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Aula 04

1.8 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE DADOS ESTATÍSTICOS

Os gráficos encontram-se presentes em quase todos os meios de


divulgação de informação, como jornais e revistas, nos manuais escolares, nas
apresentações públicas e até os nossos relatórios individuais já não passam
sem eles.
Contudo, fazer um gráfico ou um mapa que de fato informe e seja
simultaneamente, apelativo, legível e coerente com os dados não é tarefa fácil.
A grande vantagem dos gráficos reside na sua capacidade de contar
uma história de forma interessante e atrativa permitindo compreender
rapidamente fenômenos que dificilmente seriam percebidos de outra forma.
Contudo, não implica que este processo seja feito de forma simples, sendo
necessário muito trabalho e cuidado.
Existem muitas formas de apresentar figurativamente a informação
estatística e no caso particular dos gráficos são tantas as possibilidades que
houve necessidade de restringir o objeto deste material aos gráficos mais
usuais e não proceder a uma abordagem mais exaustiva.
Você pode exibir graficamente os dados coletados utilizando o
Microsoft Excel. Os gráficos são vinculados aos dados da planilha na qual
foram criados e atualizados quando você altera os dados da planilha.
Um Gráfico Incorporado é utilizado quando se quer exibir um
gráfico juntamente com os seus dados, como um objeto em uma planilha. É
usado, por exemplo, em relatórios.
Uma Folha de Gráfico é utilizada quando se quer exibir um gráfico
separado dos dados a ele associados como uma folha separada em uma pasta
de trabalho. É usado, por exemplo, para se produzir transparências ou slides.

1.8.1 Tipos de gráficos

O Excel fornece uma ampla gama de modelos gráficos que permitem


associá-los a quase todos os tipos de informações que você deseja apresentar,
ao todo são 14 tipos de gráficos que vão desde formas básicas como o de
pizza até os mais complexos como os de superfície em três dimensões. Mesmo
com tamanha diversidade, o processo de criação é bem simples devido a uma
ferramenta disponibilizada pelo programa chamada Assistente gráfico que
condensa esse processo em apenas quatro etapas.
De acordo com os dados selecionados em sua planilha, você mesmo
já deverá ter uma idéia de como eles serão apresentados em forma de gráfico
para que o trabalho seja rápido e você não fique confuso.
Antes de aprender a construir seu primeiro gráfico, vamos dar uma
breve explicação a respeito dos principais tipos que você possivelmente virá
a utilizar.

a) Gráficos de barras

Os gráficos são uma das formas mais populares de representar


a informação, em parte pela facilidade quer de execução, quer de leitura.
São usados para apresentar um conjunto de dados e também para
comparar vários conjuntos de dados. Devem ser utilizados para representar
variáveis discretas ou qualitativas, em termos absolutos ou relativos, ou para
comparar categorias de variáveis quantitativas contínuas.
Podem, igualmente, representar a evolução de uma variável ao longo
do tempo.
Normalmente, as barras começam no eixo das categorias, o que
facilita a comparação das posições relativas.

• Gráfico de barras simples (verticais ou horizontais)


Num gráfico de barras, as freqüências podem ser indistintamente
representadas no eixo das abscissas ou das ordenadas, ou seja, as barras
podem ser horizontais ou verticais.
Apesar do gráfico de barras verticais ser o mais comum, existem
situações em que é preferível optar pela outra disposição. O gráfico de barras
horizontais é considerado de leitura mais fácil, quando é expressiva a diferença
entre o valor mínimo e o valor máximo da variável. Num contexto de limitação
do espaço disponível para posicionar o gráfico, é igualmente preferível optar
pelo gráfico de barras horizontais, uma vez que permite a inclusão de variadas
categorias sem aumentar significativamente o espaço ocupado.
Aconselha-se o gráfico de barras horizontais para variáveis cujas
categorias têm designações extensas, dados que nos gráficos de barras
verticais o espaço para as designações é curto. Lembre que as designações
não devem ser abreviadas, nem se posicionarem de forma a dificultar a leitura
(verticalmente ou obliquamente) acabando, muitas vezes por ocupar mais
espaço do que o próprio gráfico.

