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© 2010 - Direitos autorais reservados à autora

Autoria : Paty Fonte ( Patricia Lopes da Fonte)


Capa e Projeto Gráfico : Priscila Hemery
Ilustrações: Priscila Hemery, Getty Images.

Proibida a reprodução total e parcial .


Os infratores serão processados na forma da lei.

Projetos Pedagógicos Dinâmicos®


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PROJETO
LINGUAGEM DA
CIDADANIA
ÍNDICE
Público alvo............................................................................................5
Período....................................................................................................5
Objetivos.................................................................................................5
Justificativa............................................................................................5
Culminância...........................................................................................6
Os primeiros passos...............................................................................6
União Escola – Família...........................................................................6
Sondando os conhecimentos prévios.....................................................6
Atividade Estimulante..........................................................................8
A Língua Portuguesa.............................................................................9
A mistura das três raças.....................................................................12
Para conhecimento do professor.........................................................12
Várias formas de linguagem...............................................................14
Explorar................................................................................................14
Questione os alunos.............................................................................15
Sugestões de Atividades......................................................................16
Culminância.........................................................................................16
Portfólio Individual ............................................................................17

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PÚBLICO ALVO:

Alunos do 2o ano do Ensino Fundamental, já alfabetizados, na faixa -


etária de 6 / 7 anos. Podendo ser facilmente adaptado a outros níveis
de ensino.

PERÍODO:

1o semestre do ano letivo.

OBJETIVOS:
• Aprofundar o conhecimento sobre a língua materna, conhecendo
sua origem e história;
• Desenvolver as diferentes formas de linguagem;
• Identificar as formas de linguagem: verbal e não verbal;
• Ampliar o conhecimento do mundo que nos cerca a partir do tema
em questão;
• Socializar - respeitando as diferenças individuais e trabalhando
cooperativamente.

JUSTIFICATIVA:
Todos os alunos da escola estarão inseridos em um projeto central
denominado “Cidadão do Mundo”. Para a classe do 1o ano foi esco-
lhido o tema linguagem, objetivando que as crianças valorizem ainda
mais a alfabetização concluída e possam conhecer as outras formas
existentes de linguagem e utilizá-las em seu cotidiano de modo efi-
caz. Somente quando nos apropriamos de nossa linguagem, em suas
variadas expressões, podemos exercer a cidadania no sentido pleno
da palavra.

Através de atividades lúdicas e variadas, cada item trabalhado am-


pliará a visão e o conhecimento do mundo que nos cerca.
As atividades propostas permitirão, ainda, que os alunos compreen-
dam a importância do trabalho cooperativo, integrando e socializan-
do o grupo – num exercício democrático constante.

O tema permitirá, também, que os alunos conheçam a história e ori-


gem de nossa língua, percebendo as diferentes influências e apren-
dendo a respeitá-las.

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CULMINÂNCIA
Feira Cultural - com exposição e apresentação de todos os trabalhos
realizados referente ao tema durante o semestre.

OS PRIMEIROS PASSOS
1)- UNIÃO ESCOLA – FAMÍLIA:

Independente do tema do projeto a ser desenvolvido é de suma im-


portância informar os responsáveis sobre o mesmo, pedindo que
participem (estimulando seus filhos e ajudando quando solicitados)
engajando-os no processo ensino - aprendizagem.

Para tanto, deve-se realizar uma reunião com os pais para levar ao
seu conhecimento a proposta de se trabalhar a pesquisa escolar como
princípio educativo e o tema escolhido para dar suporte às atividades.
Sabendo que a interação escola - família é indispensável a compreen-
são e a colaboração destes, para que o trabalho a que se propõe reali-
zar realmente aconteça.

2)- SONDANDO OS CONHECIMENTOS PRÉVIOS:


Antes de propor algum tipo de atividade o professor deve sondar o
que os alunos já sabem sobre o tema e listar seus principais inte-
resses e dúvidas.

