Quimiote rapia & Radioter apia

De acordo com as suas finalidades. por exemplo. o metotrexato (fase S). determina qual enzima irá ser sintetizada pela célula. como. A partir da publicação. em 1946. material genético de todas as células. verificou-se avanço crescente da quimioterapia antineoplásica. • Fase-específicos . Após a exposição de soldados a este agente.Aqueles que atuam nas células que estão ou não no ciclo proliferativo.(1969) classificaram os quimioterápicos conforme a sua atuação sobre o ciclo celular em: • Ciclo-inespecíficos . têm facilitado consideravelmente a aplicação de outros tipos de tratamento de câncer e permitido maior número de curas. Os citotóxicos não são letais às células neoplásicas de modo seletivo. e a interferência nesses processos irá afetar a função e a proliferação tanto das células normais como das neoplásicas. como é o caso da ciclofosfamida.Os quimioterápicos que atuam somente nas células que se encontram em proliferação. por exemplo. Quando aplicada ao câncer. sendo atualmente de uso muito restrito. usado nas duas Guerras Mundiais como arma química. diminuir o desenvolvimento de resistência às drogas e promover maior resposta por dose administrada. Os avanços verificados nas últimas décadas. utilizar a ação sinérgica das drogas. Foi a partir dessa definição que Bruce e col. como. deste modo. porém eles acarretam maior dano às células malignas do que às dos tecidos normais. na maioria dos tumores. • Ciclo-específicos .Quimioterapia A quimioterapia é o método que utiliza compostos químicos. na área da quimioterapia antineoplásica. chamados quimioterápicos. a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica. As diferenças existentes entre o crescimento das células malignas e os das células normais e as pequenas diferenças bioquímicas verificadas entre elas provavelmente se combinam para produzir seus efeitos específicos. A maioria das drogas utilizadas na quimioterapia antineoplásica interfere de algum modo nesse mecanismo celular. Tipos e finalidades da quimioterapia A quimioterapia pode ser feita com a aplicação de um ou mais quimioterápicos. Atualmente. dos estudos clínicos feitos com o gás mostarda e das observações sobre os efeitos do ácido fólico em crianças com leucemias. o que levou ao seu uso no tratamento dos linfomas malignos. observou-se que eles desenvolveram hipoplasia medular e linfóide. Mecanismos de ação e classificação das drogas antineoplásicas Os agentes utilizados no tratamento do câncer afetam tanto as células normais como as neoplásicas. A quimioterapia pode ser utilizada em combinação com a cirurgia e a radioterapia. a quimioterapia é classificada em: . A poliquimioterapia é de eficácia comprovada e tem como objetivos atingir populações celulares em diferentes fases do ciclo celular. o etoposídeo (fase G2) e a vincristina (fase M). ARN ribossômico e ARN mensageiro e. quimioterápicos mais ativos e menos tóxicos encontram-se disponíveis para uso na prática clínica. a mostarda nitrogenada. e a melhor compreensão do ciclo celular normal levou à definição clara dos mecanismos de ação da maioria das drogas. no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. devido às diferenças quantitativas entre os processos metabólicos dessas duas populações celulares. age como modelador na produção de formas específicas de ARN transportador. O primeiro quimioterápico antineoplásico foi desenvolvido a partir do gás mostarda. O ADN.Aqueles que atuam em determinadas fases do ciclo celular. O uso de drogas isoladas (monoquimioterapia) mostrou-se ineficaz em induzir respostas completas ou parciais significativas. As enzimas são responsáveis pela maioria das funções celulares.

