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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO - UFES

ESPECIALIZAÇÃO EM CÁLCULO ESTRUTURAL E FUNDAÇÕES

MOACIR SABADINI JUNIOR

COMPARAÇÃO ENTRE MODELOS CONSTRUTIVOS DE CONCRETO


ARMADO MOLDADO NO LOCAL E PRÉ-FABRICADO APLICADOS EM
TORRE PARA APOIO DE CAIXA-D’ÁGUA

VITÓRIA

2019
MOACIR SABADINI JUNIOR

COMPARAÇÃO ENTRE MODELOS CONSTRUTIVOS DE CONCRETO


ARMADO MOLDADO NO LOCAL E PRÉ-FABRICADO APLICADOS EM
TORRE PARA APOIO DE CAIXA-D’ÁGUA

Trabalho de Conclusão do Curso de


Especialização em Cálculo Estrutural e
Fundações da Universidade Federal do
Espírito Santo, como requisito parcial para
obtenção do título de Especialista em
Cálculo Estrutural e Fundações.

Orientadora: Profª MSc. Danielli Cristina


Borelli Cintra.

VITÓRIA

2019
AGRADECIMENTOS

Agradeço imensamente a Deus, por ter me concedido saúde, força e


disposição para fazer a faculdade e o trabalho de final de curso. Sem Ele,
nada disso seria possível. Também sou grato ao Senhor por ter dado saúde
aos meus familiares e tranquilizado o meu espírito nos momentos mais
difíceis da minha trajetória acadêmica até então.
Agradeço a minha mãe Elza dos Santos Barros, que encheu meu
coração de amor e esperança.
Ao meu pai Moacir Sabadini (in memoriam), que não pode estar
presente neste momento tão incrível da minha vida. Seus ensinamentos e
valores alimentaram minha alma e conduziram meus passos até aqui.
Saudades eternas!
Agradeço também aos meus filhos João Pedro e Anna Clara pelos
ensinamentos do dia a dia.
Dayana Jéssica Passos da Rocha, meu amor, sem o seu apoio e
companheirismo esse trabalho não seria possível. Obrigado por ser tão
atenciosa e por entender minha ausência em diferentes momentos.
Agradeço a todos os professores, especialmente a orientadora Profª
MSc. Danielli Cristina Borelli Cintra. Manifesto aqui minha gratidão eterna
por compartilhar sua sabedoria, o seu tempo e sua experiência.
Agradeço à empresa Premobras Premoldados Brasileiros Ltda, que
contribuiu para realização deste trabalho. Deixo aqui a minha gratidão ao
José Lúcio Soares, grande gestor e mentor, que acompanhou de perto a
realização desse trabalho e também vibrou com minha conquista.
RESUMO

Ao analisar o panorama da construção civil no Brasil, observa-se que essa é


considerada, por muitos, atrasada. Essa constatação se torna evidente,
principalmente, quando se compara a técnica brasileira de edificação a de
outros países tecnologicamente desenvolvidos, cujo processo de construção
é industrializado, os quais buscam estratégias para minimizar desperdícios,
aumentar a produtividade e cumprir cronogramas físico-financeiros, em que
o menor prazo de execução significa o maior retorno do investimento. Para
uma estrutura de atividade industrial, alguns dos itens necessários são
caixas-d’água com volume e altura adequados, bem como torres para o
suporte das mesmas. Este estudo busca analisar, considerando três
modelos construtivos de torre em concreto armado: moldado no local, pré-
fabricado de seção parcial e pré-fabricado de seção completa; as vantagens
e desvantagens de cada método como fatores relevantes para a relação
custo-desempenho. Com o objetivo de avaliar parâmetros econômicos, de
desempenho estrutural, insumos e prazo de execução entre os modelos
construtivos; apresenta-se o estudo de caso de uma estrutura de torre
definitiva para apoio de caixa-d’água implantada na região de Cachoeiro de
Itapemirim - ES, comprovando a necessidade de análise dos fatores
envolvidos antes de optar por uma das soluções construtivas de maneira
parcial ou generalizada.

Palavra-Chave: torre; concreto armado; concreto pré-fabricado; modelo


construtivo.
ABSTRACT

When analyzing the outlook of the civil construction in Brazil, it is observed


that this is considered, by many, delayed. This observation becomes evident,
especially when comparing the Brazilian technique of construction with that
of other technologically developed countries, whose construction process is
industrialized, which seek strategies to minimize waste, increase productivity
and comply with physical-financial schedules, in which the shorter lead time
means the higher return on investment. For an industrial activity structure,
some of the necessary items are water boxes with adequate volume and
height, as well as towers for supporting them. This study aims to analyze,
considering three constructive models of tower in reinforced concrete:
molded in place, prefabricated of partial section and prefabricated of
complete section; the advantages and disadvantages of each method as
relevant factors for the cost-performance ratio.
With the objective of evaluating economic parameters, structural
performance, inputs and execution time between the construction models; a
case study of a definitive tower structure for the support of the water box
implanted in the Cachoeiro de Itapemirim region is presented proving the
need to analyze the factors involved before choosing one of the constructive
solutions in a partial or generalized way.

Keywords: tower; reinforced concrete; precast concrete; constructive model.


LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Contas Nacionais Trimestrais ..................................................................... 9
Figura 2 - Esquema geral da indústria de pré-fabricados .......................................... 13
Figura 3 - Cálice com sapata para fundação ............................................................. 13
Figura 4 - Ligação por chapa de base ....................................................................... 14
Figura 5 - Vigas à flexão: a) viga contínua; b) sucessão de tramos isostáticos. ....... 15
Figura 6 – Ligações: a) alternativa usual em ligação articulada; b) alternativa
usual em semirrígida; c) Estrutura monolítica formada por pilar, viga e laje. ............ 15
Figura 7 - Momento fletor x deformação das ligações ............................................... 17
Figura 8 - Ligação semirrígida com concretagem de 2º estágio ................................ 18
Figura 9 – Comparativo entre etapas de concepção e construção do
Panamerica Park, em São Paulo, SP. ....................................................................... 19
Figura 10 - Índice de consumo de cimento em concreto pré-moldado ...................... 22
Figura 11 - Obra da escola Maple Bear .................................................................... 23
Figura 12 - Produção das vigas................................................................................. 24
Figura 13 - Etapa de fundação .................................................................................. 25
Figura 14 - Montagem pilares e vigas ....................................................................... 25
Figura 15 – Planta baixa PAV1 , PAV2, PAV3, corte esquemático e legenda
dos pilares, medidas em centímetros, níveis em metros. .......................................... 26
Figura 16 – Vista tridimensional da estrutura ........................................................... 27
Figura 17 – Dimensões e especificações da caixa-d’água ........................................ 27
Figura 18 – Limitações de descolamento .................................................................. 29
Figura 19 - Tela de entrada das combinações e ações ............................................. 29
Figura 20 – Análise estática linear e deslocamentos verticais .................................. 30
Figura 21 – Diagramas de momento e cortante ........................................................ 31
Figura 22 – Análise estática linear e deslocamentos verticais .................................. 32
Figura 23 – Diagramas de momento e cortante ........................................................ 32
Figura 24 – Análise estática linear e deslocamentos verticais .................................. 33
Figura 25 – Diagramas de momento e cortante ........................................................ 34
Figura 26 - a) Valores finais de cada modelo construtivo; b) Prazo de execução
em dias. ..................................................................................................................... 40
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Desempenho por setor da economia nacional ........................................... 8


Tabela 2 – Características das cargas por pavimento .............................................. 28
Tabela 3 – Dados utilizados para dimensionamento ................................................. 28
Tabela 4 – Características gerais dos elementos...................................................... 30
Tabela 5 – Siglas....................................................................................................... 30
Tabela 6 – Características gerais dos elementos...................................................... 31
Tabela 7 – Características gerais dos elementos...................................................... 33
Tabela 8 – Momento fletor e esforço cortante ........................................................... 35
Tabela 9 – Cargas e deslocamentos verticais ........................................................... 35
Tabela 10 - Deslocamento horizontal e coeficiente Gama-Z ..................................... 36
Tabela 11 - Análise de 2º ordem, Processo P-Delta, deslocamento no topo da
edificação. ................................................................................................................. 36
Tabela 12 – Consumo de concreto e aço .................................................................. 36
Tabela 13 – Quantitativos, valores e tempo de mão de obra (CML) ......................... 37
Tabela 14 – Quantitativos e valores, parte moldado no local do modelo CPP. ......... 38
Tabela 15 – Quantitativos e valores, parte pré-fabricada do modelo CPP. ............... 38
Tabela 16 – Quantitativos e valores, parte moldado no local do modelo CPF. ......... 39
Tabela 17 – Quantitativos e valores, parte pré-moldada do modelo CPF. ................ 40
Tabela 18 - Resumo de materiais (CML) .................................................................. 45
Tabela 19 - Quantitativos de aço por elemento (CML) .............................................. 45
Tabela 20 - Peso de aço por elemento (CML)........................................................... 45
Tabela 21 - Resumo de concreto, aço e fôrma por elemento (CML) ......................... 45
LISTA DE APÊNDICES

APÊNDICE A - Resumo de Materiais (CML) ............................................................. 45


APÊNDICE B - Quantitativos e valores (CML) .......................................................... 46
APÊNDICE C - Tempo de mão de obra (CML) ......................................................... 47
APÊNDICE D - Resumo de materiais (CPP) ............................................................. 48
APÊNDICE E - Quantitativos e valores (CPP) .......................................................... 50
APÊNDICE F - Tempo de mão de obra (CPP) .......................................................... 51
APÊNDICE G - Resumo de materiais (CPF) ............................................................. 52
APÊNDICE H - Quantitativos e valores (CPF) .......................................................... 54
APÊNDICE I - Tempo de mão de obra (CPF) ........................................................... 55
APÊNDICE J - Cálculo detalhado Viga V1 PAV3 para os três modelos ................... 56
APÊNDICE K - Cálculo detalhado Pilar P1 para os três modelos ............................. 65
APÊNDICE L - Características da Laje Alveolar ....................................................... 70
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 8

1.1. JUSTIFICATIVA .......................................................................................... 9

1.2. OBJETIVOS .............................................................................................. 10

1.2.1. OBJETIVO GERAL ................................................................................... 10

1.2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ..................................................................... 10

1.3. METODOLOGIA E ESTRUTURA DO TRABALHO .................................. 10

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ............................................................................... 12

2.1 Conceitos ............................................................................................................ 12

2.2 Ligação pilar-fundação........................................................................................ 13

2.3 Ligações viga-pilar .............................................................................................. 14

2.4 Concepção de projeto ......................................................................................... 18

2.5 Produtividade construtiva .................................................................................... 20

3. PROJETO ESTRUTURAL .................................................................................. 26

3.2 PREMISSAS UTILIZADAS PARA CÁLCULO..................................................... 28

4. ANÁLISE ESTRUTURAL .................................................................................... 30

4.1 CONCRETO MOLDADO NO LOCAL (CML) ...................................................... 30

4.2 CONCRETO PARCIALMENTE MOLDADO NO LOCAL E PARCIALMENTE


PRÉ-FABRICADO (CPP) .......................................................................................... 31

4.3 CONCRETO PRÉ-FABRICADO (CPF) .............................................................. 32

4.4 RESULTADOS E DISCUSSÕES ........................................................................ 34

4.4.1 CARREGAMENTOS, MOMENTOS FLETORES, ESFORÇOS


CORTANTES E DESLOCAMENTOS. ...................................................................... 34

4.4.2 CONSUMO DE CONCRETO E AÇO ........................................................... 36

5. ORÇAMENTO .................................................................................................... 37

5.1 CML .................................................................................................................... 37

5.2 CPP .................................................................................................................... 38


5.3 CPF..................................................................................................................... 39

5.4 COMPARATIVOS E DISCUSSÕES ................................................................... 40

6. CONCLUSÃO ..................................................................................................... 41

7. REFERÊNCIAS .................................................................................................. 43
8

1. INTRODUÇÃO

A construção civil é um dos principais indicadores de crescimento econômico


de um país. No Brasil, o setor é responsável por 50% dos investimentos na
economia, capaz de reger a retomada de crescimento do país (IBGE, 2017), o que
ratifica a necessidade de desenvolvimento e incentivo no seguimento.

A Tabela 1 apresenta o desempenho de diversos setores da economia


brasileira nos últimos anos, demonstrando que a construção civil caiu mais do que o
Produto Interno Bruto (PIB) nacional e é o setor que apresentou o pior índice em
2017. No primeiro semestre de 2017, após queda contínua no período que abrangeu
os anos de 2010 a 2016, a participação da construção na economia do país
apontava queda de -6,6%, com tendência a ser o último setor da economia a
retomar o desenvolvimento, freando investimentos em curto prazo (ALVARENGA,
2017).