Se os alunos já estão acostumados a trabalhar com projetos na escola


e não partiu deles a temática, devem ser informados sobre o tema
escolhido e estimulados, ao máximo, para que desejem construir co-
nhecimento e buscar informações.

Para realizar de forma eficaz a sondagem propomos:

Uma conversa plural, informal, com os alunos sentados em círculo:

• Vamos estudar sobre linguagem. Quem sabe o que é linguagem?


• Só existe uma forma de linguagem?
• Quais são as formas de linguagem existentes?
• Qual a língua que falamos em nosso país?

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• Existem outros países que falam uma língua igual a nossa?


• Quem conhece alguém que fala outra língua? Quem?
• Quem já viajou para algum lugar onde se fala uma língua dife-
rente da nossa? Quando? Onde?
Pode-se aumentar, diminuir ou modificar as perguntas
de acordo com a realidade, interesses e necessidades
do grupo. O professor deve intervir somente quando
necessário, deixando os alunos se expressarem. Todavia,
é muito importante que todos se manifestem e, para tal, a
interferência do professor nos momentos certos é crucial.
LEMBRETES:
• A conversa deve ser prazerosa para as crianças. O professor perceben-
do a falta de interesse deve encerrar a mesma concluindo-a em outra
oportunidade, ou, até mesmo, mudando a estratégia de sondagem.

• Antes de realizar a sondagem é bom relembrar as regras de com-


portamento e convivência em grupo. Caso o grupo não tenha a-
inda elaborado tais regras deve fazê-lo. As regras de convivência
merecem um espaço especial dentro de sala de aula – coloque-as
num quadro atraente, bonito e chamativo construído juntamente
com os alunos.
Listar as perguntas e as respostas da
sondagem é fundamental!

SUGERIMOS QUE CRIE CARTAZES COM:


Conhecimentos prévios: são as certezas que as crianças têm sobre
o tema em questão.

Dúvidas provisórias: são as perguntas que os alunos irão fazer


sobre o tema e tudo mais que demonstrarem interesse em descobrir.

Os alunos deverão ser desafiados, instigados, estimulados, a desco-


brir as respostas para as suas dúvidas. Não cabe nesta primeira con-
versa informar nem ensinar nada sobre o tema.

• As crianças podem ilustrar os cartazes da sondagem antes destes


serem fixados na sala de aula.
• Não esqueça de datar os cartazes.

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ATIVIDADE ESTIMULANTE
Apresentar em aparelho de som conversas variadas em línguas dife-
rentes das nossas. Entre as conversas deve conter uma em Língua
Portuguesa.

Propor que as crianças escutem atentamente. O som das conversas


deve ter, no máximo, 2 minutos.

Após todos ouvirem, indagar:

• _ O que acabamos de ouvir?


• _ Quem entendeu tudo?
• _ O que conseguimos entender?
• _ Por que não entendemos tudo?

Pode-se aumentar, diminuir ou modificar as perguntas de acordo


com a realidade, interesses e necessidades do grupo.

As crianças devem chegar a conclusão que entenderam a conversa


em língua portuguesa, que é a nossa língua materna.

Caso as crianças estudem inglês ou outra língua na escola, o profes-


sor desta área pode ser convidado para ouvir o som e dizer o que
entendeu.

Variante da Atividade: Pode ser realizada a atividade usando,


também, diferentes vídeos e canções.

Ao término da atividade deve se iniciar uma conversa sobre nossa


língua materna: a língua portuguesa. Caso haja em sala de aula
crianças que já viajaram para outros países é interessante resgatar
esta experiência.

Exemplo: As crianças assistem desenhos animados e seriados ame-


ricanos – logo, relataram animadas tais experiências e até cantaram
trechos de músicas em inglês e espanhol.

A professora aproveitou a oportunidade levando algumas letras das


canções conhecidas dos alunos e propôs que lessem e refletissem o
que compreendem ou não e porque é necessário o trabalho de dubla-
gem para que possam assistir aos programas.