É o caso da quimioterapia indicada para carcinoma indiferenciado de células pequenas do pulmão. é possível que a quimioterapia seja aplicada repetidamente. Nem todos os quimioterápicos ocasionam efeitos indesejáveis tais como mielode-pressão. diminuindo a incidência de metástases à distância. A toxicidade é variável para os diversos tecidos e depende da droga utilizada. No entanto. como as células normais apresentam um tempo de recuperação previsível. até que se determine o grau de toxicidade e de reversibilidade dos sintomas indesejáveis. desde que observado o intervalo de tempo necessário para a recuperação da medula óssea e da mucosa do tubo digestivo. conforme a época em que se manifestam após a aplicação. O transplante de medula óssea também tem permitido superar o problema da toxicidade hematológica da quimioterapia como fator limitante do tratamento. medicamentos novos são postos à disposição dos oncologistas visando à redução da toxicidade dos quimioterápicos (mesna. As doses para pessoas idosas e debilitadas devem ser menores. mais por seus custos do que por sua disponibilidade (comercial.não tem finalidade curativa.• Curativa . alopecia e alterações gastrintestinais (náuseas. pela vimblastina e pela cisplatina • Nefrotoxidade devida à cisplatina Ultra-Tardios (meses ou anos) • Infertilidade • Carcinogênese • Mutagênese • Distúrbio do crescimento em crianças • Seqüelas no sistema nervoso central • Fibrose/cirrose hepática devida ao metotrexato * Síndrome da toxicidade precoce (Delgado 1983) A cada dia. à manutenção da quimioterapia (fatores de crescimento hematopoético e antieméticos. porém. por exemplo). As estruturas normais que se renovam constantemente. ao contrário das células anaplásicas. Precoces* (de 0 a 3 dias) • Náuseas • Vômitos • Mal estar • Adinamia • Artralgias • Agitação • Exantemas • Flebites Imediatos (de 7 a 21 dias) • Mielossupressão granulocitopenia plaquetopenia anemia • Mucosites • Cistite hemorrágica devida à ciclofosfamida • Imunossupressão • Potencialização dos efeitos das radiações devida à actinomicina D. • Adjuvante . vômitos e diarréia). Toxicidade dos quimioterápicos Os quimioterápicos não atuam exclusivamente sobre as células tumorais. por exemplo). tendo o objetivo de esterilizar células residuais locais ou circulantes. a quimioterapia é aplicada em ciclos periódicos. Exemplo: quimioterapia adjuvante aplicada em caso de câncer de mama operado em estádio II. a par de consitutuir-se ele próprio em um método terapêutico de doenças hematológicas. Os efeitos terapêuticos e tóxicos dos quimioterápicos dependem do tempo de exposição e da concentração plasmática da droga. Por este motivo.quando indicada para se obter a redução parcial do tumor. por exemplo). os pêlos e a mucosa do tubo digestivo. Exemplo: quimioterapia pré-operatória aplicada em caso de sarcomas de partes moles e ósseos. carcinomas de testículo. à adriamicina e ao 5-fluoruracil Tardios (meses) • Miocardiopatia devida aos antracícliclos e outros • Hiperpigmentação e esclerodermia causadas pela bleomicina • Alopecia • Pneumonite devida à bleomicina • Imunossupressão • Neurotoxidade causada pela vincristina. coriocarcinoma gestacional e outros tumores. inicialmente. É preciso salientar. como a medula óssea. • Neoadjuvante ou prévia .quando se segue à cirurgia curativa. Usada com a finalidade de melhorar a qualidade da sobrevida do paciente.quando é usada com o objetivo de se conseguir o controle completo do tumor. • Paliativa . que a maioria desses medicamentos e métodos tem se mostrado inacessível à maioria dos pacientes. O quadro abaixo mostra exemplos de efeitos tóxicos dos quimioterápicos. visando a permitir uma complementação terapêutica com a cirurgia e/ou radioterapia. como nos casos de doença de Hodgkin. leucemias agudas. e a intensificação dos quimioterápicos (ácido folínico. são também atingidas pela ação dos quimioterápicos. .