Tabela 1 - Desempenho por setor da economia nacional

Fonte: Alvarenga (2017)

Os índices desse quadro são atribuídos a diversos fatores, tais como:


encolhimento de construtoras envolvidas em esquemas de corrupção, redução de
investimentos públicos no setor e mercado imobiliário com grande número de
imóveis encalhados, além da falta de qualificação da mão de obra no seguimento.

Ao divulgar as contas nacionais trimestrais referentes ao Produto Interno


Bruto (PIB), o IBGE (2018) indica desaceleração do setor da construção civil (Figura
9

1). Em relação ao segundo trimestre de 2017, registrou-se uma queda de 1,1% no


seguimento, mesmo diante da recuperação da economia nacional, o que evidencia a
fragilidade deste ramo na atual conjuntura do país.

Figura 1 - Contas Nacionais Trimestrais

Fonte: IBGE ( 2018)

1.1. JUSTIFICATIVA

Racionalizar a construção é uma alternativa para contribuir com a retomada


de crescimento do setor, e o uso de pré-fabricados é indicado nesse contexto,
especialmente, pela velocidade construtiva e otimização no emprego dos insumos e
serviços. Com a demanda de construções seriadas é essencial a industrialização
para um adequado cumprimento de prazos (FILHO; SILVA; ANDRADE, 2010).

Ao observar a demanda gerada por questões econômicas, de qualificação da


mão de obra local e necessidade de encurtamento de prazos de execução das
obras, nota-se a importância de estudos sobre a viabilidade técnica e econômica de
possíveis formas construtivas, a fim de auxiliar o investidor na decisão sobre o
processo de execução a ser adotado num empreendimento. Assim foram estudados
três modelos de construção de torre de apoio de caixa-d’água em concreto armado,
estrutura comum em empreendimentos industriais, sendo que dois modelos utilizam
o pré-moldado e um foi considerado totalmente no local.
10

1.2. OBJETIVOS
1.2.1. OBJETIVO GERAL

Este trabalho tem o objetivo de comparar modelos construtivos, utilizando


elementos de concreto armado moldados no local e pré-fabricado, quanto ao
comportamento estrutural e prazo de execução, a partir de estudo de caso com torre
para apoio de caixa-d’água na cidade de Cachoeiro de Itapemirim / ES. Busca-se
contribuir com informações como tipos de serviços, consumo de materiais, custos e
tempo de mão de obra, que podem justificar o interesse e adoção de soluções
construtivas mais viáveis para esse tipo de estrutura.

1.2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Pretende-se alcançar o objetivo geral atendendo aos seguintes objetivos


específicos:

a) apresentar as características de três modelos construtivos em concreto


para torre de apoio de caixa-d’água, como o moldado no local, pré-
fabricado de seção parcial e pré-fabricado de seção completa;
b) analisar o comportamento da estrutura quanto ao momento fletor,
esforço cortante, deslocamentos, coeficiente Gama-Z e processo P-
Delta para as três opções construtivas;
c) elaborar o orçamento de execução da estrutura nas três opções
construtivas;
d) avaliar a influência dos fatores construtivos estudados no
comportamento global, orçamento e prazos de execução da estrutura.

1.3. METODOLOGIA E ESTRUTURA DO TRABALHO

Adotou-se uma estrutura simples que permite comparar os três modelos


construtivos: concreto moldado no local (CML), parcialmente moldado no local e
parcialmente pré-moldado (CPP) e totalmente pré-fabricado (CPF). O estudo foi
realizado a partir de uma planta arquitetônica de torre em concreto armado de 7,00
m de altura, destinada ao apoio de uma caixa-d’água de 15.000 litros, a ser
implantada numa região industrial no município de Cachoeiro de Itapemirim / ES.
11

Foram adotadas premissas de projeto e seções idênticas para todos os


modelos construtivos, sendo o comparativo, entre os três modelos construtivos, foi
elaborado em igualdade de condições. Após análise do comportamento estrutural
dos três modelos estudados, foram elaborados os respectivos quantitativos de
materiais. Em seguida, foram definidas as condições de fornecimento de materiais e
a utilização de mão de obra nas etapas construtivas. Por fim, foram comparados os
orçamentos e o prazo total de execução da estrutura estudada nas três opções
construtivas.

Os projetos foram analisados no software Eberick v10, que utiliza as


especificações das normas brasileiras NBR 6118 (ABNT, 2014) e NBR 9062 (ABNT,
2017). A licença do software pertence ao autor.

Para a elaboração dos orçamentos, utilizou-se:

 modelo de concreto moldado no local - a tabela referencial do IOPES de


setembro de 2018 (IOPES, 2018);
 modelo de concreto pré-fabricado – valores praticados pela indústria
Premobras Premoldados Brasileiros Ltda, situada em Cachoeiro de
Itapemirim / ES, em setembro de 2018.
12

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2.1 Conceitos

A norma NBR 9062 (ABNT, 2017) define como elemento pré-fabricado aquele
executado industrialmente, em que os controles gerais de produção e qualidade, são
rígidos e periódicos. O rígido controle produtivo do pré-fabricado atribui maior
durabilidade a estes produtos, pois seu desvio padrão é baixo.

O processo de produção de uma estrutura pode caminhar para duas soluções


possíveis, em que a produtividade pode indicar a melhor condição de execução da
obra. Se existir a possibilidade de fracionar a produção por repetições, uma solução
possível é o pré-fabricado, em que os elementos são produzidos fora do local de
utilização, de forma industrializada. A outra solução é o concreto moldado no local,
situação que atribui à estrutura uma condição monolítica (um só elemento),
atribuindo maior rigidez e estabilidade à obra, porém por necessitar de fôrmas e
escoramentos, necessita de um cronograma com andamento mais tolerante quanto
ao prazo (CARVALHO; FILHO, 2016).

A industrialização baseia-se na garantia da alta produtividade dos processos.


Para isto é necessário investimento em máquinas e equipamentos, enquanto o
moldado no local vem na contramão deste conceito, gerando baixa produtividade,
produção unitária e improvisação (NETO, 1998).

Para garantia da qualidade e potencialidade do pré-fabricado é necessário


seguir e avaliar as seguintes fases: projeto, produção, transporte e local de
montagem.

Geralmente, a linha de produção de uma indústria de pré-fabricados


apresenta-se conforme a Figura 2. Por se tratar de um item representativo na
formação de preço do pré-fabricado, a fôrma (molde) necessita ser utilizada ao
máximo. Busca-se tanto aperfeiçoar o uso, o formato e as dimensões disponíveis
dos moldes, quanto à desocupação mais rápida destes por meio da aceleração de
processo de cura. Atualmente, os fornecedores de fôrma metálica, estão
disponibilizando estruturas flexíveis, em que é possível trabalhar vários formatos e
dimensões dentro de um mesmo molde. Entende-se que para produções seriadas o
13

ideal é trabalhar com moldes metálicos. Por outro lado para peças especiais podem-
se utilizar fôrmas de madeira (MOREIRA, 2009).

Figura 2 - Esquema geral da indústria de pré-fabricados

Fonte: Moreira (2009)

2.2 Ligação pilar-fundação

A ligação pilar-fundação basicamente pode ser feita por meio de cálice ou por
chapa de base metálica.

A ligação por cálice utiliza-se do conceito de um receptáculo para receber o


pilar pré-fabricado. Entre esses elementos existirá uma folga, tanto horizontal,
quanto vertical que pode ser preenchida por graute ou concreto, desde que não
ocasione vazios, desagregação e falhas de concretagem, em que a estrutura se
torne mais vulnerável à agressividade do ambiente. Este cálice com sapata, também
pode ser pré-fabricado ou moldado no local (Figura 3).

Figura 3 - Cálice com sapata para fundação

Fonte: El Debs (2017)


14

A ligação por chapa de base utiliza-se de chumbador metálico que é


concretado junto a uma base de concreto, deixando-se uma extremidade roscada da
barra. O pilar, por sua vez, vale-se de uma chapa (base) metálica com furos para
fixação por sistema de parafuso, arruela e porca, conforme apresentado na Figura 4.

Figura 4 - Ligação por chapa de base

Fonte: El Debs (2017)

A opção mais utilizada no país é a do cálice pela facilidade da montagem,


ajustes e desvios, bem como por transmitir bem os momentos fletores. A
desvantagem dele, quando executado no local, é o tempo de execução e
dificuldades de controles de qualidade (EL DEBS, 2017).

2.3 Ligações viga-pilar

Se por um lado o material pré-fabricado apresenta facilidade de execução e


de controle de qualidade, por outro lado, as ligações entre os elementos são um dos
principais problemas a serem enfrentados (EL DEBS, 2017). A diferença entre um
elemento moldado no local e um pré-fabricado inicia na concepção do projeto
estrutural, pois o pré-fabricado utiliza ligações simples, em que as peças sofrem
mais ao serem solicitadas à flexão (Figura 5b), por ter um comportamento isostático.
No elemento moldado no local existe continuidade por meio das ligações com
elementos adjacentes (Figura 5a), tornando a estrutura hiperestática.
15

Figura 5 - Vigas à flexão: a) viga contínua; b) sucessão de tramos isostáticos.

b)
a)

Fonte: El Debs (2017)

Quanto ao tipo de vinculação com o momento fletor, El Debs (2017) classifica


as ligações em:

 articulada: não é transmitido o momento fletor (Figura 6a);


 semirrígida: transmite parcialmente os momentos fletores (Figura 6b).
 rígida: transmite momento fletor, pelo monolitismo (Figura 6c);

Figura 6 – Ligações: a) alternativa usual em ligação articulada; b) alternativa usual em semirrígida; c)


Estrutura monolítica formada por pilar, viga e laje.

a) b)

Fonte: EL DEBS (2017)


17

c)
Fonte: Produção do autor (2018)

As ligações também são classificadas quanto ao emprego de concreto e


argamassa no local, quanto ao esforço principal transmitido e quanto à colocação de
material para amortecimento.

A Figura 7 demonstra, de acordo com o tipo de ligação, o diagrama de


momento fletor x deformação das ligações.

Figura 7 - Momento fletor x deformação das ligações

Fonte: El Debs (2017)

Para atribuir rigidez e um melhor comportamento estrutural ao pré-fabricado,


podem-se utilizar as seções compostas com concretagem de 2º estágio (Figura 8),
em que surge o pré-moldado de seção parcial, cuja seção resistente é completada
com concreto moldado no local. O comportamento da seção composta é governado
fundamentalmente pela transferência das tensões de cisalhamento na interface de
18

contato entre o concreto pré-moldado e o concreto moldado no local, conforme El


Debs (2017).

Figura 8 - Ligação semirrígida com concretagem de 2º estágio

Fonte: El Debs (2017)

Desta forma, através dos fundamentos das estruturas, pode-se atribuir uma
aceitabilidade ou não, da edificação, em relação à estabilidade global da estrutura,
verificando-se a capacidade de transmitir tensões com segurança, incluindo os
efeitos de segunda ordem e as ações laterais da fundação, segundo El Debs (2017).

2.4 Concepção de projeto

A NBR 9062 (ABNT, 2017), em seu item 5.1.2 de análise da instabilidade de


estruturas pré-fabricadas, destaca os seguintes itens como fatores a definir e
verificar, na edificação: sistemas estruturais para garantia da estabilidade global;
classificação de estruturas pré-moldadas segundo a sua deslocabilidade; critérios de
projeto; consideração da não linearidade física; consideração aproximada da não
linearidade física na análise global de 2º ordem; rigidez secante ao momento fletor
da ligação viga-pilar; fator de restrição à rotação; critérios de projeto de ligações com
resistência à flexão de comportamento rígido; critérios de projeto de ligações com
resistência à flexão de comportamento semirrígido; cálculo da rigidez secante à
flexão negativa em ligações viga-pilar com armadura de continuidade no local;
rigidez secante à flexão positiva em ligações viga-pilar com chumbador grauteado e
procedimento simplificado para análise não linear com efeitos globais de 2º ordem.

Nos sistemas estruturais, para garantia da estabilidade global deste projeto,


destacam-se as possibilidades de pilares engastados na fundação, pórtico composto
por pilares e vigas interligados entre si, bem como estrutura de laje que formam
19

diafragmas que garantem a transferência de esforços horizontais para elementos


verticais.

Os critérios de projeto indicam a necessidade de uma estrutura ser governada


pelo esgotamento da capacidade dos elementos estruturais, e não pelo esgotamento
da resistência das ligações. Aponta-se então a dependência do fator de restrição à
rotação da ligação, para que o comportamento da ligação no apoio seja considerado
articulado, semirrígido ou rígido. Esta relação de estabilidade deve ser considerada
em todas as fases, inclusive na etapa de montagem.