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A LÍNGUA PORTUGUESA
Sugerimos que a história da nossa língua seja contada de forma lúdi-
ca. O professor pode preparar alguns cartazes com desenhos como
recurso ou, figuras em slide, para apresentar com auxílio de um
datashow.

A seguir, as informações principais a serem contadas aos alu-


nos:

• A língua portuguesa, com mais de 215 milhões de falantes nativos,


é a quinta língua mais falada no mundo. Idioma oficial do Brasil e
idioma oficial, em conjunto com outros idiomas, de Portugal, Ango-
la, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Guiné Equa-
torial, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, sendo falada na antiga
Índia Portuguesa (Goa, Damão, Diu e Dadrá e Nagar-Aveli), além
de ter também estatuto oficial na União Europeia, no Mercosul e
na União Africana.
Levando ao conhecimento dos alunos que outros países
falam, também, língua portuguesa, é interessante usar um
globo terrestre e localizar cada um desses países.

Havendo tempo hábil e interesse por parte dos alunos é


interessante propor que pesquisem sobre estes países e
levem suas descobertas para sala de aula.

Listar as curiosidades descobertas em um cartaz que pode


ser ilustrado com fotos também pesquisadas.

• Assim como os outros idiomas, o português sofreu uma evolução


histórica, sendo influenciado por vários idiomas e dialetos, até
chegar ao estado conhecido atualmente. Deve-se considerar,
porém, que o português de hoje compreende vários dialetos e sub-
dialetos, falares e subfalares, muitas vezes bastante distintos,
além de dois padrões reconhecidos internacionalmente (portu-
guês brasileiro e português europeu). No momento atual, o por-
tuguês é a única língua do mundo ocidental falada por mais de
cem milhões de pessoas com duas ortografias oficiais (note-se que
línguas como o inglês têm diferenças de ortografia pontuais mas
não ortografias oficiais divergentes), situação a que o Acordo Or-
tográfico de 1990 pretende pôr cobro.

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Sugerimos que seja convidada uma pessoa que fale


Português típico de Portugal. A proposta será entrevistar
esta pessoa e, durante a entrevista, descobrir diferenças
e semelhanças assim como curiosidades da nossa língua.
Através desta atividade ficará mais claro para as crianças
que podemos falar a mesma língua em países diferentes,
mas que sempre teremos influências de outros idiomas e
de dialetos.

A ideia é registrar por escrito as principais perguntas e


respostas e ilustrar com fotos da entrevista.
• A colonização portuguesa começou gradativamente pelo litoral,
a partir de 1532, com a instituição das capitanias hereditárias.
Nesse período, diversas comunidades da família Tupi e Guarani
habitavam o litoral brasileiro entre a Bahia e o Rio de Janeiro.
Havia entre elas uma grande proximidade cultural e lingüística.
Para estabelecer uma comunicação com os nativos, os portugueses
foram aprendendo os dialetos e idiomas indígenas. A partir do tu-
pinambá, falado pelos grupos mais abertos ao contato com os colo-
nizadores, criou-se uma língua geral comum a índios e não-índios.
Ela foi estudada e documentada pelos jesuítas para a catequização
dos povos indígenas. Em 1595, o padre José de Anchieta a regis-
trou em sua Arte de gramática da língua mais usada na costa do
Brasil. Essa língua geral derivada do tupinambá foi a primeira in-
fluência recebida pelo idioma dos portugueses no Brasil.

Aproveitar para estudar um pouco mais sobre a vida


dos índios, seus costumes e tradições, seus jogos e
brincadeiras. Pode-se estudar palavras de origens
indígenas que ainda estão presente em nosso cotidiano
como nome de pessoas, de ruas, etc.