• ausência de contra-indicações clínicas para as drogas selecionadas. segundo os índices propostos por Zubrod e Karnofsky. constantes necessitando de cuidados Resistência aos quimioterápicos A maior falha da quimioterapia antineoplásica é devida à resistência às drogas. Contagem das células do sangue e dosagem de hemoglobina. além do que eles também se acompanham de efeitos tardios ainda não totalmente conhecidos nem bem controlados.0 mg/dl Ácido Úrico < 5. Critérios para aplicação da quimioterapia Para evitar os efeitos tóxicos intoleráveis dos quimioterápicos e que eles ponham em risco a vida dos pacientes. mas devem ser adaptados às características individuais do paciente e do tumor que o acomete. Avaliação da capacidade funcional Níveis ZUBROD 0 1 2 3 4 KARNOFSKY 100-90% 89-70% 69-50% 49-30% 29-10% Critérios Paciente assintomático ou com sintomas mínimos Paciente sintomático.000/mm³ Neutrófilos > 2.000/mm³ Hemoglobina > 10 g/dl Dosagens séricas: Uréia < 50 mg/dl Creatinina < 1. Esses critérios são variados e dependem das condições clínicas do paciente e das drogas selecionadas para o tratamento.5 mg/dl Bilirrubina total < 3. mas com capacidade para o atendimento ambulatorial Paciente permanece no leito menos da metade do dia Paciente permanece no leito mais da metade do dia Paciente acamado. • ausência de infecção ou infecção presente.): Leucócitos > 4. mas sob controle. A seguir. (Os valores exigidos para aplicação da quimioterapia em crianças são menores.0 mg/dl Transferasses (transaminases) < 50 Ul/ml Ressalte-se que esses critérios não são rígidos. são obedecidos critérios para a indicação da quimioterapia.000/mm³ Plaquetas > 150. Esta resistência ocorre ou porque as populações celulares desenvolvem nova codificação genética (mutação) ou porque são estimuladas a . são listados alguns requisitos ideais para a aplicação da quimioterapia: Condições gerais do paciente: • menos de 10% de perda do peso corporal desde o início da doença. • capacidade funcional correspondente aos três primeiros níveis.institucional ou de doadores de órgãos).

cuja característica comum é serem derivados de produtos naturais. impedem a multiplicação e função normais da célula. tem se detectado. como alquilação (mitomicina C). A partir dos anos setenta. os antibióticos atuam tanto sobre as células normais como sobre as malignas. Esta inibição da biossíntese pode ser dirigida às purinas (como é a ação dos quimioterápicos 6-mercaptopurina e 6-tioguanina). Alquilantes São compostos capazes de substituir em outra molécula um átomo de hidrogênio por um radical alquil. inibição enzimática (actinomicina D e mitramicina) ou inibição da função do ADN por intercalação (bleomicina. a ciclofosfamida. eles raramente produzem efeito clínico ótimo sem a combinação com outros agentes fase-específicos do ciclo celular. Este tipo de fenômeno passou a ser denominado "resistência a múltiplas drogas" e está relacionado à diminuição da concentração intracelular do quimioterápico e a presença de uma glicoproteína. as diferenças entre a cinética celular de cada tipo de tumor pode ter considerável efeito na clínica. entre quimioterápicos diversos. Podem apresentar outro grupo funcional que lhes acrescenta novos mecanismos de ação. possuem em comum anéis insaturados que permitem a incorporação de excesso de elétrons e a conseqüente produção de radicais livres reativos. daunorrubicina. Eles se ligam ao ADN de modo a impedir a separação dos dois filamentos do ADN na dupla hélice espiralar. A duração da vida das células tumorais suscetíveis determina a média de destruição destas