiçao,
_ . . ~ dos equipamenw
. s e do pessoal de estaleiro so

serão elaboradas nos casos seguintes:


I - Nas obras executadas por percentagem; , . \ -- ~
i
-es necessarias
- Quando o projecto estabelecer as condiç0
a sua utilizaçao;
Subd¡V¡Sä0 do preço da
- Quando o orçamento for calculado com ba s6 na
. - 6 c ustoâ indirectos3.
obra em custos directos, custos de estalelf0

. _ . . . . _. ' O
rmaçöes seguintes:
d) As mediçoes relativas ao estaleiro indicarao aS 'nf
. _ , . - me
d¡Çäo respectiva e acessos
- Localizaçao da area destinada ao estaleIf0›
existentes;
4 6 telefones que podem ser
- Redes de águas e esgotos, electricidade
utilizadas durante a execuçao da obra;

í* 5
Curso sobre Regras de Medição na Construção
a
f

- Limitações impostas pelo projecto ou por outras circunstâncias relativas à


utilização da área destinada ao estaleiro.
â
«

.r
e) As medições indicarão a natureza dos materiais a aplicar na execução das ›.r`.
Ê.: .
'.

:Í .=.
'ii
instalações provisórias.
Lil;

“fit
1 Segundo o Decreto-Lei 59/99 de 2 de Março, no capitulo relativo às disposições comuns relativas a ~.ty
i..

empreitadas por preço global e por série de preços (artigo 24), o empreiteiro tem a obrigação, salvo fzfígë

estipulação em contrário, de realizar à sua custa todos os trabalhos que, por natureza ou segundo o uso
lí; fã
_,1,.i*.-*,-.
corrente, a execução da obra implique como preparatórios e acessórios, nomeadamente:
- O fornecimento, construção e manutenção do estaleiro; t*`i-
¬x'.

- Os meios necessários para garantir a segurança das pessoas na obra e do público em geral; .',_ ‹

- A construção de acessos ao estaleiro e das clrculações internas.

Os encargos relativos à montagem e desmontagem do estaleiro são da responsabilidade do dono da


obra e constituirão um preço contratual unitário.
ísã'
âf'šsgtí -
2 O dimensionamento deve ser efectuado considerando a regulamentação existente, nomeadamente: *If
.,¡ E-._:,I
t
- "Regulamento das Instalações Provisórias Destinadas ao Pessoal Empregado nas Obras" - l.::f
-_¡`
Decreto-Lei n° 46427, de 10 de Julho de 1965. .zà _
3' ;`
' it
- "Sinalização de Obras e Obstáculos Ocasionais na Via Pública" - Decreto Regulamentar n° lá

33/88, de 12 de Setembro. .il


-'-z " ›

- "Regulamento Municipal sobre a Ocupação de Via Pública com Tapumes, Andaimes, ..,.
rt'
Depósitos de Materiais, equipamentos e Contentores para Realização de Obras. Edital da Ps
il
=f.~
Câmara Municipal de Lisboa n° 108/92 de 24 de Setembro.
zL'
i
- "Segurança e Saúde a Aplicar nos Estaleiros Temporários ou Móveis" - Decreto-Lei n° z
r
155/95, de 1 de Julho. (Transposição da Directiva n° 92/57/CEE de 24 de Junho de 1992). -.›;› ›..,
__;

- Portaria 101/96 de 3 de Abril que regulamenta o D. L. 155/96, relativo às prescrições


1
ser
mínimas de segurança e saúde a aplicar nos estaleiros temporários ou móveis. i_".= ~1‹
›j- .z
Ifijz
¬:`
.r
3 Nos casos de empreitadas em que não sejam aplicadas as condições referidas em (1), isto é, em '
.:

que as medições do estaleiro não forem elaboradas, os respectivos encargos serão considerados incluidos fl

nas percentagens relativas a custos indirectos a ter em conta no preço composto de cada trabalho e
i
i
determinado no orçamento. 1

w
t
i
4 Deverá indicar-se, relativamente à energia eléctrica, o número de fases, o valor da tensão e a
w
potência máxima que o estaleiro poderá dispor. i
L
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6 Curso sobre Regras de Medição na Construção



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.~5.~z/m;.z‹âz.l
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*"e‹é.z:=‹›.¿«f‹t~â.‹« 1.2 Instalações provisórias do estaleiro

1.2.1 Instalações destinadas ao pessoal e para funcionamento dos serviços


.I

de estaleiro

a) A medição será realizada em mz segundo a área determinada em projecção


horizontal da envolvente exterior de cada instalação ou à unidade (un), considerando
J sempre separadamente cada tipo de instalação.
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5

‹~-.z`‹
z.:“.¡+: .~`~
b) A medição engloba todos os trabalhos relativos à execução de cada instalação,
_¡.

incluindo as redes de águas, esgotos, electricidade, telefones, gás e outras.

c) A medição compreende o transporte, montagem, exploração, conservação e


desmontagem de cada instalação.

d) Sempre que necessário as operações da alinea anterior poderão ser medidas


t
em rubricas próprias.

*i 1.2.2 Instalações de vias de acesso, caminhos de circulação e vedações

a) A medição será realizada à unidade(un).

b) A medição inclui todos os trabalhos necessários à sua execução,


nomeadamente terraplenagens, drenagens, pavimentação, conservação e reposição do
terreno nas condições indicadas no projecto.

':“,.»‹›~.-,«~.-»rwa‹«-=zâ~‹a¢»mz;,“-.
i
i 1.2.3 Instalação de redes de alimentação, de distribuição e de esgotos

ii
a) As redes de alimentação e distribuição de águas, electricidade, telefones, gás ou

i outras e as redes de esgotos serão medidas á unidade(un).

b) A medição engloba todos os trabalhos necessários à montagem, exploração,


conservação e desmontagem destas instalações.

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i;
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É
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Curso sobre Regras de Medição na Construção 7


t
L
1.3 Equipamentos do estaleiro

a) As medições relativas a máquinas - gruas, centrais de betonagem, viaturas,


tractores, etc. -, a ferramentas e utensílios, ao equipamento auxiliar - andaimes,
máquinas de oficinas e outras - e a outros meios mecânicos são, em regra, incluídas
nas medições dos diferentes trabalhos em que este equipamento ê utilizado.

b) As medições destes equipamentos podem no entanto, sempre que seja


necessário, serem individualizadas em rubricas próprias, e serem aplicadas regras
especificas1.

1 A unidade de medição ê a hora efectiva de trabalho de cada unidade de equipamento.

A unidade de medição pode ser a hora de permanência na obra, de cada unidade de equipamento,
quando a determinação do tempo efectivo de trabalho for difícil ou não se justificar.

A medição do tempo relativo a cada equipamento será, em geral, individualizada em rubrica própria.

A medição engloba todos os trabalhos e encargos relativos a cada equipamento, designadamente,


amortização, transporte, montagem, exploração, conservação e desmontagem.

8 Curso sobre Regras de Medição na Construção


1.4 Pessoal do estaleiro

a) As medições relativas ao pessoal do estaleiro - director técnico, encarregado,


pessoal de escritório e de armazém, operários de limpezas, cargas e descargas,
guardas, enfermeiro, etc. - são, em geral, incluídas nas medições dos diferentes
trabalhos da obra.
L

b) Quando for necessário a constituição de rubricas próprias para o pessoal do


estaleiro, deverão ser aplicadas regras especificas*
I.,
I?
z‹r ,t
,'.
Tx
z
›‹'

1. .

1 A unidade de medição é o tempo de permanência na obra, de cada unidade de pessoal. A medição


do tempo de cada unidade de pessoal será, em geral, individualizada em rubrica própria. A medição engloba
todos os encargos relativos a cada unidade de pessoal, nomeadamente, vencimentos e salários, encargos
sociais, transportes e outros respeitantes à sua remuneração. A medição de encargos com viagens e
estadias será, em geral, individualizada em rubrica própria, salvo indicação contrária do caderno de
encargos.

Iv

Curso sobre Regras de Medição na Construção 9


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2. TRABALHOS PREPARATÓRIOS1

2.1 Regras gerais

a) As informaçõesz relativas á planimetrias e a/timetria4 e os resultados do


reconhecimento ou da prospecção geotécnicaã do terreno, que são indicados no
1
projecto, serao referidos nas mediçoes.

b) As informações sobre a existência de redes de distribuição - água, esgotos, gás,


electricidade, etc - ou quaisquer outros obstáculos á realização dos trabalhos serão
apresentadas no enunciado das medições.

c) As medidas para a determinação das medições serão obtidas a partir das


formas geométricas indicadas no projecto esem consideração de empo/amentosõ.

›.

¬
1 Este capítulo refere-se às regras de medição dos trabalhos necessários para a preparação da
execução das obras. As medições de outros trabalhos que também antecedem em geral a execução da
i
obra, como por exemplo a execução das vias de acesso ao estaleiro, de vedações ou tapumes da obra, dado
que pela sua natureza são próprios da implantação e organização do Estaleiro, são assim consideradas

X
nesse capitulo. As demolições, que também poderiam estar englobadas nesta rubrica, são no entanto
consideradas, pela sua importância, no capítulo relativo a Demolições.

2 Estas informações ou são devidamente explicitadas no enunciado das medições ou então indicam-
se as referências das peças do projecto onde são mencionadas.

si 3 Planimetria: é a projecção ortogonal dos pontos do terreno sobre uma superfície de nivel
(Especificação E1 - LNEC - Vocabulário de Estradas e Aeródromos).

ti 4 Altimetria: conjunto das alturas dos pontos do terreno acima de uma superfície de nivel de
referência (Especificação E1 - LNEC - Vocabulário de Estradas e Aeródromos). Para que o levantamento
topográfico do terreno destinado à execução duma obra, possa dar as informações necessárias ã execução
das medições deve considerar, em regra, os seguintes pontos:

i
Curso sobre Regras de Medição na Construção 11
.ç.
.,..

a) indicação do relevo do terreno, principalmente atraves de cun/as de nivel ou de cotas de


pontos notáveis;
b) localização e descrição da vegetação e dos acidentes naturais que tenham implicações com
a execução dos trabalhos, como por exemplo:
- árvores, arbustos e zonas arrelvadas ou ajardinadas;
- lagos, pântanos, rios ou outros cursos de água;
c) localização de construções existentes para demolir ou resíduos de construções antigas,
.›v '
indicações de poços, caves, galerias subterrâneas, etc.; :J .

d) localização de edifícios que possam ser afectados pelos trabalhos de terraplenagem ou de


,«;«. i
1;.
demolição; 1.
ó :Í

:5`
e) implantação das redes de água, de esgotos, de gás, de electricidade e de telefones ou de Íë'
partes que as constituem, desde que possam ser localizadas à superfície do terreno. _1-z
. ,.
z' \
¡ I'

5 Dos resultados do reconhecimento ou da prospecção geotécnica do terreno, podem ter interesse


31;'
para a mediçao elementos da seguinte natureza: * .
«;1l1 ›. ,
izl E:
if. .
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- construções já executadas que tenham implicações com as obras a realizar, nomeadamente: -
.-,.
fundações de edifícios demolidos ou a demolir, caves, poços, galerias subterrâneas, etc.: t V. i
.
¿,.
- nivel freático, se este for atingido pelas escavações ou tiver implicações com a execuçao if..
.¡- i

destas. Tem importância fazer referência à necessidade da realização de bombagens para F1'
L” .
i ~
esgoto das águas durante as escavações; tz'‹Í.f .
Ê:
., < I
- necessidade ou possibilidade do emprego de explosivos e as principais limitações a ter em Ii
~t ›
consideração na sua utilização;
1 l
- existência de acidentes geológicos (falhas, diaclases, camadas com inclinações _, I
z
desfavoráveis, etc.) que exijam precauções especiais, trabalhos de consolidação, etc..
-f-;,
fl
¿i
Retira se que a mediçao das bombagens poderá ser realizada segundo as regras seguintes: il 1
¬.‹
›i
- a instalação do equipamento, a respectiva permanência em obra e o tempo de il
1
funcionamento serao medidos em rubricas próprias; ,
- a instalação do equipamento será medida em kW de potência instalada;

- a permanência em obra será medida em kW/dia; tá
,iif
sf
- o funcionamento será medido em kW/hora. I

«.s .~:=~
Os custos unitários indicados nesta recomendação deverão ser sempre apresentados nas .jifl
~r,‹
zi1:.ã›~\ë
propostas. 'n¡|2'
. *r
ijffliz

›.,t4
6 Esta regra tem como objectivo evitar o estabelecimento de conflitos resultantes da existência de ;*_:r

diferentes critérios para o cálculo dos empolamentos dos terrenos e para a execução do movimento de ¬.`¬,t
1 .¿_¡..1-
‹.
terras necessário à execução de determinados trabalhos. Por esse motivo, as unidades a considerar na
i
»
determinação das medições deverão ser exclusivamente obtidas das plantas e perfis do terreno e dos t
>
desenhos e cotas dos elementos enterrados indicados no projecto, sem consideração dos acréscimos de ø
r

movimento de terras dependentes do modo de execução dos trabalhos nem dos volumes resultantes dos
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it;-:
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12 Curso sobre Regras de Medição na Construção 51


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empolamentos na medição do transporte de terras. Estes acréscimos de movimento e transporte de terras


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Ai'
› serão considerados nos custos unitários dos respectivos trabalhos, que serão devidamente majorados.

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1.5.

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;»:.›¬-‹1.¬e.-à.

t
Curso sobre Regras de Medição na Construção 13
i-
2.2 Desvio de obstáculos1

a) Regra geral, os trabalhos de desvio de qualquer obstáculo a execução da obra


serão medidos à unidade(un), com indicação resumida da natureza desses trabalhos.

b) A medição do desvio de canalizações e de cabos enterradosz será feita medindo


separadamente o movimento de terras necessário, segundo as regras enunciadas em
Movimento de terras para canalizações e cabos enterrados, e a remoção e reposição t
,t

das canalizações e dos cabos, pelos mesmos critérios relativos ã sua montagem. vs
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il
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ll?
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r
1 Esta rubrica refere-se aos trabalhos de deslocação de determinados elementos que, por estorvarem i
:_
a execução da obra, têm de ser colocados noutros locais, provisória ou definitivamente. Distinguem-se, I.
L'
~.Zi
portanto, da simples demolição, pelo que são considerados neste capítulo. Como exemplo, podem
.~.

considerar-se os desvios de cabos de transporte de energia eléctrica ou de telefones (geralmente executados 'zl-`~'
«â.i
pelas empresas fornecedoras de energia e companhias de telefones, o que deve ser indicado no enunciado .jâffr
J?
da medição), de canalizações, etc.
ti
ft.

:šzä
2 As medições destes trabalhos podem ser consideradas em conjunto, neste capitulo, ou indicadas
fl
Í'

nos capitulos de Movimento de terras, e Instalações de canalização) consoante o critério que o medidor 11
ã
.,.
pense mais conveniente para uma mais fácil orçamentação. ~
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14 Curso sobre Regras de Medição na Construção


i
(-
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2.3 Protecções
., , .
«
a) A medição será realizada àunidade (un).
‹.-Ll-›¬z.

b) A mediçao engloba todas as operações e materiais necessários para assegurar


a protecção de qualquer construção ou vegetação existente no local da obra e
rø~.;¢.'z~

que não deva ser afectada durante a execução dos trabalhos.

2.4 Drenagens1

a) A medição da drenagem de qualquer lençol de água superficial será realizada


em mz de superfície do terreno a drenar, medida em planta.

b) A mediçao engloba todas as operaçoes necessárias à execuçao das drenagens.

c) A drenagem de águas freáticas a executar, aquando da realização de


.
féi
:ig movimento de terras, será incluída na medição destes trabalhos.
fit

..¶ É
w 1 Refere-se às drenagens preparatórias do terreno de construção e não às drenagens necessárias á
¿:~._¿;¿Ez
.ât
.×z,›_z;_
protecção do edificio, que serão considerados em Pavimentos e drenagens exteriores, nem às indicadas na
alinea c) deste subcapitulo.
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1.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 15


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1

11

2.5 Desmatação v

1
1
i

a) A medição será realizada em mz.

b) A medição refere se à desmataçao1 de arbustos, sebes ou árvores com menos v

de 0,10 m de diâmetro, determinado a altura de 1,20 m do solo (diâmetro a altura do peito


oAP)2. - ‹.i.
wi .

c) A medição será efectuada segundo as áreas determinadas em projecção .1¬›.f


‹.*'-1
ti
horizontal. _:I...

*lí
d) A medição engloba todas as operações relativas à execução. dos trabalhos de Ã.O.. .

if `
desmatação, nomeadamente: abate, empilhamento, carga, transporte, remoçao e ir,

descarga3.
gil.

fa?
e) Sempre que necessário, as operações da alinea anterior poderão ser separadas
em rubricas próprias. ali.:
E'-1
Lt;-'qt
={;}1
*ai
f) As medições indicarão, sempre que possível, o local de depósito ou vazadouro ›,›.,

.-,W
dos produtos da desmataçao1. ZH'
-Í:
l I!

._-

.11"Ê

1 Segundo o Vocabulário de Estradas e Aeródromos, a desmatação é a "operação que consiste em .lflwéi


1-X

limpar o terreno de todos os obstáculos de natureza vegetal, antes de iniciar os trabalhos de uma ` il

terraplenagem".
Saliente-se ainda que terrapleno ou terraplano ê sinónimo de terreno plano e terraplenar ou til

terraplanar significa formar terrapleno em. Por este motivo, resolveu-se restringir o significado do termo iifi)
terraplenagem (utilizado correntemente com uma aplicação mais vasta) às operações de regularização do
terreno, geralmente efectuadas antes da implantação definitiva da obra.
Assim, considera-se que esta rubrica só se refere a arbustos, sebes ou árvores com menos de 0,10 m
de diâmetro ã altura do peito (DAP). As regras de medição do abate de árvores com mais de 0,10 m de

:\.~
-;
1
diâmetro e do arranque de leivas são tratadas nas rubricas Abate ou derrube de arvores e Arranque e
conservação de leivas (placas de relva), respectivamente.

l'

2 DAP (diâmetro á altura do peito) - ás/ores com mais de 0,10 m de diâmetro, determinado a altura de
1,20 m do solo.

1

16 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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iii' D > 0.10 m (Medição ã unidade(un))
Í*
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21'.
É
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1350.10 m (Mediçäoem mz )
tm _ ll_ ____


ii

3 Quando o projecto permitir a extinção directa pelo fogo da vegetação do local do terreno de
construção, a medição deverá fazer referência a esta condição. É necessário considerar que a destruição
pelo fogo não exclui a posterior limpeza do terreno e o transporte dos produtos resultantes.

ff1 4 Para a elaboração do orçamento, é necessário o conhecimento da distância média de transporte a


fil depósito ou vazadouro, dos produtos resultantes destes trabalhos.
Considerando ainda que apesar da indicação da distância média de transporte, aquando da
«¬. -:= .ä;w“-› realização da obra, pode não ser possível utilizar os locais de vazadouro previstos, afigura-se importante
5"!L-;*""
‹$;›_.<.'~-â.-~ i- que se indique, nas propostas a concurso, o custo de transporte de 1 m3 do produto desmatado, a 1 km de
`1
rt distância, de forma a possibilitar o cálculo dos trabalhos a mais ou a menos.
~i:
1: =
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1';-#.'‹>zi â;¬¿«;.=~, »«â~;.z.


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1

Curso sobre Regras de Medição na Construção 17


2.6 Abate ou derrube de árvores

a) A medição será realizada â unidade(un) 1.

b) A medição refere-se ao abate ou derrube de án/ores com mais de 0,10 m de i

diâmetro, determinado a altura de 1,20 m do solo (diâmetro â altura do peito - DAP) e


inclui o arranque de raízesz.

c) A medição engloba todas as operações relativas á execução dos trabalhos de


i
abate ou derrube, designadamente: abate, desponta, descasque, operação de torar, I
Y
ff
empilhamento, transporte, remoção ou descarga. :~
š_.
E.

d) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser separadas N"

em rubricas próprias.
zifá .‹. =¢

e) As medições indicarão, sempre que possível, o local de depósitos ou vazadouro . 4~:-1'*Y;-* '=§

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fiz»
dos produtos do abate ou derrube de án/ores. *if
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it;.
I

. ~.3,~:
J,
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'iii'
i i;-É
531'
››:
1 A medição deverá indicar, portanto, o número de árvores a abater ou o número de árvores por 11-1
hectare. Seria útil, para a elaboração do orçamento, a indicação da espécie e o diâmetro médio das árvores
r,_v{1
à altura do peito. 1) I*

1/. .V
ft
2 Como foi referido na alínea b) do subcapitulo relativo a Desmatação, tem-se: a medição refere-se à
desmatação (ver nota do respectivo capitulo) de arbustos, sebes ou árvores com menos de 0,10 m de i

diâmetro, determinado à altura de 1,20 m do solo (diâmetro ã altura do peito DAP).


..‹-sf

3 Para a elaboração do orçamento, é necessário o conhecimento da distância média de transporte a


i
depósito ou vazadouro, dos produtos resultantes destes trabalhos. 1

Considerando ainda que apesar da indicação da distância média de transporte, aquando da


realização da obra, pode não ser possivel utilizar os locais de vazadouro previstos, afigura-se importante

que se indique, nas propostas a concurso, o custo de transporte de 1 m3 dos produtos resultantes do abate
ou derrube, a 1 km de distância, de forma a possibilitar o cálculo dos trabalhos a mais ou a menos.

18 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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:fi

._ :tw

2.7 Desenraizamentos
me.¬-«e
H.
a) A medição será realizada à unidade(un) 1.

b) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de


desenraizamento nomeadamente: arranque de raizesz, empilhamento, carga, transporte,
z‹`¢
remoção, descarga, e os trabalhos a realizar com a sua eliminação, quando necessária.
3

~‹ c) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser separadas


q .
em rubricas próprias.
ii'.
r.
z¡;.
d) As medições indicarao, sempre que possível, o local de depósito3 ou vazadouro
dos produtos de desenraizamentos.

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1
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» 1Se nos mesmos locais houver necessidade de se executarem volumes apreciáveis de


..
terraplenagens, poderá ser desnecessário considerar os desenraizamentos.
tr

~.
2 O arranque de raízes pode implicar uma posterior reposição de terras que, nestes casos, também
it- .
Ii está compreendida na medição.

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Ch

_). 3 Para a elaboração do orçamento, é necessário o conhecimento da distância média de transporte a


‹,~,r .
1' depósito ou vazadouro, dos produtos resultantes destes trabalhos. Considerando ainda que apesar da
ll r
indicação da distância média de transporte, aquando da realização da obra, pode não ser possivel utilizar os
fi
r ~. locais de vazadouro previstos, afigura-se importante que se indique, nas propostas a concurso, 0 custo de
<.
transporte de 1 m3 de produto desenraizado a 1 km de distância, de forma a possibilitar o cálculo dos
trabalhos a mais ou a menos.
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Curso sobre Regras de Medição na Construção 19


1
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2.8 Arranque e conservação de leivas (placas de relva)
¬ ›

a) A medição será realizada em mz.

b) A medição engloba todas as operações relativas a execução dos trabalhos de 1,1:


:iii
arranque e conservação de leivas, nomeadamente: arranque, empilhamento, carga,
transporte, depósito e conservaçao. Iëifi
,.
\ *lt
;í‹_;*~'.
c) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser separadas i~:‹til‹
ítzfl»
em rubricas próprias.

d) As medições indicarão, sempre que possivel, o local de depósito das leivas, e os 'Sit
.¿,.T _:
métodos de depósito e conservação. “t
z

e) A medição do arranque de leivas unicamente para remoção, será incluída no


subcapitulo Decapagem ou remoção de terra vegetal do capítulo Movimento de terras. .›^
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10

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9.
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20 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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1.

3. DEMoL|çoEs
~

3.1 Regras gerais


"~=+.z'-Wsza.âiséêtzswlši¡à'_›-,zaâ¬;\.ez,aêàz,st:
fiil
.Ji a) As medições serão realizadas tendo em atenção que as demolições1 poderão
.xt
I .Ui
fezišf ser totaisz ou parciaisa. A escolha do critério depende principalmente dos meios e dos
4
x
métodos a empregar.
1

b) A mediçao das demoliçoes totais poderá ser efectuada quer à unidade (un) quer
š.`‹
por elementos de construção, conforme for mais adequado.
5.,
¿‹

E c) A medição das demolições parciais será efectuada por elementos de


P¬ 1

5
.,.Ê _
construção.
«Í
I-
1
d) As unidades de medição das demolições por elementos de construção serão
1
,-:Ã.
.,
idênticas às que seriam utilizadas na respectiva execuçãcf.
ba
1 e) As medições serão individualizadas em rubricas próprias, de acordo com as
7i principais características dos trabalhos, nomeadamente:
1
.‹z
i - natureza e dimensões dos elementos;
- qualidade dos materiais;
I
×›¬

4
- condições de execução.
.
l
f) A pertença dos produtos da demolição e o seu destinos serão referidos nos
zil.
t',`
ty.
artigos de mediçao.
i

g) Quando das demolições provenham materiais recuperáveis, as medições serão


a
agrupadas em artigos próprios e devem ter em consideração os encargos da limpeza,
3l'f`l'l8Z€f`I8ITI€flÍO 6 COl`IS€l'V8Ç80.

4 h) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de


â
demolição, nomeadamente:
‹s
sê - carga, transporte e descarga dos materiais demolidos;
- andaimes;
estabelecimento de meios de protecçao e de segurançaõ necessários a
execução dos trabalhos;
L;.a:1×. =¬.»,zé:.z-:,.;_'¬=:._ .`
z - limpezas.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 21


‹v|\`. z-A”.
i) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser separadas
em rubricas prÓprias7;

j) As medições indicarão a distância média de transporteã e, sempre que possivel,


o local de depósito ou vazadouro dos produtos de demolição.

1 Este capitulo enuncia as regras destinadas não só a demolições de construções existentes, com
vista à execução de novas construções, como também às demolições resultantes de alterações durante a l

execuçao das obras. i


1
\
l
E
if
li
J:

2" As demolições completas de construções serão tratadas num único artigo no qual devem ser :ixi
rf»
discriminados e descritos os seguintes pontos: *l E7
>_;z
tai.:
1- A responsabilidade de cada interveniente, em particular no caso de prejuizos em .
.xiii
356.1.
:l'‹i
construções vizinhas; ..¡{.¿5.
ii*
um
.xiii
2- A profundidade da demolição;
,_,
3- A propriedade dos materiais recuperaveis;
4- O transporte e o depósito dos produtos de demolição e dos materiais recuperáveis,
1'
â:~.`.W`~¬.¿.: -l?§.HR*.l‹¡¿
if

3 As regras de medição de demolições devem ter em conta principalmente os meios e os métodos a 51€
., -z
li
it
empregar. A separação das medições em demolições totais e parciais permite, em regra, estabelecer a zw
Wii:

fl
..,
diferenciação dos meios a utilizar, dado que nas demolições totais podem ser utilizadas, com frequência,
-M
máquinas, explosivos ou dispositivos mecânicos de potência elevada, ao passo que nas demolições parciais
¬'f ll

›z5}i»
rs
são geralmente usadas ferramentas manuais ou pequenos equipamentos. Para o estabelecimento destes ft
critérios, é necessário, portanto, indicar a localização e a definição das construções ou parte das swf
:lg
construçoes a demolir. .

4 A aplicação desta regra levanta por vezes alguns problemas que terão de ser resolvidos de acordo >~;-{zwšâ§€cz<è¿.=

com o melhor critério do medidor. A medição da abertura dum vão numa parede, por exemplo, pode parecer rt tr.

ter maior semelhança com a da execução da alvenaria e ser expressa em m2 ou em m3. No entanto, a área ii

limitada do trabalho, a necessidade de execução de lintéis, etc., aconselham como mais apropriada a
medição à unidade(un).
z

5 As medições devem englobar as seguintes indicações fornecidas, em regra, pelo autor do projecto
(TEIXEIRA TRIGO, J.; GASPAR BACALHAU, J. - Cadernos de Encargos-Tipo para a Construção de
Edifícios. Documentos Parciais - 2 LNEC. Lisboa, 1971.):
"os materiais que ficarao propriedade do dono da obra;
- os materiais cujo reemprego esta autorizado nas construções e vedações provisórias, ..." .

às_z‹.,s_.-z».=z›ms.z`ma‹.~;z.»:«}z.~.¬f,-a.=,zz;-.

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22 Curso sobre Regras de Medição na Construção
-‹›¬

-›.:«
äâ

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.sê-fz
6 A importância dos escoramentos das construções a demolir ou de construções vizinhas e das
:#1
protecções (nomeadamente taipais de vedação) poderá conduzir à separação da medição destes trabalhos
.zifz
fit
_ em rubricas próprias.

7 Sempre que houver necessidade de transportar para fora do local da obra grandes quantidades de
produtos resultantes da demolição, poderá justificar-se a estimativa da cubicagem dos materiais a remover e
. :.=š‹',l
medir em rubricas próprias as operaçoes de carga, transporte e descarga destes materiais.
*rt
ri 8 Para a elaboração do orçamento, é necessário o conhecimento da distância media de transporte a
`‹
deposito ou vazadouro, dos produtos resultantes destes trabalhos. Considerando ainda que apesar da
indicação da distância média de transporte, aquando da realização da obra, pode não ser possivel utilizar os
‹ locais de vazadouro previstos, afigura-se importante que se indique, nas propostas a concurso, o custo de

*_
transporte de 1 m3 dos produtos resultantes das demolições a 1 km de distância, de forma a possibilitar o
`l
cálculo dos trabalhos a mais ou a menos.


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Curso sobre Regras de Medição na Construção 23


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,Ê 4. MOVIMENTO DE TERRAS

E, 4.1 Regras gerais


_:.swâvxzt
\
šii;
ft a) As medições de movimento de terras1 serão individualizadas nas rubricas
ir
JM

._ .
/21€
seguintes:
,1
ut
.z
'Alf - Terraplenagensz
;..
- Movimento de terras para infraestruturasa
1
1

V! b) Serão referidas nas medições as informações' mencionadas no projecto,


relativamente às condições seguintes:
=:Ê‹;~: ~.-gr
S; p
- planimetrias e altimetriaõ, especialmente no caso de relevo acidentado ou de
Í'-it
Ê.-“l
›-Agi, grande inclinação7;
i,
- natureza e hidrologia do terreno de acordo com os resultados do
/-_..i
reconhecimento ou da prospecção geotécnicaa;
‹ .
;
Ef - existência de redes de distribuição de águas, esgotos, electricidade,
›{\ telefones e gás ou outras instalações e quaisquer construções ou
›;.

iv‹ obstáculos que possam ser atingidos durante a execução dos trabalhosg;
- existência de terrenos infestados ou infectados;
- localização de construções na vizinhança do edifício que possam ser
1
afectadas pelas escavaçoes.
8

c) A classificação dos terrenos será realizada de acordo com a Especificação


w

LNEC - E 217 - "Fundações Directas Correntes. Recomendações"1°.

d) As medições serão agrupadas em rubricas próprias de acordo com as condições


'"c,fifest.:_._‹;.“ó¬,z.
it*
de execução ou com os meios a utilizar“ na realização dos trabalhos. Segundo este
critério, na medição destes trabalhos podem assim ser consideradas diferentes classes
de terrenos12;
.-,,

e) Os trabalhos realizados em condições especiais devem ser medidos em rubricas


:u=i-eva-z.¿z- .¿¬:=¡~ próprias, nomeadamente nos casos seguintes:
- trabalhos realizados abaixo do nivel freático. Os trabalhos relativos a
‹»-‹'›‹~-¡-‹ z›

f bombagens” poderão ser medidos durante a execução das escavações;


.z
'i Curso sobre Regras de Medição na Construção 25
lt
z
É

-trabalhos realizados em locais infectados ou infestados; z

- trabalhos realizados em terrenos com relevo muito acidentado ou de grande


inclinação; i

é
- escavações junto de construções que obrigam â adopção de medidas
f

especiais de segurança. W 1
"\
Í
r
T;
f) As medidas para a determinação das medições serão obtidas a partir das formas ff. 5:
. 7.1'
fz'
geométricas indicadas no projecto”, sem consideração de empolamentos”. .,_,
'=.“¡.':.
“il
:›f, ¬~.
g) O aluguer de locais para depósito, as taxas de vazadouro ou o custo de terras tt
- sr
z;¬'*§
*tir
de empréstimos serão referidos nos artigos de medição respectivos. av*
tz??
:*‹ lt
1 Ã'

p.vit
na
1 As dificuldades de previsão, na fase de projecto, das quantidades exactas de cada tipo de terreno e fi:
-~›~,.¬
das condições de execução, aconselham ao estabelecimento dum regime de pagamento destes trabalhos ifr-
i tt'

iítf
sob a forma de preços unitários - série de preços - aplicáveis às quantidades de trabalhos efectivamente
ÂBÉ
realizados durante a execução da obra (Decreto-Lei n° 59/99 de 2 de Março, Art°. 19) [2] . «iai

àzr,
,fr
2 Terrapleno ou terraplano é sinónimo de terreno plano e Terraplenar ou Terraplanar significa formar -ft,
âfâf
terrapleno em. Por este motivo, resolveu-se restringir o significado do termo terraplenagem (utilizado `ií'i
:tt
6

correntemente com uma aplicação mais vasta) às operações de regularização do terreno, geralmente
efectuadas antes da implantação definitiva da obra. .Ji .
zrgç
Ê.
fféff
3 Consideram-se todas as operações de movimentação de terras necessárias à execução de Íéiâ
.v _z.
fundações e de outras obras enterradas (caves, depósitos, cabos e canalizações enterradas). tê
til*2'
.i ;.`~
'rzr
4 Estas informações ou são devidamente explicitadas no enunciado das medições ou então, indicam- . 5,11._.

se as referências das peças do projecto onde são mencionadas.

.¿,_,
5 Planimetria: é a projecção ortogonal dos pontos do terreno sobre uma superficie de nível. (Cf. -
¬
Especiflcação E1 - LNEC - Vocabulário de Estradas e Aeródromos) i
\ r

6 Altimetria: conjunto das alturas dos pontos do terreno acima de uma superficie de nivel de s

referência. (Cf. - Especificação E1 - LNEC - Vocabulário de Estradas e Aeródromos) r

Para que o levantamento topográflco do terreno destinado a execução duma obra, possa dar as
informações necessárias ã execução das medições deve considerar, em regra, os seguintes pontos: v

a) indicação do relevo do terreno, principalmente através de curvas de nivel ou de cotas de


À'

pontos notáveis;
b) localização e descrição da vegetação e dos acidentes naturais que tenham implicações com
a execução dos trabalhos, como por exemplo:
- árvores, arbustos e zonas arrelvadas ou ajardinadas;
- lagos, pântanos, rios ou outros cursos de água;

26 Curso sobre Regras de Medição na Construção


c) localização de construções existentes para demolir ou residuos de construções antigas,



indicações de poços, caves, galerias subterrâneas, etc.;
z
1 d) localização de edifícios que possam ser afectados pelos trabalhos de terraplenagem ou de
l
demolição;
e) implantação das redes de agua, de esgotos, de gás, de electricidade e de telefones ou de
partes que as constituem, desde que possam ser localizadas à superficie do terreno.

“it 7 Tem interesse referir no enunciado das medições as informações sobre planimetria e altimetrias
que possam influenciar os custos das terraplenagens, designadamente as seguintes:
- existência de edificações que exijam a execução de escoramentos ou utilização de outras
medidas especiais de protecção e segurança;
- presença de maciços rochosos ou de outros acidentes que obriguem à utilização de meios
»z_,_,_
t especiais de escavação;
l
- natureza do relevo do local de construção, sobretudo as informações que completam 0
S
z
levantamento topográfico do terreno apresentado com o projecto;
1-
l
4
- existência de terrenos alagados ou pantanosos que exijam a execução de drenagens.
»
\

<'r 8 Dos resultados do reconhecimento ou do estudo reconhecimento ou da prospecção geotécnica do


Ã
terreno, podem ter interesse para a medição elementos da seguinte natureza:
E":

;.
- construções já executadas que tenham implicações com as obras a realizar, nomeadamente:
fundações de edificios demolidos ou a demolir, caves, poços, galerias subterrâneas, etc.;
:'=.níft
-‹.'

*r
- nivel freático, se este for atingido pelas escavações ou tiver implicações com a execução

4
i
destas. Tem importância fazer referência à necessidade da realização de bombagens para
t Í
esgoto das águas durante as escavações;
5
3

- necessidade ou possibilidade do emprego de explosivos e as principais limitações a ter em


1
fz
consideração na sua utilização;
1

i - existência de acidentes geológicos (falhas, diaclases, camadas com inclinações
desfavoráveis, etc.) que exijam precauções especiais, trabalhos de consolidação, etc..

9 Nestes casos, deve indicar-se se as redes, instalações, ou construções, terão de ser removidas de
forma provisória ou definitiva.

r
1°Para explicitar o significado dos termos de classificação de cada tipo de terreno, bem como dos
meios de escavação adequados, indicam-se a seguir algumas notas extraídas da especificação E 217-
LNEC:

- Rochas duras e sãs: rochas ígneas e algumas metamorficas, em estado são.

› Rochas pouco duras ou medianamente alteradas: rochas sedimentares (ca/carlos, gres


duros, xistos, etc), algumas rochas metamorficas (gneisses medianamente alterados,
xistos crista/inos, etc.) e rochas ígneas med/'anamente alteradas.