• Outro contato que influenciou a língua portuguesa na América foi


com as línguas dos negros africanos trazidos como escravos para
o país. O tráfico de escravos começou com a introdução do cultivo
da cana-de-açúcar na capitania de São Vicente (que corresponde
a parte do atual estado de São Paulo), no Recôncavo Baiano e em
Pernambuco, no começo da colonização. Ele se intensificou no sé-
culo XVII, espalhando-se por todas as regiões ocupadas pelos por-
tugueses. Os escravos acabaram aprendendo o português, para

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se comunicar com os seus senhores. O lingüista Mattoso Camara


Jr., em História e Estrutura da Língua Portuguesa, afirma que,
no Brasil, os escravos chegaram a desenvolver um português crio-
ulo, tal como ocorreu nas colônias africanas

• Aproveitar para estudar um pouco sobre a cultura


africana.

A Lei nº 10.639 de 2003 tornou obrigatório o ensino


da História da África e dos afro-brasileiros no Ensino
Fundamental e Médio.

Sugerimos um trabalho com o livro: O Amigo do Rei, de


Ruth Rocha, 32 págs., Editora Ática.

Há muito tempo atrás, quando no Brasil ainda existia a


escravidão, um menino muito esperto dizia que ia ser rei.
Matias era negro e morava na Senzala e nasceu na mesma
época que Iôiô, menino branco da Casa Grande (onde
moravam os senhores de escravos). Eles aprenderam a
brincar juntos, mas na hora das brigas, adivinha quem
tinha razão? Eles aprontam e deixam o pai de Iôiô furioso.
Os garotos levam aquela surra. Magoados, resolvem fugir
pela mata, lugar de várias surpresas, onde sonhos de
liberdade podem se tornar reais.

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A MISTURA DAS TRÊS RAÇAS


• Trabalhar a questão do respeito às diferenças, mostrando às cri-
anças que cada raça teve sua importância e que somos a mistura
delas.

• Resgatar as brincadeiras e jogos tradicionais oriundos das três


raças pode render um bom resultado.

• Confeccionar bonecos afros, índios e brancos é um trabalho que


certamente agradará as crianças. Para a confecção dos bonecos
sugerimos utilização de sucata.

21 de maio é o dia dedicado a homenagear a língua nacional. Além


disso, comemora-se o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o
Diálogo e o Desenvolvimento, instituído pela Organização das Na-
ções Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

PARA CONHECIMENTO DO
PROFESSOR...
Muitos nomes de plantas, frutas e animais brasileiros têm origem no
tupinambá. Alguns exemplos são abacaxi, araticum, buriti, caatinga,
caju, capim, capivara, carnaúba, cipó, cupim, curió, ipê, imbuia, jabo-
ticaba, jacarandá, mandacaru, mandioca, maracujá, piranha, quati,
sucuri e tatu. A toponímia, ciência que estuda a origem dos nomes de
lugares, também revela um grande número de palavras indígenas na
fala do brasileiro: Aracaju, Avaí, Caraguatatuba, Guanabara, Gua-
poré, Jabaquara, Jacarépaguá, Jundiaí, Parati, Piracicaba, Tijuca,
etc. A influência indígena também acabou propiciando a criação de
expressões idiomáticas, como “andar na pindaíba” e “estar de tocaia”,
que são marcas lingüísticas de uma cultura específica.

Os africanos do grupo banto e ioruba deixaram um legado próprio na


cultura do nosso país. A culinária afro-brasileira tem o abará, o acarajé
e o vatapá; e o candomblé tem orixá, exú, oxossi, iansã. O quimbundo,
língua falada em Angola, emprestou ao português do Brasil palavras
do vocabulário familiar, como caçula, cafuné, molambo e moleque. Ter-

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mos que expressavam o modo de vida e as danças dos escravos, como


senzala, maxixe e samba, também se incorporaram ao nosso léxico.