células. Como pode ser deduzido. porém ainda encontram-se sob estudos clínicos. Alguns deles já são conhecidos. a cisplatina e o seu análago carboplatina. Apesar de apresentarem tal variação. também apresentam efeitos colaterais indesejáveis. É interessante deduzir-se que é possível reverter o mecanismo de resistência a partir do uso de compostos que inativem a glicoproteína 170-P.desenvolver tipos celulares resistentes ao serem expostas às drogas. Deste modo. tanto na indicação quanto no esquema de administração desses agentes. Novas drogas estão sendo permanentemente isoladas e aplicadas experimentalmente em modelos animais antes de serem usadas no homem. fenômeno este indispensável para a replicação. Antimetabólitos Os antimetabólitos afetam as células inibindo a biossíntese dos componentes essenciais do ADN e do ARN. um tipo de resistência cruzada apresentada por linhagens celulares. a mostarda fenil-alanina. em laboratório. ligada à membrana plasmática. os antimetabólitos. É necessário enfatizar a vantagem de iniciar-se a quimioterapia quando a população tumoral é pequena. actinomicina D e adriamicina e seus análogos mitroxantona e epirrubicina). . as nitrosuréias. à produção de ácido timidílico (5-fluoruracil e metotrexato) e a outras etapas da síntese de ácidos nucléicos (citosina-arabinosídeo C). Os antimetabólitos são particularmente ativos contra células que se encontram na fase de síntese do ciclo celular (fase S). o que lhes permite enveredar por vias metabólicas alternativas. Estas são as condições ideais para se proceder à quimioterapia adjuvante. e a ifosfamida. As principais drogas empregadas dessa categoria incluem a mostarda nitrogenada. a fração de crescimento é grande e a probabilidade de resistência por parte das células com potencial mutagênico é mínima. Os alquilantes afetam as células em todas as fases do ciclo celular de modo inespecífico. a glicoproteína 170-P. Por isso. Principais drogas utilizadas no tratamento do câncer Os agentes antineoplásicos mais empregados no tratamento do câncer incluem os alquilantes polifuncionais. as quais são impedidas de entrar em mitose pela ação dos agentes metabólicos que atuam na fase S. quando a população tumoral é ainda sensível às drogas. É também observada resistência nos casos em que o tratamento é descontinuado. Antibióticos São um grupo de substâncias com estrutura química variada que. os inibidores mitóticos e outros. o bussulfam. em que a quimioterapia é aplicada a intervalos irregulares e em que doses inadequadas são administradas. embora interajam com o ADN e inibam a síntese deste ácido ou de proteínas. através da síntese de novas enzimas. Como todos os quimioterápicos. Apesar de efetivos como agentes isolados para inúmeras formas de câncer. não atuam especificamente sobre uma determinada fase do ciclo celular. os antibióticos antitumorais.

e que é utilizada no tratamento da doença de Hodgkin. Entretanto. sarcomas de partes moles e linfomas. durante ou logo após a quimioterapia. por sua complexidade. no mercado. a L-asparaginase. ficam impedidos de migrar. quando o objetivo é apenas a redução tumoral. A morte celular pode ocorrer então por variados mecanismos. Para que o efeito biológico atinja maior número de células neoplásicas e a tolerância dos tecidos normais seja respeitada. destacam-se a dacarbazina. mas não ultrapassa a tolerância dos tecidos normais. cujo mecanismo de ação não foi ainda completamente explicado. sua localização e oxigenação. Também pode ser indicada antes. da oxigenação e da forma clínica de apresentação. mas .ou pósoperatória. Devido