- Rochas brandas ou muito alteradas: rochas ígneas e metamorficas muito alteradas e


algumas rochas sedimentares (argil/tos, si/titos, etc.).
.:Âe:».«‹<_¢

Curso sobre Regras de Medição na Construção 27


i
- +;,';

.L/j.,';
i

f
i

›‹

- Solos incoerentes: são compostos principalmente pe/as maiores partículas provenientes da z r

desagregação de rochas: seixos e areias. *,l


4
- Areias e misturas areia-seixo, bem graduadas e compactas: são as areias naturais, quando
fit.
elas possuem partículas que se distribuem numa gama extensa de dimensões com rs;
5_\›#
ri à,
predomínio dos grossos ou ainda depósitos naturais de seixos bem graduados e formados 7:5
.TÍÍÍ
.,,
-r
por fragmentos de rocha desde subangulares a arredondados, quando apresentam os _,.,
.-_.-ti,

interstícios preenchidos por materia/ arenoso. No estado compacto, os depositos bem .,


,.
*ff
graduados oferecem grande resistencia 3 penetração duma barra cravada ti mão. .‹`:L
M.
1-it'
- Areias e misturas areias-seixo, bem graduadas mas soltas: são depósitos que oferecem ":`â(›;
li
1:,
r_
pequena resistencia à penetração duma barra e que podem ser facilmente escavados ti pa, ›
›i
1.;

It
- Areias uniformes compactas: são aquelas em que as dimensões da maior parte das -'
._ ~. lr
3
particulas se situam dentro duma gama bastante estreita. No estado compacto, oferecem zzÉ
i'.“.§
.¿.:`,
grande resistencia àpenetraçao duma barra cravada si mão. :fr
Iii
- Areias uniformes soltas: são aquelas que oferecem pequena resistencia ti penetração duma "a
:I-j

barra. z_r,'fit
›.
¿`:i 1
›i¿,
- Solos coerentes: neste grupo incluem-se as argilas e os siltes. São também abrangidos os F
.W
solos que possuem uma percentagem de argila ou silte suficiente para condicionar o seu i i
»
.i
comportamento, como sucede com as argilas arenosas. H
.i

- Solos coerentes rijos: são aqueles em que a sua remoção é muito difícil com picareta ou pá
i
mecânica, sendo por vezes necessário o emprego de explosivos para o desmonte destes 3 ‹
t

terrenos. ,.F

ti'
- Solos coerentes muito duros: são aqueles em que a sua remoção e' ainda difícil com picareta
ou pá mecanica. Os pedaços cortados de fresco são de tal modo duros que é impossível i

molda-los por pressão entre os dedos.


i

- Solos coerentes duros: são aqueles em que a sua remoção e dificil com enxada. Os pedaços
cortados de fresco são muito difíceis de moldar entre os dedos.
r
- Solos coerentes de consistência média: são aqueles em que a sua remoção é fácil com
enxada. Os pedaços cortados de fresco podem ser moldados por pressão forte entre os
dedos. Quando pisado, este solo apresenta vestígios do tacão do calçado.

- Solos coerentes moles: são aqueles em que a sua remoção e facil com a pa. Os pedaços
cortados de fresco são fáceis de moldar entre os dedos.

- Solos coerentes muito moles: os pedaços cortados de fresco são facilmente espremidos na i

lTlãO.

- Turfas ou depósitos turfosos: são formados pela acumulação de materia vegetal, de textura
fibrosa ou esponjosa, resultante da fraca incarbonização de certos vegetais. Os depósitos
turfosos são formados principalmente por turfa e humus, misturados em proporções
variaveis com areia fina, silte ou argila.

Curso sobre Regras de Medição na Construção


'ffzi-‹
ii - Aterros e entulhos: são aqueles em que a resistência dos materiais depende da sua natureza,
espessura e idade, bem como dos métodos utilizados na sua compactação. Os entulhos
tem muitas vezes matérias químicas e são ínsalubres.

“O enunciado dos meios com que é possivel proceder-se â escavação dos diferentes tipos de
terrenos destina-se apenas a indicar um critério prático para a classificação dos terrenos.
Na elaboração das medições de projecto, desconhecem-se, em geral, os meios com que o
empreiteiro irá executar as operações de movimento de terras, pelo que não é possivel classificá-las
ii;_ _› segundo este critério.
1 Por este motivo, o único método de classificação destas medições é o da consideração dos tipos de
it'
terreno a movimentar (especialmente no caso das escavações e das condições especiais de execução
indicadas na alínea e) deste capitulo).
v
12 Classe A - Terrenos cujo desmonte só é possivel por meio de guilho, martelo pneumático ou
.z .
.Á explosivos: rochas duras e sãs, rochas pouco duras ou medianamente alteradas e, eventualmente, solos
15?
,. coerentes rijos.

' .
41
, Classe B - Terrenos cuja escavação pode ser executada com picareta ou com meios mecânicos:
rochas brandas ou muito alteradas, solos coerentes rijos, solos coerentes muito duros e, eventualmente,

~‹1z »fl:s' z'-.j_fs-‹,


solos coerentes duros e misturas areias-seixo bem graduadas e compactas.
A1.
Classe C - Terrenos que podem ser escavados à picareta, à enxada ou por meios mecânicos: solos
r;
›`t` coerentes duros, solos coerentes de consistência média, areias e misturas areia-seixo bem graduadas e
ir.
,.
compactas e, eventualmente, areias uniformes compactas, turfas e depósitos turfosos, aterros e entulhos.
Classe D - Terrenos facilmente escavados à pá, à enxada ou por meios mecânicos: areias e misturas
fit:.‹.Ira`.
areia-seixo bem graduadas mas soltas, areias uniformes compactas, areias uniformes soltas, solos
coerentes moles, solos coerentes muito moles, lodos, turfas e depósitos turfosos, aterros e entulhos.
if
,.
^, .
if
.rj “Excepto quando toda a estrutura abaixo da superficie do terreno tiver de ser executada
5. .
.fi
I
simultaneamente com os muros de suporte, caso em que será infraestrutura e estrutura abaixo daquela
z
superfície.
“Li
.zé.«.

fztf 14 'Como exemplo, consideram-se duas formas possíveis de abertura de vaias com volumes de
escavação V1 e V2 para a execução da sapata de volume V.
. _ , , . .
_ - \...$ _" A. À I . š¡”‹_`_¡ › N, _¿_.,
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«iii
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-ig uma.~.»¬.v.× 1' `.1..-. - -‹
:-4.
zzLê» V1 e V2 volumes escavados l
*ti-to
É?
't V - Escavação necessária para conter a sapata
`i
Vl
lt A largura e a altura a determinar para o cálculo do volume V, a considerar na medição, e o
exclusivamente necessário para conter o volume da sapata.
. _. Bis
21
Se o custo do m3 de escavação de terreno de determinada classe em abertura de valas for de
500$O0, o empolamento deste terreno for de 15% e o custo unitário de transporte de 1 m3 for de 300$OO,
haverá que, para as duas hipóteses de execução consideradas, determinar os seguintes custos unitários.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 29


w2

f
fi

Na escavação de volume V1 executaram-se taludes destinados a evitar o escorregamento dos Mi-.

terrenos para o leito da vala. O custo é: Qt


._¡t.
.,.
C = 500$0O xV1/V+ 300$OOx1.15x V1 /V i .fij
J;
No segundo exemplo foram utilizadas entivações e a maior ou menor largura da vala depende do 'if
ršâ
*fz
critério do executante. O custo é:
C = 500$OO× V2/V+ 300$OO ×1.15xV2/V if-Íi~
wi.
.;.}ç:
sã,

15 Esta regra tem como objectivo evitar o estabelecimento de conflitos resultantes da existência de
diferentes critérios para o cálculo dos empolamentos dos terrenos e para a execução do movimento de
. .ífft', _
terras necessário à execução de determinados trabalhos. Por esse motivo, as unidades a considerar na _;

determinação das medições deverão ser exclusivamente obtidas das plantas e perfis do terreno e dos iii
W
desenhos e cotas dos elementos enterrados indicados no projecto, sem consideração dos acréscimos de
`li
movimento de terras dependentes do modo de execução dos trabalhos nem dos volumes resultantes dos
lt
empolamentos na medição do transporte de terras. Estes acréscimos de movimento e transporte de terras
serão considerados nos custos unitários dos respectivos trabalhos, que serão devidamente majorados como
já foi exempliflcado. -P2
.za =
ii
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30 Curso sobre Regras de Medição na Construção


~‹,Q
?1z= .zsar.m°à›.:‹4.Wi

si

i
4.2 Terraplenagens

4.2.1 Decapagem ou remoção de terra vegetal

a) A medição será realizada em:


- mz para trabalhos cuja profundidade não ultrapassa 0,25 m;
‹‹. A .= - mz para trabalhos cuja profundidade ultrapassa 0,25 m.
išz&wfl2E'.K«¬zmwuçz¢aeu»~sum:r;zsw*_:.¬iz-eú1¢:.=q«m\:.‹%-›:,

.-.l
r
b) A medição em mz será efectuada segundo as áreas determinadas em projecção

l
horizontal.

c) A medição em m3 será efectuada a partir das áreas determinadas em projecção


horizontal multiplicadas pela profundidade média das escavações.

d) A medição engloba as operações relativas á execução dos trabalhos de remoção


i
t da camada superficial de terra vegetal, nomeadamente: escavação, carga, transporte1,
l
descarga e espalhamento.
v
e) Sempre que necessário, as operações da alinea anterior poderão ser medidas
em rubricas próprias.

f) As medições indicarão a distância média provável de transportez e, sempre que


_, .
:"l1
.-1 possível, o local de depósito ou vazadouro dos produtos da decapagems.

ífíii
it
iii
iii 1 O transporte, incluindo geralmente a carga e descarga, convém ser medido em rubricas próprias,
.ii
ei'
pelas razões descritas na alinea f) desta rubrica.
'ii
¡.
,.
Íz
. jz 2 Para a elaboração do orçamento, é necessário o conhecimento da distância média de transporte a
._ri'j_ ,
.lj
.A r
depósito ou vazadouro, dos produtos resultantes destes trabalhos. Considerando ainda que apesar da
iii
indicação da distância média de transporte, aquando da realização da obra, pode não ser possivel utilizar os
locais de vazadouro previstos, afigura-se importante que se indique, nas propostas a concurso, o custo de
transporte de 1 m3 de produto de escavação a 1 km de distância, de forma a possibilitar o cálculo dos
trabalhos a mais ou a menos.

3As terras resultantes da decapagem não podem ser utilizadas na realização de aterros. No entanto,
muitas vezes podem sen/ir para a execução de zonas ajardinadas, o que, neste caso, deverá ser indicado no
enunciado das medições, assim como o local do seu depósito.
f
iz
t

li

i.~›z-.,»~s¬z›.x-vzf_=-~¬‹›4.z~-‹› .-~

Curso sobre Regras de Medição na Construção 31


i
it


iz
t

4.2.2 Escavaçaol ‹

r
a) A medição será realizada em m3.

b) A medição engloba todas as operaçõesz relativas â execução dos trabalhos de L

escavação, nomeadamente: escavação, baldeação, carga, transportea e descarga. i


¡ \'
,.
c) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser separadas
=”i*'›
âflf.
em rubricas próprias. .ía
.YR

d) As medições indicarão a distância média provável de transporte4 e, sempre que W


..i..
iii
'lfíi
possível, o local de aterro, de depósito ou vazadouro dos produtos da escavação. gw

:iti-
e) As alvenarias, betões ou outras obras enterradas serão deduzidas da medição e
.
consideradas no capítulo de Demolições. li' ':

,z
f) A escavação de terras de depósito ou de empréstimoã será também incluida _z,.^l,
A R.
t 1:*
(id
nesta rubrica. .il,€_
.4 .~;
1;

.›
,‹°
rn,
Ífti
, .
.',`,
.,¬
sz"
.¿.l¿(
s

1 Ver o sub-subcapitulo Obsen/ações deste subcapitulo.


1\
4
z
2 Haverá muitas vezes que considerar também a regularização das superfícies resultantes da
l
t
escavação (principalmente as superfícies verticais não consideradas em Regularização e compactação ÃO
lr
1
superficial). 1 f
z
lr

.trt
3 O transporte, incluindo geralmente a carga e descarga, convém ser medido em rubricas próprias, :já
. `1›"
pelas razões apontadas na alínea f) desta rubrica. -. 1'.-;',.~`.
‹ ri”
4
4 Para a elaboração do orçamento, é necessário o conhecimento da distância média de transporte a
r
depósito ou vazadouro, dos produtos resultantes destes trabalhos. Considerando ainda que apesar da
indicação da distância média de transporte, aquando da realização da obra, pode não ser possivel utilizar os
A
locais de vazadouro previstos, afigura-se importante que se indique, nas propostas a concurso, o custo de
transporte de 1 m3 de produto de escavação a 1 km de distância, de forma a possibilitar o cálculo dos
trabalhos a mais ou a menos.

5As escavações para a obtenção de terras de empréstimo - necessárias quando o volume de aterro é
superior ao de escavação, ou quando as terras resultantes desta operação são impróprias para aterro -
devem constituir rubricas próprias a incluir na rubrica geral de medição.

»
r

32 Curso sobre Regras de Medição na Construção


4.2.3 Aterrol

a) A mediçao será realizada em m3.

b) A medição indicará a origem dos locais de escavação dos produtos a utilizar no


aterro, nomeadamente, de escavação na própria obra, de depósito ou de empréstimo.

c) A medição engloba todas as operações necessáriasz â execução dos trabalhos


de aterro, nomeadamente espalhamento e compactação. Se o projecto indicar outras
operações, estas serão transcritas para as medições.

d) Sempre que necessário, as operaçoes da alínea anterior poderao ser separadas


..i
em rubricas própriass.
lt
e) As medições indicarão a espessura das camadas de aterro, interessadas na
v›=.|~‹-›n»‹ ¶=r«*í‹
compactação, que for mencionada no projecto.
;~.›‹«~‹.›, _z.
f) As terras usadas provenientes de depósito ou de empréstimo4 serao medidas na
“ii
rubrica de Escavação.
3.;_
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~z‹. «.‹¬z-K

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Fi
H.
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1 Ver o sub-subcapitulo Observações deste subcapitulo
ti‹`fzg'lT
li. 1? 2 Certos trabalhos, muitas vezes necessários à preparação dos aterros, nomeadamente de drenagem,
gli
desmatação, demolição e decapagem, devem ser medidos em rubricas próprias, segundo as regras já
indicadas.
Eli
3 Para mais fácil orçamentaçao poderá haver conveniência em medir algumas operaçoes em rubricas
próprias como, por exemplo, a compactação.

4 As escavações para a obtenção de terras de empréstimo - necessárias quando o volume de aterro


é superior ao de escavação, ou quando as terras resultantes desta operação são impróprias para aterro -
devem constituir rubricas próprias a incluir na rubrica geral de medição.
';^~1;;
«z.;:¬«-z.z;-.zs-.›:~s.~

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_*
L'
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1

Curso sobre Regras de Medição na Construção 33


àäšfl
:.-ra.

.‹›~
\
I

4.2.4 Regularização e compactação superficial' stz


tz

li

a) A medição será realizada em mz. 1

tl
b) As medições serão efectuadas segundo as áreas determinadas em projecção 3

horizontal. A medição da regularização e compactação superficial de taludes de 4

diferentes inclinações deverá fazer-se em rubricas separadasz. 6

c) A medição engloba todas as operações necessárias â execução dos trabalhos


de regularização e compactação.

d) Sempre que necessário, as operações da alinea anterior poderão ser separadas


(
em rubricas próprias. 1

e) As medições indicarão a espessura da camada de aterro ou de terreno,


interessada na compactação, que for mencionada no projecto.
lx
il

t) A compactação superficial de terras só será considerada isoladamente quando


não for acompanhada de reposição de terras. .
` 2.,
:Zi._.;
¬i1
z.
(ii

l
r

1 Esta rubrica refere-se à regularização e compactação superflcial de taludes e plataformas naturais



ou resultantes de escavações e na supressão das suas irregularidades. A consideração da medição deste
‹›
\
trabalho em rubricas próprias justifica-se quando o caderno de encargos lhe fizer menção especial. .,
r
l

2 Estas regras não se referem à regularização de paramentos resultantes de escavações, cuja `l


medição estará incluida na própria escavação.
.›

.`;í' -

r

.t

-›_~=;›i-‹¬ ~,1'J‹=a:¡m‹-.'›8<=-%'¡£^dE

34 Curso sobre Regras de Medição na Construção i


a
4.2.5 Observaçoes
Q
4

Os métodos para a determinação dos volumes de escavação e de aterro,
necessários â medição das quantidades de trabalho, dependem sobretudo dos
elementos seguintes:

-Configuração do terreno1, principalmente do relevo e das dimensões


r

r superficiais da zona de trabalhos;


- Quantidade de terreno a movimentarg.

Um dos métodos mais utilizados consiste na decomposição do volume total das


É; V
il»i. ~
Í'‹
terraplenagens por planos verticais paralelos (perfis ou secções transversais). Neste
.j 1
método, o volume de escavação ou de aterro entre dois perfis contiguos é obtido pela
w
4 intersecção daqueles planos com a superfície natural do terreno, podendo deste modo a
r
superficie final de terraplenagens ser calculada pela aplicação da fórmula seguinte
1 (Regra de Simpson):

‹ l/=- S +5 +45 _'|_


«z
1
t em que:
L S1 e S2 - área dos perfis X
d - distância entre os perfis S1 e S2
Sm - área do perfil a meia distância d
/'
r

~
entre S1 e S2
zf /'

›.
_/
i.i _;

i
1
li: i

Este volume poderá ainda ser determinado dum modo menos rigoroso, utilizando a
fórmula:

S1 + S2
Ç._`,z.‹¬.z‹~«:=. V = Sm X d; ou ainda com menor rigor, V = -T × d
A;-=‹.z?,

Este método pode ser aplicado quando os perfis tiverem pequena secção e o
trabalho se desenvolver ao longo dum eixo de comprimento razoável.
-.›~àz`=.-:z"¬í‹ê_v›‹z
Z

Contudo, o método de medição mais corrente em terraplenagens para edificios


fz\-rz-w::sr
consiste na decomposição do volume total por planos verticais para obtenção em planta
de figuras geométricas simples, a que correspondam relevos o mais possivel regulares.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 35


.z-mm-`›-z .,z='-. es-.« ¬a-
Íèsi

s
: 11fe
,fz
M.
Esta operação é, em regra, de realização simples, sobretudo quando se dispõe da 4--is
'Ii`.~
.z¿.
¡,..
representação das curvas de nivel. ãiz.
'.,‹.›.
~-Íilffi
Os volumes correspondentes a cada __,.z-" /_//' ,/ K
ii- Ii/ /_./

uma das figuras são, com certa ./ B2 /.'z ir


Í >,§
'fáí
i;ÍiÍ`+`
. _. . 1' â-:ti
aproximaçao, o produto das respectivas __,__.z-f
. . . . .. . cü T ,.
areas pela media aritmética das diferenças ,z-"'""!___ y ,z C ,___
ru / É ,_/'
de cotas dos seus vértices, relativamente ao G5
/

“R il/
----.
fz- E a
.=L G

plano final da terraplenagem. Estas -¬.,..›" v


_'*›¿›_‹¿.r.,: ¬_.z,z, :¬~
Zz ll.
› v
diferenças de cotas podem ser obtidas a ml lt Í
W,
i
W
partir das cotas das curvas de nivel.
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5

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Exemplo para o volume A. ,C *___:_,_,_ _ cãff, A

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1 2 , --
vA=í×i(c5+¢ó+c7+cs) '~=l,_..---r cio
'z

t.
`l

Outro método fundamentado no mesmo principio consiste em estabelecer uma


malha rectangular sobre a planta topográfica do terreno. Quanto mais apertada for a
malha mais exacto será o cálculo.

Volume total dum aterro, representado pela planta e perfis indicados:


ziz
V1___El_'“Í3___v2
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z'
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I1 |2 4

_,,' _; _., É H V - diferenças de cotas entre os pontos


f
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1‹›£* I5 IG
terrraplenagem
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¡`. 1 P- diferenças de cotas entre os pontos
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P6 V3 do perimetro da malha e o plano de
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-
I - pontos do interior da malha

36 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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i
1 Em terrenos com declive acentuado em que, por exemplo, os perfis transversais são muito
diferentes, o método a utilizar deve ser mais rigoroso do que nos pouco acidentados. Em trabalhos onde a
dimensão dominante é o comprimento e as secções transversais são variáveis (por exemplo, estradas e
caminhos de ferro), os métodos devem ser mais exactos do que nas terraplenagens que se desenvolvem em
É superfícies planas, com alturas de escavação sem grandes variações.

2 Para pequenas quantidades podem ser utilizados métodos aproximados, ao passo que nos
trabalhos que envolvam grandes escavações e aterros os métodos devem ter regras suficientemente
rigorosas para se evitarem erros importantes.

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Curso sobre Regras de Medição na Construção 37


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4.3 Movimento de terras para infraestruturas

4.3.1 Escavação livre 1

a) A mediçao será realizada de acordo com as regras indicadas no subcapitulo


anteriorz.

b) Na medição da escavação livre ainda há que considerar a escavação em


profundidade e escavação â superficiea.

1 . ,. . . . . - ... . ...
As definiçoes a seguir indicadas para os diferentes tipos de escavaçao ("Classit`icaçao das
escavações" constantes no trabalho de TEIXEIRA TRIGO e GASPAR BACALHAU: Caderno de Encargos-
Tipo para a Construção de Edifícios. Documentos Parciais-2) têm por base 0 respectivo comprimento,
largura e profundidade, sendo esta medida na vertical, a partir do nivel do terreno existente no início da
escavação:
- Vala: Largura não superior a 2 metros e profundidade não superior a 1 metro.
- Trincheira: Largura não superior a 2 metros e profundidade superior a 1 metro; ou largura
superior a 2 metros e profundidade superior a metade da largura.
- Poço : Comprimento e largura sensivelmente iguais, e profundidade superior a 1 metro e a
metade da largura.
- Escavação livre: largura superior a 2 metros e profundidade não superior a metade da
largura.

2 Ver o sub-subcapitulo Obsen/ações do subcapitulo anterior

3 Às escavações em profundidade (que se realizam abaixo do nivel do solo) e às escavações à


superficie (caso da escavação de encostas) correspondem diferentes condições de execução.

Escavação em profundidade Escavação à superfície

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38 Curso sobre Regras de Medição na Construção


ivzm-e 1~¬z ‹.z ='»fz›ói<tz~.a ›z-i‹.~:1
4.3.2 Abertura de vaias, trincheiras e poços 1

a) A mediçao será realizada em m3.

b) A determinação das medidas obedecerá âs regras seguintes:


.i

v - As dimensões em planta são as indicadas no projectog;


i

w - As alturas ou profundidades serão medidas a partir do nível do terreno


.ai
t
.»' antes da execução das escavações e incluem a espessura do betão de
;z
ig' .
protecçao ou de limpeza.
¬. :› é‹_-:su-;¬z.
c) Os volumes de escavação devem ser considerados divididos em diferentes
ti,
.Ê camadas com 1,50 m de espessura em profundidade;3.
*
d) A escavaçao de vaias e de trincheiras com desenvolvimento em curva devem
ser medidas em rubricas próprias.
:ri ,
1.;
e) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de
escavação, nomeadamente: escavaçao, baldeaçao, carga, transporte e descarga.
w

f) Sempre que necessário as operações da alínea anterior poderão ser medidas


separadamente em rubricas próprias.

g) As mediçoes indicarao a distância média provável de transpoite4 e, sempre que


l'
possível, o local de aterro, de depósito ou vazadouro dos produtos da escavação.

'ii
~›
«

._~¡ 1 Como já foi referido no sub-subcapitulo anterior, as definições a seguir indicadas para os diferentes
tipos de escavação têm por base o respectivo comprimento, largura e profundidade, sendo esta medida na
vertical, a partir do nível do terreno existente no início da escavação:
- Vala: Largura não superior a 2 metros e profundidade não superior a 1 metro.
~ - , .; z. ~
- Trincheira: Largura não superior a 2 metros e profundidade superior a 1 metro; ou largura

iiiin superior a 2 metros e profundidade superior a metade da largura.



- Poço 2 Comprimento e largura sensivelmente iguais, e profundidade superior a 1 metro e a
metade da largura.
- Escavação livre: largura superior a 2 metros e profundidade não superior a metade da
largura.
Li.2L¬è.‹íft=-Í`z='làz.=-'¬5.flz'-*5`.Â":¬!“"

,'

Curso sobre Regras de Medição na Construção 39


-sz eà.- .-‹~z -^z.¬¿;š
2 As dimensões em planta são as indicadas no projecto, não sendo de considerar quaisquer
acréscimos destinados à execução de moldes, entivações ou outro tipo de trabalhos. As dimensões
mínimas em planta a considerar na mediçao sao:

- valas e trincheiras até 1,50 m de profundidade 0,50 m;

-trincheiras de profundidade superior a 1,50 m a dimensão minima em planta a considerar na


mediçao será de 0,65 m; .zär
Ízziši

- poços de profundidade superior a 1,50 m, a dimensão máxima em planta nãopoderá ser


inferior a 1,60 m e a minima inferior a 0,80 m.

3 A medição das escavações correspondentes a camadas a diferentes profundidades deverá ser


realizada em rubricas próprias (escavações até 1,50 m de profundidade, de 1,50 m a 3,00 m, etc.). A partir f i-
ii
.ÊI r
dos 6 m de profundidade as diferentes camadas a considerar terão a espessura de 3 m. O objectivo destas
regras é o de ter em conta a variação das condições de execução das escavações a diferentes
`fÍQa11
profundidades no caso de trincheiras e poços, tendo em consideração a classificação dos terrenos como se
indica no seguinte exemplo esquemático. O

,ii

Para o cálculo de uma escavaçao em


trincheira com 2,80 m de largura, o comprimento,
igual para todas as camadas, é representado por L
e verifica-se a existência de terreno da classe C
até 4,00 m de profundidade e de terreno da classe
A a partir desta cota.

Ãgwgs
r.-_-,\
ê.

;z:~-1.¿1,.-~,-.

Assim tem-se:

Terreno da classe C: (Terrenos que podem ser escavados ã picareta, à enxada ou por meios is-«.¬_.¬‹,-.z «.‹:,õâz¿ ~z.¬zfz-

mecânicos: solos coerentes duros, solos coerentes de consistência média, areias e misturas areia-seixo bem
graduadas e compactas e, eventualmente, areias uniformes compactas, turfas e depósitos turfosos, aterros
e entulhos).

Escavaçao até 1,50 m de profundidade:

V1 = L x 2,80 x 1,50

. .-vzt,¬‹.a-,z.‹`«-,z.`‹-›¬.z ~r.-Í.-z
z

40 Curso sobre Regras de Medição na Construção


i

- Escavação entre 1,50 m e 3,00 m de profundidade:

V2 = Lx2,80x1,50

l - Escavação entre 3,00 m e 4,50 m de profundidade:

V3 = Lx2,80x 1,00

Terreno da classe A: (Terrenos cujo desmonte só e possivel por meio de guilho, martelo
li pneumático ou explosivos: rochas duras e sãs, rochas pouco duras ou medianamente alteradas e,
i
-i
¬ eventualmente, solos coerentes rijos).

- Escavação entre 3,00 m e 4,50 m de profundidade:

a
V4 = L x 2,80 x 0,50
r
- Escavação entre 4,50 m e 6,00 m de profundidade:

V5 = Lx2,80x1,50
i

- Escavação entre 6,00 m e 9,00 m de profundidade:


i
V6 = L x 2,80 x 2.00
5
»

4 Para a elaboração do orçamento, é necessário 0 conhecimento da distância média de transporte a


l depósito ou vazadouro, dos produtos resultantes destes trabalhos. Considerando ainda que apesar da
indicação da distância média de transporte, aquando da realização da obra, pode não ser possível utilizar os
locais de vazadouro previstos, afigura-se importante que se indique, nas propostas a concurso, o custo de
transporte de 1 ma de produto de escavação a 1 km de distância, de forma a possibilitar o cálculo dos
Í.
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i trabalhos a mais ou a menos.
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Curso sobre Regras de Medição na Construção 41


4.3.3 Reposição de terras ou aterro para enchimento

a) A medição será realizada em m3.

b) A medição engloba todas as operações necessárias â execução dos trabalhos


de aterro.

c) As medições mencionarão as caracteristicas e as espessuras das camadas de


aterro mencionadas no projecto.

d) As medições indicarão a origem dos locais de escavação dos produtos a utilizar


no aterro.

4.3.4 Regularização e compactação superficial

a) A medição será realizada em mz.

b) As medições serão efectuadas segundo as áreas determinadas em projecção


horizontal.

c) Estas regras não se referem â regularização de paramentos verticais de


escavações, cuja medição estará incluída na própria escavação.

d) A medição da compactação e regularização superficial de taludes de diferentes


inclinações deverá fazer-se em rubricas separadas.

e) As medições indicarão a espessura das camadas de terreno interessadas na


com pactaçao.

f) A compactação superficial de terras só será considerada isoladamente quando


não for acompanhada de reposição de terras.

g) A escavação de terras de depósito ou de empréstimo necessárias â execução


dos aterros será incluída no sub-subcapitulo Escavação livre do presente subcapitulo.

4.3.5 Escoramento e entivaçao'

a) A medição será realizada em nf de paramento escorado e entivado.


b) Sempre que necessário, as medições serão realizadas de modo a que os
trabalhos fiquem individualizados segundo:
- a natureza dos materiais empregados para o escoramento ou entivaçao;
- as condições de execução dos trabalhos.

42 Curso sobre Regras de Medição na Construção


x

4
i

x
4 1Tal como foi referido no subcapitulo Princípios de base, o medidor deverá ter em conta a
ë
necessidade do escoramento e da entivação ou apenas do escoramento sempre que, de acordo com as
›i
caracteristicas do terreno, seja prevista a sua aplicação. Deste modo, os medidores devem ter conhecimento
x
4 para poderem equacionar e procurar esclarecer, juntos dos autores dos projectos, as faltas de informação

z
que são indispensáveis à determinação das medições, nomeadamenteas do caderno de encargos quando
não indicam a sua necessidade, ou a utilização de materiais especiais quando a natureza da escavação o
justifique "âpriori".

Para este efeito devem ser consideradas as disposições contidas no Decreto-Lei n° 155/95, de 1 de
Julho, "Segurança e Saúde a Aplicar nos Estaleiros Temporários ou Móveis", (Transposição da Directiva n°
92/57/CEE de 24 de Junho de 1992) [31] e [11].

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Curso sobre Regras de Medição na Construção 43


1

.t
4.3.6 Movimento de terras para canalizações e cabos enterrados 1

t
a) As operações de abertura de vaias ou trincheiras, seu escoramento e entivação,
\
reposição de terras e compactação, necessárias ao movimento de terras destinado à
execução de canalizações e cabos enterrados, poderão ser medidas em conjunto, sendo -i-«ez
i

neste caso, a medição realizada em ma de terreno a movimentar. ¬‹n-\‹~


i.

b) Quando se adoptar a regra da alínea anterior, os volumes de movimento de


terras correspondentes às diferentes camadas indicadas na alínea b)' do subcapitulo


Abertura de vaias, trincheiras e poços, serão medidos separadamente em rubricas
próprias.

c) Quando não se adoptar a regra da alínea a) e forem medidas separadamente a


escavação, a reposição de terras e a compactação, só são deduzíveis os volumes
ocupados pelas canalizações e cabos enterrados iguais ou superiores a 0,1 m3 por metro
de tubagem.

1 A determinação das medidas obedecerá as regras seguintes:

As dimensões em planta são as indicadas no projecto, não sendo de considerar quaisquer


acréscimos destinados à execução de moldes, entivações ou outro tipo de trabalhos. As dimensões
mínimas em planta a considerar na medição sao.

- vaias e trincheiras até 1,50 m de profundidade 0,50 m;

- trincheiras de profundidade superior a 1,50 m a dimensão mínima em planta a considerar na


medição será de 0,65 m;

- poços de profundidade superior a 1,50 m, a dimensão máxima em planta não poderá ser i

inferior a 1,60 m e a mínima inferior a 0,80 m.

As alturas ou profundidades serão medidas a partir do nível do terreno antes da execução das
escavações e incluem a espessura do betão de protecção ou de limpeza.

44 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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5. PAVIMENTOS E DRENAGENS EXTERIORES
vi
l

5.1 Regras gerais

a) As mediçoes relativas a pavimentos exteriores serao individualizadas em


rubricas relativas a pavimentos permeáveis ou impermeáveis1.

4
b) As medições relativas a drenagens exteriores serão individualizadas em rubricas
designadas por enterradas e superficiaisz.

c) Serão referidas, nas medições, as informações mencionadas no projecto


relativamente às condições seguintes:
i

- planimetriaa, altimetria4, relevo e inclinações;

- possibilidade ou tendência para alterações nas condições existentes, face a


`i
exigências da obra.

d) Neste capítulo não deverão incluir-se os trabalhos de protecção contra


infiltrações no interior dos edificioss, salvo quando o sistema previsto constitua um todo,
t isto é, quando as infiltrações que ali se acautelam possam vir a resultar de condições
I*
¡i particulares dos pavimentos envolventes, e que não possam ser corrigidos

1
completamente no tratamento destesõ.

e) Quando existam muros de suporte ou de espera7, na formação de socalcos ou


.-i
(vz

na moderação de acidentes, e que para além da forma, de agulheiros ou outras defesas,


.ir a incluir na medição do betão ou aivenarias de que forem constituídos, existam tubos de
'if
.zli
esgoto, drenos, impermeabilizações ou vaias de recolha, deverão ser medidos neste
eli
1. .
capítulo e, para tanto, bem caracterizados no projectoô.
.fi
t) Os tratamentos superficiais de remate, protecção ou embelezamentog, devem ser
medidos em mz e perfeitamente caracterizados quanto â obra aparente e quanto aos
trabalhos de preparação ou suporte”. Nestes casos, cada um destes trabalhos deve ser
”. ¿-. .-;L;. ;.Í;.«z zi‹
objecto de medição particular, na qual se indicará a posição e função no conjunto“.

g) A medição destes trabalhos será realizada nas seguintes condições:

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Curso sobre Regras de Medição na Construção 45
L.. .
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ã
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1) movimento de terras de acordo com o que foi indicado no capitulo 1


. 'J

Movimento de terras, com a indicação de eventuais embaraços ao livre


desenvolvimento dos trabalhos e característicos deste tipo de obras.

2) os trabalhos de impermeabilização serão medidos em mz de superfície a


tratar, devendo indicar-se a natureza do suporte, a espessura das Ê
2.

camadas e a sua especificação técnica. `


i z ,lí
ii
3) a medição da impermeabilização em caleiras e relevos, e a protecção s
i

desta contra choques ou atritos, quando com desenvolvimento inferior a


t

1,00 m, será feita em m e bem caracterizada.


<
4) a mediçao dos tubos de esgoto ou de drenagem, será feita em m, mas
1
ficando bem individualizados os artigos relativos a: \ i

-tubos de drenagem nomeadamente de betão ou material cerâmico .,›


-tubos porosos ou perfurados -i.
›.

- meios-tubos (caleiras) por exemplo de betão ou material cerâmico”. e

li
- os trabalhos de drenagem por blocagem, quer em contacto com fi
`›

muros, quer em vaias livres, serão decompostos nas operações .


l
\.

ø
específicas que exigem medidas em separado, de acordo com as ›

recomendações aplicáveis das respectivas especialidades. v


i

- as obras de alvenaria e betão em caixas de passagem, filtros, sarjetas 2z

e sumidouros, serao igualmente medidas de acordo com o que se 1 l'

ó

t
recomenda nos capítulos das especialidades aplicáveis.
i

1 ... . ....
A deflniçao do tipo do terreno nas condiçoes propostas (permeáveis e impermeáveis), permitirá, ›i


pelo relacionamento das quantidades e qualidade do trabalho com a época do ano prevista para a sua r

realização, encontrar factores diversificantes nos métodos a praticar e, portanto, do custo. Se em terrenos
permeáveis, em épocas de chuvas, só em casos especiais será de prever trabalhos de protecção a
alagamento de vaias, a bombagens, etc., acontecendo o contrário nos terrenos impermeáveis.

A medição das bombagens poderá ser realizada segundo as regras seguintes:


- a instalação do equipamento, a respectiva permanência em obra e o tempo de
funcionamento serão medidos em rubricas próprias;
- a instalação do equipamento será medida em kW de potência instalada;
- a permanência em obra será medida em kW/dia;
- o funcionamento será medido em kWlhora.

46 Curso sobre Regras de Medição na Construção


a.wM.,-fl.aw».‹,a-.wzr.W‹w-v.fiz=âwmšá.
sw»
;i='irn.¬tn×m¬:n»a.~=:;'1»1:i

z
Os custos unitários indicados nesta recomendação deverão ser sempre apresentados nas propostas.

2 A separação dos trabalhos enterrados e superficiais, justifica-se não só pela natureza dos trabalhos
_; específicos, como ainda por deverem corresponder a fases distintas, embora de possível sobreposição,
>l
¿ quando a dimensão da obra o justifique e possibilite.
à

3 Planimetria: é a projecção ortogonal dos pontos do terreno sobre uma superfície de nivel.
(Especificação E1 - LNEC - Vocabulário de Estradas e Aeródromos)
' 4
é
Altimetria: conjunto das alturas dos pontos do terreno acima de uma superfície de nivel de
Í referência. (Especificação E1 - LNEC - Vocabulário de Estradas e Aeródromos)
Para que o levantamento topográfico do terreno destinado à execução duma obra, possa dar as
i

informações necessárias à execução das medições deve considerar, em regra, os seguintes pontos:
a) indicação do relevo do terreno, principalmente através de curvas de nível ou de cotas de
1
, pontos notáveis;
¡ b) localização e descrição da vegetação e dos acidentes naturais que tenham implicações com
a execuçao dos trabalhos, como por exemplo:
- árvores, arbustos e zonas arrelvadas ou ajardinadas;
- lagos, pântanos, rios ou outros cursos de água;
c) localização de construções existentes para demolir ou resíduos de construções antigas,
._ indicações de poços, caves, galerias subterrâneas, etc..

z
5 A origem das infiltrações de água no interior de pisos enterrados de edificios pode projectar-se para
além da área dos trabalhos de pavimentação e drenagem a que este capitulo se refere, como lençóis
:t
“Êí freáticos, água acumulada resultante de infiltrações distantes e outras, pelo que é comum em tais casos o
:_ recurso a sistemas separados.

\
6 Na figura apresentam-se esquematicamente exemplos de sistemas a incluir neste capitulo.
'.
SISTEMA FORMANDO UM TODO SISTEMA EXTERIOR
EXTERIOR-INTERIOR SEPARADO
«i
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z Curso sobre Regras de Medição na Construção


i'
š
7 A construção dos muros de suporte e espera, a medir no Capítulo correspondente aos trabalhos "-;. A',i.2‹;¬'.zI «.zm''.-sf ;:.
aplicáveis, e que na sua forma já devem prever-se as condições de protecção adequadas, nomeadamente .jí

drenagens, deverá prevenir as condições de funcionamento das protecções, e compreender portanto, as


bases para caleiras, agulheiros ou outros atravessamentos. .«=.-k,ã«štälz¬frziá;z.,

8 Os trabalhos a incluir neste Capitulo serão os previstos para além do betão ou aivenarias desses
ze;.;. ~:
muros, nas condições antes referidas, como por exemplo os drenos, escoamentos e tratamentos
superficiais.

EXEMPLO DE SOLUÇÕES DE PROTECÇÃO DE MUROS DE SUPORTE, FACE

A SITUAÇÕES DIVERSAS DE MODULAÇÃO

Esco amento

Í
i

9
Entende-se por tratamentos superficiais de remate, protecção ou embelezamento, os trabalhos de ›

acabamento dos pavimentos ainda quando integrados na função de drenagem ou protecção contra
infiltrações. Cabem nesta classificação: a relva sobre camada de terra vegetal, a calçada de mosaico de 1

vidraço ou de cubos, o lajedo de pedra, Iadrilhos, tijoleiras, etc., e os respectivos suportes. A medição destes
é feita em mz.
i
Entende-se por tratamentos de remate, as valetas, caleiras superficiais, lancis, bordaduras ou peças
especiais com a função de limitar zonas de revestimento, ou garantir e disciplinar o escoamento de águas
superficiais, e são todos eles medidos em m.