O fator de restrição à rotação pode ser estabelecido em função do fator de


rigidez relativa entre a rigidez da ligação e a rigidez do elemento por ela conectado.
Para ligações semirrígidas o limite do fator de restrição está entre 0,15 e 0,85 de
acordo com a NBR 9062 (ABNT, 2017).

Na Figura 9, observam-se as etapas de uma construção, avaliando a


representatividade geral, em que se apresentam as etapas de concepção, as quais
englobam análise estratégica, desenvolvimento do produto, viabilidade econômica,
desenvolvimento do projeto, bem como a execução da obra. Observa-se que a
solução pré-fabricada, identificada na Figura 9b como Alternativa em CPM (concreto
pré-moldado), necessita de um tempo maior de concepção, enquanto o seu prazo de
execução é menor que a solução de concreto moldado no local (CML).

Figura 9 – Comparativo entre etapas de concepção e construção do Panamerica Park, em São Paulo,
SP.
20

Fonte: El Debs (2017)


2.5 Produtividade construtiva

Medeiros e Sabbatini (apud BRUMATTI, 2008) apontam um ganho de


produtividade de 30% na execução das paredes estruturas pré-fabricadas, indicando
assim um diferencial significativo na mão de obra.

Com o pré-fabricado, retira-se da obra grande parte dos processos


executivos, por exemplo, preparo de fôrma, armação e concretagem, direcionando
para um local cujas condições são controladas.

O pré-fabricado também atribui qualidade final à estrutura, evitando


desperdícios e melhorando os desvios de qualidade no processo executivo de
estruturas, pois um dos princípios de peças em concreto pré-fabricado é o controle
tecnológico, em que existe uma condição de rastreabilidade mais favorável em
função dos registros e verificações das etapas de fabricação. O pré-fabricado utiliza
matérias primas que atribuem resistências não comuns ao concreto moldado no
21

local: cimento de alta resistência inicial e final, aditivos sólidos e líquidos, além de
poder acelerar as resistências, por meio de cura térmica. Por obter concretos de alta
resistência, algumas situações permitem a redução de seção dos elementos
estruturais (FILHO; SILVA; ANDRADE, 2010).

Com o uso do pré-fabricado, surgem desafios relacionados à fabricação das


peças, logística de transporte dos elementos estruturais e montagem (ANDREIS,
2017).

Para elaboração de um projeto estrutural Kimura (2018) indica as principais


etapas: definição de dados, análise estrutural, dimensionamento e detalhamento da
armadura. Quando não existe um conhecimento da concepção estrutural de
métodos construtivos, cria-se um bloqueio, subutilizando tal tecnologia, como por
exemplo, o pré-fabricado, gerando a escolha por estruturas mais convencionais e de
baixa produtividade. Lembrando que toda estrutura tem a necessidade de atender os
requisitos básicos de qualidade que são a segurança, funcionalidade, durabilidade,
integração com arquitetura, integração com instalações e viabilidade prática de
execução.

É importante que o pré-fabricado venha reduzir custo, prazos de execução,


agregando qualidade e acabamento. Para determinados empreendimentos, a
rapidez e o emprego de novas tecnologias na construção são exigências do
mercado (MOREIRA, 2009).

Por apresentar um processo rápido, limpo e que evita desperdício de mão de


obra e materiais, o pré-fabricado tem se tornado uma solução interessante, porém
pode se tornar mais caro, dependendo do porte e local da obra. Ao utilizar o modelo
pré-fabricado, o tempo de execução de uma obra pode ser reduzido em cerca de
30% (CUSINATO, 2016).

Segundo El Debs (2017), uma das formas de minimizar atrasos na construção


é a utilização de pré-fabricado, o que agrega valor à mão de obra, porém aumenta a
demanda de equipamentos. O modesto consumo de cimento no setor de pré-
fabricados, como evidencia a Figura 10, demonstra o baixo desenvolvimento
brasileiro da construção civil.
22

Figura 10 - Índice de consumo de cimento em concreto pré-moldado

Fonte: Tupamaki (apud EL DEBS, 2017)

Neto (1998) aponta que as estruturas pré-fabricadas em concreto são uma


grande resposta à necessidade de modernização no setor da construção civil,
oferecendo potencialidade técnica para a construção de edifícios de pequena altura
(até aproximadamente doze metros), na qual existe uma grande demanda de
soluções modulares.

Para a boa execução de obra em pré-fabricado, é necessário dar ênfase à


logística no planejamento e na gestão de produção. Desta forma, o layout do
canteiro, com definições de movimentações e estocagem, é importante para uma
boa produtividade (BORTOLINI, 2015).
No acervo de obras da empresa que colaborou com o trabalho, tem-se o
exemplo de uma estrutura de escola pré-fabricada, em que se obtiveram os
resultados apresentados no Gráfico 1, relacionados ao tempo de execução da obra,
parte moldada no local e parte pré-fabricada. O fabricante lembra que a execução da
produção e fundação é feita simultaneamente, ou seja, para execução de fundação,
produção das peças e montagem, foram gastos 75 dias úteis.

Esta obra foi composta por 72 pilares e 251 vigas, totalizando 378,51 m³ de
concreto pré-fabricado e 112,50 m³ de concreto moldado no local (fundações). O
edifício é composto por três pavimentos conforme demonstra a Figura 11, sendo
cada um com 2.000 metros quadrados, somando 6.000 metros quadrados.
23

Gráfico 1 - Tempo de execução por tipo de serviço

60
46 49
50
40
30
20 16
10
10
0
Produção dos Execução das Montagem dos Montagem das
pilares e vigas Fundações pilares vigas

Fonte: Premobras (2017)

Figura 11 - Obra da escola Maple Bear

Fonte: Premobras (2017)

Ao criar-se um fator de produtividade, no qual se relacione a quantidade de


metros cúbicos por dias úteis trabalhados, obtêm-se os resultados do Gráfico 2, em
que fica visível que na etapa de fundação, executada no local, tem-se o menor
índice produtivo, 2,30 m³ / dia útil trabalhado. A montagem do vigamento apresenta o
melhor índice, 19,05 m³ / dia útil trabalhado.
24

Gráfico 2 - Produção m³ / dia útil trabalhado (m³ / dia)

20,00 19,05

15,00
11,75
10,00 8,23

5,00 2,30

-
Produção dos Execução das Montagem dos Montagem das
pilares e vigas Fundações pilares vigas

Fonte: Premobras (2017)

Na fase de execução, podem-se enfatizar as seguintes etapas como rito


construtivo: produção (Figura 12), fundação, montagem de pilar e montagem de
viga. A produção do pré-fabricado é executada paralelamente à execução da
fundação. De acordo com o fabricante, o ideal é que, para iniciar a etapa de
montagem, tenha-se 70% dos pré-fabricados prontos, para que o manuseio das
peças não prejudique a integridade estrutural e também não gere atrasos na
montagem, em que a produtividade é alta.

Figura 12 - Produção das vigas

Fonte: Premobras (2017)

A etapa de fundação (Figura 13) é a mais imprevisível do processo, por se


tratar de uma execução no local, em que as condições climáticas e de acesso
25

podem dificultar a agilidade da obra, segundo informação destacada pelo fornecedor


dos pré-fabricados.

Figura 13 - Etapa de fundação

Fonte: Premobras (2017)

Na fase da montagem (Figura 14), de acordo com a empresa que colaborou


com o trabalho, a obra ganha velocidade, principalmente pela qualidade e precisão
de dimensões de um processo industrializado. As peças se encaixam perfeitamente
e o cronograma se ajusta com eventuais perdas apresentadas na parte de fundação,
em que existe a parte moldada no local.

Figura 14 - Montagem pilares e vigas

Fonte: Premobras (2017)


26

3. PROJETO ESTRUTURAL

3.1 APRESENTAÇÃO DO PROJETO

A geometria da torre a ser estudada é apresenta na Figura 15, com


dimensões externas 5,70m x 5,70m, ocupando uma área em planta de 32,49 m². A
torre possui três pavimentos, intitulados Pavimento 1 (PAV1), Pavimento 2 (PAV2) e
Pavimento 3 (PAV3), com os níveis e corte esquemático apresentados na Figura 15.
O último pavimento (PAV3) tem previsão de instalação de uma caixa-d’água em
fibra, com capacidade de 15.000 litros (Figura 17), apoiada em laje. A elevação do
vigamento será considerada abaixo da laje. A espessura de laje será apresentada
nas tabelas de características gerais dos elementos de cada modelo.

Figura 15 – Planta baixa PAV1 , PAV2, PAV3, corte esquemático e legenda dos pilares, medidas em
centímetros, níveis em metros.
27

Fonte: Produção do autor (2018)

Figura 16 – Vista tridimensional da estrutura

LEGENDA

01 FUNDAÇÃO

02 CINTAMENTO

03 PILAR

04 VIGA NÍVEL 3,50 m

05 VIGA NÍVEL 7,00 m

06 LAJE

Fonte: Produção do autor (2018)

Para definição das dimensões do projeto considerou-se as informações do


catálogo do fornecedor da caixa-d’água, conforme Figura 17.

Figura 17 – Dimensões e especificações da caixa-d’água

Fonte: Fortlev (2015)


28

3.2 PREMISSAS UTILIZADAS PARA CÁLCULO

No projeto foram consideradas as características de carregamentos na Tabela


2.

Tabela 2 – Características das cargas por pavimento

Características das cargas PAV1 PAV2 PAV3


Peso específico 25 kN/m³ 25 kN/m³ 25 kN/m³
Carga acidental - - 1,5 kN/m²
Velocidade do vento 35 m/s 35 m/s 35 m/s
Caixa d’água - - 20 kN/m²
Fonte: Produção do autor (2018)

Nos modelos de pré-fabricados foram consideradas, automaticamente pelo


software, as cargas transitórias de acordo com as etapas de retirada da fôrma,
manuseio na fábrica e obra, estocagem e transporte horizontal e vertical, além dos
efeitos de estabilidade da estrutura durante a montagem. Os dados utilizados para o
dimensionamento são descritos na Tabela 3.

Tabela 3 – Dados utilizados para dimensionamento

Descrição / Tipo de elemento Moldado no local Pré-fabricado


Coeficiente de ponderação das cargas de
1,4 1,4
longa duração
Coeficiente de ponderação da carga
1,2 1,2
acidental da água
Coeficiente de ponderação das 1,4 (Tabela 12.1 da NBR 1,3 (Item 8.1 da NBR
resistências dos materiais, Concreto 6118:2014) 9062:2017)
Coeficiente de ponderação das 1,15 (Tabela 12.1 da NBR 1,1 (Item 8.1 da NBR
resistências dos materiais, Aço 6118:2014) 9062:2017)
fck do concreto estrutural 30 MPa, usinado 30 MPa
Aço CA50/CA60 CA50/CA60
Cobrimento da armadura na fundação 4 cm 4 cm
Cobrimento da armadura nos demais
3 cm 3 cm
elementos
Pressão admissível do solo base da
300 kN/m² 300 kN/m²
fundação
Fonte: Produção do autor (2018)
29

Na Figura 18 são indicadas as limitações de deslocamento previamente


configuradas no software. Na tela de entrada das combinações Figura 19, tem-se a
descrição das ações utilizadas.

Figura 18 – Limitações de descolamento

Fonte: Produção do autor (2018)

Figura 19 - Tela de entrada das combinações e ações

Fonte: Produção do autor (2018)


30

4. ANÁLISE ESTRUTURAL
4.1 CONCRETO MOLDADO NO LOCAL (CML)

Na Tabela 4 são indicadas as características atribuídas às ligações entre


elementos estruturais em relação aos tipos de vínculos e concretagem no local. Os
resultados de diagramas de momento fletor, cortante e deslocamentos a partir da
análise linear são apresentados na e Figura 21.

Tabela 4 – Características gerais dos elementos

Elemento Tipo / Vínculo Seção (2º Estágio)


Fundação Rígida Não
Cintamento Rígida Não
Pilar Rígida Não
Viga Nível 3,50m Rígida Não
Viga Nível 7,00m Rígida Não
Laje Maciça H=25 cm Rígida Não
Fonte: Produção do autor (2018)

Figura 20 – Análise estática linear e deslocamentos verticais

Fonte: Produção do autor (2018)

Combinação utilizada para esta análise = G1 + 0,4Q + A + 0,3V4.


Tabela 5 – Siglas

G1 Q A V
Peso próprio Acidental Água Vento
Fonte: Produção do autor (2018)
31

Figura 21 – Diagramas de momento e cortante

Fonte: Produção do autor (2018)

Combinação utilizada para esta análise = 1,4G1 + 0,98Q + 1,2A + 0,84V1 +


1,4D1.