Certas comunidades africanas no Brasil, além de falarem o portu-


guês, preservaram a sua língua de origem, que se mantém viva no
país até os dias de hoje. É o caso dos habitantes do Cafundó, um bair-
ro rural do município de Salto de Pirapora, no estado de São Paulo.

Alguns estudiosos afirmam que as influências não se restringiram


apenas ao vocabulário. Jacques Raimundo, em O Elemento Afro-
Negro na Língua Portuguesa, aponta algumas mudanças fonéticas,
iniciadas na fala dos escravos, que ainda se mantêm em algumas
variedades do português do Brasil: as vogais médias pretônicas “e”
e “o” passam a ser pronunciadas como vogais altas, respectivamente
“i” e “u” (mininu, nutiça); as vogais tônicas de palavras oxítonas
terminadas em “s”, mesmo as grafadas com “z”, se tornam ditongos
(atrais, mêis, vêis); a marca de terceira pessoa do plural, nos verbos
do pretérito perfeito, se reduz a “o” (fizero, caíro, tocaro).

Em 1822, Jerónimo Soares Barbosa registrava em sua Grammatica


Philosophica, uma peculiaridade sintática, originada na fala dos es-
cravos, que até hoje é apontada como uma das distinções entre o
português falado em Portugal e o que se fala no Brasil: a colocação
de pronomes átonos antes dos verbos (mi deu, ti falô).

Após a independência do Brasil, o tráfico de escravos diminui, até


cessar por volta de 1850. Muitos índios se miscigenaram e novos imi-
grantes europeus, como alemães e italianos, chegaram ao país. O
novo contato do português brasileiro com outras línguas foi um dos
fatores que gerou as diversas variedades regionais existentes hoje
no Brasil.

Na segunda metade do século XIX, os autores do Romantismo ten-


tam retratar em sua obra uma brasilidade que distingua a ex-colônia
de Portugal. Além de exaltar a figura do índio, autores como José de
Alencar trazem para a literatura a linguagem própria do brasileiro.
O movimento modernista, no começo do século XX, retoma a idéia
romântica de resgate das origens e construção de uma identidade
própria, com projetos como a Gramatiquinha da Fala Brasileira,
pensada por Mário de Andrade.

A discussão sobre as distinções entre a fala de Portugal e a do Bra-


sil se mantêm até hoje. A nossa estrutura gramatical continua bem

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próxima do português europeu. O brasileiro incorporou empréstimos


de termos não só das línguas indígenas e africanas, mas do francês,
do espanhol, do italiano, do inglês. Mas a maior parte do nosso vo-
cabulário é idêntica a do português europeu. As diferenças fonéticas
são notáveis. E algumas distinções semânticas também se verificam
em palavras como “estação” e “trem”, que em Portugal são “gare” e
“comboio”. Para o lingüista brasileiro Mário Perini, professor con-
vidado da Universidade do Mississipi, nos EUA, as mudanças na
língua são naturais, e pode até ser que um dia a fala do brasileiro
chegue a ser considerada um idioma distinto do português europeu
(Veja entrevista nesta edição). “É o que fatalmente acontece quando
duas comunidades lingüísticas se separam geograficamente”, afirma
Perini.

VÁRIAS FORMAS
DE LINGUAGEM
Sugerimos que seja realizado um trabalho sobre as
diferentes formas de linguagem, concomitantemente com
o trabalho histórico sobre a origem de nossa língua.

O trabalho paralelo ajudará a compreensão histórica


tornando o estudo mais agradável.

EXPLORAR:
- Quais os tipos de linguagem existentes?

Existem várias formas de comunicação. Quando o homem se utiliza


da palavra, ou seja, da linguagem oral ou escrita, dizemos que ele
está utilizando uma linguagem verbal, pois o código usado é a pala-
vra. Tal código está presente, quando falamos com alguém, quando
lemos, quando escrevemos. A linguagem verbal é a forma de comuni-
cação mais presente em nosso cotidiano. Mediante a palavra falada
ou escrita, expomos aos outros as nossas ideias e pensamentos, co-
municando-nos por meio desse código verbal imprescindível em nos-
sas vidas.