1° Deverá entender-se como suportes ou/e trabalhos preparatórios, a abertura de caixas, eventual
i
macadame, camadas de balastro, enrocamento e massame, etc., de acordo com as exigências do
acabamento a aplicar.

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48 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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11ASSINALAM-SE AS FASES
z Calçada [__ ___ cub°5 _____________
DE EXECUÇÃO QUE DEVEM
“` *‹ Revestimento
` r=' I.¬'.,-,'<":_. - ='z ` - -1.. _- _,, . ,;›:." -» .Fi-..:,'r .iai-Ê fz ., _____,__._._ _ _-
SER MEDIDAS EM zz~ ~ ‹.
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1 Fundo de caixa regularizado 1”
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1 T Fundo de caixa regularizado 1'
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12 Além da especificação dos tubos deverá também definir-se claramente a natureza do leito de
assentamento, as condições de ligação entre tubos e, se for caso disso, as condições e materiais de
sl
protecção superiores.

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ô.FuNoAçoEs ~

6.1 Regras Gerais

a) As medições relativas às fundações serão partícularizadas nos subcapitulos


seguintes:
- Fundações indirectas
- Fundações directas.

b) As medições dos trabalhos serão realizadas de modo a ficarem individualizados


os trabalhos de betão, cofragens, e armaduras1 e ordenadas em rubrica de trabalhos
relativos a infraestruturasz.

c) As medições deverão indicar as referências de identificação mencionadas no


projecto, de forma a assegurar a coordenação das peças escritas e desenhadas
e a permitir a sua verificação.

1 ._ .__ . . _
A discnmmaçao das mediçoes de cofragens e armaduras em rubricas diferentes das do betao e
essencial, na medida em que permite:
- A determinação mais precisa das quantidades de materiais (madeira de cofragem, varões de
aço para armaduras, cimento, inertes, etc.) a utilizar na execução da obra.
_~. _. _s . óv
í
- A obtenção mais correcta de orçamentos, pois a incidência relativa dos respectivos custos é,
em geral, muito diferenciada nas diversas partes constituintes da estrutura (sapatas, vigas
de fundação, muros de suporte, etc).

2 Em geral, podem definir-se como trabalhos de infraestrutura dum edificio os que são executados
abaixo do nivel superior do tosco do primeiro pavimento.
~¬.»«‹zm,.›-+¬A0

Curso sobre Regras de Medição na Construção 51


z.»›=¬.-«z1\v.~-,¬«›i~z‹w.
z1-‹,« .i,-~z= ¡
5

SUPER
E STRUTURP.
Nos casos em que este pavimento não esteja em contacto
directo com o solo e for constituído por lajes de betão, esta parte da
._ ,H .,
z.=‹~¡w«;›_».-‹z¶«i,¡›e»:.=;¬<r-¡z. ;¿¬.,_
estrutura pode ser considerada como fazendo parte da superestrutura. fz »‹. 9

Contudo, os pilares, paredes e embasamentos, até ao nível desta laje,


serao incluídos na infraestrutura. INFRÀE STRUTURÀ
4

A adopção deste critério tem a vantagem de permitir que na SUPER .

medição de edificios iguais, mas com infraestruturas diferentes, se ESTRUTURA i

possam indicar as mesmas quantidades de superestrutura.


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i

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INFRA. ESTRUTURIL
4

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s
ú

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Quando existam caves no edifício, como o primeiro pavimento SUPER
fica a nivel inferior ao da superfície do terreno, para aplicação desta ESTRUTURA
recomendação poderá considerar-se que os toscos da envolvente das /'I 1

caves (muros de suporte, paredes e pilares exteriores, etc.) podem ser


.A f 'I' -
incluídos nas rubricas de infraestrutura e os toscos” , elementos de C

construção e revestimentos interiores, serão medidos nas rubricas de INFRAESTRUTURA l

1
¢
superestrutura.
muros de suporte-›-
No entanto podem ser definidas outras fronteiras entre
infraestrutura e superestrutura, que devem ser sempre mencionadas na
medição. SUPER
¬
ESTRUTURA i

| 51

U Excepto quando toda a estrutura abaixo da superficie do terreno tiver de ser


executada simultaneamente com o muro de suporte, caso em que será infraestrutura z va' - ‹~' .

e estrutura abaixo daquela superficie. â

INFRAESTRUTURA
Í

1:
i
s

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52 Curso sobre Regras de Medição na Construção


~--
6.2 Fundaçoes mdirectas 1
1

6.2. 1 Regras gerais

a) As mediçoes relativas às fundaçoes indirectas serao particu arizadas nos

1
subcapitulos seguintes:
Estacas prefabricadas e cravadas no terreno e estacas mo/dadas no
terreno;
Pegões.

b) Serão referidas nas medições as informações mencionadas no projecto,


relativamente às condiçoes seguintes:

planimetria e altimetria, especialmente no caso de relevo acidentado ou de


grande inclinaçãoz;

natureza e hidrologia do terreno, de acordo com os resultados do


reconhecimento ou da prospecção geotécnicaa;

existência de redes de distribuição de água, esgotos, electricidade, gás,


telefones ou outras instalações e quaisquer construções ou obstáculos,
quando possam ser atingidos durante a execução dos trabalhos. Nestes
casos, deve indicar-se se as redes, instalações, construções ou obstáculos
terao de ser removidos de forma provisória ou definitiva;

localização de construções na vizinhança do edifício que possam afectar o


l
trabalho de execução das fundações. Se existirem, devem indicar-se as
implicações das construções na execução das fundações;

existência de terrenos infestados ou infectados;

c) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos,


nomeadamente:
escavaçao ou furaçao;
baldeação;
colocação de armaduras;
betonagem;
carga;
transporte a vazadouro;
descarga dos produtos de escavação;

lã Curso sobre Regras de Medição na Construção 53


i
1
â
3
«A
a
s

- mudança do equipamento.
›.‹ \r

a¬=
d) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser separadas
lt
em rubricas próprias4.
ii
‹›

e) Serão indicados em rubricas próprias os trabalhos de instalação do estaleiro, tais
como: tr

- transporte de equipamento; 2i
4.
=i
- montagem e organização do estaleiro; ,

- fornecimento de água e energia eléctrica nos locais de trabalho, ~i

respectivamente com caudal e potência necessárias. z


ê

f) Todos os trabalhos, cuja realização é necessária devido a condiçoes especiais, -l^

devem ser medidos em rubricas próprias, tendo-se por exemplo: i

- bombagens, quando necessárias a trabalhos realizados abaixo do nível


1
freático5;

- movimento de terras, quando os terrenos se apresentarem com relevo


muito acidentado ou com grande inclinação;

- demolições e trepanagens, se existirem obstáculos aparentes ou


enterrados nao correntes, devendo-se neste caso particular apresentar
5 t

sempre o seu custo unitário.

- entivações e/ou escoramento, devido à existência de construções na


vizinhança dos trabalhos ou à sua necessidade quando da escavação para
execução dos pegões;
É

- imobilizações de equipamento e pessoal, quando existirem paragens


excepcionais nao imputáveis ao empreiteiro; ›
zf

g) As furações ou escavações não betonadas de estacas ou poços serão medidas J

em metros (m), em rubricas próprias. \


\ J

e
h) As medidas indicadas no projecto para a profundidade das fundações serao
sempre consideradas como "quantidades aproximadas", a rectificar de acordo com as z

profundidades reais atingidas durante a execução das obras. z


/z

i) As medidas para determinação das medições serão obtidas a partir das formas
geométricas indicadas no projecto. â

j) As medições serão individualizadas em rubricas próprias, de acordo com as


condições de execução ou com os meios a utilizar na realização dos trabalhos.

54 Curso sobre Regras de Medição na Construção


k) Deve ser elaborada uma descrição sumária dos trabalhos, contendo o processo
de execução das fundações, cota de execução dos trabalhos e os materiais a adoptar,
nomeadamente as referidas nas Regras Gerais descritas no subcapitulo Betão, do
»
capítulo Betão, Armadura e Cofragem em Elementos primários e no subcapitulo
Armaduras do mesmo capítulo.

I) Outros tipos ou condições de fundações especiais, não previstas no presente


r
capitulo, serão tratados dentro do mesmo espirito, isto é, as medições deverão
discriminar as regras que forem adaptadas, de forma a evitar ambiguidades na
determinação das medidas e no cálculo das medições e a permitir a sua verificação.

1As fundações indirectas são um tipo de fundações cujas soluções mais correntes têm designações
de estacas e pegões, existindo ainda outros tipos de fundações especiais, nomeadamente:

recalçamentos (estacas cravadas estaticamente, pegoes, etc);

- consolidação de terrenos (injecções de cimento, estacas de areia, compactação por vibro-


flutuação, etc.).

Neste capitulo abordam-se apenas as fundações indirectas, porque para as restantes, as


respectivas condições de aplicação são específicas para cada caso e consequentemente apresentam certa
dificuldade de normalização (caso dos recalçamentos), ou porque são já altamente especializados e com
relativamente pouca experiência entre nós (caso da consolidação dos terrenos). Deste modo, estes tipos de
fundações deverão ser tratados especiflcamente em capitulos próprios e segundo regras que deverão ser
devidamente explicitadas.

2 Planimetriaz é a projecção ortogonal dos pontos do terreno sobre uma superfície de nível.
(Especificação E1 - LNEC - Vocabulário de Estradas e Aeródromos)
Altimetria: conjunto das alturas dos pontos do terreno acima de uma superfície de nivel de
referência. (Especificação E1 - LNEC - Vocabulário de Estradas e Aeródromos)
Para que o levantamento topográfico do terreno destinado à execução duma obra, possa dar as
informações necessárias à execução das medições deve considerar, em regra, os seguintes pontos:
a) indicação do relevo do terreno, principalmente através de curvas de nível ou de cotas de
pontos notáveis;
b) localização e descrição da vegetação e dos acidentes naturais que tenham implicações com
a execução dos trabalhos, como por exemplo:
- árvores, arbustos e zonas arrelvadas ou ajardinadas;
- lagos, pântanos, rios ou outros cursos de água;
c) localização de construções existentes para demolir ou resíduos de construções antigas,
'r' indicações de poços, caves, galerias subterrâneas, etc;
d) localização de edificios que possam ser afectados pelos trabalhos de terraplenagem ou de
-\r=fz,.-zwe›a.,_-‹u¬~.w,s.-fl7z_.-znbaâ

demolição;

z.
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Curso sobre Regras de Medição na Construção 55
›‹-w‹=-.‹ -z .rt-›z:~.,-ú‹~.a=.-
ii
e) implantação das redes de água, de esgotos, de gás, de electricidade e de telefones ou de
partes que as constituem, desde que possam ser localizadas à superfície do terreno.

3 Dos resultados do reconhecimento ou do estudo reconhecimento ou da prospecção geotécnica do


terreno, podem ter interesse para a medição elementos da seguinte natureza:

- construções já executadas que tenham implicações com as obras a realizar, nomeadamente: il


fundações de edifícios demolidos ou a demolir, caves, poços, galerias subterrâneas, etc;

- nivel freático, se este for atingido pelas escavações ou tiver implicações com a execução
l
destas. Tem importância fazer referência á necessidade da realização de bombagens para
esgoto das águas durante as escavações;

- necessidade ou possibilidade do emprego de explosivos e as principais limitações a ter em


i

consideração na sua utilização; i

- existência de acidentes geológicos (falhas, diaclases, camadas com inclinações


desfavoráveis, etc.) que exijam precauções especiais, trabalhos de consolidação, etc..

4 A fundação propriamente dita, contempla apenas as operações de escavação (caso dos pegões) ou
furação (caso das estacas), baldeação, colocação de armaduras, betonagem e mudança de equipamento.
Todas as restantes operações, tais como carga, transporte a vazadouro e descarga dos produtos
poderão ser incluídas no capítulo Movimento de terras para infraestruturas, no caso de não serem
executados pelo empreiteiro de fundações indirectas.

Comprimentos a considerar nas medições

E l
Saliente-se ainda que, tal como se l
representa na figura, pode ainda haver interesse
em indicar a medição da escavação ou furação
não betonada, desde que os trabalhos sejam
¬z-«.¬~»wfl!= '‹:_-az:›-. ‹e
executados a partir de uma certa cota e as
fundações atinjam outra cota nitidamente inferior
(ver alinea g) ) destas regras gerais.

5 A medição das bombagens poderá ser realizada segundo as regras seguintes:


- a instalação do equipamento, a respectiva permanência em obra e 0 tempo de
funcionamento serão medidos em rubricas próprias; _-¬.‹›~.-=z_¬›=~».-z¬›=afr-sev<w¡r-.:\‹ ú‹.z=-s,.~fV-¡ «zi‹«

- a instalação do equipamento será medida em kW de potência instalada;

56 Curso sobre Regras de Medição na Construção


- a permanência em obra será medida em kW/dia;
- o funcionamento será medido em kW/hora.
Os custos unitários indicados nesta recomendação deverão ser sempre apresentados nas propostas

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Curso sobre Regras de Medição na Construção 57


6.2.2 Estacas prefabricadas e estacas moldadas

As estacas prefabricadas e estacas moldadas são fundações ind/'rectas cujos


modos de execução são diferentes, isto é, as primeiras são, como o nome indica,
prefabricadas' em estaleiro e posteriormente cravadas no terreno, e as segundas,
estacas moldadas, podem ser:
- cravadas e mo/dadas no terreno2;
- mo/dadas com entubamento e extracção do rerreno3;
- moldadas sem entubamento e com extracção do terreno4.

As regras de medição a considerar para este tipo de fundações são as seguintes:

a) A medição será realizada em m.

b) O comprimento das estacas será medido pelos seus comprimentos reais, reais
desde as faces inferiores das sapatas até às respectivas extremidades inferiores das
estacas.5.

c) As medições de estacas serão individualizadas, em rubricas próprias, de acordo


com as suas principais características, nomeadamente:
- diâmetro das estacas;
- materiais constituintes (características do betão e das armaduras e
respectivas - secções nas estacas de betão armado);
- inclinação das estacas;
- meios e condiçoes de execução.

d) A medição da estaca compreende a furação, baldeação de terras, colocação de


armadura, betonagem, carga e transporte a vazadouro das terras sobrantes e mudança
de equipamento.

e) Sempre que for conveniente, as operações indicadas na alínea anterior poderão


ser medidas em rubricas próprias.

f) O corte da cabeça da estaca e respectiva reparação de armaduras será medido à


unidade.

g) Os ensaios de carga sobre estacas serão medidos á unidade e individualizados


de acordo com a sua carga máxima de ensaio.

h) Os ensaios para cargas máximas diferentes serão medidas em rubricas próprias.

58 Curso sobre Regras de Medição na Construção


1 Como exemplo esquemático de estacas prefabricadas e cravadas no terreno tem-se

Estas estacas poderão


ser de madeira, betão
armado ou metálicas, sendo
as operações de execução
representadas na figura.

2 Como exemplo esquemático de estacas cravadas e moldadas no terreno tem-se

São estacas cravadas


com tubo moldador e
ponteira obturada, metálica
ou de betão, e betonadas no
terreno com retirada
simultânea do tubo
moldador, ficando a ponteira
perdida como se representa
na figura.

_'u-w‹:i1z.w: -¬4.z=‹u%

3 Como exemplo esquemático de estacas moldadas no terreno (com entubamento e extracção do


terreno) tem-se:

Curso sobre Regras de Medição na Construção


Estas estacas são
executadas por furação
com entubamento e
posteriormente betonadas
no terreno. Para a furação
recorre-se a limpadeira,
trépano, etc.

4 Como exemplo esquemático de estacas moldadas no terreno (sem entubamento e com extracçao
do terreno) tem-se:

Estas estacas sao


executadas por furaçao sem
entubamento e posteriormente
betonadas no terreno. Para a
furação recorre-se a trado,
«V. 1-z.‹zv4
circulação inversa, etc.

-c-u

›-me!-‹ztv»nun-
¬swzm.¬v›,-zësm-v\‹`.uez -m-if

60 Curso sobre Regras de Medição na Construção


IRL.va-m:. -
a

v
5 Exemplo de mediçao
1 do comprimento de uma
estaca inclinada (segundo o
r . ›s« zêl›***.^f›*r"'“.. . .
-
seu comprimento real).

z

PLANTA

Curso sobre Regras de Medição na Construção


6.2.3 Pegões'
a) A medição será realizada em m.

b) O comprimento do pegao será medido na vertical, na totalidade da parte


betonada.

c) As medições de pegões serão individualizadas em rubricas próprias de acordo z


com as suas principais características, nomeadamente: _

- secção dos pegõesz;

- secção, tipo e classe das armaduras;

- caracteristicas do betão;

meios e condiçoes de execuçao.

d) A medição do pegão compreende a escavação, baldeação de terras, colocação


das armaduras, betonagem, carga e transporte a vazadouro e descarga das terras
sobrantes. '*

e) Sempre que for conveniente, as operações indicadas na alinea anterior poderão


ser medidas em rubricas próprias.

f) O escoramento elou entivação será sempre medido em rubricas próprias, pelas


regras indicadas no sub-subcapitulo Escoramento e entivação do subcapitulo
Movimento de terras para infraestruturas3.

g) As bombagens4 serão sempre medidas em rubricas próprias, de acordo com


regras que deverão ser devidamente descriminadas.

1 Os trabalhos de execução de pegões ou fundações em poços serão considerados neste capitulo


sempre que forem executados por empresas especializadas em fundações especiais; caso contrário serão
considerados nos capitulos Movimento de Terras e Betões, segundo as regras neles enunciados.

2 Este tipo de fundação indirecta pode ter várias formas de secção nomeadamente circular,
quadrada, rectangular, eliptica, etc. Atendendo a que se trata de um tipo de fundação em que geralmente é
de execução manual, as suas dimensões em planta deverão ser tais que permitam a execução dos *
trabalhos. Como exemplo de secções tem-se:
M

i
«

62 Curso sobre Regras de Medição na Construção


i

liiiiiii arzom
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\1


'fiatTipos correntes de secção trarisveisal§ÊÍz ~
- äãff ztffägff- ' -'
ff/ÂW Wfifí r;ti.som

3 .. , -,. . . ._
Tal como foi referido no subcapitulo Prrncrpros de base, o medidor devera ter em consideraçao a
eventual necessidade do escoramento e da entivação ou apenas do escoramento sempre que, de acordo
com as caracteristicas do terreno, seja prevista a sua aplicação. Devem assim ser consideradas as
disposições contidas no Decreto-Lei n° 155/95, de 1 de Julho, "Segurança e Saúde a Aplicar nos Estaleiros
Temporários ou MÓveis", (Transposição da Directiva n° 92/57/CEE de 24 de Junho de 1992) [31] e [11].

4 A medição das bombagens poderá ser realizada segundo as regras seguintes:


l
- a instalaçao do equipamento, a respectiva permanencia em obra e o tempo de
funcionamento serão medidos em rubricas próprias;
1
a instalaçao do equipamento será medida em kW de potência instalada;

- a permanência em obra será medida em kW/dia;

- o funcionamento será medido em kW/hora.

Os custos unitários indicados nesta recomendação deverão ser sempre apresentados nas propostas.

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i Curso sobre Regras de Medição na Construção 63
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6.3 Fundações directas


.‹
r

6.3.1 Regras gerais


Á

a) As medições dos trabalhos serão realizadas de modo a ficarem individualizadas,


em subcapitulos próprios, os trabalhos de betão, cofragens e armaduras.

b) As características a especificar ao betão são as referidas nas Regras Gerais s

descritas no subcapitulo Betão, do capítulo Betão, Cofragem e Armaduras em


s
Elementos primários. 7
i jr
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i
.fi
i

c) As características a especificar para as Cofragens e Armaduras, são as referidas


.L Í ›,
nos respectivos subcapitulos do capítulo Betão, Cofragem e Armaduras em Elementos i
r

primários. _, ¬

4
1 i
ti*

¡ i
6.3.2 Protecção de fundações ,r u
ii
fl' r
1

a) A medição será realizada em mz.


f

1
b) A medição indicará a espessura da camada de betão para protecção e
¿ r
regularização da base de fundações.

c) Se existirem moldes laterais, a sua medição será realizada em rubrica própria e


incluída em Cofragens de protecção de fundações do presente capítulo.
l
r

6.3.3 Enrocamentos e massames

a) A medição será realizada em mz.

b) A medição indicará as características e as espessuras das camadas de


enrocamento e de massame.

c) A medição engloba todas as operações relativas á execução dos trabalhos de


massame, nomeadamente: preparação do solo das fundações, enrocamento e betão.

d) Sempre que necessário as operações da alínea anterior poderão ser separadas


em rubricas próprias, por exemplo o caso da mediçãoda preparação do solo das
fundações poderá ser incluída por exemplo nas rubricas relativas a Regularização e

64 Curso sobre Regras de Medição na Construção i


compactação superficial em terraplenagens ou de movimento de terras para
infraestruturas.

dz
6.3.4 Muros de suporte e paredes

f
a) A medição será realizada em m3.

b) A determinação das medidas para cálculo das medições obedecerá às regras


seguintes:
r‹


- Os comprimentos serão determinados segundo figuras geométricas
simples.
- As alturas, imediatamente acima das fundações, serão as distâncias entre
i
as faces superiores das sapatas ou vigas de fundação e o nível do tosco do
t
primeiro pavimento como se indica1.
- No caso da secção transversal ser variável, a medição poderá ser realizada
a partir da secçao transversal média.
i

'ti
ti
(.
11
z_'
,._i



6.3.5 Sapatas e vigas de fundação
`¿~
i
il
A .,

šr
a) A mediçao será realizada em m3.
_ fi_

i
\ b) No caso de sapatas isoladas com formas geométricas complexas a medição ê

f efectuada por decomposição em figuras geométricas simples. Para sapatas contínuas
ou vigas de fundação, o volume será obtido multiplicando a área da secção transversal
z

r
de cada troço pelo respectivo comprimento. Os comprimentos dos troços das sapatas
serão determinados segundo figuras geométricas simples.

c)'Para sapatas contínuas, cuja secção pode ser decomposta num rectângulo e
num trapézio, serão de desprezar as diferenças de volume resultantes da aplicação do
método indicado na alínea anterior relativamente ao seu valor real.

d) No caso da secção transversal das sapatas contínuas ser variável, a medição


i
l
1. poderá ser realizada a partir da secção transversal média, tal como se exemplifica na
figura4.
ea.z-z z
t

E
t
i

i
r
l

Curso sobre Regras de Medição na Construção 65


š
1 Paredes entre a fundação e primeiro piso

Sendo h (altura imediatamente acima das


fundações) a distância entre as faces superiores
das sapatas e o nivel do troço do 19 pavimento.

Refira-se ainda que, se adoptar o nivel do tosco do 1 pavimento como limite entre infraestrutura e
superestrutura, a medição das paredes de betão abaixo deste nivel deve ficar incluida na rubrica de
infraestruturas.

2 n
Sapatas isoladas (quadradas)
O volume total da sapata é:

v = v, + vz (m3)
em que:

v1=i›,2 ×h1 (m3) 2


_h 1
h 1
vz =(A, +A2 + (A, +A2)13

sendo A1=bf e A2=bš (mz) 'C `

Esta fórmula dá-nos exactamente o volume


do tronco de pirâmide de bases paralelas, ao é_l_
contrário da fórmula mais empregada:
ii _ ii
v __(A, +A2)-2_-1
que origina erros tanto maiores quanto maior for a
diferença de áreas A1 e Az

if'

3 Quando as plantas do projecto indicam as medidas entre eixos, a aplicação desta regra pode
facilitar o cálculo da medição.

66 Curso sobre Regras de Medição na Construção


Como exem P lo, tem-se a determina Ç ão do B ' |x _ C Q

volume das sapatas nos troços AB, BC 6 CD ¬ '_"'“


'_'
za; ,j ; 2;/,,, '
- 'X f'>
v = (‹z,+¢z+¢3) × b × h (ms) ° š., D _ _. O
.

1 U' I A oo RTE X-K


Betão de protecção

Nos casos em que as cotas não forem assim representadas, poder-se-á proceder como se indica na
figura (ver para mais pormenor o capitulo respeitante a Alvenarías), isto é, para que se torne possível fazer
a revisão das medições, deverão indicar-se sempre se as cotas são exteriores (abreviadamente c. ext.), o
que significa que têm como limite faces exteriores da alvenaria.

- PAREDES EXTEFUORES g f h
-iai j
Parede 1-A = b '
Parede 1-B = C (¢_ jnt_) tt! ._

Parede 1-C = d

Í; Ç Q Da
'cs T O
- PAREDES INTERIORES ¡

Parede 1-2 = g (c. int.) Ầ...


. r ^_ _ , É B 0
Parede 1-3 = e (c. int.) __,__ _
rt: . fi -f E I;:._:f. rc
-'r“-
Parede 2-3 -- f + h (c. ext.) a b j a | i"'í___`F
A

4 Refira-se que esta regra só é aplicável quando, com a simplificação das operações, se obtiverem
resultados muito aproximados dos valores correctos.

Como exemplo, na planta de fundações indicada na A


figura, o troço AB é de secção variável, pelo que o seu E
volume será o produto do comprimento c1 (medido entre '
eixos), pela área da secção média (representada pelo corte 'X
X-X) que neste caso é a secção a meia distância de AA e B: um
“-
C

V = c >< b × h (m3) Secção transversal ` ,


1 média do troço A-B CORTE X9*

Na medição do troço ED esta regra não pode ser D


"
aplicada.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 67


6.4 Cofragens de protecção de fundações, massame, sapatas,
vigas de fundação, muros de suporte e paredes.

a) A medição será realizada em mz

b) As medidas para a determinação das medições são obtidas das superfícies


moldadas, considerando como limites dos elementos os indicados nos subcapitulos
anteriores.

68 Curso sobre Regras de Medição na Construção


7. BETAO, COFRAGEM E ARMADURAS EM ELEMENTOS


PRIMÁRIOS

7.1 Regras Gerais

a) As medições dos trabalhos de betão, betão armado e betão armado


pré-esforçado serão realizadas de modo a ficarem individualizados, em subcapitulos
próprios, os trabalhos de betão, cofragens, armaduras e elementos pré-fabricados em
betaoi.

b) As medições serão, em regra, ordenadas na rubrica relativa á parte global da


obra designada por superstruturaz.

c) As medições serão discriminadas por elementos de construçãos.

d) As medições deverão indicar as referências de identificação mencionadas no


projecto para cada elemento de construção, como já foi referido na alinea anterior, de
forma a assegurar a coordenação das peças escritas e desenhadas e a permitir a sua
venficação.

1 A discriminação das medições de cofragens e armaduras em rubricas diferentes das do betão é


essencial, na medida em que permite:
- A determinação mais precisa das quantidades de materiais (madeira de cofragem, prumos
de madeira ou metálicos, varões de aço para armaduras, cimento, inertes, etc.) a utilizar na
execução da obra.
- A obtenção mais correcta de orçamentos, pois a incidência relativa dos respectivos custos é,
em geral, muito diferenciada nas diversas partes constituintes da superstrutura (pilares,
vigas, lajes, etc).

i 2 Em geral, podem definir-se como trabalhos de superstrutura dum edifício os que são executados
acima do nivel superior do tosco do primeiro pavimento. Ver nota da alínea b) das regras gerais do
capítulo anterior.
3 Em regra, devem ser os definidos nas peças escritas e desenhadas do projecto (pilares, lajes,
vigas, etc.) e devem ser identificados nas medições segundo os mesmo simbolos ou códigos utilizados no
projecto.

,_

Curso sobre Regras de Medição na Construção 69


À

7.2 Betão

7.2. 1 Regras Gerais'

a) Ver também regras gerais do presente capítulo.

b) As medições serão realizadas de modo a ficarem individualizados os trabalhos ti

de betãoz relativos às seguintes rubrica§:


- betão armado;
- betão armado pré-esforçado;
-outros betões, nomeadamente os betões celulares autoclavados, os de
agregados leves, etc.

c) Cada rubrica das medições será decomposta, de preferência, de acordo com as


diferentes características' do betão indicadas no projecto designadamente:
i

- classes de resistência e qualidades;

- classes de exposição6.;

- outras características exigidas pelo projecto, tais como máxima dimensão


dos inertes, consistência, relação água ligante e outras particularidades de
composiçao7;

- condições de colocaçãos.

d) As medidas para cálculo das medições serão obtidas a partir das formas i

geométricas indicadas no projecto. No entanto não serão deduzidos:

-os volumes das armaduras, ordinárias ou de pré- (D ff.O (incluindo as



“OO
bainhas);

- os volumes correspondentes a reentrãncias até 0,15 m de comprimento do


perfil de cada reentrãncia e os volumes correspondentes a chanfros até
0,10 m de comprimento do respectivo perfil sem chanfrog.

- os volumes relativos a aberturas, cavidades ou furações existentes nos


Í.._-.¬«4.-‹we-.&

elementos de construção iguais ou inferiores a 0.10 ma como se exemplifica


na figuram. f

-.z,-.¬»-.z¬1«.
S

70 Curso sobre Regras de Medição na Construção li

l
e) A medição engloba todas as operações relativas àexecução dos trabalhos de
betão, nomeadamente: fornecimento e transporte de materiais, preparação, carga,
transporte, colocação em obra, compactação (vibração) e cura.

f) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser separadas


em rubricas próprias.

1 Nos termos do n° 1 do artigo 1° do Decreto-Lei 330/95 de 14 de Dezembro, a produção, colocação


em obra e verificação da conformidade dos betões de ligantes hidráulicos devem obrigatoriamente satisfazer
as condições estabelecidas na Norma Portuguesa NP ENV 206 "Betão. Comportamento, produção e
critérios de conformidade". Esta pré-norrma europeia que será substituída muito provavelmente em
1998/1999 pela norma definitiva EN 206, revogou o Regulamento de Betões de Ligantes Hidráulicos (RBLH)

i
e o Caderno de Encargos para o Fornecimento e Recepção das Pozolanas, estabelece alterações
significativas nas designações dos betões que o meio técnico nacional tem vindo a utilizar.

i
Na NP ENV 206 a especificação do betão é considerada de uma forma em que são descriminadas as
z
características que podem ser objecto de especificação para duas situações distintas:
9
- Betões de comportamento especificado;
z
- Betões de composição prescrita.
z
Para os de comportamento especificado, quem encomenda indica as caracteristicas de
comportamento pretendidas para o betão, e o produtor responsabiliza-se pela satisfação das características
.r
exigidas, tendo a liberdade de escolher a composição adequada. Os elementos base a especificar são:

i - Classe de resistência;
- Máxima dimensão do inerte;
r
- Classe de exposição;
z
- Classe de consistência.
Para os de composição prescrita, quem encomenda indica a composição que pretende, e o produtor
responsabilizase pelo fabrico da composição mas sem qualquer responsabilidade pelo seu desempenho.
Os elementos base que devem ser indicados são:
- Dosagem de cimento;
- Tipo de cimento e classe de resistência;
- Classe de consistência ou relação Água/Cimento;
- Tipos de inerte;
- Máxima dimensão do inerte e sua granulometria;
- Tipo de dosagem de adjuvantes e adições;
- Origem dos constituintes, usando adjuvantes ou adições.
Embora tendo em consideração que cada rubrica das medições deverá ser decomposta, de
preferência, de acordo com as diferentes características do betão indicadas no projecto, as medições devem
no entanto, sempre que possivel, ter em consideração eventuais prescrições dos cadernos de encargos, pois
podem originar diferentes custos, bem como exigir características técnicas específicas para os elementos de
construção a betonar.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 71


2 Saliente-se ainda que, em geral, este capítulo só se refere a betões de ligantes hidráulicos pois os
betões de betuminosos, em geral, aplicam-se em revestimentos de pavimentos térreos e portanto devem ser
incluidos no respectivo capitulo.

3 Retira-se que, a individualização dos betões em grupos próprios justifica-se, por terem de satisfazer
condições de resistência, de forma e de aspecto e condições de execução que implicam custos diferentes.
Os elementos pre'-fabricados em betão, incluindo os respectivos moldes e armaduras, são medidos segundo
regras próprias.

4 O custo dos betões é estabelecido, geralmente, de acordo com as respectivas composições


(natureza e dosagem dos componentes, em particular os tipos de cimento), meios de fabrico, condições de
aplicação (transporte, colocação, compactação e cura) e classes de exposição dos elementos a betonar,
pelo que interessaria conhecer estes dados ao fazer a medição.
No entanto, os projectos indicam apenas as características finais de resistência mecânica e
durabilidade e não estabelecem a composição dos betões que deve ser estudada no inicio da execução da
obra. A medição do projecto será elaborada de acordo com as características referenciadas no projecto,
mas dado que para as mesmas caracteristicas finais podem corresponder composições diferentes, sempre
que possivel, deverá ter-se em atenção as informações já existentes, e as condições particulares de fabrico,
transporte, colocação, compactação e cura, entre outras.

5 Para os betões de comportamento especificado, o elemento base a especificar é a classe de


resistência. As classes de resistência definidas pela NP ENV 206 dizem respeito a ensaios realizados em
cubos com 15 cm de aresta ou em cilindros de 15 x 30, sendo as designações constituídas pela letra C
seguida da classe de resistência em cilindros de 15x30 e em cubos de 15 cm de aresta (p. ex. C20/25)
A equivalência (em MPa) entre a resistência determinada em cubos de 20 e de 15 cm de aresta é:

l cubo de 2o | cubo de 15 l ciiindm 15 × ao l


I 15 I 15 I 12 I
20 20 16
25 25 20
30 30 25
35 37 30
40 45 35
45 50 40
50 55 45
55 60 50

Para os de composição prescrita, quem encomenda indica a composição que pretende, e o produtor
responsabiliza-se pelo fabrico da composição mas sem qualquer responsabilidade pelo seu desempenho.
Os elementos base que devem ser indicados são:
- Dosagem de cimento, tipo e classe de resistencia;
- Classe de consistência ou relação Água/Cimento;
- Tipos de inerte;
- Máxima dimensão do inerte e sua granulometria;
- Tipo de dosagem de adjuvantes e adições;
- Origem dos constituintes, usando adjuvantes ou adições.

72 Curso sobre Regras de Medição na Construção


Os tipos de cimento, estão caracterizados nas seguintes normas portuguesas:
- NP 2064 - "Cimentos. Definições, composição, especificações e critérios de conformidade",
que foi objecto da Emenda 1 - 1995;
- NP 2065 - "Clmentos. condições de fornecimento e recepção";
- NP 4326 - "Cimentos brancos. Composição, tipos, caracteristicas e verificação da
conformidade".
Na NP 2064 definem-se 4 tipos básicos de cimento portland (I, ll, lll e IV), sendo para cada um
associadas características específicas e preços diferentes, e cujas características e designações são:

L Designação 1 Tipo LClínquer portland Classes de resistência I


(%) i (MP8)
Portland I 95 a 100 32.5 a 42.5; 32.5R a 52.5R
Portland composto ll 65 a 94 32.5 a 42.5; 42.5R a 52.5R
Portland de escoria ll-S 65 a 94 32.5 a 42.5; 42.5R a 52.5R
Port/and de pozolana ll-Z 72 a 94 32.5 a 42.5; 42.5R a 52.5R
Portland de cinzas volantes ll-C 72 a 94 32.5 a 42.5; 42.5R a 52.5R
Port/and de fiier ll-F 80 a 94 32.5 a 42.5; 42.5R a 52.5R
De alto-forno lll 20 a 64 32.5 a 52.5R
Pozolanico lv 2 60 32.5 a 42.5; 42.5R a 52.5R

As classes de resistência são definidas pelo limite inferior da resistência aos 28 dias, e a letra R
quando existir, significa que tem resistências iniciais mais altas aos 2 dias, para igual resistência aos 28
dias.
A designação dos cimentos é constituída pelo tipo e classe de resistência, tendo-se como exemplos
IV 32.5; l 42.5R, ll-C 32.5.
Embora tendo em consideração que cada rubrica das medições deverá ser decomposta, de
preferência, de acordo com as diferentes características do betão indicadas no projecto, as medições devem
no entanto, sempre que possível, ter em consideração eventuais prescrições dos cadernos de encargos, pois
podem originar diferentes custos, bem como exigir características técnicas específicas para os elementos de
construção a betonar.
Quanto áconsistencia, a NP ENV 206 introduziu classes que facilitam a especificação ou encomenda
do betão em função dos métodos de ensaio utilizados para a sua medição. As classes são:
Classes de abaixamento Classes Vêbê
Classe | Abaixamento em mm Classe Vèbê em se undos
I si I io a4o vo _
V
S2 50890 V1 30.321
S3 100a159 V2 20a11
S4 >160 V3 10a5
V4 < 2e
Classes de compactação I Classes de espalhamento
Classe Grau de compactabilidade Classe Diâmetro de espalhamento (mm)
Oo 21,46 F1 S 340
O 1,45a 1,26 F2 350a410
O l\) 1,25a1,11 F3 420a480
i C3 1,10 a 1,04 F4 490 a 600

*Curso sobre Regras de Medição na Construção 73


6 As classes de exposição são estabelecidas na NP ENV 206 em função do tipo de ataque e
respectivas consequências para o betão e respectivas armaduras (carbonatação e cloretos), estabelecendo-
se exigências de valores limite para dosagens mínimas de ligante, máxima razão água/ligante e também
uma classe de resistencia minima. Estas exigências devem ser satisfeitas simultaneamente.
Como exemplo, as classes de exposição relacionadas com a deterioração do betão por corrosão das
armaduras devido a carbonatação, são (E 378 - guia para a utilização dos ligantes hidráulicos):
EC1 - Ambientes secos (raramente húmidos), com HR < 45%, como por exemplo no interior
de edificios ou outras estruturas em ambiente seco;
EC2 - Ambientes húmidos (raramente secos), com HR > 85%, como por exemplo em partes
de estruturas de retenção de água ou em fundações;
EC3 - Ambientes com humidade moderada (raramente húmidos), com 45% < HR < 85%,
como por exemplo no betão protegido das chuvas e não sujeito a condensação.
EC4 - Ambientes com ciclos de molhagem/secagem, como por exemplo betão em contacto
com água (por exemplo da chuva) ou sujeito a condensação.
Como exemplo (ver restantes classes da Especificação LNEC 378), as exigências de composição
são:

Classe de Dosagem mínima de Máxima razão A/C I Classe de resistencia minima I


exposição i ligante (kglma)
EC1 260 0,65 C20/25
EC2 280 0,60
C25/30
EC3 300 0,60
C28/35
EC4 320 0,55
C28/35

7 Nos casos de betões especiais podem também ser consideradas outras caracteristicas de
interesse, como as enunciadas nesta alínea, e outras, como por exemplo: permeabilidade, fluência,
capacidade de absorção, etc.