ao seu modo de ação específico. quando se trata a doença em fase subclínica. A curabilidade local só é atingida quando a dose de radiação aplicada é letal para todas as células tumorais. remissiva. Deste modo. em um determinado tempo. devido à sua ação sobre a proteína tubulina. e o VM-26. Indicações da radioterapia Como a radioterapia é um método de tratamento local e/ou regional. os cromossomos. à custa das quais se fará a regeneração da área irradiada. A resposta dos tecidos às radiações depende de diversos fatores. Radioterapia A radioterapia é um método capaz de destruir células tumorais. os inibidores mitóticos devem ser associados a outros agentes para maior efetividade da quimioterapia. buscando erradicar todas as células tumorais. Entre elas. dão origem a elétrons rápidos que ionizam o meio e criam efeitos químicos como a hidrólise da água e a ruptura das cadeias de ADN. vimblastina e vindesina) e os derivados da podofilotoxina (o VP-l6. de novas drogas para uso em oncologia. per. Esta função tem sido útil na "sincronização" das células quando os inibidores mitóticos são combinados com agentes específicos da fase S do ciclo. quando se usa a terapia externa. que hidrolisa a L-asparagina e impede a síntese protéica. a um volume de tecido que engloba o tumor. do seu grau de diferenciação. É necessário ressaltar que a quimioterapia antineoplásica requer. alguns se disseminam independentemente do controle local. teniposídeo). ocorrendo a interrupção da divisão celular. que esta impede a aplicação da dose de erradicação.Inibidores mitóticos Os inibidores mitóticos podem paralisar a mitose na metáfase. utilizada no tratamento da leucemia linfocítica aguda. pode ser indicada de forma exclusiva ou associada aos outros métodos terapêuticos. quando se busca a cura total do tumor. a dose total de radiação a ser administrada é habitualmente fracionada em doses diárias iguais. desde a inativação de sistemas vitais para a célula até sua incapacidade de reprodução. etoposídeo. isto é. formadora dos microtúbulos que constituem o fuso espiralar. a procarbazina. As radiações ionizantes são eletromagnéticas ou corpusculares e carregam energia. Ela deve ser empregada e supervisionada por especialista bem treinado nas áreas da oncologia médica e/ou pediátrica e que disponha de condições físicas e materiais adequadas para a sua administração. Radiossensibilidade e radiocurabilidade A velocidade da regressão tumoral representa o grau de sensibilidade que o tumor apresenta às radiações. tais como a sensibilidade do tumor à radiação. Em combinação com a cirurgia. Ao interagirem com os tecidos. profissional devidamente capacitado para a sua indicação e aplicação. indicada no tratamento do melanoma avançado. assim como a qualidade e a quantidade da radiação e o tempo total em que ela é administrada. Neste grupo de drogas estão incluídos os alcalóides da vinca rósea (vincristina. Uma dose pré-calculada de radiação é aplicada. poderá ser pré-. A radioterapia pode ser radical (ou curativa). profilática. É necessário que o oncologista clínico mantenha-se atualizado com o constante lançamento. durante a metáfase. com o menor dano possível às células normais circunvizinhas. Depende fundamentalmente da sua origem celular. outros apresentam sensibilidade tão próxima à dos tecidos normais. Outros agentes Algumas drogas não podem ser agrupadas em uma determinada classe de ação farmacológica. empregando feixe de radiações ionizantes. A maioria dos tumores radiossensíveis são radiocuráveis. pelo qual migram os cromossomos. não há volume tumoral presente.