• ela está presente em textos em propagandas;

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• em reportagens (jornais, revistas, etc.);


• em obras literárias e científicas;
• na comunicação entre as pessoas;
• em discursos (Presidente da República, representantes de classe,
candidatos a cargos públicos, etc.);
• e em várias outras situações.

QUESTIONE OS ALUNOS:

• Quando não sabemos falar uma língua estrangeira como


podemos nos comunicar?

É fundamental levar os alunos a perceberem que existem imagens as


quais podem ser facilmente decodificadas.

Mostre imagens variadas, de fácil decodificação e questione:

• Vocês notaram que em nenhuma delas existe a presença


da palavra?

Todos devem concluir que o que está presente é outro tipo de código.
Apesar de haver ausência da palavra, nós temos uma linguagem,
pois podemos decifrar mensagens a partir das imagens.

O tipo de linguagem, cujo código não é a palavra, denomina-se lin-


guagem não-verbal, isto é, usam-se outros códigos.

São linguagens não-verbais: o desenho, a dança, os sons, os gestos, a


expressão fisionômica, as cores.

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SUGESTÕES DE ATIVIDADES
• Explorando o desenho livre: Propor que cada um desenhe
algo para um colega previamente sorteado. O colega, por sua vez,
ao receber o desenho deve identificar o que ele significa, qual a
mensagem transmitida.

• Explorando a dança: Propor que os alunos dancem livremente


diferentes ritmos musicais. Pode ser criada uma coreografia pelo
professor e ensaiada para a apresentação na mostra cultural.

• Explorando os sons: Ao ouvir diferentes efeitos sonoros os alu-


nos deverão identificar um a um. A classe pode ser dividida em 2
grupos e ser realizada uma competição.

• Explorando os gestos: Brincar de mímica - o professor prepara


frases simples de serem representadas através da mímica e um
por vez deve sortear e representar a classe que terá a missão de
identificar qual a mensagem que está sendo transmitida.

• Explorando a expressão fisionômica: Jogo dramático – a cada


situação apresentada pelo professor os alunos deverão expor sua
opinião, sem falar, somente através da expressão fisionômica.

• Explorando as cores: Organizar um ateliê de pintura onde po-


dem ser retratadas obras clássicas de pintores famosos.

CULMINÂNCIA
Todos os trabalhos realizados devem ser datados e fotografados.
Tudo que foi descoberto e registrado deverá ser exposto na mostra
cultural da escola.

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PORTFÓLIO INDIVIDUAL
Xeroque um portfólio para cada criança. O mesmo deverá ser cons-
truído, em seguida encadernado e expostos na Feira Cultural.

Dicas para construção - alguns procedimentos interessantes:

Folha 1 – os alunos registraram quais são os tipos de linguagem


verbal, ilustrando com figuras coerentes, pesquisadas com auxílio do
professor. Pode-se, ainda, escrever frases e pequenos textos.

Folha 2: Os alunos pesquisam figuras e colam no espaço em branco.

Folha 3: Desenho livre ou outra técnica artística.

Folha 4: Os alunos registram palavras das diferentes origens.

Folha 5: Os alunos pintam as bandeiras dos países que também


falam português e anexam curiosidades dos mesmos.

Folha 6: As crianças assinam, datam e colam uma foto. Ao redor


registraram uma auto- avaliação do projeto.

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PROJETOS PEDAGÓGICOS DINÂMICOS
“Pela paixão de educar e o desafio de inovar!”

Lembramos que o presente material não foi elaborado com


intuito de fazer chegar às mãos dos profissionais “receitas
mágicas”, mas sim exemplos, modelos, dicas, ideias para
que refletindo sobre sua prática diária possa desenvolver
seu trabalho de forma que este seja prazeroso e significa-
tivo para toda comunidade escolar.

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