B incluem a compactação e cura. Refira-se que essas condições, podem originar rubricas
individualizadas nas medições, sempre que se verificar uma diferenciação nítida com os custos correntes
dos betões como por exemplo nos casos seguintes:
- betão em elementos de construção com forma geométrica complexa
- betão em zonas submersas;
- betão em grandes massas.

9 Exemplos de reentrâncias e chanfros:

74 Curso sobre Regras de Medição na Construção


Exemplo de reentrãncia Exemplo de chanfro
.. -.._ _,

.. r ;'.;f(:;_:
z -
t *:=.;,â
-.›. uz 2;» "~z»;{z, 2 _ -
_ z
.

Comprimento do perfil = 8+2x3=14 cm.


..- _ ‹ z s _-_.. _
chanffo de 7 em (72 E 52 + 52 )-

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. _ .i . , ‹*í›z`“:, " ›zâ,:_â«__._‹_.<›_, ,_ \
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~ zsz.‹.l~~z-*xz›,~«, › › . .
fiffí-'š “V ‹ 1 :z<›*.‹:~;f?¿¿,§*f<* '

0.08 j
xy

1° Para que o volume da furação, relativa á colocação duma , ‹».ii,¿ ¿ __:


.. ._
i-.-.'›- ›.¿,~ ¬. '¿‹.~.,›
tubagem no interior do pilar, nao seja deduzido, é necessário que "`-425:!
.
a ' :â T1
o volume correspondente a cada troço do pilar entre faces
.. F
superiores das lajes de andares adjacentes seja inferior a 0.10 m3, .:
isto é:

d2 x 111 3
ff' íí' É 0.10 .m ai. 'à __w'ir,§_.s{~`› Í-A.:
...1È-~. U-VW”.1.'?›'z›¡§I 4” zw \ *-šzz
_)

'f×-:éTàf.zíâ°'=‹-.'f~¬l.f"*'¡:-”‹.'a;‹_›9-: Â.'Â-
az;'
aiH. sz_*rh
._;'.-«gi
v¢› ,.z,,;;_.›.~»«*,='~ n'. »

. ~.í'~í ël
De igual modo, no caso de abertura numa parede não se ,gx ,
fará á dedução do volume correspondente se: ' › ¬¬
io.
if?
".wã‹‹..*:i;‹zr
i‹-z i ‹ «.š› › ~-× fêz.: ».~~. = ter
t- ~. ~ M4. v.ií.›^zj
:,››,~'›;r i«×~f¬¢:w,'›:f:z,*,.`›:' šè~ ,:f«;‹.::=z.
5212;
< 1‹×›,>,f\~*.`.L‹IíiL»*i§“;*`‹`i^‹*f§^:~¿*,›¿;§§,;.,< N~;_,.;.; . ,¿._›^.^/,‹z›.;r~,,‹;¢” <`,§i,~
a × b >< c _ 0.10 m ..«

~J~

~~it"

Curso sobre Regras de Medição na Construção


7.2.2 Paredes

a) A medição será realizada em m3.

b) A determinação das medidas para cálculo das medições obedecerá às regras


seguintes:
- Os comprimentos serão determinados segundo figuras geométricas
simples.
- As alturas serão determinadas entre as faces superiores das lajes ou das
vigas de betão1.
- No caso da secção transversal ser variável, a medição poderá ser realizada
a partir da secçao transversal média.

'W

«a
/'
¬ ›

1 Paredes entre lajes ou vigas


r

._-.az -_ -

i
Como exemplo, sendo h1 a distância entre as -
i
faces superiores das lajes ou das vigas de betão, i

tem-se: if- :‹:

gi
ài

fl F

ifti

( z~›
ll
i

~i
V1=2×(c1+c2)×h1×e (ms)

V2 =h2×c3 ><e (ms).

V =V1 -V2 (ms)

76 Curso sobre Regras de Medição na Construção


7.2.3 Lajes maciças

a) A medição será realizada em m3.

z b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá á regra


seguinte:


i
- o comprimento e a largura serão determinados entre as faces das vigas,

i
lintéis, pilares e paredes entre as quais as lajes se inserem1.
s-
it'
;:

'i

*u
L
»
i
1AS dimensões de superficie das lajes são ,_ _ ,V

v
determinadas entre as faces das vigas principais I I I ãf
l.
e secundárias onde estão inseridas. -i C1 C1 l
*Y
'r
. . , ,
_.
ru,
É x. _
Ê/¡t«` Exemplo:
J.
'ii

,i V=2xc1×czxh¬ (m3)
`s
t‹i
.
i
4
,gs
1
r
š Quando as lajes se apoiam em paredes
i

1 que não são constituídas por betão armado, deve


(1

z considerar-se na medição a parte da laje ilgfi .z


t
encastrada na parede.
J Í:

i
v
z
1+
Na medição das lajes fungiformes serão deduzidas as áreas correspondentes aos capltéis, que são
medidos com as colunas ou pilares.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 77


7.2.4 Escadas

a) A medição será realizada em m3.

b) Nesta rubrica, será incluída a medição de todos os elementos que constituem as


escadas, nomeadamente patins, patamares, lanços de degraus e cortinas das guardas1.

c) Sempre que necessário, os elementos da alínea anterior poderão ser separados


em rubricas próprias.

d) A determinação das medidas e das unidades para o cálculo das medições


obedecerá às mesmas regras dos elementos de construção equivalentes aos das
escadas.

1 No exemplo não se considerou a medição dos patamares, que é incluída na das lajes dos
pavimentos, e mediram-se separadamente os lanços de degraus e o patim.

Como exemplo de cálculo tem-se :

Lanços de degraus: 1 1'

V=2×11×c4× e1+-2%
C E -Ê el :..1 1
U
'

COS Ú 2 _

ou, sendo N o número de degraus:



C X l .

=.. ii 1 xc ›<@¡+N XC xípl
T 112)) L 1 C1 1 C2 1-
COS H 4 4 2

m ¬

Patim: U

V=c3×c2×e3 ,

78 Curso sobre Regras de Medição na Construção


é
»
.‹
,i

4
L

7.2.5 Pilares e montantes


s
a) A mediçao será realizada em m3.
fi
› b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras
1

seguintes:

z
- As alturas serão determinadas entre as faces superiores das lajes ou das
vigas de betão;
tz.
:ãr
_-<..›
zq,
- As alturas, imediatamente acima das fundações, serão as distâncias entre
šõf
¬,..
..tz.
fz?
as faces superiores das sapatas ou vigas de fundação e o nível do tosco do
primeiro pavimento;
- l.
-.“{"`

vz
- No caso da secção transversal ser variável, a medição poderá ser realizada
a partir da secção transversal médiaz.

l
r 1 ... . . . _
1
Sendo h1 a distancia entre as faces superiores das lajes ou das vigas de betao, e h2 a altura
z
imediatamente acima da fundação (distância entre as faces superiores das sapatas e o nlvel do tosco do 19
l- pavimento), tem-se:

251
HT, Até ao nivel do 19 pavimento: *_`
'l

r v=z><b×h2 (m3) '= _


i

1 1 .
1 ....í_ - .
- .
¬ Wiz ›~'»:« *« i ' ' zifzuâ
s-,~‹;«5s«2 .- '»¢¢‹.ff'››.'×
x
Do 19 pavimento ao 29 pavimento: A V»

3 2 5 fl
v=a×i;›×h1 (nz) ¡a|

,, ^ ^1`f~`íz'r

Refira-se ainda que se adoptar como limite entre infraestrutura e superestrutura o nível do tosco do
19 pavimento, a medição dos troços dos pilares abaixo deste nível deve ficar incluída na rubrica de
infraestruras.

ZA medição de pilares de secção variável só pode ser realizada a partir da secção transversal média,
quando o valor assim obtido for muito aproximado do correcto.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 79


**-*-'_ ÍLaje
~ _ Viga
Secção transversal média, secçao do pilar a meia
distância entre os seus extremos:

V =a × b × h (ms) X

Corte X-X

Como exemplo em que esta regra não é aplicável, considera-se o caso de um pilar com capitel numa
laje fungiforme:

v=v1+v2+v3 3
(nz) E .

sendo: É

V1 =A¡ xhl

d d1
A1=”% e A2 =T- 1%

1°»
V
vz _ š(Al + A2 + ,/A1 ×A2 ) ×h2
, Pšfâíâ
_ `=“wz`*"~"

r Corte X-X
V3 = A2 × h `(h1 + hz) 'Yi "
MW

80 Curso sobre Regras de Medição na Construção


7.2.6 Vigas, Iintéis e cintas

a) A medição será realizada em m3.

b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras


seguintes:
- Os comprimentos serão determinados segundo formas geométricas simples,
i

z
x definidas pelas faces dos pilares ou das vigas que interceptam as vigas,
~› lintéis ou cintas1.
.‹

- No caso da secção transversal ser variável, a medição poderá ser realizada


a partir da secção transversal média2.
.I

c) A medição dos volumes incorporados na espessura das lajes será incluída na


f
medição do betão das vigas, Iintéis e cintas.

1
r
I

k
1

l
if 9°
" ~ xr h

,zyfšzi _':^«^_~,- 1,z:_¬,‹=^¡°,fí,*,
z réfši ¿:'\`~ Ê:
*`i,‹'2[\n`›`° _, _ _ _. r lá-

fz ¿š;_'.¿›×.`z\; ¿,¿f¿¿:

i šgzfl z ,¬_z,e ví ;\/zgš

3;? 'is
{l. l¢¿,»¬ sf, «,¬^E':×,¢”
r
if -“' H ,,
C ,¬f›~¿‹››ê, b ¡, '__

,z

b

,›,

c (comprimento), é a distância entre as h (altura), é a distância entre o plano inferior da

l faces dos pilares ou das vigas que interceptam


as vigas.
viga e o seu plano superior (incluindo a espessura da
laje).

b (largura), é a medida indicada no Para ambos os casos tem-se que:


projecto.
V=‹:×b><h (m3)
i
l

Saliente-se ainda que se a viga é apoiada em paredes ou pilares constituídos por materiais diferentes
i do betão, a parte encastrada sera medida pelo seu valor efectivo.

2 Saliente-se que, como já foi anteriormente referido para os pilares, esta regra só é aplicável nos
l

casos em que os valores assim calculados sejam equivalentes aos correctos.


r

l
i

Curso sobre Regras de Medição na Construção 81


No exemplo, é mais correcto fazer a medição segundo
as formas geométricas do projecto, tendo-se assim: «fr '

v=‹z×1›×h, +z,×i›×(h2-nl) ,
«zur
,ru
. _- M.-.

i O

82 Curso sobre Regras de Medição na Construção


7.2. 7 Esclarecimentos

1 - Os elementos de construção para os quais se definem as regras de


medição constituem os mais representativos na construção de edifícios.

2 - Para outros elementos, as regras de medição aplicáveis são, em geral,


idênticas às que foram mencionadas.

3 - Sempre que não seja exequível esta aplicação, poderão ser definidas
regras específicas para outros elementos de construçao.

4 - No caso da alínea anterior, as medições deverão discriminar as regras


que forem adoptadas, de forma a evitar ambiguidades na determinação
das medidas e no cálculo das medições e a permitir a sua verificação.

A¬,›íiI|\_

l
i
i

i
Curso sobre Regras de Medição na Construção 83
7.3 Cofragens

7.3.1 Regras gerais'

a) Ver também regras gerais do presente capítulo.

b) As medições serão realizadas de modo a ficarem individualizadas, em rubricas


próprias, os trabalhos relativos a cada espécie de cofragens nomeadamente os
seguintes:
- cofragens correntesz.
- cofragens especiais - (por exemplo, cofragens para betão com superfícies
vistas, cofragens com formas complexas, moldes em juntas de dilatação e
outros)3.

c) Cada rubrica de medição será decomposta, de preferência, de acordo com as


características das cofragens, nomeadamente:
- natureza dos materiais4 (madeira, metálicos ou outros);
- condiçoes particulares de execuçaos.

d) As cofragens perdidas deverão ser medidas em rubricas próprias.

e) As medidas para determinação das medições serão obtidas a partir das formas
geométricas das superfícies de moldagem indicadas no projecto. Nas lajes e vigas com
inclinação superior a 15° deverá também considerar-se a moldagem das superfícies
superiores.

f) As deduções relativas a aberturasô a executar nos moldes, só serão


consideradas quando a sua área for superior a 0,56 m2 como, por exemplo, nos casos
seguintes
- aberturas existentes nos elementos de construção;
- atravessamentos de tubos, cabos ou condutas;
- intersecções de vigas com paredes, e de vigas secundárias com vigas
principais.

g) A medição engloba todas as operações relativas ã execução dos trabalhos de


cofragens nomeadamente fornecimento e transporte de materiais, fabrico, montagem,
desmontagem, carga, transporte, descarga, reparações e limpezas7

h) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser separadas


em rubricas próprias.

84 Curso sobre Regras de Medição na Construção


i) Os elementos de construçãoa a considerar, serão os mesmos que forem
indicados nas medições de betão. As medições correspondentes a cada tipo de
elemento serão feitas separadamente, em rubricas próprias.

j) A medição dos escoramentos e cofragens para a execução das lajes aligeiradas


será incluída na medição destes elementos como será descrito nessa rubricag (alíneas e)
e f) de elementos prefabricadas de betão).

10 termo cofragem usa-se, em linguagem vulgar, para designar os moldes (dispositivos destinados a
conter e dar forma às massas de betão e às estruturas de suporte dos moldes (escoramentos, cavaletes,etc).
Quando estas estruturas se destinam a suportar elementos de grande vão, construídos a grande altura do
solo, são denominadas cimbres.

2 As que são executadas em madeira de pinho, sem exigências especiais de acabamento das
superfícies moldadas, aplicadas em elementos com superfícies planas, de desenvolvimento rectilíneo. Em
edifícios, pode considerar-se que a altura corrente dos escoramentos não ultrapassa 4 metros.

3 A discriminação das cofragens especiais tem de ser fundamentada nas condições de execução
previstas no projecto mas, a título meramente indicativo, podem indicar-se as condições seguintes:
- exigências especiais de acabamento das superfícies moldadas como por exemplo, os moldes
para superfícies de betão aparente ou para superfícies a revestir com acabamentos de
pequena espessura;
- moldagem de superfícies não planas, como por exemplo, superfícies curvas, superfícies com
recortes, reentrâncias, molduras, etc.;
- escoramentos com altura superior a 4 metros ou com pés direitos pouco correntes, como,
por exemplo, pórticos de naves industriais, arcos, etc.;
- condições especiais de desmoldagem que exijam disposições especiais de segurança ou a
inutilização dos moldes.

Salienta-se que, cadernos de encargos-tipo elaborados no LNEC [4], consideram três classes de
acabamento designadas por A1, A2 e A3, para as superfícies desmoldadas de betão:
Classe A1: Superfícies em contacto com o terreno ou com maciços de betão. Elementos de
fundação, moldados em obra.
C/asse A2: Superfícies que se destinam a revestimentos com argamassa ou que, não tendo
qualquer revestimento, ficarão permanentemente ocultas.
C/asse A3: Superfícies de betão aparente ou com revestimentos muito delgados.

4 As rubricas das medições devem fazer referência às características dos moldes e à natureza dos
materiais previstos no projecto. Se o projecto for omisso (em regra, nestes casos, "compete ao empreiteiro a
elaboração do projecto de moldes e cimbres, incluindo os dispositivos de desmoldagem e de
descimbramento"[4]) quanto a estes elementos, as medições deverão prever para as cofragens as técnicas
mais usuais de execução.

*Curso sobre Regras de Medição na Construção 85


5 Constituem em geral um factor para a individualização das rubricas de medição quando originam
custos diferentes das cofragens, nomeadamente nos casos seguintes:
- número de utilizações das cofragens: a repetição, em elementos de construção iguais,
origina o melhor aproveitamento dos materiais e aumenta o rendimento da mão-de-obra;
- altura dos escoramentos: em edificios, os pés direitos superiores a 3,60 m podem
considerar-se pouco correntes e, por isso, nestas condições, as cofragens têm, em regra,
custos mais elevados.
- as cofragens de superfícies inclinadas, elementos com superfícies curvas, arcos e abóbadas,
devem em geral, ser individualizados em rubricas próprias, pois os custos respectivos são
diferentes das restantes cofragens.
z

5 Esta regra destina-se a facilitar a elaboração da medição, de modo a deduzirem-se apenas as


aberturas ou cortes significativos na continuidade da cofragem. Claro que a execução da abertura na
cofragem representa normalmente um encargo maior pois a área de cofragem que se retira é geralmente z
›\‹ ..
disperdiçada, este encargo deverá portanto ser tomado em conta no preço unitário de cofragem.

7 Refira-se ainda que nestas operações também são incluídos os tratamentos com produtos que
facilitam a desmoldagem e que impedem a aderência do betão ou que melhoram o acabamento das suas
superfícies. É hábito de alguns medidores incluir na medição da cofragem o salpisco de argamassa de
cimento e areia nas superfícies de betão o qual se destina a melhorar a aderência do revestimento de
argamassa. Claro que será de evitar este procedimento nos casos em que este trabalho não for realizado
pelo mesmo empreiteiro que executa as cofragens.

8 Em regra, devem ser os definidos nas peças escritas e desenhadas do projecto (sapatas, pilares,
lajes e vigas etc.) e devem ser identificados nas medições segundo os mesmo simbolos ou códigos
utilizados no projecto.
.v.› i

9 e) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos das lajes aligeiradas,
nomeadamente o fornecimento e transporte de elementos e de materiais, - vigotas prefabricadas, blocos de
cofragem, betão da laje superior (Iajeta), betão das nervuras transversais (tarugos), betão das zonas
maciças, moldes e cimbres - carga e descarga, montagem e colocação em obra, cofragem, escoramento, z i

compactação (vibração) e cura do betão. Saliente-se ainda que as armaduras de compressão serão
medidas segundo regras próprias e incluidas no sub-capitulo relativo a armaduras.
f) Sempre que necessário, as operações da alinea anterior poderão ser medidas separadamente em
rubricas próprias. Neste caso o assentamento do conjunto das vigotas e dos blocos seria medido em mz ,
incluindo a cofragem e o escoramento e o betão da Iajeta e, as zonas maciças, segundo as regras do sub-
capitulo relativo a Lajes maciças.

86 Curso sobre Regras de Medição na Construção


7.3.2 Cofragens de paredes, cortinas e palas, lajes maciças, escadas,
pilares e montantes, vigas, Iintéis e cintas

a) A medição será realizada em mz.

b) As medidas para a determinação das medições são obtidas das superfícies


moldadas, considerando como limites dos elementos os indicados na rubrica betão.

c) Em escadas as cofragens destinadas à moldagem dos degraus serão medidas


em separado.
~‹

r
7.3.3 Juntas de dilatação
\

a) A medição dos moldes (cofragens) perdidos necessários à execução das juntas

¬
1 de dilatação será realizada em m, indicando a natureza do material e a sua espessura.
à
1
al b) As soluções especiais de ligação ou encaixe obtidas por cofragem serão
H
Í

r
medidas em m.
á
c) A medição dos vedantes ou empanques e das juntasl metálicas de vedação ou
refechamento dejuntas, regra geral, será realizada em m.
.I

I
tz

1 Saliente-se que, os casos especiais de vedação de juntas em coberturas serão considerados no


capítulo Revestimentos de Coberturas inclinadas, ou no capitulo Isolamentos e impermeabilizações, para o
i
׋
1
r caso de terraços.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 37



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7.4 Armaduras x
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i

7.4. 1 Regras gerais


â

a) Ver também regras gerais do presente capítulo.

b) As medições das armaduras serão realizadas de modo a ficarem


individualizadas em rubricas próprias1, os trabalhos relativos aos diferentes tipos de
açosz utilizados em armaduras, nomeadamente em:
-varões;
t 1

- redes electrossoldadas; r',


› \
Er
- perfilados; F
J
ó
- armaduras para pré-esforço.

c) Cada rubrica das medições será decomposta, de preferência, de acordo com as


características gerais das armaduras indicadas no projecto, nomeadamente as de
natureza regulamentar e das condições de aplicação.
/ r

d) As medidas para determinação das medições serão obtidas a partir das formas i

geométricasa indicadas no projecto. Refira-se que esta regra destina-se a facilitar o ‹

cálculo das medições e está de acordo com o critério adoptado já em casos


semelhantes.

e) As percentagens para quebras, para desperdícios ou para sobreposições,


quando estas não estiverem assinaladas no projecto, serão previstas nas composições
dos custos, como foi justificado na nota da alínea anterior.

f) A medição engloba todas as operações4 relativas à execução dos trabalhos de


armaduras, nomeadamente fornecimento e transporte de aços, dobragens, armações,
ligações, emendas, carga, transporte, descarga e colocação em obra.

g) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser separadas


em rubricas própriass

h) Os elementos de construção a considerar em cada projecto, nas medições de


armaduras, serão os mesmos que foram indicados nas medições de betão.

88 Curso sobre Regras de Medição na Construção


«

1 A individualização das rubricas das medições de acordo com os diferentes aços utilizados tem as
2 vantagens seguintes:
`4 - possibilita o cálculo dos custos dos diferentes aços;
z
-facilita a encomenda e aquisição dos diferentes aços durante a execução da obra.
»

11
â
1 f A ordenação das medições de armaduras deve ser, sempre que possível, semelhante a adoptada na
1
medição do betão e das cofragens e, por esta razão, as rubricas respectivas devem ser agrupadas de
1 2
i
r acordo com os conjuntos seguintes:
¬ ›.\';
.Íj~›ctv~_1.
. - partes globais da obra:
'c‹í;;¿^: ~ - trabalhos de infraestrutura;
zl;j.'z
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:.¬-.r.,
*D 1. -trabalhos de superstrutura;
-z~'Elf'.àf.
- diferentes tipos de trabalho:
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='.›-
.ru - betão armado;
f
.
,i - betão pré-esforçado;
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E
.
- outros betões;
«x
- elementos de construção.
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r 1-V
Considera-se outros betões, quando são utilizadas redes de aço ou de outros materiais (por exemplo,
.
.às redes de arame zincado) como armaduras de revestimentos, a sua medição será incluida nas rubricas de
:3'r~.lf«*
ii-Íz
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medição destes revestimentos.
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¬¡'.:í"~
.Í'i°¿ ' 2 Os tipos de armaduras utilizadas para os diferentes tipos de betão (betão armado, betão pré-
251
,¡2_ »í`
ff í¡ .
esforçado e betão armado pré-esforçado) estão caracterizados nos artigos 21 a 29 do Regulamento de
;¿z . Estruturas de Betão Armado e Pré-esforçado (REBAP) [5], sendo neles salientado pormenorizadamente a
`Íl *Í caracterização dos diferentes tipos de aço de armaduras ordinárias e de pré-esforço, nomeadamente, as
Í.
características mecânicas, geométricas, de fabrico, a aptidão aos diferentes tipos de soldadura, etc.

zz
iJ.
3 O medidor, tanto quanto possivel, deve limitar-se a fazer a medição com base nas informações
ti'
\
indicadas no projecto, de modo a reduzirem-se as possiveis interpretações diferentes de empreiteiro para
empreiteiro, pois estão sujeitas às técnicas construtivas adoptadas por cada um. Deste modo deverá medir
7

›i
apenas as quantidades de armaduras indicadas no projecto, isto é, as quebras e as sobreposições (quando
w não indicadas nos desenhos) serão tidas em conta no cálculo dos preços compostos, sob a forma de
percentagens.

4 As operações indicadas são, em regra, as mais correntes, mas quando o projecto preveja a
realização de outros trabalhos, estes devem ser incluidos nos preços unitários como por exemplo, os casos
seguintes:
- dispositivos metálicos de amarração ou solidarização dos elementos de betão;
- espaçadores e conjuntos especiais a utilizar na montagem das armaduras.

5 Esta separação será, em regra, recomendável quando o projecto indicar, para algumas das
operações, condições de execução que introduzam alterações importantes nos processos correntes de
construção.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 39


7.4.2 Aço em varao'

a) A medição será realizada em kg;

b) A determinação das medidas para o cálculo das mediçoes obedecerá as regras


seguintes:
- Os comprimentos serão determinados em m e convertidos em kg, de
acordo com a massa nominal dos varões.
- Os comprimentos serão medidos tendo em consideração os levantamentos,
os ganchos de amarração e as sobreposições, quando estas estiverem
assinaladas no projecto.
- As emendas de varões, por soldadura eléctrica ou por ligações roscadas,
serão medidas àunídade (un).
\ I rw.. 1

c) A medição de cada diâmetro nominal será individualizada em rubrica própriaz. .t

J ‹ ›»_»

1 Neste subcapitulo além dos varões simples, consideram-se incluídos os conjuntos pré-fabricados
de varões e outros tipos de varões de secção não circular. Regra geral estas armaduras são designadas por
armaduras ordinárias e como foi referido nas regras gerais devem ser caracterizadas quanto ai
1 - Características mecanicas,
A
de aderencia
»
e processo de fabrico; ,

i
2 - Características geométricas; -ä

3 - Soldabilidade do aço;
4 - condições de aplicação.
Quanto àscaracterísticas mecânicas, é a tensão de cedência para os aços cujo processo de fabrico é
laminado a quente (símbolo N) e, tensão limite convencional de proporcionalidade a 0.2% para os aços
endurecidos a frio (símbolo E) (por torção, tracção, trefilagem, ou laminagem a frio).
As características de aderência são função da configuração da superfície, isto é, lisa (simbolo L) ou
rugosa (símbolo R) (nen/urada ou deformada).
As características geométricas das armaduras ordinárias do tipo corrente, são formadas por varões
redondos simples ou constituindo redes elecrosoldadas. As dimensões dos varões A235 NL (diâmetros e
massas nominais dos varões) são especificadas na NP-332. Os diâmetros e massas nominais das restantes
armaduras e das que não sejam classificadas como de tipo corrente são, em geral, estabelecidos nos
respectivos documentos de classificação ou homologação.
Segundo o REBAP estão caracterizadas as seguintes designações para armaduras correntes:
- A235 NL; A235 NR;
- A400NR; A400 ER; A400 EL;
- A500 NR; ASOOER;
- A500 EL só sob a forma de redes electrossoldadas.

90 Curso sobre Regras de Medição na Construção


z
Salienta-se ainda que o emprego de armaduras ordinárias, com excepção das de aço A235NL,
~.
necessitam de prévia classificação ou homologação efectuada pelo LNEC e que devem ainda possuir
marcas indeléveis que permitam a sua facil identificação em obra, sendo assim muito importante a
caracterização descrita.
Quanto âsoldabilidade do aço, salienta-se que regra geral, todos os aços devem ser soldáveis pelo
processo de soldadura eléctrica topo a topo, com projecção de particulas. Porém, para a soldadura pelo
x
ir processo de arco eléctrico com metal de adição, que é o processo mais utilizado para soldar varões em
rt

_ › obra, a aptidão dos diferentes tipos de aço é mais diferenciada, com relevância quando o teor de carbono é
r
lr
mais elevado.
,_ .
z›.,, r;
lfl --
Salienta-se ainda que o aquecimento inerente ao processo pode comprometer a aptidão dos aços
endurecidos para a soldadura e, quando necessária a aptidão dos aços aos diferentes tipos de soldadura,
›i.

zit
essa aptidão deve ser referida, pois exige a verificação com base em ensaios específicos.
,›
Quanto às condições de aplicação, só são em geral de recomendar quando se tratar de armaduras
tz ~ i
mt
Tetê
especiais e em quantidades que influenciem os custos dos elementos em que são aplicados.
ii
rš.
- i

2 A individualização da medição de cada diâmetro justifica-se não só por facilitar a encomenda dos
ali;
1:;.ju varões como também, por a mão-de-obra por quilograma variar com o diâmetro.
z
Ç

r

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Curso sobre Regras de Medição na Construção 91


7.4.3 Redes electrossoldadas

a) A medição será realizada em kg.

b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras


seguintes:
- As áreas serão determinadas em mz e convertidas em kg, de acordo com a
massa nominal das redes.
- As deduções relativas a aberturas existentes nas redes electrossoldadas só
serão consideradas quando a sua área for superior a 0,50 m2.
- As áreas serão medidas tendo em consideração os levantamentos, ligações
de amarração e as sobreposições quando estas estiverem assinaladas no
projecto.

c) A medição de cada tipo de rede será individualizada em rubrica própria1.

1 As características de cada tipo de rede são as indicadas no respectivo documento de classificação


ou homologação (dimensões das malhas, classe e tipo de varões que as constituem). -

92 Curso sobre Regras de Medição na Construção


7.4.4 Perfis metálicos

a) A medição será realizada em kg.

b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras


seguintes:
- Os comprimentos serão determinados em m e convertidos em kg, de
acordo com a massa nominal dos perfis.
- As ligações entre perfis, por soldadura eléctrica, parafusos ou por rebites,
poderão, sempre que necessário, ser medidas àunidade(un).
ft

›. c) A medição de cada secção nominal será individualizada em rubrica própria1.
›S
Ã,
fi .

vi

1 A designação e as características dos perfis são as indicadas nas Normas Portuguesas (ver o
v capitulo Estruturas metálicas), nos documentos de homologação ou, na sua falta, nas designações
7
X adoptadas pelos fabricantes.


f

r
T

IL;“21.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 93


7.4.5 Armaduras de pré-esforço'

a) A medição indicará, sempre que possivel, a força mínima de pré-esforço útil,


expressa em kN, que é necessária instalar.

b) A medição das armaduras de pré-esforço deverão ser realizadas em kN.m


correspondentes ao produto do valor de pré-esforço útil final mínimo instalado e definido
no projecto, pelo comprimento real do cabo entre ancoragens.

c) No caso das armaduras e o respectivo sistema de pré-esforço estarem indicadas


no projecto, a medição poderá ser realizada em kg, sendo determinada pelo valor
nominal normalizado das armaduras referenciadas e pelo comprimento real do cabo
entre ancoragens.

d) As bainhas deverão ser medidas em m com o comprimento real do cabo entre


ancoragens, e estas serao medidas à unidade(un).
\ i

e) A medição engloba todos os trabalhos relativos á execução das armaduras de


pré-esforço, nomeadamente fornecimento e transporte de todos os materiais,
preparação, montagem e todas as operações de pré-esforço, incluindo a calda de
injecção. ~

f) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser separadas


em rubricas próprias.

g) A medição das armaduras nas zonas de amarração das armaduras de


pré-esforço é feita segundo as regras definidas no sub-capítulo Aço em varão.

7.4.6 Esclarecimento

1 - Os tipos de aço indicados - varões, redes electrossoldadas e perfilados - são as


mais representativas na construçao de edifícios.

2 - Para outros tipos de aços, as regras de medição aplicáveis serão, em geral,


idênticas às que foram mencionadas.

3 - Sempre que não seja exequível esta aplicação, poderão ser definidas regras
específicas para outros tipos de aços.

94 Curso sobre Regras de Medição na Construção


t

4 No caso da alínea anterior, as mediçoes deverao discriminar as regras que


.N
forem adoptadas, de forma a evitar ambiguidades na determinação das medidas e no
cálculo das medições e a permitir a sua verificação.

5 - Os elementos de construção a considerar no ordenamento das medições das


lã' armaduras serão os mesmos que, para cada projecto, foram discriminados nas medições
.I
de betão.

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1 Os aços para as armaduras de pré-esforço (REBAP, Art. 26.1 - “As armaduras de pré-esforço
,,
devem ser caracterizadas pelo seu processo de fabrico, pela sua constituição e pelas suas propriedades
mecânicas e de aderência"), são também correntemente designados por aços de alta resistência. Estes aços
iq, são consideravelmente diferentes dos aços para armaduras ordinárias, pois têm teores de carbono que
podem variar de 0.7 a 1.0 %, bem como podem conter outros elementos constituintes nomeadamente o
molibdénio, titânio, crómio, silício, magnésio, níquel, etc, cujas funções são de aumentarem a dureza,
temperabilidade e de reduzirem a influência de elementos nocivos, nomeadamente do enxofre e fósforo
resultantes do coque e dos minérios de ferro.
` Podem ainda ser constituídas por diferentes secções e formas, nomeadamente fios, varões, cordões
e cabos apresentando-se assim com uma grande variedade de tipos e características que influenciam de
forma relevante os sistemas de aplicação das forças, bainhas, amarrações, etc., exigindo assim veriflcações
apropriadas. Do REBAP, salientam-se as propriedades de relaxação e fadiga, artigo 28 (relaxação) e
comentário ao artigo 26 (fadiga), bem como às relações tensões-extensões de cálculo (artigo 29), que não
podem ser definidas como o foram para as armaduras ordinárias.

l
i

l
Curso sobre Regras de Medição na Construção 95
l

l
l

7.5 Elementos prefabricados de betão1

7.5. 1 Regras gerais

a) Ver também regras gerais do presente capítulo.

b) As medições de elementos de construção prefabricados em betão serão


realizados de modo a ficarem individualizados os elementos com as mesmas i
características tipológicasz.

e) Cada rubrica de medições será decomposta de acordo com as características


seguintes:
- natureza e qualidade dos materiais constituintes, nomeadamente as do
betão e das armaduras segundo as características indicadas
respectivamente nas regras gerais do subcapitulo Betão e nas regras gerais
do subcapitulo Armaduras.
-tipo de acabamento das superfícies dos elementos;
sistemas de ligaçao ou de articulaçao entre os vários elementos.

d) As medições deverão indicar as referências de identificação mencionadas no


projecto para cada elemento de construção prefabricado, de forma a assegurar a
coordenação das peças desenhadas e escritas e a permitir a sua verificação.

e) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de


elementos de construçao prefabricados em betao, nomeadamente fabrico, carga,
transporte, descarga, montagem e colocação em obra.

f) Sempre que necessário, as operaçõe ‹r› cz. m QL E? ea anterior poderão ser separadas
i
em rubricas próprias.

1 Este subcapitulo refere-se aos elementos prefabricados em fábrica e aos premoldados no estaleiro.
No entanto, entre os prefabricados, estas regras só consideram os elementos mais divulgados entre nós e
de possivel utilização pelos sistemas tradicionais de construção, já que as regras de medição dos elementos
dos sistemas mais fechados, ainda pouco divulgados no nosso Pais serão estabelecidos pelos produtores.
2 _ . .
Elementos com as mesmas funçoes (madres, por exemplo), executados com materiais e
dimensões idênticas.

96 Curso sobre Regras de Medição na Construção


7.5.2 Guias de lancis, degraus, madres, fileiras, frechais e elementos
semelhantes, peitoris, soleiras, ombreiras, vergas e lâminas

a) A medição será realizada em m.

b) As medidas serão determinadas de acordo com a maior dimensão das


superfícies indicadas no projecto. No caso de não haver pormenorização das soleiras e
peitoris, deverão ser consideradas as dimensões entre as faces dos vãos.

c) As medições indicarão a secção dos elementos.

d) A medição dos elementos com a mesma secção será individualizada em rubrica


própria.

7.5.3 Escadas e asnas


lr

l a) A medição será realizada em un.

b) As medições indicarão a medida do comprimento do vão da asna ou do


desenvolvimento da escada e as suas características tipológicas.

c) A medição dos elementos do mesmo tipo e com comprimento igual será


individualizada em rubrica própria.

i 7.5.4 Varas e ripas

i a) A medição das ripas será realizada em mz, indicando o respectivo afastamento.


As varas serão medidas em m.

i b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras


seguintes:
l - Os comprimentos e as larguras serão determinados segundo formas
geométricas simples, definidas, sempre que possível, pelos limites de
superfícies com a mesma inclinação.
- Os comprimentos e as larguras serão medidos segundo a superfície
inclinada da cobertura.

c) As medições indicarão as secções dos elementos.

d) A medição dos elementos com a mesma secção será individualizada em rubrica


i própria.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 97


I
7.5.5 Grelhagens

a) A mediçao será realizada em mz.

b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá á regra


seguinte: 1

- O comprimento e a largura serão determinados entre as faces das lajes,


i
vigas e lintéis, pilares e paredes entre as quais estes elementos se inserem. r

c) As medições indicarão a secção dos elementos e as suas características l


tipológicas.

d) A medição de elementos do mesmo tipo e secção igual será individualizada em


rubrica própria.

7. 5.6 Lajes aligeiradas

a) A medição será realizada em mz.

b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá á regra


seguinte:

- Os comprimentos e as larguras serão determinados entre as faces das


vigas, lintéis, pilares e paredes entre os quais as lajes se inserem.

c) As medições indicarão a espessura da laje e as suas características tipológicas.

d) A medição das lajes aligeiradas do mesmo 51'”. 'CS C) e características será


individualizada em rubrica própria.

e) A medição engloba todas as operações1 relativas à execução dos trabalhos das


lajes aligeiradas.

f) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser medidas


separadamente em rubricas próprias. Neste caso o assentamento do conjunto das
vigotas e dos blocos seria medido em mz, incluindo a cofragem e o escoramento e o
betão da Iajeta e, as zonas maciças, segundo as regras do subcapitulo relativo a Lajes
maciças.

98 Curso sobre Regras de Medição na Construção

-
1 Nomeadamente fornecimento e transporte de elementos e de materiais, - vigotas prefabricadas,
blocos de cofragem, betão da laje superior (Iajeta), betão das nervuras transversais (tarugos), betão das
zonas maciças, moldes e cimbres - carga e descarga, montagem e colocação em obra, cofragem,
escoramento, compactação (vibração) e cura do betão. Saliente-se ainda que as armaduras de compressão
serão medidas segundo regras próprias e incluídas no subcapitulo relativo a Armaduras.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 99


i

7.5.7 Esclarecimentos

1 - A grande diversidade de elementos de construção prefabricados em betão e a


sua constante evolução, tornam impraticável o estabelecimento de regras de medição
que sejam aplicáveis, de forma explicita e unívoca, em todas as circunstâncias.

2 - Por isso, as regras definidas destinam-se apenas a constituir exemplos de


l
i
aplicação a alguns elementos de construção utilizados com maior frequência.

3 - Para outros elementos de construção prefabricados, é necessário, para cada


caso, estabelecer as regras de medição correspondentes, tanto quanto possível, de
acordo com as regras prescritas para o betão e para os outros elementos pré-fabricados
em betao.

4 - No caso da alinea anterior, as medições deverão discriminar as regras que


forem adoptadas, de forma a evitar ambiguidades na determinação das medidas e no
cálculo das medições e a permitir a sua verificação.