Fonte Contatoterapia Roentgenterapia Tipo de radiação Raios X (superficial) Raios X (ortovoltagem) Energia 10 . mucosites e mielodepressão (leucopenia e plaquetopenia) e devem ser tratados sintomaticamente. constituindo-se na radioterapia cirúrgica. São aplicados. também conhecida por braquiterapia. sementes ou placas e geram radiações. Fontes de energia e suas aplicações São várias as fontes de energia utilizadas na radioterapia. Um gray (Gy) corresponde a 100 centigrays (cGy). e a medula óssea. Esses aparelhos são usados como fontes externas. dependendo do elemento radioativo empregado. por exemplo. na dependência de sua energia. Efeitos adversos da radioterapia Normalmente. as mucosas dos tratos digestivo. Os isótopos radioativos (cobalto. como. Os efeitos colaterais podem ser classificados em imediatos e tardios.60 kV 100 . quando se busca a remissão de sintomas tais como dor intensa. sangramento e compressão de órgãos.300 kV 1. de diferentes energias. habitualmente gama. as quais geram raios gama.40 MeV Variável conforme o isótopo utilizado Método de aplicação Terapia superficial Terapia semiprofunda Teleterapia profunda Teleterapia profunda Braquiterapia Unidade de cobalto Raios gama Acelerador linear Isótopos radioativos Raios X de alta energia e elétrons* Raios gama e/ou beta * Os feixes de elétrons. ou a partir de fontes de isótopo radioativo.possíveis células neoplásicas dispersas. como. Eles ocorrem somente se estes tecidos estiverem incluídos no campo de irradiação e podem ser potencializados pela administração simultânea de quimioterápicos. urinário e genital. na maior parte das vezes. podem ser utilizados também na terapia superficial As unidades internacionalmente utilizadas para medir as quantidades de radiação são o röentgen e o gray. As alterações de caráter genético e o desenvolvimento de outros tumores malignos são raramente observados. irídio etc. fios. Estas técnicas constituem a radioterapia clínica e se prestam para tratamento de lesões superficiais. agulhas.) ou sais de rádio são utilizados sob a forma de tubos. Os efeitos tardios são raros e ocorrem quando as doses de tolerância dos tecidos normais são ultrapassadas. Há aparelhos que geram radiação a partir da energia elétrica. dependendo da qualidade da radiação gerada pelo equipamento. . de forma intersticial ou intracavitária. o ovário. mantendo distâncias da pele que variam de 1 centímetro a 1 metro (teleterapia). Já o gray expressa a dose de radiação absorvida por qualquer material ou tecido humano. liberando raios X e elétrons.25 MeV 1. Manifestam-se clinicamente por anovulação ou azoospermia. No quadro abaixo estão relacionadas as diversas fontes usadas na radioterapia e os seus tipos de radiação gerada.5 . Os efeitos tardios manifestam-se por atrofias e fibroses. e ablativa. a epiderme. quando se administra a radiação para suprimir a função de um órgão. Os efeitos imediatos são observados nos tecidos que apresentam maior capacidade proliferativa. O röentgen (R) é a unidade que mede o número de ionizações desencadeadas no ar ambiental pela passagem de uma certa quantidade de radiação. como as gônadas. energias e métodos de aplicação. paliativa. os efeitos das radiações são bem tolerados. césio. semiprofundas ou profundas. epitelites. pastilhas de cobalto. para se obter a castração actínica. desde que sejam respeitados os princípios de dose total de tratamento e a aplicação fracionada. pois geralmente são bem tolerados e reversíveis. por exemplo.

Normalmente. pelas radiações. os efeitos se relacionam com a dose total absorvida e com o fracionamento utilizado. Prognóstico Escola Técnica de Enfermagem Data: 10 de Abril de 2011. Aluna: Darlene Barros Francisco Santos Nº 12 Turma: 12/10 Professor(a): Solange Trabalho de Andrologia – 2ª Chamada . em graus variados.Todos os tecidos podem ser afetados. A cirurgia e a quimioterapia podem contribuir para o agravamento destes efeitos.

gov.2 Tipos e finalidades da quimioterapia 1.4 Critérios para aplicação da quimioterapia 1.inca.2 Indicações da radioterapia 4.inca. Quimioterapia 1.wikipedia.br/conteudo_view.org/wiki/Quimioterapia#Efeitos_Colaterais http://www.3 Toxicidade dos quimioterápicos 1.Índice 1. Principais drogas utilizadas no tratamento do câncer • Alquilantes • Antimetabólitos • Antibióticos • Inibidores mitóticos 3.1 Mecanismos de ação e classificação das drogas antineoplásicas 1.3 Fontes de energia e suas aplicações 4.5 Resistência aos quimioterápicos 2.gov.1 Radiossensibilidade e radiocurabilidade 4.br/conteudo_view. Radioterapia 4.4 Efeitos adversos da radioterapia BIBLIOGRAFIA Sites: http://www.asp?id=101 http://pt.asp?ID= . Outros Agentes 4.

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