Ver APÊNDICE J para cálculo detalhado da Viga V1 do Pavimento 3.

4.2 CONCRETO PARCIALMENTE MOLDADO NO LOCAL E PARCIALMENTE


PRÉ-FABRICADO (CPP)

Na Tabela 6 são indicadas as características atribuídas às ligações entres os


elementos da estrutura em relação aos tipos de vínculos e estágios de concretagem
parcialmente no local e parcialmente pré-fabricado. Os resultados de diagramas de
momento fletor, cortante e deslocamentos a partir da análise linear são
apresentados na Figura 22 e Figura 23.

Tabela 6 – Características gerais dos elementos

Elemento Tipo / Vínculo Seção (2º Estágio)


Fundação Rígida Não
Cintamento Rígida Não
Pilar Pré-fabricado / Semirrígida, rígida e Articulada Sim e Não
Viga Nível 3,50m Pré-fabricado / Articulada Não
Viga Nível 7,00m Pré-fabricado / Semirrígida Sim
Laje Maciça H = 25 Semirrígida Não
cm Fonte: Produção do autor (2018)
32

Figura 22 – Análise estática linear e deslocamentos verticais

Fonte: Produção do autor (2018)

Combinação utilizada para esta análise = G1 + 0,4Q + A + 0,3V4.

Figura 23 – Diagramas de momento e cortante

Fonte: Produção do autor (2018)

Combinação utilizada para esta análise = 1,4G1 + 0,98Q + 1,2A + 0,84V1 + 1,4D1.

4.3 CONCRETO PRÉ-FABRICADO (CPF)

Na Tabela 7 são indicadas as características atribuídas às ligações entre os


elementos estruturais em relação aos tipos de vínculo e estágio de concretagem na
pré-fabricação. Os resultados de diagramas de momento fletor, cortante e
33

deslocamentos a partir da análise linear são apresentados na Figura 24 e Figura 25.


A espessura da laje alveolar foi definida em função do vão e sobrecarga de catálogo
(CASSOL, 2018), conforme APÊNDICE L.

Tabela 7 – Características gerais dos elementos

Elemento Tipo / Vínculo Seção (2º Estágio)


Fundação Rígida Não
Cintamento Pré-fabricado / Articulada Não
Pilar Pré- fabricado / Semirrígida, Sim e Não
Viga Nível 3,50m Pré-rígida
fabricado / Articulada
e Articulada Não
Viga Nível 7,00m Pré- fabricado / Semirrígida Sim
Laje Alveolar H=37 cm Pré- fabricado / Articulada Não
Fonte: Produção do autor (2018)

Figura 24 – Análise estática linear e deslocamentos verticais

Fonte: Produção do autor (2018)

Combinação utilizada para esta análise = G1 + 0,4Q + A + 0,3V4


34

Figura 25 – Diagramas de momento e cortante

Fonte: Produção do autor (2018)

Combinação utilizada para esta análise = 1,4G1 + 0,98Q + 1,2A + 0,84V1 + 1,4D1.

4.4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Apresenta-se o comparativo entre os resultados obtidos em cada modelo


construtivo. É considerado como referência o modelo de concreto moldado no local
(CML), sendo os percentuais de diferença comparados a ele.

4.4.1 CARREGAMENTOS, MOMENTOS FLETORES, ESFORÇOS


CORTANTES E DESLOCAMENTOS.

A Tabela 8, apresenta o resultado dos momentos fletores e cortantes


estudados. Observa-se que o momento fletor do CPF apresenta grande aumento em
relação ao CML em função da condição isostática do pré-fabricado. Quanto ao
esforço cortante em relação à viga 1 do pavimento 3 de todas as opções, conclui-se
que a condição CPP é a que apresenta um bom resultado em função do
comprimento efetivo do elemento, que é reduzido em 8,68% comparado ao CML
devido ao consolo do pilar. Para condição CPF, o esforço cortante é distribuído em
duas vigas, por se tratar de uma laje alveolar bi apoiada.
35

Tabela 8 – Momento fletor e esforço cortante

Modelo Momento fletor máximo ≠ (%) Esforço cortante ≠ (%)


CML 80,58
(kN.m) 0,0% 104,56(kN)
máximo 0,0%
CPP 126,61 57,1% 90,33 -13,6%
CPF 184,26 128,7% 134,31 28,5%
Fonte: Produção do autor (2018)

A relação carga/área e os deslocamentos verticais são apresentados na


Tabela 9. Os resultados também são comparados ao moldado no local, inclusive os
limites impostos. Neste comparativo, tem-se um resultado mais favorável para o
modelo CPF, pelo uso da laje alveolar, cujo peso próprio é menor do que a maciça.

Tabela 9 – Cargas e deslocamentos verticais

Modelo Relação Carga / área ≠ (%) Deslocamento vertical máx. (cm) ≠ (%)
CML 2.506
(Kgf/m²) 0,0% 0,31 0,0%
CPP 2.438 -2,7% 0,36 2,9%
CPF 2.366 -5,6% 0,43 22,9%
1,00 (Efeitos para a construção de
LIMITE 1.300 -48,1% -
paredes) ou 1/250, item 6.1 NBR6118
(ABNT, 2014).
Fonte: Produção do autor (2018)

Quando se avalia o deslocamento vertical, todos atendem às especificações


de norma.

A solução com o menor deslocamento horizontal e coeficiente Gama-Z é o


CML, seguido dos modelos CPP e CPF, sendo que todos atendem aos limites
estabelecidos, conforme apontado na Tabela 10. Gama-Z, coeficiente capaz de
fornecer informações sobre o que é o deslocamento e as definições sobre nós fixos
e móveis da estrutura em análise (VASCONCELOS, 1997).

Em relação ao deslocamento horizontal são efetuadas duas verificações


durante o processamento (EBERICK, 2017):
• o deslocamento frequente causado pelo vento no topo da estrutura
não pode ultrapassar 1/1700 da altura da edificação;
• o deslocamento frequente causado pelo vento entre um pavimento
e outro não pode ultrapassar 1/850 da altura do pavimento
considerado.
36

Tabela 10 - Deslocamento horizontal e coeficiente Gama-Z

Modelo Deslocamento horizontal (cm) ≠ (%) Coeficiente z ≠ (%)


CML 0,08 0,0% Gama-Z1,02 0,0%
CPP 0,20 150,0% 1,04 2,0%
CPF 0,27 237,5% 1,05 2,9%
LIMITE 0,47 487,5% 1,10 7,8%
Fonte: Produção do autor (2018)

Para vento e desaprumo, identificam-se também uma maior rigidez do modelo


CML, comparado às outras soluções (Tabela 11).

Tabela 11 - Análise de 2º ordem, Processo P-Delta, deslocamento no topo da edificação.

Modelo Vento (%) ≠ (%) Desaprumo (%) ≠ (%)


CML 1,14 0,0% 1,13 0,0%
CPP 3,09 171,1% 3,08 172,6%
CPF 3,25 185,1% 3,24 186,7%
Fonte: Produção do autor (2018)

Para os casos em que é emitido o aviso de "Efeitos de 2ª ordem importantes"


(o que não aconteceu em nenhum dos modelos estudados) aconselha-se o
enrijecimento da estrutura para minimizar os deslocamentos da mesma, de modo
que o coeficiente Gama-Z fique inferior aos limites estabelecidos pela NBR 6118
(ABNT, 2014) ou então, que seja realizada a análise dos esforços de 2ª ordem no
modelo, através do processo P-Delta. A ideia básica desse processo P-Delta é de
obter, a partir da análise de 1ª ordem, uma estimativa dos efeitos de 2ª ordem.

4.4.2 CONSUMO DE CONCRETO E AÇO

A Tabela 12 apresenta o quantitativo de materiais dos modelos estudados.

Tabela 12 – Consumo de concreto e aço

Concreto Aço As/Vc, taxa


Modelo ≠ (%) ≠ (%)
(m³) (Kg) de armadura
CML 21,00 0,0% 1.393 0,0% 66 kg/m³
CPP 23,70 12,9 1.517 8,9% 64 kg/m³
CPF 22,40 17,1 1.455 4,5% 60 kg/m³
Fonte: Produção do autor (2018)
37

5. ORÇAMENTO

A tabela referencial do Instituto de Obras Públicas do Espírito Santo (IOPES,


2018) do mês de Setembro de 2018, considerando as Leis Sociais (128,33%) e BDI
(30,9%), foi tomada como base para a composição de custos e estimativa de tempo
da execução da obra nos sistemas construtivos estudados.

5.1 CML

A Tabela 13 apresenta os quantitativos referentes ao sistema moldado no


local (CML) e que estão detalhados nos APÊNDICE A, APÊNDICE B e APÊNDICE
C.

Tabela 13 – Quantitativos, valores e tempo de mão de obra (CML)

Fonte: Produção do autor (2018)

Considerando os tempos de trabalho de servente, carpinteiro, montador de


andaime, armador e pedreiro indicados pelo IOPES (Set/2018), obteve-se um valor
acumulado e somado de todos participantes diretos de 731 horas, como indicado na
Tabela 13. Considerando uma jornada de 8 horas diárias, tem-se um total
aproximado de 91 dias, porém sabe-se que não necessariamente um serviço precisa
terminar para o outro iniciar, sendo que o servente, em grande parte do tempo,
estaria em companhia de algum profissional, ocorrendo assim uma duplicidade de
tempos. Para facilitar a compreensão do tempo de trabalho, utiliza-se como base o
tempo do servente, que participa de todas as atividades, que é igual a 385,7 horas,
resultando num tempo total de aproximadamente 48 dias úteis. Avançando mais um
pouco, pode-se considerar que haverá dois serventes na obra, ou seja, isso
resultaria numa redução de tempo da obra, com previsão de 24 dias úteis para
execução geral.
38

5.2 CPP

Para este modelo considera-se o referencial de preços do IOPES (2018) e da


indústria de pré-fabricado da região de Cachoeiro de Itapemirim. Tanto para parte
executada no local, quanto para pré-fabricado são consideradas as Leis sociais, BDI,
impostos sobre a mercadoria e também margem de lucro. A Tabela 14 apresenta a
parcela correspondente do moldado no local da solução CPP e que estão
detalhados nos APÊNDICE D, APÊNDICE E e APÊNDICE F.

Tabela 14 – Quantitativos e valores, parte moldado no local do modelo CPP.

Fonte: Produção do autor (2018)

A Tabela 15 apresenta os quantitativos do modelo parcialmente moldado no


local e parcialmente pré-fabricado (CPP), considerando estrutura pré-fabricada,
frete, serviços de equipamento de içamento para montagem, mão de obra de
montagem e taxa do CREA (ART).

Tabela 15 – Quantitativos e valores, parte pré-fabricada do modelo CPP.

Fonte: Produção do autor (2018)

O prazo de execução dos serviços tem uma parcela de tempo gerada do


processo moldado no local e a outra do pré-fabricado. Para analisar a situação do
processo moldado no local se estabeleceu a mesma referência em relação ao tempo
39

do servente, ficando 215,04 horas (aproximadamente 27 dias). Trabalhando com


dois serventes, tem-se 14 dias. Já no pré-moldado, trabalha-se com informações do
fabricante. Após a fundação pronta seriam necessários: um dia para
posicionamento, colocação de cunhas e concretagem dos pilares; um dia de cura do
concreto dos pilares e um dia para colocação das vigas e grauteamento dos pinos,
ou seja, totalizando 3 dias úteis para a conclusão do processo. Somando os 3 dias
úteis de trabalho para pré-moldados e mais 14 dias para moldado no local, obtém-se
o tempo de execução da obra em 17 dias.

5.3 CPF

Para o modelo pré-fabricado (CPF), considera-se o referencial de preços do


IOPES (2018) e da indústria de pré-fabricado da região de Cachoeiro de Itapemirim.
Tanto para parte executada no local, quanto para pré-moldado são consideradas as
Leis Sociais, BDI, impostos sobre a mercadoria e também margem de lucro. A
Tabela 16 apresenta a parcela correspondente ao moldado no local e o tempo dos
serviços de acordo com o que já foi apresentado no modelo CML, os quais estão
apontados detalhadamente nos APÊNDICE G, APÊNDICE H e APÊNDICE I.

Tabela 16 – Quantitativos e valores, parte moldado no local do modelo CPF.

Fonte: Produção do autor (2018)

A Tabela 17 apresenta os valores dos quantitativos do modelo pré-fabricado,


considerando estrutura pré-fabricada, frete, serviços de equipamento de içamento
para montagem, mão de obra de montagem e taxa do CREA (ART).
40

Tabela 17 – Quantitativos e valores, parte pré-moldada do modelo CPF.