100 Curso sobre Regras de Medição na Construção

Li
8. ESTRUTURAS METÁLICAS

8.1 Regras gerais1

a) As medições de estruturas metálicas serão, em regra, agrupadas em rubricas


relativas às partes globais da obra, nomeadamente as seguintes:
- estruturas;
- pavimentos;
- escadas;
- estrutura da cobertura.

b) As medições serão individualizadas em rubricas próprias, de acordo com as


características dos trabalhos, principalmente as seguintes:
- natureza do metal ou das ligas ou dos seus elementos principaisz;
- secções nominais e forma dos elementos constituintes3;
-tipo de ligação das peças4;
- tipo de protecção e acabamento;
- condições de execução.

c) A mediçao engloba todas as operaçoes relativas à execuçao dos traba hos,


nomeadamente:
-fabrico em oficina ou estaleiro, dos elementos que irão constituir a estrutura;
- decapagem e aplicação sobre estes elementos duma camada de protecção,
sempre que as especificações do projecto exigirem a execução destes
trabalhos antes do respectivo fornecimento, cujas medidas serão
determinadas pelas regras definidas no capítulo Pinturas;
- fornecimento, carga, transporte e descarga de todos os elementos e
materiais no local da obra;
- montagem e desmontagem de andaimes e cimbres;
_ _ _ _ . |. _
colocaçao, montagem e afinaçao dos elementos estruturais e sua igaçao
definitiva, nomeadamente: rebitagem, aparafusamento ou soldadura.

' d) Sempre que necessário, a medição das operações da alínea anterior poderão
ser separadas em rubricas próprias.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 101

L
e) As medições serão discriminadas por elementos de construção.

f) As medições dos perfis que constituem as estruturas metálicas serão agrupadas


nas rubricas correspondentes 3 seguintes classes, estabelecidas de acordo com a
massa por metro dos pen'is:
Classe A - massa igual ou inferior a 10 kglm;
Classe B - massa superior a 10 kg/m mas igual ou inferior a 20 kg/m;
Classe C - massa superior a 20 kg/m mas igual ou inferior a 50 kglm;
Classe D - massa superior a 50 kg/m mas igual ou inferior a100 kglm;
Classe E - massa superior a 100 kg/m

g) Os perfis curvos ou alveolares devem ser medidos separadamente em rubricas


próprias.

1 Os trabalhos relativos a elementos metálicos não constituintes de estruturas (portas, janelas e


outros elementos em vãos, guardas, revestimentos, mobiliário, etc.) deverão ser incluidos no capitulo
relativo a Serralharias.

ZA NP EN 10020 (Definição e classificação dos aços) efectua a classificação dos aços (com base na
composição química dos elementos presentes), em não-/igados e ligados e define para cada um deles,
classes de qualidade considerando diferentes propriedades ou exigências de utilização.
Assim, são classificados como não-ligados quando nenhum dos elementos presentes no vazamento
atinja os teores limites estabelecidos na NP EN 10020 e são considerados ligados quando é atingido pelo
menos um dos teores limites estabelecidos na Norma citada.
Os aços não-ligados são também classificados em aços de base quando não são prescritas
exigências especiais de fabrico, ou em aços de qualidade não-ligados, quando ê exigida maior pureza,
nomeadamente no que se refere às inclusões não metálicas (por exemplo quando são destinados a
tratamentos térmicos de têmpera e revenido).
Os aços ligados são classificados como aços de qua/idade ligados aos que, embora podendo ser
utilizados em aplicações semelhantes $ dos aços de qualidade não-ligados, possuem no entanto
propriedades específicas que requerem a adição de elementos de liga. Fazem parte desta classe por
exemplo os aços soldáveis de grão fino para construção metálica e aços ligados para carris.
Existe ainda a classe de aços especiais ligados, casos dos aços inoxidáveis e os aços rápidos.

3 Da NP EN 10079 (Definição dos produtos de aço) considera-se relevante salientar os produtos


acabados, e destes, os produtos longos, cujas principais designações são:
- Perfilados pesados cujas secções transversais se assemelham às letras l, H ou U e de
alturas iguais ou superiores a 80 mm com designações de:
- Perfis l, NP-339, 80 x 42 x 3.9 a 160 x 74 x 6.3 (mm)
- Perfis U, NP-338, 80 x 45 x 6.0 a 180 x 70 x 8.0 (mm)
- Laminados correntes (barras) de secção transversal circular, quadrada, rectangular,
hexagonal, etc. incluem-se nesta categoria os perfi/ados ligeiros l, H ou U de altura inferior
a 80 mm, a cantoneira, os perfilados ligeiros T e Z, o varão (secção transversal circular

102 Curso sobre Regras de Medição na Construção

_ .. E
í\.Ji_ i.íx_ .
É igual ou superior a 5 mm) e o vergalhão (secção transversal quadrada de lado igual ou
superior a 6 mm); cujas secções são para cada categoria:
1 - Varão redondo, NP-331, de 6 mm a 80 mm
- Vergalhão em barras quadradas, NP-333, com secções de 10 a 80 mm e barras
U rectangulares , NP-334, com secções de 16x5 a 150x25 mm.
- Cantoneiras de abas iguais, NP~335, de espessuras variáveis e com dimensões de 20
i a 150 mm (salienta-se a ausência das cantoneiras de abas desiguais).
- Barras l , NP-339, (50x30x3.5 e 60x30 x 3.5 (mm)), barras T, NP-337, (25 a 70 mm) e
barras U, NP-338, (30x15x4 a 65x42x5.5 (mm))
| A NP EN 10025 (Produtos laminados a quente em aços de construção não ligados.) classifica os
aços de construção não ligados, e estabelece as condições técnicas de fornecimento, isto é, especifica os
' requisitos para os produtos longos laminados a quente que se destinem a ser utilizados no fabrico de
estruturas soldadas ou rebitadas.
Assim, em função das características qualitativas pretendidas, as designações podem ser
1 constituídas pela referência a:
- Designação da forma e dimensões dos produtos, cujos exemplos são:
' - Perfilados l e U, cujas secções são em forma de l ou U e designados correntemente
por perfis l normal (INP) e perfil U (UNP).
- Perfilado IPE, cujas secções são em forma de l de dimensões referidas na NP-2116.
- Perfilados HE, de secções em forma de H e de dimensões referidas na NP-2117 e que
engloba as séries identificadas pelos símbolos A, B e M, com significados de
aligeirada (A), média ou corrente (B) e reforçada (M), sendo as designações de HEA,
HEB e HEM. Estes perfilados são também correntemente conhecidos por perfis
“Grey” das séries DIE (económico), DIL (aligeirado) e DIR (reforçado).
- Referência àNP EN 10025;
- Símbolo Fe;
- indicação do valor mínimo garantido para a tensão de rotura atracção (N/ mg);
- Designação da qualidade e graus de qualidade quanto ã soldabilidade e aos valores
garantidos da resistência ao choque;
1 - Eventualmente do símbolo do tipo de desoxidação (FU ou FN);
- Eventualmente do simbolo de aptidão a aplicações especiais;
- Eventualmente da letra N, se os produtos são fornecidos no estado N, sendo desnecessário
para os produtos planos das qualidades D1 e DD1.

Quanto ádesignação da qua/idade e graus de qua/idade, salienta-se:


- São especificadas 6 qualidades: 0, B, C, D, DD e 2 em que os produtos das qualidades D e
DD subdividem-se respectivamente em 2 qualidades D1, D2, e DD1, DD2;
- Os aços das qualidades 0, 2 e B são aços de base e os C, D e DD (e correspondentes D1,
D2 e DD1, DD2) são aços de qualidade, sendo as respectivas qualidades distinguidas pela
soldabilidade e pelos valores especificados da resistência ao choque.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 103

r L
7
` i

Quanto ao tipo de desoxidação,. consideram-se os tipos:


- FU - Aço efervescente
- FN - Aço efervescente não autorizado (ou semi-calmado, isto é, não totalmente
desoxigenado, existindo ainda oxigénio suficiente para reagir com o carbono durante a
solidificação, o que provoca um aumento da massa que compensa a contracção de
solidificação)
- FF - Aço totalmente calmado que contém em quantidade suficiente elementos fixadores do
azoto (por exemplo aluminio em percentagem de 0.020). Em caso de utilização de outros
elementos, estes devem ser indicados nos documentos de controlo. ,

Para símbolos de aptidão a aplicações especiais, a norma considera:


- KQ - Aptidão àquinagem a frio
- KP - Aptidão àperfilagem a frio com roletes
- KZ - Aptidão àestiragem a frio

Como exemplo de designação tem-se: Perfil IPE NP EN 10025 Fe 510 C KQ.

4 Segundo o REAE [6], as ligações na construção metálica podem ser executadas de diferentes
modos, nomeadamente por rebites, por parafusos e por soldadura. Estas ligações são operações de
importância fundamental sob 0 ponto de vista de segurança estrutural, com destaque para a de soldadura
que, além das características de soldabilidade do aço, deve ser realizada por soldadores especializados e
tem incidência significativa na elaboração do preço do trabalho a executar.

104 Curso sobre Regras de Medição na Construção

_ ..._.í______.._í___._l-
8.2 Elementos estruturais

a) A medição será realizada em kg1.

b) A medição indicará, além do elemento estrutural, os tipos e dimensões dos


perfisz, tubos, chapas e outros elementos constituintes.

c) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá $ regras


seguintes:

1- No caso dos perfis e tubos, os comprimentos serão determinados em m e


convertidos em kg, de acordo com a massa nominal;

2 - No caso das chapas, a área será determinada em mz e convertida em kg,


de acordo com a massa nominal;

3- Em elementos de outro formato, deverá indicar-se a massa por unidade


(kglun);

4- A avaliação da massa de rebites e parafusos poderá ser feita por


contagem ou em percentagem;

5- Não serão feitas deduções para entalhes e furos. Nos perfis cortados
obliquamente, a medida será a do maior comprimento do perfil.

6- As medidas para a determinação da medição de chapas de superfície


irregular serão obtidas a partir do menor rectângulo circunscrito a essas
superfícies.

1 A massa a considerar na medição será sempre o da secção nominal dos perfis, ou da espessura
nominal das chapas.

2 A designação da forma e dimensões dos produtos, são como exemplo:


- Perfilados I e U, cujas secções são em forma de l ou U e designados correntemente por
perfis I normal (INP) e perfil U (UNP).
- Perfilado lPE, cujas secções são em forma de l de dimensões referidas na NP-2116.
- Perfilados HE, de secções em forma de H e de dimensões referidas na NP-2117 e que
engloba as séries identificadas pelos simbolos A, B e M, com significados de aligeirada (A),
média ou corrente (B) e reforçada (M), sendo as designações de HEA, HEB e HEM. Estes
perfilados são também correntemente conhecidos por perfis “Grey” das séries DIE
(económico), DIL (aligeirado) e DIR (reforçado).

Curso sobre Regras de Medição na Construção 105


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9. ALVENARIAS

l 9.1 Regras gerais

Í a) As medições de aivenarias serão agrupadas nos subcapitulos seguintes:


- aivenarias;
- painéis de blocos

b) As medições serão realizadas de modo a serem individualizadas e descritas em


r rubricas próprias, de acordo com as principais características1 das aivenarias ou dos
painéis, nomeadamente:
I - natureza, forma e dimensões dos materiais constituintesz;
- dimensões das aivenarias ou dos páinéiss;
r
- composição das argamassas;
- acabamentos dos paramentos4;
- condições de execuçãos.

c) As medições de aivenarias serão, em regra, ordenadas em rubricas própriasô


i
relativas É partes globais da obra, nomeadamente as seguintes:
-trabalhos de infraestrutura7;
- trabalhos de superestrutura.

d) As medições serão discriminadas por elementos de construçãos.

e) A medição engloba todas as operações relativas áexecução dos trabalhos de


aivenarias e painéis, nomeadamente: fornecimento e transporte de materiais, fabrico de
ãl'galTl8SS8S, C8l`gaS 8 d€SCal`g8S 6 GXGCUÇEO.

f) Sempre que necessário, as medições das operações da alínea anterior poderão


ser separadas em rubricas próprias.

g) O tratamento dos paramentos ã vista das aivenarias poderá ser medido em


separado pelas regras indicadas no capítulo Revestimentos mas será sempre incluído
neste capítulo de Alvenarias.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 1 107

_
‹'r

i
h) As deduções relativas a aberturas ou cavidades existentes nos elementos de
construção, só serão consideradas quando a sua área for superior a 0,50 m2, por
abertura ou cavidade.

1 Estas características constituem o resumo das condições técnicas de maior interesse para a
determinação de custos e para a execução de cada tipo de alvenaria, as quais devem ser discriminadas nas
peças escritas e desenhadas do projecto, designadamente no caderno de encargos.

2 De entre estas características, convém, em regra, especificar as seguintes:


~ natureza dos tijolos ou blocos: barro vermelho (em regra é dispensável citar a natureza dos
tijolos ou blocos de barro vermelho e da forma de paralelipípedo, por estas características
serem as mais correntes), barro refractário, argamassa de cimento ou betão com a
respectiva dosagem e granulometria de inertes, etc.;
- natureza das rochas ou de outros materiais: basalto, granito, adobe, etc.;
- forma dos tijolos ou blocos: maciços ou furados sendo, neste caso, indicado o número de
furos; forma de paralelipípedo, forma de cubo ou outras quando seja necessário;
- forma irregular ou aparelhada de pedras (neste caso devem ser indicadas as principais
características do aparelho das pedras: aparelho rústico, regular, tosco ou outros);
- dimensões dos materiais: comprimento, largura e altura para forma de paralelipípedo; outras
dimensões definidoras da forma dos materiais como, por exemplo, os limites das larguras,
alturas ou comprimentos das pedras.

3 As dimensões das aivenarias são referidas, geralmente, à sua espessura. Em regra, os projectos
dimensionaram esta espessura nas medidas "de limpo", isto é, consideram a alvenaria como elemento de
construção concluído com os respectivos revestimentos. A fim de se evitarem interpretações dúbias, é
vantajosa a discriminação das dimensões dos materiais que constituem as aivenarias e, imediatamente a 1
seguir, especificar, para cada caso, as medidas "de limpo" das aivenarias.
Outra forma poderá consistir na indicação da espessura "de tosco", descriminando a seguir a medida
"de limpo" indicada no projecto.
As alturas das aivenarias podem também ser indicadas na descrição de cada rubrica quando
constituem um caso particular do projecto: paredes divisórias com a altura das vergas das portas (por
exemplo divisórias de sanitários nas casas de banho), chaminés, muros de vedação e outros casos.

4 Os acabamentos dos paramentos das aivenarias devem ser descriminados em cada rubrica,
designadamente nos aspectos seguintes:
- paramentos sem revestimento ou com o material de alvenaria "à vista": tipo e forma das
juntas, tratamentos particulares das superfícies e seu aspecto final.
- paramentos com revestimento: indicação dos revestimentos em cada um dos paramentos,
nomeadamente nos casos em que esta descriminacão facilite a medição das rubricas de
revestimentos.

Em regra, quando o acabamento de paramentos sem revestimento ou com o material de alvenaria "ã
vista" der origem a um acréscimo importante de encargos durante a execução da alvenaria ou exigir a

108 Curso sobre Regras de Medição na Construção

__; À
utilização de mão-de-obra especializada, ou de outros recursos diferentes dos empregados durante a
construção da alvenaria, a medição do respectivo acabamento poderá ser feita em separado (ver alínea f)
destas “Regras gerais"). Do mesmo modo, os coroamentos das aivenarias devem constituir, em geral, uma
rubrica própria de medição.

5 As condições de execução das aivenarias que possam ter importância especial no custo dos
trabalhos podem originar a constituição de rubricas próprias de medição como, por exemplo, as seguintes:
- aivenarias em chaminés de condutas de fumo ou ventilação;
- aivenarias com funções especiais de resistência;
- aivenarias com funções decorativas;
- aivenarias com funções especiais;
- aivenarias com paramentos curvos ou com outras superfícies não planas.
Os painéis de blocos de tijolo, gesso e outros materiais, com excepção dos painéis de betão, serão
incluídos na rubrica painéis de blocos.

6 Em regra, as medições devem ser individualizadas em grupos de rubricas ordenadas segundo a


sua localização no edifício, como por exemplo:
- aivenarias em infraestrutura: sapatas de fundação, muros de suporte, etc.;
- aivenarias em superestrutura exteriores: (fachadas e empenas do edifício) e interiores;
- aivenarias em trabalhos exteriores ao edifício: vedações, anexos, etc..
Eventualmente, quando tal se justifique pela sua importância, as aivenarias situadas acima da
cobertura também podem constituir um grupo especial de rubricas de medição.

7 Em regra, as infraestruturas em alvenaria compreendem as sapatas e a parte das paredes até à


camada de impermeabilização das fundações ou até ao nível do tosco do primeiro pavimento (Ver neste
capítulo a rubrica Fundaçoes ).

8 Os elementos de construção a considerar são, em geral, os enunciados nas rubricas destas regras.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 109


¬.›\_-j .

9.2 Fundaçoes .

a) A medição será realizada em m3.

b) No caso de sapatas continuas, o volume será obtido multiplicando a área da


secção transversal de cada troço pelo respectivo comprimento. Os comprimentos dos
troços das sapatas serão determinados segundo figuras geométricas simples1.

c) No caso da secção transversal das sapatas contínuas ser variável, a medição


poderá ser realizada a partir da secção transversal médiag.

1 Quando as plantas do projecto indicam as medidas entre eixos, a aplicação destas medidas pode
facilitar o cálculo da medição. No entanto, nos casos em que as cotas em planta não vêm referenciadas aos
eixos, ou quando as medidas são obtidas directamente da obra, é evidente que, em geral, as dimensões
serão determinadas de acordo com os critérios seguintes:
- Comprimentos e larguras: serão as que resultam do parcelamento mais adequado das
secções como, por exemplo, das que tiverem a mesma largura.
- Alturas de sapatas: distância entre a face inferior das fundações e o plano superior das
sapatas de fundação.
- Altura das paredes de fundação: distância entre o plano superior das sapatas e a camada
de impermeabilização ou o nível superior do tosco do primeiro pavimento.
A camada de impermeabilização refere-se á camada horizontal impermeabilizante colocada
entre o ensoleiramento e as paredes em elevação, e que se destina a proteger estas paredes
das infiltrações de humidades provenientes do terreno (ver figuras no subcapitulo seguinte).

2 Esta regra tem por objectivo simplificar o cálculo das medições desde que a sua aplicação não dê
origem a erros relevantes.
Nos casos em que a regra não for aplicável, as medições devem ser calculadas a partir das formas
geométricas indicadas no projecto.

110 Curso sobre Regras de Medição na Construção

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9.3 Muros de suporte, de vedação e cortinas.
Paredes exteriores e interiores

a) A medição será realizada em:


- mz para espessuras inferiores ou iguais a 0,35 m ;
- mz para espessuras superiores a 0,35 m 1.

b) As medições das paredes constituídas por dois ou mais panos de alvenaria


serão realizadas em mz e agrupadas' em rubricas próprias, englobando, cada uma, o
conjunto dos panosz.

c) Em cada rubrica, serão indicadas as características dos panos que constituem a


parede.

d) A medição de muros e paredes que apresentem dificuldades especiais de


execução será separada em rubricas própriasa.

e) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá, em geral,


É regras seguintes:

1-Os comprimentos serão determinados segundo formas geométricas


simples 4.

2- As alturas das paredes de fundação serão a distância entre o plano


superior das sapatas e a camada de impermeabilização ou o nível superior
do tosco do primeiro pavimentos.

3- As alturas, imediatamente acima das paredes de fundação, serão


definidas a partir da camada de impermeabilização ou do nível superior do
tosco do primeiro pavimento.

4- Em construções com estrutura resistente de outro material, as medidas


serão determinadas entre as faces dos elementos resistentes.

f) A medição de molduras e outros elementos (cornijas, pilastras, etc.) de


alvenarias, salientes das paredes, será realizada em m. No entanto, na medição dos
muros ou paredes não deve ser deduzido qualquer volume resultante da medição, em
separado, das saliências relativas àqueles guarnecimentos.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 111

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l
i

1 Esta espessura refere-se a cada pano constituinte da alvenaria, cujas dimensões são referidas,
geralmente, à sua espessura. Em regra, os projectos dimensionaram esta espessura nas medidas "de
limpo", isto é, consideram a alvenaria como elemento de construção concluído com os respectivos
revestimentos. A fim de se evitarem interpretações dúbias, ê vantajosa a discriminação das dimensões dos
materiais que constituem as aivenarias e, imediatamente a seguir, especificar, para cada caso, as medidas
"de limpo" das aivenarias.
l
Outra forma poderá consistir na indicação da espessura "de tosco", descriminando a seguir a medida
"de limpo" indicada no projecto.
As espessuras nominais dos revestimentos poderão ser avaliadas a partir do projecto. No entanto, as
condições de execução (como, por exemplo, o grau de uniformidade da dimensão dos tijolos ou blocos e a
precisão do nivelamento ou do alinhamento vertical no seu assentamento) e os processos de construção
adoptados na obra (nomeadamente a utilização de máquinas de projectar para a execução de rebocos e
outros revestimentos e os métodos de assentamento de azulejos, mármores e outros materiais) podem
condicionar a espessura efectiva dos revestimentos. Por esta razão, se o projecto definir para as aivenarias
as respectivas tolerãncias de acabamento das superfícies (aspecto com interesse para o dimensionamento
de componentes, equipamento ou mobiliário inserido no tosco do edifício, como por exemplo, portas,
janelas, banheiras, lavatórios, armários, etc.) estas também devem ser discriminadas nas rubricas de
mediçao das aivenarias.

z Em cada rubrica devem ser agrupadas as medições de aivenarias com o mesmo número de panos
e que tenham as mesmas características, de acordo com a regra indicada na alínea a) das Regras gerais
deste capítulo, isto ê, agrupadas nas rubricas aivenarias e painéis de blocos.

3 As condições de execução das aivenarias que possam ter importância especial no custo dos
trabalhos podem originar a constituição de rubricas próprias de medição como, por exemplo, as seguintes:
- aivenarias em chaminés de condutas de fumo ou ventilação;
- aivenarias com funções especiais de resistência;
- aivenarias com funções decorativas;
- aivenarias com funções especiais;
- aivenarias com paramentos curvos ou com outras superfícies não planas.
Os painéis de blocos de tijolo, gesso e outros materiais, com excepção dos painéis de betão, serão
incluídos na rubrica painéis de blocos.

112 Curso sobre Regras de Medição na Construção

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4 Para uma representação em planta, em que as cotaši/em referidas aos eixos tem-se
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Parede 1 - A = a
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Parede 3- B = c \.*
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Salienta-se que nos cruzamentos das paredes de diferentes espessuras, a medição não é
correctamente exacta, mas os erros cometidos, por excesso, são de desprezar no caso de aivenarias com
:
espessuras correntes.
ir-

i
Quando as cotas do projecto estiverem referidas is dimensões nominais das paredes, as medidas a
considerar são as seguintes:
- Comprimentos: distâncias indicadas nas plantas entre faces de pilares e paredes de betão
1
ou outros elementos que limitam as alvenarias, ou o comprimento destas quando não limitadas por aqueles
r
elementos.

r
Quando as paredes não são limitadas por elementos de outro material, é difícil adoptar um
critério único para delimitar as fronteiras de cada troço de parede. Nestes casos, e para
que se torne possivel fazer a revisão das medições, deverão indicar-se sempre se as cotas
são exteriores (abreviadamente c. ext.), isto é, têm como limite faces exteriores da
alvenaria, por exemplo as paredes 1-A e 2-B da figura, ou se são interiores (abrev. c. int.),
1 como por exemplo as paredes 1-3 e 1-2.

Ex.: Medição de aivenarias dum projecto em que a indicação das cotas não vem
referenciada aos eixos:

Curso sobre Regras de Medição na Construção 113


_Íaj e j f h_

- P/-\REoEs ExTeRioREs z-,-,ztz .-š


rêê:;== ® 1 .,..
mr

Parede 1-A = b ,ÉQi.. |

Parede 1-B = c (c. int.)

Parede-1-c = zi C ® :za

- PAREDES INTERIORES *'=- '= _¡¿: ¿,,-zl.. .‹...._ fz,

Parede 1-2 = g (c. int.) B U

Parede 1-3 = e (c. int.) 'U_,,__ P __ë_.--Y


W
I al b E1
Parede 2-3 = f + h (c. ext.) pj

A medição das paredes deverá ser feita segundo uma determinada ordem que se
recomenda seja a de se iniciar a medição pelas paredes exteriores e só depois pelas
paredes interiores, seguindo sempre da esquerda para a direita e de baixo para cima.

- Alturas: distâncias indicadas nos cortes, alçados e pormenores do projecto entre os toscos
dos pavimentos e dos tectos ou outros elementos que limitam as aivenarias (como vigas, por
exemplo) ou as alturas das aivenarias quando não limitadas por aqueles elementos. Neste
caso, convém delimitar as partes das paredes entre pisos (geralmente entre faces superiores
de pavimentos) e indicar separadamente as quantidades relativas a cada piso, de modo a
informar melhor a organização e planeamento da obra.

NOTAS SUPLEMENTARES

a) Pode admitir-se que a espessura do reboco em revestimento de paredes, quando


não especificada no projecto, é, em geral, de 0,015 m.

b) Na ordenação das medições de aivenarias é com frequência vantajoso agrupar ou


indicar, em cada rubrica, aquelas em que os paramentos tenham o mesmo
revestimento; deste modo, as áreas medidas podem, em certos casos, ser utilizadas
com maior facilidade nas medições de revestimentos (principalmente para
revestimentos exteriores).

c) Sempre que possível, as paredes serão agrupadas, em cada rubrica, por espessuras
e alturas iguais; assim, uma vez obtidos os comprimentos, as superfícies e os
volumes serão calculados com menos operações.

d) Para se evitarem repetições, é conveniente proceder ãnumeração das paredes sobre


os desenhos, ou referenciá-los a partir dos números dos compartimentos que

Curso sobre Regras de Medição na Construção

. _¿
..rx
ri*-5

_z
1.:

limitam. Neste caso, por exemplo, a parede entre o comprimento 1 e 2 seria


designada por parede 1-2.

e) As aberturas ou cavidades a deduzir serão de preferência agrupadas em conjunto


,- (nas rubricas relativas à paredes correspondentes e por piso), de modo a ser

efectuado o menor número de operações de diminuição.

f) As medidas para a dedução de aberturas ou cavidades serão obtidas a partir das


cotas do projecto, isto é, considerando as medidas de "limpo" dos revestimentos de
aivenarias que limitam os vaos.

l g) Os Iintéis dos vãos (ver figura) são, em regra, incluidos na medição de aivenarias.
No entanto, nos casos em que estes lintéis tornem necessária a construção de

fl

elementos especiais (por exemplo nas caixas de estores ou elementos de betão com
forma especial) a sua medição pode ser discriminada em rubrica própria.

tz
i

Vi

Neste exemplo ê lógico que se ¬*-r-


z deduza, pela sua complexidade e área
ocupada, o lintel C da medição da
parede de alvenaria A e fique
englobado no capítulo relativo a
“Betão, betão armado e betão pré-
esforçado". --

A alvenaria de protecção B, com a

r
altura h2, deverá ser medida em -_ _ . =1'nn z ms §wmcnrs n
rubrica diferente da do pano de parede
principal A.
õ

~.
A altura da área a deduzir na medição ` ` `
da parede A será portanto /11,
‹ contando com a altura do lintel e do
peitoril do vao.

h) As aivenarias destinadas a proteger uma superfície ou a aumentar a espessura de


elementos já existentes (ver figura anterior) serão também medidas em mz.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 115

._
i

l
i
l r

.
É (
1,

É l

5 Como exemplos esquemáticos, tem-se:

Neste caso, a medição da altura da parede de Neste caso, a medição da parede de


fundação será feita desde o nível superior da sapata até fundação será efectuada até ao nível do tosco do
l
primeiro pavimento, dado que a este nível, ;
ao nível da camada de impermeabilização.
estabelece-se uma fronteira mais relevante entre a
i
Ç
i
h1 - altura da sapata de fundação
fundação e a superestrutura.
h2- altura da parede de fundação
l
l
h1 - altura da sapata de fundação

h2- altura da parede de fundação

______._J›.

116 Curso sobre Regras de Medição na Construção

.
r ~ 9.4 Pilares

a) A medição será realizada em m3.

b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá $ regras


r.
seguintes:
1- As alturas imediatamente acima das fundações serão as distâncias entre
as faces superiores das sapatas ou vigas de fundação e o nível do tosco
do primeiro pavimento.
i'
2- No caso da secção transversal ser variável, a medição poderá ser
i

realizada a partir da secção transversal média.


~‹

9.5 Abóbadas
.iz-
`»I:¢/
a) A medição será realizada em mz.

b) A determinação das medidas para o cálculo das medições será realizada em


projecçao horizontal.

r c) A medição indicará a espessura constante da abóbada, ou os valores limite se a
espessura não for constante.
¬
d) As medições dos maciços de enchimento serão realizadas em rubricas próprias
e ao mz ou m3 conforme a espessura é respectivamente igual ou inferior a 0.35 m ou
r

superior a esta espessura.


'r ›
i
9.6 Arcos

lfái a) A medição será realizada em mz.

b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá a regras


específicas1. 1

c) As paredes dos tímpanos apoiados nos arcos serão medidas de acordo com as
regras indicadas para as paredesz.

1 Ver também figura da nota seguinte:


1- Os comprimentos serão determinados segundo o desenvolvimento da linha média da testa
do arco.
2- As larguras serão determinadas pela largura média da aduela.
Curso sobre Regras de Medição na Construção g 117

L.. '
3- A espessura será determinada pela espessura média da testa.

c -linha média da testa


b -largura média da aduela r

e - espessura média da testa

Arco de alvenaria:

V =c×b×e <m3j .›-

í
Sendo:
l
c = ir xr (m)
f

Parede do tímpano: l

: 2 l

S=(2r+e)×h-š›<rr><(r+%) (mz)
r

Curso sobre Regras de Medição na Construção

___í_____í1
T.

i ,
i

9.7 Escadas

a) Nesta rubrica, será incluída a medição de todos os elementos que constituem as


escadas nomeadamente: patins, patamares, lanços de degraus e cortinas de guardas1.

b) Sempre que necessário, os elementos da alínea anterior po d erao


" ser se p arados
em rubricas próprias.

l
r

c) A determinação das medidas e das unidades para o cálculo das medições


obedecerá $ mesmas regras dos elementos de construção equivalentes aos das
escadasz.
rw

1 Como exemplo tem-se uma escada com


_. r
L-'-
paredes de suporte dos lanços em alvenaria de cortina
».':<_`

tijolo com espessura superior a 0,35 m, enroc amento


enchimento cl enrocamento, moldagem dos
,¿.
›¬i`›
z_r¿ degraus com tijolo, e uma cortina de guarda de paredes
alvenaria de tijolo com menos de 0,35 m de
suporte
rJ.r..
espessura, assente a partir da parede de
mold agem
suporte. dos degraus
\¡-T.
,.~
-;;?'¿>

r 2
,_¡
ri,
- Paredes de suporte (m3): OJ
.-'I .C

1
V=2×íí×c1×h1×e¡+c2 ×h1×e1)
15!
ir;
I.-'
- Cortina de guarda (mz): .C

r, S=c1×h3+c2><h2

- Moldagem dos degraus (m3)


cl c2
RL:
1
¬., 1!. com N= número de degraus
¡_
1
, V=N×-×d2×d1><c4 ousendn Nd2=c1 GJ
2
r

1
V=-×d1×cl×c4
I z zzfl'_`I
'.-
DJ

Íl
.\

Curso sobre Regras de Medição na Construção 119


`ü `l

4.-Win

9.8 Painéis de blocos

a) Em geral, a medição dos painéis (refere-se a painéis com blocos de gesso, tijolo,
etc) será realizada de acordo com as regras relativas a paredes de alvenaria.

b) No entanto, sempre que conveniente, poderão ser adoptadas outras regras de


medição, que deverão ser devidamente discriminadas.

c) As medições das ligações entre os painéis, e entre estes e outros elementos de


construção, poderão ser realizados em separado. Neste caso, a medição poderá ser
realizada em m ou àunidade (un).

d) Deverão indicar-se sempre as características dos painéis e dos blocos


constituintes e as respectivas dimensões1

1 Na indicação das características dos painéis, deverá referir-se se estes são montados já com
acabamento e, neste caso, qual a sua constituição.

120 Curso sobre Regras de Medição na Construção


10. CANTARIAS

10.1 Regras gerais

a) Em geral as medições de cantarias serão individualizadas nos seguintes


subcapitulos:
- cantarias de pedra natural;
- cantarias artificiais.

b) As mediçoes serao realizadas de modo que os elementos com as mesmas


funções construtivas sejam individualizados e descritos, em rubricas próprias, de acordo
com as suas principais características, nomeadamente:
- natureza e qualidade da pedra ou material artificial;
-formas geométricas e dimensões;
- acabamento dos paramentos vistos;
- modos de assentamento e ligação, composição e dosagem dos ligantes.

c) Em regra, as medições englobarão todas as operações relativas àexecução dos


trabalhos, nomeadamente: fabrico, fornecimento, carga, transporte, descarga,
assentamento e montagem e desmontagem de andaimes e cimbres.

d) Sempre que conveniente, as operações da alínea anterior poderão ser


separadas em rubricas próprias.

e) Regra geral, a medição dos perf¡s1 de cantaria será realizada de acordo com os
seguintes critérios:

1- Para espessuras inferiores a 0,15 m e para qualquer largura, a unidade de


mediçao será o m;

2- Para espessuras iguais ou superiores a 0,15 m e largura inferiores a 0,40


m, a mediçao será em m;

3- Para espessuras iguais ou superiores a 0,15 m e larguras iguais ou


superiores a 0,40 m, a medição será em m3.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 121


¬ L |

Íi
f) A medição de p/acasz de espessura inferior a 0,15 m será realizada em mz. No
Í

caso da espessura ser igual ou superior a esta dimensão, a unidade de medição será o ,
i ¿

m3. :I

g) Regra geral, a medição dos elementos não considerados nas alíneas e) e f)3
será realizada em m3, excepto se estes elementos tiverem formas geométricas i
complexas, caso em que a medição será realizada aunidade (un). ,

h) As medições de cantarias especiais, nomeadamente as obras de arte (estátuas,


motivos ornamentais, etc) serão realizadas segundo regras próprias que deverão ser
convenientemente explicitadas.

i) Os elementos de desenvolvimento curvo ou paramentos curvos serão medidos


em rubricas próprias, ou, pelo menos, as suas partes não rectilíneas ou não planas.

j) As medidas para 0 cálculo das medições serão obtidas do menor paralelepípedo


rectangular em que for possível inscrever cada uma das peças. Excluem-se desta regra ,
ri
as medições feitas em mz.

No enunciado das medições deverão indicar-se sempre as dimensões obtidas pela


l

utilização deste critério.

1 Consideram-se como perfis os elementos prismáticos de secçao constante, em que o comprimento


é a dimensão predominante: molduras, cornijas, corrimãos, rodapés, ombreiras, vergas, etc. '

2 As placas são os elementos em que as dimensões de superfície são predominantes. Utilizam-se,


geralmente, como componentes de revestimento.

3 Como exemplo, podem citar-se os cachorros, as misulas, as bases e capitéis de pilares quando
não solidários ao fuste, simples dados, balaústres, etc.

122 Curso sobre Regras de Medição na Construção

m L
z. ›.

._.›;
lã v
É›

› _. -_
`1T£I
_ :X
,
áx
E‹
«:»; 10.2 Muros de suporte, de vedação, paredes exteriores e paredes
.+,
i1'=;›~
interiores

F» a) A medição dos muros e paredes, constituídos por blocos de pedra aparelhada1,


1 \
š ».
será realizada em:
, _.zf.
:ftY -' `f^*I - mz para espessuras inferiores ou iguais a 0,35 m;
í'?{"¬;_`
9,9, - m3 para espessuras superiores a 0,35 m.
_ ¡;:ç
fz
l*r;› ei..
â~.› b) SÓ serão feitas deduções para vãos ou aberturas com mais de 0,50 mz por
i z., Ú

cada vao ou abertura.


. É»

*i‹.=”%zé.<1 c) A medição de muros e paredes que apresentem dificuldades especiais de


,iii
'1:5'
a.. execuçao será separada em rubricas próprias.

' 'xx
1. #511-'°'.
d) Em cada rubrica, serão considerados apenas os elementos com a mesma
:E-
A espessura.
fšil
~:if e) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá, em geral,
-,i
às regras seguintes:

1- Os comprimentos serão determinados segundo formas geométricas


simples 2.
Ê'

2- As alturas das paredes de fundação serão a distância entre o plano


superior das sapatas e a camada de impermeabilização ou o nível superior
zé»l
._ do tosco do primeiro pavimentos.
-,é rf.
C tá

¬fl '*,.
z ,
3- Em construções com estrutura resistente de outro material, as medidas
serão determinadas entre as faces dos elementos resistentes.

1 A medição dos trabalhos de construção de muros ou paredes em pedra só será incluída no capitulo
*fiz
ã.tf
ví É de cantarias quando, para a sua execução, for necessário a intervenção de canteiros.
âi -

2 Para uma representação em planta, em que as cotas vêm referidas aos eixos tem-se:

Curso sobre Regras de Medição na Construção 123


:-;'~fl?«e--_-_.
.
z
._ ¡ _. ipi 'I
, 3,
.z.
,~.›.

z
×

F
d C i
z
1
-tz ‹ .

._ ., 4 .-,tz

O '‹«=,zf z

/_-.

Parede 1 - A = a f ., ..
.*,-»¿›=`›Í =¢í ,I
B _Ӓ -. ____ 1
Parede 1 - B = b 'C

Parede 3 - B = c - - 'r
7.
l :¬'. r
.Q i ...-1 z
¿
:Í;=.'Ê'›z z
,\¿\t¡ ,..,;`§ '
i;t . ,›':~

ÍÊ-ê: ~5`

‹i~í°zi-A ...A 1.

fâvfzâfzzífã
:,

Salienta-se que nos cruzamentos das paredes de diferentes espessuras, a mediçao nao é -,'91 ~':'

correctamente exacta, mas os erros cometidos, por excesso, são de desprezar no caso de aivenarias com
rf'
espessuras correntes. .~»,iz‹.
\

ii'-›'‹=.¬ “li r.
1
_, .â
'at
:gi r...t
Ífiš `!
if):
:~
Quando as cotas do projecto estiverem referidas às dimensões nominais das paredes, as medidas a
r_;¬f,\;:;
il
considerar são as seguintes: 1»
5

1.
- Comprimentos: distâncias indicadas nas plantas entre faces de pilares e paredes de betão ou
~›
outros elementos que limitam as alvenarias, ou o comprimento destas quando não z
z
limitadas por aqueles elementos. ›

Quando as paredes não são limitadas por elementos de outro material, é difícil
adoptar um critério único para delimitar as fronteiras de cada troço de parede.
r
Nestes casos, e para que se torne possivel fazer a revisão das medições, deverão
indicar-se sempre se as cotas são exteriores (abreviadamente c. ext.), isto é, têm i
r.
como limite faces exteriores da alvenaria, por exemplo as paredes 1-A e 2-B da
figura, ou se são interiores (abrev. c. int.), como por exemplo as paredes 1-3 e 1-2.
Exemplo: Medição de aivenarias de um projecto em que a indicação das cotas não
vem referenciada aos eixos:
¬

124 Curso sobre Regras de Medição na Construção


-2
w,››. z

.HI 1.
.-›.z-
. __,ú

_,


fr
-`›;.§"
'Pr .i

- PAREDES EXTERIORES f I
›i›. 1
`§~*‹ Parede 1-A = b *tai e Í H
z"›':.
l':Í~.=,' '¿:¿z-‹
.,:~=: Parede 1-B = C (C. lili.) í ,
: d __¿___
r‹:-.-'
Parede 1-C . . =»I.` ..