Salário médio pago aos trabalhadores em algumas nas capitais brasileiras –


jun/2001

1400

1211,05
1200
S
a 971,14
l 1000 914,43
á 839,5
r
800 698,69
i
o 616,4
s
600
(

R 400
$
)

200

0
Rio de Janeiro Brasília São Paulo Belém Manaus Curitiba
Capitais
Os espaços entre as barras devem ser construídos de forma que
não se dificulte a comparação. É sugerido um espaço entre as barras
aproximadamente igual ao tamanho da mesma.
A representação de valores negativos é desaconselhada em gráficos
de barras horizontais, dado que, convencionalmente, os valores negativos
estão associados a uma barra numa posição descendente. De fato, a
associação visual entre esquerda e direita e valores negativos e positivos,
respectivamente, podem não ser direta para um leitor menos experiente. Por
essa razão, devem ser utilizados gráficos de barras verticais quando existem
valores negativos.

40
30
20
10
0
-10
-20

b) Gráfico de linhas

O gráfico de linhas é indicado para mostrar tendências e evolução de


uma variável contínua por outra variável contínua.
O mais comum é aquele que representa séries temporais (ou
cronológicas), em que uma determinada variável contínua é analisada ao longo
do tempo. O eixo do y mede a(s) variável (eis) em estudo, enquanto o eixo do x
apresenta as unidades temporais dispostas cronologicamente em intervalos
iguais de tempo, começando da esquerda com a data mais antiga.
Num gráfico de linhas, ao contrário dos gráficos de barras, as séries
podem ser longas. O objetivo nestes gráficos é comparar os declives das
curvas de forma a responder as perguntas: em que períodos a variação foi
significativa? Quantos foram os pontos de inflexão? ( Referência)
Visualmente, para um determinado conjunto de dado, a união dos
pontos (pares de coordenadas: x,y), é feita por meio de uma linha que sugere
continuidade.
Não devem ser incluídos mais do que três linhas por gráfico, caso
contrário tornam o gráfico de difícil leitura. Quando muitas linhas se sobrepõem
é preferível substituir o gráfico por vários gráficos.

Evolução dos preços médios da cesta básica – Belém – jan a Dez/2001

112

110

108

106
Valor (R$)

104

102

100

98
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Meses

d) Gráficos de setores

Os gráficos de setores exibem as partes do todo como se fatias de


um bolo se tratassem; a isso se deve a denominação inglesa “pie chart”
traduzida em português para torta ou pizza. Para um determinado período
temporal, a variável em análise é projetada num círculo correspondendo a cada
componente um ângulo, tal que, as componentes no seu conjunto totalizem os
360º.
A sua utilização é desaconselhada quando se pretende comparar
mais de um período temporal, para variáveis que contenham até cinco
categorias ou quando as categorias têm aproximadamente o mesmo peso,
sendo neste caso, preferível substituir o gráfico de setores por um gráfico de
barras. Muitas fatias ou fatias demasiadamente estreitas são dificilmente
interpretáveis, sendo por isso necessário complementar o gráfico com os
valores respectivos.
É comum encontrar gráficos de setores distorcidos, ou seja,
assumindo formas não circulares, para poupar espaço ou então por razões
desconhecidas. Tornar uma figura circular numa elipse é altamente
enganador, particularmente para setores mais estreitos e deve ser evitado por
desvirtuar completamente o gráfico original. Para facilitar a visualização de
pequenas fatias, você pode agrupá-las como um item em um gráfico de pizza
e, em seguida, quebrar aquele item em um gráfico de pizza ou de barras
menor, próximo ao gráfico principal.
Outra prática corrente é a separação das fatias movendo-as
radialmente para fora, provocando afastamentos desiguais entre fatias
adjacentes.
Assim, a utilização dos gráficos de setores é apenas recomendada
nos casos em que uma ou duas categorias dominam o total para dar uma idéia
genérica dos dados, mas poder-se-á questionar se não será melhor recorrer a
uma tabela.

Número de alunos atendidos pela merenda escolar, por regiões, 1999

Centro Oeste Norte


13% 19%

Nordeste
Sudeste
15%
30%

Sul
23%
Fonte: Ministério da Educação

Para melhor aproveitamento do conteúdo estudado, acesse a


Ferramenta Atividades, no Sistema Aprendiz e realize a atividade 1 –
Estatística III.

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