Fonte: Produção do autor (2018)

O prazo de execução dos serviços considera a parcela gerada a partir do


moldado no local e a outra do pré-moldado. Trabalhando com dois serventes, tem-se
9 dias. No pré-moldado trabalhou-se com informações do fabricante. O mesmo
aponta que após a fundação pronta seria necessário: um dia para posicionamento,
colocação de cunhas e concretagem dos pilares, um dia de cura do concreto dos
pilares, c) um dia para colocação das vigas e grauteamento dos pinos e um dia para
colocação de lajes alveolares, totalizando 4 dias úteis. Somando-se aos 9 dias de
dois serventes, obtém-se 13 dias.

5.4 COMPARATIVOS E DISCUSSÕES

Figura 26 - a) Valores finais de cada modelo construtivo; b) Prazo de execução em dias.

a) Custo em reais b) Tempo em dias


Fonte: Produção do autor (2018)

Os resultados obtidos pelos três modelos construtivos: CML, CPP e CPF. São
comparados com o objetivo de analisar a viabilidade de custo e prazo de construção.
40

Os gráficos da Figura 26 apresentam os valores finais da obra e prazo de


execução para cada modelo.

Observam-se diferenças expressivas no custo entre o moldado no local, que


tem o menor custo, e os demais. Do CML para CPP, a diferença é de mais 17,6%.
Do CML para o CPF de seção completa a diferença é de mais 17,8%.

Comparado ao CML, o CPP encurta o prazo de execução em 29%. Também


em relação ao CML, no CPF o tempo de execução diminui ainda mais, em torno de
46%.
41

6. CONCLUSÃO

O estudo apresentou três modelos construtivos em concreto armado: moldado


no local, pré-fabricado de seção parcial e pré-fabricado de seção completa para
execução de torre para apoio de caixa-d’água. Compararam-se as opções quanto ao
sistema de ligações entre elementos estruturais, comportamento estrutural, custo de
execução e prazo de conclusão da obra, considerando sua implantação na região de
Cachoeiro de Itapemirim, por meio de um projeto padronizado e lançamento
estrutural, via software, gerando uma base de dados que possa orientar o investidor
na tomada de decisão sobre a escolha do sistema construtivo. Entre os resultados
obtidos, podem-se destacar diferenciais no custo final da obra e no tempo de
execução, porém considerando a análise de estabilidade da estrutura, todos os
modelos atenderam às condições de segurança e estabilidade de construção.
Dentre os comparativos importantes, pode-se citar o momento fletor das vigas do
pavimento 3. Observou-se um natural crescimento de valores, migrando do modelo
moldado no local para o pré-fabricado, em que a condição de vinculação é bi
apoiada e não bi engastada. Quanto ao esforço cortante, o moldado no local (CML)
apresentou resultados próximos ao pré-fabricado de seção completa (CPF), porém
no CML a carga total da laje se divide em quatro vigas, enquanto no CPF a carga
total é distribuída para apenas duas vigas, por se tratar de uma laje alveolar com
dois apoios predominantes. Neste item, tem-se o pré-fabricado de seção parcial
valores menores em função da redução do vão efetivo.

No consumo de aço e concreto as opções apresentaram resultados próximos,


sendo que todas garantiram a condição de estabilidade da estrutura. Nos
deslocamentos têm-se diferenças que comprovam a maior eficiência da estrutura
monolítica (CML), entretanto todos os modelos atenderam aos limites
recomendados.

Avaliando o custo final da estrutura e prazo de execução da obra para cada


modelo construtivo, observam-se vantagens e desvantagens entre as opções
estudadas. Se por um lado o CML apresenta o menor valor, pode se tornar oneroso,
caso o interesse seja prazo de execução. Em contrapartida o CPF tem prazo de
execução mais curto, porém custo mais caro. Neste caso, o perfil do investidor irá
42

impor a melhor solução, de acordo com a necessidade imediata de implantação da


estrutura.

Os modelos construtivos considerados nesse estudo apresentam


possibilidades de adequação às condições técnicas, financeiras e físicas para torná-
los mais competitivos, sendo necessário aprofundar o estudo para analisar possíveis
ajustes dimensionais, tipos de ligações, concretos de alto desempenho e
possibilidade do uso de protensão, que poderiam ser soluções viáveis.
43

7. REFERÊNCIAS

ALVARENGA, D. Construção civil se retrai em 2017 e segura recuperação da


economia. Disponível em: <https://g1.globo.com/economia/noticia/construcao-civil-
se-retrai-em-2017-e-segura-recuperacao-da-economia.ghtml>. Acesso em: 12 out.
2018.

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Diretrizes a Partir De Estudo De Caso em Obra De Arte Especial. [s.l.]
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2017.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 6118: projeto


de estruturas de concreto: procedimento. Rio de Janeiro, 2014.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 9062: Projeto e


execução de estruturas de concreto pré-moldado. Rio de Janeiro, 2017.

BORTOLINI, R. Modelo para planejamento e controle logístico de obras de


sistemas pré-fabricados do tipo engineer-to-order com uso de BIM 4D. [s.l.]
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2015.

BRUMATTI, D. O. Uso de pré-moldados – estudo e viabilidade. [s.l.] Universidade


Federal de Minas Gerais, 2008.

CARVALHO, R. C.; FILHO, J. R. DE F. Cálculo e detalhamento de estruturas


usuais de concreto armado: segundo a NBR 6118:2014. 4. ed. São Carlos:
EdUFSCAR, 2016.

CASSOL. Catálogo técnico. Disponível em:


<http://www.arweb.com.br/cassol/download/catalogo-cassol.pdf>.

CUSINATO, R. Pré-moldados e pré-fabricados são opções rápidas para


construir - notícias em Mercado Imobiliário do Interior. Disponível em:
<http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/mercado-imobiliario-
do-interior/noticia/2016/02/pre-moldados-e-pre-fabricados-sao-opcoes-rapidas-para-
construir.html>. Acesso em: 17 out. 2018.

EL DEBS, M. K. Concreto pré-moldados: Fundamentos e aplicações. 2. ed. São


Paulo: Oficina de Textos, 2017.

FILHO, J. C. X. DE A.; SILVA, A. J. DA C. E; ANDRADE, T. W. C. DE O. Pré-


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FORTLEV. Catálogo técnico. Disponível em:


<http://www.fortlev.com.br/uploads/2015/03/Guia-de-Instalação-Tanque-Fortplus-
21x297cm.pdf>. Acesso em: 30 abr. 2018.
44

IBGE. Contas Nacionais Trimestrais - 2o Trimestre / 2018. Disponível em:


<http://www.cbicdados.com.br/home/>. Acesso em: 11 nov. 2018.
IOPES. Referencial de preço. Disponível em: <https://iopes.es.gov.br/referencial-
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KIMURA, A. Informática aplicada a estrutura de concreto armado. 2. ed. São


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MOREIRA, K. A. W. Estudo das manifestações patológicas na produção de pré-


fabricados de concreto. [s.l.] Universidade Tecnológica Ferderal do Paraná, 2009.

NETO, N. M. Estruturas pré-moldadas de concreto para edifícios de múltiplos


pavimentos de pequena altura: uma análise crítica. São Paulo: Dissertação de
mestrado, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1998.

VASCONCELOS, A. C. (1997). Origem dos Parâmetros de Estabilidade Global e


Local - Coletânea de Estudos sobre Estabilidade Global e Local das Estruturas de
Edifícios. São Paulo, 1997.
45

APÊNDICE A - Resumo de Materiais (CML)

Resumo de Materiais (Moldados in Loco)


Tabela 18 - Resumo de materiais (CML)

Peso do aço Volume de Área de forma Consumo de Peso treliças


Pavimento Elemento
+10 % (kg) concreto (m³) (m²) aço (kg/m³) (kg)
Vigas 200.3 3.4 33.1 58.6
Pilares 229.6 1.8 21.0 131.2
PAV3 Lajes 377.5 6.8 27.1 55.6
Fundações 0.0 0.0 0.0 0.0
Total 807.3 12.0 81.2 67.5 0.0
Vigas 104.9 2.9 28.5 36.8
Pilares 244.3 1.8 21.0 139.6
PAV2 Lajes 0.0 0.0 0.0 0.0
Fundações 0.0 0.0 0.0 0.0
Total 349.2 4.6 49.5 75.9 0.0
Vigas 104.6 2.9 28.5 36.7
Pilares 92.0 0.5 6.0 184.0
PAV1 Lajes 0.0 0.0 0.0 0.0
Fundações 40.0 1.1 4.3 35.1
Total 236.6 4.5 38.8 52.7 0.0
Produção do autor (2018)

Tabela 19 - Quantitativos de aço por elemento (CML)

Diâmetro Quantidade + 10 % (Barras)


Aço Unit
(mm) Vigas Pilares Lajes Fundações Total
CA50 8.0 12 m 54 9 63
CA50 10.0 12 m 4 59 38 101
CA50 12.5 12 m 3 3
CA60 5.0 12 m 61 75 54 190
Produção do autor (2018)

Tabela 20 - Peso de aço por elemento (CML)

Diâmetro Peso + 10 % (kg)


Aço
(mm) Vigas Pilares Lajes Fundações Total
CA50 8.0 242.4 40.0 282.5
CA50 10.0 27.0 428.2 277.7 733.0
CA50 12.5 31.9 31.9
CA60 5.0 108.4 137.7 99.8 345.9
Produção do autor (2018)

Tabela 21 - Resumo de concreto, aço e fôrma por elemento (CML)

Vigas Pilares Lajes Fundações Total


CA50 301.3 428.2 277.7 40.0 1047.3
Peso total
CA60 108.4 137.7 99.8 345.9
+ 10% (kg)
Total 409.8 565.9 377.5 40.0 1393.2
Volume concreto (m³) C-30 9.1 4.0 6.8 1.1 21.0
Área de forma (m²) 90.1 48.0 27.1 4.3 169.5
Consumo de aço (kg/m³) 44.9 141.5 55.6 35.1 66.2
Produção do autor (2018)
46

APÊNDICE B - Quantitativos e valores (CML)

Fonte: Referencial de preço IOPES (2018)


47

APÊNDICE C - Tempo de mão de obra (CML)

Fonte: Referencial de preço IOPES (2018)


48

APÊNDICE D - Resumo de materiais (CPP)

Resumo de Materiais (Moldados in Loco)

Peso do aço Volume de Área de forma Consumo de Peso treliças


Pavimento Elemento
+10 % (kg) concreto (m³) (m²) aço (kg/m³) (kg)
Vigas 0.0 0.0 0.0 0.0
Pilares 0.0 0.0 0.0 0.0
PAV3 Lajes 433.4 8.0 27.4 53.9
Fundações 0.0 0.0 0.0 0.0
Total 433.4 8.0 27.4 53.9 0.0
Vigas 0.0 0.0 0.0 0.0
Pilares 0.0 0.0 0.0 0.0
PAV2 Lajes 0.0 0.0 0.0 0.0
Fundações 0.0 0.0 0.0 0.0
Total 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
Vigas 75.2 2.4 24.0 31.3
Pilares 0.0 0.0 0.0 0.0
PAV1 Lajes 0.0 0.0 0.0 0.0
Fundações 211.7 4.0 28.1 53.1
Total 286.9 6.4 52.1 44.9 0.0
Produção do autor (2018)

Diâmetro Quantidade + 10 % (Barras)


Aço Unit
(mm) Vigas Pilares Lajes Fundações Total
CA50 8.0 rolo (2000 kg)
CA50 10.0 rolo (2000 kg)
CA60 5.0 rolo (170 kg)
CA60 6.0 rolo (170 kg)
Produção do autor (2018)

Diâmetro Peso + 10 % (kg)


Aço
(mm) Vigas Pilares Lajes Fundações Total
CA50 8.0 37.5 250.9 156.6 445.0
CA50 10.0 55.1 55.1
CA60 5.0 37.7 103.5 141.1
CA60 6.0 79.0 79.0
Produção do autor (2018)

Vigas Pilares Lajes Fundações Total


CA50 37.5 250.9 211.7 500.1
Peso total
CA60 37.7 182.5 220.2
+ 10% (kg)
Total 75.2 433.4 211.7 720.3
Volume concreto (m³) C-30 2.4 8.0 4.0 14.4
Área de forma (m²) 24.0 27.4 28.1 79.5
Consumo de aço (kg/m³) 31.3 53.9 53.1 49.9

Produção do autor (2018)


49

Resumo de Materiais (Pré-Fabricado)


Peso do aço Volume de Área de forma Consumo de Peso treliças
Pavimento Elemento
+10 % (kg) concreto (m³) (m²) aço (kg/m³) (kg)
Vigas PF 368.5 2.8 0.0 130.2