‹'^~ em
_¿_
- PAREDES INTERIORES
' tir.
Parede 1-2 = g (c. int.) C
:xl
Parede 1-3 = e (c. int.) `
_ Parede 2-3 = f + h (c. ext.) 'U
.í_~.

-1. ===
' ii
142
B U
.1 . “P”
W
m .z G5
¬@U_I T

|a| b |a¡
' t,
.Ã , A
I,
›r
A medição das paredes deverá ser feita segundo uma determinada ordem que se
recomenda seja a de se iniciar a medição pelas paredes exteriores e só depois pelas
W
gi:
li.. paredes interiores, seguindo sempre da esquerda para a direita e de baixo para
(z,


cima.

- Alturas: distâncias indicadas nos cortes, alçados e pormenores do projecto entre os toscos
iii dos pavimentos e dos tectos ou outros elementos que limitam as aivenarias (como
vigas, por exemplo) ou as alturas das aivenarias quando não limitadas por aqueles
elementos. Neste caso, convém delimitar as partes das paredes entre pisos
Ê., (geralmente entre faces superiores de pavimentos) e indicar separadamente as
..- .
ri? quantidades relativas a cada piso, de modo a informar melhor a organização e
Ê`=£¬i*-53*
planeamento da obra.
1:'

NOTAS SUPLEMENTARES
if
a) Pode admitir-se que a espessura do reboco em revestimento de paredes,
quando não especificada no projecto, é, em geral, de 0,015 m.
I,'‹"'.
,= *z'‹^,‹ b) Na ordenação das medições de cantarias é com frequência vantajoso agrupar
-; ou indicar, em cada rubrica, aquelas em que os paramentos tenham o mesmo
«té revestimento; deste modo, as áreas medidas podem, em certos casos, ser
M,
utilizadas com maior facilidade nas medições de revestimentos (principalmente
para revestimentos exteriores).
'a.ja. '
c) Sempre que possivel, as paredes serão agrupadas, em cada rubrica, por
espessuras e alturas iguais; assim, uma vez obtidos os comprimentos, as
superfícies e os volumes serão calculados com menos operações.
d) Para se evitarem repetições, é conveniente proceder ànumeração das paredes
sobre os desenhos, ou referenciá-los a partir dos números dos compartimentos
que limitam. Neste caso, por exemplo, a parede entre o comprimento 1 e 2 seria
designada por parede 1-2.

z Curso sobre Regras de_Medição na Construçao 125


.z
ir
1
2<=~¬.ft;= , 1
',-<'sv,¬:é Fil
É

À _ "§.'‹'**" ~`
¬"1fíÊ‹'l
. ,¿._,9.; l
§=r`;`o›~.›¢
lim >
r
A-1: f\

.it
,_t
*ii
e) As aberturas ou cavidades a deduzir serão de preferência agrupadas em E

conjunto (nas rubricas relativas as paredes correspondentes e por piso), de modo ë ¬,_

a ser efectuado o menor número de operações de diminuição.


f) As medidas para a dedução de aberturas ou cavidades serão obtidas a partir iii
“it

das cotas do projecto, isto é, considerando as medidas de "limpo" dos
revestimentos de aivenarias que limitam os vãos.
g) Os Iintéis dos vãos (ver figura) são, em regra, incluídos na medição de

aivenarias. No entanto, nos casos em que estes Iintéis tornem necessária a
construção de elementos especiais (por exemplo nas caixas de estores ou
elementos de betão com forma especial) a sua medição pode ser discriminada
ši
fi
em rubrica própria. ie
Q)
¿,

'rf

Exemplo: ¿.

Neste exemplo é lógico que se deduza,


pela sua complexidade e área ocupada, o lintel i

C da medição da parede de alvenaria A e fique


englobado no capitulo relativo a “Betão, betão
armado e betao pré-esforçado". i
=

A alvenaria de protecção B, com a altura


/12, deverá ser medida em rubrica diferente da
l._. jr

il
.(51
>{

do pano de parede principal A.


r1'

A altura da área a deduzir na medição


da parede A será portanto hi, contando com a 'I' ‹

altura do lintel e do peitoril do vão.

z.
i

h) As aivenarias destinadas a proteger uma superficie ou a aumentar a espessura


de elementos já existentes (ver figura anterior) serão também medidas em m2.

«
z

l
J

Curso sobre Regras de Medição na Construção


3 Como exemplos esquemáticos tem-se:

Neste caso, a medição da altura da parede de Neste caso, a medição da parede de


fundaçao foi feita desde o nivel superior da sapata até fundação foi efectuada até ao nível do tosco do
ao nível da camada de impermeabilização. primeiro pavimento, dado que a este nivel,
h1 - altura da sapata de fundação estabelece-se uma fronteira mais relevante entre a
fundação e a superestrutura.
h2- altura da parede de fundação
h1 - altura da sapata de fundação

h2- altura da parede de fundação

iai.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 127


10.3 Pilares

a) A medição dos pilares e colunas será realizada em m3 ou em un.

b) Em qualquer dos casos, deverão indicar-se as suas caracteristicas geométricas.

c) Os capitéis, bases de pilares e outras obras similares, sempre que não


constituam um conjunto monolítico com o fuste, serão medidos em separado, segundo
as regras indicadas na alínea h)' das Regras Gerais deste capítulo.

1 As medições de cantarias especiais, nomeadamente as obras de arte (estátuas, motivos


ornamentais, etc) serão realizadas segundo regras próprias que deverão ser convenientemente explicitadas.

128 Curso sobre Regras de Medição na Construção

zz
10.4 Arcos

a) A mediçao será realizada em m3 ou em m.

b) As medidas serão determinadas de acordo com a maior dimensão das


superfícies que ficam aparentes na construção.

10.5 Abóbadas

a) A medição será realizada em mz.

b) A determinação das medidas para o cálculo das medições será realizada em


projecçao horizontal.

c) A medição indicará a espessura da abóbada.

d) As medições dos maciços de enchimento serão realizadas em rubricas próprias.

10.6 Escadas

a) Nesta rubrica, será incluida a medição dos elementos que constituem as


escadas, nomeadamente: degraus, patins, patamares e estruturas de suporte1.

b) Sempre que necessário, os elementos da alinea anterior poderão ser separados


em rubricas próprias.

c) A determinação das medidas e das unidades para o cálculo das medições


obedecerá às mesmas regras dos elementos de construção equivalentes aos das
escadas de alvenaria2.

d) A mediçao de degraus isolados será realizada de acordo com as Regras Gerais


deste capítulo.

e) Os revestimentos de escadas, tais como cobertores, espelhos, guarda-chapins,


rodapés e lambris serão medidos em rubricas próprias, pelas regras indicadas no
subcapitulo Revestimentos do presente capítulo.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 2 129

lI=íI
r-

›-

i
I'

cortina
de
BFIFCIC 3l"l"lEI"IÍD
1 Elementos que constituem as guarda
escadas, nomeadamente: degraus, patins,
patamares e estruturas de suporte
paredes

suporte
mold agem
dos degraus

2 Paredes de suporte (ma):


N
.C
V =2><(%×c1×h¡ ×e1+c2><h1×e1)

Cortina de guarda (mz): r-


.C
S = cl × 113 + c 2×h2 :-›
J:

Moldagem dos degraus (mg)

com N= número de degraus

V=N><%×d2×cll ×c4 ousendo Ndz =c1


l cr lei
V-1
--2-X d 1×C1×C4

'if
u P-
tu

130 Curso sobre Regras de Medição na Construção

A______¿
fã ,,

5 '-7
2-fi
si.
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is?
ÊTÍ
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if
<
10.7 Guarnecimento de vãos
if?

für:

li* a) As medições serão, em regra, ordenadas em rubricas relativas a:


,_ .

5,,
'J guarnecimentos de vaos exteriores;

- guarnecimentos de vãos interiores.


ii
b) Cada rubrica será decomposta, de preferência, de acordo com o tipo de vão,
â» fiz Â;
¡.
nomeadamente portões, portas,janeIas, etc.
i
fãz. c) As medições dos guarnecimentos de vãos, nomeadamente ombreiras, vergas,
-r peitoris e soleiras, serão realizadas segundo as Regras Gerais, deste capítulo,
¬.
especialmente as indicadas nas alíneas e), f) e g)1.

d) As medidas para a determinação das medições são as maiores das superfícies


vistas.

za

1 e) Regra geral, a medição dos perfis (ver nota das Regras Gerais deste capítulo) de cantaria será
t.
realizada de acordo com os seguintes critérios:
1- Para espessuras inferiores a 0,15 m e para qualquer largura, a unidade de medição será o m;
2- Para espessuras iguais ou superiores a 0,15 m e largura inferiores a 0,40 m, a medição será em
mz'
3- Para espessuras iguais ou superiores a 0,15 m e larguras iguais ou superiores a 0,40 m, a
medição será em m3.

f) A medição de placas (ver nota das Regras Gerais deste capitulo) de espessura inferior a 0.15 m
será realizada mz. No caso da espessura ser igual ou superior a esta dimensão, a unidade de medição será
x* ,
i; o m3.
1.,

g) Regra geral, a medição dos elementos não considerados nas alíneas anteriores será realizada
em m3, excepto se estes elementos tiverem formas geométricas complexas, caso em que a medição será
'=:›ê-'zr.‹ ¬‹f-*“‹r'zt‹=.'
›‹ realizada àunidade (un).
r.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 131

`-íí1
10.8 Guardas, balaustradas e corrimaos

a) As medições serão feitas separadamente, conforme as guardas ou balaustradas


se situem em:

- escadas;

- varandas;

- coberturas.

b) Regra geral, a medição será realizada em m para o conjunto dos elementos,


sendo as medidas determinadas pelo desenvolvimento do corrimão.

c) Sempre que necessário, a medição dos vários elementos componentes


(corrimãos, balaústres, etc.) pode ser feita separadamente pelas regras indicadas nas
Regras Gerais deste capitulo.

d) Os troços curvos dos corrimãos poderão ser medidos àunidade (un).

10.9 Revestimentos

a) Sempre que a estereotomia das peças que constituem os revestimentos estiver


perfeitamente definida, a respectiva medição será realizada de acordo com as Regras
Gerais deste capitulo.

b) No caso de revestimentos com placas de menos de 0,15 m de espessura, a


medição deverá ser realizada em mz para o conjunto das peças de idêntica espessura,
devendo indicar-se sempre as dimensões das placas.

c) Quando a estereotomia das peças não estiver definida, a medição deverá ser
indicada com a designação de "quantidades aproximadas".

132 Curso sobre Regras de Medição na Construção

4

1 1 . CARPINTARIAS

11.1 Regras gerais


zr

ri a) As medições serão realizadas de modo a que os elementos com as mesmas


funções construtivas sejam individualizados e descritos, em rubricas próprias, de acordo
1 com as suas principais características, nomeadamente:
- características principais e secundárias, e classes de escolha 1.

i
‹, r
1
- secções nominais e forma dos elementos constituintes;
â
i - meios de fixação e ligação entre peças e de assentamento dos elementosg;
- teor de humidade;
.,..1 -

'ú`:;{
.zl -tipo de presen/ação das madeiras;
Ii.)
.ii
z
.\.
1 -tipo e qualidade do acabamentos;
1
z
- condições de execução.
(r v

L
b) Regra geral, a medição englobará as operações de fabrico, fornecimento e
i

li
assentamento, incluindo os elementos principais e acessórios, nomeadamente:
\
›.

x
ferragens, vedantes, bites, etc.
J
Y'
zw.
¡.. c) Sempre que for conveniente, as operações da alínea anterior poderão ser
-'-`r. . consideradas em rubricas separadas4.
..
:' .,>
fg*
M. d) Os elementos cun/os ou com superfícies curvas deverão ser sempre medidos
ii
:'11
~f`.¿.
..\ em rubricas separadas.
U-
fr
tt.
tev-
'i.. e) Quanto És ferragens, deverão enunciar-se as suas características principais,
1.
;_.z.
.;..¡z`_
,z z
tz-2,
nomeadamente:
if
,J
-tipo de ferragem;

¡‹ - natureza dos metais ou das ligas, ou dos seus elementos principais;


- dimensões;
1:1 - meios de fixação;
,.
- tipo de protecção e acabamento.
\
f) Regra geral, a pintura e outros acabamentos semelhantes (envernizamento,
w
i.
ii
enceramento, etc.) serão considerados no capitulo relativo a Pinturas, principalmente

\
,... quando estes trabalhos forem executados no estaleiro da obras.
Curso sobre Regras de Medição na Construção 133
1*
1 Como facilmente se compreende, é indispensável indicar, pormenorizadamente não só o tipo da
madeira, ou madeiras, que constituem o elemento, bem como as exigências estabelecidas na NP 4305 para
as diferentes classes de qualidade (E e EE), nomeadamente, as de resistência mecânica, nós, inclinação do
fio, taxa de crescimento, , fendas, descaio, bolsas de resina e empenos. Para madeiras importadas deve ter-
se ainda em atenção a classe de resistência (C14 a C40 para madeiras resinosas) definidas na EN 338.

2 De um modo geral, estas indicações deverão constar dos desenhos de pormenor, sobretudo no que
diz respeito aos meios de fixação e ligação entre peças. No que respeita a assentamento deverá ser descrito,
não só o modo como o mesmo se efectuará, mas ainda o local e o tipo de fixação pretendido.
Exemplos: guarnecimento de alizar fixado por tacos e pregos ou por grampos metálicos a paredes de
alvenaria, guarnecimentos de aro fixado por parafusos a elementos de cantaria de enquadramento do vão,
etc.

3 Deverá ser sempre referido o tipo de acabamento, pintura, envernizamento ou enceramento, pois o
mesmo determina a menor ou maior perfeição de execução e acabamento da superfície virgem das peças.

4 Sempre que se trate de conjuntos que não venham prontos da fábrica, e obriguem no estaleiro à
execução de trabalhos de acabamento, colocação de ferragens, etc., é de toda a vantagem considerar
rubricas separadas, de acordo com a origem das diferentes peças, pois ficará assim grandemente facilitada
não só a orçamentaçao, como ainda a própria aquisição na altura da execução da obra.

5 Tratando-se de elementos que venham prontos de fábrica, não haverá qualquer interesse na
separação das rubricas, caso dos estores, mas já o mesmo se não verifica quando o fornecimento, o
assentamento e o acabamento são feitos por sub-empreiteiros diferentes, situação em que é de todo
imprescindível a referida separação.

134 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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11.2 Estruturas de madeira


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a) As medições de estruturas de madeira serão, em regra, agrupadas nas


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seguintes rubricas principais:

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i - estruturas de paredes ou divisórias;
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- estruturas de pavimentos;
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,EF ` - estruturas de coberturas;
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._z i. - estruturas diversas.
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b) As escadas serão medidas pelas regras enunciadas no subcapitulo relativo a
7.45
mil
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sw Escadas, e as estruturas de apoio ou fixação de revestimento serão consideradas no
fi ` ,.

ãigf subcapitulo Revestimentos e guarnecimentos de madeira.


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if `
ã-L c) Regra geral, a medição das diversas peças constituintes dos elementos da
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'iii'
551 estrutura deverá ser realizada em rubricas próprias, obedecendo às regras seguintes:
Q:-E 1- Os perfis serão medidos em m, com indicação da dimensão das
=\›;
*-'/.z. ` respectivas secções.
§=i›.f 2- Os perfis com diferentes secções serão medidos em rubricas separadas.
tt:
iii;
3- Sempre que necessário, os perfis com comprimentos diferentes poderão
ser medidos em rubricas separadas1.
4- As peças com outro formato poderão ser medidas àunidade (un) ou em
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tt-iii
m3.
-fz
iii'
115€ d) As estruturas complexas, nomeadamente as asnas, as estruturas formadas por
,tÍ\(
.À .
f_.'L'{ elementos cun/os ou de momento de inércia variável e as estruturas laminadas poderão
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z
1‹, ser medidas àunidade (un) ou em m3, consoante o critério do medidor, que deverá ficar
É
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sempre e×presso2.
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§›5f%.f
zíisâ e) As estruturas de pavimentos poderão ser medidas em mz, com medidas iguais à
‹.%É:":
.i . .
.›,, do respectivo revestimento3.
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...
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lí*
f) Nas estruturas de coberturas, as fileiras, rincões, madres e varas serão medidas
w em m. As ripas deverão medir-se em mz de vertente.
z

i
g) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá à regras
seguintes4:
1- As medidas a considerar, qualquer que seja a unidade de medição, serão
as do limpo das peças, adoptando sempre as suas maiores dimensões.
2- Não serão feitas deduções para entalhes e furos.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 135

í
1 Para atender ávariação do custo do m3 de madeira com o comprimento dos perfis (vigas, barrotes
e pranchas).

2 É absolutamente indispensável definir o critério seguido na medição, o qual deverá esclarecer ainda
as secções dos diferentes elementos constituintes da estrutura, até para atender àvariação do custo por ma
para as diferentes secções correntes.

3 No caso dos pavimentos tradicionais de madeira, a medição da estrutura seria quantitativamente


igual àdo solho.

4 Tanto quanto possivel deverá procurar-se que as secções a utilizar sejam as correntes do mercado,
com vista a evitar os desperdícios que, a existirem, deverão ser considerados na composição do preço. Por
outro lado, não poderá deixar de se considerar, na medição, os comprimentos de encastramento e os
correspondentes a sobreposições ou ligações.

136 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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11.3 Escadas
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a) As escadas de madeira, regra geral, serão medidas àunidade (un), incluindo


todos os seus elementos principais e acessórios1, com indicação do número de degraus 1
e das suas dimensões principais. É
i

b) Sempre que for conveniente, os diversos elementos das escadas podem ser .ç
medidos separadamente em rubricas próprias. As unidades e critérios de medição a
aplicar neste caso serão os indicados noutros subcapitulos relativos a elementos ,,
semelhantesz. Assim, as uardas seriam consideradas no subca itulo Guardas, 1ii1
iii
balaustradas e corrimãos, e os cobertores, espelhos e rodapés, no subcapitulo ,
Revestimentos e guarnecimentos de madeira.

c) Os patamares, para efeito de medição, serão sempre considerados como Lg


. ii
fazendo parte dos pavimentos. iiigfz
ii
l
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1 Pernas, guarda-chapins, guardas, rodapé, cobertores, espelhos, patins, etc.

2 Neste caso, as pernas, guarda-chapins, rodapés, cobertores e espelhos seriam medidos em m. i


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l.

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Curso sobre Regras de Medição na Construção 137

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11.4 Portas, janelas e outros elementos em vaos1

a) As medições serão efectuadas separadamente, conforme os elementos se


situem em: 1
- paredes exteriores;
- paredes interiores;
- pavimentos;
- coberturas.

b) Regra geral, a medição será realizada á unidade (un), para o conjunto dos
elementos principais e acessórios, com indicação das seguintes caracteristicas, além das
indicadas nas Regras Gerais deste capítulo:
- constituiçãoz;
-tipo de movimento ou modo de abrir;
- número de folhas móveis e fixasa;
- dimensões;
-tipo de ferragens.

c) Os guarnecimentos de vãos de portas serão medidos separadamente em rubrica


prÓpria'1. A medição dos guarnecimentos será feita em m, com indicação das respectivas
secçoes.
d) A medição de grades e caixilhos fixos, ainda que de dimensões diferentes.
compostos por elementos semelhantes, poderá ser realizada conjuntamente em mz.

e) No enunciado da medição, deverá indicar-se sempre as medidas dos elementos


e as dimensões totais entre faces do enquadramento do vãos, ou entre faces do
guarnecimento do vãos, no caso deste não ser de madeira.

f) Os estores serão considerados no capítulo Elementos de Equipamento Fixo e


Móvel de Mercado. As caixas de estore serão medidas àunidade (un).

g) A medição dos vidros será incluida no capítulo relativo a Vidros.

h) Sempre que for conveniente, as ferragens e outros elementos secundários


poderão ser medidos separadamente em rubricas próprias7 sendo, neste caso, a
medição de cada peça realizada àunidade (un), excepto os elementos com forma de
perfil ou de fitag, que serão medidos em m.

138 Curso sobre Regras de Medição na Construção

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Esta rubdca °°"$'dera› alem des P0rtas e janelas, todos ou outros elementos em vãos,
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nomeadamente portões, envidraçados, grades, alçapöes clarabóizs em
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Consideram-se vaos todas as aberturas praticadas nas paredes, que se destinem quer àcirculação de
pessoas ou equipamentos, quer ao arejamento ou simples iluminação dos compartimentos ou até a permitir

i a visibilidade de compartimento para compartimento ou destes para o exterior


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ti 2 . . _ _ _ _ _ v _
.tú DeVefe Ser perfeitamente definida a constituição do elemento que preencherá 0 vão, indicando-se a
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H - C . _ _ . _ _
ii onstituiçao da respectiva GSÍFUÍUFH. Se UWHCIÇH. alveolar ou engradada com almofadas ou aberturas para
vidros, etc..

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0 “P0 de m0VlmeflÍ0 OU m0d0 de âbrlr deve ser especificado de acordo com a terminologia
”›z=.~'->aj›*_«t='›il‹'r›"â-?i5“T'*i;{‹?*
constante do relatório respeitante aos Ensaios de Qualificação de Componentes de Edifícios, elaborado pelo
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JUSÍ|fiCa'$e O Cflter|O |nd|CadO naQ SU pO|'qL|e para uma mesma porta O guarnecimento pode ter
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l desen volvimento
' diferente,
' de acordo com a espessura da parede em que a mesma se srtue,
. como ainda
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É pmque ° seu pdfmendf de e×e°UÇã0 P0de também variar, além de que o próprio tipo de madeira pode não
tz ser ° mesmo da Pdde- Pdf °UÍl'0 |8d0 flã0 é de modo nenhum prático, na orçamentaçao, integrar o valor do
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guarnecimento no da porta, pelas razões atrás apresentadas
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Por guamemmento do Vac' e"1e"de`se ° ddfliunto de peças fixas que se interpõem entre a parede e
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Pete fi×eÇe° . . caso, pode
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r ser de am °"' de 31'53"-
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Dlz . . por uma estrutura que, fixada ao contorno do
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Vad» Sei)/e de SUP0|'Íe ef0|hã. CãÍס|h0 OU POFÍG. não constituindo contudo revestimento deste. Diz-se de alisar
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¡1., quando reveste lateral e interiormente o contorno do vão, servindo Simujtaneamente de suporte àfolha.

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Pdf efif-lUedfemefiÍ0 dO VHO OU C0fl'f0ffl0 do mesmo compreende-se o limite definido pelos elementos
ii do guarnecimento, entre os quais se situam a folha ou folhas mÓve¡S Qu fixas
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-.i 7 .
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‹ Especialmente quando a elementos semelhantes corresponderem ferragens diferentes. Contudo, a
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respectiva medição ficará sempre incluida neste capitulo
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Como por exemplo, os vedantes.

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1.

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Curso sobre Regras de Medição na Construção 139
4.
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-em:

11.5 Guardas, balaustradas e corrimaos

a) As medições serão feitas separadamente, conforme as guardas ou balaustradas


se situem em:
- escadas;
- varandas;
- coberturas.

b) Para o caso das guardas de escada ver o subcapitulo Escadas.

c) Regra geral, a medição do conjunto dos elementos da guarda será realizada em


m, sendo as medidas determinadas pelo desenvolvimento do corrimão.

d) Sempre que necessário, a medição de cada um dos elementos das guardas e


balaustradas pode ser feita separadamente, sendo, neste caso, os balaústres medidos à
unidade (un) e os outros componentes1 em m.

e) Os troços curvos das guardas, balaustradas e corrimãos serão medidos


separadamente àunidade (un).

1 Deduz-se desta regra que os corrimãos isolados serão medidos em m, sendo a medida a do seu
maior comprimento.

140 Curso sobre Regras de Medição na Construção

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7. 4,
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11.6 Revestimentos e guarnecimentos de madeira
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a) Regra geral, as medições serão realizadas de acordo com as regras indicadas


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no capitulo Revestimentos, sendo no entanto incluídas neste capítulo quando estes
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trabalhos forem realizadas pelo empreiteiro de carpintarias.
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b) Os rodapés e as sancas serão discriminados em rubricas próprias, com a
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._ ,z.¿ indicação da sua secção. A medição será realizada em m. O comprimento será medido
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sobre o paramento em que estiverem colocados.
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ri.. c) As estruturas leves ou ripado para suporte ou fixação de revestimentos serão
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izlg medidos em mz. As medidas para a determinação da medição serão as dos respectivos
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z xi revestimentos.
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its» 11.7 Divisórias leves
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a) As divisórias leves e os gradeamentos de vedaçao serao medidos em mz,

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1 1.8 Equipamentos
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a) As medições dos elementos de equipamento serão agrupadas nas seguintes
rubricas:
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5. 'LL - Equipamento fixo1;
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- Equipamento móvelz.

2 ;£~' b) Regra geral, a medição será realizada à unidade (un), incluindo todos os
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elementos principais e acessórios;
1
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c) Os armários fixos integrados em paredes poderão ser medidos em mz, desde
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que as gavetas e prateleiras sejam medidas separadamente àunidade (un), ou constem


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apenas de aros e portas. Neste caso, as medidas para a determinação das medições

serão as da superfície vista do exterior.

1 Como por exemplo: roupeiros e armários fixos, caixas de correio e de contadores, etc.

z Refere-se em geral a todo o mobiliário.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 141

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12. SERRALHARIAS
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12.1 Regras gerais


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a) As medições de serraIharias1 serão individualizadas nos subcapitulos seguintes:
:
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F¿. - serralharias de alumínioz
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if;
- serralharias de aço e outro metais.
a A
i ¬`
b) As medições serão individualizadas em rubricas próprias de acordo com as suas
É
principais características, nomeadamente as seguintes:
'z
- natureza do metal ou das ligas ou dos seus elementos principais;
- secções nominais e forma dos elementos constituintes;
- meios de fixação e ligação entre peças e de assentamento dos elementos;
-tipo de protecção e acabamentoz;
-¬.‹az›»-.¬u‹«f».z;r‹-›.¬'~

- condições de execuçao.
1

c) Regra geral, a medição englobará as operações de fabrico, fornecimento e


assentamento, incluindo os elementos principais e acessórios, nomeadamente:
ferragens, vedantes, bites, etc.;
i
i
d) Sempre que for conveniente, as operaçoes da alínea anterior poderao ser
i
separadas em rubricas próprias;
i

e) Deverá indicar-se, no enunciado das medições, os meios de fixação e ligação


das peças. Quanto às ferragens, as características principais a indicar serão:
-tipo de ferragem;
- natureza do metal constituinte;
1 -tipo de protecção e acabamento;
dimensoes;
i
- meios de fixação.

f) Regra geral, a pintura e outros acabamentos semelhantes serão considerados na


l rubrica Pinturas, principalmente quando estes trabalhos forem executados no estaleiro.
No entanto, a medição compreenderá a decapagem4 e a aplicação sobre os elementos

Curso sobre Regras de Medição na Construção 143

..
duma protecção, sempre que as especificações do projecto exigirem a execução destes
trabalhos antes do fornecimento daqueles elementos.

1 As medições de estruturas metálicas serão integradas na rubrica relativa a Estruturas metálicas.

z Das serralharias de aluminio salienta-se a caixilharia constituída por perfis de alumínio, cuja
utilização tem vindo a ser muito considerada em componentes de edifícios, nomeadamente em janelas,
portas, divisórias e em fachadas-cortina. Independentemente dos preços do minério, a tecnologia de
extrusão dos perfis deve ser acompanhada por rigoroso controle de qualidade, nomeadamente quanto à
execução e manutenção das matrizes de extrusão e no controle dimensional e de linearidade dos perfis
extrudidos, com relevância acentuada nos casos de perfis de secções transversais complexas.
Por outro lado, os perfis de alumínio necessitam de uma protecção (anodização ou termolacagem)
que, devido aos grandes consumos energéticos envolvidos, têm incidência muito significativa no custo final.
Deste modo, deverá ser especificada na descrição todas as características necessárias para consideração
no preço a estabelecer pelo orçamentista, como se refere na alínea seguinte das presentes regras gerais.

3 Devido ao ataque dos agentes atmosféricos, torna-se necessária nos perfis de aluminio uma
protecção anti-corrosiva, bem como a necessidade de fazer referência distinta ao tipo de protecção, isto é,
aluminios anodizados e termolacados, pois a cada um deles são associados diferentes custos e técnicas
para a sua obtenção
A anodização de perfis de aluminio é efectuada por processo eletrolitico de oxidação superficial do
material e nem sempre é verificada a satisfação de especificações relativas àcamada de anodização exigida
(conforme a agressividade do ambiente onde vão ser aplicados), nem as relativas à exigência da
colmatagem posterior dos poros da camada de oxidação criada, ([26] a [28]), podendo assim ser verificadas
diferenças acentuadas nos preços de venda devido ao grande consumo energético envolvido em cada caso.
Salienta-se que o processo depende do tempo de passagem da corrente eléctrica.
Os perfis anodizados podem ainda apresentar cores que vão desde o cinzento do alumínio produzido
nas condições referidas, ao anodizado colorido devido àintrodução nos poros da camada anódica e antes da
operação de colmatagem, de pigmentos inorgânicos ou orgânicos.
A termolacagem, ou mais simplesmente Iacagem de perfis de aluminio é um tratamento de
superfície cuja diferença principal relativamente áanodização consiste na aplicação ao perfil, de uma tinta,
pulverizada na superfície do alumínio previamente tratada, e polimerizada em estufas que podem atingir
temperaturas a cerca de 220 °C. Este processo permite a comercialização dos perfis com várias cores e têm
vindo a ser utilizados como alternativa significativa aos aluminios anodizados. Refira-se que os consumos
energéticos para a termolacagem é menos de metade dos devidos ã anodização, todavia existem vários
tipos de tintas com custos e características diferentes.

4 Em serralharias de aço, haverá que considerar a decapagem e metalização, sempre que as


especificações do projecto o exigirem. Como já foi referido na nota anterior nas serralharias de aluminio
haverá que considerar a anodização ou a termolacagem bem como a respectiva protecção até ao
acabamento dos trabalhos de montagem na obra.

144 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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gq. z,. 12.2 Portas,janelas e outros componentes em vaos
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a) As medições serão efectuadas separadamente, conforme os componentes se

ltáâ- ..-_ situem em:


Êff z¿ - paredes exteriores;
_:I
É - paredes interiores;
- pavimentos;
,, 2
- coberturas.
ii
4 ; b) Regra geral a medição será realizada àunidade (un) para o conjunto das partes
. principais (guarnecimentos ou aros, caixilhos fixos ou folhas móveis) e acessórios, e

Ç individualizadas em rubricas próprias de acordo com indicação das seguintes


características:
(.
- natureza do metal ou das ligas ou dos seus elementos principais;

.
- secções nominais e forma dos elementos constituintes;
if
lí' .x
- meios de fixação e ligação entre peças e de assentamento dos elementos;
i ^ ~,
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íá* - tipos de revestimento e de acabamento;
- classe de permeabilidade ao ar, de estanquidade aágua e resistência 3
ii1 .i
acções do vento (AEV)1;
› -tipo de movimento ou modo de abrir;
šifl
- número de folhas móveis e fixas;
- dimensões;
ig; -tipo de ferragens.
faz

Ã;¬
c) Nos casos em que o único elemento metálico do vão seja o aro ou 0
guarnecimentoz, a mediçao será em m.

d) A medição de caixilhos fixos e gradesa, ainda que de dimensões diferentes mas


de composição semelhante, poderá ser realizada conjuntamente em mz. A medição dos
Ti: respectivos aros considera-se incluída naquela área.
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e) No enunciado da medição deverá indicar-se sempre as medidas dos
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componentes e as dimensões totais entre faces do enquadramento do vão4. O medidor
Lc. deverá considerar as dimensões entre faces interiores do guarnecimento do vãos no caso
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deste nao ser metálicos.
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I) Os estores serão considerados no capítulo relativo a Elementos de
ázai
\*"a`›Í Equipamento Fixo e Móvel de Mercado. As caixas de estore serão medidas à
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ç.í‹'Ê.,;Ê i unidade (un).


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Curso sobre Regras de Medição na Construção 145
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g) A medição dos vidros será incluida no capitulo Vidros.

h) Sempre que necessário, as ferragens poderão ser medidas separadamente em


rubricas prÓprias7 sendo, neste caso, a medição realizada àunidade (un).

1 Das exigências funcionais aplicadas a janelas, além das de segurança e de durabilidade, salientam-
se as de habitabilidade (conforto térmico de inverno e de Verão), conforto acústico e salubridade, em que os
parâmetros de permeabilidade ao ar e de estanquidade ãágua, por serem dependentes da quantificação da
acção do vento (factores de velocidade e rugosidade caracteristica do terreno) e da localização do edifício e
da janela no edificio (cota acima do terreno e protecção oferecida por outras construções), são considerados
de grande importância.
Com base no RSAEP [13] e em estudos realizados no LNEC [15], que contemplam uma influência
diferente da rugosidade do terreno para permitir a inclusão de edificios isolados em locais planos e em
relação aos quais os valores indicados no RSAEP são insuficientes, foi também considerada a possibilidade
de existir protecção contra 0 vento, que reduz o efeito na fachada onde a janela está instalada.
O zonamento considerado é classiflcado de Zona A e de Zona B. Da primeira, fazem parte a
generalidade das regiões (excepto as situadas em locais que conduzem a uma exposição ao vento
desfavorável, como é o caso de alguns vales e estuários) e, da segunda, os arquipélagos dos Açores e da
Madeira e as regiões do continente situadas numa faixa costeira com 5 km de largura ou a altitudes
superiores a 600 m.
Para contemplar a rugosidade aerodinâmica do solo foram estabelecidos os três tipos de rugosidade:
- tipo I, para locais situados no interior de zonas urbanas em que predominem os edificios de
médio e grande porte;
- tipo II, para a generalidade dos restantes locais, nomeadamente os rurais com algum relevo e
os situados na periferia de zonas urbanas;
- tipo Ill, para locais situados em zonas planas ou nas proximidades de extensos planos de
água nas zonas rurais.
Quanto à altura acima do solo as janelas são caracterizadas até alturas que não excedam 100 m
(medida desde a cota média do solo no local da construção até ao centro da janela), devendo para locais
mais altos a caixilharia ser objecto de estudos especificos. São assim estabelecidos os seguintes valores
limite para altura de janelas, semelhantes às alturas de referência para edificios definidas no RS/EH [16]:
- altura acima do solo inferior a 10 m (de uma forma geral edificios até 3 pisos);
- altura acima do solo compreendida entre 10 m e 18 m (inclui em geral edifícios até 6 pisos;
- altura acima do solo compreendida entre 18 m e 28 m (em geral edifícios até 9 pisos);
- altura acima do solo compreendida entre 28 m e 60 m (em geral edificios até 20 pisos);
- altura acima do solo compreendida entre 60 m e 100 m (em geral edificios até 34 pisos).
O efeito de protecção tem em consideração a protecção contra o vento conferida por outras
construções, distinguindo-se as classificações de fachada abrigada e fachada não abrigada quantificadas de
acordo com as distâncias existentes entre fachadas de edificios (até 15m e entre 15 e 30m) [15].
No quadro seguinte apresentam-se as classes de janelas a considerar em função das alturas acima
do solo, zonamento do local do edificio e do efeito de protecção, para as rugosidades do tipo l, ll e lll
anteriormente referidas.

146 Curso sobre Regras de Medição na Construção

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7- I
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Fachadas Fachadas não abrigadas


Cota abrigadas Região A Região B
(m) I e II I II III I II

A1 A1 A2 A2 A1 A2 A2

< 1o E1 E1 E2 E3 E2 E2 E3
v1 v1 W v2 vs v2 v2 v3
. A1 A1 A2 A2 A1 A2 A2

10 a 18 E1 E2 E2 E3 E2 E2 E3
V1 V2 V2 V3 V2 V3 V3

A1 A1 A2 A2 A2 A2 A2

18 a 28 E1 E2 E2 E3 E2 E3 E3
V2 V2 V3 V3 V2 V3 V3
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A2 A2 A2 A2 A2 As
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E3 E3 E4 E3 E4 E4
(C)

v3 v3 võt” vs val”
r
W - A utilização de janelas V1 é aceitável nos casos em que o coeficiente de pressão não excede 1,1. Em situações mais
gravosas deve optar-se por utilizar janelas V1 que adicionalmente satisfaçam as condições impostas no ensaio de
i deformação àpressão de 620 Pa ou utilizarjanelas V2.
IB) - A utilização de janelas V3 é limitada a alturas até 80 m.
1°' - Para estas exposições a resistência mecânica das janelas deve ser superior àexigível a uma janela com a classiflcação V3 e
determinada de acordo com o RSAEP [13].

Salienta-se que a selecção das janelas recomendada no quadro refere-se a exigências mínimas,
sendo portanto do ponto de vista técnico aceitável a especificação de uma janela com a classificação A3 E3
V3 num local para o qual é satisfatório apenas a classificação A1 E1 V1. Esta situação deverá ser em regra

À
evitada uma vez que tem custos acrescidos.
â
2 Sucede em determinados tipos de obra, a necessidade de que o guarnecimento do vão seja

l
metálico, por exemplo portas de corredores de hospitais sujeitas àpassagem frequente de macas, embora a
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respectiva folha seja de madeira. Neste caso, as peças em madeira serão consideradas no capitulo relativo
vz.\›_=,
a Carpintarias.
f
i`
i
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3 Refere-se exclusivamente a caixilhos com todas as folhas fixas.
ii
if 4 Por guarnecimento do vão entende-se o conjunto de peças fixas que se interpõem entre a parede e
è
lí o aro, servindo para fixação deste, ou mesmo da folha, no caso de não existir aquele. No último caso, pode
`;Í
ser de aro ou de alisar. Diz-se de aro quando é constituido por uma estrutura que, fixada ao contorno do
‹U.
'i
vão, serve de suporte àfolha, caixilho ou porta, não constituindo contudo revestimento deste. Diz-se de alisar
5;
ri quando reveste lateral e interiormente o contorno do vão, sen/indo simultaneamente de suporte àfolha.
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‹ Curso sobre Regras de Medição na Construção 147


É-
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5.
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5 Por enquadramento do vão ou contorno do mesmo compreende-se o limite definido pelos


elementos do guarnecimento, entre os quais se situam a folha ou folhas, moveis ou fixas.

S Para portas, a altura será limitada interiormente, em qualquer dos casos, pelo nivel superior do
revestimento dos pavimentos ou das soleiras.

7 Especialmente quando a elementos semelhantes corresponderem ferragens diferentes. Contudo, a


‹ ›
respectiva medição ficará incluida neste capitulo.

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1
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1

4

xi.

148 Curso sobre Regras de Medição na Construção


12.3 Fachadas-Cortina1

a) As medições serão efectuadas separadamente, conforme os elementos


constituam:
- Fachada-Cortina Continuaz;
- Fachada-Cortina Verticalmente lnserida3;
i

b) Regra geral, a medição será realizada ao mz, para o conjunto dos elementos
que constituem a fachada-cortina (montantes e travessas4, bites, vedantes e
elementos de fixaçãos).
v

i
c) No enunciado da medição deverá indicar-se sempre a designação da fachada-

z
cortinas, bem como da indicação das características seguintes:
l - natureza do metal ou das ligas ou dos seus elementos principais;
- meios de fixação e ligação entre peças e de assentamento dos elementos;
l

-tipos de revestimento e de acabamento7;
››

- classe de permeabilidade ao ar, de estanquidade àágua e resistência às


acções do vento (AEV)8;
-rs

..z-K
-tipo de movimento ou modo de abrir das partes móveis;
- dimensões;
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I:
-tipo de ferragens. _

~fl¬-‹r-z d) A medição dos vidros será incluída no capítulo Vidros.

e) Sempre que necessário, as ferragens poderão ser medidas separadamente em

me-.»zav;,~›1-.â‹»›.-¬fâw.‹
rubricas própriasg sendo, neste caso, a medição realizada àunidade (un).
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i:

1 Segundo OLIVEIRA BRAZ [29], como consequência do desenvolvimento tecnológico e das


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tendências arquitectónicas nos edificios, as áreas envidraçadas têm vindo a ser progressivamente
aumentadas, sendo actualmente muito consideradas como soluções de revestimento total da envolvente
¬z.ve~.1z;f_,.-‹¿
i*
. vertical do edificio através das designadas fachadas-cortina.
As primeiras fachadas-cortina aplicadas e ainda actualmente consideradas são constituídas por uma
â
estrutura reticulada de perfis de aluminio visíveis do exterior e cujos vãos são preenchidos por vidros fixados
zt
por aparafusamento pelo exterior de um perfil denominado Bite e sendo assim designadas normalmente por
li Fachadas VEB (Vidros Exteriores com Bites).

'as
Tendo em vista a redução máxima dos perfis metálicos nas fachadas, previlegiando a maior área de
vidro possivel, têm sido consideradas fachadas-cortina em que a estrutura de aluminio fica oculta do
_
exterior, sendo os vidros directamente colados ao metal de suporte através de colas especiais de silicone,

Curso sobre Regras de Medição na Construção 149

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eliminando-se assim os bites de fixação. Estas fachadas-cortina designam-se vulgarmente por Fachadas
VEC (Vidros Exteriores Colados).
Salienta-se ainda que desde o inicio da década de 90, a aplicação destes componentes nos edificios
tem crescido fortemente em Portugal, sendo actualmente vulgar a utilização de fachadas-cortina VEB em
edificios de habitação e administrativos e as fachadas-cortina VEC com aplicação já significativa nos
edificios administrativos.

2 . .
Fachada leve com um ou varios panos Fachada_cm¡¡na I
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todos eles posicionados àfrente do bordo da laje Contínua


e que não é interrompida pelas paredes divisórias
ou pelos pilares do edificio.
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Fachada leve com um ou vários panos |:aGhada.cm¡¡n3 _

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todos eles posicionados àfrente do bordo da laje Inserida


mas que é interrompida pelas paredes ou pelos Verticalm ente
v.
pilares.

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150 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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4 Os montantes e as travessas são os


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elementos principais de suporte da fachada,
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devendo assim serem concebidos e Laie _j .V
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dimensionados para satisfação das exigências
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relativas a:
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peso próprio da fachada;
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origem termica; L? ~
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fig;-..,§ - choques provenientes do exterior e do iêi
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interior; ii,
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- deformações de funcionamento inferiores as éi
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' admissíveis.
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Montante _ í`w1¢`‹\›°‹1
3.

5 A concepção e o dimensionamento dos .z

elementos de ligaçao da fachada ao edificio E I


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#4 deverão ter em conta, nomeadamente as ii Í":
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exigencias relativas a: 3 ua
S. ,¬¬.‹
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A -transmitir àestrutura do edificio os esforços verticais resultantes do peso próprio da fachada


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e os esforços horizontais devidos àacção do vento;
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- permitir as variações dimensionais de origem térmica das estruturas de suporte da fachada-


cortina.
Fi - possibilitar a eventual desmontagem da fachada

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Curso sobre Regras de Medição na Construçao 151

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Montante
Travessa
6 Fachadas VEB (Vidros Exteriores , .
com Bites) - constituídas por estrutura M ,
reticulada de perfis de aluminio e cujos vãos sao .wi mi,fzfz§;z1:‹z¿.;z-.›'<*ç^<:= "›:~';~f*› * z< 1-1'
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preenchidos por vidros fixados por :mínima _ if-}=^¬. '

aparafusamento pelo exterior de um perfil 1Ei. wlxí 'Ê


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denominado Bite. -1 ;'‹;,».^›¬zz:z z~'><-*~.~,,,~¬:;fw. z,z;> -. fzzx ,A ..;«; 1. ~*›
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Colagem estrutural
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Fachadas VEC (Vidros Exteriores


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Colados) - constituídas por estrutura de ' p
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aluminio em que os vidros são directamente _ K.

colados ao metal de suporte através de colas ~


especiais de silicone.
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Perfil de colagem estrutural

7 Cor do revestimento anódico e valor nominal da espessura da camada, bem como de colmatagem
eficaz. Cor, brilho e espessura do revestimento por Iacagem, bem como exigência de revestimento anti-
corrosivo das peças de aço integradas na fachada-cortina (de preferência galvanização a quente por l

mergulho).

8 Sendo as fachadas-cortina de aluminio e vidro constituídas, além do vidro e dos sistemas de


l
fixação à estrutura de suporte de todo conjunto, por perfis de alumínio complementados por perfis de
vedação e acessórios diversos (conjunto de materiais denominado Série de Alumínio), devem também ser l
aplicadas as exigências estabelecidas na alínea b) do subcapitulo Portas, janelas e outros elementos em
vaos.
Salienta-se que no nosso pais as Séries de Alumínio são concebidas, fabricadas e comercializadas
Í

na forma de Kit, sendo o gamista (entidade responsável pela série) responsável apenas pela qualidade da
série que fornece, escapando-lhe totalmente a condução das etapas da sua instalação nos edificios,
1
nomeadamente quanto à
- adaptação às soluções arquitectónicas do edificio;
- aos elementos de enchimento em vidro e respectiva produção; P

- á execução da caixilharia e a sua montagem na obra, tarefa que deve ser atribuida a
instaladores especializados na série; .I
- ainspecção e ensaio da caixilharia, que é uma atribuição do controlo da qualidade da obra.

152 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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Salienta-se assim que, tal como foi referido no subcapitulo Principios de base, podendo as
l medições ser elaboradas a partir do projecto ou da obra e as regras de medição serem aplicáveis a ambos
¿.
*tú os casos, na medição sobre projecto, os medidores devem ter conhecimento para poderem equacionar e
As procurar esclarecer, juntos dos autores dos projectos, as faltas de informação que são indispensáveis à
determinação das medições, ao cálculo dos custos dos trabalhos e ao bom desempenho dos trabalhos a
f¬4.¬
especificar.
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1
9 Especialmente quando a elementos semelhantes corresponderem ferragens diferentes. Contudo, a
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respectiva medição ficará incluida neste capitulo.
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Curso sobre Regras de Medição na Construção 153


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12.4 Guardas, balaustradas e corrimaos

a) As medições serão feitas separadamente conforme as guardas se situem em;


- escadas e patamares;
- varandas; i

- coberturas.

b) Regra geral, a medição será realizada em m para o conjunto dos elementos 1

sendo as medidas determinadas pelo desenvolvimento do corrimão.

c) Sempre que necessário, a medição de cada um dos componentes das guardas


pode ser feita separadamente sendo, neste caso, os balaústres medidos àunidade (un) (_.
5
e os outros componentes em m.

12.5 Revestimentos `r

a) Regra geral, as medições serão realizadas de acordo com as regras indicadas


no capítulo Revestimentos.

b) As estruturas leves ou grades de suporte, para apoio ou fixação do


revestimentos, serao medidas em mz.

12.6 Divisórias leves e gradeamentos

a) As divisórias leves e os gradeamentos metáIicos1 serão medidos em mz I


incluindo a respectiva estrutura.

12.7 Equipamento 'S


~:.^=i

a) As medições de equipamento ou de componentes de equipamento serão


agrupadas nas seguintes rubricas:
- Equipamento fixo;
- Equipamento móvel.

b) Regra geral, a medição será realizada a unidade (un), incluindo todos Os


elementos principais e acessórios. No entanto, sempre que necessário, a med¡Çäo de
cada componente do elemento a medir pode ser feita separadamente utilizandQ_Se a
mesma unidade de medição.

154 Curso sobre Regras de Medição na Construção


i

E c) As portas de elementos de equipamento cujas outras partes são executadas


:Í . _ ,. - . . . _

com material nao metalico, serao medidas segundo as regras indicadas na rubrica
Portas,janelas e outros elementos em vãos, nomeadamente na alínea c)2'

ii

1 Nomeadamente grades divisórias no interior do edificio e grades de vedação


»
i
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1
2 c) Nos casos em que o único elemento metálico do vão seja o aro ou o guarnecimento, a medição i
i l
será em m, caso por exemplo de portas de corredores de hospitais sujeitas àpassagem frequente de macas,
embora a respectiva folha seja de madeira. Neste caso, as peças em madeira serão consideradas no
capitulo relativo a Carpintarias.
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Curso sobre Regras de Medição na Construção 155

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13. PORTAS E JANELAS DE PLÁSTICO

13.1 Regras gerais

a) As medições serão efectuadas separadamente, conforme os elementos se


situem em:
- paredes exteriores;
H

i - paredes interiores;
-coberturas.

b) Regra geral, a medição será realizada à unidade (un), para o conjunto de


elementos principais e acessórios comuns, com indicação das suas caracteristicas,
nomeadamente:
i - caracterização e especificação dos perfis adoptados, do plástico utilizado e
da cor escolhida.
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, - tipo, descrição e localização dos reforços incorporados1.
- meios de ligação entre as peças das folhas e da fixação destas aos aros ou
li
guarniçõesz.
- constituição, número de folhas de cada unidade e tipo ou modo de abrirs.
- dimensões.
- tipo e material de constituição das ferragens de movimento e manobra e
.,, respectivo acabamento.
ii
¬i
- quando com zonas envidraçadas, caracterizar o modo elou material de
ài fixação dos vidros.

c) No enunciado da medição, deverá indicar-se sempre a dimensão do


enquadramento de cantaria ou alvenaria, como o vivo de luz do aro ou guarnecimento4.

d) Os aros ou guarnecimentos, quando destacáveis, serão medidos


separadamente em rubrica próprias, devidamente caracterizados e em m.

e) Os estores serão considerados no capitulo relativo a Elementos de


Equipamento Fixo e Móvel de Mercado, no entanto, quando a caixa do enrolador
(bobine) constitua prolongamento do aro e do mesmo material, deverá ser medida em

Curso sobre Regras de Medição na Construção 157


conjunto com este. Nestas condições, a medição passará a ser a unidade (un) bem
caracterizada.

l) A medição dos vidros será incluída no capítulo Vidros.

1 De um modo geral, o tipo, descrição e localização dos reforços deverão constar dos pormenores,
sobretudo no que diz respeito aos reforços de rigidez e ligações entre peças, como na compensação dos
cortes e aberturas para ferragens de movimento, manobra e fecho.

2 No que respeita ao assentamento, deverá definir-se bem, não só o modo como o mesmo se
efectuará, como a localização e tipo dos acessórios de fixação. Esta recomendação adquire especial
relevância quando se trate de portas ou janelas de batente, porquanto neste tipo de componentes, a cada
fixação deverá corresponder um reforço com características apropriadas e que deverão ser incorporadas no
fabrico.

3 Por unidade, deverá indicar-se a sua constituição (folhas fixas e móveis) e o tipo de movimentação
e fecho adoptadas. Quando para folhas móveis se preveja dois tipos de movimento possíveis (batente-
basculante ou guilhotina) deverá indicar-se o tipo de comando previsto.

4 O que caracteriza a dimensão do vão é o limite definido pelos elementos da guarnição ou aro,
excluídos os bucéis, e há casos em que as folhas (sobrepostas ou de correr) exigem dimensões superiores à
dimensão nominal do vão. Dai a recomendação.

5 Justifica-se 0 critério proposto, quando o fornecimento e assentamento devam ser praticados em


fases distintas e quando em vãos interiores, para o mesmo tipo e dimensão de folhas, existam alisares com
larguras diferentes, impostas por diferentes espessuras de paredes.

158 Curso sobre Regras de Medição na Construção

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14. ISOLAMENTOS E IMPERMEABILIZAÇOES
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14.1 - Regras gerais

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,t›. a) As medições serão agrupadas em dois subcapitulos correspondentes aos
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diferentes trabalhos a realizar1:
- isolamentos;
impermeabilizações.

b) No enunciado da medição devem ser explicitadas as características dos


materiais, bem como o seu modo de colocação em obra, nomeadamente:
W - natureza dos materiais constituintes;
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- condições de execução.

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1 _ _. __. _ . , _
A individualização das mediçoes nos dois subcapitulos considerados e, nao só desejável mas
exigível dada a característica autónoma dos trabalhos a efectuar e que justificaria, por si só, tratamento em
capitulos independentes. Estes trabalhos agruparam-se num único capitulo porque, de certomodo, se
Êzltoz
Ff; 1 manifesta a tendência de serem realizados pelo mesmo empreiteiro.
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Curso sobre Regras de Medição na Construção 159


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14.2 Isolamentos

14_2.1 Regras gerais

a) Consideram-se neste sub-subcapitulo os isolamentos referentes a toda a


construção, com excepção dos destinados a canalizações;

b) As medições serão agrupadas em rubricas correspondentes a natureza dos


isolamentos a realizar':
- isolamentos térmicosz;
-isolamentos acústicos 3.

c) Em cada um destes parágrafos, as medições devem ainda separar-se em


rubricas, consoante as características do tipo de isolamento preconizado4,
nomeadamente:
- isolamento com placas ou mantas;
-isolamento com material a granel ou moldado "in situ";
- sistemas de isolamento composto. _

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1%

1A separação da medição dos trabalhos de isolamento em dois parágrafos - isolamentos térmicos e \


acústicos - é necessária por àqueles corresponderem, de forma geral, execuções distintas e a utilização de
materiais diferentes.

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C'
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B _ |mpe¡meab¡|¡zaÇãO Isolamento térmico com placas
{Cobertur a invertida) *
C - isolamento térmico
B '_
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E - Camada de betonilha
Isolamento térmico com placas
F - Lajetas de sombreamento __-__.-_-çwflçgš
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êz‹..‹:.ftziâtêêtim§f.âš;š¬ë;fiz*z.Êz-_ _1.Íri.šz1,¿I=g¡'Íz*fl'-íiY¿"*`
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Isolamento térmico
com material a gr anel

160 : Curso sobre Regras de Medição na Construção


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1 - Isolamento acustico com bandas z.
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‹1-i~._~' .,` ` Bandas de 'ã minera' °°m 025m de Isolamento acústico com bandas
'ÊÊ Í~ largura, sobre o pavimento
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- Cinzas (residuos de combustão) sobre -_


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com material a granel
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1 'sz 3 - Sistema de isolamento acústico 1 A » A ~
“ ````` " ' '~
- Telas de la mineral e nódulos ou flocos de lt

Sistema de isolamento acústico

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4 O interesse em individualizar em rubricas próprias consoante as características do tipo de


-Ííil
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isolamento preconizado advém de depender deste, dum modo geral, a forma de medição (ver notas
anteriores).

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Curso sobre Regras de Medição na Construção 161


14.2.2 Isolamentos com placas ou mantas

a) A medição de isolamentos aplicados com desenvolvimento em superficie e


executados quer por placas ou por mantas, será realizada em mz.

b) A medição de isolamentos com desenvolvimento linear, de largura constante e


limitada, executados com placas ou bandas, será realizada em m (definindo-se a
respectiva largura).

14_2_3 Isolamento com material a granel ou moldado "in situ"

a) A medição de isolamentos com material a granel será realizada em m3.

b) Poderão, todavia, ser realizadas em mz de superfície isolada, desde que a


espessura do material de isolamento seja constante - ou varie linearmente, de forma a
ser possivel considerar-se o seu valor médio - e se tenha em atenção o referido na
alínea b)' das Regras Gerais do capítulo Isolamentos e impermeabilizações.

1 b) No enunciado da medição devem ser explicitadas as características dos materiais, bem como o
seu modo de colocaçao em obra, nomeadamente:

- natureza dos materiais constituintes;

- condições de execução.

162 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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;è>.'fs 14.2.4 Sistemas de isolamento composto
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a) No caso dos sistemas de isolamento térmico ou acústico, os seus elementos
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constituintes deverão ser medidos conjuntamente numa única rubrica, considerando que
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:;~:, a) A medição de dobras ou sobreposições será realizada em m, tendo-se
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¡:l}'¬¬ particularmente em atenção as prescrições já referidas na alínea b) das Regras Gerais
if' L
xiii? deste capítulo. Poderá, todavia, ser realizada em mz, no caso de dobras ou
sobreposições executadas por prolongamento dos materiais aplicados em superfície
corrente.
iii:
:Iii b) A medição de outros trabalhos de isolamento, necessários para a passagem de
iffíj
z*‹;z. Í
canalizações, chaminés, condutas diversas, ou para as ligações na periferia do
f-lr?
i;¬›;
isolamento, será realizada, quer àunidade (un) quer ao metro (m), precisando-se as
características dimensionais e particulares do trabalho considerado.
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112.
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14.3 impermeabilizações
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14.3. 1 Regras gerais
Ê;
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a) As medições serão efectuadas de modo a serem individualizadas em rubricasl
f

próprias, correspondentes aos diferentes trabalhos de impermeabilização,


nomeadamente:
ir - impermeabilização de coberturas em terraço ou inclinadas;
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ir
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.~«1.4
- impermeabilização de elementos verticais;
It? r - impermeabilização de elementos enterrados;
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ix impermeabilização dejuntas.
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(gt.
Í¡Í°'l
b) As medições englobam o fornecimento e o assentamento de todos os materiais
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« e acessórios necessários àexecução dos trabalhos de impermeabilização.
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A individualizaçao em rubricas proprias dos trabalhos de impermeabilização em coberturas em
fé terraço, paramentos verticais, elementos enterrados e juntas, ê necessária por aqueles trabalhos
5:.
implicarem, de forma geral, execuções distintas e aplicarem materiais diferenciados.
9:

...
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5, Curso sobre Regras de Medição na Construção 163
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I

14_3_2 Impermeabilização de coberturas em terraço ou inclinadas

a) As camadas de forma de espessura variável para a realização de pendentes em


coberturas em terraço serão medidas em mz de superfície coberta, devendo ser indicada
a sua espessura média. No caso de não ser atribuída ao empreiteiro de
impermeabilizações a realização daquela camada de forma, a sua medição deverá ser
incluída em geral no capitulo Revestimentos, ou particularmente no capítulo
Isolamentos, se se tratar de camadas com função simultânea de isolamento térmico1_

b) A medição do sistema de impermeabilização - betume asfáltico vazado a


quente, emulsões betuminosas, feltros ou telas betuminosos, membranas betuminosas
ou sintéticas, etc. - será efectuada em mz de superfície coberta. Esta superfície é
calculada a partir das faces das platibandas ou dos bordos interiores das caleiras
perimetrais, quando estas existam.

c) A medição de caleiras, relevos e protecções da impermeabilização, na sua


ligação a platibandas e construções emergentes da cobertura (muretes de juntas de
dilatação* aberturas de iluminação ou ventilação etc.), será realizada em m. No caso de
elementos de pequena dimensãos - com desenvolvimento inferior a 1,00 m a medição
deverá ser realizada por unidade (un). No caso de aberturas de ventilação ou
iluminação de pequena dimensão* justifica-se a sua medição àunidade (un).

d) A medição de camadas de protecção da impermeabilização será efectuada em


mz de superficie coberta, com indicação da sua espessura e constituição.
Consideram-se camadas de protecção, somente as realizadas pelo empreiteiro de
impermeabilização. Assim, revestimentos de ladrilhos ou lajetas de sombreamentos,
devem ser medidos no capitulo Revestimentos.

e) As superfícies das aberturas de esgotos pluviais, de chaminés ou de outros


elementos só serão deduzidas, nas camadas de forma, impermeabilização e camadas
de protecção, quando as suas áreas forem iguais ou superiores a 1,00 mz _

f) Todos os trabalhos complementares de drenagem de águas pluviais - rufos,


funis, grelhas de protecção, tubos de queda - serão medidos pelas regras indicadas no
capítulo relativo a Coberturas.

1 A inclusão no capitulo Revestimentos da camada de forma justifica-se sempre que se considere a


sua execução pelo empreiteiro geral, para assim ser possivel individualizar as medições correspondentes à

2164 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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_, sub-empreitadas. Poderá, todavia, dar-se o caso de a camada de forma ser simultaneamente isolante.
¬ Considerar-se-á, então, a sua medição em Isolamentos, caso não se preveja a sua execução pelo
l empreiteiro geral.

` Como exemplo apresenta-se a camada de forma nos sistemas de impermeabilização correntes


utilizadas para coberturas em terraço, em que só excepcionalmente a camada de forma é executada pelo
empreiteiro que realiza a impermeabilização salvo, eventualmente, na solução em que aquela camada é
simultaneamente isolante.:

A - Laje de cobertura

I B - impermeabilização _ .B
_ _,,,., › '' E
. . F C
C - isolamento termico o
_ ' A
D - Camada de forma `

E ' Camada de bef°"'"ia D


› F C
_ F - Camada de dessolidarização ' ¬ E L
(fiime de Pvc ou g‹-z0iê×iii) l l

Nas soluções em que se aplica uma camada de betonilha para aplicação da impermeabilização, a
sua medição deverá ser efectuada conjuntamente com a camada de forma, devendo existir ainda uma
camada de dessolidarização entre a camada de isolamento térmico e da betonilha (ver figura).

i 2 A medição destes pontos singulares da impermeabilização em m justifica-se por ser normalmente


constante o seu desenvolvimento lateral, como se verifica na figura, em que se apresentam soluções de
muretes de juntas de dilatação.

A - Tampa metálica com


juntas transversais
de dilataçao

B - Grampo de fixação E`
da tampa

C - Empanque com
mastíque
betuminoso

D - Feltro de
recobrimento

E - Placa de cofragem
deformável

_ Curso sobre Regras de Medição na Construção 165


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Feltro colado 1Í‹‹' i

10 a 15 cm
Com feltros betuminosos .1§¿l
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Com emulsao betuminosa armada Com mastiques betuminosos zzi


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com flbra de vidro J.


I-'rotccçao por recoorlmcnto .TI \
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Protecção por recobrimento ` 'r
.sa armada
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Canto angulo 'mo
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4 Exemplos de ligações da impermeabilização a aberturas de ventilação ou iluminação
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5 Os revestimentos de ladrilhos ou lajetas de sombreamento, como se indicam nas figuras devem ser
medidos no capítulo Revestimentos.

166 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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Protecção da impermeabilização com ladrilhos

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1 Ladrilhos assentes com
sobre leito de areia
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1
metálica
› Placa de cofragem deformável
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Impermeabilizacão em duas camadas

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Protecção da impermeabilização com revestimento de lajetas de betão


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1,1.

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1

14.3.3 Impermeabilização de paramentos verticais1

a
a) A medição de impermeabilizações de paramentos verticais com materiais i
É
idênticos aos utilizados em coberturas em terraço será efectuada pelas regras do `i
É

capítulo Revestimentos.

1As impermeabilizações de elementos verticais implicam a necessidade duma definição prévia dos
revestimentos de acabamento e do pormenor das suas técnicas de aplicação, tendo em conta a dificuldade
de, em geral, assegurar a aderência dos rebocos comuns de acabamento, e portanto a sua estabilização,
quando se aplicam sobre bases betuminosas ou de membranas. Á

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168 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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iii
» ., 14.3.4 Impermeabilizaçao de elementos enterrados
YiYfizfl

(ZS.
a) A medição de impermeabilizações de elementos enterrados com materiais
§",i.

šêƒ- idênticos aos utilizados em coberturas em terraço será efectuada de acordo com as
i*iz,;

regras anteriores.
f›z~r:~:›W. . -,
5;
az;
É?-',
b) Todos os trabalhos acessórios relativos a drenagem de águas pluviais e
›*›.s -
_
111. .
subterrâneas serão considerados no capítulo Pavimentos e drenagens exteriores ou
tz. z.
no capitulo Instalaçoes de canalizaçao.

14.3.5 Impermeabilização dejuntas

a) A medição de impermeabilizações de juntas de coberturas em terraço será


realizada em m tendo particularmente em atenção o estabelecido na alínea b)' das
Regras Gerais relativas a Isolamentos e impermeabilizações, isto é, com referência
“ .t§è“.s.'zf~"`“-?* explícita da sua constituição, em pormenor e materiais aplicados.
ii ›
Êa;
1.-fg' .
' b) A medição de impermeabilizações de juntas em elementos verticais será
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realizada de forma idêntica àreferida na alínea anterior.

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1 b) No enunciado da medição devem ser explicitadas as características dos materiais, bem como o
seu modo de colocação em obra, nomeadamente:

- natureza dos materiais constituintes;

- condições de execução.

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15. REvEsT||v|ENTos DE PAREDEs, Pisos, Tizcros E
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15.1 Regras gerais

-=r›~¡=zw-â‹iv"‹r'-1* *_
-,z‹.~é'f=_ a) As medições de revestimentos serão discriminadas em:

1 - Revestimentos de paramentos exteriores de paredesz:


. i)
Revestimentos de estanquidades - podem ser constituídos por elementos
descontínuos4 - de fixação directa ao suporte ou independentes - por
liri ›_
ef t
i
ligantes hidráulicos armadosã e por ligantes sintéticos armados com rede de
fibra de vidroõ,
fi ii)
‹, 'K
Revestimentos de impermeabilização? - são deste tipo os revestimentos
Ê: z- tradicionais de ligantes hidráulicosa, (constituídos por crespido9,camada de
i f,
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base” e camada de acabamento") e os revestimentos não-tradicionais de
|1,ͧ. z,
1; ;1
1: »
l 3
ligantes hidráulicos”.

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ñÁ iii) Revestimentos de isolante térmico” - são deste tipo os sistemas de
ll. ¿'
isolamento térmico por revestimento espesso sobre isolante”, os sistemas
:'-F4-Lê
de isolamento térmico por revestimento delgado sobre isolante", os de

. ._ _ argamassas de ligantes hidráulicos com inertes de materia/ isolante", os
'_
››'P
if: sistemas de isolamento termico por elementos descontínuos
Ç.
, ._
i
prefabricados" e os sistemas de isolamento termico obtidos por projecção
"in situ" de isolante".

iv) Revestimentos de acabamento ou decorativos” - são deste tipo os de


¬'^,z".?¬z:e'r‹~=_¢^-f,› ligantes hidráulicos (tradicionais ou não-tradicionais)2°, os revestimentos
delgados de massas plasticas”, os delgados de ligantes mistos”, e também
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os de elementos descontínuos”.

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Curso sobre Regras de Medição na Construção 171


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2 - Revestimentos de paramentos interiores de paredes24

i) Revestimentos de regularizaçãozs - são deste tipo os revestimentos de


ligantes hidráulicos”, os que têm como base o gesso (argamassas de 'T
za
gesso e areia27; esboços de gesso, cal apagada e areia” pastas de .-
jl,

gessozg; argamassas de gesso e inertes leves”, as misturas pré-


doseadasfi) e os de ligantes sintéticos”. (i

ii) Revestimentos de acabamento” - são deste tipo os revestimentos de


ligantes hidrau/icos34; os de cal apagada35; os de ca/ apagada e gessogâ; os
de gesso (estuques)37; os constituídos por produtos de cal apagada e

gesso pre-doseados” e os ligantes sintéticos”

iii) Revestimentos resistentes à água4° - são deste tipo os revestimentos


ceramicos'”; os de pedra”; os epoxídicos” e os de ligantes sintéticos
envernizados ou esmaltados44_

3 - Revestimentos de piso” interiores e exteriores (inclui terraços):

i) Revestimentos executados “in situ"46 - são deste tipo as betonilhas,


calçadas, etc.
ll
ii) Revestimentos manufacturados” sao deste tipo os revestimentos de
piso seguintes: 3.

- plásticos (vinílicos flexíveis sem suporte”, vinílicos flexíveis sobre


base resilientew e os vinílicos semi-flexíveis sem ou com am¡anto50);
- cerâmicosü;
- ladrilhos hidráulicos52;
- ladrilhos ou placas naturaissa;
- Tacos e parquetes;
- Aglomerados de cortiça; l

4 - Revestimentos de tectos interiores

Em geral são aplicáveis as classificações dos revestimentos de paramentos interiores


de paredes das presentes regras gerais e ainda os estafes e os tectos falsos por
componentes”.

5 - Revestimentos de tectos exteriores


6 - Revestimentos de escadas (lanços e patins)

172 Curso sobre Regras de Medição na Construção


_
«f ¬

b) As medições serão efectuadas de modo a serem individualizadas em rubricas,


tendo em atenção as características das camadas de revestimento e das superfícies a
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i
1
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revestir, nomeadamente:
- natureza dos materiais constituintes;
.ig
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- composição das argamassas;
¬í¬ÍÍ:
sf - dimensões das peças de revestimento (dimensões de Iadrilhos, de
1:3 6 componentes de tectos falsos, etc);
íftš
tr - acabamentos das superfícies de revestimento;
_ rf
-z'鿧.
- natureza, forma e posição das superfícies a revestir;
<!.1Í*.
vrfy-
->-
413: - condições de execução e métodos de assentamentoss;
tstíz
rt;-_.
c) Em regra, as diferentes camadas que constituem os revestimentos serão medidas
es em rubricas separadas, sobretudo se forem de materiais diferentes.
t
_.:r'*_
d) Sempre que conveniente, as camadas referidas na alínea anterior poderão ser
agrupadas na mesma rubrica”.
14' :
ab
.Tá e) As medidas dos revestimentos serão obtidas a partir das cotas indicadas no
§;›'\›
4~_‹_

it-
projecto, ou directamente na obra, de modo a traduzirem, regra geral, a totalidade da
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superfície a revestir, não sendo deduzíveis as juntas de assentamento desses


§.:‹râií-=~
_ 1
`_ .ffÚ. revestimentos. _
-uz.
z~_.
aw-

tt» f) As medições das superfícies a revestir incluem as respectivas arestas”.

zi3"
tt! 9) As medições englobam o fornecimento de materiais e todas as operações” (carga,
rft
ti-A transporte, descarga, preparação e aplicação dos materiais, montagem e desmontagem de
andaimes. limpezas etc.) necessárias àexecução dos revestimentos.

h) Sempre que necessário, as operações referidas na alínea anterior poderão ser


tt,__
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11'..
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545'
separadas em rubricas próprias.
rj. Í
xe'
zw
›,*ti¿,

zwe- 1 Os revestimentos com cantarias, madeira, componentes metálicos, vidros e espelhos, exceptuando as
z‹tz calçadas, e os tacos e parquetes-mosaico de madeira (que são abrangidos neste capitulo) serão considerados
_-,L
¿,_..-_.
ff* respectivamente nos capitulos Cantarias, Carpintarias, Serralharias e Vidros e Espelhos. As aplicações de
`YÍ_1=Ê
Ílf papel, de alcatifa ou de tecidos, são consideradas como acabamentos e, como tal, incluidas no capítulo
llÍ`;
Acabamentos. Os revestimentos de coberturas inclinadas são considerados no capitulo Revestimentos de
coberturas inclinadas.

2 As regras estabelecidas são baseadas no princípio de dar mais relevância à designação do tipo e

complexidade dos trabalhos a executar, do que a pormenores relacionados com a medição detalhada desses
trabalhos. Para esse efeito considera-se uma classiflcação dos diferentes trabalhos baseada no levantamento
exaustivo desenvolvido por LUCAS [17] que teve em vista, além de agrupar as diferentes soluções por classes

Curso sobre Regras de Medição na Construção 173


v

za
si

de igual função, fornecer também dados técnicos que facilite ao orçamentista a elaboração do preço para cada
um destes tipos de revestimento.

3 Um revestimento de estanquidade é o que garante praticamente por si só a estanquidade à água do


conjunto tosco da parede-revestimento, mesmo se ocorrer fissuração limitada do suporte. São deste tipo, os
revestimentos constituídos por elementos descontínuos - de fixação directa ao suporte ou independentes - os
de ligantes hidráulicos armados e os de ligantes sintéticos armados com rede de fibra de vidro.
«

4 Revestimentos por elementos descontínuos - podem ter a forma de placas, réguas ou ladrilhos bem
como serem constituídos por elementos prefabricados de fibrocimento, betão, metal, plástico, madeira,
materiais cerâmicos e pedra natural. Podem ser fixados directamente ao suporte, ou mais frequentemente, por
intermédio de uma estrutura metálica ou de madeira, ou ainda por dispositivos metálicos de pequenas
dimensões para fixação pontual. Os primeiros são designados por revestimentos descontínuos de fixação
directa e os segundos, por revestimentos independentes do suporte. Estes revestimentos podem ainda ser de:
r
- reduzidas dimensões faciais - tradicionalmente executados por fixação dos elementos sobre
r

uma estrutura de madeira (varas e ripas) e esta fixada à parede directamente, ou por ligação
realizada por esquadros que formam uma caixa de ar entre a estrutura e o suporte. Saliente-se
que actualmente as estruturas de fixação mais correntes são de penis metálicos, sendo os
elementos pregados ou agrafados com juntas horizontais de recobrimento e as verticais
desencontradas. Os materiais constituintes dos elementos do revestimento podem ser de barro
vermelho, madeira, fibrocimento e pedra natural ou artificial. Saliente-se que a pedra artificial
\
tem menor e melhor regularidade de dimensões, no entanto podem existir problemas de
durabilidade, devendo por isso serem submetidas a ensaios de envelhecimento.
¬

- em forma de lâminas - Tal como nos nos anteriores, as lâminas são flxadas tradicionalmente 9.4

numa estrutura de madeira ou de perfis metálicos, por aparafusamento, pregagem ou si


agrafagem, formando juntas de recobrimento com a maior dimensão na horizontal ou na
vertical, salientando-se que a primeira solução resolve mais facilmente a estanquidade das
juntas entre elementos. Os materiais mais comuns são lâminas de madeira, metálicas (aço ou
aluminio) e de plástico (termoendurecido ou termoplástico).

- de grandes dimensões faciais - o material mais utilizado para obtenção destes revestimentos,
ê o fibrocimento, preferencialmente do tipo sílico-calcário e autoclavado para que não existam
variações dimensionais significativas. Pode ser também utilizado o fibrocimento normal desde l x
ͬ
que tenham os furos de fixação ovalizados, bem como placas de material plástico ou de chapa
zincada_ O sistema de fixação ao suporte é idêntico aos anteriores e as juntas são de
recobrimento.

- de pedra natural - neste tipo de revestimentos os elementos mais correntes são de pedra
natural, nomeadamente granitos e calcários_ As juntas entre placas são sempre de topo e não
são tornadas estanques, pelo que só poderão ser revestimentos de estanquidade se forem de
fixação directa e os dispositivos de fixação lhes conferir uma caixa de ar entre a parede e se
esta for ventilada e munida dos dispositivos necessários àevacuação para o exterior da água
-›-tum.4»4»-'~
infiltrada pelo revestimento. No caso contrário apenas será classificado como revestimento 1
1
1
decorativo.
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174 Curso sobre Regras de Medição na Construção 1


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As placas de pedra são geralmente de forma rectangular com dimensões variáveis e a 'i.
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espessura é condicionada pela natureza da rocha, dimensões da placa, modo de fixação e i
pelas acções a que são sujeitas. Assim, as placas são consideradas resistentes ou não- i
,il
i'
resistentes, tendo as resistentes capacidade para se apoiarem umas nas outras pelos topos
horizontais, e os sistemas de fixação a função de evitarem apenas o derrube e, as não-
resistentes, são mantidas suspensas ou apoiadas por agrafos ou gatos que devem
V.
desempenhar funções de suportar o peso das placas, resistir a acções horizontais (vento) e jr
4
abson/er deformações diferenciais de origem termo-higrométrica. Saliente-se que os agrafos ¬1
zl
devem ser de cobre, latão ou aço inoxidável e normalmente em número de quatro e com
diâmetros de 4 a 6 mm em função das espessuras das placas e, a sua fixação a parede pode
ser feita com chumbadouros de argamassa ou mecanicamente. Os gatos devem ser
constituídos por placas ou perfis metálicos em latão, bronze, aço inoxidável ou cobre e suas
ligas, sendo também quatro por placa e com fixação ao suporte por chumbadouros de
argamassa ou mecanicamente.
A escolha do processo de fixação das pedras é essencial, pois depende de vários factores,
nomeadamente do estado e tipo de suporte, da natureza das placas nomeadamente o peso
il
próprio e variações dimensionais, tal como se indica no quadro seguinte, referindo-se ainda que 'i
ii

são essenciais os processos de execução dessa fixação.

5 Revestimentos de ligantes hidráulicos armados e independentes - este tipo de revestimentos são


doseados e executados do mesmo modo que os revestimentos tradicionais de ligantes hidráulicos, a descrever
em posteriormente, sendo no entanto aplicados sobre uma armadura metálica de aço galvanizado apoiada
numa estrutura metálica fixada ao suporte. Tal como nos revestimentos descontínuos independentes, a fixação
aparede garante a formação de uma caixa de ar que pode ser preenchida por material isolante.