PAV3 Pilares PF 0.0 0.0 0.0 0.0


Lajes PF 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
Total 368.5 2.8 0.0 130.2 0.0
Vigas PF 114.4 2.4 0.0 48.5

PAV2 Pilares PF 0.0 0.0 0.0 0.0


Lajes PF 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
Total 114.4 2.4 0.0 48.5 0.0
Vigas PF 0.0 0.0 0.0 0.0

PAV1 Pilares PF 314.1 4.1 0.0 76.3


Lajes PF 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
Total 314.1 4.1 0.0 76.3 0.0
Produção do autor (2018)

Diâmetro Quantidade + 10 % (Barras)


Aço Unit
(mm) Vigas PF Pilares PF Lajes PF Total
CA50 8.0 rolo (2000 kg)
CA50 10.0 rolo (2000 kg)
CA50 12.5 rolo (2000 kg)
CA60 5.0 rolo (170 kg)
Produção do autor (2018)

Diâmetro Peso + 10 % (kg)


Aço
(mm) Vigas PF Pilares PF Lajes PF Total
CA50 8.0 167.4 28.2 195.6
CA50 10.0 61.8 126.0 187.8
CA50 12.5 49.2 49.2
CA60 5.0 253.7 110.8 364.4
Produção do autor (2018)

Vigas PF Pilares PF Lajes PF Total


CA50 229.2 203.3 432.5
Peso total
CA60 253.7 110.8 364.4
+ 10% (kg)
Total 482.8 314.1 797.0
Volume concreto (m³) C-30 5.2 4.1 9.3
Área de forma (m²)
Consumo de aço (kg/m³) 93.0 76.3 85.6
Produção do autor (2018)

*Os quantitativos dos materiais de capa e armaduras adicionais das lajes pré-
moldadas estão considerados no Resumo de materiais - Moldado in loco
50

APÊNDICE E - Quantitativos e valores (CPP)

Fonte: Referencial de preço IOPES (2018)


51

APÊNDICE F - Tempo de mão de obra (CPP)

Fonte: Referencial de preço IOPES (2018)


52

APÊNDICE G - Resumo de materiais (CPF)

Resumo de Materiais (Moldados in Loco)

Peso do aço Volume de Área de forma Consumo de Peso treliças


Pavimento Elemento
+10 % (kg) concreto (m³) (m²) aço (kg/m³) (kg)
Vigas 0.0 0.0 0.0 0.0
Pilares 0.0 0.0 0.0 0.0
PAV3 Lajes 146.9 3.1 0.0 47.0
Fundações 0.0 0.0 0.0 0.0
Total 146.9 3.1 0.0 47.0 0.0
Vigas 0.0 0.0 0.0 0.0
Pilares 0.0 0.0 0.0 0.0
PAV2 Lajes 0.0 0.0 0.0 0.0
Fundações 0.0 0.0 0.0 0.0
Total 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
Vigas 0.0 0.0 0.0 0.0
Pilares 0.0 0.0 0.0 0.0
PAV1 Lajes 0.0 0.0 0.0 0.0
Fundações 276.6 5.6 28.3 49.0
Total 276.6 5.6 28.3 49.0 0.0
Produção do autor (2018)
Diâmetro Quantidade + 10 % (Barras)
Aço Unit
(mm) Vigas Pilares Lajes Fundações Total
CA50 8.0 rolo (2000 kg)
CA50 10.0 rolo (2000 kg)
CA60 5.0 rolo (170 kg)
Produção do autor (2018)

Diâmetro Peso + 10 % (kg)


Aço
(mm) Vigas Pilares Lajes Fundações Total
CA50 8.0 188.0 188.0
CA50 10.0 88.7 88.7
CA60 5.0 146.9 146.9
Produção do autor (2018)

Vigas Pilares Lajes Fundações Total


CA50 276.6 276.6
Peso total
CA60 146.9 146.9
+ 10% (kg)
Total 146.9 276.6 423.6
Volume concreto (m³) C-30 3.1 5.6 8.8
Área de forma (m²) 28.3 28.3
Consumo de aço (kg/m³) 47.0 49.0 48.3
53

Resumo de Materiais (Pré-Fabricado)


Peso do aço Volume de Área de forma Consumo de Peso treliças
Pavimento Elemento
+10 % (kg) concreto (m³) (m²) aço (kg/m³) (kg)
Vigas PF 161.4 1.4 0.0 114.0

PAV3 Pilares PF 0.0 0.0 0.0 0.0


Lajes PF 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
Total 161.4 1.4 0.0 114.0 0.0
Vigas PF 114.4 2.4 0.0 48.5

PAV2 Pilares PF 0.0 0.0 0.0 0.0


Lajes PF 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
Total 114.4 2.4 0.0 48.5 0.0
Vigas PF 114.4 2.4 0.0 48.5

PAV1 Pilares PF 434.7 4.5 0.0 97.3


Lajes PF 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
Total 549.1 6.8 0.0 80.4 0.0
Produção do autor (2018)

Diâmetro Quantidade + 10 % (Barras)


Aço Unit
(mm) Vigas PF Pilares PF Lajes PF Total
CA50 8.0 rolo (2000 kg)
CA50 10.0 rolo (2000 kg)
CA50 12.5 rolo (2000 kg)
CA60 5.0 rolo (170 kg)
Produção do autor (2018)

Diâmetro Peso + 10 % (kg)


Aço
(mm) Vigas PF Pilares PF Lajes PF Total
CA50 8.0 131.0 42.8 173.7
CA50 10.0 82.1 82.1
CA50 12.5 279.4 279.4
CA60 5.0 177.1 112.5 289.6
Produção do autor (2018)

Vigas PF Pilares PF Lajes PF Total


CA50 213.1 322.2 535.3
Peso total
CA60 177.1 112.5 289.6
+ 10% (kg)
Total 390.1 434.7 824.8
Volume concreto (m³) C-30 6.1 4.5 5,19 15,79
Área de forma (m²)
Consumo de aço (kg/m³) 63.6 97.3 77.8
Produção do autor (2018)

*Os quantitativos dos materiais de capa e armaduras adicionais das lajes pré-moldadas
estão considerados no Resumo de materiais - Moldado in loco
54

APÊNDICE H - Quantitativos e valores (CPF)

Fonte: Referencial de preço IOPES (2018)


55

APÊNDICE I - Tempo de mão de obra (CPF)

Fonte: Referencial de preço IOPES (2018)


56

APÊNDICE J - Cálculo detalhado Viga V1 PAV3 para os três modelos


CML

Pavimento PAV3 - Lance 3

fck = 30.00 MPa Ecs = 26838 MPa


Cobrimento = 3.00 cm Peso específico = 25.00 kN/m³

DIMENSIONAMENTO DA ARMADURA POSITIVA

Vão
Armadura
Seção Flexão Torção Final
de pele
trechos
As = 3.40 cm²
(7ø8.0 - 3.52 cm²) Taxa = 0.10%
Md = 79.93 kN.m d = 55.70 cm
retangular As pele = 1.50 cm²
1 As = 3.40 cm² % armad. = 0.23 Esp Max = 15.00 cm
A's = 0.00 cm²
bw = 25.00 cm yLN = 3.25 cm
1-1
h = 60.00 cm 2x3ø8.0
M = 58.36 kN.m (1.51 cm²)
fiss = 0.08 mm

DIMENSIONAMENTO DA ARMADURA NEGATIVA

Nó Flexão Final
As = 2.25 cm²
(3ø10.0 - 2.36 cm²)
Md = 48.10 kN.m d = 56.00 cm
As = 2.01 cm² % armad. = 0.16
1
A's = 0.00 cm²
yLN = 1.92 cm

M = 31.66 kN.m
fiss = 0.11 mm
As = 2.92 cm²
(6ø8.0 - 3.02 cm²)
Md = 69.54 kN.m d = 56.10 cm
As = 2.92 cm² % armad. = 0.20
2
A's = 0.00 cm²
yLN = 2.79 cm

M = 45.84 kN.m
fiss = 0.12 mm

DIMENSIONAMENTO DA ARMADURA TRANSVERSAL

Modelo de cálculo I
Inclinação bielas 45

Verificação de esforços limites


Vão
Cisalhamento Torção Cisalhamento + Torção
trechos
1 Vd = 105.59 kN Td = 0.12 kN.m
Vd/VRd2 + Td/TRd2 = 0.15
1-1 VRd2 = 708.98 kN TRd2 = 68.87 kN.m
57

Vão ARMADURA DE CISALHAMENTO ARMADURA DE TORÇÃO


Dados Armad. à Armad. à Armad. de
Armad. mínima Dados torção
trechos cisalham esquerda direita torção
d = 55.70 cm Vmin = 64.35 kN
1
Vc0 = 121.00 kN Aswmin = 2.90 cm²
k = 1.00 (2 ramos)
1-1 ø 5.0 c/ 14
Produção do autor (2018)

CPP

Pavimento PAV3 - Lance 3

Cobrimento = 3.00 cm Peso específico = 25.00 kN/m³

Características dos materiais - Etapas construtivas


Idade fckj Ecj
Etapa
(dias) (MPa) (MPa)
Desforma e armazenamento 3 13.74 20757.46
Transporte 7 20.52 25364.87
Montagem 14 25.63 28351.07
Construção preliminar 21 28.29 29784.03
Etapa final 28 30.00 30672.46

DIMENSIONAMENTO DA ARMADURA POSITIVA

Vão
Armadura
Etapa Seção Flexão Torção Final
de pele
trechos
As = 2.25 cm²
(5ø8.0 - 2.51 Taxa = 0.10%
Md = 26.85 kN.m cm²) As pele = 1.50 cm²
retangular d = 56.10 cm
1 As = 1.12 cm² Esp Max = 15.00
A's = 0.00 cm² % armad. = 0.17 cm
Armazenamento
bw = 25.00 cm yLN = 2.34 cm 1.12 cm²
1-1 (4ø8.0 - 2.01
h = 60.00 cm
cm²) 2x3ø8.0
M = 2.83 kN.m (1.51 cm²)
fiss = 0.00 mm
As = 2.25 cm²
(5ø8.0 - 2.51 Taxa = 0.10%
Md = 35.07 kN.m cm²) As pele = 1.50 cm²
retangular d = 56.10 cm
1 As = 1.46 cm² Esp Max = 15.00
A's = 0.00 cm² % armad. = 0.17 cm
Transporte
bw = 25.00 cm yLN = 2.04 cm 1.46 cm²
1-1 (4ø8.0 - 2.01
h = 60.00 cm
cm²) 2x3ø8.0
M = 2.83 kN.m (1.51 cm²)
fiss = 0.00 mm
As = 2.25 cm² Taxa = 0.10%
Md = 40.68 kN.m
retangular (5ø8.0 - 2.51 As pele = 1.50 cm²
1 As = 1.70 cm²
cm²) Esp Max = 15.00
Montagem A's = 0.00 cm²
bw = 25.00 cm d = 56.10 cm cm
1-1 yLN = 1.90 cm
h = 60.00 cm % armad. = 0.17
1.70 cm² 2x3ø8.0
58

Vão
Armadura
Etapa Seção Flexão Torção Final
de pele
trechos
(4ø8.0 - 2.01 (1.51 cm²)
cm²)
M = 14.15 kN.m
fiss = 0.02 mm
As = 4.51 cm²
(9ø8.0 - 4.52 Taxa = 0.10%
Md = 103.74 cm²) As pele = 1.50 cm²
retangular kN.m d = 55.17 cm
1 Esp Max = 15.00
As = 4.51 cm² % armad. = 0.30
Construção preliminar cm
bw = 25.00 cm A's = 0.00 cm²
1-1 yLN = 4.57 cm
h = 60.00 cm
2x3ø8.0
M = 80.37 kN.m (1.51 cm²)
fiss = 0.09 mm
As = 4.51 cm²
(9ø8.0 - 4.52 Taxa = 0.10%
seção T Md = 126.05 cm²) As pele = 1.50 cm²
kN.m d = 80.17 cm
1 Esp Max = 15.00
Estrutura bw = 25.00 cm As = 3.65 cm² % armad. = 0.16 cm
solidarizada h = 85.00 cm A's = 0.00 cm² 1.70 cm²
1-1 yLN = 1.65 cm (4ø8.0 - 2.01
bf = 53.00 cm
cm²) 2x3ø8.0
hf = 25.00 cm
M = 91.13 kN.m (1.51 cm²)
fiss = 0.09 mm

DIMENSIONAMENTO DA ARMADURA NEGATIVA

Etapa Nó Flexão Final


Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
1
Armazenamento A's = 0.00 cm²
yLN = 0.00 cm

Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
2
Armazenamento A's = 0.00 cm²
yLN = 0.00 cm

Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
1
Transporte A's = 0.00 cm²
yLN = 0.00 cm

Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
2
Transporte A's = 0.00 cm²
yLN = 0.00 cm

Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
1
Montagem A's = 0.00 cm²
yLN = 0.00 cm
59

Etapa Nó Flexão Final


Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
2
Montagem A's = 0.00 cm²
yLN = 0.00 cm

Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
1
Construção preliminar A's = 0.00 cm²
yLN = 0.00 cm

Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
2
Construção preliminar A's = 0.00 cm²
yLN = 0.00 cm

Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
Estrutura 1
A's = 0.00 cm²
solidarizada yLN = 0.00 cm

Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
Estrutura 2
A's = 0.00 cm²
solidarizada yLN = 0.00 cm

DIMENSIONAMENTO DA ARMADURA TRANSVERSAL

Modelo de cálculo I
Inclinação bielas 45

Verificação das etapas construtivas


Etapa (kN) Vd (kN) VRd2 (kN) Vc (kN) Vsw (kN) Asw (cm²/m) A90 (cm²/m)
Armazenamento 8.97 351.21 72.41 0.00 1.72 0.00
Transporte 8.97 509.38 94.60 0.00 2.25 0.00
Montagem 14.95 622.19 109.73 0.00 2.61 0.00
0.00 (esq) 0.00
Construção preliminar 84.44 667.26 115.24 60.12 (min) 2.79 0.00
0.00 (dir) 0.00

Verificação da etapa construção preliminar


Vão
Cisalhamento Torção Cisalhamento + Torção
trechos
1 Vd = 84.44 kN Td = 0.67 kN.m
Vd/VRd2 + Td/TRd2 = 0.14
1-1 VRd2 = 667.26 kN TRd2 = 65.45 kN.m

Verificação da etapa estrutura solidarizada


Vão
Cisalhamento Torção Cisalhamento + Torção Solidarização
trechos
1 Vd = 92.55 kN Td = 0.06 kN.m td = 0.69 MPa
Vd/VRd2 + Td/TRd2 = 0.09
1-1 VRd2 = 1020.41 kN TRd2 = 68.87 kN.m tRd2 = 5.36 MPa

ARMADURA DE ARMADURA DE
Vão ARMADURA DE CISALHAMENTO
TORÇÃO SOLIDARIZAÇÃO
60

Armad. Armad.
Dados Armad. à Armad. Dados
trechos à de Armad. de solidarização
cisalham esquerda mínima torção
direita torção
d = 80.17 cm Vmin = 216.12
1 Vc0 = 174.15 kN
kN Aswmin = 6.50 Fmd = 172.91 kN
k = 1.00 cm² Asolid = 6.50 cm²/m
1-1 (4 ramos)
ø 5.0 c/ 6

DIMENSIONAMENTO DOS DENTES GERBER

Dados Esforços
Altura Comprimento
Apoio Fd pos (kN) Fd neg (kN) Hd (kN) Td (kN.m)
(m) (m)
Inicial - P1 0.30 0.20 92.55 0.00 14.81 0.06
Final - P2 0.30 0.20 91.40 0.00 14.62 0.06

DIMENSIONAMENTO DA ARMADURA PRINCIPAL (DENTES GERBER)

Verificação da Biela
Apoio Relação a/d Tirante Torção Final
comprimida
Fd = 92.55 kN Td = 0.06 kN.m As = 1.56 cm²
Hd = 14.81 kN TRd2 = 24.18 kN.m (3ø8.0 - 1.51) Twd = 1.43 MPa
Inicial - P1 0.45
As = 1.56 cm² Asl = 0.01 cm² d = 0.26 m Twu = 3.91 MPa
As,min = 1.55 cm² Asl,min = 0.62 cm² % armad. = 0.23
Fd = 91.40 kN Td = 0.06 kN.m As = 1.55 cm²
Hd = 14.62 kN TRd2 = 24.18 kN.m (3ø8.0 - 1.51) Twd = 1.41 MPa
Final - P2 0.45
As = 1.54 cm² Asl = 0.01 cm² d = 0.26 m Twu = 3.91 MPa
As,min = 1.55 cm² Asl,min = 0.62 cm² % armad. = 0.23

DIMENSIONAMENTO DOS ESTRIBOS (DENTES GERBER)

Apoio Relação a/d Horizontais Verticais Suspensão


Asw = 0.72 cm²
As = 0.61 cm² As = 2.20 cm²
Inicial - P1 0.45 A90 = 0.00 cm²
ø 5.0 c/ 5 ø 5.0 c/ 6
ø 5.0 c/ 10
Asw = 0.72 cm²
As = 0.60 cm² As = 2.20 cm²
Final - P2 0.45 A90 = 0.00 cm²
ø 5.0 c/ 5 ø 5.0 c/ 6
ø 5.0 c/ 10

DIMENSIONAMENTO DAS ALÇAS DE IÇAMENTO

Diâmetro Área mínima Área efetiva


Quantidade
(mm) (cm²) (cm²)
2 12.5 1.63 2.45
Produção do autor (2018)

CPF

Pavimento PAV3 - Lance 3

Cobrimento = 3.00 cm Peso específico = 25.00 kN/m³


61

Características dos materiais - Etapas construtivas


Idade fckj Ecj
Etapa
(dias) (MPa) (MPa)
Desforma e armazenamento 3 13.74 20757.46
Transporte 7 20.52 25364.87
Montagem 14 25.63 28351.07
Construção preliminar 21 28.29 29784.03
Etapa final 28 30.00 30672.46

DIMENSIONAMENTO DA ARMADURA POSITIVA

Vão
Armadura
Etapa Seção Flexão Torção Final
de pele
trechos
As = 2.25 cm²
(4ø10.0 - 3.14 Taxa = 0.10%
Md = 26.85 cm²) As pele = 1.50 cm²
retangular kN.m d = 56.00 cm
1 Esp Max = 15.00
As = 1.13 cm² % armad. = 0.21
Armazenamento cm
bw = 25.00 cm A's = 0.00 cm² 1.13 cm²
1-1 yLN = 2.35 cm (4ø8.0 - 2.01
h = 60.00 cm
cm²) 2x3ø8.0
M = 2.83 kN.m (1.51 cm²)
fiss = 0.00 mm
As = 2.25 cm²
(4ø10.0 - 3.14 Taxa = 0.10%
Md = 35.07 cm²) As pele = 1.50 cm²
retangular kN.m d = 56.00 cm
1 Esp Max = 15.00
As = 1.47 cm² % armad. = 0.21
Transporte cm
bw = 25.00 cm A's = 0.00 cm² 1.47 cm²
1-1 yLN = 2.05 cm (4ø8.0 - 2.01
h = 60.00 cm
cm²) 2x3ø8.0
M = 2.83 kN.m (1.51 cm²)
fiss = 0.00 mm
As = 2.25 cm²
(4ø10.0 - 3.14 Taxa = 0.10%
Md = 40.68 cm²) As pele = 1.50 cm²
retangular kN.m d = 56.00 cm
1 Esp Max = 15.00
As = 1.70 cm² % armad. = 0.21
Montagem cm
bw = 25.00 cm A's = 0.00 cm² 1.70 cm²
1-1 yLN = 1.90 cm (4ø8.0 - 2.01
h = 60.00 cm
cm²) 2x3ø8.0
M = 14.15 kN.m (1.51 cm²)
fiss = 0.01 mm
As = 2.25 cm²
(4ø10.0 - 3.14 Taxa = 0.10%
Md = 43.45 cm²) As pele = 1.50 cm²
retangular kN.m d = 56.00 cm
1 Esp Max = 15.00
As = 1.81 cm² % armad. = 0.21
Construção preliminar cm
bw = 25.00 cm A's = 0.00 cm²
1-1 yLN = 1.84 cm
h = 60.00 cm
2x3ø8.0
M = 10.56 kN.m (1.51 cm²)
fiss = 0.01 mm
1 seção T Md = 128.84 As = 3.85 cm² Taxa = 0.10%
Estrutura
kN.m (5ø10.0 - 3.93 As pele = 1.50 cm²
solidarizada
As = 3.21 cm² cm²) Esp Max = 15.00
62

Vão
Armadura
Etapa Seção Flexão Torção Final
de pele
trechos
1-1 bw = 25.00 cm A's = 0.00 cm² d = 93.00 cm cm
h = 97.00 cm yLN = 1.45 cm % armad. = 0.15
bf = 53.00 cm 1.70 cm² 2x3ø8.0
hf = 5.00 cm (4ø8.0 - 2.01 (1.51 cm²)
cm²)
M = 11.22 kN.m
fiss = 0.01 mm

DIMENSIONAMENTO DA ARMADURA NEGATIVA

Etapa Nó Flexão Final


Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
1
Armazenamento A's = 0.00 cm²
yLN = 0.00 cm

Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
2
Armazenamento A's = 0.00 cm²
yLN = 0.00 cm

Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
1
Transporte A's = 0.00 cm²
yLN = 0.00 cm

Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
2
Transporte A's = 0.00 cm²
yLN = 0.00 cm

Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
1
Montagem A's = 0.00 cm²
yLN = 0.00 cm

Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
2
Montagem A's = 0.00 cm²
yLN = 0.00 cm

Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
1
Construção preliminar A's = 0.00 cm²
yLN = 0.00 cm

Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
2
Construção preliminar A's = 0.00 cm²
yLN = 0.00 cm
63

Etapa Nó Flexão Final


Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
Estrutura 1
A's = 0.00 cm²
solidarizada yLN = 0.00 cm

Md = 0.00 kN.m
As = 0.00 cm²
Estrutura 2
A's = 0.00 cm²
solidarizada yLN = 0.00 cm

DIMENSIONAMENTO DA ARMADURA TRANSVERSAL

Modelo de cálculo I
Inclinação bielas 45

Verificação das etapas construtivas


Etapa (kN) Vd (kN) VRd2 (kN) Vc (kN) Vsw (kN) Asw (cm²/m) A90 (cm²/m)
Armazenamento 8.97 350.58 72.28 0.00 1.72 0.00
Transporte 8.97 508.47 94.43 0.00 2.25 0.00
Montagem 14.95 621.08 109.53 0.00 2.61 0.00
0.00 (esq) 0.00
Construção preliminar 11.58 677.34 116.98 61.03 (min) 2.79 0.00
0.00 (dir) 0.00

Verificação da etapa construção preliminar


Vão
Cisalhamento Torção Cisalhamento + Torção
trechos
1 Vd = 11.58 kN Td = 0.91 kN.m
Vd/VRd2 + Td/TRd2 = 0.03
1-1 VRd2 = 677.34 kN TRd2 = 65.45 kN.m

Verificação da etapa estrutura solidarizada


Vão
Cisalhamento Torção Cisalhamento + Torção Solidarização
trechos
1 Vd = 20.70 kN Td = 0.13 kN.m td = 0.12 MPa
Vd/VRd2 + Td/TRd2 = 0.02
1-1 VRd2 = 1183.76 kN TRd2 = 68.87 kN.m tRd2 = 5.36 MPa

ARMADURA DE ARMADURA DE
Vão ARMADURA DE CISALHAMENTO
TORÇÃO SOLIDARIZAÇÃO
Armad. Armad.
Dados Armad. à Armad. Dados
trechos à de Armad. de solidarização
cisalham esquerda mínima torção
direita torção
d = 93.00 cm Vmin = 188.04
1 Vc0 = 202.03 kN
kN Aswmin = 5.00 Fmd = 30.81 kN
k = 1.00 cm² Asolid = 5.00 cm²/m
1-1 (4 ramos)
ø 5.0 c/ 8

DIMENSIONAMENTO DOS DENTES GERBER

Dados Esforços
Altura Comprimento
Apoio Fd pos (kN) Fd neg (kN) Hd (kN) Td (kN.m)
(m) (m)
Inicial - P1 0.30 0.20 20.70 0.00 3.31 0.13
64

Dados Esforços
Altura Comprimento
Apoio Fd pos (kN) Fd neg (kN) Hd (kN) Td (kN.m)
(m) (m)
Final - P2 0.30 0.20 19.47 0.00 3.11 0.13

DIMENSIONAMENTO DA ARMADURA PRINCIPAL (DENTES GERBER)

Verificação da Biela
Apoio Relação a/d Tirante Torção Final
comprimida
Fd = 20.70 kN Td = 0.13 kN.m As = 1.55 cm²
Hd = 3.31 kN TRd2 = 24.18 kN.m (3ø8.0 - 1.51) Twd = 0.32 MPa
Inicial - P1 0.45
As = 0.35 cm² Asl = 0.03 cm² d = 0.26 m Twu = 3.91 MPa
As,min = 1.55 cm² Asl,min = 0.62 cm² % armad. = 0.23
Fd = 19.47 kN Td = 0.13 kN.m As = 1.55 cm²
Hd = 3.11 kN TRd2 = 24.18 kN.m (3ø8.0 - 1.51) Twd = 0.30 MPa
Final - P2 0.45
As = 0.33 cm² Asl = 0.03 cm² d = 0.26 m Twu = 3.91 MPa
As,min = 1.55 cm² Asl,min = 0.62 cm² % armad. = 0.23