6 Revestimentos de ligantes sintéticos armados com rede de fibra de vidro - Este tipo de
revestimentos são de concepção recente. Trata-se de um revestimento delgado a partir de produtos de ligantes
sintéticos com elevado teor de ligante e concebidos inicialmente para tratamentos curativos de fachadas que
apresentem problemas de estanquidade, nomeadamente devido à fissuração do revestimento antigo. São 1.
l
aplicados em mais de uma demão, sendo entre as duas primeiras incorporada uma armadura de fibra de vidro
i
tratada contra os áIcalis_ Os produtos para este tipo de revestimento são pré-doseados em fábrica e de fácil
aplicação (idêntica àde uma tinta de água), garantindo o acabamento final da parede e não sendo necessária
qualquer pintura posterior.

7 Os revestimentos de impermeabilização têm a função de contribuir para que o conjunto tosca da i

i
parede-revestimento seja estanque, devendo portanto limitar a quantidade de água que eventualmente possa i

atinjir o suporte, pois é este que assegura a estanquidade requerida.

8 Estes revestimentos (também conhecidos por massas grossas, ou rebocos) têm vindo a ser utilizados
no nosso pais durante muitos anos com muito bons resultados, graças àmão-de-obra qualificada existente e ao
respeito escrupuloso pelo modo de execução (número de camadas, intervalos de tempo de secagem,
argamassas bastardas, etc).

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i
Curso sobre Regras de Medição na Construção 175 i
i

i
fz

São normalmente executados a partir de argamassas preparadas em obra, com areia da região e
constituídos geralmente por 3 camadas designadas por crespido, camada de base - constituida por uma ou
duas camadas - e acabamento.

9 Tem a função de assegurar a aderência ao suporte e reduzir a tendência desse suporte abson/er a
água das outras camadas. É constituido por uma argamassa fortemente doseada em cimento geralmente com
traço volumétrico 1:2 e formando uma camada não uniforme de 3 a 5 mm lançada manualmente de uma forma
vigorosa sobre o suporte, ou por projecçao mecânica.

1°Esta camada tem como função principal garantir a impermeabilidade da parede, bem como a planeza
e regularidade superficial e a boa aderência da camada de acabamento. Assim, a argamassa deve ser
homogênea, compacta e, tanto quanto possivel não fissurável (bastarda), devendo ser constituida por cimento,
cal apagada e areia com traços volumétricos de 1:O.5:4 a 4.5 e 1:1:5 a 6 e com espessuras uniformes de 10 a
15 mm. No caso da necessidade de existirem duas camadas (condições mais ou menos severas de exposição,
tipo de acabamento e grau de protecção pretendido), a segunda camada deverá seguir a regra de dosagens de
ligante cada vez mais pobres desde a base para a superfície, e a espessura total ser de 20 mm.

"Esta camada tem funções fundamentalmente decorativas mas além de contribuir para a resistência
aos choques, contribui também para a impermeabilidade, pois constitui a primeira barreira à penetração da
água. Assim, esta camada não deve fissurar - argamassa com pouco cimento e com presença significativa de
cal apagada- e preencher eventuais fissuras que tenham surgido na camada base. São comuns os traços 11115
a 6 e 1:2:8 a 9 com espessuras entre 5 a 10 mm conforme a textura da superficie, podendo no caso de
acabamentos do tipo projectado fino, ter espessura de 3 mm.

“Revestimentos não-tradicionais de ligantes hidráulicos - desde 1970 têm vindo a ser desenvolvidos
fi
e aplicados diferentes tipos de revestimentos de ligantes hidráulicos pré-doseados em fábrica, aos quais
apenas ê necessária a adição de água na obra, tendo-se assim conhecimento dos seguintes tipos:
- Produtos pré-doseados suecos - estes produtos (fabricados na Suécia) são misturas em pó,
constituídas essencialmente por cimento e areia; ou cimento, cal apagada e areia, sendo
adicionadas em obra a água de amassadura especificada na embalagem. Refira-se que estes
produtos não dispensam as 3 camadas referidas para os tradicionais, devendo em cada
camada ser utilizada a composição adequada.
- Produtos pré-doseados ingleses - estes produtos ingleses são de 3 tipos; pré-doseados de cal e
i
areia aos quais se torna necessária a adição em obra do cimento e água nas proporções
1
pretendidas; pré-doseados de cimento, cal e areia (tal como nos suecos) e argamassas prontas
a aplicar com retardadores de presa para permitir o transporte e a aplicação.

- Produtos pre'-doseados franceses - estes produtos diferem dos restantes por conterem além do
cimento, cal e areia, diversos tipos de adjuvantes (retentores de água, introdutores de ar,
hidrófogos, etc) e por vezes inertes especiais e fibras. Uma outra característica muito i

importante ê de serem de execução rápida por serem aplicados em camada unica (em duas
i
demãos com tempo de espera de 2 a 5 h) de 10 a 15 mm e serem habitualmente aplicados por
projecção. Refira-se que a aplicação destes revestimentos em França e maioritária sendo os
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insucessos atribuídos a escolhas inadequadas do tipo ideal para o suporte - compatibilidade

176 Curso sobre Regras de Medição na Construção i

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mecânica - e a espessuras inferiores ä homologadas_ Desconhece-se contudo o


comportamento a longo prazo quanto á possibilidade de uma durabilidade próxima dos
tradicionais.

“Existem quatro sistemas deste tipo com grande aplicação em França desde início dos anos 80, dois
dos quais já foram referidos nos revestimentos de estanquidade - sistemas de isolamento térmico por
i
revestimento de elementos descontínuos com isolante na caixa de ar, e sistemas de ligantes hidráulicos
armados e independentes com isolante na caixa de ar - e outros dois sistemas que serão descritos a seguir
1 (por revestimento espesso e por revestimento delgado). Recentemente surgiram mais 3 tipos de sistemas de
isolamento pelo exterior - de argamasssas de ligantes hidráulicos com inertes de material isolante, de
elementos descontínuos prefabricados, e por projeção in situ do isolante - cuja importância, embora não sendo
por enquanto comparáveis aos anteriores, têm vindo a ter alguns desenvolvimentos, sendo por isso referidos
L
sucintamente após descrição dos anteriores.

“Estes sistemas são habitualmente constituídos por um isolante em placas de poliestireno expandido
colado ao suporte, e por um revestimento (em geral do tipo não-tradicional) de ligantes hidráulicos armado com
uma rede metálica. Se o revestimento hidráulico não proporcionar acabamento, pode ser aplicado um
revestimento delgado de massas plásticas ou uma tinta.
Como o poliestireno expandido tem aderência deflciente com o revestimento hidráulico, aquele deve ter
ranhuras numa ou nas duas faces, ou serem revestidas por partículas de madeira mineralizadas e
aglomeradas com cimento. A armadura é em geral uma malha quadrada de aço galvanizado com 13 a 30 mm
de lado e diâmetros entre 0.6 e 1.5 mm, fixa ao suporte por cavilhas. Saliente-se ainda que, tratando-se de
sistemas não-tradicionais os documentos de homologação detalham as características e campo de
utilização.

Yi
“São constituídos habitualmente por um isolante em placas de poliestireno expandido, colado ao
suporte por uma camada de base de ligante misto, armado com uma rede flexível, habitualmente de fibra de
vidro, e uma camada de acabamento de ligante orgânico constituida em geral pot massas plásticas). A
totalidade da espessura deste revestimento é de 25 a 30 mm (7 mm para as camadas de base e de
acabamento e o restante para o poliestireno expandido) [74]. As placas de isolante são flxadas ao suporte
apenas por colagem e a camada base é aplicada em duas demãos entre as quais é inserida a armadura. Os
produtos de colagem resultam da mistura pré-doseada de resinas sintéticas em dispersão aquosa com cargas
minerais (sílica e calcite) e com cimento, originando uma argamassa-cola que pode também colmatar algumas
irregularidades do suporte. A camada de base do revestimento é executada com o mesmo produto de colagem
na maior parte dos sistemas deste tipo e a armadura é em fibra de vidro de malha quadrada de abertura entre
3 e 5 mm. Saliente-se que a fibra de vidro apresenta grande sensibilidade à humidade, sendo atacada pelos
álcalis pelo que deve ser protegida com produtos adequados para ser aplicada no sistema.

16Estes revestimentos são recentes no mercado europeu e a maior parte das soluções patenteadas
ainda se encontram em fase de acerto de formulação. A sua constituição prevê em geral as três diferentes
camadas à base de produtos de ligantes hidráulicos já designadas por crespido (mas neste revestimento â
base de produtos não-tradicionais patenteados ou com produtos tradicionais adjuvados com emulsões aquosas
de resinas sintéticas), a camada de base com produtos não-tradicionais de inertes de material isolante,

Curso sobre Regras de Medição na Construção 177

k
i

cimento e cal aérea ou hidráulica e, a camada de protecção com produtos pré-doseados em fábrica já
descritos.
i
"São constituídos por um material isolante, habitualmente de poliestireno expandido de qualidade
inatacável pela água e de reduzida absorção de água. São revestidos exteriormente por uma película de
natureza metálica (aluminio lacado ou aço inoxidável), natureza mineral (fibrocimento, barro vermelho,
argamassa de ligantes hidráulicos armada com fibra de vidro) ou de natureza orgânica (PVC, poliester
reforçado, argamassa de ligantes sintéticos). As formas destes elementos podem ser de dimensões faciais
reduzidas (3 a 5 elementos em “escama” por m2), ou em forma de lâminas (com dimensões de 2.5 a 6 m de
comprimento e 0.2 a 0.4 m de largura).

“Estes revestimentos estão ainda em fase de desenvolvimento e têm como objectivo fundamental
serem aplicados numa única fase de operação. São constituídos essencialmente pela projecção sobre as
paredes, de produtos que, por expansão (geralmente o poliuretano), adquirem caracteristicas significativas de
isolamento térmico.
A projecção é efectuada por demãos sucessivas, resultando de cada uma a espessura de 5 10 mm,
todavia existem ainda muitos inconvenientes que têm impedido a sua generalização, nomeadamente os custos
elevados (do material e de investimento inicial), toxidade dos produtos durante a aplicação, e necessidade de
protecção mecânica dos paramentos com um revestimento por elementos descontínuos que elimina os
objectivos da aplicação em operação única.

1905 revestimentos de acabamento ou decorativos não têm a função de impermeabilização nem de À

regularização superflcial, devendo portanto ser aplicados apenas em suportes em que essas funções já se
encontrem completa ou maioritariamente garantidas. Assim as suas funções principais são de proporcionar um
aspecto agradável durante a vida do revestimento e participar na sua durabilidade, contribuindo também para a
protecção global da parede quer do tipo mecânico (por exemplo choques), quer do tipo quimico (poluição
atmosférica, etc.).
Saliente-se no entanto, que alguns destes revestimentos têm aptidão para contribuirem de modo
significativo na impermeabilização da parede, sendo em algumas soluções indispensáveis para que a
impermeabilização seja perfeita, nomeadamente nos casos em que è necessário recobrir fissuras ligeiras (por
vezes inevitáveis). Estão nestes casos os revestimentos tradicionais de ligantes hidráulicos (tradicionais ou não-
tradicionais) e os revestimentos delgados de massas plásticas.
Assim, além dos três tipos já referidos, são considerados também os revestimentos delgados de ligantes
mistos (hidráulicos e sintéticos), revestimentos por elementos descontínuos de juntas não estanques (colados
ou fixados mecanicamente) e as pinturas.

2° Estas camadas de acabamento foram já descritos em pormenor nos revestimentos tradicionais de


ligantes hidráulicos e na última demão dos não~tradicionais de ligantes hidráulicos. São constituídas por
argamassas de cimento, de cal apagada, de cal hidráulica e bastardas, podendo ser coloridas na massa ou
pintadas após a aplicação, e o relevo da superficie dependente do processo de aplicação ou de tratamento
posterior.
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178 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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A Sao constituídos pela combinaçao de um ligante (principalmente por resinas em dispersão aquosa)
com cargas minerais ou orgânicas inertes e, eventualmente, por pigmentos. A sua constituição difere das tintas
" (principalmente das tintas texturadas) devido a possuírem cargas de maiores dimensões e de granulometria
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não-uniforme, sendo também aplicáveis com camadas mais espessas (espessuras de 1 a 3 mm).
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151 ,

22 Estes revestimentos são constituídos por uma mistura de ligantes hidráulicos e de ligantes sintéticos,
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Fé _ preparados em obra por um dos seguintes modos; adição de produtos pré-doseados de cimento e areia com
massas plásticas; adição de produtos em pasta com base em ligantes sintéticos e cargas, com cimento; ou
¿¿.~, ainda adição com água de produtos pré-doseados com cimento, areia e ligante sintético em pó. São aplicados
em camada delgada de 2 a 5 mm de espessura e podem ser armados com rede de fibra de vidro.

Í 23 como já foi anteriormente referido, estes revestimentos diferem essencialmente dos de estanquidade
iii _< de tipo semelhante, por não existir caixa de ar entre o revestimento e o suporte, ou por as juntas entre
J

:gi i` , elementos não serem estanques, devido a serem quase sempre preenchidas por argamassa ou pasta de
,..
i..,. cimento. De igual modo, os Iadrilhos, azulejos ou placas, utilizados nestes revestimentos, são regra geral de
dimensões inferiores aos de estanquidade e de uma gama mais variada de matérias primas, embora os mais
~,, correntes sejam de materiais cerâmicos, argamassa, betão e pedra natural ou artificial.

1 ` 24 Estes revestimentos são classificados em revestimentos de regularização quando responsáveis pelas


“ši
,.._. condições de planeza, verticalidade e regularidade superflcial dos paramentos e em revestimentos de
¬=*ÍV
acabamento quando, além de proporcionarem is paredes um complemento de regularização, são na
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~“ - generalidade aplicados para conferirem o aspecto requerido pelas exigencias de conforto visual.

,'Í .%zâ'¡_¶~¬-_. -
_ 25Como mais correntes, têm-se os de ligantes hidráulicos - tradicionais ou não ~ constituídos à base de
_ gesso, ou os de ligantes sintéticos, sendo a opção por cada tipo referido, por exemplo quanto ao grau de
resistência pretendida aos choques e àágua e do tipo de acabamento previsto.

5!.” 1
it i 26 Estes revestimentos podem ser tradicionais ou não. Os primeiros, devem ser preferencialmente de

argamassas bastardas com um dos traços volumétricos 1:O.25:3; 1:1:6; ou 11229 ( cimento: cal apagada em
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pó: areia) conforme a natureza do suporte e o tipo de acabamento previsto e, os segundos, são executados
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com produtos pre-doseados em fabrica, semelhantes aos descritos para os paramentos exteriores de paredes.
=-1;

'A 27Revestimentos de gesso e areia - nestes revestimentos distinguiram-se as situações de argamassas


3*

rq para aplicação manual e as de aplicação mecânica. Nas primeiras, o gesso a utilizar pode ser o gesso escuro
ou pardo (gesso para esboço) aos traços volumétricos de 1:2 e 1:3 (gessoiareia). Nas argamassas de
›;lIr§Í*"z _. aplicação mecânica, os gessos têm de ser mais finos com granulometria controlada e percentagem
significativa de particulas finas, sendo o inicio de presa destas argamassas muito mais retardado que as
tradicionais (2 a 3 h) e os traços volumétricos de 111.5 (gessozareia siliciosa com partículas entre O e 2 mm) e
g um teor em água de amassadura de E 60 % da massa de gesso utilizada. A amassadura é executada na
»-,.~;¬"`“-~f*m'~.f›‹te1,-.=*»~ máquina de projecção e a aplicação mecânica é realizada por uma única demão em camada espessa de 10 a
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j, 20 mm.
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8 Estas argamassas são constituídas por uma mistura de cal apagada em pasta e areia àqual se
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¿ adiciona gesso aquando a aplicação. O traço volumétrico tradicional é de 11211 (gessozcal apagada em

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‹ Curso sobre Regras de Medição na Construção 179

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pastaíareia), possuindo um tempo de presa superior às argamassas de gesso sem cal, sendo no entanto
aconselhável a utilização de um adjuvante retardador de presa.

29 Estes revestimentos de regularização são constituídos por uma pasta de gesso sem areia e relação
água/gesso de E 80 %, normalmente executados em duas demãos em que a primeira é um crespido delgado
de espessura não-uniforme, e a segunda uma camada contínua de espessura de 8 a 10 mm.
Para a aplicação por projecção, as pastas têm de ser adjuvadas com retardador de presa (início de
presa entre 1.5 a 2 h), retententor de água e plastiticante, sendo nestes casos a aplicação realizada numa única
demão ou em duas se a espessura pretendida for 2 15 mm.

3°São constituídos por argamassas obtidas por adição de por exemplo vermiculite expandida ao gesso
preparado com relação água/gesso superior 3 pastas de gesso antes referidas. As paredes regularizadas com
estes revestimentos têm acabamentos posteriores de gesso sem inertes deste tipo, e no caso de serem
projectados mecanicamente, as argamassas são pré-doseadas em fábrica, sendo a amassadura efectuada na
própria máquina de projecção.

31 São constituídos por produtos com base em gesso, colocados em obra na forma de pó, sendo
adicionada apenas a água prescrita pelo fabricante. Existem produtos para aplicação manual e mecânica,
sendo constituídos por gesso de granulometria fina, cal apagada em pó, areia limpa, seca e calibrada e ainda
por micro-fibras e adjuvantes plastificantes e retentores de água.

32 Estes revestimentos também designados vulgarmente por estuques sintéticos têm vindo a ser muito
considerados, principalmente pela existência de paramentos cada vez mais lisos, nomeadamente em paredes
de betão moldado de inertes correntes, paredes de alvenaria de blocos de betão celular autoclavado, de argila
expandida, e de painéis prefabricados, pois são habitualmente aplicados com espessuras de 1 a 3 mm. São
executados a partir de produtos em forma de pastas prontas-a-aplicar e constituídos por resinas sintéticas em
dispersões aquosas, por cargas de sílica ou de calcite, por adjuvantes e, quando necessário por pigmentos.

33Os revestimentos de acabamento além de proporcionarem às paredes um complemento de


regularização, são na generalidade aplicados para satisfazerem as exigências de conforto visual. Estes
revestimentos são em geral do mesmo tipo dos de regularização que os precederam no suporte, mas de
menores teores de cimento no caso dos hidráulicos ou de granulometrias mais finas nos outros casos. Refira-
se ainda que poderão necessitar de aplicação posterior de um revestimento decorativo por razões de ordem
estética, ou um revestimento resistente àágua em alguns espaços dos edifícios.

“Estes revestimentos podem ser do tipo tradicional ou não-tradicional, sendo executados com
argamassas de cimento, cal apagada e areia (1:1:6 ou 1:2:9), ou com produtos pré-doseados, apenas quando
os de regularização também tenham sido executados com o mesmo tipo de revestimento. Em ambos os casos,
estes revestimentos não proporcionam paramentos mais lisos do que os resultantes da camada de
regularização, pelo que são executados para obter determinado efeito de superfície ou para complemento da
regularização, não devendo ser alisados com talocha metálica para não aumentar o risco de fissuração.

35São constituídos por pasta de cal apagada ou de argamassa de cal apagada e areia fina, com traços
volumétricos de 1:0 ou 1 (cal apagada:areia), havendo menor retracção de secagem para o caso de existir

180 Curso sobre Regras de Medição na Construção


areia, necessitando no entanto muito tempo para concluirem o endurecimento. São aplicáveis quando a
regularização foi àbase de cimento ou de cal apagada, salientando-se que a tinta que eventualmente se aplique
sobre um revestimento deste tipo tem de ser muito resistente aos álcalis.

'za›‹~_w
3sSão doseados com os traços entre 1:0.25 a 0.5:O a 1 e 7:0.25 a 1:0 (cal apagada em pasta:
gesso:areia), devendo os gessos serem de granulometria fina (gesso para estuque). Devem ser aplicados sobre
camadas de regularização de argamassas de cimento ou de cal apagada, ou ainda de argamassas de gesso.

37São executados com pasta pura de gesso; com argamassas de gesso, cal apagada e areia (1:0 a
0.25:0 a 1) ou com pasta de gesso e cal apagada (1:0 a 0.25). Estes revestimentos são utizados em superfícies
regularizadas por argamassas de cimento ou de cal apagada, de argamassa de gesso ou pastas de gesso
puras, ou ainda de argamassas de gesso e inertes leves.

38Estes produtos são de constituição idêntica aos de regularização já referidos e só devem ser aplicados
sobre aqueles. O tempo de início de presa é inferior aos de regularização (5 30 minutos).

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“São de constituição semelhante aos de regularização, mas as cargas apresentam uma granulometria
mais fina, podendo também ser pigmentados para dispensar a aplicação de revestimento decorativo.

4°Os revestimentos resistentes à água são utilizados na camada de acabamento de locais de edifícios
onde a presença da água seja frequente, nomeadamente em cozinhas, casas de banho, lavandarias, ou ainda
"ɬ em zonas das paredes de outros locais em que seja necessária a limpeza por via húmida, pelo que os
materiais a serem utilizados não deverão ser deterioráveis pela água.

“São executados com azulejos (de faiança calcária), ladrilhos de grés ou semi-grés (esmaltados ou
não) e eventualmente com ladrilhos de barro vermelho esmaltados. Podem ser aplicados por colagem ou com
argamassas de cimento, cal apagada e areia e ainda por colas não tradicionais (argamassas‹coIas, cimentos-
colas e colas de ligantes sintéticos).

“Podem ser de pedra natural ou artificial fixados mecanicamente aos suportes por agrafos ou gatos, ou
ainda se a massa e as dimensões dos elementos forem reduzidas, por simples colagem com argamassa-colas
(elementos de massa S 30 kg/m2 e área 5 600 cm2), cimentos-colas (elementos de massa 5 15 kg/m2 e área 5
225 cm2) ou colas de ligantes sintéticos (elementos de massa 5 30 kg/m2 e área 5 450 cm2).
säo
“São sistemas constituídos por uma massa epoxídica ou de dispersão aquosa de ligantes sintéticos de
constituição idêntica à dos revestimentos de acabamento já referidos, sobre a qual se aplica uma tinta
epoxídica.

“Constituem um sistema que, por aplicação de um verniz ou esmalte sobre uma massa de dispersões
aquosas de ligantes sintéticos, é idêntica âdos revestimentos de acabamento de ligantes sintéticos já referidos.

“Aos revestimentos de piso são estabelecidas regras de qualidade cujas quantificações devem ser
efectuadas para cada tipo de revestimento, sendo estes usualmente classificados em dois grandes grupos
designados por revestimentos executados "in situ"e por revestimentos manufacturados.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 181

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Como foi referido para os revestimentos de paredes, as regras estabelecidas são baseadas no princípio -
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de dar mais relevância âdesignação do tipo de revestimento e complexidade dos trabalhos a executar, do que a
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pormenores relacionados com a medição detalhada desses trabalhos. Para esse efeito considera-se a ›. ..
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classificação dos diferentes revestimentos e dos locais em que são aplicados, baseada nos trabalhos de .t
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NASCIMENTO [18] e [19] que teve em vista, além da classificação, fornecer dados técnicos que facilite ao _ z z ›,›~.z-_
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projectista a especificação das exigências a estabelecer, ao medidor a sua quantificação, e ao orçamentista o . 1-f›'~'. '.
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consequente conhecimento dessas exigências que permitam a elaboração do preço para cada um destes tipos '-ííâf:
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de revestimento. ' J ii-; `
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Das exigências referidas, salientam-se as que necessitam de homologação prévia pelo LNEC (artigo 17
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do RGEU [20] e que conduzem àdeterminação da classificação UPEC [18] dos revestimentos de piso não- 1 ¿
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tradicionais. ,z
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4°Os revestimentos executados "in situ" podem ser à base de ligantes minerais de cimento com 1.-5:. 1

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agregados correntes ou com agregados e endurecedores especiais, de ligantes orgânicos sintéticos (acetato de .-'zm i
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polivinilo, poliéster, epoxi, etc), e ainda àbase de ligantes hidrocarbonados. al


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“Os revestimentos manufacturados têm normalmente a forma de placas ou ladrilhos e são constituídos l
¿. .
por materiais minerais (cerâmicos, pedra natural, betão ou argamassa com agregados correntes ou com ~›.
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agregados e endurecedores especiais), por materiais lenhosos do tipo parquetes de tacos, parquetes-mosaicos, \.

parquetes em painéis e cortiça, por materiais hidrocarbonados, por materiais orgânicos de resina betuminosa,
cloreto de polivlnilo sem suporte e sobre suporte, placas e peças de linóleo e de elastómeros, e ainda por
materiais de fibras têxteis naturais ou químicas, nomeadamente as alcatifas tipo veludo tecida e não tecida, do _-_.-<zz

tipo plano e outras.


“Estes revestimentos são assim designados por não possuírem um suporte da camada de desgaste.
Apresentam-se em peças em rolo ou ladrilhos constituídos por uma ou mais camadas de folhas (opacas ou «

12

transparentes, uniformes, marmoreadas ou impressas), ligadas por calandragem, dobragem, prensagem ou


indução, podendo assim ser homogêneos (folhas de composição e cor idênticas) ou heterogéneos (folhas de if
fl
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composição e/ou cor diferentes). Também pertencem a este tipo de revestimentos os que têm no tardoz ou .â
É

integrada na camada uma armadura não higroscópica, como por exemplo uma armadura não-tecida de fibra
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de vidro. .r.

“Estes revestimentos plásticos são constituídos por uma base resiliente que suporta a camada de
desgaste, existindo especificações de homologação para as camadas resilientes constituídas por feltro de juta
gi., '
ou sintético, policloreto de vinilo (PVC) alveolar e PVC-cortiça. ›'l

5°Estes revestimentos são constituídos por ladrilhos termoplásticos semi-flexíveis compostos por um
ligante àbase de copolímeros vinílicos, de plastificantes e outros aditivos, e por corantes e cargas minerais,
incluindo ou excluindo as fibras de amianto. O modo de obtenção é por calandragem e apresentam-se
habitualmente com superficie lisa geralmente marmoreada ou ainda com um relêvo em que os motivos se
repetem regularmente.

51Os revestimentos de piso constituídos por ladrihos cerâmicos são classificados além do processo de
fabrico, pelo coeficiente de absorção de água, NP-2349 (EN-87) [21], existindo assim três classes identificadas

182 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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pe os simbolos A, B e C, $ quais correspondem respectivamente os processos de extrusao, prensagem a seco
¬.-' e de moldagem e, para cada uma das classes, 4 grupos - I, lla, /lb e /ll - que definem os valores limites dos
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coeficientes de absorção de água dessa classe. De igual modo, para cada classe de ladrilhos existem normas
Pé.
Êta que estabelecem as diferentes características a serem obsen/adas (formas, dimensões, aspecto e as
És
fi.
fã:
Ê.
propriedades físicas, mecânicas e químicas), sendo os diferentes produtos mais correntes agrupados do modo
5?
iíf. indicado no quadro seguinte [22].
Êíffr. -1
i:`~='

51'
yr Classes e grupos de revestimentos de piso cerâmicos
l.. I Classes › Grupos, coeficientes de absor'ção de água E (%) e d'escrições ‹
E
,››,‹ii (Processo de fabrico) I (E 53) Ila (3< E 5 6) Ilb (6< E 5 10) lll (E >10)
t
3
A (Extrusão) Al Alla Allb Alll
(Grés) Grés/barro vermelho (Grés/barro vermelho) (Barro vermelho)
B (Prensagem a seco) Bl Bila Bllb Blll
»jâ~. ›._¬›.';-Qrf»
(Grés vitrificado) (Barro vermelho) (Barro vermelho) (Barro vermelho)
i C (Moldagem) Cl Clla Cllb Clll
Pasta de vidro - - -
:-
`l.
t_.
ira
52São constituídos por duas camadas designadas por camada base e camada de desgaste, sendo
,_
*tj

l« ambas constituídas por uma argamassa com ligante hidráulico (cimento) em dosagem adequada, mas a de
desgaste contendo granulados de pedra dura (grânulos de calcário, mármore, etc) e de máxima granulometria
variável (NP-52 [23]). São correntes as designações de ladrilhos hidráulicos em pasta, esquartelados e
.:,;?.§,¬~z_‹¿-._
marmoritados em função quer da dimensão dos inertes da camada de desgaste, quer do acabamento
superficial (polimento ou esquartelamento).
«sz-_=¿-,\.¬›

“Estes revestimentos de piso são habitualmente constituídos por rochas ornamentais, em especial
calcários, mármores, granitos e xistos. Devido àdificuldade actual de caracterização mecânica e física deste
tipo de revestimentos, devem sempre ser descritas as designações comercialmente correntes e não o “calão
industrial' de considerar como mármore todas as rochas ornamentais. Como exemplo, salienta-se que para as
7;rf: rochas ornamentais portuguesas [24] e [25], existem 104 designações comerciais aplicadas a rochas
-z
exploradas nas pedreiras do país, representando os mármores (calcários cristalinos) E 50 % e as restantes
.,.
distribuídas pelos granitos, calcários não-cristalinos, brechas e xistos.

z “Os tectos falsos serão medidos de acordo com o material de que são executados. A estrutura de
suporte, por exemplo, engradado de madeira, em tectos de estafe e estuque, será incluída no capitulo de
carpintarias. Se se trata de elementos de suspensão, são incluidos geralmente na medição do revestimento do
l

tecto (estafe aramado, etc.)_ Nos pavimentos com revestimentos de tecto constituídos por tecto-falso com ou
×

sem isolante na caixa de ar, o isolante deverá ser incluído no capítulo relativo a isolamentos e
impermeabilizações.

55 Exemplos de condiçoes de execução e metodos de assentamento


u
Nos exemplos apresentados, quer nos revestimentos dos lambris de azulejo, como dos pavimentos com
i
tacos e ladrilhos, foram tidas em consideração as condições de execução e o método de assentamento.

Curso sobre Regras de Medição na Construção 183


-i
De igual modo, foi tido em consideração a medição em rubricas separadas tendo em atenção o descrito ~ Ê
na alínea d) das presentes Regras gerais bem como na mesma rubrica as operações de emboço e reboco.
saliente-se contudo que podem no entanto ser consideradas duas operações numa só rubrica, desde que ao
elaborar o orçamento, no preço de aplicação, sejam consideradas as duas operações a executar pelo mesmo i
sub-empreiteiro.
Como exemplo, geralmente as operações de emboço e reboco são englobadas na mesma rubrica, não
só por serem executadas, de uma maneira geral, com o mesmo material, como por na sua execução se
seguirem as duas operações, sempre feitas pelo mesmo operário.

Exemplo 1 - Revestimento de pavimentos com tacos tipo parquet-mosaico e com ladrilhos hidráulicos
l
1
Zona de circulação

REVESTIMENTO "ln~situ”
Betonilha de cimento ao
traço 1:4, para regularização
e colagem de tacos. P1
Ç LD
Z. circulação 1 1.30 1.95
ç P1
Portas P1 0.80 0.15
5: -Ii zz_\-1.='‹ -1.-z
H
Portas P2 0.70 0.10 P1
0.80
2.00
x- P2
0.70
2.00
x- E ii..
1.30 P 2.-1-0

zz.
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li
TACOS E PARQUE TES É

. -`*
Tacos de pinho tipo
parquete, assentes com cola G) vi,.,"° zz
. - vi
branca, em pavimentos. '
› 3 ¡_;¿~.-_`,__,.,?›¬' ge r to
. .z~,z.z, ,ig

Z. circulaçao 1 1.30 1.95


J1 l
Portas P1 0.60
C.. N 1
0.80 0.15 .xtJ«'‹N
.L.. ., =.

Portas P2 0.70 0.10 I-D LD


'Y 'N 25_ `
0ZSH
Nota: O rodapé será medido no J1-0.
1.10 801:J2
0.50
0.1x-10 ° 03010.50 -=› 1.00 1 0.80 10.60 ‹=›
1.45 2.510
capítulo relativo a carpintarias l
l

É

1

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184 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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Í Betonilha de cimento ao
traço 1:4 , para P1
regularização e colagem de 5
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tacos.
ii' 1,-_ " 1.30 2.40 1
TACOS E PARQUETES 0.P1
2.00
8-01: P2
030
2.00
x-
Ê;
if Tacos de pinho tipo
parquete, assentes com cola
t. branca, em pavimentos. 1 240 395 C,
O1
'Z ci
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Nota: O rodapé será medido no 1
WI
fz.
capitulo relativo a carpintarias 5;;
-››

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'Í “Ê .25- 0
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zz J1-0.
1.10 801:J2
0.50
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x- ° 01010.50 Q 1.00 lose luso =›
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1.45 eso
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ii.

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M» Em revestimentos de tacos considerou-se em rubrica separada a execução da betonilha de
›~ regularização, por este trabalho ser executado não só por pessoal diferente mas do mesmo empreiteiro,
l>
enquanto a colocação de tacos é feita geralmente por sub-empreiteiros.
J

Para os ladrilhos hidráulicos, não se considerou a betonilha por a operação de assentamento incluir a
argamassa de enchimento. Saliente-se que se fossem por exemplo ladrilhos vinílicos, ter-se-ia de medir a
betonilha de regularização.
Na medição do rodapé de mosaico hidráulico, no compartimento 3 - Casa de banho não foi medido o
comprimento correspondente ao topo das banheiras revestidas de acordo com a alínea O das presentes regras
I

i
gerais.
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Curso sobre Regras de Medição na Construção 185

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Casa de banho

LADRILHOS

Ladrilhos hidráulicos de ‹
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pasta, em pavimentos
P1
LD
DI
1.30 2.10
® P1 ID

I
" iso '="' 2.40
A deduzir: Banheira 1.30 0.60 P1
0.80
2.00
x- P2
0.?0
2.00
x-

Rodapé de ladrilho
o
hidráulico de pasta 1.30 °`!
FJ
0.90
1.50
1.10
0.56
25 0.25H
J1-
0.1.10
801: J2
0.50
0.40
x- Õ 01010.50 ‹=5 1.00 loco 10.00 ci
A deduzir: Porta P2 0.70 1.45 2.00

EXEMPLO 2 - Revestimentos de paredes interiores

No emboço e reboco interior da casa de banho foi deduzida a área correspondente ao lambril de azulejo,
por este revestimento ter sido considerado com assentamento âmaneira tradicional, isto é, directamente sobre
a base de pano de tijolo.

Saliente-se contudo que poderá ser considerado o emboço e reboco na superfície correspondente ao
lambril de azulejo se este, como por exemplo nos azulejos tipo "pastilha" for aplicado sobre o reboco.

186 Curso sobre Regras de Medição na Construção


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Paredes interiores - Zona de circulação


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Í^ REV. DE REGULARIZAÇAO

i. ^' -›. Emboço e reboco com


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- argamassa bastarda de cimento.
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cal aérea hidratada e areia ao
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traço
interiores
1:2:6. em paredes i=1`\ ID
C1
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130 2.40
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P1
0.80
x- 2.00
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0.70
x-
0.80 2.00
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0.70 2.00
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vii REV. DE ACABAMENTO
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Esboço e estuque em paredes O
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(Medição igual a anterior) i èw,
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0.801:1.100.0.50 ° 0.10 10.50 O 1.00 1 0.80 10.60 ci
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Paredes interiores - Quarto


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I.~`¡ REV. DE REGULARIZAÇAO



Emboço e reboco com argamassa
bastarda de cimento, cal aerea
hidratada e areia ao traço 1:2:6,
P1
S:t..
em paredes interiores P1 LD
W
CI
2.40 2.80 Ífí'
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sá. A deduzir: Porta P1
3.95

0.80
2.80
0.30
P1
2.00
x- 2.00
0.P21:
1-10 __, ii..
1.30 P1 2,10
Janela J 1 2.00
ç.
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, 0.80
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1.10 -url '
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z-
REV. DE ACABAMENTO II. ç CD MO!"' O
Esboço e estuque em paredes Ui
to
interiores
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(Medição igual ã anterior) Ê J2


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1.10
J1-0.801:0.0.50
J2 x4-.0
if' 0.T01Ú.50F1
1.45
1.00 10.8010.60 ci
2.30

Curso sobre Regras de Medição na Construção 187

¿-
.W
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Ííré*
L¡¬'3

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Paredes interiores - Casa de banho ri

LADR/LHOS
Lambril de azulejo branco de 14 l .ri
JL
x 14, a fiada. ff ‹r.
'l 1.30 1.50 .i
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'l 0.90 1.50 * .z.P 1
J
1 2.10 1.50 25
1.70 1.50 ® P1 5-.. -:...:=›-* r-z: ' ›fiz'.*z¬'-=vz- -s. «_
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HU
1 0.56 1.50 1.30 P1, 2,40

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z_.

A deduzir: Porta P2 0.70 1.50


P1
0.2.00
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Topos da banheira 2 0.60 0.40
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REV. DE REGULARIZAÇÃO Ot
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Emboço e reboco com
argamassa bastarda de cimento,
~ . tz › re*
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cal aerea hidratada e areia ao
F-.Í'-*ri
traço 1:2:6, em paredes 1.30 1.30
interiores 3O J2 _ J1 _
0.90 1.30
2.10 1.30 U7 ID z

~'-'¡ 0.10 10.50 ‹=¡ 1.00 10.30 10.50 ci 025H


'N Ovi
1.70 1.30
J1-
0.1.10
801: J2
0.50
040
x-
0.56 1.30 1.45 2.30 1

A deduzir: Porta P2
0.70 0.50

REV. DE ACABAMENTO I

Esboço e estuque em paredes Â


interiores

(Medição igual à anterior)


i
â
i

Foram deduzidas as áreas correspondentes aos topos das banheiras, por não se tratar de uma
intersecção, mas sim de uma zona nao rebocada. t

1.

l
1

éxzees

EXEMPLO 3 - Revestimentos de tectos \


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i
Zona de circulaçao

188 Curso sobre Regras de Mediçao na Construçao 1

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1
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REV. DE REGULARIZAÇÃO

Chapinhado de argamassa fluida


de areia e cimento ao traço 1:3,
sobre superfície de betão.
Í P1
ID
P1 F4
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1 1.30 1.95
I
› REV. DE ACABAMENTO
Jau P1 2.-un
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P1
0.8-01:2.00P2.00
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"I Esboço e estuque em tectos .¿ .¿,
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0.80:1.10ü.J5-2Ux0.10
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Quarto
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REV. DE REGULAR/ZAÇAO

\zw:-v;
×r Chapinhado de argamassa fluida
de areia e cimento ao traço 1:3, P1
sobre superfície de betão.
LD

<:-Y'f;~¬z:-rv:~s.-»E
'l 2.40 3.95 V P1 'N
O

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REV. DE ACABAMENTO
Esboço e estuque em tectos
0.P1
2.00
8-01 P2
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2.00
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2 H..P1~2.4o
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Sanca corrida em tectos
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1.45 2.30
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Casa de banho

Curso sobre Regras de Medição na Construção 189


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REV. DE REGULARIZAÇÃO \

Chapinhado de argamassa fluida »

de areia e cimento ao traço 1:3,


sobre superfície de betão. ..1 .-
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1 1.30