DIMENSIONAMENTO DOS ESTRIBOS (DENTES GERBER)

Apoio Relação a/d Horizontais Verticais Suspensão


Asw = 0.72 cm²
As = 0.14 cm² As = 1.87 cm²
Inicial - P1 0.45 A90 = 0.00 cm²
ø 5.0 c/ 5 ø 5.0 c/ 8
ø 5.0 c/ 10
Asw = 0.72 cm²
As = 0.13 cm² As = 1.87 cm²
Final - P2 0.45 A90 = 0.00 cm²
ø 5.0 c/ 5 ø 5.0 c/ 8
ø 5.0 c/ 10

DIMENSIONAMENTO DAS ALÇAS DE IÇAMENTO

Diâmetro Área mínima Área efetiva


Quantidade
(mm) (cm²) (cm²)
2 12.5 1.63 2.45
Produção do autor (2018)
65

APÊNDICE K - Cálculo detalhado Pilar P1 para os três modelos


CML

Pavimento PAV1 - Lance 1

Dados da seção transversal Dados do concreto


fck = 30.00 MPa
Seção retangular
Ecs = 26838 MPa
b = 25.00 cm h = 50.00 cm
Peso específico = 25.00 kN/m³
Cobrimento = 3.00 cm
Fi = 3.93

Dimensionamento da armadura longitudinal

Direção Cálculo da esbeltez Esforços máximos


Vínculo = RR
Msdtopo = 6.57 kN.m
B li = 1.00 cm
Msdbase = 10.59 kN.m Ndmax = 259.82 kN
Esbeltez = 13.84
Ndmin = 106.87 kN
Vínculo = RR
Msdtopo = 23.50 kN.m ni = 0.10
H li = 1.00 cm
Msdbase = 25.73 kN.m
Esbeltez = 6.92

Seção crítica do pilar: TOPO


Armadura longitudinal
Direção Momentos (kN.m) Processo de cálculo
Torção Final
Madtopo = 1.16
Msdtopo = 6.57 Madcentro = 2.39
3 ø 10.0 (*2)
B Msdcentro = 2.85 Madbase = 2.52
Td = 0.81 8 ø 10.0 1.4G1+0.98Q+1.2A+1.4V4+0.84D4
Msdbase = 2.72 M2d = 0.18
kN.m Msd(x) = 7.73 kN.m
Mcd = 0.01
Msd(y) = 23.50 kN.m
Madtopo = 1.16 18ø10.0 Mrd(x) = 34.94 kN.m
Msdtopo = 23.50 Madcentro = 0.58 Asl = 0.16 cm² 14.14 cm² Mrd(y) = 106.19 kN.m
H Msdcentro = 24.68 Madbase = 1.16 1.1 % Mrd/Msd=4.52
Msdbase = 25.46 M2d = 0.15
Mcd = 0.02

Dimensionamento da armadura transversal

Modelo cálculo Esforços


Inclinação bielas Cisalhamento Torção
I VBd topo = 17.12 kN Td = 0.81 kN.m
VBd base = 17.12 kN
VHd topo = 20.12 kN
45 VHd base = 20.12 kN

Verificação de esforços limites


Direção Cisalhamento Torção Cisalhamento + Torção
Vd = 17.12 kN Td = 0.81 kN.m
B Vd/VRd2 + Td/TRd2 = 0.05
VRd2 = 534.60 kN TRd2 = 54.56 kN.m
Vd = 20.12 kN Td = 0.81 kN.m
H Vd/VRd2 + Td/TRd2 = 0.05
VRd2 = 585.51 kN TRd2 = 54.56 kN.m

Armadura de cisalhamento
Direção armadura Armadura
Dados
mínima cisalhamento
d = 0.21 m Vmin = 23.80 kN Vsw = 0.00 kN
B
Vc0 = 91.24 kN Aswmin = 2.90 cm²/m Asw = 0.00 cm²/m
66

Armadura de cisalhamento
Direção armadura Armadura
Dados
mínima cisalhamento
k = 2.00
Vc = 182.48 kN
d = 0.46 m
Vc0 = 99.93 kN Vmin = 52.14 kN Vsw = 0.00 kN
H
k = 2.00 Aswmin = 2.90 cm²/m Asw = 0.00 cm²/m
Vc = 199.86 kN

Armadura de Armadura
Armadura de torção
fretagem final
Armadura
Dados Topo Base Topo Centro/Base
torção
he = 8.33 cm Zr = 0.00 kN Zr = 0.00 kN Asw = 2.90 cm²/m Asw = 2.90 cm²/m
A90 = 0.13 cm²
Ae = 694.44 cm² Zs = 0.00 kN Zs = 0.00 kN ø 5.0 c/12 ø 5.0 c/12
Produção do autor (2018)

CPP

Pavimento PAV1 - Lance 1

Dados da seção transversal Dados do concreto


fck = 30.00 MPa
Seção retangular
Ecs = 26838 MPa
b = 25.00 cm h = 50.00 cm
Peso específico = 25.00 kN/m³
Cobrimento = 3.00 cm
Fi = 3.27

Dimensionamento da armadura longitudinal

Direção Cálculo da esbeltez Esforços máximos


Vínculo = RR
Msdtopo = 13.04 kN.m
B li = 1.10 cm
Msdbase = 16.49 kN.m Ndmax = 247.27 kN
Esbeltez = 15.22
Ndmin = 108.62 kN
Vínculo = RR
Msdtopo = 48.43 kN.m ni = 0.09
H li = 1.10 cm
Msdbase = 59.87 kN.m
Esbeltez = 7.61

Seção crítica do pilar: BASE


Armadura longitudinal
Direção Momentos (kN.m) Processo de cálculo
Torção Final
Madtopo = 0.80
Msdtopo = 1.72 Madcentro = 1.82
2 ø 12.5 (*2)
B Msdcentro = 0.71 Madbase = 1.71
3 ø 12.5 G1+1.4V1+0.84D1
Msdbase = 0.82 M2d = 0.11 Td = 1.46 kN.m Msd(x) = 2.53 kN.m
Mcd = 0.00
Msd(y) = 58.77 kN.m
Madtopo = 0.62 6ø12.5
Asl = 0.28 cm² Mrd(x) = 3.80 kN.m
Msdtopo = 45.33 Madcentro = 0.31 7.36 cm² Mrd(y) = 88.33 kN.m
H Msdcentro = 53.39 Madbase = 0.62 0.6 % Mrd/Msd=1.50
Msdbase = 58.77 M2d = 0.14
Mcd = 0.02

Dimensionamento da armadura transversal

Modelo cálculo Esforços


Inclinação bielas Cisalhamento Torção
67

Modelo cálculo Esforços


Inclinação bielas Cisalhamento Torção
I VBd topo = 8.56 kN Td = 1.46 kN.m
VBd base = 8.56 kN
VHd topo = 18.72 kN
45 VHd base = 18.72 kN

Verificação de esforços limites


Direção Cisalhamento Torção Cisalhamento + Torção
Vd = 8.56 kN Td = 1.46 kN.m
B Vd/VRd2 + Td/TRd2 = 0.04
VRd2 = 531.42 kN TRd2 = 54.56 kN.m
Vd = 18.72 kN Td = 1.46 kN.m
H Vd/VRd2 + Td/TRd2 = 0.06
VRd2 = 583.92 kN TRd2 = 54.56 kN.m

Armadura de cisalhamento
Direção armadura Armadura
Dados
mínima cisalhamento
d = 0.21 m
Vc0 = 90.70 kN Vmin = 23.66 kN Vsw = 0.00 kN
B
k = 2.00 Aswmin = 2.90 cm²/m Asw = 0.00 cm²/m
Vc = 181.39 kN
d = 0.46 m
Vc0 = 99.66 kN Vmin = 51.99 kN Vsw = 0.00 kN
H
k = 1.80 Aswmin = 2.90 cm²/m Asw = 0.00 cm²/m
Vc = 179.77 kN

Armadura de
Armadura de torção
fretagem Armadura
Armadura final
Dados Topo Base
torção
he = 8.33 cm Zr = 0.00 kN Zr = 0.00 kN Asw = 2.90 cm²/m
A90 = 0.24 cm²
Ae = 694.44 cm² Zs = 0.00 kN Zs = 0.00 kN ø 5.0 c/13

Dimensionamento das alças de içamento

Diâmetro Área mínima Área efetiva


Quantidade
(mm) (cm²) (cm²)
2 12.5 2.37 2.45
Produção do autor (2018)

CPF

Pavimento PAV3 - Lance 3

Dados da seção transversal Dados do concreto


fck = 30.00 MPa
Seção retangular
Ecs = 26838 MPa
b = 25.00 cm h = 50.00 cm
Peso específico = 25.00 kN/m³
Cobrimento = 3.00 cm
Fi = 3.27

Dimensionamento da armadura longitudinal

Direção Cálculo da esbeltez Esforços máximos


Vínculo = RR Ndmax = 170.50 kN
Msdtopo = 44.83 kN.m
B li = 3.50 cm Ndmin = 47.71 kN
Msdbase = 13.04 kN.m
Esbeltez = 48.44 ni = 0.06
68

Direção Cálculo da esbeltez Esforços máximos


Vínculo = RR
Msdtopo = 33.54 kN.m
H li = 3.50 cm
Msdbase = 17.03 kN.m
Esbeltez = 24.22

Seção crítica do pilar: TOPO


Armadura longitudinal
Direção Momentos (kN.m) Processo de cálculo
Torção Final
Madtopo = 2.95
Msdtopo = 44.83 Madcentro = 1.48
3 ø 12.5 (*2)
B Msdcentro = 22.61 Madbase = 2.95
3 ø 12.5 1.4G1+0.98Q+1.2A+1.4V3+0.84D3
Msdbase = 10.72 M2d = 3.96 Td = 2.34 kN.m Msd(x) = 47.78 kN.m
Mcd = 0.37
Msd(y) = 8.72 kN.m
Madtopo = 2.95 8ø12.5
Asl = 0.45 cm² Mrd(x) = 54.94 kN.m
Msdtopo = 8.72 Madcentro = 1.48 9.82 cm² Mrd(y) = 10.02 kN.m
H Msdcentro = 6.49 Madbase = 2.95 0.8 % Mrd/Msd=1.15
Msdbase = 3.16 M2d = 0.89
Mcd = 0.03

Dimensionamento da armadura transversal

Modelo cálculo Esforços


Inclinação bielas Cisalhamento Torção
I VBd topo = 15.69 kN Td = 2.34 kN.m
VBd base = 15.69 kN
VHd topo = 4.59 kN
45 VHd base = 4.59 kN

Verificação de esforços limites


Direção Cisalhamento Torção Cisalhamento + Torção
Vd = 15.69 kN Td = 2.34 kN.m
B Vd/VRd2 + Td/TRd2 = 0.07
VRd2 = 531.42 kN TRd2 = 54.56 kN.m
Vd = 4.59 kN Td = 2.34 kN.m
H Vd/VRd2 + Td/TRd2 = 0.05
VRd2 = 583.92 kN TRd2 = 54.56 kN.m

Armadura de cisalhamento
Direção armadura Armadura
Dados
mínima cisalhamento
d = 0.21 m
Vc0 = 90.70 kN Vmin = 23.66 kN Vsw = 0.00 kN
B
k = 1.19 Aswmin = 2.90 cm²/m Asw = 0.00 cm²/m
Vc = 108.37 kN
d = 0.46 m
Vc0 = 99.66 kN Vmin = 51.99 kN Vsw = 0.00 kN
H
k = 1.85 Aswmin = 2.90 cm²/m Asw = 0.00 cm²/m
Vc = 184.04 kN

Armadura de
Armadura de torção
fretagem Armadura
Armadura final
Dados Topo Base
torção
he = 8.33 cm Zr = 0.00 kN Zr = 0.00 kN Asw = 2.90 cm²/m
A90 = 0.39 cm²
Ae = 694.44 cm² Zs = 0.00 kN Zs = 0.00 kN ø 5.0 c/13

Dimensionamento das alças de içamento


69

Diâmetro Área mínima Área efetiva


Quantidade
(mm) (cm²) (cm²)
2 16.0 2.57 4.02
Produção do autor (2018)
70

APÊNDICE L - Características da Laje Alveolar

Fonte: (CASSOL, 2018)

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